23/09/2021 09:15h

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,29% e o produto é negociado a R$ 10,51

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A cotação da arroba do boi gordo começou a quinta-feira (23) com queda de 0,43% e o produto é negociado a R$ 299,30 em São Paulo. Em Goiânia, o produto é vendido à vista a R$ 282,50. Já em Barretos e Araçatuba, em São Paulo, a arroba é comercializada a R$ 295,50. 

O preço do quilo do frango congelado teve variação negativa de 2,48% e o produto é vendido a R$ 8,25. Já o preço do frango resfriado teve diminuição de 1,64% e a mercadoria é comercializada a R$ 8,40.

No mercado financeiro, o preço da carcaça suína especial teve salto de 0,29% e o produto é negociado a R$ 10,51. Em Minas Gerais, o suíno vivo é vendido a R$ 7,49. No Paraná, o produto é comercializado à vista a R$ 6,85. Os valores são do Canal Rural e Cepea.


 

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22/09/2021 18:16h

O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) foi escolhido como centro para produção de vacinas na América Latina. Objetivo da iniciativa é ampliar acesso aos imunizantes na região

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) selecionou, nesta terça-feira (21), o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fiocruz para ser um dos centros de produção de vacinas na América Latina. A tecnologia utilizada no imunizante contra a Covid-19 será a de RNA mensageiro, cujo estudo já vem sendo desenvolvido e está na fase pré-clínica.

A Fiocruz informou que a vacina de mRNA é baseada na tecnologia de RNA auto-replicativo e expressa não somente a proteína Spike, chamada proteína “S”, mas também a proteína “N” do coronavírus, o que resulta em uma melhor resposta imunológica. “Essa tecnologia demanda menos necessidades produtivas, atingindo uma escala em termos de doses superior à de outras vacinas de mRNA. Isto permite que o seu custo seja inferior ao de outras vacinas semelhantes, possibilitando a ampliação ao seu acesso”, informou a Fundação por nota.

O diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma, afirma que essa é mais uma importante conquista para o Instituto. “Essa é uma vacina que está sendo desenvolvida internamente e contará com apoio de especialistas, indicados pela a OMS e pela OPAS [Organização Pan-Americana de Saúde]. Assim, vamos poder continuar apoiando o acesso mais equitativo às vacinas no âmbito mundial”. Ele também enfatizou que ter o domínio sobre a plataforma de última tecnologia, como é a do RNA mensageiro, vai permitir elaborar imunizantes para outras doenças futuramente.

A OMS lançou chamada mundial em de abril de 2021 para ampliar a capacidade de produção e o acesso às vacinas contra a Covid-19 nas Américas. Além da Fiocruz, uma instituição de imunobiologia argentina também foi escolhida pelo comitê de especialistas da OPAS. Mais de 30 instituições científicas latino-americanas participaram da seleção.

Tecnologia para América Latina e Caribe

Finalizado os estudos e testes da vacina contra a Covid-19, ela passará pelo processo de análise da OMS, que determinará se está dentro dos padrões internacionais de qualidade, segurança e eficácia. Em seguida, o imunizante será oferecido aos estados-membros e territórios da América Latina e Caribe que fazem parte da OPAS. 

A Fiocruz esclareceu que o projeto da vacina contou com recursos do Ministério da Saúde e de emendas parlamentares. O Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos - Bio-Manguinhos já dispõe de aparato e instalações suficientes para a produção do imunizante, não sendo necessária a construção de uma nova fábrica. 

Covid no Brasil

O País registrou 876 mortes nas últimas 24h e 36.473 novos casos confirmados, segundo último boletim divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.295.538. 

Taxa de Letalidade por Estado

  • Rio de Janeiro - 5,12%
  • São Paulo - 3,41%
  • Amazonas - 3,22%
  • Pernambuco - 3,18%
  • Maranhão - 2,86%
  • Pará - 2,82%
  • Goiás - 2,74%
  • Ceará - 2,61%
  • Alagoas - 2,60%
  • Paraná - 2,58%
  • Minas Gerais - 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,56%
  • Mato Grosso - 2,55%
  • Rondônia - 2,46%
  • Rio Grande do Sul - 2,42%
  • Piauí - 2,19%
  • Bahia - 2,18%
  • Sergipe - 2,16%
  • Espírito Santo - 2,16%
  • Distrito Federal - 2,11%
  • Paraíba - 2,11%
  • Acre - 2,09%
  • Rio Grande do Norte -1,99%
  • Tocantins - 1,68%
  • Santa Catarina - 1,62%
  • Amapá - 1,61%
  • Roraima - 1,58%
  • Brasil -  2,78%
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21/09/2021 13:00h

