imunização

15/07/2021 11:05h

São Paulo está entre as Unidades da Federação que não vai antecipar a aplicação da segunda injeção do imunizante

Baixar áudio

Alguns estados brasileiros e o Distrito Federal anunciaram que pretendem diminuir o intervalo entre a primeira e a segunda dose das vacinas contra a Covid-19. No DF, por exemplo, o secretário de Saúde, Osnei Okumoto, disse que o intervalo vai passar a ser de 60 dias entre as duas aplicações dos imunizantes da AstraZeneca e da Pfizer/BioNTech.

Estados como Maranhão, Mato Grosso, Espírito Santo e Goiás também trabalham com a possibilidade de adiantar a segunda dose das vacinas. Entre os argumentos para a medida está o avanço da pandemia e a chegada da variante delta do novo coronavírus ao Brasil.

A situação levanta uma questão sobre o que seria melhor opção: aumentar o número de vacinados com imunização completa ou expandir a quantidade de pessoas vacinadas com a primeira dose.  

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou ao portal Brasil61.com que “acompanha a evolução das diferentes variantes do SARS-CoV-2 no território nacional e está atento à possibilidade de alterações no intervalo recomendado entre doses das vacinas Covid-19 em uso no Brasil”.

Ainda de acordo com a pasta “o tema foi discutido amplamente na Câmara Técnica Assessora em Imunizações, em reunião realizada no dia 2 de julho deste ano. O parecer foi a de manutenção deste intervalo”. O MS também pontuou que “vale reforçar a importância de completar o esquema vacinal da Covid-19 para que o caráter pandêmico da doença seja superado”.

O governo do estado de São Paulo resolveu não adiantar a segunda dose da vacina. De acordo com a coordenadoria geral do Plano Estadual de Imunização (PEI), após reuniões com grupo de especialistas, foi decidido que a antecipação não seria adotada. Segundo o governador João Doria, a Unidade da Federação vai manter a atualização do calendário anunciado no último domingo (11).

“Temos mais 1,3 milhão de doses que chegam até o dia 30 de julho. Com essas 4 milhões de doses da vacina prontas, vamos garantir o cumprimento desse novo cronograma de imunização em São Paulo. Daqui a 40 dias, todos os adultos que vivem em São Paulo e que podem ser vacinados, estarão com, pelo menos, uma dose da vacina no braço”, afirma.

Na avaliação da infectologista Ana Helena Germoglio, como o Brasil ainda não conta com a disponibilidade de doses suficientes para imunizar toda a população com as duas etapas, seria interessante que a primeira dose fosse amplamente distribuída, antes de antecipar a aplicação da segunda dose.  

“Se, em outro cenário, tivéssemos o estoque de vacina suficiente para vacinar todo mundo com a primeira dose, seria plausível adiantarmos a segunda dose. Mas, como não temos, talvez seria mais interessante adiarmos essa segunda dose e vacinar mais pessoas com a primeira dose, para reduzir a mortalidade geral da população”, considera.

Recomendações da bula

Questionada pela reportagem do portal Brasil61.com sobre a intenção dos estados, a Anvisa respondeu que orienta o respeito ao esquema terapêutico e que a segunda dose seja aplicada no tempo adequado.  

De acordo com a agência, o intervalo para a aplicação da segunda dose de uma vacina está definido na bula do produto, a partir dos estudos apresentados à Anvisa. 

“No caso da vacina da AstraZeneca, a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira. Já a segunda dose da Pfizer deve ser aplicada com um intervalo maior ou igual a 21 dias após a primeira”. 

A Anvisa destacou ainda, que não foram apresentados estudos conclusivos sobre maior ou menor efetividade com intervalos diferentes daqueles avaliados pela Anvisa.

Verifique aqui as informações disponíveis nas bulas de cada vacina

Ainda segundo a agência, a definição de calendário e grupos prioritários dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI) é competência dos gestores e vai levar em consideração, além dos dados de bula, dados epidemiológicos e populacionais.
 

