Doação de sangue

20/09/2022 07:40h

Doar faz mal para a saúde? Quem pode ou não doar? E os vacinados? Hematologista esclarece o que é mito e o que é verdade quando o assunto é doação de sangue

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As doações de sangue tiveram uma queda de mais de 10% no Brasil com a chegada da pandemia. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2019, foram realizadas 3.271.824 coletas. Até o momento, as doações continuam estáveis em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a junho deste ano, o número de bolsas de sangue coletadas foi 1.505.784. Em 2021, foram 1.511.192, e em 2020, 1.444.113. 

O sangue é essencial e insubstituível para a vida humana. Além de tratar terapeuticamente pacientes com doenças crônicas, como a leucemia e a anemia falciforme, ele é utilizado diariamente no tratamento de pessoas que vão passar por procedimentos médicos e cirúrgicos. Com uma única doação é possível salvar até quatro vidas. 

Mas apesar de a maioria dos brasileiros conhecerem a importância da doação de sangue, ainda há muita desinformação e tabus que acabam afastando as pessoas do ato.  Afinal, doar sangue faz mal para a saúde do doador? Pessoas que tiveram Covid-19 podem doar? E os vacinados podem contribuir?

O portal Brasil61.com conversou com a hematologista, Marina Aguiar, e a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, para esclarecer todos os mitos e verdades quando o assunto é doação de sangue. 

“Doar sangue faz mal para a saúde”

Entre os mitos mais comentados sobre a doação de sangue é que o procedimento pode engrossar ou afinar o sangue e até mesmo prejudicar a saúde do doador.
De acordo com a hematologista Marina Aguiar, a afirmação é falsa. A especialista explica que a doação não representa nenhum risco à saúde. Ela afirma que estudos comprovam que doar reduz a viscosidade do sangue, tornando o doador menos propenso a desenvolver doenças cardíacas e câncer.

“Isso ocorre porque, durante esse processo, há uma espécie de limpeza sanguínea, porque o nosso sangue é produzido na medula óssea e renovado a cada três meses. Essa doação vai promover uma renovação das células sanguíneas e, com isso, as células velhas serão renovadas”, explica a médica. 

“O organismo demora para repor o sangue doado”

Mito! O volume coletado não ultrapassa 15% da quantidade de sangue que o doador possui. Esse volume é reposto naturalmente pelo organismo em até 72 horas após a doação. “Essa quantidade retirada não afeta a saúde porque a recuperação é imediata após a doação. Então, é pouco para a pessoa que doa, mas muito para quem vai receber”, diz a hematologista.

“Quem teve Covid-19 não pode doar sangue”

Isso é um mito! Quem teve Covid-19 pode, sim, doar sangue. No entanto, segundo a especialista, é preciso aguardar um mês, após recuperação clínica completa, para poder fazer a doação. “Ou seja, a doação só é permitida se não houver nenhum sintoma ou sequela depois de 30 dias que a pessoa já se recuperou”, esclarece Marina.

Vale lembrar que os vacinados contra o novo coronavírus também precisam esperar um período para poder doar sangue. Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, o prazo vai depender da marca do imunizante. Em relação à vacina contra a gripe, o tempo de inaptidão é de 48 horas.

“Quem recebeu transfusão de sangue pode ser doador de sangue”

Verdade. Quem recebeu transfusão de sangue pode doar sangue, mas precisa
esperar um ano para fazer a doação. “Esse impedimento temporário é necessário para que se tenha certeza de que a transfusão não transmitiu nenhuma doença infecciosa à pessoa que está pretendendo doar o sangue”, explica a médica. 

“Quem doa sangue uma vez é obrigado a doar sempre”

Mito! De acordo com a hematologista, doar sangue não cria dependência no organismo da pessoa e é um ato voluntário, que só depende da vontade de quem doa. Basta aguardar o prazo mínimo de espera. “O retorno é o entendimento de que só nós somos a única fonte de sangue, por isso a importância dessa doação, mas é um ato totalmente voluntário”, afirma Marina. 

“Grávidas não podem doar sangue”

Verdade! Segundo a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, mulheres grávidas e em resguardo não podem doar sangue. “Mas após o período gestacional, em casos de parto normal, a mulher pode doar depois de três meses; em caso de cesariana, após seis meses. Se estiver amamentando, a mulher deve aguardar 12 meses após o parto”, informa o órgão. 

“Pessoas com tatuagens e piercings são impedidas de doar”

Mentira. A especialista explica que quem tem tatuagens e piercings - desde que não seja em locais como área genital ou cavidade oral -, pode doar sangue. “Mas é preciso aguardar um ano após o procedimento para poder fazer a doação. Depois desse período ela [a pessoa] pode ser doador tranquilamente”, esclarece a hematalogista. 

“Quem está fazendo regime para emagrecer não pode doar sangue”

Isso é um mito! De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados, dietas para emagrecimento não impedem a doação de sangue, desde que a perda de peso não tenha comprometido a saúde do doador.

"Fumantes podem doar sangue"

Sim! Os fumantes de cigarro comum podem doar sangue. “Mas é recomendável um intervalo sem fumar de pelo menos 2 horas antes da doação” explicou a coordenação. 

