08/11/2026 04:00h

Estudo da CNM mostra que apenas 930 das 5.568 prefeituras receberam nota A no Ranking do Tesouro Nacional

Prestar contas do dinheiro público não é uma tarefa simples, e as prefeituras brasileiras enfrentam um grande gargalo na hora de cruzar as informações do que recebem e do que gastam. É o que revela novo estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM), baseado nos dados mais recentes do Ranking do Tesouro Nacional — referente às contas de 2025. 

O levantamento revela que apenas 930 dos 5.568 municípios do país (16,70%) conseguiram a Nota A, dada às gestões com padrão de excelência na prestação de contas.

Na prática, isso significa que mais de 83% das cidades do Brasil ainda têm dificuldades para entregar dados totalmente consistentes e sem divergências para os órgãos de controle.

Maiores divergência de dados

O principal problema apontado no estudo está relacionado às contas sobre repasses fundamentais para o funcionamento dos serviços públicos. Na checagem sobre o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), por exemplo, apenas 75,56% das prefeituras apresentaram dados que bateram exatamente com os registros de repasse da União. Isso quer dizer que 24,44% das cidades registraram valores com divergências.

Quanto a verbas da Educação, a maior disparidade do estudo apareceu no cruzamento entre o sistema contábil das prefeituras e o sistema de informações da Educação (Siope). Na checagem sobre os repasses de impostos para o setor, apenas 59,41% dos municípios entregaram informações sem erros.

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No caso do Fundeb, a concordância de dados ficou em 74,44% nas receitas gerais e em 69,11% na parte que cabe à complementação feita pela União. Já a prestação de contas dos impostos arrecadados localmente registrou 71,08% de acertos entre os sistemas.

Quanto aos gastos com Saúde, entre os principais desafios está a identificação de para onde vai o dinheiro. O preenchimento correto dos códigos que mostram a origem das verbas da área foi feito de forma adequada por apenas 75,05% das prefeituras. Na educação, esse mesmo acompanhamento registrou 72,22% de conformidade.

O mapa das notas e contrastes regionais

O Tesouro avalia a qualidade das informações fiscais e atribui notas de A (excelência, com mais de 95% de acertos) até E (baixa confiabilidade, com menos de 65% de acertos). De um ano para o outro, houve avanços, mas também o crescimento das gestões em situação mais vulnerável:

  • Nota A: Subiu de 547 municípios (9,82%) para 930 (16,70%), um ganho de 383 cidades (+6,88%).
  • Nota B: É onde está a maior parte das prefeituras do país, passando de 2.497 (44,85%) para 2.583 (46,39%).
  • Notas C e D: Recuaram para 995 (17,87%) e 301 (5,41%), respectivamente.
  • Nota E: O grupo na pior faixa de avaliação subiu de 683 (12,27%) para 759 (13,63%) — um aumento de 76 municípios (+1,36%). 

A realidade varia bastante de acordo com a região. O Espírito Santo se destaca como o único estado em que 100% dos municípios estão nas faixas superiores (A e B), seguido por Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco e São Paulo.

Em contrapartida, os estados com os maiores percentuais de cidades na faixa E — a mais baixa do ranking — são Tocantins (38,9%), Amapá (37,5%), Rio de Janeiro (37,0%), Acre (31,8%), Paraíba (30,0%) e Pará (28,5%).

Aumento das exigências 

A avaliação não ficou apenas mais rigorosa em termos de análise, mas também em volume de regras. Entre 2019 e 2025, o número de checagens feitas pelo governo federal saltou de 72 para 207 — uma alta de 187,5%, com a entrada de 25 novos testes na edição atual.
 

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07/11/2026 18:40h

Chuva fica restrita ao norte do Paraná, enquanto Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm tempo mais firme

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A entrada de uma nova massa de ar estabiliza as temperaturas na Região Sul neste domingo (8), mantendo o tempo firme na maior parte dos estados e restringindo a chuva ao setor norte, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Paraná, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas na porção norte do estado. Nas demais áreas, inclusive no centro e sul paranaense, predomina a presença de muitas nuvens. No norte e no oeste do estado, as máximas chegam a 24°C. Em Curitiba, os termômetros variam entre mínima de 10°C e máxima de 15°C.