Copiar o texto
11/07/2021 16:17h

Todos os paulistas com idade acima de 18 anos devem tomar pelo menos uma dose da vacina até 20 de agosto

Baixar áudio

Toda a população adulta do estado de São Paulo será vacinada contra a Covid-19, com pelo menos uma dose, até o dia 20 de agosto. O anúncio foi feito pelo próprio governo estadual, neste domingo (11). Anteriormente, o prazo divulgado para imunização dos paulistas maiores de 18 anos era 15 de setembro.

A administração local afirmou que a antecipação do calendário de vacinação se deve à aquisição, pelo governo paulista, de 4 milhões de doses extras da vacina CoronaVac. Segundo o governador João Doria, até o momento, quase 3 milhões de doses já começaram a ser distribuídas aos municípios do estado.

“Temos mais 1,3 milhões de doses que chegam até o dia 30 de julho. Com essas 4 milhões doses da vacina prontas, vamos garantir o cumprimento desse novo cronograma de imunização em São Paulo. Daqui a 40 dias, todos os adultos que vivem em São Paulo e que podem ser vacinados, estarão com, pelo menos, uma dose da vacina no braço”, afirma.

Vacinação de adolescentes

Ainda de acordo com o governo estadual, a vacinação de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos começa a partir de 23 de agosto. Esse público conta com 3,2 milhões de pessoas. O objetivo é imunizar todos os adolescentes nessa faixa etária, com ao menos uma dose, até 30 de setembro.

Covid-19: Pesquisa da Fiocruz aponta que esquema vacinal completo reduz casos graves em idosos

Covid-19: mais municípios adotam política do “fim de fila” para pessoas que querem escolher vacina

Covid-19: conheça a reação da vacina AstraZeneca e outras

“Na primeira etapa, outra boa notícia. Grávidas e adolescentes que possuem algum tipo de comorbidade estarão sendo vacinados exatamente no período de 23 de agosto a 5 de setembro”, destaca Doria.

Novo calendário de vacinação em São Paulo

de 8/7 a 14/7: 37 a 39 anos;

de 15/7 a 18/7: 35 e 36 anos;

de 19/7 a 4/8: 30 a 34 anos;

de 5/8 a 12/8: 25 a 29 anos;

de 13/8 a 20/8: 18 a 24 anos;

de 23/8 a 5/9: 12 a 17 anos com deficiência, comorbidade e gestantes;

de 6/9 a 19/9: 15 a 17 anos;

de 20/9 a 30/9: de 12 a 14 anos.

Copiar o texto
10/07/2021 15:58h

Estudo avaliou efetividade de vacinas da AstraZeneca e CoronaVac. Efetividade chegou a quase 80% entre pessoas de 60 a 80 anos

Baixar áudio

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) concluiu que a imunização com duas doses de vacinas contra a Covid-19 garante efetividade média de 79,8% em pessoas que têm entre 60 e 80 anos e de 70,3% em idosos com mais de 80 anos. 

A pesquisa mediu os resultados das vacinas AstraZeneca/Oxford e CoronaVac aplicadas até o dia 7 de junho em mais de 40 milhões de brasileiros. O estudo constatou que as vacinas são eficientes para reduzir os casos graves da Covid-19 em idosos, como hospitalizações e mortes.

Família Zé Gotinha lembra importância da segunda dose da vacina contra Covid-19 em campanha do MS

Covid-19: Fiocruz desenvolve novo kit de diagnóstico com método simples, rápido e barato

Saúde recomenda vacinação de gestantes e puérperas com Pfizer e Coronavac

Para quem recebeu a primeira dose, a efetividade das vacinas foi de 73,7% para pessoas de 60 a 79 anos, e de 63% entre os idosos acima dos 80 anos. Em nota técnica, a Fiocruz afirmou que os dados obtidos dão suporte às evidências de que a proteção vacinal é eficaz contra a variante gama do novo coronavírus, que é a cepa mais circulante no País. 

A Fiocruz disse que vai continuar acompanhando a efetividade da vacinação e prometeu estimar mais dados sobre o quadro. Até o início da tarde deste sábado (10), o Ministério da Saúde distribuiu quase 144 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, cerca de 110 milhões foram aplicadas na população, sendo 81,1 milhões referentes à primeira dose e 28,9 milhões à dose de reforço.
 

