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Baixar áudioNo início de 2026, o Ministério da Saúde decretou surto da Doença de Chagas em Ananindeua (PA). Até a primeira semana de fevereiro foram registrados 42 casos e quatro óbitos na cidade, com os registros superando em 30% os notificados na cidade no mesmo período do ano passado. Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos, sendo 97% na Região Norte. Diante do quadro, o Governo Federal anunciou o repasse de quase R$ 12 milhões para ações de vigilância em 155 municípios prioritários.
O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025 e é voltado a ações de vigilância e controle da Doença de Chagas em 17 estados do país. Os valores deverão ser aplicados em atuação contínua nas localidades prioritárias, com medidas de captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos.
O incentivo financeiro é de caráter excepcional e temporário e será transferido, em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde Municipais e Distrital, conforme a Portaria.
Segundo a pasta, o cenário epidemiológico do país reforça a urgência das medidas de combate à Doença de Chagas. Em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com o maior índice na Região Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará.
A seleção dos municípios considerou diversos critérios técnicos, como a vulnerabilidade das cidades e a interação dos insetos vetores com o ambiente. Foi dada prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice da presença de vetores e condições socioambientais.
As localidades com registro recente do inseto conhecido como "barbeiro", cujas fezes abrigam o protozoário transmissor da Doença de Chagas, também foram priorizadas.
Segundo o Ministério da Saúde, também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da Doença de Chagas, concentrados especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste.
O repasse totaliza R$ 11,7 milhões e contempla 17 estados. Entre as UFs, o Pará recebe o maior valor, R$ 5,3 milhões, seguido pelo Ceará, com R$ 1,5 milhão e Pernambuco, que receberá R$ 820 mil.
Os valores foram divididos entre os municípios com valores que variam de R$ 20 mil a R$ 250 mil por cidade, em parcela única. Entre as cidades contempladas estão Cavalcante (GO), Calçado (PE) e Novo Horizonte (BA).
A lista completa dos 155 municípios contemplados pode ser consultada na Portaria.
Apesar de o Ministério da Saúde decretar surto de em Ananindeua (PA), especialistas da Fiocruz descartam o risco de epidemia no país e alertam que a doença permanece ativa no Brasil, sendo impulsionada, especialmente, pela transmissão oral.
O médico infectologista e pesquisador do Laboratório de Pesquisa Clínica em doença de Chagas (LapClin Chagas) do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), Roberto Saraiva, explica a classificação de surto no início de 2026 no município paraense.
“Foi classificado como um surto porque houve um aumento dos números de casos em relação ao que costuma acontecer no município, mas não há riscos de epidemia no Brasil”, afirma Saraiva.
Já o farmacêutico bioquímico e pesquisador do Instituto Gonçalo Muniz (Fiocruz Bahia), Fred Luciano Santos, salienta que o Brasil tem registrado diversos surtos esporádicos, com maior frequência na Região Metropolitana de Belém “devido ao consumo artesanal de açaí e outros produtos locais”, aponta.
Para Fred, como a doença segue ativa no país há um risco de ocorrência de novos surtos. “Especialmente em áreas com condições sanitárias mais precárias, com produção artesanal de alimentos e sem fiscalização adequada”, completa.
A situação no Pará contou com a investigação de vários órgãos, como a Secretaria Estadual de Saúde do Pará, a Anvisa e o os Centros de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde.
A transmissão da doença de Chagas por via oral possui relação direta com o consumo de alimentos contaminados pelo protozoário trypanosoma cruzi – causador da doença. O fruto pode ser contaminado com as fezes do chamado “barbeiro” ou durante a manipulação do açaí – que pode esmagar o inseto.
Confira como evitar esse tipo de transmissão, segundo os especialistas:
“Para frear a transmissão oral da doença de Chagas é necessário que a população procure comprar seu alimento de quem o prepara adequadamente. Com isso, você pode reduzir a forma de transmissão da doença de Chagas através da colheita adequada, do transporte adequado, do preparo adequado do alimento, para que não haja contaminação em nenhuma das etapas do ciclo do açaí”, salienta Saraiva.
