12/05/2026 04:55h

Empresários afirmam que os tetos atuais estão defasados, dificultando a permanência de pequenos negócios no regime simplificado

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O setor produtivo defende que a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021, seja estendida também às demais faixas de enquadramento do Simples Nacional. A proposta é considerada estratégica para reduzir a informalidade e aliviar a pressão sobre pequenos negócios

O empresário e ex-deputado federal Walter Ihoshi, atual membro do conselho diretor da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), participou das discussões que resultaram na criação do MEI durante seu mandato parlamentar. Ele ressalta que os limites de enquadramento do Simples Nacional permanecem congelados desde 2018 e já não refletem a realidade econômica do país

“Ao longo desse tempo nós tivemos inflação, aumento de custos com locação, mão de obra, folha de salários. Especialmente depois da pandemia, nós tivemos um aumento dos insumos. E o teto tanto do Simples como do MEI não teve esse aumento”, afirma.

Ihoshi também considera positiva a possibilidade de o MEI contratar até dois funcionários, em vez de apenas um, como prevê a legislação atual. 

“Será muito importante a aprovação desse projeto que autoriza contratar até dois funcionários, ainda mais nesse momento de muita informalidade, pessoas trabalhando em dois, três serviços ao mesmo tempo, fazendo bico. Isso é muito importante para a formalização dos negócios”, destaca.

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP) participa de articulações do setor produtivo no Congresso Nacional como vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e membro da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE). Para ele, a atualização dos limites de faturamento é uma questão de justiça para os empreendedores de pequeno porte

“O PLP 108/2021 que reajusta esses percentuais é uma questão de justiça, de reconhecer o setor que mais gera empregos e mais cria oportunidade para o nosso país. É nossa prioridade e nós queremos urgentemente que ele seja deliberado”, afirma.

Tramitação

Em março, a Câmara dos Deputados aprovou o regime de urgência para o PLP 108/2021. O texto prevê o aumento do limite de faturamento anual do MEI para até R$ 130 mil e autoriza esse perfil de empreendedor a contratar até dois empregados

Com a urgência, a matéria poderia seguir diretamente para votação em plenário, sem passar pelas comissões temáticas. No entanto, os parlamentares decidiram criar uma comissão especial para aprofundar o debate, reunindo especialistas, representantes do governo e do setor produtivo antes da votação final

“Nós vamos concentrar em um colegiado único a discussão do Simples Nacional. Aprovado o projeto dentro dessa comissão, ela vai direto para o plenário da Câmara. Isso vai agilizar o processo. E a nossa expectativa é que esse projeto seja aprovado na Câmara ainda neste ano de 2026, apesar das eleições”, estima Walter Ihoshi.

Após eventual aprovação na Câmara, o projeto retorna ao Senado, onde teve origem. 

A instalação da comissão especial é considerada uma conquista para o G50+ — grupo estratégico criado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), com objetivo de ampliar a representação empresarial junto ao Congresso Nacional e ao governo federal.

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, destaca que a medida é essencial para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, afirma. 

Defasagem pressiona pequenos negócios

Criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, o Simples Nacional reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Atualmente, os limites de faturamento são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EPP)

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões

Na avaliação do setor produtivo, a atualização permitiria que empresas permanecessem no regime simplificado mesmo após crescimento do faturamento, evitando aumento da carga tributária e incentivando a formalização. 

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12/05/2026 04:50h

Documento da CNI reúne mais de 30 propostas voltadas a comércio, inovação, energia, defesa e integração de cadeias produtivas e foi debatido em Nova York

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O setor industrial brasileiro elencou um conjunto de mais de 30 medidas estratégicas para fortalecer a parceria entre Brasil e Estados Unidos (EUA). Elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Agenda Estratégica da Indústria Brasileira para os Estados Unidos 2026 foi debatida nesta segunda-feira (11), em Nova York, durante o Brasil-U.S. Industry Day, encontro que reúne representantes dos setores público e privado dos dois países. 

Atualmente, os EUA são o principal destino das exportações industriais brasileiras e o maior investidor estrangeiro no Brasil. Segundo a CNI, com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o estoque de investimentos estadunidenses no país alcançou US$ 232,8 bilhões em 2024. 

Além disso, na última década, a indústria brasileira exportou um total de US$ 253,7 bilhões para os EUA. Desse total, 81,7% correspondem a produtos da indústria de transformação, de acordo com levantamento da CNI com base em dados do governo brasileiro e do U.S. Bureau of Economic Analysis.

