Coronavírus

Saúde
22/11/2022 14:30h

Quase 70 milhões de brasileiros ainda não tomaram reforço da vacina contra a Covid. Entre as crianças de 3 a 4 anos, mais de 95% não tomaram sequer a segunda dose

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Pessoas com a vacinação em atraso, idosos e grupos de risco são os que mais sofrem com a nova onda de Covid-19, que  se alastra há aproximadamente dois meses. Cerca de 69 milhões de brasileiros não tomaram sequer a primeira dose de reforço da vacina, de acordo com o Ministério da Saúde.

O atraso é ainda maior em relação às crianças. Apenas 5,5% entre 3 e 4 anos tomaram duas doses de alguma vacina quatro meses após a aprovação do uso emergencial da Coronavac para essa faixa etária. Para os mais novos, existe a aprovação apenas para uso da Pfizer em pacientes com comorbidades. De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), são 5,9 milhões de crianças dessas idades. Apenas 324 mil estão imunizadas com a segunda dose da vacina. E 938 mil tomaram a primeira. Enquanto isso, casos e internações disparam em todo o Brasil. 

Para o pesquisador da Fiocruz Brasília, Claudio Maierovitch, a vacinação pediátrica é fundamental não apenas pensando no controle da circulação do vírus, mas tendo como principal objetivo a proteção das próprias crianças. “Existe uma certa crença, que foi muito difundida especialmente aqui no Brasil, de que as crianças não têm doença grave. E isso é uma mentira. As crianças, numa proporção menor do que os idosos ou do que pessoas que têm outras doenças, podem desenvolver quadros graves. Ao longo do primeiro semestre deste ano, nós tivemos duas crianças morrendo por dia com menos de 5 anos de idade por causa da covid __ e de lá para cá a isso continua acontecendo ainda numa frequência menor, mas continua acontecendo.”  

Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, a estratégia de reforçar o calendário vacinal contra o novo coronavírus aumenta em mais de cinco vezes a proteção contra casos graves e mortes pela Covid-19. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) já autorizou a vacinação para crianças entre 6 meses e 4 anos. Já a primeira dose de reforço (terceira dose) é recomendada para todos acima de 12 anos e deve ser aplicada após quatro meses da segunda dose ou dose única.

A taxa de incidência de eventos adversos em crianças e adolescentes que tomaram a CoronaVac no Brasil é de 0,76 para cada 100 mil doses aplicadas, de acordo com o levantamento da Farmacovigilância, do Instituto Butantan. A pesquisa levou em conta as mais de 13 milhões de doses da CoronaVac aplicadas com dados até o final de julho – 11,05 milhões nas crianças de 6 a 11 anos e 2,02 milhões em adolescentes de 12 a 17 anos.

Já em idosos brasileiros, a CoronaVac protegeu cerca de 84,2% contra hospitalizações, 80,8% contra internações em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 76,5% contra mortes, segundo o estudo sobre a efetividade de vacinas, baseado nos dados nacionais do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe (SIVEP-Gripe), do Ministério da Saúde.

Subvariantes da Ômicron têm alta transmissibilidade

Novas subvariantes já circulam pelo país. A BQ.1 foi encontrada nos estados de São Paulo,  Amazonas, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo. A BE.9 foi identificada pela Rede Genômica Fiocruz no sábado (02/11). no  Amazonas. O infectologista Werciley Junior observa que as novas subvariantes parecem escapar mais facilmente da proteção das vacinas:

“Essa variante tem uma capacidade de fugir dos anticorpos gerados por infecções prévias e pela vacina e gerar uma infecção. Até o momento, a gente tem observado infecções leves, poucos casos com gravidade, mas esse é o nosso medo, de uma infecção leve, de maior proporção se tornar infecções graves. Por enquanto temos aumento dos casos, mas ainda não temos aumento das internações”, explica.  

Com sintomas semelhantes às variantes anteriores, a BQ.1 e BE.9 são menos graves. De qualquer forma, o infectologista Cesar Carranza recomenda completar o esquema vacinal e manter medidas não farmacológicas: “as precauções são as mesmas que já conhecemos: a higiene das mãos, usar máscaras quando formos nos expor a ambientes fechados como transporte público, casas de comercio fechadas, estabelecimentos de saúde etc. É muito importante também que toda a população tome as vacinas e as doses de reforço caso estejam com o calendário vacinal atrasado.” 

