21/10/2021 20:10h

Ministério da Saúde atribui diminuição de casos e mortes à vacinação

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Em queda desde junho deste ano, a média móvel de óbitos por Covid-19 teve redução de aproximadamente 90% em relação ao período mais crítico da pandemia, segundo informações do Ministério da Saúde. 

A média móvel de mortes atingiu a marca de 379,5 no dia 18 de outubro, o menor número desde o pico da pandemia, em 19 de abril deste ano, quando a média móvel era de 3 mil.

O Boletim do Observatório Covid-19 da Fiocruz divulgado nesta quinta-feira (21/10) também aponta que a transmissão do vírus está diminuindo.  Os dados usados pela fundação são referentes aos dias 10 a 16 deste mês e indicaram uma redução de 4,8% no número de infecções  e de 3,6% nas mortes.

Em relação à ocupação UTI-Covid-19, o levantamento diz que os leitos destinados a adultos no Sistema Único de Saúde apresentam estabilidade, com índices abaixo de 50% na maior parte do país.   As duas únicas Unidades da Federação na zona de alerta são Espírito Santo, na zona de alerta intermediário, onde a taxa voltou a crescer, do dia 11 para o dia 18 de outubro, de 65% para 71%; e o Distrito Federal, na zona de alerta crítico, onde a taxa caiu de 89% para 80%.
 

A tendência de queda do número de novos casos e da média móvel são atribuídos pelo Ministério da Saúde à campanha de vacinação contra a Covid-19. Para o secretário-executivo do ministério, Rodrigo Cruz, essa diminuição é reflexo da imunização. “Hoje observamos um cenário pandêmico mais controlado do que alguns dias atrás. Na nossa avaliação, isso se deve à vacinação. E quanto mais a gente vacina a população, mais a gente observa a queda na curva de óbitos de casos.”
 
O secretário reforça a importância de que a população complete a vacinação. “Se já chegou a sua vez de se imunizar, de tomar a segunda dose ou a de reforço, peço que procure um posto de saúde e faça isso”, incentiva Cruz.
 
A última atualização do Ministério da Saúde informa que, até o momento, 262.742.705 milhões de doses já foram aplicadas em todo o Brasil.

Painel Covid-19

Diariamente, o Brasil 61 atualiza os dados da pandemia da Covid-19 em estados e municípios.
 
Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão. Acesse as informações sobre a Covid-19 no seu estado e município no portal brasil61.com/painelcovid.

Dados da Covid-19

O Brasil registrou mais 16.853 casos e 451  óbitos por Covid-19, quinta-feira (21), de acordo com o balanço mais recente do Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, mais de 21.697.341 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus. 
O Rio de Janeiro ainda é o estado com a maior taxa de letalidade entre as 27 unidades da federação: 5,17%. O índice médio de letalidade do País estava em 2,9%.

Taxa de letalidade nos estados

  • RJ - 5,17%
  • SP - 3,44%
  • AM - 3,22%
  • PE - 3,17%
  • MA - 2,84%
  • PA - 2,80%
  • GO - 2,69%
  • AL - 2,62%
  • PR - 2,60%
  • CE - 2,59%
  • MS - 2,56%
  • MG - 2,55%
  • MT - 2,52%
  • RO - 2,44%
  • RS - 2,42%
  • PI - 2,19%
  • BA - 2,17%
  • SE - 2,16%
  • ES - 2,13%
  • PB - 2,11%
  • DF - 2,10%
  • AC - 2,09%
  • RN - 1,98%
  • TO - 1,69%
  • SC - 1,62%
  • AP - 1,61%
  • RR - 1,59%
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21/10/2021 19:30h

De acordo com o indicador CEPEA/ESALQ, o preço da saca do café arábica registra alta de 10,58% no acumulado de outubro.

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O preço da saca de 60 quilos do café arábica teve alta de mais de 0,5%, em São Paulo, com venda, nesta sexta-feira (22), a R$ 1.257. O preço da saca de café robusta está estável, com venda a R$ 753,38. 

O valor da saca do açúcar cristal teve alta de quase 0,5%, em São Paulo, com venda a R$ 148,18. Em Ribeirão Preto (SP), a saca do açúcar bruto é vendida a R$ 146, a R$ 147 no Triângulo Mineiro e a R$ 149 em Maringá (PR). 

