Rizemberg Felipe/MTur
Rizemberg Felipe/MTur

Empreendedoras do turismo em situação de violência terão mais prazo para pagar financiamentos do Fungetur

Anunciada pelo Ministério do Turismo, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB), a medida permite a suspensão temporária de pagamentos e ampliação dos prazos de financiamento.

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O Ministério do Turismo anunciou novas condições de financiamento para mulheres empreendedoras do setor que estejam em situação de vulnerabilidade causada por violência doméstica ou de gênero.

A medida foi apresentada nesta quinta-feira, pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB).

A portaria estabelece regras especiais no âmbito do Novo Fundo Geral de Turismo (Fungetur) para microempreendedoras individuais e mulheres que sejam sócias de empresas do setor turístico.

A iniciativa está alinhada à Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino – Elas Empreendem, do governo federal, e abrange os casos de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial previstos na Lei Maria da Penha.

As beneficiárias poderão solicitar a suspensão temporária dos pagamentos por até seis meses, além da ampliação dos prazos de carência, valendo tanto para novos financiamentos quanto para contratos que já estejam em fase de amortização.

O acesso ao direito será condicionado à comprovação da situação por meio de documentos oficiais, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência.
"Essa medida vai permitir que as mulheres que enfrentam esse momento difícil contem com uma carência maior nos financiamentos do Fungetur, dando estabilidade para preservar seus negócios e, depois, voltar a arcar com as parcelas", afirmou o ministro. "Trabalhamos para garantir que elas não percam o acesso aos investimentos e sigam liderando as oportunidades disponíveis no setor”, completou.

Como funciona

A portaria altera as regras operacionais e adiciona seis meses aos prazos vigentes nas linhas de crédito do fundo.

Para investimentos em capital fixo, o prazo de amortização passa de 240 para 246 meses, com carência estendida de 60 para 66 meses. No financiamento de bens, a amortização sobe para 126 meses e a carência para 54 meses. Já nas operações de capital de giro isolado, o limite de amortização vai a 126 meses e a carência é ampliada de 24 para 30 meses.

Estatísticas

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra mais de um milhão de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero, o que pode agravar a vulnerabilidade econômica das empreendedoras, afetando a gestão dos negócios, a geração de renda, a manutenção de empregos e a sustentabilidade dos empreendimentos turísticos.

Mais de 10 milhões de mulheres estão à frente de negócios no país. Ainda assim, o empreendedorismo feminino enfrenta obstáculos estruturais, como menor acesso ao crédito e maiores dificuldades na obtenção de financiamentos em condições favoráveis.

A expectativa do Ministério do Turismo é que a medida contribua para ampliar as condições de acesso e permanência das mulheres nas linhas de financiamento do Novo Fungetur, reduzir os impactos econômicos da violência de gênero sobre os negócios e fortalecer a autonomia financeira feminina.

Fungetur: o que é

Vinculado ao Ministério do Turismo, o Fungetur oferece recursos para financiar empresas e projetos turísticos considerados estratégicos para o desenvolvimento da atividade turística nacional.

O fundo opera por meio de instituições financeiras credenciadas pelo Ministério do Turismo, responsáveis por oferecer linhas de crédito a empresários do setor. Os recursos podem ser usados para investimentos, obras de implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos turísticos, além de capital de giro.
 

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LOC.: Mulheres empreendedoras do turismo que enfrentam situação de violência doméstica ou de gênero terão acesso a condições especiais de financiamento.

A medida foi anunciada nesta quinta-feira pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante o 
Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa, na Paraíba.

A nova portaria cria regras diferenciadas no Novo Fundo Geral de Turismo, o Fungetur. O benefício é voltado para microempreendedoras individuais e mulheres que participam como sócias de empresas do setor.

Entre as medidas estão a suspensão do pagamento das parcelas por até seis meses e a ampliação dos prazos de carência. As novas condições valem para contratos novos e também para financiamentos que já estão sendo pagos.

Segundo Gustavo Feliciano, a ampliação dos prazos pode ajudar as mulheres a enfrentar esse período sem comprometer os negócios:

TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
"Alguma mulher que for vítima ou tiver alguma dificuldade no enfrentamento de violência vai ter uma carência maior de 180 dias nos prazos do Fungetur, podendo dar uma mobilidade e uma tranquilidade maior para passar por esse problema de enfrentamento que ela foi vítima de violência e, depois, voltar a arcar com as parcelas do financiamento. O nosso foco é sempre o empoderamento e a autonomia das mulheres. Trabalhamos nesse sentido para sempre engrandecer as mulheres, priorizando que o protagonismo possa acontecer cada vez mais."

LOC.: Para ter acesso ao benefício, será necessário apresentar documentos oficiais que comprovem a situação de violência, como medidas protetivas, decisões judiciais ou boletins de ocorrência.

A iniciativa integra a Estratégia Nacional de Empreendedorismo Feminino, do governo federal, e contempla casos de violência física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial previstos na Lei Maria da Penha.

Na prática, a portaria acrescenta SEIS meses aos prazos das linhas de crédito do fundo. No financiamento para investimentos em capital fixo, por exemplo, a carência passa de SESSENTA PARA para SESSENTA E SEIS meses. 

Já nas operações de capital de giro isolado, o prazo de carência aumenta de VINTE E QUATRO para TRINTA meses.

De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país registra mais de UM MILHÃO de atendimentos anuais relacionados à violência de gênero. Para o Ministério do Turismo, esse cenário pode afetar a gestão dos negócios, a geração de renda e a manutenção de empregos.