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A importância da doação de sangue

Segundo o Ministério da Saúde, aproximadamente 1,4% da população brasileira doa sangue. Isso representa, em média, 14 doações a cada mil habitantes. O Sistema Único de Saúde (SUS) recebe mais de três milhões de doações por ano. O governo federal, por meio do órgão, incentiva todos os brasileiros a doarem sangue frequentemente, gesto que pode salvar vidas.

“O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, destacou o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

 

Onde doar sangue e medula óssea 

Os voluntários à doação de sangue e medula óssea podem procurar os hemocentros e hemonúcleos regionais, unidades de coleta e transfusão que ficam mais próximas do seu município. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Quem pode doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses entre as doações. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse redome.inca.gov.br.

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Saúde
23/07/2022 18:50h

Organização Mundial de Saúde também anunciou emergência internacional, já que o surto se espalhou rapidamente pelo mundo e os meios de transmissão ainda não foram identificados

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Ainda não há confirmação científica de que o vírus da varíola dos macacos (Monkeypox) seja transmissível por meio de sangue, tecidos, células e órgãos, mas diante do aumento do número de casos em diversos países, a Organização
Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre precauções que devem ser tomadas nas transfusões de sangue.

As principais recomendações da OMS dizem respeito à triagem clínica que é feita com os candidatos à doação:

  • Aqueles que tiveram contato com pessoas ou animais infectados, mesmo sem manifestar sintomas, devem aguardar 21 dias após o contato;
  • Pessoas infectadas não devem doar sangue até que todos os sintomas (como lesões na pele e febre) sejam completamente resolvidos. Além disso, aguardar 21 dias após o surgimento dos primeiros sintomas.

A nota técnica completa pode ser acessada na íntegra no site da Anvisa.

Segundo Bianca Colepicolo, médica veterinária e mestranda em saúde pública, o procedimento é necessário até que se entenda melhor sobre o surto e os meios de transmissão.

“A questão da transfusão de sangue é, sim, uma precaução necessária nesse momento, porque o que se sabe é que qualquer fluído corporal, inclusive nas relações sexuais, transmite o vírus. É mais uma doença que teremos de conviver nos próximos meses”, alerta a médica.

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Emergência Internacional

Neste sábado (23), a OMS declarou a varíola dos macacos uma emergência internacional de saúde. Segundo o diretor-geral da Organização, Tedros Adhanom, uma reunião do comitê de especialistas que analisa a situação do vírus ao redor do mundo não conseguiu chegar a um consenso sobre transformar ou não a doença em emergência internacional, mas o status foi anunciado neste sábado, já que o surto se espalhou rapidamente pelo mundo, por meio de novos modos de transmissão, sobre os quais a organização entende muito pouco.

Cinco situações foram levadas em conta para que a OMS declarasse emergência internacional: crescimento de casos em países que nunca haviam registrado o vírus; critérios do Regulamento Sanitário Internacional para declarar emergência internacional; falta de consenso no comitê de emergência; princípios científicos; e o risco à saúde humana.

Bianca Colepicolo explica que a população deve ficar atenta aos cuidados básicos enquanto se entende melhor sobre a transmissão. “As precauções de higiene são muito importantes. Não conseguimos evitar ter contato com tudo e todos, mas manter as mãos limpas, usar máscaras em ambientes com muita aglomeração, evitar usar a mesma roupa, um sapato que você vem de fora de casa continua sendo uma precaução importante para qualquer tipo de doença viral”, destaca a médica. “Manter uma boa imunidade, manter boa noites de sono e uma alimentação saudável, tudo isso ajuda seu corpo a lidar com essa quantidade enorme de vírus que estamos tendo de conviver.”

Até o momento, já foram registrados 16 mil casos de varíola dos macacos em 75 países. No Brasil, segundo a última atualização do Ministério da Saúde, já são 607 infectados com o vírus. Há registro em 13 estados, além do Distrito Federal. São Paulo concentra a maior parte deles, com 438, seguido de Rio de Janeiro (86) e Minas Gerais (33).
 

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17/06/2022 18:00h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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No episódio desta semana (17), o podcast Giro Brasil 61 alerta sobre o baixo percentual de doadores de sangue no Brasil. Tem informações sobre os repasses do Ministério da Saúde para unidades de UTI-Covid. Câmara aprova projeto que limita alíquotas de ICMS sobre combustíveis. Fique sabendo sobre a parcela da população brasileira atendida pela coleta de lixo domiciliar. E o prazo para entregar a Declaração Anual de Faturamento do MEI.

Quer saber tudo? Aperte o play e confira!

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14/06/2022 18:35h

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é de que este número esteja entre 1% e 3% da população. Ministério da Saúde lançou campanha neste Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta terça-feira (14)

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O Ministério da Saúde lançou a nova Campanha Nacional de Doação de Sangue, com o lema “Você doa e a vida agradece. O João doa e a Fabi agradece”. O evento marcou o Dia Mundial do Doador de Sangue, celebrado nesta terça-feira (14). A ação visa fortalecer a doação em todo o país e sensibilizar a população quanto à importância do ato.

