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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

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11/09/2021 04:00h

Pesquisa da Coalizão COVID-19 Brasil, que integra estratégia da OMS para o enfrentamento à Long COVID, mostra que o número de mortalidade geral pós-alta, em 6 meses, chega a 7%

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Dados do Ministério da Saúde revelam que, até o momento, cerca de 20 milhões de pessoas infectadas com o coronavírus já se recuperam da Covid-19. O problema é que boa parte desses pacientes ainda sofre com as sequelas da doença, mesmo no pós-alta, como explica o médico intensivista e pesquisador do Hospital Moinhos de Vento, Regis Rosa.

“Os pacientes frequentemente apresentam fraqueza muscular, cansaço e, eventualmente, até dor crônica. Os pacientes que tiveram ventilação mecânica podem apresentar lesões na traqueia, redução da sua capacidade física, alteração de memória e também redução da velocidade de raciocínio”, destaca.

O especialista é o representante brasileiro no grupo de trabalho formado pela OMS para o enfrentamento da Long COVID e reabilitação dos pacientes. Um dos estudos elaborados pelo grupo é o Coalisão VII. Dados parciais da pesquisa apontam que o número de mortalidade geral pós-alta, em 6 meses, chega a 7%.

Quando se trata de pacientes que precisaram de ventilação mecânica, esse número é de 24%. A reospitalização geral, no mesmo período, é de 17%, enquanto a de pacientes que necessitaram de ventilação mecânica chega a 40%.

Regis Rosa afirma, ainda, que, tanto pacientes graves quanto de casos leves ou moderados estão sujeitos às sequelas duradouras. Esses problemas, segundo ele, causam prejuízos à saúde física, mental e até social das vítimas, como é o caso de quem não consegue retornar ao trabalho ou aos estudos.

“Eles precisam ser avaliados por um médico, por uma equipe interdisciplinar, para que se faça um diagnóstico e, a partir disso, se estabeleça um plano de reabilitação. Porque grande parte dessas sequelas, tanto em pacientes graves quanto não graves, são reversíveis. Quanto mais rápido o paciente tiver acesso a medidas de reabilitação, mais rápido ele vai recuperar a qualidade de vida”, considera.

O estudo é um dos nove desenvolvidos pela aliança formada por Hospital Israelita Albert Einstein, HCor, Hospital Sírio-Libanês, Hospital Moinhos de Vento, Hospital Alemão Oswaldo Cruz, BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo, o Brazilian Clinical Research Institute (BCRI) e Rede Brasileira de Pesquisa em Terapia Intensiva (BRICNet).

Entre as principais sequelas da Covid-19, algumas estão relacionadas à parte psicológica das vítimas. É comum que pacientes que passaram por todos os transtornos provocados pela doença sofram, por exemplo, com ansiedade ou depressão. Os dados parciais da coalizão mostram que casos de ansiedade, seis meses após alta médica, atingem 22% dos pacientes. Já o estresse pós-traumático acomete 11%.

Covid-19 afeta sistema renal das vítimas

Câncer: entenda o diagnóstico

Camila de Oliveira, 31 anos, foi diagnosticada com Covid-19 em outubro de 2020. Ela mora na França e, por lá, nessa mesma época, a pandemia estava no auge da segunda onda e o governo local decretava lockdown. O distanciamento social levou a estudante a ter problemas psicológicos.

“A gente fica angustiada, porque surge um cansaço. Eu não saí da cama e fiquei com medo de não conseguir mais respirar, de ninguém poder me socorrer. Com isso, a gente fica apreensivo, se perguntando se vai ficar em estado grave, se vai parar de respirar durante a noite e não ter ninguém para ajudar”, relata.

Segundo o médico Fabrício da Silva, especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, os problemas psicológicos relacionados à pandemia não são exclusividade de pessoas que foram infectadas pelo coronavírus.

“Isso não é exclusivo ao paciente que foi acometido pela Covid-19, mas aos familiares que acompanharam de perto internações ou que eventualmente perderam um ente querido. Já temos um tema do transtorno do estresse pós-traumático. O paciente que tem uma internação prolongada em UTI tem depois dificuldade com o sono, transtorno de ansiedade, e que necessitam de um apoio profissional de psicólogo ou de psiquiatras”, pontua.

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01/09/2021 14:00h

O estado prevê iniciar a imunização contra a Covid-19 no início do mês de setembro

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Após o Ministério da Saúde confirmar, na última quarta-feira (25), a necessidade da terceira dose da vacina contra a Covid-19, estados já se mobilizam para iniciar a imunização. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou, por nota, que a vacinação começará em setembro para idosos acima de 90 anos, para idosos que vivem em asilos, e também para imunossuprimidos, ou seja, pessoas que possuem sistema imunológico com baixa atividade. O esquema de vacinação será heterólogo, o que significa que a vacina usada não será a mesma das doses anteriores, como foi recomendado pelo Ministério da Saúde.

O carioca Miguel Felice, de 94 anos, recebeu com alegria a notícia da dose de reforço. “Que venha depressa! Isso [a vacina] me traz alegria, fico feliz em saber que vou tomar outra vacina, para mim foi uma tranquilidade. Estou até emocionado, obrigado pela terceira dose.”

A cidade do Rio de Janeiro já divulgou o cronograma de vacinação que inicia no dia 1º de setembro, paralelamente à vacinação de adolescentes. Do dia 1º ao dia 10, idosos que vivem em instituições de longa permanência receberão a terceira dose, a partir do dia 13 de setembro a vacinação segue até outubro, confira abaixo os calendários:

O município de Resende saiu na frente e deu início a imunização ainda no dia 30 de agosto. Os idosos residentes do Asilo Nicolino Gulhot receberam a dose de reforço nesta segunda-feira. A Secretaria Municipal informou que a dose utilizada foi a Pfizer e aguarda a chegada novas remessas de vacinas para divulgar informações sobre os próximos grupos que serão contemplados com a terceira dose.

Terceira dose em outros estados

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a vacinação de reforço está prevista para o início do mês de setembro, mas enfatiza que o cronograma só será divulgado posteriormente porque depende da disponibilidade de doses enviadas pelo Governo Federal. “De acordo com a NOTA TÉCNICA Nº 27/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, a administração de dose de reforço de vacinas contra a Covid-19 contemplará os idosos que deverão ser imunizados 6 meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), independente do imunizante aplicado”, afirmou a pasta.

O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a vacinação seguirá o esquema heterólogo da seguinte forma, "quem tomou Coronavac seu reforço vai ser ou com Astrazeneca ou com Janssen ou com Pfizer. Quem tomou Astrazeneca o reforço poderá ser dado ou por Coronavac ou com Pfizer."

Posso tomar doses diferentes da vacina para Covid-19?

Covid-19: saiba como é feita a logística de distribuição de vacinas no País

O Rio Grande do Sul deve iniciar a nova etapa de vacinação ainda na primeira quinzena de setembro, no dia 15. O estado estima que 1 milhão de idosos acima de 70 anos, e pessoas com alto grau de imunossupressão, receberão a dose de reforço. “Estão incluídos na nova vacinação: pacientes com imunodeficiência primária grave, em quimioterapia para câncer, transplantados com uso de drogas imunossupressoras, portadores de HIV com uma contagem de células CD4 abaixo de 200 por milímetro cúbico, usuários do corticóide prednisona ou equivalente em doses acima de 20m por dia por mais de duas semanas, usuários de drogas modificadoras da resposta imune, pacientes em hemodiálise, pacientes com doenças reumatológicas, auto inflamatórias e intestinais inflamatórias graves". Detalhou a Secretaria de Saúde por nota.

