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TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site do Brasil 61 - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

Brasil
04/06/2020 04:00h

Parceria entre FIEMS, Bombeiros e SAMU vai agilizar reparos de veículos e dar mais segurança aos pacientes infectados com a covid-19

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A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (FIEMS) colocou a estrutura à disposição do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) na luta contra o novo coronavírus. Além da produção de álcool em gel e de máscaras, a indústria sul-mato-grossense vai ajudar também na manutenção de ambulâncias.
 
A ideia é que a oficina automotiva da entidade sirva de apoio para esse trabalho. De acordo com o gerente do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) de Dourados, Rogério Mattos, os representantes do Corpo de Bombeiros e do SAMU aprovaram a ideia, já que muitas vezes os carros estragam entre as manutenções preventivas das corporações e nem sempre há tempo de fazer a corretiva. “O SENAI ajudaria justamente nessas ocasiões, disponibilizando os laboratórios, as oficinas e nossos instrutores, que são especialistas na área”, garante.
 
Já está sendo discutido e preparado um cronograma de reparos entre os órgãos. Rogério avalia essa ação como primordial para toda a população, que passa por um momento difícil. “Como o SENAI é referência em manutenção de máquinas e de manutenção elétrica e automotiva, acredito que a nossa missão é realmente oferecer soluções não só para a indústria, mas para a sociedade.”
 
Na opinião do gerente de Dourados, o estado, como um todo, tem superado as expectativas. “Essa pandemia deu início a uma onda de solidariedade e iniciativas importantes surgiram para proporcionar ajuda em diversos aspectos associados a essa crise e com isto surgiram muitas ações em nosso estado”, diz Rogério.
 
Entre as ações da FIEMS, estão a fabricação de álcool em gel, de álcool glicerinado, de pães que foram doados a asilos e orfanatos, de máscaras em tecido e em TNT, de aventais em TNT e capacitações gratuitas, entre outros. “As ações estão ainda se consolidando, mas temos percebido que a sociedade tem respondido positivamente em estar protegida para enfrentar essa pandemia.”
 

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Agronegócios
03/06/2020 08:18h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve alta de 0,58%

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A cotação da arroba do boi gordo começou a quarta-feira (3) com queda de 0,74% no preço e o produto é negociado a R$ 202,50 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 182. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 191.

O preço do quilo do frango congelado sofreu variação positiva de 0,99% e o produto é vendido a R$ 4,09. O preço do frango resfriado também teve variação positiva de 3,82% e a mercadoria é comercializada a R$ 4,08. 

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve alta de 0,58% e o produto é negociado a R$ 6,97. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 5,08. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 4,11. Os valores são do Canal Rural e Cepea.
 

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Agronegócios
03/06/2020 08:15h

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho caiu 0,28%

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A saca de 60 quilos do café arábica começou a quarta-feira (3) com queda de 1,12% no preço e é vendida a R$ 502,31 na cidade de São Paulo. O café robusta também teve queda de 0,99% no valor e a saca é comercializada a R$ 342,76 para retirada no Espírito Santo.

O açúcar cristal registrou baixa de 0,77% e o produto é vendido a R$ 76,21 em São Paulo. Em Santos, no litoral paulista, o valor da saca de 50 quilos, sem impostos, caiu 1,03% e a mercadoria é comercializada a R$ 76,16.

No mercado financeiro, o preço da saca de 60 quilos do milho caiu 0,28% e é negociada a R$ 49,60. Em Cascavel, no Paraná, o preço é R$ 43. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, o milho é vendido a R$ 35. Em Barreiras, na Bahia, o preço à vista é R$ 38. Os valores são do Canal Rural e Cepea. 


 

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Saúde
03/06/2020 04:00h

Levantamento da Embrapa mostra que saneamento básico ainda é realidade distante para a maior parte dos 30 milhões de moradores do campo; 3,5 milhões ainda não têm banheiro nas residências

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O sítio São João, conhecido como Escola da Floresta, é hoje uma referência nacional de sustentabilidade ambiental. O sítio fica na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, e é visitado por pessoas do Brasil inteiro, que vão até lá para conhecer um pouquinho mais sobre conservação e preservação da biodiversidade. Mas nem sempre foi assim.  

