Chikungunya

20/05/2022 03:07h

Levantamento do Ministério da Saúde mostra que até a primeira semana de maio foram registrados quase 758 mil casos prováveis de dengue no Brasil, um aumento de 151,4% comparado ao mesmo período de 2021

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Levantamento do Ministério da Saúde mostra que até a primeira semana de maio foram registrados quase 758 mil casos prováveis de dengue no Brasil, um aumento de 151,4% na comparação com o mesmo período de 2021. A região Centro-Oeste foi a que teve a maior taxa de incidência da doença. E Brasília foi a cidade com maior número de adoecimentos: 37.856, uma taxa de incidência de 1.223,4 casos a cada 100 mil habitantes. 

Levantamento da Secretaria de Saúde do Distrito Federal mostra que, em um ano, houve um aumento de 538% nos casos de dengue. Entre janeiro e abril deste ano, a secretaria já foi notificada de quase 40 mil casos de dengue. Uma dessas pessoas foi Karla Muniz, de 53 anos, que se infectou com dengue no final de abril. Moradora do Guará, região administrativa do Distrito Federal, ela conta que passar pela doença foi complicado. Com febres que não cediam e dores no corpo, procurou o serviço de saúde por duas vezes para receber o diagnóstico. “Fui orientada a fazer bastante repouso para evitar que virasse uma dengue hemorrágica”, lembra. 

Prevenção 

Engana-se quem pensa que o mosquito da dengue gosta de água suja. As fêmeas preferem recipientes com água limpa que estejam em ambientes escuros. Segundo dados do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pelos municípios e sistematizado pelo Ministério da Saúde, 42% dos criadouros do mosquito Aedes aegypti estão em depósitos de água que servem ao consumo humano. Locais como caixas d’água, piscinas, eletrodomésticos, garrafas, fontes ornamentais e até mesmo objetos religiosos podem ser um depósito de ovos para a fêmea do mosquito da dengue. 

Muito relacionado a quintais e chácaras, os ovos do mosquito também podem se desenvolver em apartamentos. O último levantamento do Ministério da Saúde apontou também que depósitos móveis, fixos e naturais aparecem como segundo maior foco de procriação dos mosquitos, com 32%, enquanto depósitos de lixo têm incidência de 25%. A professora de Farmacognosia da Universidade de Brasília, integrante do projeto ArboControl, Laila Salmen, alerta que o Aedes aegypti é um inseto altamente adaptado a ambientes urbanos. 

“O mosquito deposita os ovos na superfície da água, assim na beiradinha, em torno do recipiente onde tem a água. Mas desde que tenha um movimento com essa água um aumento do volume de água esses ovinhos podem eclodir”, detalha a pesquisadora. Como os ovos têm uma coloração parecida com preto, para proteger a prole, os mosquitos fêmeas preferem recipientes escuros ou que estejam em locais com pouca luz para evitar sua eliminação. 

 

Ciclo de vida

O mosquito tem um ciclo de vida de mais ou menos 30 dias, desde a forma do ovo até a fase adulta. Uma fêmea tem capacidade de depositar até 1,5 mil ovos, mas não coloca todos de uma vez. Esses ovos podem ficar até um ano vivos à espera das condições de umidade e temperatura ideais para se desenvolver. “A fêmea precisa de sangue para amadurecer os ovos e, pouco a pouco, ela te pica, amadurece os ovos e põe uns 200 ovinhos.  Aí passa um um tempinho, ela pica outra pessoa e põe mais 200 ovinhos”, explica. 

Com baixa autonomia de voo (cerca de 200 metros), o mosquito tem circulação limitada mas com grande potencial de transmissão de dengue, zika ou chikungunya, caso haja doentes no local. “Se o mosquito picar alguém que está com dengue, ele vai carregar esse vírus com ele e o mosquito também vai se infectar. Aí a próxima pessoa que o mosquito fêmea picar, para amadurecer os ovinhos, vai também ficar infectada com o vírus da dengue”, esclarece Salmen. 