Copiar o texto
Saúde
08/07/2021 14:30h

Medida visa diminuir casos de pessoas que se negam a receber o imunizante ou querem escolher o fabricante da vacina

Baixar áudio

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, declarou nesta quarta-feira (7) que vai recomendar aos municípios do estado colocarem no final da fila as pessoas que se recusarem a tomar a vacina contra a Covid-19. A medida, segundo ele, é uma reação ao número crescente de casos de cidadãos que querem escolher a fabricante do imunizante ou se negam a tomar a vacina. 

Com isso, ele acredita que será possível diminuir esse tipo de situação, que atrapalharia o plano de vacinação e a celeridade no processo de imunização da população alagoana. Segundo Wanderley, a recusa das pessoas a certos tipos de fabricantes não se justifica, pois “todas as vacinas têm eficácia comprovada”. 

Família Zé Gotinha lembra importância da segunda dose da vacina contra Covid-19 em campanha do MS

“Falta de acompanhamento médico adequado durante o início dos sintomas pode contribuir para quadros graves da Covid-19”, afirma especialista

Covid-19: conheça a reação da vacina AstraZeneca e outras

Assim, o presidente da AMA vai sugerir que os municípios encaminhem para o final da fila, após a vacinação de todos os maiores de 18 anos, aqueles que se recusarem ou quiserem escolher o imunizante. 

Wanderley deve se reunir com prefeitos e representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) do estado na próxima segunda-feira (12) para apresentar a medida. 

Copiar o texto
25/06/2021 18:30h

Quilombolas foram incluídos como grupo prioritário no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19

Baixar áudio

Com a inclusão dos povos quilombolas nos grupos prioritários no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, os 11 municípios da microrregião de Januária vacinaram mais de sete mil pessoas dessas comunidades. De acordo com o IBGE, Minas Gerais é o segundo estado com o maior número de localidades quilombolas, ficando atrás apenas da Bahia. 

A região de Januária é uma das que possui o maior número de quilombolas do estado, aproximadamente 11.975, de acordo com o IBGE. Os municípios que compõem a microrregião são: Bonito de Minas, Manga, São Francisco, Matias Cardoso, Chapada Gaúcha, Januária, Montalvânia, Pedras de Maria da Cruz, Cônego Marinho, Juvenília e Pintópolis. 

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Januária, de acordo com o  Painel Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde:

Januária – primeira dose: 2.777 / segunda dose: 68
Manga – primeira dose: 1.543 /  segunda dose: 564
São Francisco – primeira dose: 885 /  segunda dose: 9
Matia Cardoso – primeira dose: 330 /  segunda dose:  8
Chapada Gaúcha – primeira dose: 578 /  segunda dose: 8
Pedras de Maria da Cruz – primeira dose: 490 /  segunda dose:  2
Cônego Marinho – primeira dose: 73 /  segunda dose: 53
Bonito de Minas – primeira dose: 824 /  segunda dose: 2
Juvenília, Pintópolis e Montalvânia – até o fechamento desta reportagem, os municípios não disponibilizaram os dados no Painel. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

A transmissão do vírus da Covid-19 tende a ser mais intensa em povos e comunidades quilombolas, devido a maneira como estão condicionados na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde alerta que o controle de casos e vigilância nestas comunidades impõem desafios logísticos, de forma que a própria vacinação teria um efeito protetor altamente efetivo.

A secretária de Saúde de Bonito de Minas, Lilian Xavier, reforça que a população quilombola possui um nível elevado de vulnerabilidade e está suscetível a um maior impacto ocasionado pela Covid-19. “Os quilombolas, por serem um grupo de maior vulnerabilidade, têm o risco mais elevado para quadros graves e óbitos pela doença, necessitando de maior proteção, que é fornecida pela vacinação”, alerta.

Segundo a Organização Mundial da Saúde – OMS, a imunização é uma das principais formas de combater o novo coronavírus. Conforme o Ministério da Saúde, todos os imunizantes usados no Brasil passam por rigorosos testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.  A vacina não impede que a pessoa contraia o vírus, mas contribui para que a doença não se desenvolva para um quadro clínico mais grave e, consequentemente, ao óbito.
Imunizados, sim!