A doença de Chagas possui duas fases, uma aguda e uma crônica. A fase aguda pode ser sintomática ou não e a crônica pode se manifestar de maneira assintomática, cardíaca, digestiva ou cardiodigestiva.
Entre as consequências da doença estão a insuficiência cardíaca, dificuldade de engolir e prisão de ventre. Na fase crônica, os problemas cardíacos ou digestivos podem permanecer pelo resto da vida.
Confira os principais sintomas na fase aguda:
O tratamento deve ser indicado por um médico. O SUS fornece o medicamento benzonidazol gratuitamente.
Os especialistas afirmam que o diagnóstico e o tratamento precoce evitam a evolução para formas graves da doença e até mesmo o óbito.
Confira o mapa da Incidência da doença de Chagas (aguda) no Brasil
Em 2006, o Brasil recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) uma certificação internacional pela interrupção da transmissão da doença de Chagas pelo Triatoma infestans – conhecido como barbeiro.
No entanto, dois focos permanecem no país, no estado da Bahia – em Tremedal e Novo Horizonte. Nas localidades, o Projeto Oxente Chagas, da Fiocruz, tem atuado com o rastreamento sorológico em toda a população urbana e rural com vistas a combater e controlar a doença.
A expectativa é de que cerca de 30 mil habitantes sejam testados nas duas cidades até 2027.
Já no Rio de Janeiro, o LaPClin Chagas acompanha cerca de 800 pacientes com doença de Chagas crônica, com a oferta de diagnóstico, tratamento e suporte.
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Baixar áudioNo Dia Mundial da Doença de Chagas, em 14 de abril, o Ministério da Saúde anunciou o repasse de quase R$ 12 milhões para fomentar ações de vigilância e controle da Doença de Chagas em 17 estados do país. Os recursos deverão beneficiar 155 municípios prioritários, com apoio à atuação contínua nessas localidades, voltado à captura e monitoramento de vetores, vigilância e resposta rápida a focos. O repasse foi publicado por meio da Portaria GM/MS Nº 9.628/2025.
Conforme a pasta, a seleção dos municípios considerou diversos critérios técnicos, como a vulnerabilidade das cidades. A interação dos insetos vetores com o ambiente também foi relevante, com prioridade para municípios classificados como de risco “muito alto” em índice da presença de vetores e condições socioambientais.
A seleção foi baseada, ainda, em localidades com registro recente do vetor Triatoma infestans – inseto conhecido como "barbeiro", cujas fezes abrigam o protozoário transmissor da Doença de Chagas.
Segundo o Ministério da Saúde, também foram considerados municípios com alta prioridade e de muito alta prioridade, para a forma crônica da Doença de Chagas, concentrados especialmente nas regiões Nordeste e Sudeste.
O incentivo financeiro avaliou, ainda, a situação epidemiológica estabelecida pelo Ministério da Saúde, com base nos dados informados por estados e municípios. Por exemplo, municípios com mais de cinco casos agudos de doença de Chagas no período de 2020 a 2024 e aqueles com histórico nos últimos 10 anos de presença de populações residuais de Triatoma infestans.
O repasse totaliza R$ 11,7 milhões e contempla 17 estados. Entre as UFs, o Pará recebe o maior valor, R$ 5,3 milhões, seguido pelo Ceará, com R$ 1,5 milhão e Pernambuco, que receberá R$ 820 mil.
Os valores foram divididos entre os municípios com valores que variam de R$ 20 mil a R$ 250 mil por cidade, em parcela única. Entre as cidades contempladas estão Cavalcante (GO), Calçado (PE) e Novo Horizonte (BA).
Confira a lista completa dos 155 municípios contemplados:
O incentivo financeiro é de caráter excepcional e temporário e será transferido, em parcela única, do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos de Saúde Municipais e Distrital, de acordo com a Portaria GM/MS Nº 9.628/2025.
