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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Alagoas

25/07/2020 00:00h

Uso da tecnologia tem ajudado profissionais de saúde nos cuidados a pacientes com doenças crônicas

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Com o auxílio de um programa de inteligência artificial que complementa o atendimento a pacientes com doenças crônicas, o município de Penedo (AL) registra poucos casos da Covid-19. Até a última sexta-feira (24), a cidade contabilizava 466 confirmações e 9 óbitos em decorrência da doença, segundo a Secretaria de Saúde de Alagoas

Os gestores do município atribuem a baixa incidência do novo coronavírus a um programa de computador criado pela empresa público-privada PGS Medical, que estabelece estratégias a profissionais de saúde em relação aos cuidados que pessoas com doenças crônicas devem receber. Entre os exemplos dessas doenças estão a diabetes, hipertensão e obesidade.

Por meio da ferramenta, esses pacientes são monitorados a distância, ganham atendimento domiciliar, recebem medicamentos de rotina em casa, são orientados a realizar determinados exames, entre outros serviços. 

Os doentes crônicos integram o grupo de risco do novo coronavírus. Batizado de Programa Redenção, o projeto de atendimento multiprofissional a esses pacientes teve início em novembro do ano passado, antes da pandemia. Segundo o secretário de Saúde de Penedo, Marcos Beltrão, com o surgimento da Covid-19, o programa se mostrou ainda mais necessário. Ele afirma que as pessoas atendidas pelo projeto podem ser beneficiadas caso venham a ser diagnosticadas com o novo coronavírus. 

“Com os atendimentos regulares que já vêm ocorrendo antes mesmo da pandemia, há uma possibilidade muito menor do agravamento do novo coronavírus, até porque os pacientes têm contato frequente com uma equipe multiprofissional de saúde.”

Mais de dois mil pacientes são atendidos pelo programa, de acordo com a Prefeitura de Penedo. Todos os doentes crônicos são elegíveis para integrar o atendimento multiprofissional, independentemente da idade. Beltrão afirma que a ferramenta de inteligência artificial foi criada com o objetivo de orientar os profissionais de saúde em qualquer complicação que o paciente possa apresentar, o que inclui os sintomas do novo coronavírus. 

“Mas, num contexto geral, a gestão de saúde teve que fazer uma reestruturação de toda a rede, tanto a de atendimento como a de urgência e emergência”, disse o titular da pasta. 

Sudeste e Nordeste concentram maior parte dos leitos de UTI para Covid-19 habilitados pelo MS

Região Nordeste: pico da curva de Covid-19 ficou para trás, afirmam especialistas

Gestão

Desde quando foi implementado em Penedo, o programa proporcionou uma redução significativa no número de internações, segundo o presidente da PGS Medical, Wagner Marques. “O resultado do programa constou na redução de 90% do número de atendimentos de urgência nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Em seis trimestres também ocorreu a redução de 62% no número de internações.”

Incidência

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Alagoas, o índice de incidência da Covid-19, em Penedo, é de 690 casos para cada 100 mil habitantes. No estado essa taxa é de três mil casos para cada 100 mil pessoas e, em todo o país, o índice é 1.027,7, segundo o Ministério da Saúde. Em todo o estado de Alagoas, já foram registrados 53.713 casos do novo coronavírus e 1.471 óbitos.

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20/07/2020 05:00h

Brasil 61 fez um levantamento do panorama da pandemia da Covid-19 em cada um dos estados. Confira.

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O Nordeste do país vê cada vez mais longe o pico da curva de contaminação da Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde, a região registrou queda no número de mortes pelo novo coronavírus na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas.

Entre os especialistas, há um consenso: os meses mais difíceis parecem ter ficado para trás. É o que explica a infectologista Melissa Medeiro. “A gente tem visto que essa nossa curva passou e estamos na descendente, diferente de alguns estados que ainda estão em curva ascendente, principalmente no Centro-Oeste e no Sul do Brasil e de outros que estão entrando em estabilização. Enquanto a gente estava vivendo o nosso pico, o pessoal do Rio Grande do Sul tinham casos esporádicos. Isso hoje se inverteu”.

Na última reportagem do levantamento feito pelo Brasil 61 sobre o panorama da Covid-19 nas cinco regiões do país, você vai ver como está a situação epidemiológica em cada um dos nove estados nordestinos e as perspectivas de retomada da atividade econômica.

Ceará

No Ceará, o número de óbitos caiu 31% na comparação entre as duas primeiras semanas do mês. De 1º a 7 de julho, o estado registrava uma média diária de 42 vítimas pela Covid-19. No entanto, entre os dias 8 e 14, a média caiu para 29. Já o número de casos novos por semana teve queda de 64%. Foram 664 ocorrências nos primeiros sete dias de julho contra 235 na semana seguinte. Os dados são do Integra SUS, da Secretaria da Saúde do estado.

Até o momento, o Ceará registra 146.064 casos confirmados da Covid-19. Ao todo, 7.166 pessoas perderam a vida pela doença desde o início da pandemia. A taxa de ocupação das UTIs é de cerca de 71%, índice bem melhor do que há dois meses, quando os hospitais do estado tinham fila de espera para leitos e o sistema de saúde chegou ao colapso.

Desde junho, está em vigor um plano de reabertura econômica, que tem quatro fases. A capital, Fortaleza, já passou para o nível 3, após estabilização nos indicadores e se os números continuarem caindo, o avanço para a próxima fase está próximo, de acordo com o governador Camilo Santana. “Se os indicadores continuarem como estão, os números caindo, a procura assistencial diminuindo, Fortaleza entrará na quarta fase, mas sem aulas presenciais, cinemas, bares, academias nem shows”, destacou em entrevista recente a um jornal do estado.

