VoltarO volume total negociado na B3 foi de R$ 20.100.000.000, em meio a 3.859.000 negócios
Baixar áudioO Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (7) em queda de 1,74%, aos 172.494,73 pontos. O principal índice da bolsa brasileira foi impactado pelo aumento da cautela entre os investidores diante do cenário corporativo.
O desempenho também refletiu a repercussão de balanços trimestrais abaixo das expectativas, especialmente de empresas do setor varejista, o que pressionou as ações e contribuiu para o recuo do mercado.
O movimento ocorreu na direção oposta do cenário internacional. Apesar do resultado mais fraco do relatório de empregos dos Estados Unidos (payroll), que reforçou as expectativas de redução dos juros pelo Federal Reserve (Fed), o mercado brasileiro manteve o foco em fatores internos e nos resultados corporativos.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 20.100.000.000, em meio a 3.859.000 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoO euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,87
Baixar áudioO dólar fechou esta sexta-feira (7) cotado a R$ 5,08, refletindo a reação dos mercados à divulgação de indicadores mais fracos da economia dos Estados Unidos. Os números reforçaram a expectativa de que o Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, possa reduzir a taxa de juros nas próximas reuniões.
Entre os dados divulgados, o relatório Payroll mostrou o fechamento de 23 mil vagas de trabalho em julho, contrariando a expectativa do mercado, que projetava a abertura de 80 mil postos. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, resultado que fortaleceu a percepção de desaceleração da atividade econômica nos Estados Unidos e contribuiu para a desvalorização da moeda norte-americana frente ao real.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 99,98 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,87.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1967 | 0,1697 | 0,1454 | 31,0360 | 0,1590 | 0,2744 | 0,2776 |
| USD | 5,0828 | 1 | 0,8653 | 0,7413 | 157,75 | 0,8082 | 1,3948 | 1,4154 |
| EUR | 5,8928 | 1,1556 | 1 | 0,8567 | 182,31 | 0,9339 | 1,6117 | 1,6358 |
| GBP | 6,8572 | 1,3489 | 1,1673 | 1 | 212,81 | 1,0902 | 1,8815 | 1,9096 |
| JPY | 0,0322 | 0,0063 | 0,0055 | 0,0047 | 1 | 0,5123 | 0,0088 | 0,0090 |
| CHF | 6,2890 | 1,2374 | 1,0708 | 0,9173 | 195,22 | 1 | 1,7258 | 1,7516 |
| CAD | 3,6441 | 0,7170 | 0,6202 | 0,5315 | 113,11 | 0,5795 | 1 | 1,0150 |
| AUD | 3,6030 | 0,7065 | 0,6113 | 0,5237 | 111,44 | 0,5710 | 0,9853 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioA previsão do tempo para este sábado indica muitas nuvens em toda a Região Sul, com variação nas condições de chuva entre os estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre terá mínima de 5°C e máxima de 15°C, com muitas nuvens e chuva isolada. A condição predomina em grande parte do estado, enquanto áreas da Campanha e do Sul gaúcho apresentam menor possibilidade de precipitação.
Em Santa Catarina, Florianópolis registra temperaturas entre 13°C e 19°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. As instabilidades devem atingir principalmente o Vale do Itajaí, o Litoral, o Norte catarinense e parte do Oeste.
No Paraná, Curitiba terá mínima de 13°C e máxima de 26°C. A capital e áreas do Centro-Sul, dos Campos Gerais e do Leste paranaense seguem com muitas nuvens, pancadas de chuva e possibilidade de queda de granizo. Nas regiões Norte e Noroeste, a nebulosidade permanece, mas o tempo tende a ser menos instável.
