Quilombolas

30/06/2021 10:00h

Após notificação de casos, Macaíba e Ceará-Mirim já imunizaram 15% e 37% de suas populações quilombolas, respectivamente

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As comunidades quilombolas da Microrregião de Macaíba, no leste do estado do Rio Grande do Norte, estão sendo imunizadas contra a Covid-19. Segundo o Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE), além de Macaíba, a região é composta pelos municípios de São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, São José de Mipibu e Nísia Floresta, que juntos possuem 7.795 quilombolas.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Segundo o Ministério da Saúde, 2.762 quilombolas da microrregião de Macaíba tomaram a primeira dose da vacina contra o coronavírus, o equivalente a 28,8% do público-alvo dessa localidade. Por enquanto, 199 pessoas receberam a dose de reforço do imunizante. A coordenadora de imunização local, Flávia Medeiros, reforça que o contato com a zona urbana pode deixar as comunidades quilombolas mais vulneráveis a Covid-19. “São comunidades que, na grande maioria das vezes, vivem mais afastadas da cidade, mas ao mesmo tempo têm pessoas que frequentam a zona urbana. Então, há um risco de contaminação a partir do momento que a entrada e saída de pessoas da comunidade pode levar esse contágio para os residentes da comunidade quilombola”, afirmou.

Depoimentos

Liliane Moura, líder da maior comunidade quilombola do estado – Capoeiras, em Macaíba –, está esperançosa pela chegada da vacina. Antes da imunização, duas mortes foram registradas na comunidade. “Se você tiver oportunidade de se vacinar, se vacine sim, porque são doses de esperança. Esperança por dias mais leves, esperança de que nós, enquanto resistência, temos sim que nos cuidar, que nos preservar, que tomar todos os cuidados do mundo e a vacina é essencial pra tudo isso acontecer.”

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança. Entre eles, use máscara de pano; lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. Os quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. 

Vacinação no Rio Grande do Norte

De acordo com a Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte, a meta é vacinar 24.980 quilombolas acima dos 18 anos, em todo o estado. Desses, 8.013 já foram vacinados com a primeira dose, e 1.543 com a segunda. Até o fechamento desta reportagem, foram disponibilizadas mais de 113 mil doses para a campanha de vacinação contra a Covid-19 na microrregião de Macaíba, sendo: 25.333 para Macaíba; 37.453 para São Gonçalo do Amarante; 27.336 para Ceará-Mirim; 15.156 para São José de Mipibu e 8.284 para Nísia Floresta.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para outras informações, acesse o site da prefeitura de Macaíba ou de Ceará-Mirim. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. 

Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município


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30/06/2021 05:00h

Decisão representa perigo à saúde de mais de 13 mil quilombolas da microrregião

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A vacinação contra a Covid-19 já atingiu grande parte da população quilombola na região de Itapecuru Mirim, segundo município do Maranhão com o maior número de pessoas residentes em quilombos. De acordo com o IBGE, são mais de 13 mil quilombolas morando na microrregião, que também abrange os municípios de Presidente Vargas, Matões do Norte, Vargem Grande, Cantanhede, Nina Rodrigues, Pirapemas e Itapecuru Mirim. Deste total, mais de 8 mil já receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus.

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de R$3 milhões foram investidos na primeira dose da vacina na população quilombola maranhense. A ação, que teve início em 31 de março, ainda não foi concluída no estado, mas, até o fechamento dessa reportagem, Itapecuru Mirim já tinha quase toda a população quilombola vacinada: das 78 comunidades reconhecidas pela prefeitura, 60 já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19.

Apesar dos números positivos, muitos quilombolas de comunidades como Terra Preta e Benfica não foram vacinados por medo ou por questões religiosas. Para combater essa insegurança e alertar sobre a importância da vacina, o secretário de Políticas de Promoção de Igualdade Racial de Itapecuru Mirim, Joel Marques, criou o Conselho de Vacinação Quilombola Contra a Covid-19. “Existe uma quantidade de pessoas nas comunidades, orientada por suas religiões, que resistem sobre a vacina. A gente orienta essas pessoas. Nós não temos nenhum termo legal que possa obrigar a tomar essa vacina, porém nossa missão é informá-los que a vacina é importante e está ao alcance de todos”, conta o secretário.

Quantidade de quilombolas por município na microrregião de Itapecuru Mirim, no Maranhão.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nas comunidades quilombolas. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, explicou. 

O líder quilombola Elias Belfort, ou simplesmente Elias Quilombola, da comunidade Santa Rosa dos Pretos, também alertou os seus moradores sobre a importância da vacina contra a Covid-19. A comunidade, composta por 20 quilombos e cerca de 1.200 famílias, já recebeu a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e agora aguarda a segunda fase do imunizante. Elias faz um importante alerta: "Faço aqui um pedido para você, que está com medo de tomar a vacina: procure se vacinar! É muito importante a vacina, nosso povo quilombola precisa ser vacinado para se defender desse vírus, porque ele é inimigo, ele mata. Eu já me vacinei, tomei a primeira dose, estou aguardando a segunda".

Comunidade Santa Rosa dos Pretos, de Itapecuru-Mirim (MA), comemorando a chegada da vacina contra a Covid-19.Comunidade Santa Rosa dos Pretos, de Itapecuru-Mirim (MA), comemorando a chegada da vacina contra a Covid-19.