O imunizante contra Covid-19, desenvolvido pelo SENAI Cimatec, inicia a fase de testes em humanos no próximo mês e terá financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia

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A Fase I dos testes clínicos da vacina brasileira, contra Covid-19, RNA MCTI CIMATEC HDT, desenvolvida no Senai Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (SENAI Cimatec), terá início no próximo mês de outubro. A autorização pela Anvisa saiu no final de agosto e os pesquisadores já estão no processo de pré-triagem para o recrutamento dos voluntários. “O indivíduo tem que ter idade entre 18 e 55 anos, não possuir doenças crônicas e, no caso de mulheres, não estar grávida. Serão selecionados 90 participantes que serão divididos em cortes de dose (grupo de menor dose, dose média e maior dose)”, explica a pesquisadora Bruna Machado. Veja abaixo o cronograma de estudos da Fase I:

Nesta primeira fase, o estudo clínico tem como objetivo principal investigar a segurança e a capacidade da vacina em gerar resposta imunológica em humanos. O acompanhamento de todos os voluntários acontecerá em visitas pré-agendas, será uma avaliação completa, com a realização de 10 visitas presenciais. A pesquisadora enfatiza que não existe a necessidade de hospitalização em nenhuma dessas visitas e os participantes também receberão ligações (chamadas) de segurança, para o acompanhamento caso algum evento adverso aconteça.

Este é o primeiro imunizante com a tecnologia de RNA a ter uma fase de estudos realizados no Brasil. “Em contato com o organismo, o replicon de RNA tem a capacidade de se autorreproduzir, gerando, então, o RNA mensageiro que ensina o corpo humano a produzir os anticorpos específicos e de interesse contra o SARCOV-2, ou seja, o novo coronavírus. Diante dessa plataforma tecnológica, o que a gente espera é que essa seja uma vacina de dose única, já que pequenas concentrações delas se mostraram capazes de promover uma resposta imune, robusta e duradoura”, explica a coordenadora da pesquisa, Bruna Machado.

A nova candidata à vacina faz parte de um plano de desenvolvimento global que está sendo realizado em três países: Brasil, nos Estados Unidos e Índia, em parceria do Senai Cimatec com a empresa norte-americana HDT Biocorpia e a Biofarmacêutica indiana, Gennova. Além disso, o projeto foi um dos selecionados para receber financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia, e até fevereiro de 2022 devem iniciar os estudos clínicos da Fase II.

Outras Vacinas Brasileiras

Outras três vacinas contra a Covid-19 foram qualificadas através de chamamento público, do Ministério da Ciência e Tecnologia, para receberem financiamento. Pesquisadores tiveram de 2 de julho até 9 de agosto para submeter os projetos que podem ter parceria internacional, mas obrigatoriamente devem ser desenvolvidos no Brasil.

O imunizante UFRJVAC, desenvolvido pela pesquisadora Leda Castilho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), deve iniciar testes em voluntários ainda em 2021. O pedido foi enviado à Anvisa no início de agosto e está em análise. “A vacina UFRJ está passando pelos últimos estágios de estudos em animais, que são os estudos que a gente chama de pré-clínicos. Se isso tudo der certo, ela deve entrar em ensaios clínicos, que são os ensaios em humanos, até o final deste ano”, conta a pesquisadora.

Leda Castilho explica que a tecnologia aplicada na UFRJVAC é utilizada também na vacina da gripe, da hepatite B e HPV, porque é facilmente aplicável a outras variantes do coronavírus e a outros vírus. “A vacina é baseada no uso de uma cópia da proteína que recobre a superfície do vírus, então, é uma proteína que a gente chama de proteína recombinante e tem outras vacinas, já há muitos anos, sendo usadas que também são baseadas nessa tecnologia. Mas para cada vírus a gente vai ter que entender e pesquisar qual é a melhor proteína viral que seria usada como componente ativo,” explica a professora.

O projeto coordenado pelo pesquisador Ricardo Tostes Gazinelli, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), foi outro contemplado pelo chamamento público. O estudo é desenvolvido pela Fiocruz Minas e pelo CTVacinas, que será transformado e expandido em um centro nacional de vacinas, com financiamento do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A vacina Spin-Tec UFMG também utiliza a plataforma vacinal de proteínas recombinantes e protocolou, em julho, o pedido para dar início aos testes clínicos em humanos. A fase I contará com 40 voluntários, a Fase II terá aproximadamente entre 150 e 300 voluntários, e serão realizados em indivíduos que estão vacinados com as duas doses da Coronavac. O objetivo é observar a resposta imunológica em relação à terceira dose de outro imunizante, informou a Universidade por nota.