Com o arrefecimento da pandemia na capital, a preocupação se volta para o interior. Por causa disso, o governador Camilo Santana publicou um decreto na última sexta-feira que mantém medidas de distanciamento social mais rígidas para cinco municípios, que ficam no sul do estado: Juazeiro do Norte, Iguatu, Crato, Barbalha e Brejo Santo.

Segundo a infectologista Melissa Medeiros, o mês de maio foi o pior para o sistema de saúde cearense. Ela confirma que Fortaleza já passou pelo pico da Covid-19, e que a atenção está voltada para os municípios do interior. “Principalmente no Centro-Sul e no Cariri, a gente tem visto um aumento de casos. Eles estão passando pelo pico agora, a onda que Fortaleza já viveu”, avalia.  

O executivo local já investiu mais de meio bilhão de reais no combate ao coronavírus. O maior gasto é com material hospitalar: cerca de R$ 140 milhões.

Maranhão

Desde o começo de junho, o estado retomou as atividades de vários setores do comércio. Medidas como uso obrigatório de máscaras valem para todos os cidadãos. Eventos que causem aglomeração continuam proibidos, tais como shows, cinema, casos noturnas e jogo de futebol, por exemplo. O último decreto do governador, Flávio Dino, ampliou a suspensão das aulas até 2 de agosto.  Apesar disso, a Secretaria de Educação de São Luís pretende retomar as atividades presenciais apenas em setembro.
 
O estado superou os 105 mil casos de coronavírus. Desses, 2.640 morreram, segundo a Secretaria de Saúde. O Maranhão foi o primeiro estado do país a decretar o bloqueio total. A capital, São Luís, chegou a ter mais de 95% dos leitos de UTI ocupados no fim de maio. Hoje, é o índice é de 65 %. Em Imperatriz, segunda cidade mais populosa, o índice está em 63%. Nas demais regiões, cerca de 45% dos leitos estão ocupados.

Recentemente, Dino afirmou que o Maranhão tem “um quadro de estabilidade”, o que se observa nas estatísticas. De acordo com o Ministério da Saúde, o estado não teve aumento, tampouco redução nas mortes na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas.

Bahia

A prefeitura de Salvador e o governo do estado pretendem atuar juntos para estabelecer um protocolo de segurança e um cronograma da retomada da economia, afirmou ACM Neto. A expectativa é de que a primeira fase de flexibilização para o retorno do comércio ocorra próxima semana, segundo o próprio prefeito soteropolitano.

Com o avanço da Covid-19 pelo interior do estado, diversos prefeitos de municípios baianos decretaram toque de recolher nos últimos dias para tentar conter a disseminação do vírus. Moradores de Ilhéus, Barreiras e Cansanção, por exemplo, estão proibidos de circular pelas ruas entre às 20h e às 5h. Nessas cidades, só os serviços e atividades considerados essenciais podem funcionar.

Ao todo, o governo da Bahia já confirmou 118.657 casos e 2.738 óbitos por causa da Covid-19. A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 79%, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Pernambuco

O estado tem 77.423 casos confirmados da Covid-19 e 5.869 óbitos. De acordo com a Secretaria de Saúde local, o estado registrou queda nos principais indicadores sobre a evolução da pandemia na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas (nº 27 e 28º). De 28 de junho a 4 de julho, 221 pessoas morreram no estado por causa da Covid-19. Já entre 5 e 11 de julho, foram 130 óbitos, queda de 41%.
 
Graças à redução no número de casos, a prefeitura de Recife desativou, nesta semana, quatro dos sete hospitais de campanha que foram construídos para o atendimento aos pacientes com o novo coronavírus.

Em Pernambuco, o Plano de Monitoramento e Convivência com a Covid-19, que estabelece a retomada da atividade econômica, está em vigor. Algumas macrorregiões de saúde, como são os casos de Recife e da Zona da Mata já estão na 5ª etapa de retomada.

O Agreste do estado, que passou por restrições mais severas nas últimas semanas graças à expansão do coronavírus, conseguiu avançar no plano de retomada na última segunda-feira (13). Os municípios da região puderam reabrir o comércio de rua, salões de beleza, shoppings e as igrejas e templos religiosos.

Ao todo, o governo já gastou mais de R$ 300 milhões em ações de combate ao novo coronavírus.

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Paraíba

Batizado de “Novo Normal Paraíba”, o plano de retomada gradual das atividades é balizado por indicadores como a quantidade percentual de novos casos, a letalidade (óbitos), a ocupação da rede hospitalar e o percentual de isolamento social. Os 223 municípios podem ser classificados em quatro bandeiras: vermelha, laranja, amarela e verde. Cada classificação permite o funcionamento de atividades específicas.

De acordo com a última atualização, a capital João Pessoa e a maioria dos municípios do estado, por exemplo, está na bandeira amarela, o que lhes permite abrir o comércio e o funcionamento do transporte coletivo municipal. Já as cidades de Santa Rita, Bayeux, Princesa Isabel, Matureia e Bonito de Santa Fé estão na bandeira laranja, em que somente os serviços essenciais podem funcionar. A boa notícia é que nenhum município do estado está mais classificado na bandeira vermelha.

A flexibilização tem sido possível devido à taxa de ocupação dos leitos de UTI estaduais. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, o índice é de 50%.  Além disso, a Paraíba teve 8% menos mortes por Covid-19 na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas, de acordo com o Ministério da Saúde.

