Pix

29/07/2022 18:10h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (27), o podcast Giro Brasil 61 traz informações sobre a varíola dos macacos; prazo para os gestores enviarem informações para o censo escolar 2022; e os detalhes da inscrição para o ProUni e o Fies. Confira ainda os resultados de uma pesquisa sobre o uso do Pix no Brasil.

Aperte o play e confira! 

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27/07/2022 04:30h

Levantamento de consultoria aponta que 66% dos entrevistados já fizeram pagamentos para profissionais liberais e trabalhadores informais via Pix, enquanto 72% das transações são feitas entre pessoas físicas

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Segundo uma pesquisa sobre ampliação do uso do Pix como forma de pagamento, 66% dos entrevistados já fizeram pagamentos para profissionais liberais e trabalhadores informais via Pix. Além disso, 72% das transações são feitas entre pessoas físicas. É o que mostra o estudo “Pix no Brasil: Cenário e Oportunidades” da Capco, consultoria global do Grupo Wipro. 

A pesquisa indica que a ferramenta vem criando novas oportunidades de negócio e facilitando operações para consumidores, empreendedores e até pessoas físicas que fazem transações usuais do dia a dia. Quem pode confirmar essa análise na prática é Ana Rayssa da Silva, fotógrafa do Distrito Federal que atua no próprio negócio e tinha dificuldades com pagamentos por TED ou DOCs. 

“Antes era muito problemático depender das transferências bancárias. Primeiro por causa dos horários. Ficávamos presos nos horários dos bancos e, muitas vezes, era necessário esperar até o dia seguinte para o dinheiro cair na conta. Isso prejudicava o fluxo do controle de caixa”, conta.

Antes do PIX também havia as taxas de transferência entre bancos diferentes, que ela avalia como um outro problema. “Agora, com o Pix, tudo melhorou. Não tem mais taxa de transferência e, principalmente, estamos livres da dependência do horário bancário. O que facilita não só a vida do fornecedor mas também a do cliente, que não fica ansioso sem saber se o dinheiro caiu ou não”, pontua.

A pesquisa ainda mostra cenários que podem ser estudados para um melhor desenvolvimento da ferramenta. A possibilidade de parcelar compras com Pix, por exemplo, está nos planos do Banco Central para 2023. Quase metade dos entrevistados do levantamento, 40%, indicam que ficariam mais propensos a migrar dos pagamentos em cartão para o Pix com esse parcelamento. 

O uso dos cartões de crédito ou débito ainda é preferido hoje por 66% dos entrevistados, que justificaram os sistemas de recompensas como argumento pela preferência, como programa de fidelidade, descontos e cashback, entre outros. A segurança dos pagamentos com Pix também vem sendo debatida.

A pesquisa conclui que, apesar da grande aceitação e eficiência em transferências de dinheiro, o Pix precisa de alguns ajustes para atingir todo o potencial como meio de pagamentos no varejo. Fatores como o tempo para realização das operações e a falta de recompensas do sistema, como acontece com os cartões de crédito, são alguns dos exemplos de implementação que beneficiariam ainda mais a utilização.

“Nossa análise indica que o tempo que o cliente leva para realizar um pagamento via Pix pode ser até duas vezes maior na comparação com outros meios de pagamentos físicos. É essencial, portanto, que as instituições financeiras otimizem suas jornadas de operação do Pix, reduzindo o tempo necessário para a realização de pagamento por este meio”, destaca Aline Lemos, consultora da Capco Brasil.

O que é Pix

Yuri Bezerra, advogado especialista em Direito Civil, explica o surgimento dessa ferramenta. 

“O sistema de pagamento Pix foi instituído pelo Banco Central e teve início de transações em 16 de novembro de 2020. A proposta inicial é a criação de um sistema eletrônico que possibilite transações de valores 24 horas por dia, sete dias por semana, sem a cobrança de taxas e de forma instantânea. A ideia inicial desse sistema é possibilitar transações eletrônicas de valores como se fosse uma verdadeira troca de valores cara a cara, em substituição ao TED e ao DOS”, conceitua.

Jonas Sales, advogado diretor do Instituto Brasileiro de Política e Direito do Consumidor e vice-presidente da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/DF, ressalta que uma das dicas importantes para manter a segurança é se atentar aos dados pessoais das chaves. 

