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Brasil
07/03/2022 01:46h

Órgão dá algumas dicas para que brasileiros se sintam seguros ao receber, interagir e passar informações aos recenseadores

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A partir de 1º de agosto, cerca de 183 mil recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão começar a visitar os domicílios brasileiros para coletar os dados do Censo 2022. Para garantir que essa quantidade de funcionários não se torne uma oportunidade para que os criminosos se disfarçam e invadam a casa da pessoas, o portal Brasil61.com traz, na terceira reportagem sobre o Censo, como será o protocolo de segurança adotado pelo órgão e como os cidadãos podem se proteger dos mal-intencionados. 

Marcelo Alessandro Nunes, coordenador especial do Censo no Distrito Federal, explica que, quando alguém bater à porta dizendo ser um recenseador do IBGE, os brasileiros terão três formas de verificar se aquela pessoa, de fato, trabalha para o órgão. A primeira delas é a mais tradicional e, também, a mais fácil de ser adulterada: o uniforme. Cada recenseador deverá usar colete, crachá, boné (não é obrigatório) e máscara com a marca do IBGE. 

“Aí você fala assim: ‘bom, pelo uniforme pode ser, mas será que é mesmo? Como eu posso ter certeza?’ Tem alguns caminhos. No crachá do recenseador tem um QR Code. Então, a pessoa pode escanear aquele QR Code na hora, vai direto para a página do IBGE e lá vai carregar as informações. Vai mostrar: ‘esse aqui é o recenseador José Antônio da Silva’. Vai ter os dados dele, o número de registro dele no IBGE. Essas informações vão estar no crachá. A pessoa pode conferir”, indica Marcelo. 

O coordenador explica que os brasileiros também poderão saber se a pessoa é recenseadora do IBGE indo direto à página do órgão e conferindo se o número de registro presente no colete está atrelado a algum funcionário. Para os mais desconfiados com as fraudes, será possível ligar para o IBGE a fim de checar a identificação de quem bater à porta. 

“Tem um 0800 do IBGE que vai estar no colete do recenseador. A pessoa liga no 0800 e diz ‘tô aqui com uma pessoa que diz que é o recenseador. Ele fala que é o José Antônio da Silva e que o número de documento dele é o tal’. E aí nós temos uma área de telemarketing do IBGE que vai atender a pessoa e vai confirmar: ‘é, essa pessoa realmente trabalha no IBGE’ ou, na pior das hipóteses, ‘opa, esse cara aqui não está na nossa base. Não responde ele, não’, adverte. 

Além dessas possibilidades de checagem, os moradores de um bairro podem ficar atentos à circulação dos agentes do IBGE por aquela localidade nos dias do levantamento. Isso porque cada recenseador será responsável por coletar os dados  dos domicílios de uma área específica. “A vizinhança toda fica sabendo que o recenseador está por ali. Isso também, de certa forma, já é uma segurança para os moradores, sabendo que todo dia aquele mesmo rapaz ou moça com uniforme do IBGE batendo na casa das pessoas não deve ser fraude. Também tem essa forma de as pessoas terem mais confiança para receber o recenseador”, orienta. 

Censo 2022: saiba o que o IBGE vai perguntar aos brasileiros

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Segurança sanitária
Em tempos de pandemia da Covid-19, o Censo 2022 também vai lidar com o desafio adicional de garantir a segurança sanitária durante o período de captura das informações. Afinal, serão mais de 200 mil funcionários trabalhando durante três meses e visitando mais de 70 milhões de domicílios em todo o país. 

Marcelo diz que a máscara de proteção facial será parte obrigatória do uniforme dos recenseadores. O protocolo de abordagem e o uso de outros equipamentos de proteção individual, como o face shield,  foram testados no mês de novembro. No entanto, chegou-se à conclusão de que o uso da máscara com o face shield dificultava a comunicação entre o recenseador e o cidadão. Dessa forma, esse item estará disponível, mas não será de uso obrigatório.  

“O recenseador também vai levar álcool gel na bolsa e tem a máscara como um item obrigatório do uniforme dele e, no nosso protocolo, ele tem que manter o distanciamento das pessoas. Com a máscara dá pra fazer uma entrevista com uma distância de um metro e meio sem comprometer, sem colocar ninguém em risco, não só o recenseador, como o informante. A gente não sabe se algum dos dois  pode estar doente”, explica. 

