Censo

13/05/2022 19:23h

O concurso oferece vagas para os cargos de Recenseador, Agente Censitário Municipal (ACM) e Agente Censitário Supervisor (ACS). Ao todo foram 206.891 vagas para o Censo 2022

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Foi publicado nesta sexta-feira (13) o resultado definitivo da prova do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os candidatos podem conferir o resultado e o gabarito definitivo no site da banca FGV. 

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O concurso oferece vagas para os cargos de Recenseador, Agente Censitário Municipal (ACM) e Agente Censitário Supervisor (ACS). Ao todo foram 206.891 vagas para o Censo 2022.

Confira abaixo os gabaritos definitivos

Vale destacar que foram publicados mais dois editais temporários sem prova objetiva.

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07/04/2022 01:30h

As mudanças devem ser feitas pelo Sistema Educacenso. Na segunda etapa da pesquisa, estão sendo recolhidos dados sobre a situação do aluno, como transferências, saída escolar ou repetição de algum ano.

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As escolas públicas e particulares têm até o dia 18 de abril para retificar alguma informação referente à segunda etapa do Censo Escolar 2021. Durante esse período, as instituições escolares também podem inserir informações não declaradas na coleta. Todo o processo deve ser feito pelo Sistema Educacenso. Os resultados vão ser divulgados em maio de 2022.

Segundo o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Danilo Dupas Ribeiro, nessa etapa, estão sendo computadas informações sobre o movimento do aluno. "Nela [nessa etapa], serão coletadas informações relativas aos rendimentos dos estudantes, quantos foram aprovados e reprovados e ao movimento, quantos foram transferidos, deixaram de frequentar a escola ou faleceram."

A partir desse levantamento, o INEP vai disponibilizar dados como a taxa de rendimento, fundamental para o acompanhamento de dados escolares dos estados e municípios. 

Primeira Etapa

A primeira etapa do Censo Escolar foi divulgada no dia 31 de janeiro deste ano. Segundo os dados, as matrículas na educação infantil registraram queda de 7,3% entre os anos de 2019 e 2021. Além disso, 653,499 crianças de até 5 anos saíram da escola. 

Em todos os anos de ensino, foram registradas 46,7 milhões de matrículas, uma redução de 1,3% quando comparamos com 2020. As redes municipais atendem a maioria dos alunos, com 49,6% de matriculados, seguido pela rede estadual, com 32,2% e a rede privada 17,4%. Ao todo, o país tem 178,4 mil escolas de educação básica. 

Também dentro das informações já divulgadas, foram registrados 2,2 milhões de professores e 162.796 diretores de educação básica. A maioria possui formação superior (89,5%) e é mulher (80,7%)

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Censo

O Censo escolar é a principal pesquisa de educação básica no Brasil. Coordenado pelo INEP e com a participação de secretarias municipais e estaduais, conta com informações de todas as escolas públicas e privadas do Brasil. 

O secretário executivo do Ministério da Educação, Vitor Godoy, destaca a importância do estudo na formulação de políticas públicas. "São dados que vão subsidiar a formulação, monitoramento, avaliação de polícia públicas,  produção de indicadores que vão possibilitar a gente contextualizar o que está acontecendo na educação brasileira, assim como uma base de cálculo para transferências de recursos do fundeb para estados e municípios."

Educação e Covid-19

Termina também no dia 18 de abril a coleta de dados da pesquisa "Resposta educacional à pandemia de covid-19". Os dados deverão ser enviados por todas as escolas, também pelo Sistema Educacenso. É a segunda vez que o formulário é aplicado e tem como objetivo levantar dados sobre as "estratégias adotadas pelas escolas para lidar com os desafios impostos pela pandemia no Brasil", conforme explicou o INEP.
 

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Brasil
07/03/2022 01:46h

Órgão dá algumas dicas para que brasileiros se sintam seguros ao receber, interagir e passar informações aos recenseadores

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A partir de 1º de agosto, cerca de 183 mil recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão começar a visitar os domicílios brasileiros para coletar os dados do Censo 2022. Para garantir que essa quantidade de funcionários não se torne uma oportunidade para que os criminosos se disfarçam e invadam a casa da pessoas, o portal Brasil61.com traz, na terceira reportagem sobre o Censo, como será o protocolo de segurança adotado pelo órgão e como os cidadãos podem se proteger dos mal-intencionados. 

Marcelo Alessandro Nunes, coordenador especial do Censo no Distrito Federal, explica que, quando alguém bater à porta dizendo ser um recenseador do IBGE, os brasileiros terão três formas de verificar se aquela pessoa, de fato, trabalha para o órgão. A primeira delas é a mais tradicional e, também, a mais fácil de ser adulterada: o uniforme. Cada recenseador deverá usar colete, crachá, boné (não é obrigatório) e máscara com a marca do IBGE. 

“Aí você fala assim: ‘bom, pelo uniforme pode ser, mas será que é mesmo? Como eu posso ter certeza?’ Tem alguns caminhos. No crachá do recenseador tem um QR Code. Então, a pessoa pode escanear aquele QR Code na hora, vai direto para a página do IBGE e lá vai carregar as informações. Vai mostrar: ‘esse aqui é o recenseador José Antônio da Silva’. Vai ter os dados dele, o número de registro dele no IBGE. Essas informações vão estar no crachá. A pessoa pode conferir”, indica Marcelo. 

