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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que o fenômeno El Niño começou a influenciar o regime de chuvas na Região Sul do Brasil. De acordo com nota técnica divulgada pelo órgão, a última semana apresentou a consolidação de padrões atmosféricos característicos do fenômeno, favorecendo o aumento das precipitações sobre os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Desde o início de 2026, o Inmet acompanha a evolução das condições oceânicas e atmosféricas no Oceano Pacífico para identificar o momento em que os efeitos do El Niño passariam a ser observados no território brasileiro. A confirmação ocorre após meses de monitoramento e reforça as previsões divulgadas anteriormente pelo instituto sobre a formação do fenômeno.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. No Brasil, esse padrão costuma provocar efeitos distintos entre as regiões: enquanto o Sul tende a registrar chuvas acima da média, parte das regiões Norte e Nordeste pode enfrentar redução das precipitações ao longo dos próximos meses.
Segundo o Inmet, a tendência é de que a influência do fenômeno se intensifique durante o segundo semestre de 2026, elevando a probabilidade de episódios de chuva persistente e acumulados expressivos na Região Sul. O órgão destaca que o monitoramento continuará sendo realizado para acompanhar a evolução do El Niño e subsidiar ações de prevenção diante de possíveis impactos em setores como agricultura, recursos hídricos e defesa civil.
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Baixar áudioO Senado Federal deve analisar nos próximos dias a Medida Provisória 1.342/2026, que abre crédito extraordinário de R$ 1,3 bilhão no Orçamento da União para ações de resposta aos municípios atingidos por fortes chuvas. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados sem alterações e, se receber o aval dos senadores, seguirá para promulgação.
Editada pelo governo federal em março deste ano, a medida busca garantir atendimento imediato às famílias afetadas pelos temporais, recuperar a infraestrutura danificada e apoiar a retomada das atividades econômicas nas regiões atingidas, sobretudo em municípios da Zona da Mata mineira, onde as chuvas entre o fim de fevereiro e o início de março provocaram grandes prejuízos.
Do total previsto, R$ 5 milhões serão destinados ao fortalecimento da rede do Sistema Único de Assistência Social (Suas) em Minas Gerais. Outros R$ 500 milhões irão para o Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), com o objetivo de viabilizar a contratação de cerca de 2,5 mil moradias para famílias que perderam suas casas.
A medida também reserva R$ 300 milhões para o Fundo Garantidor de Operações (FGO), ampliando o acesso ao crédito para pessoas físicas e jurídicas afetadas pelos eventos climáticos. Além disso, outros R$ 500 milhões serão utilizados para o pagamento de auxílio financeiro de R$ 7,3 mil por família atingida, conforme previsto em outra medida provisória voltada ao enfrentamento dos desastres.
Durante a votação na Câmara, parlamentares de diferentes partidos defenderam a aprovação da proposta como forma de acelerar a recuperação das cidades afetadas e garantir apoio às famílias atingidas. Agora, a expectativa é pela votação no Senado, etapa necessária para que os recursos possam ser definitivamente incorporados ao Orçamento.
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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, indicando um cenário de temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o país e distribuição irregular das chuvas. As condições climáticas devem influenciar diretamente o planejamento agropecuário, o manejo das lavouras, a disponibilidade de água no solo e o desenvolvimento das principais culturas agrícolas.
Na Região Norte, a previsão é de chuvas abaixo da média em grande parte da região, especialmente no sul da Amazônia. A redução da umidade do solo pode comprometer o desenvolvimento das culturas de sequeiro e das pastagens, além de elevar o risco de queimadas. Em contrapartida, o tempo seco favorece a colheita e o preparo das áreas para a próxima safra.
No Nordeste, o trimestre também deve ser marcado por precipitações inferiores à média em grande parte da região e temperaturas acima do normal. O cenário aumenta a preocupação com a disponibilidade hídrica, principalmente no semiárido e em áreas do SEALBA (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia), onde culturas em fases mais sensíveis poderão sofrer perdas. Já nas áreas produtoras de algodão do MATOPIBA, o clima seco tende a favorecer a maturação e a colheita.
