Dívida

Economia
10/01/2022 04:45h

Começo do ano traz despesas extras, como material escolar e vencimento de impostos. Em entrevista ao portal Brasil 61.com, Catharina Sacerdote, especialista em investimento e risco pela FGV e atuante na área de planejamento financeiro, falou de estratégias para quitar dívidas, driblar inflação e fazer a chamada reserva de emergência

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O ano de 2022 mal começou, mas para boa parte dos brasileiros o cenário é bem parecido ao que era um ano atrás: nome sujo e previsão de despesas que se amontoam nos primeiros meses, como material e matrícula escolar, e impostos, tais quais IPTU, IPVA e DPVAT. Isso sem falar do Imposto de Renda. 

Três a cada quatro brasileiros estavam inadimplentes ao fim de 2021, aponta pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

Pensando nessas pessoas, o portal Brasil61.com conversou com a administradora Catharina Sacerdote. Especialista em investimento e risco pela Fundação Getulio Vargas (FGV), ela atua na área de planejamento financeiro pessoal e familiar, e deu dicas para os brasileiros saírem do aperto em 2022. 

Segundo Catharina, o primeiro passo que as pessoas devem tomar, independentemente da renda, é criar um calendário financeiro anual. “Quando a gente vai falar de planejamento financeiro, a gente quer ter o mínimo de previsibilidade. Então, devo sentar e avaliar quais receitas eu tenho pra entrar por mês e, a partir daí, anotar também a previsão das despesas”, indica. 

“Quando eu faço uma planilha, eu coloco um mês ao lado do outro. Então, faço janeiro, fevereiro, março, até dezembro e aí eu consigo visualizar se em janeiro eu vou estar deficitário ou superavitário, se está sobrando ou se está faltando dinheiro. E eu já consigo prever com antecedência quais medidas eu vou precisar tomar”. Catharina Sacerdote, especialista em investimento e risco pela FGV. 

De posse de todas essas informações, ela explica, fica mais fácil economizar para cobrir um mês com mais gastos logo à frente. Além disso, o calendário financeiro permite escolher qual estratégia financeira adotar ao longo do ano: se vai ser possível investir, apertar as contas ou, até mesmo, necessário buscar novas receitas. 

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Durante o bate-papo, Catharina também deu dicas de como os brasileiros endividados podem renegociar seus débitos junto às instituições financeiras e órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e o  Serasa.  A especialista também explicou o que é a reserva de emergência e como as pessoas podem alcançá-la. 

As estratégias para minimizar a alta nos preços, já que a inflação ultrapassou os 10% em 2021 e a gasolina bateu os R$ 7, também foram tema da conversa com a administradora. Confira a entrevista abaixo. 

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Mutirão da Negociação de Dívidas e Orientação Financeira tem, ainda, foco na educação sobre finanças. Portal com dicas será lançado nesta quarta-feira (3)

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Pessoas físicas com dívidas em atraso com instituições financeiras têm agora no mês de novembro uma oportunidade de cuidar da saúde do bolso. O Banco Central, a Febraban, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e o Senado Federal iniciaram hoje (1º) o Mutirão da Negociação de Dívidas e Orientação Financeira. A iniciativa, que vai até o dia 30, também tem foco na educação, de modo a mostrar ao brasileiro as melhores formas de fugir do endividamento.

A particularidade desta campanha é que o pretendente à renegociação é orientado em cada um dos passos, tudo por meio de um único site do Mutirão. Antes de enviar a proposta de negociação à plataforma consumidor.gov.br, o devedor terá acesso a todas as informações necessárias, como o quanto é vantajoso renegociar e quanto do orçamento será comprometido na ação. O site também dá acesso ao Registrato, ferramenta do Banco Central pela qual é possível acessar todas as dívidas em seu nome junto às instituições financeiras.

Vale lembrar que a renegociação é direcionada a pessoas físicas com dívidas em atraso cujas modalidades não contemplem bens dados em garantia do empréstimo (tais como financiamento de carro ou imobiliário), ou seja, dívidas de pessoas naturais, em atraso, com bancos ou financeiras e sem garantia. São dívidas como, por exemplo, cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal.

