Renda

18/06/2021 04:30h

Mulheres e trabalhadores com mais de 60 anos foram os únicos que apresentaram crescimento na renda

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Segundo estudo divulgado na quarta-feira (16) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os rendimentos efetivos dos trabalhadores registraram queda de 2,2% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com igual período do ano passado. O motivo foi por conta do impacto da pandemia de Covid-19.

Segundo a pesquisa, apenas as mulheres e trabalhadores com mais de 60 anos não apresentaram uma queda da renda efetiva, tendo um crescimento de 1,33% e 7,06%, respectivamente. A análise revela que o impacto da segunda onda da pandemia nos rendimentos foi concentrado nos trabalhadores privados com carteira assinada, enquanto aqueles que trabalham por conta própria mostraram um crescimento de 3,9% da renda efetiva.

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Nas regiões brasileiras, o Nordeste teve maior impacto nos rendimentos, apresentando um recuo de 7,05%. Já o Centro-Oeste teve o menor efeito na renda, com queda de 0,84%. Na avaliação por faixa etária, a mais atingida pela segunda onda foi a dos adultos entre 25 e 39 anos, com queda de 7,73% dos rendimentos.

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07/05/2021 04:00h

Programa garantiu a manutenção de empregos em 1,5 milhão de companhias

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O Programa de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) está com inscrições abertas para os empresários firmarem acordos trabalhistas que permitam redução de salários e jornadas de trabalho durante a pandemia do coronavírus. 

Em 2020 a primeira versão do BEm foi providencial para mais de 1,5 milhão de empresas, como a de eventos de Marcos Jacy, em Brasília. Ele conta que a renda caiu para zero já no início da pandemia. 

“Por semana fazíamos em média oito eventos, cerca de 20 por mês. Trabalhamos com festas e festa é aglomeração. Nesse período fica complicado. Fomos obrigados a fechar”, conta. 

O fechamento da empresa causaria desemprego e os impactos nas contas do negócio poderiam ser incalculáveis. A solução veio com a adesão do empresário ao BEm. 

“Foi um alívio porque a gente não parou. Se não produz, não tem entrada de dinheiro. Conseguimos fazer a suspensão dos contratos trabalhistas e preservamos os empregos”, explica Marcos Jacy. 

A decoradora Janair dos Santos, é funcionária na empresa de Marcos Jacy e conta que a notícia do encerramento das atividades causou apreensão na equipe e incertezas para a manutenção do emprego. O “ufa” veio quando a empresa optou em fazer parte do BEm. 

“Foi um alívio não ter sido demitida. E para a empresa foi um resguardo muito grande porque o nosso setor ficou parado. Para mim, para nossa empresa, [o BEm] foi muito importante”, disse aliviada. 

A empresa de Marcos e Janair deve participar do BEm em 2021, novamente. A decoradora lembra que as atividades da firma ainda estão paradas e o programa do governo federal foi muito esperado pela equipe. “Estamos parados. Torço muito para que a empresa participe do BEm, para não ficarmos desamparados”, espera Janair. 

Acesso ao BEm

Para ter acesso ao BEm, o empresário deve cadastrar a empresa na Secretaria do Trabalho do Ministério da Economia. Na página é possível encontrar o manual com todas as informações necessárias. O empregador doméstico também deve usar o mesmo ambiente para se inscrever no programa.

Após o cadastro, os empregadores inscritos deverão informar ao Ministério da Economia os acordos firmados com os empregados imediatamente. A informação é importante porque a partir de 10 dias, após a comunicação, passa a contar o prazo de 30 dias para o empregado receber o Benefício Emergencial. 

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Se o ministério não receber a informação, a empresa terá que continuar pagando o valor total do salário ao trabalhador, mesmo se o acordo de redução já estiver sido assinado. O mesmo procedimento deve ser realizado para informar os sindicatos. 

Arte: Brasil 61

BEm 2021

Este ano, os acordos individuais firmados entre empresas e trabalhadores poderão prever redução de salário e jornada em 25%, 50% e 70%. Em contrapartida, o governo federal, por meio do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) repassa ao empregado, como Benefício Emergencial, o valor que foi abatido no acordo com o patrão. A referência das parcelas será o Seguro-Desemprego que o funcionário teria direito. 

Sendo assim, e em casos de redução acordada de 25%, por exemplo, o trabalhador terá direito a receber Benefício Emergencial de 25% da parcela do Seguro-Desemprego, além dos 75% do salário da empresa. 

