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LOC.: O Boletim InfoGripe da Fiocruz, referente à semana de 22 a 28 de fevereiro, indica aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a SRAG, em VINTE E TRÊS estados e no Distrito Federal.
Apenas Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul não registraram crescimento nas notificações.
O estudo aponta que DEZ unidades da Federação estão em nível de alerta, risco ou alto risco: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.
Entre as capitais, DOZE das VINTE E SETE também apresentam tendência de crescimento no longo prazo.
Segundo o levantamento, o cenário está relacionado ao aumento das internações por rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos; pelo vírus sincicial respiratório, o VSR, nas crianças menores de 2 anos; e pela influenza A em jovens, adultos e idosos.
De acordo com a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do Boletim InfoGripe, Tatiana Portella, a alta entre o público infantojuvenil pode estar relacionada ao retorno das aulas.
Ela recomenda que, em caso de sintomas de gripe ou resfriado, os estudantes fiquem em casa para evitar a transmissão. Se não houver essa possibilidade, orienta que usem uma boa máscara, principalmente dentro da sala de aula.
Em 2026, já foram registrados mais de CATORZE MIL E TREZENTOS casos de SRAG no país. O rinovírus é o agente mais detectado entre os casos positivos, seguido por covid-19 e influenza A.
Em relação aos óbitos, a covid-19 responde pela maior parte, seguida pela influenza A e pelo rinovírus.
O estudo mostra ainda que a incidência e a mortalidade são mais altas nas faixas etárias extremas: crianças pequenas concentram os casos, enquanto os idosos apresentam os maiores índices de mortes.
Reportagem, Maria Clara Abreu