“Sempre utilizar aquela chave aleatória, aquela chave que você faz na hora ali no aplicativo. Porque se você passa seu CPF ou seu número de telefone, isso facilita com que um possível golpista tenha mais facilidade de acesso aos seus outros dados. E com isso pode praticar condutas criminosas”, aconselha.
 

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Economia
19/06/2022 03:59h

Brasileiros fizeram cerca de 1,6 bilhão de transações por meio da ferramenta

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O número de operações que os brasileiros fizeram usando o PIX bateu recorde em março deste ano, de acordo com o Banco Central. Ao todo, foram 1,6 bilhão de transações, maior volume desde novembro de 2020, quando o meio de pagamentos começou a funcionar no país. Segundo o BC, os brasileiros movimentaram quase R$ 785 bilhões via Pix em março. 

Com isso, o Pix se consolida como o principal instrumento de transferência de valores e de pagamentos usado pela população. Segundo o economista César Bergo, a possibilidade de as pessoas e empresas realizarem transações em qualquer horário de qualquer dia da semana traz dinamismo à economia. 

“Se aumenta a circulação de velocidade da moeda, isso gera mais negócios e mais riqueza. É uma coisa incrível como esses sistemas que facilitam acabam multiplicando a riqueza em função dessa variável de velocidade de transação”, avalia. 

Evolução
Desde o seu lançamento, o PIX ampliou as funcionalidades. Além de transferências e pagamentos quase que em tempo real, a ferramenta passou a permitir saque de dinheiro em espécie em estabelecimentos comerciais como lojas, padarias, supermercados e lotéricas, modalidade conhecida como Pix Saque.

A partir deste ano, os candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) também puderam pagar a inscrição na prova por meio do Pix. Além disso, os contribuintes que têm direito à restituição do Imposto de Renda (IR) puderam cadastrar a chave do Pix junto à Receita Federal para receber a devolução. 

A incorporação de novas funcionalidades, segundo César, contribui para que cada vez mais brasileiros utilizem o Pix. “Isso está acontecendo: na medida em que o Pix vai mostrando robustez, as pessoas vão aderindo cada vez mais a esse sistema de pagamentos”, afirma. 

Segundo o Banco Central, cerca de 126,5 milhões de usuários estavam cadastrados. Já o número de chaves Pix ativas chegou a quase 440 milhões. 

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Agilidade do Pix chega na administração pública

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27/05/2022 01:12h

Não devolver valores que recebeu indevidamente pode implicar em penalidades previstas no artigo 169 do Código Penal

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Desde o lançamento do Pix em outubro de 2020 pelo Banco Central, fazer transferências bancárias ficou mais fácil, além de gratuito. No entanto, é preciso atenção na hora de preencher os dados para não fazer um Pix errado. 

Foi o que aconteceu com Camila de Oliveira Moura de Brasília, durante uma viagem à praia. Ela se interessou por um chapéu que estava à venda, mas quando fez o pagamento via Pix, percebeu que algo estava errado.

“O chapéu era R$ 35 e eu fiz um Pix de R$ 535, porque eu estava conversando, distraída. No momento seguinte, quando eu fui atualizar o aplicativo no banco para ver se tinha descontado os R$ 35, eu vi que tinha descontado e ainda tirado [a mais], porque não tinha o valor todo. Minha conta ficou no vermelho. Na hora, eu fiquei um pouco desesperada. Mas deu certo. Ela devolveu a diferença e no final deu tudo certo.”

O CEO da Morais Advogados Afonso Morais, especialista em fraudes digitais e recuperação de crédito, explica que para recuperar o valor de um Pix errado é preciso entrar em contato com a pessoa que recebeu o valor indevidamente.

“Em primeiro lugar, deve-se tentar fazer a devolução de forma amigável. Entre em contato com o banco para ele identificar o recebedor e solicitar a imediata devolução do valor. Em ocorrendo a recusa da devolução imediata, deverá o pagador do Pix procurar uma delegacia e fazer o boletim de ocorrência e em seguida entrar com ação no juizado especial para a devolução do valor recebido indevidamente.”

Não devolver o dinheiro que recebeu indevidamente implica em penalidades previstas no artigo 169 do Código Penal. A pena pode variar de pagamento de multa até detenção de um mês a um ano.

