Foto: Arquivo/Valter Campanato/Agência Brasil
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Mais da metade dos setores do agro registra queda e abril fecha com saldo negativo de empregos

Informativo Emprego no Campo, desenvolvido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que saldo negativo foi de quase 4 mil postos de trabalho no mês; desempenho foi abaixo do observado no mesmo período em 2025 e 2024

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Dados divulgados pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), por meio do Informativo Emprego no Campo, mostram que o mercado de trabalho do agronegócio brasileiro registrou saldo negativo em abril de 2026. O setor encerrou o mês com perda de 3.930 postos de trabalho – resultado do cenário de 235.146 admissões e 239.076 desligamentos.

O desempenho representa uma piora em relação ao mesmo período em 2025 e 2024. Em abril de 2025, o saldo havia sido positivo em 16.508 vagas, enquanto em 2024 foram criados 11.926 postos de trabalho.

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Conforme o Informativo da CNM, a retração foi influenciada principalmente pela redução de vagas nos segmentos de cultivo de soja, que perdeu cerca de 5,2 mil empregos, cultivo de maçã, com queda de 3 mil postos, e cultivo de laranja, que registrou redução de 1,8 mil vagas.

Entre os 236 segmentos do agronegócio que apresentaram movimentação no período, 131 registraram saldo negativo de empregos, o equivalente a 56% do total. Outros 100 setores tiveram aumento no número de vagas, enquanto cinco permaneceram estáveis, com admissões e desligamentos em igual número.

Demais setores econômicos

O levantamento aponta ainda que, enquanto o agronegócio perdeu quase 4 mil vagas em abril, os demais setores da economia brasileira registraram a abertura de 85,2 mil postos de trabalho no mesmo período.

Na comparação com abril do ano passado, o número de admissões caiu 5,7%, enquanto o saldo de empregos apresentou retração de 123,8%. No acumulado de 2026, o setor registra queda de 58% na geração de empregos, desempenho inferior ao observado no mercado de trabalho nacional, que teve redução de 23,5% no saldo de vagas.

Destaques na criação de empregos

Apesar do resultado negativo no cenário nacional, alguns municípios se destacaram pela criação de empregos. Os maiores registros em abril ocorreram nos municípios de Formosa e Morrinhos, ambos localizados em Goiás, com aproximadamente 1,3 mil vagas geradas cada. Nas duas cidades, o principal responsável pelo crescimento foi o setor de atividades de apoio à agricultura.

No acumulado do ano, os municípios que lideram a geração de empregos no agronegócio são Santa Cruz do Sul (RS), com saldo de 6,8 mil vagas, e Venâncio Aires (RS), com 4,1 mil postos de trabalho criados.

Estudo

Os dados integram o estudo elaborado pela CNM para acompanhar a evolução do emprego formal no campo e os impactos da atividade agropecuária sobre as economias locais.

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LOC.: O agronegócio brasileiro fechou o mês de abril com saldo negativo na geração de empregos. Dados do Informativo Emprego no Campo, da Confederação Nacional de Municípios, a CNM, mostram que o setor perdeu três mil novecentos e trinta postos de trabalho no período.

Ao todo, foram registradas DUZENTAS E TRINTA E CINCO MIL CENTO E QUARENTA E SEIS ADMISSÕES E DUZENTOS E TRINTA E NOVE MIL E SETENTA E SEIS desligamentos. O resultado é pior do que o observado nos meses de abril de 2025 e de 2024, quando o setor apresentou saldo positivo.

Segundo o levantamento, a queda foi puxada principalmente pela redução de vagas nos cultivos de soja, maçã e laranja. Entre os duzentos e trinta e seis segmentos do agronegócio com movimentação no período, mais da metade registrou perda de empregos.

Enquanto o agro fechou quase quatro mil vagas negativas em abril, os demais setores da economia brasileira criaram  OITENTA E CINCO MIL E DUZENTOS postos de trabalho no mesmo mês.

Apesar do resultado negativo no cenário nacional, alguns municípios se destacaram na geração de empregos. Formosa e Morrinhos, em Goiás, lideraram a criação de vagas em abril, com cerca de MIL E TREZENTOS novos postos de trabalho cada.

No acumulado deste ano, Santa Cruz do Sul e Venâncio Aires, no Rio Grande do Sul, aparecem na liderança da geração de empregos no agronegócio.

Os dados integram um estudo da CNM que acompanha a evolução do emprego formal no campo e os impactos da atividade agropecuária nas economias locais.

Com informações da Confederação Nacional de Municípios, Bianca Mingote