VoltarExpressão une música, dança e festa e tem raízes indígenas, africanas e ibéricas
Baixar áudioPatrimônio Cultural do Brasil desde 2014, o Carimbó é uma manifestação típica do Pará que compreende festa, música e dança. O reconhecimento pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), com registro no Livro das Formas de Expressão, valoriza a importância do carimbó para as comunidades que mantêm a tradição e para a cultura brasileira.
Ele combina ritmo, coreografia e modos de vestir em celebrações promovidas ao longo do ano, sobretudo nas comunidades da região nordeste do estado.
As origens da expressão cultural remontam ao século 17, a partir da combinação de influências indígenas, africanas e ibéricas.
O curimbó, tambor utilizado nas rodas, deu origem ao nome. Com o tempo, passou a designar também o conjunto da expressão cultural. Os tambores são o centro da celebração. Marcam o ritmo e convidam as pessoas a dançar. Muitos deles são feitos pelos próprios tocadores.
Dois ou três curimbós, além de instrumentos de sopro como flauta ou saxofone, banjo, maracas e milheiros ajudam a fazer a música do carimbó tradicional.
Em algumas rodas, aparecem ainda o triângulo, reco-reco, tambor de onça e outros instrumentos. Geralmente, as canções falam do lugar, da natureza, do trabalho e da vida de quem participa. Os versos são compostos por mestres e mestras que atuam como pescadores, agricultores, carpinteiros, pedreiros, entre outros ofícios.
Leve e pontuada por giros, a dança do Carimbó é executada por um casal de dançarinos. Eles realizam passos curtos, em movimentos circulares, sem se tocarem.
O modo de dançar, de se vestir e de organizar as festas varia a cada comunidade. A manifestação é realizada em festas entre amigos, encontros de bairro, celebrações religiosas e em festivais.
Em diversas localidades, o carimbó está ligado às festas de São Benedito, santo de grande devoção entre as comunidades negras da Amazônia. As celebrações são promovidas com frequência entre dezembro e janeiro e são momentos de fé, encontro e alegria.
O carimbó também está presente em festivais dedicados a ele, com participação de grupos de diversas regiões. Os eventos contam com as tradicionais apresentações, além trocas de saberes, oficinas e rodas de conversa.
Copiar o textoInscrições seguem até 30 de outubro de 2026
Baixar áudioO Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria de Cidadania e Diversidade Cultural, publicou, nesta sexta-feira (2), o 2º Edital de Seleção para Fomento à Rede de Pontões Cultura Viva. Com investimento inicial de R$ 7,8 milhões, a iniciativa celebrará Termos de Compromisso Cultural com, no mínimo, 13 entidades da sociedade civil.
O objetivo é incentivar projetos de fortalecimento, formação, mobilização e sustentabilidade econômica de iniciativas culturais de base comunitária, além de conectar os Pontões de Cultura a outras ações e políticas públicas, principalmente nos campos da educação, saúde, direitos humanos, igualdade racial, mulheres, desenvolvimento social, meio ambiente, segurança alimentar, trabalho e renda.
Para viabilizar essa integração, o edital mobiliza o Sistema MinC e 21 órgãos públicos federais. Na perspectiva de ampliar os recursos destinados ao certame,
a SCDC já está em articulação com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) e os Ministérios das Mulheres (MM), do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Saúde (MS) e da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O aporte de recursos permitirá a convocação de entidades classificadas na Etapa de Seleção para as vagas do Cadastro de Reserva, o que poderá ocorrer ao longo da validade do edital (dois anos, prorrogável por igual período).
Além da destinação de recursos, os parceiros contribuem com a cooperação técnica, o intercâmbio de informações, a coordenação do processo seletivo junto à SCDC, contribuindo para o acompanhamento e o monitoramento dos projetos.
As parcerias contribuirão também para a implementação de Objetivos do Plano Plurianual (PPA) Participativo e alcance de resultados por meio dos planos, programas e políticas transversais dos parceiros com a da Política Nacional de Cultura Viva (PNCV), das Convenções da UNESCO e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Ao conectar as redes culturais com as redes de direitos e cidadania, a PNCV amplia as condições para o exercício dos direitos culturais e da cidadania cultural nos territórios, fortalecendo os Pontões de Cultura como espaços de participação, convivência, reconhecimento da diversidade e construção compartilhada da vida democrática.
O edital selecionará projetos em dois Eixos.:
O Eixo 1 é Regional/Territorial, que prevê sete categorias para seleção e realização dos projetos nas cinco regiões brasileiras e nos territórios do Arquipélago do Marajó (Pará) e da Bacia do Rio Doce (MG e ES).
Já o Eixo 2 é Nacional / Temático / Identitário e contempla 22 categorias para atuação em âmbito nacional em temas relacionados às ações estruturantes da Cultura Viva:
1. Culturas Tradicionais e Populares
2. Culturas dos Povos Indígenas
3. Culturas dos Povos e Comunidades Tradicionais de Matriz Africana
4. Culturas Urbanas e Periféricas
5. Territórios Rurais e Cultura Alimentar
6. Cultura Digital, Comunicação e Mídia Livre
7. Cultura Infância
8. Cultura e Linguagens Artísticas
9. Livro, Leitura e Literatura
10. Culturas das Águas, Campos e Florestas
11. Cultura, Meio Ambiente e Clima
12. Culturas Quilombolas
13. Cultura e Direito das Mulheres
14. Cultura, Memória e Patrimônio
15. Cultura e Economia Criativa, Solidária e Circular
16. Cultura e Saúde
17. Cultura e Direitos Humanos
18. Cultura, Adolescência e Juventude
19. Cultura e Audiovisual
20. Cultura e Sistema Prisional
21. Cultura, Juventude e Medidas Socioeducativas
22. Cultura e Direitos da População em Situação de Rua
Podem participar, as entidades que comprovem:
As iniciativas selecionadas deverão desenvolver seus projetos ao longo de 12 meses, com a realização de, no mínimo, quatro metas padronizadas. A primeira diz respeito à equipe central do projeto, com a participação de Agentes Jovens Cultura Viva e articulação com um Comitê Gestor composto por Pontos de Cultura da Rede.
As demais metas são: plano de comunicação, divulgação do projeto, e campanha educativa; formação e intercâmbio de conhecimentos; e mobilização da Rede, com o intuito de promover a troca de experiências e integrar Pontos e Pontões de Cultura, no âmbito nacional, regional, estadual e municipal junto a outras organizações interessadas.
As Inscrições serão abertas nesta sexta-feira (2), às 18h, e seguem até 30 de outubro de 2026, no Mapa da Cultura por meio do link:
https://mapa.cultura.gov.br/oportunidade/11685/#info
Antes de se inscrever, é importante verificar, principalmente, o Anexo 5, que é o guia com os regramentos para a elaboração do projeto.
Entidades interessadas no cadastro de reserva devem submeter suas propostas no prazo atual de inscrições para viabilizar a análise e eventual convocação futura, de acordo com a disponibilidade orçamentária e financeira.
Atenção! Não haverá reabertura de prazos ao longo da vigência do edital.
O MinC promoverá duas reuniões virtuais para apresentar o edital e tirar dúvidas dos proponentes. Confira o cronograma:
Datas: 8 e 22 de outubro
Horário: 15h (horário de Brasília)
Onde assistir: Transmissão ao vivo pelo canal oficial do Ministério da Cultura no YouTube.
Sistema MinC
1. Gabinete da Ministra
2. Secretaria Executiva
3. Secretaria de Economia Criativa - SEC;
4. Secretaria de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura - SEFLI;
5. Subsecretaria de Espaços e Equipamentos Culturais - SEEC;
6. Secretaria do Audiovisual - SAV;
7. Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM;
8. Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN;
9. Fundação Cultural Palmares - FCP; e
10. Fundação Nacional de Artes - Funarte.
Órgãos federais:
1. Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República - SECOM/PR;
2. Ministério das Mulheres - MM;
3. Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – MDA;
4. Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária - INCRA/MDA;
5. Ministério da Igualdade Racial - MIR;
6. Ministério da Ciência, tecnologia e Inovação - MCTI;
7. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome - MDS;
8. Ministério dos Povos Indígenas - MPI;
9. Fundação Nacional dos Povos Indígenas - FUNAI/MPI;
10. Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima - MMA;
11. Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio;
12. Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania - MDHC;
13. Ministério do Trabalho e Emprego - MTE;
14. Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte - MEMP;
15. Ministério das Cidades - MCIDADES;
16. Ministério da Educação - MEC;
17. Ministério da Justiça e Segurança Pública - MJSP;
18. Conselho Nacional de Justiça - CNJ/MJSP;
19. Ministério da Pesca e Aquicultura - MPA;
20. Ministério da Saúde - MS; e
21. Ministério do Esporte - ME
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Baixar áudioCom o objetivo de apresentar as demandas do empresariado nacional ao debate presidencial do segundo turno, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) promoveu, nesta terça-feira (13), em São Paulo, mais uma edição do Encontro do Associativismo, com a presença do senador e candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro.
O evento reuniu 40 representantes de federações e associações comerciais de 17 estados para discutir propostas voltadas à melhoria do ambiente de negócios e à retomada econômica.
Na ocasião, Flávio Bolsonaro destacou a importância do associativismo para enfrentar os desafios da economia brasileira. O candidato defendeu a desburocratização, o incentivo aos empreendedores e às micro e pequenas empresas, o aumento da produtividade e a redução da estrutura do Estado.
"O centro do meu governo vai ser o cidadão e a cidadã brasileira. Eu vou investir neles, e eu aposto na economia da produtividade. Vou precisar de todas as federações aqui para investir na qualificação dos brasileiros", disse.
"Vamos fazer tesouraço em impostos, sim! Vamos fazer tesouraço nessa burocracia: no primeiro dia já está pronto o decreto para revogar mais de mil atos normativos desse governo que só criaram burocracia e serviram para achacar os empreendedores deste país", acrescentou o candidato do PL.
Durante o evento, o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou a participação das entidades empresariais e a união das associações comerciais. Ele também citou um programa elaborado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), por meio do Instituto de Economia e da Fundação Internacional para a Liberdade, voltado aos micro e pequenos empreendedores do país. Entre as pautas defendidas estão a implantação do voto distrital, a defesa do Simples Nacional e a responsabilidade fiscal.
"Grande parte da nossa rede está aqui representada, mas junto conosco estão várias entidades empresariais depositando confiança que as mudanças virão. Fizemos um programa, um projeto do Brasil de amanhã. Um programa para que se possa examinar as pautas prioritárias dos empreendedores deste Brasil, dos micro e pequenos empreendedores que nós representamos", afirmou Cotait, que também preside a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e a Associação Comercial de São Paulo.
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Presente no encontro, a porta-voz econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, Daniella Marques, afirmou que "a economia é uma ciência, não é uma ideologia". Ela também criticou a carga tributária e a burocracia e declarou que o país aumentou ou criou mais de 30 impostos para cobrir despesas em Brasília. Segundo a economista, esses fatores prejudicam a atividade produtiva e contribuem para as dificuldades enfrentadas pelas empresas, incluindo os pedidos de recuperação judicial.
"Não há outro caminho que não seja expandir a produtividade, tirar do Estado o cabresto de quem produz riqueza, e o Brasil parar de sustentar Brasília. Ninguém aguenta mais sustentar Brasília, a burocracia, e os impostos que estão sufocando o Brasil", acrescentou.
Para o presidente da Associação Comercial do Pará, Izan Anijar, o setor produtivo tem enfrentado dificuldades nos últimos anos devido à piora do ambiente de negócios. Ele defendeu a participação ativa dos empresários na política para buscar soluções para os problemas do setor.
"O setor produtivo tem sofrido demais com tudo o que está acontecendo nos últimos três, quatro anos. A excessiva carga tributária, a possibilidade da colocação, a partir de janeiro, do split payment. Ou seja, vamos antecipar o imposto. São muitas coisas que têm acontecido nos últimos tempos que têm propiciado esse ambiente muito ruim", afirmou Izan Anijar.
A importância de mobilizar o setor produtivo para apresentar as demandas da agricultura, da indústria e dos serviços aos candidatos foi destacada por Márcio Bragança, presidente da Associação Comercial e Industrial do Amapá e da federação estadual.
"Achei a importância muito grande para o nosso Brasil, até porque para mostrar nossos interesses perante a agricultura, a indústria, serviços, e verificar qual é a proposta dele para nós, que somos da área empresarial", pontuou Márcio Bragança.
Ao defender avanços em pautas como logística, modais de transporte e reforma tributária, Maurício Cabral, presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos (RJ), ressaltou a importância da representação empresarial no debate eleitoral.
"A importância de estarmos representados é mostrar a força do empresariado nessa pauta tão importante, neste momento em que se está pleiteando a presidência deste país", afirmou Maurício Cabral. Ele também destacou a necessidade de investimentos em ferrovias, portos, rodovias e aeroportos para impulsionar o desenvolvimento econômico.
Já o presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, Célio Bernardi, destacou a união do associativismo como instrumento de transformação e a importância da participação política para definir os rumos do país.
"Mostra o fortalecimento da nossa classe empresarial, união do associativismo como ferramenta de transformação. E, um momento como este nos dá a oportunidade de, unidos, mostrar o norte e a direção que nós queremos para o nosso país", afirmou Célio Bernardi, que também apontou a necessidade de priorizar pautas relacionadas à simplificação tributária e trabalhista.
Na avaliação de José Carlos Barbieri, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (PR), o momento exige participação ativa da sociedade nas discussões sobre o futuro do país.
"Nós estamos num momento extremamente importante do Brasil, que é o momento de termos uma ação de cidadão, um momento de cidadania. E nós do associativismo, as nossas associações comerciais, federações e a Confederação, não podemos ficar de fora de um momento como este, porque nós temos que discutir o futuro do Brasil", afirmou Barbieri, que destacou a importância da atuação conjunta das entidades empresariais para impulsionar o desenvolvimento nacional.
As edições anteriores do Encontro do Associativismo receberam Romeu Zema, Augusto Cury e Ronaldo Caiado. A participação de Flávio Bolsonaro dá continuidade à iniciativa, que abre espaço para a apresentação de propostas e a discussão das demandas de empresários e lideranças associativistas. A CACB convidou os dois candidatos que disputam a presidência neste segundo.
O encontro reuniu presidentes de federações estaduais de diversas regiões do país, incluindo Alagoas, Amapá, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. A mobilização contou ainda com lideranças de associações comerciais locais.
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Baixar áudioPrestes a completar 90 anos de história, celebrados em janeiro de 2027, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada Ministério da Cultura (MinC), é responsável pela preservação do Patrimônio Cultural Brasileiro. A entidade atua na proteção e promoção de bens culturais, contribuindo para que permaneçam acessíveis às gerações presentes e futuras.
O Iphan também é responsável pela conservação, salvaguarda e monitoramento dos bens culturais brasileiros reconhecidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A atuação está relacionada às convenções internacionais sobre o patrimônio mundial, de 1972, e sobre o patrimônio cultural imaterial, de 2003.
O Decreto-Lei nº 25, de 30 de novembro de 1937, é o marco legal que organizou a proteção do patrimônio histórico e artístico nacional e fundamentou a criação do Iphan. A autarquia foi instituída em 13 de janeiro do mesmo ano, por meio da Lei nº 378, e tem sua atuação orientada por leis e normas que foram ampliados e atualizadas ao longo de sua história. A Constituição Federal de 1988 é um dos principais referenciais para a política de preservação do patrimônio cultural no país.
Atualmente, o Brasil conta com 1.236 bens tombados, 602 bens ferroviários valorados, mais de 42 mil sítios arqueológicos cadastrados e 67 bens culturais imateriais registrados.
O Conselho Consultivo do Iphan define o que deve ser reconhecido como Patrimônio. Hoje conta com o maior número de representantes da sociedade civil de sua história, incluindo representantes de povos indígenas e quilombolas.
Em 23 de novembro de 2023, o Iphan publicou portaria que regulamenta o tombamento de territórios quilombolas e torna mais ágil e simplificado o processo de reconhecimento desses bens. Atualmente, mais de 30 comunidades quilombolas estão em processo de reconhecimento.
Até 2026, pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Instituto destinará R$ 771 milhões para a execução de 249 ações, entre projetos e obras de preservação do Patrimônio Cultural em todo o Brasil.
Já na área do patrimônio imaterial, o Iphan consolidou a retomada da Política de Salvaguarda dos bens registrados como Patrimônio Cultural do Brasil e retomou o Edital do Programa Nacional do Patrimônio Imaterial (PNPI). Foram R$ 44 milhões investidos entre 2023 e 2026 para fomentar e salvaguardar manifestações, saberes e referências culturais.
O Iphan também é atualmente uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT), fortalecendo a pesquisa, a produção de conhecimento e a inovação.
A estrutura do Iphan está presente nas 27 Unidades da Federação, por meio de Superintendências estaduais. A autarquia conta ainda com 37 Escritórios Técnicos, a maioria instalada em cidades que possuem conjuntos urbanos tombados, conhecidas como Cidades Históricas.
Possui ainda seis Unidades Especiais. Quatro estão no Rio de Janeiro: Centro Lucio Costa, Sítio Roberto Burle Marx, Paço Imperial e Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular. As outras duas ficam em Brasília: Centro Nacional de Arqueologia e Centro de Documentação do Patrimônio.
O artigo 216 da Constituição Federal define como patrimônio cultural brasileiro as formas de expressão e os modos de criar, fazer e viver. Também estão incluídas as criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e espaços destinados às manifestações artístico-culturais.
A definição constitucional abrange ainda conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico.
Os artigos 215 e 216 reconhecem bens culturais de natureza material e imaterial e estabelecem instrumentos para sua preservação, como o registro, o inventário e o tombamento.
Copiar o textoInflação acumula alta de 3,95% em 2026 e de 4,58% nos últimos 12 meses, segundo o IBGE
Baixar áudioO Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, após queda de 0,32% em agosto. A variação representa um avanço de 1,14 ponto percentual em relação ao mês anterior. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação acumula alta de 3,95% no ano e de 4,58% nos últimos 12 meses, acima dos 4,22% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, o índice havia sido de 0,48%.
Todos os nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE apresentaram alta de preços em setembro. O grupo Habitação registrou a maior variação, de 2,31%, e o maior impacto sobre o índice geral, com contribuição de 0,35 ponto percentual. Na sequência, apareceram Transportes, com alta de 0,89%, e Alimentação e bebidas, com avanço de 0,83%. Ambos contribuíram com 0,18 ponto percentual para o resultado do mês.
A energia elétrica residencial subiu 7,98% em setembro de 2026, tornando-se o item com maior impacto individual sobre o IPCA, com contribuição de 0,32 ponto percentual. O aumento ocorreu no contexto do fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto, e da continuidade da bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
Também foram incorporados reajustes nas tarifas de energia elétrica em Belém (6,63%), São Luís (5,42%) e Vitória (6,89%). Em sentido contrário, houve redução nas tarifas em Rio Branco (-5,20%) e Fortaleza (-6,65%), a partir de 26 de agosto. Segundo o IBGE, as quedas estão relacionadas à incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Ainda no grupo Habitação, o gás encanado registrou alta de 0,05%, influenciado pelos reajustes de 10,21% em Curitiba e de 1,80% no Rio de Janeiro, ambos vigentes desde 1º de agosto. Já a taxa de água e esgoto subiu 0,13%, refletindo o reajuste de 6,94% em Vitória, em vigor desde 1º de setembro.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou alta de 0,83% em setembro, após três meses consecutivos de recuo. A alimentação no domicílio subiu 0,96%, pressionada principalmente pelo aumento do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%).
Entre os produtos que ficaram mais baratos, destacaram-se o frango inteiro (-1,96%), o frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).
A alimentação fora do domicílio também apresentou aceleração, passando de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. O item refeição subiu de 0,18% para 0,49% no período. Já o lanche desacelerou, passando de 0,62% para 0,47%.
O grupo Transportes registrou alta de 0,89% em setembro, influenciado pelo aumento de 9,66% nas passagens aéreas e pela elevação de 1,41% nos combustíveis.
Entre os combustíveis, os maiores aumentos foram observados no etanol (3,16%), no óleo diesel (1,69%), na gasolina (1,21%) e no gás veicular (0,10%). O subitem táxi teve variação de 0,20%, considerando o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte, vigente desde 8 de agosto.
Nos demais grupos pesquisados, Vestuário registrou alta de 0,71%; Comunicação, de 0,64%; Artigos de residência, de 0,27%; e Despesas pessoais, de 0,26%. As menores variações foram observadas em Saúde e cuidados pessoais (0,08%) e Educação (0,04%).
Entre as regiões pesquisadas, a cidade de Vitória apresentou a maior variação do IPCA em setembro, com alta de 1,08%. O resultado foi influenciado pelo aumento de 10,85% na energia elétrica residencial e de 43,19% no tomate.
A menor variação foi registrada em Rio Branco (0,53%), onde as quedas nas passagens aéreas (-14,13%) e nos ovos de galinha (-7,40%) contribuíram para conter o índice.
Nas demais regiões, as variações foram de 1,07% em Goiânia, 1,05% em Belo Horizonte, 0,96% em Porto Alegre, 0,89% em Brasília, 0,83% em São Paulo, 0,82% em São Luís, 0,77% no Rio de Janeiro, 0,74% em Salvador, 0,65% em Recife, 0,64% em Campo Grande, 0,63% em Curitiba, 0,62% em Belém, 0,57% em Fortaleza e 0,55% em Aracaju.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimentos monetários de um a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Para o cálculo de setembro de 2026, foram comparados os preços coletados entre 1º e 29 de setembro de 2026 com os preços vigentes entre 31 de julho e 31 de agosto de 2026.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) também registrou alta de 0,82% em setembro de 2026, avanço de 1,14 ponto percentual em relação à queda de 0,32% observada em agosto. O indicador acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% registrados no período imediatamente anterior. Em setembro de 2025, a taxa havia sido de 0,52%.
Os produtos alimentícios passaram de uma queda de 0,34% em agosto para uma alta de 0,80% em setembro. Já os produtos não alimentícios saíram de -0,31% para 0,83% no mesmo período.
Regionalmente, a maior variação do INPC foi registrada em Belo Horizonte (1,09%), influenciada pelas altas da energia elétrica residencial (6,53%) e da gasolina (3,79%). A menor variação ocorreu em Fortaleza (0,59%), onde as quedas do frango inteiro (-6,44%) e da roupa feminina (-2,39%) contribuíram para o resultado.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979 e considera famílias com rendimentos monetários de um a cinco salários mínimos, cujo responsável pelos rendimentos é assalariado. A coleta de preços para o índice de setembro ocorreu entre 1º e 29 de setembro de 2026.
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Baixar áudioO boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em 8 de outubro, apontou Alagoas, Roraima e Sergipe como os três estados do país que reúnem, ao mesmo tempo, incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento na tendência das últimas seis semanas, com dados até a Semana Epidemiológica 39.
Segundo a Fiocruz, o aumento de casos nesses estados é puxado principalmente pela faixa etária de crianças e adolescentes. Em Alagoas e em Sergipe, o crescimento está associado à circulação do metapneumovírus. Já em Roraima, o vírus responsável pela alta ainda não foi identificado com precisão pelos pesquisadores.