Na Paraíba ainda não foi definido o início da vacinação, apenas o público-alvo, ou seja, idosos maiores de 70 anos. “A Paraíba segue rigorosamente as orientações do Programa Nacional de Imunização (PNI), por isso ainda aguardamos informações detalhadas a respeito da aplicação da dose de reforço”. Informou a Secretaria de Saúde da Paraíba.

Porque doses de vacinas diferentes?

O infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, esclarece que o intercâmbio de vacinas heterólogas é seguro e pode ser ainda mais eficaz, de acordo com estudos. “Esquemas alternativos podem se traduzir por respostas imunes mais robustas, em função de um estímulo no sistema imunológico por mais uma via diferente através dessas vacinas de plataformas diferentes”.

Em relação às reações que a vacina pode provocar, o infectologista disse que são semelhantes aos que se sente quando a imunização é feita por doses iguais e garante “não há porque temer efeitos colaterais mais importantes”.

Ele também afirma que estudos com a vacina da Pfizer e Astrazeneca não demonstraram respostas inferiores em relação aos esquemas de vacinação homólogos. “Temos a necessidade de revacinação de boa parte da população, mais imunossuprimida ou idosa, e essas vacinas de plataforma de RNA mensageiro, como a Pfizer, se mostraram mais imunogênicas, ou seja, com uma resposta imune melhor, então ela tem sido a opção para esse grupo que vai receber a dose de reforço."

Em nota publicada na última quarta-feira (25), o Ministério da Saúde afirmou que a dose reforço vale para “quem tomou qualquer vacina contra a Covid-19 no Brasil e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. Na falta desse imunizante, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou Astrazeneca”. O ministério também definiu que a dose de reforço para idosos acima de 70 anos precisa ter um intervalo de 6 meses desde a última dose (segunda dose ou dose única em casa da vacina Janssen). Para imunossuprimidos o intervalo deve ser de pelo menos 28 dias.

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03/08/2021 12:30h

Coronavac, do Instituto Butantan e Sinovac, é a segunda mais presente nos postos de vacinação. Saiba quais e quantas vacinas foram distribuídas aos estados

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A vacina AstraZeneca/Oxford, produzida pela Fiocruz, foi o imunizante mais distribuído entre a população brasileira, com mais de 81,5 milhões de doses enviadas aos estados, até o fim de julho. 

Em todo Brasil, a Coronavac, do Instituto Butantan e Sinovac, teve 60,4 milhões de doses distribuídas, a Pfizer/BioNTech enviou 17,8 milhões aos estados e a Janssen, 4,7 milhões. Os dados são do Ministério da Saúde e foram reunidos pelo portal Brasil61.com.

São Paulo é o estado com maior número de pessoas protegidas pelo imunizante fabricado na Fiocruz, onde mais de 12,6 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford foram usadas na primeira aplicação – D1 – contra Covid-19, até o dia 29. A vacinação da D1 em Minas Gerais usou 5 milhões de doses da fabricante, Rio de Janeiro, 4,1 milhões e Rio Grande do Sul, 3,4 milhões. 

Quantidade de vacinas por marcas enviadas aos estados

A Coronavac teve 8,3 milhões de doses usadas para a D1 em São Paulo, 2,5 milhões em Minas Gerais e 2,3 no Rio de Janeiro. Os imunizantes da Pfizer/BioNTech estiveram presentes na D1 de São Paulo com 3,7 milhões de doses, 1,3 milhão em Minas Gerais e pouco mais de 1 milhão no Paraná e no Rio de Janeiro, cada.

A Janssen é a única vacina de dose única distribuída aos estados e a presença dela na imunização contra a Covid-19, em relação às demais, ainda é pequena no País. 

Pernambuco foi o estado que mais usou a Janssen, com 58,9 mil doses aplicadas.  Mato Grosso do Sul usou 48 mil doses da vacina de dose única e o Ceará, 13 mil. 

“Todas as vacinas disponíveis no Brasil são seguras, têm atestados pela Anvisa e estudos publicados”, lembra André Bon, Infectologista do Hospital Brasília. 

Confira no mapa quais vacinas estão sendo distribuídas nos estados. 

Faixa etária

A vacina AstraZeneca/Oxford foi usada com maior frequência para proteger as pessoas entre 55 e 59 anos, com um total de 7,6 milhões de doses; de 60 a 64 anos, com 6,9 milhões. 

Posso doar sangue após tomar a vacina contra a Covid-19?

A Coronavac foi a primeira vacina liberada no Brasil e, por isso, sua presença é maior na imunização das pessoas entre 65 e 80 anos, com cerca de 30 milhões de doses aplicadas nessa faixa etária.

A Pfizer/BioNTech teve maior aplicação nas pessoas de 60 a 64 anos, com 234 mil doses, e a Janssen, entre as pessoas de 55 a 59 anos, com 132 mil doses.   

Segunda dose

O Brasil atingiu, nesta terça-feira (03), a marca de 142 milhões de doses aplicadas contra Covid-19. A D1 foi usada em mais de 101 milhões de pessoas e a D2 representa pouco mais de 40% da D1. Ou seja, entre as pessoas imunizadas com a D1, 60% ainda não voltaram às Unidades Básicas de Saúde para a D2. 

“A segunda dose é fundamental porque, nas vacinas de duas doses, a gente pode garantir que o indivíduo vai estar protegido, principalmente, das formas graves da Covid-19”, lembra Dr. André Bon. 

Recentemente, o Ministério da Saúde lançou campanha de conscientização da população para necessidade da segunda dose da vacina contra Covid-19. Na oportunidade, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, enfatizou a importância da D2 para a proteção das pessoas contra a Covid-19.  

“Todos os imunizantes, com exceção de um deles, que é de dose única, necessitam de duas doses e independente da vacina que tomou, todas elas são importantes. Devemos procurar a segunda dose da vacina”, alertou o ministro. 

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O Ministério da Saúde garante que as vacinas para a D2 já estão reservadas, principalmente para os idosos que tomaram a D1, mas, ainda não voltaram para a imunização final.  

“Eles têm o sistema imunológico mais comprometido e é fundamental que vá ao posto para tomar a segunda dose. É importante para a saúde de cada um e para o Programa Nacional de Imunização”, completou o ministro. 

Atualização vacinas

O Ministério da Saúde enviou mais de 184 milhões de doses da vacina contra Covid-19 aos estados, até terça-feira (03). Mais de 142 milhões de doses já foram aplicadas no total. Cerca de 101 milhões de imunizantes foram destinados para proteção das pessoas na D1 e 41 milhões na D2. Até o momento, mais de R$ 168,5 bi foram investidos na aquisição das vacinas. 

São Paulo é o estado com maior número de doses aplicadas no geral, com mais de 37 milhões de vacinas ministradas. Minas Gerais aplicou mais de 13 milhões e o Rio vacinou 5,7 milhões de pessoas. 

