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Onde Tem SUS, tem Vacina
30/06/2022 18:44h

Conheça melhor o SUS, um dos maiores sistemas de saúde pública do mundo, nessa série de podcasts ancoradas por Fabi Costa, uma conversa descontraída misturando números e histórias reais

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Olá, gente, tudo tranquilo com vocês? Fabi Costa aqui, para o sexto episódio da nossa série de podcasts: Onde tem SUS, tem vacina!

O tema de hoje continua sendo a vacinação. Mas sabe sobre o que a gente vai falar? Sobre o Dia Nacional da Imunização!

E aí eu já vou começar perguntando pro Seu José Afonso, lá do Piauí. Seu José, como é que tá o esquema vacinal do senhor, tá em dia?

"Meu esquema vacinal tá 100% completo, só se inventar outra vacina."

Ahhhh se todo mundo fosse igual ao Seu José Afonso, em? E você? Como está sua caderneta de vacinação? Não é só Covid-19 não. Existem outras doenças também que a gente precisa se vacinar. Bora saber mais?

Cerca de cinquenta e cinco ponto 3 por cento da população que faz parte dos grupos prioritários, já se vacinaram contra a gripe este ano. Foram 80 milhões de doses do imunizante distribuídos pelo Governo Federal para que crianças, trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, indígenas e idosos pudessem ser logo vacinados!

Vacinar é super importante e a gente não pode ter preguiça! É ou não é, Dona Ana Maria?

"A gente precisa ter consciência. Saúde é um direito de todos, mas o dever de cuidar em primeiro lugar é meu, enquanto cidadão. (...) E a vacinação é prevenção. Vacina é vida. Vacina é saúde."

Disse tudo, Dona Ana. E olha que notícia triste, gente. A gripe já matou cerca de 1.600 brasileiros só em janeiro deste ano.

Por isso essa campanha é tão, mas tão importante. Ela ajuda a salvar vidas, e ajuda também a aliviar a pressão em cima do sistema de saúde.

Então eu vou perguntar de novo. Como está sua caderneta de vacinação? Seu esquema vacinal está 100% completo?

Quando você for na unidade de saúde pra se vacinar, o que vai acontecer é simples. Quem conta pra gente é Andréa, profissional de saúde do Canal Imunização.
Diz aí, Andréa.

"Toda vez que você comparecer a uma unidade de saúde para tomar uma vacina, o profissional irá registrar na sua caderneta o nome da vacina que você tomou, a data, o número do lote, o prazo de validade daquela vacina, são informações importantíssimas pra gente que é profissional de saúde e pra você."

Partiu atualizar a caderneta de vacinas? Partiu prevenção? Vacina salva vidas, gente.

É isso, pessoal. Chegamos ao fim de mais um podcast: Onde tem SUS, tem Vacina.
 

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09/06/2022 04:45h

No Dia Nacional da Imunização, 9 de junho, especialistas alertam para a importância de se proteger em todas as fases da vida

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O Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, busca incentivar a vacinação no país. Mas dados recentes mostram queda nas taxas de cobertura vacinal no Brasil. A campanha contra o sarampo este ano atingiu apenas 35% das crianças de 6 meses a 5 anos incompletos e 22% dos profissionais de saúde, segundo o LocalizaSus.

Já o número de casos de sarampo aumentou em 79% em todo o mundo, nos dois primeiros meses de 2022, na comparação com o mesmo período do ano passado. O alerta foi feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Em 2016, o Brasil recebeu o certificado de erradicação do sarampo da OMS, mas, em 2018, voltou a registrar a circulação do vírus no território nacional. Só até a 12ª semana epidemiológica de 2022, o Ministério da Saúde confirmou 8.448 casos.

Apesar do aumento das notificações, Outra preocupação das autoridades de saúde é a poliomielite, ou paralisia infantil. A doença foi erradicada do país em 1994, mas, desde 2015, o Brasil não atinge a meta de 95% do público-alvo vacinado. A infectologista Lessandra Michelin alerta sobre a baixa cobertura vacinal no país.

“O motivo do retorno de tantas enfermidades é a baixa cobertura vacinal. Nós precisamos de uma cobertura vacinal de 95% em média para conseguirmos controlar as doenças. Então, nós estamos vendo várias doenças como sarampo, poliomielite, caxumba, rubéola, varicela, febre amarela, diversas doenças que são imunopreveníveis, até mesmo doenças bacterianas como pneumonias pneumocócicas e doenças meningocócicas invasivas, estamos vendo essas doenças voltarem, porque as coberturas estão muito baixas.”