A representante da indústria brasileira afirma que Brasil e Estados Unidos possuem forte complementaridade produtiva e potencial de cooperação em setores estratégicos, como energia, transformação digital, saúde, defesa e tecnologias avançadas

Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, as novas relações comerciais entre os dois países devem evoluir da cooperação entre empresas para uma integração mais ampla entre cadeias produtivas e de valor

“Os Estados Unidos e o Brasil têm uma relação bilateral comercial muito de manufatura. É a mais rica entre as relações comerciais na área de produtos industrializados, onde existe o conceito — que vai vingar nas novas relações comerciais — de complementaridade. Em vez de ser hoje muito mais intercompany, que Brasil e os Estados Unidos possam ter uma complementaridade de cadeias produtivas, cadeias de valor”, avalia.

Recomendações da indústria

As propostas da indústria brasileira estão organizadas em nove temas: 

  • Comércio e acesso a mercado: eliminação de barreiras tarifárias e não tarifárias, além da negociação de acordos setoriais e mecanismos de cooperação regulatória para reduzir custos e ampliar a competitividade das exportações brasileiras. Também propõe modernização aduaneira, digitalização de processos e maior interoperabilidade regulatória.
  • Transformação digital: programas bilaterais de inovação para aproximar empresas, universidades e centros de pesquisa, além de projetos conjuntos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias emergentes aplicadas à produtividade, descarbonização e inserção do Brasil em cadeias globais de alto valor.
  • Investimentos e ambiente de negócios: negociação de um acordo para evitar dupla tributação, fortalecimento dos mecanismos de proteção a investimentos e a harmonização de regras de propriedade intelectual.
  • Minerais críticos e cadeias produtivas estratégicas: fomentar investimentos, inovação tecnológica e integração de cadeias produtivas ligadas à exploração, ao processamento e à transformação de minerais essenciais para transição energética, segurança alimentar e produção industrial com alto valor agregado.
  • Segurança energética e indústria de baixo carbono: aprofundar parcerias em hidrogênio de baixa emissão, biocombustíveis e soluções de captura e armazenamento de carbono. A proposta também inclui coordenação regulatória internacional, fortalecimento da liderança dos dois países no mercado global de biocombustíveis e ampliação do financiamento para projetos de resiliência energética.
  • Complexo econômico-industrial da saúde e inteligência artificial: ampliar a cooperação em pesquisa e produção local de medicamentos, vacinas e insumos farmacêuticos ativos, aproximar Anvisa e FDA em questões regulatórias e estimular investimentos em manufatura farmacêutica, biotecnologia e dispositivos médicos. 
  • Defesa, aeroespacial e setores de uso tecnológico dual: fortalecimento da cooperação em tecnologias avançadas e setores de uso civil e militar, como comunicações, biotecnologia, drones, segurança cibernética, sistemas autônomos e materiais avançados. A proposta inclui ampliar parcerias em defesa, desenvolver soluções conjuntas para segurança de fronteiras e aprofundar a cooperação aeroespacial, além de assinar o Acordo de Aquisição de Defesa Recíproca.
  • Formação de capital humano em altas tecnologias: aproximar instituições do Brasil e dos EUA de ensino técnico, tecnológico e universitário para formação de profissionais com foco na indústria avançada. A agenda prevê o intercâmbio de pesquisadores, atração de talentos e criação de centros binacionais em áreas como I.A., computação quântica, materiais avançados e biotecnologia. 
  • Governança e diálogo institucional: criação de um plano bilateral anual, com metas, indicadores e acompanhamento contínuo do setor público e privado. É importante reativar mecanismos de alto nível para garantir coordenação contínua em temas como defesa, energia, inovação, finanças e economia digital.

Brasil-U.S. Industry Day

Para reforçar a importância da parceria bilateral, a CNI e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos realizaram nesta segunda-feira, no The Glasshouse, em Nova York, a primeira edição do Brasil-U.S. Industry Day

O encontro reuniu cerca de 500 lideranças empresariais, investidores e autoridades governamentais para discutir temas considerados prioritários e de comum interesses para o setor industrial dos dois países.

Ricardo Alban destaca o papel da participação dos presidentes das federações da indústria de 17 estados brasileiros.

“O que nós queremos não é interatividade, o que nós queremos é atrair parceiros e formar novas cadeias produtivas. Então, cada um na sua federação, no seu estado, participando, interagindo, conhecendo, fazendo essa interlocução, é fundamental. Nossa responsabilidade é cada vez maior, e nossa vontade de acertar também aumenta a cada instante”, ressalta.

A programação contou com dois painéis principais. O primeiro sobre como a relação Brasil e EUA pode tornar cadeias de valor de áreas estratégicas mais resilientes e competitivas, especialmente em meio às mudanças nas políticas tarifárias e ao realinhamento global das cadeias produtivas. Já o segundo vai debater a agenda econômica e oportunidades de médio e longo prazo com os investimentos em transição energética, infraestrutura e desenvolvimento industrial no Brasil. 

O evento também contou com uma cerimônia de reconhecimento a empresas, entidades e lideranças que contribuíram para o fortalecimento da relação econômica entre os dois países nos últimos anos. 

Os detalhes estão disponíveis no site da CNI.

