26/08/2021 04:00h

Doar faz mal para a saúde? Quem teve Covid não pode doar? E os vacinados? Médica hematologista esclarece o que é mito e o que é verdade quando o assunto é doação de sangue

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As doações de sangue tiveram uma queda de 10% no Brasil com a chegada da pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, foram realizadas 3.271.824 coletas de sangue. Em 2020, primeiro ano da Covid-19 no país, foram contabilizadas 2.958.665 doações. 

O sangue é essencial e insubstituível para a vida humana. Além de tratar terapeuticamente pacientes com doenças crônicas, como a leucemia e a anemia falciforme, ele é utilizado diariamente no tratamento de pessoas que vão passar por procedimentos médicos e cirúrgicos. Com uma única doação é possível salvar até quatro vidas. 

Mas apesar de a maioria dos brasileiros conhecerem a importância da doação de sangue, ainda existe muita desinformação e tabus que acabam afastando as pessoas do ato de doar.  Afinal, doar sangue faz mal para saúde do doador? Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar? E os vacinados podem contribuir?

A reportagem do portal Brasil61.com conversou com a médica hematologista do Hospital Anchieta de Brasília, Marina Aguiar, e a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde para esclarecer todos os mitos e verdades quando o assunto é doação de sangue. 

“Doar sangue faz mal para a saúde”

Entre os mitos mais comentados sobre a doação de sangue é que o procedimento pode  engrossar ou afinar o sangue e até mesmo prejudicar a saúde do doador.

De acordo com a médica hematologista, Marina Aguiar, a afirmação é falsa. A especialista explica que a doação não representa nenhum risco à saúde. Ela afirma que estudos comprovam que doar reduz a viscosidade do sangue, tornando o doador menos propenso a desenvolver doenças cardíacas e câncer. 

“Isso ocorre porque, durante esse processo, há uma espécie de limpeza sanguínea, porque o nosso sangue é produzido na medula óssea e renovado a cada três meses. Essa doação vai promover uma renovação das células sanguíneas e, com isso, as células velhas serão renovadas”, explica a médica. 

“O organismo demora muito para repor o sangue doado”

Mito! O volume coletado não ultrapassa 15% da quantidade de sangue que o doador possui. Esse volume é reposto naturalmente pelo organismo em até 72 horas após a doação. “Essa quantidade retirada não afeta a saúde porque a recuperação é imediata após a doação. Então, é muito pouco para pessoa que doa, mas muito para quem vai receber”, diz a hematologista.

“Quem teve Covid-19 não pode doar sangue”

Isso é um mito! Quem teve Covid-19 pode, sim, doar sangue. No entanto, segundo a especialista, é preciso aguardar um mês, após recuperação clínica completa, para poder fazer a doação. “Ou seja, a doação só é permitida se não houver nenhum sintoma ou sequela depois de 30 dias que a pessoa já se recuperou”, esclarece Marina.

Vale lembrar que os vacinados contra o novo coronavírus também precisam esperar um período para poder doar sangue. Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o prazo vai depender da marca do imunizante. Em relação à vacina contra a gripe, o tempo de inaptidão é de 48 horas.

“Quem recebeu transfusão de sangue pode ser doador de sangue”

Verdade. Quem recebeu transfusão de sangue pode doar sangue, mas precisa
esperar um ano para fazer a doação. “Esse impedimento temporário é necessário para que se tenha certeza de que a transfusão não transmitiu nenhuma doença infecciosa à pessoa que está pretendendo doar o sangue”, explica a médica. 

“Quem doa sangue uma vez é obrigado a doar sempre”

Mito! De acordo com a  hematologista, doar sangue não cria dependência no organismo da pessoa e é um ato voluntário, que só depende do desejo da pessoa de voltar ao hemocentro dentro do prazo mínimo de espera para fazer mais de uma doação. “O retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte de sangue, por isso a importância dessa doação, mas é um ato totalmente voluntário”, afirma Marina. 

“Grávidas não podem doar sangue”

Verdade! Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, mulheres grávidas e em resguardo não podem doar sangue. “Mas após o período gestacional, em casos de parto normal, a mulher pode doar depois de três meses; em caso de cesariana, após seis meses. Se estiver amamentando, a mulher deve aguardar 12 meses após o parto”, informa o órgão. 

“Pessoas com tatuagens e piercings são impedidas de doar”

Mentira. A especialista explica que quem tem tatuagens e piercings - desde que não seja em locais como área genital ou cavidade oral -, podem doar sangue. “Mas é preciso aguardar um ano após o procedimento para poder fazer a doação. Depois desse período ela [a pessoa] pode ser doador tranquilamente”, esclarece a hematalogista. 

“Quem está fazendo regime para emagrecer não pode doar sangue”

Isso é um mito! De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, dietas para emagrecimento não impedem a doação de sangue, desde que a perda de peso não tenha comprometido a saúde do doador.

"Fumantes podem doar sangue"

Sim! Os fumantes de cigarro comum podem doar sangue. “Mas é recomendável um intervalo sem fumar de pelo menos 2 horas antes da doação” explicou a coordenação. 

“Homossexuais não podem doar sangue”

A afirmação é falsa. Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) passou a permitir a doação de sangue por homossexuais, o que, até então, era proibido.

“Antigamente, existiam discursos de que as DST’s eram transmitidas por homossexuais e que esse grupo gerava risco ao processo de doação, mas isso é um princípio inconstitucional, pois fere a lei de igualdade.”, afirma a médica do Hospital Anchieta.

A importância da doação de sangue

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue. Isso representa, em média, 14 doações a cada mil habitantes. Por ano, o Sistema Único de Saúde (SUS) recebe mais de três milhões de doações. O Governo Federal, por meio do órgão, incentiva todos os brasileiros a doarem sangue frequentemente, gesto que pode salvar vidas.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, destacou o Ministro da Saúde Marcelo Queiroga. 

Onde doar sangue e medula óssea 

Os voluntários à doação de sangue e medula óssea podem procurar os hemocentros e hemonúcleos regionais, unidades de coleta e transfusão que ficam mais próximas do seu município. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse redome.inca.gov.br.

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26/08/2021 03:00h

Diminuição impactou, sobretudo, estoques dos tipos sanguíneos do grupo O, que estão abaixo do nível seguro. Instituição faz apelo por novos doadores

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O Hemocentro Regional de Juiz de Fora registrou uma queda de 18% nas doações com a pandemia da Covid-19. A instituição informou que há necessidade de sangue de todas as tipagens, principalmente os tipos sanguíneos do grupo O, que estão abaixo do nível seguro.