O coordenador explica que os brasileiros também poderão saber se a pessoa é recenseadora do IBGE indo direto à página do órgão e conferindo se o número de registro presente no colete está atrelado a algum funcionário. Para os mais desconfiados com as fraudes, será possível ligar para o IBGE a fim de checar a identificação de quem bater à porta. 

“Tem um 0800 do IBGE que vai estar no colete do recenseador. A pessoa liga no 0800 e diz ‘tô aqui com uma pessoa que diz que é o recenseador. Ele fala que é o José Antônio da Silva e que o número de documento dele é o tal’. E aí nós temos uma área de telemarketing do IBGE que vai atender a pessoa e vai confirmar: ‘é, essa pessoa realmente trabalha no IBGE’ ou, na pior das hipóteses, ‘opa, esse cara aqui não está na nossa base. Não responde ele, não’, adverte. 

Além dessas possibilidades de checagem, os moradores de um bairro podem ficar atentos à circulação dos agentes do IBGE por aquela localidade nos dias do levantamento. Isso porque cada recenseador será responsável por coletar os dados  dos domicílios de uma área específica. “A vizinhança toda fica sabendo que o recenseador está por ali. Isso também, de certa forma, já é uma segurança para os moradores, sabendo que todo dia aquele mesmo rapaz ou moça com uniforme do IBGE batendo na casa das pessoas não deve ser fraude. Também tem essa forma de as pessoas terem mais confiança para receber o recenseador”, orienta. 

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Segurança sanitária
Em tempos de pandemia da Covid-19, o Censo 2022 também vai lidar com o desafio adicional de garantir a segurança sanitária durante o período de captura das informações. Afinal, serão mais de 200 mil funcionários trabalhando durante três meses e visitando mais de 70 milhões de domicílios em todo o país. 

Marcelo diz que a máscara de proteção facial será parte obrigatória do uniforme dos recenseadores. O protocolo de abordagem e o uso de outros equipamentos de proteção individual, como o face shield,  foram testados no mês de novembro. No entanto, chegou-se à conclusão de que o uso da máscara com o face shield dificultava a comunicação entre o recenseador e o cidadão. Dessa forma, esse item estará disponível, mas não será de uso obrigatório.  

“O recenseador também vai levar álcool gel na bolsa e tem a máscara como um item obrigatório do uniforme dele e, no nosso protocolo, ele tem que manter o distanciamento das pessoas. Com a máscara dá pra fazer uma entrevista com uma distância de um metro e meio sem comprometer, sem colocar ninguém em risco, não só o recenseador, como o informante. A gente não sabe se algum dos dois  pode estar doente”, explica. 

Segurança da informação
Há também aqueles que são mais desconfiados em relação ao questionário e se é seguro passar informações ao recenseador, principalmente sobre trabalho e renda. Marcelo Nunes garante que as pessoas não precisam se preocupar, pois o IBGE não pode passar os dados para nenhum outro órgão ou pessoa. “A nossa coleta é protegida por uma lei que garante o sigilo estatístico. Então, se a gente vaza informação de um entrevistado a gente perde o emprego. Isso é uma coisa seríssima, a gente não pode fazer isso”, ressalta. 

Marcelo afirma que ninguém é obrigado a responder ao questionário, mas que é importante participar do levantamento, pois o Censo serve de base para a definição de políticas públicas que podem impactar a vida da população. “Às vezes, ela acha que não, mas a resposta dela faz diferença para o país, para que o governo tome alguma decisão do que pode ser feito ou não na área onde ela mora”, diz. 

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18/02/2022 04:30h

Na segunda reportagem da série especial sobre o Censo, o portal Brasil61.com detalha cada um dos dois questionários que vão ajudar a tirar a radiografia da população e seu modo de vida

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O Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é uma espécie de radiografia da população brasileira e de suas condições sociais, como o portal Brasil61.com mostrou na primeira reportagem da série especial sobre o levantamento. Mas para que esse Raio-X seja o mais próximo possível da realidade é preciso que as ferramentas para obtê-lo sejam eficientes. No caso do Censo, trata-se dos questionários de coleta. 

É por meio do questionário que os recenseadores vão levantar os dados que vão compor a nova radiografia da população brasileira. Nesta segunda reportagem da cobertura sobre o Censo, Marcelo Alessandro Nunes, coordenador especial da pesquisa no Distrito Federal, ajuda a destrinchar o que os brasileiros podem esperar responder na hora em que os agentes do IBGE baterem à porta. 

De início, é preciso ressaltar que nem todas as pessoas vão responder ao mesmo questionário. Os recenseadores do IBGE vão levar a campo dois questionários: um básico e outro mais complexo, explica Marcelo. 

“O básico é mais simples, tem menos perguntas e é o que vai ser aplicado na maior parte da população. O outro questionário é o que a gente chama de amostra. Esse questionário é um pouco mais completo, ele tem mais informações, mas é aplicado numa porcentagem menor. Essa porcentagem pode variar de local para local, de município para município. Então, você vai ter cidades que, às vezes, a amostra é de 5%. A cada 100 questionários, 95, por exemplo, serão básicos, e cinco serão amostra”, diz. 

Em alguns locais, como terras indígenas, o questionário de amostra poderá ser aplicado em todos os domicílios visitados, mas essa é a exceção. A regra é que a maior parte da população responda ao questionário básico. No entanto, não será possível saber de antemão qual tipo de pesquisa o cidadão vai responder. Somente antes da coleta é que o recenseador e o próprio morador terão a resposta, que será indicada por um sorteio do dispositivo de coleta que o agente vai portar. 