Confira os números da pandemia nas cidades no painel Covid-19 do portal Brasil61.com

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16/07/2021 17:30h

Segundo o Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), vacinação tem contribuído para queda das ocupações de leito de UTI

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Pela primeira vez desde o início de dezembro de 2020, nenhum estado apresenta taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no SUS superior a 90%, é o que indica o Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicado na quarta-feira (14). Os indicadores de incidência e mortalidade do mês de julho também apresentaram queda pela terceira vez consecutiva. 

Segundo o pesquisador do Observatório Fiocruz Covid-19, Raphael Guimarães, a vacinação tem feito diferença e traz reflexos positivos ao quadro pandêmico. “A progressão da cobertura vacinal hoje na população tem permitido que a gente consiga evitar ou então reverter adequadamente, principalmente os casos graves, e impedir as fatalidades. Então, a gente acredita que tenha relação com a vacinação”.

O número de casos e de óbitos vem caindo há três semanas em cerca de 2% ao dia, mas ainda permanece em alto patamar. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%, percentual considerado elevado.

O boletim mostra que quatro estados permanecem na zona de alerta crítico, com mais 80% dos leitos ocupados. A pior situação é a de Santa Catarina (82%), seguida por Goiás (81%), Paraná (81%) e Distrito Federal (80%).

Em nota, a secretaria de Saúde do Distrito Federal informou que vem trabalhando para a redução da taxa de ocupação de leitos de UTI e tem ampliado a vacinação de acordo com a disponibilização de doses pelo Ministério da Saúde. A pasta informou também que a rede pública do DF dispõe de 422 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19.

Na capital federal, 1.103.249 pessoas tomaram a primeira dose da vacina contra o coronavírus, 381.193 a segunda dose e 40.491 receberam a dose única. Com relação ao número de casos, foram registrados 439.981. No total, 424.224 estão recuperados e 9.434 evoluíram para óbito.

Covid-19: estados pretendem diminuir o intervalo entre doses das vacinas

Vacinação reduz ocupação de UTIs nos estados para menos de 90%

Covid-19: Queiroga estima que metade da população brasileira vai receber as duas doses da vacina até setembro

De acordo com a Fiocruz, quatro capitais brasileiras estão com taxas de ocupação de leitos de UTI Covid-19 iguais ou superiores a 80%: São Luís (81%), Rio de Janeiro (81%), Goiânia (92%) e Brasília (80%). 

A secretaria de Saúde de Goiânia esclareceu à reportagem que tem mantido taxas de ocupação de leitos de UTI para tratamento de Covid-19 abaixo de 80% nas últimas semanas. Os números de casos e mortes também sofreram queda e com o avanço da vacinação, a expectativa é de que diminuam ainda mais. A pasta reforça que o município já aplicou 861.751 doses da vacina contra a Covid-19 e que 51,68% da população a partir de 18 anos já recebeu pelo menos a primeira dose do imunizante. De acordo com a pasta, até o dia 14/07 a taxa de ocupação de leitos de UTI para Covid estava em 76%. 

Doze capitais estão fora da zona de alerta: Porto Velho (57%), Rio Branco (24%), Belém (48%), Macapá (52%), Natal (53%), João Pessoa (40%), Recife (50%), Maceió (55%), Aracaju (50%), Salvador (52%), Vitória (54%) e Florianópolis (53%).

Segundo Raphael Guimarães, medir a taxa de ocupação de leitos é importante para mensurar as respostas ao tratamento para os casos que necessitam de internação. “Nós temos duas questões: primeiro, qualquer alívio, qualquer respiro que a redução de casos traga para nós, ela repercute na verdade na questão da taxa de ocupação dali umas três, quatro semanas, porque isso é o curso natural da própria doença. Então, se hoje a gente observa uma redução de casos, só conseguimos ver os que não estão aparecendo mais graves algumas semanas depois.”

Vacinação

Ainda de acordo com o pesquisador da Fiocruz, a vacina possui capacidade limitada de bloquear a transmissão do vírus, sendo necessário uma cobertura em torno de 70%. “A vacina é uma ótima alternativa para reduzir casos graves ou fatais, mas o principal propósito da vacina não é necessariamente impedir a ocorrência de todos os casos, a gente não vai conseguir ter uma conta zerada de casos novos, em nenhum momento. Então é importante que a gente compreenda que para poder, de fato, conter definitivamente a pandemia, precisamos progredir com a vacina, aumentar a cobertura vacinal, mas, sobretudo, manter as regras sanitárias”, explica Guimarães. 

Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), o médico Julival Ribeiro, destaca que a queda na taxa de ocupação de leitos de UTI tem relação direta com a vacinação da população qualificada como grupo de risco. “O número de casos da Covid está caindo, o número de hospitalizações também, com isso o número de mortes vem caindo, isso é reflexo também da população de risco que já tomou a segunda dose. Além do mais, o que se espera é que tenhamos maior rapidez na vacinação, sobretudo para completar as doses, visto que a população só está protegida após a segunda dose”.

Durante live na noite desta quinta (15), o prefeito do Rio de Janeiro (RJ), Eduardo Paes, anunciou que até a 2ª semana de setembro os adolescentes entre 12 e 18 anos serão vacinados contra a covid-19 na cidade. No geral, a previsão é que todos os adultos sejam vacinados com ao menos uma dose até 18 de agosto. A prefeitura pretende também aplicar outra dose de reforço em idosos a partir do mês de outubro.

Apesar da antecipação das imunizações, Eduardo Paes alerta a população fluminense. “O nível de transmissão ainda é alto, não podemos relaxar. Eu busco ser otimista com as coisas, mas temos que ser otimistas e realistas, então continuem usando máscara, álcool em gel e respeitando as regras de distanciamento”, reforça.

Em termos gerais, segundo a análise da Fiocruz, os dados continuam apresentando a tendência de melhora na situação da Covid-19 no País, em conformidade com os indicadores de incidência e mortalidade. O estudo reforça que a vacinação tem feito diferença, o que reflete positivamente no quadro pandêmico na medida em que é ampliada. 

1ª dose: Ranking de vacinação por estados

UF População Dose 1 %
RS 11.377.239 5.608.416 49,30
MS 2.778.986 1.285.740 46,27
SP 45.919.049 20.946.679 45,62
ES 4.018.650 1.813.737 45,13
PR 11.433.957 5.102.054 44,62
SC 7.164.788 2.880.872 40,21
RN 3.506.853 1.407.050 40,12
RJ 17.264.943 6.864.974 39,76
MG 21.168.791 8.222.633 38,84
GO 7.018.354 2.679.642 38,18
MA 7.075.181 2.653.451 37,50
PB 4.018.127 1.501.141 37,36
AM 4.144.597 1.542.918 37,23
AC 881.935 324.304 36,77
PE 9.557.071 3.490.744 36,53
PI 3.273.227 1.189.489 36,34
TO 1.572.866 548.774 34,89
RO 1.777.225 619.255 34,84
AL 3.337.357 1.161.655 34,81
DF 3.015.268 1.045.282 34,67
MT 3.484.466 1.180.971 33,89
BA 14.873.064 4.924.471 33,11
SE 2.298.696 739.972 32,19
RR 605.761 185.873 30,68
PA 8.602.865 2.485.232 28,89
AP 845.731 238.479 28,20
CE 9.132.078 2.546.527 27,89