De acordo com a Fundação Hemocentro de Minas Gerais (Hemominas), a unidade registrou 34.333 coletas em 2019, e pouco mais de 28 mil em 2020. A assessora de Captação de Doadores do Hemominas, Viviane Guerra, explica que, além da crise do novo coronavírus, as baixas temperaturas também têm afastado os doadores dos bancos de sangue do estado.

“As pessoas deixam de sair de casa no frio. Há uma possibilidade do aumento das doenças respiratórias, que também diminui o comparecimento e aumenta a inaptidão para doação”, esclarece a assessora.

Ainda segundo o Hemominas, o déficit nas doações impacta diretamente no atendimento de milhares de pacientes das mais de 56 instituições de saúde atendidas pelo hemocentro de Juiz de Fora. 

Viviane destaca a importância do sangue para vida humana e que com apenas uma única doação é possível salvar até quatro pessoas. Ela pede para que a população faça o gesto de solidariedade e ajude a salvar vidas. 

“O volume doado não faz falta para quem doa e tem o valor da vida para quem recebe. Se você não puder doar, fala com os conhecidos, a famílias, amigos, mas mobilize as pessoas para a doação. Apesar da pandemia e todas as dificuldades, a vida e a doação de sangue precisam continuar.”

Exemplo

Vinicius Trindade, de 50 anos, mora na capital mineira e é doador regular há 20 anos. Ele conta que faz a doação de sangue quatro vezes ao ano, desde os 30 anos. “Eu não podia doar sangue devido a um protocolo relativo à hepatite. O protocolo mudou e eu fiquei sabendo em sala com o grupo de estudantes apresentando um trabalho sobre sangue”, disse o biólogo. 

De lá pra cá, Vinicius não parou mais e se tornou um doador de carteirinha e doou mais de 63 vezes.  Com suas doações, ele já ajudou a salvar mais de 320 pessoas. Hoje, ele tem uma página nas redes sociais para incentivar a mais pessoas a doarem sangue.  

“Eu tenho um compromisso de mobilizar pessoas para doação de sangue. Como eu tenho vários alunos, eu acabo incentivando, desde os meus 16 anos, para que se tornem doadores. É comum eles doarem com a autorização dos pais e me mandar fotos e vídeos. E aí, a gente comemora junto!”

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

 

Onde doar sangue em Minas Gerais

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Belo Horizonte, um dos seis hemocentros regionais instalados em Juiz de Fora, Governador Valadares, Uberlândia, Uberaba, Pouso Alegre e Montes Claros. 

O hemocentro de Juiz de Fora, na zona da mata, fica próximo de 32 cidades, como, por exemplo, Belmiro Braga, Lima Duarte, Oliveira Fortes, Rochedo de Minas e Santos Dumont. Para doar na unidade, basta ir à Rua Barão de Cataguases, sem número, Bairro Centro. O telefone para contato é o (32) 3257-3100. 

O hemocentro regional de Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, atende 24 municípios mineiros. Entre eles, Capitão Andrade, Divino das Laranjeiras, Engenheiro Caldas, Frei Inocêncio, Pescador e Marilac. A unidade está localizada na Rua Barão do Rio Branco, número 707, Bairro Centro. O telefone para contato é o (33) 3212-5800. 

Quem mora em Coração de Jesus, Juramento, Mirabela, Ponto Chique, São João da Lagoa ou nos outros 16 municípios da microrregião de Montes Claros, no norte do estado, pode procurar o hemocentro da cidade de Montes Claros. A unidade está situada Rua Urbino Viana, número 640, Vila Guilhermina – perto da Prefeitura Municipal. Mais informações pelo telefone (38) 3218-7800. 

Moradores do sul e sudeste de Minas podem procurar o hemocentro localizado no município de Pouso Alegre. Ele atende, sobretudo, Borda da Mata, Congonhal, Gonçalves, Munhoz, Senador Amaral e outras 15 cidades. O endereço da unidade é Rua Comendador José Garcia, número 846, Bairro Centro. O telefone é (35) 3449-9900.

E quem mora em Água Comprida, Araguari, Cascalho Rico, Prata, Veríssimo ou em um dos outros 11 municípios do Triângulo Mineiro, pode procurar o hemocentro regional de Uberaba, que fica Avenida Getúlio Guaritá, número 250, Bairro Abadia, telefone (34) 3074-3200. Há também a opção de ir à unidade de Uberlândia, localizada na Avenida Levino de Souza, número 1845, Bairro Umuarama. O número para contato é o (34) 3088-9200. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemominas.mg.gov.br. 

 

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23/08/2021 03:00h

Apesar disso, o banco de sangue do hemocentro paranaense está estável. Instituição faz apelo também por novos doadores de medula óssea

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As doações no Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) tiveram uma queda de cerca de 40% devido à pandemia da Covid-19. De acordo com a instituição, a redução afeta diretamente o atendimento dos hospitais públicos e privados, que dependem do banco de sangue. Para mobilizar os paranaenses a doarem sangue, a rede Hemepar conta com o Hemocentro Coordenador, localizado em Curitiba, e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais.

O Paraná tem quatro hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Guarapuava, Cascavel, Maringá e Londrina. Essas unidades também recebem candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, o Hemepar indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade.

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

De acordo com dados do Redome, o Paraná possui mais de 555 mil candidatos à doação de medula óssea. A diretora-geral do Hemepar, Liana Andrade, explica que a probabilidade de um paciente com doenças hematológicas, como leucemia e linfomas, de encontrar um doador compatível é de uma a cada 100 mil, em alguns casos é de uma a cada um milhão. 

“É muito importante ter esse cadastro de doadores, tanto de sangue como de medula óssea. O doador de medula é efetivamente a cura para alguém. Já o doador de sangue ajuda terapeuticamente alguém. O sangue, dois dias depois da doação, está totalmente refeito”, acrescenta Liana.

Ela ainda acrescenta que o Hemepar é responsável por atender à demanda hospitalar de 385 hospitais públicos, privados e filantrópicos, além de atender 92,8% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná. A diretora destaca que o sangue é insubstituível e essencial para a vida humana. Por isso, a importância de ser um doador regular. 

“Não existe uma medicação ou uma forma de conseguirmos sangue para aqueles que precisam. A doação de sangue é um gesto sublime de amor ao próximo, porque você não sabe para quem está doando. Quando você vem a um hemocentro e estende seu braço e doa o seu sangue, você pode estar doando para uma criança, um idoso, para uma mulher, um homem, para a raça que for e a religião que for,.”, emociona-se Liana Andrade.