Ainda segundo o infectologista Werciley Júnior, é preciso ter atenção especial a respeito da população que está se contaminando neste momento. “a gente tem observado nos relatórios de evidências que a população jovem está sendo mais afetada, ou seja, as pessoas que mais estão se aglomerando.” 

O especialista reforça a necessidade de que se busque a dose de reforço, em especial para os mais vulneráveis à doença. “Com a vacina, você gere anticorpo. Com maior quantidade de anticorpos você tem maior funcionalidade deles e automaticamente mesmo que a variante fuja dos anticorpos, você vai ter alguma ação desses anticorpos e, com isso, evitar doenças sérias. A vacina é primordial, e proteção dos que a gente chama de grupo de risco que são jovens não vacinados, idosos, pessoas que fazem quimioterapia, porque essas pessoas são suscetíveis.” 

De acordo com a Rede Genômica do Instituto Butantan, duas novas sublinhagens da cepa ômicron do vírus causador da Covid-19 foram detectadas pela primeira vez no Brasil, a XBB.1 e CK.2.1.1. Os dados foram divulgados na última quinta-feira (17/11). A amostra de XBB.1 foi encontrada na cidade de São Paulo, e a amostra de CK.2.1.1 foi detectada em Ribeirão Preto. Até o momento, apenas 342 sequências dessa variante haviam sido encontradas no mundo. Ela já foi identificada na Alemanha, nos Estados Unidos, na Dinamarca, na Espanha e na Áustria. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), evidências preliminares sugerem que a subvariante XBB.1 pode trazer um risco maior de reinfecção, comparada a outras sublinhagens da ômicron. O pesquisador Cláudio Maierovitch destaca que é natural que as novas subvariantes escapem mais facilmente das defesas do que o vírus original. “isso tem acontecido a cada sucessão de sub variantes e de variantes. Na medida que ele escapa mais, ele se multiplica com mais velocidade e vai predominando."

Vacinas Bivalentes Contra a Covid-19

A Anvisa está analisando dois pedidos da Pfizer referentes às vacinas chamadas bivalentes (vacinas que já está atualizada para combater as novas variantes do corona vírus). Uma delas contém, além da cepa original, a subvariante ômicron BA.1. Já a outra versão engloba as subvariantes BA.4/BA.5. Nos dois pedidos a fabricante requer a indicação da vacina bivalente para aplicação como dose de reforço na população acima de 12 anos de idade.

Segundo a empresa Pfizer, o reforço com a vacina bivalente se propõe a conferir uma maior proteção frente às variantes Ômicron, variante de preocupação no país. A versão bivalente já foi aprovada na União Europeia e nos Estados Unidos.

Nova lei libera compra de vacinas contra Covid-19 pela iniciativa privada

O Senado promulgou na quarta-feira (16/11) a Lei nº 14.466, que retira a obrigação de a iniciativa privada doar parte das vacinas contra a Covid-19 ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2021, no auge do debate sobre a compra de vacinas, foi aprovada a Lei nº 14.125/2021, que permitia que empresas privadas comprassem imunizantes com a condição de que doassem metade do estoque à rede pública. Com a revogação da lei, o setor privado agora pode usar a todas as doses das vacinas adquiridas pelos fornecedores, sem precisar cumprir o requisito da doação de 50%. 

O governo alegou que o cenário atual de vacinação atingiu o patamar de envio de doses suficientes para contemplar o esquema vacinal de 2022, o que justifica a revogação da medida. 

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18/09/2022 16:30h

De acordo com o Ministério da Saúde, brasileiros e estrangeiros podem optar por apresentar o comprovante de vacinação contra a doença ou teste negativo para entrada no país até um dia antes do embarque

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Com a redução da média móvel de casos de Covid-19 e de mortes pela doença, o Ministério da Saúde decidiu flexibilizar medidas que, até então, eram tidas como importantes para evitar a propagação do vírus. Agora, brasileiros e estrangeiros podem optar por apresentar o comprovante de vacinação contra a Covid-19 ou teste negativo para entrada no país até um dia antes do embarque. 

A autorização foi validada em portaria interministerial publicada em edição extra do Diário Oficial da União do último dia 12 de setembro. Antes, todo viajante era obrigado a apresentar o comprovante de vacinação antes de embarcar para o Brasil. A exceção eram passageiros com contraindicação médica.

Para a infectologista Helena Germoglio, o atual momento permite essa flexibilização. No entanto, ela ressalta que qualquer alteração no cenário pode exigir uma nova mudança nas regras.