Imunização completa: Ranking de vacinação por estados

UF População Dose 2 Única %
MS 2.778.986 561.324 197.410 27,30
RS 11.377.239 2.222.353 264.198 21,86
ES 4.018.650 618.030 87.547 17,56
SP 45.919.049 6.421.910 1.384.967 17,00
RJ 17.264.943 2.482.888 215.516 15,63
PR 11.433.957 1.509.224 270.800 15,57
PB 4.018.127 562.093 53.515 15,32
SC 7.164.788 901.729 174.312 15,02
RN 3.506.853 462.295 46.639 14,51
MG 21.168.791 2.774.796 201.179 14,06
AL 3.337.357 410.175 47.280 13,71
PE 9.557.071 1.156.047 143.473 13,60
PI 3.273.227 399.565 37.435 13,35
BA 14.873.064 1.785.245 175.943 13,19
DF 3.015.268 369.944 26.713 13,15
GO 7.018.354 814.923 102.924 13,08
AM 4.144.597 503.498 24.852 12,75
AC 881.935 101.653 7.735 12,40
MT 3.484.466 366.937 64.937 12,39
RR 605.761 63.495 9.127 11,99
TO 1.572.866 165.686 21.515 11,90
MA 7.075.181 754.440 74.868 11,72
CE 9.132.078 1.031.654 31.580 11,64
RO 1.777.225 172.045 25.937 11,14
SE 2.298.696 231.636 21.135 11,00
PA 8.602.865 862.179 40.799 10,50
AP 845.731 78.106 8.242 10,21
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16/07/2021 12:00h

De toda forma, é importante levar algum documento de identificação. Saiba mais

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Metade da população brasileira vacinável, composta por pessoas com 18 anos ou mais, não tomou sequer a primeira dose da vacina contra a Covid-19. A expectativa é de que todos os brasileiros recebam a dose inicial até setembro, segundo o Ministério da Saúde. 
 
Conforme a imunização avança pelo país, mais cidadãos são chamados para as salas de vacinação e algumas dúvidas acabam surgindo. Por exemplo, se os municípios podem exigir o Cartão Nacional de Saúde (CNS), conhecido como Cartão SUS, para aplicarem a vacina. 

Ainda em janeiro, o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) publicaram uma nota com o objetivo de esclarecer a documentação necessária para a vacinação. 

A orientação é de que, no momento da imunização contra a Covid-19, ninguém deixe de ser vacinado caso não possua identificação, explica o médico sanitarista e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo Vecina Neto. 
 
“É importante que as pessoas não tenham barreiras quando buscarem se proteger tomando a vacina. Por um lado, isso é fundamental. Então, essa questão da exigência de um cadastro foi colocada de lado pelas autoridades sanitárias representadas pelos secretários municipais, estaduais e pelo governo federal”, explica. 
 
A estudante de odontologia, Leticia Luz, 21 anos, atende pacientes carentes no entorno do Distrito Federal. Por conta do contato pessoal e mesmo com todas as medidas de proteção, há riscos de se contaminar pelo novo coronavírus. Com a vacinação de estudantes da saúde em Alexânia (GO), ela se dirigiu ao posto de saúde e tomou a vacina, mesmo sem ter o Cartão do SUS. 
 
“Eu não tenho o cartão do SUS. Na verdade, eu nem sei se eu tenho, mas fui para lá sem. Só avisei que eu não tinha o cartão, entreguei a declaração [que comprova a condição de estudante] e o comprovante de residência. Eles anotaram num caderno e me vacinaram e me deram um cartão de vacinação novo”, explica. 

Identificação

Segundo o plano de imunização do governo, todos os brasileiros serão vacinados, mesmo que não apresentem documento algum. No entanto, como forma de controle a respeito das doses e intervalo entre elas, é importante informar o número do CPF ou apresentar o CNS.   
 
As autoridades de saúde acordaram que os estabelecimentos de saúde, por meio da plataforma CADSUS, efetuem o devido cadastro do cidadão que, eventualmente, não tenha o Cartão SUS. “Óbvio que é fundamental que as pessoas sejam identificadas, por isso exigir o número do CPF seria importante”, indica Vecina. 

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Comprovante para a segunda dose

Vecina, que também é professor na Fundação Getulio Vargas (FGV) e na Universidade de São Paulo (USP), esclarece que as pessoas que perderam o comprovante de vacinação após a primeira dose não precisam temer ficar sem a dose de reforço. 
 
Ele explica que, geralmente, essas informações são digitalizadas pela unidade de saúde e ficam disponíveis posteriormente. “A regra é a pessoa ir à unidade tomar vacina, ser cadastrada e é emitido lá o certificado. Essa informação é digitalizada, transferida por um sistema e fica disponível. Então, se a pessoa perder o comprovante dela, esse comprovante estará armazenado, quando ela voltar em qualquer unidade básica, isso poderá ser recuperado através do sistema”, indica. 
 
“Em relação à segunda dose, caso o cidadão perca o cartão, conseguimos fazer a segunda dose. Entramos no sistema, verificamos quando foi que ele tomou a vacina, qual foi o laboratório, vê se o prazo está correto e faz aí uma segunda via do cartão registrando as duas doses”, confirma Nelci Batista, técnica de enfermagem na Unidade Básica de Saúde 01 do Gama, no Distrito Federal.  

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Recadastramento do Cartão SUS

De acordo com o Ministério da Saúde, o objetivo do Cartão Nacional de Saúde é possibilitar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a capacidade de identificação individualizada dos usuários. É como se fosse o CPF da saúde de cada cidadão brasileiro. 
 
Para saber se tem registro no CNS, basta acessar o Portal Saúde do Cidadão e preencher algumas informações pessoais. Caso não possua o Cartão do SUS, a pessoa deve se dirigir ao estabelecimento de saúde mais próximo para realizar o cadastro. 
 
Uma vez cadastrado, o número do Cartão SUS é o mesmo para aquele indivíduo. Não muda. Portanto, a segunda via do cartão pode ser impressa em uma unidade básica de saúde.

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14/07/2021 19:25h

Apesar da determinação do Ministério da Saúde, somente algumas cidades e municípios já se adequaram para vacinar os novos grupos prioritários no calendário de vacinação

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Trabalhadores dos Correios e bancários foram incluídos nos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19. A notícia foi anunciada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, no dia 6 de julho. Cerca de 600 mil profissionais das duas categorias poderão ser imunizados.

Para que as doses possam ser enviadas aos estados, municípios e Distrito Federal, o Ministério da Saúde precisa divulgar nota técnica com as instruções. Segundo informou a pasta à reportagem, a nota ainda está sendo elaborada. 

De acordo com o presidente dos Correios, Floriano Peixoto, a vacinação para os funcionários da instituição é de grande valia. “Em nenhum momento as nossas agências ficaram bloqueadas, deixando de atender a comunidade, a sociedade e isso manifesta, portanto, um grande comprometimento também com aquilo que ela representa para a sociedade.”

