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Baixar áudioA falta de profissionais qualificados é um dos principais desafios para o varejo brasileiro, em um cenário marcado pelo avanço da tecnologia e pela necessidade das empresas ampliarem operações e contratarem trabalhadores preparados para novas funções. Para reduzir essa defasagem, a Faculdade do Comércio de São Paulo (FAC-SP) e o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) firmaram uma parceria com o objetivo de ampliar o acesso à formação de profissionais que atuam no setor.
O problema acompanha uma preocupação mais ampla do mercado de trabalho. Segundo a 28ª Global CEO Survey, da PwC, 41% dos CEOs apontaram a falta de profissionais qualificados como a maior ameaça aos negócios em 2025, superando riscos cibernéticos, inflação e instabilidade macroeconômica.
No comércio, o desafio também passa pela necessidade de acompanhar as transformações nas formas de vender, atender e administrar os negócios. Para o diretor-geral da Faculdade do Comércio de São Paulo, Wilson Victorio Rodrigues, a digitalização tem provocado mudanças em praticamente todas as etapas da atividade varejista.
“Talvez o varejo seja o setor mais impactado por essas transformações digitais, na própria captação de clientes, na venda em si, no pós-venda, na logística, na gestão de insumos de estoque, de tudo. Então, toda essa revolução digital, incluindo IA, vendas digitais, e-commerce, marketing digital, tudo isso impacta muito o varejo. A FAC prepara o indivíduo para dominar essas habilidades. Então, com essa parceria que nós firmamos com o IDV, o nosso grande intuito é trazer essas grandes empresas e preparar os colaboradores, o corpo de pessoal dessas grandes companhias varejistas”, destacou Rodrigues.
A FAC é uma iniciativa e uma instituição de ensino ligada diretamente à Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Ela foi criada para qualificar profissionais para os setores de comércio, varejo e serviços, com foco nas demandas do mercado digital e de gestão empresarial. Segundo Alfredo Cotait Neto, presidente da ACSP, da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), a educação é um dos principais pilares para construir uma cidade mais organizada, especialmente entre as pequenas e médias empresas.
A faculdade oferece atualmente 15 cursos de graduação e 30 de pós-graduação, voltados à gestão e aos negócios. De acordo com Rodrigues, formações como Gestão Comercial, Gestão Financeira, Logística e Marketing estão entre as áreas estratégicas para atender à demanda por profissionais mais preparados no varejo.
Os cursos estão disponíveis nas modalidades presencial, a distância e híbrida. As graduações têm duração média de dois anos, enquanto as pós-graduações podem ser concluídas em aproximadamente seis meses.
As empresas associadas ao IDV poderão divulgar os cursos da FAC-SP entre seus funcionários ou patrocinar bolsas de estudo para os colaboradores. O instituto reúne alguns dos principais grupos varejistas brasileiros, que, juntos, somam quase um milhão de trabalhadores.
Segundo o presidente do IDV, Jorge Gonçalves Filho, a expectativa é que o acesso à formação contribua tanto para o desenvolvimento profissional dos trabalhadores quanto para o desempenho das empresas, com reflexos na produtividade, no atendimento aos consumidores e nas operações. Para ele, a escassez de mão de obra preparada já limita a capacidade de expansão do setor.
“A falta de mão de obra qualificada tem impactado de forma muito forte o varejo brasileiro. A tecnologia tem evoluído, tem sido aplicada no varejo, as empresas precisam ampliar seus quadros, precisam ampliar sua rede de lojas e a falta de mão de obra qualificada é um dos pontos que dificultam essa evolução", frisou o presidente.
Além de atender às novas demandas das empresas, a formação profissional pode ampliar as possibilidades de crescimento de quem já trabalha no comércio. A proposta é permitir que profissionais que ingressaram no varejo em funções iniciais desenvolvam novas competências e encontrem oportunidades de avançar dentro do próprio setor.
Nesse sentido, a parceria busca aproximar duas necessidades: trabalhadores interessados em ampliar a formação e as possibilidades de carreira, e empresas que precisam de profissionais preparados para acompanhar as mudanças do varejo.
Os profissionais vinculados às empresas associadas ao IDV poderão acessar os cursos oferecidos pela FAC-SP, enquanto as empresas também terão a possibilidade de patrocinar bolsas de estudo para seus colaboradores.
