Ciência & Tecnologia
05/10/2022 09:00h

País saltou três posições e chegou ao 57º lugar entre 132 países, no Índice Global de Inovação (IGI). Em live promovida pela CNI, participantes comentaram o resultado

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Especialistas e autoridades em inovação celebraram a evolução do Brasil no Índice Global de Inovação (IGI) em live promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), na última sexta-feira (30). Os participantes também destacaram que o país pode e deve subir consideravelmente no ranking se enfrentar seus pontos fracos e aproveitar o potencial das empresas brasileiras e de sua biodiversidade. 

O Brasil subiu três posições no IGI, passando da 57ª posição, em 2021, para a 54ª este ano, de acordo com a Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). Ainda assim, o país está sete posições abaixo de sua melhor marca, o 47º lugar em 2011. 

Soumitra Dutta, um dos responsáveis pelo IGI, ressaltou que o Brasil vem melhorando nas últimas edições do IGI. “O que é impressionante é que se você olhar para o ranking de 2020, o Brasil era o 62º. Então houve, definitivamente, uma melhora na performance do Brasil em inovação nos últimos anos. Se você comparar o Brasil com o Chile, que é o tradicional líder em inovação na América Latina, o Chile está em 50º”, afirmou. 

Paulo Alvim, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, disse que o governo tem trabalhado para desburocratizar o ambiente de negócios e torná-lo mais atraente para os investidores. 

“Estamos felizes com o resultado do IGI 2022, especialmente porque entendemos que estamos indo em direção ao nosso objetivo, que é ser um líder global em inovação. Nos últimos anos, o Brasil passou da posição 62 para 54 no ranking, um avanço relevante considerando os desafios da pandemia e os impactos sociais e econômicos.” 

Pedro Wongtschowski, presidente do Conselho de Administração da Ultrapar e membro do Conselho Consultivo do IGI, representou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, no evento. Segundo ele, o Brasil ainda está longe do ideal e precisa dar atenção para alguns dos pilares do índice que tiveram desempenho bem abaixo. 

“Se olharmos para os sete pilares do IGI do Brasil, podemos ver que a categoria de sofisticação empresarial é o pilar na qual o Brasil está melhor posicionado. Contudo, o Brasil não performa bem em produtos de conhecimento e tecnologia, infraestrutura e, especialmente, instituições. Isso mostra que o ecossistema de inovação brasileira precisa melhorar urgentemente, principalmente, em relação ao ecossistema de negócios”, afirmou. 

O IGI é calculado a partir da média de dois subíndices: insumos de inovação e produtos de inovação. O primeiro avalia os elementos da economia que viabilizam e facilitam o desenvolvimento de atividades inovadoras e tem cinco pilares: 1) Instituições; 2) Capital humano e pesquisa; 3) Infraestrutura; 4) Sofisticação do mercado e 5) Sofisticação empresarial. O segundo capta o resultado efetivo das atividades inovadoras dentro da economia e tem dois pilares: 6) Produtos de conhecimento e tecnologia e 7) Produtos criativos. 

Soumitra lembrou que o Brasil progrediu bastante no quesito sofisticação empresarial, em que ficou na 35ª colocação entre 132 países. Mas o desempenho em instituições (102) e infraestrutura (65) deixou a desejar. Uma das estratégias para que o país avance, acredita, é “criar uma cultura de inovação”. 

“É importante ter algum tipo de estratégia nacional para a inovação. Na maioria dos países, há o entendimento do presidente ou do primeiro-ministro de que a inovação é importante para o futuro do país.” 

“No mundo inteiro, a grande agenda é a de desenvolvimento industrial”, diz diretor de Educação e Tecnologia da CNI

5G vai revolucionar indústria de games, hardwares e softwares

Potencial

Convidado para comentar como o Brasil pode melhorar a sua produtividade, Dennis Herszkowicz, CEO da TOTVS, destacou que a indústria é o setor que mais contribui para isso. “Sua relevância não pode ser subestimada. Ela representa mais de 20% do PIB e dos empregos no país. Também responde por cerca de 70% das exportações do Brasil”, disse. 

Dennis Herszkowicz acredita que o caminho para aumento da produtividade e do aumento da renda da população passa por cinco fatores. São eles: a diminuição da informalidade; o aumento da digitalização da economia, sobretudo das pequenas empresas; a disseminação de manufaturas limpas; melhor uso dos institutos de ensino técnico; melhoria do ambiente de negócios. 

