06/02/2026 04:55h

Governo federal deve buscar equilíbrio fiscal, orienta IFI

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As despesas públicas brasileiras já ultrapassaram R$ 560 bilhões em 2026. O dado pode ser acompanhado em tempo real na plataforma Gasto Brasil, ferramenta desenvolvida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), em parceria com a Associação Comercial e Empresarial de São Paulo (ACSP).

Do total apurado, mais de R$ 230 bilhões correspondem a gastos da União, R$ 160 bilhões dos estados e do Distrito Federal e R$ 175 bilhões dos municípios. Os números foram consolidados na segunda-feira (2) e englobam despesas com pessoal e encargos sociais, investimentos, inversões financeiras e outros gastos correntes.

Na comparação com a arrecadação tributária registrada pelo Impostômetro, também nesta segunda-feira, o Gasto Brasil mostra que a despesa pública já supera a receita. Até o momento, a arrecadação somou cerca de R$ 480 bilhões. O Impostômetro contabiliza todos os tributos recolhidos pelas três esferas de governo, incluindo impostos, taxas, contribuições, multas, juros e correção monetária.

Equilíbrio fiscal

Em ano de eleições e Copa do Mundo, o governo federal deverá concentrar esforços na busca pelo equilíbrio fiscal. É o que orienta o primeiro Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) do ano, divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI).

Segundo o relatório, em 2025, o déficit primário legal — que desconsidera determinados gastos autorizados pela legislação — foi de R$ 9,5 bilhões, o equivalente a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado ficou dentro da meta fiscal, que admite déficit ou superávit de até 0,25% do PIB.

Já o déficit efetivo, que considera todas as despesas sem exceções, alcançou R$ 61,7 bilhões, ou 0,5% do PIB. Embora a meta tenha sido formalmente cumprida, a IFI ressalta que o resultado efetivo contribui para o aumento da dívida bruta do governo central.

Para 2026, o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias previa exceções ao arcabouço fiscal equivalentes a 6,7% das despesas. Esse percentual, no entanto, foi ampliado para 8,2% na lei sancionada, o que representa cerca de R$ 230 bilhões em gastos excluídos das regras fiscais.

O diretor da IFI, Alexandre Andrade, alerta para os riscos na execução do orçamento de 2026, especialmente no que se refere às despesas com benefícios previdenciários.

“Os parâmetros utilizados foram relativamente otimistas, e a dotação desta despesa foi reduzida entre a fase de sanção do orçamento e a proposta original. Então, identificamos riscos de aumento de contenções, seja por bloqueios ou contingenciamento de despesas discricionárias”, avalia.

Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, entende ser inevitável, em algum momento, a aprovação de reformas impopulares, como a administrativa e a previdenciária, além da tributária, que começou a vigorar este ano.

“Seja qual for o governo, não importa se ele é de direita, esquerda ou centro. Vai chegar em 2027 e vai ter que mexer com algumas reformas de impacto para tentar equilibrar as contas públicas”, afirma.

Despesas obrigatórias comprimem investimentos

A elevada participação das despesas obrigatórias no orçamento também preocupa a IFI. Segundo Andrade, o espaço para despesas discricionárias é limitado, variando entre 5% e 10% do total, o que tem impacto direto sobre os investimentos públicos.

“Esse baixo nível de investimentos do governo afeta a taxa de investimento da economia e limita a capacidade de crescimento do país, ou o que os economistas chamam de PIB potencial”, destaca.

Diante desse cenário, a IFI avalia que, em 2026, o governo federal deverá priorizar uma gestão fiscal de curto prazo e adiar medidas estruturais, tanto de aumento de tributos uanto de cortes expressivos de gastos. Com a dificuldade de obter apoio parlamentar, o objetivo tende a ser zerar o déficit primário, e não alcançar o centro da meta de superávit, fixado em 0,25% do PIB.

Esse patamar, no entanto, ainda está distante do que a IFI considera necessário para estabilizar a trajetória da dívida pública: um superávit primário superior a 2% do PIB.