As inscrições serão realizadas diretamente pela plataforma da Faculdade, em FAC-SP — parceria com o IDV. Há opções de graduação e pós-graduação nas modalidades presencial, híbrida e a distância.
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Baixar áudioNo ar desde 2025, o painel Gasto Brasil foi lançado nacionalmente nesta terça-feira (11) em solenidade na Câmara dos Deputados. Mas o evento organizado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), idealizadora do serviço, e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) não foi meramente simbólico, serviu também para apresentar novas funcionalidades.
Até a semana passada, quem acessou o site do Gasto Brasil visualizava as despesas primárias da União, Distrito Federal, estados e municípios, a parte que competia às esferas administrativas, pelos respectivos poderes, e ainda o referente às diferentes naturezas de gastos, como a previdência.
Ainda que a fonte dos dados siga sendo a Secretaria do Tesouro Nacional, agora o nível de detalhamento é muito maior. Além do total consumido no ano e por ente federativo, a página inicial mostra também a metodologia da plataforma.
As abas “Governo Federal”, “Estados” e “Municípios” trazem o montante pago por cada um dos entes desde 2018, a taxa de comprometimento dos recursos em relação ao orçamento anual aprovado, o tipo de despesa (pessoal e encargos sociais, investimentos, inversões financeiras e outras) e ainda a qualidade e periodicidade da prestação de contas - única métrica avaliada qualitativamente pelo painel.
Para Cláudio Queiroz, coordenador do Gasto Brasil, mais importante que todos os dados presentes é a facilitação do acesso que o painel proporciona. “Qual é a nossa grande preocupação? Trazer uma ferramenta que qualquer um pode olhar e analisar, com o mesmo conceito. Não precisa ser economista, não precisa ser advogado, não precisa ser nada. Precisa simplesmente olhar não só para um número, olhar para um gráfico e dizer assim: ‘está subindo e algo está errado’. É a plataforma ser user friendly, no sentido que você possa mostrar e demonstrar isso para todos”, afirma o desenvolvedor.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais paulistas (FACESP), acredita que uma das necessidades que o painel já indica é a revisão estrutural dos gastos públicos.
"O que nós queremos com essa iniciativa é alertar os parlamentares da importância de uma reforma administrativa urgente, principalmente considerando que em 2027 inicia-se uma nova gestão ou a continuação desta, mas de modo que a gente tem que iniciar a gestão com a reforma administrativa, senão vamos ter problemas na sequência do futuro do Brasil", declarou o dirigente.
A partir das informações nas demais abas, o Gasto Brasil ainda possibilita a visualização por meio de um mapa de calor. Assim, o usuário pode verificar as despesas efetivamente pagas anualmente em todo o país, só pelo governo federal, por cada um dos 27 estados e Distrito Federal, e até por cada um dos 5.569 municípios brasileiros. Quanto mais forte a tonalidade do vermelho que um ente é preenchido, maior é o gasto por habitante.
Queiroz considera essa inovação como fundamental para o próximo passo do programa, que visa avaliar a qualidade dos gastos. “Porque aí eu vou começar a pegar um comparativo em outros lugares. Por exemplo, o quanto a Noruega gasta por habitante na sua educação. Eu vou trazer os estudos do Banco Mundial, porque eu consigo começar a fazer esse comparativo. A estrofe fica diferente, porque eu tenho um parâmetro para avaliar a efetividade do gasto”, destaca.
O painel está rodando com as funcionalidades e sem intercorrências, mas já há melhorias em desenvolvimento. O próximo passo é sistematizar uma inteligência artificial que permita a realização de pesquisas dentro da plataforma e até o cruzamento de informações para gerar comparativos e detalhes customizados para a necessidade de cada usuário.
Paulo Cavalcanti, presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), pretende utilizar o Gasto Brasil para a ampliação da cidadania participativa dentro do setor produtivo.
“Se a gente, da classe produtiva brasileira, não tiver autoestima cidadã, não se entender como responsável pela transformação — e não apenas como pagador de impostos, mas também como fiscalizador, como quem vai cobrar e observar —, aí, sim, vai saber mudar, vai saber eleger os nossos legítimos representantes, que tenham responsabilidade fiscal e compromisso com o povo brasileiro”, pontua o gestor.