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No entanto, se o contrato trabalhista for suspenso, o empregado passa a receber Benefício Emergencial de valor igual a 100% da parcela do Seguro-Desemprego. 
Todos os acordos firmados pelo BEm garantem a manutenção do emprego durante o período acordado, inclusive após a suspensão do acordo, por igual tempo em que a redução de salário e jornada foi instituído. O programa não modificará os valores e prazos do Seguro-Desemprego, e continuarão os mesmos a que o trabalhador tem direito atualmente, nas rescisões de contratos futuras. 

A especialista em Direito Trabalhista, Ramille Taguatinga, ressalta que o BEm não tira direitos dos empregados. Ela lembra que todos os acordos, com base no programa do governo federal, devem ser realizados de forma conjunta entre patrão e empregado. 

“É uma tentativa de o governo dar uma “mão” para o empresário e também ajudar o trabalhador. A base é o diálogo para prevenir situações em que os direitos [dos trabalhadores] possam ser suprimidos ou ilegalidades possam ser cometidas. A base é o diálogo”, disse. 

Eventos

O setor de eventos foi responsável por movimentar cerca de R$ 250 bi e 98% das empresas sofreram impactos pela pandemia do coronavírus. A projeção foi realizada pelo Sebrae, em 2020, e confirmada recentemente pela Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta)

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As empresas do setor que pararam com as atividades durante a pandemia correspondem a 60% do total em atividade no início de 2020. Além disso, 32% das firmas mudaram o modelo de negócio para tentarem sobreviver no mercado. Durante a pandemia, apenas 8% das empresas do setor de eventos mantiveram atividades. 

“Houve demissão em massa. A empresa que tinha 200 pessoas passou a ter 30, quem tinha 50 passou a ter oito. Percebemos que muitos empresários venderam apartamentos, casas. Ouvimos dos empresários que eles não têm ninguém para trabalhar”, revela Ricardo Dias, presidente da Abrafesta. 

Perse

Nesta semana, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a Lei que cria o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse) que prevê o parcelamento de débitos de empresas do setor de eventos, além de outras ações para compensar a perda de receita em razão da pandemia do coronavírus. 

O programa também beneficia empresas de hotelaria, cinemas, casas de eventos, casas noturnas, casas de espetáculos e empresas que realizam ou comercializam congressos, feiras, feiras de negócios, shows, festas, festivais, espetáculos, eventos esportivos, sociais, promocionais e culturais.

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No entanto, Bolsonaro vetou partes da Lei que previam a possibilidade do uso de 3% do dinheiro arrecadado com as loterias da Caixa e da Lotex, junto com recursos da emissão de títulos do Tesouro, para custear os benefícios dados ao setor. Além disso, o presidente da República vetou parte da norma aprovada no Congresso Nacional que previa isenção de impostos por 60 meses para as empresas do setor. 

“Precisamos da ajuda do governo porque estamos fechados. Estamos impedidos de trabalhar, proibidos de abrir as portas. Como vamos pagar o IPTU? Como vamos pagar IPVA? Fazer uma operação? Ninguém tem o recuso”, alerta Ricardo Dias. 

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08/04/2021 00:00h

Parlamentares estão discutindo estratégias para evitar uma crise econômica mais grave, como reeditar a Medida Provisória 927/2020

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Com a crise econômica causada pela pandemia da Covid-19, que já alcançou mais de 12 milhões de brasileiros por todo o país, os gestores públicos estão decretando novas medidas na tentativa de frear o avanço da doença em suas regiões. Algumas ações adotadas em diversas cidades e estados não são novidade, como o lockdown e o toque de recolher têm como objetivo reduzir a circulação de pessoas e, consequentemente, diminuir a taxa de contágio nas cidades.

As medidas restritivas e o descontrole da pandemia têm forte impacto sobre as atividades das empresas, o que traz desafios para que consigam pagar suas contas e honrar seus compromissos no curto prazo. Por conta disso, o Congresso Nacional tem iniciados discussões a respeito da reedição de medidas adotadas no ano passado, para tentar controlar a crise econômica que se instalou junto à crise de saúde.

Esses debates entre parlamentares têm objetivo de elaborar medidas para evitar demissões e fechamento de empresas, como algumas estratégias adotadas em 2020, como a MP 936/2020 que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda; e mais precisamente reeditar a Medida Provisória 927/2020 que já perdeu sua eficácia.



