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Baixar áudioO aumento do consumo de combustíveis de baixo carbono no Brasil exigirá investimentos para ampliar a capacidade de produção e evitar problemas de abastecimento. Embora os biocombustíveis já tenham participação relevante na matriz energética do país, o ritmo de expansão da oferta será determinante para acompanhar as metas de descarbonização nos próximos anos. O alerta consta em um estudo divulgado recentemente pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Denominado “Combustíveis no Brasil: análise do mercado e perspectivas para a descarbonização”, o levantamento aponta que aproximadamente 25% da energia utilizada no transporte brasileiro em 2025 teve origem em biocombustíveis. O resultado está relacionado às políticas de diversificação da matriz energética e ao desenvolvimento da produção nacional.
De acordo com a CNI, para manter esse patamar e ampliar a participação dos combustíveis renováveis, será necessário garantir que a indústria tenha condições de atender ao crescimento da demanda. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Alban, a transição energética precisa considerar não apenas as metas ambientais, mas também a segurança do abastecimento e o desenvolvimento das cadeias produtivas.
“A expansão dos biocombustíveis representa uma oportunidade estratégica para o país, mas sua consolidação dependerá da capacidade de coordenar políticas de demanda e oferta, investimentos produtivos, infraestrutura, financiamento e desenvolvimento tecnológico”, destacou.
Na avaliação da especialista em Infraestrutura da CNI, Rennaly Sousa, o Brasil tem uma vantagem importante nessa área, que é a experiência de décadas na produção e no uso de biocombustíveis.
“Esses fatores contribuíram para diversificar a matriz energética. E é também uma vantagem importante, que demonstra a capacidade brasileira de desenvolver soluções para a descarbonização. E mostra ainda que o país pode assumir uma posição ainda mais relevante no mercado global. Então o desafio agora é ampliar essa estrutura e atrair investimentos para avançar também em novas alternativas”, enfatizou.
Entre os segmentos já consolidados, o biodiesel e o etanol precisarão ampliar a capacidade produtiva para acompanhar o avanço do consumo. No caso do biodiesel, o aumento gradual da mistura obrigatória ao diesel tende a impulsionar a demanda nos próximos anos.
A projeção da CNI é que o consumo do combustível alcance 18 bilhões de litros em 2035. Para atender a esse volume, os investimentos em novas unidades e na ampliação das plantas existentes precisarão acompanhar o crescimento do mercado. O estudo também alerta que misturas acima de 20% podem exigir aportes adicionais e elevar o risco de restrições no abastecimento caso a produção não avance no mesmo ritmo.
Para o etanol, a estimativa é de uma demanda de 46 bilhões de litros em 2035. O crescimento deverá ser impulsionado tanto pela elevação do percentual de etanol anidro misturado à gasolina quanto pelo consumo de etanol hidratado.
Apesar da capacidade industrial instalada no país, a oferta enfrenta limitações relacionadas à sazonalidade da produção, à disponibilidade de matéria-prima e à concorrência entre a fabricação de açúcar e a de etanol. Esses fatores podem dificultar o atendimento contínuo do mercado, mesmo diante da expansão da demanda.
Nos segmentos de diesel verde e Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês), o desafio é maior porque as cadeias produtivas ainda estão em fase inicial de desenvolvimento no Brasil.
Para o diesel verde, a possibilidade de adoção de uma mistura de até 3% representa uma demanda potencial de aproximadamente 2,5 bilhões de litros em 2035. O país, porém, ainda não dispõe de uma estrutura comercial de produção em escala suficiente para atender a esse volume.
A expansão do mercado dependerá da construção de novas unidades industriais, da disponibilidade de matérias-primas e de infraestrutura, além do acesso a hidrogênio de baixo carbono.
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No setor aéreo, a necessidade de ampliar a produção de SAF está relacionada à entrada em vigor de novas exigências regulatórias. O Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV) começa a estabelecer obrigações a partir de 2027. No mesmo ano, terá início a segunda fase do CORSIA, mecanismo internacional de compensação e redução das emissões da aviação.
Diante desse cenário, o estudo defende medidas que reduzam os riscos dos investimentos, ofereçam condições de financiamento de longo prazo e incentivem a formação de fornecedores e o desenvolvimento de tecnologia no Brasil.