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12/05/2026 04:45h

10ª edição do Salão do Turismo apresentou iniciativas regionais, novos investimentos e debates sobre o futuro do setor

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Gastronomia regional, inovação tecnológica, inclusão e manifestações culturais deram o tom da 10ª edição do Salão do Turismo, que reuniu representantes de todo o país em uma programação voltada à promoção de destinos e ao fortalecimento do setor turístico brasileiro.

Ao longo de três dias, o evento concentrou palestras, apresentações culturais, rodadas de negócios e debates sobre sustentabilidade, conectividade aérea, inclusão e turismo comunitário.

A edição deste ano também reforçou o turismo interno como estratégia de desenvolvimento econômico, geração de renda e valorização da diversidade cultural brasileira. Realizado pela primeira vez no Nordeste, o encontro aconteceu em Fortaleza, no Centro de Eventos do Ceará.

Culinária

A diversidade de sabores brasileiros ganhou destaque entre os corredores do evento. Entre os produtos que chamaram atenção do público estava o doce de palma apresentado pela Paraíba, preparado com o cacto tradicionalmente usado na alimentação animal no sertão e transformado em sobremesa típica com a adição de coco.

No estande do Amapá, visitantes encontraram a chamada “culinária do meio do mundo”, baseada em ingredientes amazônicos e modos de preparo tradicionais. O espaço reuniu pratos com tucupi negro, peixes regionais e castanha-do-brasil, além de sobremesas feitas com cumaru, conhecido popularmente como a “baunilha da Amazônia”.

Santa Catarina apostou em referências da imigração europeia para apresentar produtos do Vale Europeu, como salames italianos, geleias artesanais e bala de banana. Uma das curiosidades foi a geleia produzida com torresmo moído, ligada à tradição da agricultura familiar catarinense.

Representando o município de Independência, no Ceará, Katiuce Guerreiro levou ao salão produtos de um grupo voltado ao turismo de base comunitária e à valorização de sítios arqueológicos. “É uma experiência que dá muita visibilidade para o negócio do turismo. O produto deixa de ter só aquele contato com o público do município, o público local, e passa a ser visto a nível nacional”, afirmou.

Tecnologia

A aplicação de inteligência artificial e ferramentas digitais no planejamento turístico também esteve no centro das discussões do evento. Especialistas das áreas de inovação e gestão pública debateram de que forma a tecnologia pode tornar os destinos mais acessíveis, melhorar a circulação de visitantes e aproximar os serviços públicos das demandas de turistas e moradores.

O tema foi abordado na palestra “Tecnologias e IA Aplicadas para as Políticas Públicas de Turismo”. Já na apresentação “Turismo Orientado por Pessoas: tecnologias e transformação das experiências”, Roberto Pereira, da BNP Soluções em TI; Edvaldo de Vasconcelos Vieira da Rocha Filho, diretor-presidente da InovaTech, de João Pessoa (PB); e Ari Melo, pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), destacaram que inovação no setor não se resume à digitalização de serviços.

Segundo os participantes, o cruzamento de dados, o uso de inteligência artificial e investimentos em infraestrutura urbana inteligente podem contribuir para melhorar a mobilidade, ampliar a acessibilidade e personalizar experiências para quem visita os destinos turísticos.

Os debatedores também ressaltaram que cidades mais conectadas tendem a gerar impactos positivos tanto para o turismo quanto para a economia local e para a sustentabilidade.

Manifestações culturais

O primeiro dia do evento foi marcado por apresentações culturais que transformaram o espaço em uma vitrine da diversidade brasileira. Festas populares, danças tradicionais e manifestações regionais tomaram conta dos corredores e do palco principal.

A programação começou com um trio paraibano especializado em forró pé de serra, divulgando o Festival de Trios de Forró, realizado anualmente em Queimadas, na Paraíba.

As tradições afro-brasileiras também estiveram presentes na programação cultural com a participação da Comunidade Kalunga Engenho II, de Cavalcante, na Chapada dos Veadeiros (GO). A apresentação levou ao público elementos ligados à ancestralidade, à memória coletiva e às manifestações populares da comunidade.

Outro momento que mobilizou os visitantes foi a passagem dos bois-bumbás Caprichoso e Garantido, representantes do Festival de Parintins (AM). Com música, dança e cortejos pelos corredores do evento, os grupos transformaram o espaço em um espetáculo marcado pela forte interação com o público.

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A servidora pública e assistente social Selma Nogueira destacou a diversidade cultural apresentada no evento.

“A gente ficou encantada, maravilhada com os estandes, em saber que o nosso país é riquíssimo, tem muitas regiões belíssimas e muitas coisas para serem aproveitadas e vivenciadas. Muitos locais para visitar, muita coisa bonita para a gente ver”, disse.

