Voltar
Baixar áudioO Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer 2% em 2026, segundo projeção do Informe Conjuntural do 2º Trimestre da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A estimativa é sustentada por perspectivas positivas para a indústria — especialmente a extrativa — e para a agropecuária, além da resiliência do setor de serviços.
A entidade manteve a projeção divulgada no primeiro trimestre, mas o ritmo esperado é inferior ao crescimento de 2,3% registrado pela economia brasileira em 2025. Segundo a CNI, os indicadores parciais do segundo trimestre reforçam os sinais de desaceleração da atividade econômica, movimento que já vinha sendo observado ao longo do ano passado.
Na avaliação da confederação, a manutenção dos juros elevados, o aumento dos custos de produção e o avanço das importações devem continuar pressionando o setor produtivo e limitar o desempenho da economia.
A CNI revisou para cima a projeção de crescimento da indústria em 2026, de 1,6% para 2,1%. A melhora é explicada, principalmente, pelo desempenho da indústria extrativa.
Segundo o diretor de Economia da CNI, Mario Sergio Telles, o segmento foi menos afetado pelo cenário de juros elevados e segue impulsionado pelo aumento da produção de petróleo e de minério de ferro.
"O grande destaque para esse aumento da projeção é o setor extrativo mineral, que deve crescer mais de 9% em 2026, ligado à produção de petróleo, que tem crescido muito fortemente, e também à produção de minério de ferro", afirma.
Já a indústria de transformação deve continuar enfrentando dificuldades. A CNI aponta que a combinação entre a entrada expressiva de produtos importados, os juros elevados e o aumento dos custos provocado pela guerra no Oriente Médio deve restringir a atividade do segmento. Ainda assim, a projeção de crescimento foi elevada de 0,3% para 0,6%.
Na construção civil, a expectativa também melhorou. A projeção passou de 1,3% para 1,5%, impulsionada por medidas do governo voltadas ao crédito imobiliário, à ampliação do Sistema Financeiro da Habitação, ao programa Reforma Casa Brasil e à continuidade dos investimentos em infraestrutura.
A expectativa para a agropecuária foi revisada para cima pela segunda vez consecutiva. A CNI passou a projetar crescimento de 1,8% em 2026, ante estimativa anterior de 1,1%.
A revisão reflete a perspectiva de mais uma safra recorde, puxada pela soja, além da expansão da produção animal. No fim de 2025, a entidade previa estabilidade para o setor.
Apesar da alta dos custos dos insumos, pressionados pelo conflito no Oriente Médio, a avaliação é de que o agronegócio continuará sustentando parte do crescimento da economia.
O PIB do setor de serviços foi o único que teve a projeção revisada para baixo. A estimativa caiu de 2,1% para 1,9% em 2026.
Segundo a CNI, segmentos como informação e comunicação, comércio varejista e o mercado de trabalho continuam sustentando a atividade, juntamente com medidas de estímulo ao consumo.
Mario Sergio Telles destaca que o comércio tem apresentado desempenho positivo para o PIB do setor.
“O comércio tem tido um crescimento de 1,4% nos últimos cinco meses, em relação aos cinco meses anteriores, muito impulsionado por alguns programas de financiamento do governo, como o Carro Sustentável, o Move Brasil”, ressalta.
Por outro lado, o aumento do endividamento e da inadimplência das famílias, aliado à manutenção dos juros elevados, continua limitando a expansão do setor.
Segundo Telles, enquanto a indústria e o comércio sofrem os efeitos da política monetária restritiva, a indústria extrativa é menos sensível aos juros e o comércio tem recebido estímulos de programas governamentais, fatores que ajudam a sustentar a projeção de crescimento do PIB.
A CNI elevou de 4,4% para 5% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026. A revisão reflete principalmente o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis, além da persistência da inflação no setor de serviços.
No campo fiscal, a entidade prevê crescimento real de 5,8% da receita líquida federal. Ao mesmo tempo, as despesas da União devem avançar 4,5% acima da inflação.
Com isso, o déficit primário deve atingir cerca de R$ 55,3 bilhões, patamar semelhante ao observado em 2025. A dívida pública deve encerrar 2026 em 82% do PIB, aumento de 10,3 pontos percentuais em relação ao nível registrado há dez anos.