A quarta e última proposição de vacina selecionada foi a Versmanume, da Farmacore, que iniciou as pesquisas em abril de 2020 e, dois meses depois, convidou a Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FRMP- USP) para coordenar os estudos pré-clínicos, que é supervisionado pelo pesquisador Célio Lopes.  Com o método de proteína recombinante, “a tecnologia ativa especificamente vias imunológicas críticas necessárias para respostas de células e anticorpos neutralizantes”, diz nota da empresa de biotecnologia.

Administrada em duas doses, com espaço de 21 dias entre elas, o imunizante ainda não recebeu autorização da Anvisa para iniciar a testagem em humanos, que terá 360 participantes ao todo. A primeira fase é destinada a pessoas com idade entre 18 e 55 anos, e a segunda, a voluntários com idade entre 55 e 75 anos. A depender dos resultados das fases iniciais, o estudo pode avançar para a fase 3, que contará com 10 mil entes. Segundo a Farmacore, os estudos, até então, não apresentaram efeitos tóxicos em animais.

Processo para a liberação de testes clínicos

Em decorrência da pandemia da Covid-19, a Anvisa criou o Comitê de Avaliação de Estudos Clínicos, com o objetivo de dar celeridade aos pedidos de análise de medicamentos e vacinas para prevenção do coronavírus. Para protocolar a solicitação, a empresa ou universidade primeiro envia e-mail à Agência com dados da pesquisa e documentação completa do Dossiê Específico de Ensaio Clínico (DEEC) e do Dossiê de Desenvolvimento Clínico de Medicamento (DDCM), que são os estudos preliminares.

Feito isso, o Comitê verifica a documentação e retorna, por e-mail, questionamentos em relação aos DDCM e DEEC. As respostas são enviadas pelo requerente e, assim que o Comitê sinalizar, é permitido submeter os dossiês formalmente para o sistema. Se estiverem de acordo com as normas da Anvisa, são aprovados.  O Comitê pode solicitar, em alguns casos, reunião com o solicitante do protocolo para esclarecer as questões pendentes em relação ao estudo e a documentação. Confira abaixo o status da solicitação de testes clínicos das quatro vacinas selecionadas para o chamamento público:

O Ministério da Ciência e Tecnologia informou que o valor total do financiamento é de R$ 150 milhões, mas não especificou quanto cada projeto receberá. A data em que a verba estará disponível também não foi divulgada.

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15/09/2021 21:00h

Conselho Nacional de Secretários de Saúde pede suspensão da vacina em adolescentes para priorizar reforço da imunização da população idosa

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O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) enviou, na segunda-feira (13), um ofício ao Ministério da Saúde em que pede prioridade para a vacinação da terceira dose em todo País, devido ao aumento no número de casos graves entre pessoas idosas já vacinadas. O Conass também pede a suspensão da imunização de adolescentes sem comorbidades.

O documento solicita que além de idosos acima de 70 anos, a população acima de 60 anos, em especial a que vive em instituições de longa permanência e imunossuprimidos, sejam incluídos com urgência no calendário de vacinação da dose reforço, reduzindo de 6 para 5 meses o intervalo em relação à última vacina aplicada, “visando dar prioridade à estratégia de mitigação da persistência de internações e óbitos em todo o País”.

Além disso, o Conselho pede ao Ministério da Saúde autorização imediata para que os estados utilizem o esquema de vacinação heterólogo para aplicação da segunda dose, sistema permitido pela pasta até então apenas para terceira dose. O motivo seria a indisponibilidade da vacina Astrazeneca em algumas unidades federativas, impossibilitando, assim, a vacinação homóloga. Confira aqui o documento na íntegra.

O ministério informou em nota que recomenda a intercambialidade de vacinas Covid-19 apenas para grávidas que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e devem completar o esquema vacinal, e também em casos excepcionais como “quando não for possível administrar a segunda dose com imunizante do mesmo fabricante, seja por contraindicações específicas ou por ausência do imunizante no País. Cabe esclarecer que não há falta de nenhum imunizante no Brasil atualmente.”

A pasta anunciou a necessidade da terceira dose em agosto, porém, informou que ainda não enviou para nenhum estado doses destinadas para este fim. Os locais que já deram início à imunização o fazem por conta própria, e isso influencia na falta de vacinas para aplicação da segunda dose. “Foi recomendado o início da vacinação da dose de reforço apenas quando 100% da população adulta, acima de 18 anos, estiver vacinada. Como ainda não foram enviados lotes para aplicação da terceira dose, a pasta não possui dados em relação a quais estados já deram início à imunização, mas acredito que, em breve, estaremos contabilizando”, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde por telefone. Em relação aos demais requerimentos feitos pelo Conass, a pasta disse que estão sob análise técnica.