Segundo os dados mais recentes, são 66.347 casos confirmados e 1.446 óbitos por causa da Covid-19. Ao todo, o executivo local gastou mais de R$ 80 milhões para combater a pandemia.

Alagoas

Assim como os estados vizinhos, Alagoas tem apresentado tendência de desaceleração da curva de contaminação. Dados do Ministério da Saúde apontam que o número de óbitos diminuiu 8% e a quantidade de casos caiu 6% na comparação entre a Semana Epidemiológica 28 e a Semana Epidemiológica 27.  

Até esta sexta-feira, são mais de 49 mil casos confirmados e 1.230 óbitos pelo novo coronavírus. O percentual de leitos de UTI ocupados é de 62%, de acordo com as autoridades em saúde.

Em Alagoas, o distanciamento social controlado ocorre em cinco fases. A capital Maceió avançou para a fase amarela e pode reabrir, a partir de segunda-feira (20), shoppings, comércio ambulante e nas praias, além dos salões de beleza e barbearias, templos, igrejas e demais instituições religiosas e lojas ou estabelecimentos de rua, permitidos desde a fase anterior, a laranja. Os municípios do interior continuam nas fases mais restritas (vermelha e laranja), de acordo com o último decreto do governador Renan Filho.

Recentemente, o governador afirmou que houve melhora nos indicadores do coronavírus no interior e que as atividades nos municípios poderão ser flexibilizadas. "Para ser sereno e prudente eu digo que está muito mais perto de abrir o interior do que antes”, disse.

Rio Grande do Norte

Há pouco mais de um mês, o governo do estado admitia que o sistema de saúde havia colapsado. Os hospitais da Região Metropolitana de Natal chegaram a ficar com todos os leitos de UTI ocupados. Nas últimas semanas, a rede de saúde conseguiu respirar um pouco mais. A taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 88%, atualmente. Há uma semana, era de 94%.

Entre todos os estados da região, o Rio Grande do Norte foi o que mais conseguiu reduzir o número de mortes na comparação entre as últimas semanas epidemiológicas. De acordo com o Ministério da Saúde, a queda foi de 38%. O número de casos também caiu: 56%. De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde Pública, até esta sexta-feira (17) eram 41.424 casos confirmados e 1.532 óbitos em decorrência da Covid-19.

Kleber Luz, infectologista e professor na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), afirma que os estados nordestinos já passaram pelo pico da Covid-19. “Nós estamos vendo agora uma redução no número de casos graves em relação ao número de leitos. Alguns hospitais, principalmente os privados, já começam fechar setores que antes estavam reservados para pacientes com a Covid-19. A doença parece estar entrando em uma fase de contenção, de arrefecimento no número de casos e, consequentemente, no número de mortes, avalia”

Há duas semanas, o governo lançou o plano de retorno às atividades, em três fases. A última delas está prevista para começar em agosto. A governadora Fátima Bezerra decidiu reabrir, primeiramente, salões de beleza e barbearias. Para isso, o comércio deve respeitar o protocolo de segurança, com uso de máscara e disponibilização de álcool em gel para funcionários e os clientes. Algumas cidades, como a capital Natal decidiram não seguir o decreto do estado e vão flexibilizar o comércio de acordo com protocolos próprios.

Sergipe

Em Sergipe, o governo estadual deu início à retomada da atividade econômica no dia 29 de junho. O plano prevê a reabertura gradual em três fases. A primeira delas é a laranja, conhecida como “controle”. Desde o fim de junho, os salões de beleza, barbearias, escritórios, livraria e clínicas da área da saúde estavam em funcionamento.

No entanto, uma decisão da Justiça Federal na última semana determinou que a flexibilização do comércio fosse suspensa. A juíza responsável pela decisão argumentou que não há margem de segurança na quantidade de leitos de UTI que permita a reabertura. O avanço, segundo ela, só vai poder acontecer quando a ocupação for inferior a 70%.

A rede privada chegou a ficar sem leitos na última semana, conforme apontava o painel da Secretaria de Saúde local. Hoje, a taxa de ocupação das UTIs nos hospitais particulares está em 94%. Já os hospitais da rede pública registram ocupação de 81%.

De acordo com a última atualização, o estado tem 41.226 casos do novo coronavírus confirmados e 901 óbitos.

Piauí

Batizado de Pro-Piauí, o plano de retomada das atividades econômicas está em vigor no estado. No último dia 6, os setores de saúde humana e animal, automotivo e da construção civil puderam voltar a funcionar. No entanto, cada estabelecimento tem que tomar medidas preventivas para minimizar os riscos de contaminação. É necessário, também, que o dono do comércio apresente uma estratégia de segurança sanitária ao governo.

O plano de retomada tem quatro fases: 0,1, 2 e 3. Na última delas, todas as atividades vão ser liberadas. Atualmente, o estado está entre a fase 0 e a 1, com a liberação apenas do que é essencial e dos setores permitidos com a reabertura gradual.

Estado da região Nordeste com menor número de casos, o Piauí conseguiu diminuir a média de óbitos na comparação entre as duas últimas semanas epidemiológicas, de acordo com o Ministério da Saúde. A redução foi de 11%, a segunda melhor, atrás apenas do Rio Grande do Norte.

De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde do Piauí (SES-PI), são 38.568 casos confirmados. Mais de 1,6 mil pessoas morreram no estado em decorrência da doença. A ocupação dos leitos de UTI está em 69%.