Segundo a secretária de Atenção Especializada à Saúde, Maíra Botelho, o Ministério da Saúde precisou lançar mão de um Plano Nacional de Contingência do Sangue para conseguir manter os estoques de sangue e hemoderivados abastecidos durante a pandemia de Covid-19. A ação envolveu, principalmente, o remanejamento de bolsas de sangue entre unidades da federação. 

Em 2021, a cada mil brasileiros, apenas 14 foram doadores, o que equivale a 1,4% da população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a recomendação é de que este número esteja entre 1% e 3% da população para comportar a demanda em todas as regiões. Entre 2020 e 2021, o Ministério da Saúde registrou um aumento de 2,6% de doadores no SUS e a ideia da campanha é que este número continue crescendo. Este ano, até meados de maio, 732 mil bolsas de sangue foram coletadas no Sistema Único de Saúde.

Em 2022, o ministério investiu R$ 1,8 bilhão nos serviços de hematologia e hemoterapia para a reestruturação da rede, modernização das unidades e qualificação dos profissionais. Segundo o ministro substituto da Saúde, Arnaldo de Medeiros, a Campanha de Doação de Sangue é uma das mais importantes e comoventes de toda uma série de campanhas anuais.

“Creio que passamos dois anos extremamente difíceis por conta da pandemia, mas, não faltou sangue. Não faltou sangue. Isso mostra uma vigilância e uma atenção muito especial, porque só quem precisa efetivamente sabe qual a relevância de não faltar sangue ou hemoderivados para garantir a vida”, pontuou.

Natália Gardine, servidora do Ministério da Saúde, foi uma das pessoas que sentiram a importância da doação de sangue. Ela fez uma cirurgia recentemente, sofreu uma hemorragia severa e precisou de transfusão para sobreviver. 

“O sangue é diferente, ele é único, ele é insubstituível, ele entrava quentinho dentro de mim, eu sentia a vida, de novo, entrando dentro de mim. E foi por causa desse sangue que eu recebi que eu estou aqui hoje. Então, o meu agradecimento muito especial é para as pessoas que doam sangue, sem saber para quem. Hoje é o Dia Mundial do Doador de Sangue, mas todo dia que eu acordo, que eu olho para os meus filhos, eu agradeço a minha vida e agradeço a cada pessoa que doa sangue”, relata.

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Maíra Botelho reforça o caráter altruísta da doação de sangue e explica que o ato é seguro e indispensável para salvar vidas. “Não existe um substituto para o sangue. Não há risco de contrair doenças durante a doação. E o organismo se recupera em 24 horas. Um adulto tem cerca de 5 litros de sangue correndo nas veias e durante uma doação pode-se tirar até 450ml”, destaca a secretária de Atenção Especializada à Saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, uma única doação de sangue pode salvar a vida de até quatro pessoas em situação de emergência.

Como doar

A doação de sangue é um gesto solidário e pode ser feita no hemocentro mais próximo. Podem doar sangue pessoas entre 16 e 69 anos e que estejam pesando mais de 50kg. Além disso, é preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis.

Os procedimentos são simples:

  • Estar alimentado. Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue.
  • Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas.
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para a mulher.
  • O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

As pessoas não podem doar sangue quando: apresentam sintomas de gripe e resfriado; estão no período gestacional e até 12 meses após o parto; ingeriram bebida alcoólica nas 12 horas que antecedem a doação; fizeram tatuagem e/ou piercing nos últimos 12 meses; fizeram extração dentária nas últimas 72 horas; foram expostas a situações de risco acrescido para infecções sexualmente transmissíveis. Demais orientações serão dadas pelos profissionais de saúde do hemocentro.
 

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Covid
24/11/2021 19:15h

Escolha da data é estratégica, pois antecede um período de estoques baixos, a proximidade das férias, de datas comemorativas de fim de ano, carnaval e outros feriados, diz Ministério da Saúde

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A diminuição de 10% no número de doadores por conta da pandemia da Covid-19 e a proximidade das festas de fim de ano dão um peso ainda maior ao Dia Nacional do Doador de Sangue, que será celebrado nesta quinta-feira (25). Por isso, hemocentros e unidades de coleta de todo o país se mobilizam para homenagear os doadores, mas também incentivar novos voluntários a participarem desse ato que salva vidas. 

Segundo as autoridades de saúde, o medo disseminado por conta da Covid-19 foi o fator que mais contribui para queda no número de doadores no ano passado. Por conta disso, alguns hemocentros apresentaram redução crítica no estoque de bolsas de sangue e precisaram acionar o Plano Nacional de Contingência de Sangue. Entre eles as hemorredes do Piauí, Santa Catarina e Rondônia, por exemplo. Dessa forma, o Ministério da Saúde teve que remanejar as bolsas de sangue entre os estados para que não houvesse escassez. 

