Ensino Médio

20/05/2022 15:19h

Vestibular é uma das principais portas de entrada para universidades de todo o Brasil. Neste ano, provas serão aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro

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As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022 se encerram neste sábado (21), às 23h59 (horário de Brasília), tanto da versão impressa quanto da digital. As inscrições devem ser realizadas na Página do Participante para todos os interessados. Em 2022, as provas serão aplicadas nos dias 13 e 20 de novembro.

Após a realização da inscrição, o participante não isento do pagamento deve acessar mais uma vez a Página do Participante com login e senha cadastrados na página oficial do governo federal (gov.br) para escolher a forma de pagamento da taxa de inscrição, que em 2022, tem o valor de R$ 85. Pela primeira vez na história, o pagamento da taxa será possível através do cartão de crédito e também do PIX, além do boleto bancário.

O prazo final para pagamento da taxa de inscrição é na próxima sexta-feira (27). O estudante que realizar o pagamento via PIX deve, obrigatoriamente, fazer a operação através do QR code ou código gerado na Página do Participante. Pelo cartão de crédito, o participante efetuará a quitação da taxa mediante as operadoras de pagamento e, além disso, terá a cobrança de taxa administrativa de 2,99% do valor da inscrição por parte das operadoras. Já o pagamento via boleto bancário pode ser efetuado em qualquer banco, casas lotéricas ou aplicativos bancários. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), por sua vez, não aceitará o pagamento do boleto por meio de cartão de crédito.
 

Como se preparar

Mesmo antes da prova a ansiedade toma conta da estudante Isabela Luna Oliveira, de 17 anos, que já fez a inscrição e quer ser aprovada no curso de medicina. “O sentimento que define esse momento é ansiedade. Estou estudando desde o início do ano com bastante foco, mas como eu quero um curso bastante concorrido, com nota bastante alta, mesmo que eu estude bastante ainda tem a incerteza, que a gente tem que aprender a lidar e acreditar no nosso potencial”, afirma.

Dutra destaca ainda que há tempo para os alunos organizarem seus estudos. “Levando em conta, claro, uma organização, temos metade de um ano até o dia da prova. O aluno tem como fazer um planejamento, embora o conteúdo seja grande, ele tem seis meses, simplesmente para treinar redação, levando em conta que redação é uma nota que tem um peso imenso, é um tempo suficiente”, comenta. 


Já o professor de matemática da escola preparatória do Enem, Filipe Pacheco, sugere aos alunos que façam exercícios de provas anteriores. “Sempre vão ser uma boa alternativa para estudar. Se o aluno estiver preparado, confiante, nada vai o atrapalhar. Fazer uma boa alimentação e beber bastante água também é importante”, declara.

Nome social

O participante ou a participante que quer ser identificado por sua identidade de gênero e que já tem o respectivo cadastro na Receita Federal será reconhecido pelo nome social no momento da inscrição. Todavia, será necessária a confirmação na Página do Estudante entre os dias 23 e 28 de junho. 

Já as pessoas que ainda não conseguiram o cadastro na Receita deverão realizar a solicitação de tratamento após a inscrição, também no período de 23 a 28 de junho, na Página do Estudante. Para esse procedimento será necessário apresentar foto atual e cópia digitalizada, frente e verso, de documento de identificação oficial com foto.
 

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04/04/2022 03:38h

Candidatos isentos no Enem 2021 também podem justificar ausência para manter a gratuidade em 2022. Prazo para as duas solicitações vai até o dia 15 de abril

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O pedido de isenção da taxa de inscrição do Exame Nacional do Ensino Médio, Enem 2022, começa nesta segunda-feira (4) e se estende até o próximo dia 15. A gratuidade é direcionada a quem cursou ou está cursando o último ano do ensino médio em escola pública ou bolsista integral em escola particular. Para não pagar a taxa, que na última edição foi de R$ 85, é preciso ter renda familiar, por pessoa, inferior a um salário mínimo e meio. Também pode pedir isenção o participante em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O mesmo prazo, de 4 a 15 de abril, vale para os candidatos isentos no Enem 2021 que por algum motivo faltaram no dia da prova e que desejam fazer o Enem 2022 sem pagar a taxa de inscrição. Esses participantes devem enviar documentos que justifiquem a falta. Os detalhes são explicados no Edital n.º 14/2022, publicado na última terça-feira (29), no Diário Oficial da União.