Segurança da informação
Há também aqueles que são mais desconfiados em relação ao questionário e se é seguro passar informações ao recenseador, principalmente sobre trabalho e renda. Marcelo Nunes garante que as pessoas não precisam se preocupar, pois o IBGE não pode passar os dados para nenhum outro órgão ou pessoa. “A nossa coleta é protegida por uma lei que garante o sigilo estatístico. Então, se a gente vaza informação de um entrevistado a gente perde o emprego. Isso é uma coisa seríssima, a gente não pode fazer isso”, ressalta. 

Marcelo afirma que ninguém é obrigado a responder ao questionário, mas que é importante participar do levantamento, pois o Censo serve de base para a definição de políticas públicas que podem impactar a vida da população. “Às vezes, ela acha que não, mas a resposta dela faz diferença para o país, para que o governo tome alguma decisão do que pode ser feito ou não na área onde ela mora”, diz. 

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18/02/2022 04:30h

Na segunda reportagem da série especial sobre o Censo, o portal Brasil61.com detalha cada um dos dois questionários que vão ajudar a tirar a radiografia da população e seu modo de vida

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O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é uma espécie de radiografia da população brasileira e de suas condições sociais, como o portal Brasil61.com mostrou na primeira reportagem da série especial sobre o levantamento. Mas para que esse Raio-X seja o mais próximo possível da realidade é preciso que as ferramentas para obtê-lo sejam eficientes. No caso do Censo, trata-se dos questionários de coleta. 

É por meio do questionário que os recenseadores vão levantar os dados que vão compor a nova radiografia da população brasileira. Nesta segunda reportagem da cobertura sobre o Censo, Marcelo Alessandro Nunes, coordenador especial da pesquisa no Distrito Federal, ajuda a destrinchar o que os brasileiros podem esperar responder na hora em que os agentes do IBGE baterem à porta. 

De início, é preciso ressaltar que nem todas as pessoas vão responder ao mesmo questionário. Os recenseadores do IBGE vão levar a campo dois questionários: um básico e outro mais complexo, explica Marcelo. 

“O básico é mais simples, tem menos perguntas e é o que vai ser aplicado na maior parte da população. O outro questionário é o que a gente chama de amostra. Esse questionário é um pouco mais completo, ele tem mais informações, mas é aplicado numa porcentagem menor. Essa porcentagem pode variar de local para local, de município para município. Então, você vai ter cidades que, às vezes, a amostra é de 5%. A cada 100 questionários, 95, por exemplo, serão básicos, e cinco serão amostra”, diz. 

Em alguns locais, como terras indígenas, o questionário de amostra poderá ser aplicado em todos os domicílios visitados, mas essa é a exceção. A regra é que a maior parte da população responda ao questionário básico. No entanto, não será possível saber de antemão qual tipo de pesquisa o cidadão vai responder. Somente antes da coleta é que o recenseador e o próprio morador terão a resposta, que será indicada por um sorteio do dispositivo de coleta que o agente vai portar. 

Questionário básico

O questionário básico vai ajudar a entender quais as características dos mais de 70 milhões de domicílios brasileiros que os agentes do IBGE irão visitar e, também, de seus moradores. Essa pesquisa terá 26 perguntas, divididas em 10 blocos. A expectativa é que o morador leve de cinco a dez minutos para responder a todas as questões, avalia Marcelo. Quanto mais pessoas viverem naquela casa, mais tempo vai levar para finalizar o questionário, e vice-versa. 

Em relação ao domicílio, o questionário básico vai levantar se há abastecimento de água, coleta de esgoto e lixo, por exemplo. Isso inclui uma pergunta sobre a existência de banheiro e chuveiro. Sobre os moradores do domicílio, Marcelo diz que será perguntado sobre o número de pessoas que moram no local, os nomes, sexo, datas de nascimento e grau de parentesco entre elas. 

No bloco sobre identificação étnico-racial, quem responder o questionário terá liberdade para se definir entre as opções apresentadas pelo recenseador. “Se você olha, por exemplo, uma pessoa que é oriental, tem olhos puxados, mas ela fala que é preta, ok, ela é preta. O recenseador tem que colocar aquilo que a pessoa está informando, qual a percepção dela”, explica Marcelo. Caso a pessoa se identifique como indígena, um novo bloco de perguntas será apresentado, abordando temas como etnia e língua falada. 