O hematologista Eduardo Monpecelli destaca que as doações se fazem ainda mais importantes com a proximidade das festas de fim de ano, em que mais pessoas viajam e os acidentes se tornam mais frequentes. “A maioria das pessoas viaja de férias para algum lugar e os hospitais não param. Há também a questão do trauma dos pacientes que podem se acidentar. Aumenta a demanda dos hospitais também em transfusões maciças e algumas transfusões de urgência que podem ser solicitadas”, diz. 

Ele afirma que é seguro doar sangue e apela por novos voluntários. “Quando uma pessoa vem doar, ela pode salvar quatro vidas, porque de cada doação a gente consegue retirar, fracionar, quatro hemocomponentes. Então, a gente faz esse pedido de que esses doadores venham pra que a gente consiga manter sempre os estoques e repor os hospitais”, destaca. 

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Covid e doação de sangue

Segundo o hematologista, não há comprovação científica de que haja contaminação por Covid-19 a partir de transfusão sanguínea. Há apenas uma ressalva: o potencial doador tem que esperar 30 dias após a recuperação para se dirigir a uma unidade de coleta mais próxima. 

Quem já tomou a vacina contra o novo coronavírus também tem que esperar um tempo antes de doar sangue. O intervalo varia de acordo com o imunizante que a pessoa recebeu. Confira abaixo: 

  • CoronaVac - 48 horas
  • AstraZeneca - 7 dias
  • Pfizer - 7 dias
  • Janssen - 7 dias

Biomédica e coordenadora do serviço de hematologia no Hospital Santa Marta, Rita Mejias diz que a pandemia trouxe mudanças no processo para doação de sangue em todo o país. “Medidas preventivas foram incorporadas às rotinas dos hemocentros justamente para atender esses doadores de sangue durante a pandemia. Foram criados protocolos na triagem clínica, onde nós visamos a proteção desse doador: afastamento das cadeiras, distanciamento na fila de cadastro, uso de EPIs, atendendo a todos os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, reforça. 

Para saber qual a unidade de coleta mais próxima de você, acesse o site redome.inca.gov.br/campanhas/hemocentros-do-brasil

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 12.930 casos e 273 óbitos por Covid-19, de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 22 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. Foram vítimas fatais da doença no país 613.339 pessoas. Mais de 21,2 milhões se recuperaram da doença. 

O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,15%. O índice médio de letalidade do País está em 2,8%. 

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,14%
  • SP - 3,47%
  • AM - 3,26%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,82%
  • PA - 2,78%
  • GO - 2,63%
  • AL - 2,63%
  • CE - 2,59%
  • PR - 2,59%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,54%
  • MT - 2,50%
  • RS - 2,42%
  • RO - 2,40%
  • SE - 2,17%
  • PI - 2,17%
  • BA - 2,17%
  • DF - 2,13%
  • ES - 2,13%
  • AC - 2,09%
  • PB - 2,07%
  • RN - 1,97%
  • TO - 1,69%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,59%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.   

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15/09/2021 03:00h

Estoques de sangue atingiram nível crítico na Grande São Paulo. As tipagens O positivo, A positivo, B positivo, O negativo, A negativo e B negativo são as mais procuradas na região

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A Fundação Pró-Sangue acende alerta para as doações de sangue na Grande São Paulo, região metropolitana que abastece 39 municípios, como Osasco, Barueri e Guarulhos. Segundo o Dr. Cássio Giannini, médico responsável pela Pró-Sangue no Hospital Regional de Osasco, o hemocentro está operando com 23% do estoque reduzido.

Ele afirma que todos os tipos sanguíneos são importantes, mas faz apelo para captar mais doadores do sangue tipo O positivo, A positivo, B positivo, O negativo, A negativo e B negativo.

“Nós estamos atravessando um período muito difícil. De uma maneira geral, nós estamos com uma queda de 23% do nosso estoque ideal e isso afeta significativamente os pacientes, porque nós servimos de referência para uma região inteira aqui da grande São Paulo que depende do nosso sangue”, explicou.

Para contornar a queda nos estoques, o hemocentro aderiu à Campanha Nacional de Doação de Sangue em conjunto com o Ministério da Saúde. Segundo o ministro da pasta, Marcelo Queiroga, são realizadas três milhões de doações de sangue por ano na rede do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele destaca a importância da doação regular.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa.”

A Fundação Pró-Sangue está entre os cinco maiores bancos de sangue da América Latina e é centro de referência da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS). O hemocentro atende cerca de 100 instituições públicas da rede estadual de saúde, como o Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração e o Instituto do Câncer de São Paulo. 

A sede da Pró-Sangue está localizada na capital do estado de São Paulo, no 1º andar do Prédio dos Ambulatórios do Hospital das Clínicas, no bairro Cerqueira César. A instituição abrange a região metropolitana de São Paulo, também conhecida como Grande São Paulo, que atende 39 municípios do estado, como Osasco, Guarulhos e Barueri. Para agendar a sua doação de sangue, acesse o portal do Hemocentro.  

A rede também conta com seis postos de coleta para doação de sangue: na capital do estado, é possível agendar a sua doação de sangue no Hospital das Clínicas, no Hospital do Mandaqui e no Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. Você também pode doar sangue no Hospital Regional de Osasco, no Hospital Municipal de Barueri e no Hospital Stella Maris em Guarulhos. Agende a sua doação pelo telefone (11) 4573-7800.