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Brasil
09/06/2020 03:00h

Equipamentos que evitam o contágio da covid-19 foram destinados aos trabalhadores da saúde, segurança pública e assistência social

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Em uma semana, profissionais alagoanos que atuam na linha de frente no combate à covid-19 receberam 5.969 protetores faciais do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Os equipamentos que cobrem o rosto e evitam o contágio da doença foram distribuídos a membros da saúde, segurança pública e assistência social. Somente ao governo estadual, foram doadas duas mil unidades.

O objetivo da ação, segundo o gerente de Tecnologia do SENAI-AL, Welton Barbosa, é reduzir o risco de contaminação desses trabalhadores que têm proximidade com pacientes infectados ou não podem permanecer em casa e cumprir o isolamento social. Barbosa lembra que os protetores faciais são eficientes contra o vírus porque criam uma barreira física e impedem o contato  com gotículas contaminadas.

“Nesse momento, é importante dar uma resposta à sociedade, buscando soluções que combatam essa pandemia. O grande desafio é trazer para a sociedade, por meio dos protetores faciais, das máscaras cirúrgicas e da produção de álcool em gel, uma proteção contra o coronavírus”, pontua.

O SENAI entregou, ainda, outras 200 máscaras faciais ao Hospital Universitário da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Nessa iniciativa, houve a parceria entre a Federação das Indústrias (FIAL) e o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon).

No fim de maio, outras 100 unidades foram doadas ao 5º Batalhão da Polícia Militar, no Benedito Bentes. O SENAI também fez a entrega desses equipamentos às prefeituras de Junqueiro, Campo Alegre e Maceió – na capital, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas). Corrente de solidariedade entre setor industrial e sociedade civil que, na avaliação de Welton Barbosa, tem feito a diferença no estado.

“Ações como essa, nesse momento de pandemia, contribuem evitando que vidas sejam perdidas e, também, deixam um legado para todas as pessoas envolvidas no projeto. Esse grupo não é formado por pessoas que fazem parte do SENAI. São pessoas de outras instituições parceiras, como universidades, faculdades, institutos federais e a própria sociedade”, revela.

Em Alagoas, o SENAI também colabora na luta contra o coronavírus com o conserto de respiradores, produção e distribuição gratuita de álcool e máscaras, desenvolvimento de túnel de desinfecção, além de oferecer assessoria técnica e parcerias com instituições para desenvolver projetos de tecnologia e inovação. 
 

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Brasil
01/06/2020 03:30h

Sargento do Exército fabricou modelo que pode ajudar no atendimento inicial a pacientes infectados; unidade SENAI de Poço, em Maceió, produz as peças

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Após representantes do Ministério da Saúde solicitarem que a comunidade científica se mobilizasse para suprir a falta de respiradores, o sargento Rodrigo Costa dos Santos, ex-aluno dos cursos de Eletricidade e Eletrônica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) no Rio de Janeiro, voltou à entidade, desta vez em Alagoas, onde encontrou apoio para fabricar um protótipo.

“De posse dos meus conhecimentos na área de engenharias química, mecânica e da computação, matemática, resgate e da função que exerci recentemente como chefe administrativo do posto médico de guarnição do 59° Batalhão de Infantaria Motorizado, arquitetei um protótipo, utilizando um reanimador manual que tem como função promover a ventilação artificial, enviando ar enriquecido com oxigênio para o pulmão”, detalha o militar do Exército.

Segundo o sargento, o protótipo criado já foi testado e validado. Entretanto, trata-se da primeira versão de outro modelo mais atualizado que será apresentado nos próximos dias. “A vantagem desse respirador é justamente o custo e a acessibilidade. Como podemos ver nos noticiários, estamos tendo dificuldades em importar os respiradores que atualmente estão no mercado”, pontua.

Algumas peças para o modelo são fabricadas na unidade SENAI de Poço, em Maceió. Para o gerente de Tecnologia do SENAI-AL, Welton Barbosa, a iniciativa pode salvar vidas, uma vez que os pacientes terão à disposição um aparelho que vai ajudar no tratamento.

“Não se trata de um equipamento que será instalado na UTI, quando o paciente já está em uma fase mais avançada. Esse é um equipamento que vai ajudar o paciente em um primeiro atendimento. Ele já vai estar com dificuldade de respirar e o equipamento vai auxiliar nessa respiração”, explica Barbosa.

O gerente de Tecnologia do SENAI-AL acrescenta ainda que o SENAI conta com as máquinas adequadas para fabricação, os insumos para contribuir com o projeto e uma equipe técnica que pode ajudar a aperfeiçoá-lo.
 

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Saúde
26/05/2020 04:00h

Ação prevê a entrega de 10 unidades que estavam quebradas; aparelhos são consertados na fábrica da Fiat de Goiana (PE) e devolvidos prontos para uso

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O atendimento a pacientes com covid-19 no Hospital Universitário Professor Alberto Antunes, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), em Maceió, ganhou o reforço de mais dois respiradores mecânicos. Esses aparelhos estavam quebrados e foram consertados na fábrica da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) de Goiana, em Pernambuco. A ação é encabeçada pelo SENAI. No total, foram encaminhados para a manutenção seis aparelhos da rede pública estadual de saúde e quatro do Hospital Universitário.

A iniciativa de reparo de equipamentos, segundo o gerente de Tecnologia do SENAI-AL, Welton Barbosa, faz parte de uma mobilização nacional, com os departamentos regionais da instituição e grandes indústrias. Barbosa afirma que o intuito é cooperar no fortalecimento da rede de saúde diante da crise causada pelo novo coronavírus.

“A iniciativa de recuperação desses respiradores ocorre desde o dia 14 de abril, período em que foi veiculada uma ação do Departamento Nacional [do SENAI], em parceria com departamentos regionais e montadoras”, relata o gerente.