Questionário básico

O questionário básico vai ajudar a entender quais as características dos mais de 70 milhões de domicílios brasileiros que os agentes do IBGE irão visitar e, também, de seus moradores. Essa pesquisa terá 26 perguntas, divididas em 10 blocos. A expectativa é que o morador leve de cinco a dez minutos para responder a todas as questões, avalia Marcelo. Quanto mais pessoas viverem naquela casa, mais tempo vai levar para finalizar o questionário, e vice-versa. 

Em relação ao domicílio, o questionário básico vai levantar se há abastecimento de água, coleta de esgoto e lixo, por exemplo. Isso inclui uma pergunta sobre a existência de banheiro e chuveiro. Sobre os moradores do domicílio, Marcelo diz que será perguntado sobre o número de pessoas que moram no local, os nomes, sexo, datas de nascimento e grau de parentesco entre elas. 

No bloco sobre identificação étnico-racial, quem responder o questionário terá liberdade para se definir entre as opções apresentadas pelo recenseador. “Se você olha, por exemplo, uma pessoa que é oriental, tem olhos puxados, mas ela fala que é preta, ok, ela é preta. O recenseador tem que colocar aquilo que a pessoa está informando, qual a percepção dela”, explica Marcelo. Caso a pessoa se identifique como indígena, um novo bloco de perguntas será apresentado, abordando temas como etnia e língua falada. 

O morador que vai responder ao questionário também será questionado se há crianças na casa e se elas têm certidão de nascimento, por exemplo. Em relação à educação, o recenseador vai perguntar se os residentes estudam e sabem ler e escrever. O responsável pelo domicílio também será indagado sobre suas condições de trabalho e renda. Há, também, uma questão sobre mortalidade. 

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Questionário de amostra

Já o questionário por meio de amostragem seleciona uma parte da população para a pesquisa, de modo que seja possível estimar resultados gerais. Em geral, Marcelo explica que ele vai aprofundar questões que foram tratadas superficialmente no questionário básico. Sobre as características do domicílio, o morador será questionado também se o imóvel é próprio, emprestado ou alugado; se ainda está pagando ou já quitou a residência; se é de alvenaria, palafita ou madeira; quantos cômodos e eletrodomésticos há; e se tem acesso à internet. 

Haverá um bloco sobre nupcialidade, ou seja, se o respondente é casado ou não e qual o tipo de união, se civil, religiosa ou consensual. O IBGE também vai querer saber questões relacionadas à fecundidade. Já no bloco sobre religião e culto, além das opções gerais, no caso dos evangélicos será possível detalhar à qual denominação pertencem. 

Há questões sobre migração interna, portadores de deficiência, autismo e maior aprofundamento em temas como trabalho, renda, educação e deslocamento. Ao todo, serão 77 perguntas, divididas em 19 blocos. Por ser mais detalhado, o questionário de amostra pode levar de 15 a 25 minutos para ser respondido. Mais uma vez, o tempo de preenchimento vai depender do número de pessoas residentes no imóvel. 

Marcelo explica que o IBGE se preocupou com alguns pontos específicos para este levantamento. “O questionário é bem parecido com o de 2010. Com certeza, eu posso dizer que tem a pergunta sobre autismo que não tinha no Censo anterior e tem algumas questões específicas para as comunidades nas áreas quilombolas. Isso não tinha no último Censo. No bloco onde tem perguntas sobre os moradores das terras indígenas, talvez tenham mais perguntas do que no anterior. Para esse Censo, houve uma preocupação muito grande de conseguir retratar melhor a situação dos moradores das terras indígenas e das áreas quilombolas”, afirma. 

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03/02/2022 14:15h

A pandemia retirou cerca de 650 mil crianças e adolescentes das escolas. A retomada presencial traz expectativas de melhorias no ensino

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Apesar da nova onda de disseminação da Covid-19, a maior parte das escolas brasileiras está retomando as aulas presenciais no início de fevereiro. Goiás e Ceará já começaram em janeiro. Em 19 estados, as aulas serão iniciadas ao longo de fevereiro e, na maior parte dos estados da região norte, em março (veja calendário no gráfico). 

Para a Unicef a retomada das aulas presenciais é esperada e acertada. “É um momento fundamental para a garantia de direito de crianças e adolescentes. Já estamos vivenciando a pandemia há quase dois anos  e a pandemia trouxe impactos profundos para educação que contribuíram para ampliar as desigualdades que já existiam”, pondera a Oficial de Educação da Unicef, Julia Ribeiro. 


Evasão e dificuldade de aprendizado 

Dados do Censo Escolar de 2021 divulgados pelo Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação, revelaram que mais de 650 mil crianças das redes pública e privada saíram da escola nos últimos três três anos. A maior parte deles são alunos entre 5 e 10 anos.  

“Houve uma queda expressiva, se a gente olhar de 19 para 21 a queda da rede privada supera 21%. Esse é um movimento que só pode ser explicado pela pandemia. Então, os desafios estão postos”, ponderou o diretor de estatística educacionais do Inep, Carlos Moreno, ao explicar a baixa de matrícula em creches. 

Os dados estatísticos sobre matrículas foram divulgados no último dia 31. Em fevereiro, o Inep começa a segunda parte do Censo Escolar 2021 que vai apurar dados qualitativos sobre o ensino e aprendizagem no Brasil. 