O produtor rural Flávio Marchesin, de 54 anos, conta que herdou do pai a propriedade. Até o ano de 2001, para que os moradores fizessem as necessidades fisiológicas, o sítio contava apenas com fossa rudimentar, conhecida também como fossa negra. Essa fossa é basicamente um buraco por onde são direcionados os dejetos, que caem diretamente no solo ou no lençol freático, sem qualquer tipo de tratamento. 

“Perto do nosso sítio passa um rio e a gente capta água desse rio para irrigação da nossa horta e da psicultura. Então, não tinha sentido a gente poluir esse rio e usar a água dele para irrigar os produtos que tínhamos no sítio”, lembra Flávio. 

Foi a partir daí, há quase 20 anos, que o produtor e a família resolveram procurar auxílio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que ajudou na implantação da fossa séptica biodigestor. A fossa séptica, diferentemente da rudimentar, é um tanque vedado e os dejetos são direcionados e tratados sem contaminar o solo e o lençol freático, além de evitar a propagação de doenças. 

Porém, a realidade atual de Flávio e da família não é a mesma vivida por milhões de pessoas no meio rural. De acordo com dados da Embrapa, apenas 28,7% dos moradores dessas áreas contam com rede pública de esgoto e/ou com fossa séptica. 

“Ainda assim, a gente precisa olhar esses números com muita cautela, porque esses são números autodeclarados. O recenseador visita a residência, pergunta às pessoas que moram ali se elas têm a fossa séptica e muitas vezes elas respondem que sim, mesmo tendo a rudimentar”, alerta o pesquisador Wilson Tadeu Lopes da Silva, que, há 17 anos, trabalha com o tema na Embrapa Instrumentação. 

Atualmente, cerca de 30 milhões de pessoas vivem no campo, mas apenas 20% delas usam soluções adequadas para o tratamento dos dejetos. O levantamento da Embrapa mostra também que cerca de 3,5 milhões de habitantes do meio rural ainda não possuem banheiro – isso equivale a 14% da população do campo. “Falta um pouco desse olhar para a população rural, especialmente das áreas isoladas. Geralmente, essas pessoas são negligenciadas”, lamenta Wilson. 

O que muita gente não sabe, segundo o pesquisador, é que o saneamento básico que chega às áreas urbanas passa primeiro pelas áreas rurais. “A água que a gente utiliza na cidade vem das nascentes que, geralmente, estão presentes na área rural. Então, preservar mananciais, nascentes e pensar na qualidade do saneamento rural é também pensar na qualidade do saneamento urbano.”

Novo coronavírus
O saneamento básico se tornou uma preocupação maior ainda com o momento atual. O Brasil ocupa, hoje, o segundo lugar com o maior número de casos de covid-19 em todo o planeta, perdendo apenas para os Estados Unidos. A nação verde e amarela já registra mais de meio milhão de casos confirmados da doença e quase 30 mil mortes confirmadas. 

“Estamos vivendo um momento totalmente diferente no Brasil e no mundo. E o que isso tem a ver com a falta de saneamento básico? O Brasil talvez tenha a infraestrutura mais atrasada. Podemos dizer que a grande solução do esgoto, hoje, é jogá-lo na natureza que ela cuida”, ironiza o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. 

Em um país com 209 milhões de habitantes, metade ainda não possui serviços de tratamento de esgoto. Segundo informações do Trata Brasil, somente 46% do volume de esgoto gerado é tratado. Além desse problema, 35 milhões de brasileiros ainda têm que lidar com a falta de acesso ao abastecimento de água. E a realidade é ainda mais assustadora para quem vive nas áreas periféricas e rurais.

“Como é que essas pessoas podem se higienizar, num momento de pandemia, se elas não têm água?”, questiona Carlos. “Muitas dessas pessoas usam água de poço, de cacimba, de cachoeira, de rio. Além de não se higienizar contra o coronavírus, elas podem adquirir outras doenças que são tradicionalmente transmitidas pelo esgoto doméstico”, lamenta. 

Classificada por ele como a maior pandemia dos últimos séculos, o novo coronavírus escancara uma realidade difícil para quem, muitas vezes, é invisibilizado pelo poder público. “Infelizmente, a falta de saneamento tem a ver com esse momento. Quando você fala para a população que a principal ação de proteção é o isolamento e a higiene, especialmente a das mãos, como fazer com quem não tem água? E milhões de brasileiros não têm acesso a ela”, lembra Édison Carlos. 

