Coronavírus

19/01/2022 20:15h

Infectologistas afirmam que não há problemas em consumir álcool antes do teste. No entanto, recomendam moderação para evitar problemas de saúde

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Com o aumento da testagem após a alta de casos de Covid-19 no início do ano, os brasileiros estão curiosos: pode fazer teste de Covid-19 depois de beber bebida alcoólica? Karolina Peres de Oliveira, moradora de Samambaia (DF), se preocupa em ter se contaminado após entrar em contato com pessoas sintomáticas. 

“Recentemente eu estive em contato com pessoas que tiveram sintomas gripais. Por isso queria fazer o teste pra saber se eu estou com Covid-19. Mas eu queria saber se eu posso fazer o teste depois de ingerir bebida alcóolica?”

Quem responde é a infectologista e professora da Universidade de Campinas (Unicamp), Raquel Stucchi: “Pode fazer o teste de Covid-19, depois de beber bebida alcóolica. Pode tomar vacina, depois de beber bebida alcóolica também. Não tem nenhum problema.”

A infectologista Ana Helena Germoglio reforça a afirmativa. “Não há problema nenhum em fazer o teste de Covid-19 após a ingestão de bebida alcoólica. Da mesma forma que não há problema nenhum também de beber após tomar a vacina.”

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Malefícios do Álcool

O epidemiologista da Sala de Situação em Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Mauro Sanchez, reforça os prejuízos do consumo excessivo de álcool.

“Se você abusa do álcool - principalmente se esse abuso acontece durante um período prolongado - isso pode causar imunossupressão, o que afeta biologicamente o organismo. O que se deve ter é o bom senso de não abusar de bebida alcoólica, como sempre deve ser feito”, recomenda.

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18/01/2022 18:30h

Especialista esclarece que imunizante não interfere nos resultado do exame

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Nesta terça-feira (18) 137.103 pessoas se infectaram com o coronavírus, totalizando 23.211.894 contaminados com a Covid-19 desde o início da pandemia. Marcelo Ferreira, morador de Brasília de 48 anos, faz parte dessa estatística. O que ele não esperava é que os sintomas fossem aparecer um dia após tomar a terceira dose da vacina da Covid-19.

“Eu tomei a vacina em um dia. No dia seguinte comecei a ter sintomas. Eu imaginei que fosse reação a vacina. Só que os dias foram passando e os sintomas não. E isso me fez desconfiar que poderia ser Covid-19. Eu fiz o exame e realmente se constatou que é Covid-19”, conta.

O pesquisador da Fiocruz Brasília, Sergio Nishioka, explica que nesse caso, o paciente já estava infectado antes de tomar a vacina, porém estava assintomático. Além disso, a vacina não altera o resultado do exame.

“Nesses casos, [a pessoa] pode fazer o teste e o fato dela ter sido vacinada poucos dias antes não afeta o resultado do exame. Se a pessoa testar positivo, a explicação provável é de que ela vacinou quando já tinha sido exposta ao vírus e ainda não tinha sintomas. Ou seja, estava no período de incubação da doença. O teste não fica positivo pelo fato de a pessoa ter sido vacinada.”

A afirmativa vale para os testes de RT-PCR e para os testes rápidos para detecção de antígeno, e não se aplica para testes sorológicos feitos por amostras de sangue. 

Marcelo acredita que possivelmente deve ter adquirido esse vírus dias antes de tomar a vacina. “Eu estava sem sintomas, tomei a vacina e os sintomas vieram porque teriam que vir mesmo. Eles não estão associados à vacina.”

Segundo o pesquisador Sergio Nishioka, Marcelo está certo e, portanto, não foi a vacina que o fez ter sintomas. “A latência seria um período em que o vírus fica ‘dormente’, e isso não ocorre com o SARS-CoV-2 (coronavírus). Portanto não existe um estímulo, como a vacina, que tire o vírus de sua latência.”

Nesses casos, o período em que o paciente está sem sintomas é chamado de incubação, que é diferente de latência, pode durar de 4 a 5 dias (podendo chegar a 14 dias), e não há nenhum estímulo para que os sintomas apareçam. 

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Importância da vacina

Segundo o Ministério da Saúde, 139.805.444 pessoas já tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e 1.131.779 tomaram a dose adicional. A infectologista Ana Helena Germoglio destaca a importância do imunizante.

“Agora, com cerca de um ano que temos experiência de uso das vacinas e de redução considerável da quantidade de mortes, inclusive da quantidade de casos, não tem como não dizer que as vacinas não são eficazes, não são seguras e que não são necessárias.”

“Mesmo quem pegou Covid-19 não deve evitar a vacinação, porque mesmo para quem pegou, a produção de anticorpos não é o suficiente somente com a doença. Precisamos de vários estímulos que se chamam vacina”, acrescenta.