A radiação solar e o vento promovem a evaporação; o vapor resfriado condensa em núcleos, formando nuvens e, quando as gotículas ou cristais crescem o suficiente, ocorre precipitação. Considera-se precipitação toda água líquida ou sólida que cai das nuvens e alcança o solo (garoa, chuva, chuva/garoa congelante, neve, granizo, graupel, etc.). Sua quantidade é medida por pluviômetro (com registro contínuo via pluviógrafo) e expressa preferencialmente em milímetros.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoBrasília, Goiás e Mato Grosso terão predomínio de poucas nuvens
Baixar áudioA previsão do tempo para este sábado (8) indica predomínio de poucas nuvens em boa parte do Centro-Oeste. As temperaturas seguem elevadas durante a tarde, enquanto Mato Grosso do Sul terá maior presença de nebulosidade, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Distrito Federal, Brasília terá poucas nuvens, com temperatura mínima de 15°C e máxima de 30°C.
Em Goiás, a previsão também é de poucas nuvens. Em Goiânia, os termômetros ficam entre 17°C e 33°C.
Em Mato Grosso, o tempo permanece com poucas nuvens. Cuiabá terá mínima de 23°C e máxima de 37°C. A condição deve ser semelhante nas diferentes regiões do estado.
Já em Mato Grosso do Sul, a previsão é de muitas nuvens. Campo Grande terá mínima de 21°C e máxima de 31°C, com maior cobertura de nebulosidade também nas demais áreas do estado.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para este sábado (8) aponta predomínio de tempo firme na maior parte da Região Sudeste. A instabilidade fica concentrada sobre o estado de São Paulo, enquanto Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo terão poucas nuvens ao longo do dia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a capital paulista terá mínima de 17°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva. A condição também alcança áreas do sul e do leste do estado, enquanto o interior paulista apresenta menor variação nas condições do tempo.
No Rio de Janeiro, a capital registra temperaturas entre 17°C e 32°C, com poucas nuvens. O tempo firme predomina nas principais regiões fluminenses.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte terá mínima de 17°C e máxima de 37°C, a maior temperatura entre as capitais do Sudeste. O estado segue com poucas nuvens na maior parte do território.
No Espírito Santo, Vitória varia entre 21°C e 32°C, também sob poucas nuvens. A previsão é de estabilidade atmosférica em praticamente todo o estado.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para este sábado (8) indica poucas nuvens no Tocantins e maior variação de nebulosidade sobre os demais estados da Região Norte, com ocorrência de chuva isolada e pancadas de chuva em áreas da Amazônia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Tocantins, Palmas terá poucas nuvens, com mínima de 21°C e máxima de 35°C.
No Pará, Belém registra mínima de 24°C e máxima de 34°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição também se estende a áreas do nordeste e do arquipélago do Marajó.
No Amapá, Macapá terá temperaturas entre 24°C e 32°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada em praticamente todo o estado.
Em Roraima, Boa Vista varia de 25°C a 33°C, com muitas nuvens e chuva isolada. A previsão também alcança grande parte do território roraimense.
No Amazonas, Manaus terá mínima de 26°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva. A instabilidade também atinge o centro, oeste e norte amazonense.
Em Rondônia, Porto Velho registra mínima de 22°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e chuva isolada em praticamente todo o estado.
No Acre, Rio Branco terá temperaturas entre 23°C e 33°C, sob muitas nuvens e chuva isolada, condição predominante em todas as regiões acreanas.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Nordeste terá um sábado de muitas nuvens em grande parte dos estados. A possibilidade de chuva isolada aparece principalmente na faixa litorânea, enquanto áreas do interior terão predomínio de nebulosidade e temperaturas mais elevadas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, Salvador terá mínima de 22°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A mesma condição pode ocorrer no litoral baiano, enquanto o interior terá variação de nebulosidade e tempo mais estável.
Em Sergipe, Aracaju registra mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A instabilidade também pode atingir áreas do litoral e do agreste sergipano.
Em Alagoas, Maceió terá entre 22°C e 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição se estende à faixa litorânea e pode alcançar pontos do leste do estado.
Em Pernambuco, Recife terá mínima de 21°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A nebulosidade também predomina na Zona da Mata, enquanto o Agreste e o Sertão terão tempo mais estável.
Na Paraíba, João Pessoa terá entre 22°C e 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição é semelhante na faixa litorânea, enquanto o interior terá maior estabilidade.
No Rio Grande do Norte, Natal terá mínima de 22°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens. A nebulosidade também predomina no litoral potiguar, sem indicação de chuva para a capital.