Os participantes também reforçaram que o Brasil tem vantagens sobre a maioria dos países quando o assunto é inovação aliada ao meio ambiente. “Eu acho que o Brasil pode e deve tentar usar a biodiversidade como uma força, tentar fazer mais pesquisas nessa área e construir mais empresas globais, como a Natura, baseadas em sustentabilidade, preocupadas com o meio ambiente. Ele poderia liderar essa área, porque basta olhar os recursos naturais que o Brasil tem e outros países do mundo não tem”, disse Soumitra. 

Ranking

Os dez países mais bem colocados no IGI de 2022 são: Suíça, Estados Unidos, Suécia, Reino Unido, Holanda, Coreia do Sul, Singapura, Alemanha, Finlândia e Dinamarca. 

Em relação ao ranking de 2021, o Brasil ultrapassou o México e a Costa Rica e, agora, só está atrás do Chile na região da América Latina e Caribe. 

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02/10/2022 19:26h

Apuração das urnas eletrônicas começou em todo o país e o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que o resultado sai hoje. Aplicativo Resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra apuração em tempo real

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Quem quiser pode acompanhar em tempo real o resultado da apuração das Eleições 2022. Basta baixar no celular o aplicativo Resultados, desenvolvido pela Justiça Eleitoral. O app é gratuito e está disponível nas lojas virtuais App Store e Google Play. Por meio do aplicativo, eleitores e eleitoras podem acompanhar a contagem dos votos nos 26 estados e no Distrito Federal. 

Entre as opções, é possível pesquisar pelo nome da candidata ou do candidato ou pelo cargo em disputa. Também estão disponíveis os índices de comparecimento e abstenção; a quantidade de votos válidos, em branco e nulos; e o número de seções totalizadas.

Segundo o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, o resultado será conhecido ainda hoje. O ministro participou do Teste de Integridade nas urnas eletrônicas, em Brasília, na tarde deste domingo (2). Ele destacou que o teste nessas eleições foi realizado com um número recorde de urnas: 641 no total. “É um recorde nestas eleições, pois era geralmente em 100 urnas. Isso ocorre exatamente para mostrar a total credibilidade e legitimidade das urnas eletrônicas”, afirmou.

O ministro agradeceu aos servidores e servidoras que participaram do teste e à imprensa que acompanha o trabalho da Justiça Eleitoral. “Cada passo é importante para que a população não tenha nenhuma dúvida sobre a legitimidade, a veracidade, a certeza de que o seu voto colocado na urna eletrônica é o voto apurado.” 

Acompanhe também pelo site do Brasil61 o resultado da apuração para presidente e nos estados. 
 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Boavista, a indústria rende mais de R$ 1 bilhão por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Boavista (RR) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Boavista em 2019 foi de R$ 1 bilhão, o que equivale a quase 8% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 chegou ao número de 524 empresas, também gera mais de 9.000l empregos, com destaque para construção, alimentos e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

Em Rorraima, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 95,2% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 226 milhões – o setor é responsável por mais de 67% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Boavista, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, cinco estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sergipana tem hoje 24 bairros atendidos com a nova tecnologia: Centro, Mecejana, Nossa Senhora Aparecida, São Francisco, Trinta, Um de Março, Caçari, Pricumã, São Vicente, Bela Vista, Jardim Floresta, Asa Branca, Silvio Botelho, Cinturão Verde, Jardim Tropical, Centenário, Buritis, Paraviana, Dos Estados, Liberdade, Treze de Setembro, São Pedro, Canarinho e Calunga.

Além de Boavista, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração. 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. No Mato Grosso do Sul, a indústria rende mais de R$ 20,5 bilhões por ano e pode usar o 5G para ser mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Campo Grande (MS) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo sul-mato-grossense que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Campo Grande em 2019 foi de R$ 20,5 bilhões, o que equivale a mais de 21% de todo o PIB do estado, o 13º maior do país. O setor, que em 2020 chegou ao número de 5.840 empresas, também gera mais de 125 mil empregos, com destaque para construção, alimentos, papel e celulose, derivados de petróleo e serviços industriais de utilidade pública – que devem ter forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

No Mato Grosso do Sul, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 94,8% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 2,3 bilhões – o setor é responsável por mais de 34% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”

Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Campo Grande, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, 11 estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sul-mato-grossense tem hoje, pelo menos, 47 bairros atendidos com a nova tecnologia, entre eles Centro, Glória, Itanhangá, Chácara Cachoeira, Mecejana, Nossa Senhora Aparecida, São Francisco, Trinta e Um de Março, Cruzeiro, Veraneio, Maria Aparecida Pedrossian, Santo Amaro e Carlota.