Em Santa Catarina, a previsão é de variação de nebulosidade sem ocorrência de chuva. O centro e o norte catarinense registram muitas nuvens, enquanto o sul do estado tem poucas nuvens. No interior, os termômetros oscilam entre mínimas de 15°C na madrugada e máximas de 23°C à tarde. Em Florianópolis, a mínima fica em 17°C e a máxima alcança 21°C.

No Rio Grande do Sul, o dia será de poucas nuvens em todo o território gaúcho. O amanhecer registra temperaturas mais baixas no interior, com mínimas próximas de 12°C, mas a presença do sol eleva as máximas à tarde para até 25°C. Em Porto Alegre, a mínima é de 15°C e a máxima chega aos 20°C.

 

Avisos meteorológicos

Está em vigor um aviso de declínio de temperatura, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui: 

  • Paraná: Norte Pioneiro, Metropolitana de Curitiba, Centro Ocidental, Noroeste, Norte Central, Sudoeste, Oeste, Sudeste, Centro Oriental, Centro-Sul;
  • Santa Catarina: Serrana, Oeste, Vale do Itajaí, Grande Florianópolis, Norte e Sul;
  • Rio Grande do Sul: Sudoeste, Noroeste, Centro Ocidental, Metropolitana de Porto Alegre, Sudeste, Nordeste e Centro Oriental.

A previsão alerta para um declínio térmico entre 3ºC e 5ºC, com leve risco à saúde. 

Também está em vigor um aviso de ventos costeiros, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui:

  • Santa Catarina: Grande Florianópolis, Norte, Sul e Vale do Itajaí;
  • Rio Grande do Sul: Metropolitana de Porto Alegre e Serra Gaúcha;
  • Paraná: Metropolitana de Curitiba.

A previsão aponta uma intensificação dos ventos nas regiões litorâneas, movimentando dunas de areia sobre construções na orla.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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07/11/2026 18:30h

Instabilidade se espalha pela região com pancadas de chuva, trovoadas e variação de temperatura nos estados

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A previsão do tempo para este domingo (8) indica a presença de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Goiás e no Distrito Federal, enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul registram muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em Goiás, a cobertura de nuvens e as pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas predominam em boa parte do estado. O calor diminui no centro-sul goiano com máximas em torno de 28°C, mas o norte do estado ainda registra marcas mais elevadas de até 33°C. Em Goiânia, os termômetros variam entre mínima de 23°C e máxima de 32°C.

No Distrito Federal, o tempo fica fechado com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A forte cobertura de nuvens impede a elevação expressiva das temperaturas, com a mínima em 20°C em Brasília e máxima que não deve ultrapassar os 29°C.

Em Mato Grosso, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas na maior parte do território. Apenas no norte do estado a instabilidade diminui. O território mato-grossense segue quente e abafado, registrando mínimas de 24°C e máximas que chegam aos 34°C. Em Cuiabá, a mínima fica em 24°C e a máxima em 29°C.

Em Mato Grosso do Sul, o predomínio é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas em praticamente todo o estado. A chegada do ar frio derruba as temperaturas no interior sul-mato-grossense, estabilizando as máximas em torno dos 25°C. Em Campo Grande, os termômetros variam de 19°C pela manhã a 27°C à tarde.

 

Avisos meteorológicos

Está em vigor um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui: 

  • Goiás: Centro, Leste, Sul, Norte e Noroeste;
  • Mato Grosso: Sudeste e Nordeste;
  • Mato Grosso do Sul: Leste;
  • Distrito Federal: Brasília e entorno.

A previsão aponta chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h, com baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. 

Também está em vigor um aviso de declínio de temperatura, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui: 

  • Mato Grosso do Sul: Leste, Sudoeste e Centro Norte.