Linhas de crédito para o turismo

Uma das medidas anunciadas durante o evento foi a criação de uma linha de crédito voltada para microempreendedores individuais (MEIs) que atuam no turismo. Batizado de “Do Lado do Turismo Brasileiro”, o programa prevê financiamento de até R$ 21 mil por operação, juros de 5% ao ano mais INPC e prazo de carência de seis meses.

A proposta, segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, é facilitar o acesso ao crédito para trabalhadores que costumam enfrentar barreiras no sistema financeiro formal.

“[A linha de crédito] é uma condição para aquelas pessoas que, às vezes, ficam à margem do sistema financeiro do nosso país, mas que têm um papel importantíssimo no setor do turismo. São os micro e pequenos empreendedores individuais: a mulher que vende acarajé, o vendedor de coco, o carrinho de picolé”, afirmou.

O ministro também destacou que o programa contará com aporte inicial de R$ 100 milhões, em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social.

“Essas pessoas têm muita dificuldade para contratar crédito, se inserir no mercado e melhorar o ambiente de trabalho. Por isso, lançamos, junto ao Ministério do Desenvolvimento Social, um aporte de R$ 100 milhões para oferecer crédito exatamente a essas pessoas que têm essa necessidade, que estão no Cadastur, mas ainda não têm acesso às linhas de financiamento das instituições financeiras do país”, completou.

Investimento

O crescimento do turismo halal também entrou na pauta do evento. O segmento é voltado ao público muçulmano e reúne serviços adaptados aos princípios islâmicos.

O Brasil, já consolidado como maior exportador mundial de proteína animal halal, busca agora ampliar sua participação no turismo voltado a esse mercado, que pode movimentar R$ 1,88 trilhão até 2028, segundo projeção da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

O tema foi discutido no workshop “Turismo e Hospitalidade para o Mercado Halal”, realizado durante dois dias no Salão do Turismo.

Turismo para neurodivergentes

A acessibilidade para pessoas neurodivergentes também foi debatida no evento com o lançamento do “Guia Para Atender Bem Turistas Neurodivergentes”, apresentado pelo Ministério do Turismo durante a programação do Salão do Turismo.

O material foi elaborado com base em uma pesquisa nacional conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), que ouviu 761 pessoas entre fevereiro e março de 2026, incluindo autistas, pessoas com TDAH, dislexia, familiares e profissionais da área.

O levantamento apontou que fatores sensoriais ainda representam um desafio importante para esse público durante viagens e atividades turísticas. O excesso de barulho, por exemplo, causa desconforto para 72,7% dos entrevistados. Luzes intensas, aglomerações e alterações inesperadas de roteiro também aparecem entre os fatores que afetam a permanência e o bem-estar nos espaços visitados.

Entre as orientações reunidas no guia estão medidas consideradas simples e de baixo custo, como organização de ambientes sensoriais, comunicação mais objetiva, previsibilidade das informações e capacitação das equipes de atendimento.

A pesquisa também mostra que experiências negativas impactam diretamente a imagem dos destinos turísticos: mais de 80% das pessoas neurodivergentes e familiares deixam de recomendar locais após situações de desconforto. Em contrapartida, adaptações como protetores auriculares e estratégias para evitar filas podem melhorar significativamente a experiência dos visitantes.
 

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12/05/2026 04:40h

Experiências apresentadas no Salão do Turismo evidenciam geração de renda, preservação ambiental e protagonismo das comunidades locais

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O turismo de base comunitária, que une preservação ambiental e geração de renda em territórios locais, foi um dos principais temas discutidos durante o Salão do Turismo, realizado em Fortaleza, no Ceará.

Em diferentes painéis, especialistas apresentaram experiências que mostram como trilhas de longa distância e o turismo de pesca sustentável vêm transformando realidades em áreas rurais, comunidades tradicionais e regiões de alta relevância ambiental.

As discussões destacaram ainda que o crescimento do turismo de natureza tem se consolidado como alternativa econômica em territórios como a Serra da Ibiapaba e a Amazônia, com forte participação das comunidades locais na gestão e nos benefícios das atividades.

Na avaliação de Fabiana Oliveira, coordenadora-geral de Produtos e Experiências Turísticas do Ministério do Turismo (MTur), o setor tem buscado ir além da visitação convencional, dando maior destaque para o que temos de melhor no Brasil.

“A gente tem um grande potencial aqui no Brasil para explorar e é isso que a gente está fazendo por meio dessa política pública, ampliando esses percursos para que o turista possa, não ir para fora, mas conhecer dentro do país as melhores trilhas do mundo, que com certeza estão aqui”, pontuou.

Trilhas de longo curso

Um dos painéis reuniu representantes de diferentes rotas brasileiras de caminhada, como a Caminhos da Ibiapaba (Ceará e Piauí), a Trilha Amazônia Atlântica (Pará) e o Caminho da Fé (Minas Gerais e São Paulo). As iniciativas conectam municípios, unidades de conservação e comunidades locais por meio de percursos de longa distância.

