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Baixar áudioDois anos após as enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul, o estado passou a ter a maior cobertura de monitoramento climático do país. Com a inauguração de novas estações meteorológicas automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capacidade de acompanhamento das condições do tempo praticamente dobrou. A rede local agora conta com 98 estações em operação.
“Há um esforço grande do Governo Federal para avançar na modernização do nosso sistema de monitoramento meteorológico. Posso dizer, com muita alegria, que o Rio Grande do Sul é o primeiro estado do Brasil completamente coberto, sem vazios. Isso é fruto da importância de apoiar todos os setores da economia - comércio, serviços, portos, aeroportos e, sobretudo, a agricultura - com informação fidedigna”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula.
O ministro esteve em Porto Alegre, nessa quinta-feira (7), onde participou da cerimônia “Governo do Brasil do lado do povo gaúcho: 2 anos de reconstrução do Rio Grande do Sul”. O evento teve como objetivo acompanhar o andamento das ações de reconstrução no estado, bem como formalizar a autorização para o início de novas obras financiadas com recursos do Governo Federal em municípios atingidos pelas enchentes de abril e maio de 2024.
André de Paula destacou os investimentos na modernização e ampliação do sistema de monitoramento meteorológico no estado. Segundo o ministro, a medida assegura a capacidade de previsão climática e emissão de alertas antecipados para eventos extremos, como chuvas intensas, enchentes e estiagens, além de contribuir diretamente para o fortalecimento da atuação da Defesa Civil e para a prevenção de desastres.
A iniciativa também beneficia o agronegócio local. A expansão da rede de monitoramento do clima ajuda o setor agropecuário no planejamento de plantio, irrigação e manejo de culturas.
Além disso, o ministro ressaltou o esforço feito na recuperação da capacidade produtiva em regiões afetadas por eventos climáticos extremos através do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq). “Graças à atuação da bancada federal, já entregamos 500 máquinas ao estado. São esforços que se somam e demonstram o compromisso claro e permanente do Governo Federal de estar ao lado do povo gaúcho”, disse.
Durante o evento, foi apresentado um balanço consolidado das ações federais executadas ao longo dos últimos dois anos no Rio Grande do Sul, com destaque para iniciativas de reconstrução, retomada econômica e apoio direto à população atingida.
Desde o início das ações emergenciais, mais de R$ 89 bilhões em recursos federais foram destinados ao estado e aos municípios gaúchos, dos quais 94% já foram executados. Os investimentos abrangem diversas frentes, incluindo assistência social, habitação, defesa civil, infraestrutura, saúde, educação, apoio econômico e ações de prevenção de desastres.
Uma das principais formas de financiamento é o Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (FIRECE). Instituído em dezembro de 2024, o fundo destinou R$ 6,5 bilhões para obras estruturantes de prevenção e mitigação de desastres, destinados ao fortalecimento dos sistemas de proteção contra cheias.
Após a apresentação do balanço das ações, a segunda etapa do evento foi marcada pela autorização para o início de novas obras em mais de dez municípios gaúchos, com foco na reconstrução de infraestrutura urbana e na ampliação da resiliência das cidades.
Na área habitacional, mais de mil unidades do programa Minha Casa, Minha Vida tiveram autorização para início das obras. Ao todo, 22 municípios serão contemplados com a construção de 540 unidades habitacionais, no valor de R$ 72 milhões. Adicionalmente, contratos no valor de R$ 126 milhões viabilizam a construção de 632 moradias na modalidade Reconstrução, destinada a famílias que perderam suas residências nas enchentes de 2024.
Por meio do Novo PAC, também foram autorizadas obras de urbanização da Comunidade Steigleder, em São Leopoldo, além de intervenções em saneamento no município de Pinhal e ações de regularização fundiária de interesse social em Caxias do Sul, beneficiando centenas de famílias.
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Baixar áudioA previsão das condições climáticas é um dos pilares para o manejo e o planejamento das lavouras no país. Nesse contexto, o novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visitou, nesta segunda-feira (13), a sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília, para conhecer a estrutura operacional do órgão e discutir a ampliação da rede de monitoramento climático.