Diante da piora do quadro fiscal e da inflação mais resistente, a CNI passou a projetar apenas dois cortes de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, ao longo de 2026, reduzindo-a de 14,25% para 13,75%. No informe anterior, a expectativa era de que a taxa encerrasse o ano em 12,75%.
“Vale destacar que a taxa de juros neutra, que é aquela que não retrai nem incentiva o crescimento econômico, está em 5%. Se as nossas projeções se confirmarem, os juros reais fechariam 2026 em torno de 9,2%, o que representa uma política monetária extremamente contracionista”, aponta Telles.
No cenário internacional, a CNI aponta a guerra no Oriente Médio como o principal fator de risco para a economia brasileira. O conflito elevou os custos de combustíveis, energia e fertilizantes no primeiro semestre, embora a entidade avalie que essa pressão possa diminuir ao longo do ano diante da expectativa de maior oferta de petróleo e da desaceleração da demanda chinesa.
Outro ponto de preocupação é o crescimento das importações de bens de consumo, que avançaram 16% no primeiro semestre. Segundo a CNI, o aumento ocorre em um contexto de desaceleração da indústria nacional e da demanda por produtos industriais. A projeção é de que as importações brasileiras somem US$ 306 bilhões em 2026, alta de 5,2% em relação ao ano anterior.
As exportações, por outro lado, devem alcançar US$ 383,9 bilhões, crescimento de 9,5%, favorecidas pelos preços mais elevados de commodities minerais, como o petróleo, e agrícolas, como a soja.
Mesmo assim, a CNI alerta que esse cenário poderá ser alterado com a confirmação dos aumentos nas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Ainda assim, a expectativa é de que a balança comercial registre superávit de US$ 77,9 bilhões em 2026, resultado 30,4% superior ao de 2025.
VEJA MAIS:
Copiar o textoExames técnicos identificaram comprometimento nas fundações da ponte da BR-235, em Pedro Afonso (TO)
Baixar áudioO Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) interditou totalmente a ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, em Pedro Afonso (TO), após a conclusão de estudos técnicos na sexta-feira (17), que apontaram comprometimento irreversível das fundações da estrutura. A decisão foi tomada com base em ensaios de campo e análises laboratoriais que descartaram a possibilidade de uma reabilitação segura da ponte.
Durante a investigação, a estrutura passou por uma prova de carga, na qual caminhões pesados foram posicionados sobre a ponte para medir seu comportamento sob esforço. Paralelamente, amostras de concreto das fundações e dos pilares foram analisadas pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). Os testes revelaram que, mesmo após a retirada da carga, parte da deformação permaneceu na estrutura, indicando perda de capacidade de recuperação.
Os exames laboratoriais identificaram reações químicas internas no concreto, responsáveis pela deterioração das fundações dos apoios centrais. Segundo o DNIT, trata-se de um problema irreversível, cuja única solução técnica é a substituição da estrutura, inviabilizando a recuperação da ponte.
Diante do resultado das análises, o órgão informou que a ponte será reconstruída. Enquanto o projeto definitivo é elaborado, a travessia permanecerá interditada. O DNIT avalia, no entanto, a possibilidade de liberar futuramente o tráfego apenas para veículos leves, como carros e motocicletas, desde que sejam realizados serviços preparatórios. Essa alternativa será reavaliada em até 15 dias.
Até que haja nova definição, a orientação é que os motoristas utilizem as rotas alternativas divulgadas pelo DNIT, enquanto a fiscalização da interdição será realizada em conjunto com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioA Agência Nacional de Mineração (ANM) distribuiu mais de R$ 88 milhões em recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) entre os dias 17 e 20 de julho para municípios afetados pela atividade mineral em todo o país. Os repasses contemplam localidades impactadas pela infraestrutura da mineração, como ferrovias, portos, dutovias, barragens de rejeitos e outras estruturas ligadas à atividade.
A distribuição encerra o ciclo 2025/2026 de repasses da CFEM aos municípios afetados, referente à arrecadação registrada entre maio de 2025 e abril de 2026.
Embora os valores correspondentes à arrecadação de abril de 2026 tenham sido pagos apenas em julho, devido à necessidade de adequação dos cálculos a uma decisão judicial, a ANM concluiu o ciclo com a regularização dos repasses e a destinação integral dos recursos aos entes beneficiários.
Do total distribuído, mais de R$ 71 milhões foram destinados a 1.747 municípios diretamente afetados pela infraestrutura da mineração, como aqueles cortados por ferrovias, portos e dutovias utilizados no escoamento da produção mineral.
