LOC.: A safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2024 é estimada em mais de 299 milhões de toneladas, aponta o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de abril, divulgado pelo IBGE. Isso representa uma redução de 5,0% em comparação com o ano anterior. Em relação à estimativa de março, houve um leve aumento de 0,4%.
O gerente do levantamento, Carlos Barradas, destaca que a produção de soja, considerada a principal commodity do país, aumentou 0,9% em relação à estimativa de março. No entanto, esse número ainda representa uma queda de 2,4% em comparação com a produção total do ano passado.
TEC./SONORA: Carlos Barradas, gerente do levantamento
“Para o milho, a previsão é de 115,8 milhões de toneladas, uma queda de 0,3% em comparação ao mês anterior, e uma redução de 11,7% em relação ao que produzimos em 2023. Problemas climáticos durante a safra de verão reduziram o potencial da safra brasileira de grãos de 2024, principalmente com relação às produções de soja e de milho.”
LOC.: Segundo o levantamento, os efeitos do El Niño, caracterizado pelo excesso de chuvas nos estados da Região Sul e pela escassez de chuvas regulares e altas temperaturas no Centro-Norte do Brasil, resultaram em uma limitação no potencial produtivo da leguminosas em muitas das unidades da federação produtoras.
O consultor de agronegócios João Crisóstomo ressalta que o El Niño foi um desafio na safra 2023/2024, provocando um atraso na chegada das chuvas.
TEC./SONORA: João Crisóstomo, consultor de agronegócios da BMJ Consultores Associados
“O fenômeno climático provocou um atraso nas chuvas, o que consequentemente atrasou a semeadura e a colheita, sobretudo no Centro-Oeste, que foi onde foi observado esse atraso nas chuvas no Mato Grosso.”
LOC.: Apesar dos desafios, o consultor João Crisóstomo destaca que esse é um setores mais importantes para economia brasileira, e contribui significativamente para o PIB brasileiro.
Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, seguido pelo Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais que, somados, representaram 79,2% do total.
Reportagem, Nathália Guimarães