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O preço da saca do milho teve queda de mais de 0,5%, com venda a R$ 89,99 em São Paulo. Em Rio Verde (GO), a saca do milho tem cotação de R$ 82; em Erechim (RS) e em Cascavel (PR) a R$ 89.

Os valores são do Canal Rural e Cepea.
 

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21/10/2021 19:30h

De acordo com o indicador CEPEA/B3, a arroba do boi gordo teve queda de 9,88% no acumulado de outubro.

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O preço da arroba do boi gordo está estável, em São Paulo, sendo comercializada, nesta sexta-feira (22), a R$ 262,80. Em Belo Horizonte (MG), o preço da arroba do boi gordo também está estável, com venda a R$ 258. Em Goiânia (GO), a arroba do boi gordo é vendida a R$ 252 e em Cuiabá (MT), a R$ 248. 

O preço do quilo do frango congelado teve queda de quase 0,5%, sendo comercializado em São Paulo, a R$ 8,04. Em Santa Catarina e em Porto Alegre, o quilo do frango e vendido a R$ 8,10. 

Brasil e Colômbia fecham parceria para discutir ações ligadas à segurança hídrica e saneamento básico

O preço da carcaça do suíno está estável em São Paulo, com venda a R$ 10,32 o quilo. No Paraná, o quilo da carcaça do suíno é comercializado a R$ 10 e em Santa Catarina, a R$ 10,10.

Os valores são do Canal Rural e Cepea.
 

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21/10/2021 19:10h

Agora, o PL aguarda o novo parecer do relator, deputado federal André Figueiredo (PDT-CE)

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O Projeto de Lei que regulamenta as audiências telepresenciais da Justiça do Trabalho, durante a pandemia, está parado devido a um pedido de alteração feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O texto, que tramita na Câmara dos Deputados desde junho de 2020, propõe que o Poder Judiciário ofereça as condições técnicas necessárias para realização das audiências destinadas a ouvir as partes, testemunhas e terceiros. O objetivo é que nenhum lado seja prejudicado por impossibilidade de conexão.

Nossa reportagem entrou em contato com o MPT, mas não obteve esclarecimentos, até o fechamento da matéria, sobre quais mudanças foram solicitadas ao texto. Agora, o PL aguarda o novo parecer do relator, deputado federal André Figueiredo (PDT-CE).

Para o advogado Thiago Sorrentino, professor de Direito do Ibmec Brasília, com o isolamento social, a Justiça enfrentou desafios para continuar prestando seus serviços, considerados essenciais. “Por isso, o Projeto de Lei que tenta regulamentar a continuidade das audiências virtuais é muito importante. Ele vai suprir uma lacuna criada pela pandemia, mas que vai se tornar tendência”, avalia.

O que diz o PL

De acordo com o último parecer do deputado André Figueiredo, o PL 3334/2020 determina que:

  • Enquanto durar as restrições de acesso presencial aos fóruns das Justiça do Trabalho, as audiências poderão ser telepresenciais, sendo impedida a realização sem a expressa concordância das partes e advogados.
  • As audiências telepresenciais devem ser realizadas exclusivamente pela plataforma Webex, disponibilizada pelo Conselho Nacional de Justiça, sendo proibida a utilização de sistemas alternativos.
  • Nesse período, as audiências de conciliação poderão ser realizadas apenas com a presença dos advogados, em caso de impossibilidade de conexão ou impedimento das partes.
  • O Poder Judiciário deverá oferecer todas as condições técnicas necessárias para realização de audiências destinadas a ouvir as partes, testemunhas e terceiros, preservando o contraditório, a ampla defesa, a regra de incomunicabilidade dos espectadores e as prerrogativas dos advogados.
  • Deve-se aplicar o disposto do art. 190 do Código Civil às audiências telepresenciais, permitindo que as partes possam estipular mudanças no procedimento da audiência e convencionar sobre seus ônus, poderes, faculdades e deveres processuais.

Na justificativa da proposta, o relator defende que os sistemas adotados nas audiências telepresenciais demandam algumas circunstâncias que não podem ser exigidas de toda a advocacia e muito menos da população em geral. 

