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Baixar áudioO Projeto de Lei Complementar (PLP 108/21), que atualiza o limite de receita bruta anual para enquadramento como Microempreendedor Individual (MEI) para até R$ 130 mil, teve o regime de urgência aprovado na Câmara e pode ser votado a qualquer momento na Casa. Diante da expectativa de aprovação da matéria, parlamentares e representantes do setor destacam a importância do Simples Nacional para os pequenos empresários e afirmam que a defasagem da tabela prejudica a competitividade.
A atualização da tabela do Simples Nacional é uma pauta prioritária para entidades empresariais. A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) defende a elevação do teto anual do MEI para R$ 144,9 mil. A CACB também requer a correção das demais faixas de enquadramento do regime tributário: microempresas, de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil; e empresas de pequeno porte, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões.
Conforme estimativas da confederação, a medida proposta pela entidade vai corrigir o valor do teto em 83%, e pode gerar 869 mil empregos. O impacto deve ser sentido, ainda, com a injeção de R$ 81,2 bilhões na economia.
O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), Alfredo Cotait Neto, ressalta que a atualização é relevante para evitar que empresas abandonem o regime simplificado ou migrem para a informalidade.
“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, diz Cotait.
Para o presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Tocantins (FACIET), Fabiano do Vale, a correção dos limites do Simples Nacional deve contribuir para o crescimento das pequenas empresas brasileiras.
“A partir do momento em que o faturamento cresce, a inflação do ano cresce, e essa tabela não é corrigida, faz com que o micro e pequeno empresário pague mais, por quê? Porque ele passa a faturar mais e cresce o valor percentual de pagamento; então essa correção é necessária”, destaca Fabiano.
O presidente da FACIET avalia, ainda, que a correção dos limites é crucial para garantir o faturamento das empresas.
“Essa correção é extremamente necessária até para que a empresa tenha fôlego de crescimento, principalmente a inflação nacional, no mínimo, tinha que ter subido isso anual. Estamos com uma defasagem muito grande. É muito importante esse ajuste para as micro e pequenas empresas, para que elas consigam faturar e um dia, quem sabe, sair do Simples. Mas enquanto não tem essa condição, a tabela tem que ter repasse de aumento, para que a empresa consiga crescer e não aumente o seu percentual de pagamento”, salienta o presidente da FACIET.
O Simples Nacional foi desenvolvido para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Atualmente, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no país.
Confira como são organizados os limites de faturamento hoje:
As faixas não são atualizadas há cerca de sete anos. Segundo representantes do setor produtivo, a defasagem não acompanha a inflação acumulada no período.
O deputado federal Tiago Dimas (PODE-TO) salienta que o Simples Nacional foi preservado pela Reforma Tributária. No entanto, o parlamentar avalia que a defasagem da tabela prejudica a competitividade de pequenos empresários.
“Para quem acorda cedo e gera emprego, a Reforma Tributária traz um ponto de atenção essencial. A boa notícia é que nós garantimos que o Simples Nacional fosse preservado nesta lei. Porém, como empresário, eu sei que na prática isso é diferente. Essa nova regra traz um desafio de competitividade. O sistema foca muito na geração de crédito tributário e o mercado pode acabar pressionando a pequena empresa a sair parcialmente do Simples para não perder clientes para os fornecedores maiores”, pontua o deputado.
A alteração dos limites de receita para o MEI foi apresentada e aprovada no Senado Federal em 2021. O texto tramita há quase cinco anos nas comissões da Câmara.
A deputada Bia Kicis (PL-DF) apresentou o requerimento nº 3624/2023 para solicitar a urgência da análise da proposta, com vistas a acelerar a tramitação.
As regras atuais, fixadas em 2018, preveem para o MEI faturamento máximo de R$ 81 mil e a possibilidade de contratação de apenas um empregado. Além de atualizar os limites para enquadramento no MEI, a proposta em análise autoriza que os empreendedores contratem até dois empregados.
Com a urgência aprovada na Câmara, o texto segue diretamente para análise do Plenário, sem precisar tramitar previamente pelas comissões da Casa.