Clique aqui para conferir a lista de municípios diretamente afetados.
Os outros mais de R$ 17 milhões foram repartidos entre 4.459 municípios vizinhos às áreas de produção mineral, além do Distrito Federal e dos 12 estados produtores, nos casos em que houve valores não destinados aos municípios diretamente afetados. Desse montante, 99% dos recursos foram destinados aos municípios.
Clique aqui para conferir a lista de municípios vizinhos e os estados produtores.
A destinação de parte da CFEM a municípios onde não há extração mineral, mas que sofrem impactos da atividade, foi instituída pela Lei nº 13.540/2017. A legislação estabelece que 15% da arrecadação da CFEM — neste caso, R$ 88 milhões — sejam destinados ao Distrito Federal e aos municípios afetados por estruturas como ferrovias, dutovias, operações portuárias, pilhas de estéril, barragens de rejeitos e demais instalações vinculadas aos empreendimentos minerários.
Os recursos também contemplam os municípios limítrofes — aqueles que fazem divisa com cidades produtoras de minerais —, além do Distrito Federal e dos estados produtores, quando há valores que não foram repassados aos municípios diretamente afetados.
A legislação determina que os valores da CFEM não podem ser usados para o pagamento de dívidas, exceto aquelas contraídas com a União ou com entidades federais. Também é proibido utilizar os recursos para custear despesas permanentes com pessoal.
A principal exceção é a área da educação. Nesse caso, os recursos podem financiar despesas educacionais, incluindo o pagamento de professores da rede pública, especialmente os que atuam na educação básica em tempo integral.
A ANM ressalta que estados, Distrito Federal e municípios beneficiados devem divulgar anualmente a destinação dos valores recebidos. Além disso, pelo menos 20% da receita da CFEM deve ser aplicada em ações voltadas para:
A divulgação dessas informações deve seguir as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011). Os dados detalhados sobre a arrecadação e a distribuição da CFEM podem ser consultados no portal da ANM, enquanto o Banco do Brasil disponibiliza a consulta dos repasses efetuados às contas dos entes federativos.
VEJA MAIS:
Copiar o texto
Baixar áudioImagine um banco que deixa de receber o dinheiro de clientes por não ter onde investir. É basicamente o que faz o sistema energético brasileiro. Por não ter como escoar a produção de energia elétrica, novos empreendimentos se tornam inviáveis. Isso afeta, principalmente, as fontes renováveis, que compõem 86,8% dos 783,3 terawatt-hora (TWh) produzidos pela matriz nacional.
Este fato ocorre porque, em determinadas regiões, o sistema está ‘estrangulado’, sem capacidade de comportar um novo projeto energético. Exceto em linhas de transmissão onde há baterias ou usinas reversíveis, a eletricidade produzida que não é utilizada oferece risco de instabilidade ao sistema e até apagão.
Foi por esse motivo que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontou como inviável um complexo privado que uma empresa norte-americana tinha intenção de construir na cidade de Buritizeiro (MG) com 25 usinas fotovoltaicas e mais de 1 gigawatt (GW) de capacidade instalada, informação noticiada pelo portal Solar e confirmada pela reportagem do Brasil 61. Segundo a agência, diversas localidades não possuem margem de escoamento disponível para conectar novos projetos ao Sistema Interligado Nacional (SIN) no horizonte dos próximos 4 anos.
A limitação da infraestrutura de transmissão tem se tornado um dos principais desafios para novos empreendimentos de energia renovável, especialmente em regiões com elevada concentração de projetos. O Nordeste, que possui mais de um quarto da capacidade de produção de eletricidade do país, sendo 42,5% dessa carga advinda de energia eólica e solar, não possui nenhuma margem de escoamento nos 226 pontos de conexão localizados na região até 2030.

Mapa da Margem do ONS mostra que não há margem de escoamento de eletricidade na região Centro-Nordeste do Brasil
Em 2025, esse desequilíbrio entre oferta e demanda fez com que mais de 20% da produção de eletricidade das duas matrizes fossem desperdiçadas. Cálculos da companhia Volt Robotics, a pedido do jornal Folha de São Paulo, estimam que essa energia perdida equivale a 10 meses da geração da hidrelétrica de Belo Monte, segunda maior do país, e suficiente para abastecer os 700 mil veículos que formam a frota de carros elétricos no Brasil ou 40 data centers de grande porte por quase um ano.