Além dos três estados com sinal de crescimento, o boletim também aponta Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina em nível de alerta ou risco para SRAG, mas sem a mesma tendência de alta sustentada ao longo de seis semanas identificada em Alagoas, Roraima e Sergipe.
Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória aparecem com incidência em nível de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento.
No conjunto do país, o número de casos de SRAG está estável ou oscilando há seis semanas, mas com sinal de crescimento de curto prazo nas últimas três semanas. O Rinovírus, o metapneumovírus e o Sars-CoV-2 (causador da covid-19) estão em alta no país, embora os casos graves de covid-19 continuem em patamar baixo. Já influenza B e VSR (vírus sincicial respiratório) seguem em queda, e a influenza A permanece estável em nível baixo.
Olhando por faixa etária, o boletim identifica uma leve retomada de casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto os demais grupos etários seguem estáveis.
Desde o início de 2026, o país já notificou 161.053 casos de SRAG. Desses, 86.534 (53,7%) tiveram resultado positivo para algum vírus respiratório, 58.143 (36,1%) tiveram resultado negativo e cerca de 7.270 (4,5%) ainda aguardavam resultado até a divulgação do boletim.
Entre os casos positivos no acumulado do ano, o VSR responde por 40%, o rinovírus por 32,5%, a influenza A por 16,2%, a influenza B por 5,5% e o Sars-CoV-2 por 3,8%.
Na média das últimas oito semanas, a incidência de SRAG é maior entre crianças menores de 2 anos, principalmente associada a rinovírus, VSR e metapneumovírus. Já a mortalidade é mais alta entre pessoas com 65 anos ou mais, puxada sobretudo por VSR, rinovírus e influenza A, vírus que também respondem pela maior parte das mortes em crianças pequenas.
A Fiocruz reforça a importância de grupos prioritários manterem a vacinação contra a Covid-19 em dia. Gestantes também devem tomar a vacina contra o VSR, disponível para esse público como forma de proteção tanto da mãe quanto do bebê.
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Baixar áudioO El Niño, caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico, deve afetar o Brasil de formas diferentes no período entre 2026/2027. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o fenômeno exige estratégias diferentes para a agropecuária nas cinco regiões do país. Para o Centro-Oeste, a orientação é antecipar medidas para reduzir os efeitos da seca.
Na região, os estados de Mato Grosso e Goiás apresentam o maior risco de seca, enquanto no sul de Mato Grosso do Sul a chuva deve ocorrer com maior intensidade.
Além da seca, Mato Grosso e Goiás, bem como o Distrito Federal, devem enfrentar atraso no início das chuvas e ondas de calor.
As informações fazem parte de uma das cinco notas técnicas lançadas pela Embrapa, com orientações para as diferentes regiões do país e recomendações para a gestão de riscos climáticos associados ao El Niño 2026/2027.
A nota técnica alerta que a região central do Brasil pode passar por um período crítico entre setembro e novembro e entre novembro de 2026 e janeiro de 2027 – sendo este último o período mais seco.
Conforme a empresa, o atraso das primeiras chuvas pode comprometer a condição para a semeadura da safra de verão.
Confira os detalhes de cada período:
Em Mato Grosso e Goiás, os riscos incluem atraso do plantio, déficit hídrico e impactos sobre a cultura em sucessão à soja, como o milho e o algodão safrinha. A Embapa informa que no Distrito Federal as orientações gerais devem ser aliadas às destinadas às culturas produzidas na região. Já o estado de Mato Grosso do Sul apresenta situação distinta das outras UFs. A parte sul-grossense tende a ter chuvas acima da média na primavera, no entanto, isso não exclui a possibilidade de veranicos durante a safra.
A Embrapa orienta que os agropecuaristas não esperem condições adversas para agir. Além do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc), as medidas que podem ser tomadas de uma forma geral incluem aguardar condições adequadas de umidade antes da semeadura e manter o solo coberto. Outras orientações gerais abrangem recorrer à irrigação quando houver segurança hídrica e acompanhar as previsões climáticas de forma contínua.
Em nota, o pesquisador da Embrapa Agropecuária Oeste (MS) e líder da plataforma regional do Centro-Oeste, Rodrigo Garcia, mesmo com previsão de adversidades climáticas, o setor produtivo trabalha com a perspectiva de produtividades elevadas, considerando os investimentos em tecnologia.
Confira as orientações da Embrapa para cada tipo de cultivo na Região Centro-Oeste:
Soja e milho
Algodão
Arroz de terras altas
Feijão
Cana-de-açúcar
Em relação às pastagens e à pecuária, os agropecuaristas devem ajustar a lotação dos animais à capacidade de suporte das pastagens. Os produtores também devem manter reservas de forragem e garantir água e sombra.
Para o Pantanal, a recomendação é acompanhar conjuntamente as chuvas, os níveis dos rios e as condições hidrológicas, além da prevenção contra incêndios.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), disponibilizaram uma página online com informações sobre o El Niño e os impactos do fenômeno climático na agricultura e na pecuária brasileira.
A iniciativa busca apoiar ações de prevenção, preparação e redução de riscos climáticos no campo.
A plataforma reúne dados e orientações que podem ser consultados pelo produtor antes do início do plantio ou da contratação de crédito rural. A proposta é apoiar a tomada de decisões e contribuir para a redução dos riscos relacionados ao clima.
A página especial El Niño Agro está disponível no portal do Ministério da Agricultura, em: www.gov.br/agricultura.
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Baixar áudioFlávio Bolsonaro (PL) inicia a disputa do segundo turno da eleição presidencial de 2026 à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 52,2% dos votos válidos, contra 47,8% do petista. Os números são resultado de uma média de seis pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno, calculada pela Opinião Inteligência Política.
A análise, atualizada em 11 de outubro, indica que a vantagem do candidato também é sustentada por projeções feitas a partir do resultado das urnas e das tendências de transferência de votos dos candidatos eliminados.
O estudo reúne dados oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e levantamentos dos institutos AtlasIntel, Datafolha, PoderData, Vox Brasil, Ipespe e DataTrends, realizados entre 3 e 9 de outubro. A pesquisa também utilizou dados da Quaest, mas para medir a transferência de votos dos candidatos eliminados.
Segundo a análise, a projeção baseada no resultado do primeiro turno coloca Flávio Bolsonaro entre 51,5% e 52,1% dos votos válidos, dependendo da distribuição dos votos dos candidatos que ficaram fora da disputa. O resultado é próximo da média de 52,2% registrada pelas pesquisas mais recentes.
Apesar da convergência, a Opinião ressalta que as duas estimativas utilizam parte das mesmas pesquisas como referência e, portanto, não representam confirmações independentes, nem um piso garantido.
Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, com 56,1 milhões de votos, equivalentes a 47% dos válidos. Lula recebeu 53,9 milhões, ou 45,2%. Os demais candidatos somaram 9,3 milhões de votos, correspondentes a 7,8%.
Considerando apenas os votos recebidos pelos dois finalistas, Flávio já havia conquistado 51%, contra 49% de Lula. A diferença foi de aproximadamente 2,2 milhões de votos.
De acordo com a Opinião, essa vantagem inicial é determinante para compreender o cenário do segundo turno. Mesmo que os eleitores dos candidatos eliminados se dividissem igualmente entre os dois concorrentes, Flávio permaneceria com 51% dos votos válidos.
A avaliação é que a transferência dos votos dos candidatos derrotados pode ampliar ou reduzir a diferença, mas, nas hipóteses examinadas, não seria suficiente para inverter a liderança, desde que os eleitores dos dois finalistas mantenham suas escolhas.
A análise considera diferentes cenários de transferência dos 9,3 milhões de votos recebidos pelos candidatos eliminados.
No levantamento do Datafolha, realizado entre 6 e 8 de outubro, 46% dos eleitores de Ronaldo Caiado, Renan Santos, Romeu Zema e Augusto Cury declararam intenção de votar em Flávio Bolsonaro no segundo turno, enquanto 32% optaram por Lula. Outros 15% afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto.
Aplicada ao resultado do primeiro turno, essa distribuição levaria Flávio a 51,5% dos votos válidos.
Outras hipóteses analisadas pela Opinião também favorecem o candidato. Em um cenário no qual dois terços dos votos transferidos vão para Flávio e um quarto dos eleitores dos eliminados anula o voto, a projeção chega a 51,9%.
Na hipótese baseada em levantamento da Quaest, com 70% dos votos definidos destinados a Flávio e um terço dos eleitores anulando o voto, o candidato do PL alcançaria 52%.
Já a distribuição identificada pela AtlasIntel entre eleitores de Caiado, de 54,9% para Flávio e 26,9% para Lula, produziria uma estimativa de 52,1%, conforme o modelo do estudo.
Das seis pesquisas consideradas na análise, realizadas após o primeiro turno, cinco colocam Flávio Bolsonaro com pelo menos 52% dos votos válidos. A exceção é o levantamento da Vox Brasil, que indica 49,1% para o candidato e vantagem de Lula.
A média calculada pela Opinião considera o tamanho das amostras e a data de realização dos levantamentos, atribuindo pesos diferentes às pesquisas.
Na comparação com as últimas sondagens realizadas antes do primeiro turno, Flávio avançou 2,9 pontos percentuais na AtlasIntel, 2,5 pontos no Datafolha, 3 pontos no PoderData e 3,1 pontos no DataTrends.
Na Vox Brasil, por outro lado, o candidato recuou 2,5 pontos, passando de 51,6% para 49,1%. O Ipespe não apresentou uma rodada anterior comparável.
A principal conclusão estratégica da análise é que a transferência dos votos dos candidatos eliminados, isoladamente, não seria suficiente para garantir uma virada de Lula nos cenários considerados.
Para reverter a vantagem, o presidente precisaria mobilizar eleitores que não participaram do primeiro turno ou conquistar pessoas que votaram em Flávio Bolsonaro.
A Opinião Inteligência Política conclui que os dois caminhos utilizados no estudo — a projeção baseada nas urnas e a média das pesquisas — apontam para uma vantagem numérica de Flávio Bolsonaro no início do segundo turno.
A diferença está na intensidade dessa vantagem e nas condições necessárias para que cada resultado se concretize.
O levantamento ressalta que as projeções de transferência partem de duas premissas: os eleitores de Lula e Flávio manteriam seus votos do primeiro turno e o comparecimento às urnas permaneceria inalterado. Mudanças nessas condições podem modificar o resultado. Por isso, a consultoria classifica os cálculos como estimativas, e não como previsão eleitoral.
Copiar o textoCafé arábica e robusta registram alta, enquanto milho apresenta queda de 2,61%
Baixar áudioO preço do café arábica abre esta quarta-feira (14) em alta de 1,01%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.547,22 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve valorização de 1,03%, sendo comercializado a R$ 971,18.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 1.547,28 | 1,01% | -1,88% | 308,10 |
| 09/10/2026 | 1.531,88 | -0,85% | -2,85% | 307,30 |
| 08/10/2026 | 1.544,99 | -1,38% | -2,02% | 307,58 |
| 07/10/2026 | 1.566,59 | -0,15% | -0,65% | 312,69 |
| 06/10/2026 | 1.568,95 | 0,02% | -0,50% | 315,05 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 971,18 | 1,03% | -1,45% | 193,38 |
| 09/10/2026 | 961,31 | 0,57% | -2,45% | 192,84 |
| 08/10/2026 | 955,89 | -1,46% | -3,00% | 190,30 |
| 07/10/2026 | 970,02 | -0,71% | -1,57% | 193,62 |
| 06/10/2026 | 976,94 | 1,13% | -0,87% | 196,17 |
O preço do açúcar cristal apresenta valorização de 0,50% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 123,78.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 123,78 | 0,50% | 2,20% | 24,65 |
| 09/10/2026 | 123,16 | 0,46% | 1,68% | 24,71 |
| 08/10/2026 | 122,60 | 0,02% | 1,22% | 24,41 |
| 07/10/2026 | 122,58 | 0,00% | 1,21% | 24,47 |
| 06/10/2026 | 122,58 | -0,16% | 1,21% | 24,62 |
Em Santos (SP), houve aumento de 4,15%, e a mercadoria é negociada a R$ 138,51 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 138,51 | 4,15% | 10,26% | 27,65 |
| 09/10/2026 | 132,99 | -0,20% | 5,87% | 26,66 |
| 08/10/2026 | 133,25 | -2,38% | 6,07% | 26,59 |
| 07/10/2026 | 136,50 | 1,10% | 8,66% | 27,34 |
| 06/10/2026 | 135,02 | -0,54% | 7,48% | 27,17 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,59 após desvalorização de 2,61%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 65,59 | -2,61% | -4,49% | 13,06 |
| 09/10/2026 | 67,35 | 0,25% | -1,92% | 13,51 |
| 08/10/2026 | 67,18 | -0,09% | -2,17% | 13,37 |
| 07/10/2026 | 67,24 | 0,01% | -2,08% | 13,42 |
| 06/10/2026 | 67,23 | -0,04% | -2,10% | 13,50 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Copiar o textoBoi gordo registra leve alta, enquanto carcaça suína especial tem valorização de 5,60% em São Paulo
Baixar áudioO preço do boi gordo apresenta leve alta de 0,05% nesta quarta-feira (14). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 378,00.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 378,00 | 0,05% | 3,76% | 75,27 |
| 09/10/2026 | 377,80 | 0,40% | 3,71% | 75,79 |
| 08/10/2026 | 376,30 | 0,05% | 3,29% | 74,92 |
| 07/10/2026 | 376,10 | 0,76% | 3,24% | 75,07 |
| 06/10/2026 | 373,25 | 0,08% | 2,46% | 74,95 |
No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,39 e o do resfriado a R$ 8,41.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 8,39 | 0,12% | 1,08% |
| 09/10/2026 | 8,38 | 0,00% | 0,96% |
| 08/10/2026 | 8,38 | 0,00% | 0,96% |
| 07/10/2026 | 8,38 | 0,72% | 0,96% |
| 06/10/2026 | 8,32 | 0,00% | 0,24% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 8,41 | 0,24% | 1,20% |
| 09/10/2026 | 8,39 | -0,12% | 0,96% |
| 08/10/2026 | 8,40 | 0,00% | 1,08% |
| 07/10/2026 | 8,40 | 0,84% | 1,08% |
| 06/10/2026 | 8,33 | 0,00% | 0,24% |
A carcaça suína especial apresenta valorização de 5,60% nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 9,99.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Rio Grande do Sul, onde o animal é comercializado a R$ 5,75.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | MG - posto | 6,95 | 4,20% | 13,19% |
| 13/10/2026 | PR - a retirar | 5,89 | 1,90% | 9,68% |
| 13/10/2026 | RS - a retirar | 5,75 | 0,35% | 9,11% |
| 13/10/2026 | SC - a retirar | 5,82 | 1,75% | 10,86% |
| 13/10/2026 | SP - posto | 6,63 | 1,22% | 14,71% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | MG - posto | 6,95 | 4,20% | 13,19% |
| 13/10/2026 | PR - a retirar | 5,89 | 1,90% | 9,68% |
| 13/10/2026 | RS - a retirar | 5,75 | 0,35% | 9,11% |
| 13/10/2026 | SC - a retirar | 5,82 | 1,75% | 10,86% |
| 13/10/2026 | SP - posto | 6,63 | 1,22% | 14,71% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores
Copiar o textoA presidente do Conselho de Administração do Instituto Diálogos, a senadora Tereza Cristina, alertou para o risco de haver inconsistência e demora na regulamentação da lei 15.506/2026, que instituiu a política nacional de minerais críticos e estratégicos, na abertura do seminário “Minerais Críticos: da Nova Lei à Transformação Industrial”, em Brasília. “A lei é um avanço e seu processo de regulamentação uma oportunidade para o estabelecimento de um marco legal moderno e flexível”. A senadora avalia que a cadeia da indústria com base nos minerais críticos “identifica na regulamentação a base para integrar a política mineral e a política industrial”, com atenção aos instrumentos favoráveis ao investimento, ao estímulo à pesquisa, desenvolvimento de tecnologia e inserção internacional.
Organizado pelo Instituto Diálogos, o encontro aconteceu dia 8 de outubro e debateu a oportunidade de industrializar os minerais críticos em território brasileiro, colocando frente a frente setor público, empresários e especialistas do setor mineral. Tereza Cristina disse que o evento levará a outros seminários em torno do mesmo tema e, ao final, “pretendemos dispor de uma interpretação madura, nascida de consensos sobre como superar os desafios e construir projetos nacionais consistentes”.
Os painelistas e moderadores debateram os rumos para o Brasil se capacitar a industrializar minerais críticos e abordaram a necessidade de cooperação e acordos comerciais com outros países para desenvolver tecnologias e cadeias industriais, mas em um horizonte de competitividade global para as empresas produtoras. Países e blocos econômicos desenham seus próprios modelos para desenvolver cadeias industriais de minerais críticos e o Brasil precisa estabelecer o seu modelo, disseram. O avanço dos projetos de terras raras, sustentaram os participantes, depende de uma combinação entre segurança jurídica, financiamento, desenvolvimento tecnológico e uma política industrial capaz de criar demanda para os minerais produzidos no país.
Para o diretor-executivo da Associação de Minerais Críticos (AMC), Frederico Bedran, há a necessidade de conciliar o controle estatal sobre projetos considerados estratégicos com previsibilidade para investidores. “O Brasil tem diversos projetos em desenvolvimento e não pode criar um processo de análise que transforme o novo Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República, em um gargalo, já que poderá interferir nos investimentos e negócios da iniciativa privada”. Sobre a regulamentação da política nacional, ele avaliou que “operacionalizar as novas regras não vai ocorrer em menos de um ano ou um ano e meio”, um prazo extenso para ele, e isso gera incertezas dos investidores para a tomada de decisão de fazer aportes no Brasil. Tanto Frederico Bedran quanto Pablo Cesário, diretor de Relações Institucionais e diretor-presidente interino do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), disseram que a regulamentação precisa considerar as particularidades de cada cadeia mineral. Para Pablo Cesário, “não é a mesma coisa falar de cobre, de lítio ou de terras raras. Há negócios diferentes dentro desse conjunto e vamos ter que ter ferramentas específicas para cada um dos minerais”.
A Aclara admite a possibilidade de realizar separação de terras raras no Brasil, mas, também, cobra agilidade para a regulamentação. O vice-presidente-executivo da Aclara Resources, José Augusto Palma, afirmou que a companhia poderá implantar no Brasil uma tecnologia de separação e refino de terras raras, ainda em fase de desenvolvimento. “Essa iniciativa depende da evolução dos projetos de mineração e, posteriormente, da formação de fornecedores, qualificação de mão de obra, desenvolvimento tecnológico e conexão com o mercado consumidor. Desenvolver a tecnologia e os processos para criar uma cadeia de suprimentos e ser competitivo (no mercado global) é um processo que não ocorre da noite para o dia”, afirmou. A Aclara projeta dar início à produção comercial de terras raras em Goiás, a partir de 2028.
Marisa Cesar, diretora de Assuntos Corporativos e Sustentabilidade da PLS Brasil e presidente do Conselho de Administração da AMC, ressaltou que antes de se falar em refinar a produção de minerais críticos no país, é preciso alcançar a produção mineral em escala. Sem uma escala mínima, não há como “justificar ter uma planta de midstream, porque a conta não fecha”. Midstream é a etapa da cadeia que transforma o mineral extraído em materiais processados, refinados ou separados, aptos a abastecer a indústria de produtos finais.
O governo federal foi representado por Anderson Barreto Arruda, diretor do Departamento de Transformação e Tecnologia Mineral e substituto do secretário nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia. Aos empresários que atuam com minerais críticos, Arruda disse que o governo pretende “olhar cada um dos projetos e verificar quais deles são estratégicos não só para os acionistas, mas para o país, e fazer com que esses projetos saiam do papel num prazo o mais rápido possível’. Arruda explicou que o interesse do governo federal é, de alguma forma, ter um olhar estratégico sobre os ativos minerários. “Hoje não há uma inteligência comercial do setor. O governo, o Estado brasileiro, não conhece, não detém informações sobre as transações comerciais (de minerais). Simplesmente, o governo, toma conhecimento das transações comerciais do setor mineral pela imprensa. E muitas vezes a gente perde a oportunidade, inclusive, de induzir um investimento para uma determinada cadeia que a gente gostaria”, disse.
Em resposta a Arruda, Frederico Bedran, da AMC, disse que o Estado brasileiro merece conhecer todas as transações e isso pode ser feito mediante a organização de um cadastro- base dos projetos minerários.
Para Marcos Berton, gerente de Tecnologia e Inovação e pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Eletroquímica, o desafio brasileiro é transformar o conhecimento e os recursos minerais em uma indústria capaz de competir em mercados específicos. Ele elogiou a programação do seminário organizado pelo Instituto Diálogos: “pela primeira vez, estamos falando de transformação industrial, de como saímos da produção mineral e transformamos esse movimento em uma indústria”. Berton destacou iniciativas para desenvolver no Brasil uma cadeia de produção de baterias de íons de lítio, mas defendeu maior coordenação dos esforços. “Falta uma coordenação nacional para conduzir isso, para direcionar. Temos que ter foco”, disse. O Brasil precisa transformar seus recursos em capacidade industrial e tecnológica.
Ao final dos debates, ficou o consenso de que o Brasil tem uma oportunidade estratégica para ampliar sua participação nas cadeias globais de minerais críticos, mas precisa transformar seus recursos em capacidade industrial e tecnológica. Para isso, são necessários investimentos de longo prazo em pesquisa, inovação e infraestrutura, além de maior coordenação entre governo, empresas e centros de pesquisa e de parcerias com países que já dominam tecnologias específicas. A criação de hubs de transformação mineral também foi apontada como uma alternativa para reunir empresas e tecnologia, ampliar a agregação de valor e acelerar o desenvolvimento dessas cadeias no país.
Também participaram do seminário Rafaela Guedes, economista, Senior Fellow do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI); Larissa Wachholz, sócia da consultoria Vallya e Senior Fellow do CEBRI; Caique Souza, consultor da Vallya; Júlio Nery, diretor de Assuntos Minerários e Sustentabilidade do IBRAM; Rodrigo Toledo Cabral Cota, servidor público do Senado Federal especialista no setor mineral; Fernando Camargo, diretor-presidente do Instituto Diálogos e Inácio Muzzi, diretor do Instituto. Na plateia, que lotou o auditório, estavam personalidades e autoridades, como o deputado federal Arnaldo Jardim, que relatou o projeto de lei 2.780/2024 que deu origem à política pública de minerais críticos; o ex-ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, a ex-ministra Izabella Teixeira, entre outros. O seminário teve o patrocínio do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) e da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) por meio do Sistema Senar CNA.