Segundo dados da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional de São Paulo, mais de 20 mil profissionais inscritos contam somente com equipamentos disponibilizados pela entidade e não possuem ferramentas capazes de atender às necessidades das audiências telepresenciais. 

O deputado André Figueiredo também ressalta no parecer que a grande maioria dos Autores de Reclamações Trabalhistas e dos empresários Reclamados são pobres, desempregados, pequenas e micro empresas, empregadores domésticos, idosos com dificuldades em lidar com tecnologia, analfabetos, entre outras situações em que a pandemia agravou a comunicação.

“Evidentemente não faria sentido exigir do trabalhador, que é considerado hipossuficiente, que ele tivesse condições adequadas de acesso. É muito importante que seja feito um plano para que o trabalhador não seja prejudicado”, ressalta o professor Thiago Sorrentino.

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A Justiça do Trabalho não pode parar

Em 2020, as varas do trabalho julgaram mais de 1.260.331 processos - 13,79% a mais que em 2019, segundo informações do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Em entrevista ao Programa Jornada, do canal do Youtube do TST, a presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministra Maria Cristina Peduzzi, afirma que a atuação da Justiça do Trabalho não parou, mesmo com a pandemia. 

“Nós tivemos esse grande desafio. A justiça do trabalho continua atendendo a sociedade, por meio dos plenários virtuais, dos julgamentos telepresenciais. Buscamos um permanente aperfeiçoamento em investimentos tecnológicos, que foram implementados com sucesso.”

A juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª região, que abrange Acre e Rondônia, Fernanda Junqueira, também defende a não paralisação das atividades da Justiça do Trabalho.

“A Justiça do Trabalho não estacionou no tempo. Apesar de não estarmos fisicamente juntos, a tecnologia nos aproximou. Os advogados têm acesso ao magistrado e as partes têm acesso à justiça.”

O advogado Mário Thiago Gomes de Sá comenta sobre os desafios da tecnologia para esse novo modelo de trabalho. “Houve um corre-corre para adaptação; muitos escritórios não estavam preparados, [assim como] as partes. Na Justiça do Trabalho, lidamos com hipossuficientes. Não é todo mundo que tinha internet em casa e um celular bom com câmera.”

O TST disponibiliza em seu site um Balcão Virtual para atendimento ao público entre 9h e 18h, em dias úteis, podendo variar de acordo com o expediente de funcionamento do Tribunal.

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19/10/2021 19:50h

As metas para os próximos dez anos foram apresentadas pelo presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) em seminário na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (19)

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O setor mineral tem como metas para os próximos dez anos reduzir em 10% o uso de energia elétrica nas indústrias minerais e o consumo de água nos parques extrativos, além de aumentar em 10% as áreas protegidas e trabalhar para eliminar totalmente os riscos de acidentes ambientais. As metas foram apresentadas pelo presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Wilson Brumer. 

O Seminário Mineração, Transição Energética e Clima, promovido pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (19), discutiu ações de enfrentamento à emissão de gases de efeito estufa (GEE), defesa do meio ambiente, transição energética e clima nas atividades de extração dos minérios, nos próximos anos. 

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O encontro foi organizado pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados em três painéis: “Minerais do futuro”; “O impacto das novas tecnologias na demanda do lítio”; “Estratégias de descarbonização na indústria mineral”.

A atividade mineral está presente em pouco mais de 0,5% do território nacional, em cerca de 2.500 municípios, de acordo com o IBRAM. o ramo é responsável por cerca de 4% do Produto Interno Bruto do País, de acordo com o Ministério de Minas e Energia (MME).

“A indústria mineral é uma baixa emissora de gases de efeito estufa, em comparação com outros setores, mas isso não quer dizer que a gente não tenha de tomar medidas concretas para mitigar ainda mais as nossas emissões, e outras iniciativas relacionadas a descarbonização”, ressaltou Wilson Brumer. 