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde divulgou nota nesta quarta-feira esclarecendo que o pedido de priorização à dose de reforço de todos idosos com 60 anos ou mais não exclui a vacinação da população com menos de 18 anos, mas que ela deve "priorizar neste momento aqueles com comorbidade, deficiência permanente e vulneráveis como os privados de liberdade e em situação de rua. Havendo quantitativo de doses suficientes para atender a estas prioridades, deve imediatamente ser iniciada a vacinação dos demais adolescentes”.

Terceira Dose Estados

O portal Brasil61.com apurou com as Secretarias Estaduais de Saúde a situação dos estados em relação à vacinação da 3ª dose. Confira:

As Secretarias de Saúde de Alagoas, Distrito Federal, Piauí e Rio Grande do Norte informaram por nota que ainda não deram início à vacinação da dose de reforço porque aguardam as doses enviadas pelo Governo Federal.

No Amazonas, a vacinação começou na capital nesta quarta-feira pela manhã, e os contemplados foram os idosos da Fundação de Apoio ao Idoso Doutor Thomas. A secretária Municipal de Saúde de Manaus, Shádia Fraxe, informou uma estimativa de quantas pessoas receberão a terceira dose. “Nós temos uma média de 300 idosos que vivem nessas casas de longa permanência e um público estimado, de 70 anos ou mais, de 68 mil idosos”. O estado possui 27,50% da população totalmente vacinada (com segunda dose e dose única, a depender do fabricante).

Vacinação no País

O Brasil possui 139.273.434 vacinados com a 1ª dose, que representam 65,29% da população. 75.579.345 é o número de pessoas totalmente imunizadas, 35,43% da população brasileira. O número de doses aplicadas ao todo é de 214.852.779.
Covid no Brasil

O País registrou 731 mortes nas últimas 24h e 13.406 novos casos confirmados, ao todo são 587.797 óbitos, segundo o último boletim epidemiológico divulgado pelo Ministério da Saúde. O número de recuperados é de 20.108.417.

Taxa de Letalidade por Estado 

  • Rio de Janeiro - 5,54%
  • São Paulo - 3,43%
  • Amazonas - 3,22%
  • Pernambuco - 3,19%
  • Maranhão - 2,87%
  • Pará - 2,82%
  • Goiás - 2,74%
  • Alagoas - 2,59%
  • Ceará - 2,58%
  • Paraná - 2,58%
  • Minas Gerais - 2,56%
  • Mato Grosso do Sul - 2,55%
  • Mato Grosso - 2,55%
  • Rondônia - 2,46%
  • Rio Grande do Sul - 2,43%
  • Piauí - 2,19%
  • Bahia - 2,17%
  • Sergipe - 2,16%
  • Espírito Santo - 2,16%
  • Distrito Federal - 2,12%
  • Paraíba - 2,12%
  • Acre - 2,07%
  • Rio Grande do Norte - 1,99%
  • Tocantins -1,68%
  • Santa Catarina - 1,63%
  • Amapá - 1,60%
  • Roraima - 1,55%
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11/09/2021 04:00h

Pesquisa da Coalizão COVID-19 Brasil, que integra estratégia da OMS para o enfrentamento à Long COVID, mostra que o número de mortalidade geral pós-alta, em 6 meses, chega a 7%

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Dados do Ministério da Saúde revelam que, até o momento, cerca de 20 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus já se recuperam da Covid-19. O problema é que boa parte desses pacientes ainda sofre com as sequelas da doença, mesmo no pós-alta, como explica o médico intensivista e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento, Regis Rosa.

“Os pacientes frequentemente apresentam fraqueza muscular, cansaço e, eventualmente, até dor crônica. Os pacientes que tiveram ventilação mecânica podem apresentar lesões na traqueia, redução da sua capacidade física, alteração de memória e também redução da velocidade de raciocínio”, destaca.

O especialista é o representante brasileiro no grupo de trabalho formado pela OMS para o enfrentamento da Long COVID e reabilitação dos pacientes. Um dos estudos elaborados pelo grupo é o Coalisão VII. Dados parciais da pesquisa apontam que o número de mortalidade geral pós-alta, em 6 meses, chega a 7%.

Quando se trata de pacientes que precisaram de ventilação mecânica, esse número é de 24%. A reospitalização geral, no mesmo período, é de 17%, enquanto a de pacientes que necessitaram de ventilação mecânica chega a 40%.