*Com informações da Senado Notícias

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06/02/2026 04:50h

Dos 100 municípios brasileiros com menor índice de endividamento, a maioria (51) está localizada na Região Sudeste

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Levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) revela que, em 2025, dos 100 municípios menos endividados do Brasil, a maioria (51) está localizada na Região Sudeste. Em seguida aparece o Sul, com 22 cidades nessa condição. Na sequência vêm o Centro-Oeste e o Norte, com 14 e 7 municípios, respectivamente, seguidos pelo Nordeste, com 6.

O ranking é liderado por Seropédica (RJ). Santa Luzia (MG) ocupa a segunda posição entre as cidades com menor índice de endividamento do país, seguida por Saquarema (RJ). Completam as cinco primeiras colocações Santana de Parnaíba (SP) e Macaé (RJ), em quarto e quinto lugares, respectivamente. 

Correção

Anteriormente, o Brasil 61 havia informado que o ranking se referia aos municípios mais endividados. O equívoco ocorreu devido a uma interpretação incorreta da metodologia do estudo, que apresenta os resultados em uma ordem que pode gerar confusão, já que a conclusão deve ser feita no sentido inverso.

De acordo com o relatório, os dados foram normalizados em uma escala de 0 a 100, sempre obedecendo ao critério de que quanto mais próximo de 100, melhor o desempenho.

Confira a lista dos 20 municípios menos endividados do país, segundo o CLP:

  • Seropédica (RJ)
  • Santa Luzia (MG)
  • Saquarema (RJ)
  • Santana de Parnaíba (SP)
  • Macaé (RJ)
  • Niterói (RJ)
  • Maricá (RJ)
  • Goiana (PE)
  • Curvelo (MG)
  • Indaiatuba (SP)
  • Vitória (ES)
  • Tangará da Serra (MT)
  • Nova Lima (MG)
  • Itaboraí (RJ)
  • Itaperuna (RJ)
  • Águas Lindas de Goiás (GO)
  • Pouso Alegre (MG)
  • Aracruz (ES)
  • Coronel Fabriciano (MG)
  • Canaã dos Carajás (PA)

O estudo integra a sexta edição do Ranking de Competitividade dos Municípios, que avaliou 418 cidades brasileiras — o equivalente a 7,5% do total de municípios do país. 

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O recorte considera apenas localidades com mais de 80 mil habitantes, conforme a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2024.

Novos municípios analisados

De acordo com o levantamento, 14 municípios passaram a integrar o grupo analisado nesta edição. São eles: Canaã dos Carajás (PA), Barbalha (CE), Eusébio (CE), Ceará-Mirim (RN), Arcoverde (PE), Belo Jardim (PE), Carpina (PE), Alfenas (MG), Três Rios (RJ), Matão (SP), São Roque (SP), Cianorte (PR), Biguaçu (SC) e Itapema (SC).

Em conjunto, os 418 municípios analisados concentram 60,28% da população brasileira, o equivalente a 128.144.024 habitantes, de um total estimado de 212.577.978 pessoas no país, segundo dados do IBGE referentes a 2024.

Atraso no pagamento de fornecedores

Outro levantamento, divulgado no fim do ano passado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), aponta que 1.202 prefeituras (28,8%) enfrentam atrasos no pagamento de fornecedores. 

Por outro lado, 2.858 municípios (68,5%) afirmaram manter seus compromissos fiscais em dia. A pesquisa ouviu representantes de 4.172 cidades, entre os 5.568 municípios brasileiros. Outros 112 (2,7%) não responderam a esse questionamento.

O estudo também indica que a escassez de recursos tem reflexos adicionais nas contas públicas. Segundo a CNM, 1.293 prefeituras (31%) empurraram despesas de 2025 para 2026 sem a devida previsão orçamentária, configurando os chamados restos a pagar.

Em contrapartida, 2.623 municípios (62,9%) informaram que não deixariam dívidas sem cobertura orçamentária, enquanto 256 (6,1%) não responderam. 
 