No Centro-Oeste, a combinação entre estiagem e calor acima da média deve intensificar o déficit hídrico ao longo do trimestre, especialmente em Mato Grosso e Goiás. A condição pode limitar o desenvolvimento das pastagens e das culturas conduzidas sem irrigação, embora favoreça a conclusão da colheita e o preparo do solo para a próxima safra.
No Sudeste, a previsão aponta chuvas próximas ou abaixo da média na maior parte da região, enquanto as temperaturas permanecem acima dos padrões climatológicos. A disponibilidade de água no solo tende a ser mais favorável apenas no extremo sul e leste de São Paulo, beneficiando as culturas de inverno. Nas demais áreas, o monitoramento da umidade do solo será fundamental para reduzir impactos sobre a produção agrícola.
Já na Região Sul, o cenário é diferente. O INMET prevê volumes de chuva acima da média na maior parte dos estados, com exceção de áreas do extremo oeste do Rio Grande do Sul e do Paraná, onde as precipitações devem ficar próximas da climatologia. A maior disponibilidade de água favorece as culturas de inverno, mas também exige atenção para o aumento do risco de doenças fúngicas e para possíveis dificuldades na realização de operações de campo.
De forma geral, o boletim destaca que o trimestre exigirá planejamento regionalizado, acompanhamento constante das condições meteorológicas e manejo adequado da água no solo. Essas medidas serão determinantes para minimizar perdas e aproveitar as oportunidades proporcionadas pelo clima em cada região do país.
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O fenômeno climático El Niño está oficialmente de volta e já desperta atenção de meteorologistas em todo o mundo, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). As condições características do fenômeno já estão presentes no Oceano Pacífico Equatorial e devem persistir até o verão austral de 2026/2027.
A confirmação foi divulgada, nesta quinta-feira (11), pelo Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que prevê a permanência do fenômeno ao longo dos próximos meses.
No Brasil, os efeitos costumam variar de acordo com a região. Historicamente, episódios de El Niño favorecem períodos mais secos em áreas do Norte e Nordeste, aumentando o risco de estiagens, redução da umidade do solo e pressão sobre os reservatórios de água.
O ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, reuniu na última quarta-feira (10), diversos órgãos federais para alinhar ações preventivas, de mitigação e de resposta ao El Niño ao Brasil. Durante o encontro, especialistas apresentaram os prognósticos mais recentes para o país. A Sedec acompanha a evolução do cenário e coordena estratégias para apoiar estados e municípios diante dos possíveis impactos.
Na Região Sul, o fenômeno costuma provocar chuvas acima da média. Esse cenário pode aumentar o risco de alagamentos, enchentes e elevação dos níveis dos rios durante eventos de precipitação intensa.
De acordo com a meteorologista da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, Cátia Valente, existem 63% de probabilidade de que o El Niño atinja intensidade muito forte em diferentes regiões do Brasil entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Com alta probabilidade de formação em 2026, o El Niño deve exigir atenção redobrada no estado gaúcho durante o segundo semestre, especialmente entre o final do inverno e a primavera. De acordo com a meteorologista Cátia Valente, os impactos do fenômeno ainda não podem ser definidos com precisão, pois dependem da atuação conjunta de diversos sistemas atmosféricos. Por isso, o momento é de planejamento e preparação para diferentes cenários.
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Baixar áudioA probabilidade de formação do fenômeno El Niño durante o inverno de 2026 chega a 90%, segundo meteorologistas da Defesa Civil de Santa Catarina e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do estado (Epagri/Ciram). Segundo os especialistas, a atmosfera sobre Santa Catarina já apresenta sinais mais evidentes de resposta ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico, reforçando a tendência de consolidação do fenômeno ao longo deste ano.
Além disso, dados mais recentes do Centro de Previsão Climática (CPC) da Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) também indicam alta probabilidade de formação do El Niño. Segundo o órgão, a chance de estabelecimento do fenômeno no trimestre entre maio, junho e julho é de 82%.
A previsão aponta ainda que o El Niño deve persistir até o início de 2027, com 96% de probabilidade de continuidade entre dezembro de 2026 e os meses de janeiro e fevereiro do ano seguinte.
O El Niño é um fenômeno climático natural caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Essa alteração interfere na circulação atmosférica e provoca mudanças nas condições meteorológicas em diferentes regiões do planeta.