Na página da Sociedade Brasileira de Imunizações, é possível conferir a orientação vacinal para cada faixa etária, inclusive com todas as doses disponibilizadas gratuitamente na rede pública de saúde. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca as vacinas disponíveis gratuitamente em todos os 50 mil postos de vacinação espalhados pelo Brasil.

"As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde e nas salas de vacinação. Seja as vacinas contra a gripe, seja a vacina tríplice viral, que [protege contra] sarampo, caxumba, rubéola, e a vacina da pólio. Então, há um pacote de vacinas que são disponibilizadas à população brasileira, como uma política pública. Há aquela fase em que nós fazemos uma campanha, que é para fazer um chamamento à população para que busque essas vacinas, que são importantes. No caso da gripe, para diminuir síndromes respiratórias agudas.”

Motivos para a baixa vacinação

Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde aponta o receio e a desinformação como causas para a queda da cobertura vacinal: 18% das famílias entrevistadas afirmam ter medo de reações ao imunizante e 14% dizem que vacinas para doenças que não existem mais são desnecessárias.  

“Podemos pensar que o próprio sucesso das políticas de vacinação no Brasil, considerado um modelo no passado, seja paradoxalmente responsável pela redução do estado de alerta das pessoas em relação a algumas doenças. Como convencer pessoas a se vacinarem contra uma doença de que nunca ouviram falar?”, ressalta o médico e gestor em uma operadora de saúde Gustavo Landsberg.

Gustavo Landsberg afirma que a queda da cobertura vacinal no Brasil se agravou durante a pandemia, mas é um fenômeno observado desde 2015.

“Fomos de 95%, em 2015, para 59%, em 2021. Temos atualmente, taxas semelhantes àquelas observadas na década de 80. É um retrocesso evidente que traz o risco real de observarmos o ressurgimento de diversas doenças graves, que já haviam sido declaradas eliminadas ou controladas no país.”

Segundo a infectologista Lessandra Michelin, a pandemia da Covid-19 acendeu o alerta da população sobre a importância das vacinas. “Mas como nós não vemos tantas doenças imunopreveníveis com frequência, muitas vezes não nos lembramos da importância da prevenção. Então, é muito importante que nós tenhamos a carteira de vacinação em dia”, ressalta.

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04/06/2022 17:18h

Essa nova fase da imunização também abrange profissionais da saúde, de todas as idades. Até o momento, mais de 4,5 milhões de brasileiros tomaram a segunda dose de reforço

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O Ministério da Saúde liberou a segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para pessoas com 50 anos ou mais e trabalhadores da saúde, de todas as idades. A recomendação vale para quem já tomou a primeira dose de reforço há mais de quatro meses.

De acordo com a pasta, há uma necessidade de reforçar a imunização nessa faixa etária. Já no caso dos trabalhadores que estão na linha de frente dos serviços de saúde, o motivo é o maior risco de contaminação. Vale destacar que as vacinas da Pfizer, Janssen e Astrazeneca podem ser aplicadas, independentemente de qual foi a dose anterior.

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Até o momento, mais de 4,5 milhões de brasileiros tomaram a segunda dose de reforço. Agora, chegou a vez de Wilze da Silva, de 58 anos. Moradora de Brasília, ela conta que se sente feliz por saber que pode aumentar sua imunidade contra a Covid-19. 

“Para mim, vacina é uma coisa muito importante. Eu já tomei as outras doses e estava com uma expectativa muito grande para tomar esta. Fiquei muito contente. Nesta semana mesmo eu vou procurar um pouco de saúde para tomar a vacina”, comemora. 

O governo federal distribuiu, até agora, quase 500 milhões de doses para todo o país. De acordo com o Ministério da Saúde, isso representa a proteção de 77% da população brasileira com duas doses. Além disso, mais de 85,9 milhões de pessoas já tomaram a primeira dose de reforço.
 

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08/04/2022 17:06h

O objetivo é garantir a oferta oportuna de vacinas nas etapas e manter os índices vacinais satisfatórios. Com isso, o MAPA pretende equacionar a demanda de vacinas com o cronograma previsto de produção da indústria.

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Após análise junto a serviços veterinários estaduais, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) decidiu inverter a estratégia de vacinação contra a febre aftosa, em 2022. De acordo com a Pasta, a 1ª etapa, que será realizada em maio, vai ser destinada aos bovinos e bubalinos até 24 meses, enquanto a 2ª etapa, em novembro, para todo o rebanho.