Mineração na mudança climática

O Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), entidade que representa empresas e associações nacionais minerais em todo mundo, lembrou aos deputados presentes no seminário que a atividade mineral é a responsável por promover a descarbonização da atmosfera porque é provedora das principais matérias-primas das tecnologias de baixo carbono. Ou seja, segundo o CEO da entidade, Rohitesh Dhawan, a transição climática por meio do fomento de tecnologias consideradas limpas só será possível por causa da atividade mineral e o setor precisa se posicionar no centro das decisões mundiais sobre o tema.

A transição energética, segundo o ICMM, é dependente de minérios essenciais para produção de baterias - que vão substituir os motores a combustão - na construção de placas e chips presentes em turbinas de geradores eólicos e nas peças dos novos veículos elétricos, por exemplo.

Entretanto, Dhawan alertou que a indústria mineral também precisa diminuir a própria emissão de GEE por meio da substituição do maquinário dependente do diesel. Segundo dados repassados pelo CEO do ICMM, a atividade mineral é responsável por cerca de 5% a 7% do total de emissão GEE no mundo. A meta do setor é trocar a combustão por tecnologias mantidas por hidrogênio ou eólicas. A ICMM lembrou que a tendência do setor mineral é acabar totalmente com a emissão de GEE em seus processos até 2030. 

“Muitas indústrias minerais pelo mundo já estão usando 100% de energias renováveis e, isso [a transição] deve continuar no curso do tempo”, contou Rohitesh Dhawan, CEO do ICMM.

Crescimento

A atividade mineral brasileira vem demonstrando crescimento forte desde 2020, quando o setor teve faturamento de quase R$ 210 bi, gerando cerca de R$ 72 bi em impostos e participando com 2,5% do PIB, de acordo com informações do Ministério de Minas e Energia.

Os dados do Governo Federal revelam, ainda, que, apenas nos seis primeiros meses deste ano, a atividade já negociou mais de R$ 149 bi, aumento de 98% em comparação ao mesmo período do ano passado, e tem expectativa de gerar R$ 80 bi em impostos até o final de 2021. Ao todo, o setor mineral é responsável por três milhões de empregos diretos no País, sendo 11 mil postos criados apenas neste ano.

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, lembrou, durante o Seminário Mineração, Transição Energética e Clima, que o País está empenhado para investir no setor, por meio de incremento dos institutos de geologia e de promoção de tecnologias verdes, e da diminuição da emissão dos GEE na cadeia produtiva mineral. 

“Seguimos dando tratamento prioritário à mineração, uma vez que reconhecemos seu papel na cadeia extrativa e o potencial que ainda temos a explorar. Alcançaremos mais de 197 bi em investimentos no setor até 2025”, anunciou o ministro. 

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18/10/2021 04:00h

De acordo com o indicador CEPEA/B3, a arroba do boi gordo acumula queda de 8,50% no acumulado de outubro.

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O preço da arroba do boi gordo teve queda de quase 2%, em São Paulo, sendo comercializada, nesta segunda-feira (18), a R$ 266,80. Em Belo Horizonte (MG), o preço da arroba do boi gordo está estável, com venda a R$ 259. Em Goiânia (GO) em Cuiabá (MT), a arroba do boi gordo é vendida a R$ 254.

O preço do quilo do frango congelado teve     queda de 0,5%, sendo comercializado em São Paulo a R$ 8,08. Em Santa Catarina e em Porto Alegre, o quilo do frango congelado é cotado a R$ 8,20.

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O preço da carcaça do suíno está estável em São Paulo, com venda a R$ 10,52 o quilo. No Paraná, o quilo da carcaça do suíno é comercializado a R$ 10,10, e em Santa Catarina, a R$ 10,20.

Os valores são do Canal Rural e Cepea.
 

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17/10/2021 18:00h

Segundo a Ecovias do Cerrado, o motivo é a execução das obras de ampliação da ponte no km 56

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A partir de segunda-feira (18), a rodovia BR-364 terá interdição parcial, na altura de Cachoeira Alta (GO), para a execução da nova fase de obras de ampliação da ponte no km 56. Os trabalhos são de responsabilidade da Ecovias do Cerrado.

Segundo a empresa, a via será totalmente bloqueada em quatro momentos distintos, a partir das 11h, para içamento de quatro vigas. Cada bloqueio poderá durar até 45 minutos. Já a partir de terça, o trânsito vai fluir em esquema “Pare-e-Siga”, durante 24 horas. 