Atualmente, o Brasil conta com 22 trilhas homologadas pela Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade, iniciativa federal voltada à integração de paisagens e à promoção do turismo sustentável.

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De acordo com os participantes, essas rotas têm impulsionado economias locais por meio de hospedagem familiar, alimentação, produção artesanal e serviços de condução turística, além de fortalecerem vínculos de pertencimento nas comunidades envolvidas.

“O turismo de base comunitária é o que hoje o turista está buscando cada vez mais”, afirmou Waldemar Justo, gestor do Parque Nacional da Serra da Capivara, localizado no sudeste do estado do Piauí. Ele destacou que os percursos “agregam pertencimento dentro de uma comunidade local, além de gerar emprego e renda para as famílias”, destacou.

"São vários empregos indiretos que são gerados, e a parte de empreendedorismo mesmo, que é a parte do turismo de base comunitária, geração de parte de hospedagem na casa dessas comunidades ou até mesmo que começaram a construir alguns campings dentro dessas comunidades para recepcionar esses visitantes", complementou Justo.

Já o diretor de planejamento da Trilha Amazônia Atlântica, Júlio Meyer, ressaltou o papel da tecnologia no desenvolvimento das rotas. “Toda trilha que nasce hoje, já nasce com aplicativo e site. Isso é maravilhoso e essencial para o turismo de base comunitária”, disse, citando a Plataforma eTrilhas.

No caso do Caminho da Fé, que liga o Santuário Nacional de Aparecida a cidades do interior paulista e mineiro, a coordenadora Ana Paula Rinaldi destacou a internacionalização da rota e a formação de redes empreendedoras ao longo do trajeto. O percurso conta com sinalização a cada dois quilômetros e já está presente em plataformas internacionais de caminhadas.

“A minha cidade é antes do Caminho da Fé e depois do Caminho da Fé”, afirmou Ana Paula Rinaldi, ao comentar os impactos sociais e econômicos percebidos nas comunidades.

Pesca esportiva e sustentabilidade

Outro eixo do debate tratou do turismo de pesca esportiva na Região Norte, especialmente nos estados do Amazonas, Rondônia, Roraima e Amapá. As experiências mostram como a atividade pode contribuir para a conservação ambiental e para a geração de renda em comunidades ribeirinhas.

Dados apresentados pela Empresa Estadual de Turismo do Amazonas indicam que o estado recebe cerca de 35 mil turistas ligados à pesca esportiva, dentro de um universo de aproximadamente 405 mil visitantes.

“Para ter nossa floresta de pé, a gente precisa conservar. A pesca esportiva tem essa força”, destacou Ana Cláudia, diretora de marketing do órgão, ao reforçar a relação entre preservação ambiental e atividade turística.

O painel contou ainda com a participação de representantes da Secult Roraima, Secult Amapá e da FishTV, além de Alexandre Resende. O grupo reforçou a importância da participação das comunidades na construção dos produtos turísticos.

Lariessa Moura, coordenadora do Desenvolvimento da Pesca Industrial, Amadora e Esportiva do Ministério da Pesca e Aquicultura, apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento do pescador amador e à construção do Plano Nacional da Pesca Amadora e Esportiva. 

Sobre o evento

O Salão do Turismo foi promovido pelo Ministério do Turismo, com apoio do Governo do Estado do Ceará e da Prefeitura de Fortaleza. O evento, realizado entre os dias 7 e 9 de maio, reuniu experiências das 27 unidades da Federação e combinou cultura, gastronomia, artesanato e inovação, funcionando como vitrine do turismo brasileiro.
 

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12/05/2026 04:35h

Robson Jesus compartilhou no evento os desafios da viagem, a conquista do Guinness e a aposta no potencial turístico do Brasil

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De vendedor de objetos da própria casa a recordista mundial de viagens, o influenciador Robson Jesus emocionou o público do Salão do Turismo, em Fortaleza, ao contar como saiu da periferia de Osasco para conhecer todos os países do mundo em tempo recorde.

No último dia 9 de maio, durante o evento realizado pela primeira vez no Nordeste, Robson participou do painel “Turismo na Prática” e compartilhou os bastidores da jornada que o levou aos 196 países do planeta em apenas 2 anos e 42 dias — marca reconhecida oficialmente pelo Guinness Book em outubro de 2024.

A viagem começou na Tailândia e terminou no Brasil. Segundo ele, o objetivo sempre foi mostrar que pessoas de origem humilde também podem alcançar grandes sonhos.

“Ninguém acreditava! Comecei a vender tudo o que eu tinha na minha casa. Vendi geladeira, vendi fogão, vendi moto. Minha mãe achava que eu estava louco. Juntei quase R$ 90 mil. Era tudo o que eu tinha na vida. Noventa mil para uma viagem orçada em R$ 500 mil. Parei, pensei: ‘beleza!’ Agora só faltam R$ 410 mil. Vamos lá!”, contou Robson.