“Outros países já dispensam, há algum tempo, a apresentação de cartão vacinal e de testagem para entrada nos seus territórios. Tem-se percebido que isso não tem levado ao aumento de casos nesses locais. E, com o atual momento que vivemos no Brasil, isso também deve acontecer, com a estabilização dos casos. É claro que o incentivo à vacinação deve ser uma prática constante, independentemente da exigência”, destaca.  

Campanha Nacional de Multivacinação vai até 30 de setembro

Dia Mundial do Doador de Medula Óssea

A flexibilização teve o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão levou em conta o quadro atual de queda no número de mortes e casos de Covid-19 entre os brasileiros.

Nesse sábado (17), por exemplo, o país havia registrado uma média móvel de 72 mortes por dia, um total 43% menor do que o registrado há duas semanas. 
Os dados da pasta mostram que a vacinação também avançou. Mais de 165 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal contra a doença com duas doses ou dose única. O total corresponde a 77,7% da população brasileira.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece que políticas para testes e quarentena devem ser revisadas regularmente, com o intuito de garantir que sejam suspensas quando não forem mais necessárias. 
 

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15/08/2022 14:45h

Segundo o Ministério da Saúde, mais 164 milhões de pessoas completaram o esquema vacinal com as duas doses ou a dose única

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Nas últimas duas semanas, o Brasil registrou queda de mais de 35% na média móvel de casos de Covid-19. O número de mortes pela doença também diminuiu: 9% no mesmo período. As informações são do Ministério da Saúde. O total de ocorrências de infecções pelo coronavírus é de 34,1 milhões, com 681 mil mortes confirmadas desde o início da pandemia. 

A média móvel de 7 dias publicada nesse domingo (14) foi de 206, segundo Painel Covid-19 do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão Estadual do SUS (CIEGES), mantido pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). 

Mais 164 milhões de pessoas tomaram as duas doses ou a dose única, e o Brasil está perto de ter 80% da população protegida com o esquema vacinal primário, de acordo com o governo federal. A infectologista Ana Helena Germoglio explica que a diminuição da média móvel está relacionada a diferentes motivos.

“Podemos atribuir essa queda na incidência de casos a vários motivos. Primeiro que temos a cobertura vacinal que, mesmo não atingindo o patamar ideal, foi um grande passo para evitar casos graves. Segundo que estamos diante de vírus que tem letalidade menor, apesar da maior transmissibilidade, causando casos menos graves”, explica Ana Helena.

A infectologista explica ainda outros fatores que têm influência na diminuição de casos e mortes. “Precisa lembrar que tem esgotamento imunológico, isso também favorece a aquisição de anticorpos e também faz com que fique mais resistente. Há a sazonalidade, o frio maior já foi embora, época em que pessoas ficam mais próximas e reduzem a circulação de ar. É uma conjunção de fatores que fazem uma incidência menor”, conclui. 

Estabilidade

Dados do Ministério da Saúde apontam que há estados em situação de estabilidade, e a maioria apresenta indícios de começo do processo de queda. Veja abaixo: 

Distrito Federal;
Goiás;
Minas Gerais;
Paraná;
Rio de Janeiro;
Rio Grande do Sul;
Santa Catarina; e
São Paulo.

Sobre a vacinação, o governo afirma ter distribuído para os estados e o Distrito Federal mais de 518 milhões de vacinas contra a Covid-19. Desse total, cerca de 470 milhões foram aplicadas. “A vacinação vai ser nossa única chance de evitar casos graves, ainda que tenha incidência menor de casos”, diz Ana Helena Germoglio. 
 

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13/07/2022 20:10h

Estudos preliminares indicam eficácia e segurança do imunizante nessa faixa etária. A aplicação do imunizante nessa faixa etária deve ser feita com a mesma formulação e dosagem do imunizante aplicado em adultos e com posologia de duas doses e 28 dias de intervalo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o pedido de uso emergencial da vacina Coronavac em crianças de 3 a 5 anos. A aplicação do imunizante nessa faixa etária deve ser feita com a mesma formulação e dosagem do imunizante aplicado em adultos, com posologia de duas doses e 28 dias de intervalo. Além disso, a equipe técnica da Anvisa recomendou que o imunizante não seja aplicado em crianças imunossuprimidas.

Para embasar a conclusão, foram apresentados diferentes estudos e realizadas reuniões técnicas com o Instituto Butantan (responsável pela produção da Coronavac), representantes da sociedade médica e do Ministério da Saúde do Chile, pesquisadores brasileiros e chilenos. 

