Cadastro de mídia

TERMO DE USO E PARCERIA

TERMO DE USO E PARCERIA

Regras de Uso

1º - A utilização gratuita e livre dos materiais produzidos pelo Brasil 61 só será permitida depois que este termo de parceria for aceito pelo usuário, prevendo as seguintes regras:

a) A utilização do material - na íntegra, ou em partes - só será permitida desde que as informações não sejam distorcidas, manipuladas ou alteradas.

b) Não é necessário a identificação do Brasil 61 na hora da replicação do conteúdo. Mas toda e qualquer veiculação de áudios produzidos pelo Brasil 61 prevê o cadastro no site, com a disponibilização de dados que serão utilizados para a organização do mailing desta empresa,

2º - OBRIGAÇÕES DO BRASIL 61

a) O Brasil 61 se compromete, a partir deste termo de uso, a produzir conteúdo particularizado diariamente, trazendo informações de dia-a-dia e bastidores do Planalto Central, além de outras temáticas de relevância do noticiário nacional. 

b) O acesso ao conteúdo jornalístico (na versão de leitura) é livre e gratuito, podendo ser replicado por qualquer usuário que acesse o site. O download do áudio para que seja utilizado na programação das rádios requer que o radialista realize o login no site da Agência do Rádio - informando e-mail e senha cadastrados. 

3º - OBRIGAÇÕES DOS COMUNICADORES PARCEIROS

Não alterar o sentido dos materiais, ou distorcer fala de entrevistados ou mudar a conotação das mensagens dos materiais. 

ADENDOS IMPORTANTES SOBRE A PARCERIA

a) O Brasil 61 poderá distribuir conteúdo patrocinado com ou sem assinatura dos clientes patrocinadores do boletim e sem aviso prévio ao comunicador. 

b) As rádios parceiras não vão ter participação financeira sobre o faturamento do Brasil 61.

c) Os comunicadores podem patrocinar os conteúdos do Brasil 61, desde que não alterem o sentido e a conotação dos conteúdos oferecidos. Nesses casos, o Brasil 61 Mais não terá participação nos lucros conquistados pelos veículos parceiros. 

Ao clicar em ACEITO, a emissora aqui cadastrada afirma concordar e estar ciente de todas as condições apresentadas neste Termo de Utilização de Conteúdo.

entrevistado-da-semana

31/07/2020 00:00h

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61, ministro da Cidadania falou que beneficiários do programa também poderão usufruir do Carteira Verde Amarela, que reduz o custo de contratações

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O projeto do Renda Brasil está em fase final de elaboração e deve ser enviado ao Congresso dentro de 30 dias. A declaração é do ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61. O novo programa de distribuição de renda deve substituir o Bolsa Família, mas, segundo Lorenzoni, se difere do antecessor por incentivar que os beneficiários sejam incluídos no mercado de trabalho formal.

“Quando uma pessoa está no Bolsa Família e recebe uma oferta de emprego, a grande maioria não aceita ter sua carteira assinada por medo de perder o programa. Ela prefere ficar com ticket médio inferior a R$ 200, fazer alguns bicos e com isso ir levando a vida. Nós queremos alterar essa realidade”, explica o ministro.


Segundo Onyx, com o fim do contrato de trabalho, hoje, o beneficiário precisa entrar novamente na fila do programa, podendo ficar meses sem receber. Por isso, o projeto a ser enviado ao Congresso vai conter um mecanismo para garantir que, se alguém que já foi beneficiário do Renda Brasil perder o emprego, que ele volte a receber o valor imediatamente. 


Onyx também disse que o Renda Brasil deve dialogar com outras ações propostas pelo Executivo, como o programa Carteira Verde Amarela, atualmente em fase de elaboração pelo Ministério da Economia. O projeto foi inicialmente pensado para incentivar a contratação de jovens à procura do primeiro emprego, a partir da redução dos encargos trabalhistas. O ministro explica que o Carteira Verde Amarela será estendido para beneficiar quem faz parte do programa Renda Brasil. “Nós queremos que haja uma maior disponibilidade para essas pessoas, ampliando a possibilidade da contratação através desse regime que tem menor custo tributário”, explicou. 