Marco legal
No Congresso Nacional, antes do início da pandemia, os parlamentares discutiam o futuro do saneamento por meio do Projeto de Lei 4.162/2019, que institui um novo marco legal. A previsão é que ele volte a ser centro de discussões e que tome forma ainda em junho. 

Entre outras regras, o texto determina que a regulamentação do setor, hoje uma atribuição dos municípios, se torne responsabilidade do governo federal, por meio da Agência Nacional de Águas (ANA). Ela ficaria responsável por regular as tarifas cobradas e estabelecer mecanismos de subsídio para populações de baixa renda. 

Para a pesquisadora do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV/CERI) Juliana Smiderle, o PL visa desenvolver o ambiente regulatório do país para reduzir a percepção de risco e atrair investimento para o setor. 

“Isso por conta do déficit que a gente vive”, esclarece. “Os recursos públicos para investimento em saneamento são cada vez mais escassos. Com isso, há a necessidade de atrair investimentos privados para o setor”, defende. Juliana acredita que isso fará com que cresça a competitividade no setor. “Com a competição, ficará mais fácil chegar ao objetivo, que é a universalização do serviço.” 

Ela destaca que a aprovação do PL é apenas o primeiro passo para essa competitividade. “Se o projeto for aprovado, vai permitir que isso aconteça. Porém, não é garantia que haverá de fato expansão e o aumento na qualidade na prestação dos serviços. Para que isso aconteça, é imprescindível uma regulação adequada e forte, contratos bem construídos e com metas bem definidas, fiscalização. Infelizmente, não é o que observamos hoje em dia”, opina.

O texto prevê, ainda, que os estados podem definir “microrregiões”, com a criação de “blocos de municípios”, para atrair o interesse da iniciativa privada. Vale ressaltar, entretanto, que nenhuma empresa pode deixar de atender, à revelia, determinado município, sob o risco de ter o contrato de concessão cancelado. Entre os critérios que poderão ser utilizados, estão o pertencimento à mesma bacia hidrográfica, vizinhança geográfica ou mesmo uma combinação entre localidades superavitárias e deficitárias. 

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Brasil
03/06/2020 04:00h

Iniciativa permite acompanhar, em tempo real, casos da doença e planejar ações preventivas para a saúde e para a economia

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A Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) criou um painel visual para monitorar a situação da covid-19 na indústria local. A partir de um banco de dados do Serviço Social da Indústria (SESI), que vem realizando testes da doença nos funcionários, é possível acompanhar pelo painel, em tempo real, o número de casos e pensar em ações e protocolos de segurança para reduzir o contágio pelo novo coronavírus.
 
O monitoramento pode ser acompanhado pelo portal “Mais RN”. A estratégia com o painel, segundo o assessor técnico de Economia e Pesquisa da FIERN, Pedro Albuquerque, é preparar o estado em relação ao número de leitos em hospitais e ao deslocamento de pacientes, por exemplo. “O que nossos estudos fazem é apontar um norte ao estado, permite planejar com base em dados. A única forma de frear a curva de contágio é o isolamento social”, alerta.
 
Desde abril, o SESI vem realizando testes rápidos nos trabalhadores industriais por meio do programa +Diagnósticos. O serviço é oferecido em todo o estado, a partir da demanda da empresa, e ocorre em três etapas: triagem, teste e laudo médico.
 
Os testes rápidos são realizados nos funcionários que apresentam pelo menos dois dos seguintes sintomas: dor de garganta, tosse, febre, dificuldade para respirar. Em caso de resultado positivo, o funcionário é afastado do trabalho e encaminhado a um médico do trabalho para emissão de laudo por meio da telemedicina. 
 
Até 25 de maio, já tinham sido realizadas quase 900 triagens em 28 empresas. Desses funcionários, 739 precisaram fazer o teste e 724 testaram duplo negativo (quando o paciente não foi exposto e nem apresenta o vírus).
 
“Os técnicos do SESI se dirigem às indústrias, fazem uma triagem dos trabalhadores, coletam informações como histórico, sintomas e exposição, e alguns desses são orientados a realizarem o teste para IgM e IgG”, detalha Pedro.
 