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14/01/2022 19:00h

Infectologistas orientam a não tomar o imunizante enquanto estiver com sintomas gripais ou infectado com a Covid-19

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Nesta sexta-feira (14), o Ministério da Saúde registrou 112.286 novos casos de infecção pelo coronavírus, um aumento de 2.840%, em relação ao dia 14 de dezembro, quando foram notificados 3.817 casos.

Paulo Henrique Carvalho, morador de Brasília (DF), faz parte dessa estatística e está com Covid-19. “Eu tive sintomas de gripe, febre alta e tosse. Testei e acabou sendo positivo o teste para Covid-19”. Preocupado, ele quer saber se pode tomar a vacina da Covid-19.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, responde: “Não pode tomar a vacina da Covid-19 gripado. [Para] toda e qualquer vacina, devemos aguardar a pessoa estar sem nenhum sintoma de qualquer doença para ser vacinado. Tomar a vacina em vigência de um quadro febril e de tosse pode atrapalhar, depois, o acompanhamento da doença que a pessoa está”.

O doutor Hemerson Luz, infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, acrescenta que “é contra indicado [tomar a vacina da Covid-19] se estiver com sintomas gripais. O sistema imune pode não responder”.

A Fundação Oswaldo Cruz orienta, em sua página de Perguntas e Respostas sobre a Vacinação, que quem já teve Covid-19 deve aguardar um mês para tomar a vacina contra o coronavírus. A contagem vale a partir do primeiro dia de sintoma ou, em caso de assintomáticos, após o resultado positivo do exame RT-PCR.

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Recomendações Pós-Vacina contra Covid-19

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, explica que após tomar a vacina contra a Covid-19, não é necessário fazer repouso ou evitar pegar peso. No entanto, é preciso ficar atento caso apareçam efeitos adversos.

“Você deve respeitar se tiver algum evento adverso: se tiver febre, se tiver mal-estar; tratando os sintomas. O mesmo vale para quem tem comorbidade: dedicar atenção e o cuidado específico a sua comorbidade”, explica. 

Além disso, os cuidados contra o coronavírus devem continuar mesmo após a vacinação, já que os imunizados ainda são capazes de transmitir o vírus. A vacina garante que as pessoas que contraiam a Covid-19 não evoluam para o estágio mais grave da doença.

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11/01/2022 16:00h

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, os processos de fabricação ou importação de doses de vacina só podem ser realizados depois de uma autorização da Anvisa

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O Ministério da Saúde conseguiu antecipar 600 mil doses da vacina pediátrica contra a Covid-19, produzidas pela empresa Pfizer. A informação foi repassada pelo ministro Marcelo Queiroga. Segundo ele, os processos de fabricação ou importação de doses de vacina só podem ser realizados depois de uma autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Além disso, o ministro defendeu ações conjuntas entre União, estados e municípios para ampliação da vacinação contra a doença. Na ocasião, Queiroga destacou a importância da segunda dose do imunizante, assim como da dose de reforço.

“Temos que continuar com o combate à pandemia, e a melhor forma é ampliar nossa campanha de vacinação, em relação à aplicação da segunda dose em alguns estados, que estão com essa fase em atraso, e a dose de reforço. Nós temos vacinas suficientes. As vacinas são enviadas aos estados que, por sua vez, devem enviar aos municípios”, pontuou. 

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A Sociedade Brasileira de Infectologia, representada pela doutora Rosana Richtmann, apoia a incorporação da vacina da Pfizer para crianças na faixa etária de 5 a 11 anos. “Pelos dados apresentados e pelo número de menores de 18 anos no nosso país que nós perdemos por causa da pandemia - são mais de 2.500 crianças e adolescentes que nós perdemos - eu vejo como excelente a vinda de uma vacina em termos de proteção para essas crianças”, considerou. 

De acordo com o Ministério da saúde, o primeiro lote, com 1,2 milhão de doses, deve chegar ao Brasil nesta quinta-feira (13). A distribuição das doses seguirá o critério populacional. Confira o percentual da população de 5 a 11 anos por estado:

Região Centro-Oeste (8,17%)

  • Distrito Federal - 1,30%
  • Goiás - 3,55%
  • Mato Grosso do Sul - 1,47%
  • Mato Grosso - 1,85%

Região Sudeste (39,18%)

  • Espírito Santo - 1,93%
  • Minas Gerais - 9,02%
  • Rio de Janeiro - 7,49%
  • São Paulo - 20,73%

Região Sul (13,17%)

  • Paraná - 5,25%
  • Rio Grande do Sul - 4,73%
  • Santa Catarina - 3,19%

Região Nordeste (28,43%)

  • Alagoas - 1,77%
  • Bahia - 7,07%
  • Ceará - 4,42%
  • Maranhão - 4,02%
  • Paraíba - 1,89%
  • Pernambuco - 4,80%
  • Piauí - 1,62%
  • Rio Grande do Norte - 1,67%
  • Sergipe - 1,17%

Região Norte (11,05%)

  • Acre - 0,57%
  • Amazonas - 2,77%
  • Amapá - 0,55%
  • Pará - 4,99%
  • Rondônia - 0,93%
  • Roraima - 0,38%
  • Tocantins - 0,86%

Trâmite para aquisição de vacinas

Ainda de acordo com Marcelo Queiroga, o trâmite para aquisição e distribuição de vacinas no Brasil é considerado satisfatório, quando comparado ao processo realizado em outros países. “A indústria farmacêutica só pode deflagrar produção de doses após o aval da agência regulatória [Anvisa]. Então doses não aprovadas pela agência regulatória não podem adentrar no país, sob pena de caracterizar até mesmo crime sanitário”, destacou o ministro.
 