Para evitar que o crescimento das metas de descarbonização provoque dificuldades no abastecimento, a CNI recomenda medidas para dar mais previsibilidade aos investimentos e aproximar a expansão da demanda da capacidade efetiva de produção.
Uma das propostas é alinhar as políticas de preços dos combustíveis aos objetivos de descarbonização. A entidade também sugere a criação de um Comitê Permanente de Monitoramento de Biocombustíveis, com representantes do poder público e dos setores envolvidos.
O grupo seria responsável por acompanhar os projetos industriais, a capacidade real de produção, a disponibilidade de matérias-primas e os possíveis riscos de desabastecimento. As informações também serviriam de base para eventuais ajustes graduais nas metas e nos percentuais obrigatórios de mistura, de acordo com a evolução da oferta.
Outra recomendação é estabelecer uma política de comércio exterior específica para os biocombustíveis. A proposta prevê facilitar as importações quando a produção nacional não for suficiente e permitir medidas excepcionais e temporárias de controle das exportações em situações de pressão sobre a oferta ou os preços.
“Isso representa oportunidades de geração de emprego, inovação e o desenvolvimento para a indústria brasileira. Aumentar a participação de combustíveis produzidos internamente no país fortalece a segurança do abastecimento e pode diminuir essa necessidade de importação. Isso faz com que a gente diversifique as nossas fontes de energia e reduza oscilações internacionais, principalmente por conflitos geopolíticos”, complementou Rennaly Sousa.
Para estimular a produção de diesel verde e SAF, a CNI defende instrumentos específicos de apoio aos investimentos. Entre eles estão contratos de fornecimento de longo prazo, mecanismos competitivos de financiamento, garantias, compartilhamento de riscos tecnológicos e incentivo à formação de uma cadeia nacional de fornecedores.
Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a política de biocombustíveis precisa avançar além dos estímulos ao consumo e criar condições para ampliar a produção nacional.
“A próxima etapa da política brasileira de biocombustíveis exige, portanto, ir além da criação de demanda e assegurar as condições para que a oferta cresça de forma competitiva, sustentável e suficiente”, pontuou.
O estudo avalia que o Brasil tem condições de ampliar sua presença no mercado de combustíveis de baixo carbono, mas destaca que esse avanço dependerá da transformação do potencial produtivo em investimentos, novas unidades industriais e desenvolvimento tecnológico.
A capacidade de conciliar a expansão dos biocombustíveis com a segurança do abastecimento será fundamental para avançar na descarbonização sem comprometer a competitividade da indústria e a previsibilidade para os agentes econômicos.
A discussão sobre o futuro do mercado brasileiro de combustíveis também foi tema de um workshop promovido pela CNI no dia 28 de outubro. O encontro reuniu especialistas e representantes dos setores público e produtivo para discutir os desafios e as oportunidades relacionados à transição energética no país.
Participaram do debate Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI; Rennaly Sousa, especialista em Infraestrutura da entidade; Edmar de Almeida, professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ); Carlos Orlando, diretor executivo de Downstream do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP).
Também estiverem presentes Edie Andreeto Junior, diretor do Departamento de Combustíveis Derivados do Petróleo do Ministério de Minas e Energia; Mario Campos, presidente da Bioenergia Brasil; e Mozart Rodrigues, diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
Durante o encontro, Edmar de Almeida destacou que a produção de petróleo e o desenvolvimento de combustíveis renováveis podem avançar simultaneamente no Brasil. Para ele, a diversidade da matriz energética nacional representa uma oportunidade para o setor.
"O Brasil pode ser uma potência petroleira e também uma potência de combustível renovável. O desafio é colocado para o setor e para todos nós. Não é uma contradição. É uma oportunidade. Ninguém tem uma matriz tão diversificada como a nossa no setor de transportes", analisou.
Já Edie Andreeto Junior abordou a relação entre os biocombustíveis e a segurança energética. Segundo ele, a ampliação da produção nacional de fontes renováveis pode reduzir a dependência brasileira da importação de derivados de petróleo.
"O Brasil é exportador de petróleo bruto e importador dos principais derivados de petróleo. O maior volume importado é de óleo diesel, com cerca de 1/4 da demanda nacional atendida por importação, em maior parte da Rússia e dos Estados Unidos. Já a participação dos biocombustíveis na matriz energética é relevante, com menos necessidade de importar", destacou.