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06/02/2026 04:45h

Apesar de oscilações nos preços, empresas brasileiras de minério de ferro seguem apostando na resiliência do mercado e direcionam produção para produtos de maior qualidade

Apesar de oscilações, os preços do minério de ferro se mantiveram, em média, acima de US$ 100 por tonelada, o que contribui para manter um otimismo cauteloso por parte dos produtores da commodity no Brasil. Em razão disso, os produtores brasileiros de maneira geral têm mantido seus projetos de crescimento, acreditando na resiliência do mercado, mesmo com a menor demanda da China, de longe o maior consumidor da matéria prima da indústria siderúrgica.

O que eles têm feito é um direcionamento da produção visando produtos de maior teor de ferro e níveis mais baixos de contaminantes, como uma das estratégias para manter-se competitivos.

A Anglo American segue com seus planos de expansão na região do Sistema Minas-Rio. Nos próximos anos serão dedicados à consolidação de estudos estratégicos e à incorporação de novas tecnologias ao processo produtivo. No campo da expansão da mina os esforços da companhia estão concentrados no estudo de viabilidade que irá definir a melhor estratégia para a incorporação dos recursos minerais da Serra da Serpentina e Serra do Sapo, onde está localizada a atual operação do Minas-Rio.

A logística segue como um dos pilares estruturantes do Sistema Minas-Rio. Com 529 quilômetros de extensão, o mineroduto atravessa 33 municípios entre Minas Gerais e Rio de Janeiro até chegar ao Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), onde o minério de ferro premium da Anglo American é filtrado e exportado.

A transformação digital tem papel central na estratégia da Anglo American. Soluções como Inteligência Artificial, sensores conectados e operação remota vêm redefinindo a forma de operar, com ganhos expressivos em produtividade, segurança, sustentabilidade e tomada de decisão baseada em dados.

A inovação está no centro da estratégia global Future Smart Mining. Um exemplo concreto desse movimento foi a inauguração, em 2025, do Centro de Operações Remotas (COR) do Minas-Rio, que centraliza o monitoramento e a operação de equipamentos da mina.

A ArcelorMittal deu início à operação da nova planta de beneficiamento de minério de ferro da Mina de Serra Azul, localizada em Itatiaiuçu (MG). O projeto demandou investimentos da ordem de R$ 2,5 bilhões e marca um salto expressivo na escala produtiva do empreendimento, cuja capacidade instalada praticamente triplicou, passando de 1,6 milhão para 4,5 milhões de toneladas anuais.

A Bemisa vem se consolidando como um player estratégico no mercado de minério de ferro em Minas Gerais, onde concentra um conjunto robusto de ativos formado pelos projetos Baratinha, Mongais e Pedra Branca. A estratégia de longo prazo da companhia prevê alcançar uma produção superior a 10 milhões de toneladas por ano até 2030 no Estado.

A Cedro Mineração tem intensificado os investimentos em tecnologia nas operações localizadas em Nova Lima e Mariana (MG), com o objetivo de ampliar significativamente a vida útil de suas minas — em muitos casos, por mais de uma década —, reduzir impactos ambientais e elevar a competitividade em um mercado global cada vez mais exigente.

A Gerdau vem consolidando uma estratégia robusta para garantir o suprimento de longo prazo à sua operação siderúrgica por meio de investimentos estruturantes na mineração em Minas Gerais. O principal aporte é a nova plataforma de mineração sustentável, que contempla investimentos de R$ 3,2 bilhões entre 2023 e 2026.

A Herculano direciona seus investimentos para ampliação da produção de pellet feed de alta qualidade na unidade de Itabirito (MG), agregando valor ao portfólio e contribuindo para a descarbonização da cadeia do aço. A estratégia reflete uma visão de longo prazo, alinhada às exigências dos mercados internacionais e às metas globais de sustentabilidade.

O projeto Ferro Verde, da Brazil Iron, promete colocar a Bahia e o Brasil no mapa mundial da descarbonização da indústria siderúrgica. Com previsão de início de produção em 2030 e investimento já superior a R$ 1,7 bilhão em pesquisas, a iniciativa será a primeira no País a fabricar o Hot Briquetted Iron (HBI) — um produto conhecido como ferro verde — com saldo líquido zero de emissões de gases de efeito estufa.

