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Baixar áudioA população do Paraná conta com mais 76 novos laboratórios de informática em 2026. A iniciativa faz parte do programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, que entregou, em 2025, 771 computadores recondicionados por pessoas de baixa renda, alunas do projeto.
O projeto transforma equipamentos descartados por órgãos públicos em ferramentas de ensino. Além da doação, o programa capacita jovens de baixa renda em cursos de manutenção de computadores e celulares, preparando-os para o mercado de trabalho local.
“O programa tem a finalidade de preparar todos os brasileiros para a era digital. Hoje, o acesso a serviços básicos e a bancos é feito por aplicativos. Quem não sabe usar essas ferramentas está excluído de muitos benefícios. A ideia é não deixar nenhuma pessoa excluída desse universo digital e transformar nossa sociedade, tornando-a totalmente conectada”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Desde sua criação, o programa já destinou 67 mil computadores para 1.298 municípios em todo o Brasil. Atualmente, existem 27 Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) operando em quase todas as unidades da federação.
Estes centros são responsáveis por:
O Ministério das Comunicações confirmou que a meta de doar 60 mil equipamentos até o final de 2026 já foi superada. Ao todo, 66 mil alunos concluíram cursos de capacitação digital. Segundo a pasta, a prioridade atual é atender comunidades de difícil acesso, como pescadores, extrativistas e trabalhadores rurais.
Copiar o textoMinistério das Comunicações doou 11 mil computadores para moradores de áreas remotas ou vulneráveis
Baixar áudioEm 2025, o governo federal doou 11.473 computadores para indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pessoas que vivem em áreas rurais ou em regiões vulneráveis do país. Além dos computadores, foram criados nos territórios 1.120 novos laboratórios de informática. Todos os estados e o Distrito Federal foram contemplados. As informações são do Ministério das Comunicações, via programa Computadores para Inclusão.
O Nordeste foi a região que obteve maior número de doações, assim como a criação de laboratórios de informática. Recebeu 7.162 computadores e teve 727 espaços de inclusão digital criados. Em seguida, vem o Sudeste, com 1.626 doações e 112 laboratórios construídos; o Sul recebeu 1.120 máquinas e 139 laboratórios; o Norte contabilizou 874 doações e 66 laboratórios; e o Centro-Oeste fechou o ano com 691 entregas de computadores e 76 laboratórios.
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o programa vai além da doação de máquinas, ao oferecer cursos de tecnologia para jovens e adultos. Até o ano passado, mais de 60 mil pessoas foram formadas.
“Estamos colocando essas pessoas no mercado de trabalho qualificado; além de gerar inclusão, avançamos na construção da soberania digital do nosso país, com mão de obra de qualidade. O programa Computadores para Inclusão tem uma missão clara: transformar tecnologia que não teria uso em oportunidade para a juventude e toda comunidade. Equipamentos que seriam descartados viram ferramentas de aprendizado, lazer e trabalho’, disse o ministro.
Além de democratizar o acesso digital, o programa apresenta amplo caráter sustentável. Já evitou o descarte de mais de 746 toneladas de resíduos eletrônicos. De acordo com Siqueira Filho, a Caixa Econômica Federal é o principal parceiro do programa e já doou 100 mil computadores.
“Esses computadores, que iriam para descarte com impacto ao meio ambiente, voltam para os nossos Centros de Recondicionamento de Computadores, para que esses jovens e idosos, que são os principais atores nesse processo, possam se inserir no mercado de trabalho e todo esse recondicionamento, todas essas máquinas voltam pra comunidade”.
Computadores para Inclusão: como funciona
O Computadores para Inclusão recolhe equipamentos de órgãos públicos que não são mais utilizados e os direciona aos Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs).
Os alunos dos cursos de capacitação desses Centros ficam responsáveis pelo recondicionamento dos computadores, como parte da especialização e ampliação das chances de inserção no mercado de trabalho.
Todos os computadores são doados a escolas públicas, associações e instituições com programas sociais, além de comunidades urbanas ou remotas.
Desde o início do programa, mais de 67 mil computadores recondicionados foram doados a cerca de 1,3 mil municípios. E mais de 5,3 mil laboratórios de informática foram criados.
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Baixar áudioA população do Rio Grande do Sul conta com mais 60 laboratórios de informática em 2026. A iniciativa faz parte do programa Computadores para Inclusão, do Ministério das Comunicações, que entregou, em 2025, 348 computadores recondicionados por pessoas de baixa renda, alunas do projeto.