Segundo a diretora da Anvisa, Meiruze Sousa Freitas, os estudos de efetividade da vacina em crianças chilenas apresentaram uma eficácia de 55,86% contra casos de hospitalização. 

“Considerando a totalidade de dados avaliados, o contexto epidemiológico e a ausência de alternativa de proteção para crianças, a GGBIO [Gerência-Geral de Produtos Biológicos] aponta que a vacina Coronavac apresenta indicativo de benefício superior aos riscos, com resultados sugestivos de eficácia, segurança e imunogenicidade satisfatórios.”

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, afirma que o objetivo da autorização é oferecer mais uma opção aos gestores de saúde no enfrentamento da Covid-19. “É a nossa missão oferecer opções para que o Ministério da Saúde possa decidir utilizar, não utilizar. Não é de competência da Anvisa a decisão quanto à incorporação da Coronavac em programas de imunizações contra a Covid-19 em crianças de 3 a 5 anos. A decisão sobre quando, como e se a vacina será adotada se dará pelos gestores de saúde”.

Em nota, o Ministério da Saúde informa que "vai avaliar, junto à Câmara Técnica Assessora em Imunizações, o uso do imunizante nesta faixa etária".

Estudos científicos

Durante a 11ª Reunião Extraordinária Pública da Diretoria Colegiada da Anvisa, foram apresentados estudos científicos sobre a eficácia e a segurança da Coronavac para crianças e adolescentes, dentre eles, o projeto Curumim. A pesquisa foi realizada no Espírito Santo, por pesquisadores da Secretaria Estadual de Saúde, Hospital Universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e Santa Casa de São Paulo, com crianças entre 3 e 17 anos, com duas doses da Coronavac no intervalo de 28 dias. 

Segundo a coordenadora do estudo, Valéria Valim, professora de medicina da UFES, a Coronavac se mostrou segura e eficaz no grupo pesquisado.

“A Coronavac, em crianças de 3 e 4 anos, se mostrou segura e com imunogenicidade não inferior a crianças maiores de 5 anos, adolescentes e adultos. Essas crianças de 3 a 4 anos são capazes de induzir títulos maiores de anticorpos se comparado com crianças maiores de 5 anos, adolescentes e adultos. A Coronavac foi menos reatogênica se comparada a Pfizer. E não houve efeitos adversos graves, internações ou mortes, em todas as faixas etárias.”

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O presidente do Departamento de Infectologia da Sociedade Brasileira de Pediatria, Marco Aurélio Sáfadi, ressaltou a importância da imunização contra a Covid-19 em crianças de 3 a 5 anos de idade. “De fato, a doença é menos grave nas crianças do que nos adultos, mas isso não significa que ela não traga risco de hospitalização e morte. Esse risco é comparável ou até mesmo maior do que o risco de diversas outras doenças infecciosas, que hoje são alvo de programas de prevenção por meio de vacinas”.

“Entendemos que, a despeito de ainda haver lacunas no conhecimento do comportamento da Coronavac na população pediátrica, os dados hoje disponíveis demonstram um balanço de benefícios em relação à possibilidade de uso da vacina neste grupo etário”, avalia.

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04/06/2022 17:18h

Essa nova fase da imunização também abrange profissionais da saúde, de todas as idades. Até o momento, mais de 4,5 milhões de brasileiros tomaram a segunda dose de reforço

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O Ministério da Saúde liberou a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para pessoas com 50 anos ou mais e trabalhadores da saúde, de todas as idades. A recomendação vale para quem já tomou a primeira dose de reforço há mais de quatro meses.

De acordo com a pasta, há uma necessidade de reforçar a imunização nessa faixa etária. Já no caso dos trabalhadores que estão na linha de frente dos serviços de saúde, o motivo é o maior risco de contaminação. Vale destacar que as vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca podem ser aplicadas, independentemente de qual foi a dose anterior.

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Até o momento, mais de 4,5 milhões de brasileiros tomaram a segunda dose de reforço. Agora, chegou a vez de Wilze da Silva, de 58 anos. Moradora de Brasília, ela conta que se sente feliz por saber que pode aumentar sua imunidade contra a Covid-19. 

“Para mim, vacina é uma coisa muito importante. Eu já tomei as outras doses e estava com uma expectativa muito grande para tomar esta. Fiquei muito contente. Nesta semana mesmo eu vou procurar um pouco de saúde para tomar a vacina”, comemora. 