Professora da rede pública de ensino do DF, Amanda Gontijo sentiu na rotina do trabalho a dificuldade dos alunos. Ela leciona em uma escola de Ceilândia, que fica na periferia de Brasília, para estudantes do 5º ano do Fundamental (crianças que, em média, têm 10 e 11 anos). “Ainda tenho estudantes com muita dificuldade na escrita e na leitura. Tive dois estudantes que precisaram repetir o quinto ano porque não conseguiram acompanhar as atividades de forma remota”, diz. 

A pedagoga Érica Toledo trabalha na direção de uma escola pública em Samambaia, também no Distrito Federal, ela diz que, mesmo com estratégias de entrega de material impresso para famílias com dificuldades de acesso à internet, o ensino durante 2020 e 2021 ficou prejudicado. “Era difícil o retorno dessas atividades, muitas famílias não conseguiam ir buscar as atividades devido a devido os horários da escola, não conseguiam buscar devido ao trabalho ou mesmo receio de sair de casa durante a pandemia.”  

Para evitar uma evasão escolar ainda maior, o Unicef  desenvolve em parceria com os municípios a Busca Ativa Escolar. Por meio dessa iniciativa, mais de 80 mil crianças e adolescentes puderam ser reintegrados às rotinas escolares. 

Para um retorno seguro, o Unicef recomenda que os pais vacinem contra a Covid-19 as crianças de 5 a 11 anos. Para o retorno às aulas, alguns estados informaram que irão exigir o passaporte vacinal. 

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28/01/2022 20:15h

Na primeira reportagem da série especial sobre o Censo, o Brasil 61 explica o que é e qual a importância do levantamento. Planejamento começou no ano passado e vai se intensificar nos próximos meses

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou nesta semana que o Censo Demográfico 2022 já tem data para começar: dia 1º de agosto. Até lá, no entanto, o órgão tem cronograma definido para que todas as etapas antes da coleta dos dados ocorram sem problema. E é esse o tema da primeira reportagem da série especial sobre o Censo 2022 que o portal Brasil 61.com preparou. 

Uma “operação de guerra”. É assim que Marcelo Alessandro Nunes, coordenador operacional do Censo no Distrito Federal, definiu o planejamento do IBGE para a realização da pesquisa, que vai visitar mais de 70 milhões de domicílios de todos os municípios brasileiros. 

E se a realização do Censo pode ser comparada a uma operação de guerra, é preciso, primeiro, conhecer a própria guerra, ou melhor, o levantamento. Afinal, o que é o Censo Demográfico e por que é importante que ele seja feito? 

Nas palavras de Ailta Barros de Souza, professora do Departamento de Serviço Social da Universidade de Brasília (UnB), o Censo Demográfico é uma ferramenta que permite tirar uma radiografia da população brasileira. “O Censo é a ferramenta através da qual o IBGE proporciona a todos os cidadãos brasileiros essa radiografia da situação da sua população, tanto do ponto de vista numérico, como também de características dessa população. É de fundamental importância para que nós saibamos quem somos, como vivemos e também permite as pistas do porquê vivemos como vivemos”, explica. 

Marcelo Nunes afirma que o Censo se diferencia de outras pesquisas que o próprio IBGE promove porque é a única que não se dá por amostragem, ou seja, é universal. Para que seja possível ter essa radiografia da população, a pesquisa questiona os brasileiros sobre as características de seus domicílios, como se identificam do ponto de vista étnico racial, fecundidade, núcleo familiar, religião ou culto, deficiência, migração, educação, trabalho, renda e mortalidade, por exemplo. 

Para que serve o Censo?

O leitor pode se questionar se o Censo é tão importante a ponto de ser necessário mobilizar mais de 200 mil pessoas e quase R$ 2,3 bilhões para realizá-lo. Segundo Marcelo Nunes, sim. Ele diz que a pesquisa permite que o poder público, nas esferas federal, estadual e municipal, possam planejar as políticas públicas que impactam a vida da sociedade no dia a dia. 

Marcelo exemplifica. “O Tribunal de Contas da União (TCU) usa os dados da população para distribuir o Fundo de Participação de Municípios (FPM) às prefeituras. Essas informações também são usadas para distribuição de royalties de petróleo, Fundo de Participação dos Estados (FPE). Então, nessas questões de distribuição de recurso para os estados e municípios vão acontecendo distorções. De repente, tem município que deveria estar recebendo mais do que está recebendo”, supõe. 

“Esse recurso pode estar fazendo falta em alguma área no município, às vezes até pra questão de saúde. A falta dessas informações atualizadas, por exemplo, pode, talvez, comprometer a distribuição de vacinas. De repente, o município deveria estar recebendo mais vacinas e eles não sabem qual é o tamanho exato da população”, completa. 

Ailta Barros de Souza destaca que, além de ser importante para a definição de políticas públicas, o Censo garante o acesso da população a direitos já estabelecidos. 

“Um exemplo bem simples: toda pessoa com deficiência no Brasil tem direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) desde que não tenha condições de prover a sua renda ou de tê-la provida pela sua família. Então, ela tem direito a um salário mínimo mensal como benefício social.  Como podemos saber quem é essa população? Somente através do Censo é que vamos saber quem são as pessoas com deficiência no Brasil, onde elas estão, como elas vivem e como o Estado, a nível federal, estadual ou municipal, pode chegar até elas para assegurar o acesso a esse benefício”, afirma. 

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Por que o Censo só acontece de 10 em 10 anos?