No Ceará, Fortaleza terá mínima de 25°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens. A nebulosidade se concentra principalmente no litoral, enquanto o interior terá temperaturas mais elevadas.
No Piauí, Teresina terá mínima de 22°C e máxima de 36°C, sob muitas nuvens. No interior, especialmente nas áreas do centro-sul e sudeste piauiense, o tempo permanece mais quente e com pouca mudança nas condições climáticas.
No Maranhão, São Luís terá entre 25°C e 32°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A instabilidade também pode ocorrer no litoral e em áreas do norte maranhense, enquanto o interior terá predomínio de muitas nuvens.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA indústria brasileira continua investindo na renovação do parque fabril, mas a incorporação de tecnologias mais desenvolvidas ainda avança lentamente. É o que mostra a Sondagem Especial nº 105, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento, 74% das empresas industriais compraram máquinas e equipamentos novos em 2025. Embora o percentual seja ligeiramente inferior ao registrado em 2024 (77%), a preferência pela aquisição de bens de capital novos permanece predominante. Apenas 18% das empresas recorreram à compra de máquinas usadas no ano passado, contra 16% no ano anterior.
Apesar dos investimentos, a modernização tecnológica ainda ocorre de forma gradual. Entre as empresas que adquiriram máquinas e equipamentos em 2025, 72% tinham como principal objetivo ampliar a mecanização da produção. Apenas 9% investiram em robotização e 5% direcionaram recursos para automatizar a produção por meio de máquinas conectadas em rede, capazes de transmitir e processar dados de forma autônoma.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales, afirma que os investimentos em equipamentos conectados à internet e com processamento em nuvem ainda são limitados.
“A maior parte dos investimentos continua sendo na mecanização da produção. Mas isso não quer dizer que essas empresas não estejam buscando ganhos de produtividade. Mesmo quando uma empresa está buscando uma máquina nova para mecanizar sua produção, ela pode estar tendo ganhos de produtividade [ao incorporar máquinas e equipamentos mais eficientes ao processo produtivo]”, explica.
A sondagem mostra que as incertezas do ambiente macroeconômico continuam sendo o principal fator que trava os investimentos da indústria. Entre as empresas que compraram máquinas e equipamentos novos, 61% apontaram as imprevisibilidades econômicas como o maior obstáculo para investir.
Na sequência aparecem:
Entre as empresas que adquiriram maquinário usado, o cenário é semelhante. As incertezas econômicas lideram a lista de obstáculos, citadas por 66% dos entrevistados. Em seguida aparecem:
“Estamos passando por muitas incertezas econômicas, não só no Brasil, mas no mundo. Com relação à mão de obra, outras pesquisas vêm apontando uma dificuldade dos empresários industriais em contratar e reter esses profissionais, o que, consequentemente, afeta o planejamento dos seus investimentos. E com relação aos entraves tributários, nós esperamos que, com a reforma tributária, isso diminua”, ressalta Sales.
O levantamento revela diferenças importantes entre empresas de diferentes portes. Em 2025, 78% das grandes indústrias investiram em máquinas e equipamentos novos, percentual superior ao observado entre as médias (72%) e pequenas empresas (66%).
As empresas de grande porte também estão mais avançadas na adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Entre as que realizaram investimentos, 7% tinham como objetivo automatizar o processo produtivo. Nas médias indústrias, esse percentual foi de 4%; nas pequenas, apenas 2%.
Outra diferença aparece na origem do maquinário. As grandes empresas foram as únicas a adquirir mais equipamentos importados do que nacionais.
Origem das máquinas e equipamentos por porte da empresa:
Para Sales, os resultados mostram que as grandes empresas conseguem acessar e incorporar tecnologias mais avançadas com maior rapidez, enquanto as pequenas enfrentam mais dificuldades.
“Fica o debate importante para a formulação de políticas públicas de como fazer com que as pequenas empresas também consigam ter acesso e reduzir esse gap tecnológico que existe entre o Brasil e os países que estão na fronteira da tecnologia industrial”, aponta.
