03/06/2026 18:30h

Massa de ar seco mantém sol e baixa umidade em toda a região

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A Região Centro-Oeste terá predominância de uma massa de ar seco na quinta-feira (4), as informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). 

Em Mato Grosso, o destaque é o calor mais forte, com sol predominante e queda acentuada da umidade relativa do ar durante a tarde.

Em Goiás e no Distrito Federal, o tempo segue estável, com sol entre poucas nuvens e temperaturas mais amenas nas primeiras horas do dia. Já em Mato Grosso do Sul, o sol também predomina, com leve influência de uma massa de ar frio que perde força, deixando apenas temperaturas mais agradáveis no extremo sul do estado ao amanhecer.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 13°C em Brasília. Já a máxima pode chegar a 33°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 85%.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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03/06/2026 18:20h

Encontro reúne setor público, empresárias e especialistas para discutir liderança, inclusão e desenvolvimento econômico

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O debate sobre segurança, liderança feminina e oportunidades de negócios no turismo ganhou destaque nesta quarta-feira (3), com a abertura do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, realizado no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB).

Promovido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a ONU Turismo, o encontro reúne representantes do setor público, empresárias, pesquisadoras, especialistas e organismos internacionais para discutir o papel das mulheres na atividade turística.

Entre os destaques da programação está o lançamento das versões em inglês e espanhol do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, elaborado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Unesco.

“A importância desse guia é, sobretudo, tratar sobre a segurança das mulheres, o acolhimento das mulheres. A vinda das mulheres para o destino brasileiro precisa ser encarada com muita seriedade e esse guia é uma orientação do Ministério para todo o setor, para toda a cadeia do turismo, de como atender bem as mulheres, acolhê-las e tratá-las com proteção”, explicou Fernanda Norat, secretária-executiva do Ministério do Turismo.

A publicação reúne orientações para mulheres que viajam desacompanhadas, abordando planejamento, hospedagem, deslocamentos, segurança, comportamento preventivo e canais de apoio. O material também é direcionado aos prestadores de serviços turísticos, incentivando práticas voltadas à recepção e à assistência das viajantes.

A iniciativa é apresentada pelo MTur como exemplo de ação voltada à proteção e ao acolhimento de mulheres viajantes, estimulando a troca de experiências entre os países participantes.

Atualmente, as mulheres representam 52,5% da força de trabalho do turismo, e seis em cada dez negócios do setor são liderados por elas.

Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o fórum reforça a relevância da participação feminina em uma atividade econômica estratégica para o país.

“A liderança da mulher é fundamental para o sucesso do turismo, no qual elas conduzem a maioria dos negócios. Este evento joga luz sobre esse protagonismo e amplia o debate sobre desafios e oportunidades, em um setor que gera renda, riqueza para o país e emprego para o nosso povo. Ao mesmo tempo, discute o que fazer para que as viajantes se sintam acolhidas e tenham liberdade para visitar qualquer lugar do país”, afirmou.

“Estamos unindo o poder público e a iniciativa privada para garantir cada vez mais autonomia financeira às mulheres, segurança para as turistas e a inclusão definitiva delas nos espaços de poder e de altas decisões”, complementou o ministro.

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A percepção internacional sobre os destinos brasileiros também esteve entre os temas debatidos. Segundo o diretor do escritório da ONU Turismo para as Américas e Caribe, Heitor Cadri, o país tem avançado na estruturação do setor e na qualificação dos serviços oferecidos aos visitantes.

"O Brasil é considerado de forma global como um destino bastante seguro. Como qualquer país em desenvolvimento, temos nossos desafios, mas os próprios resultados dos últimos anos têm mostrado que o Brasil tem caminhado para ser um conjunto de destinos cada vez melhor estruturado, melhor organizado e temos vários locais que a gente pode realmente considerar que são bem seguros para os turistas", pontuou.

O fortalecimento das políticas de proteção às mulheres também foi destacado durante o evento. De acordo com a primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, o estado tem ampliado mecanismos de apoio e atendimento para moradoras e visitantes.