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Baixar áudioAs condições financeiras das pequenas indústrias atingiram o pior nível em cinco anos. Segundo o Panorama da Pequena Indústria (PPI), divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice que mede a situação financeira dos pequenos negócios recuou 0,9 ponto no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o trimestre anterior, e chegou a 38,5 pontos.
O indicador varia de 0 a 100 pontos e considera a satisfação dos empresários com a margem de lucro operacional e a condição financeira das empresas, além da facilidade de acesso ao crédito. Quanto maior a pontuação, melhor a situação financeira dos negócios.
A comparação com outros períodos também evidencia o cenário de dificuldade. Em relação ao terceiro trimestre de 2025, o índice caiu 2,5 pontos e ficou 0,3 ponto abaixo da média histórica.
Para a analista de Políticas e Indústria da CNI, Julia Dias, as elevadas taxas de juros contribuem para a piora das condições financeiras das pequenas empresas.
“O ambiente de crédito ainda é muito restritivo, principalmente por causa da elevada taxa de juros. As pequenas indústrias sofrem ainda mais para conseguir crédito e, mesmo quando acessam, não conseguem o valor que necessitam”, afirma.
O desempenho das pequenas indústrias também piorou no terceiro trimestre. O índice que mede a atividade do segmento caiu 0,9 ponto em relação ao trimestre anterior e atingiu 44,3 pontos. Na comparação com o mesmo período de 2025, o indicador recuou 2 pontos. Já em relação à média histórica, permaneceu 0,1 ponto acima.
O índice é calculado com base em três variáveis:
A escala também vai de 0 a 100 pontos. Quanto maior a pontuação, melhor o desempenho das pequenas empresas do setor no período.
A elevada carga tributária permanece no topo do ranking dos principais problemas enfrentados pelas pequenas indústrias de transformação e da construção. Além de continuar na primeira posição, o desafio ganhou importância em relação ao segundo trimestre. Na indústria de transformação, o percentual de assinalações subiu de 37,3% para 41%. Na construção, passou de 42,9% para 43,6%.
“Imaginamos que isso seja por conta desse período de transição da Reforma Tributária, porque as empresas que estão enquadradas no Simples Nacional têm que fazer uma escolha em 2026: se elas continuam integralmente no regime do simples ou se vão migrar para o regime híbrido. Então isso ainda causa alguma preocupação por parte das pequenas indústrias”, analisa Julia Dias.
O movimento acompanha a tendência observada na Sondagem Industrial, que abrange empresas de todos os portes. Nesse levantamento, a carga tributária também ganhou importância entre os principais problemas enfrentados pelo setor: o percentual de assinalações subiu de 33,3% para 37,2% no período.
A demanda interna insuficiente também ganhou espaço entre as preocupações dos industriais de pequeno porte. Na indústria de transformação, o problema saltou da sexta para a segunda posição do ranking, com aumento de 22,9% para 26,6% das assinalações.
Em sentido contrário, a falta ou o alto custo da matéria-prima perdeu importância e passou da segunda para a terceira colocação, com recuo de 34,6% para 26,2%.
Entre as pequenas indústrias da construção, as altas taxas de juros permaneceram na segunda posição do ranking. O problema foi apontado por 39,3% dos empresários do segmento, ante 37,8% no trimestre anterior. Na sequência, aparece a falta ou o alto custo da mão de obra não qualificada, com 29,1% das assinalações.