O governo federal distribuiu, até agora, quase 500 milhões de doses para todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, isso representa a proteção de 77% da população brasileira com duas doses. Além disso, mais de 85,9 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose de reforço.
 

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21/04/2022 22:30h

Em webinar, o coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado, defendeu necessidade de planejamento e investimento para país sair com segurança da pandemia

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Nos últimos 7 dias, a média de mortes por Covid-19 no Brasil foi de 94 mortes. Há exatamente um ano, esse número chegou a 3.347. Com quedas sustentadas de transmissão e mortes, o ministério da Saúde anunciou o fim do estado de emergência (a portaria que oficializa a medida tinha previsão de publicação para esta quarta-feira, mas só deve sair no Diário Oficial da União na sexta-feira, 22). 

O Brasil, que já foi o epicentro da doença, hoje está numa posição mais confortável. No mundo, a Covid-19 já fez 6,2 milhões de vítimas, 662 mil só no Brasil. “Ao passo que a população brasileira corresponde a 2,7% da população mundial, respondemos por 10,7% das mortes, o que é muito alto”, alertou o coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado. 

Para ele, para sair com segurança da pandemia da Covid-19 e sermos capazes de enfrentarmos outras emergências de saúde que possam surgir é preciso ter planejamento e investimento. “Requer não só o fortalecimento do SUS e suas instâncias de gestão participativa e a ampliação do investimento, aumento da capacidade de produção de vacinas, entre outros”, enumerou o pesquisador durante evento promovido pela Fiocruz no dia 20 de abril.  

Desafios para a saúde

Para a doutora em epidemiologia Enthel Maciel a revogação do decreto de emergência no Brasil coloca alguns desafios e que é preciso um tempo de transição. O primeiro deles é que os medicamentos já comprovadamente eficazes contra a Covid-19 e autorizados pela Anvisa estejam disponíveis para as unidades de saúde.  “Por que mesmo pessoas já vacinadas, especialmente as imunossuprimidas, vão ter possibilidade de desenvolver a doença grave.”, alerta a pesquisadora. 

Além disso, Enthel também aponta para a necessidade da definição de protocolos de atendimento da Covid-19 para os diferentes graus de gravidade. “Estamos há dois anos nessa situação e o Brasil não tem protocolos de atendimento unificado para todos os níveis de atenção”. Segundo a pesquisadora, os protocolos já foram discutidos em grupo de trabalho, mas ainda não estão disponíveis. Além disso, ela recomenda que campanhas sejam feitas para as doses de reforço da vacina e que haja previsão orçamentária para campanhas futuras. 

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Fim da Covid?

Para os pesquisadores não é possível falar no fim da Covid, até porque o vírus continua em circulação. “Podemos falar em extinção da onda. A extinção da Covid é pouco provável diante da transmissibilidade do vírus e seus aspectos evolutivos”, disse Daniel Villela, coordenador do Programa de Computação Científica da Fundação (Procc/Fiocruz). 

O mais provável é que se conviva com uma endemia, que é quando se espera um padrão de transmissão dentro de um recorte temporal. “É necessária uma preparação para o enfrentamento das fases de maior transmissão da doença”, recomenda. Para ele, é preciso aproveitar os tempos de baixa transmissão para se adiantar a possíveis variantes e trazer respostas eficientes no que diz respeito à adaptações de vacinas, caso necessário. 

Aprendizados e desafios 

A presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, defende que a pandemia da Covid-19 precisa deixar como legado o investimento em pesquisa. “É fundamental investimento, permanente, constante em ciência, tecnologia e inovação. Nada da resposta mesmo ocorreu sem um histórico, sem investimentos anteriores”. Ela cita como exemplo a vacina da Oxford AstraZeneca que hoje é totalmente nacionalizada. Além disso, Nísia aponta a necessidade de se descentralizar unidades de pesquisa e laboratórios e de se avançar nas cooperações multilaterais.   

“É de fundamental importância fortalecer o sistema de saúde de proteção social. Creio que esse ponto é vital e, já que eu falei de tecnologia antes, eu queria deixar claro que na nossa perspectiva não existe uma visão isolada da tecnologia. Ela tem que se dar associada ao acesso e à visão dos sistemas de saúde”, defendeu Nísia. 