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10/01/2022 20:45h

O ministério considera que devem seguir a orientação aqueles pacientes que não apresentam sintomas respiratórios, que não sentiram febre há 24 horas e que tenham resultado negativo para teste PCR ou de antígeno

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O Ministério da Saúde reduziu o tempo recomendado de isolamento social em caso de resultado positivo para Covid-19.  O anúncio foi feito nesta segunda-feira (10) pelo ministro Marcelo Queiroga. Segundo o chefe da Pasta, o tempo passou de 10 para 5 dias, e vale para casos leves ou moderados. No entanto, o ministro pediu que a população continue evitando aglomerações desnecessárias. 

“Assistimos, no ano passado, a um aumento de casos no mês de janeiro. E, este ano, temos a Ômicron, que é muito mais transmissível. Então, é necessário que haja uma certa cautela para que possamos abrir nossa economia. Quero aproveitar a oportunidade e pedir a quem for fazer festa em casa, agora nas férias, que faça isso com bastante responsabilidade, para evitar um aumento de casos ainda maior com essa variante Ômicron”, destacou Queiroga. 

CDC dos Estados Unidos reduz tempo de isolamento em caso de resultado positivo para Covid-19

COVID-19: primeiro lote de vacinas produzidas com o IFA nacional se

O ministério considera que devem seguir a orientação aqueles pacientes que não apresentam sintomas respiratórios, que não sentiram febre há 24 horas e que tenham resultado negativo para teste PCR ou de antígeno.

Confira a nova recomendação sobre isolamento:

  • Para quem está com Covid-19 leve ou moderada, o isolamento é de, no mínimo, 7 dias, sem teste.
  • Se no 5º dia o paciente não apresentar sintomas respiratórios e febre por um período de 24 horas, sem uso de antitérmico, poderá fazer o teste (antígeno ou PCR). Se o resultado der negativo, ele pode sair do isolamento.
  • Se no 7º dia o paciente ainda apresentar sintomas respiratórios ou febre, ele pode fazer o teste (PCR ou antígeno). Se o resultado for negativo, pode sair do isolamento. Caso dê positivo, deve ficar em isolamento até 10 dias e só sair quando não apresentar mais sintomas.
  • Após 10 dias, se estiver sem sintomas respiratórios, não é necessário testar.

Outros países

A redução do tempo de quarentena para infectados com Covid-19 já havia sido adotada nos Estados Unidos. Em vez de dez dias, a recomendação do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) americano é de que sejam levados em conta cinco dias, caso não haja surgimento de sintomas — e se usarem máscaras por perto de outras pessoas por pelo menos mais cinco dias. 

O CDC dos EUA também decidiu que pessoas que entraram em contato com outras infectadas devem realizar a testagem no quinto dia do contato. Além disso, para quem não tomou a vacina ou possui dose em atraso, a recomendação é de que haja um período de cinco dias em quarentena e um rigoroso uso de máscara por mais cinco dias. 

"Está sendo adotada em outros países e tem assento em evidências científicas”, defendeu Queiroga na última semana. O ministro também destacou que o governo francês autorizou médicos infectados com Covid a seguirem atuando na linha de frente. Entre outros motivos, um dos argumentos foi de que a variante ômicron, predominante nos novos casos, tem causado sintomas mais leves.
 

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08/01/2022 15:50h

Segundo a infectologista Joana D'arc, o período médio que uma pessoa infectada ainda fica capaz de transmitir a doença é de 10 dias

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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos diminuiu o tempo recomendado de isolamento social em caso de resultado positivo para Covid-19. Em vez de dez dias, a recomendação agora é de que sejam levados em conta cinco dias, caso não haja surgimento de sintomas — e se usarem máscaras por perto de outras pessoas por pelo menos mais cinco dias.

Na avaliação da infectologista Joana D'arc, as medidas levaram em conta problemas locais, políticos e comerciais. Segundo ela, as recomendações deveriam ser mais amplas, de forma a atender a demanda de outros países. 

“Quando se faz o teste de PCR ou antigênico, não há como determinar há quanto tempo a pessoa está infectada. Para você exigir cinco dias de isolamento e sair após esse período, na maioria dos países, eles exigem outro teste, para que se possa voltar ao convívio normal. Isso, após um período de isolamento e quarentena”, considera. 