Regis Rosa afirma, ainda, que, tanto pacientes graves quanto de casos leves ou moderados estão sujeitos às sequelas duradouras. Esses problemas, segundo ele, causam prejuízos à saúde física, mental e até social das vítimas, como é o caso de quem não consegue retornar ao trabalho ou aos estudos.

“Eles precisam ser avaliados por um médico, por uma equipe interdisciplinar, para que se faça um diagnóstico e, a partir disso, se estabeleça um plano de reabilitação. Porque grande parte dessas sequelas, tanto em pacientes graves quanto não graves, são reversíveis. Quanto mais rápido o paciente tiver acesso a medidas de reabilitação, mais rápido ele vai recuperar a qualidade de vida”, considera.

O estudo é um dos nove desenvolvidos pela aliança formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

Entre as principais sequelas da Covid-19, algumas estão relacionadas à parte psicológica das vítimas. É comum que pacientes que passaram por todos os transtornos provocados pela doença sofram, por exemplo, com ansiedade ou depressão. Os dados parciais da coalizão mostram que casos de ansiedade, seis meses após alta médica, atingem 22% dos pacientes. Já o estresse pós-traumático acomete 11%.

Covid-19 afeta sistema renal das vítimas

Câncer: entenda o diagnóstico

Camila de Oliveira, 31 anos, foi diagnosticada com Covid-19 em outubro de 2020. Ela mora na França e, por lá, nessa mesma época, a pandemia estava no auge da segunda onda e o governo local decretava lockdown. O distanciamento social levou a estudante a ter problemas psicológicos.

“A gente fica angustiada, porque surge um cansaço. Eu não saí da cama e fiquei com medo de não conseguir mais respirar, de ninguém poder me socorrer. Com isso, a gente fica apreensivo, se perguntando se vai ficar em estado grave, se vai parar de respirar durante a noite e não ter ninguém para ajudar”, relata.

Segundo o médico Fabrício da Silva, especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, os problemas psicológicos relacionados à pandemia não são exclusividade de pessoas que foram infectadas pelo coronavírus.

“Isso não é exclusivo ao paciente que foi acometido pela Covid-19, mas aos familiares que acompanharam de perto internações ou que eventualmente perderam um ente querido. Já temos um tema do transtorno do estresse pós-traumático. O paciente que tem uma internação prolongada em UTI tem depois dificuldade com o sono, transtorno de ansiedade, e que necessitam de um apoio profissional de psicólogo ou de psiquiatras”, pontua.

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Economia
09/09/2021 21:20h

Ao todo, 13 municípios não vão receber o primeiro decêndio do FPM referente ao mês de setembro. Saiba porque o repasse foi bloqueado

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Municípios recebem nesta sexta-feira (10) a primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) do mês de setembro. O valor do repasse será de R$ 3.714.893.593,84, já considerando a retenção de 20% para o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A quantia é parte da arrecadação dos Impostos de Renda (IR)  e Imposto Sobre Produtos Industrializados  (IPI) entre o dia 20 e o dia 30 do mês de agosto.

Segundo a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em relação ao valor bruto do montante R$ 4.643.616.992,30, houve aumento de 104,58% em relação ao ano anterior. Porém, quando se aplica a inflação do mesmo período de 2020, o crescimento do primeiro decêndio de setembro cai para 89,35%.

Confira o valor do FPM que seu município receberá:

Ao considerar os repasses de todos os meses até agora, também  houve aumento em relação ao ano passado. O total enviado aos municípios em 2021 cresceu 36,25%, sem considerar os efeitos da inflação. O economista e especialista em orçamento público, Cesar Lima, explica que a alta no valor do repasse é reflexo da elevação do recolhimento de impostos. “Observamos nos últimos meses um aumento constante de arrecadação por parte da União, o que reflete diretamente na parcela recebida pelos municípios em relação ao FPM.”

Porém, ele alerta que o aumento de volume financeiro pode não significar um aumento real de receita. “Temos visto o efeito da inflação. O preço dos dos alimentos, gasolina, tudo isso implica também numa maior arrecadação. Só que não é um aumento real para os municípios, porque eles também são consumidores e vão sentir os efeitos do aumento dos preços, por exemplo, ao comprar alimentos para  projetos sociais, como o  PNAE, o Programa Nacional de Alimentação Escolar. Então, apesar do aumento do volume,  não é um aumento de recursos que possam estimular o município a abrir novas frentes de trabalhos e aumentar a oferta de serviços à população.”

Municípios Bloqueados

Ao todo, 13 municípios não vão receber o primeiro decêndio do FPM referente ao mês de setembro. O bloqueio acontece quando existem débitos junto à União. “Os mais comuns são os débitos previdenciários ou o não pagamento de empréstimos contraídos junto a instituições bancárias, sejam nacionais ou mesmo estrangeiros. Então, se o município não pagou a parcela referente ao empréstimo, como a União é a garantidora, ela pagou a instituição bancária e reteve os valores do FPM”, afirma Cesar Lima.