Se o Censo tem tanta importância, por que só acontece a cada dez anos? Não deveria ser mais frequente? A resposta, segundo especialistas e a Comissão de Estatística da Organização das Nações Unidas (ONU), é não. Países de dimensão continental similar ao Brasil, como Estados Unidos, China e Rússia, também realizam o levantamento de década em década. 

Duas justificativas ajudam a explicar essa periodicidade. A primeira é o tamanho e diversidade do território brasileiro, que tem mais de 8,5 milhões de km², o que impõe uma série de dificuldades. “As pessoas acabam não tendo muita noção disso, mas em várias situações o IBGE precisa de barco, avião, helicóptero para chegar em alguns locais, principalmente na Amazônia. É uma operação pesada, que envolve muita gente e uma logística monstruosa”, detalha Marcelo Nunes. 

Por ser “operação de guerra”, a realização do Censo envolve não apenas os trabalhadores que são contratados para levantar os dados durante um determinado período, mas, também, o quadro de funcionários fixos do órgão. Toda a logística necessária leva à segunda justificativa: o Censo custa caro aos cofres públicos. 

O governo vai desembolsar exatamente R$ 2.292.957.087,00 para promover o Censo este ano. A dificuldade orçamentária, inclusive, foi uma das causas, segundo o Executivo, para que o levantamento não fosse feito no ano passado. Prevista inicialmente para 2020, a pesquisa foi adiada por causa da pandemia da Covid-19. 

Diante desse desafio, imagine como seria realizar essa operação com mais frequência. Para tentar minimizar a espera de dez anos por dados atualizados tão importantes, o IBGE, todos os anos, faz uma estimativa do tamanho da população. Até porque, em 2010, data em que o último Censo ocorreu, o Brasil tinha 190.732.694 habitantes. Hoje, segundo o órgão, são mais de 214 milhões de pessoas. 

Agenda do Censo

Os preparativos para o Censo Demográfico 2022 começaram em novembro do ano passado. Foi a primeira vez que os testes do questionário foram aplicados no DF e em todos os 26 estados do país. Com isso, o IBGE pode testar a própria pesquisa, os equipamentos e programas, além dos protocolos de saúde que serão utilizados a partir de 1º de agosto. 

Para selecionar quem vai trabalhar no Censo, o IBGE fechou parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), que será a responsável pelas provas que vão selecionar mais de 200 mil pessoas para os cargos de recenseador, agente censitário supervisor (ACS) e agente censitário municipal (ACM). Os recenseadores são aqueles que coletam os dados, aplicando o questionário de casa em casa. Já os agentes censitários atuam mais na parte administrativa, acompanhando e orientando a condução da pesquisa. 

As inscrições acabaram na última sexta-feira (21), mas os candidatos têm até 16 de fevereiro para pagar a taxa. Mais de um milhão de pessoas se inscreveram. As provas estão marcadas para o dia 10 de abril. De manhã, para quem quer atuar como recenseador, e à tarde para os que concorrem às vagas de agente censitário. 

Arte: IBGE

A expectativa é que o resultado final do processo seletivo seja divulgado no dia 20 de maio. Daí em diante, explica, Marcelo Nunes, coordenador operacional do Censo no DF, o IBGE vai capacitar os aprovados. “Depois do resultado final já começam as contratações. Primeiro, pelos ACMs e pelos ACSs. Eles vão passar por um processo de treinamento de duas semanas para aprender a utilizar os sistemas e os programas. Depois, eles vão orientar os recenseadores. O treinamento dos recenseadores vai durar uma semana. Após a contratação e o treinamento já começa a coleta”, projeta. 

O IBGE acredita que a coleta de dados vai durar três meses, ou seja, até o fim de outubro. A divulgação dos resultados preliminares do Censo ainda é incerteza, mas Marcelo acredita que no primeiro trimestre de 2023 dados sobre a população estejam disponíveis. 

Logística

O Censo 2022 vai abranger os 5.570 municípios brasileiros, nas áreas urbanas e rurais. A ideia do IBGE é remunerar cada trabalhador de acordo com a dificuldade que se prevê para aplicar a pesquisa. Marcelo Nunes explica que, em geral, é mais complicado para um recenseador coletar os dados na zona rural, devido a fatores como distância e dificuldade de acesso. 

Aplicar a pesquisa junto a uma comunidade ribeirinha, no interior da Amazônia, requer mais esforço e recursos do que no centro de Manaus, por exemplo. “É mais difícil para o recenseador se deslocar, é mais longe, a área é maior. Então, é mais justo que ela receba mais por esse trabalho, mesmo tendo, por exemplo, uma quantidade aproximada de domicílios para ele levantar, equivalente ao recenseador que está na cidade”, afirma. 

A escolha de quais áreas cada recenseador vai cobrir não será arbitrária. Ela vai levar em conta a proximidade do domicílio de cada trabalhador. Tudo isso deve ser alinhado durante o treinamento. “Não vou colocar uma pessoa que mora num lugar e falar ‘você vai fazer os seus questionários a cem quilômetros da sua casa todo dia’. Eu vou arrebentar com a pessoa, ela vai desistir, vai embora e eu me dou mal. Porque daí eu tenho que chamar outra pessoa, treinar de novo”, diz Marcelo. 

Segundo Marcelo, o IBGE vai arcar com os custos de logística para realização do Censo, como o combustível e meios de transporte. 