Principais problemas enfrentados pela pequena indústria
| Transformação | 3º tri | 2º tri | Construção | 3º tri | 2º tri |
|---|---|---|---|---|---|
| Elevada carga tributária | 41,0% | 37,3% | Elevada carga tributária | 43,6% | 42,9% |
| Demanda interna insuficiente | 26,6% | 22,9% | Taxa de juros elevada | 39,3% | 37,8% |
| Falta ou alto custo da matéria-prima | 26,2% | 34,6% | Falta ou alto custo da mão de obra não qualificada | 29,1% | 31,1% |
| Taxa de juros elevada | 25,4% | 27,1% | Falta ou alto custo de trabalhador qualificado | 27,4% | 26,1% |
| Falta ou alto custo de trabalhador qualificado | 23,7% | 24,6% | Insegurança jurídica | 19,7% | 11,8% |
| Competição desleal (informalidade, contrabando, etc.) | 20,0% | 24,0% | Demanda interna insuficiente | 15,4% | 10,9% |
| Inadimplência dos clientes | 17,0% | 16,2% | Burocracia excessiva | 13,7% | 20,2% |
| Falta ou alto custo de energia | 14,1% | 10,5% | Condições climáticas | 12,0% | 2,5% |
| Competição com importados | 12,9% | 11,1% | Falta de capital de giro | 11,1% | 12,6% |
| Falta de capital de giro | 12,5% | 12,3% | Nenhum | 9,4% | 7,6% |
Os empresários das pequenas indústrias completaram 23 meses sem confiança, segundo o levantamento. Embora o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) tenha avançado em outubro, de 44,4 para 46,8 pontos, o indicador permanece abaixo dos 50 pontos, linha que separa confiança de falta de confiança. A última vez que o índice superou esse patamar foi em novembro de 2024.
“Esse pessimismo é persistente, porque segue há 23 meses, mas também é intenso, porque esse patamar está 5,2 pontos abaixo da média histórica”, aponta Dias.
A falta de confiança também se reflete nas perspectivas para os próximos meses. O índice que mede as expectativas dos empresários das pequenas indústrias registrou 46,6 pontos no terceiro trimestre, em uma escala de 0 a 100.
O indicador chegou a 45,9 pontos em setembro, refletindo uma avaliação mais negativa naquele mês. Desde setembro de 2025, as expectativas dos empresários oscilam em torno de 47 pontos, sem apresentar uma recuperação consistente.
O índice considera três componentes: intenção de investimento nos próximos seis meses, expectativas em relação à demanda (ou ao nível de atividade, no caso da construção) e perspectivas para o número de empregados no mesmo período.
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Baixar áudioO Senado Federal aprovou, nesta terça-feira (3), em dois turnos de votação, a Proposta de Emenda à Constituição nº 18 de 2025, conhecida como PEC da Segurança Pública. Foram 73 votos favoráveis de 49 necessários na primeira rodada e 75 na segunda, sem nenhum contrário em ambas as vezes.
Como não houve alteração em relação ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados em março, a matéria segue agora para promulgação, ou seja, quando o próprio Congresso Nacional determina a validade de uma lei.
A proposta era vista como prioridade pelo governo federal para reformular o sistema de segurança nacional para poder atuar no combate ao crime organizado. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que, com a aprovação do tema, criará o Ministério da Segurança Pública.
A nova norma estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios no combate ao crime. Ela constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com mudanças no artigo 144 da Constituição Federal, para que os órgãos atuem em cooperação federativa, de forma integrada e descentralizada. Para facções e milícias, prevê prisão em unidades de segurança máxima, restrição ou vedação à progressão de penas, medidas patrimoniais contra o produto do crime, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.
O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), devendo atuar também em ferrovias e hidrovias, e passando a se chamar Polícia Viária Federal (PVF). A matéria cria ainda o Sistema de Políticas Penais e autoriza União, estados e municípios a legislarem conjuntamente sobre segurança pública, polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo. Outra novidade é a possibilidade de polícias municipais de natureza civil, sob controle externo do Ministério Público, com atribuição de policiamento ostensivo e comunitário nas cidades.
No financiamento, a PEC prevê o repasse de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), excluídas as despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen. O texto ainda destina 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, aos fundos de segurança.
Um dos maiores impasses para a aprovação do texto foi a tentativa de inclusão de emenda que alterasse a maioridade penal. A do líder da oposição, Rogerio Marinho (PL-RN), reduzia a idade de responsabilização para 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa. Já a do líder do PT, Camilo Santana (CE), reduzia para 16 anos apenas os crimes hediondos.
No entanto, as modificações foram desconsideradas pelo relator, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) e o plenário decidiu que elas seriam analisadas em separado. A tendência é que o assunto seja discutido em uma outra PEC que já tramita na Câmara dos Deputados, e que agora os parlamentares definam qual versão deve prevalecer.