O programa também deve contar com estímulos à educação, como ocorre hoje no Bolsa Família, em que os jovens das famílias inscritas precisam ter boa frequência escolar para que a mesma seja apta a receber. Contudo, os incentivos devem alcançar também adultos, que serão beneficiados caso realizem cursos de qualificação.

Confira a entrevista completa:

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24/07/2020 00:00h

Em entrevista ao Brasil 61, Luciano Stutz afirma que o Brasil tem avançado na expansão da conectividade, mas enfrenta desafios para melhorar qualidade dos serviços

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Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o Presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (ABRINTEL), Luciano Stutz, afirmou que a infraestrutura do setor, no país, é satisfatória, mas que ainda existem desafios para que haja expansão da cobertura dos serviços. O principal problema apontado foi a legislação municipal, tida por ele como o principal entrave para viabilizar as estruturas de torres.

“A gente não consegue superar esses desafios sem superar a questão das leis municipais. Brasília acabou de aprovar uma nova lei de antenas. Agora está claro quais são as regras para você colocar uma antena no Distrito Federal e cobrir uma região. Essa lei é importante porque dá clareza para qualquer investimento que seja feito. Você sabe o recuo que tem que ter, a forma que tem que ser feita, a garantia que tem e o prazo de licenciamento. Infelizmente essa não é uma realidade dos nossos grandes municípios”, avalia.

Luciano Stutz também acredita que a relevância do setor de Telecomunicações teve um destaque durante a pandemia. O presidente da ABRINTEL lembrou que, por uma questão de necessidade, empresas tiveram que se adaptar à nova realidade, assim como as escolas, para atender os mais variados públicos mesmo à distância.

“A prática de home office, por exemplo, em que no novo normal será uma prática bem mais difundida do que antes, mostra que a nossa dependência de telecomunicações só vai aumentar. Porque as plataformas de conectividade terão uso muito mais comum. Outra coisa que é muito importante. O ensino à distância vai tomar outro lugar. Precisamos enxergar, inclusive, essa conectividade como a grande ferramenta para acabar com a parte da desigualdade social”, aponta.

Stutz também comentou sobre a importância do setor para o desenvolvimento do agronegócio. Ele explica que a tecnologia tem ganhado espaço no campo e, com o passar do tempo, a automatização das máquinas vai permitir um trabalho de produção cada vez mais eficiente. Nesse sentido, ele destacou que representantes do setor já estão em contato com parlamentares, no Congresso Nacional, para viabilizar projetos que ajudem essas ideias a avançarem cada vez mais.

“Estamos falando de viabilizar, por meio de recurso privado juntamente com os interessados em fazer a cobertura em suas fazendas e como se pode instruir um projeto que consiga levar essa conectividade ao campo. A Frente Parlamentar da Agricultura está buscando exatamente como viabilizar dentro da segurança jurídica e a grande meta de hoje é vencer o desafio da transmissão. Por exemplo, você tem um ponto a 100 km que fica em uma fazenda onde tem um trator que precisa ser mecanizado e automatizado. Como levar a conectividade do ponto até onde está o trator? Tem que ter uma transmissão, por rádio ou fibra ótica para levar o sinal até na ponta”, exemplifica.

O presidente da ABRINTEL falou ainda sobre a expansão da cobertura para pequenas cidades do interior do Brasil. É um processo que, segundo ele, tem avançado na última década e que pequenos distritos já percebem sinais de internet. No entanto, ele ressalta que ainda é preciso melhorar a qualidade dessa conexão, algo que virá com o aperfeiçoamento da prática desses projetos.

“Eu acho que a abrangência está chegando e tem um papel muito grande no desenvolvimento dessas cidades que são mais para o interior, e ainda tem uma cobertura a ser elevada futuramente. Mas, a gente entende que foi um papel muito relevante pelas operadoras em levar esse sinal, agora a gente tem que melhorar esse sinal. Levar essas novas tecnologias e, para isso, precisamos de infraestrutura. A política pública está construída para isso”, considera.

Luciano Stutz ainda destacou a importância da chama rede 5G. Ele explica que é um é um serviço totalmente diferente, por uma característica que ele tem de latência, que é o tempo de reação. Para alguns serviços esse período é necessário. A utilização de um carro autônomo, por exemplo, não será possível com rede 4G, mas sim com 5G, por conta do tempo e da característica do sinal. 