Pós Covid

O investimento em atendimento das sequelas da Covid ou da Covid longa é outro ponto de preocupação dos pesquisadores. “Os riscos da pandemia continuam presentes e ela deixa um passivo enorme para o SUS”, disse o  coordenador do Observatório Covid-19 da Fiocruz, Carlos Machado. Estudos apontam que cerca de cerca de 70% das pessoas que tiveram a forma grave da covid apresentam sequelas mesmo passado meses da infecção aguda. 

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Os especialistas alertaram para a necessidade de seguir avançando na vacinação de crianças e na aplicação de doses de reforço na população. O uso de máscaras em locais de aglomeração e pouca circulação de ar, como o transporte público, continua recomendado. 

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17/04/2022 01:17h

Boletim da Fiocruz revela tendência de alta de doenças respiratórias entre a população de 0 a 19 anos

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A síndrome respiratória aguda grave (SRAG) tem tendência de alta entre crianças e jovens. É isso que revela o boletim da Fiocruz sobre casos de SRAG publicado nesta semana. O documento considera a notificação dos casos feita pelos estados até o dia 11 de abril. Desde fevereiro, os diversos estados têm demonstrado tendência de alta, especialmente entre crianças de 0 a 11 anos. 

Quase todo o país está classificado como epidêmico em decorrência do número de casos. O Distrito Federal, o Nordeste de Minas Gerais e o Noroeste do Mato Grosso do Sul foram as regiões que apresentaram maior incidência por 100 mil habitantes. “Nos menores de cinco anos esse cenário é um pouco mais acentuado. Porque, para essa faixa etária, ainda não tem vacina e, além disso, é uma faixa etária em que predomina a questão dos vírus respiratórios, sendo causa de mais de 35% dos casos de síndrome respiratória aguda”, analisa a infectologista Dra. Joana Darc. 

Apesar de o boletim também apontar a tendência de platô (estabilização), a médica indica que o momento é de cautela, uma vez que entre maio e setembro há maior circulação de vírus respiratórios no Brasil, como a influenza e a própria Covid-19. “Mais de 80% das crianças que morreram nessa faixa etária foram por Covid e não por outros vírus respiratórios. A gente tem que continuar mantendo certa cautela e cuidado com relação aos nossos filhos para evitar as infecções.”, considera Dra. Joana. 

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Para o infectologista Hemerson Luz, é fundamental avançar na vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a Covid-19. “O aumento dos casos de SRAG em crianças relaciona-se com a baixa adesão à vacina pediátrica. “Muitos pais e responsáveis estão resistentes em vacinar seus filhos, tal fato associado com a volta às aulas presenciais, aumentaram a exposição das crianças ao SARS-CoV-2.”, considera o médico. 

Já entre a população adulta,  há uma tendência de queda nos registros de SRAG nas últimas seis semanas. Segundo a plataforma Our World in Data, 76,4% da população brasileira está com o esquema vacinal completo contra a Covid-19 até a segunda semana de abril. Foram cerca de 424 milhões de doses aplicadas. 

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04/04/2022 17:00h

Especialistas esclarecem quando é importante substituir a escova, com ou sem a infecção pela doença

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A moradora do Distrito Federal Tainá Morais já pegou Covid-19 e diz que tem medo que as escovas de dente fiquem contaminadas. "Entre o início da pandemia, que eu peguei Covid pela primeira vez, entre janeiro de 2022, eu já troquei as escovas quatro vezes. Eu não sei o período certinho, vou trocar de três em três meses, não. Quando eu vejo que já deu, eu vou lá e troco.”

Assim como Tainá, muitos brasileiros e brasileiras trocaram a escova de dentes depois da infecção pela Covid-19, devido às informações que circularam pela internet de que seria uma medida contra a reinfecção pela doença. Mas o infectologista Hemerson Luz esclarece que se trata de um mito: apesar da presença do coronavírus na cavidade oral e nas glândulas salivares de pessoas infectadas, não é possível de infectar utilizando a mesma escova

“Os cremes dentais de hoje possuem substâncias detergentes e anti trigentes que acabam inativando o vírus. Mas, temos que lembrar que uma pessoa infectada deve se isolar e, naturalmente, sua escova de dente não pode estar próxima das outras de outras pessoas da casa”

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Odontologia (ABO) no Distrito Federal, Aroldo Pinheiro, independente da doença, a higiene da escova após a escovação é fundamental. “Você tem que lavar bem a escova e secá-la bem com um pano ou papel toalha. A escova não pode ser guardada molhada, ainda com restos de creme dental, de pasta de dente, porque ali vão acabar proliferando bactérias. Você vai acabar contaminando sua escova”

Ele também garante que é necessário a separação das escovas de dente em caso de infecção pela doença. “O primeiro passo que o paciente deve ter para o controle da infecção no seio familiar é separar a escova de dente dele [das escovas] dos demais membros da família. Se ele é casado ou tem filhos e dividem o mesmo ambiente para as escovas, isso tem que ser separado, porque o coronavírus fica muito concentrado nas vias aéreas superiores, ou seja, na boca e no nariz. É uma área que tem alta virulência. É por isso, inclusive, que tem alta capacidade de contaminação.”