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Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia a quarta-feira (14) em baixa no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão apresenta recuo de 0,22%, com a saca negociada a R$ 147,98. Em Paranaguá, desvalorização de 0,39%, levando a cotação para R$ 154,15.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 147,98 | -0,22% | -4,47% | 29,47 |
| 09/10/2026 | 148,31 | 0,11% | -4,26% | 29,75 |
| 08/10/2026 | 148,14 | 0,32% | -4,37% | 29,49 |
| 07/10/2026 | 147,67 | 0,32% | -4,67% | 29,47 |
| 06/10/2026 | 147,20 | -1,79% | -4,98% | 29,56 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 154,15 | -0,39% | -4,59% | 30,69 |
| 09/10/2026 | 154,75 | -0,10% | -4,22% | 31,04 |
| 08/10/2026 | 154,91 | 0,66% | -4,12% | 30,84 |
| 07/10/2026 | 153,90 | -1,14% | -4,74% | 30,72 |
| 06/10/2026 | 155,67 | -1,53% | -3,65% | 31,26 |
Preço do trigo avança no Rio Grande do Sul e declina no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.561,58. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.472,69.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 1.472,69 | 0,31% | 1,52% | 293,25 |
| 09/10/2026 | 1.468,08 | 0,86% | 1,21% | 294,50 |
| 08/10/2026 | 1.455,60 | 0,07% | 0,34% | 289,79 |
| 07/10/2026 | 1.454,59 | -0,31% | 0,28% | 290,34 |
| 06/10/2026 | 1.459,09 | 0,52% | 0,59% | 292,99 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 13/10/2026 | 1.561,58 | -0,07% | 1,12% | 310,95 |
| 09/10/2026 | 1.562,68 | 0,11% | 1,19% | 313,48 |
| 08/10/2026 | 1.560,92 | 1,46% | 1,07% | 310,76 |
| 07/10/2026 | 1.538,46 | 0,76% | -0,38% | 307,08 |
| 06/10/2026 | 1.526,89 | -1,57% | -1,13% | 306,61 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
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Baixar áudioParlamentares e representantes do setor produtivo lançaram nesta terça-feira (13), em São Paulo, a Rede Parlamentar Mista de Políticas Femininas, com o objetivo de articular o avanço de projetos sobre crédito para empresárias, incentivo ao empreendedorismo feminino e combate à violência patrimonial.
A iniciativa foi apresentada pelo Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC), ligado à Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em conjunto com o Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
O grupo reúne congressistas e lideranças do comércio, da indústria e do agronegócio para acompanhar o trâmite de projetos no Congresso Nacional. Segundo a presidente do CMEC, Ana Cláudia Badra Cotait, a criação da rede é essencial para unir forças de diferentes setores produtivos e parlamentares em torno de um propósito comum, transformando demandas em políticas públicas efetivas.
"A criação dessa rede é extremamente importante para unir forças por um único propósito. Estamos juntando a classe empresarial de serviços, comércio e livre iniciativa com as parlamentares, para que possamos ter mais força no nosso propósito", destacou Ana Cláudia Badra Cotait, ressaltando que o objetivo é destravar projetos em andamento no Congresso.
A agenda prioritária do grupo abrange três projetos de lei em tramitação:
Para a deputada federal eleita Júlia Nunes (PSD-AL), a atuação do grupo é fundamental para garantir espaços de poder e converter pautas como o enfrentamento à violência patrimonial e o apoio ao empreendedorismo em realidade jurídica.
"Nós, mulheres, precisamos ocupar esses espaços de poder para fazer a diferença nas áreas em que sentimos falta", afirmou Júlia Nunes, reforçando a importância de fortalecer a legislação e dar suporte financeiro e institucional às empreendedoras. “Precisamos trazer uma penalidade efetiva e trazer políticas públicas que garantam também o acolhimento das mulheres”, disse.
Paula Belmonte, deputada distrital pelo DF, destacou a relevância do associativismo e da união entre o Legislativo e o setor produtivo para reorientar a lógica das leis voltadas às mulheres.
"É fundamental. Quando cheguei ao mandato como deputada federal, percebíamos que as leis não eram exatamente para valorizar os empreendedores e o setor produtivo; era o contrário, penalizar. Precisamos mudar a estrutura do pensamento para mostrar que o setor produtivo é o que gera tributos e leva a economia para a frente", afirmou Paula Belmonte, ressaltando a importância do acesso ao crédito.
A deputada federal Adriana Ventura (Novo-SP) ressaltou que a ampliação da representação feminina no Congresso precisa resultar em pautas concretas de autonomia financeira.
"Temos uma bancada que aumentou, o que é muito ótimo, e vemos a força da mulher na política, em torno de 20%. Mas é importante que isso realmente se converta em pautas que deem autonomia e independência para as mulheres, porque muitas vezes a bancada feminina se ocupa de assuntos que não têm a ver com independência", destacou Adriana Ventura.
O evento contou com a participação de parlamentares e lideranças públicas, como a senadora eleita Gracinha Caiado (União-GO), as deputadas federais Marussa Boldrin (Republicanos-GO), Rosana Valle (PL-SP), Coronel Fernanda (PL-MT) e Priscila Costa (PL-CE), entre outras.
A senadora eleita Gracinha Caiado destacou a relevância histórica da bancada feminina e a união entre o Legislativo e as pautas de apoio às mulheres.
"Sem dúvida nenhuma, no Congresso Nacional temos uma representação histórica. São 109 mulheres eleitas na Câmara dos Deputados, representando 21% da Casa. No Senado, são 12 eleitas e agora somos 18 na bancada. A mulher, quando põe o pé em alguma coisa, faz diferente, porque coloca o coração e a família", frisou.
Paola Batistella, que é presidente da Faciap Mulher (Paraná), destacou a importância de debater o impacto das taxas de juros e o fomento aos negócios liderados por mulheres.
"É uma honra estarmos aqui representando o Paraná e o CMEC. Trazemos para este evento grandes pautas do empreendedorismo feminino, como a questão dos juros: por que a mulher paga mais juros hoje no Brasil? Há muitas coisas importantes para serem discutidas", enfatizou.
O lançamento da rede ocorre em um momento de expansão da presença feminina na política e na economia. Na Câmara dos Deputados, 109 parlamentares ocupam cadeiras (21,2% do total), enquanto o Senado conta com 12 senadoras, com estimativa de chegar a 18 integrantes em 2027.
No âmbito empresarial, dados do Sebrae apontam que o país registra 10,4 milhões de negócios liderados por mulheres. Em 2025, empreendedoras responderam por 41,7% das novas micro e pequenas empresas abertas no Brasil. A proposta da Rede Parlamentar Mista é manter um canal contínuo entre a classe empresarial e o Congresso para acompanhar e propor pautas ligadas ao setor.
Copiar o textoO euro, por sua vez, encerrou o dia cotado a R$ 5,62
Baixar áudioO dólar comercial registrou valorização de 0,69% nesta terça-feira (13), fechando o dia vendido a R$ 5,02.
De acordo com o Investing.com, a moeda americana abriu a sessão em alta frente ao real, após uma pesquisa eleitoral indicar empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência da República.
Por volta das nove e meia da manhã, a moeda norte-americana registrava alta de 0,60%, cotada a R$ 5,02 para venda. No mercado futuro, o contrato com vencimento em novembro avançava 0,41%, negociado a R$ 5,03.
O levantamento do instituto Nexus, em parceria com o BTG Pactual, apontou Flávio Bolsonaro com 48% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, os candidatos estavam tecnicamente empatados. A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de outubro.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 102,32 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,62.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1990 | 0,1777 | 0,1501 | 31,5013 | 0,1657 | 0,2829 | 0,2850 |
| USD | 5,0263 | 1 | 0,8931 | 0,7545 | 158,33 | 0,8328 | 1,4219 | 1,4323 |
| EUR | 5,6282 | 1,1197 | 1 | 0,8448 | 177,29 | 0,9325 | 1,5921 | 1,6037 |
| GBP | 6,6616 | 1,3253 | 1,1837 | 1 | 209,85 | 1,1037 | 1,8845 | 1,8983 |
| JPY | 0,0317 | 0,0063 | 0,0056 | 0,0048 | 1 | 0,5260 | 0,0090 | 0,0090 |
| CHF | 6,0354 | 1,2008 | 1,0725 | 0,9060 | 190,13 | 1 | 1,7074 | 1,7198 |
| CAD | 3,5349 | 0,7033 | 0,6280 | 0,5306 | 111,35 | 0,5857 | 1 | 1,0072 |
| AUD | 3,5088 | 0,6982 | 0,6236 | 0,5268 | 110,55 | 0,5814 | 0,9928 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoVolume total negociado na B3 foi de R$ 45.251.821.256, em meio a 5.761.022 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa fechou esta terça-feira (13) em queda de 1,07%, aos 206.825,31 pontos. O principal índice da Bolsa brasileira interrompeu a sequência após o recorde histórico de 209.066,90 pontos registrado na sexta-feira (9), em meio à cautela dos investidores com o cenário eleitoral brasileiro e às tensões geopolíticas no exterior.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 45.251.821.256, em meio a 5.761.022 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoOs números sorteados da Lotofácil 3803, de 13/10/2026, foram: 03 - 06 - 07 - 08 - 09 - 11 - 12 - 13 - 15 - 16 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23.
03 - 06 - 07 - 08 - 09 - 11 - 12 - 13 - 15 - 16 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23
Resultado oficial conferido com a Caixa às 22:29. consulte o resultado oficial no site da Caixa
O concurso 3803 da Lotofácil foi realizado nesta terça-feira (13/10/2026), no Espaço da Sorte, em São Paulo, e divulgado pela Caixa Econômica Federal. 2 apostadores acertaram as 15 dezenas e levaram para casa o prêmio de R$ 946.676,32. Os bilhetes premiados foram adquiridos em Igarapé (MG) e Recife (PE).
O próximo sorteio está marcado para quarta-feira (14/10/2026), com prêmio estimado em R$ 2.000.000,00. Aproveite a oportunidade e faça sua aposta para concorrer.
A arrecadação total do concurso foi de R$ 22.238.793,50.
A aposta mínima, de 15 números, custa R$ 3,50 com chance de 1 em 3.268.760 e a máxima custa R$ 46.512 com chance de 1 em 211.
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Quantidade de números jogados |
Valor da aposta |
|---|---|
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15 |
R$ 3,50 |
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16 |
R$ 48,00 |
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17 |
R$ 408,00 |
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18 |
R$ 2.448,00 |
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19 |
R$ 11.628,00 |
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20 |
R$ 46.512,00 |
De segunda-feira a sexta-feira, às 21h, e no domingo, às 11h.
Quer apostar sem complicação? Use a Surpresinha e deixe o sistema escolher os números para você — uma forma prática e rápida de participar dos sorteios.
Prefere insistir nos seus números da sorte? Aposte com a Teimosinha e concorra com a mesma combinação por 3, 6, 12, 18 ou 24 concursos seguidos, aumentando suas chances de ganhar sem precisar refazer a aposta a cada sorteio.
Veja o resultado da Lotofácil 3802.
Redação Brasil 61
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Baixar áudioA Região Sul terá uma quarta-feira (14) de tempo instável, com muitas nuvens e pancadas de chuva em diferentes áreas do Paraná e de Santa Catarina. No Rio Grande do Sul, a previsão indica muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. As temperaturas ficam mais amenas em comparação com outras regiões do país.
No Paraná, há previsão de pancadas de chuva pela manhã, à tarde e à noite, com possibilidade de trovoadas durante a tarde e trovoadas isoladas à noite. Em Curitiba, a temperatura varia entre 16°C e 22°C. A instabilidade também deve ser acompanhada em municípios do interior paranaense, onde os períodos e a intensidade da chuva podem variar.
Em Santa Catarina, a previsão indica possibilidade de chuva isolada pela manhã, pancadas à tarde e chuva com trovoadas isoladas à noite. Florianópolis terá mínima de 17°C e máxima de 23°C. As condições também devem ser acompanhadas nos municípios do interior catarinense, além da faixa litorânea.
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre registra temperaturas entre 15°C e 20°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada pela manhã, à tarde e à noite. O cenário pode variar entre a região metropolitana, o litoral e os municípios do interior gaúcho.
Com o tempo instável, motoristas devem redobrar a atenção em trechos com pista molhada. Quem trabalha ao ar livre também deve acompanhar as atualizações locais, principalmente onde houver previsão de chuva acompanhada de trovoadas.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Centro-Oeste terá uma quarta-feira (14) marcada por muitas nuvens, pancadas de chuva e possibilidade de trovoadas. A instabilidade pode atingir municípios do interior de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. Apesar da chuva, as temperaturas permanecem elevadas em parte da região.
Em Mato Grosso, há possibilidade de chuva isolada pela manhã e à tarde, além de pancadas com trovoadas isoladas à noite. Em Cuiabá, os termômetros variam entre 25°C e 35°C. A previsão deve ser acompanhada também em municípios do interior mato-grossense, onde a chuva pode ocorrer de forma irregular.
Em Mato Grosso do Sul, a previsão indica pancadas de chuva e trovoadas pela manhã, à tarde e à noite. Em Campo Grande, a temperatura varia entre 19°C e 28°C. A instabilidade também pode afetar municípios do interior sul-mato-grossense, com mudanças na intensidade da chuva ao longo do dia.
Em Goiás, há previsão de pancadas de chuva pela manhã e à tarde, com possibilidade de trovoadas isoladas à noite. Goiânia terá mínima de 22°C e máxima de 36°C. Municípios do interior goiano também devem acompanhar a evolução das áreas de instabilidade.
No Distrito Federal, Brasília registra temperaturas entre 21°C e 33°C. A previsão indica possibilidade de chuva isolada pela manhã, pancadas à tarde e trovoadas isoladas à noite. A umidade relativa do ar pode chegar a 25%, exigindo atenção mesmo com a possibilidade de precipitação.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão para esta quarta-feira (14) indica muitas nuvens e pancadas de chuva em áreas da Região Sudeste. A instabilidade pode atingir municípios do interior de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No Espírito Santo, há possibilidade de chuva isolada ao longo do dia.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte terá temperaturas entre 19°C e 33°C, com pancadas de chuva pela manhã e à tarde e possibilidade de trovoadas isoladas à noite. As condições de instabilidade devem ser acompanhadas também nos municípios do interior mineiro, onde a precipitação pode variar de intensidade e horário.
Em São Paulo, a previsão indica pancadas de chuva pela manhã, à tarde e à noite, com possibilidade de trovoadas principalmente nos dois últimos períodos. Na capital paulista, os termômetros variam entre 16°C e 24°C. A instabilidade pode atingir outras áreas do estado, por isso os municípios do interior também devem acompanhar as atualizações meteorológicas.
No Rio de Janeiro, há previsão de pancadas de chuva durante todo o dia e possibilidade de trovoadas à noite. A capital fluminense registra mínima de 20°C e máxima de 31°C. As condições podem se estender a municípios do interior do estado, com variação na intensidade da precipitação.
No Espírito Santo, Vitória terá temperaturas entre 23°C e 33°C. A previsão indica muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada pela manhã, à tarde e à noite. As condições podem variar entre a região metropolitana, o litoral e os municípios do interior capixaba.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Norte terá uma quarta-feira (14) de calor, variação de nebulosidade e possibilidade de pancadas de chuva. A instabilidade pode atingir áreas do Acre, de Rondônia e do Amazonas, enquanto em partes do Pará, de Roraima e do Tocantins as temperaturas permanecem elevadas. As condições podem variar entre os municípios, especialmente nas áreas mais afastadas das capitais.
No Acre, há previsão de pancadas de chuva pela manhã e à tarde, com possibilidade de chuva isolada à noite. Em Rio Branco, a temperatura varia entre 25°C e 38°C. Municípios do interior acreano também devem acompanhar as atualizações sobre a instabilidade, principalmente nas áreas onde houver formação de nuvens carregadas.
Em Rondônia, a previsão indica pancadas de chuva à tarde e possibilidade de precipitação isolada à noite. Em Porto Velho, os termômetros ficam entre 24°C e 32°C. No Amazonas, há possibilidade de chuva isolada pela manhã, à tarde e à noite. Em Manaus, a mínima é de 27°C e a máxima chega a 36°C.
Em Roraima, Boa Vista terá temperaturas entre 27°C e 37°C, com possibilidade de chuva isolada pela manhã e pancadas com trovoadas isoladas à noite. No Pará, Belém registra mínima de 25°C e máxima de 35°C, com possibilidade de chuva isolada à tarde. No Amapá, Macapá terá temperaturas entre 26°C e 34°C, com chance de chuva localizada no período da tarde.
No Tocantins, o dia começa com poucas nuvens, mas a nebulosidade aumenta ao longo do dia. Em Palmas, a mínima prevista é de 26°C e a máxima chega a 36°C. No interior tocantinense, a atenção deve ser voltada às condições de calor e umidade, que podem variar de um município para outro.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão para esta quarta-feira (14) indica calor em grande parte da Região Nordeste, com possibilidade de chuva isolada em pontos do litoral e tempo mais firme em áreas do interior. As temperaturas permanecem elevadas, principalmente no Piauí, e a umidade do ar exige atenção em municípios que passarem longos períodos sem precipitação.
No Maranhão, São Luís terá temperaturas entre 25°C e 32°C, com possibilidade de chuva isolada à tarde. As condições podem variar entre a capital, a faixa litorânea e municípios do interior maranhense. No Piauí, o calor será destaque: Teresina registra mínima de 25°C e máxima de 39°C, com poucas nuvens ao longo do dia. Em áreas do interior piauiense, a combinação de calor e baixa umidade merece atenção.
No Ceará, Fortaleza terá temperaturas entre 25°C e 32°C, com possibilidade de chuva isolada pela manhã. À tarde e à noite, a previsão indica poucas nuvens. No Rio Grande do Norte, Natal varia entre 24°C e 29°C, com chance de chuva isolada pela manhã. Na Paraíba, João Pessoa terá mínima de 24°C e máxima de 31°C, também com possibilidade de chuva pela manhã.
Em Pernambuco, Recife registra temperaturas entre 23°C e 31°C. A previsão indica muitas nuvens pela manhã e à noite, com abertura de sol à tarde. Em Alagoas, Maceió terá mínima de 22°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens pela manhã e tempo mais aberto nos demais períodos. Em Sergipe, Aracaju varia entre 25°C e 30°C, com poucas nuvens ao longo do dia.
Na Bahia, Salvador terá temperaturas entre 23°C e 32°C, com predomínio de poucas nuvens. No interior baiano, o calor também deve ser acompanhado, especialmente nas localidades que registrarem baixa umidade. A previsão pode variar entre o litoral, o agreste e as áreas do semiárido.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioUma melodia começa. O cavaquinho encontra o violão, o pandeiro marca o ritmo e outro instrumento responde com uma variação que talvez não estivesse prevista quando a música começou. Em uma roda de Choro, tocar também é escutar. Os músicos acompanham uns aos outros, improvisam e constroem coletivamente uma interpretação que pode fazer uma mesma composição soar diferente a cada encontro.
É nesse espaço de convivência, criação e aprendizado que uma forma de expressão surgida no século XIX continua atravessando gerações. Presente hoje em diferentes regiões do país, o Choro foi registrado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 29 de fevereiro de 2024, como Patrimônio Cultural do Brasil e inscrito no Livro das Formas de Expressão. O reconhecimento tem abrangência nacional.
Mais do que um gênero ou repertório musical, o bem cultural reconhecido reúne modos próprios de tocar, aprender, criar e compartilhar música. Nas rodas, instrumentistas experientes e iniciantes se encontram, repertórios circulam e conhecimentos passam de uma pessoa para outra.
As raízes do Choro remontam ao Rio de Janeiro do século XIX, em um ambiente urbano marcado pelo encontro de diferentes tradições culturais. Sua formação está relacionada à presença de gêneros musicais europeus, às experiências musicais da diáspora africana e às trocas culturais que ocorreram naquele período.
Ao longo do tempo, a prática se espalhou pelo país. Em cada região, incorporou diferentes modos de execução e repertórios, sem perder características que ajudam a reconhecê-la.
A formação instrumental tradicionalmente chamada de “regional” é uma delas. Violão de sete cordas, cavaquinho, pandeiro, bandolim, flauta e clarinete estão entre os instrumentos frequentemente encontrados nos conjuntos, embora as formações possam variar. Cada um desempenha funções que se encontram na execução, entre melodia, ritmo, linhas de baixo e acompanhamento.
Nesse processo, a improvisação ocupa lugar importante. Ornamentações, variações e novas soluções aparecem durante a execução, em uma construção coletiva que permite diferentes interpretações de uma mesma composição.
A história do Choro também foi construída por mulheres. Entre elas está Chiquinha Gonzaga, compositora, pianista e regente que teve papel relevante na consolidação dessa forma de expressão e na música brasileira.
Se a roda é espaço de música, também é espaço de transmissão de conhecimento. Parte importante do aprendizado do Choro ocorre pela oralidade, pela observação e pela convivência entre músicos e musicistas.
Quem chega observa quem já toca. Escuta, experimenta, conhece novas músicas e amplia o repertório. Partituras também circulam nesses ambientes, inclusive por meio de manuscritos preservados em acervos pessoais. Assim, memória e prática caminham juntas.
Essa característica aparece também nas recomendações de salvaguarda elaboradas durante o processo de Registro. Entre as propostas estão ações relacionadas ao ensino do Choro, à produção de materiais didáticos, à preservação e digitalização de acervos, ao incentivo às rodas em espaços públicos e ao intercâmbio entre núcleos existentes nas diferentes regiões brasileiras. O dossiê também destaca a preservação da memória de mulheres e de músicos e compositores afrodescendentes historicamente pouco visibilizados.
A mais de mil quilômetros do Rio de Janeiro, Brasília construiu uma relação própria com essa história. As primeiras rodas de Choro de que se tem registro na capital remontam à década de 1960, quando músicos se encontravam em residências para tocar. Desse movimento surgiria, anos depois, o Clube do Choro de Brasília.
Em 2008, o Clube do Choro de Brasília foi registrado como Patrimônio Cultural do Distrito Federal, com inscrição no Livro de Registro das Formas de Expressão. O decreto distrital que concedeu o reconhecimento destacou a contribuição da instituição para a formação da identidade cultural de Brasília e para a promoção do Choro.
A relação da instituição com o reconhecimento nacional da manifestação também é direta. O Clube do Choro de Brasília esteve entre os proponentes do pedido de Registro do Choro como Patrimônio Cultural do Brasil, ao lado da Casa do Choro, do Rio de Janeiro, e do Clube do Choro de Santos, além da participação de comunidades de chorões e choronas de diferentes partes do país.
O pedido apresentado pelo Clube de Brasília deu início a um processo que envolveu pesquisa, documentação, mobilização das comunidades e análise técnica até chegar à decisão do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, em 2024.
O Registro reconhece justamente o caráter vivo dessa forma de expressão. O Choro permanece presente em rodas informais, encontros, festas, escolas e apresentações públicas, mantido por músicos, aprendizes e apreciadores em diferentes partes do Brasil.
Preservá-lo, nesse sentido, não significa manter uma música parada no tempo. As próprias características do Choro mostram o contrário: improvisar, variar, responder ao outro e construir coletivamente fazem parte de sua prática.
Mais de um século depois de suas primeiras manifestações, uma roda ainda pode começar do mesmo gesto simples: músicos se encontram, os instrumentos entram aos poucos e alguém puxa a melodia. Quem conhece acompanha. Quem está aprendendo observa. E, entre uma música e outra, o Choro continua circulando, mudando e sendo transmitido.
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Baixar áudioEm agenda voltada a ampliação do acesso à cultura no Ceará, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou de cerimônia de entrega de unidade do MovCEU à cidade de Fortaleza, na Vila das Artes, na região central da capital cearense.
O MovCEU deverá percorrer os bairros das 12 regiões administrativas de Fortaleza, promovendo ações e experiências culturais. Os veículos integram o Programa Territórios da Cultura e funcionam como centros culturais móveis, com biblioteca e ações de incentivo à leitura, cinema ao ar livre, oficinas culturais e formativas, inclusão digital, produção audiovisual, formação artística e programação itinerante.