Além da recuperação de respiradores danificados, o SENAI alagoano tem atuado em outras frentes no enfrentamento à pandemia. A instituição, por exemplo, trabalha com a fabricação de álcool líquido 70% e do álcool em gel, que já foram doados a empresas, hospitais e ao governo local. Em outras parcerias, o SENAI também colabora com a confecção de máscaras faciais de tecido e protetores faciais do tipo face shield.

“O objetivo do SENAI-AL é colaborar e salvar vidas, pois estamos contribuindo com o tratamento de pacientes que sofrem com os efeitos mais graves da covid-19. Quando um paciente chega a um estado mais crítico, em que precisa do auxílio de equipamentos para poder viver, estamos, com essa ação, dando a ele essa condição”, aponta Welton Barbosa.

Plataforma on-line 

Como forma de ajudar empresas e pessoas que estão em busca de oportunidades nesse momento de crise, o SESI e o SENAI “dão uma força” no estado. É com essa mensagem que as instituições fornecem dicas para você descobrir qual a melhor oferta para sua vida ou seu negócio por meio de uma plataforma digital.

Para quem é empresário, o SENAI oferece soluções on-line e consultorias nas áreas de tecnologia e inovação, por meio de subsídio, para enfrentamento dos desafios impostos pela pandemia do novo coronavírus. Já o SESI disponibiliza, para seus clientes, especialistas preparados para dar orientações de forma remota, como ergonomista, engenheiro de segurança, médico do trabalho e psicólogo.

A entidade mantém também os atendimentos de saúde ocupacional nas unidades da Cambona, em Maceió, e na Unidade Integrada de Arapiraca. Seguindo as orientações a Organização Mundial da Saúde (OMS), as consultas são feitas por meio de agendamento prévio pelo site e pelo telefone (82) 3021-7374.

Se você pretende enriquecer seu currículo para oportunidades futuras, o SENAI disponibilizou cursos on-line e gratuitos, com certificado, em áreas como desenho arquitetônico, noções básicas de mecânica automotiva, segurança do trabalho e empreendedorismo. O SESI também traz dicas valiosas com o e-book ‘Ergonomia para Home Office’ e cartilha com respostas sobre a covid-19, materiais que podem ser baixados gratuitamente. 

Para mais informações, basta acessar o banner em destaque da campanha “SESI e SENAI dando essa força” nos sites das instituições ou clicar aqui.
 

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Brasil
01/04/2020 18:08h

Segundo professor da UFAL, Cícero Péricles, medida pode reduzir ainda mais acesso a oportunidades de emprego e qualificação profissional de jovens carentes

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A decisão do governo federal de reduzir pela metade, até 30 de junho, as contribuições recolhidas pelas empresas para financiar instituições do Sistema S, pode prejudicar a população de regiões com menor poder de investimentos no país. A avaliação é do doutor em economia e professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Cícero Péricles.

No caso do estado, a preocupação, segundo ele, é que jovens carentes tenham menos acesso ainda a oportunidades de emprego e qualificação profissional.

“Os cortes no Sistema S, principalmente no SENAI e no SESI, afetaram de maneira mais dura as regiões mais pobres e menos industrializadas do Brasil, como é o caso do Nordeste. Nessa região, a rede de formação profissional e as estruturas de apoio à indústria, como o sistema de pesquisa para a inovação, acesso à tecnologia, à assistência técnica e a consultorias são reduzidos se comparado com as regiões mais ricas”, pontua. 

Alagoas possui cinco unidades do SENAI, distribuídas em Maceió, São Miguel dos Campos, Coruripe e Arapiraca e conta com sete unidades do SESI, na capital e em Arapiraca. A escola SESI/SENAI Benedito Bentes, que oferece educação integrada com ensino profissionalizante em tempo integral, atende os moradores de Maceió. Atualmente, 2.651 jovens estudam nos ensinos fundamental e médio em unidades do SESI. 

Segundo Péricles, a estrutura do Sistema S oferecida é uma das únicas alternativas para colocar o estado em pé de igualdade com outras regiões brasileiras, como Sul e Sudeste. Por isso, o especialista acredita que a limitação de serviços essenciais aos alagoanos, que pode ocorrer em consequência ao corte nos recursos, agrava o cenário de crise.  

“Os estados mais pobres contam com a rede SESI e SENAI para compensar sua histórica carência de mão de obra especializada e de estrutura de apoio ao setor industrial, que de forma direta, garantem parte da competitividade dessa região. Essa decisão [do governo] está baseada em algo momentâneo e desarticula uma estrutura complexa construída ao longo dos anos”, critica. 

No Congresso Nacional, parlamentares se mobilizam para amenizar os impactos. O vice-líder do governo no Senado, Izalci Lucas (PSDB-DF), revelou que está em contato com membros da área econômica do Planalto para reduzir o corte, que já começou a valer nesta quarta-feira (1°). Ele também apresentou uma emenda para suprimir esse corte da Medida Provisória 932/20, que precisa ser aprovada pelo Legislativo para continuar em vigor. “Nós não podemos mexer nas coisas que funcionam. E se tem uma coisa que funciona no Brasil, e bem, é o Sistema S. Quem contribui são as grandes empresas e quem será penalizada são as pequenas empresas”, pondera o parlamentar.

Arte: Agência do Rádio Mais

Consequências negativas 

Responsável por administrar SESI e SENAI, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) alega que o corte de 50%, estendido a entidades ligadas ao comércio, transporte, cooperativismo e setor rural, vai afetar “de forma drástica” a assistência prestada à população, em especial na educação básica de jovens de baixa renda, no atendimento à saúde do trabalhador e na formação profissional.