Confira  aqui o calendário nacional de vacinação contra febre aftosa 2022

A justificativa, segundo informou o ministério, é que a medida vai garantir a oferta de vacinas nas etapas para manter os índices vacinais “satisfatórios”, assim como a imunidade do rebanho. A ideia é equacionar a demanda de vacinas com o cronograma previsto de produção da indústria. A imunização também é importante para garantir o reconhecimento internacional de área livre de febre aftosa, com vacinação. 

A medida é válida para o Bloco IV do Plano Estratégico do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa (PE-PNEFA). A inversão será adotada no Distrito Federal e nos estados da Bahia, de Goiás, de Minas Gerais, do Mato Grosso do Sul, do Mato Grosso, do Rio de Janeiro, de Sergipe, de São Paulo, de Tocantins e no Espírito Santo, que já adota esse formato.

Essas Unidades da Federação respondem por aproximadamente 61,3 milhões de bovinos e bubalinos de zero a 24 meses. Esses animais deverão ser vacinados em maio de 2022. 

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Em Minas Gerais, por exemplo, o índice de cobertura vacinal em bovinos e bubalinos, de zero a 24 meses, chegou a 97,5%, no período entre 1° de novembro e 20 de dezembro de 2020. Já no Mato Grosso, a imunização foi realizada em 99% do rebanho, de acordo com o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado (Indea-MT).

Viabilidade da imunização 

Segundo o diretor do Departamento de Saúde Animal, Geraldo Moraes, a demanda de vacina para este ano já está acordada e programada com a indústria produtora. Na avaliação dele, isso viabiliza a imunização dos animais em todos os estados envolvidos, dentro da programação esperada. 

"Estamos em constante articulação com os serviços veterinários estaduais, com o setor produtivo e com a indústria produtora de vacina no país, para que as últimas etapas de vacinação contra a febre aftosa ocorram de forma adequada”, afirma o diretor.

Moraes destaca, ainda, que “para a segunda etapa de vacinação, os produtores poderão solicitar autorização aos serviços veterinários estaduais para realizar a vacinação de seus animais a partir de primeiro de outubro, ou postergar para dezembro, dependendo do planejamento reprodutivo utilizado no rebanho”. Essa possibilidade atende à demanda de produtores preocupados com possível redução dos índices de prenhez no rebanho, por conta do manejo dos animais durante a vacinação.

Vale destacar que o processo de imunização em áreas especiais, como a região do Pantanal e a Ilha do Bananal, por exemplo, permanece inalterado, ou seja, essas localidades seguem o calendário previsto inicialmente.
 

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12/02/2022 14:00h

Segundo a infectologista Ana Helena Germoglio, “se a criança tomar a Pfizer, após oito semanas vai tomar a segunda dose. Se for a CoronaVac, o prazo é 28 dias."

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Muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o processo de vacinação contra Covid-19 no Brasil. Com a criançada não é diferente. Por isso, o portal Brasil61.com conversou com a pequena Ruth Arnault, de 9 anos. Ela mora em Brasília e vai representar todas as crianças que ainda têm questões a serem respondidas sobre esse tema tão importante. E quem vai tirar todas as dúvidas é a infectologista Ana Helena Germoglio 

Olá Dra. Ana Helena Germoglio! Sou Ruth Arnault, tenho 9 anos e moro em Brasília.  Gostaria de saber se a vacinação de crianças contra a Covid-19 é obrigatória?

“A vacinação de crianças, de adultos ou qualquer vacinação no Brasil não é obrigatória. Mas claro, no meio de uma pandemia, como a que estamos vivendo, cabe a cada um de nós fazer a nossa parte.”

E doutora é preciso de prescrição médica para me vacinar contra a doença?

“Para vacinar contra Covid-19 ou qualquer outra doença, nem adulto, nem criança precisa levar prescrição médica. Somente levar a identificação, o cartão de vacinação da criança, acompanhada do pai ou responsável.” 

Certo doutora. E a  vacina para crianças é a mesma aplicada em adultos?

“A vacina de criança, a Pfizer é diferente da vacina de adulto. Ela é um terço da dose e vem em um frasquinho diferente. Já a CoronaVac é a mesma vacina.”

E Dra. Ana Helena, depois de tomar a primeira dose, quanto tempo preciso esperar para tomar a segunda dose?

“Se a criança tomar a Pfizer, após oito semanas vai tomar a segunda dose. Se for a CoronaVac, após 28 dias. Mas, por enquanto, para as crianças, não há recomendação de terceira dose.”

