Ensino Superior

19/05/2022 15:31h

Ainda de acordo com o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria, o país deve criar 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais no período

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A demanda por profissionais com nível superior no setor industrial deve crescer 8,7% até 2025, aponta o Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, realizado pelo Observatório Nacional da Indústria. De acordo com o levantamento, o país deve criar 497 mil novas vagas formais em ocupações industriais no período. Com isso, o crescimento na demanda por trabalhadores será de: 

  • 8,7% em nível superior: 90 mil vagas
  • 6,3% em nível técnico: 136 mil vagas
  • 3,2% em nível de qualificação com mais de 200 horas: 64 mil vagas
  • 2,4% em nível de qualificação com menos de 200 horas: 208 mil vagas

Em número de vagas, ainda prevalecem as ocupações de nível qualificação (272 mil vagas). Contudo, o crescimento da demanda por profissionais de nível técnico e superior é maior. Segundo o levantamento, isso ocorre por conta das mudanças organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem profissionais mais qualificados.

De acordo com a Pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2019/2021, oito em cada dez egressos da graduação tecnológica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estão empregados no mercado formal. As áreas Automotiva, de Refrigeração e Climatização, Mineração, Energia, Automação e Mecatrônica e Metalmecânica tiveram as maiores taxas de empregabilidade. 

O diretor de Educação e Tecnologia do Sesi e Senai Goiás, Claudemir José Bonatto, explica que o perfil de saída dos alunos no processo de aprendizagem está alinhado com as demandas e as tendências do mercado de trabalho. 

“O mercado está contratando; e profissionais formados na área de tecnologia são requisitados pelas empresas, até por conta da necessidade que elas têm de profissionais muito bem preparados, muito bem qualificados, para que, dentro do seu processo produtivo, tornem a empresa muito mais competitiva.”

O presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Professor Israel Batista (PV-DF), destaca a importância da graduação tecnológica e, também, dos cursos técnicos de nível médio.

“Ambos são importantes para a formação para o mundo do trabalho e para a profissionalização. O ideal é alcançarmos a articulação do Ensino Técnico de Nível Médio com o Ensino Superior Tecnológico, por meio de estrutura curricular única com envolvimento do setor produtivo; buscando a centralidade no trabalho como princípio educativo e viabilizando a aquisição de saberes de forma mais flexível.”

Pesquisa mostra que egresso da graduação tecnológica tem melhor desempenho no mercado de trabalho do que alunos que abandonaram cursos de bacharelado

Áreas de formação

Segundo o Mapa do Trabalho Industrial, o Brasil precisa investir no aperfeiçoamento e na qualificação de pelo menos 9,6 milhões de trabalhadores em ocupações industriais até 2025. Desse total, 2 milhões deverão se capacitar em formação inicial, para repor os profissionais inativos e preencher as novas vagas, e 7,6 milhões em formação continuada, para os trabalhadores que precisam se aperfeiçoar. 

O gerente-executivo do Observatório Nacional da Indústria, Márcio Guerra, destaca a importância da formação continuada em um mercado de trabalho concorrido.
“Independente de já se ter uma formação, é preciso estar se atualizando continuamente. Isso é bom pelo lado da indústria, porque a indústria precisa fortalecer a sua produtividade para que tenhamos produtos cada vez mais competitivos no mercado, e para o trabalhador, porque ele precisa estar sempre atualizado nas novas tecnologias, competindo nesse mercado de trabalho bastante concorrido.”

As áreas com maior demanda por formação são: Transversais, Metalmecânica, Construção, Logística e Transporte, e Alimentos e bebidas. 

Formação inicial  

  • Transversais (411.149) 
  • Construção (346.145) 
  • Metalmecânica (231.619) 
  • Logística e Transporte (194.898) 
  • Alimentos e Bebidas (181.117) 
  • Têxtil e Vestuário (137.996) 
  • Automotiva (92.004) 
  • Tecnologia da Informação (76.656) 
  • Eletroeletrônica (55.747) 
  • Couro e calçados (48.868) 

Formação continuada 

  • Transversais (1.393.283) 
  • Metalmecânica (1.300.675) 
  • Logística e Transporte (1.095.765) 
  • Construção (780.504)  
  • Alimentos e Bebidas (583.685) 
  • Têxtil e vestuário (509.354) 
  • Tecnologia da Informação (397.836) 
  • Eletroeletrônica (248.790) 
  • Gestão (226.176) 
  • Automotiva (208.317)

O estudo destaca que, devido à lenta recuperação na abertura de novas vagas formais, a formação inicial servirá, principalmente, para repor a mão de obra inativa. 

