Abastecimento de água

05/09/2022 19:15h

Iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Regional abrange 22 municípios potiguares. Investimento total previsto na ação é de R$ 600 milhões

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A assinatura de uma ordem de serviço nesta segunda-feira (5) marcou o início do Projeto Seridó, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). A iniciativa prevê o investimento de R$ 600 milhões na construção de uma infraestrutura hídrica que, quando concluída, beneficiará cerca de 300 mil pessoas em 22 municípios potiguares.

Presente ao ato de assinatura, o ministro Daniel Ferreira destacou que o projeto irá contribuir para sanar problemas socioeconômicos históricos da região. "Com um conjunto de mais de 300 km de adutoras, a obra vai levar para água para o sul do estado do Rio Grande do Norte, que sofre historicamente com problemas de estiagem e seca. O Projeto Seridó vai devolver para a região o potencial da indústria de cerâmica, do extrativismo mineral e resolver o problema do consumo humano na região até 2070 para 100% da população local", afirmou.

Secretário Nacional de Segurança Hídrica do MDR, Sergio Costa, ressaltou a importância da água na vida das pessoas. “A água e o saneamento básico são ferramentas importantes de prevenção a doenças e verminoses. Então, quando a gente leva água tratada a um determinado local, tiramos da insegurança hídrica muitas vezes as localidades abastecidas com qualidade de água precária através de cacimba, cacimbão. Então a gente quando leva água para a torneira das pessoas, levamos saúde também.”

Executadas pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), empresa pública vinculada ao MDR, as obras têm por objetivo garantir segurança hídrica ao Seridó com a implantação de sistemas adutores para captação em reservatórios já existentes no sul da região — atendendo a pequenas demandas — e para retirada e transferências de água armazenada nas barragens de Oiticica e Armando Ribeiro Gonçalves — para demandas mais significativas previstas até o ano de 2070.

O empreendimento é composto por seis sistemas adutores divididos em dois eixos (Norte e Sul), cada um separado em cinco etapas construtivas. Inicialmente serão construídos os trechos 1, 2, 4 e 5 do eixo Norte, que incluem 113 quilômetros de adutoras, uma estação de bombeamento, quatro estações elevatórias e uma estação de tratamento de água. Serão investidos R$ 294 milhões nessa etapa, que alcançará cerca de 165 mil pessoas nas cidades de Acari, Bodó, Caicó, Cerro Corá, Cruzeta, Currais Novos, Florânia, Jucurutu, Lagoa Nova e São Vicente.

A próxima etapa incluirá os municípios de Carnaúba dos Dantas, Ipueira, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, Ouro Branco, Parelhas, São Fernando, São João do Sabugi, São José do Seridó, Santana do Seridó, Serra Negra do Norte, Timbaúba dos Batistas.

Abastecimento

A região em que está localizado o Projeto Seridó possui vários pequenos reservatórios privados e públicos, que secam nos períodos de longas estiagens. Diante desse cenário, associado à baixa capacidade de regularização das fontes hídricas existentes, falhas no abastecimento de água são um problema recorrente.

O Sistema Adutor do Seridó consiste em sistemas adutores integrados com fontes hídricas seguras, como o Projeto de Integração do Rio São Francisco e grandes barragens da região, de modo a promover maior segurança hídrica e garantir abastecimento pleno da população.

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01/09/2022 15:10h

Recursos serão destinados a empreendimentos de abastecimento de água e esgotamento sanitário

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Duas cidades de Sergipe vão receber, juntas, mais de R$ 2,1 milhões para a continuidade de obras de saneamento básico. São empreendimentos de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

A capital, Aracaju, vai contar com mais de R$ 1,7 milhão para ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário (SES) na zona norte da cidade. Neste ano, a obra já havia recebido repasses em julho e abril.

Já Lagarto vai receber mais de R$ 407 mil para a ampliação do sistema integrado de abastecimento de água da Adutora do Piauitinga. A obra foi entregue no último dia 22 de agosto.