Além de Campo Grande, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Aracaju (SE), Boavista (RR), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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21/09/2022 03:30h

Além de levar mais velocidade de navegação ao usuário comum, a nova tecnologia vai revolucionar o setor produtivo. Em Sergipe, a indústria, que já rende quase R$ 8 bilhões por ano, pode ser ainda mais produtiva

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O sinal 5G foi liberado em Aracaju (SE) nesta segunda-feira (19) e a tecnologia promete mais velocidade de navegação ao usuário comum. Mas é no setor produtivo que a nova tecnologia de internet móvel pode promover uma revolução. Com maior tráfego de dados, menor tempo de resposta entre envio e recebimento de comandos e a possibilidade de várias conexões em uma mesma rede, o setor produtivo do estado pode se automatizar, inserir novos maquinários e tecnologias, e otimizar os processos.

Segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Produto Interno Bruto industrial de Sergipe em 2019 foi de R$ 7,9 bilhões, o que equivale a quase 20% de todo o PIB do estado. O setor, que em 2020 superou o número de 3.000 empresas, também gera mais de 66 mil empregos, com destaque para construção, alimentos e serviços industriais de utilidade pública – que devem sofrer forte evolução graças ao processo de universalização do saneamento básico.

Com o 5G, a tendência é que vários processos automatizados levem a uma maior economia e organização. E isso só é possível porque estima-se que a nova internet suporte aproximadamente a conexão simultânea de um milhão de dispositivos por quilômetro quadrado, o que leva à evolução da Internet das Coisas (IoT), em que máquina “conversa” com máquina para produzir uma análise mais rápida de dados.

Considerado o pilar da indústria 4.0, o 5G permitirá também que a Inteligência Artificial faça ajustes de forma contínua, para que a produção se mantenha sempre de acordo com a demanda, ou ainda monitoramento 24 horas por dia e otimização de desempenho e segurança. Homero Salum, diretor de Engenharia da TIM Brasil, diz que a internet de quinta geração vai impactar não só a rotina do dia a dia do sergipano, como também revolucionar diversos setores no estado.

“Com conexões melhores e mais rápidas, o 5G é capaz de conectar máquinas, objetos, coisas e pessoas. Por isso, é chamada a tecnologia do futuro. Essas características vão impactar o Brasil em inúmeros segmentos da indústria, do setor de serviços, do agronegócio e até mesmo as rotinas das pessoas dentro das casas”, aponta Salum. “Na indústria, que vai gerar máquinas e equipamentos para toda essa conectividade, o impacto será revolucionário.”

Luciano Stutz, presidente da Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel), revela que o 5G vai impactar tanto as micro e pequenas empresas quanto as de maior porte. Para a grande indústria, a maior novidade será a possibilidade de criar redes privadas com a tecnologia, o que vai otimizar ainda mais os processos e ganhos. Ele ressalta, no entanto, que todo e qualquer produtor que tenha acesso vai começar a se beneficiar a partir de agora.

“O empresário que está incrustado dentro da cidade e que faz também o processo fabril, ou o pequeno agricultor que está na borda e pode se cobrir com esse 5G, ou um microempreendedor pode, sim, ter seus processos produtivos melhorados. Você vai ter uma indústria que vai trabalhar com 5G, esse já vai poder operar um equipamento à distância, seja um drone, um semeador, seja uma máquina agrícola, se ele já tiver acesso ao 5G. Aquelas indústrias que se prevalecem de meios mecânicos, automatizados para fazerem seu processo produtivo, se aproveitam do 5G na medida em que estão presentes”, destaca Stutz.

5G vai permitir que máquinas agrícolas “conversem entre si”
Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

Em Sergipe, as micro e pequenas empresas são responsáveis por 93% do total de indústrias. Somente em 2021, segundo a CNI, a indústria local exportou US$ 92 milhões – o setor é responsável por 99,8% de todas as exportações efetuadas pelo estado.

O 5G que está sendo instalado nas capitais está presente principalmente na área central. No caso de Aracaju, segundo as regras do edital, as empresas Claro, Tim e Vivo devem ativar, pelo menos, oito estações de 5G, mas as operadoras estão disponibilizando uma quantidade de estruturas maior do que a mínima exigida. A capital sergipana tem hoje oito bairros atendidos com a nova tecnologia pela Vivo e pela Claro: Coroa do Meio, Grageru, Jardins, Suíssa, Treze de Julho, Salgado Filho, Luzia e São José. Mas o processo de ativação já iniciou em outros dois bairros, Atalaia e Farolândia. Já a Tim informou que leva o 5G a 16 bairros: América, Atalaia, Cirurgia, Coroa do Meio, Farolândia, Grageru, Inácio Barbosa, Jabotiana, Jardins, Luzia, Pereira Lobo, Ponto Novo, Salgado Filho, São Conrado, Siqueira Campos e Suíssa.