Confira agora a entrevista completa.
 

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17/07/2020 00:00h

Senador do CIDADANIA de Sergipe é o convidado do “Entrevistado da Semana” e esclarece os principais pontos do PL 2630, que institui a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet

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Um levantamento feito no início deste ano mostra que 62% dos brasileiros não sabem reconhecer uma notícia falsa – ou a chamada fake news. O estudo, elaborado por uma empresa global de cibersegurança, analisou a situação de internautas do Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru e México e concluiu que mais da metade dos usuários da rede mundial de computadores ainda é vulnerável a notícias falsas. 

No Congresso Nacional, a corrida é para instituir a Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet. Em resumo, o PL das Fake News visa estabelecer normas, diretrizes e mecanismos de transparências de redes sociais e de serviços de mensagem privada por meio da internet, para desestimular o seu abuso ou manipulação com potencial de dar causa a danos individuais ou coletivos. 

O PL 2630/2020 foi votado no último dia 30 no Senado, em placar apertado (44 votos favoráveis, 32 contrários e duas abstenções), e segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Em entrevista exclusiva para o portal Brasil 61, o senador Alessandro Vieira (CIDADANIA-SE), autor do projeto, comenta sobre os pontos que, na opinião dele, atrapalharam a votação.  

“O projeto foi vítima de uma campanha de desinformação muito grande nas redes sociais e em parte da mídia. Foi colocada uma série de questões que não constavam no projeto, como um suposto controle de conteúdo. Não existe nada referente a conteúdo no projeto”, esclarece. 

Outra discussão em torno do texto foi sobre o estímulo à censura, como alegam alguns setores da sociedade. Sobre isso, o senador é categórico. “Ou não leram o projeto ou querem enganar as pessoas, só tem essas duas alternativas. O projeto não tem nenhum risco de censura, ele cuida de ferramentas que são usadas para a desinformação, como contas falsas e rede de robôs não identificados.” 

Durante o bate-papo exclusivo, o senador também reforçou a importância da aprovação do projeto o quanto antes para alcançar as eleições municipais 2020, previstas para novembro. “Teria um impacto muito grande, porque igualaria o jogo. As ferramentas que fazem a disseminação de conteúdo falso não são ideológicas, mas financeiras. Quem tem dinheiro paga e vai ter mais condição para disparo em massa. A gente precisa ter essa legislação aprovada antes da eleição para cortar essas ferramentas e igualar o jogo democrático.”

Confira agora a entrevista completa.

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10/07/2020 00:00h

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61, o presidente do Instituto esclarece polêmicas sobre a entrada do setor privado na prestação dos serviços, prevista no marco legal, e afirma que o saneamento pode reduzir custos com internações

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Enquanto o planeta enfrenta uma pandemia que já matou mais de meio milhão de pessoas, o Brasil ainda discute a melhor forma de prestar serviços básicos, como água potável e esgoto tratado. O País é um dos signatários do Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, que, em 2015, firmou o compromisso de universalizar os serviços até 2030. Internamente, a esperada universalização, seguindo o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB), estava prevista para ocorrer até 2033. 

“Achamos que 2033 é uma data muito otimista, 2040 é uma data mais viável”, antecipa o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos. A entidade é uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), formado por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. 

Todo ano, o Instituto apresenta um ranking com o desempenho das 100 maiores cidades brasileiras em relação aos serviços prestados no setor. Segundo o levantamento feito no início deste ano, mais de 35 milhões de pessoas ainda não têm água e mais de 100 milhões ainda não dispõem de cobertura da coleta de esgoto. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2018 mostram, ainda, que apenas 46% do volume de esgoto gerado no Brasil é tratado. 

“A relação entre saneamento básico e a saúde é direta. A gente nota em qualquer comunidade que passou por um processo de expansão do saneamento básico que há uma queda brutal no número de internações. Em alguns lugares, os casos de diarreia e de verminoses caíram 80%”, relata o presidente do Trata Brasil. 