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Apesar da categoria bancária ter sido incluída como prioritária, nem todas as cidades do país aderiram à regra. No Distrito Federal a vacinação foi suspensa e segue o cronograma de imunização apenas por idade. 

Em reunião extraordinária convocada pelo Sindicato dos Bancários de Brasília na semana passada, a categoria autorizou paralisações setoriais na capital federal. Durante a reunião, os trabalhadores votaram em duas propostas: paralisação setorial e greve geral. No total, 41% dos bancários votaram pelas paralisações setoriais e 32% pela greve geral, enquanto o restante se absteve.

Funcionário do Banco do Brasil, em Brasília, Arthur Antonoff dos Santos disse que ficou animado ao saber que poderia ser vacinado, mas que a não inclusão da categoria pelo governo do Distrito Federal é lamentável. “Foi um banho de água fria para falar a verdade. A sensação é que a capital do Brasil está sempre dando um passo para trás ao invés de dar para frente. A gente vê outros estados que estão muito mais à frente que Brasília.”

Atualmente, o Plano Nacional de Operacionalização (PNO) possui 29 grupos na fila de prioridade da vacinação contra a Covid-19. 

Apesar da determinação do Ministério da Saúde, somente algumas cidades e estados brasileiros já se adequaram para incluir os carteiros no calendário de vacinação contra a Covid-19. Belém do Pará e Teresina (PI) já começaram a imunizar a categoria.

Campos dos Goytacazes (RJ), Macapá (AP), Uberaba (MG), Teresina (PI), Barueri (SP), Embu Guaçu (SP), Cotia (SP), Itapevi (SP), Taboão da Serra (SP) e Juquitiba (SP) são algumas das cidades que iniciaram a vacinação em bancários. Os prefeitos dos municípios de Osasco e Embu das Artes, em São Paulo, participaram de reuniões para garantir a imunização contra o coronavírus aos trabalhadores da categoria, mas ainda não anunciaram o início da vacinação.

A secretária geral do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Neiva Ribeiro, destacou que muitos bancários foram a óbito por decorrência da Covid-19. “No primeiro trimestre do ano passado [2020] para o primeiro trimestre deste ano, foram 177% a mais de óbitos dos bancários que estavam na linha de frente nas agências, porque estavam mais expostos ao vírus. E quando o bancário está exposto ao vírus, ele vai proliferar isso na agência, no atendimento aos clientes, e vai levar para a casa dele.”

Neiva Ribeiro pontuou ainda que a inclusão dos trabalhadores bancários no PNO é uma conquista não apenas da categoria. “Aqui em São Paulo nós temos procurado todas as prefeituras que estão na nossa base de representação e estamos em conversa com vários municípios porque tem uma divergência entre a orientação do governo federal e a orientação do governo estadual. Mas o sindicato tem dialogado com essas prefeituras, têm se colocado à disposição para intermediar as questões, porque nossa prioridade é que os bancários sejam vacinados para que eles possam estar protegidos para atender bem a população que precisa”, conclui.

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) informou à reportagem que não está falando sobre a vacinação de bancários e funcionários dos Correios com a imprensa. 
 

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10/07/2021 17:00h

Em algumas cidades, autoridades de saúde afirmam que medida tem diminuído casos de pessoas que se recusam a receber vacina por causa do fabricante

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É crescente o número de municípios brasileiros que decidem mandar para o fim da fila de imunização as pessoas que se recusam a tomar ou querem escolher o fabricante da vacina contra a Covid-19. A medida adotada por gestores de saúde é uma reação aos cidadãos conhecidos como "sommeliers de vacinas”, que desconfiam da eficácia e segurança de alguns imunizantes usados no País. 
 
Em Itajubá, no sul de Minas Gerais, diante do aumento de casos em que algumas pessoas queriam escolher a vacina de acordo com a marca, a prefeitura publicou um decreto em que esses cidadãos são encaminhados para o fim da fila de imunização. Assim, apenas quando todos os maiores de 18 anos receberem a vacina, é que o grupo poderá receber o imunizante. 

Nilo Baracho, vice-prefeito e secretário municipal de Saúde de Itajubá, explica como funciona o protocolo junto a essas pessoas. “Quando há a recusa em receber aquela vacina que está disponível, a [área] técnica pede para a pessoa assinar um documento [afirmando] que está recusando. Esse termo também é assinado por duas testemunhas e, aí, essa pessoa é retirada da fila do sistema online que temos e é colocada no final da fila”, detalha. 

Segundo Nilo, o decreto está surtindo o efeito esperado. “Existem relatos dos nossos vacinadores que algumas pessoas tentaram escolher a vacina, mas quando foi falado que isso não era permitido e que, mediante essa situação deveriam assinar um termo em que eles falam que tem preferência pela vacina, foram demovidos dessa ideia e tomaram a vacina que estava disponível para eles”, confirma. 
 
O Ministério da Saúde já distribuiu mais de 61,5 mil doses de imunizantes para Itajubá. Dessas, 46.634 foram aplicadas, das quais 34.546 referentes à primeira dose e 12.088 relativas à segunda. A população vacinável (acima dos 18 anos) do município é de 76.158 pessoas. 

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Logística

Gestores de saúde que tomaram essa medida apontam que ela é necessária para evitar prejuízos ao processo de imunização da população local, uma vez que há uma ordem preestabelecida pelas autoridades de saúde. “A pessoa vai de um lugar para o outro para achar o imunizante que lhe convém. Além de criar a sensação de que todos podem escolher, se não for tomada uma medida séria pelo poder público, em pouco tempo fica impossível se fazer a gestão de uma vacinação tão complexa como é a vacinação contra a Covid-19”, pontua Baracho.
 
No município de Fama, que possui pouco mais de dois mil moradores, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o prefeito decretou o “fim de fila” para os "sommeliers de vacinas” de modo preventivo, relata Edson Prado Futemma, secretário municipal de Saúde.
 
“Não são muitos os casos de pessoas que estão querendo escolher a vacina, mas para evitar, como a cidade é pequena, se um fala, ‘ah, eu escolhi tal vacina, porque é melhor’, isso vai passando muito rápido e, no final, acaba que muita gente ia querer escolher. Se deixar isso acontecer, pode atrasar o cronograma”, conta. 
 
Segundo ele, é necessário vacinar 92% de cada grupo para iniciar a vacinação dos grupos seguintes. “Se as pessoas começam a recusar a vacina, vai atrasar toda a programação”, avalia. Em Fama, quem se nega a tomar a vacina, também tem que assinar um termo de ciência em que assume estar “passando a vez” na fila.
 
A cidade já recebeu 2.100 doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, 1.683 foram aplicadas, das quais 1.214 referentes à primeira dose e 469 relativas à segunda. A população vacinável (acima dos 18 anos) do município é de 1.963 pessoas. 

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Escolha justificada?

Atualmente, o Plano Nacional de Imunização (PNI) conta com imunizantes de quatro fabricantes. Por ordem de chegada ao País, são as vacinas CoronaVac, AstraZeneca/Oxford, Pfizer e Janssen. Além de diferir quanto à tecnologia empregada, há diferenças na quantidade de doses necessárias para a imunização — no caso da Janssen, é de apenas uma dose por pessoa — e nos efeitos colaterais.
 