O morador que vai responder ao questionário também será questionado se há crianças na casa e se elas têm certidão de nascimento, por exemplo. Em relação à educação, o recenseador vai perguntar se os residentes estudam e sabem ler e escrever. O responsável pelo domicílio também será indagado sobre suas condições de trabalho e renda. Há, também, uma questão sobre mortalidade. 

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Questionário de amostra

Já o questionário por meio de amostragem seleciona uma parte da população para a pesquisa, de modo que seja possível estimar resultados gerais. Em geral, Marcelo explica que ele vai aprofundar questões que foram tratadas superficialmente no questionário básico. Sobre as características do domicílio, o morador será questionado também se o imóvel é próprio, emprestado ou alugado; se ainda está pagando ou já quitou a residência; se é de alvenaria, palafita ou madeira; quantos cômodos e eletrodomésticos há; e se tem acesso à internet. 

Haverá um bloco sobre nupcialidade, ou seja, se o respondente é casado ou não e qual o tipo de união, se civil, religiosa ou consensual. O IBGE também vai querer saber questões relacionadas à fecundidade. Já no bloco sobre religião e culto, além das opções gerais, no caso dos evangélicos será possível detalhar à qual denominação pertencem. 

Há questões sobre migração interna, portadores de deficiência, autismo e maior aprofundamento em temas como trabalho, renda, educação e deslocamento. Ao todo, serão 77 perguntas, divididas em 19 blocos. Por ser mais detalhado, o questionário de amostra pode levar de 15 a 25 minutos para ser respondido. Mais uma vez, o tempo de preenchimento vai depender do número de pessoas residentes no imóvel. 

Marcelo explica que o IBGE se preocupou com alguns pontos específicos para este levantamento. “O questionário é bem parecido com o de 2010. Com certeza, eu posso dizer que tem a pergunta sobre autismo que não tinha no Censo anterior e tem algumas questões específicas para as comunidades nas áreas quilombolas. Isso não tinha no último Censo. No bloco onde tem perguntas sobre os moradores das terras indígenas, talvez tenham mais perguntas do que no anterior. Para esse Censo, houve uma preocupação muito grande de conseguir retratar melhor a situação dos moradores das terras indígenas e das áreas quilombolas”, afirma. 

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16/02/2022 04:00h

InfoDengue também aponta outras regiões de atenção pelo Brasil

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A Região Sul do país é apontada como área de atenção para dengue em 2022, pelo sistema de monitoramento de arboviroses desenvolvido pela Fiocruz e a Fundação Getúlio Vargas, o InfoDengue. Foi observada uma tendência de expansão da dengue para essa região, em que o número de casos não costumava preocupar. Os pesquisadores investigam se isso se dá pela maior capacidade de adaptação do Aedes aegypti e por mudanças climáticas.

Surtos importantes de dengue foram registrados em Londrina e Sengés, no Paraná, além de Joinville, em Santa Catarina. Também se encontram em situação de atenção a região noroeste de São Paulo. No Centro-oeste, a região entre Goiânia e Palmas, passando pelo Distrito Federal. Além de alguns municípios isolados da Bahia e do Ceará.

O infectologista do Hospital das Forças Armadas em Brasília, Hemerson Luz, aponta que o combate ao foco do mosquito é a melhor forma de enfrentar a dengue. “Não há um medicamento específico para tratar a dengue. O combate é feito eliminando os focos do mosquito. Temos que lembrar que um ovo do mosquito Aedes aegypti pode ficar até um ano aguardando a chuva dentro de um recipiente. Ele pode após receber a água, eclodir, virar a larva e evoluir para o mosquito.”

Campanha do Ministério da Saúde alerta para a importância do combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. A ideia é que cada cidadão coloque em sua rotina semanal uma ronda por sua casa e local de trabalho para chegar locais que podem estar acumulando água, o que é mais comum no período das chuvas. “A forma principal que nós temos é evitar que os mosquitos nasçam. E é por isso que é importante que tantos agentes, a população em geral, esteja atenta para que não tenham criadouros dos mosquitos”, alerta o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka.

