Temperatura

19/06/2022 19:11h

O Inmet também estima geadas em algumas regiões, especialmente naquelas com maior altitude

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O inverno 2022 no Hemisfério Sul começa no próximo dia 21 de junho (terça-feira), às 06h14, e termina no dia 22 de setembro, às 22h04 (Horário de Brasília). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno La Ninã deve persistir durante todo o inverno deste ano, com tendência de potencializar as chuvas nas regiões Norte e Nordeste e reduzir as chuvas no Sul e no Sudeste brasileiro.

Quem explica é o meteorologista do Inmet, Mozart Salvador: “Esse fenômeno tem como característica o resfriamento das águas do Oceano Pacífico e esse resfriamento persistente influencia no clima em todo o planeta. A exemplo do Brasil, há uma tendência de potencializar as chuvas no Norte e no Nordeste e diminuir as possibilidades de chuvas mais intensas no Sul e no Sudeste. E também é um fenômeno que contribui para a diminuição da temperatura média, principalmente nas regiões mais ao sul do Brasil: Sudeste e Sul”.

Segundo o Inmet, o inverno se caracteriza por uma menor incidência de radiação solar, além das incursões de massas de ar frio, vindas do sul do continente americano, que provocam queda acentuada da temperatura. Os valores médios ficam abaixo dos 22°C sobre a parte leste das regiões Sul e Sudeste do Brasil, o que pode provocar:

  • Geadas nas regiões Sul, Sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul;
  • Queda de neve em áreas serranas e planaltos da Região Sul;
  • Episódios de friagem dos estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre e no sul do Amazonas.

Também será comum a formação de nevoeiros e/ou névoa úmida nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com redução de visibilidade, em função das inversões térmicas no período da manhã.

O Inmet alerta que, com a redução das chuvas em grande parte do país nesta estação, há uma diminuição da umidade relativa do ar, o que favorece, consequentemente, o aumento da incidência de queimadas e de doenças respiratórias.

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Inverno 2022 nas regiões do país

Região Norte

A previsão do Inmet para a Região Norte é de chuvas acima da média climatológica, principalmente sobre a faixa norte da região. No sul do Pará e do Tocantins, há uma tendência de chuvas próximas e abaixo da média. 

A temperatura deve permanecer acima da média na região Norte. Mas o Inmet não descarta a ocorrência de eventuais episódios de friagem, devido à passagem de massas de ar frio continentais.

Região Nordeste

O Inmet prevê chuvas acima da média histórica para toda a faixa litorânea do Nordeste, em função do fenômeno La Ninã e ao padrão de águas mais aquecidas próximo à costa. No oeste da Bahia e no sul do Piauí e do Maranhão, as chuvas podem ser próximas da média.

A estimativa é que o inverno no Nordeste brasileiro terá o predomínio de temperaturas próximas e acima da média em grande parte da região.

Região Centro-Oeste

Na Região Centro-Oeste, a tendência é de diminuição da umidade relativa do ar nos próximos meses, com valores diários que podem ficar abaixo dos 30% e picos mínimos abaixo de 20%. A previsão indica chuvas dentro e abaixo da média, em grande parte da região, exceto em áreas pontuais do sudeste do Mato Grosso do Sul e noroeste do Mato Grosso, onde as chuvas poderão ser ligeiramente acima da média.

A temperatura também deve permanecer acima da média, devido a permanência de massas de ar seco e quente, principalmente nos meses de agosto e setembro. Em algumas localidades do leste do Mato Grosso do Sul e sul do Mato Grosso, as temperaturas podem ficar ligeiramente abaixo dos valores climatológicos, em razão da passagem de massas de ar frio.

Região Sudeste

A previsão do Inmet para o inverno na região Sudeste indica chuvas próximas ou ligeiramente abaixo da média, mas não se descarta a possibilidade de chuvas próximas ao litoral da região, devido a passagem de frentes frias. 

A temperatura deve permanecer acima da média em grande parte da região, com possibilidade de queda dos termômetros devido à entrada de massas de ar frio. Inclusive, há previsão de geadas em regiões de altitude elevada.

Região Sul

Segundo o Inmet, os meses de inverno na região Sul serão marcados por chuva abaixo da média, em razão do fenômeno La Ninã. No entanto, em áreas do oeste do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, bem como no extremo sul do estado gaúcho, as chuvas poderão ocorrer próximas ou ligeiramente acima da média.