Quatro trabalhadores quilombolas de serviços gerais, da Comunidade Quilombola de Mandus, se infectaram com vírus da Covid-19 e, após cumprirem a quarentena e passado por um longo período da infecção, conseguiram se vacinar. Marcos Barcellona, um dos integrantes desse grupo e presidente da associação dessa comunidade, conta sobre sua experiência e faz um alerta sobre o vírus.

“Trabalho com serviços gerais. Eu e meus colegas de trabalho pegamos a Covid-19. Não fizemos tratamento pois nossos sintomas foram leves, febre, dor de cabeça, dor nos olhos, dor no corpo e perda de paladar. Infelizmente, o contágio aconteceu, mas todos nós tomamos a primeira dose da vacina”, conta Marcos.

O quilombola ainda faz uma ressalva: “Estamos trabalhando de máscara, mesmo com o calor que faz aqui. Trabalhamos de máscara e usamos álcool gel sempre que necessário. A nossa política é a política da prevenção. A política da prevenção é a que está salvando vidas.”

Marcos Barcellona, presidente e líder da Associação Remanescente de Quilombolas Mandus, recebe a primeira dose do imunizante contra a Covid-19. Foto: Arquivo Pessoal/Marcos Barcellona

Em outra região, o líder quilombola da Comunidade Cabeceira de Rancharia, Itamar Salobo, revela estar muito contente por ter recebido a vacina e diz que não houve resistência em sua comunidade para receber o imunizante. “A sensação de receber a vacina foi de muita alegria, a gente não esperava que iria ter essa prioridade, então, ficamos muito felizes e agradecemos a Deus também. Não houve nenhuma resistência de nenhum (quilombola), todos receberam a primeira dose muito alegre e satisfeitos”, relatou Itamar, que ainda fez um apelo a todos os quilombolas do País que não quiseram receber o imunizante: “Tomem a vacina. Essa é a melhor forma de combater o vírus.”

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Mesmo com a vacinação, é preciso seguir com os protocolos de segurança, como: o uso de máscara, higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%; manutenção dos ambientes limpos e evite aglomerações. 

Carteira de Vacinação 

Por meio do aplicativo “Conecte SUS”, lançado pelo Ministério da Saúde, é possível acompanhar seu histórico clínico, dados de vacinas e medicamentos retirados. Além disso, é possível encontrar as unidades de saúde mais próximas de sua casa. A partir do momento que os usuários receberem os imunizantes contra a Covid-19, já podem consultar o aplicativo: o tipo de vacina aplicada, a data em que foi tomada a dose e o lote de fabricação. O Conecte SUS também emite o Certificado Nacional de Vacinação para o coronavírus. Ele pode ser acessado pela internet e está disponível no Google Play e na App Store.

Vacinação em Minas Gerais

De acordo com o Vacinômetro de Minas, o estado recebeu do Ministério da Saúde 12.663.304 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados da pasta, 66.503 imunizantes foram aplicadas em povos quilombolas ao longo do estado. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Proteja-se. Juntos podemos salvar vidas! 

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município


Copiar o texto
25/06/2021 18:20h

Em Salgueiro, município que integra a microrregião, mais de 90% dos quilombolas já receberam a primeira dose, de acordo com o vacinômetro da região

Baixar áudio

A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da microrregião de Salgueiro, no Pernambuco. A região é formada por cinco municípios, que juntos concentram mais de 7.111 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).  Na região, 3.529 quilombolas receberam a primeira dose do imunizante, conforme dados do Ministério da Saúde. 

Pernambuco é o quinto estado com o maior número de localidades quilombolas, sendo o município de Salgueiro o que possui a maior concentração de membros, aproximadamente 5.827. Outras cidades que compõem a microrregião são: Mirandiba (1.055), São José do Belmonte (213), Verdejante (10) e Parnamirim (6), de acordo com o IBGE. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.” 