Os resultados positivos, explica Albuquerque, são identificados a partir da presença de hemoglobinas no sangue (IgM e IgG) que indicam o nível de defesa. No caso de IgM positivo, o paciente está com o vírus e o IgG aponta uma defesa de memória, indicando que teve o vírus, mas que já está curado.

As testagens foram feitas em Mossoró (375), Natal (256) e Parnamirim (56). Na indústria, os casos se concentram na faixa etária entre 25 e 44 anos de idade.
 
SESI realiza testagem do novo coronavírus em funcionários da indústria potiguar
 
“Nós acompanhamos os indicadores do dia a dia, mas nossas conclusões são retiradas apenas quando consolidamos os dados da semana e fazemos o paralelo com o total de testagens realizadas”, pontua.
 
Segundo o representante do SENAI, as fontes oficiais para a coleta dos dados são os boletins diários da Secretaria de Saúde e uma plataforma recém-lançada chamada “RegulaRN”, que criou um sistema que acompanha em tempo real os leitos em todo o estado. “Nós cruzamos essas informações e vamos mantendo atualizada nossa plataforma.”
 
Economia
O painel também vai ajudar o estado a se preparar para a retomada econômica durante a após o período de pandemia. De acordo com Pedro Albuquerque, os dados coletados de abril a cinco de maio permitiram que a FIERN lançasse o Plano de Retomada Gradual da Economia.
 
“Observamos que mais de 200 mil pessoas estão com dívidas em atraso e houve 70% a mais de procura pelo seguro desemprego, se comparado ao mesmo período do ano passado”, compara o assessor. Os dados revelaram ainda que mais de R$ 100 milhões deixaram de circular, por dia, só na capital.  
 
“Acompanhando os dados da saúde e da economia, percebemos que há uma necessidade de duplo esforço. Planejar o gerenciamento de crise dos leitos, mas também, começar a pensar como vamos superar o desafio econômico”, avalia.
 
A partir dos dados do painel e com o plano de retomada, Pedro detalha quais os próximos passos para o estado potiguar. “Queremos iniciar blitz educativas nas principais vias das cidades com mais de 100 mil habitantes, planejar o uso dos nossos testes em estoque e continuar com o maior esforço na abertura e gerenciamento de novos leitos”, completa.

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Economia
03/06/2020 04:00h

Crédito virá de agências e bancos internacionais e poderá ser aplicado na expansão de programas sociais, como Bolsa Família e de manutenção de renda e emprego, durante pandemia do novo coronavírus

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O Brasil terá um aporte extra de US$ 4 bilhões para aplicar em ações emergenciais contra o novo coronavírus. O empréstimo foi aprovado e virá de bancos multilaterais e de agências em desenvolvimento internacionais para o Programa Emergencial de Apoio à Renda de Populações Vulneráveis Afetadas pela Covid-19 no País. O valor será aplicado parcialmente na expansão de ações sociais como Bolsa Família, Renda Básica Emergencial e Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda e Seguro-Desemprego.

O Programa Emergencial foi elaborado pelo Ministério da Economia e aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), na última semana (29), e publicado por meio de resolução no Diário Oficial da União. A execução das ações referentes a emprego e renda ficarão a cargo da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. Já a Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania, ficará responsável pelas ações de Renda Básica Emergencial e expansão do Bolsa Família.

Com o crédito, o governo espera assegurar níveis mínimos de bem-estar aos mais vulneráveis diante da crise econômica causada pela pandemia. “O Brasil é um país em eterno desenvolvimento, por isso tem acesso a esse tipo de crédito. É muito vantajoso e importante que o País busque esses recursos”, acredita o presidente do Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF), Cesar Bergo. 

O economista lembra que esse tipo de crédito vai aumentar, sim, a dívida externa brasileira, que ultrapassou os US$ 320 bi no final do ano passado – convertendo para a nossa moeda, o valor equivale a R$ 1,7 trilhão. “Mas essa linha de crédito é de longo prazo, em até 20 anos, e o Brasil vai ter condições bem vantajosas para pagar”, tranquiliza Bergo. 

O consultor legislativo do Senado Federal e economista do Instituto Brasileiro de Mercados de Capitais (Ibmec) Alexandre Rocha avisa que o endividamento externo do Brasil vem ocorrendo desde 2014. Ele explica que o governo usa esse tipo de investimento para pagar não só as obrigações financeiras, mas também as primárias, como pagamento de salários, benefícios e investimentos. 