O acesso à plataforma é gratuito e pode ser feito por qualquer cidadão. O Gasto Brasil permite consultas rápidas, visualização de dados e comparações entre diferentes regiões do país. Para acompanhar a evolução das despesas públicas, basta acessar www.gastobrasil.com.br.
Copiar o textoMinistro do Turismo, Gustavo Feliciano, esteve em São Paulo para reunião técnica sobre o tema
Baixar áudioMicroempreendedores individuais do turismo do estado de São Paulo inscritos no CadÚnico, que identifica famílias de baixa renda, já podem solicitar financiamentos do Fundo Geral de Turismo, o Fungetur, com orientação técnica inédita do Sebrae, para investir nos seus negócios.
O crédito, de até R$ 21 mil, é voltado a trabalhadores que atuam no setor, como guias, motoristas, vendedores ambulantes de alimentos e bebidas e artesãos, e que também estejam registrados no Cadastur, o Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos.
A modalidade foi detalhada em reunião técnica nesta quarta-feira (12), na capital paulista, entre representantes do Ministério do Turismo, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, do Sebrae Nacional e de agentes financeiros que operam os financiamentos.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, afirmou que o crédito contribui para a geração de emprego e renda no ramo.
“Atingimos a marca de 2 milhões e 400 mil empregos gerados de carteira assinada na área do turismo. Já é a sexta cadeia produtiva que mais emprega no nosso país e que a gente pode ver que tão podendo dar geração de emprego e renda e, principalmente, dignidade pras pessoas, porque elas podem dar uma oportunidade para suas famílias. O turismo é uma ferramenta de inclusão social, o turismo está presente no nosso país como um todo”.
Após a orientação do Sebrae, os pedidos vão ser apresentados aos agentes, que analisarão as propostas e, em caso de aprovação, vão liberar os recursos.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, disse que a modalidade contribui para fortalecer o turismo.
“Sabemos todos nós o potencial que tem o Brasil. Quando a gente olha o Brasil comparado a outros países nessa disputa por esse mercado do turismo, a gente vê o tamanho que a gente ainda tem pra crescer. É realmente algo muito, muito grande. O turismo tá melhorando aqui, dois milhões de novos empregos. Quando a gente vai lá na base de dados desses empregos, próximo de 90% é nosso povo, é o povo do cadastro social”
O financiamento, com custos de até 5% ao ano, mais a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor, o INPC, permite investir na compra de equipamentos e na realização de pequenas obras de ampliação e reforma.
O prazo total de pagamento é de 24 meses, com um período de até seis meses para o início da quitação.
A iniciativa tem cobertura de R$ 100 milhões do Fundo de Garantia de Operações, o FGO, por meio do Programa Acredita no Primeiro Passo, o que elimina a exigência de garantias dos MEIs pelos agentes financeiros.
A modalidade é prevista em um acordo de cooperação firmado em maio de 2026 entre os ministérios do Turismo, do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.
O prazo de pagamento é de 24 meses, com até seis meses para o início da quitação.
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Baixar áudioUma plataforma que acompanha, em tempo real, todas as despesas primárias das três esferas governamentais. Que permite destrinchar os gastos de todos os poderes da República na União, estados, DF e municípios. Esse é o painel Gasto Brasil, lançado oficialmente nesta terça-feira (11) pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) na Câmara dos Deputados.
A solenidade reuniu parlamentares, representantes do setor empresarial, servidores e assessores legislativos interessados em aprender como usar o instrumento. O painel organiza dados oficiais sobre a execução das despesas públicas sem estabelecer juízo de valor sobre programas, políticas públicas ou escolhas orçamentárias. A proposta é ampliar a transparência, fortalecer o controle social e oferecer mais informação para decisões baseadas em dados.
Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP), apontou o Congresso Nacional como lugar ideal para realizar a cerimônia.
“O gestor público é um grande gestor para fazer com que a aplicação do dinheiro público seja em prol da sociedade. E nós, sociedade civil, temos que ter conhecimento de que é uma ferramenta que tem muito desse ponto de vista, que nós tenhamos um acompanhamento da qualidade dos gastos públicos. E aí sim, aquele gasto público que não tem a qualidade é que a gente tem que se insurgir e os parlamentares ajudarem para que haja a sua reprogramação”, afirmou.
O vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, afirmou que a transparência propiciada pelo painel tende a contribuir com a eficiência dos gastos públicos brasileiros. “O orçamento precisa voltar a ser instrumento de planejamento, e não apenas de execução das despesas. Para quem produz nesse Brasil, especialmente o agro brasileiro, esse tema é fundamental para todos nós. Juros menores, estabilidade econômica, infraestrutura adequada, significam mais investimentos, produtividade e emprego e competitividade para o nosso Brasil”, destacou.
Em funcionamento desde abril de 2025, o objetivo do painel é fornecer de forma acessível, integrada e gratuita, informações das despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, como obras, inversões financeiras em aquisição de imóveis, entre outros gastos de todos os poderes. Até o momento da publicação desta matéria, a ferramenta já contabilizava gastos de mais de R$ 3,4 trilhões desde o início do ano, a partir da base de dados da Secretaria do Tesouro Nacional.
Para além da contabilidade monetária, a plataforma passou por atualizações que ampliaram sua capacidade de consulta e análise. Entre os recursos disponíveis está a área de mapas, que reúne informações municipais, como população, gasto total estimado no ano e desembolso por habitante. A ferramenta também permite consultar recortes por esfera de governo e por grupos de despesa, contribuindo para uma leitura mais clara da composição do gasto público.
O coordenador da plataforma, Cláudio Queiroz, destacou três novidades após o primeiro ano de funcionamento do Gasto Brasil. “A informação por ente da federação das despesas com a previdência, onde agora consigo chegar até em nível de município, a criação de um indicador que classifica a qualidade da informação, e o aperfeiçoamento da interligação que temos com o Tesouro Nacional, que ficou 100% automático na atualização”, explicou.
O acesso à plataforma é gratuito e pode ser feito por qualquer cidadão. O Gasto Brasil permite consultas rápidas, visualização de dados e comparações entre diferentes regiões do país. Para acompanhar a evolução das despesas públicas, basta acessar www.gastobrasil.com.br.
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Baixar áudioOs modelos de financiamento para para pequenos negócios da bioeconomia, a transição energética e a adaptação às mudanças climáticas estiveram entre os principais temas debatidos durante a Climate Week São Paulo 2026. A programação, que terminou na sexta-feira (7), reuniu representantes dos setores público e privado para debater os efeitos da agenda climática sobre a competitividade, a captação de recursos e o desenvolvimento econômico no Brasil.
Em uma programação extensa que começou em 3 de agosto, a Climate Week São Paulo 2026 reuniu lideranças empresariais, investidores, especialistas e autoridades públicas. As discussões tiveram como foco os impactos das mudanças climáticas sobre a economia e os desafios para ampliar investimentos em iniciativas de desenvolvimento sustentável.
Em um dos painéis do evento Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade, realizado pelo Times Brasil | CNBC, o Banco da Amazônia abordou a relação entre financiamento climático e atividade produtiva na Região Norte. Na ocasião, foram discutidos os efeitos das mudanças climáticas sobre a economia brasileira e as estratégias de adaptação dos setores produtivos.
A gerente executiva de Sustentabilidade do Banco da Amazônia, Samara Farias, participou do painel “Agricultura, segurança alimentar e clima”. Durante o encontro, Samara destacou os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura e as iniciativas de financiamento voltadas à adaptação da atividade produtiva e à redução de emissões.
“Estamos diante de uma nova realidade no campo, principalmente quando falamos de linhas de sustentabilidade e de baixo carbono. Ainda assim, há um volume significativo de investimentos na agricultura tradicional, porque não é possível dissociar a relevância dessas duas frentes para a sustentabilidade da indústria, que precisa de recursos para produzir com qualidade e segurança”, avaliou a gerente executiva.
Além da participação no fórum promovido pelo Times Brasil | CNBC, representantes do Banco da Amazônia acompanharam reuniões da World Climate Foundation voltadas à discussão de novos mecanismos de financiamento para pequenos negócios da bioeconomia e iniciativas de inclusão produtiva no país.
Segundo Samara Farias, as discussões contribuem para avaliar mecanismos de financiamento relacionados a temas que envolvem a transição climática, como bioeconomia, crédito de carbono, transição energética e adaptação climática na região.