Segundo estudos encomendados pelo Instituto, os ganhos com saúde pública em 20 anos seriam de R$ 6 bilhões, só com redução de custos. “É um ganho que as prefeituras teriam muito rapidamente. Infelizmente, ainda temos que explicar para muitos prefeitos essa relação antiga entre saneamento e saúde. Muitos não fazem a conexão de que o grande número de internações na cidade ocorre por falta de saneamento”, alerta.

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Novo marco do saneamento pode sofrer vetos

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, Édison Carlos também falou sobre o marco legal do saneamento, aprovado recentemente no Senado Federal. O texto, que segue agora para sanção presidencial, prevê, entre outros, a participação de empresas privadas na prestação dos serviços. O presidente reforça que não faz distinção entre empresas estatais e particulares, mas defende que “não deve haver mercado cativo para ninguém” e uma maior fiscalização dos serviços. 

No bate-papo, ele esclarece sobre a privatização da água, alvo de críticas por parte do setor, sobre o desperdício que causa grandes perdas para o País e sobre o papel da população nesse processo. “É fundamental que o cidadão fiscalize. Precisamos nos preocupar com essa infraestrutura e cobrar isso dos governantes, questionar candidatos, ainda mais em ano de eleição. Eles precisam saber que estamos interessados. Se não for prioridade, vão fazer obras mais interessantes para eles, obras mais visuais e eleitoreiras.”  

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03/07/2020 00:00h

Para a juíza presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), grupos pequenos querem gerar instabilidade: “não vão conseguir”

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Para a presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), a juíza Renata Gil, a democracia brasileira não está em risco. Em entrevista exclusiva ao Portal Brasil 61, a magistrada avaliou que ataques às instituições partem de pequenos grupos, por isso não terão resultado. Renata Gil é juíza criminal no Rio de Janeiro há 22 anos, eleita com quase 80% dos votos, em dezembro de 2019, se tornou a primeira mulher a presidir a maior entidade de juízes do país. São 14 mil associados, incluindo juízes estaduais, trabalhistas, militares e ministros do STF e do STJ. Ela analisa que ataques contra as instituições precisam de reação.

“Penso que a democracia brasileira não tem espaço para o enfraquecimento pela força de suas instituições, por uma Constituição repleta de direitos. Não há uma crise, o que há é um embate institucional que não é saudável para o país, especialmente nesse momento que nós temos um único inimigo, a Covid-19. O diálogo é fundamental, e esses ataques que nós temos visto ao Judiciário, ao Supremo Tribunal Federal, ao Parlamento, precisam ser coibidos. Nós temos normas para isso. Grupos pequenos que querem gerar instabilidade, mas não vão conseguir. Tanto que as respostas já foram dadas, as investigações estão em curso, pessoas foram presas. Nós não aceitaremos e não nos calaremos”, disse a juíza.

Renata Gil também falou sobre a campanha “Sinal Vermelho”, feita em parceria com o Conselho Nacional de Justiça. Segundo ela, medidas de proteção são especialmente necessárias durante a pandemia, já que a quarentena aumentou o número de casos de violência doméstica.

“A campanha é muito simples: a mulher procura uma rede de farmácias com um ‘X’ na palma da mão, que pode ser feito com batom vermelho. Já é o indicativo de que essa mulher está pedindo socorro. Imediatamente, o atendente ou farmacêutico disca no 190. Neste momento a mesma segue para uma salinha reservada até que a polícia chegue, logo em seguida é levada para a delegacia da mulher. Lá ela terá toda a rede de proteção, como abrigo e acompanhamento psicológico. A campanha se dirige, especificamente, para as mulheres que estão confinadas com seus agressores durante a pandemia. As farmácias já estão treinadas, são 10.034 redes que participam do projeto e a ideia é chegar a todas do país.”

Confira a entrevista completa:

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26/06/2020 00:00h

Em entrevista exclusiva para o portal Brasil 61, Fábio Bentes afirma que o setor perdeu R$ 88 bi com a pandemia

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O Turismo perdeu R$ 88 bilhões devido a pandemia do novo coronavírus desde a segunda quinzena de março até o início de junho. É o que afirmou Fábio Bentes, economista da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em entrevista exclusiva ao portal Brasil 61. Ele avalia que o setor serviu como uma espécie de “para-choque” econômico da crise, sendo atingido de forma mais forte pela queda nas vendas. Segundo o especialista, a crise gerou uma perda de 90% na receita em um período de um mês e meio.