De acordo com a MPV, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020 (e que foi encerrado no dia 31 de dezembro do ano passado), para fins trabalhistas, empregado e empregador podiam fazer acordos, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, como o teletrabalho, a antecipação de férias individuais, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados, criação e uso do banco de horas.

De acordo com o economista e professor de finanças do IBMEC Brasília William Baghdassarian, uma reedição desse tipo de Medida Provisória, simplificando as regras trabalhistas, pode ser um ponto positivo nesse momento em que as empresas precisam de auxílio para se manter em atividade. O especialista acredita que na atual crise causada pela pandemia da Covid-19, se o Brasil mantiver regras trabalhistas muito duras e pouco flexíveis, é possível que a crise econômica fique mais intensa.

O especialista em economia afirma que na medida em que o empregador não consegue auferir receita “fica muito complicado ele continuar honrando esses custos físicos. Do ponto de vista jurídico eu não tenho dúvidas de que é preciso manter os empregados e pagar todas as obrigações”, explicou.

Por isso, do ponto de vista econômico “o empresário para de ter o ingresso de recursos e passa a ter só sangria de recursos do caixa. Chega um certo momento em que essa empresa fica com o caixa fragilizado e, em muitos casos, a empresa acaba entrando em recuperação judicial ou falindo”, destacou Baghdassarian.

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Adotar uma medida como essa, no entanto, causa polêmicas em parte dos parlamentares e da sociedade, que teme uma fragilização das leis trabalhistas ao ponto em que o funcionário não tenha direitos assegurados, tornando-se descartável a qualquer momento.

Para o deputado federal Celso Maldaner (MDB-SC), quando a Medida Provisória 927/2020 foi apresentada no Congresso Nacional, ela tinha um objetivo claro de dar maior segurança jurídica aos empresários e segurar os funcionários. Por isso, o parlamentar acredita que reeditar uma medida como essa, pode colaborar com a preservação de empregos durante a pandemia.

“Ela é bem clara, não existe redução de salários, pois essa medida veio principalmente para beneficiar a manutenção de empregos, inclusive das micro e pequenas empresas. Quer dizer, essa flexibilização MP vem para ajudar na renda dos trabalhadores e preservar os empregos. Então, ela vem para desburocratizar e dar segurança jurídica”, afirmou o parlamentar.

Desemprego

De acordo com dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego em 2020 foi recorde em 20 estados do País, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que é realizada desde 2012.

Os dados da pesquisa foram divulgados no dia 10 de março deste ano e revelou que no intervalo de um ano, a população empregada reduziu em 7,3 milhões de pessoas no País. O estado de Santa Catarina foi duramente afetado pela crise e registrou 6,1% de desocupação entre sua população.  

Em termos nacionais, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego entre os grupos etários no quarto trimestre de 2020. As pessoas de 14 a 17 (42,7%), de 18 a 24 anos de idade (29,8%), de 25 a 39 anos (13,9%) tiveram taxa acima ou igual à média nacional.

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05/04/2021 00:00h

De acordo com o parlamentar, flexibilizar as regras com novas medidas provisórias é uma forma de garantir os empregos

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Com o número de pessoas doentes de Covid-19 aumentando pelo Brasil, muitos gestores públicos passaram a adotar medidas para tentar combater a doença. Com o objetivo de reduzir a circulação de pessoas e, ao mesmo tempo, baixar a taxa de contaminação nos municípios, as principais ações foram o lockdown e o toque de recolher. Restrições que têm forte impacto sobre as atividades das empresas, o que traz desafios para que consigam pagar suas contas e honrar seus compromissos no curto prazo.

Por conta disso, o Congresso Nacional tem iniciado discussões a respeito de reedição de medidas adotadas no ano passado, para tentar controlar a crise econômica que se instalou durante a crise de saúde pública.

Esses debates entre parlamentares têm o objetivo de elaborar medidas para evitar demissões e fechamento de empresas, como algumas estratégias adotadas em 2020, a exemplo da MP 936/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda; e mais precisamente reeditar a Medida Provisória 927/2020, que já perdeu sua eficácia.

De acordo com a MPV, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020 (e que foi encerrado no dia 31 de dezembro do ano passado), para fins trabalhistas, empregado e empregador podiam fazer acordos, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, como o teletrabalho, a antecipação de férias individuais, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados, criação e uso do banco de horas.