“Temos um caso na Jurisprudência de uma emissora de televisão que fez um Pix errado de R$ 338 mil; tentou a devolução amigável e o recebedor disse que não ia devolver porque tinha comprado um imóvel. A TV entrou com uma ação e recebeu o seu dinheiro de volta”, exemplifica Afonso.

Já para quem recebeu o valor indevido, Afonso recomenda devolver o dinheiro imediatamente, seja para a pessoa que fez a transferência ou para o banco que fez a remessa do valor. Segundo o especialista, é dever do recebedor comunicar e fazer a restituição imediatamente, de acordo com o preceito civil do artigo 876: “todo aquele que recebeu o que lhe não era devido fica obrigado a restituir”.

Cuidados ao fazer um Pix

O especializado em fraudes digitais recomenda alguns cuidados básicos na hora de fazer um pagamento pelo Pix:

“Fazer a digitação com calma, com estivesse preenchendo um cheque. Nunca em local público. Digitar com atenção a chave do Pix, principalmente quando for uma chave aleatória. Após digitar e colocar o valor, verifique com calma o nome do beneficiário e somente depois coloque a senha.”

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Mais segurança

No final do ano passado, o Banco Central lançou duas ferramentas para aumentar a segurança das transações pelo Pix: o Bloqueio Cautelar e o Mecanismo Especial de Devolução (MED).

O Bloqueio Cautelar é ativado quando a própria instituição bancária que detém a conta do recebedor suspeita da situação de fraude. Com isso, no ato do crédito na conta, a instituição faz um bloqueio preventivo do recurso por até 72 horas.

Afonso Morais recomenda que ao perceber que fez um Pix errado, o pagador entre imediatamente em contato com o banco para haver este bloqueio.

“No momento seguinte que fez o Pix errado, entre em contato com o banco emissor do Pix, no prazo 30 minutos durante o dia, e à noite durante uma hora, e solicite o bloqueio cautelar. Assim o valor não será transferido nas próximas 72 horas e, se comprovado o erro, será estornado.”

Já o MED é usado nos casos de fundada suspeita de fraude, identificadas pelas próprias instituições ou quando o usuário faz um Pix, mas em seguida se dá conta de que foi vítima de um golpe. Nestes casos, é preciso registrar um boletim de ocorrência e avisar a instituição pelo canal de atendimento.

O banco da vítima vai usar a infraestrutura do Pix para notificar a instituição que está recebendo a transferência, para que os recursos sejam bloqueados. Após o bloqueio, ambos os bancos têm até sete dias para analisarem o caso e terem certeza de que se trata de uma fraude. Se for comprovada, a instituição de destino da operação devolve o dinheiro para o banco do pagador, que deve efetuar o devido crédito na conta do cliente.

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17/04/2022 02:08h

Em diversas cidades, é possível usar o Pix para pagar multas, impostos, passagem de ônibus e contas de luz

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Hoje com o Pix é possível pagar quase tudo instantaneamente. E essa agilidade já chegou até mesmo na administração pública. Em diversas cidades, é possível usar a tecnologia para pagar multas, impostos e até passagens antecipadas do transporte coletivo.

É o caso de Manaus, no Amazonas, onde os motoristas autuados, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), podem realizar o pagamento da guia de recolhimento via Pix, que já vem disponibilizado no próprio documento de notificação de penalidade. O item pode ser identificado por um QR-Code para o devido pagamento.

As opções tradicionais para quitar a multa nos pontos de estabelecimentos comerciais, ou no cartão de crédito em 12 vezes, continuam valendo. Os autos de infração também podem ser acessados pelo site do IMMU. Basta clicar no item Consultas e no botão Multas de trânsito.

Pagamento de Impostos

Em Jataí, em Goiás, a Secretaria de Fazenda anunciou na última quarta-feira (13), que os contribuintes já podem pagar tributos e taxas municipais via Pix. O pagamento também se dá a partir da leitura de um QR Code, que será impresso nas guias de recolhimento emitidas pela internet ou pelo atendimento presencial no prédio do Centro Administrativo.

Para pagar, basta abrir o aplicativo do banco e apontar o celular para o QR Code, que será lido pela câmera do celular. A prefeitura esclarece que não será fornecida nenhuma chave pix no processo.

Segundo a administração municipal, com a modalidade, os cidadão terão liberdade para pagar os tributos em qualquer instituição financeira ou carteira digital, sem ter que se dirigir às instituições conveniadas ao município.