Passo a passo

Para iniciar a negociação de uma dívida, o devedor deve realizar o registro na plataforma consumidor.gov.br. Lá ele escolhe a instituição com a qual deseja negociar a dívida, relata o problema e fornece o máximo de informações que puder. O banco tem prazo de até 10 dias para analisar a solicitação e apresentar uma proposta.

Amaury Oliva, diretor de Cidadania Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), explica que os devedores podem se reorganizar financeiramente de diversas formas junto às instituições financeiras. “O consumidor tem várias vantagens para participar do Mutirão de Negociação e Orientação Financeira. Ele pode renegociar suas dívidas em atraso, pode buscar uma nova pactuação, parcelamento da dívida e até juros menores.”

O diretor da Febraban também ressalta a importância da preparação prévia oferecida pela plataforma do Mutirão. “O consumidor que tiver interesse em negociar suas dívidas em atraso pode acessar a página eletrônica mutirão.febraban.org.br e ter acesso a conteúdo exclusivo de orientação financeira, dicas de como trocar uma dívida mais cara por uma mais barata, como fazer o seu orçamento doméstico e como calcular aquelas despesas e o saldo que pode ser renegociado para dívidas”, enumera. 

“Depois disso, nessa página, o consumidor é redirecionado para plataforma do Ministério da Justiça, da Senacon, onde mais de 160 instituições financeiras estão prontas para receber os pedidos dos consumidores.”

Educação financeira

A iniciativa, além de renegociar as dívidas, também contribui para a saúde financeira do consumidor, já que oferece uma série de informações, dicas e conteúdos para que o consumidor possa ter mais equilíbrio e um uso mais saudável do crédito. Por isso, será lançada, nesta quarta-feira (3), a plataforma de educação financeira Meu Bolso em Dia. Além de Amaury Oliva, estarão presentes no lançamento o presidente da Febraban, Isaac Sidney, o diretor de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta do Banco Central, Maurício Moura, e o chefe do Departamento de Promoção da Cidadania Financeira do Banco Central, Luís Gustavo Mansur Siqueira.

A ferramenta é gratuita e permite ao usuário diagnosticar sua saúde financeira, por meio de trilhas de aprendizagem personalizadas, para que ele possa adotar estratégias para melhorar sua saúde financeira.

Desenvolvida em cooperação técnica com o BC e apoio dos bancos, membros do Sistema Financeiro Nacional e acadêmicos, a nova plataforma utiliza inteligência artificial para levar conteúdo em linguagem simples e didática ao usuário.

O economista César Bergo, presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal, explica que a educação financeira é uma das prioridades do Banco Central e mesmo ela sendo importante, nunca foi tão necessária. “O Banco Central vem conduzindo essa matéria há bastante tempo. Inclusive tem um grupo permanente de educação financeira junto com várias instituições. E agora, obviamente, tem esse aspecto da taxa de juros, que vem subindo, e isso pode, de alguma forma, criar problemas para as famílias”, aponta.

Segundo Bergo, tudo diz respeito ao planejamento, algo que o consumidor só aprende a fazer quando se atenta a campanhas como esta. “Essa educação financeira ensina a pessoa a planejar, economizar, entender a diferença entre investimento e poupança. E a partir daí, ela vai fazer um uma regra de colocar um percentual para emergência, que é algo que ninguém faz e depois acaba recorrendo a cartão de crédito e cheque especial, uma bola de neve de juros que pega a pessoa e ela não consegue sair.”

O economista enfatiza que o planejamento, para aqueles que estão aprendendo agora, já pode começar neste final de ano. “A educação financeira é importante e fundamental para que a pessoa aprenda a gastar menos do que recebe e aproveitar certas situações para melhorar a ‘saúde do bolso’. É preciso ficar de olho no orçamento. Agora, por exemplo, tem o 13º salário no final do ano, uma oportunidade para essas pessoas arrumarem a casa”, ensina.

Mesmo com a possibilidade de quitar as dívidas por meio do Mutirão, Bergo explica que nem toda renegociação é vantajosa e o consumidor deve ficar atento ao que lhe é oferecido. “A taxa Selic hoje está acima de 7,5% e a tendência é que chegue a 9,5% em dezembro. Ou seja, quem fez empréstimo há dois anos, quando a taxa estava em 2%, precisa ter cuidado com a situação atual”, alerta o economista, que ressalta: “Mais uma questão que é foco dessa campanha, a orientação. Ela é fundamental porque vai ensinar as pessoas a analisarem melhor o pacote dessas propostas, os benefícios, se os juros oferecidos agora são mesmo menores.”