O projeto transforma equipamentos descartados por órgãos públicos em ferramentas de ensino. Além da doação, o programa capacita jovens de baixa renda em cursos de manutenção de computadores e celulares, preparando-os para o mercado de trabalho local.
“O programa tem a finalidade de preparar todos os brasileiros para a era digital. Hoje, o acesso a serviços básicos e a bancos é feito por aplicativos. Quem não sabe usar essas ferramentas está excluído de muitos benefícios. A ideia é não deixar nenhuma pessoa excluída desse universo digital e transformar nossa sociedade, tornando-a totalmente conectada”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
Desde sua criação, o programa já destinou 67 mil computadores para 1.298 municípios em todo o Brasil. Atualmente, existem 27 Centros de Recondicionamento de Computadores (CRCs) operando em quase todas as unidades da federação.
Estes centros são responsáveis por:
O Ministério das Comunicações confirmou que a meta de doar 60 mil equipamentos até o final de 2026 já foi superada. Ao todo, 66 mil alunos concluíram cursos de capacitação digital. Segundo a pasta, a prioridade atual é atender comunidades de difícil acesso, como pescadores, extrativistas e trabalhadores rurais.
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Baixar áudioEstados, municípios e o Distrito Federal podem dar seguimento à execução de seus projetos culturais em 2026.
O Ministério da Cultura já repassou, até o momento, mais de 589,1 milhões de reais, no segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura.
No final de 2025, o MinC realizou o repasse do Ciclo 2 do programa para as capitais brasileiras e o DF. Os pagamentos autorizados somam mais de 294,3 milhões de reais.
Todos os municípios brasileiros com mais de 200 mil habitantes também já receberam os recursos do segundo ciclo. O repasse foi de 294,8 milhões de reais.
O MinC ainda publicou as regras de transição dos saldos que restaram do Ciclo 1 para o Ciclo 2 da Política Nacional Aldir Blanc.
A medida garante a continuidade das ações culturais em todo o país e o melhor aproveitamento dos recursos públicos.
Os entes federativos que possuírem saldo em conta do Ciclo 1 não precisarão devolver os valores. Os recursos deverão ser transferidos para a conta bancária específica do Ciclo 2.
A orientação completa pode ser acessada no site do MinC.
As regras de transição também trazem orientações sobre pagamentos e registro da prestação de contas. E aborda ainda a situação dos estados e municípios que não atingiram o percentual mínimo de execução no ano passado.
Por meio do MinC, os investimentos repassados pelo Governo Federal para a Política Aldir Blanc fortalecem a cultura e ampliam o acesso da população às atividades culturais.
Os recursos podem ser utilizados para a construção, reforma e restauro de equipamentos culturais. Também podem ser aplicados no desenvolvimento e no fortalecimento dos trabalhadores culturais.
O Ministério da Cultura segue empenhado na nacionalização das políticas culturais, destinando de forma permanente recursos para que estados, municípios e o DF promovam ações culturais locais.
Para mais informações acesse o site www.gov.br/cultura
Copiar o textoOperações de crédito e fomento tecnológico tiveram alta de 8% em 2025
Baixar áudioO Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) forneceu, em 2025, mais de R$362 milhões em financiamentos para empresas do setor. Os recursos foram destinados ao apoio de projetos de tecnologia e à venda de equipamentos pela indústria brasileira de telecomunicações. As informações são do Ministério das Comunicações, gestor do fundo.
Do valor total, R$171,8 milhões foram contratados junto aos agentes financeiros do Funttel (BNDES e Finep) para operações de crédito de apoio à inovação e R$190,2 milhões foram para financiar a aquisição de equipamentos de telecomunicações.
Consideradas pelo governo federal como estratégicas para o país, as aplicações do Funttel apoiam, por exemplo, o desenvolvimento de ferramentas como Internet das Coisas, 5G na área da saúde e Inteligência Artificial destinada ao setor de telecomunicações.
Além das operações de crédito, o fundo repassou R$13 milhões para apoiar projetos da Fundação CPQD - Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações, em áreas como segurança da informação, telemedicina, redes futuras e transmissão de dados em altas velocidades.