Mas caso o contribuinte opte pelo pagamento convencional, por meio do código de barras que continua disponível na guia, deverá fazê-lo nos seguintes bancos: Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Banco Itaú, Banco Santander e Sicredi.

O secretário de Fazenda de Jataí, Valter Pedro Cardoso, faz um alerta: “é preciso que o contribuinte fique atento na leitura dos dados ao efetuar o pagamento, verificando sempre se o beneficiário do recebimento que for apresentado no comprovante é, de fato, a Prefeitura de Jataí. Em tempos de golpes, sempre é necessária atenção redobrada.”

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Passagem antecipada

Também é possível usar o Pix para comprar passagem antecipada para o transporte coletivo. O recurso está disponível na cidade de Joinville, em Santa Catarina, nas bilheterias dos terminais, na Passebus e nas empresas Gidion e Transtusa. 

O Pix é aceito tanto para compra quanto para recarga de vale transporte, Cartão Ideal e cartões renováveis. As passagens embarcadas compradas dentro dos ônibus não poderão ser pagas com Pix.

Conta de luz

O Pix já está tão popular na administração pública, que a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) está com promoção Conta com Pix. A iniciativa proporciona dois anos de contas pagas para 20 clientes da companhia que efetuaram o pagamento da fatura de energia por meio do Pix e que se cadastraram no site da iniciativa. 

O primeiro sorteio foi realizado no dia 30 de março e os próximos estão marcados para os dias 13/04, 30/04, 14/05 e 28/05 de 2022, a serem realizados pela Loteria Federal. O prêmio de um crédito de R$ 5 mil em desconto na conta de luz deverá ser consumido em até 24 meses.

Para concorrer, basta pagar a conta pelo Pix por meio de qualquer aplicativo bancário. Depois, é só cadastrar os dados no site cemig.com.br/contacompix. 
O objetivo da companhia é estimular a adesão com pagamento da conta via Pix, uma forma mais moderna e cômoda para quitação das contas de luz.

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05/03/2022 17:10h

O Pix poderá, ainda, ser usado para pagamento de Documentos de Arrecadação de Receitas Federais (DARFs)

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Entre as novidades anunciadas pela Receita Federal sobre o Imposto de Renda 2022 é a possibilidade de o contribuinte utilizar o Pix para receber o crédito da restituição do imposto na conta. A ideia é facilitar o pagamento minimizar possíveis erros de preenchimento dos dados bancários. 

Segundo o especialista em contabilidade Reginaldo Pereira de Araújo, para que contribuinte receba o valor da restituição do Imposto de Renda por meio do pagamento instantâneo, é preciso que a chave do Pix seja igual ao CPF do titular da declaração. 

"Não é possível que seja por e-mail, telefone ou chave aleatória. É obrigatório que seja pelo CPF do titular da declaração. Também será possível pagar com Pix o DARF emitido pelo programa aplicativo do Imposto de Renda, quando houver imposto a pagar”, explica.  

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Caso o contribuinte queira usar o Pix, precisa verificar se a chave do Pix da conta bancária é cadastrada com o número do seu CPF. Se não for, basta criar uma.

Veja como pagar o DARF com o Pix 

O Pix poderá, ainda, ser usado para pagamento de Documentos de Arrecadação de Receitas Federais (DARFs). Esse mecanismo poderá ajudar empreendedores e profissionais financeiros que precisam, todos os anos, pagar diferentes tributos por meio do documento. 

O DARF é disponibilizado ao contribuinte com todas informações de pagamento, inclusive com código de barras. Essa era a única forma de se pagar o documento. Com a mudança, basta fazer o pagamento via Pix usando o QR CODE que virá junto ao boleto. Para isso, é só utilizar o aplicativo do seu banco para fazer o pagamento usando a função.
 

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Economia
01/03/2022 18:38h

Ferramenta Pix Saque e Troco já possibilita retirada de dinheiro em espécie em estabelecimentos comerciais

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Com pouco mais de um ano de existência, o Pix não só caiu no gosto do brasileiro como o sistema de pagamento do Banco Central vem evoluindo para incluir cada vez mais pessoas no sistema bancário. Um exemplo disso são as novas funcionalidades, o Pix Saque e o Pix Troco, que possibilitam ao usuário ter em mãos dinheiro em espécie sem a necessidade de ir a um banco ou caixa 24 horas.