Portanto, ao perceber mosquitos com pintinhas brancas, é importante fazer a inspeção do local, mesmo que em apartamento. A dona de casa de Ribeirão Preto (SP), Tereza Cristina de Souza, de 60 anos, conta que os agentes de vigilância sanitária encontraram criadouros atrás do recipiente de sua geladeira, um local que ela não imaginava que poderia ser um criadouro. Ela teve dengue e, uma semana depois, seu marido também foi contaminado com o vírus. 

Juliano Melo, epidemiologista, secretário Adjunto de Vigilância e Atenção à Saúde de Mato Grosso, orienta que a participação de toda a sociedade na fiscalização e eliminação de condições que possam servir de foco para o mosquito, são fundamentais. “Muitas vezes as pessoas consideram que seu ambiente é seguro sem fazer nenhuma análise, sem fazer nenhuma avaliação. Falam: ‘Aqui em casa não tem problema, quem tem problema é o vizinho é o outro’. E aí quando você vai na casa, porque teve um caso grave ou óbito e a gente vai investigar, 90% das vezes a gente encontra o criadouro dentro do imóvel”, diz o agente público. 

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Sintomas

O médico infectologista Hemerson Luz lembra que não há vacina contra a dengue. Por isso, a melhor forma de prevenção, é acabar com os criadouros do mosquito. Além disso, o uso de roupas compridas e repelentes também é recomendado. “Não há tratamento específico. É importante bastante hidratação e medicamentos sintomáticos”, diz. O médico lembra que é importante que a pessoa faça repouso e que, no caso de agravamento dos sintomas, procure uma unidade de saúde para atendimento. 

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Como eliminar criadouros

  • Lavar com água e sabão tonéis, galões ou depósitos de água e mantê-los bem fechados;
  • Manter as caixas d’água bem fechadas;
  • Limpar e remover folhas das calhas, deixando-as sempre limpas;
  • Retirar água acumulada das lajes;
  • Desentupir ralos e mantê-los fechados ou com telas;
  • Colocar areia ou massa em cacos de vidro de muros;
  • Lavar plantas que acumulam água, como as bromélias, duas vezes por semana;
  • Preencher com serragem, cimento ou areia ocos das árvores e bambus;
  • Evitar utilizar pratos nas plantas, se desejar mantê-los, colocar areia até a borda dos pratos de plantas ou xaxins;
  • Tratar a água da piscina com cloro e limpá-la uma vez por semana;
  • Retirar a água e lavar com sabão a bandeja externa da geladeira;
  • Lavar bem o suporte para garrafões de água mineral a cada troca;
  • Lavar vasilhas de animais com esponja ou bucha, sabão e água corrente, trocá-los uma vez por semana;
  • Manter aquários para peixes limpos e tampados ou telados;
  • Manter vasos sanitários limpos e deixar as tampas bem fechadas;
  • Guardar garrafas vazias e baldes de cabeça para baixo;
  • Jogar no lixo objetos que possam acumular água, como: latas, tampas de garrafa, casca de ovo, copos descartáveis;
  • Manter a lixeira sempre bem tampada e os sacos plásticos bem fechados;
  • Fazer furos na parte inferior de lixeiras externas;
  • Descartar ou encaminhar para reciclagem os pneus velhos ou furá-los e guardá-los secos e em locais cobertos.

Fonte: Ministério da Saúde
 

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26/04/2022 02:36h

De acordo com o Ministério da Saúde, a taxa de incidência chegou a 184,7 casos por 100 mil habitantes

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Os casos de dengue no Brasil apresentaram um aumento de 95,2% em 2022, entre 2 de janeiro e 9 de abril. A elevação é em relação ao mesmo período do ano passado. Ao todo, foram registrados 393.967 casos prováveis da doença. A taxa de incidência chegou a 184,7 casos por 100 mil habitantes. Os dados constam no último boletim epidemiológico sobre arboviroses do Ministério da Saúde, referente à semana 14. 