Márcio Guerra destaca a relevância das ocupações nas áreas transversais. “Ou seja, aquelas ocupações coringas, aquelas profissões que são absorvidas por diversos setores da economia, que vão desde o setor automotivo até o setor de alimentos. No que diz respeito às áreas, vale destacar também aquelas profissões que estão relacionadas com a indústria 4.0, relacionada a automação de processos industriais.”

Para conferir outras informações do Mapa do Trabalho Industrial, clique no link.

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24/04/2022 20:56h

Inscritos que tiveram o pedido da taxa de inscrição e/ou a justificativa de ausência negados podem pedir a revisão das informações pela página do participante

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Participantes do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que tiveram o pedido de isenção da taxa de inscrição e/ou a justificativa de ausência no exame anterior negado podem solicitar recurso a partir desta segunda-feira (25). Todo processo é feito pela Página do Participante. Os pedidos enviados vão ser analisados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) até às 23h59 do dia 29 de abril. Os resultados dos recursos vão ser divulgados no dia 06 de maio.

Os resultados de mais de 1,9 milhões de pedidos de isenção na taxa de inscrições foram divulgados na última sexta-feira (22). Os pedidos deveriam ser enviados até o dia 15 de abril. 

O participante deve se atentar que a aprovação do pedido de isenção não é a inscrição para a realização da prova. Os interessados devem realizar as inscrições entre os dias 30 de junho e 14 de julho, pela Página do Participante.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio começou a ser aplicado em 1998 e tinha como objetivo analisar o desempenho escolar dos estudantes com o término da educação básica. Porém, em 2009, a metodologia foi aperfeiçoada e passou a ser utilizada no acesso à educação superior. Desde 2020, o participante pode escolher fazer o exame impresso ou com as provas aplicadas em computadores. 
 

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24/03/2022 09:00h

Levantamento foi feito pelo Banco Mundial para avaliar a oferta de cursos de tecnólogo na América Latina e no Caribe. Outro estudo mostra que oito em cada dez egressos da graduação tecnológica do Senai estão empregados

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Uma análise feita pelo Banco Mundial sobre a oferta de cursos de tecnólogo na América Latina e no Caribe aponta que um egresso da graduação tecnológica tem melhor desempenho no mercado de trabalho do que alunos que começaram o curso de bacharelado e não concluíram. Sua taxa de desemprego é menor (3,8% contra 6,1%); a taxa de emprego formal é maior (82% contra 67%) e os salários, em média, são 13% mais altos.

Além disso, oito em cada dez egressos da graduação tecnológica do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estão empregados no mercado formal. As áreas Automotiva, de Refrigeração e Climatização, Mineração, Energia, Automação e Mecatrônica e Metalmecânica tiveram as maiores taxas de empregabilidade. As informações constam na Pesquisa de Acompanhamento de Egressos 2019/2021.

O diretor de Educação e Tecnologia do Sesi e Senai Goiás, Claudemir José Bonatto, explica que o perfil de saída dos alunos no processo de aprendizagem está alinhado com as demandas e as tendências do mercado de trabalho. 

“O mercado está contratando; e profissionais formados na área de tecnologia são requisitados pelas empresas, até por conta da necessidade que elas têm de profissionais muito bem preparados, muito bem qualificados, para que, dentro do seu processo produtivo, tornem a empresa muito mais competitiva.”

Graduação tecnológica

Um levantamento do Semesp, instituto que representa as mantenedoras do ensino superior no Brasil, revela que quase 3,5 milhões de alunos evadiram de universidades privadas no Brasil em 2021. A taxa de evasão chegou a 36,6%, a segunda maior de toda a série histórica, ficando atrás apenas do ano de 2020. 