Vanderlei Martins, professor de planejamento energético da Fundação Getúlio Vargas (FGV), ressalta que a solução não passa apenas por ampliar a capacidade de escoar a eletricidade no país. “A transmissão é a espinha dorsal da transição energética. Sem ela, a energia renovável fica represada, os projetos acabam perdendo atratividade e o sistema fica mais caro e menos eficiente. Também precisamos acelerar projetos que tragam mais flexibilidade em outros aspectos, como armazenamento de energia. As baterias, por exemplo, podem armazenar energia solar no meio do dia e deslocar essa energia para o fim da tarde, início da noite, quando a demanda costuma ser maior e a geração solar cai”, afirma o especialista.
O governo federal promete para dezembro o primeiro leilão de baterias no Brasil. As diretrizes, esperadas para abril, foram publicadas no início de junho e permitem que empresas instalem e operem grandes sistemas de baterias capazes de armazenar energia elétrica e liberá-la quando necessário.
É o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) o órgão responsável por preservar todo o sistema elétrico no país. Quando identifica sobreoferta em algum trecho da rede, a instituição determina a diminuição da produção nas usinas centralizadas, medida chamada de curtailment. Ou seja, que as turbinas das hidrelétricas, as hélices dos moinhos e os painéis solares nos telhados sejam desligados, mesmo que as condições pluviais e climáticas sejam favoráveis à produção de eletricidade.
Com a pulverização dos painéis fotovoltáicos, cada vez mais casas e fazendas solares produzem eletricidade, onde o excedente não utilizado é despejado na rede e o proprietário consegue abatimentos no valor da conta. O ONS não tem controle sobre essa geração distribuída (GD), por isso os curtailments são mais comuns nos parques eólicos, onde a produção é realizada por uma distribuidora de energia.
A melhora da infraestrutura pode resolver parte da questão, mas Ricardo Brandão, diretor de regulação da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), destaca que o investimento público acabaria favorecendo poucas pessoas. “Eu faço um grande investimento em energia, em transmissão, consigo acomodar essa geração produzida pelos painéis solares, dos telhados e das fazendas solares, só que quem paga por isso são justamente os consumidores que não são clientes de fazendas solares e que não tem painel solar nos seus telhados”, alerta.
O ganho estrutural vai além de aumentar o alcance das linhas de transmissão, avalia Martins, da FGV. Para o Brasil aproveitar todo o potencial de sua matriz energética renovável, o professor entende que é preciso uma expansão coordenada da oferta, demanda e capacidade da rede. “O próximo salto da transição energética brasileira não será apenas instalar mais megawatts de renováveis, como muito se fala, será sim integrar melhor esses megawatts aos sistemas, reduzindo desperdícios, evitando curtailment e direcionando investimentos para as áreas onde eles realmente agregam valor ao país”, pondera.
O Plano Decenal de Energia (PDE) 2026-2035 da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), usado para orientar políticas públicas, indica que o Brasil vai precisar de R$ 116,9 bilhões em investimentos. Desse total, R$ 78 bilhões (67%) devem ser usados para ampliar em 29 mil quilômetros as linhas de transmissão brasileiras, que atualmente possuem 190 mil quilômetros, enquanto os demais R$ 38,9 bilhões devem ser usados para arcar com a construção e manutenção de subestações.
Copiar o texto
Baixar áudioA Região Sul terá uma quinta-feira (23) marcada pelo predomínio de muitas nuvens e pela atuação de instabilidades atmosféricas, favorecendo a ocorrência de chuva em diferentes áreas dos três estados. As temperaturas permanecem amenas em toda a região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, a capital, Porto Alegre, terá mínima de 14°C e máxima de 18°C, com previsão de muitas nuvens e chuva isolada. A chuva também deve atingir a metade leste e parte da Campanha, enquanto o Centro Ocidental, o Centro Oriental, o Noroeste e áreas do Sudoeste Rio-Grandense terão predomínio de muitas nuvens. Já parte do Sudeste Rio-Grandense apresenta previsão de poucas nuvens.
Em Santa Catarina, Florianópolis registra mínima de 15°C e máxima de 18°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva. A instabilidade também se estende pelo Litoral Norte, Vale do Itajaí e parte do Planalto Norte. Nas demais regiões, como o Oeste Catarinense, o Meio-Oeste, o Planalto Sul, a Serra Catarinense e o Litoral Sul, a previsão é de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada.