A temperatura deve ficar próxima ou abaixo da média em grande parte da região Sul, devido à incursão de massas de ar de origem polar, principalmente nos meses de julho e agosto. Nesses meses, poderá haver geadas em algumas localidades, especialmente naquelas de maior altitude. Já no norte do Paraná, o Inmet prevê temperaturas acima da climatologia.

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22/05/2022 16:40h

A exceção são os estados do Sul do país, com previsão de geada na Serra Gaúcha e Catarinense e sul do Paraná

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Depois de uma semana gelada em todo o Centro-Sul do Brasil, o frio deve perder a intensidade nesta semana. Segundo o meteorologista Mamedes Luiz Melo, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura deve se elevar ao longo dos próximos dias, com exceção das Regiões Sul e Sudeste.

Ainda nesta semana, há a possibilidade de geada na Serra Gaúcha e Catarinense e no sul do Paraná. Os nevoeiros também devem continuar entre o leste do Rio Grande do Sul até o leste da Região Sudeste e sul da Bahia.

Nas demais regiões do Centro-Sul, as temperaturas se elevam devido a presença de uma massa de ar seco. Nos períodos da tarde, a umidade relativa do ar pode chegar em torno dos 15%, em boa parte de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

E tem previsão de chuva nas Regiões Norte e Nordeste do País: “A chuva que vai acontecer ao longo dessa semana será mais expressiva na Região Norte e Nordeste, especialmente no extremo dessas regiões. Ou seja, no norte do Amazonas, Roraima, noroeste do Pará, norte do Maranhão, Piauí, Ceará, leste entre o Rio Grande do Norte até o leste de Sergipe. Esperamos um volume expressivo especialmente no leste entre o Rio Grande do Norte e de Pernambuco”, estima Mamedes.

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Inverno 2022

A previsão do Inmet é de um inverno gelado em 2022, devido a atuação do fenômeno La Niña sobre as águas do Pacífico Equatorial, que modifica a circulação geral da atmosfera.

“Estamos prevendo que esse inverno seja parecido com o do ano passado, especialmente no mês de junho, que pode ser frio, trazer aquela geada, até mesmo queda de neve, nessas áreas serranas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. E tem uma possibilidade também dessa massa de ar polar atingir a Região Sudeste do país, podendo ter aquela formação de geada mais intensa, até mesmo com perigo para os agricultores que plantam café nessas áreas”, alerta Mamedes.

Já para a região central do Brasil, a previsão é de um inverno dentro da média, inclusive com temperaturas ligeiramente elevadas em algumas áreas.

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22/05/2022 16:30h

Engenheiro eletricista recomenda fazer o aterramento elétrico e nunca trocar a temperatura com o equipamento ligado

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Depois da onda de frio que atingiu o Brasil na última semana, o banho quente é a alternativa mais confortável para manter a higiene pessoal. Presente em 73% dos lares brasileiros, segundo o Ministério de Minas e Energia, o chuveiro elétrico demanda alguns cuidados para evitar acidentes, especialmente no frio.

Para deixar o banho mais quente, Maciel Ferreira, analista web de Brasília, conta que abre pouco o registro. “Normalmente o que eu faço para deixar o chuveiro mais quente, quando não tem mais opção de aumentar a temperatura, é abrir o registro um pouco menos, que água fica mais quente”.

Segundo o engenheiro eletricista e professor de Engenharia Elétrica da Anhanguera Anápolis, Neander Berto Mendes, a prática pode danificar a resistência.

“O principal componente de um chuveiro elétrico é a resistência. Ela é a responsável pelo aquecimento da água. A resistência elétrica deve ficar totalmente imersa na água. Portanto, não devemos abrir pouco o registro do chuveiro, pois isso pode danificar a resistência. O ideal é abrir o registro normalmente, que o fluxo de água seja normal, e a partir daí aumenta-se a temperatura do chuveiro.”

Neander Berto Mendes destaca outros erros cometidos em relação ao chuveiro elétrico. “Quanto aos maiores erros cometidos em relação ao chuveiro elétrico, nós podemos destacar a falta de aterramento elétrico, que é fundamental para evitar choques. E quanto à utilização, nós podemos ressaltar quando há mudança da posição verão-inverno com o chuveiro funcionando e a pessoa molhada. Isso acarreta perigos e deve ser evitado”.

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Cuidados na instalação

O engenheiro eletricista afirma que o mais adequado é que toda instalação elétrica seja feita por um profissional especializado. Ele recomenda alguns cuidados para a instalação do chuveiro elétrico.