Segundo a Secretária Municipal de Salgueiro, mais de 90% dos quilombolas, cerca de 2.358, já receberam a primeira dose do imunizante. Entretanto, há uma discrepância nos dados oficiais do Ministério da Saúde, que apontam que na região 2.182 habitantes quilombolas receberam o primeiro imunizante.

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Salgueiro, de acordo com o  Painel Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde:

Salgueiro – primeira dose: 2.182 / segunda dose: 1.524
Mirandiba – primeira dose: 1.221 /  segunda dose: 0
São José do Belmonte – primeira dose: 126 /  segunda dose: 0
Parnamirim e Verdejante – até o fechamento dessa matéria, os municípios não disponibilizaram os dados no Painel.

A transmissão do vírus da Covid-19 tende a ser mais intensa em povos e comunidades quilombolas, devido à maneira como estão condicionados na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde alerta que o controle de casos e vigilância nestas comunidades impõem desafios logísticos, de forma que a própria vacinação tem um efeito protetor altamente efetivo.

Nesse mesmo sentido, o líder comunitário, Antônio João Mendes, mais conhecido como Antônio Crioulo, do Território quilombola de Conceição das Crioulas, em Salgueiro-PE, explica que a importância da vacina nessa população deve-se pelo fato dos vínculos em grupo. “As relações nas comunidades quilombolas são comunitárias, nossas ações são sempre coletivas, então, a partir do momento que você tem uma pessoa infectada em uma comunidade, você corre o risco de expandir com mais facilidade. O vírus pode se tornar comunitário com muito mais facilidade nas nossas comunidades”.

O agricultor João Alfredo de Souza, de 62 anos, do quilombo da Conceição das Crioulas, foi imunizado e relembra a sensação que sentiu ao ser contemplado com a vacina. “Me sinto feliz com está vacina, ainda mais porque imunizou a todos os quilombolas maiores de 18 anos. Para os quilombolas, é muito importante, considerando que nós estamos muito expostos às vulnerabilidades sociais. Está vacina é sinal de esperança para o povo. Viva a Vida!”.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Apesar da vacinação, é preciso continuar seguindo os protocolos de segurança, como:  usar máscara, lavar as mãos, evitar aglomerações, abraços ou apertos de mão e utilizar álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. 

Imunizado, Antônio Crioulo faz um apelo aos demais membros de sua e de outras comunidades sobre a relevância de receber o imunizante. “É muito importante que a população brasileira e a população quilombola se cuide, porque estamos passando por várias transformações. E mesmo pessoas que já foram infectados pelo coronavírus, estão se reinfectando e, inclusive, estão morrendo com a segunda cepa do vírus. Então, é muito importante que a gente se cuide”. 

Foto: Antônio Crioulo, do Território quilombola de Conceição das Crioulas, em Salgueiro-PE, recebe a primeira dose do imunizante contra a Covid-19. (Foto:Arquivo Pessoal/Antônio Crioulo)

Vacinação em Pernambuco

De acordo com o vacinômetro, Pernambuco já aplicou 3.970.075 doses na população geral do estado. Do total de doses aplicadas, 48.669 foram em quilombolas, sendo 43.367 da primeira dose e 5.302 da segunda. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude

Serviços

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal gov.br/saúde ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia. 

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município


Copiar o texto
25/06/2021 16:40h

Quilombolas foram incluídos como grupo prioritário no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19

Baixar áudio

A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Seabra, na Bahia. A microrregião é formada por 15 municípios, que juntos conseguiram imunizar cerca de 7.324 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados com a primeira dose, de acordo com o Painel da Vacinação, do Ministério da Saúde.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a Bahia é o estado que possui o maior número de localidades quilombolas do país. Na microrregião de Seabra há 18.726 pessoas pertencentes a esse grupo. Os municípios que compõem a região são: Bonito, o que possui a maior concentração de membros, aproximadamente 6.345; Piatã (4.723); Seabra (2.713); Boninal (1.676); Itaeté (961); Palmeiras (498); Rio de Contas (417); Lençóis (361); Barra da Estiva (334); Nova Redenção (243); Ibicoara (192); Mucugê (160); Contendas do Sincorá (46); Andaraí (44); e Abaíra (13), conforme dados do Instituto. 