Segundo o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Melquezedek da Silva, os efeitos do fenômeno variam de acordo com a região do Brasil.
“Na Região Sul, o El Niño causa aumento de chuvas e de eventos extremos de precipitação e, nas regiões Norte e Nordeste, provoca chuvas abaixo da média e secas. Já sobre o Centro-Oeste e o Sudeste, por serem áreas de transição e de baixa previsibilidade climática, o fenômeno torna as chuvas mais irregulares”, explica.
O meteorologista ressalta ainda que, em anos de El Niño, há tendência de temperaturas acima da média em todas as regiões do país, favorecendo a ocorrência de ondas de calor.
Apesar disso, os impactos podem variar conforme a intensidade do fenômeno e a influência de outros fatores climáticos.
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Inmet, a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM) divulgaram uma nota técnica alertando para o aumento do risco de eventos climáticos extremos associados ao El Niño e seus possíveis impactos sobre diversos setores da sociedade e da economia, como:
As instituições responsáveis pelo documento destacam a importância do monitoramento contínuo das condições oceânicas e atmosféricas, além do acompanhamento das previsões meteorológicas e climáticas emitidas pelos órgãos oficiais.
Segundo a nota, esse acompanhamento é essencial para aprimorar as previsões e orientar ações de planejamento, prevenção, mitigação e resposta diante dos possíveis impactos do fenômeno.
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Copiar o textoEntre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes
Baixar áudioSecas, estiagens e chuvas intensas provocaram R$ 785,4 bilhões em prejuízos aos municípios brasileiros entre 2013 e 2025. Os dados são de um levantamento divulgado nesta segunda-feira (25) pela Confederação Nacional de Municípios.
Segundo o estudo, os eventos climáticos extremos têm se tornado mais frequentes e intensos no país nos últimos anos. Os maiores impactos foram registrados nos setores de infraestrutura pública, agropecuária e habitação, conforme a tabela abaixo.
A seca e a estiagem responderam pela maior parte das perdas: R$ 458,3 bilhões ao longo dos últimos 13 anos. A região Nordeste concentrou 48% desse total, com R$ 270,6 bilhões em prejuízos. Em seguida aparecem as regiões Sul, com 27,6%, Sudeste, com 16,8%, Centro-Oeste, com 6,6%, e Norte, com 1%.
O levantamento considera registros entre 1º de janeiro de 2013 e 31 de dezembro de 2025. Nesse período, 95,1% dos municípios brasileiros foram atingidos ao menos uma vez por algum tipo de desastre.
A seca, a estiagem e o excesso de chuvas estão entre os eventos climáticos com maior impacto sobre os municípios brasileiros no período analisado.
Entre 2013 e 2025, seca e estiagem geraram cerca de 30 mil decretos de situação de emergência ou calamidade pública. Já os eventos relacionados ao excesso de chuvas somaram 22,8 mil registros.
As duas categorias juntas representam aproximadamente 70% das 74.745 decretações registradas no país desde 2013, com um total de 52,8 mil ocorrências.
Os demais desastres ligados a processos biológicos, climatológicos e tecnológicos somaram 21.867 registros, o equivalente a 29,3% do total.
As chuvas intensas também estiveram associadas a episódios de inundação, alagamentos, enxurradas, tempestades e deslizamentos. Os estados mais afetados por esses eventos foram Santa Catarina, responsável por 21,4% dos registros nacionais, Rio Grande do Sul, com 15,9%, e Minas Gerais, com 13,1%.
Entre janeiro de 2013 e dezembro de 2025, os desastres registrados no Brasil causaram 3.221 mortes.
O ano de 2022 teve o maior número de vítimas, com 607 óbitos — o equivalente a 18,8% do total. Em seguida aparecem 2013, com 414 mortes (12,9%), 2019, com 368 (11,4%), e 2024, com 311 mortes (9,7%).
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Ao longo dos 13 anos analisados, os desastres afetaram mais de 493,8 milhões de pessoas em todo o país.
Os impactos também provocaram deslocamentos em larga escala. Somadas as diferentes categorias relacionadas a desalojamento e desabrigo, cerca de 6,4 milhões de pessoas precisaram deixar suas casas.