Dicas para cuidar do bolso

A plataforma Meu Bolso em Dia tem o passo a passo para a educação financeira , principalmente por suas ferramentas de personalização. Mas o economista César Bergo destaca uma entre todas as dicas: saber com o que gastar.

“O principal é não fazer compra por impulso. Existe o endividamento bom e ruim. O bom é aquele em que você adquire um bem que se paga com o decorrer do tempo e o ruim é aquele gasto desnecessário, como uma viagem, que a pessoa financia e depois passa muito tempo se lamentando pela dívida”, explica.

Segundo o economista, a educação promovida pela plataforma também é crucial para que as pessoas entendam a importância de ter o “nome limpo” na praça. Sem isso, muitas vezes é impossível alugar um imóvel, financiar novos bens e ter menor restrição nas parcelas de qualquer compra. “Sem falar na saúde emocional e no bem-estar do consumidor”, finaliza.

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Economia
21/10/2021 02:00h

Proposta quer evitar que MEIs, micro e pequenas empresas tenham o nome sujo por causa de dívidas com órgãos e entidades federais

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Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que suspende temporariamente a inscrição de dívidas de microempreendedores individuais (MEI), micro e pequenas empresas no Cadin. Em agosto, o Senado aprovou o PL 1.585/2021, que visa impedir que esses negócios fiquem com o nome sujo até seis meses após o fim da pandemia da Covid-19. 

O Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) é um banco de dados no qual estão registrados os nomes de pessoas e empresas em débito junto aos órgãos e entidades federais. Autor da proposta, o senador Wellington Fagundes (PL/MT) espera que a Câmara dos Deputados aprove a proposta o quanto antes. 

“As microempresas e empresas de pequeno porte estão entre as mais afetadas pelos efeitos da pandemia da Covid-19. Por motivos alheios à sua vontade, esses empresários deixaram de operar suas atividades econômicas, de perceber as suas receitas e, consequentemente, não conseguem arcar com os pagamentos dos tributos federais. Seria uma injustiça deixar essas empresas ficarem negativadas”, diz. 

Impactos

O projeto de lei visa minimizar os impactos da crise econômica que a pandemia da Covid-19 causou sobre as MPEs. De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), 79% dos empresários donos de pequenos negócios dizem que o faturamento caiu desde março de 2020. A queda de receita prejudica a capacidade dessas empresas honrarem os seus compromissos, como o pagamento de funcionários e de tributos. 

Mais de uma em cada três MPEs está inadimplente, ou seja, têm dívidas e/ou empréstimos em atraso Isso dificulta o acesso a empréstimos e financiamentos, que ajudariam esses negócios a atravessar a crise, destaca o economista Newton Marques. 

“Muitas micro e pequenas empresas não estão conseguindo pagar suas dívidas, principalmente junto ao Estado. Então, caso seja aprovado, este projeto legislativo será bem-vindo, porque dará uma flexibilização para o micro e pequeno empresário não ter a preocupação de participar de qualquer acesso a crédito, licitações, por conta de estar inscrito no Cadin. Isso é como se fosse um perdão enquanto durasse a pandemia”, avalia. 

Ainda segundo o Sebrae, desde o início da crise sanitária, 61% dos empresários donos de micro e pequenos negócios buscaram empréstimo. Vale lembrar que o projeto de lei não suspende a dívida, apenas que o débito seja inscrito no Cadin. Assim, seis meses após o fim da pandemia, se não pagar a dívida, o pequeno negócio pode ficar inadimplente. 

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Exceções

A suspensão do registro no Cadin não vai se aplicar aos seguintes casos: não fornecimento de informação solicitada por órgão ou entidade pública; não apresentação ou atraso na apresentação da prestação de contas; omissão na apresentação de contas; ou rejeição das contas apresentadas.

Tramitação

Se os deputados federais aprovarem o PL sem alterações, a matéria seguirá para sanção da Presidência da República. 