O Simples Nacional foi criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo. O regime reúne diversos impostos em uma única guia. Hoje, é o principal regime tributário aplicado aos pequenos negócios no Brasil.
Em contrapartida, com a defasagem dos limites somada a uma inflação acumulada de 46,6% desde 2019, representantes do setor produtivo alertam que a falta de correção dos valores pressiona a renda dos empreendedores e desincentiva a atividade, prejudicando a competitividade.
Copiar o textoEntidade entrega cartas a deputados e senadores e pede que proposta não seja votada em ano eleitoral
Baixar áudioA Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou, nesta terça-feira (14), uma mobilização para entregar cartas nominais aos 513 deputados federais e aos 81 senadores contra a redução da jornada de trabalho. No documento, a entidade solicita apoio dos parlamentares para que o Congresso Nacional amplie o diálogo sobre os impactos da mudança na economia e para que o tema não seja votado em ano eleitoral.
Na carta, o presidente da CNI, Ricardo Alban, manifesta preocupação com a possibilidade de o Congresso aprovar, em regime de urgência, propostas que alterem a jornada de trabalho. “Uma eventual redução da escala de trabalho terá impacto direto na competitividade do país, nos empregos formais e na produtividade das empresas brasileiras", destaca no ofício.
Ricardo Alban defende que propostas legislativas relacionadas à redução da jornada não sejam votadas de forma apressada, especialmente em ano eleitoral.
“A conquista, para ser verdadeira, tem que ser sustentável. Nós temos toda uma discussão que precisa ser amadurecida e não precisa ser feita de forma açodada em ano eleitoral, quando as decisões não vão ser racionais, prudentes e sustentáveis”, afirma.
Segundo Alban, a indústria reconhece a importância do aperfeiçoamento das relações de trabalho, mas entende que mudanças dessa dimensão não devem ocorrer sem análise técnica consistente, transição adequada e ganhos reais de produtividade.
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho”, acrescenta.
Na carta, a CNI apresenta estudos recentes sobre o impacto econômico da redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com manutenção dos salários. Segundo as projeções, os custos com empregados formais podem aumentar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano para as empresas.
Somente para o setor industrial, o impacto pode alcançar cerca de R$ 88 bilhões anuais, com efeitos relevantes sobre investimentos, emprego formal e competitividade. De acordo com a entidade, os efeitos tendem a ser mais severos para empresas de menor porte, que possuem menor capacidade de absorver o aumento dos custos.
Ainda segundo os estudos da CNI, os preços ao consumidor final poderiam subir, em média, 6,2%. As compras em supermercados, por exemplo, teriam aumento estimado de 5,7%.
O texto encerra afirmando que o Brasil e o setor industrial contam com o apoio dos parlamentares para a manutenção dos empregos no país.
A carta foi entregue junto a um manifesto assinado pela CNI e por mais de 800 instituições da indústria, incluindo 27 federações estaduais, 98 associações setoriais e 741 sindicatos industriais.
Confira a carta na íntegra:
Carta Circular nº 75/2026-Pres.
Brasília, 13 de abril de 2026.
Aos Senhores e às Senhoras Parlamentares
Congresso Nacional
Senhor(a) Parlamentar,
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifesta preocupação com a possibilidade de o Congresso Nacional decidir, em regime de urgência, propostas de mudanças na jornada de trabalho. Uma eventual redução da escala de trabalho terá impacto direto na competitividade do país, nos empregos formais e na produtividade das empresas brasileiras.
Nesse contexto, encaminhamos a Vossa Excelência o Manifesto da CNI “Escala 6X1: o Brasil precisa de mais competitividade, não de mais custos”, assinado em conjunto com a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) e por mais de 800 entidades representativas do setor produtivo. O documento expõe, de forma objetiva, as razões pelas quais o setor industrial entende que a matéria não deve avançar sem debate técnico qualificado e sem análise adequada de relevantes impactos econômicos e sociais.