Além de seu papel como líder quilombola, Elias Belfort também atua como presidente da União das Associações e Comunidades Negras Rurais Quilombolas de Itapecuru-Mirim (UNIQUITA), sigla que representa 71 quilombos do município. Para facilitar a imunização entre tantos moradores, o Conselho de Vacinação Quilombola Contra a Covid-19 criou uma logística entre as comunidades. Dessa forma, é possível vacinar mais quilombolas e evitar a dispersão por região.
“É escolhida a comunidade central naquele território, a comunidade que representa melhor acesso a todos. Essas pessoas são vacinadas entre quilombolas de outros territórios também”, explica Joel Marques.

O Plano de Imunização Quilombola local teve início pelas comunidades Santa Joana, Morros, Felipa, Assentamento Centrinho, Santa Rosa dos Pretos e São Bento. Até o fechamento dessa reportagem, 8.607 quilombolas tomaram a primeira dose e outros 2.682 receberam a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Os quilombolas foram vacinados de acordo com dois critérios: de forma prioritária, os moradores acima de 40 anos; e as doses restantes foram destinadas aos quilombolas acima de 18 anos, como prevê a Lei Nº 14.021, de 7 de julho de 2020, que dispõe sobre medidas de proteção social para prevenção do contágio e da disseminação da Covid-19 nos quilombos.

A vacina é segura, passou por testes e é uma das principais formas de combater o coronavírus. Não tenha medo! Procure o líder quilombola de sua comunidade, fique atento ao calendário de vacinação e acompanhe as notícias no site da prefeitura de Itapecuru Mirim. Vale lembrar que, mesmo com a primeira dose da vacina, é preciso cumprir o distanciamento social e os protocolos de contenção contra a Covid-19: use máscara, lave as mãos, evite aglomerações, abraços ou apertos de mão e utilize álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. Para mais informações sobre a vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

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30/06/2021 03:00h

A vacinação nas comunidades quilombolas da região de Penedo (AL) está mais avançada do que no restante do estado, mas o número ainda é baixo

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Penedo, em Alagoas. A região é formada pelos municípios de Penedo, Porto Real do Colégio, Piaçabuçu e Igreja Nova, que juntos concentram quase 10 mil pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE). 

De acordo com esses dados, o estado possui mais de 54 mil quilombolas, acima dos 18 anos. Até o fechamento desta reportagem, apenas 2.124 pessoas tomaram a primeira dose da vacina. O início da vacinação de quilombolas em Alagoas foi marcado por dificuldades, uma vez que lideranças cobravam do governo estadual um calendário específico para a população – que é público prioritário, segundo o Ministério da Saúde

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, afirmou. 

Para resolver a situação na região, foi preciso que o Ministério Público Federal (MPF) enviasse ofício à Secretaria de Saúde de Alagoas solicitando um cronograma de forma a implementar, imediatamente, a vacinação para povos e comunidades tradicionais quilombolas e ribeirinhas, de acordo com o previsto no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19. A partir disso, a vacinação dessa população começou a ser realizada no estado, mas ainda a passos lentos. 

Número de quilombolas vacinados com as duas doses na região de Penedo: 

  • Penedo: 1.262
  • Porto Real do Colégio: 4
  • Piaçabuçu: 0
  • Igreja Nova: 858

Das cidades que compõem a microrregião, uma das que concentra a maior parte dessa população é o município de Penedo, que conta com mais de seis mil quilombolas e está com a vacinação mais adianta. Jamila Grabriela Santos Peixoto é diretora de Vigilância Epidemiológica e Promoção à Saúde do município de Penedo (AL) e, de acordo com ela, duas estratégias estão ajudando a tornar a vacinação mais eficaz: manter a aplicação das vacinadas contra a Covid-19 em um local de fácil acesso para qualquer pessoa e disponibilizar transporte público para as comunidades quilombolas, desta forma, toda essa população tem possibilidade ser imunizada de forma rápida e fácil. 

“Nós criamos uma central de vacinação, que fica localizada em um ponto estratégico, em uma escola. Nós também disponibilizamos ônibus para aquelas comunidades mais distantes para que possam comparecer à vacinação. E aqueles que não podem sair de casa, que estão acamados ou têm dificuldade de locomoção e não podem comparecer à central de vacinação, a gente vai até a casa e aplica a vacina, tanto a primeira quanto a segunda dose”, explicou a diretora. 

Há mais de 45 dias que a vacinação das comunidades quilombolas está sendo realizada, de acordo com os dados da Secretaria de Saúde de Penedo. Ao todo, foram recebidas mais de 1.400 doses da vacina contra a Covid-19 especificamente para esse público-alvo. 

José Cícero da Silva é uma das lideranças quilombolas da região e atesta que o trabalho de vacinação contra a Covid-19 tem sido realizado de forma ágil na proteção de toda a comunidade. Segundo ele, um dos pontos mais positivos da estratégia elaborada pela área da saúde local, foi procurar as lideranças quilombolas para “conversar com a população, conferir a quantidade de pessoas que precisam da vacina e os números das comunidades”, destacou. 

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. 

Os quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Apesar disso, José Cícero afirma que algumas pessoas ainda não se convenceram da importância de receber as doses da vacina para evitar a Covid-19. Muitos quilombolas ainda têm receio de efeitos colaterais e não aceitaram ir ao centro de vacinação. Por isso, o líder quilombola faz um apela às pessoas que ainda estão em dúvida e não foram protegidas contra essa doença. 