Segundo o economista e professor de finanças do IBMEC Brasília William Baghdassarian, uma reedição desse tipo de Medida Provisória, simplificando as regras trabalhistas, pode ser um ponto positivo nesse momento em que as empresas precisam de auxílio para se manter em atividade. O especialista acredita que na atual crise causada pela pandemia da Covid-19, se o Brasil mantiver regras trabalhistas muito duras e pouco flexíveis, é possível que a crise econômica fique mais intensa.

O especialista em economia afirma que na medida em que o empregador não consegue auferir receita “fica muito complicado ele continuar honrando esses custos físicos. Do ponto de vista jurídico eu não tenho dúvidas de que é preciso manter os empregados e pagar todas as obrigações”, explicou.

Por isso, do ponto de vista econômico “o empresário para de ter o ingresso de recursos e passa a ter só sangria de recursos do caixa. Chega um certo momento em que essa empresa fica com o caixa fragilizado e, em muitos casos, a empresa acaba entrando em recuperação judicial ou falindo”, destacou Baghdassarian.

Adotar uma medida como essa, no entanto, causa polêmicas em parte dos parlamentares e da sociedade, que teme uma fragilização das leis trabalhistas ao ponto em que o funcionário não tenha direitos assegurados, tornando-se descartável a qualquer momento.

De acordo com o deputado federal Paulo Ganime (NOVO-RJ), os debates relacionados a medidas que possam flexibilizar leis trabalhistas, podem ajudar a reduzir o desemprego, uma vez que podem garantir condições para que as empresas e trabalhadores refaçam acordos firmados antes da pandemia de covid-19.

“Esses acordos esses devem ser revistos entre as duas partes, não é uma imposição da empresa, mas é um acordo que possa garantir que empregos sejam preservados. Que possam garantir que o trabalhador continue trabalhando. Mais uma vez é preciso dizer que isso não vai contra o trabalhador, muito pelo contrário, serão acordos que vão possibilitar que ainda mais empregos sejam mantidos”, destacou o parlamentar.

Desemprego

De acordo com dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego em 2020 foi recorde em 20 estados do País, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que é realizada desde 2012.

Os dados da pesquisa foram divulgados no dia 10 de março deste ano e revelou que no intervalo de um ano, a população empregada reduziu em 7,3 milhões de pessoas no País. O estado do Rio de Janeiro foi duramente afetado pela crise e registrou 17,4% de desocupação entre sua população.  

Em termos nacionais, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego entre os grupos etários no quarto trimestre de 2020. As pessoas de 14 a 17 (42,7%), de 18 a 24 anos de idade (29,8%), de 25 a 39 anos (13,9%) tiveram taxa acima ou igual à média nacional.

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01/04/2021 00:00h

O estado do Amazonas foi um dos que mais sofreu os impactos econômicos causados pela pandemia da Covid-19

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O Brasil ultrapassou a marca de 12 milhões de casos confirmados da Covid-19, o que levou diversos governantes a adotarem medidas para tentar combater a doença por todo o País. Algumas ações tomadas por estados e municípios não são novidade, como é o lockdown e o toque de recolher, que têm como objetivo reduzir a circulação de pessoas e, assim, reduzir a taxa de contágio nas cidades.

As medidas restritivas e o descontrole da pandemia têm forte impacto sobre as atividades das empresas, o que traz desafios para que consigam pagar suas contas e honrar seus compromissos no curto prazo. Por conta disso, o Congresso Nacional tem iniciado discussões a respeito de reedição de medidas adotadas no ano passado, para tentar controlar a crise econômica que se instalou durante a crise de saúde pública.

Esses debates entre parlamentares têm o objetivo de elaborar medidas para evitar demissões e fechamento de empresas, como algumas estratégias adotadas em 2020, a exemplo da MP 936/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda; e mais precisamente reeditar a Medida Provisória 927/2020, que já perdeu sua eficácia.

De acordo com a MPV, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020 (e que foi encerrado no dia 31 de dezembro do ano passado), para fins trabalhistas, empregado e empregador podiam fazer acordos, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, como o teletrabalho, a antecipação de férias individuais, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados, criação e uso do banco de horas, entre outras.



De acordo com o economista e professor de finanças do IBMEC Brasília William Baghdassarian, uma reedição desse tipo de Medida Provisória, simplificando as regras trabalhistas, pode ser um ponto positivo nesse momento em que as empresas precisam de auxílio para se manter em atividade. O especialista acredita que na atual crise causada pela pandemia da Covid-19, se o Brasil mantiver regras trabalhistas muito duras e pouco flexíveis, é possível que a crise econômica fique mais intensa.