Atendimento regional

O hemocentro regional de Guarapuava, centro-sul paranaense, atende a 17 municípios. Entre eles, Campina do Simão, Foz do Jordão, Laranjeiras do Sul, Pinhão e Turvo. O endereço da unidade é Rua Afonso Botelho, número 134, bairro Trianon. O telefone (42) 3622-2819.

Já a unidade de Cascavel, oeste do estado, fica mais próxima de Catanduvas, Diamante do Sul, Ibema, Nova Aurora, Santa Lúcia e outras 11 cidades. O hemocentro está localizado na Rua Avaetés,  número 370, Santo Onofre, telefone (45) 3226-4549. 

Quem mora em Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi pode se dirigir até o hemocentro regional de Maringá, no norte do Paraná. O endereço é Avenida Mandacaru, número 1600, e o telefone (44) 3011-9194. 

Os moradores dos municípios de Cambé, Ibiporã, Pitangueiras, Rolândia e Tamarana, podem comparecer na unidade do Hemepar em Londrina, também na região norte. O polo fica na Rua Claudio Donizeti Cavalliere, número 156, Jardim Aruba. O telefone é o (43) 3371-2218. 

Braço Solidário

O analista de vendas Moacir Petransky, 49 anos, mora em Colombo, na região metropolitana de Curitiba. Ele doou medula óssea em novembro de 2016 depois de esperar 10 anos para encontrar um receptor compatível. Moacir conta que precisou sair do Paraná e viajar mais de 800 quilômetros até Barretos, interior do estado de São Paulo, para mudar a história de um jovem do Rio Grande do Norte que estava em tratamento contra um câncer.

“Eu saí do hospital no dia da doação muito feliz. É um momento muito mágico da minha vida, pois fui escolhido entre um a cem mil. Um médico me perguntou: ‘Moacir você tem noção que se você ir 10 vezes no estádio do Maracanã lotado e alguém perguntar se tem alguém compatível com fulano de tal e só você levantar a mão? Tem ideia do que significa  isso?’ Aquilo me motivou muito a fazer, porque isso mostra o quanto a gente é especial na vida de alguém.”

A técnica em óptica, Carla Morbeque, 41 anos, mora no bairro Jardim Amélia, em Pinhais, e também doou medula óssea. Ela conta que sempre teve o desejo de se tornar doadora. Para Carla, a sensação de poder contribuir para salvar a vida de uma pessoa é de dever cumprido. 

“Saber que eu mudei a história de uma pessoa que não é da minha família não tem preço. É como se tivesse uma parte de mim nessa outra pessoa. Eu doei em vida, eu dei amor em vida, eu amei o próximo sem saber quem é, sem saber da onde que é, só querer mesmo transformar a vida de alguém. Isso não tem preço."

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue e medula óssea é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue e medula óssea no Paraná

Além dos hemocentros regionais, os voluntários à doação de sangue e medula óssea no estado podem procurar os hemonúcleos, unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios de Curitiba, Ponta Grossa, Pato Branco, Francisco Beltrão, Foz do Iguaçu, Campo Mourão, Umuarama, Paranavaí, Apucarana, Paranaguá, Irati, União da Vitória, Cianorte, Cornélio Procópio, Jacarezinho, Toledo e Telêmaco Borba. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemepar.pr.gov.br.

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19/08/2021 03:00h

Com os estoques do banco de sangue em 20% abaixo do ideal, o Hemorio convoca a população para aderir ao gesto de solidariedade. Além da capital, o hemocentro possui unidades de coleta do material em 15 municípios. A instituição também apela por mais doadores de medula óssea

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O Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti  (Hemorio) está com os estoques de sangue 20% abaixo do ideal. Para mobilizar os cariocas e fluminenses a doarem sangue, a rede Hemorio conta o Hemocentro Coordenador, localizado na capital fluminense, e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais. 

O Rio de Janeiro tem cinco hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Niterói, Vassouras, Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes e Cabo Frio. O estado também possui dois locais para o cadastramento de doadores voluntários de medula óssea. 

O Hospital Pedro Ernesto, que está localizado na Vila Isabel, capital carioca, e o Instituto Nacional do Câncer (INCA), que fica na Praça Cruz Vermelha. Para doar medula, o primeiro passo é procurar um desses locais e fazer um teste para averiguar o tipo sanguíneo e a compatibilidade. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), Inca, órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

De acordo com o Hemorio, o Rio de Janeiro possui cerca de 105 mil doadores de sangue, o que corresponde a 1,54% da população. O percentual está longe da meta preconizada pela Organização Mundial da Saúde, que recomenda que pelo menos 3% da população seja doadora. Em relação ao cadastro de medula, o estado tem aproximadamente 340 mil candidatos a doação.
 
O diretor do hemocentro, Luiz Amorim, lembra que o sangue é insubstituível para a vida humana. Ele ajuda pacientes que sofrem de doenças graves, como a leucemia e anemia falciforme, por exemplo. Além de servir de apoio para procedimentos médicos e cirúrgicos. Amorim faz um apelo para que os cidadãos fluminenses e cariocas doem sangue e ajudem a salvar vidas.
 
“Essa pandemia causou um impacto muito grande no serviço de hemoterapia do Brasil e do Rio de Janeiro. Os hospitais hoje estão muito cheios, não só com pacientes com Covid-19, mas com outras doenças. Além de cirurgias, traumas e acidentes. Então, tudo isso aumenta a necessidade de sangue e faz com que precisamos como nunca da solidariedade do povo carioca e fluminense.”

Atendimento regional

O hemocentro regional de Niterói atende, sobretudo, 15 municípios da região metropolitana da capital carioca. Entre eles, estão: Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Queimados. A unidade está localizada na Rua Marquês do Paraná, número 330, centro. O telefone para contato é o (21) 2629-9063.

Quem mora nas cidades de Engenheiro Paulo, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Paty do Alferes, pode procurar o hemocentro de Vassouras. Ele fica na Rua Vicente Celestino, número 201, bairro Madruga. O número para contato é o (24) 2471-8141. 

Já os moradores de Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto podem procurar o hemocentro da região Serrana. O endereço da unidade é Rua General Osório, 324, no centro de Nova Friburgo. Mais informações pelo número (22) 2523-9000.

O hemocentro de Cabo Frio, na baixada litorânea, está mais próximo de seis municípios, como Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e Saquarema. A unidade está situada na Rua Barão do Rio Branco, número 88, bairro Passagem. O telefone para contato é o (22) 2644-5076.

A unidade regional de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, atende as cidades de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. O hemocentro fica na Rua Rocha Leão, 2, bairro Caju, telefone (22) 2737-2500.

Braço solidário

A advogada Valéria Esteves, 63 anos, mora em Copacabana e é doadora de sangue regular há 25 anos no Hemorio. Ela conta que inicialmente começou a doar hemácias. Logo depois, passou a doar plaquetas. Hoje, ela doa sangue uma vez por mês e já soma mais de 200 doações. 