“O setor de turismo costuma faturar por mês, cerca de R$ 40 bilhões, ele perdeu quase dois meses de receita. É o setor que mais sofreu. Isso tem impacto no emprego: hospedagem e alimentação já destruíram só em março em abril, 11% do seu estoque de vagas de trabalho”, explica.

Segundo ele, o turismo no Brasil já vinha sofrendo pela retração da empregabilidade antes mesmo da crise, o que foi intensificado pela pandemia. Para Bentes, empresas de viagens e hospedagens só devem voltar a ter rendimento semelhante ao período anterior à crise em 2022: “Esse processo de crise econômica deflagrada pela Covid-19 infelizmente está longe de ser superado, e ainda estamos apresentando queda nas vendas. Até que se comece a aparecer quedas menores na geração das receitas, colocar o nariz para fora d'água, vai demorar um tempo”.

Fábio Bentes também avaliou o efeito da crise nas pequenas cidades turísticas do interior do Brasil, como Caldas Novas e Pirenópolis. Segundo o economista, essas cidades vão sentir um efeito mais prolongado da pandemia, já que começaram a ser afetadas pelo vírus posteriormente às grandes metrópoles. “Estamos assistindo a uma migração da Covid-19 dos grandes centros urbanos para o interior dos estados, para o interior do Brasil e até mesmo para o litoral. Nesse cenário, a tendência é de que o turismo nessas localidades continue sofrendo. Parques nacionais fechados, hotéis fechados e o próprio consumidor do turismo ainda com muita restrição ao deslocamento”, analisou o economista.

As empresas de turismo também devem passar por um processo de adaptação à nova realidade imposta pelo novo coronavírus. Para Bentes, se adaptar às novas plataformas será essencial para a sobrevivência de muitas empresas. “Vou dar um exemplo que acompanhamos de perto: os comerciantes. Com muitas lojas fechadas, os empreendedores se digitalizaram. Migraram para o e-commerce. E isso impediu que o comércio tivesse perdas? Não. Dados da Receita Federal mostraram que no mês de maio o e-commerce no Brasil cresceu 49% em relação ao mesmo mês do ano passado. Acredito que o setor do turismo tem que passar por um processo semelhante.”

Assista a entrevista completa:
 

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Economia
19/06/2020 00:00h

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, Clythio Backx van Buggenhout diz que relações entre governos e iniciativa privada sejam mais comuns para tornar o setor de logística cada vez mais eficiente

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Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o presidente do Instituto Brasil Logística, Clythio Backx van Buggenhout, afirmou que, apesar do caos que a pandemia do novo coronavírus causou em boa parte dos países do mundo, a relação comercial do Brasil com dois fortes parceiros, Estados Unidos e China, não foi afetada. De acordo com ele, ao adotarem medidas de segurança e saúde recomendadas pelos órgãos responsáveis, como a Organização Mundial da Saúde (OMS), essas nações mantiveram os trâmites e processos no setor sem comprometimentos significativos.

“Os setores produtivos de insumos nos EUA e na China continuam operando. Assim como no Brasil, os principais segmentos da indústria foram considerados atividades essenciais e mantidos, desde que aplicadas as precauções sanitárias e os cuidados necessários. A maioria das empresas se adaptou muito rápido, botando seu administrativo em home office e tomando precauções, segregando tudo, medindo temperatura. Não vemos um apagão em nada no mundo que tenha afetado a logística para o país. Pelo menos eu não tenho conhecimento e não tenho ouvido falar sobre”, pontuou.

Outro tema comentado por Buggenhout foi o que trata das parcerias público-privadas. O presidente do IBL acredita que a expansão do setor dificulta a aplicação de dinheiro público em obras e projetos necessários, mas com grandes custos. Por esse motivo, ele defende que as relações entre governos e iniciativa privada sejam mais comuns para tornar o setor de logística cada vez mais eficiente.