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12/07/2021 03:30h

Norma altera o Código de Defesa do Consumidor e dá mais transparência aos contratos de empréstimos e tenta impedir condutas consideradas abusivas

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Na busca de prevenir e solucionar o superendividamento dos brasileiros, o Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) passou por mudanças neste mês. A Lei 14.181/21 foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro e altera também o Estatuto do Idoso (Lei nº 10.741/2003). O texto dá mais transparência aos contratos de empréstimos e tenta impedir condutas consideradas abusivas. 

Os consumidores terão direito a uma espécie de recuperação judicial para renegociarem as dívidas com todos os credores ao mesmo tempo. 

A lei define o superendividamento como a impossibilidade de o consumidor pagar a totalidade de suas dívidas de consumo, sem comprometer seu mínimo existencial (renda mínima para as necessidades básicas). Ou seja, é um débito que o consumidor não consegue pagar sem afetar outros compromissos.

Operações de crédito (empréstimos), compras a prazo e serviços de prestação continuada são consideradas como dívida. Entretanto, a lei deixa claro que as regras não se aplicam as que tenham sido feitas por fraude ou má-fé, seja por meio de contratos assinados com a intenção de não realizar o pagamento ou pela compra ou contratação de produtos e serviços de luxo.

Pelo texto, os contratos de crédito e de venda a prazo devem informar dados envolvidos na negociação como taxa efetiva de juros, total de encargos e montante das prestações.

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Contratações do Pronampe são reabertas

As empresas ou instituições que oferecerem crédito também ficam proibidas de assediar ou pressionar o consumidor para contratá-la, inclusive por telefone, e principalmente se o consumidor for idoso, analfabeto ou se a contratação envolver prêmio. Elas também não podem ocultar ou dificultar a compreensão sobre os riscos da contratação do crédito ou da venda a prazo.

O Código de Defesa do Consumidor também proíbe que uma empresa garanta conceder empréstimo sem consultar serviços de proteção ao crédito, como SPC Brasil e Serasa Experian, ou sem avaliar a situação financeira do consumidor.

Caso as empresas não sigam as novas normas, o cliente pode procurar auxílio judicial, como explica o advogado especialista em direito do consumidor Marcelo Corrêa. “O consumidor pode buscar o auxílio dos PROCONs para registrar reclamações quanto a violações de direitos referentes a inovação legislativa ou requerer ao judiciário a instalação do processo de repactuação de dívida, onde será realizado uma audiência de conciliação que o consumidor superendividado e os seus credores deverão se fazer presentes. Nessa audiência, o consumidor deverá apresentar um plano de pagamento não superior a cinco anos.”

No entanto, essa ajuda só favorece aqueles que se enquadram nas regras. “Deve ficar claro que a lei somente beneficia o consumidor que agiu de boa fé e que, por algum motivo, seria impossibilitado de honrar seus compromissos sem prejudicar seu sustento básico e de sua família, que a lei chamou de mínimo existencial, pautado no princípio da dignidade da pessoa humana”, complementa Marcelo Corrêa.

A empresária Márcia Regina fez um empréstimo de R$5 mil com um banco e por perder clientes devido a pandemia do coronavírus não conseguiu mais pagar, o que começou a gerar juros. Segundo ela, a proposta do banco eram 48 parcelas de R$260, mas que no fim, o empréstimo ficava em mais de R$12 mil e comprometia as contas básicas da empresária. 

“Até hoje não paguei o banco e vou tentar renegociar novamente para ver se eles têm uma proposta melhor. Ou então vou ter que juntar esse dinheiro e acionar a justiça para pagar esse valor que eu usei à vista, pois o banco não facilita. E se diminuir o valor das prestações que eles dividem, a parcela fica muito alta, em mil reais por mês. Não tenho condições de pagar”, explica.

Vetos presidenciais

Bolsonaro vetou o dispositivo que limitava em 30% da remuneração mensal o valor de parcelas de crédito consignado e rejeitou também o dispositivo que proibia, na oferta de crédito consignado, fazer referência a termos como “gratuito”, "sem juros" ou "com taxa zero".