A programação também abordou temas como competitividade, clima e desenvolvimento econômico, que contaram com a participação do presidente do Banco da Amazônia, Luiz Lessa, ao lado de autoridades e representantes dos setores público e privado.
Já a gerente executiva de Marketing e Comunicação do Banco da Amazônia, Ruth Helena Lima, representou a instituição nas atividades promovidas pela Climate Week São Paulo 2026 com foco em soluções sustentáveis e temas relacionados ao futuro da Região Amazônica.
A semana do clima em São Paulo teve início no dia 3 de agosto e terminou na sexta-feira (7). O encontro reuniu líderes, cientistas, empresas e sociedade civil para abordar temas relacionados à bioeconomia, transição energética, financiamento sustentável e adaptação às mudanças climáticas na Amazônia.
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Baixar áudioEstão abertas, até o dia 13 de agosto, as inscrições para o Programa Rouanet Centro-Oeste 2026.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela internet, no Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, o Salic, no endereço salic.cultura.gov.br
A iniciativa vai destinar R$ 29 milhões ao financiamento de projetos culturais no Distrito Federal e nos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Serão contempladas iniciativas nas áreas de artes cênicas, música, artes visuais, audiovisual, humanidades e patrimônio cultural.
Os recursos do programa Rouanet Centro-Oeste são provenientes das empresas estatais parceiras do MinC, Petrobras, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Transpetro e da Transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil (TBG).
Podem participar pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos, que tenham sede na região e comprovem atuação cultural por meio do CNPJ.
Cada proponente pode inscrever uma proposta. As inscrições seguem abertas até 13 de agosto.
Para mais informações, acesse o site do MinC: www.gov.br/cultura
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Baixar áudioNa última quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que atingiu 14% ao ano. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão foi acertada. No entanto, o ritmo de queda ainda é insuficiente diante do atual cenário econômico. Para a entidade, os juros seguem em um patamar elevado, pressionando empresas e consumidores e limitando os investimentos produtivos.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Fernando Galvão, afirma que o custo elevado do crédito compromete a capacidade de crescimento das empresas.
“As empresas têm comprometido as suas margens de resultado e isso desestimula novos investimentos. Diante desse cenário, a CNI entende que o Banco Central deve considerar cortes mais profundos na taxa de juros para aliviar a pressão sobre a sociedade e estimular a economia, que este ano deve ter um dos resultados mais baixos dos últimos três anos”, destaca.
O economista e pesquisador Felipe Queiroz também avalia que a redução promovida pelo Copom foi tímida. Segundo ele, a desaceleração da inflação abre espaço para uma política monetária menos restritiva.
“Além disso, nós temos um cenário macroeconômico desafiador e que demanda uma política monetária mais alinhada às demais políticas macroeconômicas. Hoje estamos ceifando a capacidade de investimento e desenvolvimento do país de médio e longo prazo com uma política monetária muito conservadora. É caro investir no Brasil, especialmente em projetos estruturais, o que impossibilita, inclusive, o aumento do PIB de modo sustentável”, avalia.
Para a CNI, a melhora das expectativas de inflação reforça a possibilidade de cortes mais intensos na Selic. Embora a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 seja de alta de 5,03%, as estimativas para 2027 e 2028 permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta, de acordo com o Boletim Focus.
Ao mesmo tempo, os indicadores mostram perda de força da inflação corrente. O IPCA-15 — prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE — acumulou alta de 4,52% em 12 meses até julho, abaixo dos 4,8% registrados no mês anterior. Na avaliação da CNI, o resultado indica que os custos de produção deixaram de subir rapidamente e o consumo também está menos aquecido, diminuindo o ritmo de avanço dos preços.
Outro sinal observado pela indústria é a desaceleração dos núcleos de inflação — indicadores, que excluem itens mais voláteis, como alimentos e combustíveis. Em junho, a média desses índices ficou em 4,44%, apontando uma trajetória de convergência para a meta de inflação de 3%, apesar das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos.
Felipe Queiroz ressalta que o processo inflacionário que acontece hoje no Brasil não decorre de uma demanda excessivamente aquecida.