A previsão aponta um declínio térmico entre 3ºC e 5ºC, com leve risco à saúde.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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07/11/2026 18:20h

Instabilidade provoca pancadas de chuva com trovoadas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, enquanto São Paulo registra queda nas temperaturas

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A passagem de uma frente fria altera o tempo na Região Sudeste neste domingo (8), provocando queda nas temperaturas e pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas em vários estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em São Paulo, o dia terá muitas nuvens com pancadas de chuva e possibilidade de granizo no nordeste do estado, inclusive na faixa litorânea. No interior paulista, as temperaturas sobem menos, com mínimas próximas de 17°C e máximas que chegam a 22°C. Na capital São Paulo, os termômetros variam entre mínima de 12°C e máxima de 25°C.

No Rio de Janeiro, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em todo o território fluminense. Nas cidades serranas e no interior, as mínimas ficam perto de 14°C e as máximas chegam a 21°C. Na capital Rio de Janeiro, a mínima fica em 20°C e a máxima alcança 24°C.

Em Minas Gerais, o tempo apresenta variações de instabilidade e temperatura entre as regiões. O Triângulo e o sul mineiro registram chuva e queda na temperatura, com máximas de 26°C, enquanto no norte do estado os termômetros chegam a 36°C. A previsão geral é de pancadas de chuva com trovoadas isoladas no estado. Em Belo Horizonte, a variação térmica fica entre 19°C e 27°C.

No Espírito Santo, a instabilidade predomina com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. As marcas térmicas ficam amenas no interior capixaba, registrando máximas na casa dos 28°C. Em Vitória, a mínima registrada é de 23°C e a máxima atinge 30°C.

 

Avisos meteorológicos

Está em vigor um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui: 

  • Minas Gerais (MG): Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Central, Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Oeste, Sul, Sudoeste, Campo das Vertentes, Metropolitana de Belo Horizonte, Jequitinhonha, Noroeste, Vale do Mucuri e Norte de Minas;
  • Espírito Santo (ES): Central, Noroeste, Sul e Litoral Norte;
  • São Paulo (SP): São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, Vale do Paraíba;
  • Rio de Janeiro (RJ): Sul, Noroeste, Baixadas, Centro, Metropolitana do Rio de Janeiro e Norte.

A previsão aponta chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h, com baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. 

Também está em vigor um aviso de declínio de temperatura, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui: 

  • São Paulo: Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Macro Metropolitana, Marília, Araraquara, Vale do Paraíba, Metropolitana de São Paulo, Assis e Litoral Sul;
  • Minas Gerais: Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba, Sul, Sudoeste, Campo das Vertentes e Zona da Mata;
  • Rio de Janeiro: Sul e Metropolitana do Rio de Janeiro.

A previsão aponta declínio térmico entre 3ºC e 5ºC, com leve risco à saúde. 

Além desses, há um aviso de ventos costeiros, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui:

  • São Paulo: Litoral Sul Paulista.

A previsão aponta uma intensificação dos ventos nas regiões litorâneas, movimentando dunas de areia sobre construções na orla.

 

O QUE É FRENTE FRIA?

Extremidade dianteira de uma massa de ar frio em avanço, que desloca o ar quente à sua frente. A passagem de uma frente fria costuma provocar queda de temperatura e umidade, elevação da pressão e mudança na direção do vento (no Hemisfério Norte, geralmente de sudoeste para noroeste; no Hemisfério Sul, o padrão típico é de noroeste/oeste para sudoeste/sul). A precipitação pode anteceder ou suceder a frente e, por vezes, uma linha de instabilidade intensa se forma antes de sua chegada.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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07/11/2026 18:10h

Instabilidade provoca chuva e trovoadas em Rondônia, Acre e sul do Amazonas e Pará, enquanto Roraima registra alta temperatura

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A previsão do tempo para este domingo (8) indica pancadas de chuva e trovoadas isoladas concentradas na porção sul da Região Norte, enquanto as áreas mais ao norte variam entre muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada e tempo seco, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Acre, o dia terá muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em todo o estado. As temperaturas no interior oscilam entre mínima de 22°C e máxima de 32°C. Em Rio Branco, os termômetros variam entre 24°C e 33°C.