Também foi vetado o dispositivo que tornava nulas as cláusulas de contratos sobre fornecimento de produtos ou serviços baseados em leis estrangeiras que limitassem o poder do Código de Defesa do Consumidor (CDC) brasileiro.
 

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01/07/2021 19:00h

Cerca de 69% das famílias brasileiras possuem algum tipo de dívida. Cartão de crédito é a principal fonte de endividamento

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O primeiro semestre deste ano encerrou com um percentual de 69,7% das famílias brasileiras com alguma dívida, seja em atraso ou não. Esse é o maior patamar de endividamento familiar da série histórica, iniciada em 2010. É o que diz os dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

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As dívidas com cartão de crédito também bateram recorde, aparecendo como principal fonte de endividamento para 81,8% do total. Já o percentual de inadimplentes, ou seja, pessoas que têm contas ou dívidas em atraso, ficou em 25,1% em junho deste ano, acima dos 24,3% do mês anterior. As famílias que não possuem condições de pagar suas contas passaram de 10,5% em maio para 10,8% em junho.

Segundo o presidente da CNC, José Roberto Tadros, o orçamento das famílias na pandemia de Covid-19 tem sido afetado por questões como inflação mais alta e o valor reduzido do auxílio emergencial.

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Economia
01/07/2021 03:00h

Um dos vetos impede descontos de 60% a 90% para débitos renegociados até 31 de dezembro do ano que vem

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O deputado Júlio Cesar (PSD/PI) disse ao portal Brasil 61.com que já articula com os líderes do Governo no Congresso Nacional e outros parlamentares a derrubada de vetos do presidente Jair Bolsonaro à Medida Provisória 1016/2020. A MP permite a renegociação de dívidas com os fundos constitucionais do Norte (FNO), do Nordeste (FNE) e do Centro-Oeste (FCO).
 
Após a sanção do Executivo, a MP deu origem à Lei 14.166/21. No entanto, Bolsonaro vetou 14 pontos da proposta aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados. Para retomar alguns dos dispositivos aprovados pelos deputados, Júlio Cesar, que foi o relator da proposta na Casa, disse que está negociando com o Planalto para “mostrar a ineficiência dos vetos”.
 
“Estamos conversando com a bancada dessas três regiões [Norte, Nordeste e Centro-Oeste], que representa 21 estados e, também, uma parte de Minas Gerais e do Espírito Santo. Vamos fazer uma videoconferência com todos os presidentes de federação das indústrias do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste para que eles articulem com as suas respectivas bancadas para votar a favor da derrubada do veto”, detalhou. 

Renegociação de dívidas com fundos constitucionais é aprovada na Câmara e MP vai à sanção

Renegociação

Podem renegociar dívidas com os bancos que administram esses fundos (Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e Banco do Brasil) aqueles que contrataram empréstimos há, no mínimo, sete anos e que tenham sido lançados no demonstrativo financeiro das instituições como prejuízo ou estejam lastreados em recursos de devedores duvidosos. 
 
Os critérios e percentuais dos descontos ainda serão definidos em regulamento, mas já se sabe que o prazo de pagamento será de até 120 meses, ou seja, dez anos. 
 
O Executivo vetou dispositivo que garantia ao interessado solicitar a renegociação de financiamentos juntos aos fundos constitucionais sempre que as condições previstas na nova lei fossem alcançadas. Além disso, Bolsonaro disse “não” há um trecho que dava descontos e prazos especiais de pagamento para quem renegociasse dívidas junto às instituições até 31 de dezembro de 2022.
 
Neste caso, os descontos para quitação de dívidas variam entre 60% e 90%. Os percentuais dependiam do porte do beneficiário (de agricultor familiar à grande propriedade rural), do tipo de crédito (se rural ou não rural) e da localização do empreendimento: aqueles que se situam na região do Semiárido teriam rebates maiores.  
 
O Governo argumenta que o trecho “contraria o interesse público” e apresenta "risco potencial de incentivar a inadimplência”, comprometendo o "patrimônio dos fundos constitucionais, uma vez que não foi informado o impacto dos custos dessa medida”.
 
Os vetos impactam algumas das alterações aprovadas na Câmara dos Deputados que permitiam maior alcance da renegociação, em especial de empresas de pequeno porte e produtores rurais. “Todos aqueles débitos que foram contratados há sete anos e que estão em inadimplência por alguma anomalia, principalmente, agora, no período do Covid, estão enquadrados nessa negociação", destaca Júlio Cesar. 
 