O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), também anunciou a fase 2 do projeto “Selênio como tratamento na cardiopatia crônica da doença de Chagas (STCC-2)”. A medida busca avaliar a eficácia e a segurança do mineral como estratégia terapêutica complementar para pacientes com cardiopatia chagásica crônica. No total, serão investidos R$ 8,6 milhões pelo Governo Federal.
Segundo a pasta, o cenário epidemiológico reforça a urgência das medidas de combate à Doença de Chagas no país. Em 2024, foram registrados 3.750 óbitos, com o maior índice na Região Sudeste. No mesmo período, houve 520 casos agudos, principalmente no Norte, com destaque para o Pará.
Dados preliminares de 2025 indicam 627 casos agudos (97% no Norte) e 8.106 casos crônicos, com concentração em Minas Gerais, Bahia e Goiás. De acordo com o Ministério da Saúde, o cenário evidencia a persistência da doença em áreas endêmicas do país.
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Baixar áudioOs brasileiros em busca de emprego preferem vagas com carteira assinada. É o que revela a 67ª edição da pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira: visão da população sobre o mercado de trabalho, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o levantamento, apenas um em cada cinco trabalhadores procurou ativamente uma nova colocação nos 30 dias anteriores à pesquisa. Entre os que buscaram oportunidades, mais de um terço (36,3%) apontou o emprego formal, regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), como a opção mais atrativa.
Outras modalidades também foram citadas pelos trabalhadores como alternativas de interesse:
Segundo a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Claudia Perdigão, apesar do crescimento de novas formas de trabalho, o emprego formal ainda é visto como sinônimo de estabilidade e segurança.
“A pesquisa revela que, apesar dessas novas modalidades de trabalho estarem surgindo e crescendo no país — como, por exemplo, os empregos autônomos vinculados a plataformas digitais — o trabalhador ainda pensa na estabilidade e nas condições vinculadas ao emprego formal, ao emprego CLT, justamente porque ele traz estabilidade e proteção social ao trabalhador”, afirma.
A preferência pelo emprego formal é ainda mais evidente entre os jovens. Entre brasileiros de 25 a 34 anos que estavam empregados e buscaram trabalho no mês anterior à pesquisa da CNI, 41,4% apontaram as vagas com carteira assinada como as mais atrativas.
Entre os jovens de 16 a 24 anos, esse índice foi de 38,1%. Ambos os percentuais superam a média geral, de 36,6%.
Para Claudia Perdigão, essa tendência está relacionada ao início da trajetória profissional.
“Entre os mais jovens, existe uma clara preferência por empregos formais. Isso está vinculado à necessidade de estabilidade, principalmente no início da carreira, em que essa pessoa ainda está construindo o currículo”, ressalta.
O líder de logística Rafael Felipe Martins, de 33 anos, é um exemplo desse comportamento. Ele trabalhava com carteira assinada em uma empresa do setor hidrometalúrgico, em Santo André (SP), e decidiu buscar novas oportunidades para melhorar a remuneração.
“Eu buscava novas oportunidades no mercado de trabalho, nesse segmento da logística mesmo, com uma remuneração mais alta e um pacote de benefícios mais atrativo, priorizando o regime de CLT, que me oferece mais segurança e estabilidade. Depois de mais ou menos um mês procurando essa nova oportunidade, eu consegui”, relata.
A pesquisa também aponta que um em cada dez trabalhadores (10,3%) considerou atrativas as oportunidades de trabalho autônomo em plataformas digitais, como motorista ou entregador por aplicativo.
Apesar disso, para a maioria dos interessados, esse tipo de atividade é visto apenas como fonte complementar de renda. Somente 30% dos que demonstraram interesse nesse modelo consideram as plataformas digitais como principal meio de sustento.
Ainda de acordo com a pesquisa da CNI, 95% dos trabalhadores afirmaram estar satisfeitos com a ocupação atual, sendo 70% muito satisfeitos. A satisfação é observada entre empregados, empregadores e trabalhadores autônomos. Apenas 4,6% declararam insatisfação, dos quais 1,6% se disseram muito insatisfeitos.