Os resultados, tanto da justificativa de ausência quanto da solicitação de isenção da taxa de inscrição para o Enem 2022, serão divulgados no próximo dia 22, na Página do Participante. Aqueles que tiverem o pedido negado ainda podem recorrer entre os dias 25 e 29 de abril. O resultado dos recursos será divulgado no dia 6 de maio. 


Inscrição

Vale lembrar que a solicitação de isenção ou justificativa não conta como inscrição. Assim, todas as pessoas que desejam realizar o Enem 2022, isentos ou não, devem realizar a inscrição na Página do Participante. Esse procedimento é feito posteriormente e os detalhes estarão presentes em edital ainda a ser publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Quem tem direito

Têm direito a fazer o exame gratuitamente todos os participantes que estão cursando a última série do ensino médio este ano em escolas públicas. São isentos também os participantes que cursaram todo o ensino médio em escola pública ou sejam bolsistas integrais em escolas particulares. Os candidatos precisam ter renda per capita familiar igual ou inferior a um salário mínimo e meio, ou seja, R$ 1.818 por pessoa.

É o caso de Gabriel Dias Grangeiro, morador do Distrito Federal. O jovem de 19 anos está cursando o terceiro ano do ensino médio e diz que todos que sonham com uma formação superior precisam dessa oportunidade, mesmo aqueles que não podem pagar pela inscrição.

“Qualquer um que está terminando o ensino médio está querendo entrar em uma faculdade, apesar de estarem com a taxa muito alta. A gente que tem baixa renda, como os meus pais, que são funcionários públicos da limpeza e não ganham muito bem, tem esse recurso do governo para conseguir fazer a prova do Enem. É uma chance pra gente conseguir entrar numa faculdade dos sonhos, para ter um emprego melhor”, relata.

Também podem solicitar a isenção os candidatos em situação de vulnerabilidade socioeconômica que estejam inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Nesse caso, os interessados devem informar o Número de Identificação Social (NIS) único e válido.

Justificativa

A justificativa de ausência é uma oportunidade ao participante que teve concedida a isenção da taxa de inscrição no Enem 2021 e que não compareceu aos dois dias de prova, mas deseja solicitar isenção na edição deste ano. Para isso, é necessário enviar documentação que comprove o motivo da ausência, conforme anexo I do Edital. Todos os documentos deverão estar datados e assinados. Não serão aceitos documentos autodeclaratórios ou emitidos por pais ou responsáveis. Somente serão aceitos documentos nos formatos PDF, PNG ou JPG, com o tamanho máximo de 2 MB.

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Cronograma

  • 4 a 15 de abril: solicitação de isenção da taxa de inscrição
  • 22 de abril: divulgação dos nomes dos candidatos que terão gratuidade
  • 25 a 29 de abril: período para ingressar com recurso
  • 6 de maio: resultado dos pedidos de recurso
  • Inscrição: data ainda será divulgada pelo Inep

 
Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).
Instituições de ensino públicas e privadas utilizam o Enem para selecionar estudantes. Os resultados são usados como critério único ou complementar dos processos seletivos, além de servirem de parâmetros para acesso aos auxílios governamentais, como o proporcionado pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
 

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04/02/2022 03:15h

A principal mudança para 2022 é o aumento da carga horária para 5 horas diárias. Além disso, a nova lei prevê os chamados Itinerários Formativos

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O novo ensino médio já está valendo nas escolas públicas e privadas de todo o Brasil. Um cronograma do MEC estabelece que a implementação será de forma progressiva, começando com o 1º ano. Em 2023, as mudanças vão abranger os alunos dos 1º e 2º anos e a fase final. Em 2024 todas as séries seguirão com o novo modelo de ensino.