O especialista em economia afirma que na medida em que o empregador não consegue auferir receita “fica muito complicado ele continuar honrando esses custos físicos. Do ponto de vista jurídico eu não tenho dúvidas de que é preciso manter os empregados e pagar todas as obrigações”, explicou.

Por isso, do ponto de vista econômico “o empresário para de ter o ingresso de recursos e passa a ter só sangria de recursos do caixa. Chega um certo momento em que essa empresa fica com o caixa fragilizado e, em muitos casos, a empresa acaba entrando em recuperação judicial ou falindo”, destacou Baghdassarian.

Auxílio Emergencial: governo anuncia pagamento do benefício já na próxima semana

Comitê debate novas medidas de enfrentamento à Covid-19

Adotar uma medida como essa, no entanto, causa polêmicas em parte dos parlamentares e da sociedade, que teme uma fragilização das leis trabalhistas ao ponto em que o funcionário não tenha direitos assegurados, tornando-se descartável a qualquer momento.

Para o deputado Marcelo Ramos (PL-AM), poucos meses antes da pandemia de Covid-19 se instalar no Brasil, a previsão da economia nacional era de crescimento. De acordo com o parlamentar, quando todo o cenário mudou com a crise de saúde, a situação econômica também foi completamente alterada, por isso a necessidade de flexibilização nas leis para salvar empregos.

“Os acordos coletivos construídos em outro contexto econômico precisam, sim, ser revistos, exatamente para que empregos sejam preservados. E não apenas na preservação desses empregos, mas que se tenha a geração de empregos com uma reforma tributária, reforma administrativa e demais reformas importantes em nosso país”, explicou o deputado.

Desemprego

De acordo com dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego em 2020 foi recorde em 20 estados do País, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que é realizada desde 2012.

Os dados da pesquisa foram divulgados no dia 10 de março deste ano e revelou que no intervalo de um ano, a população empregada reduziu em 7,3 milhões de pessoas no País. O estado do Amazonas foi duramente afetado pela crise e registrou 15,8% de desocupação entre sua população.  

Em termos nacionais, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego entre os grupos etários no quarto trimestre de 2020. As pessoas de 14 a 17 (42,7%), de 18 a 24 anos de idade (29,8%), de 25 a 39 anos (13,9%) tiveram taxa acima ou igual à média nacional.

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31/03/2021 00:00h

Com mais de 12 milhões de casos confirmados da Covid-19, este em debate novas medidas para tentar combater a doença e a crise econômica no País

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Com mais de 12 milhões de casos confirmados da Covid-19 no Brasil, estão sendo tomadas novas medidas para tentar combater a doença por todo o País. Algumas ações adotadas em diversas cidades e estados não são novidade, como é o caso de lockdown, toque de recolher e, principalmente, restrições para o funcionamento do comércio.}

Impedir as atividades normais do comércio e das empresas é uma medida que tem gerado outros problemas, pois os trabalhadores que não podem exercer suas funções em grande parte ficam também sem receber salários. Por conta disso, o Congresso Nacional tem iniciados discussões a respeito de reedição de medidas adotadas no ano passado, para tentar controlar a crise econômica que se instalou na rasteira da crise de saúde.

Esses debates entre parlamentares têm objetivo de elaborar medidas para evitar demissões e fechamento de empresas, como algumas estratégias adotadas em 2020, como a MP 936/2020 que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda; e mais precisamente reeditar a Medida Provisória 927/2020 que já perdeu sua eficácia.

De acordo com a MPV, durante o estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo nº 6, de 2020 (e que foi encerrado no dia 31 de dezembro do ano passado), para fins trabalhistas, empregado e empregador podiam fazer acordos, a fim de garantir a permanência do vínculo empregatício, como o teletrabalho, a antecipação de férias individuais, a concessão de férias coletivas, o aproveitamento e a antecipação de feriados, criação e uso do banco de horas, entre outras.



De acordo com o economista e professor de finanças do IBMEC Brasília William Baghdassarian, uma reedição desse tipo de Medida Provisória, simplificando as regras trabalhistas, pode ser um ponto positivo nesse momento em que as empresas precisam de auxílio para se manter em atividade. O especialista acredita que na atual crise causada pela pandemia da Covid-19, se o Brasil mantiver regras trabalhistas muito duras e pouco flexíveis, é possível que a crise econômica fique mais intensa.