No total, 19 cidades brasileiras vão receber, juntas, mais de R$ 6,4 milhões para a continuidade de obras de saneamento básico. São empreendimentos de abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado e manejo de águas pluviais, além da elaboração de estudos e projetos, nos estados do Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul, São Paulo e Sergipe.

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29/08/2022 18:45h

Investimento total foi de R$ 3,7 milhões. Mais de mil pessoas serão atendidas nas cidades de Mauriti e Brejo Santo

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O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) entregou, nesta segunda-feira (29), obras de ampliação e melhoria em três sistemas de abastecimento de água na cidade de Mauriti, no Ceará, além de um novo sistema em Brejo Santo.

Em Mauriti, os três sistemas ampliados abastecerão as comunidades de Santanas, Sítio de Cima, Lagoa Funda e Pinheira, enquanto em Brejo Santo serão atendidas as comunidades de Quatro Baraúnas e Jatobá. O investimento total nos quatro sistemas foi de R$ 3,7 milhões. Mais de mil pessoas serão atendidas com os equipamentos.

Presente à entrega dos sistemas, o ministro do Desenvolvimento Regional, Daniel Ferreira, destacou a importância do abastecimento regular de água para as comunidades do semiárido brasileiro.

“Estamos levando água para o sertanejo, água na torneira, água tratada. Água é a essência de tudo que a gente faz todo dia, água é vida. Ela muda a realidade, muda histórias, humaniza a rotina das famílias. É isso que o sertanejo, o nordestino merece, que é ter dignidade”, afirmou Ferreira.

Também presente à entrega dos sistemas, a agricultora Josefa Barbosa comentou que houve uma evolução quando foi construído um poço artesiano na região. Ela diz esperar que as condições de vida melhorem ainda mais com a ampliação do sistema de abastecimento na comunidade Santanas.

“Antes, a gente pegava água na cabeça com balde. Depois melhorou quando cavaram um poço, mas muita gente queria água e passou a faltar. Agora vai melhorar 100% porque vai ter água 24 horas por dia”, comemora Josefa.

Sobre os sistemas

O sistema de abastecimento de água de Santanas, em Mauriti, atende as comunidades de Santanas e Sítio de Cima e conta com 125 ligações prediais, com captação por poço tubular, atendendo cerca de 500 habitantes. O investimento na estrutura foi de R$ 1,3 milhão.

Outro sistema ampliado em Mauriti foi o da comunidade Pinheira, que conta com 45 ligações prediais, com captação por poço tubular, e atende cerca de 180 pessoas. Foram investidos R$ 529,2 mil.

A comunidade Lagoa Funda, também em Mauriti, foi outra a receber um sistema ampliado e reconstruído, com 64 ligações prediais, também com captação por poço tubular. Cerca de 250 pessoas serão atendidas e o investimento no equipamento foi de R$ 630,5 mil.

Por fim, em Brejo Santo, foi entregue um novo sistema de abastecimento de água que vai atender as comunidades de Quatro Baraúnas e Jatobá. Ele tem 23 ligações prediais, com captação por poço tubular, e atenderá cerca de 90 pessoas. O investimento é de R$ 1,1 milhão.

Vistoria em Jati

Após realizar as entregas dos sistemas de abastecimento de água, a comitiva do MDR foi para Jati, também no Ceará, onde realizou vistoria em sistemas de abastecimento do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco.

O Eixo Norte capta água em Cabrobó, em Pernambuco, entra no Ceará por Jati e depois na Paraíba por Monte Horebe, tendo como ponto final o Reservatório Engenheiro Avidos, também na Paraíba.

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25/08/2022 17:05h

Convênio entre o MDR e a prefeitura local prevê a construção do empreendimento, que deverá atender cerca de 60 mil pessoas

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LOC: A zona rural da cidade de Euclides da Cunha, na Bahia, vai contar com um sistema de abastecimento de água, fruto de um convênio firmado entre o Ministério do Desenvolvimento Regional, o MDR, e a Prefeitura local. O sistema levará até dois anos para ser construído e vai atender mais de 60 mil pessoas. O investimento é de 5 milhões de reais.

