
Voltar
LOC.: O Ministério do Turismo lançou, nesta quinta-feira, o “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”. A iniciativa foi apresentada durante o Salão do Turismo, em Fortaleza, no Ceará, e reúne orientações para qualificar o atendimento e ampliar a acessibilidade em destinos turísticos de todo o país.
O documento foi elaborado com base em uma pesquisa nacional da Universidade do Estado do Amazonas, realizada entre fevereiro e março deste ano. O levantamento ouviu mais de setecentas e sessenta pessoas, entre autistas, pessoas com TDAH, dislexia, familiares e profissionais da área.
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o guia busca ampliar o acesso ao turismo com mais inclusão e respeito.
TEC./SONORA: Gustavo Feliciano, ministro do Turismo
“Esse guia vem para facilitar [a experiência dos] os viajantes, mas também para auxiliar os empreendedores e os atores do setor turístico a receber esse turista que vê diferente, enxerga diferente, mas sente como todos nós. Então, é importante que tenhamos essa percepção, esse carinho e essa atenção, porque, às vezes, um pequeno detalhe faz toda a diferença na experiência turística dessa pessoa."
LOC.: A pesquisa mostra que os principais obstáculos enfrentados por turistas neurodivergentes vão além da estrutura física dos locais. O preparo das equipes aparece como fator decisivo para a experiência do visitante.
Mais de noventa por cento dos entrevistados relataram julgamentos relacionados a comportamentos neurodivergentes. Quase noventa por cento disseram que funcionários não compreendem suas necessidades. Já oitenta e sete por cento apontaram falta de flexibilidade no atendimento.
O estudo também identificou dificuldades relacionadas ao excesso de barulho, luzes fortes, aglomerações e mudanças inesperadas de roteiro.
Entre as recomendações do guia estão a criação de áreas de pausa e regulação sensorial, sinalização clara de rotas alternativas, comunicação prévia sobre tempo de espera e estímulos sonoros, além do treinamento contínuo das equipes de atendimento.
De acordo com o levantamento, experiências negativas reduzem a recomendação de um destino turístico para mais de oitenta por cento das pessoas neurodivergentes e seus familiares. Por outro lado, medidas simples, como organização de filas e oferta de protetores auriculares, podem melhorar significativamente a experiência dos visitantes.
O “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” está disponível no site do ministério do Turismo: www.gov.br/turismo.