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O CDC também decidiu que pessoas que entraram em contato com outras infectadas devem realizar a testagem no quinto dia do contato. Além disso, para quem não tomou a vacina ou possui dose em atraso, a recomendação é de que haja um período de 5 dias em quarentena e um rigoroso uso de máscara por mais 5 dias.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta sexta-feira (7) que a Pasta e a Secretaria de Vigilância em Saúde avaliam reduzir o tempo de isolamento de pessoas infectadas. "Está sendo adotada em outros países e tem acento em evidências científicas. É possível que adotemos essa mesma conduta. Isso está em estudo na área técnica, na Secretaria de Vigilância e Saúde, e hoje tenho reunião com os secretários para tratar desse tema”, disse o ministro.

Até o fechamento desta reportagem, o Ministério da Saúde havia informado, por meio de nota, que o ministro afirmou apenas que “há a possibilidade de o  Brasil rever o intervalo da quarentena da Covid-19.” E que não houve declaração de que “profissionais da saúde estarão autorizados a voltar ao trabalho ainda infectados pela doença.”

Por quanto tempo a pessoa ainda pode transmitir a Covid-19?

Em junho de 2021, o portal Brasil61.com publicou reportagem com informações de quantos dias uma pessoa infectada com coronavírus pode transmitir Covid-19. Na época, foi dado que o período de incubação do vírus é de 2 a 14 dias, tempo que pode levar para os primeiros sintomas aparecerem. 

Para Joana D'arc, atualmente, o período médio que uma pessoa infectada ainda fica capaz de transmitir a doença é de 10 dias. Por isso, é preciso avaliar o convívio social e tornar as medidas protetivas, como uso de máscara, habituais. 

“Pessoas com sintomas leves ou assintomáticas podem transmitir a doença até em torno de 10 dias. Quem tem sintomas, ficou hospitalizado ou teve a doença na forma grave, o período vai até 20 dias. Mas, a média é de 10 dias de quarentena, de isolamento”, ressalta. 

Decisões do CDC para os Estados Unidos

  • Isolamento passa para 5 dias após teste positivo.
  • Se assintomático, pode sair do isolamento desde que mantenha o uso de máscara por 5 dias.
  • Pessoas que entraram em contato com pessoas positivas devem realizar a testagem no quinto dia do contato.
  • Quem tomou a dose de reforço, não precisa ficar em quarentena, mesmo após o contato com um infectado. A orientação é apenas que use máscara por 10 dias.
  • Para quem não tomou a vacina ou possui dose em atraso, o CDC recomenda o período de 5 dias em quarentena e um “rigoroso uso de máscara” por outros 5 dias.
     
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06/01/2022 19:00h

Infectologistas detalham os sinais de cada doença e orientam buscar atendimento médico para fazer os exames e tratamento adequado

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Febre, dores no corpo e indisposição. Esses são alguns dos sintomas mais comuns em doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, e que podem ser confundidos com os sinais de infecção da nova variante do coronavírus, a Ômicron.

O entregador Maciel Ferreira de São Carlos (SP) foi infectado pela dengue. Por desconhecer os sintomas da Covid-19, pensou que pudesse estar com a arbovirose. “Eu enchi de calombo, me deu desânimo, febre. Hoje eu sei que estava com dengue, porque logo depois eu tive Covid-19, e é diferente. Mas mesmo assim, na época, eu fiquei com medo de ser coronavírus. Quando cheguei no médico, ele descartou Covid-19 na hora, porque sabia que era dengue.”

“20% dos casos de dengue podem ocorrer com sintomas respiratórios. Então pode confundir bastante com Covid-19. A dengue começa com febre, dor do corpo, dor nas articulações, dor por trás dos olhos. Já a Ômicron, como hoje temos grande parcela da população vacinada, provavelmente terá sintomas gripais mais leves”, detalha a infectologista Ana Helena Germoglio.

A infectologista e professora da Universidade de Campinas, Raquel Stucchi, esclarece que os infectados pela Ômicron apresentam quadro clínico de Covid-19, “que nas pessoas vacinadas costuma ser mais leve, com febre baixa ou mesmo sem febre, dor no corpo, dor de garganta, tosse seca, obstrução ou coriza.”

“Em todo caso, o correto é fazer os exames para ter a correta detecção e não ser pego de surpresa”, recomenda a infectologista Ana Helena Germoglio.

Segundo o sanitarista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Brasília, Claudio Maierovitch, os primeiros dias são os mais difíceis para se ter um diagnóstico preciso, pois os sintomas característicos de cada doença só devem aparecer após três ou quatro dias. Ele detalha os sintomas da dengue.