Leia a matéria completa na edição 454 da Brasil Mineral

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06/02/2026 04:40h

Encontro entre os ministros Carlos Fávaro e Oksana Lut tratou de fertilizantes, comércio de carnes e pescado, certificação sanitária e intercâmbio técnico

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Representantes do setor agropecuário do Brasil e da Rússia se reuniram na quarta-feira (4) para discutir o fortalecimento das relações comerciais e técnicas entre os dois países. O diálogo antecedeu a Comissão Brasil–Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN), principal mecanismo de coordenação intergovernamental entre os dois países, segundo o Governo Federal.

Durante o encontro, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, destacou o país eurasiático como parceiro estratégico, especialmente no fornecimento de fertilizantes. “Manter um diálogo contínuo, transparente e técnico entre nossas autoridades é importante para garantir previsibilidade, estabilidade e confiança nas relações comerciais bilaterais”, disse.

A ministra da Agricultura da Federação da Rússia, Oksana Lut, por sua vez, reforçou o interesse em aprofundar a parceria, baseada na confiança mútua e na cooperação de longo prazo.

Temas abordados

Entre os principais temas debatidos esteve o comércio de carnes de aves. As autoridades defenderam o reconhecimento da regionalização e da compartimentação sanitária, mecanismos que permitem restringir embargos a áreas específicas em casos de ocorrências localizadas, a fim de evitar impactos amplos sobre o comércio internacional. Também foi discutido o avanço na habilitação de plantas interessadas na exportação de pescado ao mercado russo.

Fávaro reiterou, ainda, que o Brasil irá ampliar o uso da certificação eletrônica para produtos de origem animal, considerada estratégica para modernizar processos, reduzir riscos logísticos e aumentar a eficiência das operações.

Além das questões comerciais, os ministros trataram sobre a ampliação do intercâmbio de estudantes, com foco na troca de conhecimentos e experiências sobre diferentes formas de produção agropecuária.

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06/02/2026 04:35h

Correntistas já podem solicitar a transferência de empréstimos entre bancos pelo open finance, com mais rapidez, transparência e concorrência no mercado de crédito

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Cada vez mais presente na vida dos brasileiros, o Open Finance avança para uma nova etapa com a liberação da portabilidade de crédito feita diretamente pelos aplicativos das instituições financeiras. A funcionalidade permite que o cliente transfira empréstimos de um banco para outro de forma totalmente digital, com menos burocracia e mais poder de escolha.

A novidade surge poucos dias após o sistema completar cinco anos e está alinhada às resoluções publicadas pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, que ampliam as alternativas para a portabilidade de operações de crédito dentro do ecossistema financeiro.

Atualmente, fora do open finance, o processo de portabilidade pode levar até 25 dias. Com o novo modelo, o prazo cai para até cinco dias úteis, com acompanhamento em tempo real pelo aplicativo da instituição escolhida.

Mais concorrência e redução de juros

A troca padronizada de dados financeiros tende a estimular a concorrência entre os bancos e melhorar as condições oferecidas aos clientes, especialmente no crédito sem garantia.

Atualmente, essa modalidade apresenta grande variação de taxas, que podem ir de 4% a 20% ao mês. Com ofertas mais claras e comparáveis, o consumidor consegue visualizar com precisão o impacto nas parcelas e no custo total do contrato, facilitando a escolha da melhor opção.

O Open Finance já soma cerca de 100 milhões de consentimentos ativos, o equivalente a aproximadamente 30 milhões de pessoas com pelo menos uma conta conectada. A expectativa é que a portabilidade impulsione ainda mais o uso do sistema.

Como funciona a portabilidade pelo Open Finance

  • O cliente acessa o aplicativo do banco para o qual deseja levar o empréstimo;
  • Autoriza o compartilhamento de dados via Open Finance;
  • Visualiza os contratos elegíveis, nesta fase apenas de crédito pessoal sem consignação;
  • Compara condições como prazo, valor das parcelas e custo total;
  • Analisa o contrato e assina digitalmente;
  • Aguarda a conclusão do processo, que pode incluir contraproposta do banco original.