O médico sanitarista Cláudio Maierovitch explica que a melhor forma de prevenir a dengue é impedir a proliferação do mosquito transmissor, eliminando os criadouros. Segundo ele, cada indivíduo pode contribuir com essa ação. 

“É importante que, antes de começarem os casos mais numerosos, as pessoas já ajam para tentar eliminar condições favoráveis à transmissão. Entre elas podemos citar a presença de recipientes com água parada, que às vezes ficam nos quintais das casas, ferro velho, depósito de lixo, e muitas vezes em caixas d'água destampadas”, orienta. 

A Região Centro-Oeste foi destaque no levantamento, com uma taxa superior a 700 casos de dengue por 100 mil habitantes. As capitais Goiânia e Brasília contaram com o maior número de registros. “Goiás é um estado que todo ano enfrenta epidemia de dengue com números altos. Geralmente, isso está relacionado a fatores climáticos ou circulação de pessoas”, destaca Maierovitch.

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O advogado Pedro de Carvalho, de 27 anos, mora em Brasília e conta que foi diagnosticado com dengue no início de março. Segundo ele, a mãe e as duas irmãs também tiveram a doença. “Fiquei de cama, sem conseguir sair de casa, sem conseguir ficar em pé direito. Me senti muito fraco mesmo. Também fiquei vomitando, com bastante dor no corpo, dor nas juntas e na cabeça”, relata.

Pedro afirma, ainda, que, há muito tempo não havia registros de dengue no bairro onde mora, e que não foram encontrados criadouros dentro de casa. Porém, em um clube abandonado, localizado na região, foram encontrados muitos focos do mosquito. “Na minha rua, quase todo mundo pegou dengue. Na quadra de baixo, teve até gente que faleceu”, disse.

Ainda de acordo com o boletim, até o momento, das 280 pessoas que desenvolveram agravamento da dengue no país, 112 morreram.  Os maiores números de casos ocorreram em São Paulo, Goiás, Bahia, Santa Catarina e Minas Gerais. Além disso, mais de 170 mortes ainda são investigadas e podem estar associadas à doença.  

Chikungunya e zika

O balanço divulgado pelo Ministério da Saúde revela, ainda, que a  chikungunya foi responsável pelo registro de 35.182 casos prováveis no Brasil, ou seja, uma taxa de incidência de 16,5 casos por 100 mil habitantes. Em relação à doença, houve um aumento de 26,3% de casos em comparação com o ano anterior.

Já sobre registros de zika, o levantamento aponta que ocorreram 1.480 casos prováveis, com uma taxa de incidência de 0,7 caso por 100 mil habitantes. Em relação ao ano passado, os dados correspondem a um aumento de 31,8% no número de casos no Brasil.
 

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22/02/2022 18:10h

O País vive uma epidemia da doença em diferentes cidades

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Nas primeiras semanas do ano, muitos municípios registraram aumento no número de casos de dengue. No Distrito Federal, por exemplo, levantamento da Secretaria de Saúde revela que, até a primeira semana de fevereiro, foram 4.622 casos prováveis de dengue, contra 1.234 no mesmo período de 2021. São Paulo, Goiás e Piauí também registraram aumento. 

Segundo a professora de Farmacognosia da Universidade de Brasília (UnB), Laila Espíndola, os mosquitos estão mais resistentes aos atuais inseticidas usados nas técnicas convencionais de controle do Aedes Aegypti - bomba costal para aplicação direta na água e carros fumacê para aspersão no meio ambiente. Em resposta a isso, o grupo de pesquisa ArboControl da UnB, desenvolveu um inseticida a partir de compostos naturais. 

Na fase de laboratório, o inseticida teve um excelente desempenho, conseguiu eliminar todos os mosquitos. “Fizemos os testes em um tipo do Aedes Aegypti chamado Rockefeller, um mosquito que não teve contato com inseticidas”, conta a pesquisadora. A atual fase da pesquisa verifica se a eficácia encontrada no ambiente controlado será repetida em condições externas. 