"O compromisso do Estado é oferecer para essas mulheres a segurança pública e a gente já mostra isso com o resultado de um trabalho que vem sendo feito há muito tempo na Paraíba, não somente de proteção às mulheres que já foram vítimas, mas aquelas mulheres que podem chegar aqui e ter a segurança de que aqui elas terão canais de denúncia e proteção", destacou.

O fórum foi organizado em três eixos principais:

  • a mulher como empreendedora, que vai discutir geração de renda, inovação e desenvolvimento territorial;
  • a mulher como consumidora, com foco em destinos mais preparados para receber turistas mulheres e boas práticas de acolhimento;
  • e a mulher como protagonista no turismo, abordando liderança feminina, segurança, representatividade e acesso à Justiça.

Outras temáticas

O painel "Ultrapassando Barreiras" discute direitos e desafios enfrentados pelas mulheres na busca por cargos de alta gestão. Além disso, um debate sobre a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027 aborda os preparativos para receber visitantes, os impactos para as cidades-sede e a geração de empregos.

A diversidade de experiências no setor está no centro do painel "Diversidade, Pertencimento e Experiências", que trata da participação feminina no afroturismo, no turismo comunitário, no turismo 60+ e no etnoturismo indígena.

A programação também conta com a terceira edição do “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, com rodadas de negócios do Novo Fungetur, programa de financiamento voltado aos empreendedores do setor.

O espaço também oferece orientações sobre o Cadastur, cadastro oficial do Ministério do Turismo para prestadores de serviços turísticos, além de consultorias do Sebrae destinadas aos microempreendedores individuais (MEI).
 
 

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03/06/2026 18:20h

Massa de ar frio mantém temperaturas baixas no Sudeste nesta quinta-feira

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A Região Sudeste terá uma quinta-feira (4) marcada pela atuação de uma massa de ar frio, que mantém as temperaturas baixas durante as madrugadas e primeiras horas da manhã, segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Além do frio, a umidade vinda do oceano favorece maior nebulosidade e instabilidades na faixa litorânea da região. Em São Paulo, o tempo segue firme no interior, enquanto a faixa leste apresenta variação de nuvens e amanhecer mais frio. No Rio de Janeiro, a previsão é de céu com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada ao longo do dia. Em Minas Gerais, a queda de temperatura será mais acentuada, especialmente no Sul de Minas, onde áreas serranas podem registrar mínimas próximas de 4°C. Já no Espírito Santo, o sol aparece entre nuvens, com chance de chuvas rápidas e isoladas na faixa costeira.

Entre as capitais, mínima de 11ºC em Belo Horizonte. A máxima deve chegar a 25ºC em Vitória. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.
 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.
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Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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03/06/2026 18:10h

Norte terá chuvas no norte da região e tempo seco com calor intenso no sul

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A Região Norte terá uma quinta-feira (4) marcada por contrastes no clima, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Em Roraima, Amapá, norte do Pará e do Amazonas, a previsão é de pancadas frequentes de chuva, que podem vir acompanhadas de trovoadas ao longo do dia. Já em Tocantins, Rondônia e Acre, o cenário é de céu aberto, sol forte e baixa umidade relativa do ar, com calor mais intenso durante a tarde e ausência de chuva significativa.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 22°C em Rio Branco. A máxima pode chegar a 35°C em Tocantins.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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03/06/2026 18:05h

Edital de Seleção Pública de Patrocínio 2026 do Banco da Amazônia selecionou iniciativas culturais, sociais, ambientais, esportivas e de desenvolvimento econômico na região; projetos serão executados até o fim de dezembro de 2026

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O Banco da Amazônia anunciou os projetos aprovados na Seleção Pública de Patrocínio 2026, que destinará R$ 3,9 milhões a iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico, social, cultural, ambiental e esportivo na Amazônia Legal. As propostas selecionadas serão executadas entre maio e dezembro deste ano e têm o objetivo de gerar emprego, renda, inclusão e cidadania na região.

Segundo a instituição, o edital foi planejado para abarcar a pluralidade da região e atua sob diretrizes amparadas pela Lei nº 13.303/2016 e pela Instrução Normativa nº 02/2019 da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). 