Em Rondônia, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas em todo o território. As nuvens contêm a elevação das temperaturas no interior, com máximas em torno de 31°C. Em Porto Velho, a mínima registrada é de 25°C e a máxima atinge 33°C.

No Amazonas, o sul do estado registra pancadas de chuva e trovoadas isoladas, enquanto o centro e o norte têm muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. As máximas chegam aos 33°C no interior. Em Manaus, a mínima é de 25°C e a máxima alcança 35°C.

No Pará, a porção sul do estado tem pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com máximas de 32°C. No centro e no leste paraense, a previsão indica muitas nuvens, com máximas de até 36°C. Em Belém, o céu fica com muitas nuvens, registrando mínima de 25°C e máxima de 35°C.

No Tocantins, o estado apresenta muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada na maior parte das áreas. O interior registra mínimas de 23°C e máximas de 34°C. Em Palmas, a variação térmica fica entre 25°C e 35°C.

No Amapá, predomina a cobertura de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. As máximas no interior atingem 35°C. Em Macapá, a mínima é de 25°C e a máxima chega a 34°C.

Em Roraima, a previsão é de tempo com muitas nuvens em todo o estado. As temperaturas atingem os valores mais elevados da região, com marcas de até 38°C no interior. Em Boa Vista, a mínima é de 27°C e a máxima fica em 38°C.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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07/11/2026 18:00h

Predomínio de poucas a muitas nuvens marca o dia na região, com pancadas de chuva restritas ao sul e oeste baiano e ao oeste do Maranhão

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A previsão do tempo para este domingo (8) indica o predomínio de tempo seco em grande parte da Região Nordeste, sob a atuação de uma massa de ar seco que mantém as temperaturas elevadas no interior, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Maranhão, o oeste e o sul do estado registram muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, enquanto nas demais áreas o predomínio é de muitas nuvens. O interior segue com altas temperaturas, com marcas atingindo 35°C. Em São Luís, a mínima fica em 26°C e a máxima chega aos 33°C.

No Piauí, o tempo permanece com muitas nuvens em todo o estado, sem previsão de chuva. O estado registra as maiores temperaturas da região, com mínimas a partir de 25°C e máximas no interior que sobem até 39°C. Em Teresina, os termômetros variam entre mínima de 26°C e máxima de 40°C.

No Ceará, a previsão é de poucas nuvens em todo o território. A temperatura no sertão cearense fica na casa dos 37°C. Em Fortaleza, a mínima é de 25°C e a máxima chega aos 33°C.

No Rio Grande do Norte, o dia será de poucas nuvens no interior e muitas nuvens no litoral. O interior esquenta ao longo do dia, registrando máxima de 36°C. Em Natal, a mínima registrada é de 25°C e a máxima atinge 32°C.

Na Paraíba, o céu varia de poucas nuvens no interior a muitas nuvens na faixa litorânea. No sertão paraibano, as máximas oscilam entre 35°C e 37°C. Em João Pessoa, os termômetros marcam entre 24°C e 33°C.

Em Pernambuco, o padrão é de poucas nuvens no interior e muitas nuvens no leste e litoral do estado. As máximas no interior chegam a 36°C. Em Recife, a mínima é de 24°C e a máxima atinge 33°C.

Em Alagoas, predomina o tempo com muitas nuvens em todo o estado. O interior registra máxima média de 33°C. Em Maceió, a variação térmica fica entre mínima de 22°C e máxima de 33°C.

Em Sergipe, o céu apresenta muitas nuvens da costa ao interior. As temperaturas sobem e alcançam até 34°C no interior do estado. Em Aracaju, a mínima é de 24°C e a máxima é de 31°C.

A Bahia apresenta variação nas condições meteorológicas entre as diferentes áreas do estado. O leste e a faixa litorânea têm tempo seco com muitas nuvens, enquanto o oeste e o sul baiano registram muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas e trovoadas no extremo sul. O oeste registra máximas de 34°C, e no sertão e no vale do São Francisco os termômetros chegam a 37°C. Em Salvador, a mínima fica em 24°C e a máxima chega a 33°C.