Implementação gradual

Neste primeiro momento, a portabilidade via Open Finance está disponível apenas para crédito pessoal sem garantia e sem consignação. Em fase de testes, o serviço começa a ser utilizado a partir de fevereiro de 2026.

Na sequência, o Banco Central deve iniciar as discussões para a portabilidade do crédito consignado, começando pelos servidores públicos federais, com previsão de funcionamento em novembro de 2026. Outras modalidades de crédito devem ser incorporadas gradualmente.
 

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06/02/2026 04:30h

Segundo a confederação, crescimento de 0,6% da produção industrial em 2025 representa “forte desaceleração” iniciada em 2024, com o início do ciclo de aumento dos juros

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O crescimento de 0,6% da produção industrial em 2025, segundo o levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última terça-feira (3), representa uma forte desaceleração em comparação a 2024, período em que o setor apresentou alta de 3,1%. A avaliação é da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que relaciona a perda de ritmo da atividade industrial no último ano ao alto patamar dos juros, à demanda interna insuficiente e ao aumento das importações.

A confederação argumenta que a piora no resultado foi reduzida pelo desempenho da indústria extrativista — relacionada a atividades como mineração e extração de petróleo e gás natural —, que teve crescimento de 4,9% em 2025 e ajudou a compensar a queda de 0,2% da indústria de transformação — responsável por transformar matérias-primas em produtos e que abrange a fabricação de alimentos, vestuário, veículos, eletrônicos, entre outros —, que vinha de um crescimento de 3,7% em 2024.

Mesmo assim, o cenário adverso retratado pela CNI teria impactado o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) da confederação, que teve o pior resultado para janeiro em 10 anos e completou 13 meses abaixo da linha de 50 pontos — o que caracteriza quadro persistente de falta de confiança.

A CNI reforçou que a falta de confiança já prejudica a indústria em 2026, pois leva empresários a deixar de investir, produzir e contratar, tendo impacto consequencial na economia brasileira.

 

Desaceleração acompanha aumento dos juros desde 2024

 

Segundo a CNI, a desaceleração industrial observada em 2025 teve início ainda no segundo semestre de 2024, convergindo com o período em que o Banco Central iniciou o ciclo de aumento da taxa Selic. A indústria de transformação, que cresceu 2,3% no primeiro semestre de 2024, subiu somente 1,8% no semestre seguinte e continuou a ser pressionada pelo aumento dos juros — que chegaram ao patamar atual de 15% ao ano na metade de 2025 —, caindo 0,4% no primeiro semestre e 0,8% no segundo semestre de 2025.

O diretor de Economia da CNI, Mário Sérgio Telles, explica que a manutenção da Selic em patamares “punitivos” encareceu o crédito ao setor produtivo, o que resultou na retenção de investimentos e redução do apetite dos consumidores por produtos industriais.

“O prejuízo causado pelos juros altos é enorme: em 2024, com a Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, complementa.

A CNI reforça que esse enfraquecimento da demanda encontra respaldo nos dados da Sondagem Industrial da confederação. Empresários industriais argumentam que os estoques ficaram acima do planejado durante o segundo semestre de 2025.

Junto aos juros e à demanda enfraquecida, a CNI destaca o desafio do aumento das importações para a indústria. As compras de bens de consumo, bens de capital e bens intermediários saltaram 15,6%, 7,8% e 5,6%, respectivamente, em 2025, capturando parcela relevante do mercado interno.

As informações são da CNI.

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Coalizão dos Biocombustíveis reúne lideranças políticas e empresariais em prol do protagonismo do Brasil na transição energética

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Lançada na Câmara dos Deputados na quarta-feira (4), a Coalizão dos Biocombustíveis surge como um espaço de articulação entre o Legislativo e o setor produtivo para fortalecer os biocombustíveis como eixo central da transição energética brasileira. A Coalizão é formada inicialmente pelas Frentes Parlamentares da Agropecuária (FPA), do Biodiesel (FPBio), do Etanol (FPEtanol) e da Economia Verde

Com atuação junto ao Executivo, o grupo recém inaugurado pretende contribuir para a formulação de políticas, metas e instrumentos que consolidem o Brasil como referência global em energia limpa, conciliando desenvolvimento econômico, inclusão social e sustentabilidade ambiental.