Educação
O fundo também atua como um catalisador para o desenvolvimento educacional no campo das telecomunicações, seja formando novos profissionais, financiando pesquisas ou contribuindo para a infraestrutura digital das escolas públicas.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o caráter educacional é aspecto indispensável do Funttel. “O Brasil é um país continental que necessita de muito investimento para chegar nos cantos e recantos. Vamos continuar avançando, dialogando com estados, municípios, operadoras e sociedade civil. Porque só com a união de todos vamos conseguir transformar, de fato, a educação brasileira”, afirmou o ministro.
Junto com o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), o Funtell é fonte de recursos para a Política Nacional de Educação Digital. Além disso, já destinou recursos para a concessão de bolsas de iniciação científica para estudantes de graduação em telecomunicações, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Copiar o textoIndicador apresentou alta de 0,15% em dezembro
Baixar áudioA Fundação Getulio Vargas (FGV) informou, nesta segunda-feira (12), que o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou aceleração na primeira prévia de janeiro, atingindo a marca de 0,28%. O resultado mostra um avanço em comparação ao mesmo período de dezembro, quando o índice havia subido 0,15%.
O desempenho foi influenciado, principalmente, pela alta de 0,30% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que apresentou um avanço em relação à taxa de 0,15% da primeira prévia de dezembro.
Além do setor produtivo, o índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também avançou de 0,07% para 0,21%, enquanto o Índice Nacional de Custo da Construção – M (INCC-M), por outro lado, recuou de uma alta de 0,29 % na primeira prévia de dezembro para 0,27%.
O IGP-M é calculado a partir de três indicadores específicos, cada um refletindo um estágio diferente da economia: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que possui o maior peso (60%) e foi o principal responsável pela desaceleração atual ao cair de 0,36% para 0,12%; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30%, que recuou de 0,23% para 0,18%; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do cálculo e variou de 0,27% para 0,22%.
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Baixar áudioOs recursos complementares para o pagamento do piso da enfermagem referentes ao mês de dezembro de 2025 já estão disponíveis para consulta. Os valores foram detalhados na Portaria GM/MS nº 9.624, de 22 de dezembro de 2025, publicada pelo Ministério da Saúde no Diário Oficial da União.
O montante a ser transferido totaliza R$ 815.102.612,80, entre os valores destinados à execução municipal e estadual.
O recurso é repassado aos entes federados todos os meses. O intuito é de que, com a verba, estados e municípios possam efetuar o pagamento do piso de profissionais da categoria.
Em contrapartida, o advogado especialista em direito médico, Josenir Teixeira, destaca que é necessário que a destinação desse dinheiro seja fiscalizada, para garantir que os valores cheguem aos trabalhadores.
“Os profissionais da enfermagem devem ficar atentos a acompanhar o repasse que os municípios irão receber, para que os municípios efetivamente repassem os valores às suas empregadoras, para que, finalmente, as suas empregadoras paguem os valores dentro da folha de pagamento. Vamos ver se realmente esses valores repassados pela União serão suficientes para cumprir o que disse a lei”, afirma Teixeira.
Municípios como Marechal Deodoro (AL), Barão de Cocais (MG) e Lins (SP), receberão mais de R$ 200 mil, cada. Para Sobral (CE), Ipatinga (MG) e Ananindeua (PA), a previsão é de destinação de mais de R$ 2 milhões para cada.