Independentemente de ter tido Covid-19 ou não, existe a orientação de trocar a escova regularmente. Substituir o item apenas após estar muito desgastado pode prejudicar a qualidade da escovação. A cirurgiã dentista Tatiana Centurione explica o prazo correto: “Geralmente, nós dentistas, recomendamos que essa troca da escova dental seja feita a cada três meses, ou antes, se as cerdas estiverem bem deformadas”, orienta.

A dentista e especialista na saúde da família, Caroline Igreja, também orienta a troca da escova de dentes quando há sinais evidentes de desgaste. “No caso do paciente que usa aparelho ortodôntico, que as cerdas das escovas vão ficando muito abertas, aí é indicado trocar a escova.” 

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Saúde bucal

A importância de cuidar dos doentes e da boca vai além de não ter cáries. O coordenador do curso de Odontologia do UDF Centro Universitário, Emílio Barbosa e Silva, explica que a saúde bucal faz com que as pessoas tenham  uma vida plena de uma maneira funcional, como mastigar os alimentos, e do ponto de vista estético. “A saúde bucal está inserida dentro de um contexto de saúde geral do paciente. E obviamente que a boca é uma parte do organismo humano que é a porta de entrada dos nossos alimentos, relacionada aos sentimentos de alegria, como o sorriso.”

E escovar os dentes é uma medida fundamental para garantir a saúde bucal. A dentista Caroline explica que, quando a pessoa não faz a escovação adequada, os dentes ficam com muita placa bacteriana e essa placa vai se transformar no chamado tártaro.

"Diariamente, pacientes que saem do consultório e que ficam muito tempo sem fazer visita regularmente  ao dentista a maior incidência de perda dentária ou problemas de saúde na cavidade bucal é a falta de escovação. Toda a saúde bucal se inicia pela escovação e pela boa higiene.”

Ela também garante que a ordem correta de uma escovação deve começar com o fio dental, a escovação e, por último, o enxaguante bucal. 

A escovação não é a única medida para garantir o cuidado com a boca. Outro ponto importante também é a alimentação. Tatiana Centurione diz que evitar alguns tipos de substâncias é fundamental para a saúde da boca. "Ter uma alimentação saudável, rica em frutas, legumes, verduras e evitando o consumo de bebidas alcoólicas, açúcar e tabaco", explica.

Atendimentos no SUS 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, 624.913 pessoas foram à sua primeira consulta odontológica em janeiro deste ano. Já em 2021, foram mais de 6.536.913 pacientes que buscaram atendimento.

Caroline Igreja afirma que o cuidado do brasileiro com a saúde bucal melhorou, com o avanço da informação e a internet. “De uma maneira geral, a gente vê que a saúde bucal dos brasileiros melhorou muito da década de 60 para cá. Porque antigamente como não tinha muito acesso ao dentista e ou, quem tinha, pagava muito caro pelos tratamentos, os pacientes chegavam lá e o dentista só extraía.”

Confira os atendimentos 
 

Ano Primeira consulta odontológica Consulta de retorno Consulta de manutenção
2019 9.131.937 13.647.219 2.692.422
2020 3.630.875 4.308.138 1.482.582
2021 6.536.771 7.498.873 2.696.016
2022 (dados disponíveis até janeiro) 624.913 686.776 254.324

 

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01/04/2022 02:10h

Seis estados brasileiros não registraram nenhum óbito por Covid-19 em 24 horas nessa quarta-feira (30)

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A melhora do cenário epidemiológico da Covid-19 se deve principalmente à ampla cobertura vacinal, como afirma o infectologista do Hospital das Forças Armadas de Brasília, Hemerson Luz. A vacinação atingiu 91,5% da população acima de 12 anos, com a primeira dose, e 85,7% desse público, com a segunda dose ou dose única. 