A preocupação é concreta. Os efeitos tendem a ser mais severos para as empresas de menor porte. Projeções da CNI indicam que a redução da jornada para o limite de 40 horas semanais, com manutenção dos salários, pode elevar entre R$ 178,2 bilhões e R$ 267,2 bilhões por ano os custos com empregados formais na economia. O impacto pode alcançar cerca de R$ 88 bilhões ao ano para a indústria, com efeitos relevantes sobre investimentos, emprego formal e capacidade de competir. Já os preços para o consumidor tendem a ter alta média de 6,2% — as compras em supermercado, por exemplo, devem ficar 5,7% mais caras.
Essa preocupação se torna ainda mais sensível em setores intensivos em mão de obra e marcados pela forte presença de pequenas empresas, como a indústria têxtil e de panificação — ambos segmentos de ampla capilaridade, grande relevância para o emprego e menor margem para absorver aumentos abruptos e generalizados do custo do trabalho. Também sob a ótica setorial e regional, os impactos são expressivos e foram estimados em até R$ 11,5 bilhões no Norte; R$ 34,3 bilhões no Nordeste; R$ 22,7 bilhões no Centro-Oeste; R$ 142 bilhões, no Sudeste; e R$ 54,7 bilhões no Sul.
A indústria brasileira reconhece a importância do aperfeiçoamento das relações de trabalho, mas entende que mudanças dessa dimensão não devem ser feitas sem análise técnica consistente, transição adequada e vínculo com ganhos reais de produtividade. Sem isso, a tendência é de aumento de custos, pressão sobre preços, desestímulo a investimentos e ampliação da informalidade.
Em ano eleitoral, esse cuidado deve ser ainda maior. Temas de forte apelo social exigem responsabilidade, avaliação de impactos e visão de longo prazo, para evitar decisões precipitadas e efeitos negativos sobre a economia. Por isso, a CNI pede a atenção de Vossa Excelência ao Manifesto e solicita que a matéria não seja deliberada, sem que sejam levadas em conta a realidade econômica do Brasil e as necessidades concretas das empresas que atuam em seu estado.
O Brasil e a indústria nacional contam com Vossa Excelência para a manutenção dos empregos em nosso país.
Atenciosamente,
Antonio Ricardo Alvarez Alban
Presidente da CNI
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Baixar áudioA previsão das condições climáticas é um dos pilares para o manejo e o planejamento das lavouras no país. Nesse contexto, o novo ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, visitou, nesta segunda-feira (13), a sede do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em Brasília, para conhecer a estrutura operacional do órgão e discutir a ampliação da rede de monitoramento climático.
Acompanhado do secretário-executivo do Mapa, Cleber Soares, e da chefe de gabinete, Adriana Toledo, o ministro foi recebido pelo diretor do instituto, Carlos Alberto Jurgielewicz. No local, foi apresentada a estrutura do instituto, incluindo o Centro de Previsão Meteorológica, a área de processamento de dados e as instalações que passaram por reforma para modernização.
O processo de ampliação da rede de monitoramento foi um dos principais temas apresentados durante a reunião. Na ocasião, foram citados como exemplos o número de estações no Rio Grande do Sul, que passou de 44 para 98 em apenas um ano, e em Mato Grosso, onde a rede foi ampliada com a instalação de mais 27 unidades.
Ações em andamento também foram abordadas. Nas bacias dos rios São Francisco e Parnaíba, o projeto de implantação de 220 novas estações voltadas ao monitoramento na área de influência de Furnas, que deve mitigar os efeitos das mudanças climáticas, garantir maior segurança energética e apoiar a gestão eficiente dos recursos hídricos. Em Pernambuco, a previsão é de ampliação para 19 estações.
Ao final da visita, de Paula ressaltou a importância estratégica do Inmet para o desenvolvimento do agro brasileiro e os investimentos realizados na modernização do instituto. “Não dá para fazer uma agricultura de sucesso se você não tem a questão climática presente nas suas preocupações. E tudo que eu vi aqui dá conta do enorme investimento que foi feito nos últimos três anos”, afirmou.
O diretor Carlos Alberto Jurgielewicz celebrou os investimentos recentes e a nomeação de novos servidores para melhorar ainda mais os serviços do órgão. “Já temos hoje 85% de assertividade na nossa previsão meteorológica e, com a chegada dos novos concursados, nós conseguiremos aumentar essa efetividade, fazendo com que a gente possa entregar para o Brasil a melhor meteorologia com a melhor assertividade”, destacou.