“Mais de 98% [dos beneficiários] dessa MP são mini e pequenos produtores, comerciantes, prestadores de serviço ou pequenas indústrias. Então, isso é muito importante para estimular essas pessoas a continuar produzindo e, acima de tudo, neste momento em que muitos pararam, eles vão reativar seus negócios para o bem de cada comunidade em que eles estão e representam”, complementou o parlamentar.

Tramitação

Após ser aprovada pelas Casas Legislativas, uma lei passa pelo presidente da República, que pode sancioná-la ou vetá-la, isto é, expressar sua discordância com toda a matéria ou dispositivos (artigos, por exemplo) daquela lei. Quando o Executivo veta dispositivos, a lei volta para análise pelo Congresso Nacional, o que ocorre em sessão conjunta.
 
Para a retomada do texto original, é necessária maioria absoluta de votos de deputados e senadores, ou seja, 257 votos e 41 votos, respectivamente. 

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Setor foi diretamente afetado pela pandemia. Inscrições vão até 30 de junho

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Após realizar eventos com a participação de instituições de ensino e as principais concessionárias de serviço público, o Procon Estadual do Rio de Janeiro irá promover um novo mutirão virtual de negociação de dívidas, desta vez, com foco nos profissionais do transporte escolar. O mutirão vai ajudar as pessoas físicas e jurídicas que possuem veículos de transporte escolar financiados e que estão com parcelas em atraso.

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Devido à pandemia da Covid-19 e as medidas restritivas impostas em 2020, como a suspensão das aulas presenciais, o setor foi diretamente afetado e teve queda ou perda significativa de receita. Muitos proprietários de veículos de transporte escolar não estão conseguindo arcar com o pagamento do financiamento junto às instituições bancárias e buscaram o auxílio do Procon-RJ.

As inscrições começaram nesta segunda-feira (28) e irão terminar na quarta (30). Aqueles que desejam negociar os débitos poderão preencher o formulário online disponível do site do Procon estadual. As negociações acontecerão virtualmente entre os dias 12 e 13 de julho por intermédio de um servidor da autarquia.

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09/06/2021 16:25h

A garantia foi dada pelo relator do texto na Câmara, o deputado federal Danilo Forte (PSDB/CE), em entrevista ao Brasil61.com

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O Governo Federal não vai vetar nenhum dispositivo da Medida Provisória 1017/2020, aprovada no fim de maio pela Câmara dos Deputados. A informação foi concedida pelo deputado Danilo Forte (PSDB/CE), relator da matéria na Casa, em entrevista ao portal Brasil61.com, nesta quarta-feira (9).
 
A MP prevê a concessão de descontos às empresas que queiram quitar ou renegociar dívidas com os fundos de financiamento do Nordeste (Finor) e da Amazônia (Finam). “Fomos informados ontem (terça-feira) pelo Ministério da Economia, que não haverá vetos ao relatório aprovado da Medida Provisória 1017. Ou seja, o texto será integralmente sancionado pelo presidente, o que viabilizará a possibilidade de renegociação e quitação das dívidas das empresas para com o Finor e o Finam”, garantiu o parlamentar à reportagem.

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Impacto das modificações

De acordo com a redação final da matéria, os empresários que desejam quitar as dívidas com os fundos terão descontos de até 80%. Já para renegociar os débitos, a concessão pode chegar a 75%. O percentual elevado foi aprovado pelos senadores. Isso aumentou os rebates, uma vez que na primeira votação do texto na Câmara, os descontos eram de até 15% para quitação e 10% para renegociação. 
 
Danilo Forte avalia que a medida contribuirá para a recuperação da economia do País, além de garantir emprego e renda para os trabalhadores. 
 
“É uma ação importante para a retomada da economia e que no pós-pandemia poderá ser, inclusive, uma alternativa para recuperação do emprego, já que nós sabemos que, hoje, o grande problema da economia no Nordeste e no Norte brasileiro é a falta de oportunidade para aqueles que perderam seus empregos”, disse. 
 