Quadro - Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Seabra, de acordo com o Painel Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Bonito 3.408 8
Piatã 899 44
Seabra 660 1
Boninal 591 6
Palmeiras 226 0
Rio de Contas 290 51
Lençóis 320 40
Barra da Estiva 229 0
Mucugê 128 8
Contendas do Sincorá 117 6
Andaraí 18 0
Abaíra 438 11

*Itaeté, Nova Redenção e Ibicoara- até o fechamento desta reportagem, os municípios não disponibilizaram os dados no Painel.

A transmissão do vírus da Covid-19 tende a ser mais intensa em povos e comunidades quilombolas, devido a maneira como estão condicionados na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde alerta que o controle de casos e vigilância nestas comunidades impõe desafios logísticos, de forma que a própria vacinação tem um efeito protetor altamente efetivo.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica que a importância da vacina nas comunidades quilombolas deve-se ao fato das relações comunitárias. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, alertou ela.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacinação é uma das principais formas de prevenir o novo coronavírus. Conforme o Ministério da Saúde, todos os imunizantes usados no Brasil passam por rigorosos testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nesse mesmo sentido, a coordenadora afirma que os imunizantes utilizados no país são seguros.
“Todas as vacinas da Covid-19 que estão disponíveis hoje, no Programa Nacional de Imunizações (PNI), são seguras. Seja para a população quilombola, ou seja, para a população em geral. Todas elas passaram pela avaliação da agência regulatória e comprovaram a sua eficácia e segurança”, ressaltou Francieli.

Proteja-se

Ao sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. O Ministério da Saúde recomenda que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Apesar da vacinação, é preciso continuar seguindo os protocolos de segurança como: usar máscara, lavar as mãos, evitar aglomerações, abraços ou apertos de mão e utilizar álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. 

Os quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. O coordenador da Associação Comunitária Remanescente do Quilombo do Ginete, de Barra da Estiva, Gilmar Pereira Alves, fala sobre a sensação de receber o imunizante e deixa uma mensagem para outros quilombolas. “A sensação de receber a vacina foi muito boa, é um sinal de esperança em dias melhores. Nossa comunidade ficou muito feliz. A mensagem que eu deixo tanto para os quilombolas quanto para a população geral é: vacina, sim! Viva o SUS e viva a ciência!”

Vacinação na Bahia

De acordo com o Painel de Acompanhamento da Cobertura Vacinal da Bahia, o estado já aplicou 4.515.288 vacinas com a primeira dose. Desse número, 135.422 foram destinadas aos quilombolas do estado. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal gov.br/saúde ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

Copiar o texto
24/06/2021 03:00h

No município de Caxias, todos os quilombolas registrados já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo a Secretaria Municipal de Saúde

Baixar áudio

A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da microrregião de Caxias, localizada no Leste do Maranhão. A região é formada, ainda, pelos municípios de Timon, Parnarama, Matões, Buriti Bravo e São João do Soter, que juntos habitam mais de 11 mil pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). 



No município de Caxias, por exemplo, todos os quilombolas registrados, cerca de 700, já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.  Entretanto, os dados do município apresentam discrepância em relação aos dados oficiais do IBGE, que apontam que a região possui cerca de 5 mil habitantes quilombolas.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Claudiane Silva, coordenadora da Associação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas do Estado do Maranhão (ACONERUQ), reforça que a vacina é o meio mais eficaz para prevenir a propagação da doença. Mesmo com a divulgação das recomendações sobre a imunização, ela lamenta o fato de que nem todos os membros quilombolas aceitaram a vacina em um primeiro momento.

“Algumas pessoas de dentro da comunidade não quiseram se vacinar, por medo. É uma falta de informação mais apurada. É importante vacinar para prevenir, para não ter que chorar a morte de alguém”, destaca Claudiane.

A coordenadora de Imunização do município de Caxias, Elisângela Fabiana Silva Ferreira, explica que os quilombolas da região estão distribuídos em seis comunidades, registradas pela Fundação Palmares. Ela afirma que as vacinas para combater a Covid-19 foram aplicadas in loco, com o intuito de preservar esse público do deslocamento para a zona urbana.