A ferramenta de transferência instantânea de recursos surgiu inicialmente como uma alternativa às transações bancárias, mas em setembro de 2021, segundo o Banco Central, as transações feitas por Pix já superavam aquelas realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques somadas.

A adesão foi tão substancial que o Banco Central incluiu novas modalidades e já estuda novas funcionalidades para 2022. As últimas novidades apresentadas foram o Pix Saque e o Pix Troco. O primeiro permite que o usuário transfira recursos para uma conta Pix em pontos que ofertarem o serviço e saque o dinheiro em espécie. O segundo também é um saque, mas atrelado a uma compra, ou seja, permite que o cliente transfira, para a conta de estabelecimentos comerciais, quantias maiores que o valor da compra e receba a diferença em forma de troco.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, explica que um projeto de tecnologia como o Pix sempre vai apresentar demandas por novas funcionalidades e que a ferramenta de transferência instantânea tem em funcionamento apenas 30% daquilo que foi desenhado inicialmente, com um leque de possibilidades pela frente.

“A gente começa a ver que o Pix tem um potencial muito maior, tem potencial, por exemplo, de fazer agora o que a gente está começando a ver, pagamentos internacionais, a gente começa a ver que o Pix tem uma capacidade de se transformar em algum momento numa identidade digital para as pessoas acessarem outros tipos de serviço. O Pix é um instrumento em constante evolução. Nós vamos estar sempre olhando as evoluções nesse mundo de pagamento, atualizando o Pix e obviamente consultando a sociedade para entender aonde o Pix precisa ir”, destaca o presidente do BC.

Como usar o Pix Saque e Pix Troco

O Banco Central já previa que a disponibilização dos serviços seria feita de forma gradual, uma vez que ela é facultativa. Aos comerciantes que já aceitam Pix por meio de QR Code, o processo para a disponibilizar os novos serviços é simples. O primeiro passo é definir o produto: apenas o Pix Saque, apenas o Pix Troco ou ambos. O estabelecimento comercial também vai estabelecer as condições como horários, dias e valores. É necessário, ainda, firmar contrato com uma instituição participante do Pix para viabilizar sua atuação como agente de saque.

Já os usuários precisam procurar estabelecimentos comerciais que já tenham aderido à ferramenta de Troco e Saque. Na primeira opção, alguém que vá a uma padaria, por exemplo, e precisa pagar R$ 22, o valor da compra, pode passar um Pix de R$ 32 e receber os R$ 10 reais de troco em dinheiro.

No Pix Saque, a pessoa pode sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais sem a necessidade de ter feito compras no local. A loja funciona como um “agente de saque”. Não é necessário ter um cartão do banco, bastando usar apenas o celular, que vai ler o QR Code para realizar a transação.

Ana Oliveira, 35 anos, professora do Distrito Federal, descobriu as novidades do Pix recentemente e destacou a liberdade de escolha na hora de sacar dinheiro, já que antes só conseguia fazer isso em bancos ou caixas eletrônicos, que muitas vezes não estão disponíveis.

“Com essa nova funcionalidade, deixa a gente com mais liberdade, né? A gente não fica tão preso ao banco 24 horas ou qualquer outra agência. Fica mais fácil de ir a qualquer estabelecimento e realizar esse novo procedimento do Pix”, destaca Ana.

PIX: Limites e custos

As novas funções do Pix contam com um limite: as transações não podem ser superiores a R$ 500 durante o dia, ou seja, das 6h às 20h, segundo o Banco Central, nem maior que R$ 100 no período noturno. O cliente tem direito a fazer oito transações do tipo por mês sem pagar nada. A partir da nona transação, pode ser cobrada uma tarifa, o que varia de acordo com o agente financeiro.

Os estabelecimentos comerciais que oferecerem o serviço também não pagam nada por isso, pelo contrário, recebem. O lojista vai receber de R$ 0,25 a R$ 0,95 por operação – o valor é negociado com a sua instituição de relacionamento.

Segundo o Banco Central, além de facilitar a vida do usuário, o objetivo do Pix Saque e Pix Troco é oferecer alternativas e maior movimentação aos comerciantes. Isso porque, segundo o banco, a oferta do serviço diminui os custos dos estabelecimentos com gestão de numerário, como aqueles relacionados à segurança e aos depósitos, além de possibilitar que os estabelecimentos ganhem mais visibilidade para seus produtos e serviços, com o chamado "efeito vitrine".