O equipamento itinerante foi concebido para alcançar territórios afastados dos centros urbanos, como periferias, áreas rurais, comunidades tradicionais, territórios indígenas e quilombolas e sítios históricos. Atualmente, 40 MOvCEUs estão em circulação pelo país.
Durante a solenidade foi realizado o lançamento das duas rotas do Programa MovCEUs no Ceará, que contemplarão o Sertão de Canindé, Sertão Central, Maciço de Baturité, Sertão de Crateús e Sertão de Sobral.
O evento integra as celebrações dos 20 anos da Vila das Artes, espaço público cultural no centro de Fortaleza. Na ocasião a ministra da Cultura visitou a Escola de Formação Artística, incluindo o Laboratório de Dança.
A programação contou com apresentações de artistas locais utilizando a unidade móvel e promovendo atividades com alunos da escola. A população também pôde conhecer o veículo.
Além da ministra Margareth Menezes, a cerimônia contou também com a presença da subsecretária de Espaços e Equipamentos Culturais, Cecília Sá; do secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura, Fabiano Piúba; ambos do Ministério da Cultura (MinC), da secretária municipal de Cultura, Helena Barbosa; e da secretária de Cultura do Ceará, Gecíola Fonseca, e gestores culturais.
No Ceará, seis unidades do MovCEU representam investimento federal de R$ 3,48 milhões. O estado também conta com 15 CEUs das Artes e outros 15 CEUs da Cultura em fase de implementação.
Os novos CEUs já possuem Autorização de Início de Obra, com investimentos de R$ 37,40 milhões. Ao todo, os investimentos federais em infraestrutura cultural no Ceará ultrapassam R$ 47,95 milhões, distribuídos por 26 municípios.
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Baixar áudioMinistério da Cultura (MinC) e o Ministério da Educação (MEC) apresentaram o edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes. A solenidade ocorreu durante Reunião do Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em Brasília. A programação contou também com o anúncio do Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES).
O lançamento do edital e anúncio do observatório foram conduzidos pela Presidenta da Associação, a Reitora Ana Beatriz de Oliveira (Universidade Federal de São Carlos), a Diretora de Desenvolvimento Acadêmico do MEC, Lucia Pellanda , a Coordenadora-Geral de Extensão do MEC, Sandra Antunes, o Secretário de Formação Artística e Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, a Secretária de Cidadania e Diversidade Cultural (SCDC) do MinC, Márcia Rollemberg, além das participações do Diretor de Educação e Formação Artística da Sefli, Rafael Maximiniano, e do Pró-Reitor de Cultura da Universidade Federal do Ceará (UFC), Sandro Gouveia.
O edital é uma chamada Pública para seleção de projetos de Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) destinados à implementação do Programa Ciclos de Saberes e Conhecimentos Tradicionais e Populares com Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes. A iniciativa busca aproximar universidades, escolas públicas e comunidades detentoras de saberes tradicionais, promovendo a circulação, valorização e transmissão de saberes e reconhecendo Mestras e Mestres como sujeitos de conhecimento e agentes de formação. O edital de Ciclos de Saberes de Mestras e Mestres das Culturas Tradicionais e Populares e das Artes conta com a coordenação, no MinC, da Sefli em articulação com a SCDC, e no MEC, com a Secretaria de Educação Superior (Sesu).
O Edital Ciclos de Saberes integra política cultural, educação superior, educação básica e extensão universitária, criando um circuito de formação entre universidade, território e escola. Ao reconhecer Mestras e Mestres como detentores e transmissores de conhecimentos e combinar remuneração, reconhecimento do notório saber, inserção curricular e transmissão intergeracional, a iniciativa apresenta potencial para fortalecer a diversidade cultural brasileira e promover uma relação mais horizontal entre conhecimento acadêmico e saberes tradicionais.
A chamada tem como objetivos promover, difundir e valorizar os saberes e fazeres das culturas populares brasileiras, articulando-os ao ensino, à pesquisa e à extensão nas IFES; promover sua transmissão nos territórios e nas escolas públicas; fortalecer o diálogo entre universidades, comunidades e instituições de educação básica; e ampliar o reconhecimento das Mestras e Mestres como detentores de conhecimentos e agentes de formação.
O Observatório de Políticas e Gestão de Cultura nas Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) resulta de parceria da Sefli e da Sesu/MEC com o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). O objetivo é produzir indicadores, dados e evidências para qualificar as políticas culturais nas universidades e demais instituições públicas de ensino superior brasileiras.
Entre as metas estão a produção de pesquisas sobre políticas e planos de cultura e o mapeamento de grupos artísticos, espaços e equipamentos culturais e de cursos de formação em arte e cultura nessas instituições.
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Baixar áudioChuvas intensas e temporais afetaram 2,2 milhões de pessoas na Região Sul do Brasil entre julho e setembro de 2026. No mesmo período, 419 municípios decretaram situação de anormalidade. Os prejuízos chegaram a R$ 1,8 bilhão. As informações foram divulgadas pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
Os dados constam da segunda edição do Boletim El Niño 2026/2027, referente ao período de 1º de julho a 30 de setembro. O levantamento registra ocorrências de deslizamentos, alagamentos, inundações, vendavais e granizo, além de um tornado na região.
No Paraná, o documento aponta impactos em áreas do norte e do noroeste do estado. O Vale do Ribeira também registra ocorrências. Em Santa Catarina, houve danos no Planalto Norte e o Meio-Oeste. Já no Rio Grande do Sul, o boletim menciona registros em diferentes áreas do território estadual, sem especificar os municípios.
O Sul apresentou o terceiro maior volume de prejuízos entre as regiões brasileiras, atrás do Nordeste, com R$ 5,7 bilhões, e do Sudeste, com R$ 4 bilhões.
Considerando os valores arredondados divulgados pela CNM, o R$ 1,8 bilhão estimado para o Sul representa aproximadamente 14% do total nacional, de R$ 12,6 bilhões.
As 2,2 milhões de pessoas afetadas na região correspondem a cerca de 32% do total de 6,9 milhões registrado em todo o país. Esse indicador não deve ser confundido com o número de pessoas que precisaram deixar suas casas, estimado em 87,7 mil no balanço nacional.
O resumo regional não detalha a distribuição dos prejuízos entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, nem informa quantas moradias foram atingidas exclusivamente na Região Sul.
Para melhorar a preparação diante de novos desastres, a CNM recomenda revisar os planos municipais de contingência, organizar abrigos e definir rotas de evacuação.
A Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026, também orienta os gestores a mapear áreas de risco e aprimorar a comunicação com a população.
Copiar o textoPrejuízos passam de R$ 12,6 bilhões, segundo levantamento da CNM
Baixar áudioCerca de 6,9 milhões de pessoas foram afetadas por desastres em 1.035 municípios brasileiros entre julho e setembro de 2026. No período, 25 pessoas morreram e 87,7 mil tiveram que deixar suas casas. Os prejuízos estimados ultrapassam R$ 12,6 bilhões. Os dados constam em levantamento divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O balanço faz parte do Boletim El Niño 2026/2027. O levantamento reúne informações sobre decretos de situação de emergência e de estado de calamidade pública. Entre as fontes de referência está o Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD).
O Nordeste registrou o maior volume de prejuízos entre as regiões, com R$ 5,7 bilhões. Em seguida, aparecem o Sudeste, com cerca de R$ 4 bilhões; o Sul, com R$ 1,8 bilhão; o Norte, com R$ 822,7 milhões; e o Centro-Oeste, com R$ 281,9 milhões.
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Em relação ao tipo de perda, a CNM contabiliza R$ 8,8 bilhões em prejuízos privados, R$ 3,6 bilhões em prejuízos públicos e R$ 283,4 milhões em perdas relacionadas a unidades habitacionais. Ao todo, foram registradas 47.888 moradias danificadas e 808 destruídas.
Quanto aos serviços públicos, o abastecimento de água potável concentra perdas de R$ 1,8 bilhão. Já os prejuízos relacionados à assistência médica, à saúde pública e ao atendimento de emergências somam R$ 562,8 milhões. As obras de infraestrutura pública, por sua vez, registram perdas de R$ 557,8 milhões.
O boletim relata ocorrências de seca e estiagem, incêndios florestais, vendavais, granizo, inundações e deslizamentos em diferentes regiões do país. Os números correspondem ao balanço divulgado pela entidade para o trimestre, mas o documento não apresenta uma contagem nacional de ocorrências individuais.
A CNM recomenda que as prefeituras atualizem os planos de contingência, mapeiem áreas de risco e organizem abrigos, rotas de evacuação e canais de comunicação com a população. As orientações constam da Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026.
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Baixar áudioDos 412 municípios da Região Sul que participaram de levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), 309 informaram não possuir Plano Municipal de Políticas sobre Drogas. O número representa 75% dos municípios sulistas consultados. Outros 32 disseram ter plano vigente e atualizado, enquanto 5 possuem documento vigente, mas desatualizado. Já 7 cidades têm planos que não estão mais em vigor. Em 32 municípios, o plano está em elaboração.
O levantamento faz parte do estudo técnico “Entre responsabilidades e escassez de recursos: a implementação da política sobre drogas nos Municípios brasileiros”.
A pesquisa foi realizada por meio de entrevistas telefônicas com gestores municipais entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026. Ao todo, foram obtidas 1.567 respostas em todo o país. Na Região Sul, participaram 412 municípios.
A pesquisa mostra, ainda, uma baixa presença de estruturas específicas para a política sobre drogas nas localidades consultadas. Entre os 412 municípios sulistas respondentes do estudo, 333 declararam não possuir Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas (Comad) – o equivalente a 81% dos participantes. Apenas 35 informaram ter o conselho ativo e outros 35 disseram que o órgão está inativo.
Por estado, o Rio Grande do Sul apresentou o maior número absoluto de municípios sem conselho, com 148 dos 174 participantes. No Paraná, foram 111 dos 137 consultados, enquanto Santa Catarina registrou 74 dos 101 municípios participantes que disseram não dispor do órgão.
A ausência de fundo específico também é predominante no Sul do país. Segundo a pesquisa, 364 dos 412 municípios da Região Sul não possuem Fundo Municipal de Políticas sobre Drogas. O número corresponde a 88% dos respondentes. Apenas 13 informaram ter um fundo ativo e 7 disseram possuir o mecanismo, mas sem atividade.
Entre as fontes de financiamento utilizadas pelos municípios para ações relacionadas à política sobre drogas, os recursos próprios aparecem como principal alternativa. Dos 412 participantes, 311 citaram recursos municipais, o equivalente a 75%. Transferências estaduais foram mencionadas por 70 municípios, enquanto 43 citaram emendas parlamentares.
O Fundo Nacional Antidrogas (Funad) foi apontado por 11 municípios, ou 3% dos participantes. Como a questão permitia múltiplas respostas, um mesmo município poderia indicar mais de uma fonte de financiamento.
Apesar das lacunas na estrutura institucional, os municípios relatam desenvolver ações relacionadas à política sobre drogas na Região Sul. Confira quantos municípios mencionaram as respectivas ações:
A pesquisa aponta ainda que 333 dos 412 municípios consultados no Sul, o equivalente a 81%, afirmaram enfrentar problemas relacionados à circulação de drogas. O estado com o maior número de municípios que afirmaram enfrentar a problemática é o Rio Grande do Sul, com 137.
Já 30 municípios disseram não enfrentar esse tipo de problema, com o menor número registrado no Paraná, sendo apenas 3. Outros 49 não responderam.
Considerando o estudo completo, com todas as regiões brasileiras, 88,1% dos municípios – o equivalente a 4.906 entes na amostra extrapolada – disseram não ter um fundo específico. Em contrapartida, apenas 2,5% dos municípios têm um fundo ativo, sendo o equivalente a 139 entes da amostra.
Além disso, apenas 10,9% do total de municípios consultados dispõem de Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas ativo e apenas cerca de 11% dispõem de Plano Municipal vigente na área. Outros 72,2% dos entes pesquisados afirmam não dispor de Plano Municipal de Políticas sobre Drogas em nenhuma de suas formas – seja vigente, desatualizado ou em elaboração.
Conforme a CNM, embora os municípios demonstrem estar exercendo autonomia em relação ao tema, com protagonismo na implementação das ações, as ações autônomas têm sido acompanhadas de grande responsabilização financeira local, “pela omissão da União no financiamento das ações”, afirma a entidade em um trecho do levantamento.
No estudo, a Confederação destacou que os resultados reforçam a necessidade de fortalecer a cooperação entre os diferentes níveis de governo e ampliar o apoio técnico e financeiro aos municípios para a implementação da política sobre drogas.
O estudo completo pode ser acessado em cnm.org.br.
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Baixar áudioO Nordeste registrou 319 municípios com decretos de situação de emergência e cerca de 1,4 milhão de pessoas afetadas pela seca e pela estiagem entre julho e setembro de 2026. No período, os prejuízos provocados por desastres na região foram estimados em R$ 5,7 bilhões. Os dados são da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
As informações fazem parte da segunda edição do Boletim El Niño 2026/2027, que abrange o período de 1º de julho a 30 de setembro. Segundo a CNM, os decretos de emergência foram registrados em municípios dos nove estados nordestinos.
A agricultura concentrou a maior parte das perdas regionais, com R$ 3,4 bilhões em prejuízos.
Entre as cinco regiões brasileiras, o Nordeste apresentou o maior volume de prejuízos. Os R$ 5,7 bilhões estimados representam cerca de 45% dos R$ 12,6 bilhões registrados em todo o país. O Sudeste aparece em seguida, com R$ 4 bilhões, enquanto o Sul contabilizou R$ 1,8 bilhão.
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A CNM relaciona o cenário regional à intensificação da seca e da estiagem no contexto do El Niño. O resumo do levantamento, porém, não detalha quais são os 319 municípios em situação de emergência, como as perdas se distribuem entre os estados nem quantos produtores rurais foram afetados.
Em todo o Brasil, os desastres registrados no trimestre afetaram 6,9 milhões de pessoas em 1.035 municípios. O balanço também contabiliza 25 mortes e 87,7 mil pessoas que tiveram de deixar suas casas. Esses números abrangem diferentes tipos de ocorrência e, portanto, não correspondem exclusivamente aos efeitos da seca e da estiagem no Nordeste.
Para preparar os municípios para possíveis impactos do El Niño, a CNM recomenda revisar os planos de contingência, mapear áreas de risco e organizar a comunicação com a população. As orientações constam da Nota Técnica nº 12, publicada em maio de 2026, sobre os possíveis efeitos do fenômeno nos anos de 2026 e 2027.
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Baixar áudioAcre, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Tocantins ainda não instauraram as instâncias de governança regional do saneamento básico, segundo o Tabuleiro do Saneamento Básico 2026, publicado em setembro pelo Instituto Água e Saneamento (IAS). Somados, os sete estados reúnem cerca de 20,3 milhões de domicílios, o equivalente a 25,6% dos 79,3 milhões de domicílios do país, conforme a PNAD Contínua 2025, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Minas Gerais concentra o maior contingente (8,1 milhões), seguido por Rio Grande do Sul (4,5 milhões), Santa Catarina (3,1 milhões), Maranhão (2,3 milhões), Mato Grosso (1,4 milhão), Tocantins (572 mil) e Acre (290 mil).
O prazo para sanar a situação é 31 de dezembro de 2027, conforme o Decreto nº 12.805/2025, que prorrogou a data estabelecida anteriormente pelo Decreto nº 11.599/2023. Passado esse limite, estados e municípios que não tiverem instaurado as governanças regionais não poderão acessar recursos federais destinados ao saneamento. O levantamento também aponta que estão parcialmente nessa condição os municípios que não aderiram às respectivas unidades regionais em São Paulo, Alagoas e Minas Gerais, além dos municípios do Rio de Janeiro que ficaram fora do projeto de concessão.
As instâncias de governança regional são responsáveis por organizar aspectos centrais da política de saneamento, como planejamento, regulação, fiscalização, controle social e definição das formas de prestação dos serviços. Segundo o documento, para deliberar sobre a prestação regionalizada ou sobre uma nova concessão, é necessário antes constituir as estruturas de governança entre os entes federados, fazer o planejamento e delegar a regulação. Entre as atribuições dessas instâncias estão elaborar o plano regional de saneamento, definir a agência reguladora e os arranjos de prestação e garantir o controle social. Cabe ao estado elaborar e aprovar a lei de regionalização, regulamentar a estrutura da governança e mantê-la em funcionamento.
Entre os sete estados, o quadro varia. Acre e Maranhão aprovaram leis de microrregião, mas não as regulamentaram. Santa Catarina, que adota um modelo de 11 regiões metropolitanas, tem projetos de lei em tramitação na Assembleia Legislativa para alterar o arranjo, e apenas a região metropolitana de Florianópolis possui instância de governança metropolitana. Rio Grande do Sul, Tocantins e Mato Grosso aprovaram leis de unidades regionais, mas não criaram governanças; em Mato Grosso e Tocantins, o processo de adesão dos municípios não estava concluído em agosto de 2026. Em Minas Gerais, a lei foi aprovada em dezembro de 2025 e divide o estado em três unidades regionais, sendo a primeira o conjunto de municípios atendidos pela Copasa, privatizada em junho de 2026; a adesão municipal começou em abril de 2026 e está em curso.
Os outros 17 estados já instalaram suas governanças regionais: Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e São Paulo. No conjunto, 24 estados aprovaram leis de regionalização, que resultaram na criação de 79 regiões de saneamento: 61 microrregiões, em 18 estados, e 18 unidades regionais, em seis estados. Nove estados adotaram uma única microrregião englobando todos os municípios.
Três unidades da federação ficam fora desse quadro. Amapá e Rio de Janeiro optaram por concessões, tratadas no levantamento como exceção ao Marco Legal, enquanto no Distrito Federal a regionalização não se aplica.
Os prazos e as exigências decorrem da Lei nº 14.026/2020, sancionada em 15 de julho de 2020, que atualizou, sem revogar, a Lei nº 11.445/2007, conhecida como Marco Legal do Saneamento. O texto estabelece metas de atendimento de 99% da população com água potável e de 90% com coleta e tratamento de esgoto até 31 de dezembro de 2033, com possibilidade de ampliação até 2040. A revisão também criou o Comitê Interministerial de Saneamento Básico (CISB), articulado pelo Ministério das Cidades, e atribuiu à Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) a edição de normas de referência para a regulação, cuja adoção passou a ser condição para o financiamento federal.
Um dos eixos centrais da revisão é a prestação regionalizada, que incorporou o conceito de titularidade compartilhada entre estado e municípios. A lei prevê as microrregiões e regiões metropolitanas, instituídas por lei complementar estadual e de adesão compulsória dos municípios, e as unidades regionais, criadas por lei ordinária e de adesão voluntária. Caso o estado não defina sua regionalização, a União pode criar blocos de referência. A legislação também proíbe novos contratos de programa entre companhias estaduais e municípios e abre o mercado de prestação dos serviços ao setor privado.
Segundo o Tabuleiro, desde 2020, 15 estados concluíram projetos de concessão, privatização ou parcerias público-privadas, que envolvem 2.445 municípios e 30 contratos. Contando os projetos previstos, empresas privadas deverão atuar em 3.242 municípios, em 19 estados. Atualmente, a iniciativa privada atende à metade da população que tem serviços públicos de água e esgoto.
O levantamento destaca ainda que, seis anos após a revisão do Marco Legal, o setor segue em fase de consolidação. O Tabuleiro, que ganhou em 2026 uma versão online e interativa com os dados de todos os estados, é monitorado pelo IAS desde a aprovação da lei e organiza as informações em quatro eixos: acesso, regionalização, participação privada e perfil da prestação.
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Baixar áudioO custo para manter a moradia tem levado famílias brasileiras a cortar outras despesas para conseguir pagar aluguel ou financiamento. Uma pesquisa da Habitat para a Humanidade Brasil, realizada com 1.400 brasileiros entre abril e junho de 2026, mostra que 74% dos entrevistados reduziram pelo menos um gasto no último ano para arcar com os custos de habitação.
A dificuldade em arcar com os custos do aluguel levou quase metade dos respondentes a reduzir despesas com alimentação. Esse tipo de corte de gastos foi apontado por 48% dos entrevistados.
O levantamento também aponta que 34% precisaram cortar gastos considerados essenciais, como alimentação, medicamentos e vestuário. Além disso, 56% disseram temer que algum imprevisto comprometa a capacidade de continuar vivendo onde estão.
O cenário acende um alerta para o risco de inadimplência. Segundo o especialista em Direito Imobiliário Stefano Ribeiro Ferri, um dos principais sinais de que a família precisa buscar ajuda é quando a moradia passa a consumir uma parcela elevada da renda.
“O ponto central é fazer um diagnóstico das dívidas e da renda antes de assumir novos compromissos. A moradia é uma despesa essencial, mas justamente por isso o planejamento precisa acontecer antes de a família chegar ao ponto de escolher entre pagar o aluguel ou colocar comida na mesa”, destaca Ferri.
Outro sinal que requer atenção dos moradores é quando o pagamento do aluguel depende, de forma constante, de cartão de crédito, empréstimos ou do corte de despesas essenciais.
O especialista indica que o morador procure alternativas para pagamento do aluguel ou financiamento antes mesmo do primeiro atraso.
Veja o que pode ser feito preventivamente em caso do aluguel:
A principal indicação é de que o consumidor não tente apenas adiar o problema por meio de novas dívidas.
A inadimplência pode trazer consequências diferentes conforme o tipo de contrato. No aluguel, a falta de pagamento pode resultar em cobrança dos valores devidos e ação de despejo. Não existe uma regra geral que garanta ao inquilino um período fixo de tolerância antes que o proprietário possa tomar providências.
Já nos financiamentos imobiliários submetidos à alienação fiduciária, o imóvel pode chegar à consolidação da propriedade em nome do credor após o cumprimento do procedimento previsto em lei.
O especialista alerta que deixar de pagar e esperar que a situação se resolva com o tempo pode aumentar os riscos para o consumidor. Segundo ele, quanto mais cedo o consumidor busca informação e tenta negociar, maiores podem ser as chances de resolver a situação habitacional sem gravidade.
“O ideal é não esperar o primeiro atraso para procurar uma solução. A renegociação antecipada costuma oferecer mais alternativas do que uma negociação feita depois que a dívida já se acumulou”, ressalta Ferri.
Outro caminho que pode ser avaliado em determinadas situações é a revisão judicial de cláusulas ou cobranças que sejam efetivamente abusivas ou ilegais. No entanto, a simples redução da capacidade financeira da família não significa, por si só, que o contrato poderá ser alterado pela Justiça. É necessário analisar as condições específicas da contratação.
Stefano Ribeiro Ferri aponta que a revisão judicial não deve ser tratada como solução automática para qualquer dificuldade financeira.
Ele destaca, ainda, que as famílias que enfrentam dificuldades com a moradia também podem avaliar mecanismos previstos nas regras de prevenção e tratamento do superendividamento, principalmente quando o problema do aluguel ou financiamento faz parte de um conjunto maior de dívidas.
A recomendação é fazer um diagnóstico da renda e de todas as dívidas antes de assumir novos compromissos, além de analisar o contrato antes de aceitar uma renegociação. Também é importante não ignorar notificações ou comunicações feitas pelo proprietário ou pela instituição financeira.