Esse cenário ajuda a explicar a baixa mobilidade no mercado de trabalho. Entre os trabalhadores ocupados, apenas 20% buscaram uma nova colocação nos 30 dias anteriores à pesquisa.
“Essa satisfação elevada com a ocupação atual desestimula o trabalhador a buscar novas ou outras oportunidades. A busca por novas ocupações acabou sendo mais alta entre pessoas mais jovens que tendem, de fato, a apresentar uma maior inquietude dentro do mercado de trabalho, principalmente por estarem em uma fase de consolidação das suas carreiras”, explica Claudia Perdigão.
A pesquisa completa está disponível no site da CNI.
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Baixar áudioA Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei (PL 4.705/2025) que atualiza critérios de acesso a políticas públicas voltadas ao pequeno produtor rural. Entre as medidas previstas está a exigência de comprovação da propriedade ou da posse legítima da terra para acesso a programas governamentais, além da inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).
O texto estabelece, ainda, diretrizes para garantir maior regularidade no acesso aos benefícios, especialmente em casos envolvendo disputas fundiárias.
A proposta foi relatada pelo deputado José Medeiros (PL-MT), que integra a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
Segundo a Agência FPA, após a aprovação, José Medeiros ressaltou o papel do aperfeiçoamento da legislação para fortalecer a efetividade das políticas públicas. “O que estamos fazendo é garantir critérios claros, mais transparência e segurança jurídica para que esses recursos cheguem a quem realmente trabalha no campo”, disse Medeiros, confirmou a Agência FPA.
O projeto segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara.
O parecer de Medeiros menciona que o aprimoramento dos critérios colabora para tornar as políticas públicas mais justas e eficientes.
“De uma forma geral, a proposição tem como objetivo evitar que invasores de propriedades sejam considerados “agricultores familiares” para fins de acesso a políticas públicas e de obtenção dos recursos públicos a elas destinados”, disse em um trecho do relatório.
O relator salientou, ainda, de acordo com a Agência FPA, que a medida beneficia o pequeno produtor rural ao valorizar quem atua de forma regular. “A medida reconhece e valoriza quem vive da atividade rural, produz alimentos, gera emprego e sustenta sua família, ao mesmo tempo que aprimora os instrumentos de gestão das políticas públicas”, disse.
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Baixar áudioO mercado de trabalho formal brasileiro registrou a criação de 255.361 vagas com carteira assinada em fevereiro, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.
O destaque do período foi o desempenho das cidades de pequeno porte. Municípios com até 5 mil habitantes apresentaram a maior expansão proporcional na comparação com fevereiro do ano passado, com altas de 1,3% e 3%, respectivamente. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento mais expressivo foi registrado em cidades com população entre 20 mil e 50 mil habitantes, com avanço de 3,3%.
Ao todo, foram registradas 2,38 milhões de admissões e 2,12 milhões de desligamentos no mês. O saldo positivo indica aquecimento do mercado de trabalho, ainda que em ritmo menor que o observado em 2025.
Entre os setores, o destaque foi o de serviços, responsável por cerca de 70% das vagas criadas em fevereiro, com saldo de 178 mil postos. A área de administração pública, defesa e seguridade social liderou a geração dentro do segmento, com quase 80 mil empregos.
A indústria também teve desempenho relevante, com a criação de 32 mil vagas, impulsionada principalmente pela fabricação de produtos alimentícios. Já a construção civil respondeu por pouco mais de 31 mil novos postos, com destaque para a construção de edifícios.
Outros setores também registraram saldo positivo, como a agropecuária, com 8,1 mil vagas, e o comércio, com 6,1 mil postos, este último ainda impactado pelo fim das contratações temporárias do período de fim de ano.
O levantamento aponta ainda que 59% dos municípios brasileiros, o equivalente a 3.274 cidades, tiveram saldo positivo de empregos formais em fevereiro.