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28/01/2022 09:15h

Municípios recebem repasse de R$ 3,78 bi nesta sexta (28)

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A realização do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), previsto para 1º agosto, deve pôr fim à queixa dos gestores públicos que reclamam que o número de habitantes está desatualizado. O Censo do IBGE  serve como base para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular e publicar todos os anos os percentuais a que cada cidade tem direito no Fundo de Participação dos Municípios (FPM). 

O repasse do FPM para os municípios que não são capitais leva em conta o tamanho populacional de cada cidade. O último Censo do IBGE foi realizado em 2010. Mesmo com as estimativas de população anuais feitas pelo órgão, há prefeitos que acreditam que o número de habitantes de seus municípios é maior do que o IBGE projeta e repassa ao TCU, responsável por classificar esses municípios em faixas. A cada faixa está atrelado um coeficiente de distribuição, que impacta diretamente o valor final que cada prefeitura recebe. 

Mais habitantes, na prática, significa mais dinheiro, e se a contagem está desatualizada, como alegam alguns prefeitos, a cidade recebe menos do que deveria, o que gera, inclusive, uma enxurrada de ações na justiça. Cesar Lima, especialista em Orçamento Público, destaca que a realização do Censo este ano vai permitir resolver distorções feitas na última década. 

“É a questão da migração: umas cidades cresceram, outras diminuíram, e isso daí impacta nos coeficientes do FPM. Pode ter cidade que teve um acréscimo grande na sua população, mas que como não há um Censo realizado, elas podem estar recebendo valores de outras faixas, que não condizem com a sua atual população”, diz. 

Um caso que ilustra a queixa de prefeitos é Planaltina de Goiás (GO), que fica a cerca de 60 quilômetros de Brasília. Segundo o IBGE, a cidade tinha 90.640 habitantes em 2020. Com base nisso, o município faz parte da faixa populacional entre 81.505 e 91.692 pessoas. O coeficiente para cidades que estão nesta faixa é de 2,8, tal como consta na lista divulgada pelo TCU. 

No entanto, o prefeito local, Cristiomario de Souza Medeiros (PSL), já disse em entrevista ao portal Brasil61.com que o município tem mais do que 100 mil habitantes. Se isso se confirmar com o Censo, a cidade pularia de faixa, o que garantiria mais recursos do FPM em 2023. 

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Repasse

Enquanto o Censo 2022 não sai, as prefeituras continuam recebendo o FPM de acordo com seus coeficientes atuais. Nesta sexta-feira (28), os municípios de todo o país vão receber R$ 3,78 bi do fundo, já descontados os 20% do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). 

A transferência é cerca de 15% maior do que as cidades embolsaram no terceiro decêndio de janeiro do ano passado: quase R$ 3,2 bi. No entanto, o valor real que chega aos cofres municipais tem o impacto da inflação, que segundo o IBGE é de 10,06% nos últimos 12 meses. 

Roberto Tosto, secretário de Fazenda de Uberaba, diz que o FPM é a terceira maior fonte de receita do município, só atrás do ICMS e do IPVA. Os recursos que a cidade vai receber, ele diz, serão usados para despesas corriqueiras da cidade. 

“Esse recurso do FPM é muito interessante para Uberaba. Esses recursos entram no caixa da prefeitura, que é a fonte 100, e é destinado para suprir todas essas necessidades do município, que engloba todas as despesas. Não existe destinação específica desses recursos. É utilizado durante o ano para suprir as necessidades básicas, desde salário até outras formas de custeio”, explica. 

Saiba quanto seu município vai receber abaixo

O que é o FPM

O FPM é um fundo pelo qual a União repassa, a cada dez dias (por isso o nome “decêndio”), 22,5% do que arrecada com o Imposto de Renda (IR) e com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) aos municípios. A cada mês, portanto, são três transferências, que ocorrem nos dias 10, 20 e 30. Se a data cair no sábado, domingo ou feriado, o repasse é antecipado para o primeiro dia útil anterior. 

O aporte que as prefeituras vão receber nesta sexta tem origem no recolhimento desses tributos entre os dias 11 e 20 de janeiro. O dinheiro das prefeituras é creditado pelo Banco do Brasil. 

Os percentuais de participação de cada município são calculados anualmente pelo TCU de acordo com o número de habitantes de cada cidade e a renda per capita dos estados. Os municípios são divididos em três categorias: capitais, interior e reserva. As capitais dos estados e Brasília recebem 10% do FPM. Os demais municípios brasileiros são considerados de interior, e embolsam 86,4% do fundo. Já os municípios de reserva são aqueles com população superior a 142.633 habitantes e recebem – além da participação como município de interior – uma cota adicional de 3,6%.  

Bloqueio

De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, até 26 de janeiro, 25 municípios estavam entre os entes bloqueados por causa de alguma pendência. Entre os principais motivos para bloqueio estão: ausência de pagamento da contribuição ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), débitos com a inscrição da dívida ativa pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), e falta de prestação de contas no Sistema de Informações sobre Orçamento Público em Saúde (Siops).

Para desbloqueio do repasse, o município deve identificar o órgão que determinou o congelamento. Em seguida, deve conhecer o motivo e regularizar a situação. 