Francisco Igor Nunes, diretor de Obras Hídricas do MDR, destaca a importância dos investimentos em segurança hídrica nas regiões que convivem com a falta de chuvas.

TEC/SONORA: Francisco Igor Nunes

“Com essa implantação do sistema, a gente busca aumentar a oferta hídrica disponível para consumo humano e para apoio aos produtores locais. Dessa forma, acabamos levando saúde por ofertar água de qualidade e desenvolvimento econômico por meio de uma ferramenta fundamental no processo produtivo, que é a água.”

LOC: A construção do sistema de abastecimento de água em Euclides da Cunha faz parte de um conjunto de ações com o objetivo de aumentar a segurança hídrica do semiárido brasileiro por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas para consumo humano.

Para mais informações, acesse mdr.gov.br.

Reportagem, Petronilo Oliveira

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24/08/2022 16:40h

Convênio entre o MDR e a prefeitura local prevê a elaboração de estudos e projeto para implantação do sistema, que deve atender cerca de 20 mil pessoas

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A cidade de Afrânio, em Pernambuco, poderá contar, em breve, com um novo sistema de abastecimento de água. Nesta quarta-feira (24), foi publicado no Diário Oficial da União convênio entre o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e a prefeitura local para a elaboração de estudos e projeto para implantação do sistema, que deve levar água potável a cerca de 20 mil pessoas. O valor investido nesta etapa é de mais de R$ 1 milhão.

O secretário nacional de Segurança Hídrica do MDR, Sérgio Costa, destaca a importância de garantir o fornecimento de água aos moradores de municípios com problemas relacionados à escassez hídrica. “A água e o saneamento básico estão entre as principais ferramentas de prevenção a doenças, a verminoses. Então, quando levamos água para a torneira das pessoas, levamos saúde também, além de dignidade e desenvolvimento”, afirma.

A construção do sistema de abastecimento de água em Afrânio faz parte de um conjunto de ações com o objetivo de aumentar a segurança hídrica do semiárido brasileiro, por meio de iniciativas que garantam o acesso ao abastecimento de água para o consumo humano por meio do aproveitamento sustentável de águas subterrâneas.

Para isso, o MDR impulsiona a entrega de poços artesianos, cisternas, sistemas simplificados de abastecimento de água e unidades de dessalinização em comunidades rurais do Nordeste e do semiárido mineiro, já que 70% dos poços da região têm altos índices de salinidade. Além disso, moradores das comunidades rurais são capacitados e ficam responsáveis pela gestão das unidades.

Atualmente, há 912 sistemas de dessalinização em operação nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe, atendendo aproximadamente 218 mil pessoas que residem em municípios mais críticos quanto ao acesso à água. Até o fim de 2022, a previsão é de que outros 397 dessalinizadores sejam implantados na região semiárida do Brasil e mais 600 mil brasileiros tenham acesso a água.

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10/08/2022 09:00h

Índice de atendimento de esgoto no Brasil é de 55%. Sudeste apresenta o maior percentual entre as regiões; Norte tem o menor, segundo o SNIS. Para o Instituto Trata Brasil, participação da iniciativa privada é um caminho para aumentar investimentos

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Para o Instituto Trata Brasil, a falta de investimento em saneamento básico nas regiões mais distantes do Brasil, como Norte e Nordeste, é a principal causa da grande diferença entre o percentual da população que possui acesso à coleta e tratamento de esgoto no país. 

Em todo o Brasil, 55% da população têm atendimento por rede coletora de esgoto. A amostra utilizada foi de 4.744 municípios, que responderam perguntas sobre o tema do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). As informações foram apresentadas nesta semana pela Secretaria Nacional de Saneamento (SNS), do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). 

Quando o cenário geral é dividido entre as regiões do país, há uma diferença grande nos dados. O Sudeste possui percentual de atendimento bem maior em relação às outras localidades: 80,5%. Centro-Oeste, com 59,5%, e Sul, com 47,8%, aparecem na sequência. Já no Nordeste, 30,3% das pessoas afirmaram ter atendimento de esgoto, enquanto no Norte do país esse número é de 13,1%. 

