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LOC.: Empresários e parlamentares da Região Sul defendem a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional. O projeto de lei complementar número 108 de 2021, em discussão na Câmara dos Deputados, amplia o teto anual do Microempreendedor Individual, o MEI, dos atuais 81 mil para até 130 mil reais e tem apoio de entidades empresariais de todo o país.
No Paraná, a presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa, Giorgia Enrietti Bin Bochenek, afirma que o limite atual do MEI não acompanha a inflação e pode dificultar o crescimento dos pequenos negócios.
Segundo ela, a atualização do teto de faturamento pode incentivar a formalização e a geração de empregos.
TEC./SONORA: Giorgia Enrietti Bin Bochenek, presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (PR)
“A proposta permite a contratação de dois funcionários, aumenta a capacidade de contratação e de desenvolvimento, tendo em vista que o que era 81 mil já estava estagnado há anos, completamente corroído pela inflação, forçando cada pequeno empresário a migrar para regimes tributários mais complexos e isso com prejuízo já muito maior para o seu desempenho.”
LOC.: O deputado federal Ricardo Barros, do PP do Paraná, também defende a atualização dos limites e afirma que os valores atuais não acompanham a realidade econômica do país.
TEC./SONORA: Ricardo Barros, deputado federal (PP-PR)
“As empresas estão faturando mais, estão crescendo, a própria inflação precisa ser equilibrada. O ideal era corrigir todo ano para a gente não se incomodar e as pessoas terem previsibilidade no seu negócio, no seu protagonismo como empreendedor que ajuda a fazer crescer o Brasil.”
LOC.: O deputado federal Afonso Hamm, do PP do Rio Grande do Sul, também defende que a atualização dos limites de enquadramento no MEI incentiva a formalização.
TEC./SONORA: Afonso Hamm, deputado federal (PP - RS)
“Nós precisamos votar, passar dos 80 mil reais para 130 mil reais deveria ser mais isso para o MEI. E, com isso, nós vamos ter um estímulo ainda maior para as famílias de pequenos empresários, microempreendedores que estão esperando pela formalidade.”
LOC.: A pauta é liderada pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, e mobiliza entidades empresariais de outros estados.
A entidade defende uma atualização ainda maior, com o teto anual do MEI passando para cerca de 144 mil e 900 reais. Também sugere aumentos dos limites para microempresas e empresas de pequeno porte.
Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a correção dos limites é essencial para evitar que pequenos empreendedores migrem para a informalidade ou para regimes tributários mais caros.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade.”
LOC.: Criado para simplificar o pagamento de tributos e reduzir a burocracia, o Simples Nacional unifica diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário adotado pelos pequenos negócios no país.
O projeto de lei complementar que aumenta para até 130 mil reais o limite de receita bruta anual do MEI segue em discussão na Câmara dos Deputados em uma Comissão Especial. Se aprovado, retorna para análise no Senado Federal.
Reportagem, Bianca Mingote