“Nesse contexto de crise em que estamos vivendo, esse endividamento vai precisar aumentar ainda mais. E até como forma de diversificação de fonte de financiamento, o governo decidiu recorrer aos organismos internacionais para cobrir uma parte dessas despesas”, justifica Rocha. 

Brasil terá um aporte extra de US$ 4 bilhões para aplicar em ações emergenciais contra o novo coronavírus

Os valores do empréstimo virão da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco Mundial, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF), Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW) e Novo Banco de Desenvolvimento (NDB). 

Segundo o governo, o financiamento permitirá o reembolso ao Tesouro Nacional de gastos já realizados e vinculados aos objetivos do Programa Emergencial. “Isso quer dizer que o Tesouro Nacional poderá usar os créditos desembolsados e receber esses recursos por meio dessas operações de crédito internacionais. É uma ação muito vantajosa para que o Brasil possa, de fato, enfrentar essa crise”, avalia Cesar Bergo. 

Histórico 
Empréstimos dessa natureza são comuns em países pobres. O economista do Ibmec William Baghdassarian comenta que, no Brasil, isso era muito comum até 2005, já que, naquela época, o país apresentava um contexto diferente. 

“As nossas reservas eram muito baixas. A gente chegou a pedir linhas de emergência do Fundo Monetário Internacional (FMI). Hoje, a situação é muito diferente. Os recursos externos são muito elevados, as reservas são quatro vezes o nível da dívida bruta”, diz. 

Na opinião dele, os US$ 4 bilhões não impactarão tão fortemente os cofres públicos como se imagina, já que as taxas para pagamento são menores que as praticadas no mercado. “Esse recurso não vai fazer muita diferença do ponto de vista de exposição externa para o País. Já o acúmulo de reservas existentes hoje fará diferença quando sairmos da crise”, aposta o economista.

No passado, ter uma dívida externa poderia ser um problema para o governo, porque havia pouco dinheiro para pagá-la. “O Brasil tem reservas para pagar esse empréstimo”, garante.

O especialista alerta que a maior preocupação não deveria ser o empréstimo, mas sim a crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, que ficará mais forte a partir de agosto. “As empresas que não quebraram agora sairão da crise com capital de giro muito baixo e a economia em situação de contração. Por mais que o governo esteja injetando recurso, será um período desafiador para todos”, pontua. 
 

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Economia
03/06/2020 04:00h

Com apoio da FIEB, empresas de vestuário de Salvador e de Feira de Santana, antes consideradas rivais, se uniram para confeccionar máscaras

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A crise gerada pelo novo coronavírus mostrou que a união pode fazer toda a diferença. É o que se viu nas indústrias baianas, que mesmo em meio a entregas paradas e atividades suspensas, se reinventaram e têm conseguido se recuperar. Entre os setores mais atingidos no estado, está o de mineração e o de vestuário.
 
Uma das empresas que precisaram repensar estratégias de venda e de consumo foi a Unigel, que, após o anúncio de pandemia, precisou se adaptar a novas tendências de mercado. Duas das três unidades da indústria do setor químico e petroquímico foram afetadas, devido à falta de competitividade no exterior – em alguns países, foi decretado o lockdown (isolamento total). Mudando o foco das linhas de produção, as fábricas operam hoje com 100% da capacidade e montam placas de acrílico para isolamento em supermercados e comércio em geral. 

Segundo o superintendente da Federação das Indústrias da Bahia (FIEB), Vladson Menezes, esse é um exemplo prático de como as empresas driblam a crise e preservam empregos. 
 
“Estamos trabalhando para estimular os setores que têm condição de fazer a reconversão produtiva, no sentido de adaptar a produção para o combate à pandemia. Temos sido bem-sucedidos”, aponta.


 
Na indústria de vestuário ocorreu algo semelhante. Com o fechamento dos comércios, as lojas deixaram de lado a confecção de roupas e viram na fabricação de máscaras uma oportunidade de produção e de geração de renda. Empresas antes consideradas rivais no mercado se uniram nesse momento contra a covid-19. “Isso tudo mostra que o empresário pode se adequar e continuar colaborando no combate à doença”, elogia Menezes.
 