João Henrique Bezerra Pereira é aluno no 1º ano do Colégio Marista João Paulo II em Brasília e acha que as mudanças são positivas. “ Espero que ele seja cheio de novidades e transformações que vão nos ajudar a criar nosso próprio projeto de vida, traçar os nossos próprios caminhos e também nos aprofundar nos conteúdos que a gente mais se interessa."

O secretário de Educação do Espírito Santo e presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor de Angelo, explica que as novas diretrizes trazem a possibilidade de ter mais tempo para expor o aluno ao aprendizado. “Na prática, o que avança no novo ensino médio é a possibilidade de dentro da estrutura curricular, informativa, ter um espaço para a formação integrada entre a parte propedêutica e a prática técnica”, reforça.

Veja as principais mudanças

Carga horária

Era dividida com no mínimo de 800 horas de aula distribuídas em 200 dias letivos. Assim, o aluno passava, no mínimo, 4 horas diárias no ambiente escolar. A nova lei estabelece que a carga vai ser ampliada de forma progressiva até 1.400 horas, o que equivale a 7 horas diárias. Já em 2022, o estudante deve estar na escola todos os dias letivos por 5 horas no mínimo, totalizando mil horas anuais. 

Disciplinas

As disciplinas não vão ser mais individuais. Os conteúdos devem ser divididos em áreas de conhecimento, como é feito no Exame Nacional do Ensino Médio. São elas:

  • linguagens e suas tecnologias;
  • matemática e suas tecnologias;
  • ciências da natureza e suas tecnologias;
  • ciências humanas e sociais aplicadas;

Essas categorias vão abranger o Português, Matemática, Geografia, Biologia, Química, História, Sociologia, Filosofia, Arte, Educação Física e Inglês. Nenhuma das disciplinas vão ser excluídas do currículo. Porém, somente a Língua Portuguesa e Matemática serão obrigatórias nos três anos do Ensino Médio. 

Itinerários Formativos

É a grande novidade do ensino médio. Eles podem ser disciplinas, projetos, oficinas, núcleos de estudo, entre outras e o próprio estudante pode escolher a área de conhecimento que deseja aprofundar. Os itinerários formativos podem se aprofundar nos aprendizados de uma área do conhecimento e da formação técnica e profissional. 

As escolas da rede particular e pública vão ter autonomia para definir quais e quantos itinerários vão ser ofertados aos alunos. Não existe garantia de vaga aos estudantes para o curso escolhido, dependendo da demanda e da oferta. 

Exemplos de alguns itinerários formativos são o ensino de astronomia, processos políticos, artes cênicas ou robótica. 

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Novo Ensino Médio nos Estados

Em um webnário realizado em dezembro de 2021, Paulo Rabelo, titular da secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, explicou que as novas diretrizes passam a valer em todos os estados. “Acompanhamos os esforços voltados das ações necessárias para garantir que o novo ensino médio em 2022 esteja em todas as escolas do país”, ressaltou

O Mato Grosso do Sul foi um dos estados no qual a implantação começou em 2021, com 122 escolas pilotos. Já na Paraíba, as escolas irão ofertar um currículo com a Formação Geral Básica (60%) e a Flexibilização Curricular (40%).

Santa Catarina já havia implementado o Novo Ensino Médio em 120 escolas-piloto do Estado e, a partir de 2022, terá a novidade em todas as 711 escolas de Ensino Médio da rede estadual. O estado foi o primeiro a  ter o Currículo Base do Ensino Médio homologado pelo Conselho Estadual de Educação - com um portfólio de 25 componentes curriculares eletivos e 25 trilhas de aprofundamento, e a entregar o Plano de Implementação do Novo Ensino Médio ao Ministério da Educação.