Dicas do especialista para evitar que a inadimplência imobiliária se agrave:
Copiar o textoO preço do café arábica abre esta terça-feira (13) com baixa de 0,85%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.531,88 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve uma alta de 0,57%, sendo comercializado a R$ 961,31.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 1.531,88 | -0,85% | -2,85% | 307,30 |
| 08/10/2026 | 1.544,99 | -1,38% | -2,02% | 307,58 |
| 07/10/2026 | 1.566,59 | -0,15% | -0,65% | 312,69 |
| 06/10/2026 | 1.568,95 | 0,02% | -0,50% | 315,05 |
| 05/10/2026 | 1.568,56 | -0,22% | -0,53% | 314,59 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 961,31 | 0,57% | -2,45% | 192,84 |
| 08/10/2026 | 955,89 | -1,46% | -3,00% | 190,30 |
| 07/10/2026 | 970,02 | -0,71% | -1,57% | 193,62 |
| 06/10/2026 | 976,94 | 1,13% | -0,87% | 196,17 |
| 05/10/2026 | 966,00 | -2,66% | -1,98% | 193,74 |
O preço do açúcar cristal apresentou aumento de 0,46% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 123,16.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 123,16 | 0,46% | 1,68% | 24,71 |
| 08/10/2026 | 122,60 | 0,02% | 1,22% | 24,41 |
| 07/10/2026 | 122,58 | 0,00% | 1,21% | 24,47 |
| 06/10/2026 | 122,58 | -0,16% | 1,21% | 24,62 |
| 05/10/2026 | 122,78 | -0,48% | 1,37% | 24,62 |
Em Santos (SP), houve uma baixa de 0,20%, e a mercadoria é negociada a R$ 132,99 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 132,99 | -0,20% | 5,87% | 26,66 |
| 08/10/2026 | 133,25 | -2,38% | 6,07% | 26,59 |
| 07/10/2026 | 136,50 | 1,10% | 8,66% | 27,34 |
| 06/10/2026 | 135,02 | -0,54% | 7,48% | 27,17 |
| 05/10/2026 | 135,75 | -1,16% | 8,06% | 27,23 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 67,35, após uma alta de 0,25%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 67,35 | 0,25% | -1,92% | 13,51 |
| 08/10/2026 | 67,18 | -0,09% | -2,17% | 13,37 |
| 07/10/2026 | 67,24 | 0,01% | -2,08% | 13,42 |
| 06/10/2026 | 67,23 | -0,04% | -2,10% | 13,50 |
| 05/10/2026 | 67,26 | -1,85% | -2,05% | 13,49 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Copiar o textoA saca de 60 quilos da soja inicia esta terça-feira (13) com aumento no interior do Paraná e redução na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão apresenta alta de 0,11%, com a saca negociada a R$148,31. Em Paranaguá, a baixa foi de 0,10%, levando a cotação para R$ 154,75.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 148,31 | 0,11% | -4,26% | 29,75 |
| 08/10/2026 | 148,14 | 0,32% | -4,37% | 29,49 |
| 07/10/2026 | 147,67 | 0,32% | -4,67% | 29,47 |
| 06/10/2026 | 147,20 | -1,79% | -4,98% | 29,56 |
| 05/10/2026 | 149,89 | -2,73% | -3,24% | 30,06 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 154,75 | -0,10% | -4,22% | 31,04 |
| 08/10/2026 | 154,91 | 0,66% | -4,12% | 30,84 |
| 07/10/2026 | 153,90 | -1,14% | -4,74% | 30,72 |
| 06/10/2026 | 155,67 | -1,53% | -3,65% | 31,26 |
| 05/10/2026 | 158,09 | -1,16% | -2,15% | 31,71 |
O trigo teve aumento de preço no Paraná e redução no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$1.562,68. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.468,08.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 1.468,08 | 0,86% | 1,21% | 294,50 |
| 08/10/2026 | 1.455,60 | 0,07% | 0,34% | 289,79 |
| 07/10/2026 | 1.454,59 | -0,31% | 0,28% | 290,34 |
| 06/10/2026 | 1.459,09 | 0,52% | 0,59% | 292,99 |
| 05/10/2026 | 1.451,52 | -0,21% | 0,06% | 291,12 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 1.562,68 | 0,11% | 1,19% | 313,48 |
| 08/10/2026 | 1.560,92 | 1,46% | 1,07% | 310,76 |
| 07/10/2026 | 1.538,46 | 0,76% | -0,38% | 307,08 |
| 06/10/2026 | 1.526,89 | -1,57% | -1,13% | 306,61 |
| 05/10/2026 | 1.551,32 | -0,15% | 0,45% | 311,13 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Copiar o textoO preço do boi gordo teve alta de 0,40% nesta terça-feira (13). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 377,80.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 377,80 | 0,40% | 3,71% | 75,79 |
| 08/10/2026 | 376,30 | 0,05% | 3,29% | 74,92 |
| 07/10/2026 | 376,10 | 0,76% | 3,24% | 75,07 |
| 06/10/2026 | 373,25 | 0,08% | 2,46% | 74,95 |
| 05/10/2026 | 372,95 | 0,82% | 2,37% | 74,80 |
No mercado de frango, os valores apresentam declínio na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 8,38, enquanto o frango resfriado está cotado a R$ 8,39.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 377,80 | 0,40% | 3,71% | 75,79 |
| 08/10/2026 | 376,30 | 0,05% | 3,29% | 74,92 |
| 07/10/2026 | 376,10 | 0,76% | 3,24% | 75,07 |
| 06/10/2026 | 373,25 | 0,08% | 2,46% | 74,95 |
| 05/10/2026 | 372,95 | 0,82% | 2,37% | 74,80 |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 8,39 | -0,12% | 0,96% |
| 08/10/2026 | 8,40 | 0,00% | 1,08% |
| 07/10/2026 | 8,40 | 0,84% | 1,08% |
| 06/10/2026 | 8,33 | 0,00% | 0,24% |
| 05/10/2026 | 8,33 | -0,12% | 0,24% |
Já a carcaça suína especial teve alta nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 9,46.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra declínio no preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 5,72.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | 9,46 | 1,39% | 11,29% |
| 08/10/2026 | 9,33 | 0,86% | 9,76% |
| 07/10/2026 | 9,25 | 1,43% | 8,82% |
| 06/10/2026 | 9,12 | 5,80% | 7,29% |
| 05/10/2026 | 8,62 | 3,11% | 1,41% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 09/10/2026 | MG - posto | 6,67 | 2,77% | 8,63% |
| 09/10/2026 | PR - a retirar | 5,78 | 1,94% | 7,64% |
| 09/10/2026 | RS - a retirar | 5,73 | 1,96% | 8,73% |
| 09/10/2026 | SC - a retirar | 5,72 | 2,14% | 8,95% |
| 09/10/2026 | SP - posto | 6,55 | 1,87% | 13,32% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores
Copiar o textoCom a onça do ouro negociada em torno de US$ 4.300, depois de ter superado US$ 5.000 no pico recente, o setor mineral brasileiro vive um momento raro de margens amplas, captações bem-sucedidas em bolsa e investidores à procura de ativos. Porém, o recado mais repetido no seminário "Além das Onças: presente e futuro dos projetos de ouro no Brasil", realizado pela Brasil Mineral no dia 22 de setembro de 2026, no Auditório Mattos Filho, na Avenida Faria Lima, em São Paulo, foi outro: preço alto, por si só, não resolve os gargalos que separam um bom depósito de uma mina lucrativa.
A programação foi dividida em cinco blocos. Uma palestra de abertura tratou do mercado de ouro, globalmente e no Brasil. Os três painéis seguintes discutiram, nesta ordem, a passagem da prospecção à mina, os novos players do ouro no país e a produção responsável. Um bate-bola de encerramento foi dedicado aos caminhos para financiar projetos. O evento tratou de lead time, falta de profissionais, engenharia imatura, juros, insegurança regulatória, garimpo, rastreabilidade, descarbonização e acesso ao mercado de capitais.
O evento contou com o patrocínio das seguintes empresas: MID Infraestrutura, SBF Engenharia, Core Case (Categoria Master); AngloGold Ashanti, PA Gold, Ero Brasil Xavantina, Geosol, Mining Ventures, Kinross e CMOC (Categoria Ouro); Brinks, Tracbel, Metso, Fagundes (Categoria Prata), além do apoio da Mattos Filho, AP consultoria e Frederico Bedran Advogados. O encontro deu sequência à edição de 2025, também dedicada ao metal.
Anfitrião do encontro, Adriano Trindade, sócio e head de mineração do Mattos Filho e conselheiro da Brasil Mineral, contou que o escritório começou há três anos a promover eventos com o objetivo de "trazer a mineração para a Faria Lima", aproximando o setor do mercado financeiro paulista. Segundo ele, naquela época talvez ninguém imaginasse que a mineração se tornaria tema de campanha eleitoral e do discurso do presidente da República na Assembleia Geral das Nações Unidas. "Isso mostra o tanto que a mineração tem se tornado mais dinâmica e talvez até mais desafiadora para pensar o futuro", afirmou.
O advogado Frederico Bedran, do escritório Frederico Bedran Advogados e também conselheiro da revista, brincou que no evento anterior "o valor da onça subiu só por conta do nosso evento", mas foi ao ponto ao descrever o descompasso entre a demanda de investidores e a oferta de ativos. Segundo ele, toda semana algum investidor nacional ou estreante no setor pergunta se ele tem um projeto de ouro licenciado e em produção. "A minha resposta é: se você tiver, também tenho interesse." Para Bedran, o papel de encontros como esse é mostrar a dinâmica real do setor, que não é fácil e tem desafios, mas que justamente por isso exige reunir as melhores cabeças.
"A relação reserva/ produção é de 20 anos, muito próximo desse lead time de 16 anos. Então a gente tem essa pressão por tempo para a reposição das reservas."— Gilberto Azevedo
A palestra de abertura coube a Gilberto Azevedo, engenheiro de minas pela Universidade Federal de Ouro Preto, com MBA empresarial e mestrado em administração pela Fundação Dom Cabral. Ex-presidente da Kinross Brasil Mineração, maior produtora de ouro do país, ele hoje ocupa a vice-presidência sênior de Novos Negócios da empresa. Azevedo abriu sua apresentação com uma foto de aves no Parque Estadual de Paracatu, que apresentou como um dos legados da companhia, e com um mapa de palavras gerado por inteligência artificial para medir, de forma qualitativa, os temas que mobilizam a conversa sobre o setor. Ele chamou atenção para a predominância de verbos como ampliar, pesquisar, investir, desenvolver e explorar, que, em sua opinião, denotam uma dinâmica intensa.
Na visão do executivo, mais importante do que o crescimento de cerca de 17% na demanda global nos últimos 15 anos é a mudança de perfil dessa demanda. A participação de bancos centrais e do investimento saltou de cerca de 40%, em 2010, para aproximadamente 60% em 2025. É um dos vetores que impulsionam a procura por novos projetos e por ativos de ouro.
O outro vetor, que segundo ele "nem sempre aparece tanto", é a necessidade de reposição de reservas. As reservas globais somam cerca de 2 bilhões de onças, para uma produção anual de aproximadamente 104 milhões de onças, o que resulta numa relação reserva/produção média de cerca de 20 anos. A reposição, lembrou, só pode vir de duas fontes: a conversão de recursos em reservas ou a descoberta de novos depósitos. Quando ela ocorre pela conversão de recursos, viabilizada justamente pela alta de preço, carrega implícita uma elevação do custo de produção.
Uma dificuldade é o tempo, já que o lead time médio entre descoberta e início de operação é de 16 anos no mundo e de cerca de 17,3 anos no Brasil, sem levar em conta a taxa de insucesso da exploração. Se a conta começar no início da pesquisa, o prazo fica ainda maior. "A relação reserva/produção é de 20 anos, muito próximo desse lead time de 16 anos. Então, temos a pressão por tempo para a reposição das reservas", disse o executivo.
Azevedo organizou os desafios em quatro frentes. A primeira é o licenciamento, que responde por boa parte do lead time e cuja principal fragilidade é a falta de previsibilidade dos prazos. A segunda é o conhecimento geológico: apenas 28% do território brasileiro está mapeado na escala de 1:100.000 e 53% na de 1:250.000, o que traz incerteza, encarece a pesquisa e reduz, num primeiro momento, a atratividade para investimento. A terceira é a necessidade de capital. Com um intervalo tão longo entre a descoberta e a entrada em operação, o projeto precisa ser financiado por muitos anos com fluxo de caixa negativo, o que exige cooperação dentro do setor.
A quarta frente é a sustentabilidade, que ele definiu como equilíbrio entre ambiente, benefício social e resultado econômico. Nesse campo, Gilberto destacou a pressão crescente pelo consentimento prévio e informado das comunidades e três temas de gestão ambiental: biodiversidade, água e rejeitos. Somam-se a eles a previsibilidade do licenciamento, a descarbonização e a eficiência energética, tanto pela questão climática quanto pelo custo da energia, e a sustentabilidade econômica de longo prazo. "A sustentabilidade é o fiel dessa balança", afirmou. Ele encerrou sua apresentação deixando uma pergunta: como maximizar a eficiência da mineração de ouro nesse contexto?
O primeiro painel foi moderado por Hélcio Guerra, sócio da BIS Invest Fusões e Aquisições, engenheiro metalurgista pela UFMG, com passagens pela Vale, pela AngloGold Ashanti Brasil Mineração e pela Mineração Serra Grande, e ex-vice-presidente sênior Américas da AngloGold Ashanti. Guerra foi escolhido personalidade do ano do setor mineral pelos leitores de Brasil Mineral em 2014 e 2016.
O moderador propôs um debate menos conceitual e mais apoiado na experiência de quem atua em cada elo da cadeia, da exploração à operação, passando pelo desenvolvimento e pela implantação. Ele lembrou que se trata de um processo multidisciplinar, complexo e longo, cujos prazos muitas vezes superam o ciclo de preços das commodities. O risco, disse, é o "efeito manada": investir quando o preço está no topo, como o investidor que compra ações quando a bolsa está em alta, e ser surpreendido no meio do caminho. "O projeto de mineração é igual a videogame: você passa de fase, passa outra fase, está sempre numa fase na frente, e nunca chega no final", disse Guerra.
João Luiz Nogueira de Carvalho, engenheiro geólogo formado em Ouro Preto, com 35 anos no setor, presidente da Geosol e da Geopar, diretor executivo da Associação Brasileira de Pesquisa Mineral (ABPM) e conselheiro da Adimb, começou pelo início da cadeia: a seleção de área e a obtenção de licença ambiental para sondagem e coleta de amostras. Tudo, disse, depende de legislação e licenças, da licença de instalação à de operação, e acima de todas elas está a licença social.
"Todo mundo só fala em terras raras. Mas a commodity que desponta em pesquisa e análise química mineral é o ouro."— João Luiz Nogueira de Carvalho, Geosol e ABPM
Carvalho destacou três necessidades em que empresas, associações e institutos vêm trabalhando: a liberação de áreas pela agência reguladora que, segundo ele, deveria estar disponibilizando vários prospectos e não está; uma regulação clara e transparente; e celeridade. Ele comparou o projeto de exploração a um empreendimento imobiliário, que também exige selecionar a área, fazer o projeto, obter licenças e construir a relação com o entorno. A diferença é que a mineração ainda precisa pesquisar para encontrar aquilo que vai se tornar um ativo. "Nós estamos na Faria Lima, então aqui é um bom ambiente para falar sobre mineração e investimentos", observou. Enquanto o Brasil leva cerca de 17 anos para pôr uma mina em operação, outros países fazem isso em 12 a 14 anos. Nesse intervalo, disse, o país pode perder o "bonde" de um momento que classificou como ímpar para o ouro.
O geólogo apontou vantagens brasileiras num mundo marcado por guerras e instabilidade econômica e política: relativa tranquilidade institucional e um vasto potencial geológico ainda desconhecido, com apenas 53% do território mapeado na escala de 1:250.000 e pouco investimento em sondagem e geofísica terrestre e aérea. Esse potencial, porém, só atrai capital com legislação clara, e o capital precisa entender que mineração é investimento de médio e longo prazo, com retorno maior que o de certificados como CRIs e CRAs. Carvalho sugeriu a criação de um certificado de recebíveis de mineração, ou de commodities minerais, começando pelo ouro.
Com base no que a Geosol acompanha, ele trouxe um dado que surpreendeu parte da plateia: o ouro responde por 52% das análises químicas feitas para pesquisa mineral no Brasil. Em seguida vêm metais-base, ferro, lítio e terras raras. Em sexto lugar, com 3%, aparecem as rochas usadas no intemperismo acelerado (ERW, na sigla em inglês), tema que, segundo ele, quase ninguém discute. "Todo mundo só fala em terras raras, né? Mas a commodity que desponta em pesquisa e análise química mineral é o ouro."
Instado pelo moderador a dizer o que o investidor estrangeiro olha primeiro no Brasil, Carvalho respondeu que, depois de entender a geologia, cujas informações hoje estão disponíveis à distância, ele quer saber se existe uma indústria de serviços capaz de sustentar a exploração e a implantação. Os estrangeiros se surpreendem, contou, ao visitar laboratórios que processam 1,3 milhão de amostras e empresas de sondagem com 1,5 milhão de metros perfurados. Ele lembrou a montagem da mina S11D, em Carajás, com 116 módulos do tamanho de prédios de quatro ou cinco andares montados com mão de obra treinada no país, e citou a Embraer como prova de capacidade industrial.
Os problemas que o investidor percebe, segundo Carvalho, são outros. O primeiro é a mão de obra: "Hoje em dia não são as pessoas que procuram emprego, mas o emprego que procura as pessoas." O segundo é o custo de capital, que faz o dinheiro vir de fora, porque ninguém quer investir com juros de 12%, quando lá fora eles estão entre 2% e 4%. O terceiro é o licenciamento. O quarto é a instabilidade institucional. Ele citou a criação do Conselho Nacional de Mineração na semana anterior ao evento, no qual o Ibram tem representação, e ideias anteriores de criar uma estatal do setor. "Essas questões que o governo vai criando assustam, afugentam todo e qualquer investidor que venha para cá."
Hélcio Guerra acrescentou que o subsolo pouco explorado tem um lado negativo (a falta de conhecimento) e um positivo (a oportunidade). Ele observou, porém, que o país ainda não encontrou outra mina como Paracatu. Os depósitos caracterizados até aqui são de porte médio-grande a médio-pequeno, o que pode ser uma característica geológica ou reflexo da própria imaturidade da exploração.
Walace Monteiro, da MID Infraestrutura, engenheiro mecânico pela Universidade Federal de Juiz de Fora, pós-graduado em gestão de projetos pela FGV e com 25 anos de experiência em projetos no regime EPC, apontou um desperdício recorrente. Os projetos levam em média 15 ou 16 anos para sair do papel, mas esse tempo raramente é usado para investir numa engenharia de qualidade. A contratação de uma empresa capaz de detalhar o projeto costuma ficar para o fim da linha, com prazos quase inexequíveis, e o projeto acaba sendo tocado em fast track.
A alternativa que ele vem defendendo nos últimos três anos, junto a clientes e empresas de engenharia, é o envolvimento antecipado do construtor (early contractor involvement). A ideia é trabalhar ao máximo a modularização, a customização das especificações e a padronização, para que, no momento da decisão de implantação, o que chega ao canteiro seja cada vez mais engenheirado e pré-montado. Isso responde a uma restrição cada vez mais séria: a falta de mão de obra disponível. Os projetos de ouro costumam estar em locais pouco privilegiados, que exigem levar junto a infraestrutura para acomodar os trabalhadores. Guerra comentou que o conceito exige pensar o projeto de forma matricial, e não sequencial, até porque muitas vezes quem projeta não é quem constrói nem quem vai operar.
Mais adiante, perguntado sobre como uma empresa de serviços de engenharia, intensiva em mão de obra e em capital, mantém a competitividade num setor de altas e baixas, Monteiro disse que "a sabedoria está nas pessoas" e em retê-las para levar a cultura e as lições aprendidas de um projeto ao seguinte. O que vem funcionando, contou, é a meritocracia. No início de cada projeto são definidos cinco indicadores, medidos trimestralmente, e a remuneração variável, do chão de fábrica à coordenação, fica atrelada a cronograma, qualidade, segurança e custo. O modelo funciona como uma aliança que envolve toda a força de trabalho e tem mantido a rotatividade num patamar baixo. Monteiro lembrou projetos em que a rotatividade passou de 10%, com custo dobrado: o de repor o trabalhador e o do atraso no cronograma. "O custo que você tem precisa ser encarado como investimento na meritocracia, e ele é menor do que essas perdas."
Ediney Drummond, country manager da Hochschild Mining no Brasil, responsável pela operação de Mara Rosa (GO) e pelo projeto Monte do Carmo (TO), concordou com a importância da maturidade da engenharia, mas disse que, superadas a engenharia e a questão do capital, o foco precisa ir para a capacidade de execução, que passa sobretudo por pessoas: primeiro para implantar e, depois, para operar.
Drummond descreveu uma rotatividade de pessoal "nunca vista" no setor, pelo menos nos anos em que ele atua, e que não é exclusividade de uma empresa. Pessoas que lideram processos importantes muitas vezes não tiveram tempo suficiente para se preparar. "Nós estamos queimando etapas por necessidade. Não é porque esse grupo aqui faz uma gestão ruim de pessoas." Segundo ele, isso coloca em xeque a continuidade plena de funcionamento de um projeto.
O segundo ponto crítico, disse, são os parceiros de serviço de longo prazo. Há alguns anos, prestadores de serviço ficavam dez ou 12 anos numa operação. Hoje, manter um contrato de três anos é difícil, e cada troca interrompe ciclos naturais de melhoria contínua e estabilidade. "Começa do zero."
Por fim, ele lembrou que um bom recurso geológico não é necessariamente um bom negócio. Ele só vira negócio quando as onças que estão na terra se transformam em "fluxo de caixa previsível, sustentável e seguro". Com uma operação em curso, um projeto greenfield prestes a sair e atenção ao mercado de aquisições, a Hochschild considera decisivo, na hora de avaliar um ativo no Brasil, saber em que estado ele está. "O Brasil é muito grande, existem muitos Brasis. Nós temos clareza na nossa visão, onde queremos estar e onde temos reticências de estar."
"O preço alto do ouro não deve ser confundido com licença para investir mal."— Ediney Drummond, Hochschild Mining
O relato mais franco do painel veio quando Hélcio Guerra perguntou como conciliar crescimento, preservação de caixa e ciclo de mercado, num momento em que o preço desperta a vontade de crescer em acionistas e mercado ao mesmo tempo em que os custos sobem. "É o sanduíche, pressão de todo lado", respondeu Drummond. Ele contou que o projeto Monte do Carmo tem licença de instalação, capital, acesso à terra e boa relação com todos os órgãos públicos, mas ainda não tem um grau de maturidade de engenharia suficiente, e por isso a empresa decidiu não avançar. A pressão vem de analistas e grandes investidores, que perguntam em todas as conversas por que o projeto não andou. "Nós estamos sendo firmes e segurando para não avançar. Mas confesso a todos aqui que é difícil."