As obras e as interdições no tráfego devem durar até dezembro deste ano. O percurso estará sinalizado com placas, cones, barreiras e homens-bandeiras, além de lamelas e dispositivos de iluminação para trabalhos noturnos.

A obra consiste em ampliar a estrutura da ponte do km 56, que vai contar com acostamentos e passeios para pedestres, além de ter sinalização renovada e novos dispositivos de segurança.

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A recomendação aos motoristas é respeitar a sinalização, os limites de velocidade e as orientações dos colaboradores.

As condições do trânsito podem ser acompanhadas pelo Twitter @EcoviasCerrado, no site ou pelo telefone 0800 0364 365.

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17/10/2021 17:24h

No entanto, houve aumento de 3,15% no acumulado do ano. Segundo a Abras, o consumidor passou a optar por produtos e marcas mais baratos

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O consumo dos lares brasileiros caiu 2,33% de julho para agosto, segundo dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Essa é a quinta queda mensal registrada em 2021. Na comparação com agosto do ano passado, o recuo no consumo é de 1,78%. 

Segundo a associação, os números refletem fatores externos, como câmbio, e internos, como alta da inflação, desemprego, geadas e redução do poder aquisitivo da população, especialmente com as mudanças de valores dos auxílios assistenciais.

No entanto, no acumulado de janeiro a agosto de 2021, houve um aumento de 3,15%, se comparado ao mesmo período de 2020. O vice-presidente da Abras, Márcio Milan, afirma que o cenário é caracterizado pela troca de marcas e de produtos.

“Há um movimento intenso dos supermercados em oferecer novas marcas de produtos básicos - como arroz, feijão, café, açúcar, leite longa vida - para que o consumidor tenha uma variedade para fazer as suas escolhas. Ele [consumidor] está trocando produtos, substituindo a carne bovina por frango e ovos, e substituindo marcas.”

Cesta

A cesta com os 35 produtos mais consumidos nos supermercados fechou agosto com preço médio de R$ 675,73, um aumento de 1,07% em relação a julho. Em comparação com agosto do ano passado, o crescimento é de 22,23%, segundo a Abras.

Os produtos que mais encareceram são batata (20,9%), café (10,7%), frango congelado (7,1%), sabonete (4,3%) e ovo (3,7%). Já as quedas de preços são da cebola (-4,9%), refrigerante pet (-2,8%), tomate (-2,3%), farinha de mandioca (-1,7%) e feijão (-1,5%).

Valor médio da cesta, em agosto de 2021, segundo a Abras:

  • Brasília: R$ 755,28
  • Campo Grande: R$ 530,91
  • Cuiabá: R$ 535,93
  • Curitiba: R$ 730,35
  • Fortaleza: R$ 581,89
  • Goiânia: R$ 522,04
  • Grande Belo Horizonte: R$ 594,63
  • Grande Porto Alegre: R$ 775,09
  • Grande Rio de Janeiro: R$ 621,88
  • Grande São Paulo: R$ 680,90
  • Grande Vitória: R$ 615,44
  • Interior de Minas Gerais: R$ 593,56
  • Interior de São Paulo: R$ 686,44
  • Interior do Paraná: R$ 735,11
  • Interior do Rio Grande do Sul: R$ 750,76
  • João Pessoa: R$ 624,45
  • Maceió: R$ 625,16
  • Natal: R$ 601,43
  • Recife: R$ 614,23
  • Salvador: R$ 626,01
  • Santa Catarina: R$ 725,53
  • Nacional: R$ 675,73

Desafios e solidariedade na pandemia

A taxa de desemprego no Brasil é de 13,7%, segundo levantamento do IBGE com dados do trimestre encerrado em julho de 2021. A moradora do Recanto das Emas (DF), Edineide Batista Barbosa de Almeida, faz parte desse percentual. Ela perdeu o emprego durante a pandemia e conta com o apoio da instituição solidária Legião da Boa Vontade (LBV).