“É importante doar sangue porque existem pessoas que precisam de sangue todo dia, como é o caso dos pacientes hemofílicos e com leucemia. Além das pessoas, que fazem operações todos os dias e necessitam, os bancos de sangue dos hospitais precisam ter uma cota boa para poder acolher e realizar com satisfação essas operações.”

Valéria também se cadastrou para ser doadora de medula óssea e aguarda ser chamada para realizar a doação. “A doação pode ajudar as pessoas, levar conforto e vida para muitas pessoas. O sangue é vida, é de graça e não custa nada doar”, acrescenta a advogada. 

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue no Rio de Janeiro

Além dos hemocentros regionais, os voluntários à doação de sangue e medula óssea no estado podem procurar as unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios Rio Bonito, São Gonçalo, Angra dos Reis, Resende, Barra Mansa, Volta Redonda, Teresópolis, Itaperuna e Macaé. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemorio.rj.gov.br.

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19/08/2021 03:00h

Instituição também espera por mais voluntários para doação de medula óssea

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O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) está com dificuldades para manter os estoques do banco de sangue abastecidos. De acordo com a instituição, as doações tiveram uma queda de 30% com a pandemia.  Para mobilizar os piauienses a doarem sangue, a rede Hemopi conta o Hemocentro Coordenador, localizado em Teresina e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais. 

O Piauí tem três hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Floriano, Picos e Parnaíba. Essas unidades também recebem candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, o Hemopi indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Atualmente, o Hemopi possui 200 mil pessoas cadastradas para doação de sangue. Em relação ao cadastro de medula óssea, o Redome estima que o estado tenha 94.121 candidatos. Apesar de o indicador parecer positivo, é preciso que o número seja ampliado para atender toda a população piauiense com segurança. 
Jurandir Martins, diretor geral do Hemopi, explica que, no ano passado, primeiro ano da Covid-19 no país, as doações tiveram uma redução de 30% no Piauí.  

“Com isso culminou com o nosso estoque de sangue insatisfatório para atender a toda a demanda hospitalar. Ainda mais considerando que aqui no Piauí nós somos o único hemocentro e temos que por necessidade atender toda essa demanda hospitalar, tanto da rede pública como parte da rede privada.”

Jurandir ainda ressalta que o hemocentro tem tomado todas as medidas de contenção do novo coronavírus. E, ao contrário do que muita gente pensa, doar sangue em meio a pandemia é seguro e não apresenta risco de contaminação da doença. 

“Sabemos que a própria população está neste momento com receio de sair de casa devido ao alto poder de disseminação do coronavírus. Porém, nós redobramos os cuidados evitando aglomerações, disponibilizando álcool em gel por todo o ambiente e cumprindo o distanciamento nas salas de coleta onde foi reduzido o número de cadeiras”, explica ele.

Atendimento regional

O hemocentro regional de Parnaíba, no litoral piauiense, atende a 14 municípios. Entre eles,  Cajueiro da Praia, Ilha Grande, Luís Correia, Piracuruca e São José do Divino. A unidade está localizada na Praça Antônio Monte, sem número, Centro. O telefone para contato é o (86) 3321-2854.

Já a unidade de Picos, no sudeste do estado, fica próxima de 19 cidades como, por exemplo, Geminiano, Paquetá, Colônia do Piauí, São João da Canabrava, Bocaina e Oeiras. O hemocentro está situado na Praça Antenor Neiva, sem número, Bairro Bomba. Para informações, ligue (89) 3421-0704.

Quem mora em Guadalupe, Canavieira, Pavussu, Juremenha, São Miguel do Fidalgo e outros seis municípios da região sudoeste do Piauí, podem se dirigir até o hemocentro de Floriano. O endereço da unidade é Rua João Dantas, número 1161, Bairro Manguinha. O telefone para contato é o (89) 3522-2020.

Braço solidário

A nutricionista Camila Guedes, 33 anos, mora em Teresina e doa sangue regularmente no Hemopi. Em 2015, ela também se cadastrou no Redome para ser doadora de medula óssea. Três anos depois do cadastro, foi chamada para realizar a sua primeira doação. 

“Me ligaram dizendo que tinham encontrado um paciente que eu era compatível e que eu poderia ajudá-lo. Então, começaram os processos de exames para avaliar meu estado de saúde e em março de 2018 eu fiz a doação de medula óssea”, conta a nutricionista.

Camila lembra que a probabilidade de um receptor encontrar um doador compatível dentro do Brasil é de uma a cada 100 mil. Já fora do país, a chance é ainda menor, uma a cada um milhão. E ela teve sorte de ser compatível com um paciente que morava a mais de sete mil quilômetros do Brasil. 

“Eu fiz a doação para um paciente que mora nos Estados Unidos. Atualmente, eu o conheço e ele está bem. Depois de três anos e alguns meses de doação ele segue bem no tratamento, está bem saudável e aproveitando esse momento com a família. Então, a maior importância da doação é ver o seu próximo bem.”

Danielle Nobre de Sousa, 40 anos, mora no bairro Tabuleta, na capital piauiense. A administradora também é doadora de carteirinha. Ele comparece ao hemocentro três vezes ao ano para doar sangue. Além disso, está na fila do Redome à espera de um receptor compatível para fazer a doação de medula. 

“Eu ainda não tive a sorte de doar medula óssea. Mas eu sei que é um procedimento simples, o SUS banca toda a viagem, a cirurgia e os profissionais são preparados. Todo o processo é com anestesia e é indolor. E você vai fazer um bem tão grande para o próximo. Eu acho que todo mundo deveria fazer isso. Nós nunca sabemos quando será a gente ou alguém que a gente ama precisando.”

Doação de Sangue

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.” 
 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois um lanche é servido aos doadores. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemopi.pi.gov.br.

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19/08/2021 03:00h

Instituição pede para a população aderir à doação de sangue e medula óssea

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Com a pandemia da Covid-19, a Fundação Centro de Hemoterapia e Hematologia do Pará (Hemopa) registrou uma queda de 11% nas doações de sangue. Para mobilizar os paraenses a doarem sangue, a rede Hemopa conta com o Hemocentro Coordenador, localizado em Belém e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais.

O Pará tem três hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Castanhal, Santarém e Marabá. Essas unidades também recebem candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, o Hemopa indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Apesar da redução causada pela pandemia do novo coronavírus, o presidente da instituição, Paulo Bezerra, afirma que o banco de sangue conseguiu manter os estoques bem abastecidos. No primeiro semestre deste ano, aproximadamente 46 mil doadores já passaram pela hemorrede, o que corresponde a 15% a mais do que as doações registradas no mesmo período de 2020.  