Para mais informações sobre a implementação em cada um dos estados, acesso o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) 

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23/08/2021 04:00h

O montante deve ser aplicado em cerca de 96 mil unidades de ensino, atendendo quase 30 milhões de estudantes. Confira o valor do repasse por estado

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As escolas públicas de educação básica receberam este ano, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola Emergencial (PDDE Emergencial), mais de R$ 151 milhões para a reorganização do retorno das aulas presenciais. O montante deve ser aplicado em cerca de 96 mil unidades de ensino, atendendo quase 30 milhões de estudantes.
 
Os recursos são destinados para adequação das estruturas e aquisição de materiais necessários para seguir o protocolo de segurança em função da pandemia da Covid-19. O coordenador-geral de Apoio à Manutenção Escolar do Ministério da Educação (MEC), Djailson Dantas, destacou que esta é uma política de suma importância de aporte para as escolas na ordem do retorno às aulas presenciais.
 
O montante, de acordo com Dantas, deve contribuir supletivamente para as necessidades prioritárias, como aquisição de itens de higiene. “Por exemplo, os recursos podem ser para a compra de álcool em gel, sabonete líquido, toalhas de papel e outros produtos de higiene, tais como lata de lixo com pedal e também viabilizar as aulas remotas e reuniões virtuais”, explicou.
 

Valores por estado

Além do programa emergencial, outros R$ 385 milhões foram repassados aos estados este ano para a manutenção escolar por meio do PDDE Básico. Os valores são diretamente proporcionais ao número de estudantes da educação básica pública, por isso, o estado de São Paulo teve o maior repasse, apresentando a maior quantidade de estudantes recenseados no ano de 2020.
 
Segundo o chefe de gabinete da Secretaria da Educação do Estado (Seduc-SP), Henrique Pimentel, desde o início da pandemia há uma atenção ainda maior à questão estrutural das escolas e as unidades de ensino realizam um plano de aplicação financeira para utilizar os recursos, seja do PDDE federal ou estadual. “A maioria das escolas usa realmente para melhoria de estruturas, melhoria das condições físicas da instituição. Mas, também, aquisição de equipamentos, visando melhorar o atendimento dos estudantes”, afirmou. 

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Além do repasse federal, o programa de aplicação de recursos nas escolas também existe na esfera estadual. Segundo Pimentel, em termos comparativos, o PDDE federal repassou R$ 810 milhões para 118 mil escolas, enquanto o PDDE estadual repassou R$ 845 milhões para 5.100 escolas do estado. 
 
“Esse programa realmente transforma a cara das nossas escolas. As escolas têm liberdade e têm condições de fazer as melhorias que elas precisam de acordo com seus planos. Não só melhorias estruturais, mas, também, investir recursos no pedagógico”, disse o chefe de gabinete.  

Descentralização orçamentária

Para o especialista em educação Afonso Celso Galvão, programas como o dinheiro direto na escola começam a mudar uma cultura de centralização excessiva do orçamento e da alocação de recursos. “Quanto mais livre a escola para fazer a gestão dos seus recursos, melhor, e quanto mais o governo funcionar como fiscalizador de metas de educação, melhor também”, disse. 
 
Essa autonomia de gestão, de acordo com Galvão, deve vir acompanhada de grande responsabilidade por parte dos gestores quando os recursos chegam na ponta, para que se possa extrair o máximo em benefício dos alunos e dos processos de ensino e aprendizagem. 
 
“Evidentemente, como os gestores não estão habituados a lidar com a gestão de recursos forma, de modo tão direto, eles têm de ser treinados e educados de acordo com a lei vigente para conseguirem lidar com esse dinheiro de uma forma legal e não terem nenhum tipo dissabor no futuro”, alertou o especialista.