Segundo o economista, os resultados da sondagem podem orientar políticas industriais voltadas às diferentes necessidades das empresas. Para as pequenas, o desafio é ampliar o acesso ao crédito e às tecnologias mais avançadas. Já as grandes, que se encontram em estágio mais maduro de modernização, precisam de condições para ampliar sua competitividade internacional.
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Baixar áudioO Brasil passou a integrar o circuito internacional dos fóruns estratégicos de análise do agronegócio com a realização da primeira edição do Outlook Agro Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro reuniu representantes do governo, organismos internacionais, pesquisadores, especialistas e lideranças do setor para discutir projeções para a safra 2026/27, inteligência de mercado e os desafios que devem moldar o futuro da produção e do comércio agroalimentar.
Ao longo da programação, o público acompanhou debates sobre agronegócio, geopolítica, segurança alimentar, mudanças climáticas, inovação, sustentabilidade e abertura de mercados. O objetivo foi ampliar o acesso a informações estratégicas capazes de apoiar a tomada de decisão de produtores rurais, cooperativas, exportadores e demais agentes da cadeia agroalimentar.
Na abertura do evento, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a importância do agronegócio para as exportações brasileiras e para o desenvolvimento econômico do país.
"A agricultura tem tudo a ver com exportação. E exportação tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil. Sem exportações, o país não se desenvolve, não constrói uma política econômica estável e não fortalece sua economia. E, sem agricultura e sem agronegócio, não existem exportações brasileiras na dimensão que temos hoje. O nosso país é um parceiro confiável, estável, aberto ao diálogo, que negocia, firma acordos internacionais, reduz barreiras e fortalece suas relações comerciais", pontuou.
Na ocasião, Müller também enfatizou a forte relação entre o desempenho do comércio exterior e a conjuntura macroeconômica no Brasil.
“É muito natural a ApexBrasil estar participando desse evento, estar junto com o Ministério da Agricultura, porque política econômica no Brasil, com estabilidade, com taxa de juros tem a ver com exportação, e exportação tem a ver com agronegócio brasileiro”, afirmou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que a expansão do comércio internacional depende da credibilidade conquistada pelo agronegócio brasileiro e da qualidade dos produtos nacionais.
"As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade do que produzimos. Tenho certeza de que vamos ampliar ainda mais. Estamos aqui hoje não apenas para celebrar as conquistas do presente, mas, sobretudo, para planejar e construir o futuro", afirmou.
Também participaram do encontro o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alex Giacomelli, que destacou o papel da diplomacia na abertura de mercados; o ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, que apresentou avanços para o setor pesqueiro; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, que reforçou a contribuição do agronegócio para o desenvolvimento econômico e a inserção internacional do Brasil.
Os debates destacaram que o crescimento da demanda global por alimentos exigirá mais planejamento, inovação e cooperação internacional. Especialistas também apontaram oportunidades para ampliar a presença brasileira em mercados estratégicos, especialmente na África e na Ásia, além da necessidade de fortalecer ferramentas de inteligência capazes de antecipar cenários relacionados à segurança alimentar, à segurança energética e às mudanças climáticas.
Para a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Soares, um dos principais resultados do Outlook Agro Brasil foi reunir especialistas de diferentes países para compartilhar perspectivas que contribuam para o planejamento estratégico do agronegócio brasileiro e reforcem o papel do Brasil como parceiro confiável no fornecimento de alimentos e energia.
"Trouxemos especialistas dos Estados Unidos, da China, da Argentina e esse rico debate trouxe perspectivas de como o Brasil tem um papel central na questão da segurança alimentar e no tema de biocombustíveis. Somos solução para diversos segmentos, somos parceiros de diversos países e essa discussão aqui está pautando um pouco, tanto com o setor público quanto com o setor privado", enfatizou a coordenadora.
Especialistas nacionais e internacionais defenderam que a inteligência de mercado será cada vez mais decisiva para o planejamento do agronegócio brasileiro. Os painéis reuniram representantes do USDA, FAO, Universidade Agrícola da China, CME Group e ApexBrasil para discutir os impactos das tensões geopolíticas, das mudanças econômicas e da reorganização das cadeias globais de suprimentos sobre o comércio agroalimentar.