“A única arma que temos para vencer esse vírus é a vacina. Então eu aconselho a todos vocês, encarecidamente, que cada um procure o posto de saúde, procure um agente de saúde, a Secretaria de Saúde ou qualquer pessoa da área da saúde para se proteger. Proteja sua família, proteja sua comunidade! Isso é muito importante para salvar vidas”, conclamou José Cícero. 

Vacinação em Alagoas

De acordo com o Ministério da Saúde, foram entregues ao estado 1.762.380 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados da pasta, até o dia 23 de junho, 12.175 quilombolas tomaram a primeira dose do imunizante. A vacina é segura e uma das principais formas de prevenir o novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saúde.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal gov.br/saúde ou baixe o aplicativo Coronavírus. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.
 

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30/06/2021 03:00h

Irecê é ligada a 18 municípios baianos, como Lapão. Imunizar a população quilombola representa importante medida de enfrentamento à pandemia

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Mais de 39 mil quilombolas de Irecê, na Bahia, serão beneficiados com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Plano de Imunização também vai favorecer quilombolas dos 18 municípios vizinhos: Lapão, Ibititá, América Dourada, Canarana, João Dourado, Mulungu do Morro, Barro Alto, Central, Souto, Soares, Ibipeba, São Gabriel, Iraquara, Barra do Mendes, Uibaí, Jussara, Gentio do Ouro, Presidente Dutra e Cafarnaum.

Dos 18 municípios da microrregião de Irecê, Lapão e Ibititá abrigam o maior número de quilombos. Lapão, por exemplo, possui nove comunidades quilombolas registradas na prefeitura e 16 reconhecidas pelo IBGE. Segundo a coordenadora de Imunização de Lapão, Simone Tosta, são mais de cinco mil quilombolas que habitam a zona rural, mas também frequentam a zona urbana. O município já vacinou mais de 3.200 quilombolas com a primeira dose. “Hoje as comunidades vivem integradas ao convívio das cidades. Vacinar os quilombolas significa proteger, não só aquela comunidade que se pensa de forma errada, que vive em isolamento, mas proteger a comunidade e as pessoas que vivem na sociedade, fazendo com que essa vacina crie uma barreira de proteção para os lugares onde elas convivem e moram”, explicou a coordenadora.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Quantidade de quilombolas nos municípios da microrregião de Irecê - Bahia

De acordo com a secretária de Saúde de Irecê, Maria Tarcila de Miranda, mais de 700 quilombolas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O município possui duas comunidades quilombolas registradas. “Todos os quilombolas já foram vacinados, todas as pessoas a partir de 18 anos, com exceção das gestantes e das puérperas. Das duas comunidades que temos, em Baixão de Zé Preto e em Lagoa Nova”, confirmou a secretária.

Segundo painel de transparência divulgado pelo Ministério da Saúde, mais de R$32 milhões foram investidos em ações de enfrentamento à Covid-19 nas comunidades quilombolas da Bahia, o que evidencia a prioridade do combate ao coronavírus nos quilombos. Para Valdicleia da Silva Marques, líder quilombola da comunidade Lagoa dos Batatas e representante do Conselho Territorial das Comunidades do município de Ibititá, os quilombolas precisam entender a importância da vacina. “Se todas as pessoas que morreram tivessem tomado a vacina, nós não estaríamos num sofrimento desse. O mundo está escuro, está sem vida. Quando você pensar em não se vacinar, pense no próximo que você pode contaminar. Salve vidas, vacina sim, vacina para todas as comunidades quilombolas, vacina para todos desse mundo”, pediu Valdicleia.

A vacina é segura, passou por testes e é uma das principais formas de combater o coronavírus. Não tenha medo. Procure o líder quilombola de sua comunidade, fique atento ao calendário de vacinação e acompanhe os boletins de saúde no site da Prefeitura de Irecê. Vale lembrar que mesmo com a primeira dose da vacina é preciso cumprir o distanciamento social e os protocolos contra a Covid-19: use máscara, lave as mãos, evite aglomerações e utilize álcool em gel após tocar qualquer objeto ou superfície. Ao sentir qualquer sintoma da Covid-19, como febre, tosse seca, dor de cabeça, cansaço e dificuldade de respirar, procure o Atendimento Imediato nas Unidades Básicas de Saúde ou centros comunitários mais próximos de sua região.

Para mais informações sobre a vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

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29/06/2021 12:00h

A microrregião de Tomé-Açu, no Pará, deu início ao Plano de Imunização contra a Covid-19 nas comunidades quilombolas. A primeira dose já foi aplicada em mais de 7 mil pessoas e 928 já foram imunizadas com a segunda dose da vacina.

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Quilombolas da microrregião de Tomé-Açu, no Pará, não precisam mais esperar a vacina contra a Covid-19. É que o Plano de Imunização Quilombola, iniciado em maio, já aplicou mais de 8 mil doses na região. Segundo vacinômetro divulgado pelo Ministério da Saúde, 7.293 quilombolas tomaram a primeira dose e 928 já foram imunizados com a segunda dose da vacina.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”, explicou.

A microrregião de Tomé-Açu abrange os municípios de Moju, Acará, Concórdia do Pará e Tomé-Açu. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 18.215 quilombolas moram na região. Sendo que Moju é o que possui maior número de população quilombola: o município abriga 23 comunidades e 6.902 habitantes. Segundo o secretário municipal de Saúde de Moju, Michel Garcia, 2.720 doses já foram aplicadas no município. Ele afirma que só a vacina pode evitar mortes pela Covid-19 nos quilombos. “A vacina vai servir para proteger não só os quilombolas, mas toda a população brasileira. A vacina é segura e é uma maneira de evitar de ter o vírus”, afirmou o secretário.