PIX: Adesão

Atualmente, quase 100 milhões de pessoas no Brasil e quase 8 milhões de empresas usam o Pix. Mais de 770 bancos, cooperativas, financeiras e fintechs oferecem o serviço. Em outubro do ano passado, as transações superaram os R$ 500 bilhões por mês. As novas modalidades, no entanto, ainda carecem de uma maior aderência por parte dos usuários e comerciantes.

Em dois meses de operação, mais de 43 mil pessoas já usaram os novos serviços. O total de transações assinaladas até o fim de janeiro de 2022 foi de 71,7 mil, sendo 70,1 mil do Pix Saque e 1,6 mil do Pix Troco. Porto Alegre (RS) foi a cidade que registrou o maior uso das novas funcionalidades durante o período, com 9,1% de participação. O levantamento aponta, no entanto, que 73% das retiradas de dinheiro por meio do Pix foram feitas em cidades do interior. Dos dez municípios que mais tiveram operações do Pix Saque e do Pix Troco no período, cinco são do interior: Caxias do Sul, Canoas, Viamão, Gravataí e São Leopoldo, todos no Rio Grande do Sul.

 

Veja mais:

O que é Pix e como funciona?

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26/12/2021 23:01h

A mais recente novidade envolvendo o Pix é a utilização do sistema para arrecadação de recursos para as campanhas eleitorais de 2022

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Com a rápida adesão dos brasileiros ao Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central (BC), em apenas um ano a autarquia já prepara novas funcionalidades para ampliar ainda mais o acesso à ferramenta.

Neste ano, já foi disponibilizado o Pix Saque, em que o cliente poderá fazer saques em qualquer ponto que oferte o serviço, como comércios e caixas eletrônicos, tanto em terminais compartilhados como da própria instituição financeira.

Já no Pix Troco, que começará a funcionar em 2022, o cliente fará um Pix equivalente à soma da compra e do saque e receberá a diferença como troco em espécie. O extrato do cliente especificará a parcela destinada à compra e a quantia sacada como troco.

“Essas duas novidades podem fazer com que haja uma redução de caixas eletrônicos na cidade, uma vez que o saque de dinheiro pode ser feito em qualquer comércio”, explica Alex Peguim, COO da Speedy.io, fintech de serviços financeiros focada em micro, pequenos e médios empreendedores. “Também vamos ter uma concorrência maior entre os métodos de pagamento, tanto em preço quanto em oferta de serviço”, avalia. 

A mais recente novidade envolvendo o Pix é a utilização do sistema para arrecadação de recursos para as campanhas eleitorais de 2022. A medida foi autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última sexta-feira (9), e partidos e candidatos deverão usar o CNPJ ou CPF como chave de identificação. 

“Acho este um marco muito importante para nós brasileiros, pois o Pix garante a rastreabilidade eletrônica da fonte pagadora. Acredito que outras novidades, como o Pix Garantido e Pix Crédito, também vão agir muito bem em terrenos onde o cartão de crédito domina, como os serviços de mensalidade, pagamentos recorrentes e até mesmo parcelamentos”, afirma Alex.

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Confira outras funcionalidades do Pix que devem chegar 2022:

  • Pix Offline: de acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, essa modalidade ainda está em processo de avaliação, mas já está sendo testada com três tecnologias
  • Pix Aproximação: assim como com cartões de crédito, será possível fazer pagamento aproximando o celular da máquina de cartão, por exemplo.
  • Débito automático: será possível colocar contas de luz e telefone, por exemplo, para serem pagas automaticamente com Pix.
  • Pix Internacional: segundo Roberto Campos Neto, essa função ainda não tem data definida, mas o BC já conversa com a Inglaterra e Itália para permitir transferências internacionais instantâneas por meio da ferramenta.

Democratização do sistema bancário

Criado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2020, o Pix é utilizado por mais de 106 milhões de brasileiros e mais da metade das empresas no país. A rápida adesão da população ao sistema de pagamentos instantâneos surpreendeu as instituições financeiras. 