“Nós temos mantido uma regularidade na doação graças ao incentivo junto a toda população paraense e a conscientização sobre a importância desse ato de solidariedade. Temos mantido várias campanhas internas, caravanas, parcerias com instituições públicas e privadas que ajudaram a manter os estoques.”

Ainda de acordo com o presidente, o Pará possui mais de um milhão de candidatos a doação de sangue cadastrados na hemorrede. Em relação ao cadastro de medula óssea, a instituição já encaminhou cerca de 140 mil cadastros para o Redome. Paulo explica que esse número precisa ser ampliado para atender toda a população com segurança. Ele faz um apelo para que os cidadãos façam o cadastro e ajudem a salvar vidas. 

“O sangue é um produto que você não encontra em lugar nenhum, somente no braço de cada ser humano. Então, peço sempre para que a doação de sangue vire uma rotina na vida de cada um. A gente faz esse apelo para que não seja apenas uma única doação, mas que doe com regularidade para mantermos os estoques e atender toda a demanda hospitalar.” 

Atendimento regional

O hemocentro localizado em Castanhal, na região metropolitana de Belém, atende, principalmente, a quatro municípios, como Bujaru, Inhangapi, Santa Izabel do Pará e Santo Antônio do Tauá. A unidade está localizada na Rua Travessa Floriano Peixoto, Alameda Rita de Cássia, Conjunto Maria Alice, casas B-2 e B-3. O telefone é o (91) 3412-4400.

Já o hemocentro de Santarém, situado na região do baixo amazonas, fica próximo de sete cidades. Entre elas, estão: Alenquer, Prainha, Monte Alegre, Curuá e Placas. A unidade está localizada na Avenida Frei Vicente, número 696, entre as Alamedas 30 e 31 (Aeroporto Velho). Os telefones para contato são os (93) 3524-7550/3524-7560.
 
Quem mora nos municípios de Palestina do Pará, Brejo Grande do Araguaia, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia, pode procurar o hemocentro regional de Marabá, que fica no sudeste paraense. O endereço da unidade é Rod. Transamazônica, Quadra 12, S/N (Agrópoli do INCRA), telefones (94) 3324-1096/3312-9150.

Braço solidário

O técnico em segurança do trabalho Alan Costa, de 39 anos, mora no bairro da Pedreira, na grande Belém, e é doador de sangue e hemácias há quase 20 anos. Ele conta que comparece ao hemocentro entre três a quatro vezes ao ano para doar. Já são mais de 72 doações. 

“A doação de sangue é tão importante porque ajuda a salvar vidas. E é tão simples que não leva muito tempo, não te prejudica em nada e você consegue ajudar até quatro pessoas a lutarem por suas vidas. Então, para mim é uma caridade de fator inestimável.”

No ano passado, Alan doou plasma para ajudar em pesquisas científicas sobre um potencial tratamento de pacientes doentes pela Covid-19.  Ele também se cadastrou no Redome para ser doador de medula óssea e aguarda ansiosamente para encontrar um receptor compatível. 

“Sempre tem alguém que está em um leito do hospital querendo retornar para a sua vida normal, principalmente agora nessa situação da Covid em que a gente percebeu a fragilidade humana e o quanto as pessoas são importantes e significativas para gente.  Então, doando você está construindo um elo para vida ajudando pessoas a voltarem aos seus entes queridos.” 

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”
 

Onde doar sangue e medula óssea no Pará

Além dos hemocentros regionais, os voluntários à doação de sangue e medula óssea no estado podem procurar os hemonúcleos, que ficam nos municípios de Capanema, Tucuruí, Abaetetuba, Redenção e Altamira. A população também pode se dirigir até as unidades fixas nos shoppings da capital paraense ou até uma unidade móvel, quando essas estão em campanha. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e, depois, um lanche é servido. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemopa.pa.gov.br.

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18/08/2021 14:00h

Estoques do hemocentro estão em situação crítica, com apenas o tipo sanguíneo AB negativo em nível estável. Hemope também faz apelo por novos cadastros para doação de medula óssea. Com a pandemia da Covid-19, houve uma queda de 5,5% nas doações

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As doações de sangue na Fundação Hemocentro de Pernambuco (Hemope) tiveram, com a pandemia da Covid-19, uma queda de 5,5%. De acordo com a instituição, os estoques do banco de sangue estão em situação crítica, com apenas o tipo sanguíneo “AB negativo” em nível estável. Para mobilizar os pernambucanos a doarem sangue, a rede Hemope conta o Hemocentro Coordenador, localizado em Recife e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais.
 
Pernambuco tem cinco hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Garanhuns, Petrolina, Caruaru, Serra Talhada e Ouricuri. Essas unidades também recebem candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, o Hemope indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade.
 
Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

O Hemope é responsável pela demanda  de transfusão de toda a rede pública de saúde de Pernambuco. De acordo com a entidade, o estado possui cerca de 270 mil candidatos à doação de sangue, o que corresponde a aproximadamente 3% da população. Em relação ao número de doadores cadastrados para doação de medula óssea, o Redome aponta o quantitativo de 150 mil. 

A gerente do Hemope de Recife, Lésbia Sitcovsky, lembra que o sangue é insubstituível e essencial para salvar vidas. Além de tratar terapêuticamente pacientes com doenças hematológicas e oncológicas, também é fundamental para procedimentos médicos e cirúrgicos. 

“Não tem como substituir o sangue por nada que possa comprar ou fabricar. Então, a doação de sangue é o que vai salvar vidas. Apesar da pandemia ter reduzido a demanda, já que muitas cirurgias eletivas foram suspensas, por outro lado têm as pessoas com patologias crônicas como o câncer, que sofreram acidente, e até pacientes com a própria Covid, que precisam de transfusão sanguínea. Então, a doação de sangue é uma coisa que não pode parar e que precisa se manter efetivamente.”

A gerente destaca ainda a importância de ter doadores regulares para manter os estoques da hemorrede sempre abastecidos. O ideal é que os homens doem sangue quatro vezes ao ano, enquanto as mulheres podem doar no máximo até três vezes. A gerente pede para as pessoas que estejam em bom estado de saúde e dentro dos critérios de doação, para que se mobilizem e doem sangue e medula.  
 
“É importante que, quando você der entrada no hospital, tenha sangue disponível para te atender. Mas para isso é preciso que alguém tenha doado quatro ou cinco dias antes para que ele esteja pronto para você usar. Por isso, é muito importante que um banco de sangue tenha uma quantidade de doador fidelizado e preocupado com a saúde do outro. Então, seja um doador de sangue e repita esse ato sempre que puder e tiver com a saúde em dia”, explica Lésbia Sitcovsky.