Mesmo assim, o médico e especialista em infectologia, Leandro Machado, explica que não há motivo razoável para que as pessoas queiram escolher a “marca” da vacina. “Os efeitos colaterais em vacinas já são esperados e conhecidos. Quando vocês levavam seus filhos ou quando vocês iam tomar vacina quando eram crianças, a gente já espera os efeitos colaterais, como dor no braço, febre, falta de apetite.  A grande maioria dos efeitos, [em] quase 100% das pessoas, são leves. É muito, mas muito raro ter um efeito grave”, diz. 
 
Para Machado, além de atrasar o PNI, a escolha por vacinas pode, sem o devido controle, impedir que alguns grupos tenham acesso a imunizantes que lhes sejam mais adequados. “Os pacientes renais crônicos, por exemplo, têm vacinas específicas que são voltadas para esse público. Se a gente acaba usando em um público que poderia estar usando qualquer vacina, nós deixamos de vacinar uma parte importante da população. Então, qual é a melhor vacina? É a vacina que entrar no seu braço. Simples. Essa é a melhor vacina”, orienta.

Medida se amplia

O fim de fila para quem escolhe vacina já ocorre em diversas cidades do País. No estado de São Paulo, municípios como Campinas, São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo já adotam a medida. Em outros locais, autoridades se movimentam para adotar a prática. É o caso de Curitiba, onde um vereador propôs um projeto de lei para a causa. 
 
Em Alagoas, o presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Hugo Wanderley, está recomendando que prefeitos e secretários de saúde municipais também apliquem a regra do fim de fila. Segundo ele, as recusas têm ocorrido em diversas cidades do estado, o que seria “injustificável”. Wanderley deve se reunir com os gestores e representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde (Cosems) nesta segunda-feira (12) para debater a medida.
 
“Essa medida é importante e necessária para que nós possamos manter a eficiência e celeridade do plano de imunização. Não há justificativa para que as pessoas recusem uma vacina em detrimento de outra. Todas as vacinas ofertadas em nosso País têm eficiência e eficácia comprovadas e têm salvado milhões de vidas”, afirma. 

 

Vacinação

Até o início da tarde de sábado (10), o Ministério da Saúde distribuiu quase 144 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19. Dessas, cerca de 110 milhões foram aplicadas na população, sendo 81,1 milhões referentes à primeira dose e 28,9 milhões à dose de reforço. 
 
Até o momento, 531.688 pessoas morreram por causa da doença. O País registra pouco mais de 19 milhões de casos confirmados e cerca de 17,4 milhões de recuperados. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município em brasil61.com/painelcovid.  

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07/07/2021 10:40h

Dúvidas sobre as reações às vacinas contra Covid-19 aumentam com o avanço da imunização, principalmente em relação ao produto da AstraZeneca. Efeitos colaterais mais comuns são sintomas como febre, fadiga, dor de cabeça e dor muscular

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Por que a vacina contra a Covid-19 provoca efeitos colaterais? Quais são as reações mais comuns? A AstraZeneca “derruba mais”? Qual vacina contra Covid-19 dá menos reação? É bom ter reação à vacina? Esses são alguns dos vários questionamentos levantados por quem foi imunizado contra o novo coronavírus e apresentou sintomas como dores de cabeça, febre e fadiga, por exemplo.

Para esclarecer alguns desses pontos, o portal Brasil61.com ouviu médicos especialistas no tema. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), efeitos colaterais leves a moderados são normais, e ocorrem porque “o sistema imunológico do corpo está respondendo à vacina e se preparando para combater o vírus”. Geralmente, após a aplicação da dose, o corpo aumenta o fluxo sanguíneo para que mais células imunes possam circular e aumenta a temperatura para matar o vírus, como explica a OMS.

Quais os sintomas mais comuns depois de tomar a vacina?

Os efeitos colaterais das vacinas contra a Covid-19 mais relatados incluem dor no local da injeção, febre, fadiga, dor de cabeça, dor muscular, calafrios e diarreia. A maior parte dos sintomas vão de leves a moderados, e não duraram mais do que alguns poucos dias, como detalha a infectologista Ana Helena Germoglio.

“Os sintomas mais comuns são febre, dor na da aplicação, um pouco de inchaço ou vermelhidão. Isso funciona para qualquer vacina. Normalmente, esses eventos vão durar por 24 ou 48 horas. Eles são transitórios e passam sozinhos, sem precisar da gente fazer qualquer tipo de intervenção mais grave.”

CoronaVac, AstraZeneca, Janssen e Pfizer

A bula da CoronaVac, um dos imunizantes mais utilizados no Brasil, por exemplo, traz três tópicos sobre possíveis reações adversas observadas a partir de estudos clínicos. 

  • Reação muito comum (podem ocorrer em mais de 10% dos pacientes): dor no local da aplicação;
  • Reação comum (podem ocorrer entre 1% e 10% dos pacientes): cansaço, febre, dor no corpo, diarreia, náusea, dor de cabeça;
  • Reação incomum (podem ocorrer entre 0,1% e 1% dos pacientes): vômitos, dor abdominal inferior, distensão abdominal, tonturas, tosse, perda de apetite, reação alérgica, pressão arterial elevada, hipersensibilidade alérgica ou imediata.

A bula da AstraZeneca, Janssen e Pfizer também descrevem sintomas semelhantes. O informativo da AstraZeneca avisa que, “como todos os medicamentos, essa vacina pode causar efeitos colaterais, apesar de nem todas as pessoas os apresentarem”, e conclui que, em estudos clínicos com a vacina, “a maioria dos efeitos colaterais foi de natureza leve a moderada e resolvida dentro de poucos dias, com alguns ainda presentes uma semana após a vacinação”.

Atualmente, entre todos os brasileiros vacinados, 46,7% receberam doses da AstraZeneca, 43,4% da CoronaVac, 8,7% da Pfizer e 1,2% da Janssen. Caso a pessoa imunizada apresente sintomas diferentes destes citados em bula ou persistentes, a recomendação é procurar um profissional de saúde para o diagnóstico mais preciso. 

Se medicar após a vacina bloqueia a proteção contra a Covid-19?

Uma outra dúvida recorrente de quem é imunizado contra a Covid-19 é se pode ou não utilizar uma medicação contra as reações à vacina. A médica Ana Helena afirma que não existe nenhum medicamento que seja comprovadamente contraindicado. Ou seja, não há um remédio que possa “bloquear” o efeito da vacina.

“Caso você tenha somente febre, dor no corpo, enjoo, por aquelas 24h ou 48h, pode tomar o medicamento que já é de costume, ou perguntar para o seu médico que já te acompanha, para orientar o que deve ser feito”, diz. A recomendação é a mesma da bula da AstraZeneca, que traz: “Se os efeitos colaterais como dor e/ou febre estiverem incomodando, informe o seu profissional de saúde, ele poderá indicar o uso de algum medicamento para alívio destes sintomas, como, por exemplo, medicamentos contendo paracetamol”.

Como se medicar?

Fernanda Silva, 51 anos, é uma das pessoas que recebeu a dose de proteção e seguiu essas indicações. “Tomei a vacina da AstraZeneca ao meio-dia e comecei a sentir reação por volta de 21h. Eu tive muito calafrio, muito frio, muita dor no corpo. Passei a madrugada inteira tremendo muito e tomei uma Dipirona para passar um pouco do mal-estar”, relata. 