O secretário-executivo Cleber Soares enfatizou que inovação, tecnologia e produtividade no campo precisam caminhar lado a lado com a meteorologia, ferramenta indispensável para o planejamento e a tomada de decisão no setor agropecuário.
Com 116 anos de atuação, o Inmet, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), é a referência nacional no monitoramento do tempo e do clima para emissão diária de previsões, avisos de tempo severo e boletins agroclimatológicos, prestando serviços estratégicos para a agropecuária brasileira e para a sociedade. Atualmente, o instituto conta com cerca de 700 estações meteorológicas, entre automáticas e convencionais, além de uma rede parceira que reúne cerca de 10 mil estações cadastradas, ampliando a capilaridade das informações em todo o território nacional.
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Baixar áudioA pouco menos de dois meses para o início da Copa do Mundo de 2026, o governador de Goiás, Daniel Vilela, recebeu nesta terça-feira (14) os árbitros goianos Wilton Pereira Sampaio e Bruno Raphael Pires, ambos convocados pela Federação Internacional de Futebol Associado (Fifa) para o torneio.
Durante a recepção, Vilela ressaltou a relevância da participação de profissionais do estado na competição e afirmou que Goiás terá destaque no Mundial. “Estaremos torcendo para que possamos ver uma excepcional atuação de vocês”, disse.
O governador, que já atuou como jogador profissional de futebol, também enfatizou o significado da convocação para o esporte goiano.
“Quero expressar nossa satisfação de tê-los representando não só o nosso estado, como o nosso país na Copa do Mundo. O Hilton já é experiente indo para a sua terceira Copa, o Bruno da mesma forma na sua segunda, então Goiás aí está muito bem representado. Nós estamos muito felizes por isso, por esse momento, por essa grande convocação que representa a competência dos goianos”, destacou.
Esta será a terceira vez que Wilton Pereira Sampaio participa de uma Copa do Mundo. Em 2018, na Rússia, integrou a equipe de arbitragem de vídeo em oito partidas. Já no Catar, em 2022, atuou como árbitro principal em quatro jogos.
“É uma importante convocação, mais um grande momento da minha carreira. Agora, é mostrar na prática tudo que a gente vem fazendo ao longo dos anos. Que possamos levar o nome do estado e da federação para todo o mundo”, declarou.
Bruno Raphael Pires, por sua vez, chega à sua segunda participação consecutiva em Mundiais da Fifa. Em 2022, ele atuou ao lado de Wilton em quatro confrontos, incluindo o duelo entre Inglaterra e França, válido pelas quartas de final.
“A expectativa é grande. Representar o nosso estado e a arbitragem goiana é motivo de muita alegria e orgulho. A responsabilidade é grande, porque mexe com a emoção e o sentimento de nações inteiras”, afirmou o assistente.
Natural de Teresina de Goiás, Wilton iniciou sua trajetória na arbitragem no ano 2000, pela Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), onde começou a atuar ainda na adolescência. Em 2012, retornou a Goiás e passou a integrar a Federação Goiana de Futebol (FGF). No mesmo período, foi eleito o melhor árbitro do Campeonato Brasileiro. Desde 2013, faz parte do quadro da Fifa, consolidando sua carreira entre os principais nomes da arbitragem nacional.
Já Bruno, nascido em Bela Vista de Goiás, é graduado em Educação Física e iniciou sua atuação profissional na arbitragem em 2009, pela FGF. Três anos depois, passou ao quadro nacional e, em 2015, foi promovido à lista da Fifa. Além da carreira esportiva, atualmente ocupa o cargo de secretário de Esportes do município de Bela Vista.
O presidente da Federação Goiana de Futebol, Ronei Freitas, destacou o significado da convocação para o estado. “Estamos muito felizes e honrados. É o reconhecimento da nossa equipe. Esses profissionais só chegaram nessa condição porque o futebol goiano deu a possibilidade, abrindo as portas para que pudessem desenvolver o seu trabalho”, pontuou.