Entendi. Mas ainda fiquei com uma dúvida. As crianças precisam de doses de reforço?

“Até hoje, existe a recomendação de duas doses para as crianças. Ainda não existe, por parte do Ministério da Saúde, a orientação de uma terceira dose. Mas, claro, isso pode mudar.”

Agora entendi, Dra. Ana Helena. E na escola eu posso abraçar meu amigo?

“Hoje, nem todas as crianças estão vacinadas e ainda temos uma circulação viral muito grande, não recomendamos que elas fiquem abraçando os outros coleguinhas na escola. Deixa para abraçar quem mora na mesma casa que você ou quando tivermos com a pandemia mais controlada.”

Tá certo, Dra. Ana Helena. Agora um exemplo que tenho dúvida: meu pai e minha mãe estão com Covid-19, eu posso estar com a doença?

“Como temos a variante Ômicon, que é altamente transmissível, a criança habitando o mesmo local e sem uso de máscara, por exemplo, junto com o pai ou a mãe infectados, é bem provável que a criança pegue. Mas, geralmente, a maior parte das crianças desenvolvem formas bem leves.”

E uma última pergunta Dra. Ana Helena. Até quando vou ter que usar máscara?

“Por enquanto, não temos uma perspectiva de retirar a máscara tão cedo. Até porque a circulação do vírus ainda é muito grande. Ainda precisamos vacinar grande parte da população e reduzir muito a quantidade de casos para pensar em retirar a máscara.” 

Obrigada, Dra. Ana Helena Germoglio!

E essas foram as dúvidas da pequena Ruth. E você ainda tem mais alguma dúvida? Quer perguntar ao especialista mais alguma questão?  Para saber mais, acesse o portal Brasil61.com

O Ministério da saúde tem enviado lotes de imunizantes para todos os estados. Há doses suficientes para todos. Atualmente, pessoas acima de 18 anos podem tomar doses dos imunizantes da Pfizer, CoronaVac, AstraZeneca e Jansen (que é dose única). A segunda dose tem intervalos diferentes entre os fabricantes. É importante verificar o seu cartão de vacina e não atrasar a dose. 

Quem tomou a segunda dose há mais de quatro meses, deve procurar os postos para a aplicação da dose de reforço. A estratégia ajuda a manter os anticorpos em níveis suficientes para combater a Covid-19.

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11/02/2022 17:10h

População chamada para tomar a vacina, no Amapá, conta com quase 570 mil pessoas. Até agora, quase 46 mil receberam a terceira dose

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No Amapá, 47 mil e duzentas pessoas receberam o reforço da vacina contra a Covid-19 até o dia 11 de fevereiro, segundo dados do vacinômetro estadual. Ao considerar que mais de 569 mil amapaenses podem se imunizar, o percentual dos que estão com o ciclo completo não chega a 10%. Quem não tomou a segunda dose precisa, o quanto antes, procurar uma unidade de saúde. Os que já fizeram isso, há pelo menos quatro meses, podem ir atrás do reforço.

“Peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado”, alerta o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Com a carteira de vacinação em dia, o operador de máquinas Cristiano Mendes (35), morador de Macapá, disse que todas as idas ao posto de imunização foram importantes, em especial o momento do reforço.  “Foi uma sensação de alívio e de muita alegria para mim. Me senti mais forte para enfrentar esse vírus. E para as pessoas que ainda não tomaram a segunda dose espero que decidam a tomar é só assim terão uma chance contra o vírus. E a vacina para mim significa vida e mais saúde. Muitos queriam essa chance e não tiveram tempo”, descreveu.

O Amapá aplicou, desde o início da campanha, quase um milhão de doses da vacina contra a doença. Desse total, 518.634 são primeira dose, 379.265 de segunda dose e dose única. Os dados são da Secretaria estadual, disponibilizados em 11 de fevereiro. 

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Para estimular a população a completar o ciclo vacinal, o Ministério da Saúde promove ações de imunização em massa. A estratégia de oferecer a terceira dose funciona como um auxílio para manter os anticorpos em níveis suficientes para combater a Covid-19.

Além da vacina, a orientação é manter com os cuidados sanitários como usar máscara e álcool gel, manter o distanciamento mínimo necessário e os ambientes ventilados.

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10/02/2022 19:08h

Até agora, mais de 300 mil pessoas no Amazonas receberam a dose de reforço

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Os amazonenses que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra a Covid-19 precisam procurar uma unidade de saúde, o quanto antes, e completar o esquema vacinal. Quem já recebeu a segunda dose há pelo menos quatro meses, está na hora do reforço. O alerta é do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga.

