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LOC.: A coalizão empresarial Sustainable Business COP, a SB COP, apresentou, na segunda-feira, dia 22, um conjunto de 23 prioridades para acelerar o alcance das metas climáticas e ampliar o papel do setor privado nas negociações internacionais.
O documento foi entregue ao presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, durante o High-Level Event da SB COP, na Semana do Clima de Nova York.
A SB COP é uma aliança global lançada pela Confederação Nacional da Indústria, a CNI, e formada por quase 40 milhões de empresas em mais de 60 países.
De acordo com o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, as recomendações do setor empresarial tratam de temas estratégicos como transição energética, bioeconomia, economia circular, finanças sustentáveis e cidades inteligentes, entre outros fundamentais para a transição para uma economia de baixo carbono.
TEC./SONORA: Davi Bomtempo, superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI
“A SB COP é uma iniciativa inovadora, uma iniciativa de engajamento do setor privado. Tem uma abrangência internacional, mas também com um desdobramento aqui para o nosso país, em termos de legado.”
LOC.: Outros temas abordados pelas recomendações são: bioeconomia, sistemas alimentares, soluções baseadas na natureza, empregos e habilidades verdes.
Além de elencar prioridades, a coalizão empresarial também reunirá exemplos de como empresas em todo o mundo estão contribuindo para a transição energética. Os cases serão apresentados na COP30, que acontecerá em Belém, capital do Pará, em novembro.
Embora responda por menos de 10% das emissões de gases do efeito estufa no Brasil, a indústria exerce papel estratégico na promoção de soluções sustentáveis, inovadoras e que gerem desenvolvimento econômico. É o que defende o professor de Engenharia e Mudanças Climáticas da Universidade de Brasília, Rafael Amaral Shayani.
TEC./SONORA: Rafael Amaral Shayani, professor de Engenharia e Mudanças Climáticas da Universidade de Brasília (UnB)
“A articulação do setor privado é de extrema importância para que as metas do Acordo de Paris e dos novos acordos que vão ser feitos na COP30 sejam alcançadas. O papel do poder público é estimular o setor privado, mas na prática são as empresas que podem fazer bastante coisa para reduzir a emissão de gás de efeito estufa.”
LOC.: O documento com as 23 propostas é resultado de meses de trabalho de grupos temáticos formados por CEOs e executivos de empresas brasileiras e multinacionais, entre elas Natura, JBS e MRV. A iniciativa também reúne parceiros institucionais, como o Fórum Econômico Mundial, a Câmara de Comércio Internacional, as redes Brasil e Austrália do Pacto Global da ONU, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a International Finance Corporation.
Reportagem, Cristina Sena. Locução, Marquezan Araújo