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Baixar áudioA Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) articula uma reunião com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, para tentar um acordo que modifique a Medida Provisória 1.376/2026, da renegociação das dívidas rurais. O encontro deve incluir a vice-presidente da FPA, senadora Tereza Cristina (PP-MS), e o presidente da comissão mista que analisa a MP, senador Renan Calheiros (MDB-AL). Segundo o presidente da bancada, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a reunião deve ocorrer até esta quarta-feira (4), ainda sem horário definido.
A prioridade da FPA é impedir que a MP perca a validade. “Nós entendemos que a caducidade da medida provisória é o pior dos mundos, até porque nós não temos tempo de votar o 5.122 na Câmara. O governo não quer que vote, tem segurado isso”, afirmou Lupion. O PL 5.122/2023 propõe regras para liquidação, anistia, renegociação e rebate de dívidas de crédito rural, mas sem a inclusão da matéria na pauta, a bancada vê ajustes na MP como a única alternativa viável, o que depende da comissão mista.
O grupo presidido por Lupion apresentou 29 emendas em setembro, todas ignoradas pelo relator, deputado Paulo Pimenta (PT-RS) e por Calheiros. “Para mudar o texto, a gente precisa da concordância do presidente, minimamente, ou que haja pelo menos um encaminhamento na votação de um relatório separado que foi apresentado pelo deputado Zé Vitor (PL-MG)”, disse.
Entre as mudanças defendidas pela bancada estão estender a medida a produtores com perdas de 30% ou mais em apenas uma safra (hoje são exigidas duas) e incluir inadimplentes até setembro de 2026 (o limite atual é 31 de agosto). A FPA também quer que as garantias já ligadas a dívidas vencidas ou em dia possam ser usadas, além de juros menores, fundo garantidor mais efetivo e prazos de pagamento maiores.
A MP 1.376/2026 foi editada em 15 de julho e autoriza a criação de linhas de crédito rural para a composição de dívidas de produtores e cooperativas que tiveram perdas por eventos climáticos ou queda nos preços. Para ter acesso, é preciso ter registrado, entre 2019 e 2025, perdas em duas ou mais safras, com redução mínima de 30% da renda bruta esperada. O prazo para contratar as operações vai até 12 de novembro.
Como medida provisória, ela tem força de lei desde a publicação, mas só se torna definitiva se for aprovada pela Câmara e pelo Senado. A validade inicial, que terminaria em 12 de setembro, foi prorrogada por 60 dias, e a MP perde o efeito em 11 de novembro se não for votada. O texto ainda precisa passar pela comissão mista, que não realizou sessão para discutir o relatório de Pimenta. A FPA diz que a primeira versão do relatório não atende às necessidades do setor.
A bancada aponta que a adesão está abaixo do previsto. Dados do Banco Central indicam R$ 14,3 bilhões contratados até 26 de outubro, ante uma estimativa de cerca de R$ 100 bilhões do Ministério da Fazenda. Entre os entraves relatados estão a entrada de 15% da dívida e novas garantias, não exigidas nas operações anteriores.
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Baixar áudioO atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) deve avançar na integração de informações dos pacientes e na oferta de serviços digitais com a instituição da Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD). Anunciada pelo Ministério da Saúde em 29 de outubro, a medida estabelece diretrizes para ampliar o uso da tecnologia na rede pública, fortalecer a telessaúde e facilitar o acesso da população aos serviços de saúde.
A política foi instituída pela Portaria GM/MS nº 12.301, de 27 de outubro de 2026, publicada no Diário Oficial da União em 28 de outubro. Entre os principais eixos estão a unificação do histórico clínico dos pacientes, o uso prioritário do CPF como identificador nos sistemas de informação em saúde e o fortalecimento da proteção de dados pessoais.
Na prática, a proposta é permitir que as informações de saúde acompanhem o cidadão ao longo de sua jornada de atendimento. A integração dos registros deve contribuir para a continuidade do cuidado e facilitar a comunicação entre os diferentes serviços da rede pública.
Outro ponto previsto é a ampliação da telessaúde, modalidade que utiliza tecnologias digitais para oferecer serviços e apoiar o atendimento em saúde a distância. A iniciativa busca reduzir barreiras de acesso, especialmente em regiões com dificuldades de infraestrutura ou oferta de profissionais especializados.