O especialista em economia afirma que na medida em que o empregador não consegue auferir receita “fica muito complicado ele continuar honrando esses custos físicos. Do ponto de vista jurídico eu não tenho dúvidas de que é preciso manter os empregados e pagar todas as obrigações”, explicou.

Por isso, do ponto de vista econômico “o empresário para de ter o ingresso de recursos e passa a ter só sangria de recursos do caixa. Chega um certo momento em que essa empresa fica com o caixa fragilizado e, em muitos casos, a empresa acaba entrando em recuperação judicial ou falindo”, destacou Baghdassarian.

Mas adotar uma medida como essa causa polêmicas em parte dos parlamentares e da sociedade, que teme uma fragilização das leis trabalhistas ao ponto em que o funcionário não tenha direitos assegurados, se tornando descartável a qualquer momento.

Durante sessão na Câmara dos Deputados para discutir o assunto, o deputado federal Alexis Fonteyne (NOVO-SP) afirmou que flexibilizar as regras trabalhistas não significa reduzir salários ou facilitar a demissão de funcionários. Para o parlamentar, essa é uma medida que pode ajudar a equilibrar as contas e favorece o funcionamento das empresas durante esse momento de pandemia.   

“Quem tem empresa sabe a importância de poder adiantar férias, de poder fazer acordos individuais. Além disso, precisamos lembrar que o grande impacto dessa pandemia [na questão econômica] está nas micro e pequenas empresas. Então começar a interferir nas relações é aumentar ainda mais a dificuldade para poder preservar empregos”, avaliou o deputado.

Desemprego

De acordo com dados do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa média de desemprego em 2020 foi recorde em 20 estados do País, acompanhando a média nacional, que aumentou de 11,9% em 2019 para 13,5% no ano passado, a maior da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que é realizada desde 2012.

Os dados da pesquisa foram divulgados no dia 10 de março deste ano e revelou que no intervalo de um ano, a população empregada reduziu em 7,3 milhões de pessoas no País. O estado de São Paulo foi duramente afetado pela crise e registrou 13,9% de desocupação entre sua população.  

Em termos nacionais, os jovens foram os mais afetados pelo desemprego entre os grupos etários no quarto trimestre de 2020. As pessoas de 14 a 17 (42,7%), de 18 a 24 anos de idade (29,8%), de 25 a 39 anos (13,9%) tiveram taxa acima ou igual à média nacional.

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05/03/2021 16:00h

Dados constam em pesquisa da Fundação João Pinheiro (FJP) contratada pela Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério do Desenvolvimento Regional

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O número de famílias urbanas que desembolsam mais de 30% de suas rendas com aluguel cresceu, atingindo 3,035 milhões de domicílios, em 2019. Em 2016, esse quantitativo era de 2,814 milhões de domicílios. 

Os dados constam no estudo Déficit habitacional e Inadequação de moradias no Brasil da Fundação João Pinheiro (FJP) contratado pela Secretaria Nacional de Habitação, do Ministério do Desenvolvimento Regional, e contempla famílias com renda de até três salários mínimos. Os resultados foram apresentados em um web seminário realizado nesta quinta-feira (4). 

Segundo a pesquisa, a região Sudeste foi a que mais contribuiu para esse aumento. Por lá, o número de residências com ônus excessivo de aluguel (termo técnico para designar o desembolso com a locação de casas e apartamentos por famílias com até três salários mínimos) cresceu de 1.374.491 domicílios, em 2016, para 1.545.710, em 2019. Esse é o principal indicador do déficit habitacional.

Alfredo dos Santos, secretário Nacional de Habitação, afirmou no evento que esses resultados vão contribuir para a formulação de políticas relacionadas ao tema. “Essa constatação reforça a visão da pasta e nos apoia na elaboração de políticas que tenham como objetivo enfrentar esse componente do déficit habitacional”, disse. 

Obras de habitação e saneamento do PAC paralisadas tem prazo para conclusão até 30 de abril

De acordo com a fundação, o déficit habitacional é calculado a partir do número de moradias necessárias para a solução de necessidades básicas habitacionais em um determinado momento. Em 2019, o déficit habitacional alcançou 5.876.699 domicílios.  