| Região | UF | Valor Transferido para Estado | Valor Transferido para Município | Valor Transferido em dezembro - Total |
|---|---|---|---|---|
| Centro-Oeste | DF | 502.331,51 | - | 502.331,51 |
| Centro-Oeste | GO | 5.037.589,02 | 12.291.122,19 | 17.328.711,21 |
| Centro-Oeste | MS | 1.898.538,25 | 10.234.188,14 | 12.132.726,39 |
| Centro-Oeste | MT | 1.761.459,21 | 9.421.761,28 | 11.183.220,49 |
| Nordeste | AL | 1.979.859,52 | 16.819.663,06 | 18.799.522,58 |
| Nordeste | BA | 34.939.695,30 | 57.484.963,60 | 92.424.658,90 |
| Nordeste | CE | 5.836.599,75 | 43.661.843,29 | 49.498.443,04 |
| Nordeste | MA | 15.351.063,46 | 47.896.139,02 | 63.247.202,48 |
| Nordeste | PB | 6.256.006,62 | 28.514.344,57 | 34.770.351,19 |
| Nordeste | PE | 37.159.758,89 | 33.716.221,97 | 70.875.980,86 |
| Nordeste | PI | 3.796.046,78 | 17.806.594,48 | 21.602.641,26 |
| Nordeste | RN | 6.506.227,15 | 16.866.149,69 | 23.372.376,84 |
| Nordeste | SE | 4.616.311,52 | 6.135.780,18 | 10.752.091,70 |
| Norte | AC | 2.222.393,79 | 1.970.924,15 | 4.193.317,94 |
| Norte | AM | 10.458.831,67 | 13.154.727,88 | 23.613.559,55 |
| Norte | AP | 808.482,06 | 4.572.358,95 | 5.380.841,01 |
| Norte | PA | 12.995.161,57 | 37.777.198,01 | 50.772.359,58 |
| Norte | RO | 1.848.549,25 | 6.152.816,73 | 8.001.365,98 |
| Norte | RR | 15.697,46 | 1.058.256,07 | 1.073.953,53 |
| Norte | TO | 4.382.971,70 | 6.653.035,90 | 11.036.007,60 |
| Sudeste | ES | 9.198.555,36 | 7.872.577,25 | 17.071.132,61 |
| Sudeste | MG | 4.481.320,27 | 108.030.362,22 | 112.511.682,49 |
| Sudeste | RJ | 5.001.751,61 | 47.704.278,46 | 52.706.030,07 |
| Sudeste | SP | 4.124.323,58 | 29.404.672,34 | 33.528.995,92 |
| Sul | PR | 16.759.240,05 | 14.124.068,78 | 30.883.308,83 |
| Sul | RS | 9.966.271,44 | 14.357.898,98 | 24.324.170,42 |
| Sul | SC | 7.714.313,44 | 5.801.315,37 | 13.515.628,81 |
| Total | - | 215.619.350,23 | 599.483.262,56 | 815.102.612,79 |
Entre os estados, o maior valor foi destinado a Pernambuco, que conta, no total, com mais de R$ 37,1 milhões. Na sequência aparece Bahia, com cerca de R$ 35 milhões, entre valores de execução estadual e municipal.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde (MS), em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), deu início nesta segunda-feira (12) a uma nova etapa da campanha de vacinação, com foco no reforço dos imunizantes contra o sarampo e a febre amarela na capital. O Dia D de mobilização, destinado para a população em geral, está marcado para 24 de janeiro.
Embora o sarampo esteja erradicado no Brasil, com reconhecimento da Organização Pan-Americana da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), a iniciativa ocorre após a confirmação de dois casos importados no ano passado.
A estratégia tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal, atualizar cadernetas e, consequentemente, reduzir o número de pessoas suscetíveis às doenças. Com esses propósitos, a ação prioriza locais de grande circulação de pessoas, como:
Além de ações direcionadas a públicos específicos entre os dias 19 e 23 de janeiro, como profissionais da segurança pública, taxistas e trabalhadores do setor hoteleiro.
Segundo o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, Eder Gatti, “a vacinação é a principal ferramenta de proteção. Ao reforçar as ações em grandes centros urbanos, conseguimos interromper cadeias de transmissão e proteger a população de forma coletiva”.
A vacina contra o sarampo é destinada a pessoas de 12 meses a 59 anos. Já a imunização contra a febre amarela é indicada para quem tem entre 9 meses e 59 anos.
Para se vacinar, a população deve procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um dos pontos instalados em locais de grande circulação no município. As vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Em 2025, o Brasil confirmou 38 casos importados de sarampo, de acordo com o MS. A maioria associada a viagens internacionais ou ao contato com regiões de baixa cobertura vacinal. No estado de São Paulo, até dezembro, foram registradas 1,4 mil notificações da doença, sendo 359 no município.
Em relação à febre amarela, entre julho de 2024 e junho de 2025, foram confirmados 123 casos no país, dos quais 63 no estado de São Paulo. No período atual de monitoramento (2025/2026), não há registros da doença.
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Baixar áudioOs benefícios previdenciários pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com valor acima do salário mínimo passaram por um reajuste de 3,90%. Com a atualização, o teto máximo dos benefícios pagos pelo instituto passou a ser de R$ 8.475,55.
A definição consta na Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, publicada em 9 de janeiro de 2026. Apesar da data de publicação, a medida está em vigor desde 1º de janeiro deste ano. A mudança também se aplica a outros auxílios especiais previstos em lei.