Moradores de outras regiões de São Paulo, que desejam doar sangue, podem procurar outros hemocentros localizados nos municípios de Botucatu, Marília, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Campinas.

Solidariedade na pandemia

Mesmo com a pandemia, Patrícia Ramalho entendeu a importância de continuar doando sangue. Além de trabalhar como auxiliar de desenvolvimento infantil, ela também auxilia milhares de brasileiros com o ato solidário de doar sangue a quem precisa. Ela começou a doar sangue aos 18 anos e nunca mais parou. Hoje, aos 45 anos, Patrícia Ramalho incentiva outras pessoas a participarem da campanha de doação de sangue.

“Vidas podem ser salvas com a doação e isso é muito importante. A doação é rápida e tranquila, você vai estar fazendo o bem e não custa nada. Então, por favor, vamos lá é só um pouquinho de sangue e é muito rápido. A doação é um ato de amor ao próximo”, refletiu Patrícia.

Onde doar sangue em São Paulo 

Além dos hemocentros da Pró-Sangue, o estado de São Paulo possui hemocentros regionais nos municípios de Botucatu, Marília, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Campinas. São Paulo também possui doze hemonúcleos em cidades como Barretos, Franca, Piracicaba e Santos.

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo.

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal do Hemocentro

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15/09/2021 03:00h

Segundo instituição, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “O negativo”, que está em maior escassez

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Os estoques de sangue do Hemocentro Regional de Nova Friburgo estão abaixo do volume necessário. De acordo com a instituição, há necessidade de doações de sangue de todas as tipagens, principalmente do tipo sanguíneo “O negativo”, que está em maior escassez no momento. 

Segundo o hemocentro, os baixos níveis de estoques do banco de sangue são atribuídos à pandemia da Covid-19 e, também, à chegada do inverno, época do ano em que normalmente são realizadas menos doações. 

Em 2019, foram coletadas 2.718 bolsas de sangue no hemocentro e, em 2020, foram 2.810. Neste ano, com o avanço da vacinação contra o novo coronavírus, mais de 1.700 doadores passaram pela a unidade do Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (Hemorio), localizada em Nova Friburgo, na região serrana do Rio de Janeiro. 

De acordo com o hemocentro, a maior dificuldade enfrentada pela instituição é manter os estoques abastecidos através de doações regulares. Segundo dados do Hemorio, apenas 1,54% da população do estado é doadora de sangue. 

O diretor-geral do Hemorio, Luiz Amorim, lembra que o sangue é insubstituível para a vida humana. Ele ajuda pacientes que sofrem de doenças graves, como a leucemia e anemia falciforme, por exemplo. Além de servir de apoio para procedimentos médicos e cirúrgicos. 

Hoje, a demanda de sangue é muito maior no Rio de Janeiro por causa da pandemia, já que muitos pacientes, com complicações da Covid-19, necessitam de transfusão sanguínea. Amorim faz um apelo para que os cidadãos fluminenses e cariocas doem sangue e ajudem a salvar vidas.
 
“Essa pandemia causou um impacto muito grande no serviço de hemoterapia do Brasil e do Rio de Janeiro. Os hospitais hoje estão muito cheios não só com pacientes com Covid-19, mas com outras doenças. Além de cirurgias, traumas e acidentes. Então, tudo isso aumenta a necessidade de sangue e faz com que precisemos, como nunca, da solidariedade do povo carioca e fluminense”, pediu Amorim. 

Exemplo

A analista de planejamento Alessandra da Silva Amaral, 30 anos, mora no bairro Suruí, em Magé, região metropolitana do Rio de Janeiro, e doa sangue regularmente. Sua história como doadora voluntária começou há pouco mais de um ano.

“Eu sempre tive vontade, mas eu não tinha peso suficiente. Então, era uma coisa que eu tinha como meta de vida e disse assim que eu atingisse o peso eu doaria”, disse.

O desejo de fazer o gesto de solidariedade surgiu em Alessandra anos atrás, quando seu pai sofreu um acidente e precisou de transfusão sanguínea. Na época, ela conta que teve dificuldade em encontrar um doador.

“Meu pai sofreu um acidente e precisou de uma transfusão. Na época, a família tinha que levar duas pessoas para poder doar. E eu lembro que foi muito difícil, pois as pessoas ainda tinham medo de doar”, contou a doadora. 

Hoje, ela vai ao hemocentro a cada três meses para fazer sua doação. Para quem ainda não aderiu ao ato de cidadania, Alessandra deixa um importante recado. “É um processo tão simples e tão rápido para gente que vai doar leva só alguns minutos, mas para quem recebe é uma vida inteira pela frente”, disse a analista.

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, Com a nossa união, a vida se completa”, diz Marcelo Queiroga, ministro da Saúde.

Onde doar sangue no Rio de Janeiro

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, na cidade do Rio de Janeiro, um dos quatro hemocentros regionais instalados em Nova Friburgo, Campos dos Goytacazes, Vassouras e Niterói. 