Acompanhado do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e da chefe de gabinete, Adriana Toledo, o ministro foi recebido pelo diretor do instituto, Carlos Alberto Jurgielewicz. No local, foi apresentada a estrutura do instituto, incluindo o Centro de Previsão Meteorológica, a área de processamento de dados e as instalações que passaram por reforma para modernização.
O processo de ampliação da rede de monitoramento foi um dos principais temas apresentados durante a reunião. Na ocasião, foram citados como exemplos o número de estações no Rio Grande do Sul, que passou de 44 para 98 em apenas um ano, e em Mato Grosso, onde a rede foi ampliada com a instalação de mais 27 unidades.
Ações em andamento também foram abordadas. Nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, o projeto de implantação de 220 novas estações voltadas ao monitoramento na área de influência de Furnas, que deve mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantir maior segurança energética e apoiar a gestão eficiente dos recursos hídricos. Em Pernambuco, a previsão é de ampliação para 19 estações.
Ao final da visita, de Paula ressaltou a importância estratégica do Inmet para o desenvolvimento do agro brasileiro e os investimentos realizados na modernização do instituto. “Não dá para fazer uma agricultura de sucesso se você não tem a questão climática presente nas suas preocupações. E tudo que eu vi aqui dá conta do enorme investimento que foi feito nos últimos três anos”, afirmou.
O diretor Carlos Alberto Jurgielewicz celebrou os investimentos recentes e a nomeação de novos servidores para melhorar ainda mais os serviços do órgão. “Já temos hoje 85% de assertividade na nossa previsão meteorológica e, com a chegada dos novos concursados, nós conseguiremos aumentar essa efetividade, fazendo com que a gente possa entregar para o Brasil a melhor meteorologia com a melhor assertividade”, destacou.
O secretário-executivo Cleber Soares enfatizou que inovação, tecnologia e produtividade no campo precisam caminhar lado a lado com a meteorologia, ferramenta indispensável para o planejamento e a tomada de decisão no setor agropecuário.
Com 116 anos de atuação, o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é a referência nacional no monitoramento do tempo e do clima para emissão diária de previsões, avisos de tempo severo e boletins agroclimatológicos, prestando serviços estratégicos para a agropecuária brasileira e para a sociedade. Atualmente, o instituto conta com cerca de 700 estações meteorológicas, entre automáticas e convencionais, além de uma rede parceira que reúne cerca de 10 mil estações cadastradas, ampliando a capilaridade das informações em todo o território nacional.
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Baixar áudioA maior intensidade do El Niño deve prejudicar a horticultura brasileira em 2026. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), o novo cenário climático para este ano tende a ampliar riscos e exigir um nível ainda maior de planejamento técnico, leitura regional do clima e gestão de custos.
As projeções indicam temperaturas médias mais elevadas ao longo do ano e mudanças no regime de chuvas a partir do inverno, com efeitos diferenciados dentre as regiões do país. Como consequência, produtores devem perceber intensificação de problemas fitossanitários, aceleração de ciclos e comprometimento da qualidade, especialmente quando associadas ao excesso de umidade. Em áreas com menor disponibilidade hídrica, o custo e a viabilidade da irrigação tornam-se fatores centrais para a manutenção da produção.
Nem mesmo os ganhos de produtividade compensam as perdas. A experiência recente mostra que o aumento de oferta, a perda de qualidade e a maior pressão sobre os custos podem pressionar a rentabilidade do produtor, como evidenciado ao longo de 2025.
Com esse cenário, a prevenção e o planejamento são as estratégias mais eficazes. O monitoramento climático contínuo, o manejo mais preciso, o escalonamento de plantios e a avaliação criteriosa de riscos serão determinantes para preservar produtividade, qualidade e rentabilidade na horticultura brasileira em 2026.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que não há um efeito único sobre todas as frutas e hortaliças. Os impactos do El Niño variam conforme a cultura, a região e o sistema produtivo.
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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta para acumulados expressivos de chuva em diversas regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril de 2026. Segundo o órgão, os maiores volumes são esperados nas regiões Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.