“A maior parte da inflação que temos é decorrente de efeitos exógenos da economia, como quebra de safra e uma guerra em âmbito internacional. Nesse cenário, a pressão inflacionária não é resolvida com a política monetária que o Banco Central tem adotado. Ou seja, temos uma política monetária que é excessivamente conservadora, mas inócua às causas reais da inflação no país”, afirma.
A CNI também destaca que a política monetária permanece restritiva há 55 meses. Segundo a entidade, a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa considerada ideal, calculada em 10,4% com base na Regra de Taylor. Este parâmetro permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia.
Já a taxa real de juros, próxima de 10%, permanece muito acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central, em torno de 5%. Para a CNI, esse diferencial indica que há margem para cortes mais expressivos da Selic sem comprometer o combate à inflação.
Uma consulta realizada pela CNI aponta que os juros elevados devem continuar pressionando a situação financeira da indústria nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) acredita que precisarão aumentar a busca por crédito para financiar contas a pagar, enquanto 47% projetam maior pressão sobre as contas a receber e 42% esperam aumento da necessidade de capital para manter os estoques.
Entre as empresas que deverão ampliar a demanda por capital, mais de 55% esperam crédito mais caro, e cerca de 39% projetam aumento do endividamento bancário. Como consequência, 58% estimam redução das margens de lucro, comprometendo a rentabilidade e os investimentos.
Para minimizar os impactos, 51% pretendem manter os preços para preservar a competitividade frente aos produtos importados, enquanto 37% afirmam que deverão repassar parte dos custos aos consumidores, o que pode alimentar novas pressões inflacionárias.
Segundo o gerente de Política Econômica da CNI, Kleber de Castro, embora os juros tenham começado a cair, a política monetária ainda é bastante restritiva, o que ajuda a explicar a percepção dos empresários.
“A percepção empresarial de custos financeiros elevados e viés de alta nos juros das operações de crédito é consistente com o ciclo de política monetária em curso: o ritmo de flexibilização é gradual, a taxa de juros real ex-ante segue próxima a dois dígitos e a transmissão da política monetária ao custo do crédito produtivo opera com defasagens que limitam qualquer alívio dentro do horizonte de três meses coberto pela consulta”, aponta.
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Baixar áudioA Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão o lançamento nacional da plataforma Gasto Brasil no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira (11), às 15h30. Com dados online, o painel apresenta as despesas dos governos federal, estaduais e municipais.
O objetivo da ferramenta, criada em 2025 pela CACB e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é ampliar a transparência das contas públicas e facilitar o acompanhamento dos gastos dos três níveis de governo.
Na plataforma, é possível consultar dados sobre despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, incluindo obras, aquisição de imóveis e outros gastos públicos.
Os dados podem ser acessados gratuitamente e de forma online por qualquer cidadão por meio do site do Gasto Brasil.
Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a transparência é um dos principais instrumentos para aprimorar a gestão pública e fortalecer a participação da sociedade. “Não basta arrecadar mais. É preciso gastar melhor, com eficiência, responsabilidade e transparência”.
O Gasto Brasil organiza dados oficiais sobre a execução das despesas públicas em linguagem acessível, sem estabelecer juízo de valor sobre programas, políticas públicas ou escolhas orçamentárias. A plataforma permite consultar recortes por esfera de governo e por grupo de despesa.
A ferramenta também reúne informações sobre investimentos e despesas com pessoal, oferecendo uma visão detalhada da execução orçamentária.
Segundo o coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, Cláudio Queiroz, o objetivo é reunir dados oficiais em um único ambiente, facilitando a tomada de decisões baseada em evidências.
“É uma ferramenta que vem para unificar informações. Ela vem da base oficial, onde nós pegamos informações específicas e deixamos um pouco mais ‘clean’ para que qualquer cidadão consiga navegar no nosso Gasto Brasil e visualizar como está o governo federal, os estados, o município em que ele reside.”
O lançamento do Painel Gasto Brasil contará com a presença dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também será inaugurada uma exposição sobre a plataforma, que ficará aberta ao público até 13 de agosto, no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados.
Durante o evento, serão apresentadas novas funcionalidades da plataforma, incluindo recortes econômicos, detalhamento dos gastos por habitante e um índice de qualidade da informação, ampliando o nível de transparência dos dados públicos.