“Praticamente todos os bancos e instituições financeiras aderiram ao Pix. Dessa forma, todos os usuários podem facilmente transferir valores entre instituições sem qualquer tipo de espera de compensação e de forma gratuita. Também tem a facilidade da divulgação da chave, uma vez que já é um número conhecido por você” explica Alex Peguim.

As últimas estatísticas, de novembro de 2021, mostram que foram feitos mais de 1,2 bilhão de pagamentos pelo Pix, e a quantidade de transações supera as realizadas por boletos, TEDs, DOCs e cheques somados. A principal diferença entre esses meios de pagamento e o Pix é que não é necessário saber onde a outra pessoa tem conta. A transferência pode ser realizada a partir, por exemplo, de um telefone na sua lista de contatos, usando a Chave Pix. 

Outra diferença é que o Pix funciona 24 horas, 7 dias por semana, entre quaisquer bancos, de banco para fintech, de fintech para instituição de pagamento, entre outros. Para Alex Peguim, a agilidade do sistema e o baixo custo são os principais atrativos. 

“Tanto para física quanto para pessoa jurídica, o dinheiro cai na hora e o custo da operação é baixíssimo, ou nenhum. Muitas vezes, as pessoas não faziam TED ou DOC de valores muito baixos, pois a própria taxa poderia superar o valor a ser transferido. As vaquinhas, quando você vai fazer uma festa com os amigos, por exemplo, a divisão de contas, ficou muito mais simples com o Pix, uma vez que é possível fazer transferências de centavos”, pondera.

A aposentada Divina Maria de Sousa, de 65 anos, conta que teve receio de usar a ferramenta no começo, mas a praticidade do sistema chamou sua atenção. “Antes, a gente tinha que pagar taxa para fazer transferências, seria um gasto a mais para a gente. No início eu fiquei com muito medo de colocar meu CPF, celular ou e-mail, e alguém descobrir e pegar esses dados para fazer transferências. Mas, agora, eu acho muito mais prático e é uma economia pra mim”, ressalta.

Segundo o Banco Central,  cerca de 40 milhões de pessoas no Brasil fizeram sua primeira transferência bancária por meio do Pix. Além disso, 14 milhões de brasileiros abriram uma conta bancária pela primeira vez em 2020, no auge da pandemia. 

Na visão de Alex Peguim, o volume é resultado principalmente do Pix e do Auxílio Emergencial. “A população brasileira nunca teve acesso de forma tão barata e ágil a serviços financeiros. Hoje, temos uma rede de pagamentos mais barata, descomplicada e rápida”, afirma.

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Brasil
12/10/2021 11:00h

Além da perda do dispositivo, os bandidos também visam informações dos proprietários para aplicar golpes bancários, fraudes e transferências via PIX, que são cada vez mais frequentes. Confira dicas de como se proteger

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Apenas no primeiro semestre de 2021, mais de 150 mil aparelhos celulares foram roubados ou furtados no estado de São Paulo. Além da perda do dispositivo, os criminosos também visam informações dos proprietários para aplicar golpes bancários, fraudes e transferências via PIX, que são cada vez mais frequentes.
 
A presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), Raquel Kobashi Gallinati, destacou que hoje o interesse dos criminosos que roubam os celulares não é somente o valor do aparelho, mas as informações pessoais armazenadas. “Com os dados ele pode realizar uma infinidade de fraudes, desde transferências bancárias, compras online, clonagens de aplicativos como WhatsApp, para então também aplicar golpes através dos contatos da vítima. Então, o smartphone passou a ser muito visado pelos criminosos”, afirmou.


Com a retomada das atividades diante do avanço da vacinação contra a Covid-19, muitas pessoas, que estavam evitando sair de casa, devem retornar para as ruas. O Sindicato apontou que os celulares serão o maior alvo da marginalidade no fim de ano. 
 
Em julho deste ano, a cineasta brasiliense Luisa Dale estava dirigindo um carro alugado na zona sul de São Paulo, quando foi surpreendida com o estilhaço do vidro do passageiro. Os criminosos quebraram a janela e pegaram seu celular que estava no painel desbloqueado seguindo a rota pelo GPS. “Foi tudo muito rápido, mal deu tempo de entender o que estava acontecendo. Eu vi uma mão entrando pela janela, pegando meu celular e saindo correndo, não vi mais nada. Eu estava no meio da avenida famosa por ter muitos assaltos e eu não sabia disso”, disse.
 