A nova política estabelece o CPF como identificador prioritário dos usuários nos sistemas de informação em saúde. A medida integra a estratégia de organização e interoperabilidade dos dados do SUS, permitindo que diferentes sistemas compartilhem informações de maneira mais integrada.
A proteção dos dados pessoais também está entre os princípios da Política Nacional de Informação e Saúde Digital. O documento prevê o uso seguro e responsável das tecnologias, além da soberania digital, que envolve o fortalecimento da capacidade nacional de desenvolver, administrar e proteger as próprias estruturas e informações digitais.
A instituição da política não representa o início da digitalização do SUS, mas a consolidação de iniciativas que já estão em andamento. Entre elas está o Meu SUS Digital, que ampliou os serviços e as funcionalidades disponíveis diretamente à população.
Segundo o Ministério da Saúde, a plataforma incorporou mais de 30 novas funcionalidades. A telessaúde também avançou: o SUS conta com 63 Núcleos de Telessaúde distribuídos pelas 27 unidades da Federação e já registrou mais de 12 milhões de atendimentos entre janeiro de 2025 e outubro de 2026.
A transformação digital também integra o programa Agora Tem Especialistas, por meio do Componente SUS Digital. A ferramenta apoia a organização e o acompanhamento da jornada dos pacientes, a comunicação com os usuários, a gestão das filas de espera e o monitoramento dos serviços.
Com isso, os recursos digitais passam a apoiar tanto o atendimento à população quanto o trabalho dos gestores na identificação de demandas e na organização da rede de assistência.
A implementação da Política Nacional de Informação e Saúde Digital será orientada por um Plano de Ação de Transformação para a Saúde Digital do SUS. De acordo com a portaria, o documento deverá ser pactuado na Comissão Intergestores Tripartite em até 180 dias após a publicação da medida.
A comissão reúne representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
A expectativa é que as diretrizes orientem a expansão da infraestrutura digital, a integração dos serviços e o aprimoramento da gestão do SUS em todo o território nacional.
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Baixar áudioA complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) destinada aos municípios deve passar de R$ 58,4 bilhões em 2026 para R$ 74,6 bilhões no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027.
Embora represente um crescimento de 27,6%, um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) alerta que o índice exige cautela, já que o aumento é reflexo de uma mudança na classificação orçamentária das verbas entre estados e municípios.
De acordo com a CNM, cerca de R$ 11,5 bilhões da dotação de 2026 foram registrados como transferências aos estados e ao Distrito Federal. Já na proposta de 2027, toda a complementação foi classificada na modalidade de transferências aos municípios. Essa alteração técnica impacta diretamente o crescimento de R$ 16,2 bilhões registrado na tabela orçamentária para a ação referente à complementação da União.
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O estudo reforça que o avanço não decorre de uma nova etapa de aumento na participação da União. O piso constitucional de 23% de complementação, estabelecido pela Emenda Constitucional 108/2020, atinge seu teto em 2026 e se mantém a partir daí. Portanto, a alta nominal na rubrica municipal não deve ser interpretada integralmente como "dinheiro novo" no caixa das prefeituras.
O levantamento da CNM utiliza valores correntes (sem desconto da inflação) e compara a dotação atualizada de 2026 com os números iniciais da proposta de 2027. O documento não traz recortes detalhados por município ou por rede de ensino.
A tramitação do PLOA 2027 pode ser acompanhada diretamente no portal do Congresso Nacional.