Fernando Cerqueira, infectologista do Hospital Santa Marta Asa Norte, destaca que alguns remédios podem ser bons aliados para combater os efeitos. “Medicações como Dipirona, principalmente, em casos de dor de cabeça, em caso de febre, de fadiga. Em caso de enjoo, pode ser tomado um Plasil, um Vonau. Mas é importante ressaltar que não se tome nenhuma medicação que necessite de prescrição médica, sem o devido acompanhamento”, alerta. 

Os sintomas de Fernanda passaram um dia após a aplicação, seguindo o padrão de normalidade citado pelos médicos. “Ter a oportunidade de receber a vacina pelo SUS é um privilégio muito grande, eu acho que a gente tem que enaltecer isso. Essa é a sensação, de alegria, de vitória. Espero que todos também tenham essa oportunidade, que a gente consiga conter esse vírus aí”, pontua.

A proteção final também é destacada pela infectologista Ana Helena. “Qualquer vacina que a gente tome pode dar algum efeito colateral ou evento adverso. O mais importante é a população saber que as vacinas são seguras e eficazes. Elas são o método mais rápido e mais simples da gente voltar para o nosso normal. Os efeitos colaterais são muito menores quando se compara o efeito de uma Covid. E os benefícios são muito maiores”, sintetiza.

Não ter reação significa que não houve proteção contra a Covid?

Há também quem se vacina contra o novo coronavírus e não apresenta sintomas adversos. Isso quer dizer que a pessoa não foi imunizada? A resposta é objetiva: não ter efeitos colaterais não significa que não há proteção. A própria OMS destaca essa informação. 

“Efeitos colaterais comuns, leves ou moderados, são uma coisa boa. Eles nos mostram que a vacina está funcionando. Não experimentar efeitos colaterais não significa que a vacina seja ineficaz. Significa que todos respondem de forma diferente”.
 

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05/07/2021 17:15h

Segundo a pesquisa semanal realizada pela entidade, uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19 em estado grave

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Há risco de falta de medicamentos do “kit intubação” em 13,2% dos municípios brasileiros levantados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Segundo a pesquisa semanal realizada pela entidade, uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19 em estado grave. 
 
O período de coleta dos dados foi de 28 de junho a 2 de julho de 2021; nela foram ouvidos 3.079 gestores, o que representa 55,3% dos municípios brasileiros. Para o presidente da confederação, Paulo Ziulkoski, a amostra desta semana é bastante significativa, e os resultados apresentados indicam uma tendência nacional. 


 
Houve uma queda em relação às semanas anteriores, mas ele destacou que esta é uma questão que já foi aguda e continua muito forte. “É muito preocupante quando nós vemos que nessa semana, a décima quarta, temos uma pequena diminuição na questão da falta do kit intubação, mas ainda assim 17%. Se projetarmos isso para o Brasil, dá em torno de 800 municípios que ainda estão com esse problema sendo aprofundado”, disse.
 
Em 44,1% dos municípios pesquisados esta semana não houve óbitos em virtude da Covid-19. Perguntados se houve aumento no número de óbitos nos municípios, 25% declararam que se manteve estável, 16,1% indicaram aumento e 13,3% diminuição. Além disso, nesta edição, 21,3% dos municípios pesquisados declararam que houve aumento do número de pessoas infectadas, em 37,5% se manteve no mesmo patamar e em 36,8% houve diminuição no número de casos.

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Os dados, segundo o presidente da CNM, devem servir como embasamento para tomada de decisões sobre políticas públicas em relação ao direcionamento do combate à pandemia. “Estamos levando a disposição dos prefeitos, a maioria dos prefeitos pelo menos que concordaram com essa situação, e ver se tem alguma solução. Acho que isso depende basicamente de uma iniciativa do governo federal”, pontuou Ziulkoski.

Vacinas

Sobre a falta de vacinas, mais de 830 municípios (27,2% dos respondentes) apontaram que enfrentaram esse problema. Para 71,5% a vacinação continuou normalmente. A maioria dos imunizantes que faltaram foram para a aplicação da primeira dose.
 
A projeção das vacinas, segundo a confederação, apontava que o Brasil teria 141.382.751 doses a mais aplicadas até junho de 2021. Em dados reais, foram aplicadas 91.921.403 doses de vacinas (até o dia 29 de junho de 2021). Esta capacidade ociosa acumulada mostra que a vacinação ainda está aquém do projetado, representando a quantidade de pessoas que já poderiam estar imunizadas e não estão.

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22/06/2021 19:30h

Dúvida ainda é frequente entre brasileiros, que também questionam quais pessoas com comorbidades que podem vacinar contra a Covid-19

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É preciso tomar a segunda dose da vacina? Quais as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19? Esses são alguns questionamentos recorrentes de brasileiros no andamento da imunização no país. Para responder às dúvidas, o portal Brasil61.com convidou especialistas que detalharam a importância da vacinação completa e as doenças que são listadas pelo Ministério da Saúde na relação de prioridade.

Segundo levantamento do governo federal de abril, 1,5 milhão de brasileiros não tomaram a segunda dose da vacina, mesmo após ter chegado o prazo do reforço da imunização. Epidemiologista do curso de Saúde Pública da Universidade de Brasília (UnB), Walter Ramalho é enfático ao explicar: “Com uma dose apenas, a eficácia é muito menor e a conversão para as células de imunidade é muito baixa.”

Por que é importante tomar da segunda dose

O especialista lembra que, antes do registro das vacinas contra a Covid-19, foram feitos estudos para avaliar se seria necessária apenas uma aplicação ou mais. Porém, grande parte dessas análises indicou uma imunidade necessária para frear a mortalidade com duas doses. 

“Foi pesquisado, para todas essas vacinas, a elegibilidade de apenas uma dose. E todos esses fabricantes acharam que a imunidade era muito baixa, a eficácia era muito baixa. Por isso que se passou a testar também duas doses, e o aumento da eficácia da vacina foi considerável. Hoje, alguns fabricantes ainda estão discutindo a administração de uma terceira dose para aumentar o reforço da imunidade vacinal das pessoas”, adiantou.

Atualmente, três vacinas estão sendo aplicadas nos brasileiros: CoronaVac/Butantan, AstraZeneca/Fiocruz e Pfizer/BioNTech. Todas são imunizações de duas doses. Ou seja, o brasileiro que tomou somente a primeira deve tomar a segunda para que se alcance a proteção necessária. Ainda há contratos do Ministério da Saúde para distribuições futuras das vacinas Janssen/Johnson, União Química/Sputnik V e Bharat Biotech/Covaxin. 

Vacinas disponíveis no Brasil 

Coronavac: Eficácia para casos sintomáticos é de 50,7%, sendo que pode chegar a 62,3% se houver um intervalo de mais de 21 dias entre as duas doses da vacina. Duas doses com intervalo entre as doses entre 14 a 28 dias após a aplicação da primeira.
 
Astrazeneca: Eficácia de cerca de 70% nos estudos que levaram à aprovação, variando entre 62 e 90%. Dados de vida real recém-divulgados pelo governo britânico apontam para 90% de proteção após as duas doses. Duas doses, o prazo para aplicação da segunda dose é de até 90 dias. 