Ainda de acordo com o IBGE, no município de Acará existem 27 comunidades quilombolas e 6.421 habitantes. Segundo o Ministério da Saúde, 1.408 quilombolas foram imunizados contra a Covid-19 na região. No município de Concórdia do Pará, existem 9 comunidades, 4.292 habitantes e 3.382 quilombolas receberam a vacina. Já no município de Tomé-Açu, existem 10 comunidades, 600 habitantes e 469 quilombolas foram vacinados contra a Covid-19.

Confira abaixo quantos quilombolas da microrregião de Tomé-Açu foram vacinados com a primeira e a segunda doses do imunizante:

Município 1ª Dose 2ª Dose Total
Acará 1.212 197 1.409
Concórdia do Pará 2.531 240 2.771
Moju 2.702 18 2.720
Tomé Açú 425 27 452
Doses totais aplicadas da região 7.352
 

A chegada da vacina foi motivo de festa em alguns quilombos de Moju, que enfrentaram grandes perdas e luto devido ao coronavírus. É o caso de Leandro Valadares, líder quilombola da Oxalá de Jacunday, comunidade que perdeu três moradores para a Covid-19. A liderança confirmou que os moradores da comunidade relataram os mesmos sintomas: febre, tosse seca, dor de cabeça, cansaço e dificuldade de respirar. Uma prova de que, mesmo morando longe da população urbana, as comunidades quilombolas podem ser contaminadas pelo coronavírus.
 

Foto: Comunidade Quilombola Oxalá de Jacunday comemorando a chegada da vacina. / Arquivo pessoal.

Segundo Leonardo Marques, conselheiro da comunidade Jacunday, o contágio nos quilombos pode acontecer de diversas formas. A mais comum é quando algum quilombola precisa ir à cidade ou visitar outros parentes. O trajeto entre lanchas, barcos, ônibus ou carros também representa maior possibilidade de contaminação pelo coronavírus. Daí a importância da vacina. “No início do mês, nós perdemos uma liderança quilombola da comunidade São Manoel. Ela visitou um parente e contraiu o vírus. Foi muito rápido, em questão de três dias nossa líder sentiu muita dor de cabeça e não resistiu. Vários dos nossos ainda continuam sendo contaminados e precisamos nos vacinar para poder proteger uns aos outros” explicou Leonardo.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança. Entre eles, use máscaras, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. Os quilombolas são prioridade no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Leandro Valadares, líder quilombola da Oxalá de Jacunday, destaca a importância da vacinação dos povos tradicionais. “Estou muito feliz e minha comunidade também porque estamos sendo vacinados. É importante que todos os quilombolas, de toda região do Brasil, tomem a vacina para que sejam imunizados!"

Vacinação no Pará

De acordo com painel divulgado pelo Ministério da Saúde, o estado recebeu 3 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Desse número, mais de 67 mil quilombolas foram imunizados no Pará. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS LINK 2. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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29/06/2021 03:00h

Cerca de 8.400 quilombolas dos dez municípios que compõem a região já receberam a primeira dose da vacina, o que corresponde 44,2% da população total

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Valença, no sul da Bahia. A microrregião é formada pelos municípios de Valença, Camamu, Ituberá e outras sete cidades, que juntas concentram mais de 19.200 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com o IBGE, apenas os municípios Presidente Tancredo Neves e Piraí do Norte não possuem quilombolas. Até o fechamento desta reportagem, 8.487 pessoas tomaram a primeira dose da vacina, e 402 receberam a dose reforço do imunizante, segundo dados do Ministério da Saúde

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Valença:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Cairu 2.592 231
Camamu 1534 10
Igrapiúna 303 25
Ituberá 481 2
Maraú 2.478 99
Nilo Peçanha 0 0
Piraí do Norte 0 0
Presidente Tancredo Neves 0 0
Taperoá 369 33
Valença 730 2
*Dados do dia 24/06/2021

A  coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

No município de Camamu, a 200 quilômetros de Salvador, 1.534 quilombolas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. 10 membros dessas comunidades também já estão imunizados, porque receberam a segunda dose. Desde o início da pandemia até 10 de junho, o município registrou 2.201 casos de infecção pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde e a Secretaria de Saúde da Bahia não sabem precisar quantos óbitos ocorreram neste período.  Entre os quilombolas, a pasta estadual informou que não há dados estatísticos oficiais sobre o impacto do vírus. Ao todo, a cidade tem uma população de 6.283 quilombolas divididos em 10 territórios remanescentes reconhecidos pela Fundação Cultural Palmares.


A secretária de Saúde de Camamu, Thársia Oliveira de Menezes, afirma que nesta primeira etapa de imunização, foram vacinados com a primeira dose da vacina os quilombolas com comorbidades, idosos com mais de 60 anos e os moradores de comunidades mais isoladas. 
“Se for um local muito distante do município, nós optamos por vacinar todas as pessoas acima de 18 anos. Mas se for uma comunidade próxima ao município, nós vamos fazer por faixa etária. Sempre que recebemos essas doses, montamos a logística, e a equipe de saúde mais próxima da comunidade quilombola se desloca até eles e nós agendamos em algum local que tenha um espaço físico adequado para recebê-los. Isso pode acontecer tanto em escolas ou na própria unidade de saúde”, explicou.