“Meus amigos do Amazonas, peço que fiquem atentos ao calendário vacinal e procure um posto de vacinação quando chegar a sua vez. A dose de reforço é fundamental para frear o avanço de novas variantes e reduzir internações e óbitos aqui em nosso estado.”

Quem ficou atenta às datas para receber todas as doses foi a dona de casa Maria Auxiliadora Ribeiro. Ela mora em Borba, município no sul do estado, que fica há 200 quilômetros da capital Manaus. Aos 64 anos de idade, Maria relata a importância da vacina.  

“Como eu já tinha pego Covid no início de 2020, ter a vacina significava ter um reforço na imunidade para não ser tão forte quanto foi na primeira vez. Nas outras doses, me senti feliz e segura. No entanto, sempre procuro me proteger. Eu senti na pele as dores da Covid. Queria que todos soubessem a importância da vacinação pois não está apenas se protegendo como também protegendo sua família.“

No Amazonas, até agora, mais de 300 mil pessoas receberam o reforço. O total de vacinas aplicadas no estado ultrapassa seis milhões de doses. Os dados são do Ministério da Saúde, atualizados em dez de fevereiro deste ano.

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30/01/2022 17:05h

Além disso, Brasil alcançou a marca de 40 milhões de brasileiros vacinados com a dose de reforço, neste domingo (30)

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O Ministério da Saúde aguarda novas doses da vacina Pfizer para crianças nesta segunda-feira (31). São mais de 1,8 milhão do imunizante pediátrico direcionado ao público de 5 a 11 anos. A previsão inicial de chegada do lote era 3 de fevereiro, mas a pasta conseguiu agilizar a entrega para acelerar a imunização das crianças, que já começam a retornar às aulas presenciais em todo o país. As doses desembarcam em Campinas (SP), no aeroporto de Viracopos.

No total, mais de 407 milhões de doses da vacina contra Covid-19 já foram distribuídas. Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil alcançou a marca de 40 milhões de brasileiros vacinados com a dose de reforço, neste domingo (30).

Levantamento recente realizado pela pasta aponta que mais de 53 milhões de brasileiros estão aptos a receberem o reforço na imunização, mas ainda não retornaram aos postos para receber a dose de reforço, essencial para completar o ciclo vacinal. Trata-se do público que pode receber a nova dose entre os meses de janeiro e fevereiro.

Jeane Dantas, 41 anos, moradora do Distrito Federal, tomou recentemente a dose de reforço. A comissária de bordo lembra que a imunização é importante tanto para ela quanto para as pessoas de sua convivência, mesmo porque a profissão faz com que ela esteja muitas vezes em ambientes fechados e com aglomeração.

"No meu trabalho eu tenho muito contato com diversas pessoas e tenho em casa uma filha pequena e minha mãe, que é idosa. Ambas já vacinaram", destaca Jeane, que completa “Infelizmente nem todo mundo se atentou, mas as pessoas precisam entender que a pandemia continua e que a vacina é a nossa melhor proteção.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, lembrou esta semana que há estudos que comprovam a eficácia da dose de reforço contra a variante Ômicron, e convidou a população para comparecer aos postos de vacinação para tomar o reforço que é feito com o imunizante da Pfizer, preferencialmente. Até o momento, mais de 1,8 mil casos da variante foram confirmados no Brasil, com dois óbitos registrados.

A campanha de vacinação contabiliza quase 92% da população acima de 12 anos com a primeira dose, o que equivale a 163,5 milhões de pessoas. Segundo a pasta, 85% da população já recebeu a segunda dose ou a dose única, ou seja, cerca de 151 milhões de pessoas.

Vacinação de crianças contra Covid-19

Até o momento, mais de 4,2 milhões de doses da vacina para crianças foram distribuídas e o último lote da Pfizer direcionado ao público infantil, de 1,8 milhão de doses, foi distribuído na última quarta-feira (26).

A infectologista Joana Darc explica que estamos em um momento em que a maioria da população brasileira já se imunizou com uma, duas doses, ou até mesmo a terceira, a dose de reforço, justamente na busca de impedir que o vírus da Covid-19 continue circulando pelo país. E neste contexto, sobram as crianças, que sofrem o mesmo risco de infecção que os adultos e agora correm perigo, principalmente com o retorno às escolas.