Os critérios de seleção incluem o fortalecimento da identidade amazônica, a promoção do desenvolvimento sustentável e o estímulo a atividades voltadas à conservação ambiental e à inclusão social. Ao todo, 65 projetos foram selecionados.

“Ao investir nesses segmentos e fazer o recurso circular localmente, o Banco da Amazônia cumpre sua missão institucional de desenvolver o território com responsabilidade e transparência”, diz comunicado, em blog oficial do banco.

Entre os projetos aprovados estão "Braçadas do Futuro", voltado à natação de alto rendimento para atletas e paratletas em Roraima; "Um Sonho Olímpico da Natação", que apoia a trajetória esportiva da atleta Pietra Diniz; e a 43ª Exposição Agropecuária de Altamira (Expoalta).

Eixos de investimento

As iniciativas aprovadas estão divididas em cinco grandes segmentos de atuação e respeitam limites específicos de investimento por proposta.

Confira cada eixo e o teto de aporte financeiro por projeto:

  • Cultural – até R$ 80 mil: música, audiovisual, artes cênicas, festivais regionais e a salvaguarda de saberes populares;
  • Mercadológico/Exposições e Congressos – até R$ 80 mil: eventos como feiras agropecuárias, turismo regional e incentivo ao MEI e à indústria local;
  • Social – até R$ 50 mil: ações focadas na garantia de direitos, combate à fome e à pobreza, capacitação profissional e inclusão produtiva;
  • Ambiental – até R$ 50 mil: educação ambiental, reciclagem, economia circular e preservação de ecossistemas locais;
  • Esportivo – até R$ 50 mil: esporte olímpico e paralímpico, nas categorias de base individuais ou coletivas.

A lista de projetos aprovados e habilitados já pode ser consultada. Os responsáveis pelas iniciativas selecionadas receberão uma Carta de Aprovação oficial, por e-mail, com as orientações para a fase de habilitação documental e assinatura de contratos.

A agenda das feiras, festivais e projetos socioambientais patrocinados pelo Banco da Amazônia poderá ser acompanhada por meio das redes sociais da instituição, como no Instagram (@bancoamazonia)

Práticas antirracistas

Segundo o Banco da Amazônia, o incentivo financeiro às atividades culturais, sociais e esportivas vão além do recebedor dos recursos. Ao serem contemplados pelo edital, os proponentes assumiram o compromisso de entregar contrapartidas à sociedade – como ações socioambientais de preservação e promoção de acessibilidade universal, recursos como Libras e adaptações às normas da ABNT.

O edital também estabelece a adoção de práticas de comunicação antirracistas. Entre as medidas previstas estão:

  • Promover treinamentos de sensibilização para as equipes; 
  • Adotar medidas de inclusão racial em todas as fases de desenvolvimento;
  • Aplicar política de “zero tolerância” ao racismo nos conteúdos produzidos.
     
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03/06/2026 18:00h

Recursos serão utilizados em ações de resposta no Rio Grande do Sul, Pará e Amazonas

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O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec), autorizou, nesta quarta-feira (3), o repasse de R$ 2 milhões para ações de resposta em cinco municípios afetados por desastres.

Receberão recursos cidades de Rio Grande do Sul, Amazonas e Pará. As portarias com a liberação dos valores foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira abaixo:

Rio Grande do Sul

Amazonas

Pará

Os recursos foram autorizados a partir de critérios técnicos que levam em conta a magnitude dos desastres, o número de desabrigados e desalojados e as necessidades apresentadas nos planos de trabalho enviados pelas prefeituras.

Como solicitar recursos

Municípios que tiverem o reconhecimento federal de situação de emergência ou estado de calamidade pública podem solicitar recursos ao MIDR para ações de defesa civil. As solicitações devem ser realizadas por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A partir dos planos de trabalho enviados, a equipe técnica da Defesa Civil Nacional avalia as metas e valores propostos. Após aprovação, os repasses são formalizados por meio de portaria no DOU, liberando os valores correspondentes.

Capacitação para agentes de defesa civil

A Defesa Civil Nacional também oferece uma série de cursos a distância para capacitar e qualificar agentes municipais e estaduais no uso do S2iD. O objetivo é preparar os profissionais das três esferas de governo para responderem de forma eficiente às situações de emergência. Confira aqui a lista completa dos cursos.