O Hemocentro Regional de Nova Friburgo atende, sobretudo, 13 municípios da região serrana do estado. Entre eles, estão Petrópolis, Teresópolis e São José do Vale do Rio Preto. O endereço da unidade é Rua General Osório, número 324, no centro de Nova Friburgo. Mais informações pelo número (22) 2523-9000.

Quem mora nas cidades de Engenheiro Paulo, Mendes, Miguel Pereira, Paracambi e Paty do Alferes, pode procurar o hemocentro de Vassouras. Ele fica na Rua Vicente Celestino, número 201, bairro Madruga. O número para contato é o (24) 2471-8141. 

O hemocentro de Cabo Frio, na baixada litorânea, está mais próximo de seis municípios, como Arraial do Cabo, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Armação dos Búzios e Saquarema. A unidade está situada na Rua Barão do Rio Branco, número 88, bairro Passagem. O telefone para contato é o (22) 2644-5076.

Já o hemocentro regional de Niterói atende, sobretudo, 15 municípios da região metropolitana da capital carioca. Entre eles, estão: Belford Roxo, Duque de Caxias, Magé, São Gonçalo e Queimados. A unidade está localizada na Rua Marquês do Paraná, número 330, centro. O telefone para contato é o (21) 2629-9063.

A unidade regional de Campos dos Goytacazes, norte fluminense, atende as cidades de Cardoso Moreira, São Fidélis, São Francisco de Itabapoana e São João da Barra. O hemocentro fica na Rua Rocha Leão, 2, bairro Caju, telefone (22) 2737-2500.
Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemorio.rj.gov.br

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15/09/2021 03:00h

Na pandemia, houve uma redução de 40% no município. Unidade faz apelo por novos doadores

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O tipo sanguíneo O positivo está em estado crítico no Hemocentro Regional de Eunápolis. A informação é da responsável administrativa da unidade, Karoline Cavalcante, que faz um apelo a todos que moram na região para que procurem o local e doem sangue. Além da carência para essa tipagem, ela explica que houve uma redução de até 40% no número de doadores em Eunápolis e que as tipagens negativas também se encontram em estado de alerta. 

“Gostaria de enfatizar a todos que o sangue não pode ser comprado na indústria. O sangue depende da ação solidária do próximo. Então, nós precisamos muito da sua ajuda. Compareça ao hemocentro e realize sua doação”, clama Karoline.

O motorista Rafael Lopes, 38 anos, se sentiu realizado ao doar sangue. Morador do Bairro do Uruguai na Bahia, ele doa há uma década. “No dia do meu aniversário, sempre tomo essa atitude de agradecer a Deus pelo dom da vida e faço isso doando sangue. Todas as vezes eu vou ao Hemoba, aqui em Salvador, doar voluntariamente, pois sei que muita gente precisa. Eu me sinto realizado em saber que estou sendo útil para a humanidade, estou muito satisfeito”, comemora.

Para o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a população precisa entender a importância de ir ao hemocentro e às unidades de coleta para doar sangue ou medula óssea. Mesmo com a pandemia, as doações não podem parar. Só assim os estoques de sangue podem ser abastecidos diariamente, evitando situações de emergência e escassez.

“Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”, alerta.

Onde doar sangue na Bahia

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Salvador, os hemocentros regionais de Barreiras e Eunápolis ou uma das mais de 20 unidades espalhadas por toda a Bahia. Todos os hemocentros e unidades de coleta estão agendando as doações por telefone e pelo site do Hemoba (saude.ba.gov.br/hemoba/). 

Quem mora na microrregião de Porto Seguro, composta por 19 municípios, entre eles Caravelas, Mucuri  e Teixeira de Freitas pode procurar o Hemocentro Regional do Extremo Sul, em Eunápolis, localizado na Avenida Brilhante, sem número, no bairro Pequi ou discar para (73) 3261-1845.

Doadores dos municípios de Baianópolis, Catolândia, Formosa do Rio Preto, Luís Eduardo Magalhães, Riachão das Neves e São Desidério, podem procurar o Hemocentro Regional de Barreiras que fica na Rua Paulo Afonso, sem número, Barreirinhas (ao lado do Hospital Municipal Eurico Dutra). O telefone para contato é o (77) 3613-3799. 

Após uma semana da retomada das atividades comerciais em Salvador, dois postos de coleta de sangue da Hemoba foram abertos nos centros comerciais Salvador Shopping e Salvador Norte Shopping, atendendo demanda espontânea, de segunda a sábado, seguindo todos os protocolos de segurança estabelecidos pelo Salvador Shopping e pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur). 

Para saber mais sobre horários de funcionamento e endereços, acesse o mapa abaixo.

Critérios para doar sangue

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse saude.ba.gov.br/hemoba.

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14/09/2021 18:00h

Com queda de 25% nas doações desde o início da pandemia, procura maior na hemorrede de Santa Catarina é pelas tipagens A negativo e O negativo

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O Hemocentro Regional de Blumenau faz um apelo à população dos municípios que ficam no Vale do Itajaí Catarinense por novos doadores de sangue. A unidade integra a Hemorrede de Santa Catarina, que registrou queda de 25% nas doações desde o início da pandemia.