Quadro de árbitros brasileiros que atuaram no Mundial de 2026
No total, o Brasil terá nove representantes na arbitragem do Mundial, número recorde. Além dos goianos Wilton e Bruno, foram convocados os árbitros centrais Raphael Claus (SP) e Ramon Abatti (SC), os assistentes Bruno Boschilia (PR), Danilo Manis (SP), Rodrigo Figueiredo (RJ) e Rafael Alves (RS), além do árbitro de vídeo Rodolpho Toski (PR).
A Copa do Mundo de 2026 será disputada a partir de 11 de junho, com sedes no México, Canadá e Estados Unidos. A seleção brasileira está no Grupo C e estreia no dia 13 de junho contra o Marrocos. Depois, enfrenta o Haiti no dia 19 e encerra a fase de grupos no dia 26, diante da Escócia.
Copiar o textoEstudo estima que mais de 36 milhões de brasileiros com mais de 60 anos estão aptos a votar em 2026
Baixar áudioO número de brasileiros com 60 anos ou mais aptos a votar chegou a 36,2 milhões em 2026. Segundo levantamento da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, a partir de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o total de votantes nesta faixa etária cresceu 74% em relação a 2010, enquanto o aumento do eleitorado geral foi de 15% no mesmo período.
Com esse crescimento, o grupo pode responder por quase um em cada quatro votos nas eleições deste ano (23,2%). O índice é praticamente o dobro da fatia de jovens de 16 a 24 anos (11,9%).
O peso desse eleitorado é especialmente relevante nas regiões Sul e Sudeste, onde a população é mais envelhecida. Rio Grande do Sul (29,3%), Rio de Janeiro (28%), Minas Gerais (26%) e São Paulo (24,6%) – quatro dos cinco maiores colégios eleitorais do país –, concentram as maiores proporções de eleitores 60+.
Participação que também se reflete nas urnas. Ainda de acordo com o levantamento, mais de 70 mil candidatos nas eleições municipais de 2024 tinham idade acima dos 60 anos, o que representou 15% do total de políticos, a maior proporção da história.
“Em um cenário de aguda polarização, em que a eleição de 2022 foi definida por menos de 2 milhões de votos de diferença de Lula para Jair Bolsonaro, conquistar o voto desse eleitor é mais do que estratégico”, destaca Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
Além de mais numeroso, o eleitor mais velho também tem se mostrado mais engajado. A taxa de abstenção entre a população com idade acima dos 60 anos caiu nas últimas eleições (37,1% em 2014; 36,4% em 2018; e 34,5% em 2022), enquanto a média geral do eleitorado subiu levemente (19,4%; 20,3% e 20,9%, respectivamente).
Entre aqueles com 60 a 69 anos, idade em que o voto ainda é obrigatório, o comparecimento chega a 85,7%. Já entre os maiores de 70 anos, para quem o voto é facultativo, a participação foi de 41,1% em 2022 e vem aumentando: a abstenção caiu de 63,6% em 2014 para 58,9% no último pleito. Segundo o estudo, esse grupo tende a ir às urnas por identificação política, o que o torna ainda mais estratégico para campanhas.
Copiar o textoEstudo aponta que 64,8% das 329 cidades analisadas apresentam falhas na divulgação de obras públicas
Baixar áudioMais de 64,8% dos municípios brasileiros apresentam baixos níveis de transparência na gestão de obras públicas, segundo dados de 2025 do Índice de Transparência e Governança Pública (ITGP-M). O resultado coloca a maioria das prefeituras nas faixas mais críticas do indicador e evidencia dificuldades estruturais na divulgação de informações sobre investimentos em infraestrutura.
O levantamento, que analisou 329 cidades das regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste, apontou desempenho geral classificado como “ruim”, com média de 32,9 pontos em uma escala de 0 a 100. Além disso, cerca de um em cada quatro municípios não disponibiliza qualquer informação sobre obras em seus portais oficiais, ampliando o risco de falhas no controle e na fiscalização dos recursos públicos.
As conclusões foram apresentadas em um webinar promovido pela Transparência Internacional – Brasil, que reuniu servidores de diferentes entes federativos para discutir caminhos de melhoria na área. O evento também marcou o lançamento de duas notas técnicas baseadas nos dados do índice, sendo uma voltada aos estados e outra às prefeituras.