Com a aprovação da medida provisória, parlamentares esperam não apenas manter empresas em funcionamento e empregos a salvo, mas resolver a alta taxa de inadimplência junto aos fundos, que hoje chega a 99%, expressos em R$ 43 bilhões de dívidas, a maior parte, segundo a Câmara dos Deputados, composta por juros. 
 
É a chance de renegociar débitos quase irrecuperáveis para os cofres públicos. “Abre espaço para recuperação de mais de 1.100 empresas, que poderão voltar a adimplir, a ficar em situação confortável para o seu desenvolvimento”, diz o deputado. 

Arte: Brasil 61
 

Condições

Para quitar integralmente a dívida, o cálculo vai levar em conta a atualização dos valores de todas as debêntures pelo IPCA (índice básico da inflação), excluídos bônus, multas, juros de mora e outros encargos por inadimplemento. Dívidas que estão na Justiça também poderão ser renegociadas ou quitadas, mas, para isso, a empresa deve desistir da ação ou transação homologada judicialmente no valor total questionado. 
 
Quem deseja renegociar os débitos vai pagar a soma de todas as debêntures com a atualização pela inflação, mas tem perdoados os bônus, multas, juros de mora e outros encargos por atraso no pagamento. 
 
A MP prevê, ainda, que as empresas com Certificado de Empreendimento Implantado (CEI) tenham desconto de 75% sobre o valor final da operação. Já os negócios com projeto em implantação regular ou que tiveram repasses suspensos por inadimplência, ou cujos projetos tenham se tornado inviáveis por fatores técnicos, econômicos, financeiros, mercadológicos ou legais, podem ter concessão de 70%. 
 
Para Filipe Denki, presidente da Comissão Especial de Recuperação de Empresas e Falência da OAB/GO, o texto vai reabilitar o mercado de crédito e fortalecer as empresas. “Através dessa medida, as empresas vão poder manter postos de trabalho, a sua atividade empresarial, e todos nós sabemos dos benefícios econômicos que a empresa traz para a região.”
 
Finalizados os descontos, os bancos administradores renegociam o restante, podendo exigir pagamento de 5% na entrada. As empresas poderão começar a pagar o parcelamento em até dois anos após a publicação da lei (MP após a sanção presidencial).
 
Caso o empresário não pague qualquer parcela, o vencimento de toda a dívida será antecipado, o que permite que o banco execute integralmente a dívida com exclusão proporcional dos descontos concedidos. 
 
Vale lembrar que negócios que tiveram os incentivos financeiros cancelados por desviar recursos, fraude, improbidade administrativa ou conduta criminosa, não poderão aderir à quitação ou renegociação. 

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Economia
21/05/2021 16:50h

Maioria da Casa concordou com descontos de até 80% para empresas que desejam quitar seus débitos com os fundos de financiamento e 75% para aquelas que optarem por renegociação

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A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quinta-feira (20), três emendas à Medida Provisória 1017/20, que prevê a concessão de descontos às empresas que queiram quitar ou renegociar dívidas com os fundos de financiamento do Nordeste (Finor) e da Amazônia (Finam).
 
A maioria dos deputados federais optou por manter o aumento de descontos aprovado no Senado. Assim, os empresários que desejam quitar as dívidas terão descontos de até 80%. Já para renegociar os débitos, a concessão pode chegar a 75%. Inicialmente, ainda na primeira votação da MP na Câmara, os descontos nessas duas modalidades foram de 15% e 10%, respectivamente.
 
Relator da proposta na Câmara, o deputado Danilo Forte (PSDB/CE) argumentou que era importante votar a MP antes que ela fosse extinta, o que no Congresso é conhecido como “caducar”.
 
“Dentro da possibilidade de se salvar as empresas e de um momento de crise como este, em que nós falamos e alardeamos que o Brasil tem algo em torno de 14 a 19 milhões de desempregados, quando temos aí de 40 a 60 milhões de pessoas não incluídas no mercado do processo produtivo nacional, você buscar alternativa para as empresas poderem sobreviver é exatamente isso que resgata a Medida Provisória n° 1.017, de 2020”, defendeu. 