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28/07/2021 03:00h

Novo Ensino Médio está em fase de homologação e aprovação dos referenciais curriculares, e começa a ser implementado nas escolas públicas e privadas do país a partir de 2022

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A Secretaria de Estado da Educação (Seduc) do Piauí homologou o currículo do Novo Ensino Médio, trâmite que deverá ser realizado por todas as pastas estaduais neste ano. Com a ampliação da carga horária mínima de 800 horas para 1.000 horas anuais e a inclusão de uma formação técnica e profissional, a nova grade começa a ser implementada nas escolas públicas e privadas do País a partir de 2022.

Com a homologação, o Piauí passou a fazer parte da lista dos 12 estados que já enviaram os referenciais curriculares para apreciação do Conselho Estadual de Educação (CEE) e receberam a aprovação. A secretaria da região divulgou que o documento busca a implementação de “uma nova escola”, centrada na inclusão e equidade. 

O currículo contempla as quatro Áreas do Conhecimento, expressas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e contextualizadas com a realidade do ensino local, e traz os Itinerários Formativos, que ampliam as aprendizagens relacionadas às competências gerais da BNCC, às Áreas de Conhecimento e/ou à Formação Técnica e Profissional.

Ou seja, com o novo currículo do ensino médio, os estudantes passam a contar com as aprendizagens comuns e obrigatórias da Formação Geral Básica e, ainda, podem se aprofundar em conhecimentos relacionados aos seus interesses profissionais ou acadêmicos. 

Ao todo, 21 estados enviaram os referenciais curriculares para apresentação do Conselho Estadual de Educação, sendo que 12 deles já foram aprovados, e seis estados estão em fase de realização ou finalização de consulta pública dos referenciais. O levantamento é do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), e as informações dos trâmites atuais de cada estado podem ser conferidas neste link

Mais preparados

Janailça da Costa, 17 anos, é uma das alunas do Piauí que terá mais opções curriculares no ensino médio. Na visão dela, a formação complementar faz com que o estudante termine o período escolar mais preparado para o mercado. 

“O mercado de trabalho está ainda mais exigente. Além de ter concluído o ensino médio, ainda saímos com um curso técnico para facilitar tanto na hora de procurar um emprego quanto antes de entrar na faculdade. A gente já tem mais conhecimento”, pontua.

O que é o Novo Ensino Médio

Aprovado após a publicação da Lei nº 13.415/2017, o Novo Ensino Médio altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e estabelece uma mudança na estrutura dos três últimos anos escolares, ampliando o tempo mínimo do estudante na escola e definindo uma nova organização curricular, que une a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com a oferta de itinerários formativos, focados nas áreas de conhecimento e na formação técnica e profissional.

Com a alteração, o currículo passa das 800 horas anuais para 1.000 horas, fazendo com que, na totalidade dos três anos, 1.800 horas sejam dedicadas à formação geral básica e 1.200 horas aos itinerários formativos. A formação básica é composta por quatro eixos:

  • I - Linguagens e suas tecnologias;
  • II - Matemática e suas tecnologias;
  • III - Ciências da natureza e suas tecnologias;
  • IV - Ciências humanas e sociais aplicadas.

O Ministério da Educação define os itinerários formativos, na Resolução nº 3, de 2018, como “cada conjunto de unidades curriculares ofertadas pelas instituições e redes de ensino que possibilitam ao estudante aprofundar seus conhecimentos e se preparar para o prosseguimento de estudos ou para o mundo do trabalho de forma a contribuir para a construção de soluções de problemas específicos da sociedade”.

Esses itinerários devem ser organizados contendo os quatro eixos da formação básica, que podem ser aprofundados pelos estudantes, mais um quinto elemento, a formação técnica e profissional. Essa formação deve levar em conta o “desenvolvimento de programas educacionais inovadores e atualizados que promovam efetivamente a qualificação profissional dos estudantes para o mundo do trabalho”, como detalha a Resolução. 