A cautela, explicou, vem da experiência de Mara Rosa, iniciada num contexto muito diferente e com um nível de maturidade de engenharia menos satisfatório. O projeto foi entregue no prazo e no orçamento, mas o ramp-up está levando muito mais tempo do que o normal, e a empresa teve de fazer, depois da entrada em operação, investimentos de capital que deveriam ter sido feitos na fase de projeto. Ediney lembrou que os projetos da empresa, ao contrário de Paracatu, são de pequena e média escala. "Um projeto de pequena escala não aceita desaforos. O grande também não, mas tem uma flexibilidade um pouco maior." Se fosse pelo preço do ouro, concluiu, a construção de Monte do Carmo já estaria a todo vapor.
Lucas Laghi, sócio e diretor de equity research da XP, onde lidera há mais de seis anos a análise dos setores de mineração, siderurgia, papel e celulose e bens de capital, respondeu à pergunta sobre se existe dinheiro para financiar projetos de ouro com uma leitura do cenário global. De um lado, guerras, conflitos, energia cara e tarifas americanas tornam o mundo cada vez mais inflacionário. De outro, investimentos trilionários em infraestrutura de inteligência artificial e data centers puxam capital, e os bancos centrais relutam em elevar demais os juros.
Em sua visão, o ouro é menos uma proteção contra a inflação do que uma proteção contra juros reais baixos ou negativos. "Juro real negativo é um demonstrativo de que aquela moeda não é capaz de reter valor", explicou, lembrando que essa característica sustentou o dólar como moeda de referência no último século. O simples fato de o mercado cotar o ouro em dólares por onça, observou, já mostra um dos motivos da alta: o dólar vem perdendo valor. Somam-se a isso a demanda de bancos centrais, a tendência de desdolarização e os fluxos para ETFs, vindos sobretudo da Ásia, mas também da Europa e dos Estados Unidos. Estes últimos são mais sensíveis a preço e mais voláteis: entram quando se espera alta e saem ao primeiro sinal de queda.
O principal risco, na avaliação de Laghi, está no petróleo. A alta da energia pressiona a inflação e pode forçar os bancos centrais a subir juros. Isso ainda não está acontecendo: nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump pressiona o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, a baixar os juros, e ele tem resistido. O cenário de juros reais americanos continua favorável ao ouro.
No Brasil, o obstáculo é a Selic de 13,75%, que eleva o custo de oportunidade do investidor local, já tradicionalmente receoso com projetos pré-operacionais. No Canadá, os juros estão em 2,25%, e na Austrália, em 4,35%, o que explica o maior apetite por risco nesses mercados. Ainda assim, Laghi se disse otimista: mesmo com custos em alta, o preço atual garante "um baita retorno" para os projetos em implantação, e a XP vê crescimento de produção e de fluxo de caixa em várias empresas que acompanha. "O que falta fechar a equação são os juros."
Preço recorde põe à prova a capacidade do Brasil de transformar recurso em mina
Hélcio Guerra pediu ao analista que explicasse como o mercado precifica um projeto à medida que seus riscos vão sendo mitigados. Laghi descreveu a lógica. O ponto de partida é o fluxo de caixa potencial do projeto, considerando apenas as reservas e excluindo os recursos, trazido a valor presente com uma taxa de desconto proporcional ao estágio de risco. Empresas pré-operacionais listadas costumam valer de 20% a 30% desse valor presente, ou seja, negociam a um price to NAV de 0,2 a 0,3. À medida que o projeto obtém licenças, corrobora a engenharia e começa a produzir, o múltiplo se aproxima de 1.
Com um histórico de exploração que compense a exaustão natural do ativo convertendo recursos em reservas, o mercado passa a incluir os recursos na conta. As grandes produtoras, acima de um "número mágico" de cerca de 1 milhão de onças anuais, que permite modelar perpetuidade, costumam negociar acima do NAV, a 1,2 ou 1,3 vez, porque o mercado passa a pagar por crescimento, por fusões e aquisições e por novos projetos.
Hélcio Guerra complementou com o conceito de opcionalidade, que considera fundamental a partir da própria carreira. Ter recursos geológicos trabalhados, plantas modulares que permitam ganhar escala e projetos brownfield, e não apenas greenfield, permite responder rapidamente a uma alta de preços. "Em vez de estar consumindo capex, você está gerando resultado com o próprio negócio."
No encerramento do painel, foi perguntado a Laghi qual seria o impacto de um movimento de países para retirar suas reservas de ouro custodiadas nos Estados Unidos. O analista disse não ter uma visão clara, mas observou que, no ouro, a oferta tende a pesar menos na formação de preço que a demanda de investimento e de bancos centrais. A questão central, disse, é quem substituirá o dólar como reserva de valor. Entre o ouro, o yuan e as criptomoedas, ele se disse mais propenso ao ouro, por sua característica intrínseca de escassez, mas ponderou que é difícil apostar contra o dólar e que muito do cenário atual está ligado ao governo Trump, cujo futuro será testado nas eleições de meio de mandato, em novembro. Ele lembrou ainda que a China tem acelerado as compras de ouro por seu banco central.
O segundo painel foi moderado por Camilo Farace, administrador com especialização no Brasil, na África do Sul, na França e nos Estados Unidos, 40 anos de setor mineral, ex-membro do Ibram e da Fiemg, ex-presidente da Fundação Renova e conselheiro de Brasil Mineral. Farace trabalhou 32 anos na AngloGold Ashanti, de quem foi presidente no Brasil.
Ele abriu o painel com uma coletânea de manchetes publicadas pela Brasil Mineral nos últimos 12 meses, entre elas a meta da G Mining de chegar a 500 mil onças em três anos, a produção trimestral recorde da Serabi em cinco anos, a revelação de Nova Xavantina, da Ero, como a mina de maior teor do país, a venda de minas da Equinox Gold à CMOC por US$ 1 bilhão, o plano da Hochschild de investir até US$ 225 milhões em 2026, a aquisição de um novo projeto pela PA Gold, a produção recorde de Jacobina, o avanço da Australian Mines em Boa Vista, o IPO da Amapá Minerals e, na véspera do evento, uma nova captação da Aura. Pelos cálculos de Farace, as cerca de 600 mil onças produzidas por Paracatu equivalem hoje a uma receita da ordem de US$ 2,5 bilhões.
Em seguida, Farace mostrou a curva de produção da AngloGold Ashanti, que opera de forma contínua no Brasil desde 1834, primeiro como Saint John d'el Rey Mining Company, depois como Mineração Morro Velho e, por fim, sob a marca atual. A empresa já produziu cerca de 30 milhões de onças no país. O moderador pediu que levantassem a mão os presentes que contribuíram, direta ou indiretamente, para esse número, e boa parte da sala se manifestou. Farace disse se incomodar sempre que ouve que "mineração só dá uma safra". "Atenção: essa é a primeira da AngloGold. O que vem pela frente, com certeza, são grandes outras oportunidades."
Ao apresentar a produção das empresas que operaram no país desde 2000, o moderador contestou a ideia de que o Brasil é necessariamente lento. Ele perguntou à platéia quanto tempo a G Mining levou entre a obtenção da licença de instalação e a primeira onça em Tocantinzinho, e a resposta veio de representantes da empresa: 23 meses. Leonardo Guimarães Oliveira contou que a PA Gold entrou no projeto em 2011, fez 45 mil metros de sondagem, obteve a licença de instalação em 2021 e produziu a primeira barra em março de 2023, depois de três anos de implantação. "A despeito da informação do Gilberto não estar inadequada para o cenário global, podem ter certeza de que nesse país é possível produzir com velocidade e agilidade também", disse Farace.
O moderador lembrou ainda a trajetória de Jacobina, na Bahia. A operação foi implantada pela Morro Velho, fechada anos depois por conta do contexto da época e vendida pela Anglo American. Ficou paralisada por alguns anos, foi retomada pela Yamana e, desde 2005, cresce continuamente, produzindo hoje quase 200 mil onças, pela Pan American Silver. "Se em determinado período ela foi considerada inviável, hoje produz quase 200 mil onças e ainda tem um futuro grande pela frente. A conjuntura é altamente determinante daquilo que a gente pode produzir." Ele destacou também o papel da Yamana, que chegou a produzir em média mais de 400 mil onças por ano, incluindo o ouro de Chapada.
O moderador apontou um paradoxo na curva agregada. A produção brasileira cresceu de forma expressiva entre 2007 e 2016, período em que o preço não era tão atrativo e em que o setor "penou" com a queda de 2011 e 2012. Os projetos feitos naquela época sustentaram o crescimento seguinte. Agora, no momento de preços mais favoráveis, os dados oficiais, baseados na arrecadação da CFEM (Contribuição Financeira pela Exploração Mineral), mostram queda. Farace preferiu não opinar sobre se esse recuo é real, deixando a avaliação a cada um.
Com dados do World Gold Council publicados pela Brasil Mineral, ele mostrou que, no primeiro trimestre de 2025, o custo médio de produção foi de cerca de US$ 1.539 por onça, contra preço médio de US$ 2.854. No primeiro trimestre de 2026, mesmo com custos maiores, a margem chegou à ordem de US$ 3.000 por onça. "É um ambiente de alta favorabilidade. Porém, se não tivermos juízo para tomar a decisão de implantar um projeto de ouro, podemos cair numa situação difícil."
Leonardo Guimarães Oliveira, da PA Gold, informou que iniciou sua carreira há 13 anos como auxiliar de mecânico no pátio de manutenção da PH Intralogística, empresa da família, tornou-se gerente-geral de operações da PA Gold aos 21 anos e hoje é acionista e presidente do conselho de administração da empresa. Ele descreveu a mina Paraíba, em Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, uma mina subterrânea mecanizada em veios estreitos, com planta própria e produção de 35 mil onças por ano. Cerca de 60% da produção sai em bullion, pela rota de gravimetria, 40% em concentrado de ouro e cobre. A empresa implanta um circuito CIL que deve elevar a recuperação global de 90% para 95% ou 96%. A reserva atual é de 550 mil onças.
"Todo mundo está brigando com todo mundo de foice, um tomando o funcionário do outro. No final, vai ter muita empresa e pouca mão de obra."— Leonardo Guimarães Oliveira, PA Gold
No fim do ano passado, a PA Gold fez sua primeira aquisição: o projeto Sertão, em Faina (GO), antiga mina operada pela Troy. A meta, que Oliveira classificou como "um pouco ambiciosa", é chegar a 150 mil onças anuais até 2032, com três ativos de 50 mil onças cada: Paraíba ampliada, a mina Sertão e um terceiro projeto que ainda está sendo buscado. "Acreditamos que o Brasil tem uma geologia excelente, pouco explorada, e queremos fazer parte dessa mudança, colocando novos projetos em operação."
Perguntado sobre o perfil dos ativos que procura, ele disse que a PA Gold não se vê como desenvolvedora de projetos greenfield, que exigem mais tempo e risco. "Fazer uma sondagem para descobrir é diferente de fazer uma sondagem de adensamento." Como a empresa já opera, precisa aproveitar o preço alto pelo maior tempo possível. Busca projetos semelhantes ao que já tem, com reserva comprovada entre 150 mil e 200 mil onças e potencial de 600 mil a 700 mil onças. "Não queremos dar um passo maior que a perna neste momento."
Eduardo De Come, vice-presidente executivo da Ero Brasil, que foi CFO da companhia de 2013 a 2022, tem mais de 30 anos de experiência em gestão financeira, 17 deles em empresas de commodities como agronegócio, biocombustíveis e mineração. É economista e mestre em finanças pela USP, com MBA pela Universidade de Manchester.
De Come apresentou a operação de Nova Xavantina (MT), que pertencia à antiga Mineração Caraíba. Comparada aos grandes players presentes, disse, é "uma adolescente", com 13 anos de operação e produção de 60 mil onças por ano. O teor alto garante boa lucratividade, e as reservas asseguram mais dez a 12 anos de operação. No ano passado, por razões de modernização e segurança, a mina trocou a lavra manual (adequada aos veios estreitos mas que expunha as pessoas a maior risco), por lavra mecanizada, graças à evolução dos equipamentos. A planta tem capacidade ociosa, e o foco agora é geologia, para ampliar reservas e produção.
Sobre a atratividade do Brasil, De Come dividiu a resposta em duas partes. A primeira é o próprio ouro: a incerteza global, o papel de reserva de valor e a recomposição de reservas pelos bancos centrais sustentam o preço, e ele não vê uma volta ao patamar anterior no curto prazo. A segunda é o país. A geologia pouco explorada é um trunfo, com jurisdições tradicionais como Minas Gerais, Bahia e Pará e áreas novas ganhando expressão, como Mato Grosso e Amapá. Há uma cadeia de valor estabelecida, de fornecedores de geologia a empresas de engenharia, e universidades como Ouro Preto, a UFMG e a Poli-USP, que são referências mundiais. E há estabilidade: apesar de taxas estaduais pontuais e da demora no licenciamento, a democracia estável e as relações diplomáticas colocam o país em boa posição. "Quem está aqui dentro pode falar mal, mas para quem está de fora temos que equilibrar. Se o preço alto atrai o investidor para o ouro, a estabilidade atrai para o ouro no Brasil."
Farace endossou a avaliação, dizendo-se "mineiro três vezes": brasileiro, mineiro e atleticano. Contou já ter ouvido de investidores estrangeiros certa aversão a vir para o Brasil e defendeu que o setor precisa se comunicar melhor lá fora, já que boa parte do capital de risco ainda vem do exterior. Ele considerou um incômodo o país ocupar hoje a 14ª posição entre os produtores mundiais de ouro, depois de já ter sido o quinto.
Edvaldo Amaral, engenheiro de minas, country manager da Pan American Silver Brasil desde 2023, com 33 anos de experiência nas indústrias química e de mineração, presidente do Sindicato da Indústria Mineral da Bahia (Sindimiba) e diretor suplente da Fieb, contou que Jacobina passou para a Pan American em 2023, com a compra de parte dos ativos da Yamana. A Pan American é uma mineradora de prata, mas, como a prata está muito associada ao ouro, as aquisições costumam trazer minas de ouro junto. "Até hoje o pessoal ainda fala Morro Velho, é difícil tirar da cabeça da turma", brincou. A mineração na região vem do século XVII, e Jacobina abrigou a primeira casa da moeda do país, embora, lamentou, o Brasil não tenha cultura de preservar esse patrimônio.
Dos cerca de 6 milhões de onças de ouro nos recursos da Pan American, divulgados no mês do evento, Jacobina responde por metade. O inventário mineral da operação é de 8 milhões de onças, com 3 milhões em reservas. O depósito mergulha e é cortado por uma intrusiva, e em algumas minas, como Morro do Vento e Canavieiras, a empresa já encontrou continuidade do outro lado. "Dá para a gente se aposentar aqui, filhos, netos." A operação, porém, é difícil: teor de 1,7 grama por tonelada, baixo para uma mina subterrânea, minério altamente abrasivo, a ponto de a broca precisar ser trocada a cada 20 metros perfurados e o revestimento do moinho a cada 15 dias, e cinco minas em operação ao longo de quase 14 quilômetros de strike. A barragem de rejeitos tem vida útil de mais oito anos. A empresa já pediu licença para empilhamento a seco e começa a estudar o uso de pasta no enchimento, o que permitirá aproveitar mais as reservas.
Sobre segurança jurídica e licenciamento, Amaral lembrou que em muitas cidades as mineradoras estão praticamente dentro da área urbana: em Jacobina, a comunidade é "porta a porta" com a operação. Cabe às empresas fazer o dever de casa para conviver de forma harmônica com a sociedade. Para ele, o agronegócio faz um bom trabalho de comunicação, e a mineração "precisa mostrar mais a cara", papel que tenta cumprir no Sindimiba (sindicato que congrega as empresas de mineração do estado da Bahia). Ele disse que as dificuldades regulatórias não são exclusivas do Brasil, mas previu que a discussão sobre minerais críticos pode ser um divisor de águas. "O cavalo está passando e a gente tem que montar nele. Se perdermos essa oportunidade, não só no ouro, mas também em terras raras, vai ser ruim." Na avaliação dele, o próximo ano deve ser muito favorável à mineração no país, desde que governo, empresas e investidores trabalhem por segurança jurídica e licenciamento mais ágil.
Farace concordou e lembrou que, até há pouco tempo, era um incômodo para o setor procurar o Ministério de Minas e Energia e encontrar no primeiro escalão pessoas que não conheciam a mineração. Hoje, disse, o setor ocupa um espaço de relevância que não tinha.
Perguntado sobre os desafios de infraestrutura e logística, Oliveira disse que o maior problema da PA Gold são as pessoas. Uma empresa nova, de 35 mil onças, compete por profissionais com operações próximas a grandes centros, onde há shopping e lazer no fim de semana. No nível operacional, a concorrência é o garimpo: um operador de caminhão no garimpo da região pode ganhar R$ 15 mil por mês. A empresa aposta na capacitação de mão de obra local, num plano de remuneração variável acima do mercado e em alternativas como o trabalho remoto para algumas funções.
Na operação, o gargalo são as peças. Oliveira admitiu que a empresa, como estreante, errou ao não formar estoques robustos e "passou muito aperto" nos dois primeiros anos. O prazo entre a requisição e a chegada de uma peça é de 32 dias. Ele acrescentou um dado que agrava a disputa: seis minas subterrâneas estão sendo abertas no país neste ano, e operadores de equipamentos como jumbo e Simba levam mais tempo para serem formados. "Do jeito que o mercado está, todo mundo está brigando com todo mundo de foice, um tomando o funcionário do outro. No final, vai ter muita empresa e pouca mão de obra." Ele propôs que as empresas do setor se unam para criar escolas, o que, sem sua visão, beneficiaria também a sociedade.
De Come contou que a Ero enfrenta as mesmas dificuldades em suas três minas, no interior do Pará, no sertão da Bahia e no interior de Mato Grosso. Antigamente, disse, quem se formava em engenharia de minas ou geologia sabia que trabalharia em área remota, e um bom salário resolvia. Hoje, o profissional quer saber como vai se desenvolver, que tipo de liderança terá, se haverá escola e lazer para a família e se conseguirá ficar conectado. "Se você vai para um lugar que não tem Wi-Fi nem sinal de celular, o cara fica louco." A mineração, que historicamente tem a imagem de uma indústria mais bruta, precisa de lideranças mais preparadas. E disputa talentos com a engenharia de computação, impulsionada pelos investimentos em inteligência artificial, e com o próprio mercado financeiro da Faria Lima. Para ele, a saída passa por parcerias com universidades e com o Senai e pela formação de mão de obra local, que já aceita o ambiente em que vai trabalhar. "Não é porque a região é remota que a carreira tem que ser remota. Se ficarmos focados só em salário, os poucos que existem vão ganhar cada vez mais, mas não vai resolver o problema da indústria."
"Não é porque a região é remota que a carreira tem que ser remota."— Eduardo De Come, Ero Brasil
Farace trouxe dados do MEC segundo os quais o número de ingressantes em Engenharia de Minas e Geologia caiu de 32 mil em 2013 para 7 mil em 2024. "Nós vamos ter que usar bastante inteligência artificial no planejamento de mina, onde antes você usava dez ou 15 engenheiros, para ter um fazendo a revisão, porque no estoque dificilmente vamos encontrar esse profissional disponível."
Amaral acrescentou que a situação de Jacobina é ainda mais crítica. Um levantamento interno indica que cerca de 400 operadores devem se aposentar até 2030, o que obriga a empresa a prever 150 contratações extras já no orçamento do próximo ano. O programa Dissemina, de formação de mão de obra, capacita 160 mulheres da comunidade, e a empresa já tem operadoras de fandrill e jumbo e supervisoras.
No encerramento do painel, De Come apontou um problema estrutural: a legislação trabalhista da mineração, que Farace lembrou ser de 1936. Segundo De Come, o Brasil é o único entre as dez maiores economias em que não se pode trabalhar em turnos de 12 horas no subsolo. Enquanto outros países usam dois operadores por jumbo, o Brasil precisa de quatro, porque a jornada termina em seis horas. O trabalhador também é obrigado a se aposentar cedo, mesmo estando saudável. Ele defendeu que a atualização dessa legislação, combinada com automação, operação remota e equipamentos semi autônomos, tornaria o país ainda mais competitivo, e lembrou que o potencial brasileiro vai além do nióbio, do lítio e das terras raras.
Farace fez um alerta sobre a disputa salarial sem coordenação: "Já vimos esse filme antes. O preço do ouro já bateu em US$ 1.900 e voltou a US$ 1.050. Quando vivenciamos esse ciclo, doeu profundamente na carne de todos nós. Competir por mão de obra é salutar, mas tem limite." Ele defendeu uma ação coordenada do setor para formação de profissionais.
Farace também pediu a Amaral que falasse sobre rastreabilidade e compliance. Segundo o executivo, as estatísticas indicam que quase 40% do ouro produzido no país é ilegal. "A gente, que é legalista, demora um certo prazo para ter o licenciamento, e a pessoa abre um garimpo, mete o trator, derruba tudo e começa a produzir e vender, com custo baixo." Empresas listadas em bolsa cumprem todas as exigências e, mesmo assim, às vezes caem no canal vermelho da Receita Federal e esperam um mês pela liberação de uma venda. Por isso, Jacobina buscou a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA). A empresa também abriu as portas à Polícia Federal, que mapeou todo o seu minério, da mina ao bullion, para compor o banco de dados do "DNA do ouro", que permite identificar a origem do metal apreendido em operações. Amaral recomendou que outras mineradoras façam o mesmo.
Nas mensagens finais, Oliveira alertou os investidores contra a fixação no preço da commodity. "Recurso não é reserva, e reserva também não é dinheiro. A verdadeira reserva é aquilo que você consegue extrair da terra com resultado. Não adianta ter um projeto de 2 ou 3 milhões de onças se o custo operacional dele é de US$ 3.000 a onça." O preço atual, disse, é passageiro. A PA Gold avalia seus projetos com o ouro a US$ 3.000: se o projeto se sustentar nesse patamar, o que vier acima é lucro.
"Recurso não é reserva, e reserva também não é dinheiro. A verdadeira reserva é aquilo que você consegue extrair da terra com resultado."— Leonardo Guimarães Oliveira, PA Gold
Amaral foi na mesma linha. "A gente não controla dólar nem preço da onça de ouro. Controlamos custo." Ele defendeu custos abaixo de US$ 2.000 a onça e disse que "custo é igual a unha: tem que estar cortando todo dia". E lembrou que o presidente global da Pan American já se preocupava, dois ou três anos atrás, com a escalada de gastos que o preço alto estimula, e que, na primeira pequena queda, "todo mundo entra no desespero". Ainda assim, ponderou, o gestor não pode deixar de investir. A Pan American, disse, combina pagamento de dividendos com crescimento orgânico.
O terceiro painel foi moderado por Adriano Trindade, advogado e mestre em Direito e Política dos Recursos Naturais, especialista em regulação e ESG no setor mineral. Participaram Othon de Villefort Maia, vice-presidente de Sustentabilidade e Assuntos Corporativos da AngloGold Ashanti, jornalista pela UFMG com MBA executivo pela Fundação Dom Cabral e formação em comunicação corporativa pela Syracuse University; Isadora Machado e Castro, engenheira ambiental e coordenadora de projetos da Integratio, com quase dez anos de experiência em gestão socioambiental, desenvolvimento territorial e licenciamento; Eduardo Leão, geólogo, mestre em geologia com MBA pela Fundação Dom Cabral, ex-diretor da Agência Nacional de Mineração, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará e atual dirigente da G Mining no Brasil; e Filipe Coelho, pós-graduado em comércio exterior pela Faap, com mais de 15 anos em logística e comércio exterior, diretor da Brink's.