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Inadimplência

Com a aprovação da medida provisória, parlamentares esperam não apenas manter empresas em funcionamento e empregos a salvo, mas resolver a alta taxa de inadimplência junto aos fundos, que hoje chega a 99%, expressos em R$ 43 bilhões de dívidas, a maior parte, segundo a Câmara dos Deputados, composta por juros. 
 
Danilo Forte acredita que a insolvência é consequência de crises econômicas que o Brasil enfrentou.  “Quando você chega a uma expressão em que 99% das empresas estavam inadimplentes, não foi o problema das empresas, foi o problema que o País atravessou, foi o problema da economia que destrambelhou, de uma forma tal, que ficou inviável para todos os segmentos. E, aí, nós não vamos poder punir eternamente os empresários e aqueles que são os alavancadores da geração de emprego. Salvar a empresa é garantir oportunidade de emprego”, disse.

Arte: Brasil 61
 
Condições

Para quitar integralmente a dívida, o cálculo vai levar em conta a atualização dos valores de todas as debêntures pelo IPCA (índice básico da inflação), excluídos bônus, multas, juros de mora e outros encargos por inadimplemento. Dívidas que estão na Justiça também poderão ser renegociadas ou quitadas, mas, para isso, a empresa deve desistir da ação ou transação homologada judicialmente no valor total questionado. 
 
Quem deseja renegociar os débitos vai pagar a soma de todas as debêntures com a atualização pela inflação, mas tem perdoados os bônus, multas, juros de mora e outros encargos por atraso no pagamento. 
 
A MP prevê ainda que as empresas com Certificado de Empreendimento Implantado (CEI) tenham desconto de 75% sobre o valor final da operação. Já os negócios com projeto em implantação regular ou que tiveram repasses suspensos por inadimplência, ou cujos projetos tenham se tornado inviáveis por fatores técnicos, econômicos, financeiros, mercadológicos ou legais, podem ter concessão de 70%. 
 
Para Filipe Denki, presidente da Comissão Especial de Recuperação de Empresas e Falência da OAB/GO, o texto vai reabilitar o mercado de crédito e fortalecer as empresas. “Através dessa medida, as empresas vão poder manter postos de trabalho, a sua atividade empresarial, e todos nós sabemos dos benefícios econômicos que a empresa traz para a região.”
 
Finalizados os descontos, os bancos administradores renegociam o restante, podendo exigir pagamento de 5% na entrada. As empresas poderão começar a pagar o parcelamento em até dois anos após a publicação da lei (MP após a sanção presidencial).
 
Caso o empresário não pague qualquer parcela, o vencimento de toda a dívida será antecipado, o que permite que o banco execute integralmente a dívida com exclusão proporcional dos descontos concedidos. 
 
Vale lembrar que negócios que tiveram os incentivos financeiros cancelados por desviar recursos, fraude, improbidade administrativa ou conduta criminosa, não poderão aderir à quitação ou renegociação. 
 
O deputado federal Valtenir Pereira (MDB/MT) expressou, em Plenário, a importância da MP. “É muito importante a renegociação do FINOR, do FINAM para as empresas do Norte e do Nordeste do Brasil, num momento em que atravessamos aí uma pandemia, e precisamos gerar emprego e renda”, disse.

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21/05/2021 04:45h

Débitos podem ser quitados com descontos de até 50%. Acordo é válido para aqueles que possuam processos ainda em julgamento

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Acordos de transação tributária para negociação de dívidas com a Receita Federal que estão em litígio administrativo ou judicial poderão ser realizados. É o que diz o edital lançado pelo governo federal nesta semana. Pela proposta, os contribuintes poderão quitar os débitos e obter descontos que variam de 30% a 50% dos valores devidos. As adesões começam em 1° de junho e vão até o dia 31 de agosto de 2021.

A medida se aplica aos casos aduaneiros ou tributários decorrentes de relevante e disseminada controvérsia jurídica. O acordo é válido para aqueles que possuam processos em julgamento por descumprimento da lei que dispõe da participação dos trabalhadores nos lucros e resultados (Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000).

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Para participar do acordo de transação tributária, os contribuintes têm que desistir das impugnações ou dos recursos administrativos e das ações judiciais. A expectativa do governo é que cerca de 10% a 20% dos contribuintes que possuam disputa, venham a aderir à proposta.

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