Para efetuar o desbloqueio, o município precisa primeiramente identificar o órgão que determinou o entrave e, em seguida, quitar as pendências para que o recurso seja liberado.

A cidade de Petrópolis, no Rio de Janeiro, consta na lista dos municípios que tiveram a verba retida, porém informou por nota que a situação já foi regularizada e a parcela do FPM será liberada ao município em até 48 horas, não acarretando, portanto, nenhum problema orçamentário.

Sete Lagoas, em Minas Gerais, também está na lista dos que tiveram o recurso bloqueado. A prefeitura informou que a cidade não recebe verba do FPM desde 2015, “quando foi dado como garantia pela renegociação de uma dívida do Município com o INSS.”

Os outros municípios com recursos negados foram Pintadas (BA), Sátiro Dias (BA), Cezarina (GO), Manhuaçu (MG), Ribeirão das Neves (MG), Altamira (PA), Araucária (PR), São João de Meriti (RJ), Carmópolis (SE), Maruim (SE) e Salgado (SE).

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09/09/2021 03:00h

Segundo especialista, trata-se de um problema que pode exigir mais da rede de atendimento de hemodiálise

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Conhecida por afetar, principalmente, o sistema respiratório das vítimas, a Covid-19 é uma doença que também pode comprometer o funcionamento dos mais variados órgãos humanos, inclusive dos rins. A organização das Nações Unidas (ONU) apresentou informes acerca da proliferação da variante Delta pelo mundo e fez alertas para o peso das sequelas no sistema renal das vítimas.

O médico nefrologista Milton Kalil, do Hospital Moinhos de Vento, explica que as alterações no funcionamento dos rins não estão relacionadas de forma exclusiva às consequências provocadas pela variante Delta. Ou seja, qualquer dos tipos de coronavírus pode causar esse problema. Ainda segundo o especialista, trata-se de um problema que pode exigir mais da rede de atendimento de hemodiálise.

“Principalmente aqueles pacientes mais graves, que precisam de internação, de UTI, e têm uma demanda muito grande metabólica, ou seja, sob muita medicação, muito soro, muito antibiótico. Isso acaba gerando uma demanda na qual o rim fica incapaz de conseguir concertar essa demanda exigida. Muitos desses pacientes da UTI acabam precisando fazer hemodiálise”, afirma.

A preocupação voltada para a variante Delta, neste caso, está relacionada à propagação mais rápida do vírus. Sendo assim, quanto mais pessoas forem infectadas com este tipo, maior poderá ser o número de pessoas com problemas renais e, possivelmente, de tratamentos de hemodiálise.

Maria das Graças da Silva, 54, mora no Distrito Federal e trabalha como auxiliar odontológica. Ela conta que foi diagnosticada com Covid-19 em março de 2021, e que, incialmente, não sofreu tanto com os sintomas, mas depois de alguns dias começaram a surgir calafrios e febre. Ela chegou a ser entubada.

O quadro de Maria não exigiu que fosse feito procedimentos de hemodiálise, no entanto, os exames provaram que houve alteração no sistema renal. “Só vim descobrir no Hospital de Taguatinga. Depois que eu melhorei, saí do oxigênio, comecei a fazer os exames para ver, foi quando detectaram. Eu tomei três bolsas de sangue”, relata.

Para Fabricio da Silva, médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, a correlação direta sobre sequelas renais e, necessariamente, o tratamento de hemodiálise, ainda não pode ser estabelecido, uma vez que o grau de comprometimento é variável.

“Qualquer forma mais grave da Covid-19 pode causar esse tipo de alteração da função renal. Na maioria dos casos não é um grau de comprometimento significativo, que evolui para necessidade de terapia dialítica” considera o médico.  

Covid-19: pandemia altera rotina clínica de 60% dos diabéticos

Covid-19: Boa Vista do Gurupi (MA) tem a maior taxa de letalidade do estado e a terceira maior do País

Uma pesquisa feita pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revela que, entre os pacientes internados com Covid-19, 71,2% deles apresentavam lesão renal aguda (LRA). Fatores como histórico de hipertensão, por exemplo, estão associados a essa condição nos rins.

Covid-19 como fator e agravo do sistema renal

O nefrologista Milton Kalil lembra que a Covid-19 pode provocar prejuízos aos rins de pacientes assintomáticos e com quadros leves a moderados. O médico pontua, ainda, que boa parte dos pacientes recupera a função renal e não precisa passar por hemodiálise. No entanto, o funcionamento dos órgãos não terá a mesma eficiência, pelo menos por um tempo.