A microrregião de Blumenau é composta por 15 municípios, entre eles Brusque, Guabiruba, Pomerode, Rio dos Cedros e Timbó. A coordenadora do Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc), Michelen Ghedin, intensifica o pedido por mais candidatos a esse gesto de solidariedade.

“A gente está contornando essa queda nos estoques adotando algumas medidas como a realização de coletas externas, em outras cidades da região, principalmente no oeste do estado. Também adotamos a abertura dos nossos hemocentros em sábados extras para mobilizar a sociedade que não podia faltar o serviço durante a semana. Também adotamos medidas de segurança bastante rígidas de distanciamento, higienização e a prática da doação de sangue por agendamento” afirmou a coordenadora. 

Como estratégia para ampliar o número de doadores, o hemocentro de Blumenau ampliou, no início deste ano, o horário de atendimento. Agora, a unidade atende os voluntários de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, entre 8h15 e 11h. Devido a pandemia da Covid-19, também é possível agendar a doação de sangue pelo telefone (47) 3322-9801.

Exemplo de solidariedade

Mesmo com a pandemia, alguns catarinenses entendem a importância de continuar doando sangue para salvar vidas. É o caso de Luís Cláudio Rodrigues, de 51 anos. O militar carioca, que agora reside em Santa Catarina, também é doador de medula óssea, já realizou mais de 230 doações de sangue e bateu o recorde como o maior doador do país. Mas o foco, nem é o reconhecimento. Para Luís Cláudio, o que importa é ajudar milhares de pacientes que necessitam de uma transfusão. 

“Eu sou um viciado em salvar vidas. Com ou sem pandemia, os acidentes continuam acontecendo, as cirurgias continuam acontecendo, o câncer não tá preocupado se têm Covid ou se não tem. Essa corrente solidária, ela não pode parar. Seja mais um elo nessa corrente junto comigo e junto com vários, pra não dizer centenas ou milhares de doadores de sangue espalhados em torno do Brasil”, convidou. 

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E, nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente. Com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue em Santa Catarina

Interessados em doar sangue e medula óssea podem procurar, além do hemocentro coordenador do estado, em Florianópolis, um dos seis hemocentros regionais instalados em Blumenau, Chapecó, Criciúma, Joaçaba, Joinville e Lages. A rede também conta com duas unidades de coleta localizadas em Jaraguá do Sul e Tubarão.

O hemocentro regional de Blumenau está localizado na rua Theodoro Holtrup, bairro Vila Nova. Já o Hemosc regional de Chapecó abrange outros 37 municípios, tais como Cunhataí, Flor do Sertão, Formosa do Sul, Guatambu e Iraceminha. O instituto está localizado na rua São Leopoldo, bairro Esplanada. Agende a sua doação de sangue pelo (49) 3700-6401 ou final 6410.

No hemocentro regional de Criciúma, localizado na avenida Centenário, Bairro Santa. Bárbara, os agendamentos são realizados pelo (48) 3444-7410. A região abrange 10 municípios, como Lauro Müller, Morro da Fumaça e Nova Veneza.

Em Joaçaba, o Hemosc tem sede na Avenida XV de Novembro, no Centro. Região é ligada a outros 26 municípios, como Rio das Antas, Salto Veloso, Tangará, Treze Tílias e Vargem Bonita. Para doar sangue, ligue (49) 3527-2218.

Na cidade de Joinville, o hemocentro está localizado na Avenida Getúlio Vargas, bairro Anita Garibaldi. Para agendar a sua doação de sangue, ligue (47) 3481-7424 ou final 7414. A região abrange 11 municípios, sendo Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Massaranduba e São Francisco do Sul.

Já em Lages, região de Campos de Lages, o Hemosc tem sede na rua Felipe Schmidt, no Centro. Outros 17 municípios vizinhos, como Otacílio Costa, Painel, Palmeira, Rio Rufino e São Joaquim, podem agendar doações pelo (49) 3289-7011. 

Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades mais próximas de você, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos. 

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Já os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas. 

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse o portal do Hemocentro.

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14/09/2021 17:00h

Doações de sangue na Paraíba caíram 13% em 2020. Mas, nos primeiros dias do início da pandemia do novo coronavírus, a queda nas doações chegou a 70%. Os estoques do banco de sangue estão abaixo do ideal. O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, convoca a população para aderir o gesto de solidariedade

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Com estoques em alerta, o Hemocentro Regional de Campina Grande faz um apelo à população da região por novos doadores de sangue. A unidade integra a hemorrede da Paraíba, que sofreu uma queda de 13% no número de doações com a chegada da Covid-19.  

A microrregião de Campina Grande, no agreste paraibano, é composta por oito municípios, entre eles, Boa Vista, Fagundes, Lagoa Seca e Queimadas. A diretora geral do Hemocentro da Paraíba, Shirlene Dantas Gadelha, explica que o banco de sangue registrou uma queda de 70% nas doações no início da pandemia. 

Ela pede para que os paraibanos se mobilizem e compareçam em uma das nove unidades de coletas espalhadas pelo o estado e ajudem a salvar vidas.

