Foto: Matthias Zomer/ Pexels
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Mais de 500 mil pacientes saíram dos hospitais para receber cuidados em casa

Programa Melhor em Casa completa 10 anos e está ampliando o número de equipes para atender às crescentes solicitações de pacientes que preferem ficar junto aos familiares.


Pacientes que estão internados em hospitais, mas que têm condições de continuar o tratamento em casa, podem contar com o Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. O programa completou 10 anos e está ampliando o número de equipes para atender às crescentes solicitações desses pacientes que preferem ficar junto aos familiares. Até o momento, mais de 500 mil pacientes receberam cuidados em casa.

Como parte das comemorações pelos 10 anos do programa, o Ministério da Saúde realizou uma apresentação para  mostrar os dados do programa em um evento que ocorreu no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (08). Durante a apresentação, o ministro comentou a importância de ações como essa para a população. “É um programa muito abrangente, é uma política de saúde, portanto, é um direito de todos e um dever do Estado. O SUS é obrigado a prover políticas sociais e econômicas e será através de políticas públicas como essa que nós vamos melhorar a vida dos brasileiros”, avaliou. 

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Desde o início do programa, o Ministério da Saúde repassou quase R$ 3,5 bilhões para a iniciativa - recursos que serviram para dar apoio aos 732 municípios participantes do programa, o que corresponde a cerca de 40% da população brasileira coberta por esse tipo de atendimento. Além disso, nos últimos cinco anos foram realizados mais de 14 milhões de atendimentos, desde a coleta de sangue até a colocação do ventilador mecânico (aparelho que ajuda o pulmão a funcionar). 

A coordenadora geral da Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, Mariana Borges, explica como funciona o programa Melhor em Casa. “O Melhor em casa faz essa desospitalização, tira de dentro do hospital, o que propicia a rotatividade daquele leito para outras pessoas que precisam mais, que têm estado de saúde mais grave e evita, também, a permanência exagerada que leva muitas vezes a pegar infecção hospitalar. Então, o paciente vai antes para casa, a equipe acompanha ele à residência quantas vezes forem necessárias, o leito hospitalar é rodeado e ainda há uma economia de recurso em cima disso”, destacou.

Atualmente o programa conta com 11.715 profissionais que trabalham diretamente nas visitas aos pacientes. Os profissionais se dividem em equipes que trabalham 12h por dia, durante os sete dias da semana e têm fluxos organizados com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Unidades de Pronto Atendimento (UPA) e hospitais locais, servindo como apoio a qualquer tipo de intercorrência apresentada por um desses pacientes em acompanhamento.

O encaminhamento do paciente ao Melhor em Casa deve ser feito por profissionais dos hospitais, UPAs ou Unidades básicas de Saúde (postos de saúde) que identifiquem no paciente o perfil e a necessidade do programa, que está presente no Distrito Federal e em 25 estados do País - apenas Roraima não oferece esse tipo de atendimento. 

Para aperfeiçoar o atendimento dos profissionais de saúde no campo da Atenção Domiciliar, o Ministério da Saúde mantém parceria com a Universidade Aberta do SUS (UNASUS) e outras oito universidades, onde é realizado um programa de qualificação à distância especializado em Atenção Domiciliar.

Cuidados durante a pandemia

O programa Melhor em Casa não parou de funcionar durante a pandemia da Covid-19, mas mudou a forma como as equipes realizam o monitoramento diário dos pacientes - agora por telefone. Apesar disso, os atendimentos presenciais que exigiam procedimentos foram mantidos para não prejudicar os tratamentos dos pacientes. Outro ponto importante é que algumas equipes passaram a colher o teste RT-PCR e, nos pacientes recuperados do coronavírus, intensificaram as reabilitações respiratória, funcional, nutricional e psicológica.

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LOC: Pacientes que estão internados em hospitais, mas que tenham condições de continuar o tratamento em casa,  podem contar com o Programa Melhor em Casa, do Ministério da Saúde. O programa completou 10 anos e está ampliando o número de equipes para atender às crescentes solicitações desses pacientes que preferem ficar junto aos familiares. Desde o início, o Ministério da Saúde repassou quase R$3,5 bilhões para a iniciativa - recursos que serviram para dar apoio aos 732 municípios participantes do programa. Além disso, nos últimos cinco anos foram realizados mais de 14 milhões de atendimentos. Esses dados foram apresentados pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em evento no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira. 
 

TEC./SONORA: ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. 

“É um programa muito abrangente, é uma política de saúde, portanto, é um direito de todos e um dever do Estado. O SUS é obrigado a prover políticas sociais e econômicas e será através de políticas públicas como essa que nós vamos melhorar a vida dos brasileiros”.
 

LOC: Essa modalidade de atenção à saúde é caracterizada por um conjunto de ações de prevenção e tratamento de doenças, reabilitação e promoção à saúde prestadas em casa, garantindo que o paciente tenha a continuidade dos cuidados que recebia no hospital. É isso o que explica a coordenadora geral da Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, Mariana Borges.
 

TEC./SONORA: coordenadora geral da Atenção Domiciliar do Ministério da Saúde, Mariana Borges.

“O Melhor em casa faz essa desospitalização, tira de dentro do hospital, o que propicia a rotatividade daquele leito para outras pessoas que precisam mais, que têm estado de saúde mais grave e evita, também, a permanência exagerada que leva muitas vezes a pegar infecção hospitalar. Então o paciente vai antes para casa, a equipe acompanha ele à residência quantas vezes forem necessárias, o leito hospitalar é rodeado e ainda há uma economia de recurso em cima disso abrisse acesso”.
 

     

LOC: O encaminhamento do paciente ao programa Melhor em Casa é feito por profissionais dos hospitais, UPAs ou Unidades básicas de Saúde que identifiquem no paciente o perfil adequado para participar desse tipo de cuidado. O programa está presente no Distrito Federal e em 25 estados do País - apenas Roraima não oferece esse tipo de atendimento.