Na divisão regional, todas as cinco regiões do país registraram abertura de vagas formais. O Sudeste liderou, com 133.052 postos, seguido pelo Sul (67.718), Centro-Oeste (32.328), Nordeste (11.629) e Norte (10.634).
Entre os estados, 24 apresentaram saldo positivo. Os destaques foram São Paulo, com 95.896 vagas, Rio Grande do Sul, com 24.392, e Minas Gerais, com 22.874 postos criados.
Por outro lado, três estados registraram saldo negativo: Alagoas (-3.023 vagas), Rio Grande do Norte (-2.221) e Paraíba (-1.186).
Apesar do resultado positivo no mês, o ritmo de crescimento desacelerou. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, foram criadas 370 mil vagas, uma queda de cerca de 38% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo a CNM, o acompanhamento mensal desses dados permite avaliar o dinamismo econômico nos municípios e identificar tendências regionais do mercado de trabalho formal.
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Baixar áudioA Lista Positiva da Tarifa Social de Água e Esgoto aponta que quase 1,9 mil municípios brasileiros estão com a Tarifa Social de Água e Esgoto implementada, conforme os critérios estabelecidos na Lei nº 14.898/2024. A primeira versão da lista foi divulgada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).
Conforme a ANA, a listagem mostra que 143 prestadores desses serviços, que atendem 1.879 municípios (34% do total), concluíram o processo de implementação da Tarifa Social, conforme a legislação federal.
Entre as prestadoras do serviço de água e esgoto no país que concluíram os procedimentos para aplicar a Tarifa Social estão a Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora (MG), o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Barretos (SP) e o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto de Jaraguá do Sul (SC).
No total, 47 Entidades Reguladoras Infranacionais (ERIs) enviaram dados para a Agência sobre a implementação da Tarifa Social relacionados a 454 prestadores de serviços de água e esgoto espalhados pelo Brasil.
Além disso, foram identificados 174 prestadores na fase de obtenção dos dados do CadÚnico e do BPC, bem como 80 prestadores em processo de recomposição de equilíbrio econômico-financeiro.
De acordo com a ANA, a Lista Positiva será atualizada mensalmente pela Agência considerando as informações enviadas pelas ERIs até o último dia útil de cada mês.
A primeira Lista Positiva foi elaborada com base nas informações enviadas pelas ERIs municipais, intermunicipais, estaduais e distrital dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário. Os municípios podem acessar o documento em www.gov.br/ana.
Em nota, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) destaca que a lista tem o papel de dar transparência ao processo de adequação à lei da tarifa social, além de ser um dos requisitos para acesso à Conta de Universalização. A CNM lembra, ainda, que o prazo para adequação à tarifa social vai até 11 de dezembro de 2026.
No entanto, a CNM alerta que a implementação da tarifa social, além de exigir adequação normativa, também requer capacidade operacional e definição de fonte de custeio. Na avaliação da Confederação, a fonte de custeio representa desafio adicional para os municípios, principalmente para os que prestam diretamente os serviços.
A Confederação frisa, em nota, que a Conta de Universalização do Acesso à Água e Esgoto ainda não foi criada pelo Poder Executivo federal e que não existem garantias de transferências ou a certeza das fontes de financiamento e transferências de recursos para custear este instrumento. “Demonstrando que ainda há fragilidade e lacunas relacionadas à atuação do governo federal para apoio na implementação da tarifa social de água e esgoto”, avalia a CNM.
A Tarifa Social de Água e Esgoto é destinada a famílias de baixa renda com renda familiar mensal de até meio salário-mínimo por pessoa, inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) ou que tenham alguém na residência que receba o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Além disso, pela legislação, as famílias beneficiadas devem receber o desconto mínimo de 50% sobre a primeira faixa de consumo referente a 15m³.
Segundo a ANA, cerca de 147,5 milhões de brasileiros vivem em municípios onde o processo de implementação da Tarifa Social já começou. Desse total, 94,6 milhões de pessoas, o que representa 44% dos brasileiros, residem em municípios atendidos por prestadores que já finalizaram o processo de implementação, seguindo os critérios estabelecidos em lei federal.