Além do ônus excessivo de aluguel, completam o cálculo do déficit habitacional os seguintes componentes e subcomponentes: domicílios improvisados, rústicos, os identificados como cômodos e as unidades domésticas conviventes - domicílio com no mínimo quatro pessoas onde residem conjuntamente mais de um núcleo doméstico com relação de parentesco, descendente da pessoa de referência do domicílio e que tenham no mínimo duas pessoas.

Gênero

A pesquisa da FJP concluiu que as mulheres são as principais responsáveis pelos domicílios caracterizados como déficit habitacional. No componente ônus excessivo de aluguel, em 2019, elas representavam 62% das pessoas de referência no domicílio, em habitações precárias, 59%, e em coabitações, 56%.

Regiões

O estudo constatou que as regiões Norte e Nordeste foram as que chamaram mais atenção quanto ao percentual de domicílios urbanos inadequados, alcançando 50% do total.

Gabriel Lacerda, um dos autores da pesquisa, afirma que, entre 2016 e 2019, diz que o indicador de habitação precária teve um forte peso no déficit habitacional nessas localidades. 

“O componente habitação precária é relevante na composição do déficit nessas regiões, onde é observada uma distribuição equânime das habitações rústicas e improvisadas, embora haja uma tendência de elevação”, explica. 

Em todo o País, de acordo com a pesquisa, em 2019, quase 25 milhões de domicílios apresentaram ao menos um tipo de inadequação.

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04/03/2021 00:00h

Projeto de modernização, como objetivo alavancar o setor imobiliário do estado, foi realizado por uma parceria da FIEC com o Sinduscon-CE

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O Ceará tem uma participação de 3,4% no segmento da construção civil, ocupando o 8º lugar no ranking nacional. O deputado federal Denis Bezerra (PSB-CE) destacou a importância do setor para a economia do estado. “Obras de grande, médio e até pequeno porte são capazes de gerar emprego e renda para garantir o sustento de milhares de famílias em todo o nosso estado, especialmente nesse momento difícil de pandemia”, afirmou. 

Trazendo modernização, com o objetivo de alavancar o setor imobiliário do estado, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) realizaram uma parceria por meio do Serviço Social da Indústria (SESI Ceará) para implementar uma nova tecnologia, considerada uma revolução tecnológica na construção civil brasileira.

PR: Senai lança programa de Residência em BIM

Construção civil tem maior taxa de inflação desde o início da série histórica, em 2013

O “Building Information Modeling” (BIM) busca viabilizar a introdução da Modelagem da Informação da Construção no cotidiano das empresas. O engenheiro de Segurança do Trabalho do SESI Ceará, Rodrigo Nogueira, avaliou os impactos positivos da iniciativa.

“Com ele você pode planejar melhor suas obras, realizando modelagens e projetos em 3D e ele permite também simular as etapas da construção de uma obra. Com isso você vai conseguir ter um planejamento melhor do cronograma, evitando atrasos, otimizando os custos de sua produção e aproveitando melhor sua mão de obra”, declarou.

O sistema permite criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, com o objetivo de oferecer um planejamento eficaz, banco de dados único, redução de custos e otimização do tempo, o que deve favorecer o avanço do setor.

Segundo o vice-presidente da área de tecnologia do Sinduscon-CE, Jorge Dantas, a expectativa para este ano é que a plataforma colaborativa consiga atingir o máximo da sua implementação, com todos os resultados sendo divulgados abertamente para que chegue à ponta, no caso, os empreendedores de micro, pequenas e médias construtoras do estado.

“As empresas que forem implementadas nesse sistema vão falar todos os seus pontos positivos, negativos e dificuldades de implementação. Então essa situação vai ser trazida para que toda a sociedade, no nosso meio industrial da construção civil, na implementação do BIM, tenha conhecimento e possa aplicar e implementar de forma segura, com poder econômico melhor que uma empresa que trabalha hoje sozinha”, contou.
 

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03/03/2021 00:00h

Deputado Eduardo Bismarck destaca que o setor foi um dos que mais gerou empregos, mesmo durante a pandemia

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O Ceará é o 8º do País em ranking da indústria da construção civil. Visando a colocação do segmento, o deputado federal Eduardo Bismarck (PDT-CE) destacou sua importância para a economia no estado. "O setor é um dos que mais movimenta a economia do nosso Ceará, não só pela alta valorização dos imóveis, mas também pela geração de renda. Basta ver que em 2020 o Ceará chegou a ser o estado do Nordeste que mais gerou empregos segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados)”, afirmou.  

