Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Brasil registra primeiro caso de sarampo em 2026

Ministério da Saúde confirma infecção importada em bebê de seis meses após viagem à Bolívia


O Ministério da Saúde (MS) confirmou o primeiro caso de sarampo no Brasil neste ano. Trata-se de uma ocorrência importada (contraída no exterior) e a paciente é uma bebê de seis meses, residente em São Paulo (SP), sem histórico de vacinação contra a doença.

Segundo a pasta, a criança viajou para a Bolívia — país que enfrenta surto de sarampo desde 2025 — entre 25 de dezembro e 25 de janeiro. No dia 8 de fevereiro, apresentou febre e manchas na pele. A confirmação laboratorial saiu em 4 de março.

Situação epidemiológica

Em fevereiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu alerta para o aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas. Após cinco anos de baixa circulação, o vírus voltou a provocar surtos em diversos países em 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.

Apesar do cenário regional, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos no país, distribuídos entre o Distrito Federal (1) e em seis estados: 

  • Maranhão (1);
  • Mato Grosso (6);
  • Rio de Janeiro (2);
  • São Paulo (2);
  • Rio Grande do Sul (1); e 
  • Tocantins (25). 

Do total, dez casos foram importados, 25 relacionados à importação e três de origem indefinida. Em relação ao histórico vacinal, a maioria (94,7%) ocorreu em pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Quais os sintomas e como se proteger do sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.

Segundo a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para se vacinar. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a proteção conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.

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LOC.: O Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso de sarampo no Brasil em 2026. 

A ocorrência trata-se de um episódio importado, ou seja, contraído no exterior.

A paciente é uma bebê de seis meses, moradora de São Paulo, sem histórico de vacinação.

Segundo a pasta, a criança viajou para a Bolívia entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, país que enfrenta surto da doença desde o ano passado.

No dia 8 de fevereiro, apresentou febre e manchas na pele. O diagnóstico foi confirmado por exame laboratorial em 4 de março.

Em fevereiro deste ano, a Organização Pan-Americana da Saúde emitiu alerta para o aumento expressivo de casos de sarampo nas Américas. 

Após cinco anos de baixa circulação, o vírus voltou a provocar surtos em diversos países em 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.

Apesar do alerta, o Brasil continua livre da circulação endêmica do vírus. No ano passado, foram registrados TRINTA E OITO casos no país, a maioria em pessoas não vacinadas.

O sarampo é uma doença altamente contagiosa. Os principais sintomas são: febre alta, manchas vermelhas na pele, tosse seca, conjuntivite e mal-estar intenso.

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção. No Brasil, o SUS oferece gratuitamente as vacinas tríplice viral e tetraviral, indicadas para pessoas de 12 meses a 59 anos.

Reportagem, Maria Clara Abreu