Além de Aracaju, outras 21 capitais já receberam o 5G: Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), João Pessoa (PB), Porto Alegre (RS), São Paulo (SP), Curitiba (PR), Salvador (BA), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Palmas (TO), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Recife (PE), Fortaleza (CE), Natal (RN), Boa Vista (RR), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Maceió (AL), São Luís (MA) e Teresina (PI).

O cronograma inicial de ativação do 5G no Brasil previa que o sinal inicial estivesse disponível em todo o país já no fim de setembro, mas a Anatel prorrogou o prazo por até dois meses, devido a um atraso na importação de equipamentos para a limpeza da faixa onde transita a tecnologia. Com isso, nas outras cinco capitais onde o serviço ainda não está disponível, as companhias terão até 27 de novembro para ligar as estações e passar a oferecer o sinal de quinta geração.
 

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20/09/2022 03:30h

O programa BR do Mar tem como objetivos estimular o uso da cabotagem, ampliar a frota nacional e equilibrar a matriz de transportes brasileira

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Os critérios para enquadrar embarcações como “efetivamente operantes” e “pertencentes a um mesmo grupo econômico”, no âmbito do programa BR do Mar, entram em vigor no dia 3 de outubro. A previsão consta na resolução 86/2022, publicada no último dia 12 de setembro pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)

O programa BR do Mar tem como objetivos estimular o uso da cabotagem, ampliar a frota nacional e equilibrar a matriz de transportes brasileira. Cabotagem é o nome dado para a navegação entre portos marítimos sem perder a costa de vista. Anteriormente, somente companhias nacionais com navios próprios podiam realizar essas operações, o que reduzia a competitividade no setor.

O mestre em transporte Emmanuel Aldano explica que o objetivo central da proposta é modificar algumas regras que impedem o desenvolvimento da cabotagem. 

“O produtor vai se beneficiar, porque o custo de transporte vai ser menor. As seguradoras tendem a se beneficiar, porque a sinistralidade vai ser menor. A sociedade como um todo tende a se beneficiar, em razão de menores acidentes nas rodovias”, destaca. 

Valor da produção agropecuária de 2022 está estimado em R$ 1,207 trilhão

“No mundo inteiro, a grande agenda é a de desenvolvimento industrial”, diz diretor de Educação e Tecnologia da CNI

Na avaliação do professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, da Universidade de Brasília, Aldery Silveira Júnior, o país ainda precisa ampliar os investimentos no setor, sobretudo em relação à infraestrutura instalada.

“[É preciso] abrir as portas da cabotagem. Existem atualmente cerca de 40 empresas cadastradas na Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para prestar serviços na cabotagem, mas somente oito dominam cerca de 95% do mercado. As outras são empresas pequenas. Apenas três transportam contêiner”, considera. 

Participação de um mesmo grupo econômico

De acordo com a norma, o enquadramento da embarcação como pertencente a um mesmo grupo econômico, envolve os seguintes procedimentos:

  • Mapeamento da composição societária da sociedade;
  • Comparação da composição societária entre sociedades; 
  • Verificação da presença de controle societário direto ou indireto entre as sociedades.

Além disso, devem ser consideradas pertencentes ao mesmo grupo econômico as sociedades nas quais qualquer das sócias seja titular, direta ou indiretamente, de pelo menos 10% do capital social ou votante.

A nova resolução acrescentou, ainda, dois dispositivos à resolução normativa 5/2016 da Antaq, estabelecendo que as empresas brasileiras de navegação habilitadas no BR do Mar deverão manter aprestadas e em operação comercial as embarcações de sua propriedade ou afretadas a casco nu e com suspensão da bandeira. Se houver paralisação eventual superior a 90 dias ininterruptos, elas deverão apresentar justificativa para análise da Antaq, comprovando a necessidade e o motivo da paralisação.
 

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05/09/2022 16:00h

A expectativa é trazer mais segurança e agilidade para impulsionar as negociações

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A sanção da renovação do marco legal do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, por meio da Lei Complementar 196/22, pode impulsionar o crescimento do cooperativismo financeiro no país, segundo representantes do setor. As cooperativas de crédito possuem aproximadamente 15 milhões de associados nos mais diversos municípios brasileiros, de acordo com o Sistema OCB, e são a única opção disponível em 264 cidades. A expectativa é ampliar a participação das cooperativas de crédito no mercado financeiro com a renovação do marco legal, a partir das mudanças no âmbito da governança, da estrutura e na operacionalidade dos serviços.