 

Avisos meteorológicos

Está em vigor um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, válido até 23h59 deste domingo (8). A área de abrangência inclui: 

  • Bahia: Extremo Oeste.

A previsão aponta chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia e ventos intensos de 40 a 60 km/h, com baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

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07/11/2026 04:55h

Pedido entregue ao governo federal busca adiar o início das cobranças para 2028, alertando sobre riscos de perda de competitividade e complexidade para o Simples Nacional

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Em manifesto encabeçado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e subscrito por 1.491 entidades, o setor produtivo protocolou nesta sexta-feira (6) na Presidência da República e no Ministério da Fazenda um pedido formal de adiamento da Reforma Tributária.

O documento requer que o início da implementação das novas regras, inicialmente previsto para janeiro de 2027, passe a vigorar apenas em janeiro de 2028, sob a justificativa de que o cronograma atual é limitado para as adequações necessárias.

As associações argumentam que empresas de todos os portes, sobretudo os pequenos negócios, precisam de um período estendido para compreender, planejar e adaptar-se às novas exigências fiscais.

A entidade aponta que o regulamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) foi divulgado apenas em abril, reunindo 620 artigos, e que a Receita Federal prevê a apresentação de uma nova versão regulamentatória nos próximos dias.

O texto também reforça que a medida provisória do Imposto Seletivo foi publicada em 4 de novembro, estabelecendo prazo até 15 de dezembro para que o Senado fixe a alíquota de referência da CBS.

"Defendemos que o ano de 2027 seja de testes, sem recolhimento efetivo dos novos tributos e com os impostos atuais mantidos, em especial para que as micro e pequenas empresas possam se adequar", afirma o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto.

O dirigente, que também é presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (FACESP) e da Associação Comercial de SP (ACSP), complementa destacando que "não é razoável exigir que o setor produtivo se prepare para uma mudança dessa dimensão sem que a regulamentação esteja definitivamente concluída e as alíquotas tenham sido aprovadas pelo Senado Federal".

"Sempre batemos em alguns temas que estão indefinidos. Batemos no tema da alíquota que foi apresentada do CBS, de 11,3%, mas que não é definitiva. Então, tem o limite de 26,5% definido pela Reforma Tributária. Quanto será o IBS? Mas vai ficar 11,3% realmente o CBS? Primeiro, você não consegue chegar a uma conclusão quanto à alíquota e qual é o impacto dela”, complementa Cotait.

Para consolidar as tratativas, o presidente da CACB defende a coesão das entidades. "Nós precisamos, então, construir um único projeto que possa ser encaminhado e defendido da reforma tributária. Tem muitos aspectos [...] que a gente precisaria fechar num único projeto, que senão você não consegue encaminhar dessa forma", enfatiza.

Impactos sobre o Simples Nacional e alinhamento institucional

O manifesto pontua ainda que os pequenos negócios não dispõem da mesma estrutura fiscal das grandes empresas, correndo o risco de tomar decisões sem clareza sobre os reflexos no Simples Nacional.

Nesse contexto, o vice-presidente jurídico da CACB, Anderson Trautman Cardoso, destaca que o desenho original da reforma trazia entraves para a compensação de valores em cadeias produtivas que envolvem o regime simplificado.

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Segundo ele, a articulação institucional conseguiu incluir previsões de crédito proporcional no texto legal, embora tenha ponderado que esse formato ainda conta com desequilíbrios concorrenciais para o segmento.

"Dentro do projeto original da reforma, a alíquota única não permitiria às empresas optantes pelo regime do Simples Nacional gerar crédito ao seu adquirente, ou seja, ao ser contratada por uma empresa do regime geral hoje, a título de PIS e Cofins, a empresa do regime geral toma crédito integral, e no novo regime não teria crédito. Aí que surge a diferença, a perda de competitividade", aponta.

"A nossa primeira proposta que trazemos aqui é uma forma de nós permitirmos um crédito maior para o optante pelo Simples Nacional fora do regime híbrido, e para isso nós já temos inclusive uma PEC tramitando no Congresso Nacional", conclui Trautman.