Adriano Trindade pediu a Isadora Castro que trouxesse a perspectiva social para um debate que costuma girar em torno de tecnologia, eficiência, meio ambiente físico e rastreabilidade, ainda mais porque muitos projetos de ouro estão em regiões de garimpo. A engenheira partiu de uma premissa: o território onde um projeto chega nunca é vazio: tem pessoas e uma dinâmica própria.
"A população entende como benefício aquilo que o empreendedor faz além da obrigação legal dele."— Isadora Machado e Castro, Integratio
No setor mineral, disse, é muito comum encontrar o garimpo informal. A reação habitual do empreendedor é enxergá-lo apenas como ilegalidade e tentar retirá-lo, com a ideia de estar fazendo um bem ambiental. Mas, em muitos desses territórios, o garimpo é a principal atividade econômica, a base do emprego e do comércio local. "A ideia não é simplesmente tirar aquele garimpo dali, porque isso vai causar um novo problema social, se é que vai conseguir. E, se não conseguir, isso muitas vezes vai travar o licenciamento." O caminho, defendeu, é reduzir a informalidade: conhecer o território, entender suas dinâmicas e negociar como a empresa pode contribuir, com estudos ou investimento, para que a população continue na atividade de forma regular.
O exemplo citado foi o projeto Gurupi, no Maranhão, onde a Integratio elabora o estudo socioeconômico do EIA-Rima para a G Mining. O proprietário anterior optou pelo embate com os garimpeiros num território cuja economia gira em torno da atividade, que ali "já virou cultura". O resultado foi o licenciamento travado por anos. A G Mining chegou com outra abordagem, buscando conhecer o território e tratar o garimpo como potencial parceiro, e, segundo Isadora, já colhe frutos. "Não é um caminho fácil, mas é um caminho possível."
Mais adiante, perguntada sobre como administrar as expectativas das comunidades, Isadora apontou três pilares. O primeiro é conhecer a população: seu grau de instrução, escolaridade e qualificação. O segundo é ser transparente sobre as limitações e desafios do empreendimento. O terceiro é construir harmonia. Ela alertou contra o hábito de superestimar benefícios, como a geração de empregos. "Você sabe se o pessoal ali quer ser empregado na mineração? Se tem escolaridade para isso?" O garimpeiro, lembrou, ganha em uma semana o que não ganharia em um mês numa mineradora formal. Promessas que não podem ser cumpridas geram frustração, e reverter uma frustração é muito mais difícil do que construir confiança desde o início. Ela lembrou ainda que muito do que as empresas divulgam como benefício é apenas obrigação legal. "A população entende como benefício aquilo que o empreendedor faz além da obrigação legal dele."
Adriano Trindade perguntou a Eduardo Leão como uma empresa de menor porte concilia a necessidade de avançar rápido com o tempo exigido pela interlocução social e pelo licenciamento. Leão disse que a G Mining está deixando de ser uma júnior para se tornar uma mid-tier. Tocantinzinho, no Pará, deve chegar perto de 200 mil onças neste ano, e a operação na Guiana deve começar no segundo semestre do próximo ano com capacidade de 350 mil onças anuais. Tendo trabalhado em grandes empresas, ele disse que a estrutura matricial e o peso organizacional das majors muitas vezes não acompanham o ritmo de um relacionamento com garimpeiros.
Leão contou que já trabalhou em dois setores marginalizados, o madeireiro e o do ouro. "Tenho amigos em Belém que, quando falo que trabalho com ouro, pensam que sou garimpeiro." No Gurupi, lembrou, há vestígios de garimpo desde o século XVII, com empresas do Brasil colônia enviando ouro para Portugal, e nunca houve uma iniciativa de legalização. "Nunca ensinaram eles a se legalizar." Como ex-dirigente da ANM, disse conhecer os custos e os caminhos que esses grupos não sabem percorrer.
A G Mining concedeu anuência a uma cooperativa de cerca de 200 garimpeiros que trabalha no saprólito, dentro da área da futura cava. A empresa fará todo o monitoramento ambiental e o doará à cooperativa e assumirá o plano de recuperação da área, já que o local será incorporado à cava. O material tratado pelos garimpeiros também será beneficiado na planta da mineradora. Com a anuência, a cooperativa obteve em dois meses a licença ambiental na Secretaria de Meio Ambiente do Maranhão, e agora o pedido de permissão de lavra garimpeira (PLG) está em análise na ANM. "Pasmem: estão lá há décadas e nunca fizeram um pedido de PLG." Para ele, não há concorrência: o saprólito que os garimpeiros exploram não faz parte da reserva da empresa. A estrutura enxuta, disse, fez diferença. Entre a conversa com os garimpeiros, o aval do CEO global e a aprovação do conselho, passaram-se cinco dias.
"Boicotar a Amazônia só traz problema. Se eu não comprar de lá, não vou ter dinheiro legal circulando, e aí eu garanto que a madeira não vai ficar em pé"— Eduardo Leão, G Mining
Mais adiante, Trindade perguntou a Leão, nascido e criado em Belém, como é operar no bioma amazônico. Ele disse que fazer uma mina no meio da floresta, cercada por mais de 2 mil pontos de garimpo, é complexo, e que muita gente enxerga nisso um risco em si. Mas lembrou que Tocantinzinho, comprado da Eldorado, passou mais de 12 anos em pesquisa e está há dois em operação sem que nenhum tiro tenha sido disparado. Ele reconheceu que há garimpos e garimpos: alguns ligados ao narcotráfico, outros que nunca se regularizaram por não conhecer o caminho, como no Gurupi, e outros já legalizados, com PLG e licenças ambientais.
O maior desafio, disse, é a infraestrutura escassa: sem estrada, linha de transmissão, energia ou hospital. A G Mining construiu 200 quilômetros de linha de transmissão com capacidade três vezes superior à sua carga e a doou à Equatorial, que a incorporou ao sistema nacional. Outras operações podem se conectar a ela, como a da Cabral Gold, que começou a operar no Cuiú-Cuiú semanas antes do evento. A linha ainda tem problemas de suprimento, mas a empresa aprendeu a operar com eles: depois de uma queda de energia, hoje consegue religar a planta em 40 minutos, contra três ou quatro horas no início.
Leão fez uma crítica direta ao Estado. A reserva garimpeira do Tapajós foi instituída na década de 1980, mas, na década de 2000, um mosaico de unidades de conservação criado sem estudo preliminar sobrepôs cerca de 90% da reserva com áreas de uso restrito. Assim, garimpeiros passaram "do legal para o ilegal do dia para a noite". Por isso, disse, iniciativas de anuência fazem parte de uma responsabilidade maior. "Sou amazônida, moro e provavelmente vou morrer lá. A gente tem que fazer o desenvolvimento econômico da região." Ele lembrou que a mineração um dia vai acabar e que Itaituba tem 150 mil habitantes, enquanto a mina empregará cerca de 2 mil pessoas. O ouro legal, portanto, precisa alcançar a economia regional.
Leão contou ainda que a comunidade de Moraes de Almeida, onde há também manejo florestal sustentável, pressiona a empresa por uma subestação de energia. A G Mining já levou o pleito à Aneel e ao secretário nacional de energia, mas ele deixou claro o limite. "Eu não sou o Estado. Não posso botar uma linha lá e pagar essa conta." Sua mensagem final foi: "Boicotar a Amazônia só traz problemas. Se eu não comprar de lá, não vou ter dinheiro legal circulando ali, e aí eu garanto para vocês que a madeira não vai ficar em pé."
Trindade pediu a Othon Maia que falasse sobre a adoção de padrões internacionais no Brasil. Maia disse que, mais do que como major, a AngloGold se vê como uma empresa que atravessou todas as mudanças do país em 192 anos: sete constituições, o Segundo Reinado, a República Velha e a Era Vargas. "Se a gente chegou até aqui, foi por um processo de adaptação e de entendimento de para onde esse mercado caminhou."
A empresa, explicou, acredita que a autorregulação é mais benéfica e precisa do que "andar a reboque da regulação". Com operações em 11 países, depender de 11 legislações seria um risco para o negócio. E, quando a regulação vem depois de um problema, costuma chegar em dose inexata ou desalinhada com o que gera melhor resultado. A AngloGold segue os princípios do World Gold Council e o guia de ouro responsável da LBMA, que certifica suas barras, entre dezenas de certificações. O mais difícil, disse, não é adaptá-las ao Brasil, já que todas olham para os mesmos temas: práticas trabalhistas, práticas socioambientais, direitos humanos e respeito às comunidades anfitriãs. O desafio é a proliferação de padrões. Por isso, ele vê com bons olhos a Consolidated Mining Standard Initiative, lançada pelo ICMM na última Exposibram, que reúne os padrões do ICMM, do World Gold Council, da Copper Mark e o TSM da associação canadense de mineração, simplificando a mensagem para acionistas, investidores e sociedade.
Sobre o papel das majors na formalização de pequenas operações, Maia explicou que, no Brasil, a empresa está 100% concentrada no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, região com 300 anos de mineração, onde fica sua principal mina, em Sabará, a mais profunda do país, no local onde Borba Gato descobriu ouro. A relação com a mineração artesanal, portanto, não é um tema material para as operações brasileiras. O papel da empresa como âncora de desenvolvimento local, porém, é central. A AngloGold nacionaliza mais de 90% das compras no Brasil, índice que, segundo ele, demonstra a capacidade industrial do país. Além disso, avalia 100% dos fornecedores, a montante e a jusante, por meio de um questionário de sustentabilidade, com o objetivo de elevar a régua socioambiental de toda a cadeia. A empresa protege uma área de vegetação nativa dez vezes maior que sua área operacional, majoritariamente de Mata Atlântica, mas também de Cerrado.
Trindade perguntou a Filipe Coelho como a Brink's "blinda" sua logística contra a contaminação por ouro ilegal. Coelho disse que, embora a logística tenha menos certificações que a mineração, a Brink's é membro da LBMA e tem um de seus seis cofres autorizados. Os três principais são de instituições financeiras, o Bank of England, o HSBC e o JPMorgan, e o maior cofre com custódia da LBMA fora do sistema financeiro é da Brink's. Isso obriga a empresa a replicar as boas práticas da associação em todas as suas unidades no mundo.
Na prática, a Brink's não inicia nenhuma operação sem visita presencial de uma equipe multidisciplinar. Coelho contou que a empresa recebe contatos de supostas mineradoras que alegam teores de 30 gramas por tonelada, pedem que o ouro seja coletado e oferecem como garantia "um laudo de um geólogo". "Isso não existe, porque certamente alguém já teria comprado ou já estaria produzindo. A gente não pode aceitar essas informações como verdade."
No Brasil, a Brink's é classificada como empresa de segurança privada e regulada pela Polícia Federal. Por instrução normativa, comunica automaticamente ao Coaf toda operação acima de R$ 100 mil, o que, no caso das mineradoras, significa praticamente todas as operações. Com isso, o órgão pode cruzar essas informações com notas fiscais e documentos de exportação. Por lidar com armamento, blindagem e veículos controlados, que não pode vender nem doar e precisa destruir ao fim da vida útil, a empresa é auditada com frequência em suas 71 filiais no país.
A Brink's também tem a certificação OEA. Coelho explicou que a Receita Federal não se limita a verificar documentos: passou dias na unidade da empresa entrevistando funcionários escolhidos aleatoriamente para verificar se entendiam sua responsabilidade em evitar a contaminação do processo. O foco da Receita, ressaltou, é principalmente a exportação de drogas e ilícitos, e não o ouro ilegal, mas a certificação garante que nada entre na cadeia sem declaração. Um caminhão passa por 17 pontos de checagem. Coelho fez questão de distinguir: a OEA garante a integridade logística, mas não a conformidade da origem do ouro, que continua sendo um desafio.
Perguntado sobre como a empresa se adapta a realidades tão diferentes, Coelho disse que a Brink's transporta, em algum ponto da cadeia, cerca de 80% do ouro que entra no sistema da LBMA, das minas às refinarias e, depois, aos cofres. Mas não existe uma operação padrão. Há locais que o carro-forte não alcança, estradas intransitáveis na chuva e veículos fora de estrada das mineradoras que a Brink's não pode operar. Por isso, a logística é desenhada em conjunto com a equipe da mina, buscando o ponto mais próximo da sala do ouro, porque o objetivo é ficar o menor tempo possível na operação. Há coletas feitas em menos de 60 segundos. A saída também precisa ser rápida, já que as regiões de mineração têm muitas zonas de sombra no caminho, "ao contrário de uma Bandeirantes (rodovia), com fluxo contínuo e força policial". Conforme o caso, a empresa usa aviões, helicópteros ou carros-fortes, e vigilantes acompanham a carga em todas as etapas, até o embarque no avião de exportação. A única etapa que não pode ser rápida é a aduaneira: o desembaraço leva cerca de oito horas no Brasil, contra três horas em outros países.
Na rodada final, Trindade pediu a cada participante uma síntese de um minuto sobre o futuro do ouro responsável. Maia afirmou que a garantia de origem, já consolidada em setores como hortifrútis e vestuário, "veio para ficar" no ouro. A AngloGold, disse, é a única grande empresa com refinaria cativa no país, o que lhe permite ter toda a cadeia certificada, da pesquisa à barra, antes de o ouro seguir pela Brink's. Mas o conceito de ouro responsável precisa abranger todo o ciclo de vida da mina, incluindo o fechamento. Maia citou a mina originária de 1834, em Nova Lima, cuja área, com cerca de 250 mil metros quadrados, no centro da cidade, está sendo transformada num bairro doado à sociedade, com corredor cultural, núcleos residenciais, mais de 25% de área de Mata Atlântica preservada e 19 galpões históricos restaurados.
Isadora aproveitou o tema do fechamento para falar do meio socioeconômico. Os benefícios de uma mina em operação, como emprego, movimentação da economia e arrecadação, podem se tornar um problema no fim, se o território ficar dependente do empreendimento e sofrer retrocesso econômico. Esse trabalho, disse, precisa começar desde já, identificando vocações do território, como turismo, garimpo artesanal, comércio ou indústria, para permitir uma transição sem grandes perdas. "Não é pensar lá no final, é pensar no hoje."
Leão levantou um tema que ainda não havia sido discutido: o projeto de lei de rastreabilidade do ouro em tramitação, que classificou como confuso, complexo e caro, com exigências impraticáveis, como a marcação física do ouro por região. Para ele, o texto aumenta o custo de quem já opera legalmente e arca com uma carga tributária próxima de 20% na exportação, mesmo sem ICMS, por força da Lei Kandir. Lembrou que o universo de novas minas nos próximos cinco a dez anos é limitado, enquanto cerca de 35 toneladas de ouro ainda deixam o país de forma ilegal todos os anos. "Como trazer essas 35 toneladas para a legalidade, para gerar riqueza, imposto e trabalho formal? Essa seria a minha contribuição."
Coelho concordou. Segundo ele, a instabilidade jurídica e operacional leva empresas como a Brink's a tomar decisões conservadoras e a trabalhar apenas com mineradoras de origem comprovada. Com isso, cooperativas bem organizadas acabam prejudicadas, por perder parceiros, e muitos grupos que poderiam se formalizar não o fazem. "A PL traz burocracia, mas não resolve o principal, que é a origem. O foco não é diminuir a quantidade de ouro e sim resolver a questão da origem." Ele contou que, num evento da operação Ouro Alvo, da Polícia Federal, no ano passado, foi dito que o ouro ilegal não deixou de existir, apenas migrou para a Venezuela e, depois da saída de Maduro, para outros países da América do Sul. Mesmo com a queda nas exportações brasileiras, disse, a extração continua como estava dois ou três anos atrás.
Na rodada de perguntas, Gilson Camboim, coordenador nacional do cooperativismo mineral, apresentou-se como representante do garimpo legalizado, com permissão de lavra garimpeira, licença ambiental e recuperação de áreas degradadas. Se é difícil para a mineração industrial, disse, imagine para quem trabalha com PLG. Ele lembrou que muitas grandes minas nasceram de antigos garimpos e que as comunidades ainda têm orgulho de se dizer garimpeiras, embora o termo esteja hoje associado à ilegalidade e ao crime. Ele perguntou o que a atividade garimpeira precisaria fazer para melhorar sua imagem e ampliar o relacionamento com as mineradoras, observando que muitas empresas têm vergonha de admitir parcerias com o garimpo. E lembrou que a PLG se destina a minério secundário e que, por isso, o garimpo não concorre diretamente com a lavra industrial, já que extrair o minério primário exige mudança de regime.
O consultor Adriano Espeschit, da J. Mendo Consultoria, lembrou que a rastreabilidade não é um problema só do ouro. Ela será exigida também para minerais críticos e terras raras, com os passaportes digitais de produtos já previstos na legislação europeia. Citou o certificado digital das baterias da Stellantis e o consumo crescente de jóias de ouro reciclado. Adriano lembrou ainda que há garimpo ilegal não apenas na Amazônia, mas também no Rio das Velhas, na Grande Belo Horizonte, ao lado das operações da AngloGold, com dragas incendiadas e populações ameaçadas. E trouxe a descarbonização como tendência: mesmo que a sociedade brasileira ainda não cobre isso, o cliente final dos produtos da mineração cobra cada vez mais. Pedro Onofre, da Core Case do Brasil, perguntou a Maia como as grandes mineradoras pretendem equilibrar produção e metas ambientais.
Leão respondeu a Camboim elogiando a cooperativa dele em Peixoto de Azevedo, que tem recuperação de áreas, viveiro de mudas e tornearia mecânica para peças de garimpo, e que ele já recomendou como modelo a garimpeiros do Pará e do Maranhão. Mas disse que a mudança precisa partir da mineração. "A mineração tem que estar disposta a fazer isso, e ela não está." Segundo ele, a maioria das grandes empresas têm medo dessas parcerias, porque o compliance enxerga risco alto de uso de cianeto ou mercúrio. A solução, defendeu, são contratos muito claros, com a ANM participando da fiscalização. Ele disse ter alertado as cooperativas de que sensoriamento remoto e gravimetria permitem verificar se o ouro saiu mesmo daquela área. "Não adianta a cooperativa se ancorar num contrato de anuência para depois fazer o ilegal, porque isso não vai durar uma semana." E comparou a situação à do Canadá, onde a mineração artesanal em lagos congelados é vista como normal e não é marginalizada. Mas reconheceu que, no Brasil, a atuação de dragas gigantescas e ilegais acaba "botando todo mundo no mesmo barco". "A palavra não é correr esse risco, mas fazer uma parceria para desenvolver o local."
Isadora complementou que o relacionamento com a comunidade ainda é visto pelas empresas como custo, e não como investimento, e que essa visão precisa mudar nas próprias políticas corporativas, considerando o contexto territorial, o desenvolvimento local e o futuro fechamento de minas.
Sobre descarbonização, Coelho explicou que eletrificar um carro-forte blindado de oito toneladas é difícil, pela autonomia. Lembrou que a frota da Brink's também transporta medicamentos oncológicos, que precisam chegar no horário e na temperatura corretos. Segundo ele, os medicamentos representam hoje 44% do valor das cargas roubadas no país. Por isso, a empresa começou pelos veículos leves, usados em serviços como a troca de bobinas em caixas eletrônicos, o que permite testar a tecnologia em menor escala. Já tem uma redução de emissões equivalente à de 30 carros-fortes rodando por dia e instalou mais de mil placas solares em suas filiais. Estudos para a transição dos carros-fortes estão em andamento.
Maia detalhou a agenda ambiental da AngloGold. A empresa se preocupa com resiliência climática, tanto das operações quanto das comunidades, diante de projeções de um verão muito chuvoso em 2026 e 2027, seguido por uma possível seca histórica em 2028, a maior dos últimos 50 anos. A empresa mantém um programa global de gestão de recursos hídricos, por entender que a água potável será tema cada vez mais central na geopolítica, com meta de recirculação interna acima de 90% na planta metalúrgica, além de recuperação de nascentes e controle da qualidade de efluentes. No campo dos coprodutos, a empresa já produz ácido sulfúrico a partir do minério sulfetado, numa unidade de negócio própria. Anunciou também uma parceria com a prefeitura de Sabará para usar rejeito na base asfáltica de uma avenida, com acompanhamento do DER para homologar o material, e estuda briquetes de ferro feitos a partir de materiais hoje depositados. Todos os rejeitos, lembrou, já são dispostos em pilhas secas.
Na descarbonização, a AngloGold é signatária do Pacto Global, com compromisso de emissões zero até 2050 e meta intermediária de redução de 30% até 2030, com base em 2021. No Brasil, a empresa já alcançou 62%, com energia elétrica 100% certificada como livre de carbono. O desafio agora é o diesel, na frota e em geradores. A empresa vem substituindo geradores e tem um pipeline de troca de frota, com carregadeiras e betoneiras de subsolo 100% elétricas.
O seminário terminou com um bate-bola sobre financiamento de projetos, com Arão Portugal da AP Consultoria, e Ivan Truzzi, da Amapá Minerals. Ele lembrou que este foi o quarto evento da revista nesse formato, dois sobre ouro, um sobre terras raras e um sobre energia renovável, sempre restritos a convidados.
Arão Portugal, que é administrador de empresas com MBA em supply chain, ex-gerente-geral de supply chain Norte e Nordeste da Vale, ex-vice-presidente de administração da Yamana Gold e ex-country manager da Yamana e da Amarillo Gold e que hoje assessora a Aclara Resources em seu projeto de terras raras em Goiás, além de ser conselheiro da Brasil Mineral, contou a história da Yamana, da qual foi um dos primeiros funcionários. Ele lembrou dos "yamanitos", como eram chamados os trainees do primeiro programa da empresa, do qual fez parte Edvaldo Amaral.
Ele narrou que, no início dos anos 2000, a Vale decidiu concentrar-se em minério de ferro, logística e, talvez, cobre, e se desfazer de outros negócios. Helcio Guerra, então diretor de ouro da Vale, acompanhou o processo. Representantes da Santa Elina, empresa brasileira com ativos em Goiás e Mato Grosso, negociaram a compra da mina Fazenda Brasileiro, na Bahia, que a Vale pretendia fechar em dezembro de 2004. Um grupo formado por Antenor Firmino, Seiti Nakamura e pelo geólogo Evandro Silva, entre outros, identificou na bolsa de Toronto uma empresa de pequeno valor, a Yamana Resources, cujo nome vinha dos yamanás, povo indígena da Patagônia, onde a empresa tinha um ativo. Avaliada em US$ 8 milhões, ela serviu de veículo. Numa rodada de apresentações a investidores, o grupo levantou US$ 50 milhões. Com o dinheiro, pagou cerca de US$ 20,9 milhões à Vale por uma mina em operação e assumiu passivos trabalhistas e ambientais estimados em US$ 3 a 4 milhões. Em agosto de 2003, a empresa passou a se chamar Yamana Gold e fez um grupamento de ações de 27 para 1.