Na prática, a aprovação da Lei Complementar 196/22 garante, por exemplo, que quotas-parte de capital das cooperativas de crédito não sejam retiradas do patrimônio do executado para a quitação de um débito. Ou seja, a partir de agora, essas quotas são impenhoráveis. 

O diretor de Coordenação Sistêmica e Relações Institucionais do Sistema de Cooperativas Financeiras do Brasil (Sicoob), Ênio Meinen, explica que enquanto o associado estiver na cooperativa, a quota pertence à cooperativa e não ao associado. “Isso impede que o associado possa oferecê-las, seja por vontade dele ou imposição de terceiros, como em decisão judicial, para honrar uma dívida com terceiros. Uma situação que a cooperativa não tem nada a ver”, defende.

Também está previsto no novo marco o pagamento de bônus e prêmios para a atração de novos associados, contribuindo para o avanço das transações de créditos, além da previsão de regras de desligamento de cooperativa singular da cooperativa central de crédito. 

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Para o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, as mudanças conferem regras cada vez mais avançadas sem alterar a essência desse modelo de negócio, com serviços e produtos financeiros eficientes, democráticos e inclusivos. “A lei traz muitas coisas que a gente precisava, é um passo, um passo importante, mas temos uma agenda montada para ainda mais avanços, porque os desafios ainda são muitos. Temos que fazer desse Brasil cada vez mais um Brasil cooperativo, mais equilibrado e estamos no caminho  certo dessa construção”, avalia. O cooperativismo de crédito é hoje a maior rede de assistência financeira do país, segundo Márcio Lopes de Freitas, com mais de 7,5 mil pontos de atendimento. 

As expectativas positivas quanto aos avanços do setor têm uma explicação para além da movimentação financeira, segundo o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto. “O cooperativismo está em todo lado, gera educação financeira, inclusão, tudo que desejamos atingir está ligado ao cooperativismo. Nós sabemos também que os benefícios trazidos pelo cooperativismo de crédito vão muito além do sistema financeiro. Nunca é demais frisar o papel que as cooperativas exercem no desenvolvimento das comunidades em que se encontram inseridas”, pondera. 

Outro ponto importante desse novo marco, levantado por Roberto Campos, é a atualização desse ambiente do cooperativismo. A medida prevê que as cooperativas de crédito possam disponibilizar novos produtos ao quadro social, com mais agilidade e modernidade. “Essa nova lei contribui para que as cooperativas continuem aptas para atuar em um ambiente que estamos vendo de profunda transformação, digitalização, um mundo onde as liquidações serão mais atomizadas, mais rápidas, importante estar presente, nos adaptando a essa inovação”, explica.

Inclusão e transparência

As cooperativas de crédito são instituições financeiras formadas pela associação de pessoas para prestar serviços financeiros exclusivos aos cooperados. Estes, por sua vez, agem como donos e como usuários ao mesmo tempo: participam da gestão da cooperativa e usufruem de produtos e serviços como conta corrente, aplicações financeiras, cartões de crédito, empréstimos e financiamentos.

O superintendente executivo de Assuntos Regulatórios do Sistema de Crédito Cooperativo (Sicredi), Clairton Walter, analisa que, com a nova lei, as cooperativas de crédito terão benefícios. Um exemplo é a oportunidade de executar novos negócios, tais como o crédito compartilhado, quando duas ou mais cooperativas do mesmo sistema assumem conjuntamente recursos e riscos, para atender uma operação de crédito acima dos limites operacionais individuais. A composição de conselhos de administração e diretoria executiva, com permissão para a contratação de conselheiro independente, também se tornou obrigatória. E fica vedada a sobreposição de cargos de presidente, vice-presidente e diretores executivos, nos diversos níveis do sistema: singular, central e confederação.

Algumas mudanças têm aplicação imediata, já outras dependem de regulamentação pelo Conselho Monetário Nacional. “Isso só reforça as ações sociais que as cooperativas já desenvolvem na comunidade. Somente em 2021, no Sicred, foram destinados mais de R$ 120 milhões de reais em ações de benefício social. Em suma, a nova lei coloca a governança das cooperativas em um patamar superior, permite desenvolvimento e crescimento mais acelerado das cooperativas, traz mais oportunidade de negócios aos associados e trará mais brasileiros para o cooperativismo de crédito”, reforça Walter.