“A gente tem a questão do retorno às aulas, da circulação dos diversos ambientes e isso vai favorecer a criação de bolsões de não imunizados e de manutenção da circulação viral. Então, é essencial vacinar as crianças, para que a gente possa ter uma maior possibilidade de diminuição dessa circulação do vírus”, alerta a infectologista.
 

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13/01/2022 18:10h

Mais de 1,2 milhões de doses foram enviadas ao centro de distribuição do Ministério da Saúde. O próximo passo será a destinação do material para os estados

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O Brasil recebeu, nesta quinta-feira (13), o primeiro lote da vacina da Pfizer contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. As 1.248.000 doses chegaram ao Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). O imunizante foi enviado ao centro de distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos (SP). O próximo passo será a distribuição do material para os estados. 

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, pede aos pais que levem as crianças para tomar a vacina, por entender que são os principais responsáveis por esse ato. Além disso, o chefe da Pasta lembra que a imunização é importante para frear o avanço de novas variantes, como a Ômicron. 

“Nos últimos seis meses, nós assistimos, no Brasil, uma queda muito significativa de óbitos. Isso é fruto das políticas públicas e da campanha de vacinação. Hoje, o mundo é confrontado com a nova variante do vírus, a Ômicron, que tem uma capacidade de transmissão muito maior. Ou seja, é um desafio para os gestores da saúde”, defende. 

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Segundo a infectologista Joana D’arc, o Brasil está em um momento em que a maioria da população já está imunizada com pelo menos uma dose da vacina. Sendo assim, ela avalia que, nesse contexto, as crianças têm maior risco de infecção.

“O risco de infecção entre criança e adulto é o mesmo. Também temos a questão do retorno às aulas presenciais, da circulação em diversos ambientes. Isso vai favorecer a criação desses bolsões de não imunizados e de manutenção da circulação viral. Então, é essencial vacinar as crianças para que possamos ter mais possibilidades de reduzir a circulação do vírus”, considera. 

Autorização da Anvisa

No último dia 16 de dezembro, a Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a imunização de crianças desta faixa etária. De acordo com o Ministério da Saúde, não será exigida receita médica para vacinar o grupo.

Na segunda-feira (10), Queiroga afirmou que a Pfizer vai antecipar a entrega de 600 mil doses. Portanto, a quantidade de vacinas previstas para chegar em janeiro deve passar de 3,7 milhões para 4,3 milhões. 
 

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08/01/2022 14:45h

De acordo com a Fiocruz, há disponibilidade de material para produzir o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade

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O Brasil terá uma vacina contra Covid-19 produzida totalmente em território nacional. Isso porque a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta sexta-feira (7), o registro do insumo farmacêutico ativo (IFA) da vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O primeiro lote dos novos imunizantes deve ser entregue em fevereiro.

De acordo com a Fundação, há disponibilidade de material para produzir o equivalente a 21 milhões de doses em IFA nacional, em diferentes etapas de produção e controle de qualidade. As primeiras doses do imunizante devem ser envasadas no mês de janeiro e entregues ao Ministério da Saúde em fevereiro.

"Com essa aprovação pela Anvisa, conquistamos uma vacina 100% produzida no país e, dessa forma, garantimos a autossuficiência do nosso Sistema Único de Saúde [SUS] para essa vacina, que vem salvando vidas e contribuindo para a superação dessa difícil fase histórica do Brasil e do mundo", afirma a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.

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Segundo o diretor do Instituto Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, “o deferimento do registro da vacina Covid-19 100% nacional, com o IFA produzido em Bio-Manguinhos, demonstra a nossa capacitação no estabelecimento de um processo produtivo de alta complexidade. Mais do que isso, representa o cumprimento do nosso papel como laboratório oficial do Ministério da Saúde, incorporando tecnologias essenciais para o Brasil e trazendo soluções para a saúde pública.”

A Anvisa avaliou estudos de comparabilidade para comprovar a eficiência do material e aprovar o registro do insumo. A ideia da agência é demonstrar que o ingrediente fabricado no Brasil teve o mesmo desempenho do importado.

Certificação de boas práticas

Anteriormente, a Anvisa emitiu uma certificação de boas práticas de fabricação do novo insumo. O intuito era garantir que a linha de produção levava em conta todos os requisitos necessários para a garantia da qualidade do IFA.

Desde então, a Fiocruz vinha realizando a produção de lotes de teste para obter a autorização de uso do IFA nacional. A vacina da Fiocruz está autorizada no Brasil desde 17 de janeiro do ano passado e recebeu o registro definitivo em março de 2021.
 

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