O diagnóstico revela ainda forte desigualdade regional. Enquanto municípios do Espírito Santo alcançam média considerada “boa”, com 70,2 pontos, localidades do interior de São Paulo e do Piauí apresentam desempenhos classificados como “péssimos”. Nos estados, apenas cinco unidades da federação divulgam informações completas sobre a execução financeira de obras públicas.
Entre os pontos mais críticos está a chamada “tríade de transparência ambiental e participativa”. Apenas 16,7% dos municípios publicam estudos de impacto ambiental e de vizinhança, e 16,4% divulgam dados completos sobre audiências ou consultas públicas relacionadas às obras, limitando a participação social e o acompanhamento por parte da população.
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Por outro lado, o estudo destaca experiências positivas em municípios de pequeno e médio porte, especialmente no Espírito Santo e em Santa Catarina. Essas cidades atingiram altos níveis de transparência ao utilizar plataformas compartilhadas, como painéis disponibilizados por Tribunais de Contas Estaduais, o que demonstra que soluções de baixo custo podem contribuir para ampliar o acesso às informações.
Criado para avaliar mais de 100 critérios, como dados abertos, integridade e participação social, o ITGP tem como objetivo estimular a transparência ativa e fortalecer a governança pública nos níveis estadual e municipal. O cenário identificado em 2025, no entanto, indica que ainda há desafios significativos para garantir prestação de contas adequada e reduzir vulnerabilidades à corrupção na execução de obras públicas no país.
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Baixar áudioO preço do boi gordo abre esta quarta-feira (15) em alta de 0,23%. A arroba é negociada a R$ 367,05, no estado de São Paulo.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 367,05 | 0,23% | 3,10% | 73,56 |
| 13/04/2026 | 366,20 | 0,16% | 2,87% | 73,28 |
| 10/04/2026 | 365,60 | 0,04% | 2,70% | 72,99 |
| 09/04/2026 | 365,45 | 0,12% | 2,65% | 72,15 |
| 08/04/2026 | 365,00 | 0,21% | 2,53% | 71,41 |
Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,34, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,36.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| DATA | VALOR R$ | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 7,34 | 0,00% | 1,38% |
| 13/04/2026 | 7,34 | 0,96% | 1,38% |
| 10/04/2026 | 7,27 | -0,68% | 0,41% |
| 09/04/2026 | 7,32 | 0,41% | 1,10% |
| 08/04/2026 | 7,29 | 0,28% | 0,69% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| DATA | VALOR R$ | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 7,36 | 0,00% | 1,24% |
| 13/04/2026 | 7,36 | 0,96% | 1,24% |
| 10/04/2026 | 7,29 | -0,55% | 0,28% |
| 09/04/2026 | 7,33 | 0,41% | 0,83% |
| 08/04/2026 | 7,30 | 0,00% | 0,41% |
A carcaça suína especial também volta a apontar desvalorização de 2,73% no preço, sendo negociada a R$ 8,90 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| DATA | MÉDIA | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 8,90 | -2,73% | -7,68% |
| 13/04/2026 | 9,15 | -4,29% | -5,08% |
| 10/04/2026 | 9,56 | 0,74% | -0,83% |
| 09/04/2026 | 9,49 | 0,32% | -1,56% |
| 08/04/2026 | 9,46 | 0,00% | -1,87% |
O preço do suíno vivo registra desvalorização de 3,09% em Minas Gerais, de 2,32% no Paraná, de 0,88% no Rio Grande do Sul, de 3,01% em Santa Catarina e de 0,34% em São Paulo. As mercadorias variam entre R$ 5,47 e R$ 5,81.