Segundo  Claudemir José Bonatto, uma das vantagens dos cursos tecnólogos é que eles possuem duração de dois e três anos e têm o mesmo valor de ensino superior, assim como bacharelado e licenciatura tradicionais, que duram de quatro a seis anos. 

“Por exemplo, cursos na área de redes, de manutenção industrial, de tecnologia, de logística, de sistemas; são profissionais que em dois anos e meio, três anos, já estão preparados para atuar no mercado de trabalho”, afirma.

Outra vantagem da graduação tecnológica é o custo das mensalidades, que são bem mais acessíveis, segundo Claudemir.

“Outro benefício é a interação durante todo o curso com o mundo do trabalho. Esse aluno, desde os primeiros semestres, já entra no ambiente da realidade da indústria. As práticas pedagógicas e os recursos didáticos utilizados no processo de formação simulam, ainda dentro das nossas faculdades, o ambiente real do mundo do trabalho. E essa relação da teoria com a prática o coloca muito mais preparado e habilitado para desenvolver a sua atividade com extrema competência”, acrescenta.

FIES 2022: prazo para candidatos aprovados na chamada única complementarem inscrição começa nesta segunda-feira (21)

O presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Professor Israel Batista (PV-DF), destaca a importância da graduação tecnológica e, também, dos cursos técnicos de nível médio.

“Ambos são importantes para a formação para o mundo do trabalho e para a profissionalização. O ideal é alcançarmos a articulação do Ensino Técnico de Nível Médio com o Ensino Superior Tecnológico, por meio de estrutura curricular única com envolvimento do setor produtivo; buscando a centralidade no trabalho como princípio educativo e viabilizando a aquisição de saberes de forma mais flexível.”

Participação ainda pequena 

Segundo dados mais recentes do Ministério da Educação, entre 2015 e 2019, o número de matrículas em cursos de graduação tecnológica passou de 1 milhão para 1,2 milhão, um crescimento de 9% ao ano a partir de 2017.

Apesar disso, a participação de alunos nesse tipo de curso ainda é pequena se comparado aos demais graus acadêmicos. Os tecnólogos representam 14,3% das matrículas, enquanto que bacharelado e licenciatura representam 66% e 19,7% respectivamente.

Claudemir Bonatto explica o motivo: “São cursos muito focados no desenvolvimento de competências específicas e exigidas naquele momento pelo mercado de trabalho. Então, naturalmente, a oferta e a procura não são tão grandes quando comparamos com as outras modalidades do ensino superior”.

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23/03/2022 20:30h

O resultado poderá ser consultado no Portal Único. O programa oferece oportunidades de financiamento para cursos de nível superior em instituições particulares.

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Os pré-selecionados que estão na lista de espera no Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) vão ter acesso ao resultado entre esta quinta-feira (24) e o dia 4 de maio. A lista é divulgada no Portal Único.

O Fies oferece oportunidades de financiamento para cursos de nível superior em instituições particulares. A bacharel em direito Lyssa Brandão concluiu o curso com o apoio do programa. “Se eu não tivesse conseguido o financiamento total, eu não teria continuado a faculdade pois na época meus irmãos estavam quase nascendo e a situação em casa não estava fácil.”

O estudante que for selecionado deve procurar a  Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA) da instituição em que foi aprovado para entregar os documentos para comprovar as informações prestadas na hora da inscrição. 

Para conseguir a vaga, o estudante deve ter feito alguma edição do Enem a partir do ano de 2010, com uma nota mínima de 450 pontos, e não ter zerado a redação. Além disso, ele não pode estar matriculado em nenhum curso de graduação ou pós-graduação à distância. 

Segundo a educadora Carla Maria, o programa é uma maneira de dar oportunidade ao acesso do ensino superior para mais pessoas. “É uma maneira da gente dar oportunidade igual para quase todas as pessoas e eu, como educadora, vejo isso como um crescimento tanto na parte educacional quanto na parte profissional. São pessoas que entram no mercado de trabalho já com a consciência de trabalhar para a sociedade." 

São elegíveis para o programa pessoas com renda familiar entre 3 e 5 salários mínimos. Porém, nesse ano, a novidade é para quem tem renda per capita inferior a 3 salários mínimos, com o lançamento de um contrato com taxa zero de juros. 