Os dados do último ranking do saneamento básico, do Instituto Trata Brasil, também apontam a diferença de realidade entre as regiões brasileiras. A pesquisa avaliou as condições de saneamento nas 100 maiores cidades do Brasil e qual é o valor investido por ano, por habitante. 

“O diagnóstico que nós temos é: as 20 melhores cidades estão situadas de maneira mais presente no Sudeste. Catorze das 20 estão em São Paulo ou no Paraná, e o investimento médio em saneamento básico é de R$ 135 por ano por habitante. Nas 20 piores cidades, grande parte está localizada no Norte e no Nordeste, onde o investimento médio é de R$ 48 por ano, por habitante”, explica a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto.

Especificamente tratando-se de atendimento urbano, os índices apresentados pelo SNIS são um pouco maiores. No Sudeste, por exemplo, o percentual é de 84,9% e, no Norte, chega a 17,2%. Entre as capitais, o maior valor pertence a Curitiba, 99,9%, e o menor a Porto Velho, com 5,2%. “Como estamos falando de atendimento por sistema coletivo, por rede coletora, são valores pouco mais altos, mas os comportamentos são parecidos”, explicou Sérgio Abreu Brasil, coordenador substituto da Coordenação de Informações, Estudos e Pesquisas (CIEP). 

Índices de tratamento

O SNIS também apresentou dados referentes à evolução do tratamento de esgoto no Brasil, percentual que subiu de 74,9%, em 2016, para 79,8%, em 2020. “Esse índice é referente ao esgoto que é tratado em relação ao esgoto que é coletado. Houve crescimento pequeno ao longo dos anos, mas a maior parte do que é coletado é de fato tratado”, disse Sérgio Abreu Brasil. 

Abreu também apresentou informações do volume de esgoto tratado em relação ao volume de água consumida, ou seja, o que foi efetivamente tratado do que virou esgoto. Nesse aspecto, a evolução de 2016 para 2020 também foi baixa. Subiu de 44,9% para 50,8%. Na comparação entre as regiões, o cenário é mantido em relação aos outros índices, com o Sudeste à frente e o Norte com o percentual mais baixo. 

Participação da iniciativa privada

Como um caminho para resolver essa diferença, a presidente-executiva do Instituto Trata Brasil, Luana Pretto, destaca a participação da iniciativa privada. 

“A iniciativa privada pode ajudar por meio de realização de aporte maior de investimentos. Enquanto, por exemplo, a companhia ou governo estadual não tem recurso financeiro no volume necessário, a iniciativa privada pode por meio de leilões garantir fluxo constante para mudar essa realidade”, opina. 

Dados de julho da Associação e Sindicato Nacional das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) apontam que, após a entrada em vigor do Novo Marco Legal do Saneamento Básico, as operadoras do setor privado ampliaram a participação e passaram a atender mais de 46 milhões de pessoas com serviços de água e esgoto no Brasil. 

SANEAMENTO: população atendida pela iniciativa privada cresce 45%

O percentual de municípios atendidos pela iniciativa privada também cresceu. Em 2020, eram 6% das cidades brasileiras, número que cresceu para 9% em 2021. Ainda segundo a Abcon, até 2033, 6,2 milhões de empregos devem ser gerados com a ampliação da distribuição de água e da rede de coleta e tratamento de esgoto no Brasil. 

Municípios sem rede de coleta

Para municípios sem atendimento por rede, o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) estabelece que o atendimento pode ser adequado por sistema individual, a depender desse sistema. “Para o sistema coletivo, para ser adequado, o atendimento tem que ter coleta e tratamento. Para o sistema alternativo (individual), é considerado adequado apenas a fossa séptica. Outras formas não são consideradas adequadas pelo Plano”, explicou Sérgio Abreu. 