Na Região Norte, os destaques são para Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins, onde os acumulados podem ultrapassar 80 mm, chegando a mais de 150 mm em pontos isolados. As chuvas tendem a ser mais persistentes em Roraima e no oeste do Amazonas.
No Nordeste, os maiores volumes são previstos para o centro-norte do Maranhão e do Piauí, além do sul do Ceará, com acumulados em torno de 80 mm e picos de até 150 mm. No sul da Bahia e no Maranhão, os volumes variam entre 50 e 80 mm. Já no restante do litoral nordestino, os acumulados ficam entre 20 e 50 mm, com chuvas mais fracas nas demais áreas.
No Centro-Oeste, as precipitações se concentram no norte de Mato Grosso, com até 70 mm, podendo ultrapassar 80 mm em áreas isoladas. No Distrito Federal, centro-sul de Mato Grosso e noroeste de Goiás, os volumes variam entre 20 e 40 mm.
No Sudeste, a previsão indica chuvas persistentes no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro, com acumulados acima de 50 mm e picos de até 80 mm. Em outras áreas da região, os volumes ficam entre 20 e 50 mm.
Já no Sul, os maiores acumulados são esperados no litoral do Paraná e de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e possibilidade de atingir 80 mm. Nas demais áreas, a tendência é de chuvas fracas e baixos acumulados.
O alerta é voltado principalmente para gestores municipais e Defesas Civis, devido ao risco de transtornos em áreas mais vulneráveis.
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A possível formação do El Niño em 2026 acende um alerta para o setor agrícola brasileiro. Segundo o Centro de Previsão Climática (CPC), da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), há 62% de probabilidade de o fenômeno se estabelecer entre junho e agosto, com chances superiores a 80% até o fim do ano.
Antes disso, a tendência é de transição da atual La Niña para uma condição de neutralidade entre março e maio, com mais de 90% de probabilidade. O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial, influenciando padrões climáticos em várias partes do mundo. No Brasil, os efeitos são distintos entre as regiões.
No Norte e Nordeste, além de parte do Centro-Oeste e Sudeste, o fenômeno costuma reduzir as chuvas e aumentar a frequência de períodos de estiagem. Esse cenário pode prejudicar o plantio e o desenvolvimento inicial de culturas como soja e milho, principalmente em sistemas de sequeiro.
Já na Região Sul, o El Niño está associado ao aumento das chuvas, especialmente durante o inverno e a primavera. Embora isso possa favorecer a disponibilidade hídrica, o excesso de umidade no solo pode causar encharcamento, dificultar o manejo agrícola e favorecer doenças fúngicas.
Para culturas de inverno no Sul, como os cereais, os meses mais críticos costumam ser setembro e outubro, quando há maior volume de chuvas. Nessas condições, fases importantes como floração e enchimento de grãos podem ser comprometidas, reduzindo a produtividade e a qualidade das lavouras.
Na safra de verão, os impactos variam. Enquanto o déficit hídrico no Norte e Nordeste pode dificultar o estabelecimento das lavouras, no Sul o excesso de chuva pode atrasar o plantio e prejudicar a colheita.
De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno, se confirmado, deve influenciar principalmente o final do inverno e a primavera de 2026. Os impactos, no entanto, também dependem de fatores como a intensidade do evento e as condições dos oceanos Atlântico Tropical e Sul.
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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o boletim de previsão do tempo para o outono, que tem início no Hemisfério Sul nesta sexta-feira (20) e se estende até o dia 21 de junho. A previsão aponta a ocorrência de geadas na Região Sul e tempo seco no Brasil Central.
Considerado uma estação de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, o período do outono deverá ter chuvas mais escassas no interior do país, sobretudo no semiárido nordestino. Há registros de volumes importantes de chuva sobre as porções norte das regiões Norte e Nordeste, associados à atividade convectiva tropical e à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
O outono também é caracterizado pelas incursões de massas de ar frio oriundas do sul do continente — fenômenos que trazem ar seco e gelado do sul do continente para o Brasil —, que provocam a diminuição das temperaturas do ar, principalmente na Região Sul e parte da Região Sudeste.