“Ao reduzir os recursos destinados ao SESI e ao SENAI, sob a justificativa de aliviar o caixa das empresas, o governo desarticula e, em alguns casos, inviabiliza a principal rede de apoio à tecnologia e à inovação de empreendimentos industriais”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

Com orçamento menor, o fechamento de escolas, vagas de qualificação e até demissões de trabalhadores podem ser tornar realidade. O SENAI estima que 136 centros de educação profissional e de serviços tecnológicos e de inovação podem ser fechados e 830 mil vagas de qualificação profissional podem deixar de ser ofertadas.

Já o SESI teme que 150 escolas e centros de atendimento à saúde do trabalhador fechem as portas e 217 mil vagas para alunos de educação básica e continuada deixem de existir. A instituição prevê ainda que 1,9 milhão de pessoas poderão sofrer com a falta atendimentos em saúde. Até a estrutura de ciência e tecnologia mantida por SESI e SENAI pode ser afetada com os cortes e gerar a demissão de especialistas e pesquisadores que formam a maior rede de apoio à inovação do país.

Combate ao coronavírus em risco

Desde que a pandemia de Covid-19 agravou a crise econômica e social no país, SESI e SENAI têm unido esforços para ajudar, em parceria com setores da indústria e federações estaduais, a suprir hospitais públicos com insumos e equipamentos necessários ao tratamento infectados, como máscaras, aventais e respiradores mecânicos. Além disso, as duas instituições destinaram, por meio do Edital de Inovação, R$ 15 milhões para projetos que tenham aplicação imediata e sejam destinados a prevenir, diagnosticar e tratar pacientes com coronavírus.

O SENAI também já colocou à disposição, de forma gratuita, 100 mil vagas em cursos a distância com temas ligados à indústria 4.0, enquanto o SESI, tem realizado vacinações contra a gripe comum em diversos estados, com capacidade imunizar até 1,4 milhão pessoas.

Caso o corte anunciado pelo governo seja mantido, o presidente da CNI indica que essas ações podem ser suspensas e até canceladas. “O Sistema Indústria está à disposição das autoridades brasileiras para adotar outras iniciativas que se façam necessárias no combate à Covid-19. Para isso, é fundamental que a redução nas contribuições feitas pelas empresas ao SESI e ao SENAI seja revista, para que possamos ajudar a salvar empresas, empregos e vidas”, sustenta Robson Andrade.

A diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (Ceipe) da Fundação Getúlio Vargas, Cláudia Costin, salienta que SESI e SENAI encontraram soluções práticas para atender alunos de ensino regular e até dar oportunidade para jovens que estão em casa e sem trabalho. A especialista reforça ainda que as instituições exercem papel indispensável também no contexto da crise do coronavírus.

“O trabalho vai desde produção de máscaras, cessão de espaços para construção de hospitais, um supercomputador que está sendo alocado para a pesquisa sobre o coronavírus, a questão de capacitação de gente que está em casa e que precisa de cursos a distância de curta duração”, exemplifica.
 

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Saúde
17/03/2020 04:06h

Tudo para evitar a repetição do cenário de 2019, quando foram registradas 7 mil notificações de dengue na cidade.

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A prefeitura de Arapiraca intensificou o combate ao mosquito transmissor da dengue, Zika e chikungunya. Tudo para evitar a repetição do cenário de 2019, quando foram registradas 7 mil notificações de dengue na cidade. Agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), e da Coordenação de Endemias, Departamento de Promoção da Saúde vão realizar, a partir de março, mutirões para eliminar criadouros do mosquito Aedes aegypti em casas, imóveis e terrenos. 

Nesta primeira quinzena de março, a ação percorrerá as comunidades de Mangabeiras, Senador Arnon de Mello, Cacimbas, Olho D’água dos Cazuzinhas, Brisa do Lago, Primavera e João Paulo II.

No restante do mês, os agentes de endemias farão vistorias em Manoel Teles, Zélia Barbosa, Jardim das Paineiras, Nilo Coelho, Cavaco, Baixão, Planalto, Quati, Baixa Grande, Jardim Esperança, Bom Sucesso, Residencial Nossa Senhora Aparecida, Residencial Agreste, Senador Teotônio Vilela, Caititus, Brasiliana, Jardim de Maria e Santa Edwiges.

Os bairros Baixão, Cacimba, Itapuã, Jardim de Maria, Olho D’Água dos Cazuzinhos e Primavera mais são que mais preocupam por causa dos altos índices de infestação do mosquito.

A técnica responsável pelas arboviroses do município, Sôilymar de Oliveira Santana, explica, nestas localidades, o armazenamento incorreto de água contribui para a proliferação do Aedes.

“Mais de 80% dos focos estão dentro das residências, em locais onde as pessoas armazenam água para consumo humano. Tem ciclos de trabalho que chegam a quase 90%, que são nos depósitos que estão a nível do solo.”

Marileide Santana, de 54 anos, moradora do bairro Alto Cruzeiro, teve chikungunya, em abril do ano passado, e relata que ficou debilitada. Ela ainda sofre com as consequências da doença.

“Até hoje, continuo com sequelas dessa enfermidade. Não movimento bem as mãos e, às vezes, tenho algumas inflamações nas articulações. Tenham muito cuidado com os depósitos de água. A prevenção não depende só do governo, mas de todos nós.”

Para trabalhar no combate ao Aedes, a Secretaria de saúde conta com 146 agentes de endemias que trabalham diariamente em ações educativas e de controles aos focos do mosquito. Só no ano passado, eles fizeram mais de 548 mil visitas. Em 2020, esperar realizar, no mínimo, essa quantidade novamente.