No Fies, o estudante tem parte ou o valor total da mensalidade paga por uma instituição bancária. Depois de se formar, o estudante tem um prazo para pagar o empréstimo.

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Fies: renegociação de dívidas

No Fies, o estudante tem parte ou o valor total da mensalidade paga por uma instituição bancária. Depois de se formar, o estudante tem um prazo para pagar o empréstimo.

Segundo o Ministério da Educação, o número de inadimplentes com mais de 90 dias de atraso no pagamento já alcança 51,7% dos estudantes e um montante de 9 bilhões em prestações não pagas. 

Para aqueles que têm dívidas com 90 a 360 dias de atraso, foi proposto o refinanciamento da dívida, com desconto de 12%, isenção de juros e multas, além do parcelamento em 150 vezes. Já para os alunos com uma inadimplência de mais de 360 dias, o desconto chega a 86,5%. 

Caso o estudante esteja inscrito no CadÚnico, o desconto é de 92% e o saldo da dívida pode ser parcelado em até 10 vezes. 

O Banco do Brasil e a Caixa Econômica são os responsáveis por renegociar as dívidas. O valor mínimo da prestação é de R$ 200 e a operação pode ser realizada pelos canais de atendimento disponibilizados pelos bancos. 

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Educação
20/03/2022 19:33h

Janela para concluir processo vai até quarta-feira (23). Quem se esquecer pode perder a vaga

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Os candidatos aprovados na chamada regular para receber o Fies no 1º semestre deste ano devem complementar a inscrição entre segunda-feira (21) e quarta-feira (23). É importante ficar atento ao prazo, pois se não fizerem o processo, os estudantes correm o risco de perder a vaga. 

O Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista dos candidatos aprovados no Fies na última sexta-feira (18). Consulte a relação aqui. Ao todo, foram ofertadas 66.555 vagas para o programa, que financia total ou parcialmente cursos em instituições particulares de ensino superior aos estudantes. 

Depois de complementar a inscrição, o candidato aprovado precisará validar as informações prestadas em até cinco dias úteis. Esse processo deve ser feito junto à instituição de ensino superior para a qual o estudante foi pré-selecionado. A documentação pode ser apresentada em formato digital, desde que a instituição ofereça essa opção de atendimento. 

Segundo o MEC, cada instituição tem uma comissão que é responsável por receber e analisar os documentos exigidos para a emissão do Documento de Regularidade de Inscrição (DRI). A DRI é necessária para formalizar a contratação do financiamento estudantil. 

Três dias após a emissão da DRI o candidato terá um prazo de dez dias para entregar a documentação exigida para a contratação. Quem valida essas informações é a agência da Caixa Econômica Federal indicada pelo estudante no momento em que ele complementou a inscrição do Fies. 

O prazo para convocação dos candidatos pré-selecionados por meio da lista de espera começa na quinta-feira (25) e vai até o dia 4 de maio. 

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14/03/2022 04:00h

Os selecionados têm até esta segunda-feira (14) para apresentar informações como a renda familiar per capita e o certificado de conclusão de curso em escola pública, por exemplo.

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Os pré-aprovados na primeira chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até esta segunda-feira (14) para confirmar informações como a renda familiar e certificado de conclusão do ensino médio em escola pública. O programa oferece bolsas integrais ou parciais em faculdades particulares para estudantes de baixa renda. A documentação deve ser entregue junto à instituição de ensino na qual o aluno foi selecionado.

Para ter acesso à bolsa integral, o estudante selecionado deve ter renda mensal de até 1,5 salário mínimo. Já para a bolsa parcial, a renda familiar deve ser de até três salários mínimos por pessoa.

Foi graças ao programa que o Wallyson Romualdo, de 26 anos, conseguiu se formar no curso de Serviços Sociais. Morador de Caruaru, interior de Pernambuco,  o assistente social recém formado vem de família de baixa renda e conheceu o programa no final de 2012, no ensino médio. “ Ele [Prouni] é muito importante para a vida da gente porque nos dá oportunidade. É algo que aos poucos vai se consolidando e muda a realidade social e, consequentemente, econômica, tanto minha quanto das pessoas que vivem à minha volta.”