Os testes associam estratégias de captura de mosquitos em diferentes períodos: antes e depois da aplicação do novo inseticida. As armadilhas são caixas escuras com um composto natural e água ao fundo que atraem os mosquitos. Ao entrar nesse espaço, o mosquito fica preso num papel aderente. O grupo de pesquisa faz a tipificação e a contagem dos mosquitos. 

Após a aplicação do inseticida natural, será feita nova contagem dos mosquitos. “Há grande interesse na descoberta desses novos compostos, uma vez que esse é um grande problema de saúde pública no Brasil”, diz a pesquisadora. Caso a eficácia observada em laboratório seja confirmada, o inseticida será fabricado em escala industrial. A pesquisa ArboControl existe há seis anos na UnB e desenvolve tecnologia de controle da dengue, zika e chikungunya, as chamadas arboviroses. A pesquisa recebe financiamento do Ministério da Saúde. 

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Sobre o mosquito

O Aedes Aegypti é o vetor de doenças como dengue, zika, chikungunya e febre amarela.  A fêmea do mosquito adulto precisa se alimentar do sangue que vem a partir da picada para colocar os ovos, uma única fêmea pode colocar até 1,5 mil ovos. “É uma estratégia de perpetuação da espécie”, explica Laila Salmen, doutora em Farmacognosia. Ela explica que ao encontrar a condição ideal - água parada e ambientes ou suportes escuros - o mosquito deposita cerca de 200 ovos. “Se houver uma pequena movimentação naquela água, o ovo eclode e o mosquito pode nascer em um dois dias, caso esteja calor”, diz. 

Prevenção

Campanha do Ministério da Saúde convoca a população para colocar na rotina uma ronda de combate ao mosquito. A ideia é verificar possíveis locais que possam reter água e servir de criadouro para o mosquito, como vasos de plantas, o compartimento atrás da geladeira, lixo, vasilhas e plásticos em quintais, calhas. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Sintomas 

Os sintomas da dengue são febre acima de 38º, dores no corpo, nas articulações no fundo dos olhos, enjoos e vermelhidão no corpo. O servidor público André Levino contraiu a dengue. Morador de Brasília, ele acredita ter contraído a dengue em uma chácara na região de Corumbá, em Goiás. “É dor em tudo. E essas dores oscilam. Uma hora você está mais dolorido, outra menos. Sinto muito enjoo e preciso tomar medicação para isso. É uma sensação horrível.”

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Arte: Secretaria de Saúde do DF
Arte: Secretaria de saúde do DF

Não há vacina contra a dengue. Para evitar a doença deve-se fazer o controle mecânico, usar roupas longas e repelentes. 
 

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16/02/2022 04:00h

InfoDengue também aponta outras regiões de atenção pelo Brasil

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A Região Sul do país é apontada como área de atenção para dengue em 2022, pelo sistema de monitoramento de arboviroses desenvolvido pela Fiocruz e a Fundação Getúlio Vargas, o InfoDengue. Foi observada uma tendência de expansão da dengue para essa região, em que o número de casos não costumava preocupar. Os pesquisadores investigam se isso se dá pela maior capacidade de adaptação do Aedes aegypti e por mudanças climáticas.

Surtos importantes de dengue foram registrados em Londrina e Sengés, no Paraná, além de Joinville, em Santa Catarina. Também se encontram em situação de atenção a região noroeste de São Paulo. No Centro-oeste, a região entre Goiânia e Palmas, passando pelo Distrito Federal. Além de alguns municípios isolados da Bahia e do Ceará.