As fossas sépticas são unidades de tratamento primário de esgoto doméstico, em que é feita a separação e a transformação da matéria sólida contida no esgoto. Dos 4.744 municípios que responderam às perguntas do SNIS, 1.937 responderam que não possuem rede de esgoto e utilizam apenas sistemas alternativos, 1.924 disseram ter rede de abastecimento de água e também usar soluções alternativas, e 13 utilizam exclusivamente sistemas individuais de água e esgoto. Outros 2.807 responderam que possuem rede coletora de esgoto e abastecedora de água.

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22/07/2022 19:53h

Equipamentos atenderão mais de 1 mil pessoas em oito comunidades rurais dos distritos Barra de Santana e Complexo da Beleza

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A cidade de Jati, no Ceará, recebeu dois novos sistemas de abastecimento de água nesta sexta-feira (22). Os equipamentos têm por objetivo mitigar os problemas históricos causados pela seca em oito comunidades rurais dos distritos de Barra de Santana e Complexo Beleza. O investimento nos sistemas foi de mais de R$ 7,6 milhões.

Ao todo, mais de 1 mil pessoas serão atendidas pelos equipamentos nas comunidades de Baião, Sabonete e Barra de Santana, em Barra da Santana, e Barro Branco, Beleza, DNOCS Atalhos, Joãozinho e Pebas, no Complexo Beleza.

“Essa ação faz parte do programa básico ambiental da transposição do Rio São Francisco, que tem o propósito de levar água de qualidade às comunidades que margeiam a transposição”, destaca secretário nacional de Segurança Hídrica substituto do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), Francisco Igor Nunes. “Essa água tratada, de qualidade, vai modificar a vida dos moradores dessas comunidades, inclusive em questão de saúde”, completa.

Morador do distrito do Complexo da Beleza, o agricultor Cícero Firmino Alves, 60 anos, crê em mais qualidade de vida para a comunidade. “Aqui na Beleza, nós temos água, mas é água de cacimba, de poço. Agora, teremos água doce, tratada e é uma bênção porque água é vida”, comentou.

Sobre os sistemas

O sistema de abastecimento do Complexo da Beleza, que recebeu investimento de R$ 4,5 milhões, tem 489,3 metros totais de adutora de água bruta, 2,3 mil metros de adutora de água tratada e 23,3 mil metros totais de rede de distribuição.

Já o sistema de Barra de Santana recebeu investimento de R$ 3 milhões, tem mais de mil metros de extensão de adutora e 9,7 mil metros de rede de distribuição.

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14/07/2022 19:20h

Recursos serão destinados a empreendimentos de esgotamento sanitário, abastecimento de água e manejo de águas pluviais

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Cinco cidades brasileiras vão receber, juntas, R$ 1,5 milhão para a continuidade de obras de saneamento básico. São empreendimentos de esgotamento sanitário, abastecimento de água e manejo de águas pluviais nos estados de Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.

Vilhena (RO) contará com o maior repasse, de R$ 970,4 mil. O valor será destinado à implantação do sistema de esgotamento sanitário no perímetro urbano do município.

Por sua vez, Angra dos Reis (RJ) contará com R$ 204,3 mil para a implantação da rede coletora de esgoto da sub-bacia G. Já Marília (SP) vai receber R$ 195,1 mil para a ampliação da capacidade de distribuição de água tratada da Estação de Tratamento de Água (ETA) Arrependido Peixe.

A capital paranaense Curitiba vai ter acesso a R$ 115,2 mil para o prosseguimento de obras de manejo de águas pluviais, que consistem na execução de projetos nas bacias dos Rios Barigui, Cascatinha e Uvu.

Por fim, Viçosa (MG) terá R$ 22,4 mil para a ampliação do sistema de esgotamento sanitário na sede municipal.

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05/07/2022 19:45h

Entre os temas em pauta estiveram a atualização do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), válido para o período de 2022 a 2040, e o Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas

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Secretários e diretores da área de recursos hídricos dos 26 estados e do Distrito Federal participaram, nesta terça-feira (5), de reunião com representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR). O evento teve como objetivo principal discutir a atualização do Plano Nacional de Recursos Hídricos (PNRH), válido para o período de 2022 a 2040, e o Programa Nacional de Revitalização de Bacias Hidrográficas.