“Primeiramente, desenergizar todo o circuito pelo disjuntor. Se não souber qual é a chave do disjuntor do chuveiro, deve-se fazer o desligamento do disjuntor geral. Outro cuidado a ser tomado é nas conexões das instalações elétricas do chuveiro. Deve-se atentar também à posição adequada da escada e ao uso das ferramentas, para não ter perigo de queda.”

A orientação é se atentar para a instalação do cabeamento e do disjuntor, que deve ser feita de forma adequada, de preferência com conectores de louça na emenda dos fios, além de evitar a utilização de plugues de tomada. De acordo com a Norma Técnica Brasileira (NBR 5410), é proibido ligar os chuveiros elétricos diretamente em tomadas que não conseguem aguentar a alta potência de energia.

Neander Berto Mendes afirma que no caso de queima da resistência do chuveiro é preciso trocá-la. “Mesmo com a resistência danificada, é recomendado a troca e não aproveitamento da peça, pois isso pode acarretar em acidentes graves, como curto-circuito e até incêndios”.

Outra recomendação é fazer a manutenção periódica do chuveiro, como limpar os orifícios do aparelho de forma recorrente para que a pressão da água não danifique o equipamento. Durante o processo, é necessário desligar o disjuntor do chuveiro ou a chave geral de energia.

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24/04/2022 21:05h

Mês é marcado por ser um período de transição entre o outono e o inverno. Enquanto isso, temperaturas do Nordeste devem chegar aos 37ºC, enquanto o Sul deve experimentar queda nos índices no final da semana.

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A última semana de Abril deve ser quente e seca na parte central do território brasileiro. Pouca condição para chuva nos estados do centro oeste e também no sudeste, além de áreas do interior da Bahia, sul do Piauí  e extremo sul do Tocantins. 

Segundo o meteorologista Olívio Bahia, as chuvas devem ficar concentradas principalmente em áreas do Norte, que inclui os estados do Pará, Roraima, Amapá e Amazonas. "Chuvas intensas, em alguns momentos e que podem trazer transtornos em algumas áreas desses estados."

Já no Sul, a chuva pode atingir áreas do Rio Grande do Sul, que podem ser acompanhadas por raios e rajadas de vento e não se descarta a ocorrência de queda de granizo. No final da semana, principalmente sexta-feira e sábado, elas podem chegar em Santa Catarina e no interior do estado do Paraná. Nesses dias, a temperatura cai principalmente entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em função de um frente fria. "Nas demais áreas do Brasil, temperaturas elevadas, com máximas de 37ºC no interior do Nordeste e também em áreas do Centro-Oeste"

No Nordeste do Brasil, também deve chover entre o centro norte do Maranhão, norte do Piauí  e Ceará, além da faixa leste entre o leste do Rio Grande do Norte e o Recôncavo Baiano. Essas chuvas também podem provocar transtornos em algumas localidades
 

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16/04/2022 19:33h

Motivo é um massa de ar fria, que já provoca chuvas na Bahia

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O feriado de Páscoa será de clima ameno em várias regiões do Brasil. Neste sábado, uma grande frente fria avança sobre o país e causa chuva e queda de temperatura nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia, Andrea Ramos, detalha a passagem do frio deste sábado, que deve permanecer no domingo.

“Para hoje sábado (16), o que prevaleceu foi friozinho. Tivemos frio com temperaturas abaixo de 6° em boa parte das estações da Região Sul e também alcançou a Região Sudeste. Na Região Sul a menor foi 1,7° em General Carneiro, no Paraná, e na Região Sudeste vemos geadas acontecendo em Maria da Fé (MG), onde a temperatura chegou a 2,5° pela parte da manhã. E esse friozinho vai persistir ainda amanhã, no domingo.”

A meteorologista explica o que levou a essas condições climáticas. “Isso se deu em função de uma massa de ar fria, que vem na retaguarda do sistema frontal. Esse sistema frontal já está mais posicionado na Bahia, proporcionando chuvas expressivas, com volumes constantes praticamente em todo o estado. O destaque é a cidade de Maraú, que fica a mais ou menos 100 quilômetros de Salvador na Bahia e nas últimas 24 horas já acumulou cerca de 110 milímetros”.

De acordo com o site Climatempo, a Região Centro-Oeste terá um tempo úmido e quente durante o feriado de Páscoa. Com exceção do Mato Grosso do Sul, onde o ar frio de origem polar predomina desde sexta-feira, mantendo as temperaturas mais amenas. Nos demais estados, o feriado será marcado por períodos de sol e pancadas de chuva, principalmente à tarde e à noite.