“A demanda por infraestrutura portuária cresceu de 10 a 12 vezes mais do que o PIB de países desenvolvidos. Qual é o país que dá conta de aplicar dinheiro público em um segmento que cresce 10 vezes mais do que sua própria economia? Não dá conta. Ninguém vai tirar dinheiro de setores como Saúde e Educação, Segurança, por exemplo, para construir terminal. Mas, se você não constrói, você perde o trem da globalização, perde competitividade e não tem equipamentos modernos e adequados para ter custos baixos. Então, todos os países, no final dos anos 80, ao longo dos 90, modernizaram seu marco legal para permitir parcerias público-privadas mediante concessão de áreas e grandes investimentos particulares nos portos”, salienta.

Outro ponto defendido por Clythio van Buggenhout é a manutenção de isenções fiscais para o setor, quando esses instrumentos forem oportunos para garantir qualidade das atividades, sem comprometer a arrecadação estatal.

“Vários equipamentos tecnológicos que manobram ou transportam carga, são importados, pois não temos similar nacional. Se eu retiro uma isenção fiscal nesse momento, visando compensar uma perda de caixa de governo, eu vou reduzir a atratividade ou viabilidade daquele investimento. Essa é uma decisão entre órgão de governo, o que administra o caixa e o que tem que simular investimento, e esperamos que haja uma lucidez quando for discutida a prorrogação de um benefício fiscal, alguma isenção fiscal para as obras de infraestrutura”, comenta.

Em relação à área mais afetada pela pandemia, o presidente do IBL arriscou dizer que o setor aéreo sentiu com mais força os impactos do isolamento social. Apensar desse lado da balança não ter sido favorável, Buggenhout afirma outras áreas seguiram com as atividades quase que em sua normalidade.

“Não sou especialista, mas sabemos que o setor aéreo foi o mais atingido. Talvez seja o mais lento a se recuperar, porque o fluxo de turismo depende do poder aquisitivo, e o fluxo de viagens executivas dependem da necessidade do trabalho. Por outro lado, a logística de exportação de grãos ou outras commodities não foi tão afetada. A demanda internacional permanece e estamos rodando bem e sem descontinuidades”, explica.

Com base em informações da Agência de Notícias Reuters, o IBL estima que as importações de soja, pela China, por exemplo, são estimadas em 92,48 milhões de toneladas neste ano. Com isso, segundo o instituto, é seguido o ritmo de trabalho na logística de transportes e de portos, no Brasil.
 

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Brasil
12/06/2020 02:00h

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, Glademir Aroudi também disse que universalização dos serviços de saneamento básico depende de participação da iniciativa privada

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Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroudi, afirmou que as eleições municipais previstas para ocorrerem este ano não é uma boa ideia. De acordo com ele, o Brasil ainda não estará totalmente livre dos efeitos causados pelo novo coronavírus, sobretudo em relação à saúde da população. Com a exposição de milhares de brasileiros que podem ir às urnas, mesmo que no mês de dezembro, pode haver o desencadeamento de uma nova onda de elevação de casos da Covid-19 no País.

“146 milhões de brasileiros deverão ir às urnas este ano. Nós temos mais de cinco milhões de pessoas que vão trabalhar no dia da eleição. O TRE liberou as convenções por videoconferência, só que mais de mil municípios no Brasil não possuem sinal de internet e em outros tantos o sinal é ruim. Então, quem propõe convenções ou eleições virtuais no Brasil, me perdoe, mas está desconectado com a vida real”, avalia Aroldi.

Em discussão no Congresso Nacional, o Novo Marco do Saneamento também foi comentado pelo presidente da CNM, que defende urgência na aprovação do PL 4162/2019. Para Glademir Aroldi, a universalização dos serviços de distribuição de água e coleta de esgoto, por exemplo, não será atingida se continuarem sendo oferecidos, em sua grande maioria, pelo poder público.

“A situação não pode permanecer como está. O Brasil está atrasado nesse sentido e precisa de investimento nessa área. O entendimento é de que recursos públicos não são suficientes, esperamos que a participação da iniciativa privada possa melhorar as condições no Brasil. A ONU tem dito que, para cada real investido em saneamento, economiza-se até R$ 5 em saúde”, aponta.

Além do problema financeiro, Glademir também falou sobre outros impactos da pandemia causados aos municípios. A principal preocupação da CNM, segundo o presidente da instituição, é com os municípios pequenos, que não têm boa cobertura de saúde e a população é mais vulnerável aos efeitos dos sintomas mais graves da Covid-19.