Entenda como fica:

A lei institucionalizou o ecossistema brasileiro de crédito cooperativo, agora dividido em duas modalidades:

  • Cooperativas de crédito: formada pelas cooperativas singulares, cooperativas centrais e confederações de crédito; 
  • Confederações de serviço: constituídas exclusivamente por cooperativas centrais de crédito, para prestar serviços específicos e complementares. 

Foco em 3 eixos estratégicos:

  • Fomentar atividades e negócios;
  • Aprimorar gestão e governança;
  • Aprimorar a organização sistêmica e a eficiência do sistema nacional de crédito cooperativo.

Avanços para o cooperativismo em 3 grandes grupos:

  • Governança: traz boas práticas de mercado para maior competitividade e profissionalismo do cooperativismo brasileiro. O projeto traz inovações e provocações que mudarão conceitos, além de criar sustentação por meio das renovações e sucessões, com ordem e processos bem desenhados;
  • Estrutura e conceito: clarifica conceito, diminui dúvida nas questões do judiciário e traz condição de aprimorar a organização sistêmica do SNCC (Sistema Nacional de Crédito Cooperativo), reforçando a capacidade de autogestão;
  • Operacional: ferramentas para fortalecer e estreitar a operação com os cooperados e a lubrificação da máquina das comunidades em que estão inseridos. Cria condições para processos de prosperidade na base com mais tranquilidade para operar dentro das comunidades. 
     
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04/09/2022 18:05h

O atendimento inclui vítimas de agravos de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica e psiquiátrica

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Muitas pessoas conhecem o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, mas não sabem exatamente em que situação devem ligar para o 192. O atendimento inclui vítimas de agravos de natureza clínica, cirúrgica, traumática, obstétrica, pediátrica e psiquiátrica. 

O diretor do SAMU-DF, Victor Arimateia, explica que o atendimento é pré-hospitalar, com o objetivo de chegar o mais rápido possível em casos de urgência e emergência.

“São situações que envolvem problemas cardiorrespiratórios, intoxicação, queimaduras graves, casos de agressão física, traumas, acidentes automobilísticos, crises hipertensivas. São situações que demandam algum tipo de intervenção imediata, estabilização e remoção para a Unidade de Saúde mais próxima. Ali, tenho profissionais habilitados para fazer a classificação do atendimento e encaminhamento para o médico regulador, que, de fato, vai fazer o atendimento, entender a gravidade de forma rápida, sucinta e objetiva, e tomar a decisão de qual o melhor recurso que deva ser encaminhado ao paciente”, pontua. 

O serviço oferece orientações a distância, regulação médica e o envio de unidades móveis tripuladas com equipes capacitadas. Os veículos podem ser ambulâncias, motolâncias, ambulanchas e aeromédicos. 

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As Centrais de Regulação recebem chamadas a qualquer hora do dia, para atendimento em domicílios, vias públicas ou unidades de saúde. Mas, nem sempre haverá necessidade de deslocamento de uma viatura até o local, como detalha Victor Arimateia.

“É importante as pessoas compreenderem que a Central de Regulação é preparada, com profissionais especializados para realizar o atendimento e entender se aquela situação realmente demanda atendimento, qual o tipo que demanda, e fazer, a partir daí, todo o acionamento da cadeia de unidades móveis. A população deve entender quando a solicitação não vai necessariamente demandar o acionamento de uma viatura”, destaca. 

Quando acionar o serviço do SAMU 192?

  • Problemas cardiorrespiratórios;
  • Intoxicação exógena e envenenamento;
  • Queimaduras graves;
  • Trabalhos de parto em que haja risco de morte da mãe ou do feto;
  • Tentativas de suicídio;
  • Crises hipertensivas e dores no peito de aparecimento súbito;
  • Acidentes ou traumas com vítimas;
  • Afogamentos;
  • Choque elétrico;
  • Acidentes com produtos perigosos;
  • Suspeita de infarto ou AVC (alteração súbita na fala, perda de força em um lado do corpo e desvio da comissura labial são os sintomas mais comuns);
  • Ferimento por arma de fogo ou arma branca;
  • Soterramento ou desabamento com vítimas;
  • Crises convulsivas;
  • Outras situações consideradas de urgência ou emergência, com risco de morte, sequela ou sofrimento intenso.

Quando não acionar o serviço do SAMU 192?

  • Febre prolongada;
  • Dores crônicas;
  • Vômito e diarreia;
  • Cólicas renais;
  • Dor de dente;
  • Troca de sonda;
  • Corte com pouco sangramento;
  • Entorses;
  • Transportes inter-hospitalares de pacientes de convênio;
  • Transporte para consulta médica ou para realizar exames;
  • Transporte de óbito.
  • Em situações sem características de urgência ou emergência, ou em urgências de baixa complexidade, o paciente pode ser atendido na Unidade Básica de Saúde mais próxima.
     