Nos dois maiores polos do setor, as maiores empresas de Salvador e de Feira de Santana passaram, juntas, a confeccionar máscaras. O resultado da parceria foi mais de quatro mil empregos preservados e o apoio irrestrito a quem está na linha de frente em unidades de saúde. “Essa união é importante porque permite que elas negociem com fornecedores conjuntamente, conseguindo preços menores e, com isso, atendam melhor a população”, explica o superintendente da FIEB.
 
Vladson Menezes ainda vê com cautela a retomada do crescimento econômico, mas admite que o problema não é exclusivo do estado. “A economia parou por cerca de dois meses, então pode ser que ainda demore um pouco para a retomada de atividades em vários setores. O processo não será fácil, mas há um trabalho a ser feito. E, para isso, é preciso articular medidas de apoio à indústria, no sentido tributário, de fortalecimento das cadeias produtivas para evitar dependência externa”, sugere.
 
Em um gesto de solidariedade para minimizar os impactos da pandemia, as indústrias baianas também têm ajudado quem mais precisa nesse momento. Empresas do setor de mineração e de vestuário doam equipamentos de proteção individual, respiradores hospitalares, álcool em gel, termômetros e cestas básicas a hospitais e a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
 

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Agronegócios
02/06/2020 20:00h

Dados são do IBGE e mostram que a soja e o arroz tiveram participação nessa alta

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Um levantamento do IBGE sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro mostrou que a agropecuária cresceu quase 2% no primeiro trimestre de 2020, se comparado ao mesmo período do ano passado. Em comparação ao quarto trimestre de 2019, a alta foi de 0,6% e o setor foi o único da atividade econômica nacional a crescer nesse período. 

De acordo com o IBGE, essa alta se explica pelo desempenho de alguns produtos da lavoura com safra relevante, como a soja e o arroz. Os dados mostram ainda que o PIB do País teve contração de 1,5% nos primeiros três meses do ano em comparação aos três últimos do ano passado.

Além disso, o governo federal tem investido na abertura de mercados para os produtos do agro brasileiro. Desde o início do ano passado, foram mais de 60 mercados abertos para os mais diversos produtos, como castanha-de-baru para Coreia do Sul, melão para China e gergelim para a Índia, entre outros. As exportações do agronegócio atingiram valor recorde em abril, ultrapassando pela primeira vez a barreira de US$ 10 bilhões no mês.

Esse crescimento se dá em meio à pandemia do novo coronavírus. Apesar do cenário, a previsão é de que o PIB do setor agropecuário brasileiro tenha alta de 2,5% em 2020. 
 

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Economia
02/06/2020 19:35h

Valor atual de R$ 600 pode ser reduzido; Legislativo defende mesmo valor e permanência do auxílio por mais tempo

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O governo federal anunciou na última semana (28) que estuda a possibilidade de uma quarta parcela do auxílio emergencial para os prejudicados pela pandemia. O valor de R$ 600 ainda será revisto, podendo ser reduzido. 

Inicialmente, o beneficiário tem direito a até três parcelas do auxílio. Podem receber a ajuda os trabalhadores informais, integrantes do Bolsa Família e pessoas de baixa renda. Até o momento, cerca de 59 milhões de pessoas já receberam o dinheiro, de acordo com a Caixa Econômica Federal. Cada parcela custa aos cofres públicos quase R$ 50 bilhões de reais. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu a permanência do auxílio emergencial por mais tempo e com o mesmo valor de R$ 600. 

O governo estuda, ainda, outras medidas para a retomada da economia após a pandemia do novo coronavírus, como o programa Carteira Verde e Amarela, medida que flexibiliza direitos trabalhistas para facilitar contratações. 

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Agronegócios
02/06/2020 08:20h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve alta de 0,43%

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A cotação da arroba do boi gordo começou a terça-feira (2) com queda de 0,37% no preço e o produto é negociado a R$ 204 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 182. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 191.

O preço do quilo do frango congelado sofreu variação positiva de 1,76% e o produto é vendido a R$ 4,05. O preço do frango resfriado também teve variação positiva de 2,34% e a mercadoria é comercializada a R$ 3,93. 

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve alta de 0,43% e o produto é negociado a R$ 6,93. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 5,05. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 4,14. Os valores são do Canal Rural e Cepea.
 

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