Atendimento regional

O hemocentro regional de Caruaru, no agreste pernambucano, atende a 15 municípios. Entre eles, Alagoinha, Bezerros, Gravatá, Pesqueiro, Riacho das Almas e São Caetano. A unidade está localizada na Av. Oswaldo Cruz, sem número, Maurício de Nassau. O telefone para contato é o (81) 3719-9565.

Moradores de Caetés, Jurema, São João, Terezinha, Lagoa do Ouro e outras 15 cidades que compõem a microrregião de Garanhuns, podem procurar o hemocentro do município de Garanhuns. A unidade fica na Rua Gonçalves Maia, sem número, Heliópolis. O número para contato é o Fone: (87) 3761-8520.

Já o hemocentro de Petrolina, na região do São Francisco de Pernambuco, está próximo de sete municípios, como, por exemplo, Cabrobó, Lagoa Grande, Dormentes, Terra Nova e Santa Maria de Boa Vista. A unidade está localizada na Rua Joaquim Godoy, sem número, Centro. O telefone para contato é (87) 3831-9321.

Quem mora na região de Araripina, que é composta por dez municípios, como Exu, Santa Cruz, Trindade, Granito e Santa Filomena, podem procurar o hemocentro de Ouricuri. O endereço da unidade é Rua Ulisses Guimarães, sem número, Centro, telefone (87) 3874-4890.

E os residentes dos 17 municípios da região do Pajeú, que engloba cidades como Flores, Brejinho, Solidão, Triunfo e Carnaíba, podem procurar o hemocentro regional da Serra Talhada. A unidade está na Rua Joaquim Godoy, sem número, Centro. O número para contato é o (87) 3831-9321.

Braço solidário

Luciano Teles, 45 anos, mora no bairro Casa Amarela, na capital pernambucana, e é doador de sangue regular no Hemope. Desde os 18 anos, o produtor de eventos comparece à instituição para doar plaquetas. Em 2019, ele também se cadastrou no Redome para ser candidato à doação de medula óssea. 

“Como sou doador de plaqueta e achava que, como eu era cadastrado nesse tipo de doação diferenciada, já era cadastrado também no Redome como doador de medula óssea. Porém, em 2019, é que eu fui fazer uma confirmação para ver se realmente era cadastrado e se já tinha aparecido algum paciente compatível. Mas não estava cadastrado e então eu fiz o meu cadastro”, conta ele.

Seis meses depois chegou a confirmação. Luciano encontrou um receptor compatível. A sua primeira doação de medula aconteceu em dezembro de 2020. Ele conta que todo o procedimento foi rápido e a recuperação foi bem tranqüila. Para o pernambucano, a importância da doação de medula é saber que está salvando uma vida. 

“Com um pouco do seu sangue você pode está dando esperança não só para alguém, mas para uma família inteira. Levar esperança de cura para alguém não tem preço. A sensação de ser compatível e de salvar uma vida é o mesmo que a gente ganhar na loteria da vida”, reflete o produtor de eventos.

Doação de sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”
 

Onde doar sangue e medula óssea em Pernambuco

Além das unidades localizadas em Recife, Caruaru, Petrolina, Serra Talhada, Garanhuns e Ouricuri, os voluntários à doação de sangue e medula óssea no estado podem procurar os hemocentros regionais que ficam nos municípios de Arcoverde e Salgueiro. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois um lanche é servido. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemope.pe.gov.br.

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18/08/2021 03:00h

Além da capital, a instituição possui unidades de coleta e cadastro para doação de medula em Mossoró, Pau dos Ferros, Currais Novo e Caicó

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O Hemocentro do Rio Grande do Norte Dalton Cunha (Hemonorte) registrou uma queda de 20% nas doações com a pandemia. De acordo com a instituição, os estoques do banco de sangue estão em níveis críticos. Para mobilizar os potiguares a doarem sangue, a rede Hemonorte conta com o Hemocentro Coordenador, localizado em Natal e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelos hemocentros regionais.

O Rio Grande do Norte tem dois hemocentros regionais, que ficam nos municípios de Mossoró e Caicó. Essas unidades também recebem candidatos à doação de medula óssea. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue e aumentar o número de doadores de medula, o Hemonorte indica que os voluntários devem procurar o hemocentro regional mais próximo e permitir uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

De acordo com o diretor-geral do Hemonorte, Rodrigo Villar, a pandemia teve um impacto significativo nas doações no estado. Foram coletadas cerca de 50 mil bolsas de sangue, em 2019, e aproximadamente 35.500 em 2020. 

“Ano passado foi um ano difícil e teve uma queda expressiva no número de doações. Tivemos meses com menos 50% de doações. Aparentemente, este ano está melhor, pois a população voltou a circular mais e frequentar o banco de sangue. Mais de 18.500 bolsas de sangue foram coletadas entre janeiro e junho.”

Ainda segundo o diretor, o Hemonorte possui 81.510 candidatos a doação de medula óssea e 482.278 para doação de sangue. Em relação à doação de hemácias, ele explica que nem 10% desses doadores são regulares. Por isso, ele reforça a importância da doação regular para manter os estoques abastecidos e atender toda a demanda hospitalar do estado com segurança.

“A doação de sangue é um ato de cidadania onde nós devemos adquirir a consciência de prestar esse serviço à comunidade a qual vivemos. Um dia todos nós vamos precisar de sangue pois faz parte do nosso envelhecimento. Então, mais que solidariedade, doação de sangue é compromisso com a sociedade.”

Atendimento Regional

O hemocentro regional de Mossoró, no oeste potiguar, atende, sobretudo, os municípios de Areia Branca, Baraúna, Grossos, Serra do Mel e Tibau. A unidade está localizada na Rua Projetada, sem número, Bairro Aeroporto. O telefone para contato é o (84) 3315-3424. 

Já a unidade de Caicó, na região central do Rio Grande do Norte, fica próxima de seis cidades, como Jardim de Piranhas, São Fernando, Ipueira, São João do Sabugi e Serra Negra do Norte. O endereço do hemocentro é Rua Renato Dantas, número 455, Centro. Mais informações no número (84) 3421-6120. 

Braço solidário

Tatiana Fernandes, 25 anos, é estudante de fisioterapia e mora no bairro Planalto, em Natal. Ela conta que doa sangue regularmente desde 2018. Neste ano, completou oito doações com as quais ajudou a mudar o destino de 32 pacientes.  