Confira a lista dos municípios com repasses bloqueados

  • AMETISTA DO SUL (RS)
  • ANGRA DOS REIS (RJ)
  • ANICUNS (GO)
  • APERIBÉ (RJ)
  • ARARUAMA     (RJ)
  • BALSAS (MA)
  • BELA CRUZ     (CE)
  • CABECEIRAS DO PIAUÍ (PI)
  • CABO FRIO (RJ)
  • CAMBUCI (RJ)
  • CARAPEBUS (RJ)
  • COMENDADOR LEVY GASPARIAN (RJ)
  • COROATÁ (MA)
  • COTIA (SP)
  • EST NCIA VELHA (RS)
  • FLORIANO (PI)
  • ITAPORANGA D'AJUDA (SE)
  • LAGUNA (SC)
  • MANGARATIBA (RJ)
  • PETRÓPOLIS (RJ)
  • RIO DAS OSTRAS (RJ)
  • SÃO JOÃO DE MERITI (RJ)
  • SENHOR DO BONFIM (BA)
  • SILVA JARDIM (RJ)
  • TIMÓTEO (MG)
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Economia
21/01/2022 13:50h

Quem deseja trabalhar como recenseador ou agente censitário deve fazer a inscrição pelo site da FGV

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Quem deseja trabalhar no Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como recenseador ou agente censitário (supervisor ou municipal) só tem até às 16h desta sexta-feira (21) para fazer a inscrição para o processo seletivo. Para se candidatar é preciso acessar o site da Fundação Getulio Vargas (FGV)

Até 2 de fevereiro, as inscrições para 180 vagas temporárias para agente censitário de pesquisas por telefone e 12 vagas para supervisor censitário de pesquisas e codificação continuam abertas. As oportunidades são para a cidade do Rio de Janeiro. Faça sua inscrição aqui

Segundo o IBGE são mais de 200 mil vagas. A maioria (183.021) dos postos é para recenseadores, que vão trabalhar na coleta de informações. Os interessados precisam ter nível fundamental completo e, no ato da inscrição, escolher a área de trabalho e em qual cidade farão a prova. A taxa para participar da seleção é de R$ 57,50 e pode ser paga até 16 de fevereiro. A prova seria aplicada no dia 27 de março de 2022, mas agora será no dia 10 de abril. 

Auxílio Brasil 2022 já está na conta dos beneficiários

Auxílio Gás: governo libera o pagamento no valor de R$ 52

A ideia da autarquia é que os moradores se inscrevam no processo seletivo para poderem atuar nas imediações de sua própria área. Por exemplo, para a cidade do Rio de Janeiro, há 6.480 vagas em 70 áreas de trabalho, inclusive em comunidades como Complexo da Maré (120 vagas), Vigário Geral (113), Rocinha (65), Complexo do Alemão (60), Cidade de Deus (35), morro do Borel (8) e Vidigal (6).

Como os recenseadores são remunerados por produtividade, o IBGE preparou um simulador online, que calcula quanto o profissional vai receber de acordo com a quantidade de residências visitadas e pessoas recenseadas, considerando ainda a taxa de remuneração de cada setor censitário, o tipo de questionário preenchido (básico ou amostra) e o registro no controle da coleta de dados. A jornada de trabalho recomendável para os recenseadores é de, no mínimo, 25 horas semanais.

Também estão abertas 18.420 oportunidades para agente censitário supervisor (ACS) e 5.450 para agente censitário municipal (ACM), ambas de nível médio. Para essas funções, a taxa de inscrição é de R$ 60,50 e pode ser paga até 16 de fevereiro. A prova também será realizada em 10 de abril, mas na parte da tarde. Como as vagas de agente censitário terão inscrição única, ao candidato com melhor classificação será oferecida a vaga de ACM. Os demais terão direito às vagas de ACS, de acordo com a ordem de classificação. 

Os salários são de R$ 1.700 para agente censitário supervisor e R$ 2.100 para agente censitário municipal. Também terão direito a auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escola, férias e 13º salário proporcionais, de acordo com a legislação em vigor e conforme o estabelecido no edital. 

Vale ressaltar que os processos seletivos permitem a solicitação da isenção do pagamento da taxa de inscrição para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico. 

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30/12/2021 17:50h

IBGE abriu mais de 200 mil vagas para recenseadores e agentes censitários em todo o Brasil

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) prorrogou as inscrições para o processo seletivo para o Censo 2022 até o dia 21 de janeiro. O prazo se encerraria na quarta-feira (29). O IBGE abriu mais de 200 mil vagas para trabalhar no Censo 2022. 

A maioria (183.021) das vagas é para recenseadores, que vão trabalhar na coleta de informações. Quem pretende se candidatar, precisa ter nível fundamental completo e, no ato da inscrição, o candidato deverá escolher a área de trabalho e em qual cidade realizará a prova. A taxa para participar da seleção é de R$ 57,50 e pode ser paga até 16 de fevereiro.. A prova seria aplicada na manhã do dia 27 de março de 2022, mas agora será no dia 10 de abril. 

A ideia da autarquia é que os moradores se inscrevam no processo seletivo para poderem atuar nas imediações de sua própria área. Por exemplo, para a cidade do Rio de Janeiro, há 6.480 vagas em 70 áreas de trabalho, inclusive em comunidades como Complexo da Maré (120 vagas), Vigário Geral (113), Rocinha (65), Complexo do Alemão (60), Cidade de Deus (35), morro do Borel (8) e Vidigal (6).

Como os recenseadores são remunerados por produtividade, o IBGE preparou um simulador online, que calcula quanto o profissional vai receber de acordo com a quantidade de residências visitadas e pessoas recenseadas, considerando ainda a taxa de remuneração de cada setor censitário, o tipo de questionário preenchido (básico ou amostra) e o registro no controle da coleta de dados. A jornada de trabalho recomendável para os recenseadores é de, no mínimo, 25 horas semanais.