“Não recuperam totalmente a função. Ficam com um pouquinho de escape de proteína na urina, às vezes um pouquinho de sangue, indicando que ficou uma sequela no aparelho urinário, assim como fica no sistema cerebral” destaca o especialista.

As pessoas que convivem com doença renal crônica pertencem aos grupos vulneráveis para a Covid-19. Esses pacientes precisam ter um cuidado maior com o vírus.  Neste caso, quanto pior for o quadro de doença renal crônica apresentado anteriormente, mais grave pode ser a infecção por Covid-19.

“Um estudo mostrou que um terço dos pacientes com doença renal crônica que já faziam hemodiálise e que necessitaram internação por Covid-19 morreram. A maioria destes pacientes apresentavam outras doenças crônicas como diabetes e hipertensão associada a doença renal”, alerta Kalil.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia, os rins são responsáveis pelo equilíbrio da química interna dos corpos e atuam na eliminação de toxinas do sangue por um sistema de filtração. Os órgãos também servem para regular a formação de sangue e dos ossos, a pressão sanguínea e controlar o balanço químico e de líquidos do corpo.

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08/09/2021 03:00h

A produção nacional registrou variação nula entre maio e junho. Já frente a junho de 2020, a produção industrial subiu 12%

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A produção industrial no Brasil apresentou queda em dez dos 15 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados se referem a junho de 2021 – quando o balanço passou pela última atualização – e são comparados ao mês imediatamente anterior. No entanto, quando a relação é feita com o sexto mês de 2020, o indicador registra saldo positivo. 

Um dos destaques é o estado do Espírito Santo. Neste recorte, a Unidade da Federação teve aumento de 34,3%. Os números também repercutiram no Congresso Nacional. Segundo o deputado federal Neucimar Fraga (PSD-ES), o quadro se deve ao bom desempenho do estado no comércio exterior.

“Com a subida do dólar, as exportações aumentaram, assim como o valor das mercadorias. Com isso, o setor industrial, o qual boa parte trabalha para exportação, acabou faturando mais, e esse crescimento se deve a isso. E, consequentemente, também houve aumento de produção”, considera.

Cenário nacional

De acordo com pesquisa do IBGE, a produção nacional teve variação nula na passagem entre maio e junho. Quando comparada com junho de 2020, a produção industrial subiu 12%.

Indicadores da pequena indústria apresentam resultados positivos no segundo trimestre

5G trará benefícios para a educação e o agronegócio

Para o resultado deste último recorte, o conselheiro do Conselho Federal de Economia, Carlos Eduardo de Oliveira Júnior, entende que houve uma participação do avanço da vacinação contra Covid-19. Já para justificar a estagnação na comparação anterior, ele elenca variados fatores.

“Isso pode ser detectado por alguns problemas conjunturais. Um deles é a elevação dos custos, com a elevação dos produtos importados, e também com a elevação do dólar. Isso faz com que a produção se reduza. Agora, temos uma grande incógnita, porque a elevação no preço da energia elétrica também vai fazer com que a produção não cresça, porque a energia elétrica está muito cara”, afirma.  

O balanço do IBGE revela, ainda, que, no indicador acumulado para o período entre janeiro e junho deste ano, frente a igual período de 2020, a expansão verificada na produção nacional alcançou doze dos quinze locais pesquisados, com destaque para Ceará (26,8%), Amazonas (26,6%) e Santa Catarina (26,1%).
 

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Política
07/09/2021 17:26h

Maiores manifestações foram em Brasília e São Paulo. Após discursar na capital federal, pela manhã, Bolsonaro seguiu para São Paulo e falou para uma multidão na Avenida Paulista

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Manifestantes de todo o país foram às ruas, neste feriado de 7 de setembro, para apoiar o presidente Jair Bolsonaro, 24 capitais registraram atos durante o dia. Após discursar em Brasília para milhares de pessoas, na manhã desta terça-feira, Bolsonaro seguiu para São Paulo e falou para uma multidão, na Avenida Paulista. Em cima de um carro de som, localizado em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP), por volta das 15h40, o presidente criticou as medidas adotadas por prefeitos e governadores durante a pandemia, “proibiram vocês de trabalhar e de irem aos seus templos”. 

Bolsonaro também falou sobre o voto impresso auditável e citou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. “Não vai ser alguém do Tribunal que vai dizer que tal processo é seguro. Queremos eleições limpas, auditáveis e com contagem pública. Não vamos permitir que pessoas como Alexandre de Moraes continuem a açoitar a nossa democracia e desrespeitar a nossa Constituição”. O presidente encerrou afirmando que não será preso, “minha vida pertence à Deus!”.