Copiar o textoSistema digital permite preenchimento antecipado de dados e agiliza o check-in
Baixar áudioA partir de 20 de abril, meios de hospedagem em todo o Brasil deverão adotar integralmente a Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH) em formato digital. A medida, implementada pelo Ministério do Turismo em parceria com o Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), promete tornar o check-in mais ágil e reduzir a burocracia no setor.
A nova FNRH Digital permitirá que turistas preencham seus dados antecipadamente, com integração ao sistema Gov.br, o que deve acelerar o atendimento na chegada aos hotéis. A ferramenta também simplifica o registro de visitantes estrangeiros e elimina a necessidade de formulários em papel.
Além de beneficiar os hóspedes, a digitalização deve gerar economia de tempo e custos operacionais para os estabelecimentos. Outro ganho importante é a produção de dados estratégicos, que poderão apoiar tanto a gestão dos empreendimentos quanto o planejamento do turismo no país.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, destacou o impacto da mudança para o setor:
“Daremos um passo gigantesco na modernização da hotelaria de todo o Brasil, revolucionando a forma como turistas se hospedam no país. Além disso, com estatísticas mais precisas da ficha digital, o Ministério do Turismo poderá desenvolver políticas públicas e investimentos ainda mais eficientes, atendendo exatamente às necessidades da hotelaria e dos seus hóspedes”, afirmou.
Segundo o Ministério do Turismo, a adesão à plataforma — disponível desde 14 de novembro de 2025 — exige preparação por parte dos meios de hospedagem, inclusive daqueles que já utilizam sistemas próprios de gestão.
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Para apoiar a transição, o órgão tem promovido ações de orientação, como a divulgação de um vídeo explicativo com as etapas de implementação e a disponibilização de uma página com perguntas frequentes para esclarecimento de dúvidas.
A plataforma foi desenvolvida em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo que as informações coletadas sejam acessadas apenas por pessoas autorizadas e sistemas governamentais específicos. A medida reduz significativamente os riscos de vazamento de dados.
A obrigatoriedade da FNRH Digital está prevista na nova Lei Geral do Turismo, sancionada em 2024.
Em 2025, o país recebeu 9,2 milhões de turistas internacionais, um aumento de 37% em relação ao ano anterior. Trata-se do maior avanço entre os principais destinos globais, segundo a ONU Turismo.
No mesmo período, os aeroportos brasileiros registraram 129,6 milhões de passageiros em voos nacionais e internacionais, superando pela primeira vez a marca de 120 milhões em um único ano.
Dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) indicam ainda aumento superior a 2% na taxa média de ocupação da hotelaria em comparação a 2024. O setor também segue em expansão, com 133 projetos hoteleiros em andamento — um crescimento de 25% frente ao ano anterior.
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Baixar áudioA publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. A projeção cai para 518 mil casos anuais quando excluídos os tumores de pele não melanoma, de alta incidência, mas baixa letalidade. Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, no edifício-sede do Instituto, no centro do Rio de Janeiro.
Conforme o INCA, as previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil. Os dados demonstram, ainda, que os casos de câncer se aproximam dos registros de doenças cardiovasculares e pode seguir como desafio central para o SUS nas próximas décadas.
O Instituto afirma que os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios que persistem em relação ao acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.
A Estimativa é elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA a cada três anos. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo. Na avaliação do INCA, os dados da pesquisa orientam o planejamento de políticas públicas e de ações a serem realizadas no âmbito do SUS.
Os dados focam nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.
Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral.
Confira a incidência entre os homens:
Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.
Confira a incidência entre as mulheres:
Em ambos os sexos, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente. Os dados desse tipo de câncer são apresentados separadamente em função da alta incidência de casos e baixa letalidade.
Pela publicação, os cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce são do colo do útero e o colorretal.