Também estão abertas 18.420 oportunidades para agente censitário supervisor (ACS) e 5.450 para agente censitário municipal (ACM), ambas de nível médio. Para essas funções, a taxa de inscrição é de R$ 60,50 e pode ser paga até 16 de fevereiro. A prova também será realizada em 10 de abril, mas na parte da tarde. Como as vagas de agente censitário terão inscrição única, ao candidato com melhor classificação será oferecida a vaga de ACM. Os demais terão direito às vagas de ACS, de acordo com a ordem de classificação. 

Os salários são de R$ 1.700 para agente censitário supervisor e R$ 2.100 para agente censitário municipal. Também terão direito a auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escola, férias e 13º salário proporcionais, de acordo com a legislação em vigor e conforme o estabelecido no edital. 

As inscrições para recenseador e agentes censitários podem ser feitas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Vale ressaltar que os processos seletivos permitem a solicitação da isenção do pagamento da taxa de inscrição para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.

Vagas para trabalhar no Censo 2022 por estado

UF Agente Censitário Recenseadores Total
AC 106 680 786
AL 354 2638 2992
AM 390 2702 3092
AP 93 626 719
BA 1688 12485 14173
CE 962 7348 8310
DF 322 2631 2953
ES 482 3671 4153
GO 835 6503 7338
MA 751 5156 5907
MG 2590 18935 21525
MS 341 2524 2865
MT 474 3103 3577
PA 796 6121 6917
PB 499 3380 3879
PE 1032 7961 8993
PI 424 2633 3057
PR 1373 10490 11863
RJ 1877 16115 17992
RN 435 2931 3366
RO 224 1509 1733
RR 82 514 596
RS 1440 11232 12672
SC 902 6761 7663
SE 276 1922 2198
SP 4884 41076 45960
TO 238 1374 1612
Total Geral 23870 183021 206891
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28/12/2021 22:18h

Inscrições para a prova de seleção vão até esta quarta-feira (29)

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As inscrições do processo seletivo para trabalhar no Censo 2022 terminam nesta quarta-feira (29). O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) abriu 2.865 vagas no estado do Mato Grosso do Sul. Desse total, 2.524 são para recenseadores, que vão trabalhar na coleta de informações. Também estão abertas 341 oportunidades para agente censitário. 

O IBGE abriu mais de 200 mil vagas para trabalhar no Censo 2022 em todo o Brasil. A maioria (183.021) são para recenseadores. Quem pretende se candidatar a recenseador precisa ter nível fundamental completo e, no ato da inscrição, o candidato deverá escolher a área de trabalho e em qual cidade realizará a prova. A taxa para participar da seleção é de R$ 57,50 e pode ser paga até 25 de janeiro. A prova será aplicada na manhã do dia 27 de março de 2022. 

A ideia da autarquia é que os moradores se inscrevam no processo seletivo para poderem atuar nas imediações de sua própria área. Como os recenseadores são remunerados por produtividade, o IBGE preparou um simulador online, que calcula quanto o profissional vai receber de acordo com a quantidade de residências visitadas e pessoas recenseadas, considerando ainda a taxa de remuneração de cada setor censitário, o tipo de questionário preenchido (básico ou amostra) e o registro no controle da coleta de dados. A jornada de trabalho recomendável para os recenseadores é de, no mínimo, 25 horas semanais.

Outras oportunidades

Também estão abertas 18.420 oportunidades para agente censitário supervisor (ACS) e 5.450 para agente censitário municipal (ACM), ambas de nível médio. Para essas funções, a taxa de inscrição é de R$ 60,50, que deverá ser paga até 25 de janeiro. A prova também será realizada em 27 de março, mas na parte da tarde.

Os salários são de R$ 1.700 para agente censitário supervisor e R$ 2.100 para agente censitário municipal. Também terão direito a auxílio-alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escola, férias e 13º salário proporcionais, de acordo com a legislação em vigor e conforme o estabelecido no edital. A taxa de inscrição é de R$ 60,50 e pode ser paga até 25 de janeiro. 

Outros dois editais disponibilizaram 1.781 vagas de nível médio para agente censitário de administração e informática (ACAI) e 31 para coordenador censitário de área (CCA). As inscrições custam R$ 44 para ACAI e de R$ 66 para CCA, e podem ser feitas até 10 de janeiro de 2022 no site do Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). 

Os salários são de R$ 1.700 para ACAI e de R$ 3.677,27 para CCA, com jornada de 40 horas semanais, sendo oito horas diárias para ambas as funções. 

Inscrições 

As inscrições para recenseador e agentes censitários podem ser feitas no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Vale ressaltar que os processos seletivos permitem a solicitação da isenção do pagamento da taxa de inscrição para pessoas inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, o CadÚnico.

Para recenseador, o pedido deverá ser feito nesta quarta-feira (29). Após o envio dos dados e documentação necessária, a solicitação passará por uma análise da organizadora. O resultado preliminar dos pedidos de isenção de taxa sairá no dia 11 de janeiro, cabendo recursos nos dias 12 e 13 de janeiro. No dia 24 de janeiro, sai o resultado definitivo. Caso o pedido de isenção seja indeferido, o candidato poderá pagar a taxa total até o dia 25 de janeiro.

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Brasil 61