“Agora na pandemia, fiquei sem saída, sem emprego, sem nada. Só com os filhos. E a LBV me ajudou com material escolar e cesta básica com tudo. Quando você está desempregado, você não tem condições de comprar máscara, álcool. Você compra o básico do básico. E a cesta da LBV é completa.”

Paulo Araújo, gestor social da LBV em Brasília, conta que, com a pandemia e o isolamento social, a instituição buscou garantir a alimentação de seus atendidos por meio da entrega de cestas básicas.

“As crianças atendidas aqui tinham um local de alimentação. E durante a pandemia, com isolamento social, muitas famílias tiveram que ficar em casa e perderam o emprego. A LBV parte para garantir que essas famílias tenham alimento na mesa.”

No decorrer da pandemia, a instituição também percebeu que muitas famílias possuem dificuldade em manter o processo de higiene e limpeza, por falta de produtos. “Começamos a colocar nas doações um kit de higiene e limpeza, com álcool em gel, água sanitária, sabão, detergente, além dos alimentos.”

Para saber mais sobre o trabalho da Legião da Boa Vontade e como colaborar, acesse o site: lbv.org.

Dia Mundial da Alimentação: Guia Alimentar da População Brasileira é referência mundial

Otimismo

Os economistas acreditam na recuperação da economia brasileira, especialmente com a queda de casos e óbitos de Covid-19 no país. Inclusive, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou um crescimento de 5,3% do PIB brasileiro em 2021

O vice-presidente da Abras, Marcio Milan, também está otimista com o aumento do consumo no Brasil. “No segundo semestre, nós temos uma economia destravada, sem restrições e limitações, além da Black Friday e o Natal, que trazem uma movimentação muito grande no mercado. A Abras acredita que teremos um final de ano positivo e mantivemos [a expectativa de] crescimento de 4,5%.”

O economista Benito Salomão ressalta que o décimo terceiro salário é um forte incentivador para o aumento do consumo no final do ano. “Alguns artifícios e incentivos fazem o consumidor comprar mais, como o décimo terceiro. Mas estamos longe de ter um Natal das ‘vacas gordas’”, avalia.

O ex-diretor do Banco Central, economista Carlos Eduardo de Freitas, afirma que podemos olhar com otimismo para o último trimestre de 2021 e para 2022.

“A boa notícia é que a pandemia está sendo vencida; o fluxo de pessoas vai voltar e os serviços vão reagir. Já está chovendo novamente, os preços de energia devem voltar ao normal. O que vai permanecer é o choque do petróleo. Os preços subiram barbaramente e vamos ter que economizar derivados de petróleo.”

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A dica é pesquisar preços

A dica de ouro do vice-presidente da Abras, Marcio Milan, é pesquisar bem os preços na hora de comprar. “Nesse momento, onde temos oscilação de preços associados a outros eventos, como aumento da energia elétrica e do combustível, é importante que o consumidor pesquise. Se ele for ao supermercado hoje, ele vai encontrar arroz de R$ 16 até R$ 29.”

Para driblar a queda do consumo, os supermercados buscaram aumentar a variedade de marcas e produtos, além das ofertas. “Esses movimentos buscam atender o consumidor e o supermercado mantém a fidelidade de seus clientes”, comenta.

Confira a entrevista completa com o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

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17/10/2021 16:53h

No Rio Grande do Sul, combinação de frio e umidade provoca chuvas, neste final de semana

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Em plena primavera no Hemisfério Sul, a tempestade de neve atinge o extremo sul do continente americano, neste final de semana. No Brasil, uma massa de ar frio predomina na Região Sul do Brasil até quarta-feira (20).

No começo da tarde de sábado (16), o aeroporto de Ushuaia, na Argentina, registrava a temperatura entre 0°C e 1°C, com pouca oscilação. O Serviço Meteorológico Nacional do país argentino classificou a nevada como “impressionante” para a segunda metade do mês de outubro.

De acordo com o MetSul Meteorologia, o bolsão de ar gelado que provoca neve no Sul da Argentina deve avançar para o Norte, pelo Oceano Atlântico, margear a costa argentina e chegar ao litoral sul brasileiro na terça (19) e quarta-feira (20).