“A doação de sangue consegue salvar até quatro vidas e, às vezes, não é nem o sangue diretamente, mas os componentes do sangue com as plaquetas, as hemácias e outras substâncias que compõem o sangue”, explica Tatiana. 

A estudante também se cadastrou para ser doadora de medula óssea e aguarda ser chamada pelo Redome para fazer o transplante. Ela disse que tomou a decisão de doar medula devido à dificuldade que os pacientes têm de encontrar um doador compatível. 

“Há pessoas que estão à espera de aparecer pessoas que sejam compatíveis com elas nacionalmente e também internacionalmente. São pessoas com doenças graves, com alterações fisiológicas e estão esperando até hoje pessoas que tem compatibilidade, mas que não estão no banco de dados. Por isso a importância de se cadastrar, não é fácil achar pessoas que sejam compatíveis e o compatível pode ser você.”

Doação de Sangue

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue e medula óssea no Rio Grande do Norte

Além dos hemocentros regionais, os voluntários à doação de sangue no estado podem procurar as unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios de Currais Novo e Pau dos Ferros. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois um lanche é servido aos voluntários. Isso tudo leva em média 40 minutos.
 
Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.
 
Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.
 
Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemonorte.rn.gov.br.

 

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18/08/2021 03:00h

Segundo a instituição, há necessidade de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “B negativo” que está em nível crítico. Hemocentro também faz apelo por mais doadores de medula óssea, já que quantidade atual é pequena

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O banco de sangue de Mato Grosso precisa de doações. De acordo com o MT- Hemocentro, há necessidade do tipo sanguíneo “B negativo” que está em nível crítico. Para mobilizar os mato-grossenses a doarem sangue, o MT- Hemocentro conta o Hemocentro Coordenador, localizado em Cuiabá e, também, com uma estrutura descentralizada, composta pelas Unidades de Coleta e Transfusão, a UCTs.

Mato Grosso tem 15 UCTs. Entre elas, estão: Água Boa, Juara, Mirassol D’Oeste e Rondonópolis. Com o objetivo de abastecer o banco de sangue, o MT - Hemocentro indica que os voluntários devem procurar a unidade de coleta mais próxima. 

O órgão também faz um apelo por mais doadores de medula óssea. Nesse caso, pede que os voluntários se dirijam ao Hemocentro, que fica em Cuiabá. Lá, será feita uma pequena coleta de sangue para averiguação do tipo sanguíneo e da compatibilidade. 

Logo depois, o cadastro é repassado para o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), do Instituto Nacional do Câncer (Inca), órgão nacional responsável pelo gerenciamento das informações do doador e do paciente. Caso haja compatibilidade, o Redome entrará em contato com o doador para retirada das células.

Coordenação estadual

Segundo a diretora-geral do MT- Hemocentro, Gian Carla Zanela, o número de candidatos à doação de sangue em Mato Grosso chega a 24.224 pessoas. Apesar de o número ser positivo, a diretora ressalta que o quantitativo não é suficiente para atender com segurança a população do estado, que já passa de três milhões de pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“É importante você doar sangue, porque, com esse gesto, vai estar salvando vidas. Então, nós precisamos dos doadores de sangue para que a gente consiga salvar a vida de tantas pessoas que precisam, pois o sangue não tem substituto”

Em relação ao cadastro de medula óssea, Zanela afirma que o estado possui cerca de 70 mil candidatos. No entanto, ela explica que é preciso muito mais, já que a chance de o paciente encontrar um doador compatível é de uma a cada 100 mil. Em alguns casos, a probabilidade é de uma a cada um milhão. 

“Mato Grosso por ter uma diversidade de raças muito grande, ou seja, uma miscigenação bastante interessante, há uma riqueza genética muito boa. Então, é fundamental que as pessoas façam esse cadastro e doem”, completou a diretora. 
Atendimento regional

A unidade de coleta de Água Boa, no nordeste do estado, fica próxima de sete municípios. Entre eles, estão Canarana, Nova Nazaré, Novo São Joaquim, Querência e Santo Antônio do Leste. O polo está localizado na Rua 16, número 349, Bairro Centro e o telefone para contato é o (66) 3468-5510.

Quem mora em Nova Maringá, Novo Horizonte do Norte, Porto dos Gaúchos, São José do Rio Claro e Tabaporã, pode procurar a unidade de Juara, no norte mato-grossense. O endereço é Rua João Pessoa, número 600, Bairro Centro, telefone (66) 3556-1122. 

Já a unidade de Mirassol D’Oeste, na região sudoeste de Mato Grosso, atende, sobretudo, 12 municípios como Jauru, Rio Branco, Salto do Céu, Araputanga e Reserva do Cabaçal. A unidade está situada na Rua Prof. Odílio Barbosa da Silva, número 1332, Bairro Jardim. O contato é o (65) 3241-4675.

E a unidade de Rondonópolis, sudeste do estado, fica próxima de sete cidades. Entre elas, estão Itiquira, Jaciara, Pedra Preta, São José do Povo e Dom Aquino. O endereço é Rua Rio Branco, número, 2.802, Bairro Jardim Santa Marta. Contato: (66) 3426-9848 e (66) 3426-9505. 

Braço solidário 

A transfusão sanguínea e o transplante de medula óssea podem significar a cura para muitos pacientes com doenças oncológicas, hematológicas ou que irão passar por cirurgias eletivas ou de emergência. É o caso da estudante Samara dos Santos, 16 anos, que mora em Rondonópolis, Mato Grosso. 

Ela foi diagnosticada aos 11 meses de idade com anemia falciforme, uma doença que altera o formato dos glóbulos vermelhos e que os impede de transportar o oxigênio, além de aumentar o risco de  obstrução dos vasos sanguíneos e provocar dores severas no paciente. 

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a única cura possível para a anemia falciforme é o transplante de medula. E Samara teve a sorte de encontrar em casa um doador compatível. 

“Eu nasci com a doença e convivi com ela até meus 15 anos, onde eu tive a oportunidade de fazer o transplante de medula óssea doada pela minha irmã, alcançando, assim, a tão sonhada cura”

A irmã da estudante, Nayellen dos Santos, 23 anos, disse que as duas tiveram que viajar para Ribeirão Preto, interior de São Paulo, para realizar o transplante. Ela garante que o todo o procedimento foi totalmente indolor. Para Nayellen, doar medula óssea foi a maior realização da sua vida. 

“É extremamente gratificante você poder salvar uma vida fazendo tão pouco, porque o procedimento é tão simples. E o sentimento de poder doar é maravilhoso. Você poder dar chance de vida para uma pessoa é gratificante. Então, doe medula, salve vidas!