O infectologista do Hospital das Forças Armadas em Brasília, Hemerson Luz, aponta que o combate ao foco do mosquito é a melhor forma de enfrentar a dengue. “Não há um medicamento específico para tratar a dengue. O combate é feito eliminando os focos do mosquito. Temos que lembrar que um ovo do mosquito Aedes aegypti pode ficar até um ano aguardando a chuva dentro de um recipiente. Ele pode após receber a água, eclodir, virar a larva e evoluir para o mosquito.”

Campanha do Ministério da Saúde alerta para a importância do combate ao mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya. A ideia é que cada cidadão coloque em sua rotina semanal uma ronda por sua casa e local de trabalho para chegar locais que podem estar acumulando água, o que é mais comum no período das chuvas. “A forma principal que nós temos é evitar que os mosquitos nasçam. E é por isso que é importante que tantos agentes, a população em geral, esteja atenta para que não tenham criadouros dos mosquitos”, alerta o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka.

CENTRO-OESTE: Período chuvoso aumenta os riscos de dengue, zika e chikungunya

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Cláudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, nas demais cidades também devem agir

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.

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10/02/2022 02:00h

Mongaguá e Peruíbe também tem alta incidência da doença

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A taxa de incidência de dengue na região, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. A  paulista Tereza Cristina de Souza, de 60 anos, foi vítima do Aedes aegypti por quatro vezes: teve dengue três vezes e pegou zika uma vez. 

Tereza conta. que teve todos os sintomas da doença. "“Tive dengue, febre, dores nas juntas, vermelhidão no corpo, boca amarga e dor de cabeça. E fiquei ruim por uma semana." Tereza disse ainda que depois que melhorou o marido pegou a doença e que até hoje sente dores nas mãos. Quando teve zika, a dona de casa também sentiu muito incômodo.

 Itanhaém (SP) teve 995 casos de dengue em 2021.  Mongaguá e Peruíbe também tem alta incidência da doença.  

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. O que não quer dizer que as cidades vizinhas não devam se preocupar com a doença, ele acrescenta.

“O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande", informa Peterka.

Dengue: mais de 70% dos casos se concentram em cerca de 200 municípios, nas demais cidades também devem agir

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

Sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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10/02/2022 02:00h

Nove municípios da região de Dracena apresentam índices de infestação considerados críticos pelo Ministério da Saúde

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A taxa de incidência de dengue na região, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. A  paulista Tereza Cristina de Souza, de 60 anos, foi vítima do Aedes aegypti por quatro vezes: teve dengue três vezes e pegou zika uma vez. 

Tereza conta. que teve todos os sintomas da doença. "“Tive dengue, febre, dores nas juntas, vermelhidão no corpo, boca amarga e dor de cabeça. E fiquei ruim por uma semana." Tereza disse ainda que depois que melhorou o marido pegou a doença e que até hoje sente dores nas mãos. Quando teve zika, a dona de casa também sentiu muito incômodo.

A região de Dracena está na zona de alerta para dengue. Dos 10 municípios vizinhos, apenas Monte Castelo não apresentou alta incidência da doença. Dracena confirmou 418 adoecimentos por dengue, em 2021. Logo depois, está Junqueirópolis com 394 casos de dengue e um de zika. Ao todo, a região confirmou mais de 1,7 mil casos de dengue e 4 de zika entre os seus 128 mil habitantes. Devido às chuvas e às altas temperaturas, o verão costuma apresentar altas taxas das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. O que não quer dizer que as cidades vizinhas não devam se preocupar com a doença, ele acrescenta.

“O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande", informa Peterka.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. 

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

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09/02/2022 18:07h

Risco de infestação pelo mosquito transmissor da doença ameaça cidades vizinhas àquelas com alta contaminação

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A taxa de incidência de dengue na região, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya. A  paulista Tereza Cristina de Souza, de 60 anos, foi vítima do Aedes aegypti por quatro vezes: teve dengue três vezes e pegou zika uma vez. 

Em todas as vezes, Tereza teve febre e outros desconfortos. "Fiquei ruim por uma semana", ela contou. A dona de casa também sentiu dores nas juntas e na cabeça, além de boca amarga e vermelhidão no corpo. Quando pegou zika, os olhos também ficaram vermelhos.