A coordenação da bancada ficou com o deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), que já acumula as funções de coordenador das frentes parlamentares do Cooperativismo (Frencoop) e da Economia Verde, além da Comissão de Transição Energética da Câmara dos Deputados. Ele foi o relator do projeto que virou a Lei dos Combustíveis do Futuro, um dos principais impulsionadores do movimento, responsável por direcionar cerca de R$ 260 bilhões de investimento.

Objetivos

Entre os princípios defendidos pela coalizão estão o reconhecimento dos biocombustíveis como política de Estado, a integração entre energia, indústria, agropecuária e meio ambiente, o estímulo à produção nacional, à valorização da economia circular e ao uso de resíduos na geração de energia limpa. A iniciativa também destaca a importância da Avaliação do Ciclo de Vida (ACV) como critério técnico para mensurar o impacto ambiental dos combustíveis.

Além disso, o grupo defende um planejamento estruturado para a substituição gradual dos combustíveis fósseis, com metas claras, instrumentos de financiamento e a discussão sobre a criação de um Fundo Nacional para a Transição Energética. Para os participantes, o Brasil reúne condições únicas para liderar a economia de baixo carbono, com impactos positivos ambientais, sociais e econômicos.

Um dos primeiros desafios do bloco será barrar a possibilidade de importação de biodiesel, tema que entrou em debate após a abertura de consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia. O setor argumenta que a produção nacional é suficiente para atender à demanda e que a importação pode prejudicar as indústrias brasileiras.

COP 30

Um dos principais resultados da COP 30, realizada em Belém do Pará no ano passado, foi o compromisso assumido pelo governo federal de criar um mapa do caminho para a descarbonização energética, com os biocombustíveis ganhando destaque na tarefa de substituir a utilização de combustíveis fósseis, mais nocivos ao meio ambiente. 

Eles são produzidos a partir de rejeitos ou dejetos de origem animal e vegetal, como o bagaço de cana ou fezes suínas. Dessas biomassas surgem o etanol, o biodiesel e o biogás, capazes de fazer mover veículos à combustão, com a vantagem de emitir menos gases poluentes, e ainda aproveitam matérias que antes eram descartadas na natureza.

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06/02/2026 04:20h

México, Estados Unidos e Canadá concentram a maioria dos casos; Brasil segue sem circulação endêmica

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A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), emitiu um alerta diante do aumento acentuado dos casos de sarampo na Região das Américas. Após cinco anos de baixa circulação, a doença voltou a apresentar persistência de casos e surtos em diversos países ao longo de 2025, tendência que, segundo a entidade, se mantém no início de 2026.

No ano anterior, foram confirmados 14.891 casos, dos quais 29 evoluíram para óbito. México, Canadá e Estados Unidos concentraram cerca de 95% das notificações, com um total de 14.106 casos.

Confira a distribuição das incidências de sarampo nas Américas em 2025:

País Casos notificados Óbitos
Argentina 36 -
Belize 44 -
Bolívia (Estado Plurinacional) 597 -
Brasil 38 -
Canadá 5.436 2
Costa Rica 1 -
El Salvador 1 -
Estados Unidos da América 2.242 3
Guatemala 1 -
México 6.428 24
Paraguai 49 -
Peru 5 -
Uruguai 13 -

Fonte: OPAS

Aumento acentuado em 2026

Em 2026, entre a Semana Epidemiológica (SE) 1 e a SE 3, foram confirmados 1.031 casos da doença na Região das Américas, sem registro de óbitos até o momento. O número representa um aumento de 45 vezes em relação aos 23 casos registrados no mesmo período de 2025. Os países com notificações no início deste ano foram:

País Casos confirmados
Bolívia 10
Canadá 67
Chile 1
Estados Unidos da América 171
Guatemala 41
México 740
Uruguai 2

Fonte: OPAS

De acordo com a OPAS, entre os casos confirmados com informações disponíveis, 78% não estavam vacinados.