“Eles fizeram questão de ser vacinados. Foi preparado um calendário com data específica para o atendimento de cada uma dessas comunidades, para que dessa forma todos fossem imunizados. A vacinação dessa população é de fundamental importância, já que eles vivem em áreas distantes, com difícil acesso”, pontua

SITUAÇÃO DE OUTROS MUNICÍPIOS DA MICRORREGIÃO

Município 1ª Dose 2ª Dose
Timon Não informado Não informado
Parnarama 802 1.338
Matões 1.346 2.842
Buriti Bravo Não informado Não informado
São José do Soter 611 2.116


Prioridade quilombolas

O Maranhão é o terceiro maior estado do País em população quilombola, com mais de 170 mil habitantes, ficando atrás apenas da Bahia e de Minas Gerais. No Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, divulgado no dia 16 de dezembro de 2020, grupos socialmente vulneráveis foram incluídos como prioridade no calendário de imunização.

Entre eles está a população quilombola que habita em comunidades tradicionais e que, segundo o último levantamento realizado pelo IBGE, representa mais de 1,3 milhão de brasileiros. Essa prioridade se faz necessária diante da falta de acesso desse público à saúde, já que grande parte vive em zonas rurais, afastadas do ambiente urbano. 

Para facilitar o enfrentamento da Covid-19 entre quilombolas e indígenas, o IBGE antecipou a divulgação da base de informações geográficas e estatísticas sobre essa população.

Cenário no Maranhão

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, até o dia 22 de junho, foram confirmados 308.520 casos de Covid-19. Desse total, 8.779 pessoas morreram e 269.174 se recuperaram da doença. 

Dados do Ministério da Saúde mostram que 3.741.170 de doses de vacinas foram distribuídas no estado: 2.576.382 já foram aplicadas, sendo 2.049.545 para a primeira dose e 565.693 para a dose de reforço. Ainda de acordo com a Pasta, para o enfrentamento da doença, foram destinados ao estado mais de R$ 5 bilhões. 

Mesmo que você já tenha sido vacinado, a recomendação é respeitar as medidas sanitárias para reduzir o risco de transmissão da doença. A vacina é segura e trata-se de uma das principais formas de proteção do coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município.  Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal gov.br/saude ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. 

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

Copiar o texto
23/06/2021 16:00h

Apesar da prioridade no calendário nacional de vacinação, ainda há resistência de alguns quilombolas para receber o imunizante

Baixar áudio

A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da microrregião de Batalha, em Alagoas. Na região, 1.480 quilombolas receberam a primeira dose do imunizante, conforme dados do Ministério da Saúde. Apesar do quantitativo, ainda há resistência de alguns quilombolas para receberem a vacina.

Na Comunidade Quilombola de Baixas, de Jacaré dos Homens, apesar de praticamente todos se imunizarem, um membro se negou, o que gerou um certo desconforto no grupo. “Por incrível que pareça na comunidade houve uma resistência e por ele não ter aceitado a tomar a vacina, ele teve que assinar um termo de responsabilidade. As pessoas ficaram muito espantadas, pois o indivíduo tem o direito de se imunizar contra um vírus desse e a pessoa não quer, então, a comunidade ficou pasmada”, diz Antônio Epímaco, morador e líder dessa comunidade. 

Por esse não ser um caso isolado, o líder comunitário alerta a todos quilombolas sobre a importância de tomar a vacina para combater o coronavírus. “A mensagem que eu deixo para as outras comunidades quilombolas é que todos tomem a vacina. Quem tiver direito e oportunidade, se vacinem, essa é a maneira mais eficaz contra esse vírus maldito. É de grande importância, principalmente para nós quilombolas, nos imunizarmos. É a única maneira de nos sentirmos um pouco mais seguros”, informou ele.