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03/06/2026 18:00h

Contraste climático marca o Nordeste com instabilidade na costa e calor no interior

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A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) para esta quinta-feira (4) na Região Nordeste indica continuidade do contraste climático entre o litoral e o interior.

Na faixa litorânea, que vai da Bahia ao Rio Grande do Norte, a atuação da umidade vinda do oceano mantém o tempo instável, com chuvas persistentes e possibilidade de volumes expressivos, especialmente entre Alagoas, Pernambuco e Paraíba. No norte da região, como Maranhão e Piauí, também há previsão de pancadas isoladas, com destaque para o litoral noroeste maranhense.

Já no interior do Nordeste, o cenário segue completamente diferente. O tempo permanece firme, com céu ensolarado, calor intenso e baixa umidade relativa do ar durante as horas mais quentes do dia.

Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C em Maceió. Já a máxima pode alcançar os 36 °C em Teresina. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%, com os índices mais baixos concentrados no interior da região.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

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03/06/2026 07:00h

Resultado foi confirmado após tratativas conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Para ministério, decisão fortalece relações sanitárias e comerciais entre os dois países

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A China reconheceu oficialmente o Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão foi confirmada nesta terça-feira (2) e ocorre um ano após o reconhecimento do mesmo status sanitário pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA).

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o reconhecimento do status sanitário brasileiro contribui para o fortalecimento das relações comerciais entre os dois países.

O ministério informou que o reconhecimento é resultado de tratativas conduzidas durante a missão oficial do ministro da Agricultura, André de Paula, à China, realizada em maio deste ano. Em reuniões com autoridades chinesas das áreas de Agricultura e Comércio, foram apresentados avanços do sistema brasileiro de defesa agropecuária e reforçado o pedido pelo reconhecimento do status sanitário nacional.

“Esse foi um dos principais temas que levamos como prioridade durante nossa recente missão à China. Tivemos reuniões longas e produtivas com os ministros da Agricultura e do Comércio, e essa era uma das reivindicações mais importantes que apresentamos. Por isso, temos razões de sobra para celebrar esse resultado”, afirmou André de Paula.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, destacou que a medida pode contribuir para o avanço de negociações técnicas envolvendo produtos das cadeias bovina e suína. Segundo Goulart, o reconhecimento sanitário permite ampliar discussões relacionadas ao acesso de produtos brasileiros ao mercado chinês e à diversificação da pauta exportadora desses setores.

No início de 2026, a China também reconheceu o status do Brasil como país livre de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) para a carne bovina brasileira.

Durante a missão presidencial à China, realizada em maio de 2025, os dois países assinaram um memorando de entendimento na área de medidas sanitárias e fitossanitárias. O acordo foi firmado entre o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil e a Administração-Geral de Aduanas da China e prevê o fortalecimento da cooperação bilateral em temas ligados à sanidade animal e vegetal.

Principal destino das exportações do agronegócio brasileiro, a China respondeu por mais de US$ 50 bilhões em compras do setor em 2025
 

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03/06/2026 04:55h

Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que medida proposta pelos Estados Unidos pode prejudicar indústria brasileira e mercado norte-americano, além de afetar cadeias produtivas integradas e enfraquecer a relação econômica bilateral

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A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros preocupa a indústria nacional, segundo avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em posicionamento, a entidade afirma que a medida pode afetar as exportações brasileiras e gerar impactos nas cadeias produtivas dos dois países. A proposta foi apresentada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). 

Para a CNI, a tarifa adicional pode prejudicar a relação econômica bilateral. A entidade defende a ampliação do diálogo entre Brasil e Estados Unidos para buscar alternativas à medida. 

“A relação econômica entre Brasil e Estados Unidos é estratégica, sólida e construída ao longo de décadas. A eventual adoção de tarifas adicionais vai prejudicar a indústria brasileira e o mercado norte-americano. O momento exige diálogo e análise técnica. De nossa parte, estamos prontos para contribuir com as negociações", afirmou Alban.