Seis estados brasileiros não registraram nenhum óbito por Covid-19 em 24 horas nessa quarta-feira (30), segundo o Ministério da Saúde: Acre, Amapá, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Rondônia. A média móvel de mortes, registrada no boletim da pasta foi de 254,57; um recuo de 39% em relação à média de 14 dias atrás.

Para o médico Hemerson Luz, esse cenário é resultado da cultura vacinal do brasileiro.

“Isso é um reflexo direto da própria cultura vacinal que o brasileiro tem de procurar participar ativamente das campanhas de vacinação e manter-se vacinado e com o esquema vacinal completo.”

Segundo o Ministério da Saúde, até o momento, 67,4 milhões de pessoas já tomaram a dose de reforço contra a Covid-19, o que corresponde a 48% do público acima de 18 anos. 

O infectologista Hemerson Luz ressalta a importância do Programa Nacional de Imunização.

“O Programa Nacional de Imunização é um exemplo para o mundo, pois tem uma capilaridade invejável capaz de levar as vacinas para todos os municípios brasileiros e oferecer a vacina, incluindo a da Covid-19 para toda a população que é elegível para a vacina.”

Além da redução da média de óbitos, os casos de infecção também estão em queda, segundo o Ministério da Saúde. No total, foram registrados 33.937 novos casos de Covid-19 nesta quarta-feira (30) e a média ficou em 31.307; uma queda de 29,72% em comparação à média de 14 dias atrás.

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04/03/2022 18:48h

Os autotestes para a detecção da Covid-19 já começaram a chegar nas farmácias. A expectativa é que na próxima semana já esteja disponível em todo o Brasil

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As redes de farmácias de vários estados brasileiros já começaram a comercializar os autotestes de Covid-19 nesta sexta-feira (4). A metodologia foi aprovada pela Anvisa para ser realizada no Brasil em janeiro. Até agora, a Agência liberou seis modelos de testes.

Em uma rede de farmácias, por exemplo, o autoteste está à venda por R$ 69,90, mas ainda não está disponível em todas as lojas. A expectativa é que até a próxima semana, mais unidades já tenham o produto a pronta entrega. 

O autoteste usa a coleta por meio do swab (aquele cotonete para a coleta de secreção nasal). Diferentemente dos testes de antígeno realizados por profissionais da saúde, que fazem a coleta profunda na nasofaringe, o autoteste capta a secreção mais superficial. 

Covid-19: qual o melhor teste para detectar o vírus?

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Como coletar 

A pessoa deve higienizar bem as mãos com água e sabão para manusear o pacote. O autoteste vem com um swab (cotonete), um tubo plástico com o líquido para a detecção do antígeno e um cartão teste. Além disso, o teste vem com a bula com instruções de uso. 

  1. Procure um local distante de outras pessoas;
  2. Abra as embalagens com as mãos higienizadas;
  3. Incline a cabeça para trás e introduza o cotonete no nariz (no máximo até 2,5 cm). Gire o cotonete por cerca de dez vezes em cada narina (é normal sentir incômodo);
  4. Coloque a amostra do cotonete no tubo que contém a solução reagente;
  5. Gire o cotonete por dez vezes dentro do tubo; 
  6. Retire o cotonete. Na hora que for retirar, pressione o tubo para extrair o excesso de líquido do algodão;
  7. Feche o tubo;
  8. Coloque o líquido do tubo com a tampa conta-gotas no cartão teste;
  9. Aguarde a reação que deve durar cerca de 15 minutos; 
  10.  Descarte todo o material usado dentro da embalagem que veio. Trata-se de um descarte de rejeito, apesar do material ser de plástico não pode ser colocado junto com o lixo reciclável.

Interpretando o resultado

O cartão teste tem um visor que apresenta riscos: um tracinho significa resultado negativo. Dois tracinhos, positivos; Caso apresente um traço no meio, o teste foi inconclusivo.  

Arte: Joksã Natividade /ABR

A biomédica sanitarista especialista em microbiologia clínica Fabiana Nunes alerta para o risco de testes mal executados. “A grande preocupação é o teste falso negativo. Significa que ela tem o Sars-CoV-2 e ela transmite e não foi detectado porque não foi feito de forma adequada”, pontua. 

A Anvisa não considera os resultados do autoteste para fins de diagnóstico. O resultado é usado apenas para a orientação. No caso de testes positivos, é necessário um diagnóstico feito por um profissional de saúde. 
 

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Brasil 61