“Eu quero fazer um convite para que você agende a sua doação pelo número 33344773. Nós estamos com nossos estoques críticos e só através de vocês conseguiremos fazer essa distribuição para os hospitais. Então, vamos participar dessa corrente do bem, dessa corrente solidária e agende a sua doação. Doe sangue e salve vidas!”, convoca a diretora do hemocentro.

Como estratégia para ampliar o número de doadores e evitar aglomerações, o Hemocentro da Paraíba implantou o sistema de agendamento de doação e está fazendo a coleta de sangue em condomínios residenciais. As doações podem ser agendadas através de agendamento pelo telefone (83) 3344-5475 ou diretamente no local no dia que a pessoa desejar. 

O médico e bombeiro Junior Paz tem 33 anos e mora no bairro Jardim Cidade Universitária, em João Pessoa. Ele começou a doar sangue aos 19 anos durante um curso de formação de soldados da Polícia Militar da Paraíba. De lá pra cá, a doação de sangue se tornou uma rotina na vida dele. 

“Nesses ambientes militares é muito frequente a solicitação de voluntários doadores por parte dos familiares. Desde então, pelo menos uma vez por ano, eu dou sangue e já se foram 19 ou 20 doações”, diz o médico.

De acordo com o Ministério da Saúde, em cada doação, o máximo de sangue retirado é de 450 ml. Uma única doação pode salvar até quatro vidas. Com suas contribuições, Junior conseguiu mudar o destino de 80 pessoas. 

“Doar sangue pra mim é um ato de solidariedade, humanidade e um privilégio. Com 30 minutos do seu dia você pode ajudar a salvar vidas de outras pessoas que estão em situações difíceis. Sem falar que em um algum momento a gente pode estar do outro lado necessitando de doações”

Junior Paz lembra sobre a importância da doação de sangue regular, principalmente nos meses de férias em que aumenta a demanda de transfusão sanguínea e diminui o número de doações. 

“Para quem não é doador, eu aconselho que faça a doação e que seja voluntário, principalmente nesses períodos de início de ano, carnaval, férias, e final de ano  que são períodos que aumenta a demanda por bolsas de sangue e diminui o número de doadores. A sensação de poder salvar uma vida é uma sensação indescritível.”

O Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde, reforça a importância da doação regular. “Vamos aproveitar essa oportunidade para reafirmar não só as ações de enfrentamento à pandemia, mas também a necessidade contínua de cumprir o preceito constitucional da saúde como direito fundamental. O sangue, ao longo do tempo, simboliza a vida. E nesse sentido, é importante a doação regular de sangue. Doe sangue regularmente, com a nossa união, a vida se completa”.

Onde doar sangue na Paraíba

O hemocentro regional de Campina Grande, no agreste paraibano, atende, sobretudo, oito municípios. Entre eles, estão: Esperança, Umbuzeiro, Guarabira, Curimataú Oriental e Ocidental. A unidade está localizada na Rua Eutécio Vital Ribeiro, sem número, Bairro Catolé. O telefone para contato é o (83) 3344-5475. 

Além do hemocentro regional, os voluntários à doação de sangue e medula óssea de outras regiões da Paraíba podem procurar as hemonúcleos, unidades de coleta e transfusão que ficam nos municípios de Patos, Cajazeiras, Sousa, Catolé do Rocha, Piancó, Itaporanga e Guarabira. Para saber mais informações sobre endereços e horários de funcionamento das unidades, veja o mapa abaixo. 

Critérios para doar sangue e medula óssea

De acordo com a Coordenação-Geral de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde, o procedimento para doação de sangue é simples. Primeiro se faz o cadastro, aferição de sinais vitais, teste de anemia, triagem clínica, coleta de sangue e depois o lanche. Isso tudo leva em média 40 minutos.

Vale lembrar que até mesmo quem foi infectado pelo coronavírus pode doar sangue e medula óssea. No entanto, é necessário aguardar 30 dias após completa recuperação da doença. Quem teve contato com pessoas infectadas também precisa esperar 14 dias para poder fazer a doação, apresentando RT-PCR negativo e ausência de sintomas. Os vacinados devem esperar o tempo de imunização, que vai depender da marca do imunizante.

Para doar sangue é necessário ter entre 16 e 69 anos de idade e pesar no mínimo 50 quilos. Mulheres podem doar até três vezes ao ano com intervalo de três meses entre as doações. Já os homens podem doar até quatro, com intervalo de dois meses. A doação é voluntária e uma bolsa de apenas 450mL de sangue pode ajudar até quatro pessoas.

Candidatos à doação de medula óssea devem ter entre 18 e 35 anos, estar em bom estado de saúde e não apresentar doença infecciosa ou incapacitante. Segundo o Redome, algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

Doar sangue e medula é seguro! Com a pandemia, todos os protocolos de contenção contra a Covid-19 estão sendo realizados. No dia da doação, será preciso apresentar documento de identificação com foto. Para saber onde doar sangue ou se cadastrar para doar medula óssea, acesse hemocentro.saude.pb.gov.br.

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