Já na Região Norte haverá áreas de instabilidade durante todo o feriado prolongado de Páscoa. O ar quente e úmido predomina sobre a região e Zona de Convergência Intertropical continua ajudando a manter as áreas de chuva.

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19/03/2022 20:00h

Com o início do outono, as chuvas diminuem. Mas especialistas alertam que é hora de olhar para a política habitacional no Brasil

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O outono começa no dia 20 de março. Deixa para trás um verão que foi trágico para muitas famílias. Segundo levantamento da Defesa Civil dos estados, desde outubro de 2021, foram cerca de 300 mortes em decorrência de chuvas, em cinco estados brasileiros - São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. Além disso, foram milhares de desabrigados.

A percepção de que os fenômenos naturais estão cada vez mais severos pode estar equivocada, na opinião do meteorologista do Inmet Mamedes Melo. “A natureza é feita por ciclos que podem ser de um ano, 10, 20, 30 ou mesmo 100 anos. De tempos em tempos, registram-se fenômenos mais intensos”, observa o especialista. 

O fenômeno climático chamado Zona de Convergência do Atlântico Sul ocorre anualmente no final da primavera e atua no verão. Ele é o responsável pelo aumento no volume das chuvas no período. "Existem, contudo, alguns outros fenômenos maiores, de grande escala, que podem potencializar os fenômenos recorrentes, como o La Ninha, que é o resfriamento das águas do Pacífico Equatorial que impacta em toda a atmosfera ”, explica Melo. 

Potencializado pelo La Ninha, o volume de chuvas foi potencializado na Bahia e na região Sudeste e também impactou no Centro Oeste. Já em Petrópolis, as fortes chuvas que resultaram na morte de pelo menos 231 pessoas resultaram da junção da topografia, de uma massa de ar quente com a passagem de uma frente fria. Em três horas, foram mais de 200 milímetros de chuva. 

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Fenômenos ambientais, desastres humanos

Doutor em Sociologia Urbana, o professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, Benny Schvarsberg, lembra que a maior parte dos casos que resultaram em tragédia já haviam sido notificados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN). 

“O problema não é a legislação. Não faltam órgãos capazes de implementar essas medidas preventivas. No entanto, há uma grande negligência por parte do poder público em realizar o planejamento e a e a gestão preventiva e sistemática, tanto das ocupações urbanas, quanto do acompanhamento das áreas de risco, sujeitas a aos impactos dos eventos dos extremos climáticos”, pondera Schvarsberg. 

Segundo informativo do Conselho Nacional de Municípios (CNM), publicado no final de fevereiro, atualmente, 1.601 cidades em 26 estados estão classificadas como sendo de risco alto ou muito alto com áreas suscetíveis à ocorrência de deslizamentos de grande impacto, inundações bruscas ou processos geológicos ou hidrológicos relacionados ao período chuvoso. 

O estado com maior número de municípios que apresenta níveis críticos de áreas com risco geológico é Santa Catarina, com 294 municípios. Depois vem Minas Gerais, com 191 cidades, e São Paulo, com 115. Na Bahia, 88 municípios têm risco para desastres geológicos e o Rio de Janeiro tem cinco. Os dados são de 18 de março do Serviço Geológico do Brasil (CPMR)

Problemas estruturais

Para o professor Schvarsberg os desastres ambientais revelam problemas sociais que envolvem falhas nas políticas habitacionais, falhas na infraestrutura, como sistemas de drenagem e esgotamento. “Em geral, no Brasil, o mercado imobiliário atende pessoas de rendas médias e altas. Não oferece em geral um produtos imobiliários acessíveis a população de baixa renda e isto tem um impacto muito grande porque mais de 70% das necessidades habitacionais são de populações de 0 a 3 salários mínimos.” 

O professor pondera que pessoas de alta renda também moram em morros encostas, mas que essas edificações sofrem menos com os fenômenos climáticos por que são fortificadas e tem sistemas robustos para escoamento. “Em geral, por falta de alternativa de locais adequados, essa população acaba sendo quase condenada a morar em área de risco. Eu não creio que a gente possa entender que seja razoável e as populações gostem de viver perigosamente”, pondera Schvarsberg. 