Em 2021, Santa Fé do Sul teve o maior número de casos registrados: 637. Jales vem em seguida com 628. Mas a maior incidência foi em Vitória Brasil, com 174 casos para menos de 1.900 habitantes. Mesmo caso de Mesópolis com 171 casos para pouco mais de 1.900 moradores.

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar. 
“O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande", informa Peterka. Por isso, a expansão é rápida principalmente em áreas vizinhas, regiões metropolitanas, acrescenta o coordenador.

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários

 Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

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09/02/2022 15:05h

Medidas de prevenção à proliferação do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya devem ser incorporadas à rotina da população

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O estado do Espírito Santo apresentou pequena variação de casos de dengue, chikungunya e zika entre 2020 e 2021. No ano passado, foram registradas 8.263 infecções por dengue; enquanto em 2020 o número foi de 7.294. Mas, na avaliação do coordenador da Vigilância Ambiental em Saúde do Espírito Santo, Roberto Lapierre, ainda há subnotificação. “A pandemia prejudicou esse acompanhamento. É fundamental que a população, ao perceber os sintomas, procure uma unidade de saúde a fim de reduzir o número de óbitos”, diz. 

O estado faz o acompanhamento semanal dos casos de infecção por um sistema (piloto no ES) por meio do qual é possível acompanhar, em tempo real, a notificação de casos, fazer gráficos comparativos e traçar estratégias para rapidamente  conter a proliferação das doenças. Roberto Lapierre, reforça que o estado atua de forma muito próxima dos municípios para conter a disseminação das arboviroses e promover medidas de educação e conscientização junto à população. 

“Recentemente fizemos a Semana Nacional de Combate ao Aedes Aegypti com mobilizações concentradas, estimulamos a formação de agentes locais e o tema nas escolas para o fortalecimento das ações de combate ao mosquito”, informa o coordenador estadual. Projetos como o “Aedes na Mira” e o “Aedes em 10 minutos” também serão trabalhados com a população capixaba. A ideia é que as prefeituras elejam um dia da semana para que a população faça uma ronda rotineira para detecção e destruição de possíveis criadouros do mosquito. 

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Cuidados necessários 

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

O combate ao Aedes aegypti, transmissor das três doenças, é a principal forma de prevenção. Campanha do Ministério da Saúde orienta que essas medidas para evitar água parada sejam incorporadas na rotina da população. “A grande importância de combater o mosquito é que não teremos pessoas doentes se não tivermos muitos mosquitos. A campanha deste ano ressalta que cada um deve buscar a responsabilidade dentro do seu quintal, do seu local de trabalho. Para isso, utilizar dez minutos da sua semana para fazer uma revisão nos principais locais onde possam ter criadouros do mosquito e eliminá-los para não deixar que o mosquito nasça”, explica o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses da pasta, Cássio Peterka. 

Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu estado

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09/02/2022 02:00h

Quixeré (CE) registrou a maior incidência da doença, considerando o total de 650 casos em relação à população do município

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A taxa de incidência de dengue na região, ou seja a quantidade de pessoas com a doença a cada 100 mil habitantes, é uma das mais altas do país. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, assim como a zika e a chikungunya.  

O cearense João Soares Leitão relata os sintomas que teve quando foi diagnosticado com a doença: "Quero falar pra vocês que não foi fácil. Vou falar pra vocês os sintomas, quais sejam: febre, muita febre, muita dor de cabeça , dor em todo o meu corpo, dor na garganta, diarreia, moleza total, vontade de ficar deitado o tempo todo e até vontade de vomitar. Recomendo às pessoas que se previnam. ”

 Só no município de Russas foram registrados 2.135 casos de dengue em 2021. Quixeré registrou a maior incidência da doença, considerando o total de 650 casos em relação à população do município

O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar: “O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque a gente tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que a gente tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões.”