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| DATA | ESTADO | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | MG - posto | 5,65 | -3,09% | -14,00% |
| 14/04/2026 | PR - a retirar | 5,47 | -2,32% | -11,06% |
| 14/04/2026 | RS - a retirar | 5,66 | -0,88% | -10,02% |
| 14/04/2026 | SC - a retirar | 5,48 | -3,01% | -11,04% |
| 14/04/2026 | SP - posto | 5,81 | -0,34% | -12,10% |
Os valores são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
Copiar o textoO preço do café arábica volta a cair, enquanto o açúcar apresenta reajustes
Baixar áudioO preço do café arábica abre esta quarta-feira (15) em baixa de 0,36%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.814,65 na cidade de São Paulo.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| DATA | VALOR R$ | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$ |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 1.814,65 | -0,36% | -3,87% | 363,66 |
| 13/04/2026 | 1.821,25 | 0,37% | -3,52% | 364,47 |
| 10/04/2026 | 1.814,56 | -0,37% | -3,88% | 362,26 |
| 09/04/2026 | 1.821,38 | -0,43% | -3,52% | 359,60 |
| 08/04/2026 | 1.829,20 | 0,41% | -3,10% | 357,90 |
O café robusta teve alta de 2,37% no preço, sendo comercializado a R$ 899,64.
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| DATA | VALOR R$ | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$ |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 899,64 | 2,37% | -6,84% | 180,29 |
| 13/04/2026 | 878,82 | -0,02% | -9,00% | 175,87 |
| 10/04/2026 | 879,03 | -2,29% | -8,98% | 175,49 |
| 09/04/2026 | 899,64 | 0,95% | -6,84% | 177,62 |
| 08/04/2026 | 891,15 | -1,13% | -7,72% | 174,36 |
Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve desvalorização de 1,90% e é cotada a R$ 101,50.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 101,50 | -1,90% | -3,75% | 20,34 |
| 13/04/2026 | 103,47 | -2,18% | -1,89% | 20,71 |
| 10/04/2026 | 105,78 | 1,56% | 0,30% | 21,12 |
| 09/04/2026 | 104,16 | 0,33% | -1,23% | 20,56 |
| 08/04/2026 | 103,82 | 0,43% | -1,56% | 20,31 |
Em Santos (SP), a mercadoria teve valorização de 3,42%, sendo negociada a R$ 101,74 na média de preços sem impostos.
INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS (FOB)
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 101,74 | 3,42% | -10,83% | 20,43 |
| 13/04/2026 | 98,38 | -2,06% | -13,78% | 19,58 |
| 10/04/2026 | 100,45 | -1,78% | -11,96% | 20,00 |
| 09/04/2026 | 102,27 | -2,87% | -10,37% | 20,12 |
| 08/04/2026 | 105,29 | -1,71% | -7,72% | 20,69 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 67,73, após desvalorização de 1,53%.
INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 67,73 | -1,53% | -3,75% | 13,57 |
| 13/04/2026 | 68,78 | -0,42% | -2,26% | 13,76 |
| 10/04/2026 | 69,07 | -0,75% | -1,85% | 13,79 |
| 09/04/2026 | 69,59 | -0,29% | -1,11% | 13,74 |
| 08/04/2026 | 69,79 | 0,30% | -0,82% | 13,65 |
Os valores são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
Copiar o textoA soja apresenta baixa no Paraná e em Paranaguá; o trigo sofre reajustes
Baixar áudioO valor da saca de 60 kg da soja abre esta quarta-feira (15) em baixa, tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá.