“Dengue, em geral, começa com febre alta, dor de cabeça intensa, principalmente atrás dos olhos, dor no corpo e um cansaço, uma indisposição muito grande. Eventualmente pode ter manchas na pele, pode  ter algumas dores articulares. Mas o mais importante em dengue é febre, dor de cabeça, dores pelo corpo e indisposição.” 

Tanto para o tratamento da dengue, quanto para Covid-19, a infectologista Raquel Stucchi recomenda o uso de medicamentos para combater febre e demais sintomas.

“Nas duas doenças a gente faz uso de medicação comum para a febre. Na dengue é importante [fazer] uma hidratação oral muito vigorosa e ficar alerta para os sinais de alarme que são sinais de sangramento. Para a Covid-19, os sinais de alarme são principalmente a hipoxemia, que a gente controla através do oxímetro.”

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Queda nos casos de dengue

Segundo a Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde, houve uma queda considerável do número total de casos prováveis de dengue entre 2020 e 2021, quando foram notificados 947.192 e 543.647 casos, respectivamente.

No entanto, alguns estados registraram alta no período, como Acre (7.457 em 2020 e 14.733 em 2021); Amazonas (5.956 em 2020 e 8.553 em 2021); Pará (3.529 em 2020 e 4.893 em 2021); Amapá (60 em 2020 e 271 em 2021); Tocantins (1.897 em 2020 e 9.983 em 2021); Piauí (2.212 em 2020 e 3.553 em 2021); Ceará (24.039 em 2020 e 36.062 em 2021); Paraíba (6.676 em 2020 e 16.096 em 2021); Pernambuco (20.013 em 2020 e 39.143 em 2021); Alagoas (2.322 em 2020 e 7.361 em 2021); Espírito Santo (7.294 em 2020 e 8.263 em 2021); Santa Catarina (11.804 em 2020 e 19.988 em 2020) e Rio Grande do Sul (3.991 em 2020 e 10.498 em 2021).

 

Casos (n) 2020

Casos (n) 2021

% Variação

Incidência (casos/100 mil hab.) 2020

Incidência (casos/100 mil hab.) 2021

Norte

23311

40780

74,94

128,21

215,69

Rondônia

3924

2220

-43,43

223,26

122,30

Acre

7457

14733

97,57

857,85

1624,59

Amazonas

5956

8553

43,60

145,96

200,30

Roraima

488

127

-73,98

84,64

19,46

Pará

3529

4893

38,65

41,45

55,75

Amapá

60

271

351,67

7,23

30,88

Tocantins

1897

9983

426,25

121,98

621,08

Nordeste

149442

133832

-10,45

263,28

232,07

Maranhão

2561

1298

-49,32

36,40

18,15

Piauí

2212

3553

60,62

67,76

108,02

Ceará

24039

36062

50,01

264,87

390,26

Rio Grande do Norte

6873

4301

-37,42

197,56

120,78

Paraíba

6676

16096

141,10

167,05

396,46

Pernambuco

20013

39143

95,59

210,75

404,59

Alagoas

2322

7361

217,01

69,88

218,73

Sergipe

1844

1285

-30,31

80,94

54,95

Bahia

82902

24733

-70,17

559,67

165,05

Sudeste

298899

194959

-34,77

340,77

217,51

Minas Gerais

81798

23396

-71,40

388,76

109,27

Espírito Santo

7294

8263

13,28

183,62

201,12

Rio de Janeiro

4431

2880

-35,00

25,82

16,49

São Paulo

205376

160420

-21,89

450,99

343,89

Sul

278882

67238

-75,89

937,29

221,16

Paraná

263087

36752

-86,03

2318,16

316,90

Santa Catarina

11804

19988

69,33

166,83

272,37

Rio Grande do Sul

3991

10498

163,04

35,23

91,55

Centro-Oeste

196658

106838

-45,67

1222,55

639,47

Mato Grosso do Sul

52009

11209

-78,45

1892,60

394,80

Mato Grosso

34817

22149

-36,38

1011,53

620,90

Goiás

62732

57715

-8,00

906,38

800,86

Distrito Federal

47100

15765

-66,53

1583,35

509,48

Brasil

947192

543647

-42,60

454,30

254,85

(Boletim Epidemiológico SVS - Semanas epidemiológicas 1 a 52)

O sanitarista da Fiocruz, Claudio Maierovitch, destaca que 2020 foi um ano de muitos casos e, por isso, não se deve relaxar com a aparente queda de contágios em 2021.

“Mesmo não tendo havido aumento de um ano para o outro, uma vez que o ano anterior foi de números altos, essa não é boa comparação. Há motivos para preocupação sim, porque as medidas de controle não têm sido adotadas. Boa parte da campanha e da atividade de combate aos vetores foi interrompida ou foi muito diminuída desde que começou a pandemia [da Covid-19]”, alerta.

Acre e estados do Centro-Oeste estão com altíssima incidência de dengue, apontam dados do Ministério da Saúde

Casos de Ômicron no Brasil

Em nota, o Ministério da Saúde (MS) informa que, até esta quarta-feira (05), foram registrados 170 casos confirmados da Ômicron no Brasil, com 518 sob investigação.