Nascido em Osasco, o influenciador relembrou as dificuldades do início da viagem. Para economizar, dividia quartos de hostel com dezenas de pessoas e recorria a refeições mais baratas.

“Dividia hostel com 20 pessoas. Comi bastante fast food para economizar. Mas depois de dez meses, já tinha feito meu primeiro milhão de reais. Só com celular. Comecei a criar conteúdo na internet, a fazer vídeos. Passei a receber diversos convites de empresas”, comentou.

Ao longo do percurso, Robson visitou 35 países das Américas, 49 da Europa, 54 da África, 44 da Ásia e 14 da Oceania. Entre todos os destinos, ele destacou três favoritos: Tailândia, pelas paisagens naturais; Japão, pela cultura; e Vietnã, pela culinária.

Turismo de experiência

Durante o painel, o influenciador também falou sobre o crescimento do chamado turismo de experiência — modalidade em que o viajante busca vivências marcantes além dos pontos turísticos tradicionais.

“Aquele país, aquela cidade que oferece mais que o destino proporciona, se destaca. As pessoas estão em busca de uma experiência inesquecível. Uma culinária surpreendente, uma natureza exuberante, uma cultura pulsante e viva. Tudo ajuda a transformar o roteiro. Eu já visitei muitas cavernas, dormi numa casa na árvore... As pessoas querem ter boas histórias para contar”, apontou.

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Robson afirmou ainda que ficou impressionado com o debate sobre o setor durante o Salão do Turismo, em Fortaleza.

“Foi um prazer muito grande estar aqui, fomentando o turismo, discutindo melhorias para o setor. Participei de alguns debates e foi muito produtivo. A gente vê que o turismo no Brasil vem crescendo, alcançando importantes números, e isso é bom pra todos”, declarou.

Para ele, a América do Sul deve ganhar protagonismo no turismo internacional nos próximos anos, especialmente o Brasil.

“Acho que teve aquele hype da Europa, de ir pra França, Inglaterra, Portugal. Aí tivemos o boom da Ásia. Todo mundo querendo ir para a Tailândia, todo mundo querendo ir para Bali, Indonésia. Na minha opinião, nos próximos cinco anos, a América do Sul vai estar na rota do mundo e o Brasil vai liderar isso. Temos um potencial enorme, de muitos destinos ligados às belezas naturais e culturais. Chegou a nossa vez”, finalizou.
 

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12/05/2026 04:25h

Na casa legislativa ao lado, Senado deve priorizar pautas de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

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A sequência de feriados pode ter acabado, mas os deputados ganharam alguns dias para ficarem longe de Brasília. A presidência da Câmara dos Deputados autorizou que as sessões desta semana funcionem em formato remoto.

O aviso foi disparado pela Secretaria Geral da Mesa. “A SGM informa que, na próxima semana, o registro de presença e as votações serão pelo Infoleg”, diz o comunicado, que significa que os deputados podem registrar a presença de qualquer lugar do país desde que tenham conexão com a internet.

A medida é vista como um ensaio do período eleitoral para que os deputados reforcem a presença em suas bases. Mas apesar do aviso, a pauta publicada para os próximos dias determina que as sessões plenárias de terça-feira (12) e quarta-feira (13) serão no formato presencial, com análise daquilo que não for discutido virtualmente na segunda-feira (11).

No Senado, o plenário azul deve ter sessões quarta e quinta-feira (14). Os itens a serem discutidos ainda não foram definidos, mas devido ao “Maio Laranja”, propostas de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes devem ser priorizadas. Há também a expectativa para análise do projeto que cria uma política nacional para exploração e processamento de minerais críticos e estratégicos, como as terras raras, essenciais para a indústria de tecnologia de ponta, defesa e transição energética.

Comissões

Com os parlamentares em seus estados de origem, houve um esvaziamento das comissões. Ao menos 8 reuniões foram canceladas ou adiadas em ambas as casas legislativas até a publicação desta reportagem.

Em que pese o cenário incerto, há comissões convocadas para todos os dias da semana, o que é pouco usual. Um dos destaques fica por conta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara que, dentre os 26 itens previstos para análise na terça, está o polêmico projeto que libera manifestação política no interior de empresas privadas.

No mesmo dia e na mesma casa, as comissões de Desenvolvimento Econômico e de Finanças e Tributação discutem o aprimoramento da Reforma Tributária sobre o consumo, com o intuito de evitar distorções e garantir justiça social no sistema arrecadatório.

Ainda na terça, vai ser votado o plano de trabalho para a comissão mista da Medida Provisória 1.334/2026, que atualiza o piso salarial dos professores em 5,4% com impacto aos cofres públicos estimado em R$ 6,4 bilhões para este ano. Enquanto na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, pode ser aprovada a criação de novos crimes no mercado de valores mobiliários.