Brasil

Apesar do aumento de casos em países das Américas, o Brasil segue livre da circulação endêmica do vírus, conforme reconhecimento da OPAS. Em 2025, foram confirmados 38 casos de sarampo no país, registrados no Distrito Federal (1) e em seis estados: 

  • Maranhão (1);
  • Mato Grosso (6);
  • Rio de Janeiro (2);
  • São Paulo (2);
  • Rio Grande do Sul (1); e 
  • Tocantins (25). 

Do total, dez registros foram importados — contraídos no exterior —, 25 estiveram relacionados à importação e três tiveram fonte de infecção desconhecida. Em relação ao histórico vacinal, 94,7% das ocorrências envolveram pessoas não vacinadas ou com situação vacinal desconhecida.

Segundo o Alerta Epidemiológico, a distribuição etária evidencia maior impacto em crianças menores de 5 anos, que concentraram 30,6% dos casos (11 registros). Pessoas entre 5 e 19 anos representaram 22,2% (8 casos), enquanto adultos com mais de 20 anos corresponderam a 50% (19 casos).

Recomendações OPAS

Diante do cenário, a OPAS/OMS “insta os Estados Membros a reforçarem, com caráter prioritário, as atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos”. Entre as recomendações estão:

  • o fortalecimento da vigilância epidemiológica; 
  • a ampliação da vacinação de rotina; e 
  • a resposta rápida a casos suspeitos.

Quais os sintomas e como se proteger do sarampo?

O sarampo é uma doença infecciosa altamente transmissível. Os principais sintomas incluem febre alta (acima de 38,5 °C) e manchas vermelhas na pele, acompanhadas de tosse seca, conjuntivite, coriza e mal-estar intenso.

Conforme a OMS, a vacinação é a medida mais eficaz para prevenir o sarampo. No Brasil, a população de 12 meses a 59 anos têm indicação para vacinação. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto devem iniciar ou completar a imunização conforme o Calendário Nacional de Vacinação.

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente duas vacinas: a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que inclui também a varicela.

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06/02/2026 04:15h

Instituto Nacional de Câncer aponta que dados orientam planejamento de políticas públicas e ações no SUS

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A publicação Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil do Instituto Nacional de Câncer (INCA) aponta que o Brasil deve registrar 781 mil novos casos da doença por ano até 2028. A projeção cai para 518 mil casos anuais quando excluídos os tumores de pele não melanoma, de alta incidência, mas baixa letalidade. Os dados foram divulgados no Dia Mundial do Câncer, 4 de fevereiro, no edifício-sede do Instituto, no centro do Rio de Janeiro.

Conforme o INCA, as previsões confirmam que o câncer vem se consolidando como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil. Os dados demonstram, ainda, que os casos de câncer se aproximam dos registros de doenças cardiovasculares e pode seguir como desafio central para o SUS nas próximas décadas.

O Instituto afirma que os números refletem o envelhecimento da população, desigualdades regionais e desafios que persistem em relação ao acesso à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

A Estimativa é elaborada e divulgada pela Coordenação de Prevenção e Vigilância (Conprev) do INCA a cada três anos. O objetivo é apoiar o planejamento e a vigilância em saúde no curto prazo. Na avaliação do INCA, os dados da pesquisa orientam o planejamento de políticas públicas e de ações a serem realizadas no âmbito do SUS.

Os dados focam nos tumores de maior magnitude epidemiológica e relevância na saúde pública.

Diagnósticos de câncer mais incidentes

Entre os homens, os cinco tipos de câncer mais incidentes são os de próstata, cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral.

Confira a incidência entre os homens:

  • Próstata (30,5%)
  • Cólon e reto (10,3%)
  • Pulmão (7,3%)
  • Estômago (5,4%)
  • Cavidade oral (4,8%)

Já entre as mulheres, predominam os cânceres de mama, cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

Confira a incidência entre as mulheres:

  • Mama (30,0%)
  • Cólon e reto (10,5%)
  • Colo do útero (7,4%)
  • Pulmão (6,4%)
  • Tireoide (5,1%)

Em ambos os sexos, o câncer de pele não melanoma permanece como o mais frequente. Os dados desse tipo de câncer são apresentados separadamente em função da alta incidência de casos e baixa letalidade.