CENTRO-OESTE: Período chuvoso aumenta os riscos de dengue, zika e chikungunya

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Cláudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, nas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

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09/02/2022 02:00h

Dos 14 municípios da microrregião paulista, seis estão em estado de alerta para risco de contaminação por dengue

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A taxa de incidência de dengue na região de Araçatuba está em quase 900, referência que exige atenção dos moradores para controlar focos do Aedes aegypti, responsável por espalhar a doença. Dos 14 municípios que compõem a microrregião, sete apresentam índice de infestação superior a 500, referência para que uma localidade seja considerada crítica pelo Ministério da Saúde.

A população dos 7 municípios mais afetados da microrregião é estimada em 287 mil pessoas, entre elas, houve 2.582 adoecimentos por dengue em 2021. Entre os municípios, ainda houve confirmações de 2 casos de zika e um de chikungunya. 

O município de Rubiácea é o que apresenta estado mais crítico. Em 2021, registrou 145 casos entre a população que tem cerca de 8 mil pessoas. Atrás dele, está Valparaíso, cuja população é de 27 mil pessoas. Entre elas, houve a confirmação de 640 casos. 

“A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador-geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.

Tereza Cristina de Souza (60), moradora de Ribeirão Preto (SP), acredita que se contaminou três vezes por dengue e uma por zika porque os moradores próximos seguem sem cuidados com a limpeza do ambiente. “Depois que adoeci pela primeira vez, recebi a visita de agentes ambientais que me orientaram sobre locais que eu nem imaginava que poderiam ser criadouros”, diz. Entre esses locais, estavam o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte para o Varal. 

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Cláudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, nas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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08/02/2022 09:00h

Alto índice de infestação pelo mosquito Aedes aegypti e elevação nas notificações de doenças preocupa

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A taxa de incidência de dengue na região Tarauacá, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. A servidora pública Ana Cleide teve a doença, e relata que até hoje, tempos depois, sente os efeitos.

“Durante cinco dias eu fiquei bem mal, com coceira no corpo. Fiquei com sequelas no fígado, até hoje eu tenho problemas.  E uma coceira insuportável no corpo, principalmente nos pés e nas mãos.”

No município de Tarauacá, no noroeste do estado, foram mais de 3 mil casos de dengue em 2021.  Também foi registrado aumento na incidência de zika, com 64 notificações,  e 46 de chikungunya. 

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, informa que hoje  "mais de de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país." Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar. 

“O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápido e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida."

Cássio Peterka ressalta ainda que com a presença do vetor ocorra maior transmissão, já que as pessoas infectadas circulam pelas regiões.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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08/02/2022 02:00h

Risco de infestação pelo mosquito transmissor da doença ameaça cidades vizinhas àquelas com alta contaminação

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A taxa de incidência de dengue em Tatuí (SP) é a maior do País (16.346,05), número 32 vezes maior do que a referência do Ministério da Saúde para considerar que o município tem índices críticos para dengue. No ano passado foram mais de 20 mil casos de dengue somente no município de Tatuí e oito casos de zika. As doenças são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a chikungunya. 

Pereiras, Quadra, Boituva, Porangaba e Quadras também tiveram altas taxas de infestação por dengue. Dos nove municípios da região, apenas Cerquilho (SP) tem risco moderado para um possível surto de dengue. Em toda região próxima à Tatuí, foram mais de 22 mil casos confirmados de dengue e nove de zika. 

“A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador-geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.

Tereza Cristina de Souza (60), moradora de Ribeirão Preto (SP), acredita que se contaminou três vezes por dengue e uma por zika porque os moradores próximos seguem sem cuidados com a limpeza do ambiente. “Depois que adoeci pela primeira vez, recebi a visita de agentes ambientais que me orientaram sobre locais que eu nem imaginava que poderiam ser criadouros”, diz. Entre esses locais, estavam o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte para o Varal. 

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Cláudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

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07/02/2022 02:00h

Municípios próximos também têm alta incidência da doença causada pelo mosquito Aedes aegypti

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A taxa de incidência de dengue na região de Rio Branco, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. A acreana Ana Cleide já teve a doença, e conta que até hoje sente os efeitos da doença. “Durante cinco dias eu fiquei bem mal, com coceira no corpo. Fiquei com sequelas no fígado, até hoje eu tenho problemas de fígado. E uma coceira insuportável no corpo, principalmente nos pés e nas mãos.”