O Inmet destaca a observação das primeiras formações de fenômenos adversos durante a estação, tais como nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e em Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até mesmo no sul de Goiás.
Na última semana, o Inmet divulgou o prognóstico climático para o trimestre entre março e maio, com informações sobre o clima e o comportamento do campo. O documento — que retrata um cenário de transição climática e risco de estresse hídrico em culturas de segunda safra — traz importantes direcionamentos para produtores rurais das cinco regiões sobre potenciais desafios a serem enfrentados durante o período.
Confira aqui o prognóstico climático para o trimestre.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA 6ª Conferência Nacional das Cidades, realizada em Brasília (DF) entre 24 e 27 de fevereiro, aprovou o documento responsável por atualizar as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano (PNDU). O material servirá de guia para a formulação das políticas públicas voltadas à gestão urbana nos próximos anos.
Segundo o Ministério das Cidades (MCID), cerca de 2 mil delegados das cinco regiões do país participaram da homologação do caderno de propostas. Das 249 contribuições apresentadas, aproximadamente 90% foram aprovadas e passaram a integrar ou modificar as diretrizes da PNDU.
Entre os eixos incorporados estão:
O texto final reúne sugestões das etapas municipais e estaduais, além das salas temáticas realizadas durante o evento. Nesses espaços, representantes do governo, da sociedade civil, de movimentos sociais e especialistas discutiram propostas setoriais para enfrentar os principais desafios das cidades brasileiras.
Diante da tragédia climática em Minas Gerais, nos municípios de Juiz de Fora e Ubá, o ministro das Cidades, Jader Filho, ressaltou a urgência de ampliar os investimentos em prevenção.
“Para tornar nossas cidades mais resilientes, adaptadas e preparadas para os eventos climáticos, temos que colocar recursos, e é o que o governo federal tem feito. O que está acontecendo agora em Juiz de Fora e Ubá mostra que precisamos ter pressa com prevenção”, afirmou.
Na ocasião, também foram anunciadas e homologadas as entidades que assumem a nova gestão do Conselho das Cidades (ConCidades).
Criado em 2004, o ConCidades funciona como órgão colegiado vinculado ao MCID, com caráter deliberativo e consultivo. Entre as atribuições estão propor diretrizes, programas, normas, instrumentos e prioridades, além de acompanhar e avaliar a execução da PNDU.
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Baixar áudioA maior intensidade do El Niño deve prejudicar a horticultura brasileira em 2026. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea-Esalq/USP), o novo cenário climático para este ano tende a ampliar riscos e exigir um nível ainda maior de planejamento técnico, leitura regional do clima e gestão de custos.
As projeções indicam temperaturas médias mais elevadas ao longo do ano e mudanças no regime de chuvas a partir do inverno, com efeitos diferenciados dentre as regiões do país. Como consequência, produtores devem perceber intensificação de problemas fitossanitários, aceleração de ciclos e comprometimento da qualidade, especialmente quando associadas ao excesso de umidade. Em áreas com menor disponibilidade hídrica, o custo e a viabilidade da irrigação tornam-se fatores centrais para a manutenção da produção.
Nem mesmo os ganhos de produtividade compensam as perdas. A experiência recente mostra que o aumento de oferta, a perda de qualidade e a maior pressão sobre os custos podem pressionar a rentabilidade do produtor, como evidenciado ao longo de 2025.
Com esse cenário, a prevenção e o planejamento são as estratégias mais eficazes. O monitoramento climático contínuo, o manejo mais preciso, o escalonamento de plantios e a avaliação criteriosa de riscos serão determinantes para preservar produtividade, qualidade e rentabilidade na horticultura brasileira em 2026.
Os pesquisadores ressaltam, no entanto, que não há um efeito único sobre todas as frutas e hortaliças. Os impactos do El Niño variam conforme a cultura, a região e o sistema produtivo.
