Economia - PIB·05 de junho de 2024

PIB do país cresce 0,8% no trimestre e economia tem alta de 2,5% em um ano

A comparação é com o mesmo período de 2023. Indústria e serviços tiveram destaque, já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 3%. Ddos são do IBGE

Por Bianca Mingote
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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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No primeiro trimestre do ano a economia brasileira cresceu 2,5% em comparação com o mesmo período de 2023. Já o Produto Interno Bruto (PIB), em relação ao último trimestre do ano passado, apresentou alta de 0,8%. Em valores correntes, o PIB chega a R$ 2,7 trilhões de reais. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, em um recorte setorial, indústria e serviços avançaram no período 2,8% e 3%, respectivamente. Já a agropecuária foi o único setor que registrou queda, de 3%. 

A economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) e coordenadora do Monitor do PIB, Juliana Trece, aponta a supersafra de 2023 como fator esperado para o resultado em 2024 do setor. Apesar disso, ela avalia que os dados apontam um momento positivo para a economia do país.

“Então, esse movimento até de retração no primeiro trimestre em relação ao primeiro de 23 na agropecuária é super esperado. O ponto positivo é que a indústria e serviços mostraram um crescimento, mostraram um bom início de 2024”, menciona Juliana Trece.

Crescimento tímido

No primeiro trimestre de 2024 o setor de serviços teve alta de 1,4%, principalmente em função das contribuições do Comércio (3,0%), de Informação e Comunicação (2,1%) e de Outras atividades de serviços (1,6%). Já a Agropecuária cresceu 11,3% e a indústria registrou uma pequena variação negativa (-0,1%), que é considerada estabilidade.

O economista Luigi Mauri explica que, geralmente, a economia do Brasil cresce mais no primeiro trimestre e, em 2024, o cenário não se repetiu. “Ou seja, o fato de nós termos crescido menos no primeiro trimestre deste ano do que em relação ao primeiro trimestre do ano passado revela que, muito possivelmente, nós vamos ter um crescimento menor esse ano do que em relação ao ano passado”, pontua o especialista.

Luigi Mauri avalia que, apesar da alta no PIB, ainda existem possibilidades para o crescimento do país. Ele afirma que a indústria “nunca cresce tanto quanto talvez poderia e nós acabamos sempre puxados bastante pelo agronegócio”.

Os dados mostram, ainda, que o consumo das famílias (4,4%) e as despesas do governo (2,6%) também tiveram alta na comparação com o primeiro trimestre de 2023.

Cenário para o Rio Grande do Sul

Os dados do segundo trimestre devem sofrer os impactos da tragédia no Rio Grande do Sul. Juliana Trece menciona perdas de estoque de capital e destruição de empresas e lavouras que podem repercutir ao longo de 2024, não apenas nos próximos três meses. 

“Então, é até bom a gente ter iniciado o ano com uma economia forte, o PIB crescendo bem, porque a gente sabe que vão ter desafios ao longo do segundo, terceiro, quarto trimestre com essa questão toda de reconstrução da economia gaúcha”, reforça Juliana Trece.

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SOBRE

Bianca Mingote

Bianca Mingote é jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB), com experiência em cobertura do Congresso Nacional, saúde, economia e política. Atuou como repórter na Secom (UnB), no Correio Braziliense (CB) e na Rádio Senado. Também foi trainee do CB no Curso Jornalismo na Prática, com foco na cobertura de saúde do Brasil. É repórter do Brasil 61 desde 2024.

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