Doação de Sangue

Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, garante que doar sangue é possível graças ao SUS. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue em Mato Grosso

Além das unidades de coleta e transfusão em Rondonópolis, Juara, Mirassol D’Oeste e Água Boa, o Hemocentro do Mato Grosso possui polos em 11 municípios. São eles: Cuiabá, Alta Floresta, Barra dos Bugres, Cáceres, Colíder, Juína, Porto Alegre do Norte, Sinop, Sorriso, Primavera do Leste, Tangará da Serra. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e, depois, um lanche é servido. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.
 
Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse saude.mt.gov.br/hemocentro.

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17/08/2021 03:00h

Pandemia da Covid-19 afastou doadores e reduziu em 37% o número de doações no ano passado

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A pandemia do novo coronavírus afastou muitos doadores dos bancos de sangue e fez com que os registros de doações caíssem em Mato Grosso. De acordo com o MT- Hemocentro, houve uma queda de 37% no número de bolsas de sangue coletadas em toda a hemorrede: foram cerca de 50.390 unidades, em 2020, ante um pouco mais de 69 mil em 2019, segundo a instituição. A maioria dos estoques de sangue da rede está estável. A preocupação é com os níveis do tipo sanguíneo B negativo, que estão críticos. 

Para doar sangue, o candidato pode se dirigir até o hemocentro coordenador do estado, que está localizado na rua 13 de junho, número 1055, Centro Sul, em Cuiabá. O telefone para contato é o (65) 3623-0044. No entanto, para os moradores de outros locais, há unidades dos hemocentros regionais, que ficam em Água Boa, Alta Floresta, Barra dos Bugres, Barra dos Garças, Cáceres, Colíder, Juara, Juina, Mirassol D’oeste, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, entre outros. 
O número de candidatos à doação em Mato Grosso é de 24.224 pessoas, mas esse quantitativo não é o suficiente para atender todo o estado com segurança.

Gian Carla Zanella,  diretora geral do MT-Hemocentro, faz um apelo para que a população mato-grossense procure o hemocentro e ajude a salvar vidas.  

“Nós temos pacientes em nosso ambulatório com doenças hematológicas que precisam fazer regularmente essa transfusão sanguínea. Precisamos dos doadores de sangue para que consigamos salvar a vida dessas pessoas. Por isso, é fundamental que busquem as unidades de coleta de transfusão em seus municípios e façam essa doação porque doando sangue você está doando vida.”

Gian Carla explica que o medo do novo coronavírus é o principal motivo para os doadores não comparecerem às unidades de coleta. Ela afirma que é seguro doar sangue em meio à pandemia e que o hemocentro tem seguido todas as medidas sanitárias necessárias para contenção da Covid-19.

“A gente verifica a temperatura dos doadores quando faz a triagem. Os profissionais usam equipamento de proteção individual descartáveis e a higienização das cadeiras frequentemente. Depois que uma pessoa doa sangue, a cadeira é higienizada com álcool 70%, para o próximo doador se sentar e doar com segurança”, esclareceu Gian.

Ela também destaca a importância da doação de medula óssea. Mato Grosso possui 68 mil pessoas cadastradas para doação de medula. No entanto, apesar do número ser positivo, a diretora explica que é preciso muito mais, já que a chance do paciente encontrar um doador compatível é de uma a cada 100 mil. 

“Mato Grosso por ter uma diversidade de raças muito grande, ou seja, uma miscigenação bastante interessante, há uma riqueza genética muito boa. É fundamental que as pessoas façam esse cadastro e doem”, completou Gian Carla. 

Exemplo de solidariedade

O servidor público Marcelo Augusto Modesto, 59 anos, mora no bairro Boa Esperança, na capital mato-grossense. Ele conta que começou a doar sangue na década de 80. A sua primeira doação partiu de um convite de um desconhecido. Na época, ele era militar e se deparou com um pedido de ajuda de um filho para salvar a vida do pai que estava hospitalizado. 

“Ele perguntou se eu gostaria de ajudar a salvar a vida do pai dele. Nunca havia doado até aí, mas senti a imensa obrigação de auxiliar o próximo. E a partir de então, usei esse ato como de costume em minha vida”, contou. 

De lá para cá, Marcelo não parou mais de contribuir com os estoques do hemocentro de Cuiabá. Hoje, ele faz doações de plaquetas 12 vezes ao ano. Para incentivar ainda mais pessoas a aderirem o gesto de solidariedade, ele lançou em 2020 o projeto “Doadores nota 1000” em parceria com o MT- Hemocentro. O objetivo era conseguir, no mínimo, mil doações no mês de dezembro, quando as doações tendem a cair devido às festas de fim de ano.

“No mês de dezembro a procura de sangue aumenta e de doadores diminui. É um incentivo para que durante esse mês as pessoas façam a doação de sangue antes de entrarem de férias e se fidelizem ao MT hemocentro. A ideia é você cadastrar novos doadores e fidelizar durante o ano todo”, disse Marcelo. 

Em dezembro de 2020, o projeto conseguiu alcançar a meta e contabilizou 1.142 doações. Neste ano, o objetivo é coletar 1.500 bolsas de sangue, tendo em vista que no ano passado, 1.490 pessoas se candidataram a doação e desse número somente 1.442 seguiam os critérios e conseguiram doar. 

“Eu não consigo dizer quantas vezes eu já doei sangue, mas o que fica bem caracterizado para mim é que cada vez que eu vou ajudar o próximo sinto que estou sendo ajudado. Nós precisamos ser solidários com outro ser humano, pois fazer o bem faz bem para quem faz”, acrescentou Marcelo.

Marcelo doando sangue (Arquivo pessoal)

Importância da doação regular

A doação é voluntária e pode beneficiar milhares de pessoas, independente do parentesco. De acordo com o Ministério da Saúde, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa.”

Onde doar sangue em Mato Grosso

O MT- Hemocentro possui unidades de coleta espalhadas em 15 municípios. Entre eles, Água Boa, Cuiabá, Garças, Cáceres, Colíder, Juara, Juína, Mirisol D’oeste, Porto Alegre do Norte e Primavera do Leste. 

Procure a unidade mais próxima da sua cidade e doe sangue e medula óssea. Para ser doador, é necessário fazer um agendamento no site da instituição. Também estão sendo realizados agendamentos por meio dos telefones (65) 3623-0044 (ramais 221 e 222) e WhatsApp (65) 98433-0624. Para mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo.

Critérios para doação de sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados, devem esperar o tempo de imunização que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de 3 meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de 2 meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos a doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso. 

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber mais sobre os critérios e restrições para doação de sangue e de medula óssea, acesse o site mthemocentro.saude.mt.gov.br.

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Brasil 61