Estimativas mostram também diferenças regionais em relação à incidência de diagnósticos. De acordo com o INCA, as diferenças observadas refletem desigualdades nos padrões de comportamento dos indivíduos, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.
A análise considerou fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.
Confira o recorte regional de indecência:
Em nota, o chefe da Divisão de Vigilância e Análise de Situação da Conprev, Luís Felipe Martins, destacou que as estimativas publicadas em diferentes edições não devem ser comparadas diretamente entre si. A justificativa é de que as informações não se destinam à construção de séries históricas de incidência, já que as fontes de informação, como os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vêm apresentando avanços em cobertura, qualidade dos dados e redução de sub-registros.
O INCA orienta que a população tome algumas inciativas para a prevenção contra o câncer, com chance de aumentar as possibilidades de cura e redução da mortalidade. Por exemplo, a vacinação contra o HPV – que previne câncer do colo do útero.
O controle do tabagismo também é indicado como como uma das medidas mais eficazes de prevenção de diferentes tipos de câncer, além de evitar o consumo de álcool.
Veja mais orientações do INCA:
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Baixar áudioA Polícia Rodoviária Federal (PRF) deu início à Operação Semana Santa 2026 na madrugada do dia 2 de abril. Os agentes vão intensificar a fiscalização para garantir a segurança nas rodovias federais ao longo do feriado prolongado. A operação vai até às 23h59 do próximo domingo (5) e tem como foco a conscientização dos motoristas, especialmente em relação às ultrapassagens proibidas.
Segundo a PRF, nos últimos anos, as estatísticas de acidentes de trânsito ocasionados por ultrapassagens indevidas aumentaram, bem como os índices de mortes e feridos.
Em 2025, a PRF registrou 1.770 acidentes nas rodovias provocados por ultrapassagem proibida – número é 9% maior do que o registrado em 2023, quando houve 1.620 ocorrências. Já as mortes aumentaram 15% em comparação ao mesmo período.
Entre os estados, Minas Gerais, Bahia e Paraná se destacam com os maiores índices de acidentes de trânsito causados por ultrapassagens irregulares. Confira o ranking:
Os três estados também ocupam as primeiras posições dos índices de mortes e feridos, mas a letalidade na Bahia é maior – com 64 óbitos. Em seguida estão Paraná e Minas Gerais.
Em nota, a PRF destaca que ao ultrapassar em local proibido, os condutores colocam a vida de todos em risco. A infração é gravíssima e, além da possibilidade de provocar colisões frontais, também podem ocorrer acidentes com veículos parados nos acostamentos.
Em nota, a coorporação listou uma série de orientações para garantir uma viagem segura nas rodovias federais. Confira:
Copiar o textoReajuste médio autorizado será de até 2,47%, o menor registrado nos últimos 20 anos
Baixar áudioOs preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem ser reajustados em até 3,81% desde a última terça-feira (31), conforme definição da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).
A medida estabelece três níveis máximos de aumento, aplicados de acordo com o grau de concorrência em cada segmento do mercado:
O impacto no bolso do consumidor não será imediato. Fabricantes, distribuidores e farmácias podem adotar percentuais menores ou manter os preços atuais, de acordo com as condições de mercado e a competitividade entre empresas.
Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o reajuste médio autorizado será de até 2,47%, o menor registrado nos últimos 20 anos. O índice também fica abaixo da inflação acumulada em 12 meses, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que chegou a 3,81%.
A agência destaca que a redução consecutiva do percentual desde 2023 "reforça a importância da regulação para proteger o consumidor de preços abusivos". Em anos anteriores, o reajuste superou 10%.
O reajuste anual segue a metodologia prevista na Lei 10.742/2003, que disciplina o setor farmacêutico no país. O cálculo considera a inflação medida pelo IPCA e desconta fatores como o ganho de produtividade da indústria.
Algumas categorias não seguem essa regra geral. É o caso de medicamentos fitoterápicos, homeopáticos e de determinados produtos isentos de prescrição com alta concorrência, que possuem normas específicas dentro do sistema de controle de preços.
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