Segundo a educadora Carla Soares, o programa é essencial para um país como o Brasil. “É uma oportunidade de crescimento de um país onde a gente trabalha a educação com um pouco de igualdade  para que todo mundo tenha as mesmas oportunidades.”

A grande novidade em 2022 é um decreto, assinado pelo presidente Jair Bolsonaro no final de fevereiro, estabelecendo que a pré-seleção dos estudantes levem em conta as duas últimas edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No exame, o candidato deve ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não pode ter tirado 0 na redação.

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Segunda Chamada

Os estudantes que não foram contemplados nessa primeira chamada ainda terão uma outra oportunidade, assim como os casos nos quais a turma não foi formada com a segunda chamada, no dia 21 de março. Os não aprovados na primeira etapa concorrem a vagas automaticamente. 
Mesmo assim, se o estudante não conseguir a “aprovação”, ele pode entrar na lista de espera, nos dias 4 e 5 de abril. 

Mais oportunidade

A medida provisória 1.075/2021 editada pelo presidente Jair Bolsonaro em dezembro pode ampliar o acesso aos estudantes de escolas privadas não bolsistas no segundo semestre. Porém, a regra precisa ser convertida em lei pelo Congresso até o dia 17 de março, quando perderá efeito.  O texto tramita na Câmara em regime de urgência e, se aprovado, segue para o Senado.
 

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05/03/2022 17:05h

Mais da metade dos estudantes com financiamento estão inadimplentes

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A partir desta segunda-feira (7), cerca de 1 milhão de estudantes poderão renegociar suas dívidas com o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). De acordo com o Ministério da Educação (MEC), o total de pessoas inadimplentes, ou seja, com mais de 90 dias de atraso no pagamento, representa 51,7% dos estudantes com financiamento e já soma R$ 9 bilhões em prestações atrasadas.

Para quem possui dívidas entre 90 e 360 dias de atraso, o desconto é de 12% do saldo devedor, com isenção de juros e multas e parcelamento em até 150 meses.
Já para quem deve há mais de 360 dias, o desconto pode chegar a 86,5% do saldo devedor. Além disso, se o estudante estiver inscrito no Cadastro Único (CadÚnico) ou for beneficiário do Auxílio Emergencial, o desconto será de 92%. Nesse caso, o saldo poderá ser parcelado em até dez vezes. 

Uma estudante de Brasília, que não quis se identificar, está inadimplente há 2 anos com o Fies. Segundo ela, a formação no Ensino Superior não foi suficiente para conseguir emprego na área e o trabalho como garçonete, com salário mínimo, não era suficiente para pagar a dívida com o Fies. De acordo com a estudante, essa renegociação veio na hora certa.

“Essa renegociação foi maravilhosa. Eu fui ao banco para ver outra coisa e o gerente me contou dela, porque no aplicativo do governo eu não conseguia ver. Quando ele me falou, eu não acreditei. É realmente uma oportunidade única.”

Ela acrescenta que se as parcelas do Fies fossem mais baixas, ela conseguiria pagar o financiamento estudantil.

“O Fies foi fundamental para eu ter acesso à faculdade. Tenho muitos amigos que também utilizaram o programa e sem ele nunca teriam um diploma. Acredito que, se as parcelas tivessem sido mais baixas, eu conseguiria ter pagado todo mês um pouco”, acrescenta.

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O professor de economia do Ibmec Brasília, William Baghdassarian, destaca que um dos objetivos dessa renegociação é trazer de volta para o mercado de crédito essas pessoas que estavam inadimplentes.

“Na medida que você faz uma solução negociada para essas dívidas, você traz de volta para o mercado de crédito essas pessoas que estavam sem condição de comprar. Porque, às vezes, a pessoa não tem como pagar uma dívida de uma vez de R$ 50, 60 mil, mas ao dividir isso em 150 meses, ou então dar o desconto nos juros, ela passa a dar conta. Então ela volta para uma condição de dignidade.”

Dívida com o Fies

O professor de economia William Baghdassarian esclarece que quem não paga as mensalidades do Fies não fica impedido de tirar o diploma.