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

Veja no mapa a incidência de dengue no seu município

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09/02/2022 02:00h

Moradores e turistas que visitam a região devem ficar atentos para a limpeza e focos do mosquito Aedes aegypti

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Foz do Iguaçu está com índices preocupantes de transmissão de dengue. Por isso, moradores e turistas precisam reforçar nesse verão o uso de repelentes e roupas para se proteger contra a picada do mosquito. Em 2021, foram confirmados cerca de 6 mil 500 casos de dengue no município. Paranaense de Campo Mourão, Maria de Fátima Travassos já pegou dengue duas vezes: “Fiquei com sequelas, fiquei com dor de cabeça, fiquei muito fraca, fiquei internada num posto de saúde. E recomendo às pessoas que cuidem mais do ambiente em que moram e em que trabalham.”

Dos 11 municípios próximos a Foz do Iguaçu, a taxa mais alta de incidência foi em Serranópolis do Iguaçu. Quase 10% da população foi contaminada pela dengue em 2021. Municípios como Céu Azul, Medianeira e Santa Terezinha de Itaipu também precisam ficar atentos, pois a incidência de dengue nesses locais é considerada crítica. O coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka, explica que, hoje, mais de 70% dos casos de dengue se concentram em menos de 200 municípios do país. 

Mas ele lembra que isso não quer dizer que as cidades próximas não devam se preocupar: “O vírus da dengue tem um potencial de distribuição geográfica muito rápida e muito grande, tanto que se a gente pegar regiões onde a gente tem uma baixa transmissão que sejam contíguas, principalmente regiões metropolitanas, regiões vizinhas, a gente vê essa expansão muito rápida. Porque a gente tem o vetor. O vetor estando presente, isso faz com que a gente tenha uma maior transmissão e as pessoas infectadas transitam por essas regiões.”

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Para evitar a proliferação do mosquito, a população deve checar calhas, garrafas, pneus, lixo, vasos de planta e caixas d’água. Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina.

Dengue: sintomas costumam ser leves, mas podem evoluir para casos graves

Brasil tem queda de 42,6% nos casos de dengue entre 2020 e 2021, mas números ainda são altos

Situação do País

O Brasil registrou queda 42,6% no número de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021. No ano passado, foram notificadas 543.647 infecções, contra 947.192 em 2020. Os dados são da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. 

Entre os casos de zika, houve uma pequena redução de 15%, passando de 7.235 notificações em 2020 para 6.143 em 2021. Já a chikungunya registrou aumento de 32,66% dos casos, com 72.584 em 2020 e 96.288 no ano passado.

O sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a queda de contágios em 2021. “Mesmo não tendo havido aumento de um anoo para o outro, essa não é boa comparação, uma vez que o ano anterior foi de números altos”, alerta.

Cuidados necessários

Devido às altas temperaturas e às chuvas abundantes, o verão é o período do ano em que os ovos eclodem e acarretam o aumento de infecção por dengue, chikungunya e zika. Por isso, fique atento às dicas para evitar a proliferação do mosquito:

  1. Vire garrafas, baldes e vasilhas para não acumularem água.
  2. Coloque areia nos pratos e vasos de plantas.
  3. Feche bem os sacos e lixo.
  4. Guarde os pneus em locais cobertos.
  5. Tampe bem a caixa-d´água.
  6. Limpe as calhas.

Para o combate é necessário unir esforços com a sociedade para eliminar a possibilidade de locais que possam acumular água. Os ovos da fêmea do Aedes aegypti podem ficar incubados durante um ano e eclodir em apenas cinco dias quando entram em contato com a água. "É preciso manter os cuidados durante todo o ano por 365 dias”, reforça o coordenador-geral de Vigilância de Arboviroses do Ministério da Saúde, Cássio Peterka.   

Não deixe água parada. Combata o mosquito todo dia. Coloque na sua rotina. 

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