No Paraná, Curitiba terá temperaturas entre 9°C e 15°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição também predomina no Leste Paranaense. No Noroeste, Norte Central, Norte Pioneiro, Centro Ocidental, Centro Oriental, Oeste, Sudoeste e Sudeste Paranaense, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o texto
Baixar áudioA Região Centro-Oeste apresenta condições de tempo variadas nesta quinta-feira (23). De acordo com a previsão, a estabilidade atmosférica predomina no Distrito Federal e em Goiás, enquanto a nebulosidade aumenta em Mato Grosso. Já Mato Grosso do Sul terá maior instabilidade, com ocorrência de pancadas de chuva em diferentes áreas do estado, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Distrito Federal, Brasília terá mínima de 15°C e máxima de 28°C, com previsão de poucas nuvens ao longo do dia.
Em Goiás, a capital, Goiânia, registra temperaturas entre 15°C e 32°C, também sob predomínio de poucas nuvens. Nas regiões Norte Goiano, Noroeste Goiano, Centro Goiano, Leste Goiano e Sul Goiano, o tempo segue com muitas nuvens.
Em Mato Grosso, Cuiabá terá mínima de 23°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens. A previsão indica as mesmas condições climáticas nas regiões Norte Mato-grossense, Nordeste Mato-grossense, Sudeste Mato-grossense e Sudoeste Mato-grossense, enquanto áreas do Centro-Sul Mato-grossense podem registrar muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada.
Em Mato Grosso do Sul, a previsão para Campo Grande informa mínima de 18°C e máxima de 24°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva. Nas regiões Pantanais Sul-Mato-Grossenses, Sudoeste de Mato Grosso do Sul e Leste de Mato Grosso do Sul, são esperadas pancadas de chuva isoladas. Já no Centro-Norte de Mato Grosso do Sul, a previsão é de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o texto
Baixar áudioA Região Sudeste terá predomínio de tempo estável nesta quinta-feira (23), com variação na cobertura de nuvens entre os estados. As condições favorecem céu com poucas nuvens no interior da região, enquanto áreas litorâneas registram maior nebulosidade e há possibilidade de chuva isolada em parte do estado de São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a capital terá temperatura entre 18°C e 21°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. Nas demais áreas do estado, a previsão indica possibilidade de chuva isolada no litoral sul, Vale do Ribeira, faixa leste da Região Metropolitana, Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira. Já o oeste, noroeste e parte do centro-oeste paulista devem registrar apenas muitas nuvens.
No Rio de Janeiro, a capital terá mínima de 17°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens. A condição também predomina nas regiões Metropolitana, Baixadas Litorâneas, Costa Verde, Serrana, Centro-Sul, Norte Fluminense e Noroeste Fluminense.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte registra temperaturas entre 13°C e 28°C, com poucas nuvens. A mesma condição é esperada para a maior parte do estado, abrangendo o Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, Noroeste, Norte de Minas, Central Mineira, Oeste, Campo das Vertentes, Sul e Sudoeste, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri e Jequitinhonha.
No Espírito Santo, Vitória terá mínima de 18°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens. A previsão também indica muitas nuvens nas regiões Central, Litoral Norte, Noroeste, Nordeste, Sudoeste, Sul e Serrana do estado.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o texto
Baixar áudioA Região Norte terá uma quinta-feira (23) marcada por variação de nebulosidade e condições para chuva isolada em grande parte dos estados. As temperaturas seguem elevadas em toda a região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Acre, a previsão é de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada na maior parte do estado. Em Rio Branco, os termômetros variam entre 22°C e 33°C. O mesmo cenário é esperado para as regiões do Vale do Juruá e do Vale do Acre.
No Amazonas, a capital Manaus registra mínima de 26°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A previsão também se estende às regiões do Norte Amazonense, Centro Amazonense, Sudoeste Amazonense e Sul Amazonense.
No Amapá, Macapá terá temperaturas entre 24°C e 32°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. As mesmas condições predominam nas regiões Norte, Centro e Sul do estado.
No Pará, a capital Belém deve registrar mínima de 24°C e máxima de 33°C, também sob muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. A previsão alcança as regiões do Marajó, Baixo Amazonas, Nordeste Paraense, Sudoeste Paraense e Sudeste Paraense.