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03/09/2022 20:30h

De acordo com levantamento da FecomercioSP, o resultado é 33% maior do que o registrado no mesmo período de 2021. Em junho, as atividades ligadas ao Turismo registraram ganhos de mais de R$ 16,4 bilhões

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O primeiro semestre de 2022 foi de superação para o setor de Turismo no Brasil. De acordo com levantamento feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o setor faturou R$ 94 bilhões nos primeiros seis meses do ano. O resultado é 33% maior do que o do mesmo período de 2021. No mês de junho, por exemplo, as atividades ligadas ao Turismo registraram ganhos de mais de R$ 16,4 bilhões.

A presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, Mariana Aldrigui, destaca dois principais fatores que contribuíram para o resultado do levantamento. 

“No primeiro semestre do ano passado, tivemos o início da vacinação contra Covid-19. Conforme essa vacinação foi se ampliando, as viagens também se ampliaram. O segundo fator mais relevante é o efeito da inflação, o que implica, necessariamente, um aumento no faturamento, ou seja, as empresas movimentam mais recursos sem necessariamente movimentar um maior número de passageiros”, avalia. 

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O agente de viagens de uma empresa de Vitória, no Espírito Santo, Isac Moura, diz que já percebeu a diferença. “As pessoas estão mais confiantes e viajando mais. Aqui na agência o movimento voltou a aumentar. As pessoas estão viajando para dentro do Brasil mesmo”, relata. 

As empresas de transporte aéreo foram as que tiveram mais participação no faturamento no período, com quase um terço (R$ 5,07 bilhões) do creditado em todo o setor. Além dos transportes aquaviários e terrestres, o segmento aéreo superou, em junho, os índices pré-pandemia. Na comparação com o mesmo mês de 2019, o setor registrou um avanço nos ganhos de 5,2%, em 2022.

Recuperação do setor aéreo 

De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), os aeroportos brasileiros movimentaram, no mês de junho, mais de seis milhões de pessoas em viagens nacionais. O número é 43% superior ao registrado em maio, e equivale a 86,8% do verificado em junho de 2019.

Além disso, a oferta de voos no mercado interno apresentou, em junho, a segunda alta consecutiva na comparação com o mesmo mês de 2019, antes da pandemia. Depois de saltar 6% em maio na quantidade de viagens aéreas, em relação ao mesmo mês de 2019, o indicador subiu 0,5% em junho, na comparação com igual período de 2019. Já quando comparada a junho de 2021, a elevação foi de 45,8%. 

Setor hoteleiro 

Dados do Panorama da Hotelaria Brasileira de 2022 revelam que, em 2026, o Brasil contará com 124 novos hotéis. Juntos, esses empreendimentos somam mais de R$ 5 bilhões em investimentos.

O documento também destaca o desempenho de mercado, análises e projeções para o setor. O segmento de luxo, por exemplo, representa 33% do total de investimentos previstos no setor de hotelaria no país. O segmento econômico, por sua vez, responde por 38% dos novos investimentos.
 

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Educação
17/08/2022 04:30h

Antes de chegar à Akademia High School, na Polônia, jovem da Bahia foi o único brasileiro a integrar como bolsista integral o programa The School of the New York Times, nos EUA. A bolsa é uma conquista pela participação no Programa de Iniciação Científica do SESI Bahia

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O jovem Juan Teles, de 17 anos, embarcou para os Estados Unidos para participar do The School of the New York Times. Ele é o único brasileiro com bolsa completa neste programa, que conta também com aulas nas principais universidades de Nova Iorque, como Columbia e Fordham University. O prêmio maior vem na sequência, quando se muda para Varsóvia, na Polônia. Lá, o estudante de Salvador (BA) vai integrar como bolsista, pelos próximos dois anos, a Akademia High School, uma das principais escolas técnicas da Europa, onde vai terminar a escolarização.

“Vai ser uma imersão, uma experiência que vai mudar minha vida, minha carreira e minhas perspectivas. Eu espero cursar relações internacionais e seguir na diplomacia brasileira. Tudo isso pode ser conquistado a partir da minha experiência de estudo que vou ter na Polônia. O que eu mais espero é a concretização de planos.” 

Juan começou a ter contato com a pesquisa pelo Programa de Iniciação Científica (IC) da Rede SESI Bahia de Educação, no 1º ano do ensino médio, e teve como grande destaque a participação em um projeto de análise socioespacial no Porto das Sardinhas. O estudante da Escola SESI Reitor Miguel Calmon, em Salvador, conta que o grupo trabalhou com cerca de três mil mulheres que tiram o sustento do tratamento da sardinha em jornadas que chegam a 12 horas de trabalho. 