Um dos motivos alegados por alguns quilombolas para não receberem o imunizante é de que já tiveram a doença. Diante disso, a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, afirma que mesmo quem já teve Covid-19 precisa se vacinar. “Sim. Todas as pessoas que tiveram Covid-19 precisam, sim, se vacinar com as duas doses. Mas a orientação da vacinação é de que ela ocorra após quatro semanas do início dos primeiros sintomas ou quatro semanas do primeiro exame positivo de RT-PCR em pessoas que não desenvolveram sintomas”, explica.

A microrregião de Batalha é formada por seis municípios, que juntos concentram mais de 7.067 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Os municípios que compõem a região são: Major Isidoro, o que possui a maior concentração de membros, aproximadamente 3.716; Jacaré dos Homens (1.053); Monteirópolis (951); Olho d’Água das Flores (901); Batalha (441); e Belo Monte (5), de acordo com dados do IBGE. 

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Batalha, de acordo com o Painel Nacional de Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Major Isidoro 180 1
Monteirópolis 270 1
Olho d’Água das Flores 314 0
Jacaré dos Homens 502 1
Batalha 209 0
Belo Monte 5 0

A transmissão do vírus da Covid-19 tende a ser mais intensa em povos e comunidades quilombolas, devido a maneira como estão condicionados na sociedade. Dessa forma, o Ministério da Saúde alerta que o controle de casos e vigilância nestas comunidades impõe desafios logísticos, de forma que a própria vacinação tem um efeito protetor altamente efetivo.

A secretária municipal de saúde, Santina Dolores Silva de Melo, de Jacaré dos Homens, explica que a inclusão dos povos quilombolas no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 representa uma conquista no controle de doenças para essas comunidades. “O povo quilombola faz parte do grupo socialmente vulnerável, devendo por tanto ter a prioridade em ser protegido, visto que a comunidade quilombola apresenta maior acometimento de infecções e que o país tem uma enorme dívida social com a população negra.”

Proteja-se

Ao sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. O Ministério da Saúde recomenda que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Apesar da vacinação, é preciso continuar seguindo os protocolos de segurança, como:  usar máscara, lavar as mãos, evitar aglomerações, abraços ou apertos de mão e utilizar álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. 

Vacinação em Alagoas

De acordo com o Painel da Vacinação da Covid-19, do Ministério da Saúde, o estado já aplicou 1.241.548 doses da vacina, são 908.165 pessoas imunizadas com a primeira dose e 333.383 com a segunda. Desses números, 12.150 foram destinadas para a população quilombola.  A vacina é segura e uma das principais formas de prevenção do novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saúde.
* O quantitativo de vacinas refere-se as doses aplicadas e registradas na base nacional do Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal gov.br/saúde ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia. 

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

Copiar o texto
08/06/2021 11:45h

O material vai permitir a continuidade da produção e a entrega dos imunizantes da Astrazeneca/Oxford até 10 de julho, como previsto no Plano Nacional de Imunizações

Baixar áudio

O Brasil vai receber, neste sábado (12), uma nova remessa do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) para fabricação de vacinas contra Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O material vai permitir a continuidade da produção e a entrega dos imunizantes da Astrazeneca/Oxford até 10 de julho, como previsto no Plano Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.

De acordo com a Fiocruz, mais informações sobre a chegada desta carga serão anunciadas até o final da semana. A Fundação informou, ainda, que "aguarda a confirmação da possibilidade de aceleração das próximas remessas de IFA, uma vez que a instituição permanece com capacidade de produção superior a de disponibilização do insumo".

Trabalhadores invisíveis: estudo da Fiocruz analisa condições de trabalho dos profissionais de saúde durante a pandemia

Mais 2,3 milhões de doses da Pfizer serão distribuídas para o Brasil

As entregas de doses de vacina ocorrerão em duas remessas, a partir desta semana. No caso, às sextas-feiras serão para o Rio de Janeiro, enquanto aos sábados, para o centro de distribuição do Ministério da Saúde, em São Paulo, de onde os imunizantes serão distribuídos aos demais estados do País.

O plano de distribuição da vacina é revisado semanalmente em reuniões entre União, estados e municípios. A medida observa as confirmações do cronograma de entregas por parte dos laboratórios.

 

Copiar o texto
Brasil 61