Oscilação Antártica 

De acordo com meteorologistas, o cenário é provocado pela Oscilação Antártica. O fenômeno está relacionado às mudanças na posição de correntes de jato, sistemas frontais, ciclone e anticiclones. O índice é calculado pela diferença de pressão zonal (oeste-leste) entre as latitudes de 40° e 65° Sul.

Segundo a meteorologista Andrea Ramos, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), quando o índice está positivo, o fluxo de jato é mais zonal e intenso nas proximidades da Antártica, o que não influencia no Brasil.

Já quando o índice está negativo, como acontece neste momento, o fluxo de jato consegue transitar de forma meridional (norte-sul), o que leva frentes frias para Argentina, Uruguai e Sul do Brasil.

Apesar da oscilação estar negativa, a meteorologista explica que a massa de ar frio ainda está mais concentrada no sul da Argentina. “A tendência é seguir esse padrão e não adentrar na Região Sul do país. O máximo que vai acontecer [no Sul do Brasil] é um declínio de temperatura. Ainda sim, é mais de acordo com o anticiclone, em função de uma frente [fria] que passou e, por isso, as temperaturas já estão mais amenas. Segunda e terça tendem a manter esse padrão.”

No entanto, até mesmo os moradores do estado gaúcho estranharam a temperatura mais amena em pleno outubro. “Nessa época do ano não é normal esse frio aqui. Normalmente, aqui já fica na casa dos dois dígitos: mínimas de 12°C e 14°C. É muito difícil ter mínimas de 6°C”, comenta Gabriela Punkslind, moradora de Canela (RS).

Chuvas

Após a passagem do anticiclone, o ar frio do oeste e sul do Rio Grande do Sul encontrou com a alta umidade do ar vinda do nordeste do estado, provocando fortes chuvas na Grande Porto Alegre, na Serra e no Litoral Norte, neste final de semana.

Em Capão da Canoa, no litoral gaúcho, a forte chuva provocou alagamentos.

A previsão do tempo para esta segunda-feira (18), na Região Sul do Brasil é de céu nublado, com possível garoa ao longo do dia por todo o estado do Paraná. No litoral de Santa Catarina, haverá sol entre muitas nuvens e chuva a qualquer hora. O sol aparece entre as nuvens no sudoeste do Paraná, oeste catarinense e litoral do Rio Grande do Sul. 

A temperatura varia entre 6 e 24 graus. Em toda a região a umidade relativa do ar fica entre 40% e 100%. As informações são do Somar Meteorologia.

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16/10/2021 17:17h

O fenômeno foi registrado nesta sexta-feira (15) e notificou ventos de quase 100 km/h. A Defesa Civil alerta para possíveis tempestades neste sábado (16)

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As tempestades de areia fizeram estragos no Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (15). A Defesa Civil do estado informou que 16 municípios foram afetados, entre eles a capital, Campo Grande, além de Dourados, Rio Brilhante, Miranda, Corumbá, Ponta Porã, Dois Irmãos do Buriti, Porto Murtinho, Juti, Novo Horizonte do Sul, Aquidauana, Anastácio, São Gabriel do Oeste, Nova Andradina, Três Lagoas e Corumbá. 

A tempestade fez o dia virar noite, o céu ficou um misto de poeira com nuvens escuras. Em Campo Grande, as rajadas de vento atingiram entre 54,55 quilômetros por hora (km/h) a 94,45 km/h, disse a Defesa Civil por nota. 

O meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mamedes Luiz Melo, disse que o fenômeno é comum em áreas agrícolas e explica por que ele acontece. “Isso ocorre normalmente em áreas de plantio, que passam todo o período de estiagem, fica toda aquela poeira solta que vai ressecando e normalmente o solo por estar desnudo sem nenhuma vegetação, aquece muito rápido e com a chegada da frente fria formam-se as tempestades de areia.”

O meteorologista afirma que qualquer lugar do país que esteja com condições climáticas citadas anteriormente está sujeito a receber o fenômeno, mas garante que após um ou dois episódios de chuva, a poeira tende a sedimentar dando fim as tempestades de poeira.

Nota publicada no site da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul informa que a previsão para este sábado é de mais chuva. “Há chance de chuva com tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento entre 50-90 km/h”.
 

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Brasil 61