Visão de especialista

Afonso Galvão, especialista em educação, classifica o Novo Ensino Médio como algo muito positivo. “O novo currículo é muito mais inclusivo, trabalha com muito mais equidade e tem características muito interessantes, porque há essa base nacional comum curricular, que serve de referência para todo o País sem desconsiderar as particularidades de cada região e de cada cultura”, diz.

Ele ressalta que cada secretaria de educação pode elaborar currículos com particularidades que ainda devem ser objetos de análises e pesquisas, mas que o currículo atualizado é uma excelente iniciativa de resgate do ensino médio. “Vamos ver na prática a implementação, como ocorre, e a sua efetividade para podermos fazer uma avaliação justa, inclusive no sentido de aprimorar esse currículo e sua implementação. Mas a base, o conjunto de ideias que são subjacentes ao currículo são boas e bem-vindas, e em acordo com o que há de boas práticas na educação internacional”.

Calendário

A implementação do Novo Ensino Médio será iniciada no ano que vem de forma progressiva, conforme calendário divulgado pelo MEC:

  • 2021: aprovação e homologação dos referenciais curriculares pelos respectivos Conselhos de Educação e formações continuadas destinadas aos profissionais da educação;
  • 2022: implementação dos referenciais curriculares no 1º ano do ensino médio;
  • 2023: implementação dos referenciais curriculares nos 1º e 2º anos do ensino médio;
  • 2024: implementação dos referenciais curriculares em todos os anos do ensino médio;
  • 2022 a 2024: monitoramento da implementação dos referenciais curriculares e da formação continuada aos profissionais da educação.

O ministério divulgou ainda um apoio técnico e financeiro às secretarias de educação para a elaboração dos referenciais curriculares, como destacou o ministro Milton Ribeiro.

“Investimos nesse projeto novo mais de R$ 70 milhões nas secretarias de educação para readequação de seus referenciais curriculares e para formação dos profissionais de educação. Já mandamos isso no âmbito do programa de apoio ao Novo Ensino Médio. Promovemos o repasse a mais de 4 mil escolas piloto, totalizando R$ 360 milhões em apoio financeiro”, detalhou.

A pasta divulgou que vai lançar, nas próximas semanas, um novo Programa de Fomento à Implementação dos Itinerários Formativos, para dar apoio técnico e financeiro às escolas de ensino médio. 

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25/07/2021 18:30h

Os alunos da rede estadual de ensino passarão a contar com o quarto ano do ensino médio e, a princípio, será de forma opcional

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A Secretária de Educação do Rio Grande do Sul, Raquel Teixeira, confirmou acréscimo de uma série no currículo do ensino médio no próximo ano. Os alunos da rede estadual de ensino passarão a contar com o quarto ano do ensino médio e, a princípio, será de forma opcional. Atualmente, o ensino médio no Rio Grande do Sul conta com três séries. 

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O quarto ano do ensino médio deve contemplar disciplinas como inglês, português e matemática, e programas de preparação do estudante para o mercado de trabalho. 

O objetivo é reforçar o aprendizado dos alunos de ensino médio que tiveram prejuízos educacionais devido à pandemia da Covid-19, por exemplo. 
Além disso, a carga horária das aulas do ensino médio deve aumentar de 3 para 4 horas, já a partir do segundo semestre de 2021. 

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Educação
24/07/2021 16:40h

O resultado da Chamada Pública Escolar será divulgado no dia 8 de agosto

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As inscrições e pré-matrículas do segundo semestre do ano letivo da rede estadual do Rio Grande do Sul se encerram neste domingo (25). A Chamada Pública Escolar vale para os Cursos Técnicos, Aproveitamento de Estudos de Curso Normal e Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Ao todo, a Secretaria Estadual da Educação (Seduc) está oferecendo mais de 15 mil vagas. O preenchimento das vagas ocorre diretamente pelo site da Seduc, junto a todas as orientações e critérios de matrícula e ingresso.

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O resultado da Chamada Pública Escolar será divulgado no dia 8 de agosto. Depois, entre os dias 9 e 13 de agosto, ocorre o período de efetivação das matrículas diretamente nas escolas.