Na abertura do evento, o secretário nacional de Segurança Hídrica, Sergio Costa, destacou a importância do debate amplo com os representantes estaduais para melhor entender as demandas das diversas regiões do País. “Como o Brasil é muito grande, precisamos debater sobre as regiões e os problemas pontuais”, salientou o secretário. “O formato da reunião é para que todos os estados se pronunciem, falem sobre suas necessidades”, completou.

A secretária de Recursos Hídricos do Estado de Pernambuco, Fernandha Lafayette, também reforçou a importância do evento e ressaltou a urgência de se discutir a questão da segurança hídrica, sobretudo devido às transformações climáticas dos últimos anos. “Sabemos dos desafios, não só no Nordeste, mas no Brasil todo. Isso nos obriga a pensar fora da caixa e trazer propostas e alinhar, junto ao MDR, o que queremos para os próximos anos e gerações”, afirmou.

Os participantes também debateram ações integradas a serem desenvolvidas em parceria para a revitalização de bacias hidrográficas, além dos problemas e desafios identificados para que as ações sejam implementadas com eficiência.

“Segurança Hídrica é algo que precisa ser pensado e planejado para termos êxito em nossas ações. Vejo essa reunião como uma ação importante para todos os estados”, comentou a diretora de Recursos Hídricos da Fundação Estadual do Meio Ambiente do Estado de Roraima, Marta Mota Henchen.

A reunião também abordou demandas dos diferentes estados, com coleta de sugestões e esclarecimento de dúvidas. “Sabemos das diferenças regionais, cada um com suas demandas, e é preciso pensar e planejar com base nos diversos planejamentos que existem, em nível local, regional e nacional”, argumentou o secretário-adjunto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos do Rio Grande do Norte, Carlos Nobre.

Fonte: MDR

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28/06/2022 10:00h

Solução estaria em aumentar investimentos em saneamento básico e no uso de fontes alternativas, como o reúso de água

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Em Santa Catarina, os extremos climáticos, somados ao pouco investimento em infraestrutura, ocasionam falta de água e ameaçam tanto o abastecimento à população quanto ao setor produtivo. Depois da crise hídrica no fim de 2021, alertas de estiagem e seca preocuparam produtores em fevereiro, segundo o mapa do Monitor de Secas, produzido pelo governo do estado, com seca grave no leste de Santa Catarina e de seca extrema no oeste. Já entre maio e junho deste ano, ainda de acordo com informações do governo do estado, a grande quantidade de chuvas prejudicou o abastecimento de água em várias regiões.  

De acordo com o Painel Hidrológico de Santa Catarina, da Secretaria Executiva do Meio Ambiente (Sema), integrada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico Sustentável (SDE), as situações mais graves de abastecimento de água hoje são Chapadão do Lageado e São João Batista, que se encontram em situação de emergência. Já a Barragem Taió Montante, que atende ao município de Taió, se encontra em situação de alerta.

O deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC) ressalta que em Santa Catarina, dos sete milhões de habitantes, aproximadamente cinco milhões ainda não têm saneamento básico e mais de 800 mil não têm acesso à água potável, o que é “uma vergonha para o estado”. O parlamentar alerta que é necessária uma melhor gestão tanto dos investimentos no setor quanto do recurso em si.

“Se gastou mais em 2021 em marketing e propaganda do que em saneamento básico. Isso é muito ruim para Santa Catarina. Recentemente enfrentamos uma crise muito grave provocada pela estiagem em nossa região. Os prejuízos atingiram produtores rurais, empresas e casas. Muitos municípios não tinham água nas torneiras para beber. Acredito que com o marco do saneamento básico vamos resolver uma parte dos problemas, mas é preciso ir além, com aumento de reservatórios e melhor gestão do uso da água”, aponta Maldaner.

O deputado lembra que o montante investido no setor por meio do marco do saneamento não só vai ajudar a afastar o risco de futuras crises hídricas, como também vai garantir a saúde da população, o que poupa recursos que podem ser reinvestidos justamente em melhorias no setor. “Investir em esgoto é investir em saúde. A cada R$ 1 investido em saneamento, economizamos R$ 4 em saúde e evitamos graves doenças”, destaca.