Confirmados:

  • SP: 27
  • DF: 1
  • RS: 4
  • GO: 38
  • MG: 16
  • RJ: 3
  • SC: 38
  • ES: 1
  • CE: 40
  • RN: 2

Sob investigação:

  • DF: 25
  • RS: 47
  • MG: 114
  • RJ: 309
  • SC: 23

“Cabe ressaltar que a pasta continua em constante monitoramento do quadro epidemiológico da Covid-19. Logo nos primeiros indícios sobre a chegada da Ômicron ao país, a pasta montou uma sala de situação para monitorar o cenário e avaliar os riscos para a adoção das medidas necessárias. A pasta continua trabalhando para aumentar a cobertura vacinal, aplicar a dose de reforço na população, reforçar a vigilância laboratorial e minimizar a disseminação das variantes”, afirma o MS.

Prevenção às doenças

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, recomenda evitar qualquer tipo de água parada em pneus, vasos de plantas e outros recipientes que permitam a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

“É importante lembrar de tapar os tonéis d’água, manter as calhas limpas, deixar garrafas e recipientes com a boca para baixo, limpar semanalmente e encher os pratos de vaso de plantas com areia, manter lixeiras bem tampadas, ralos limpos, com aplicação de telas, além de manter lonas para material de construção e piscinas sempre esticadas para não acumular água.”

Já a Ômicron apresenta uma maior transmissibilidade que as demais variantes do coronavírus. Segundo o infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, Hemerson Luz, mesmo pessoas assintomáticas podem passar o vírus umas para as outras. 

“Por isso, todas as medidas que evitem aglomerações e quebrar o distanciamento de segurança - além de utilizar máscara em locais fechados e higienizar as mãos constantemente - fazem parte da estratégia para enfrentar essa ameaça. A vacina é de suma importância e deve estar em dia”, orienta.

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05/01/2022 20:40h

Em janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses infantis. A Pasta recomenda que pais e responsáveis consultem o médico antes de levar os pequenos para se imunizar

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou a inclusão de crianças de 5 a 11 anos no Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19. A medida foi tomada após análise dos técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que aprovaram o pedido da Pfizer para que sua vacina seja aplicada no público infantil. 

“Essa vacina foi desenvolvida pela indústria Pfizer BioNTech; uma vacina que tem dosagem diferente, equivalente a um terço da dose da vacina que é aplicada nos adultos. E isso foi testado através de ensaios clínicos e já logrou a aprovação em agências respeitáveis, a exemplo do FDA, a exemplo da associação da agência europeia de medicamentos (EMA) e agora teve o aval da Anvisa, que atestou a segurança regulatória”, afirma o ministro.

A pasta orienta que os pais e os responsáveis consultem um médico antes de levar as crianças para se imunizar, conforme esclarece a secretaria extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

“[É] Imprescindível que os pais, mães, responsáveis por essas crianças consultem um médico antes de irem tomar essa vacina. E por que é essa nossa preocupação?  A criança está em pleno desenvolvimento. Nós temos alguns efeitos adversos? Temos. Embora eles sejam raros, mas nesse público o cuidado tem que ser muito maior. Os pais, os responsáveis, devem estar presentes manifestando sua concordância com a vacinação”, orienta.

Segundo Rosana Leite de Melo, em caso de ausência dos pais ou responsáveis pela criança, a vacinação só poderá ser realizada mediante um termo de assentimento por escrito. 

De acordo com a pasta, haverá uma ordem de prioridade para a imunização das crianças de 5 a 11 anos, começando por aquelas com comorbidades, deficiências permanentes, indígenas, quilombolas e crianças que vivem com pessoas com alto risco para evolução grave da Covid-19. Na sequência, a recomendação é imunizar as crianças sem comorbidades, começando pelas mais velhas, que podem apresentar um pouco mais de sintomas e também saem mais de casa. 

Aprovação da Anvisa

Em 16 de dezembro de 2021, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido da Pfizer para que sua vacina contra a Covid-19 pudesse ser aplicada em crianças de 5 a 11 anos. Por conter fórmula diferente, o frasco possui tampa laranja. O frasco do imunizante para adultos possui tampa roxa.

Os estudos do imunizante não apresentaram nenhum relato de evento adverso grave ou morte por conta da vacinação, segundo o gerente geral de medicamentos da Anvisa, Gustavo Mendes.

“O perfil de segurança da vacina, quando comparado com o placebo, é muito positivo. Quando a gente observa qualquer reação adversa, não tem uma diferença importante entre placebo e vacina. E não há relato de nenhum evento adverso sério de preocupação. Não há nenhum relato relacionado a casos muito graves ou mortalidade por conta da vacinação.”