Trazendo modernização, como objetivo alavancar o setor imobiliário do estado, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) realizaram uma parceria por meio do Serviço Social da Indústria (SESI Ceará) para implementar uma nova tecnologia, considerada a espinha dorsal da revolução tecnológica na construção civil brasileira.

PR: Senai lança programa de Residência em BIM

Construção civil tem maior taxa de inflação desde o início da série histórica, em 2013

O “Building Information Modeling” (BIM) busca viabilizar a introdução da Modelagem da Informação da Construção no cotidiano das empresas. O engenheiro de Segurança do Trabalho do SESI Ceará, Rodrigo Nogueira, avaliou os impactos positivos da iniciativa.

“Com ele você pode planejar melhor suas obras, realizando modelagens e projetos em 3D e ele permite também simular as etapas da construção de uma obra. Com isso você vai conseguir ter um planejamento melhor do cronograma, evitando atrasos, otimizando os custos de sua produção e aproveitando melhor sua mão de obra”, declarou.

O sistema permite criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, com o objetivo de oferecer um planejamento eficaz, banco de dados único, redução de custos e otimização do tempo, o que deve favorecer o avanço do setor.

Segundo o vice-presidente da área de tecnologia do Sinduscon-CE, Jorge Dantas, a expectativa para este ano é que a plataforma colaborativa consiga atingir o máximo da sua implementação, com todos os resultados sendo divulgados abertamente para que chegue à ponta, no caso, os empreendedores de micro, pequenas e médias construtoras do estado.

“As empresas que forem implementadas nesse sistema vão falar todos os seus pontos positivos, negativos e dificuldades de implementação. Então essa situação vai ser trazida para que toda a sociedade, no nosso meio industrial da construção civil, na implementação do BIM, tenha conhecimento e possa aplicar e implementar de forma segura, com poder econômico melhor que uma empresa que trabalha hoje sozinha”, contou.
 

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03/03/2021 00:00h

Parceria entre FIEC e o Sinduscon-CE deve implementar mais modernização ao setor, por meio de nova tecnologia

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Ocupando o 8º lugar no ranking de valor de incorporações, obras e/ou serviços da construção, o Ceará tem uma participação de 3,4% no segmento nacional. O deputado André Figueiredo (PDT-CE) destacou a importante perspectiva de crescimento do setor para 2021, que é um dos mais importantes dentro da composição do PIB do estado e do País.

“Todas as iniciativas que possam preservar essa participação da indústria da construção civil, a geração de emprego e renda, que são consequência desse crescimento, sem dúvida alguma tem que ter todo o apoio legislativo”, ressaltou.

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Construção civil tem maior taxa de inflação desde o início da série histórica, em 2013

Trazendo modernização, com o objetivo de alavancar o setor imobiliário do estado, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) realizaram uma parceria por meio do Serviço Social da Indústria (SESI Ceará) para implementar uma nova tecnologia, considerada uma revolução tecnológica na construção civil brasileira.

O “Building Information Modeling” (BIM) busca viabilizar a introdução da Modelagem da Informação da Construção no cotidiano das empresas. O engenheiro de Segurança do Trabalho do SESI Ceará, Rodrigo Nogueira, avaliou os impactos positivos da iniciativa.

“Com ele você pode planejar melhor suas obras, realizando modelagens e projetos em 3D e ele permite também simular as etapas da construção de uma obra. Com isso você vai conseguir ter um planejamento melhor do cronograma, evitando atrasos, otimizando os custos de sua produção e aproveitando melhor sua mão de obra”, declarou.

O sistema permite criar digitalmente um ou mais modelos virtuais precisos de uma construção, com o objetivo de oferecer um planejamento eficaz, banco de dados único, redução de custos e otimização do tempo, o que deve favorecer o avanço do setor.

Segundo o vice-presidente da área de tecnologia do Sinduscon-CE, Jorge Dantas, a expectativa para este ano é que a plataforma colaborativa consiga atingir o máximo da sua implementação, com todos os resultados sendo divulgados abertamente para que chegue à ponta, no caso, os empreendedores de micro, pequenas e médias construtoras do estado.

“As empresas que forem implementadas nesse sistema vão falar todos os seus pontos positivos, negativos e dificuldades de implementação. Então essa situação vai ser trazida para que toda a sociedade, no nosso meio industrial da construção civil, na implementação do BIM, tenha conhecimento e possa aplicar e implementar de forma segura, com poder econômico melhor que uma empresa que trabalha hoje sozinha”, contou.
 

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Brasil 61