Segundo a secretária, o município conseguiu avançar a imunização entre os quilombolas que são portadores de algum tipo de comorbidade, grupo prioritário no Programa Nacional de Imunização do governo federal. “Nós conseguimos avançar nos quilombos com as doses que vieram disponíveis para as pessoas com comorbidades. Avançamos utilizando esse critério.”

É o caso da professora Marileide Silva Batista, de 42 anos, moradora do quilombo de Itapuia. Ela tem comorbidades e foi infectada pelo coronavírus mesmo depois de receber a primeira dose da vacina. Ela conta que não precisou ser hospitalizada e atribui isso ao uso do imunizante.  
“Se não fosse a vacina, com os problemas de saúde que tenho, jamais teria passado como passei, seria pior e sabe Deus se eu não viria a óbito. Agora, que venha a segunda dose”, comemorou. 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Camamu, mesmo aqueles que já tomaram as duas doses da vacina devem continuar respeitando as medidas de proteção recomendadas pelo Ministério da Saúde, até que a maior parte da população seja imunizada. “Estamos orientando sobre a importância de manter o distanciamento social, o uso de máscaras sempre ao sair de suas casas. Também a importância da constante higienização das mãos e a utilização de álcool em gel”, disse a secretária Thársia Oliveira. 

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança. Entre eles, uso de máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventilados e evite aglomerações. 

Os quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. A presidente da Associação de Moradores Remanescentes de Quilombos de Itapuia, Rozenita Santos da Luz, lembra que os povos tradicionais são os mais vulneráveis por viverem em áreas rurais sem acesso aos serviços de saúde e, às vezes, sem infraestrutura adequada para cuidados básicos de higiene que evitam a proliferação de doenças. Ela faz um apelo para que todos os membros quilombolas da região se vacinem. 

“A pandemia em nosso território tem levado à morte de muitos irmãos e irmãs. A vacina para o nosso povo foi e continua sendo uma luta. Não perca tempo. Procure sua liderança, procure o agente de saúde da sua comunidade, faça seu cadastro, vá ao posto de saúde e tome sua vacina. Vacina já!”, alertou.

Vacinação na Bahia

De acordo com o Ministério da Saúde, a Bahia recebeu 8.348.770 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 24 de junho, 135.554 quilombolas tomaram a primeira dose do imunizante e 17.280 receberam a dose reforço. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia. 

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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26/06/2021 09:00h

O município de Peritoró (MA) realizou estratégias diferenciadas nas comunidades quilombolas para vacinar contra a Covid-19

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da microrregião quilombola de Codó, que possui quase 10 mil pessoas e está distribuída por cinco municípios do Maranhão: Codó, Peritoró, Coroatá, Alto Alegre do Maranhão e Capinzal do Norte. Destas cidades, uma das que concentra a maior parte dessa população é o município de Peritoró, com mais de mil quilombolas. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Pela região de Codó, a vacinação das comunidades quilombolas está bastante acelerada, sendo que, até o momento, de acordo com os dados da Secretaria de Saúde Municipal, mais de 98% das pessoas já foram vacinadas. Segundo os dados do Ministério da Saúde, até o fechamento desta reportagem, 105.773 quilombolas tomaram a primeira dose da vacina e 26.374 receberam a dose reforço do imunizante, no estado do Maranhão. 

Número de quilombolas vacinados com as duas doses na região do Codó: 

  • Codó: 1.813
  • Peritoró: 537
  • Coroatá: 55
  • Alto Alegre do Maranhão: 0
  • Capinzal do Norte: 745    

Segundo Valdeson Rodrigues Carvalho, secretário de Saúde de Peritoró, esse resultado positivo se deve ao trabalho empenhado por parte dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) na busca ativa pelas comunidades quilombolas mais distantes da zona urbana. “Esse trabalho garantiu a imunização de grande parte das pessoas com mais de 18 anos dessa população em diversos povoados. Felizmente, não tivemos dificuldades em alcançar essas pessoas para realizar a vacinação”, ressaltou o secretário.

O trabalho de vacinação das comunidades quilombolas está sendo realizado de maneira estratégica. Algumas ações específicas foram desenvolvidas para facilitar a aceitação da vacina contra a Covid-19, explicou o secretário. “Fizemos uma ação específica para os quilombolas, tirando um dia para atingir cada uma dessas áreas, fizemos gravação de mídia para chamar a população e a busca ativa pelas comunidades. Além disso, selecionamos equipes técnicas específicas de vacinadores e anotadores para atuar na busca ativa da população quilombola. Graças a Deus, com a vacinação, temos diminuído bastante os casos positivos da Covid-19”, destacou.

Arthur Damaceno Barro é popularmente conhecido como Neto Barro, uma das lideranças quilombolas na região e, também, superintendente de Igualdade Racial no Município de Peritoró. De acordo com ele, o esforço das equipes de saúde garantiu que quase todos os quilombolas pudessem ser vacinados com, pelos menos, a primeira dose do imunizante. 

“Tem sido um trabalho incansável dessas equipes para garantir que as pessoas nos quilombos pudessem ficar protegidas contra a Covid-19. Em muitas comunidades de acesso mais difícil, as pessoas se emocionaram tanto com essa dedicação que gravaram um vídeo de homenagem em agradecimento”, comentou Barro. 