Em Roraima, Boa Vista terá mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. O tempo permanece semelhante nas regiões Norte, Centro-Sul e Sul do estado.
Em Rondônia, Porto Velho registra temperaturas entre 22°C e 35°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A previsão também vale para as regiões Leste Rondoniense e Madeira-Guaporé.
Já no Tocantins, o tempo segue mais estável. Em Palmas, a mínima será de 21°C e a máxima de 36°C, com predomínio de poucas nuvens. Nas regiões do Bico do Papagaio, Ocidental do Tocantins e Oriental do Tocantins, o céu varia entre poucas nuvens e muitas nuvens, sem previsão de chuva significativa.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o texto
Baixar áudioA Região Nordeste terá, nesta quinta-feira (23), variação de nebulosidade, com maior presença de instabilidades na faixa leste. As condições favorecem a ocorrência de chuva em trechos do litoral, enquanto o interior da região permanece com muitas nuvens, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, a capital Salvador registra mínima de 20°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A chuva também pode ocorrer em áreas do Leste Baiano. Já o Centro Norte Baiano, o Centro Sul Baiano, o Vale São-Franciscano da Bahia e o Extremo Oeste Baiano terão predomínio de muitas nuvens, com períodos de poucas nuvens em parte do interior.
Em Sergipe, Aracaju terá temperaturas entre 21°C e 29°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A previsão se estende para as demais áreas do estado, especialmente no Leste Sergipano, enquanto o Agreste Sergipano e o Sertão Sergipano permanecem com muitas nuvens ao longo do dia.
Em Alagoas, Maceió terá mínima de 20°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As instabilidades também atingem o Leste Alagoano, enquanto o Agreste Alagoano e o Sertão Alagoano terão predomínio de muitas nuvens.
Em Pernambuco, Recife registra temperaturas entre 23°C e 29°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. A chuva também alcança a Mata Pernambucana, enquanto o Agreste Pernambucano, o Sertão Pernambucano e o São Francisco Pernambucano permanecem com muitas nuvens.
Na Paraíba, João Pessoa terá mínima de 23°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. A previsão é semelhante para a Mata Paraibana, enquanto o Agreste Paraibano, a Borborema e o Sertão Paraibano terão muitas nuvens.
No Rio Grande do Norte, Natal registra temperaturas entre 23°C e 29°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As instabilidades também atingem o Leste Potiguar, enquanto o Agreste Potiguar, o Central Potiguar e o Oeste Potiguar permanecem com muitas nuvens.
No Ceará, Fortaleza terá mínima de 25°C e máxima de 31°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. No interior, o Norte Cearense, o Noroeste Cearense, os Sertões Cearenses, o Jaguaribe, o Centro-Sul Cearense e o Sul Cearense terão predomínio de muitas nuvens.
No Piauí, Teresina registra mínima de 23°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens. A previsão é de muitas nuvens em grande parte do estado, com períodos de poucas nuvens em áreas do Sudoeste Piauiense, enquanto o Norte Piauiense, o Centro-Norte Piauiense e o Sudeste Piauiense permanecem com céu predominantemente nublado.
No Maranhão, São Luís terá temperaturas entre 25°C e 32°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A previsão também indica possibilidade de chuva na faixa do Norte Maranhense, enquanto o Oeste Maranhense, o Leste Maranhense, o Centro Maranhense e o Sul Maranhense terão predomínio de muitas nuvens, com períodos de poucas nuvens em localidades do sul do estado.
Céu totalmente encoberto por oito oitavos na camada de nuvens. A cobertura de nuvens é estimada em oitavos (oktas) da abóbada celeste, somando-se todas as nuvens presentes naquela camada específica.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o texto
Baixar áudioO grande volume de propagandas de apostas esportivas durante as transmissões de partidas da Copa do Mundo acenderam o alerta nas autoridades brasileiras. Devido ao risco envolvido na prática, o governo federal anunciou novas regras para endurecer a publicidade desse mercado.
Semelhante ao que acontece com bebidas alcoólicas e cigarros, desde a última sexta-feira (17), de acordo com a Portaria 1.964 de 3 de julho de 2026, do Ministério da Fazenda, as empresas estão obrigadas a advertir que "apostar faz perder dinheiro", "pode causar dependência" e "não é investimento". Já a Portaria Interministerial nº 73, de 10 de julho de 2026, da Fazenda, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, proíbe publicidades que incentivem apostas com base na expertise de comentaristas, especialistas ou influenciadores.
As penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da operadora limitado a R$ 14 milhões, e suspensão da licença de funcionamento por 180 dias. Em caso de reincidência, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online.
Um levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que as apostas esportivas online retiraram cerca de R$ 143 bilhões do comércio varejista brasileiro entre janeiro de 2023 e março de 2026. Esses prejuízos fizeram com que diversas entidades representativas dos setores produtivos, lideradas pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), assinassem manifesto alertando sobre o crescimento desenfreado da prática e suas graves consequências sociais, econômicas e de saúde pública.
A população economicamente mais vulnerável tende a ser ainda mais prejudicada, por isso o governo lança mão de outras ferramentas de proteção. Associado com o endurecimento da divulgação das bets, o Ministério da Fazenda determinou o bloqueio às plataformas de apostas de 2,8 milhões de beneficiários do Bolsa Família e do BPC, o Benefício de Prestação Continuada.
Renato Barreiros, diretor das Fábricas de Cultura – um programa do governo de São Paulo que promove a cultura na periferia do estado –, revela que, no último ano, percebeu a propagação dos relatos de dívidas com apostas e sugeriu que encarassem o problema. “Tem dois casos de suicídio que a gente sabe, de menino que se enrolou. A gente tem ouvido muita, muita história de gente que está devendo para agiota na periferia por conta disso”, contou.
O programa já realizou um festival de funk, uma galeria com grafites e até a criação de um jogo de cartas ilustradas para conscientizar alunos de escolas públicas da região sobre os riscos das apostas. Segundo Barreiros, a criançada comprou a ideia, mas não o suficiente para reparar o estrago feito na vida dos familiares já viciados.
Guido Arturo Palomba, psiquiatra forense com mais de 50 anos de atuação nos tribunais judiciários paulistas, compara o vício em apostas ao vício em drogas, com a mesma abstinência para quem deixa de fazer uso, mas com a diferença de que uma substância é química, enquanto a outra, no caso das bets, é psíquica – o cérebro do apostador produz uma alta quantidade do neurotransmissor que funciona como uma recompensa: a dopamina.
O especialista destaca que a ludopatia, que é o vício em jogos, não é algo recente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a condição como transtorno mental desde 1980, porém, a facilidade de realizar uma aposta online torna as bets muito mais perigosas. “O vício, a patologia é a mesma. O que mudou foi que para jogar, antigamente, você precisava ir no cassino, ir lá e etc. Agora não, agora é a qualquer hora, a qualquer momento, a qualquer segundo de onde você estiver, só isso. A disseminação da desgraça”, lamentou.
Tanto para Barreiros quanto para Palomba, qualquer solução que não seja a proibição total da prática não resolverá o problema.
Odds (cotação para determinado evento), cashout (encerrar a aposta antes do fim do evento) e all-in (apostar todo o saldo) são gírias que passaram a fazer parte do vocabulário e cotidiano de muitos brasileiros nos últimos anos em função das bets. Proibido desde 1946, esse mercado passou a ser permitido em 2018, somente na modalidade online. A regulamentação foi aprovada pelo Congresso Nacional um ano além do previsto, em 2023, determinando que só podem operar as bets que receberam autorização, a partir do pagamento da licença de R$ 30 milhões, e o cumprimento das regras de segurança, combate a crimes e monitoramento dos apostadores.
Segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda, 187 marcas estão autorizadas a funcionar legalmente em território nacional e geraram, em 2025, R$ 37 bilhões em arrecadação aos cofres públicos. A proliferação das apostas de quota fixa, as famosas bets, já atraiu mais de 27 milhões de apostadores no Brasil, sendo que um em cada quatro usuários se arrisca todos os dias.
O Legislativo já discute novas propostas para limitar o alcance das bets. A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara dos Deputados analisam o Projeto de Lei (PL) 1.808/2026, que busca proibir integralmente as apostas de quota fixa, enquanto o Projeto de Lei 5.144/2023, que cria mecanismos para coibir a divulgação de jogos de azar explorados sem autorização no país, é debatido na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC), também da Câmara, mas pode ser votado a qualquer momento no plenário da Casa.
Copiar o texto