Segundo a plataforma, a despesa pública primária brasileira já ultrapassa R$ 3,3 trilhões em 2026.
Saiba mais em www.gastobrasil.com.br.
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Baixar áudioA indústria brasileira continua investindo na renovação do parque fabril, mas a incorporação de tecnologias mais desenvolvidas ainda avança lentamente. É o que mostra a Sondagem Especial nº 105, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o levantamento, 74% das empresas industriais compraram máquinas e equipamentos novos em 2025. Embora o percentual seja ligeiramente inferior ao registrado em 2024 (77%), a preferência pela aquisição de bens de capital novos permanece predominante. Apenas 18% das empresas recorreram à compra de máquinas usadas no ano passado, contra 16% no ano anterior.
Apesar dos investimentos, a modernização tecnológica ainda ocorre de forma gradual. Entre as empresas que adquiriram máquinas e equipamentos em 2025, 72% tinham como principal objetivo ampliar a mecanização da produção. Apenas 9% investiram em robotização e 5% direcionaram recursos para automatizar a produção por meio de máquinas conectadas em rede, capazes de transmitir e processar dados de forma autônoma.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rafael Sales, afirma que os investimentos em equipamentos conectados à internet e com processamento em nuvem ainda são limitados.
“A maior parte dos investimentos continua sendo na mecanização da produção. Mas isso não quer dizer que essas empresas não estejam buscando ganhos de produtividade. Mesmo quando uma empresa está buscando uma máquina nova para mecanizar sua produção, ela pode estar tendo ganhos de produtividade [ao incorporar máquinas e equipamentos mais eficientes ao processo produtivo]”, explica.
A sondagem mostra que as incertezas do ambiente macroeconômico continuam sendo o principal fator que trava os investimentos da indústria. Entre as empresas que compraram máquinas e equipamentos novos, 61% apontaram as imprevisibilidades econômicas como o maior obstáculo para investir.
Na sequência aparecem:
Entre as empresas que adquiriram maquinário usado, o cenário é semelhante. As incertezas econômicas lideram a lista de obstáculos, citadas por 66% dos entrevistados. Em seguida aparecem:
“Estamos passando por muitas incertezas econômicas, não só no Brasil, mas no mundo. Com relação à mão de obra, outras pesquisas vêm apontando uma dificuldade dos empresários industriais em contratar e reter esses profissionais, o que, consequentemente, afeta o planejamento dos seus investimentos. E com relação aos entraves tributários, nós esperamos que, com a reforma tributária, isso diminua”, ressalta Sales.
O levantamento revela diferenças importantes entre empresas de diferentes portes. Em 2025, 78% das grandes indústrias investiram em máquinas e equipamentos novos, percentual superior ao observado entre as médias (72%) e pequenas empresas (66%).
As empresas de grande porte também estão mais avançadas na adoção de tecnologias da Indústria 4.0. Entre as que realizaram investimentos, 7% tinham como objetivo automatizar o processo produtivo. Nas médias indústrias, esse percentual foi de 4%; nas pequenas, apenas 2%.
Outra diferença aparece na origem do maquinário. As grandes empresas foram as únicas a adquirir mais equipamentos importados do que nacionais.
Origem das máquinas e equipamentos por porte da empresa:
Para Sales, os resultados mostram que as grandes empresas conseguem acessar e incorporar tecnologias mais avançadas com maior rapidez, enquanto as pequenas enfrentam mais dificuldades.
“Fica o debate importante para a formulação de políticas públicas de como fazer com que as pequenas empresas também consigam ter acesso e reduzir esse gap tecnológico que existe entre o Brasil e os países que estão na fronteira da tecnologia industrial”, aponta.
Segundo o economista, os resultados da sondagem podem orientar políticas industriais voltadas às diferentes necessidades das empresas. Para as pequenas, o desafio é ampliar o acesso ao crédito e às tecnologias mais avançadas. Já as grandes, que se encontram em estágio mais maduro de modernização, precisam de condições para ampliar sua competitividade internacional.
