Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Minas Gerais: resíduos de obras são reutilizados em melhoria de estradas

O material reduz custos de manutenção de rodovias não pavimentadas e diminui impactos ambientais


Os resíduos de obras do Provias, do governo de Minas Gerais, e de doações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) estão sendo reutilizados para melhorar trechos rodoviários não pavimentados do estado. A medida é importante para a economia aos cofres públicos, redução de impactos ambientais e aumento da segurança dos motoristas.

De acordo com o coordenador regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), Vinícius Vieira, uma das principais formas de recuperar um trecho pavimentado, é por meio da fresagem. Nesse processo, é feita a remoção do asfalto antigo e a substituição por um novo. Dessa forma, o asfalto antigo gera um resíduo chamado de fresa.

A fresa é capaz de substituir o cascalho extraído de jazidas, e utilizado para melhorias em estradas de terra. “Isso reduz muito os custos de manutenção das rodovias não pavimentadas. Ou seja, além de mitigar os impactos ambientais, estamos utilizando um material de melhor qualidade e que é gratuito”, explica Vieira.

Além disso, segundo o coordenador regional, o resíduo é bem aderido pela superfície, melhorando o pavimento e as condições do tráfego, principalmente em períodos de chuva. “Possibilitando o trânsito de veículos de transporte coletivo, garantindo a segurança e mobilidade de toda essa comunidade que depende desses trechos não pavimentados”, completa.

Minas Gerais é o terceiro estado com acidentes de trânsito mais graves em estradas, aponta o último estudo realizado pela Fundação Dom Cabral. Entre 2018 e 2021, foram registrados 8.197 acidentes em estradas com maior circulação de veículos.

Vieira informa que toda malha não pavimentada pode receber o material e o uso depende da disponibilidade dele. Áreas que estejam próximas das obras do Provia são as primeiras a receber a melhoria, já levam em consideração a localização da via porque o custo de transporte de material tem que ser contabilizado para não sobrecarregar os serviços.

A aplicação da fresa já foi concluída na rodovia LMG-726, localizada região noroeste, entre Presidente Olegário e o distrito de Galena; e em Carangola, nos pontos críticos das estradas rurais das comunidades de Barroso, Conceição, Serra das Velhas, Borboleta, Furriel e Alvorada.

As próximas rodovias que vão receber as melhorias são:

  • LMG-746, entre Monte Carmelo e Chapada de Minas, no Alto Paranaíba
  • LMG-626, entre o entroncamento da BR-251 até o município de Curral de Dentro e LMG-626, trecho de 18 km, entre Curral de Dentro e Mirandópolis, ambas no Norte de Minas.

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LOC.: Os resíduos de obras do Provias, do governo de Minas Gerais, e de doações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes estão sendo reutilizados para a melhoria de trechos não pavimentados das rodovias mineiras.

Segunda o coordenador do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais, Vinícius Vieira, o processo de fresagem, que remove o asfalto antigo e substitui por uma nova camada, resulta na geração de resíduos conhecidos como fresa. Esse material ajuda a melhorar estradas de terra, tornando o processo mais sustentável, econômico e duradouro.

TEC./SONORA: Coordenador regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), Vinícius Vieira

“Isso reduz muito os custos de manutenção das rodovias não pavimentadas. Ou seja, além de mitigar os impactos ambientais, estamos utilizando um material de melhor qualidade e que é gratuito, ou seja, é um resíduo”


LOC.: Além disso, Vieira informa que a fresa é bem aderida pela superfície, resultando na melhoria do pavimento e das condições de tráfego, especialmente durante os períodos chuvosos.

TEC./SONORA: Coordenador regional do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG), Vinícius Vieira

“Permitindo o escoamento de produções, possibilitando o trânsito de veículos de transporte coletivo, garantindo a segurança e mobilidade de toda essa comunidade que depende desses trechos não pavimentados.”


LOC.: Vieira explica que o material pode ser utilizado em toda a rede de estradas não pavimentadas, mas a aplicação depende da disponibilidade do resíduo. As áreas próximas às obras do Provias são priorizadas para receber as melhorias. 

Até o momento, a fresagem já foi concluída com sucesso em dois locais: na rodovia LMG-726, situada na região noroeste, entre Presidente Olegário e o distrito de Galena; e em Carangola, onde foram tratados os pontos críticos das estradas rurais das comunidades de Barroso, Conceição, Serra das Velhas, Borboleta, Furriel e Alvorada.

Reportagem, Nathália Guimarães