Saneamento no Brasil

O Brasil tem 12% da reserva mundial de água doce, mas a distribuição é desigual, falta infraestrutura e os desafios impostos pela mudança climática, pelo desperdício e pela má gestão do recurso causaram crises hídricas graves nos dois últimos anos. Os dados são da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr) e ligaram o alerta para a necessidade de uma visão mais integrada do uso da água no país, bem como o uso de fontes alternativas para que o Brasil alcance a segurança hídrica, essencial para a população, os animais e para a geração de emprego e renda.

Eduardo Pedroza, representante brasileiro da Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água (Aladyr), explica que o Brasil começou a encaminhar a busca pela segurança hídrica com o novo marco do saneamento, com investimentos que devem levar água e esgotamento sanitário à maioria da população até 2033. Mas que é preciso, ainda, um trabalho integrado da sociedade civil, iniciativa privada e governo, em diversas áreas, para garantir a disponibilidade de água em qualidade e quantidade suficientes.

“Para construir a segurança hídrica, o Brasil precisa, primeiro, universalizar o saneamento, qualificar a estrutura de saneamento, para reduzir as perdas de água que ainda são altas, investir na interligação de bacias hidrográficas e é fundamental incentivar o uso de fontes alternativas, como o reúso da água e a dessalinização”, enumera Pedroza.

Desde 2019, com a publicação do Plano Nacional de Segurança Hídrica, a Agência Nacional de Águas (ANA) alerta para a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica estratégica para o país, além de estímulo ao uso de fontes alternativas. As estimativas são de que, se os investimentos não forem feitos, cerca de 70 milhões de brasileiros estarão em situação de risco hídrico em 2035. A indústria e a agropecuária, bem como a renda e os empregos que os setores geram, também devem sofrer com isso: as perdas econômicas podem ultrapassar os R$ 518 bilhões.

Ainda segundo o Plano Nacional de Recursos Hídricos, para evitar futuras crises, o Brasil precisa de ações de revitalização de bacias, uso de soluções baseadas na natureza e estímulo ao reúso da água nos próximos 18 anos.

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Água de reúso

Dentre as fontes alternativas, o reúso de água está entre as mais baratas e viáveis para ajudar o Brasil a se prevenir contra a escassez, mesmo em momentos climáticos mais complicados. A técnica consiste na própria existência do ciclo natural da água, que é usada, descartada e retornada a nós por meio da chuva. No caso do reúso, empresas especializadas usam o efluente de companhias de esgoto e indústrias, ou seja, aquilo que é descartado, fazem o tratamento deste volume e disponibilizam a água limpa para ser reutilizada nos mais diversos fins.

O próprio reúso ajuda tanto o saneamento básico quanto a segurança hídrica, uma vez que parte do esgoto que seria descartado em um rio acaba passando por novo tratamento e é utilizado por uma indústria, por exemplo. Segundo a Aladyr, quase 80% das águas residuais do mundo são despejadas na natureza sem nenhum tratamento. Com o reúso, é possível reduzir a poluição nos cursos d’água, promover a longo prazo uma fonte confiável de abastecimento de água e gerenciar a demanda do recurso nos períodos de seca.

De acordo com estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem potencial para aumentar em quase 13 vezes a capacidade instalada para produzir água de reúso. Atualmente, o país produz pouco mais de um metro cúbico por segundo. Para isso, seriam necessários investimentos de R$ 1,89 bilhão em infraestruturas de reúso de água, que trariam um incremento na economia de quase R$ 5,9 bilhões.

Ainda segundo o estudo, o Brasil precisa investir R$ 593,3 bilhões nos próximos 12 anos para universalizar os serviços de saneamento básico, sendo que R$ 42,7 bilhões devem ser direcionados para a redução do índice de perdas de água para níveis satisfatórios. Atualmente, as concessionárias desperdiçam pelos canos cerca de 40% da água captada.
 

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