As apresentações destacaram que antecipar tendências e reduzir riscos será essencial para manter a competitividade do agronegócio diante da reorganização das cadeias globais de suprimentos. A expectativa é que informações mais qualificadas apoiem decisões de produtores, cooperativas, exportadores e investidores.
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Baixar áudioNos últimos dias, a Receita Federal e o CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços) alteraram regras e cronogramas da Reforma Tributária. As medidas, publicadas pelos atos conjuntos RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho de 2026, e RFB/CGIBS nº 1, de 31 de julho de 2026, permitem a prorrogação da obrigatoriedade de destaque do IBS e do CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) na emissão de Documentos Fiscais Eletrônicos (DFes) e suspendem a rejeição de notas fiscais sem os novos campos.
O afrouxamento da imposição quanto ao preenchimento de informações relativas à CBS e ao IBS é temporário, mas não foi estipulado um prazo. Ele serve para os seguintes DFes, que teriam que exibir os dados desde a última segunda-feira (3):
Já os DFes abaixo seguem um calendário progressivo para permitir a adaptação dos contribuintes e dos sistemas emissores de documentos fiscais:
Gabriel Gravena, advogado e membro do Instituto Brasileiro de Direito Tributário, esclarece que o momento deve ser utilizado como adaptação pelos empreendedores. “Ainda que exista uma postura cooperativa, não é um momento de deixar para depois, de se acomodar, e sim de aproveitar a forma que o próprio governo vem tratando esse período para adaptar a rotina da própria empresa, a forma que a empresa trabalha, e as emissões dos documentos fiscais. Esse é o objetivo de 2026 para a empresa: sair de 2026 sabendo como que a Reforma Tributária funciona, sabendo cumprir suas novas obrigações acessórias, para chegar em 2027 e iniciar o período de transição, aí sim, com tributo sendo recolhido, mas da forma mais eficiente possível, sem correr risco de autuação, com segurança”, disse.
Até a publicação desses atos, todos os contribuintes dos novos tributos deveriam prestar as informações sobre a CBS e IBS nos documentos fiscais, no que se refere às alíquotas-teste, valores e adaptações em códigos das operações com bens ou serviços.
A decisão ocorre após publicação de manifesto por mais de 40 associações empresariais, endossado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), solicitando o adiamento das exigências. A grande preocupação é com inconsistências no sistema e encarecimento dos custos operacionais, com maior impacto nas empresas de menor porte.
“Porque essas empresas não vão dar conta sozinhas. Você tem uma pequena empresa, uma mercearia, você vai ter que digitalizar as suas operações para o cumprimento tributário, saber como fazer a nota fiscal, contratar um contador e, eventualmente, até um advogado tributarista, se for o caso. Você vai ter informatizar o teu negócio, isso pode não ser trivial em termos de custo”, alerta Ulisses Ruiz de Gamboa, economista-sênior da ACSP.
Outro ponto de atenção para o setor produtivo é a falta de definição quanto à data limite para definição sobre a manutenção no enquadramento das companhias no Simples Nacional ou migração para o regime híbrido. No período teste, que teve início em janeiro deste ano, a taxa do IBS é de 0,1% e a da CBS é de 0,9% sobre o valor do produto ou serviço comercializado. No entanto, não há perspectiva da carga tributária definitiva para que os empresários tomem a decisão sobre qual modelo fiscal escolher.
O Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — novos tributos criados pela Reforma Tributária do Consumo — compõem o Imposto sobre Valor Agregado (IVA-Dual). Eles já estão sendo recolhidos desde 1º de janeiro de 2026, mas ainda em período e alíquotas testes.
O IBS substitui dois tributos antigos:
A CBS substitui os seguintes impostos federais:
Um dos últimos passos que faltam é em relação ao Imposto Seletivo (IS), que vai incidir sobre produtos e serviços prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. A regulamentação está definida na Lei Complementar 214/25, mas as alíquotas, no entanto, dependem do envio de uma proposta pelo governo e aprovação pelo Congresso.
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