A portaria também trata da atualização dos valores de referência para pensões especiais, como a destinada às vítimas da síndrome da talidomida e a pensão paga a pessoas atingidas pela hanseníase.
Segundo o Ministério da Previdência Social, atualmente mais de 12,2 milhões de benefícios têm valor superior ao piso nacional. De acordo com o calendário de pagamentos do INSS, esses segurados começarão a receber os valores reajustados a partir do dia 2 de fevereiro.
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Outra mudança está relacionada à diária paga ao segurado ou dependente que precise se deslocar para a realização de exame médico-pericial ou para participar de processo de reabilitação profissional. Nesse caso, o valor foi atualizado para R$ 141,63.
O ministério explica ainda que os segurados que recebem o piso previdenciário terão os pagamentos ajustados conforme o novo valor do salário mínimo nacional, que passou a ser de R$ 1.621,00.
Esse grupo corresponde a 21,9 milhões de beneficiários, que receberão os pagamentos entre 26 de janeiro e 6 de fevereiro. Para saber a data exata do depósito, é necessário verificar o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço.
A portaria também estabelece que o salário de benefício — valor usado como base para o cálculo da aposentadoria ou de outros benefícios — e o salário de contribuição — sobre o qual o trabalhador contribui para o INSS — não poderão ser inferiores a R$ 1.621,00 nem superiores a R$ 8.475,55, a partir de 1º de janeiro de 2026.
As faixas de contribuição ao INSS para trabalhadores empregados, domésticos e avulsos também foram atualizadas. As novas alíquotas, que variam de 7,5% a 14%, são:
Essas alíquotas se referem aos salários de janeiro e deverão ser recolhidas em fevereiro, uma vez que, em janeiro, os segurados pagam a contribuição referente ao mês anterior.
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Baixar áudioO salário mínimo maior em 2026 deve elevar as despesas municipais em R$ 4,28 bilhões. A projeção foi realizada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) com o objetivo de auxiliar no planejamento dos gastos públicos municipais. O acréscimo de R$ 103 no mínimo deve pressionar as despesas de pessoal ativo das prefeituras até o final de 2026, conforme a CNM.
A Confederação alerta que o reajuste do piso salarial nacional exige atenção dos gestores municipais, com atuação focada em planejamento fiscal e gestão de despesas de pessoal do município.
Os dados apontam que a maior concentração de servidores municipais que recebem até 1,5 salário mínimo está em Minas Gerais, Bahia e Ceará. A quantidade de pessoal dessas UFs representa 32% do total nacional de servidores nessa faixa. “Para os gestores desses estados, o planejamento de tesouraria deve ser particularmente robusto, dada a magnitude do impacto no agregado regional”, diz a CNM.
Pelas projeções, o estado com maior impacto financeiro anual será Minas Gerais, na ordem de R$ 537.943.782. Em seguida aparece Bahia, com R$ 452.654.532. O terceiro maior volume de despesas poderá ser sentido pelo Ceará, sendo de R$ 356.958.391.
A análise da entidade reforça que as prefeituras devem incorporar o novo patamar remuneratório nos cálculos de todas as despesas vinculadas. Além disso, é relevante que, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a gestão promova a devida revisão e eventual adequação das projeções orçamentárias estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, destaca a CNM.
A entidade explica que o salário mínimo impacta diretamente os vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas do setor público municipal. A projeção da CNM aponta que, apesar do reajuste ter validade legal a partir de janeiro, o impacto financeiro direto no Tesouro Municipal, referente à primeira folha de pagamento do novo ano, será sentido a partir de fevereiro.
O estudo mostra que o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621 em 2026 representa um desafio em relação à implementação para a gestão municipal, já que pode impactar as cidades de formas distintas.
“O reajuste do salário mínimo nacional não afeta os cofres municipais de forma homogênea, sendo os municípios de pequeno porte os mais vulneráveis e os que suportam o ônus proporcionalmente maior do aumento", aponta o documento da Confederação.
A estimativa da CNM sobre o impacto do novo salário mínimo considera a expansão contínua do quadro de pessoal nas administrações municipais.
Dados da da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2023 indicam uma tendência consistente de crescimento no número de servidores, considerando todos os vínculos registrados ao longo do ano. Entre 2019 e 2023, esse contingente passou de 6,9 milhões para 8,3 milhões de ocupações.
Segundo a CNM, cerca de 2,1 milhões desses vínculos no âmbito municipal recebem remuneração de até 1,5 salário mínimo.
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