Os ministros Onyx Lorenzoni, Fábio Faria, Tarcísio Gomes de Freitas, Bento Albuquerque, Milton Ribeiro, Joaquim Leite, Augusto Heleno, Gilson Machado, Bruno Bianco, Carlos França e Luiz Eduardo Ramos acompanharam o pronunciamento do chefe do executivo em São Paulo.

Oficialmente, o ato havia sido marcado para às 14h, mas apoiadores  de caravanas vindas de outras regiões de São Paulo, Santa Catarina e  Paraná, lotaram a Avenida desde as primeiras horas da manhã. Todos os acessos à rua foram fechados e o policiamento foi reforçado. Protestos contrários ao governo ocorreram no centro da capital paulista, no Anhangabaú.

No Rio de Janeiro, os protestos ocorreram na Avenida Atlântica em Copacabana, as áreas de maior movimento foram entre os postos 4 e 5. Oito caminhões de som alternavam entre o hino nacional e discurso de apoiadores, motociclistas, evangélicos, militares entre outros. O protesto teve início às 11h30 e todas as ruas perpendiculares à Avenida foram fechadas.

A capital mineira, Belo Horizonte, recebeu uma motociata que saiu do Estádio Mineirão até a Praça da Liberdade. Em Goiânia o protesto também não foi feito a pé. Por volta das 9h, motociata e carreata em apoio ao presidente saíram do Autódromo Internacional e percorreram trajeto de 20km dentro da cidade. O efetivo de policiais e agentes de trânsito foi reforçado.

Em Santa Catarina, cinco cidades tiveram rodovias bloqueadas por caminhões, tratores e carros com apoiadores do presidente. Na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, houve buzinaço e bloqueio da Avenida Assis Brasil. Em Curitiba, manifestantes foram às ruas de verde amarelo para protestar contra o STF.

Na região nordeste, todas as capitais: São Luís, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e Salvador, tiveram atos em apoio ao governo. No norte do país, apenas os estados do Acre e Amazonas não registram protestos.
 

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07/09/2021 13:10h

Ato reuniu brasilienses e caravanas de 14 grupos favoráveis ao governo. PMDF não divulgou estimativa de público

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Na manhã desta terça-feira, 7 de setembro, milhares de manifestantes se reuniram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, para celebrar o Dia da Independência e apoiar o presidente Jair Bolsonaro. Os apoiadores, que são representantes de grupos como evangélicos, caminhoneiros, agricultores e motoqueiros, chegaram na véspera do feriado e se alojaram em acampamentos na região central da capital.

Por volta das 10h da manhã, o presidente Jair Bolsonaro falou para uma multidão na capital federal, em cima de um carro de som, ele pediu soberania para governar sem a interferência do Supremo Tribunal Federal.

“Não mais aceitaremos que qualquer autoridade usando a força do poder passe por cima da nossa Constituição. Nós também não podemos continuar aceitando que uma pessoa específica da região dos Três Poderes continue paralisando a nossa população”, afirmou o presidente..

Mais cedo, Bolsonaro sobrevoou a Esplanada e depois acenou para apoiadores em cima de uma caminhonete.

O ato estava marcado para ter início às 8h da manhã, mas o caminhoneiro Vitor Souza, chegou mais cedo para protestar. “Estou representando a classe caminhoneira para tirar esse STF corrupto. A gente tá aqui, 7h da manhã a gente já estava aqui. Quem manda é o povo,” disse o manifestante que veio de Porto Xavier, no Rio Grande do Sul.

O caminhoneiro brasiliense, André Cirillo, disse que a manifestação de hoje é de grande importância para o Brasil inteiro, segundo ele, o presidente precisa de mais autonomia em relação ao Supremo. “Está sendo muito especial para a gente e para a democracia. Porque quem tem que governar é o presidente. Pra mim isso é uma manifestação pacífica, uma manifestação do povo!”.

A manifestação contou com dois trios elétricos, onde as principais demandas do movimento foram expostas. A principal bandeira defendida é a independência do poder Executivo, mas voto impresso, oposição ao Congresso Nacional e a CPI da Covid também entraram em pauta.

Paralelamente, na Torre de TV, aconteceu o ato contra o Governo Federal. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que a segurança foi reforçada,  policiais que estavam de folga foram convocados e “todo o efetivo disponível está empenhado na Esplanada. Férias são afastamento legal e não serão interrompidas”, informou por nota. Até o fechamento desta matéria, apenas uma ocorrência por furto havia sido registrada.

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Brasil 61