“A necessidade de criar as condições mínimas para atender a saúde das pessoas, a preocupação com leitos, principalmente nos pequenos municípios, que não têm um hospital, ou se tem um hospital é de pequeno porte e não possui leito de UTI. Então, há uma preocupação constante de quando houver a necessidade de transferir um paciente para uma referência que tenha ao menos condições mínimas de receber o paciente transferido”, afirma.

Sobre o auxílio financeiro da União aos estados, Distrito Federal e municípios, o qual a primeira parcela de R$ 15,036 bilhões foi repassada nesta semana, Glademir Aroldi afirma que o dinheiro pode ajudar, mas ainda não é suficiente para recuperar as perdas que estados e municípios sofreram com a pandemia. Ele criticou o fato de o Governo Federal reduzir o valor que seria repassado inicialmente, antes de o projeto ser analisado pelo Senado Federal.

“Primeiro, o valor é importante e nós agradecemos ao governo e ao Congresso Nacional, mas ele não será suficiente. R$ 74 bi será a queda e nós estamos recompondo R$ 23 bi, apenas 30% desse valor. Em segundo lugar, o projeto 149 estava propondo a recomposição do ICMS e do ISS até o final do ano. Aprovou na Câmara, mas quando chegou no Senado mudou a proposta. O governo interferiu dizendo que não teria esse valor para estados e municípios e que precisaria mudar a proposta”, critica.

Segundo o Tesouro Nacional, sobre esse repasse, a ideia é que sejam destinados R$ 9,25 bilhões para os estados, R$ 5,748 bilhões para os municípios e R$ 38,6 milhões para o Distrito Federal.

Os valores serão creditados nas contas do Fundo de Participação dos Estados e do Fundo de Participação dos Municípios. Ao todo, foram aprovados pelo Congresso Nacional R$ 60 bilhões. A quantia será dividida em quatro parcelas mensais. As próximas parcelas desse auxílio serão creditadas em 13 de julho, 12 de agosto e 11 de setembro de 2020.
 

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Economia
05/06/2020 00:05h

Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, Fernando Valente Pimentel cobrou mais empenho do governo para garantir a liberação de créditos aos empresários

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Em entrevista exclusiva ao Brasil 61, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Fernando Valente Pimentel, afirmou que as medidas anunciadas pelo governo federal já não são suficientes para evitar demissões e falência de negócios, a exemplo da MP 936. Sobre as linhas de crédito para socorrer os empresários durante a crise, Pimentel cobrou mais garantias públicas para que os recursos disponíveis nos bancos cheguem de fato à mão dos brasileiros que dependem do próprio negócio para sobreviver.  

“O momento é muito complicado. As empresas estão usando ao máximo mecanismos da MP 936/20, que permite a redução de jornada e de salário para preservar os empregos. Ao mesmo tempo, as companhias estão muito preocupadas porque esse modelo já está encerrado e é preciso uma renovação para que não haja perdas de postos de trabalho de uma forma mais intensa”, alerta.

Nesse momento em que 97% dos empresários do setor disseram sentir a interferência da covid-19 nos processos produtivos, principalmente em relação às vendas, Pimentel reforça que a ajuda financeira precisa ser liberada com mais facilidade e menos burocracias. Um levantamento da Abit revela que 48% das empresas têxteis e de confecção buscaram linhas de crédito desde março, o que, segundo o presidente da entidade, mostra um número alto de companhias com fluxo de caixa comprometido.

“Existiram renovações de linhas importantes, mas não é dinheiro novo. Houve uma grande demanda para crédito, ao mesmo tempo, na rede bancária. Isso não é normal, quando todo mundo vai ao banco ao mesmo tempo, gera uma questão operacional. Outro ponto é o fato de as operações serem conduzidas dentro de critérios normais, em momento de crise. Se não entrar o Tesouro Nacional realmente garantindo crédito, ele vai continuar travado”, defende Fernando Pimentel.