“O Ministério da Saúde também acompanha eventos adversos relacionados à vacina. Esses eventos adversos podem acontecer em qualquer faixa etária. A vacina Pfizer pediátrica é uma vacina que foi aprovada recentemente, no entanto, segundo dados do CDC, nós já temos mais de 8 milhões de doses dessa vacina aplicadas e, até o momento, não foi feito um alerta de segurança maior”, esclarece o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

Em relação à eficácia, o grupo que tomou o placebo apresentou uma incidência maior de casos de Covid-19 se comparado ao grupo que tomou a vacina da Pfizer. Portanto, os técnicos estimaram uma eficácia de 90%.

Diferença entre as vacinas para adultos e crianças

A principal diferença entre as vacinas é que o imunizante pediátrico possui uma dosagem de 10 microgramas, enquanto o de adultos possui 30 microgramas.

Outras diferenças são:

Volume de injeção: 

  • Adultos: 0,3 ml / Crianças: 0,2 ml

Concentração de mRNA: 

  • Adultos: 0,5 mg/ml / Crianças: 0,1 mg/ml

Doses por frasco:

  • Adultos: 6 doses / Crianças: 10 doses

Quantidade de diluente:

  • Adultos: 1,8 ml / Crianças: 1,3 ml

Armazenamento:

  • Adultos: 1 mês em 2° a 8° C / Crianças: 10 semanas em 2° a 8° C

Covid-19: Anvisa aprova vacina da Pfizer para crianças de 5 a 11 anos

Distribuição das doses

Segundo o último censo demográfico, o país possui 20 milhões de crianças de 5 a 11 anos de idade. Em 28 de dezembro de 2021, o Ministério da Saúde formalizou um termo aditivo com a Pfizer, que garante as primeiras 20 milhões de doses pediátricas, que deverão ser entregues ainda no primeiro trimestre de 2022.

O secretário executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, destaca a novidade do terceiro contrato com a farmacêutica.

“A primeira novidade é que a gente tem direito sempre a vacina mais atual. Se eventualmente surgir uma nova cepa e o laboratório desenvolver uma vacina mais atual que possa cobrir essa cepa, então o ministério tem direito a receber essas doses da vacina mais atual. A segunda novidade é que o contrato abarca  também a possibilidade de aquisição de doses que possam contemplar todas as idades incorporadas ao Plano Nacional de Operacionalização da Covid-19.”

As outras 20 milhões de doses estão garantidas para o segundo trimestre de 2022, mediante sinalização do Ministério da Saúde. Somente no mês de janeiro, serão disponibilizadas 3,74 milhões de doses.

“Para todos aqueles que quiserem vacinar os seus filhos, o Ministério da Saúde vai garantir doses da vacina e também cuidará para que as normas que foram sugeridas ou recomendadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em relação aplicação da vacina, sejam seguidas na ponta”, anuncia o ministro Marcelo Queiroga.

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27/12/2021 19:05h

Na retrospectiva do portal Brasil61.com, a reportagem voltou a ouvir especialistas sobre o tempo que se deve esperar para ingerir bebida alcóolica após a imunização contra o coronavírus

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O ano está chegando ao fim e, ao longo dos últimos 12 meses, o portal Brasil61.com acompanhou os principais fatos que viraram notícia. Nesta retrospectiva, vamos destacar uma das principais dúvidas que surgiram desde quando a população começou a se imunizar contra o coronavírus. A pergunta que se fazia era a seguinte: posso beber depois de tomar a vacina contra Covid-19?

No mês de maio, a Fundação Oswaldo Cruz informou, por meio de nota, que “não foi identificada nenhuma interação entre a vacina e o consumo de bebidas alcoólicas nos estudos clínicos já realizados com a vacina Oxford/AstraZeneca/Fiocruz. Por não ser uma avaliação prevista nas pesquisas, não há qualquer informação sobre essa interação na bula da vacina”.  

Atualmente, especialistas já conseguem responder a essa pergunta. Em entrevista ao portal Brasil61.com, a infectologista Ana Helena Germoglio disse, nesta segunda-feira (27), que beber moderadamente depois de tomar a vacina não causa nenhum problema. 

“Tudo deve ser feito com moderação. As pessoas que têm gestão crônica de álcool vão ter uma resposta à vacina contra a Covid-19 ou a qualquer outra vacina aquém do desejado. Isso porque eles têm uma verdadeira redução da atividade do sistema imune. Mas, para as pessoas que ingerem álcool com moderação, que bebem socialmente, não tem problema nenhum. Pode, inclusive, beber álcool no dia da vacinação”, explica.

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O epidemiologista da Sala de Situação em Saúde da Universidade de Brasília (UnB), Mauro Sanchez, também reforça os prejuízos do consumo excessivo de álcool.

“Se você abusa de álcool - principalmente se esse abuso acontece durante um período prolongado - isso pode causar imunossupressão, o que afeta biologicamente o organismo. O que se deve ter é o bom senso de não abusar de bebida alcoólica, como sempre deve ser feito”, recomenda. 