“Quando o aluno faz o Fies, na verdade ele está fazendo uma operação de crédito. E essa operação de crédito deixa de ser com a universidade e passa a ser com o próprio Fies. E na medida que é uma operação de crédito, você passa a ter as condições da operação de crédito e não mais da escola.” 

No entanto, ele ressalta que ficar em dívida com o Fies tem consequências.

“Dependendo do tipo de transação que você queira fazer, você fica impedido: algumas compras a prazo, como comprar imóvel; você tem seu nome inscrito nos cadastros e isso é muito ruim. A pessoa vai arcar com todas as consequências de ter seu nome negativado por conta dessa dívida.”

Como negociar

Interessados em renegociar as dívidas devem procurar o Banco do Brasil ou a Caixa Econômica Federal, que são os agentes financeiros do Fies. Para retirar o nome dos cadastros restritivos de crédito, é necessário pagar o valor da entrada no ato da renegociação, que corresponde à primeira parcela, no valor mínimo de R$ 200.

Toda a operação pode ser realizada nos canais de atendimento disponibilizados pelos agentes financeiros.

Pela Caixa, os estudantes poderão fazer a renegociação de forma 100% digital. Os interessados podem consultar o site da Caixa para verificar se podem ou não pedir a renegociação de acordo com as regras estabelecidas.

Para mais informações, basta acessar o site www.caixa.gov.br/fies ou ligar no 0800 726 0101.

Pelo Banco do Brasil, os inadimplentes poderão renegociar as parcelas do Fies de forma digital no aplicativo do banco. Basta acessar a opção Soluções de Dívidas e clicar em Renegociação Fies. Na opção, o estudante poderá verificar se faz parte do público-alvo, as opções disponíveis para liquidação ou parcelamento da dívida, os descontos e os valores da entrada e das demais parcelas.

Além do aplicativo, a renegociação também poderá ser realizada em qualquer agência BB, com as mesmas condições.

Outras informações estão disponíveis no App BB, portal www.bb.com.br, WhatsApp (61-4004-0001) e Central de Atendimento BB (0800-729-0001).

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06/10/2021 18:45h

Unicamp também já havia começado a retomar atividades presenciais de forma gradual

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A Universidade de São Paulo (USP) está retomando as atividades presenciais para os estudantes neste início de outubro. Em carta enviada aos alunos da graduação, o reitor da USP, Vahan Agopyan, aponta que, apesar de o calendário ter sido cumprido durante o ensino remoto, a volta das atividades presenciais é necessária para a formação profissional dos estudantes.

“Não houve prejuízo maior aos alunos quanto ao cumprimento do calendário escolar, mas sim na formação global do profissional que a Universidade se desdobra para oferecer. Vamos juntos recuperar o que não pudemos fazer nesses últimos 19 meses”, declarou.

Entre as medidas adotadas pela USP, está o escalonamento de ambientes de refeição, como salas de almoço, copas e cantinas. Os locais devem ser adaptados para possuir ventilação e ter um número máximo de pessoas por turno e horário fixo de permanência. 

Além disso,  funcionários com guarda de crianças de até 12 anos terão a jornada de trabalho híbrido e poderão continuar no teletrabalho enquanto as crianças não retornarem às próprias atividades escolares presenciais, cabendo aos servidores comprovarem à instituição essas condições. Por fim, servidoras e alunas grávidas também poderão permanecer no sistema completamente remoto.

Volta às aulas em São Paulo

Em São Paulo, um decreto de julho do governo paulista autorizava a volta do ensino presencial em instituições de nível superior. Antes disso, apenas os cursos de áreas da saúde poderiam ter aulas presenciais.

Porém, segundo o Semesp, associação que representa instituições de ensino superior no Brasil e especialmente no estado de São Paulo, cada instituição de ensino superior tem autonomia para a definição e condução do retorno às atividades presenciais, considerando projetos pedagógicos e especificidades de cada curso.

Atualmente, o estado de São Paulo possui 2 milhões de estudantes do ensino superior, segundo dados oficiais do governo.

Isabela Menezes, estudante de psicologia em uma universidade privada de São Paulo, já está tendo atividades práticas presenciais desde o início do semestre. Segundo ela, o retorno está sendo essencial para a sua aprendizagem.