Na quarta-feira, a Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisa a ampliação do limite de faturamento da tabela do Simples Nacional deve ter seu primeiro encontro após a instalação e eleição da presidência. A intenção é a apresentação do plano de trabalho e votação de requerimentos de audiência e convites.

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12/05/2026 04:20h

O levantamento foi elaborado em escala regional e indicou setores mais promissores para a ocorrência desses elementos. Com os resultados, o SGB selecionou áreas prioritárias para estudos detalhados.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) avançou, em abril, na terceira etapa de campo do projeto Avaliação do Potencial de Terras Raras no Brasil - Etapa São Paulo e Paraná, com estudos no Cinturão Ribeira. Os estudos abrangeram uma área que apresenta características geológicas favoráveis à ocorrência desses elementos estratégicos, selecionada com base no Mapa do potencial de elementos terras raras (ETR) na Faixa Ribeira e Faixa Brasília meridional.

O levantamento foi elaborado em escala regional e indicou setores mais promissores para a ocorrência desses elementos. Com os resultados, o SGB selecionou áreas prioritárias para estudos detalhados. O trabalho inclui atividades de campo, com coleta de amostras de solo e rocha, além do reprocessamento e da interpretação de dados geofísicos e geoquímicos. “Os primeiros resultados são bastante promissores, com a identificação de concentrações bastante elevadas de ETR em diferentes pontos estudados. Em algumas amostras, os teores totais ultrapassam 8.000 ppm (partes por milhão) de TREE (somatória de todos os elementos terras raras), valores considerados altos para esse tipo de ocorrência e que indicam um enriquecimento expressivo”, explica o pesquisador do SGB Guilherme Iolino Troncon Guerra. O teor em ppm significa que para cada um milhão de partes da amostra oito mil são de elementos terras raras.

O pesquisador diz ainda que também existem concentrações superiores a 3.000 ppm de elementos terras raras magnéticas (MREE), como neodímio e térbio em algumas áreas. “Justamente esses são os mais valorizados no mercado por seu uso na fabricação de ímãs de alto desempenho, essenciais para tecnologias como motores elétricos e geração de energia renovável”, afirma Guerra. A próxima etapa de campo do projeto será realizada ainda em 2026 e contemplará, entre outros, os municípios de Sete Barras, Tapiraí, Piedade e Natividade da Serra, em São Paulo. Os trabalhos buscam aprofundar o conhecimento sobre as áreas mais promissoras e subsidiar a elaboração de mapas de favorabilidade

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12/05/2026 04:15h

Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) analisa impactos financeiros das propostas que tramitam no Congresso Nacional; levantamento também alerta para reflexos nas carreiras municipais

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Em estudo técnico, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) identificou que a redução da jornada de trabalho no Brasil pode custar R$ 48,4 bilhões aos municípios. O levantamento analisou os impactos da alteração prevista no PL 1.838/2026 e na PEC 8/2025 que tramitam no Congresso Nacional. 

A maior preocupação dos gestores recai sobre a PEC 8/2025, que prevê a redução da jornada para 36 horas semanais. Conforme a CNM, a medida, além do impacto estimado de R$ 48,4 bilhões nos cofres municipais, também levaria as cidades a contratar 770,3 mil novos profissionais. As contratações seriam destinadas a manter o atual nível de prestação de serviços públicos.

Em nota oficial,  o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ressaltou que as mudanças devem ser efetivadas com cuidado e merecem discussão aprofundada. "É preciso alertar que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população”, disse.

A confederação lembra, em nota, que o texto da PEC deve entrar em vigor um ano após a promulgação. E avalia que o impacto deve ser ainda maior, considerando que a estimativa não considera os trabalhadores de empresas terceirizadas que prestam serviços aos municípios.

Já em relação aos reflexos financeiros em torno da promulgação do PL 1.838/2026, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para estabelecer uma jornada semanal de 40 horas, a entidade analisa que as consequências são mais limitadas em relação ao texto da PEC. No entanto, o impacto aos cofres municipais seria de R$ 442 milhões, além da necessidade de contratação de 7,1 mil novos servidores. 

“A amplitude entre os impactos (PECs e PL) reside não somente no fato da redução da jornada ser menor no projeto de lei, mas também no escopo das ocupações que serão diretamente impactadas”, diz um trecho do estudo da CNM.

Reflexos nas carreiras

Além de detalhar os possíveis reflexos financeiros da redução da jornada de trabalho no Brasil, o levantamento aponta que as propostas afetam todas as carreiras dos servidores das prefeituras. Pelo estudo, para os municípios, as áreas mais impactadas seriam educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos. 

A conclusão é de que os serviços mais básicos para a população deverão precisar de um maior volume de reposição do quadro de funcionários.