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Baixar áudioO preço do café arábica abre esta quarta-feira (4) em alta de 0,79%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.611,06 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve valorização de 0,30%, sendo comercializado a R$ 975,32.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 1.611,06 | 0,79% | 0,79% | 293,73 |
| 30/10/2026 | 1.598,37 | 0,48% | 1,36% | 293,12 |
| 29/10/2026 | 1.590,72 | -0,20% | 0,88% | 294,74 |
| 28/10/2026 | 1.593,89 | -1,01% | 1,08% | 297,92 |
| 27/10/2026 | 1.610,19 | -1,06% | 2,11% | 301,76 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 975,32 | 0,30% | 0,30% | 177,82 |
| 30/10/2026 | 972,44 | 0,72% | -1,32% | 178,33 |
| 29/10/2026 | 965,47 | 0,56% | -2,03% | 178,89 |
| 28/10/2026 | 960,10 | -0,81% | -2,57% | 179,46 |
| 27/10/2026 | 967,97 | 1,40% | -1,78% | 181,40 |
O preço do açúcar cristal apresenta baixa de 0,79% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 127,33.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 127,33 | -0,79% | -0,79% | 23,21 |
| 30/10/2026 | 128,35 | -1,25% | 5,97% | 23,54 |
| 29/10/2026 | 129,97 | 0,96% | 7,31% | 24,08 |
| 28/10/2026 | 128,74 | 0,00% | 6,29% | 24,06 |
| 27/10/2026 | 128,74 | 1,33% | 6,29% | 24,13 |
Em Santos (SP), houve desvalorização de 3,68%, e a mercadoria é negociada a R$ 133,84 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 133,84 | -3,68% | -3,68% | 24,36 |
| 30/10/2026 | 138,95 | -0,03% | 10,61% | 25,63 |
| 29/10/2026 | 138,99 | 1,76% | 10,64% | 25,86 |
| 28/10/2026 | 136,59 | 1,00% | 8,73% | 25,57 |
| 27/10/2026 | 135,24 | -2,65% | 7,66% | 25,35 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,19 após alta de 0,84%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 66,19 | 0,84% | 0,84% | 12,07 |
| 30/10/2026 | 65,64 | 0,08% | -4,41% | 12,04 |
| 29/10/2026 | 65,59 | 1,33% | -4,49% | 12,15 |
| 28/10/2026 | 64,73 | -0,22% | -5,74% | 12,10 |
| 27/10/2026 | 64,87 | 0,98% | -5,53% | 12,16 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
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Baixar áudioO preço do boi gordo apresenta leve alta de 0,03% nesta quarta-feira (4). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 390,00.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 390,00 | 0,03% | 0,03% | 71,10 |
| 30/10/2026 | 389,90 | 0,18% | 7,03% | 71,50 |
| 29/10/2026 | 389,20 | 0,04% | 6,84% | 72,11 |
| 28/10/2026 | 389,05 | 0,71% | 6,79% | 72,72 |
| 27/10/2026 | 386,30 | 1,28% | 6,04% | 72,40 |
No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,21 e o do resfriado a R$ 8,23.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 8,21 | -0,12% | -0,12% |
| 30/10/2026 | 8,22 | -0,24% | -0,96% |
| 29/10/2026 | 8,24 | 0,00% | -0,72% |
| 28/10/2026 | 8,24 | 0,00% | -0,72% |
| 27/10/2026 | 8,24 | -0,36% | -0,72% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 8,23 | -0,12% | -0,12% |
| 30/10/2026 | 8,24 | -0,24% | -0,84% |
| 29/10/2026 | 8,26 | 0,00% | -0,60% |
| 28/10/2026 | 8,26 | 0,00% | -0,60% |
| 27/10/2026 | 8,26 | -0,36% | -0,60% |
A carcaça suína especial registra estabilidade nos preços praticados nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo cotado a R$ 9,64.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 5,67.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 9,64 | -5,77% | -5,77% |
| 30/10/2026 | 10,23 | 0,00% | 20,35% |
| 29/10/2026 | 10,23 | 0,00% | 20,35% |
| 28/10/2026 | 10,23 | 0,00% | 20,35% |
| 27/10/2026 | 10,23 | -0,97% | 20,35% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | MG - posto | 6,95 | 0,00% | 0,00% |
| 03/11/2026 | PR - a retirar | 5,67 | -2,24% | -2,24% |
| 03/11/2026 | RS - a retirar | 5,78 | -2,03% | -2,03% |
| 03/11/2026 | SC - a retirar | 5,86 | -2,01% | -2,01% |
| 03/11/2026 | SP - posto | 6,71 | -1,47% | -1,47% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores
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Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia a quarta-feira (4) em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão apresenta valorização de 0,15%, com a saca negociada a R$ 152,45. Em Paranaguá, valorização de 0,25%, levando a cotação para R$ 159,28.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 152,45 | 0,15% | 0,15% | 27,79 |
| 30/10/2026 | 152,22 | -0,16% | -1,74% | 27,92 |
| 29/10/2026 | 152,47 | 0,38% | -1,58% | 28,25 |
| 28/10/2026 | 151,89 | 0,34% | -1,95% | 28,39 |
| 27/10/2026 | 151,38 | 1,47% | -2,28% | 28,37 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 159,28 | 0,25% | 0,25% | 29,04 |
| 30/10/2026 | 158,88 | 0,38% | -1,66% | 29,14 |
| 29/10/2026 | 158,28 | 0,55% | -2,03% | 29,33 |
| 28/10/2026 | 157,42 | 0,01% | -2,56% | 29,42 |
| 27/10/2026 | 157,41 | 1,20% | -2,57% | 29,50 |
O preço do trigo registra alta no Rio Grande do Sul e desvalorização no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.565,43. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.484,33.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 1.484,33 | 0,15% | 0,15% | 270,62 |
| 30/10/2026 | 1.482,17 | -0,75% | 2,18% | 271,81 |
| 29/10/2026 | 1.493,38 | -0,49% | 2,95% | 276,71 |
| 28/10/2026 | 1.500,74 | 0,08% | 3,46% | 280,51 |
| 27/10/2026 | 1.499,49 | -0,24% | 3,37% | 281,01 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 03/11/2026 | 1.565,43 | -0,28% | -0,28% | 285,41 |
| 30/10/2026 | 1.569,82 | -0,53% | 1,65% | 287,88 |
| 29/10/2026 | 1.578,12 | 0,43% | 2,19% | 292,41 |
| 28/10/2026 | 1.571,30 | 0,11% | 1,75% | 293,70 |
| 27/10/2026 | 1.569,61 | 0,39% | 1,64% | 294,15 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
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Baixar áudioO dólar comercial fechou a sessão desta terça-feira (3) em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,50. Os investidores estão atentos às eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e aos desdobramentos das tensões no Oriente Médio. A disputa pelo controle do Congresso norte-americano pode influenciar a condução da política econômica do governo Donald Trump e aumentar a incerteza nos mercados, especialmente em setores como tecnologia e inteligência artificial.
Segundo análise publicada pelo Bora Investir, da B3, a possibilidade de mudança na composição do Congresso está entre os fatores acompanhados pelos investidores, diante dos possíveis impactos sobre os gastos públicos, a política fiscal e a regulamentação de setores estratégicos. As pesquisas indicam vantagem dos democratas na disputa pela Câmara dos Representantes, enquanto a corrida pelo Senado permanece indefinida.
O cenário também é acompanhado pelo mercado internacional. De acordo com o Investing.com, uma eventual vitória democrata pode ampliar a fiscalização sobre empresas de tecnologia e aumentar o escrutínio sobre a expansão dos centros de processamento de dados voltados à inteligência artificial. A publicação destaca ainda que os investidores esperam alguma volatilidade após a divulgação dos resultados, embora o mercado de opções não indique uma expectativa de grandes oscilações no índice S&P 500.
No campo geopolítico, os relatos de uma nova ação militar norte-americana contra a ilha iraniana de Qeshm, próxima ao Estreito de Ormuz, também permanecem no radar dos investidores.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,84 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,15.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1815 | 0,1627 | 0,1357 | 28,8164 | 0,1490 | 0,2543 | 0,2615 |
| USD | 5,4930 | 1 | 0,8935 | 0,7454 | 158,73 | 0,8210 | 1,4008 | 1,4357 |
| EUR | 6,1474 | 1,1192 | 1 | 0,8342 | 177,66 | 0,9188 | 1,5677 | 1,6069 |
| GBP | 7,3664 | 1,3417 | 1,1988 | 1 | 212,96 | 1,1014 | 1,8792 | 1,9261 |
| JPY | 3,47033 | 0,629981 | 0,56289 | 0,469583 | 1 | 0,5172 | 0,88244 | 0,90445 |
| CHF | 6,7103 | 1,2182 | 1,0884 | 0,9079 | 193,35 | 1 | 1,7062 | 1,7489 |
| CAD | 3,9326 | 0,7139 | 0,6379 | 0,5321 | 113,33 | 0,5861 | 1 | 1,0250 |
| AUD | 3,8252 | 0,6965 | 0,6224 | 0,5192 | 110,56 | 0,5718 | 0,9757 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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