Alban também argumentou que a proposta desconsidera a integração existente entre cadeias produtivas dos dois países. 

“Uma decisão tão genérica, cercada de injustiças. Temos máquinas e equipamentos que são complementares, inclusive, com vendas intercompanies americanas, como máquinas voltadas para o agronegócio, motores que não são substituídos facilmente. Temos a parte de madeiras engenheiradas e tem uma série de outras coisas que a gente precisa fazer”, salienta o presidente da CNI.

Dados da CNI mostram que as exportações brasileiras de bens da indústria de transformação para os Estados Unidos somaram US$ 30,2 bilhões em 2025, queda de 4,2% em relação ao ano anterior. 

O levantamento aponta, ainda, que entre os 15 principais setores exportadores, nove registraram retração. Os maiores recuos foram observados nos segmentos de produtos de metal (-31,6%), madeira (-20%), celulose e papel (-19,9%) e veículos automotores (-17,6%).

A proposta de tarifa ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Desde 2025, o governo norte-americano ampliou investigações sobre práticas comerciais brasileiras e adotou medidas tarifárias sobre determinados produtos importados. Na avaliação do presidente da CNI, a decisão atual não é de caráter político, “mas sim de caráter econômico, com as suas nuances”, afirmou.

Defesa comercial 

Para Ricardo Alban, o Brasil precisa fortalecer sua política de defesa comercial em parceria com o setor produtivo para proteger setores estratégicos da economia e ampliar a competitividade da indústria nacional.

O presidente da CNI defende a incorporação da defesa comercial à política industrial e o fortalecimento de cadeias produtivas consideradas estratégicas para o país. “O Brasil [precisa] se debruçar, definitivamente, de forma compartilhada com o setor produtivo, na verdadeira defesa comercial. Estados Unidos, Europa, Japão e China fazem isso e nós temos que fazer. Temos que analisar, seriamente, os processos. Nós temos que nos preocupar com as cadeias de valores interessantes, não só estrategicamente, como economicamente, para o país, para que nós possamos não premiar qualquer ineficiência, mas, sim, premiar aquilo que é necessário para manter o Brasil. E aí, sim, a soberania. E a soberania se conquista com cadeias de valores”, pontua Alban.

Espaço para negociação

Apesar da preocupação com a proposta tarifária, a CNI avalia que ainda existe espaço para negociação. No dia 6 de julho, o USTR realizará uma audiência pública para discutir o tema e receber contribuições por escrito de governos, entidades e empresas interessadas. 

Para a confederação, a expectativa da indústria é que o Brasil utilize essa oportunidade para apresentar argumentos técnicos que contribuam para uma avaliação mais equilibrada da medida.

Além das negociações com os Estados Unidos, Alban defendeu o avanço de acordos comerciais e tributários com parceiros estratégicos, como México, Canadá, Japão e Inglaterra. 

A CNI informou ainda que continuará acompanhando as discussões e atuando junto às autoridades brasileiras e norte-americanas para buscar soluções que preservem a parceria econômica entre os dois países e reduzam os impactos para o setor produtivo.
 

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03/06/2026 04:50h

Durante palestra promovida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Ministro André de Paula antecipou anúncio do programa e defendeu avanço do seguro rural para ampliar acesso dos produtores ao financiamento

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O governo federal vai disponibilizar R$ 14 bilhões em linhas de crédito para investimentos em máquinas e implementos agrícolas por meio do Programa Move Agricultura

O anúncio oficial está previsto para a próxima segunda-feira (8), durante a Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), mas foi antecipado pelo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, nesta terça-feira (2), durante a reunião aberta com o tema “Diálogo, inovação e crescimento: o novo momento do agronegócio brasileiro”, realizada na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

A novidade trata-se da consolidação do programa que já havia sido anunciado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em abril deste ano durante a AgriShow, em Ribeirão Preto, interior paulista. Na ocasião, o montante disponibilizado seria de R$ 10 bilhões.

“O presidente Lula vai anunciar formalmente as bases do Programa Move Agricultura. Não serão R$ 10 bilhões, serão R$ 14 bilhões disponibilizados, com juros de 8,5% — para operações realizadas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) — e 9,5% para os outros 42 bancos credenciados”, afirmou o ministro.