Copiar o textoPrevisão da Climatempo é que fenômeno seja mais forte este ano; Mato Grosso do Sul começa prevenção
Baixar áudioTemporais severos e ondas de calor fortes e frequentes em diversas regiões do interior do Brasil. Esses são os efeitos do El Niño, fenômeno climático que deve atingir o país no meio do ano, segundo a Climatempo.
Decorrente do aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico equatorial, o El Niño deixa o ar mais quente e faz com que a chuva ocorra de forma irregular na maior parte do território nacional. Ao mesmo tempo, aumenta as chuvas no Rio Grande do Sul e reduz no extremo norte brasileiro, deixando a Amazônia e Nordeste mais propensos à seca severa.
Em Mato Grosso do Sul, a previsão é de intensificação de ocorrências de incêndios florestais nos biomas do estado, especialmente, no Pantanal. O El Niño interfere no regime de chuvas e no padrão de temperatura e de ventos, e é responsável pelas maiores temperaturas já registradas e elevando consideravelmente o risco de fogo na região.
Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), o fenômeno deve atingir o ápice entre o fim do outono e o início do inverno. Mas já nos próximos meses a situação deve se agravar, após período de chuvas abaixo do esperado até janeiro, mesmo com a melhora no registro de precipitação no início de fevereiro, quando alguns municípios já superaram a média de chuva esperada para todo o mês.
Diante desse panorama, o governo do estado tem preparado ações preventivas e de combate aos incêndios florestais. O objetivo é garantir resposta ágil e eficiente em todos os biomas por terra e ar, com utilização de aeronaves para combate às chamas em locais de difícil acesso e transporte de equipes.
A atuação também conta com uso de tecnologia, sendo os drones e as análises de satélites importantes aliados para tornar o trabalho de controle e extinção do fogo mais efetivo.
Na Operação Pantanal 2025, houve registro de redução expressiva no número de focos de calor e área queimada pelo fogo. Foram queimados 202,6 mil hectares no ano passado, apenas 8,8% dos mais de 2,3 milhões de hectares consumidos pelo fogo em 2024 no estado.
A maior conscientização da população, o fortalecimento da atuação interinstitucional, condições climáticas mais favoráveis, além da qualificação técnica das equipes foram fundamentais para a contenção de danos.
O Corpo de Bombeiros Militar é o maior responsável pelo resultado. A corporação atua tanto na preparação – com manejos preventivos do fogo, capacitações de bombeiros militares e formação de brigadistas, além do trabalho essencial realizado desde 2024 com a instalação de bases avançadas no Pantanal –, quanto na operação. No total, 1.298 militares foram mobilizados, com apoio de 60 viaturas para atender 4.391 ocorrências registradas, a maioria em regiões urbanas.
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Baixar áudioOrganizações sociais interessadas em executar ações de regularização fundiária, ambiental e de assistência técnica na Amazônia já podem se inscrever, desde sábado (7), em uma iniciativa que integra o Programa União com Municípios pela Redução do Desmatamento e Incêndios Florestais na Amazônia (UcM). O projeto contará com investimento de R$ 131,9 milhões do Fundo Amazônia.
A chamada pública foi lançada pelos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto tem potencial para beneficiar cerca de 7 mil famílias agricultoras em 48 municípios prioritários para o controle do desmatamento nos estados do Acre, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Roraima. O foco são agricultores familiares, assentados da reforma agrária e ocupantes de terras públicas federais ainda sem destinação.
As entidades interessadas devem estar credenciadas na Anater e apresentar suas propostas até o dia 2 de março, por meio do Sistema de Gestão de Ater (SGA). Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail [email protected].
A iniciativa busca garantir segurança jurídica sobre a terra e promover a inclusão produtiva, aliando regularização fundiária e ambiental à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater). O objetivo é ampliar a renda das famílias de forma sustentável, com práticas agroecológicas e sistemas agroflorestais, mantendo a floresta.
Este é o primeiro de três projetos previstos pelo Programa União com Municípios com recursos do Fundo Amazônia nos próximos cinco anos. A meta é alcançar cerca de 30 mil famílias, com investimento total estimado em R$ 600 milhões.
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