Para o especialista em infraestrutura e logística, Paulo Cesar Rocha, o poder público precisa efetivar as estratégias de reordenamento urbano precisam ser realistas. “A política de remoção para quilômetros de distância se tornou um fracasso no Brasil.  Procurar fazer Habitações nesses lugares perto de onde as pessoas estão em risco e construir habitações para eles. Porque o preço num terreno é menor sempre menor do que o preço de uma vida perdida”, defende. 

Estratégias de longo prazo

Rocha alerta que a gestão de resíduos sólidos inadequada nas cidades também são um problema que interferem sobre os desastres. “É preciso uma ciência nacional em termos de colocação de lixo. Galerias, rios acabam assoreando com terras, detritos e areia e isso acaba em alagamento”, complementa. 

No Brasil, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a eliminação dos lixões no País. Até janeiro de 2022, o Governo Federal já havia conseguido eliminar 20% dos lixões do Brasil. A PNRS prevê a divisão de responsabilidades no tratamento adequado de resíduos entre diferentes agentes: poder público (nos âmbito federal, estadual e municipal); iniciativa privada e sociedade. 

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06/03/2022 20:00h

Choque de temperaturas provoca queda de granizo em várias regiões

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Previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para o início da semana é de pancadas de chuvas em quase todas as regiões do Brasil. O clima é bem típico do verão que segue até o dia 20 de março: chuva rápida, com volumes significativos, trovoadas e rajadas de vento.

A meteorologista do Inmet Andrea Ramos destaca a previsão de chuva para a Região Sul do país.

“No Sul, houve um deslocamento de um sistema, atualmente é um cavalo, que é uma área de baixa pressão alongada, que está favorecendo essa chuva com volumes bastante significativos, pegando principalmente boa parte do Rio Grande do Sul e leste e sudeste de Santa Catarina.”

Segundo Andrea Ramos, há a possibilidade de queda de granizo nesta região, com aviso até às 11 horas da manhã de segunda-feira (7). 

Já no leste de São Paulo, o Inmet alerta para risco de tempestades, especialmente no extremo litoral, que vai até às 21 horas deste domingo. De acordo com Andrea Ramos, também há risco de queda de granizo.

No norte do Mato Grosso do Sul também há chance de tempestades, com expectativa de até 60 milímetros de chuvas no acumulado do dia. Há previsão de queda de granizo.

A meteorologista Andrea Ramos explica o motivo da queda de granizo nessas regiões.

“Esse cavalo [baixa pressão] contrasta com o que está acontecendo em termos de temperatura. As temperaturas estão muito elevadas nesta região. Está tendo registro de temperatura chegando a 38°, principalmente no Rio Grande do Sul. E esse choque entre o frio e o quente favorece a essa queda de granizo.” 

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19/01/2022 17:00h

A temperatura pode variar entre 15 e 33 graus

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Nesta quinta-feira (20), deve chover com períodos de sol sobre o leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, centro e oeste do Rio de Janeiro. No litoral fluminense, no Espírito Santo e no nordeste de Minas Gerais, a previsão é de sol e chuva fraca. Já no interior paulista e na região do Triângulo Mineiro, o sol aparece com pancadas de chuva a partir da tarde.

A temperatura mínima fica em torno dos 15 graus com máxima de 33. A umidade relativa do ar pode variar entre 100 e 35%.

As informações são do Somar Meteorologia.

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19/01/2022 17:00h

A temperatura pode variar entre 15 e 40 graus

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O sol deve aparecer no decorrer do dia por toda a Região Sul do Brasil. No nordeste do Rio Grande do Sul, o tempo fica firme, inclusive em Porto Alegre. Mas as demais áreas do estado seguem com pancadas de chuva a partir da tarde e com risco de trovoadas de forma isolada e passageira.

A temperatura mínima fica em torno dos 15 graus com máxima de 40. A umidade relativa do ar pode variar entre 100 e 30%.

As informações são do Somar Meteorologia.

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19/01/2022 17:00h

Os termômetros podem variar entre 15 e 40 graus

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O tempo segue firme sobre Brasília e no nordeste de Goiás, nesta quinta-feira (20). Nas demais áreas, tem previsão de sol, calor e pancadas de chuvas com risco de trovoadas, a partir da tarde. Não se descarta a possibilidade de pancadas pontualmente fortes sobre o oeste do Mato Grosso do Sul e norte do Mato Grosso no decorrer do dia.

A temperatura mínima fica em torno dos 15 graus com máxima de 40. A umidade relativa do ar pode variar entre 100 e 30%.

As informações são do Somar Meteorologia.

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