“O difícil é se acostumar ao presencial depois de tanto tempo no remoto, mas é inevitável reconhecer como nós absorvemos mais os conteúdos e colocamos as atividades melhor em prática quando estamos presencialmente”, diz.

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Na Unicamp, apesar de o semestre letivo ter iniciado em agosto, o retorno começou de forma gradual no dia 13 de setembro, quando docentes com o esquema vacinal completo voltaram às atividades. A orientação da universidade aos estudantes é que, até o fim deste semestre, permaneçam com as aulas teóricas no modo remoto e, assim que também completarem a imunização, passem a frequentar atividades práticas, grupos de estudos e dúvidas presencialmente.

Em parceria com a prefeitura de Campinas, o campus da Unicamp também se tornou um ponto de vacinação para a população do município. “Queremos que os nossos alunos venham ser vacinados aqui, temos vacinas para todos. E isso não significa aulas presenciais, significa uma retomada das atividades de ensino lenta e gradualmente”, explica o reitor Antônio José Meirelles.

Uma das regras para este retorno vai ser o comprovante de vacinação de docentes e estudantes com a data de, no mínimo, 14 dias após a segunda dose aplicada. Maria Luiza Moretti, coordenadora geral da Universidade de Campinas (Unicamp), explicou como será feita a comprovação vacinal: “Em relação à vacina, ela será obrigatória para todos os nossos servidores e alunos. A nossa área de TI já está desenvolvendo um programa que reunirá todo esse sistema de informações que será exigido.”

Cuidados necessários

Com a retomada, as instituições de ensino também reforçam a importância de manter os cuidados contra o coronavírus, como o uso de máscaras e higienização das mãos.

A infectologista Ana Helena Germoglio acredita que essas medidas tenham mais adesão entre os universitários que na educação infantil, por exemplo: “As mesmas medidas de precaução em relação a uso de máscara, distanciamento e testagem, são as mesmas que a gente orienta para as escolas e que também devem ser seguidas pelos universitários. A gente entende que, por se tratarem de pessoas adultas, em tese eles devem compreender até melhor todas essas orientações.”

Ana Helena ainda destaca que “hoje em dia, com o conhecimento da doença que nós já temos, que as medidas simples como distanciamento são eficazes. Com a vacinação da população, sabemos que é seguro o retorno das atividades universitárias e elas devem ser consideradas essenciais.”

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27/07/2021 11:00h

Os candidatos interessados poderão efetuar a inscrição no portal do Fies até o dia 30 de julho

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As inscrições para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do segundo semestre de 2021 começam nesta terça-feira (27). Os candidatos interessados poderão efetuar a inscrição no portal do Fies até o dia 30 de julho.

Estudantes que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) a partir da edição de 2010 podem solicitar uma bolsa no programa de financiamento deste ano. Entre os requisitos estão ter alcançado média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação.

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O resultado dos pré-selecionados sai no dia 3 de agosto e o prazo para complementação da inscrição na chamada única vai do dia 4 ao 6. A lista de espera ficará em aberto até o dia 31 de agosto. 

O novo Fies divide o programa em diferentes modalidades, possibilitando juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamentos que varia conforme a renda familiar do candidato. 

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28/06/2021 12:00h

Selecionados serão contemplados com bolsas para cursos de graduação e lato sensu

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As inscrições para o programa Gente do Campo foram prorrogadas até dia 4 de julho. O processo seletivo é um convênio de cooperação técnica e científica entre a Emater-RN, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) e Fundação para o Desenvolvimento da Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio Grande Do Norte (Funcitern).

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O programa possui 81 vagas de nível médio e 44 vagas de nível superior, num total de 125 técnicos. Os selecionados serão contemplados com bolsas de 48 e 24 meses para os cursos de Tecnólogo em Agroecologia e de Especialista em Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Além disso, o programa prioriza as populações do campo na seleção dos novos formandos-bolsistas.

Os candidatos deverão escolher um local para atuação, podendo ser o escritório estadual da Emater-RN, em Natal, ou um dos 28 Núcleos Estratégicos de ATER (Assistência Técnica e Extensão Rural). A inscrição deve ser feita pelo site da Funcitern.
 

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Brasil 61