Os dados da CNM mostram que, com a PEC, a administração pública poderá ter um déficit de cerca de 96 mil professores, 58 mil trabalhadores de limpeza urbana e 22 mil técnicos em enfermagem. 

A confederação destaca que para minimizar as adversidades em caso de aprovação, os gestores precisarão repor quase 10% de toda a força de trabalho do país para manter a mesma estrutura vigente antes da PEC. Outra atitude seria buscar alternativas, como rearranjo das jornadas de trabalho ou a informatização de parte dos serviços públicos.
 

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12/05/2026 04:10h

A carcaça suína especial apresenta aumento de 0,57% no preço

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O preço do boi gordo nesta terça-feira (12) apresenta queda de 0,92%; a arroba está sendo negociada a R$ 349,30, no estado de São Paulo. 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/05/2026 349,30 -0,92% -1,45% 71,34
08/05/2026 352,55 -0,34% -0,54% 72,04
07/05/2026 353,75 -0,08% -0,20% 71,87
06/05/2026 354,05 0,07% -0,11% 71,98
05/05/2026 353,80 -0,11% -0,18% 72,03

Na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado, os preços do frango apresentam elevação. O frango congelado passou a ser negociado a R$ 7,66, e o frango resfriado a R$ 7,68.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
11/05/2026 7,66 0,66% 6,98%
08/05/2026 7,61 0,00% 6,28%
07/05/2026 7,61 2,15% 6,28%
06/05/2026 7,45 3,33% 4,05%
05/05/2026 7,21 0,70% 0,70%

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
11/05/2026 7,68 0,79% 7,11%
08/05/2026 7,62 0,00% 6,28%
07/05/2026 7,62 2,01% 6,28%
06/05/2026 7,47 3,46% 4,18%
05/05/2026 7,22 0,70% 0,70%

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta aumento de 0,57% no preço, sendo negociada a R$ 8,76, por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

O suíno vivo registra alta em quase todos os estados analisados, com é o caso de Minas Gerais, onde o produto é comercializado a R$ 5,77.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
11/05/2026 8,76 0,57% 4,04%
08/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
07/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
06/05/2026 8,71 0,00% 3,44%
05/05/2026 8,71 2,83% 3,44%

 

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
11/05/2026 MG - posto 5,77 1,05% 3,04%
11/05/2026 PR - a retirar 4,91 0,00% 4,69%
11/05/2026 RS - a retirar 5,23 0,58% 8,96%
11/05/2026 SC - a retirar 5,10 0,20% 3,87%
11/05/2026 SP - posto 5,48 -0,36% 1,48%

Os dados são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.     
 

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12/05/2026 04:05h

O café robusta teve salto de 3,35%, sendo comercializado a R$ 943,54

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O preço do café arábica abre esta terça-feira (12) em alta de 2,78%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.716,30 na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
11/05/2026 1.716,30 2,78% -2,57% 350,55
08/05/2026 1.669,93 -2,02% -5,20% 341,22
07/05/2026 1.704,29 -2,28% -3,25% 346,26
06/05/2026 1.744,04 -0,83% -1,00% 354,55
05/05/2026 1.758,67 -0,06% -0,16% 358,04

O café robusta também teve salto de 3,35%, sendo comercializado a R$ 943,54.

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
11/05/2026 943,54 3,35% 1,98% 192,72
08/05/2026 912,99 -0,43% -1,33% 186,55
07/05/2026 916,93 0,07% -0,90% 186,29
06/05/2026 916,32 -0,90% -0,97% 186,28
05/05/2026 924,65 1,57% -0,07% 188,24

O preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve elevação de 0,01% e é cotada a R$ 96,60.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/05/2026 96,60 0,01% -1,34% 19,73
08/05/2026 96,59 -1,27% -1,35% 19,74
07/05/2026 97,83 0,11% -0,08% 19,88
06/05/2026 97,72 0,30% -0,19% 19,87
05/05/2026 97,43 -0,41% -0,49% 19,84

Em Santos (SP), houve queda de 0,24% e a mercadoria é negociada a R$ 103,02 na média de preços sem impostos.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/05/2026 103,02 -0,24% -2,86% 21,04
08/05/2026 103,27 0,36% -2,62% 21,08
07/05/2026 102,90 -1,02% -2,97% 20,93
06/05/2026 103,96 -3,23% -1,97% 21,10
05/05/2026 107,43 -0,56% 1,30% 21,82

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,92, após queda de 0,09%

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
11/05/2026 65,92 -0,09% -1,48% 13,46
08/05/2026 65,98 -0,14% -1,39% 13,48
07/05/2026 66,07 -0,51% -1,26% 13,42
06/05/2026 66,41 -0,48% -0,75% 13,50
05/05/2026 66,73 -0,48% -0,27% 13,59

Os valores são do Cepea.

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.     
 

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