Pfizer: Já demonstrou 95% de eficácia em prevenir casos confirmados de Covid-19. O laboratório já relatou, inclusive, que a vacina funciona contra a variante sul-africana. Duas doses com prazo de aplicação para a segunda dose de 21 dias.

Janssen: Estudos da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) apontam que a dose única do imunizante é 66% eficaz na prevenção de diversas variantes da covid-19. Dose única. 

Sputnik V: A vacina recebeu liberação parcial da Anvisa para ser distribuída sob condições específicas e em quantidade limitada para alguns estados. Eficácia de 91,7%, segundo estudo da Lancet, e 97,6%, segundo o Instituto Gamaleya. Aplicada em duas doses com intervalo de 21 dias.  

Covaxin: A agência regulatória brasileira permitiu, por enquanto, o uso de 4 milhões de unidades do imunizante. A Anvisa ponderou o fato de não ter recebido relatórios da agência indiana, o curto prazo de acompanhamento dos participantes dos estudos e a inconclusão dos estudos da fase 3, etapa que atesta a eficácia da vacina. Eficácia de 78% e 100% em casos graves.  

“Agora, é claro que nós não vamos deixar para tomar a segunda dose seis meses, oito meses, um ano depois. Porque nós precisamos, antes de tudo, nos cuidar. As pessoas só estão imunizadas corretamente a partir da segunda dose. Se você tomou apenas uma, você não está imunizado, e os cuidados necessários com o controle do coronavírus são de extrema importância”, afirma Walter.

Quando tomar a segunda dose da vacina da Covid-19

E qual o intervalo das doses das vacinas? A resposta depende de qual imunizante a pessoa recebeu. Os brasileiros que foram vacinados com a CoronaVac devem aguardar entre 14 e 28 dias de intervalo para buscar a segunda dose. Já o intervalo da vacina AstraZeneca e da Pfizer são maiores. A segunda dose, nesses casos, deve ser recebida 12 semanas após a primeira.

Uma dose ou duas doses, entenda cada vacina da Covid-19

O epidemiologista lembra ainda que há um imunizante aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que concentra a proteção em uma dose. “Nós temos hoje apenas a vacina da Johnson, a Janssen, que com apenas uma dose ela já confere uma boa imunidade para as pessoas. Em todas as outras, a ideia é que com duas doses tenhamos a eficácia desejada.”

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que 1,5 milhão de doses da vacina da Janssen devem chegar ao Brasil na manhã desta terça-feira (22). A declaração foi dada em audiência pública na Comissão Temporária da Covid-19 do Senado Federal, nesta segunda-feira (21). Ao todo, a pasta já tem contratadas 38 milhões de doses desse imunizante. 

“A única esperança”

Sirlany Silva Arabi, moradora de Natal (RN), é aposentada, tem 62 anos e foi ao posto de saúde receber a primeira dose da vacina com alegria e alívio, pois perdeu pessoas próximas para a doença. Ela avalia que estamos combatendo um vírus sem cura que não escolhe pessoas por idade ou comorbidade, e acredita que “a única esperança que ainda temos é a vacinação”. 

“A pouco, perdi um tio muito querido da minha idade. Ele tinha tomado só a primeira dose. Quando estava aguardando para tomar a segunda, foi acometido pela Covid-19, ficou 28 dias no hospital e não resistiu. Sendo que era uma pessoa sem comorbidade nenhuma”, lamenta. 

Antônio de Oliveira, 55, mora no Distrito Federal e aguarda a segunda dose. “A expectativa que tenho para tomar a segunda dose é completar o esquema vacinal e ficar completamente imunizado, para o organismo produzir anticorpos, se defender caso a gente adquira a doença. Eu mesmo perdi amigos que faleceram em idade até menor que a minha. Talvez, se eles tivessem tomado a vacina, isso tivesse sido evitado. Desde que eu sou criança vejo que a vacina é uma proteção para a humanidade”, ressalta.

Thainá Chaves, 27, também tem conhecidos entre os números de mais de 500 mil mortos em decorrência da Covid-19. Ela já tomou as duas doses da imunização, dentro do grupo de prioridades de psicólogos, e classifica a vacinação como uma “oportunidade de vida”. “A vacina antes de ser aprovada passa por muitos estudos. Infelizmente, muitos se aproveitam da situação para propagar informações falsas. Muitos gostariam de ter a oportunidade de tomar a vacina. Essa é uma responsabilidade nossa.”

Dificuldade histórica

Alessandro Chagas, assessor técnico do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), classifica esse problema da falta da segunda imunização como histórica no país. “O Brasil tem uma dificuldade enorme de todas as vacinas que a gente tem no calendário com mais de uma dose, mesmo crianças nós temos dificuldades enormes. Se pegarmos, por exemplo, o HPV, não chegamos a 40% dos que vão tomar a segunda dose. Então, isso é histórico no Brasil.”

Para ele, é preciso fortalecer os sistemas de atenção básica para encontrar pessoas que não voltaram aos postos de saúde para completar a imunização contra a Covid-19 dentro do prazo adequado. “O ideal é que o agente de saúde vá buscar essas pessoas, entrar em contato com quem tem cadastro na atenção básica. O principal objetivo da vacina é evitar o caso grave. Aquele que não completa o esquema vacinal fica com isso comprometido. É um percentual pequeno, mas não quer dizer que não temos que correr atrás”, diz.

Comorbidades definidas pelo Ministério da Saúde:

E quais as comorbidades incluídas como prioritárias para vacinação contra a Covid-19? O questionamento ainda realizado com frequência no país pode ser respondido com base nos detalhes do Plano Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde. O documento lista os grupos de comorbidades prioritárias. Veja abaixo quais são:

  1. Doenças Cardiovasculares
  2. Insuficiência cardíaca (IC)
  3. Cor-pulmonales (alteração no ventrículo direito) e Hipertensão pulmonar
  4. Cardiopatia hipertensiva
  5. Síndromes coronarianas
  6. Valvopatias
  7. Miocardiopatias e Pericardiopatias
  8. Doença da Aorta, dos Grandes Vasos e Fístulas arteriovenosas
  9. Arritmias cardíacas
  10. Cardiopatias congênitas no adulto
  11. Próteses valvares e dispositivos cardíacos implantados
  12. Diabetes mellitus
  13. Pneumopatias crônicas graves
  14. Hipertensão arterial resistente (HAR)
  15. Hipertensão arterial - estágio 3
  16. Hipertensão arterial - estágios 1 e 2 com lesão e órgão-alvo e/ou comorbidade
  17. Doença Cerebrovascular
  18. Doença renal crônica
  19. Imunossuprimidos (transplantados; pessoas vivendo com HIV; doenças reumáticas em uso de corticoides; pessoas com câncer).
  20. Anemia falciforme e talassemia maior (hemoglobinopatias graves)
  21. Obesidade mórbida
  22. Cirrose hepática

Vale destacar que é preciso consultar a Secretaria de Saúde do Estado ou do Município para verificar como está sendo organizada a fila de vacinação no local, o que pode variar entre regiões. Confira neste link os dados da aplicação de vacinas no seu estado.   

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Brasil 61