A iniciativa é respaldada por organizações como a União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (UNECS), a FecomercioSP, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
 

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07/11/2026 04:50h

Comitiva liderada pela ApexBrasil apresenta produtos de diferentes setores e busca diversificar as exportações brasileiras para a China

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A participação brasileira na China International Import Expo (CIIE), em Xangai, reúne 36 empresas e cooperativas interessadas em ampliar as exportações para o mercado asiático. A delegação, organizada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), projeta movimentar US$ 280 milhões em negócios durante a feira, que chega à nona edição.

O evento começou nesta quinta-feira (5) e seguirá com a programação até o dia 10 de novembro, no National Exhibition and Convention Center (NECC). A participação ocorre após um ano de recorde no comércio entre os dois países.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e China chegou a US$ 171 bilhões. Desse total, US$ 100 bilhões corresponderam às exportações brasileiras, que resultaram em superávit superior a US$ 29 bilhões. Foi o 17º ano consecutivo em que o Brasil registrou saldo positivo nas trocas comerciais com os chineses.

Em entrevista à CGTN, o presidente da ApexBrasil, Laudemir André Müller, destacou a importância da parceria entre os dois países, que vai além das relações governamentais. 

"Nosso grande objetivo é ampliar as exportações que já fazemos, principalmente interiorizar mais a China. É um trabalho de fazer com que o Brasil seja mais conhecido, mas também diversificar. Brasil e China têm uma complementaridade muito grande. São parceiros super estratégicos, que ultrapassam governos e vêm para o mundo empresarial. O Brasil se coloca como um parceiro estável, confiável, que é o que a China busca", afirmou. 

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Entre os produtos que contribuíram para o resultado estão a carne bovina, com US$ 8,8 bilhões em vendas, e o café não torrado, que somou US$ 459 milhões. Os números também indicam a presença de produtos de diferentes segmentos na pauta exportadora brasileira, além das commodities tradicionais.

Exposição de produtos brasileiros a importadores chineses

Os expositores brasileiros estarão reunidos no National Pavilion, instalado no National Exhibition and Convention Center (NECC). A relação de participantes inclui representantes da indústria de proteína animal, como a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Aurora Coop, além de organizações ligadas à agricultura familiar, como a União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (UNICAFES).

A oferta de produtos também contempla bebidas, alimentos e derivados agrícolas. A Vinícola Salton apresentará vinhos, enquanto a ApisBrasil e a CONAP levarão mel e própolis. A Cachaça Pernambucana representará o segmento de destilados. Já a Bela Iaca e a Açaí Super Fruta participarão com sucos e produtos à base de açaí.
Também estarão no pavilhão empresas de comércio exterior, como Atlântica e DCDF Trading, que integram a delegação brasileira.

Promoção comercial

A programação inclui demonstrações gastronômicas e atividades interativas para apresentar os produtos brasileiros aos compradores e visitantes. Uma das atrações será o XBOT, robô que preparará sorvete de açaí ao vivo. A iniciativa é realizada em parceria com as empresas Açaí Amazonas e Ecofood.

Outra participante será a rede asiática Luckin Coffee, que apresentará grãos brasileiros da categoria SOE (Single Origin Espresso), além de bebidas à base de café.

O público também poderá acompanhar demonstrações de preparo e degustar churrasco brasileiro, com apresentação de diferentes cortes de proteínas nacionais. Entre as demais atividades previstas estão uma máquina de jornais tradicionais, a distribuição de pelúcias de capivara e jogos de perguntas e respostas sobre café, carne e frutas. Os visitantes que completarem os três quizzes distribuídos no evento poderão receber brindes.

Rede de apoio

A delegação contará com representantes da ApexBrasil, do governo federal, do corpo diplomático e de entidades empresariais para acompanhar as rodadas de negociação. Pela agência, participará o gerente de Agronegócios, Pedro Netto.

A representação diplomática terá o embaixador do Brasil em Pequim, Marcos Galvão, e o cônsul-geral em Xangai, Augusto Pestana. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) será representado por Ângela Pimenta Peres, diretora do Departamento de Promoção do Agronegócio, além dos adidos agrícolas Jean Gouhie e Leandro Feijó.