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use de máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. 

Os quilombolas são prioridades no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Apesar do alto índice de pessoas vacinadas contra a Covid-19, em alguns quilombos existem pessoas que estão com receio de serem vacinadas e acabam influenciando outros moradores a não aceitarem a proteção. Por isso, Neto Barro faz um chamamento àqueles quilombolas que ainda estão com dúvidas sobre os benefícios da vacinação. 

“Eu quero convidar todos aqueles quilombolas que ainda não tomaram a primeira dose da vacina porque ela é muito importante nessa época de pandemia. É preciso conscientizar essas pessoas, pois a maioria são homens que têm filhos e esposas, e saem para ir até a cidade onde podem pegar a doença e depois voltar para casa e transmitir a doença para a família”, clamou o líder comunitário.  

Vacinação no Maranhão

De acordo com a Secretaria de Saúde do Maranhão, o estado recebeu do Ministério da Saúde 3.479.700 doses da vacina contra a Covid-19. Desse número, 132.147 foram aplicadas na população quilombola. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Proteja-se. Juntos podemos salvar vidas! Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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26/06/2021 07:00h

Ao todo, cerca de 83% da população quilombola da região, que é composta por 13 municípios, recebeu a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para as comunidades quilombolas da microrregião do Litoral Maranhense. A região é formada pelos municípios de Alcântara, Cururupu, Central do Maranhão, Mirinzal, Cedral, Guimarães, Serrano do Maranhão, Bequimão, Bacurituba, Bacuri, Cajapió, Porto Rico do Maranhão e Apicum-Açu. Ao todo, cerca de 35.146 habitantes quilombolas vivem nessa região, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o Ministério da Saúde, 29.170 quilombolas tomaram primeira dose da vacina contra o coronavírus, o que representa aproximadamente 83% da população. 

Número de quilombolas que tomaram a vacina contra a Covid-19 na região do litoral maranhense, segundo o Ministério da Saúde:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Cururupu 1077 27
Central do Maranhão 712 2
Alcântara 13.375 7.315
Mirinzal 3.152 1255
Cedral 1571 441
Guimarães 1957 18
Serrano do Maranhão 2612 141
Bequimão 1637 48
Bacurituba 927 364
Bacuri 746 294
Cajapió 770 83
Porto Rico do Maranhão 520 0
Apicum-Açu 114 0

*Dados do dia 24/06/2021

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

O município de Alcântara, localizado na região metropolitana da capital maranhense, já vacinou 91% da população quilombola com a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Segundo o IBGE, 70% dos habitantes de Alcântara são quilombolas, que estão nesta região desde o fim do período da escravidão. O município abrange o maior número de pessoas autodeclaradas quilombolas da microrregião do Litoral Maranhense. A cidade histórica, onde vivem 14.694 quilombolas divididos em 214 territórios remanescentes de quilombo, iniciou uma força-tarefa com agentes de saúde para imunização em massa dessas comunidades. De acordo com o vacinômetro do Ministério da Saúde, até o dia 24 de junho, 20.690 doses da vacina foram aplicadas no município. 
 
A imunização desse grupo, que faz parte das prioridades da segunda fase do Programa Nacional de Imunização, começou no dia 29 de março. Um dos vacinados foi o enfermeiro e líder comunitário Sérvulo de Jesus Moraes Borges, de 58 anos. Ele destaca que a vacinação dos povos tradicionais dos quilombos é importante porque eles estão mais vulneráveis à infecção e não têm acesso imediato aos serviços de saúde. “Apesar de termos Sistema Único de Saúde (SUS), o SUS não chega com eficiência em todos os lugares. Por isso, é tão importante que nós, quilombolas, indígenas, ciganos, ribeirinhos e outros grupos tradicionais existentes no Brasil sejam vacinados”, completou. 
 
Entre os quilombolas, Alcântara registrou 207 casos de contaminados pela Covid-19 e 17 óbitos desde o início da pandemia. A secretária de Saúde de Alcântara, Sormanne Branco, disse que o município conseguiu zerar o número de mortes e internações em decorrência do novo coronavírus após o início da campanha de vacinação. “Todos os dias recebo o relatório de atendimento. Ontem (o número) foi zero. Então, a gente percebe que a vacina e o trabalho de prevenção e conscientização dos órgãos de saúde realmente foram eficazes”, disse.

Proteja-se

A vacina é uma das principais formas de combater o novo coronavírus. Francieli Fantinato afirma que todas as vacinas que estão incorporadas no Programa Nacional de Vacinação (PNI) são seguras. Além disso, ela explica que é comum os vacinados apresentarem eventos adversos após a vacinação. “Na maioria das pessoas esses eventos são leves. Os eventos mais comuns observados, em relação à vacina contra a Covid-19, são dor de cabeça, dor no local da aplicação, febre, náuseas, dores no corpo, tosse e até mesmo diarreia. Em caso de eventos adversos pós vacinação orienta-se que os indivíduos procurem a unidade de saúde para ser acompanhados pelo serviço”, explica a coordenadora.