Pela publicação, os cânceres com grande potencial de prevenção e detecção precoce são do colo do útero e o colorretal

Estimativas mostram também diferenças regionais em relação à incidência de diagnósticos. De acordo com o INCA, as diferenças observadas refletem desigualdades nos padrões de comportamento dos indivíduos, no acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

A análise considerou fatores socioeconômicos, ambientais, comportamentais e ao acesso desigual aos serviços de saúde.

Confira o recorte regional de indecência:

  • Câncer do colo do útero está entre os mais incidentes no Norte e Nordeste;
  • Câncer de estômago tem maior incidência entre os homens no Norte e Nordeste;
  • Tumores associados ao tabagismo (pulmão e cavidade oral) são mais frequentes no Sul e Sudeste.

Em nota, o chefe da Divisão de Vigilância e Análise de Situação da Conprev, Luís Felipe Martins, destacou que  as estimativas publicadas em diferentes edições não devem ser comparadas diretamente entre si. A justificativa é de que as informações não se destinam à construção de séries históricas de incidência, já que as fontes de informação, como os Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), vêm apresentando avanços em cobertura, qualidade dos dados e redução de sub-registros. 

Dicas de prevenção e diagnóstico precoce

O INCA orienta que a população tome algumas inciativas para a prevenção contra o câncer, com chance de aumentar as possibilidades de cura e redução da mortalidade. Por exemplo, a vacinação contra o HPV – que previne câncer do colo do útero.

O controle do tabagismo também é indicado como como uma das medidas mais eficazes de prevenção de diferentes tipos de câncer, além de evitar o consumo de álcool.

Veja mais orientações do INCA:

  • Alimentação saudável;
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06/02/2026 04:10h

O preço do suíno vivo apresenta estabilidade em MG, RS e SP; o frango resfriado e o congelado apresentam estabilidade

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O preço do boi gordo abre esta sexta-feira (6) em alta de 0,87%. A arroba é negociada a R$ 336,15, no estado de São Paulo.

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
05/02/2026 336,15 0,87% 2,83% 63,99
04/02/2026 333,25 1,32% 1,94% 63,34
03/02/2026 328,90 0,52% 0,61% 62,78
02/02/2026 327,20 0,09% 0,09% 62,24
30/01/2026 326,90 0,03% 2,41% 62,25

 

Preço do frango congelado e resfriado

Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 6,96, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,02.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP 

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS
05/02/2026 6,96 0,00% -0,43%
04/02/2026 6,96 0,87% -0,43%
03/02/2026 6,90 -0,29% -1,29%
02/02/2026 6,92 -1,00% -1,00%
30/01/2026 6,99 -1,13% -13,92%

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS
05/02/2026 7,02 0,00% -0,43%
04/02/2026 7,02 0,86% -0,43%
03/02/2026 6,96 -0,29% -1,28%
02/02/2026 6,98 -0,99% -0,99%
30/01/2026 7,05 -1,26% -13,39%

 

Preço da carcaça suína especial e do suíno vivo

A carcaça suína especial também volta a apontar queda de 1,11% no preço, sendo negociada a R$ 10,69 por quilo nos atacados da Grande São Paulo.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

DATA MÉDIA VAR./DIA VAR./MÊS
05/02/2026 10,69 -1,11% -3,95%
04/02/2026 10,81 0,00% -2,88%
03/02/2026 10,81 -2,61% -2,88%
02/02/2026 11,10 -0,27% -0,27%
30/01/2026 11,13 0,00% -13,45%

 

O preço do suíno vivo registra estabilidade em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, desvalorização de 0,30% no Paraná e de 0,45% em Santa Catarina. As mercadorias variam entre R$ 6,61 e R$ 6,94.

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg) 

DATA ESTADO VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS
05/02/2026 MG - posto 6,76 0,00% -4,52%
05/02/2026 PR - a retirar 6,70 -0,30% -1,33%
05/02/2026 RS - a retirar 6,76 0,00% 0,00%
05/02/2026 SC - a retirar 6,61 -0,45% -1,49%
05/02/2026 SP - posto 6,94 0,00% -2,12%

 

Os valores são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

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