Crédito existe, mas acesso continua sendo desafio 

Durante o debate promovido pela ACSP, representantes do setor produtivo alertaram que o principal problema não é apenas o volume de recursos disponíveis, mas as dificuldades enfrentadas pelos produtores para acessar o crédito

O presidente da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Rio Verde (ACIRV), José Carlos Cintra, que também é produtor rural, relatou que tem observado nas principais feiras agropecuárias do país um cenário de escassez de crédito e juros elevados

“Os recursos serão disponibilizados, mas hoje o produtor rural não está conseguindo acessar esse crédito. Os bancos estão muito restritivos, com muitas exigências. Teremos recursos, mas muitos produtores não terão acesso a esse crédito”, ressaltou. 

André de Paula concordou com o diagnóstico e atribuiu parte das dificuldades de acesso ao crédito à falta de instrumentos de mitigação de risco, como o seguro rural.

Ampliação do seguro rural

Durante os debates, o coordenador do Conselho do Agronegócio da ACSP, Cesário Ramalho, destacou que o maior problema do agro brasileiro não é a dívida do setor, mas a defasagem do seguro rural.

“Nós temos que ter um seguro abrangente. Como ocorre nos Estados Unidos (EUA), 80% a 90% das lavouras, da pecuária e das atividades do campo têm que estar cobertas com seguro. Nós temos que ter seguro contra as intempéries climáticas”, defendeu.

O ministro André de Paula respondeu que tanto o seguro rural quanto o endividamento dos produtores são questões centrais para o governo e, inclusive, temas de projetos legislativos em tramitação no Congresso Nacional

Ele admitiu que os avanços ainda são inferiores às necessidades do setor, mas afirmou que o Ministério da Agricultura tem defendido a pauta nas negociações internas do governo. 

Política não trabalha com o ideal, trabalha com o possível. Eu tenho legitimidade para querer, reivindicar e trabalhar para que possamos ter um avanço mais significativo”, disse.

Relação comercial com os Estados Unidos 

Durante entrevista coletiva, André de Paula também comentou a possibilidade de novas tarifas de importação sobre produtos brasileiros anunciadas pelos EUA. Para ele, é legítimo que o governo estadunidense adote medidas para proteger seus interesses econômicos, mas defendeu a busca por soluções negociadas que minimizem impactos sobre o comércio bilateral

“O presidente Lula tem sempre acentuado que o balanço dessa relação comercial é mais favorável aos EUA do que ao Brasil. Vamos seguir mostrando que se podemos ganhar aqui, perdemos ali e que essa é uma relação que deve ser olhada com muito carinho pelas duas partes”, afirmou.

Nesta terça-feira (2), o governo dos EUA anunciou a possibilidade de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre a importação de determinados produtos brasileiros, alegando práticas consideradas desleais, como comércio digital e desmatamento ilegal. A medida poderá entrar em vigor em 15 de julho

Entre os produtos excluídos da nova tarifa estão carne bovina, café, terras raras, outros metais e peças de aeronaves

ACSP e Sociedade Rural firmam parceria 

O evento também marcou a assinatura de um termo de cooperação institucional entre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Sociedade Rural Brasileira (SRB). O objetivo da parceria é fortalecer a atuação conjunta das entidades em temas estratégicos para o agronegócio e para o setor produtivo nacional. 

O presidente da ACSP, Alfredo Cotait Neto — que também preside a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) — afirmou que a iniciativa reforça a organização da sociedade civil em torno das demandas do campo

“Queremos mostrar que a sociedade civil está cada vez mais organizada para que, junto com o governo, possa discutir as demandas, fortalecer as ações e melhorar cada vez mais as atividades do agronegócio no Brasil”, disse. 

Já o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, destacou a trajetória histórica das duas instituições e a importância da união entre entidades representativas do setor. 

“Nossas entidades representam um associativismo legítimo, construído ao longo de décadas. A Sociedade Rural Brasileira é um patrimônio moral da agricultura brasileira, assim como a Associação Comercial de São Paulo é uma referência para as atividades comerciais em todo o país”, afirmou. 

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