Se você deseja solicitar visita de agentes ou fazer alguma denúncia, entre em contato com a Ouvidoria Municipal pelo Ouvidoria 0800 282 3331 e pelo (82) 3521 1064.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. 

Arte: Ítalo Novais/Sabrine Cruz

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Educação
31/01/2020 11:35h

Telhado resistente, placas de isolamento antichamas e até cerâmica imune a bactérias e fungos estão entre os projetos desenvolvidos por alunos do SESI

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A pouco mais de um mês da etapa nacional do Torneio de Robótica FIRST LEGO League 2020, quatro equipes do SESI de Maceió (AL) se preparam para disputar a seletiva regional, em Salvador (BA), em fevereiro. Na competição, os alunos vão apresentar projetos pautados na melhoria da vida nas grandes cidades.  

O estudante Eduardo Lopes, de 14 anos, integrante da equipe “Cambtec”, conta que o grupo chegou ao projeto chamado de Acusticoco a partir de problema observado na própria escola. “Atrás da nossa escola tem uma linha férrea. A cada 30 minutos, passa um veículo ferroviário. Tem que interromper as aulas, fora o barulho. Além disso, temos uma avenida na frente. Esse barulho todo pode causar várias doenças, [como] surdez, e tem ainda a falta de atenção e a dificuldade de aprendizagem”, relata. 

A solução encontrada por Eduardo e os colegas foi criar um isolamento acústico para paredes, com baixo custo, feito a partir de água, nylon e fibra de coco. Enquanto uma placa acústica com a mesma função no mercado, segundo a equipe, custa entre R$ 30 e R$ 130 o metro quadrado, a criada por eles não sai por mais de R$ 1,50. “Tem vários isolamentos que pegam fogo fácil, como no caso da boate Kiss, e o nosso não é inflamável. Mas, caso queime, a fumaça não é tóxica. Além disso, é barato e, por isso, será popular em Alagoas porque a produção de coco é grande”, garante.

Já a equipe “Robocamb” desenvolveu um projeto para melhorar as estruturas das casas, principalmente a cobertura. Isso porque, segundo os alunos, os telhados de madeira perdem cerca de 30% da capacidade de resistência por conta da umidade. Atentos a isso, criaram um telhado feito de raspas de pneu, resina, fibra de vidro e um catalisador (TEEF). “Após estudos identificamos a problemática. Estrutura de madeiras, de ripas, se decompõem por vários motivos, como cupim, fogo e umidade. Várias casas, não só em Alagoas, já desabaram por isso”, justifica Eduardo Monteiro, 14 anos, integrante do grupo.

Para o jovem, estar em contato com robótica, participando de torneios e competições, será um diferencial para conseguir uma vaga no mercado de trabalho. “São competições que os jovens podem se desenvolver em várias áreas. A competição é muito enriquecedora. A gente aprende coisas que não aprenderia na sala de aula, nem na faculdade, e vamos levar para a vida toda”, pondera. 

 

 

Cerâmica antibacteriana

Pensando na segurança de pacientes, a equipe “Roboben” elaborou um piso especial que pode solucionar um problema comum em hospitais e clínicas. “É a questão da infecção hospitalar, proveniente muitas vezes de contaminação por bactérias e fungos. Estamos trabalhando para impedir em paredes e chão por meio de uma linha de produção de cerâmicas que sejam imunes”, conta o técnico Eduardo Cerqueira.

O projeto, segundo Eduardo, é totalmente inovador porque, atualmente, não há no mercado um pavimento feito especialmente para esse setor. A cerâmica especial terá componentes químicos e biológicos, com esmaltação resistente a proliferação de fungos e bactérias. “A gente está com os materiais, temos auxílio de professores de cerâmica do SENAI, de professores de ciências e biologia do SESI. Estamos testando com materiais simples do dia a dia, como hipoclorito de sódio, iodo, junto de materiais essenciais para esmaltação”, detalha o técnico.

A outra iniciativa que representa o estado vem da equipe “Robomac”, que fabricou placas modulares adaptáveis que dispensam a utilização de madeirites ou alvenarias provisórias. O objetivo é reduzir os impactos ambientais de resíduos sólidos utilizados para sustentação. Esses materiais, geralmente, são descartados após a demolição dos canteiros de obras. Além disso, a ideia é que sejam gastos menos recursos em matéria-prima e mão de obra.  

Eduardo Cerqueira, técnico da Roboben, também é coordenador de Robótica do SESI em Alagoas. Nessa função, avalia e orienta as quatro equipes que vão representar o estado na FLL. Para ele, todos os alunos envolvidos precisarão mostrar equilíbrio nas áreas cobradas durante a competição. “A gente sabe que não trata apenas de robô, mas de seres humanos. Estamos ali testando não só os limites do robô, mas os nossos limites também. É isso que nos agrada e nos motiva a estar a cada dia treinando e buscando a melhoria de todos”, pontua Cerqueira. 

A competição

O Torneio de Robótica FIRST LEGO League reúne 100 equipes formadas por estudantes de 9 a 16 anos e promove disciplinas, como ciências, engenharia e matemática, em sala de aula. De 31 de janeiro a 16 de fevereiro, haverá as disputas regionais. Os melhores times garantem vaga na etapa nacional, que ocorre em março, em São Paulo.

O objetivo é contribuir, de forma lúdica, para o desenvolvimento de competências e habilidades comportamentais exigidas dos jovens. Todo ano, a FLL traz uma temática diferente. Em 2020, os competidores terão que apresentar soluções inovadoras para melhorar, por exemplo, o aproveitamento energético nas cidades e a acessibilidade de casas e prédios.
 