 

Outra preocupação apontada pelo presidente da Abit é o país passar a importar uma quantidade maior de produtos chineses logo que o mercado voltar à normalidade. Para Fernando Pimentel, é natural que, com a retomada da economia no país asiático antes da abertura das fábricas no Brasil, a tendência é de “avalanche” de mercadorias importadas, o que pode comprometer ainda mais o comércio nacional.

“O fato é que a China já está voltando e ela representa metade da produção de têxteis do mundo e 35% das exportações do planeta. O Brasil ainda não está voltando com o funcionamento das fábricas, pelo menos nesse setor. A nossa preocupação é que, como houve muito cancelamento de pedidos dos grandes compradores internacionais, há excesso de mercadorias no mundo. O Brasil não pode ser invadido de uma hora para outra com mercadorias a preço de banana oriundos de sobras e de cancelamento”, aponta.

Como alternativa à crise, muitas empresas de vestuário, por exemplo, têm apostado na produção de equipamentos de proteção individual (EPIs). Apesar de ser uma fonte de receita, a confecção desses itens não cobre os rombos econômicos causados pela paralisação do comércio e de fábricas. 

“O Brasil ganhou, em 60 dias, maior autossuficiência em uma série de itens demandados pela rede de saúde. Ao mesmo tempo, várias empresas se destinaram a fabricar as máscaras de proteção social. O problema é que nem de longe é possível imaginar que esse tipo de produção ocupe todo o espaço da capacidade produtiva instalada”, comenta Pimentel.

Alvo de desaprovação do setor produtivo, o PLP 34/2020, que pretende destinar até 10% do lucro de empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão a empréstimos compulsórios, é considerado “descabido” pelo presidente da Abit. Na prática, o projeto, que está em análise no Congresso Nacional, obriga as companhias a emprestar dinheiro ao governo federal, com devolução do valor nos anos seguintes.

Para Pimentel, obrigar os empresários a retirar do caixa recursos que não estavam previstos é mais um baque e também afeta, de forma indireta, os pequenos negócios.

“Companhias maiores têm o papel de irrigar a sua rede de fornecedores. Nós estamos discutindo projetos dessa natureza, inclusive com consultorias para estruturar essa linha. Não é tirando dinheiro das companhias maiores que você vai salvar coisa alguma. Até porque elas também estão com problemas. Não tem o menor sentido e vamos nos opor a qualquer medida que implique aumento de impostos em um momento de escassez de recursos na economia”, analisa.

O faturamento da cadeia têxtil e de confecção chegou, no fim do ano passado, a US$ 48,3 bilhões, contra US$ 52,2 bilhões em 2017. O investimento no setor foi de US$ 894,4 milhões, também menor que dois anos antes. O setor é o segundo maior empregador da indústria de transformação, com 1,5 milhão de trabalhadores diretos e 8 milhões se somados os indiretos. Para 2020, a expectativa é de redução de receitas, ainda sem estimativa real. Os dados são da Abit.


 

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Comportamento
01/06/2020 09:31h

Cerca de 70% dos internautas assistiram conteúdos de “streaming” em 2019

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Uma pesquisa sobre acesso a tecnologias da informação e comunicação mostrou que o consumo de vídeo e áudio online (o conhecido streaming) aumentou no Brasil. Segundo o levantamento TIC Domicílios 2019, 74% dos usuários de internet assistiram a programas, vídeos ou séries e 72% ouviram música online no ano passado. 

O estudo do Centro Regional para o Desenvolvimento de Estudos sobre a Sociedade da Informação (Cetic.br) mostra que o consumo de vídeo online muda bastante de acordo com as condições econômicas e a escolaridade. Entre os entrevistados da classe A, 87% tem esse hábito. Nas classes D e E, o percentual cai para 65%. Entre aqueles com ensino superior completo, 83% consomem vídeo online. Já entre os analfabetos ou que fizeram até educação infantil, 45% têm esse hábito. 

Em relação ao consumo de música, 79% dos usuários da classe A tem esse hábito. Nas classes D e E, o percentual é de 68%. Um outro recorte mostra que o consumo de áudio online  é maior entre as pessoas que moram na cidades, entre os homens e permanece em patamares semelhantes na comparação entre cor e raça. 

A mesma pesquisa também mostrou que 58% dos brasileiros acessaram a internet exclusivamente pelo celular, em 2019. 
 

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