Membros quilombolas que ainda não se vacinaram devem procurar as unidades básica de saúde do seu município. O líder quilombola Sérvulo de Jesus Morais lembra que uma pessoa não vacinada pode colocar em risco a saúde de toda a comunidade. Ele faz um apelo para que todos os quilombolas se vacinem: “Vacinação é um direito constitucional. O estado brasileiro tem que cuidar dos teus cidadãos. Então, eu convoco aqui a todos os irmãos, a todos os companheiros que aproveitem esse momento. Quem tiver a oportunidade, chegou na sua comunidade. Por favor, vá, faça a vacina e não relaxe. Mantenha os protocolos porque esse vírus, ele mata. Isso não é brincadeira.” 

Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações. Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve.

Vacinação no Maranhão

De acordo com o Ministério da Saúde, 3.885.350 doses da vacina contra a Covid-19 foram enviadas para o Maranhão. Desse número, 2.705.749 já foram aplicadas na população. Mais de 129 mil doses foram aplicadas na população quilombola, sendo 105.687 como primeira dose e 23.960 como dose reforço do imunizante.  Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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26/06/2021 06:00h

Mais de quatro mil quilombolas que vivem nos sete municípios da região, localizada no Vale São-Franciscano da Bahia, começaram o processo de imunização

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Barra, no Vale São-Franciscano da Bahia. A microrregião é formada pelos municípios de Muquém do São Francisco, Xique Xique, Itaguaçu e outras quatro cidades, que juntas concentram mais de 8.800 pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito”. 

De acordo com o IBGE, apenas o município de Morpará não possui quilombolas. Até o fechamento desta reportagem, 4.011 pessoas tomaram a primeira dose da vacina, e 548 receberam a dose reforço do imunizante, segundo o Ministério da Saúde.

Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião do Barra:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Ibotirama 89 71
Barra 1080 32
Xique-Xique 545 0
Buritirama 76 65
Muquém do São Francisco 1.248 378
Itaguaçu da Bahia 973 2
*Dados do dia 24/06/2021

O município de Muqúem do São Francisco, a 700 quilômetros de Salvador, possui a maior população de comunidades tradicionais da microrregião do Barra. Atualmente, são cinco comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Cultural Palmares. São 2.958 quilombolas, de acordo com o IBGE. Desses, o Ministério da Saúde informa que 1.248 o equivalente a 42%, receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Já 378 quilombolas tomaram a segunda dose e concluíram o processo de imunização. 

Desde o início da pandemia até 23 de junho, o município registrou 553 casos de infecção pelo novo coronavírus, com nove óbitos. Entre os quilombolas, o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde não sabem precisar quantos óbitos ocorreram neste período.  

Fabiana Torres, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Muquém, explica que a vacinação dos membros quilombolas começou em março e está sendo realizada de forma volante, já que a maioria das comunidades está situada em áreas rurais e de difícil acesso. “É uma localidade de população carente, poucos disponibilizam de um transporte para que se desloquem ao posto de saúde. Os agentes de saúde vão de casa em casa realizando o trabalho”, disse. 

A pescadora Laurinda Pereira Teles, de 27 anos, moradora do quilombo da comunidade de Jatobá, foi uma das vacinadas. Ela conta que se sente feliz por ter dado o primeiro passo para a imunização, mas que ainda não se sente segura e, por isso, não renuncia às medidas de segurança sanitárias.
 “Sinto uma felicidade imensa por ter tomado a primeira dose. Mas ainda não me sinto segura, sei que já dei o primeiro passo e estou seguindo todas as normas de distanciamento social com o uso de álcool em gel e máscara”, explicou.

O Ministério da Saúde recomenda que a população continue seguindo os protocolos de segurança, até que a maior parte dos cidadãos estejam imunizados. Por isso, ainda segundo Fabiana Torres, o município está investindo em campanhas de conscientização e prevenção para alertar a população quilombola a continuar com as medidas de proteção, mesmo depois de tomar as duas doses da vacina. “Nas comunidades mais distantes, nós passamos com carros de som, duas ou três vezes na semana, orientando sobre o uso da máscara, os cuidados com a higiene das mãos, lavar com água e sabão e álcool gel.”

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventilados e evite aglomerações. 

Os quilombolas são prioridade no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. Fabiana Torres, coordenadora de Vigilância Epidemiológica de Muquém de São Francisco, destaca a importância da imunização do grupo. “Os povos quilombolas ainda são muito carentes devido à população ser vulnerável a todas as condições de higiene, recursos médicos e financeiros. Acredito que eles têm necessidade de serem vacinados com prioridade, porque uma população que não se alimenta adequadamente, é claro que vai ter uma imunidade mais baixa do que os demais.”

Eva Pereira, presidente da Associação dos Quilombolas da Comunidade de Jatobá, ressalta que alguns membros quilombolas optaram pela não vacinação por receio. “Muitas pessoas precisam de informação. Se ouve muito comentário do tipo: se tomar a vacina vai morrer, que a vacina está matando. Comentários que não comprovam nada e, graças a Deus, a maioria procurou o posto para se vacinar”, comemorou. 

Ela lembra que apenas uma pessoa não vacinada pode colocar em risco a vida dos seus familiares e da comunidade. Por isso, Eva faz o apelo para que todos os quilombolas aceitem a vacina. “Compareçam às Unidades de Saúde ou postos para se vacinarem, porque, dessa forma, vocês estão cuidando da sua saúde e da saúde do próximo, da sua família e de todos. Assim, podemos fazer a nossa parte para nos prevenir dessa doença, que está ceifando vidas”, completou.