A Região Norte concentrou o maior número de pessoas desabrigadas, com 369.882 registros, o equivalente a 33,85% do total nacional. O Nordeste aparece em seguida, com 32,42%, seguido pelo Sul, com 22,62%, Sudeste, com 10,10%, e Centro-Oeste, com 1% dos registros.
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Baixar áudioA atuação de um ciclone extratropical, associada a uma frente fria, ainda mantém o tempo severo na Região Sul do país até esta quarta-feira (8). A previsão inclui chuva moderada a forte, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo em áreas isoladas.
Após os temporais registrados entre segunda (6) e terça-feira (7), os maiores acumulados de chuva foram observados no Oeste do Rio Grande do Sul, com volumes superiores a 100 milímetros em 24 horas. Em algumas áreas, os acumulados já se aproximam de 200 mm ao longo da semana.
Nesta quarta-feira (8), as instabilidades seguem atuando principalmente durante a madrugada e início da manhã em regiões do Norte, Nordeste, Serra e Litoral Norte, além do Extremo Sul. Ao longo do dia, a tendência é de diminuição gradual da chuva, com períodos de nebulosidade.
Mesmo com a redução das instabilidades, ainda há previsão de rajadas de vento entre 60 e 80 km/h, com possibilidade de atingir os 90 km/h em pontos do Litoral Sul. O mar permanece agitado, com risco de ressaca.
No cenário hidrológico, a elevação dos níveis de rios e córregos exige atenção, especialmente no Oeste e Centro do Rio Grande do Sul. Há risco de alagamentos em áreas urbanas e cheias em pequenos cursos d’água. Já os rios de maior porte devem ter elevação moderada, sem indicativo de grandes inundações.
A partir desta quarta-feira até o dia 11, a tendência é de tempo mais estável na Região Sul. No entanto, uma nova área de baixa pressão pode voltar a provocar instabilidades nos próximos dias.
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Baixar áudioA safra de verão 2025/2026 na Região Sul do Brasil tem sido marcada por desafios causados por uma queda de braço entre a produtividade e o clima. Sob a influência do fenômeno La Niña, que historicamente reduz o volume de chuvas na parte meridional do país, produtores gaúchos, catarinenses e paranaenses enfrentam um ciclo de chuvas mais irregulares e a redução dos acumulados em relação às taxas normais para o período, impactando boa parte da safra.
O monitoramento do Inmet indicou que, apesar das dificuldades, o centro-sul e leste da região ainda conseguiram volumes pontuais de até 457,4 mm em estações como Morretes (PR), devido a instabilidades locais, contrastando com o quadro geral de seca imposto pelo fenômeno de larga escala.
No Rio Grande do Sul, o impacto do fenômeno foi sentido com maior rigor. O estado registrou volumes de chuva consideravelmente inferiores à média histórica durante meses cruciais para o enchimento de grãos. Embora fevereiro de 2026 tenha apresentado uma leve melhora em relação a janeiro, as precipitações ocorreram de forma concentrada, mantendo períodos prolongados de solo seco. Esse cenário de escassez hídrica severa resultou em perdas irreversíveis na produção de soja, especialmente nas regiões oeste e noroeste do estado, onde o armazenamento de água no solo caiu para níveis críticos.
Em Santa Catarina, a irregularidade das chuvas também impôs desafios severos às colônias agrícolas. No extremo oeste catarinense, os acumulados de chuva ficaram abaixo de 150 mm, o que limitou o potencial produtivo das lavouras de primeira safra. As temperaturas máximas médias elevadas, que em algumas localidades superaram os 33 °C , aceleraram a evapotranspiração, reduzindo rapidamente a reserva hídrica disponível. O cenário só não foi mais grave devido a pancadas de verão isoladas que, embora intensas em curto período, garantiram uma sobrevivência mínima em áreas do centro-leste do estado.
No Paraná, o panorama apresentou maior contraste regional. Enquanto o centro-sul e o leste paranaense conseguiram manter níveis satisfatórios de armazenamento de água no solo (acima de 70%), beneficiando a maturação e colheita, as porções oeste e noroeste sofreram com a influência direta do tempo seco. Em Marechal Cândido Rondon, por exemplo, as temperaturas máximas chegaram a médias de 34,4 °C, intensificando o estresse térmico sobre as plantas. O tempo firme, se por um lado agilizou a entrada das colheitadeiras no campo, por outro, limitou drasticamente o estabelecimento inicial das culturas de segunda safra.
O fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento das águas do Pacífico Equatorial, foi o principal motor dessa dinâmica. Mesmo em fase de transição para a neutralidade climática no final do primeiro trimestre de 2026, os efeitos residuais da seca acumulada durante o verão deixaram um rastro de prejuízos.
O Inmet aponta que a baixa trafegabilidade e as janelas de plantio apertadas para a safrinha são consequências diretas desse ciclo, exigindo que o agricultor sulista adote, cada vez mais, estratégias de manejo de solo e seguro agrícola para mitigar a volatilidade climática que se tornou a marca desta temporada.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia emitiu alerta para acumulados expressivos de chuva em diversas regiões do país entre os dias 30 de março e 6 de abril de 2026. Segundo o órgão, os maiores volumes são esperados nas regiões Norte e Nordeste, além da faixa litorânea do Sul e Sudeste.
Na Região Norte, os destaques são para Amazonas, oeste de Roraima, noroeste e centro-leste do Pará e norte do Tocantins, onde os acumulados podem ultrapassar 80 mm, chegando a mais de 150 mm em pontos isolados. As chuvas tendem a ser mais persistentes em Roraima e no oeste do Amazonas.
No Nordeste, os maiores volumes são previstos para o centro-norte do Maranhão e do Piauí, além do sul do Ceará, com acumulados em torno de 80 mm e picos de até 150 mm. No sul da Bahia e no Maranhão, os volumes variam entre 50 e 80 mm. Já no restante do litoral nordestino, os acumulados ficam entre 20 e 50 mm, com chuvas mais fracas nas demais áreas.
No Centro-Oeste, as precipitações se concentram no norte de Mato Grosso, com até 70 mm, podendo ultrapassar 80 mm em áreas isoladas. No Distrito Federal, centro-sul de Mato Grosso e noroeste de Goiás, os volumes variam entre 20 e 40 mm.
No Sudeste, a previsão indica chuvas persistentes no litoral de São Paulo, Vale do Paraíba e litoral sul do Rio de Janeiro, com acumulados acima de 50 mm e picos de até 80 mm. Em outras áreas da região, os volumes ficam entre 20 e 50 mm.
Já no Sul, os maiores acumulados são esperados no litoral do Paraná e de Santa Catarina, com volumes acima de 50 mm e possibilidade de atingir 80 mm. Nas demais áreas, a tendência é de chuvas fracas e baixos acumulados.
O alerta é voltado principalmente para gestores municipais e Defesas Civis, devido ao risco de transtornos em áreas mais vulneráveis.
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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o boletim de previsão do tempo para o outono, que tem início no Hemisfério Sul nesta sexta-feira (20) e se estende até o dia 21 de junho. A previsão aponta a ocorrência de geadas na Região Sul e tempo seco no Brasil Central.
Considerado uma estação de transição entre o verão quente e úmido e o inverno frio e seco, o período do outono deverá ter chuvas mais escassas no interior do país, sobretudo no semiárido nordestino. Há registros de volumes importantes de chuva sobre as porções norte das regiões Norte e Nordeste, associados à atividade convectiva tropical e à atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).
O outono também é caracterizado pelas incursões de massas de ar frio oriundas do sul do continente — fenômenos que trazem ar seco e gelado do sul do continente para o Brasil —, que provocam a diminuição das temperaturas do ar, principalmente na Região Sul e parte da Região Sudeste.
O Inmet destaca a observação das primeiras formações de fenômenos adversos durante a estação, tais como nevoeiros nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; geadas nas regiões Sul e Sudeste e em Mato Grosso do Sul; neve nas áreas serranas e nos planaltos da Região Sul; e friagem no sul da Região Norte e nos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e até mesmo no sul de Goiás.
Na última semana, o Inmet divulgou o prognóstico climático para o trimestre entre março e maio, com informações sobre o clima e o comportamento do campo. O documento — que retrata um cenário de transição climática e risco de estresse hídrico em culturas de segunda safra — traz importantes direcionamentos para produtores rurais das cinco regiões sobre potenciais desafios a serem enfrentados durante o período.
Confira aqui o prognóstico climático para o trimestre.
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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