Ela tentou inativar o aparelho, mas a autenticação para acessar o dispositivo já havia sido desativada. Em um curto espaço de tempo, os criminosos mudaram a senha dos e-mails, fizeram duas transações bem sucedidas e uma série de outras tentativas pelo PicPay, conseguindo retirar por fim R$ 18 mil das contas da vítima. “Foi muito estressante, eu estava prestes a me mudar de país. Estou fazendo um mestrado aqui em Los Angeles, esse dinheiro era um dinheiro que fez parte de pelo menos meu primeiro mês aqui.”

Pix terá novas regras para aumentar a segurança dos usuários

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Segundo Luisa, além do financeiro, o que mais pesou foi a sensação de se sentir invadida. Ela contou que após o episódio chegou a ter crises de ansiedade, não conseguiu dirigir novamente por algum tempo e não quis mais voltar a São Paulo. “Eu não sabia ao que exatamente eles estavam tendo acesso também, às minhas fotos, aos meus e-mails, minhas conversas. Você vai descobrindo aos poucos, vendo que a pessoa está vendo tudo seu, então é horrível essa situação.”

Cuidados 

De acordo com o Sindpesp, os casos ocorrem com maior frequência nos horários de trânsito, como entrada e saída do trabalho, e em áreas movimentadas. Por isso, é preciso tomar uma série de medidas para dificultar o roubo, como evitar andar com  o celular na mão ou fones de ouvido à mostra, além de cuidados com o armazenamento de dados no aparelho. Muitas pessoas têm o hábito de anotar senhas de cartão, apps de bancos e outros serviços importantes dentro do próprio celular. Ter essas senhas anotadas só facilita o trabalho do criminoso.
 
Outra recomendação de especialistas em segurança é evitar repetir a senha utilizada para acesso ao seu banco em outros aplicativos, como os de compras ou mesmo de serviços na internet. Se o criminoso conseguir a senha de um deles, pode tentar usar para tudo. É preciso ainda evitar as senhas comuns, que os criminosos já estão acostumados, como a data de aniversário, ou “123456”, entre outras. 
 
No caso do PIX, por exemplo, para evitar transações altas uma precaução é ativar a limitação de R$ 1 mil de valor nas transferências entre 20 horas e 6 da manhã. É uma tentativa de conter os crimes cometidos no período noturno, mas que também pode ter efeito contrário, com as vítimas mantidas sob controle dos marginais durante toda a madrugada.

O que fazer caso o celular seja roubado

Em caso de furto, o  advogado especialista em crimes virtuais e presidente da Comissão Nacional de Cibercrimes da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas, Luiz Augusto D’Urso, destacou que a primeira coisa a se fazer imediatamente é tentar excluir os dados à distância, por meio de outro aparelho. “Também se deve lembrar de ligar na operadora do chip do telefone celular e solicitar o bloqueio temporário da linha. Uma vez que os criminosos têm invadido as contas bancárias e das redes sociais em razão da recuperação de senha por mensagem a SMS”, disse. 
 
Após o bloqueio, segundo o advogado, é essencial procurar uma autoridade policial para realizar um Boletim de Ocorrência. Apenas o registro do furto servirá para eventual ação judicial, caso haja qualquer desvio de patrimônio por meio de aplicativos bancários. 

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31/08/2021 12:00h

Entre as medidas está o limite de R$ 1.000 para transações no horário noturno

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O Pix e outros meios de pagamento digitais sob supervisão do Banco Central terão mudanças para ampliar a proteção e segurança dos usuários. Entre as medidas estão o limite de R$ 1.000,00 para transações no horário noturno, prazo para efetivar o aumento de limite de transações e cadastro de contas que poderão receber Pix de maior valor.

As alterações ainda não têm data determinada para entrar em vigor, mas o Banco Central estima em algumas semanas.

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A medida que estabelece o limite de R$ 1.000,00 valerá para operações entre pessoas físicas, incluindo micro e pequenos empreendedores individuais, entre as 20h e às 6h.

Outra alteração é que haverá um prazo mínimo de 24h e máximo de 48h para que seja efetivado o pedido do usuário para aumento de limites de transações, feito por canal digital. Isso vale para Pix, TED, DOC, transferências intrabancárias, boleto e cartão de débito.

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Brasil 61