Recomendações pós-vacina contra Covid-19

A diretora da SBIm, Flávia Bravo, explica que após tomar a vacina contra a Covid-19, não é necessário fazer repouso ou evitar pegar peso. No entanto, é preciso ter atenção caso apareçam efeitos adversos.

“Você deve respeitar se tiver algum evento adverso: se tiver febre, se tiver mal-estar; tratando os sintomas. O mesmo vale para quem tem comorbidade: dedicar atenção e o cuidado específico à sua comorbidade”, explica. 

Além disso, os cuidados contra o coronavírus devem continuar mesmo após a vacinação, já que nenhum imunizante é 100% eficaz e, portanto, parte das pessoas vacinadas ainda são capazes de se contaminar e transmitir o vírus, de acordo com Flávia Bravo.
 

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22/12/2021 19:55h

Segundo o Ministério da Saúde, houve uma queda de 93% dos óbitos de SRAG por Covid-19 entre a 10ª e 39ª semana epidemiológica de 2021

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Dados do Ministério da Saúde indicam que 62,3% dos óbitos por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) provocados por Covid-19, em 2021, foram de pessoas acima de 60 anos. Além disso, 56% dessas mortes eram do sexo masculino e 44% do sexo feminino.

As informações foram divulgadas na 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite.

A infectologista Ana Helena Germoglio aponta algumas razões para os óbitos por Covid-19 estarem concentrados na faixa etária acima de 60 anos.

“O sistema imunológico do paciente idoso já não responde da mesma forma como o dos jovens. Além disso, os idosos têm muito mais propensão a ter doenças associadas - hipertensão, diabetes, obesidade - do que os jovens. Então isso também é um fator que faz com que eles sejam considerados grupos de risco para casos graves da doença.”

Em nota encaminhada nesta quarta-feira (22), o Ministério da Saúde informa que até o momento, foram registrados 32 casos confirmados da Ômicron no Brasil, sendo 20 em São Paulo, dois no Distrito Federal, um no Rio Grande do Sul, quatro em Goiás, três em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um em Santa Catarina. Dois casos permanecem em investigação no Distrito Federal e outros 14 no Rio Grande do Sul.

A doutora Ana Helena Germoglio reforça a importância das medidas de proteção contra o coronavírus, especialmente com o surgimento de novas variantes.
“Os idosos precisam continuar se protegendo. E nada mudou em relação ao que era antes: uso de máscara, evitar aglomeração, se encontrar [somente] em ambientes abertos. E a vacina é o mais importante disso tudo.”

Já em relação à maior taxa de letalidade entre os homens, a infectologista esclarece que o fato se deve a uma teoria comportamental. “Os homens se expõem mais, saem mais de casa e obedecem menos às regras do isolamento domiciliar”. 

Queda de óbitos

Segundo balanço do Ministério da Saúde, do total de 422.740 óbitos de SRAG notificados em 2021, 372.954 (88,2%) foram provocados por Covid-19. Entre a 10ª e 39ª semana epidemiológica do ano, houve uma redução de 93% dos óbitos registrados.

A infectologista afirma que essa queda de mortes está nitidamente relacionada à vacinação, que atingiu mais de 91% da população vacinável (178.137.803 brasileiros com 12 anos ou mais), segundo o Ministério da Saúde.

“A redução de casos graves da doença, após o início da vacinação, foi gritante. É claro que, mesmo entre os vacinados, tem pessoas que não vão responder adequadamente às vacinas e podem evoluir para casos graves. Mas isso se torna exceção e não regra. Porque o que a gente tinha, antes da vacinação, eram pessoas de alto risco, imunossuprimidos, que evoluíam para SRAG”, afirma.

“Podemos, com certeza, falar que o Brasil é um case de sucesso. Porque, de uma alta taxa de transmissibilidade, de uma alta taxa de óbitos, após o início da vacinação e da adesão da população, a gente conseguiu controlar os casos de óbitos por Síndrome Respiratória associada à Covid-19”, acrescenta.

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Dados Covid-19

De acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde, divulgado nesta quarta-feira (22), o Brasil registrou 3.451 novos casos e 143 óbitos por Covid-19. Desde o início da pandemia, mais de 22,2 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 

O estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação é o Rio de Janeiro, com 5,14%. O índice médio de letalidade do país está em 2,78%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,14%
  • SP - 3,48%
  • AM - 3,19%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,80%
  • PA - 2,74%
  • AL - 2,64%
  • GO - 2,61%
  • CE - 2,59%
  • PR - 2,56%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,49%
  • RS - 2,43%
  • RO - 2,37%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,14%
  • ES - 2,12%
  • AC - 2,09%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,96%
  • TO - 1,68%
  • SC - 1,63%
  • RR - 1,61%
  • AP - 1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.  

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