Pelo setor privado, estão previstas as participações do presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), Roberto Perosa, e do conselheiro da diretoria da UNICAFES, Luciano Monteiro. Executivos da Luckin Coffee também acompanharão as atividades relacionadas a temas como sustentabilidade e consumo.

Esta é a nona participação consecutiva do Brasil na CIIE, realizada desde 2018. Além de buscar novos contratos comerciais, a presença brasileira pretende ampliar a participação de produtos nacionais no mercado chinês e fortalecer relações com compradores e empresas locais. A estratégia envolve diversificar as exportações e abrir espaço para produtos com maior valor agregado, reduzindo a concentração da pauta em commodities.
 

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06/11/2026 04:55h

Custos logísticos sobem e comprometem competitividade de 70% dos industriais, revela CNI

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Cerca de 75% dos empresários da indústria brasileira apontam o transporte como o principal gargalo da infraestrutura nacional. É o que revela o levantamento Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa inédita ouviu representantes de médias e grandes empresas das cinco regiões do país e identificou deficiências que impactam a competitividade do setor produtivo.

No entanto, a avaliação dos industriais sobre a infraestrutura brasileira varia de acordo com o segmento. Os aeroportos lideram o ranking de percepção positiva, com 64% de aprovação, seguidos por:

  • telecomunicações — 62%; 
  • energia elétrica — 60%;
  • saneamento básico — 48%; 
  • portos — 44%; 
  • rodovias — 38%; 
  • hidrovias — 27%;
  • ferrovias — 21%. 

O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destaca que os segmentos mais bem avaliados passaram por transformações importantes nos últimos anos. O setor de telecomunicações foi privatizado no final da década de 1990, enquanto o segmento aeroportuário vivencia um ciclo intenso de concessões desde 2010.

Já entre os setores historicamente mal avaliados, mas que apresentam avanços, estão rodovias e saneamento básico.

“O setor de rodovias passou recentemente por um processo intenso de aperfeiçoamento de modelagem, repactuação dos contratos antigos e novos investimentos privados na malha. Assim como o setor de saneamento, que também teve um marco regulatório importante aprovado em 2020, com métricas objetivas de universalização desse serviço”, destaca Cunha.

Por outro lado, ferrovias e hidrovias permanecem entre os segmentos com avaliação mais desfavorável. Segundo o especialista, embora as concessionárias privadas sejam responsáveis por 99% da malha ferroviária, grande parte encontra-se abandonada ou subutilizada. As hidrovias, por sua vez, ainda necessitam de intervenções em sinalização, dragagem e batimetria.

Principais gargalos da infraestrutura

Entre os gargalos identificados pelos empresários, a baixa qualidade e a falta de conservação das rodovias lideram as prioridades de investimento em transporte, mencionadas por 55% dos entrevistados. Em seguida, aparecem:

  • baixa disponibilidade de malha ferroviária operante (24%);
  • escassez de zonas secundárias de despacho aduaneiro, conhecidas como portos secos (6%);
  • limitações nos acessos terrestres e marítimos aos portos (5%);
  • insuficiência de capacidade nos terminais portuários (4%);
  • restrições de oferta nos aeroportos (2%);
  • outras dificuldades (4%).

Na área de energia, os principais problemas são:

  • alta frequência de interrupções e quedas no fornecimento, mencionada por 27% dos industriais;
  • demora no restabelecimento do serviço após falhas (21%);
  • restrição de capacidade da rede para suportar a expansão industrial (16%);
  • falta de comunicação eficiente por parte da distribuidora (13%);
  • demora para novas ligações, ampliações de carga ou melhorias solicitadas (12%);
  • dificuldades para adequação interna às exigências da distribuidora (5%);
  • outras dificuldades (7%).