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Saúde
15/01/2020 05:08h

Uma das preocupações é com a circulação do sorotipo 2 da dengue, vírus mais agressivo

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Em 2019, Alagoas esteve perto de uma epidemia de dengue. O ano passado terminou com registro de 25.773 casos suspeitos da doença, 2.462 de chikungunya e 1.298 de zika. Uma das preocupações é com a circulação do sorotipo 2 da dengue, vírus mais agressivo. A Secretaria de Saúde de Saúde do Estado revela que a última epidemia causada pelo sorotipo 2 foi a quase duas décadas. O tempo longo deixou muitas pessoas suscetíveis a pegar a doença. Historicamente, a chegada do sorotipo 2 tem sido associada a mais casos de dengue hemorrágica.

Agora em 2020, a volta do clima chuvoso, que favorece a proliferação do mosquito transmissor, e o armazenamento inadequado de água, são dois fatores importantes que tornam Alagoas em área propícia a epidemias de doenças transmitidas pelo mosquito da dengue, zika e chikungunya.

O gerente de Vigilância e Controle de Doenças Transmissíveis da Secretaria de Saúde de Alagoas, Diego Hora, ensina o que deve ser feito para evitar a proliferação do mosquito.

“Não colocar lixo na rua; tapar os depósitos das suas residências; fazer a limpeza dos recipientes de armazenamento da água de forma adequada. A população precisa ter mais consciência de que dengue mata, de que chikungunya deixa as pessoas incapacitadas e a zika vai ter um desfecho muito triste hoje, na realidade brasileira, que é deixar sequelas em crianças”. 

A dona de casa Rosângela Gomes Vasco, de 55 anos, moradora de Maceió, teve chikungunya e conta que sofreu bastante com a doença.

“Eu senti dores de cabeça, dores no corpo, dores nas juntas, febre, eu não podia nem tomar uma água, um copo de água, porque doía tudo! Até para mastigar doía. É horrível! Onde tiver lata, pneu, faça de tudo para limpar, porque o mosquito derruba. Ele derruba e deixa a gente mal”.

Vale destacar que, agora, com a intensificação das chuvas, o clima fica favorável para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. A melhor prevenção é eliminar a água parada onde pode se tornar um criadouro, como em vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e manutenção e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

E você? Já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes.

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Saúde
13/11/2019 14:14h

Em Alagoas, 542 pacientes compõem a lista de espera. A maior demanda, no estado, é para o transplante de rim

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Mais de 45 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Em Alagoas, 542 pacientes compõem a lista de espera. A maior demanda, no estado, é para o transplante de rim. Duzentas e oitenta e uma pessoas esperam pelo órgão. Já 257 pacientes aguardam por córneas.

De janeiro a agosto de 2019, 38 transplantes foram realizados: 29 de córnea, cinco de rim e quatro de coração, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde. 

Um dos desafios locais é diminuir a recusa de familiares em autorizar a doação dos órgãos de parentes com o diagnóstico de morte encefálica. O índice, segundo a coordenadora da Central de Transplantes de Alagoas, Daniela Ramos, chegou a atingir quase 75%, em 2016. A taxa atual é de 44%. A gestora atribui tal queda a campanhas de conscientização. Nessas ações, técnicos da central ressaltam a necessidade de os doadores em potencial tornarem público o desejo para parentes e pessoas próximas. 

Daniela Ramos frisa que a doação de órgãos “salva a vida” dos receptores e, também, de seus familiares. “Quando um transplante é feito, não só o paciente é salvo, mas também toda sua família. Imagina uma pessoa que precisa estar na máquina de hemodiálise três vezes por semana. O transplante devolve qualidade de vida tanto para essa pessoa que precisa do órgão quanto para seus familiares”, lembra a coordenadora. 

E um transplante de fígado não só devolveu qualidade de vida à moradora de Olho D’água das Flores, Kécia Carla, de 39 anos. O procedimento realizado em São Paulo, em 2003, representou um recomeço à enfermeira que sofria com uma hepatite autoimune.

“Acho que é uma coisa que eu nunca vou conseguir agradecer. Sem a doação, eu nem estaria aqui. Sei que, às vezes, é difícil para um pai, uma mãe, terem que dizer ‘sim’ (para a doação), porque ninguém quer perder. Mas ninguém vai perder e, sim, salvar outras vidas", relatou Kécia.

O Brasil manteve o número de transplantes realizados no primeiro semestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Foram 13.263 transplantes neste ano, contra 13.291 do ano passado. O balanço do período apontou crescimento de transplantes considerados mais complexos. Os de medula óssea aumentaram 26,8%, passando de 1.404 para 1.780. Já os de coração cresceram 6,3%, passando de 191 para 203. Também tiveram aumento os de pâncreas rim (45,7%), passando de 46 para 67; e pâncreas isolado (26,7%), que cresceu de 15 para 19 transplantes.

O país é referência mundial na área de transplantes e possui o maior sistema público de transplantes do mundo. Atualmente, cerca de 96% dos procedimentos de todo o País são financiados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

A Central de Transplantes de Alagoas fica em Maceió, no anexo do Hospital Geral do Estado, na Avenida Siqueira Campos. A unidade promove a inscrição de potenciais receptores de órgãos específicos. Você pode entrar em contato pelo telefone (82) 3376-8186. Repetindo: (82) 3376-8186. A vida continua.
Doe órgãos. Converse com sua família. Para mais informações, acesse: saude.gov.br/doacaodeorgaos.
 

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