Como foi identificado potencial de sustentabilidade na atividade, foi proposto um trabalho de reaproveitamento dos restos dos peixes para a elaboração de uma ração para pets. O lucro dessa farinha proteica será revertido a essas mulheres, já que a remuneração no processamento e ensacamento da sardinha paga muito pouco.

“Elas não veem solução para aquela situação, para aquele contexto em que elas estão. É um ciclo constante. Vi as mães, as filhas, gerações de avó, mãe, neta trabalhando no mesmo local, sem chance de estudo ou melhora de vida. E uma das motivações do projeto foi ver como podemos trazer um benefício socioeconômico para essas mulheres. Foi a partir daí que a gente viu os resíduos da sardinha como alternativa”, explica Juan.

O projeto tem parceria com técnicos do SENAI CIMATEC, mas ainda precisa de um parceiro comercial para que se viabilize economicamente e passe a ajudar as mulheres do Porto das Sardinhas. Anderson dos Santos Rodrigues, professor de Geografia na Escola Reitor Miguel Calmon, foi orientador no projeto de Juan. Ele explica que o nível do trabalho de pesquisa contribui significativamente para a formação e que os jovens conseguem desenvolver de forma muito mais acentuada esse perfil protagonista e autônomo de estudo e empenho científico no programa.

“A pesquisa aqui no SESI busca lapidar isso, como a escrita, a leitura. E as suas ações podem abrir portas para o mundo. Para Juan não foi diferente. Juan soube aproveitar isso muito bem, mesmo no contexto pandêmico, e sempre esteve com a mente aberta para participar de seleções, concursos, chamadas de editais mundo afora. Ele investiu na língua estrangeira, no caso inglês e espanhol, e agora está estudando francês. Ele conseguiu, dentro da IC, desenvolver isso de forma brilhante”, relata o professor.

Segundo Fernando Moutinho, gerente de Educação Científica e Tecnológica, a Iniciação Científica da Rede SESI Bahia de Educação desenvolve a ciência, o empreendedorismo e a inovação de forma prática e integrada. Ele conta que o resultado do programa é cada vez mais significativo nas principais feiras e eventos científicos nacionais e internacionais, com premiações e bolsas importantes conquistadas por alunos em grandes universidades fora do país. É o caso de Juan.

“Além de ele estar desenvolvendo todas as habilidades e potencializando o que ele traz consigo, como caraterística do seu contexto, a iniciação científica promoveu também a construção do projeto de vida e carreira. Esse movimento que ele está fazendo agora é justamente o projeto de vida e carreira que ele desenvolveu através das habilidades e conhecimentos que a iniciação científica proporcionou a ele.”

Programa de Iniciação Científica 

Os projetos de iniciação científica com os alunos da Rede SESI de Educação na Bahia mostram resultados positivos desde o início, em 2016. No estado, as escolas do SESI são as únicas da rede privada de ensino com um programa desta natureza.

São mais de mil estudantes do ensino médio, do 1º ao 3º ano, em dez escolas, integrados às mais diversas áreas de pesquisa, como ciências da natureza, ciências humanas, linguagens, matemática e engenharia. Além de propor temas de investigação para problemas reais e que fazem parte da sua realidade, os estudantes desenvolvem competências e habilidades do século XXI: autogestão, investigação, resolução de problemas e habilidades de comunicação.

A proposta do programa é que, a partir de problemáticas locais e globais, os estudantes utilizem seus conhecimentos sobre ciência, tecnologia, engenharia e matemática na construção de soluções aplicáveis para os desafios do cotidiano e da indústria. O programa pretende, assim, preparar os estudantes para o mundo do trabalho e o ingresso em uma universidade, além de formar cidadãos protagonistas e atuantes diante dos desafios do século XXI. 

Prêmios

Além de toda a experiência acadêmica e pessoal transmitida aos alunos, os projetos realizados vêm mostrando também excelência científica. Em junho, a Rede SESI Bahia de Educação foi destaque na edição 2022 da Feira Brasileira de Jovens Cientistas, evento científico pré-universitário voltado para estudantes do ensino médio de todo o país. Com 22 projetos submetidos, os estudantes das escolas da capital e do interior conquistaram dez premiações em diferentes categorias. Dentre as conquistas, destaca-se uma credencial para a Mostratec, o maior evento do gênero do país e que seleciona projetos de iniciação científica para mostras internacionais.
 

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Brasil 61