Na primeira região, o grão teve desvalorização de 0,23% e é negociado a R$ 120,29; na segunda, a mercadoria teve desvalorização de 0,39% e é cotada a R$ 126,21.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 120,29 | -0,23% | -2,05% | 24,11 |
| 13/04/2026 | 120,57 | -0,31% | -1,82% | 24,13 |
| 10/04/2026 | 120,94 | -0,71% | -1,52% | 24,15 |
| 09/04/2026 | 121,81 | 0,28% | -0,81% | 24,05 |
| 08/04/2026 | 121,47 | -0,78% | -1,09% | 23,77 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| DATA | VALOR R$* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 126,21 | -0,39% | -2,34% | 25,29 |
| 13/04/2026 | 126,70 | 0,09% | -1,97% | 25,35 |
| 10/04/2026 | 126,58 | -0,99% | -2,06% | 25,27 |
| 09/04/2026 | 127,84 | -0,22% | -1,08% | 25,24 |
| 08/04/2026 | 128,12 | -0,15% | -0,87% | 25,07 |
O preço do trigo, por sua vez, registra desvalorização de 0,09% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.313,87, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.174,53.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| DATA | VALOR R$/T* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$/T* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 1.313,87 | -0,09% | 2,25% | 263,30 |
| 13/04/2026 | 1.315,01 | 1,39% | 2,34% | 263,16 |
| 10/04/2026 | 1.296,92 | 0,37% | 0,93% | 258,92 |
| 09/04/2026 | 1.292,20 | 0,08% | 0,57% | 255,12 |
| 08/04/2026 | 1.291,22 | 0,37% | 0,49% | 252,64 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| DATA | VALOR R$/T* | VAR./DIA | VAR./MÊS | VALOR US$/T* |
|---|---|---|---|---|
| 14/04/2026 | 1.174,53 | 0,00% | 1,90% | 235,38 |
| 13/04/2026 | 1.174,53 | 0,58% | 1,90% | 235,05 |
| 10/04/2026 | 1.167,80 | 0,00% | 1,31% | 233,14 |
| 09/04/2026 | 1.167,76 | 0,94% | 1,31% | 230,55 |
| 08/04/2026 | 1.156,90 | 0,00% | 0,37% | 226,36 |
Os valores são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Copiar o textoOtimismo com negociações no Oriente Médio reduz aversão ao risco e pressiona moeda americana
Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em leve queda de 0,06% frente ao real, cotado a R$ 4,99. O câmbio acompanhou a tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando baixa de 0,24%.
O desempenho do câmbio foi influenciado pelo otimismo em relação a um possível desfecho diplomático no Oriente Médio após sinais de que Estados Unidos e Irã estão próximos de retomar as conversas para um cessar-fogo definitivo.
De acordo com informações da agência de notícias Reuters, as delegações dos dois países podem voltar a se reunir no Paquistão, que atua como mediador, para selar um acordo de paz duradouro. O presidente Donald Trump reforçou o clima de otimismo ao afirmar que o governo de Teerã "quer fazer um acordo". Além disso, Washington anunciou que Israel e Líbano aceitaram iniciar negociações diretas para encerrar as hostilidades, fortalecendo a percepção de que o risco de uma escalada regional diminuiu.
O alívio geopolítico refletiu diretamente nos preços do petróleo: o barril do Brent despencou mais de 4,5%, voltando a ser negociado abaixo de US$ 95. A queda do petróleo, embora ajude a controlar as pressões inflacionárias globais, pesou sobre as ações da Petrobras, que recuaram cerca de 5% no pregão desta terça-feira.
No cenário doméstico, os investidores repercutiram dados robustos da economia brasileira. O volume de serviços registrou alta de 0,1% em fevereiro, marcando o 2º crescimento consecutivo do setor, mas abaixo da mediana da Reuters, de alta de 0,5%. Embora abaixo do esperado, o indicador está no patamar recorde da série histórica, mostrando resiliência da demanda doméstica.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em queda de 0,41%, cotado a R$ 5,88.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,2004 | 0,1700 | 0,1478 | 31,8247 | 0,1565 | 0,2759 | 0,2813 |
| USD | 4,9892 | 1 | 0,8478 | 0,7370 | 158,78 | 0,7808 | 1,3766 | 1,4032 |
| EUR | 5,8824 | 1,1795 | 1 | 0,8693 | 187,29 | 0,9210 | 1,6236 | 1,6551 |
| GBP | 6,7658 | 1,3569 | 1,1504 | 1 | 215,45 | 1,0595 | 1,8676 | 1,9040 |
| JPY | 3,14221 | 0,629803 | 0,53393 | 0,464166 | 1 | 0,4918 | 0,86692 | 0,88374 |
| CHF | 6,3890 | 1,2807 | 1,0858 | 0,9438 | 203,38 | 1 | 1,7630 | 1,7970 |
| CAD | 3,6246 | 0,7265 | 0,6159 | 0,5354 | 115,35 | 0,5673 | 1 | 1,0192 |
| AUD | 3,5536 | 0,7127 | 0,6042 | 0,5252 | 113,17 | 0,5564 | 0,9810 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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