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04/06/2021 11:15h

A adesão ao exame deve ser feita pelo órgão de administração prisional e socioeducativa

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Termina nesta sexta-feira (04), às 23h59, o período de inscrições do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos para Pessoas Privadas de Liberdade ou sob medida socioeducativa, que inclua privação de liberdade, o Encceja PPL/2020.

A adesão ao exame deve ser feita pelo órgão de administração prisional e socioeducativa. No cadastro, é preciso identificar um responsável para o acesso ao sistema da prova. A solicitação é feita pelo e-mail aplicacao.ppl@inep.gov.br, com assunto “Adesão Encceja Nacional PPL 2020”.

O responsável pedagógico deverá realizar a inscrição dos interessados em fazer o exame; solicitar atendimento especializado aos que precisarem; indicar as salas de prova e divulgar as informações do Encceja aos participantes. Além disso, as unidades prisionais e socioeducativas deverão seguir os protocolos de segurança exigidos para evitar a propagação do coronavírus.

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O Encceja é realizado desde 2002 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em parceria com as Secretarias Estaduais e Municipais de Educação. A prova mede competências e conhecimentos de jovens e adultos que não concluíram o ensino fundamental e médio na idade adequada.

O Encceja PPL tem o mesmo nível de dificuldade do exame regular, no entanto, é aplicado dentro de unidades prisionais e socioeducativas.

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31/05/2021 04:15h

Material traz informações, dados estatísticos e explanações sobre a regulamentação dessa modalidade de ensino

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O Ministério da Educação lançou a Cartilha Educação Domiciliar: um Direito Humano tanto dos pais quanto dos filhos. O objetivo do material é esclarecer o que é a educação domiciliar, apontar dados estatísticos e históricos, contextualizar a regulamentação do tema e apresentar os propósitos dessa forma de ensinar.

De acordo com a Cartilha, a educação domiciliar é uma modalidade de ensino dirigida pelos próprios pais ou responsáveis legais, visando o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para a vida, exercício da cidadania e qualificação para o trabalho.

O documento também aponta casos reais de estudantes de outros países, do ensino fundamental e médio, que praticam a educação domiciliar, além de 35 mil alunos brasileiros que já estudavam em casa, mesmo antes da pandemia.

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28/05/2021 09:20h

Oportunidades são oferecidas no Cesas, na Escola Técnica de Ceilândia e no Centro Educacional 2 do Cruzeiro

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A Secretaria de Educação do Distrito Federal abre 1.890 vagas em cursos técnicos profissionalizantes de nível médio. As oportunidades serão oferecidas no Cesas, no Centro de educação profissional - Escola Técnica de Ceilândia (CEP-ETC) e no Centro Educacional 2 do Cruzeiro. Os editais foram publicados do Diário Oficial do DF da última quarta-feira (26).

No Cesas, as vagas são na modalidade presencial para operador de cozinha, assistente administrativo, jardineiro e auxiliar de cozinha. Ao todo são 100 oportunidades para o segundo semestre deste ano. 

Na Escola Técnica da Ceilândia, os cursos são técnicos de nível médio, com 970 vagas, ou de formação inicial e continuada, com 750 vagas. Para o nível médio, as oportunidades são para técnico em administração, informática e logística. Para a formação inicial e continuada, as vagas são para assistente administrativo, assistente de recursos humanos, barbeiro, cabeleireiro, costureiro industrial, vestuário, manicure e pedicure, marceneiro, montador de equipamentos eletrônicos, operador de computador, programador web, programador de sistemas intenete e montador, além de reparador de computadores.

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Já no Centro Educacional 2 do Cruzeiro, são 70 vagas na modalidade presencial para curso de nível médio de técnico em serviços públicos integrado à educação de jovens e adultos, eixo tecnológico e gestão de negócios.

Cada unidade de ensino possui sua data de inscrição, que pode ser conferida no edital.

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Brasil 61