Vacinação na Bahia

De acordo com o Ministério da Saúde, a Bahia recebeu 8.348.770 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, até o dia 24 de junho, 135.554 quilombolas tomaram a primeira dose do imunizante e 17.280 receberam a dose reforço. A vacina é segura e uma das principais formas de combater a pandemia no novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Proteja-se. Juntos podemos salvar vidas! Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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26/06/2021 03:00h

Prioridade no calendário nacional de vacinação, mais de 4,5 mil quilombolas da microrregião estão vacinados com a primeira dose. Em Jacobina, município que integra a microrregião, 355 quilombolas já tomaram a primeira dose contra do imunizante contra covid-19, segundo o Ministério da Saúde

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Jacobina (BA). A região é formada pelos municípios de Jacobina, Caém, Mirangaba, Quixabeira, Morro do Chapéu, Miguel Calmon, Várzea Nova, Ponto Novo, Ourolândia e Caldeirão Grande, que juntos concentram mais de 18 mil pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto de Geografia e Estatísticas (IBGE). Entretanto, os dados oficiais do IBGE apresentam discrepância em relação aos dados informados pelas Secretarias Municipais de Saúde. 

Em Mirangaba, por exemplo, o IBGE estima que tem uma população quilombola de 3.458 pessoas, mas a Secretaria Municipal de Saúde reconhece 2.194 quilombolas no município. Até o fechamento desta reportagem, 1904 pessoas desse grupo prioritário tomaram a primeira dose da vacina, o que representa aproximadamente 86% do público alvo. 24 receberam a dose 2. Já em Várzea Nova, o IBGE aponta que existem 639 quilombolas, mas a Secretaria Municipal de Saúde não reconhece esse público.  

Cidades da região de Jacobina com registro de Quilombolas População Quilombola (IBGE) Vacinados 1a Dose (Painel MS - 24/06) Vacinados 2a Dose (Painel MS - 24/06)
Jacobina 7.589 355 10
Caém 3.504 357 49
Mirangaba 3.458 1904 24
Quixabeira 907 465 74
Morro do chapéu 858 765 0
Miguel Calmon 782 442 76
Várzea Nova 639 0 0
Ponto Novo 549 115 0
Ourolândia 262 1 1
Caldeirão grande 231 127 43
Total 18.779 4.531 277


No município de Jacobina, 367 km da capital baiana, Salvador, 355 membros dos 11 territórios remanescentes de quilombos foram vacinados com a primeira dose, segundo o Ministério da Saúde, o que representa 4,6% do número de quilombolas pelo IBGE (7.589). Mas a Secretaria Municipal de Saúde reconhece apenas 940 quilombolas no município e afirma que vacinou cerca de 37,7%. Desde o início da pandemia, até o dia 24 de junho, foram registrados 6,3 mil casos de infecção pelo vírus no município, com 87 óbitos. *Dados até 24/06. Fonte: Ministério da Saúde/IBGE

Francieli Fantinato, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

A coordenadora do Núcleo de Vigilância Epidemiológica de Jacobina, Lorena Carla Bonfim da Silva, afirma que a vacinação foi realizada nas próprias comunidades, para evitar o deslocamento desse grupo para a zona urbana: “Fazemos um levantamento prévio em cada área. Conforme tenham doses disponíveis, programamos para enviar uma equipe de imunização, para fazer a vacinação dessa população in loco.”
Uma das imunizadas é Maria Dalva Macelina do Ramo, de 68 anos, moradora da comunidade de Êre, zona rural de Jacobina. Ela afirma estar aliviada por um lado, mas triste ao se lembrar daqueles que perderam a batalha para a doença devido ao medo e à desinformação: “Essa semana eu perdi um amigo. Não aceitou ser vacinado e ele faleceu. Essa vacina é importante. Nós não estamos 100% livres dessa doença mesmo vacinados. Que todos se vacinem para que sua vida continue.”

Jean César Moreira da Silva, 42 anos, é um dos líderes quilombolas da região e incentiva que os que não se vacinaram a buscarem orientação nas lideranças e nas Unidades Básicas de Saúde: “Muita gente, como quilombola, ainda falta ser vacinada. As pessoas que são quilombolas e não foram vacinadas, devem recorrer em busca do seu direito via Secretaria de Saúde.”

Prioridade Quilombolas

No Plano Nacional de Vacinação contra a Covid-19, divulgado em 16 de dezembro de 2020, grupos socialmente vulneráveis foram incluídos como prioridade no calendário de imunização. Entre eles, a população quilombola que vive em comunidades tradicionais e que, segundo o último levantamento realizado pelo IBGE, em 2019, representa mais de 1,3 milhão de brasileiros. Essa prioridade se faz necessária diante da falta de acesso desse público à saúde, já que grande parte vive em zonas rurais, afastadas do ambiente urbano. A Bahia é o maior estado brasileiro em população quilombola, com mais de 268 mil habitantes, de acordo com levantamento do IBGE de 2019.

Para facilitar o enfrentamento da Covid-19 entre quilombolas e indígenas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) antecipou a divulgação da base de informações geográficas e estatísticas sobre essa população em maio de 2020. O levantamento foi realizado em 2019.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico imediato. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventiladores e evite aglomerações.

Vacinação na Bahia

De acordo com o Ministério da Saúde, a Bahia recebeu mais de 7 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. Desse número, 129.117 foram aplicadas na população quilombola, até dia 24 de junho. A vacina é segura e a principal forma de se proteger do novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o país, acesse gov.br/saude.

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal saude.gov.br/coronavirus ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia.

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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