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Baixar áudioO Brasil passou a integrar o circuito internacional dos fóruns estratégicos de análise do agronegócio com a realização da primeira edição do Outlook Agro Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro reuniu representantes do governo, organismos internacionais, pesquisadores, especialistas e lideranças do setor para discutir projeções para a safra 2026/27, inteligência de mercado e os desafios que devem moldar o futuro da produção e do comércio agroalimentar.
Ao longo da programação, o público acompanhou debates sobre agronegócio, geopolítica, segurança alimentar, mudanças climáticas, inovação, sustentabilidade e abertura de mercados. O objetivo foi ampliar o acesso a informações estratégicas capazes de apoiar a tomada de decisão de produtores rurais, cooperativas, exportadores e demais agentes da cadeia agroalimentar.
Na abertura do evento, o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller, destacou a importância do agronegócio para as exportações brasileiras e para o desenvolvimento econômico do país.
"A agricultura tem tudo a ver com exportação. E exportação tem tudo a ver com o desenvolvimento econômico do Brasil. Sem exportações, o país não se desenvolve, não constrói uma política econômica estável e não fortalece sua economia. E, sem agricultura e sem agronegócio, não existem exportações brasileiras na dimensão que temos hoje. O nosso país é um parceiro confiável, estável, aberto ao diálogo, que negocia, firma acordos internacionais, reduz barreiras e fortalece suas relações comerciais", pontuou.
Na ocasião, Müller também enfatizou a forte relação entre o desempenho do comércio exterior e a conjuntura macroeconômica no Brasil.
“É muito natural a ApexBrasil estar participando desse evento, estar junto com o Ministério da Agricultura, porque política econômica no Brasil, com estabilidade, com taxa de juros tem a ver com exportação, e exportação tem a ver com agronegócio brasileiro”, afirmou.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, ressaltou que a expansão do comércio internacional depende da credibilidade conquistada pelo agronegócio brasileiro e da qualidade dos produtos nacionais.
"As aberturas de mercado são fruto da credibilidade dos nossos produtos e da qualidade do que produzimos. Tenho certeza de que vamos ampliar ainda mais. Estamos aqui hoje não apenas para celebrar as conquistas do presente, mas, sobretudo, para planejar e construir o futuro", afirmou.
Também participaram do encontro o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alex Giacomelli, que destacou o papel da diplomacia na abertura de mercados; o ministro da Pesca e Aquicultura, Rivetla Edipo Araújo, que apresentou avanços para o setor pesqueiro; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias, que reforçou a contribuição do agronegócio para o desenvolvimento econômico e a inserção internacional do Brasil.
Os debates destacaram que o crescimento da demanda global por alimentos exigirá mais planejamento, inovação e cooperação internacional. Especialistas também apontaram oportunidades para ampliar a presença brasileira em mercados estratégicos, especialmente na África e na Ásia, além da necessidade de fortalecer ferramentas de inteligência capazes de antecipar cenários relacionados à segurança alimentar, à segurança energética e às mudanças climáticas.
Para a coordenadora de Agronegócios da ApexBrasil, Paula Soares, um dos principais resultados do Outlook Agro Brasil foi reunir especialistas de diferentes países para compartilhar perspectivas que contribuam para o planejamento estratégico do agronegócio brasileiro e reforcem o papel do Brasil como parceiro confiável no fornecimento de alimentos e energia.
"Trouxemos especialistas dos Estados Unidos, da China, da Argentina e esse rico debate trouxe perspectivas de como o Brasil tem um papel central na questão da segurança alimentar e no tema de biocombustíveis. Somos solução para diversos segmentos, somos parceiros de diversos países e essa discussão aqui está pautando um pouco, tanto com o setor público quanto com o setor privado", enfatizou a coordenadora.
Especialistas nacionais e internacionais defenderam que a inteligência de mercado será cada vez mais decisiva para o planejamento do agronegócio brasileiro. Os painéis reuniram representantes do USDA, FAO, Universidade Agrícola da China, CME Group e ApexBrasil para discutir os impactos das tensões geopolíticas, das mudanças econômicas e da reorganização das cadeias globais de suprimentos sobre o comércio agroalimentar.
As apresentações destacaram que antecipar tendências e reduzir riscos será essencial para manter a competitividade do agronegócio diante da reorganização das cadeias globais de suprimentos. A expectativa é que informações mais qualificadas apoiem decisões de produtores, cooperativas, exportadores e investidores.
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