Cruzeiro do Sul teve mil casos de dengue registrados em 2021. Rodrigues Alves e Marechal Thaumaturgo também registraram alta incidência da doença. Em Mâncio Lima, além da dengue, a chikungunya também preocupa. "Hoje mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país", informa o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar. 

Cássio Peterka acrescentou que " o vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápido e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida." Isso porque, segundo ele, o vetor se encontra nessas regiões, e como as pessoas circulam pela área, acabam se infectando."

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

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04/02/2022 15:00h

Cidades vizinhas também enfrentam alta incidência da doença

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 São José do Rio Preto (SP) registrou mais de 21 mil casos de dengue em 2021. Os municípios vizinhos também enfrentam problemas com a alta incidência da doença. A maior quantidade de casos em relação ao total de habitantes foi registrada em Potirendaba, com 1.551 para uma população de menos de 18 mil pessoas.

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. “A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador-geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.

A paulista Tereza Cristina de Souza (60) acredita que se contaminou três vezes por dengue e uma por zika porque os moradores próximos seguem sem cuidados com a limpeza do ambiente. “Depois que adoeci pela primeira vez, recebi a visita de agentes ambientais que me orientaram sobre locais que eu nem imaginava que poderiam ser criadouros”, diz. Entre esses locais, estavam o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte para o Varal. 

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

 

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

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04/02/2022 09:30h

Situação também é preocupante em Guarujá, São Vicente, Praia Grande e Cubatão

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A taxa de incidência de zika no no litoral sul do Estado de São Paulo, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do País (1.060,28). A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a dengue e a chikungunya. Santos confirmou o maior número de casos de zika na região, em 2021: foram mais de 7,5 mil. O município também foi o recordista de registros de dengue: mais de 4,5 mil de dengue, no mesmo período.

Guarujá, São Vicente, Praia Grande também enfrentam situação de alta incidência das duas doenças. Cubatão é o que tem maior incidência de dengue na região, acima de 2 mil. A referência para que o Ministério da Saúde considere uma região como crítica para a transmissão de dengue é um incidência de 500.   Apenas Bertioga não enfrenta problema com a zika, mas a situação também é crítica em relação à dengue. 

“A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador-geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.

A paulista Tereza Cristina de Souza (60) acredita que se contaminou três vezes por dengue e uma por zika porque os moradores próximos seguem sem cuidados com a limpeza do ambiente. “Depois que adoeci pela primeira vez, recebi a visita de agentes ambientais que me orientaram sobre locais que eu nem imaginava que poderiam ser criadouros”, diz. Entre esses locais, estavam o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte para o Varal. 

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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01/02/2022 12:00h

Charqueada, Rafard, Tietê e Saltinho também têm alta incidência da doença. Mas a maior concentração de casos em relação ao total de habitantes ocorreu em Mombuca

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Piracicaba (SP) registrou 5.355 casos de dengue em 2021. As cidades vizinhas - Charqueada, Rafard, Tietê e Saltinho - também têm alta incidência da doença. Mas, na região, a maior concentração de casos em relação ao total de habitantes ocorreu em Mombuca (SP). Foram 114 casos entre a população de 3,5 mil habitantes, o que resultou numa taxa de incidência de aproximadamente 3,3 mil. Esse índice leva em consideração a ocorrência da doença numa população de 100 mil pessoas. O Ministério da Saúde considera como crítico, com alto risco de epidemia, cidades em que o resultado é superior a 500. 

Apenas seis municípios da região de Piracicaba não tem taxas de consideradas críticas. “A circulação do vírus entre as regiões é rápida e não respeita limites geográficos, alerta o coordenador geral de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka. O mosquito pica alguém contaminado e rapidamente espalha os vírus entre as pessoas que estão próximas.

Tereza Cristina de Souza (60), moradora de Ribeirão Preto (SP), acredita que se contaminou três vezes por dengue e uma por zika porque os moradores próximos seguem sem cuidados com a limpeza do ambiente. “Depois que adoeci pela primeira vez, recebi a visita de agentes ambientais que me orientaram sobre locais que eu nem imaginava que poderiam ser criadouros”, diz. Entre esses locais, estavam o compartimento atrás da geladeira e um cano que servia como suporte para o Varal. 

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Cláudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.  

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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