"Essa foi a grande sacada: já entrar no mercado listada na bolsa, com operação, produzindo e gerando caixa", disse Portugal. A mensagem aos funcionários foi clara: não havia dinheiro nem para o capex de melhoria, e, se a mina não gerasse caixa, acabaria. Depois vieram os ativos de Chapada, em Goiás, hoje da Lundin, que chegou a produzir 70 mil toneladas de cobre e 100 mil onças de ouro por ano. Como a Yamana só reportava ouro ao mercado, o cobre levava o custo por onça a território negativo. Também vieram o projeto São Francisco, em Mato Grosso, perto de Pontes e Lacerda, e um pequeno projeto em Fazenda Nova. Este foi desenhado "em papel A4", com o engenheiro Seiti Nakamura, sem contratação de empresa de engenharia: uma operação de 36 mil onças anuais, sobre 200 mil onças de recurso, construída com US$ 8 milhões em 2004.
Chapada estava havia 30 anos no papel, porque o cobre valia menos de US$ 1 por libra. A obra começou com o metal em torno de US$ 1,20, foi entregue no prazo e no orçamento, e o cobre subiu para US$ 3. O investimento, previsto para ser pago em 36 meses, pagou-se em oito. Aos preços de hoje, calculou Portugal, Chapada geraria algo como US$ 1,2 bilhão. A Yamana, que valia US$ 30 milhões em dezembro de 2003, quando a onça estava entre US$ 330 e US$ 350, chegou a valer cerca de US$ 20 bilhões por volta de 2011. A ação atingiu o pico de pouco mais de US$ 20 em 8 de novembro de 2012.
Para Portugal, duas lições se destacam. A primeira é que comprar uma operação existente tornou muito mais fácil convencer investidores, que viam competência, mão de obra, conhecimento e produção, e não apenas risco. Quem duvidava que houvesse ouro numa mina que a Vale ia fechar, não levava em conta a diferença de custo entre uma júnior e uma grande empresa. A segunda é a credibilidade. "O recado que a gente dá ao investidor é: cumpra o que você promete. Não diga aquilo que você não vai cumprir." A Yamana, disse, entregou mais do que prometia até certo momento, quando outras decisões mudaram o rumo da empresa, depois da saída de Antenor, em 2010.
"O recado que a gente dá ao investidor é: cumpra o que você promete. Não diga aquilo que você não vai cumprir".— Arão Portugal, AP Consultoria
Ivan Truzzi, CEO da Amapá Minerals, autora do IPO mais recente de uma empresa com projeto no Brasil na bolsa de Toronto, é engenheiro eletricista pela USP, pós-graduado em finanças pelo Insper, diretor executivo da Starboard Partners e conselheiro da termelétrica Pampa Sul, com 11 anos de experiência em ativos especiais, turnarounds e reestruturações. Ele contou a retomada da mina de Tucano, no Amapá, que produziu cerca de 1,6 milhão de onças em 20 anos e passou por diversos donos e nomes, incluindo o grupo EBX, a Beadell e a Great Panther. A mina atingiu o pico de 166 mil onças em 2014 e produziu mais de 120 mil onças por oito anos seguidos, mas saiu de operação em 2022 e entrou em recuperação judicial.
A Starboard, fundo brasileiro especializado em ativos com bons fundamentos que não conseguem gerar valor por uma razão específica, viu ali uma oportunidade semelhante à da antiga Mineração Caraíba, hoje Ero, de cuja retomada também participou. O ativo tinha histórico de produção, cerca de 1,1 milhão de metros de sondagem e uma planta de lixiviação com carvão de 12 mil toneladas por dia, uma das maiores do país, com moinho semi autógeno, moinho de bolas e sete tanques de 2,4 mil metros cúbicos. Construir algo equivalente do zero, estimou Truzzi, custaria "muitos bilhões de dólares" e levaria pelo menos cinco anos, mesmo que tudo desse certo.
Os acionistas injetaram capital, a empresa saiu da recuperação judicial e, depois de um ano de trabalho, a planta voltou a funcionar em maio deste ano, com o primeiro ouro em muitos anos. As reservas recertificadas somam 1,1 milhão de onças apenas em lavra a céu aberto, o equivalente a cerca de dez anos de produção a 100 mil onças por ano. A mina já emprega 1.207 pessoas e caminha para 2 mil.
O IPO, explicou Truzzi, financia a segunda fase do plano. A primeira foi retomar a produção e recertificar as reservas. A segunda é desenvolver uma mina subterrânea, de teor mais alto, que pode reduzir o custo total e ampliar a vida útil, e retomar a exploração na região de Pedra Branca, no greenstone belt do Escudo das Guianas. A terceira será a exploração combinada com crescimento por aquisições. Por ser um ativo único, com uma planta e vários pits, e ter histórico de balanço alavancado, a empresa optou por financiamento via equity, e não por dívida, apesar de reconhecer que o Brasil oferece linhas de fomento com juros baixos. "Não queríamos estar pressionados por dívida. Queríamos o conforto de estar financiados por capital para desenvolver nossos projetos no tempo certo, na medida certa."
Perguntado por que escolheu Toronto, bolsa pouco usada por empresas brasileiras nos últimos anos, Truzzi apontou o apetite e o conhecimento dos investidores canadenses por mineradoras juniores, a clareza regulatória, com o NI 43-101, e o precedente da própria Ero. Na B3, disse, o processo seria mais caro e difícil, porque os investidores locais não estão acostumados a esse tipo de ativo. Em Nova York, a empresa ainda não teria porte suficiente. O NI 43-101, acrescentou, ajuda a organizar a casa, porque exige informações consistentes sobre geologia, mineração e finanças. A empresa também precisou construir do zero as áreas que não existiam na retomada, como jurídico, RH, riscos, compliance, geologia e operações.
Truzzi contou que fez, com o executivo Renan, cerca de cem reuniões com investidores de perfil técnico, que mantêm engenheiros de minas e geólogos em suas equipes. A prioridade foi atrair o que chamou de "real money": investidores de longo prazo, que conhecem mineração e ouro, e não quem compra o papel para vender logo em seguida. Não houve perguntas surpreendentes, disse, mas muitas perguntas interessantes, e cada reunião serviu de aprendizado. Ele resumiu o passo a passo em poucas etapas: montar um bom time, escolher bem os assessores, como o Mattos Filho, e o sindicato de bancos, formado por BTG e Bradesco no Brasil e Canaccord e BMO no Canadá, preparar demonstrações financeiras auditadas e construir o relatório técnico. "Depois é performar, ir a mercado e passar o chapéu." Sobre a importância das pessoas, brincou: "Por enquanto ainda são as pessoas. Daqui a uns anos, pode ser que só tenha sobrado a inteligência artificial."
A primeira conclusão do encontro é que o ciclo atual do ouro tem fundamentos mais estruturais do que conjunturais. A participação de bancos centrais e investimento na demanda subiu de 40% para cerca de 60% em 15 anos, os juros reais continuam baixos nas principais economias, o dólar perde força como reserva de valor e a relação reserva/ produção, de cerca de 20 anos, é próxima do lead time de novos projetos. Nenhum dos participantes arriscou projeções, mas a leitura predominante foi de preços sustentados por mais tempo.
A segunda conclusão é que o gargalo brasileiro não é geológico. O país tem boa parte do território pouco mapeado, o ouro lidera as análises feitas para pesquisa mineral e há exemplos de implantação rápida, como os 23 meses da G Mining em Tocantinzinho. Os limites estão na execução. Faltam profissionais: os ingressantes em Engenharia de Minas e Geologia caíram de 32 mil para 7 mil em pouco mais de uma década, centenas de operadores se aposentam nos próximos anos e seis minas subterrâneas disputam os mesmos trabalhadores. Falta maturidade de engenharia antes da decisão de construir, como mostrou o relato da Hochschild. O licenciamento é imprevisível. A legislação trabalhista do subsolo é de quase um século atrás. E o custo de capital, com a Selic de 13,75%, afasta o investidor local de projetos pré-operacionais.
A terceira conclusão diz respeito à disciplina. Da Hochschild, que segura um projeto já licenciado até a engenharia amadurecer, à PA Gold, que avalia ativos com o ouro a US$ 3.000, passando pela Pan American, que mira custos abaixo de US$ 2.000, os executivos insistiram que o preço atual não deve orientar decisões de longo prazo. O alerta de Camilo Farace sobre o ciclo em que a onça caiu de US$ 1.900 para US$ 1.050 ecoou nas falas sobre escalada de custos e salários.
A quarta conclusão é que a rota mais rápida para crescer tem sido a retomada ou a compra de ativos existentes. A história da Yamana, que nasceu comprando uma mina que a Vale ia fechar, e os casos de Jacobina, da Ero e da Amapá Minerals mostram que operações consideradas inviáveis num contexto podem ser muito rentáveis em outro. Ao mesmo tempo, a bolsa de Toronto volta a aparecer como caminho para financiar projetos brasileiros por meio de equity, diante das dificuldades do mercado local.
Por fim, o painel de ouro responsável indicou uma mudança de abordagem em relação ao garimpo, que passa a ser tratado como realidade territorial a ser formalizada por meio de parcerias com regras claras, e não apenas como ilegalidade a ser removida. O caso do Gurupi, onde o confronto travou o licenciamento por anos e a parceria destravou licenças em meses, foi o exemplo mais citado. A questão da origem, porém, segue sem uma resposta regulatória que satisfaça quem opera legalmente: o projeto de lei de rastreabilidade foi criticado por trazer custo e burocracia sem atacar as cerca de 35 toneladas que ainda deixam o país ilegalmente. E a coordenação entre empresas para formar mão de obra, defendida em quase todos os painéis, ainda está por ser construída.
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Baixar áudioA terça-feira (13) terá variação na intensidade das instabilidades na Região Sul, com previsão de chuva no Paraná e Santa Catarina, enquanto o tempo fica mais estável no centro-sul gaúcho, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, o dia será de muitas nuvens na maior parte do estado, incluindo o centro, oeste, sul e a Região Metropolitana de Porto Alegre. Nas áreas do norte, noroeste e nordeste gaúcho, há condição para pancadas de chuva isoladas. Em Porto Alegre, a temperatura mínima fica em 10°C e a máxima chega a 17°C.
Em Santa Catarina, a previsão aponta muitas nuvens com chuva isolada abrangendo o oeste, região serrana, Vale do Itajaí, sul, norte catarinense e a Grande Florianópolis. Em Florianópolis, os termômetros registram mínima de 16°C e máxima de 18°C.
No Paraná, o tempo permanece instável, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas em todo o estado, atingindo o norte, oeste, sudoeste, centro-sul, noroeste e a Região Metropolitana de Curitiba. Em Curitiba, a mínima prevista é de 15°C e a máxima alcança 20°C.
O interior da Região Sul apresenta um clima de extrema instabilidade e temperaturas mais amenas, abaixo da média nacional em vários pontos.
Um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, está ativo ao longo desta terça-feira (13), com encerramento às 23h59. A área de abrangência inclui:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA terça-feira (13) terá variação nas condições meteorológicas na Região Centro-Oeste, com chuva em parte dos estados e tempo seco no setor leste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em Mato Grosso, a previsão indica muitas nuvens com chuva isolada no centro-sul, norte, sudoeste e sudeste do estado. Em Cuiabá, a menor temperatura registrada é de 26°C e a maior atinge 38°C.
Em Mato Grosso do Sul, o dia será de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, com destaque para as regiões leste, centro-norte, sudoeste e a área dos Pantanais. Em Campo Grande, a mínima fica em 22°C e a máxima chega a 30°C.
Em Goiás, o tempo permanece com muitas nuvens nas regiões centro, leste, sul, norte e noroeste goiano, sem previsão de chuva. Em Goiânia, os termômetros registram mínima de 23°C e máxima de 34°C.
No Distrito Federal, a terça-feira terá predomínio de poucas nuvens. Em Brasília, a temperatura mínima prevista é de 22°C e a máxima alcança 34°C.
Um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, está ativo ao longo de toda a terça-feira (13), com encerramento às 23h59. A área de abrangência inclui:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
O clima no interior do Centro-Oeste combina forte aquecimento diurno com pancadas de chuva isoladas no fim do dia. Cidades do interior de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás registram máximas elevadas de até 35°C a 38°C.
Também está em vigor um aviso de baixa umidade, classificado como perigo potencial, com validade de 10 a 13 de outubro. A área de abrangência inclui:
A umidade relativa do ar varia entre 30% e 20%, com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA terça-feira (13) terá variação nas condições meteorológicas na Região Sudeste, com chuva no setor sul e tempo seco abrangendo a maior parte do interior mineiro e capixaba, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas na região metropolitana, litoral, Vale do Paraíba, Campinas, Sorocaba, Bauru, Presidente Prudente, Araçatuba e Ribeirão Preto.
Na capital São Paulo, os termômetros marcam mínima de 18°C e máxima de 27°C.
No Rio de Janeiro, o dia será de muitas nuvens com chuva isolada no Sul Fluminense e na região metropolitana. Na capital Rio de Janeiro, a menor temperatura registrada é de 20°C e a maior atinge 30°C.
Em Minas Gerais, o tempo fica com muitas nuvens e possibilidade de chuva no Sul, Sudoeste, Campo das Vertentes e Zona da Mata. As demais regiões, incluindo o Triângulo Mineiro, Central, Norte e a área metropolitana, seguem com predomínio de muitas nuvens e sem previsão de chuva. Em Belo Horizonte, a mínima é de 19°C e a máxima chega a 34°C.
No Espírito Santo, a terça-feira terá predomínio de muitas nuvens em todo o estado. Em Vitória, a mínima prevista é de 22°C e a máxima alcança 32°C.
No interior do Sudeste, a terça-feira será marcada por um clima abafado e pancadas de chuva persistentes. As temperaturas seguem elevadas, mas a aproximação de instabilidades traz acumulados de água significativos para o interior de São Paulo e o sul de Minas Gerais, favorecendo um clima propenso a temporais isolados com raios durante a tarde e a noite.
Um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, está ativo ao longo de toda a terça-feira (13), com encerramento às 23h59. A área de abrangência inclui:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Também está em vigor um aviso de baixa umidade, classificado como perigo potencial, com validade de 10 a 13 de outubro. A área de abrangência inclui:
A umidade relativa do ar varia entre 30% e 20%, com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA terça-feira (13) terá variação de nuvens e chuva isolada em parte da Região Norte, além de avisos de tempestade e baixa umidade do ar em diferentes trechos, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Tocantins, o dia segue com muitas nuvens no setor ocidental e oriental do estado. Em Palmas, a temperatura mínima fica em 25°C e a máxima chega a 38°C.
No Pará, a maior parte do estado registra muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada nas áreas do nordeste e litoral paraense. Em Belém, os termômetros marcam entre 25°C e 35°C.
No Amapá, o tempo fica com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. Em Macapá, a mínima é de 25°C e a máxima alcança 34°C.
Em Roraima, o predomínio é de muitas nuvens ao longo do dia. Em Boa Vista, a menor temperatura fica em 27°C e a maior atinge 38°C.
No Amazonas, a previsão aponta muitas nuvens com chuva isolada abrangendo o centro, sul, sudoeste e norte amazonense. Em Manaus, as temperaturas variam entre 26°C e 35°C.
Em Rondônia, o dia terá muitas nuvens com chuva isolada no leste rondoniense e na região de Madeira-Guaporé. Em Porto Velho, a mínima é de 25°C e a máxima chega a 38°C.
No Acre, o tempo permanece com muitas nuvens e chuva isolada no Vale do Acre e no Vale do Juruá. Em Rio Branco, a mínima registrada é de 24°C e a máxima atinge 36°C.
No interior do Norte, o clima continua sob a influência do forte calor e da alta umidade equatorial. Os termômetros ultrapassam facilmente os 37°C, com picos acima de 40°C no interior do Tocantins e do Pará.
Um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, está ativo ao longo de toda a terça-feira (13), com encerramento às 23h59. A área de abrangência inclui:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Também está em vigor um aviso de baixa umidade, classificado como perigo potencial, com validade de 10 a 13 de outubro. A área de abrangência inclui:
A umidade relativa do ar varia entre 30% e 20%, com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA terça-feira (13) terá predomínio de muitas nuvens na Região Nordeste, com variação na nebulosidade e índices reduzidos de umidade relativa do ar em trechos de todos os estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Maranhão, o tempo permanece com muitas nuvens ao longo do dia. Em São Luís, a temperatura mínima fica em 26°C e a máxima chega a 33°C.
No Piauí, a nebulosidade também predomina em todo o território. Em Teresina, os termômetros registram mínima de 23°C e a maior máxima da região, atingindo 40°C.
No Ceará, a previsão aponta dia de muitas nuvens. Em Fortaleza, a mínima prevista é de 25°C e a máxima alcança 32°C.
No Rio Grande do Norte, o tempo varia entre nuvens. Em Natal, as temperaturas oscilam entre 26°C e 32°C.
Na Paraíba, a condição de muitas nuvens se mantém. Em João Pessoa, a mínima é de 24°C e a máxima atinge 32°C.
Em Pernambuco, o dia terá variação de nebulosidade. No Recife, a mínima registrada é de 24°C e a máxima fica em 32°C.
Em Alagoas, o predomínio é de muitas nuvens. Em Maceió, os valores variam entre 23°C e 32°C.
Em Sergipe, o tempo segue com nebulosidade variável. Em Aracaju, a menor temperatura é de 24°C e a maior chega a 32°C.
Na Bahia, o estado registra muitas nuvens na faixa litorânea, na região metropolitana e nas áreas do interior. Em Salvador, os termômetros marcam mínima de 23°C e máxima de 32°C.
O interior nordestino, em especial o Sertão e o MATOPIBA, segue dominado por um clima de calor escaldante e ar seco. Sem previsão de chuva, o dia terá sol forte e temperaturas máximas extremas que podem atingir ou superar os 40°C.
Também está em vigor um aviso de baixa umidade, classificado como perigo potencial, com validade de 10 a 13 de outubro. A área de abrangência inclui:
A umidade relativa do ar varia entre 30% e 20%, com baixo risco de incêndios florestais e à saúde.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioCerca de 76% das empresas industriais que enfrentaram dificuldades para obter crédito de curto ou médio prazo, com vencimento em até cinco anos, apontaram os juros elevados como o principal obstáculo ao financiamento. Nas operações de longo prazo, acima de cinco anos, o problema foi mencionado por quase 69% dos empresários.
É o que revela a Sondagem Especial nº 107 - Condições de Acesso ao Crédito em 2026, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O levantamento ouviu 1.701 empresas industriais, sendo 692 de pequeno porte, 612 de médio porte e 397 de grande porte. As informações se referem ao período de fevereiro a julho de 2026.
Embora a proporção de empresas que apontaram os juros como principal dificuldade tenha diminuído em relação à edição anterior da pesquisa, o custo do crédito continua liderando o ranking de obstáculos ao financiamento industrial. Na sondagem anterior, 80% dos entrevistados relataram dificuldades com os juros nas operações de curto e médio prazo, enquanto 71% apontaram o problema no crédito de longo prazo.
A analista de Políticas e Indústria da CNI, Maria Virgínia Colusso, destaca que a taxa básica de juros (Selic) começou 2026 em 15% ao ano e que o Banco Central tem adotado uma postura cautelosa no processo de redução. Atualmente, a taxa está em 13,75% ao ano.
“Esses cortes levam um tempo para chegar a uma diminuição dos juros desse crédito. Então, temos um processo de defasagem entre esses movimentos que o Banco Central adota e o custo do crédito de fato. Como a Selic, mesmo após esse processo de flexibilização, ainda está muito elevada, o custo do capital ainda tem chegado bastante elevado para as empresas também”, afirma.
O segundo principal obstáculo à contratação de crédito de curto e médio prazo é a exigência de garantias reais pelas instituições financeiras, como bens imóveis, por exemplo. A dificuldade foi mencionada por 33,4% das empresas que enfrentaram problemas para acessar essas operações. No financiamento de longo prazo, o percentual foi de 31,5%.
A burocracia aparece como a terceira barreira mais citada para o crédito de curto e médio prazo, mencionada por 13,6% das empresas. Já nas operações de longo prazo, o terceiro entrave é o prazo de carência inferior ao necessário, apontado por 18,9% dos entrevistados. O resultado indica que parte dos empresários gostariam de ter mais tempo para começar a pagar as linhas de crédito pretendidas.
A sondagem mostra que metade (49,9%) das empresas industriais não buscou contratar ou renovar operações de crédito de curto e médio prazo no período analisado. Apenas 22,9% conseguiram contratar um financiamento ou renovar uma operação existente, enquanto 7,5% tentaram obter os recursos, mas não tiveram sucesso.
No crédito de longo prazo, a parcela de empresas que não buscou contratar ou renovar financiamentos foi ainda maior, de 54%. Outros 15,5% conseguiram obter um novo financiamento ou prorrogar uma operação existente. Já 9,2% tentaram acessar os recursos, mas não conseguiram.
Colusso explica que não buscar crédito, por si só, não representa necessariamente um problema. Em alguns casos, a empresa não precisou de financiamento no período ou optou por utilizar recursos próprios para custear as operações.
“Mas isso começa a soar como um alerta quando a gente olha em conjunto com outras informações da pesquisa. O elevado percentual de frustração, que é quando essas empresas buscam contratar novas operações ou renovar operações já existentes e não conseguem. Isso começa a ser um alerta”, ressalta.
Levando-se em conta apenas as empresas que buscaram contratar ou renovar crédito de curto/médio prazo, quase uma em cada quatro (24,7%) não tiveram sucesso. Nas operações de longo prazo, o índice chegou a 37,2%.
O recorte por porte mostra que as pequenas empresas registraram os maiores índices de frustração no acesso ao financiamento. Confira os percentuais:
O capital de giro foi a principal finalidade do crédito industrial, inclusive nas operações de longo prazo. Segundo a pesquisa, 28,7% das empresas que buscaram, contrataram ou renovaram esse tipo de financiamento apontaram a necessidade de capital de giro como motivo para recorrer a recursos de longo prazo.
Na sequência, aparecem os investimentos na expansão da capacidade produtiva, como a aquisição de máquinas e equipamentos, citada por 23,6% das empresas, e os aportes em construção e instalações, mencionados por 11,6%.
Nas operações de curto e médio prazo, o capital de giro teve participação ainda maior: quase 60% das empresas indicaram essa finalidade. Os investimentos em máquinas e equipamentos foram citados por 13,2%, enquanto os aportes em construção e instalações corresponderam a 5,8%.
A analista da CNI ressalta que o capital de giro é usado para pagar despesas operacionais, como folha de pagamento, materiais e insumos. Por isso, é esperado o uso do crédito de curto prazo com essa finalidade. Já a busca por financiamentos de longo prazo para cobrir esses gastos chama a atenção.
“O crédito de longo prazo voltado para o capital de giro nos chama atenção porque pode soar como uma sinalização de uma pressão também nesse financiamento. Pode soar como uma sinalização de que as empresas estão buscando o capital de longo prazo para financiar essas despesas operacionais. Então isso precisa ser analisado com cautela”, afirma Colusso.
Os empresários também apontaram medidas que poderiam facilitar o acesso ao financiamento. A principal demanda é a redução dos custos tributários e administrativos, mencionada por 38,4% dos entrevistados em relação ao crédito de curto e médio prazo e por 31,2% no caso das operações de longo prazo.
A ampliação das linhas de crédito públicas aparece em segundo lugar, com 22,8% das respostas para o financiamento de curto e médio prazo e 26,3% para o de longo prazo.
Já a simplificação das exigências impostas pelas instituições financeiras foi apontada por 21,1% das empresas no crédito de curto e médio prazo e por 22,1% nas operações de longo prazo.
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