No saneamento, as limitações da infraestrutura regional para tratamento e destinação de efluentes são o principal gargalo, apontado por 24% dos empresários. Na sequência aparecem:

  • vulnerabilidade das redes a eventos climáticos (16%);
  • vazamentos e as perdas de água nos sistemas de distribuição (15%);
  • baixa disponibilidade de infraestrutura para produção e uso de água de reúso (15%) também foram citados.
  • redução de pressão na rede ou interrupção no fornecimento de água (14%);
  • baixa cobertura das redes de abastecimento de água (11%);
  • outras dificuldades (5%).

Já em telecomunicações, a baixa qualidade e a instabilidade do sinal de internet lideram as demandas, com 31% das respostas. Em seguida estão:

  • baixa disponibilidade de redes 5G em áreas industriais (23%);
  • cobertura limitada em áreas remotas (21%);
  • infraestrutura limitada em áreas logísticas e corredores industriais (10%);
  • baixa resiliência das redes e demora na recuperação dos serviços após falhas (9%);
  • escassez de data centers e pontos de troca de tráfego (IXPS) (3%);
  • outras dificuldades (3%).

Custos de energia e transporte pressionam competitividade

O levantamento mostra que 91% dos industriais relatam aumento dos custos logísticos nos últimos dez anos. Para 70% dos empresários, a alta foi expressiva e provocou perda de competitividade.

Energia elétrica e transporte estão entre os componentes que mais pressionam os custos das empresas. A conta de luz é considerada alta ou muito alta por 81% dos executivos, enquanto 75% avaliam da mesma forma as despesas logísticas.

Para Ramon Cunha, o encarecimento desses dois componentes tem efeitos que vão além dos custos diretos das empresas, uma vez que energia e transporte são insumos essenciais para a atividade industrial e afetam toda a cadeia produtiva.

“Quando temos um preço maior tanto para energia quanto para transporte, esse efeito deve atingir toda a economia, afetando custos de produção, especialmente custos com os insumos e a distribuição dos bens ao consumidor final”, ressalta.

Para a CNI, o elevado custo do transporte está relacionado a uma combinação de fatores, como deficiências na infraestrutura, forte dependência do modal rodoviário e despesas associadas ao ambiente regulatório.

No caso da energia elétrica, o peso dos encargos, subsídios e tributos sobre a tarifa é apontado como um dos principais fatores responsáveis pelo alto custo. Esses componentes representam cerca de 44% da conta de luz, sendo 18% referentes a encargos e 26% a impostos. A participação dos encargos e subsídios no custo final da tarifa aumentou de 2,9%, em 2017, para 18%, em 2025.

Empresários defendem ampliação dos investimentos

Apesar dos custos elevados e das deficiências identificadas, 99% dos empresários industriais consideram a infraestrutura vital para a competitividade dos negócios e reconhecem que a modernização da rede é indispensável.

Além disso, 98% defendem o estímulo a investimentos públicos e privados, enquanto 63% apontam o setor de transportes como prioridade estratégica.

Em um cenário de restrição fiscal, o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressalta a importância do capital privado para a modernização da infraestrutura brasileira. Contudo, ele destaca que os resultados dependem também de condições regulatórias e institucionais que favoreçam a expansão e a melhoria dos serviços.

“Telecomunicações e aeroportos mostram como a combinação entre investimento privado e ambientes regulatórios mais maduros, com regras mais estáveis e modelos consolidados, pode contribuir para expandir a infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirma.

Dependência do transporte rodoviário

A pesquisa evidencia a forte dependência da indústria brasileira do transporte rodoviário. O modal é utilizado por praticamente todas as empresas entrevistadas: 98% afirmam recorrer às rodovias para o escoamento da produção.

Além da ampla utilização, o transporte rodoviário é empregado em trajetos de longa distância. Entre as empresas que utilizam o modal, 23% transportam seus produtos por mais de 1.600 quilômetros. Outras 9% percorrem distâncias entre 1.200 e 1.600 quilômetros; 17%, entre 800 e 1.200 quilômetros; 26%, entre 400 e 800 quilômetros; e 24%, até 400 quilômetros.

Para a CNI, o uso do transporte rodoviário em percursos extensos é um dos principais problemas da logística brasileira e contribui para explicar a percepção dos empresários sobre os elevados custos de transporte no país.

A entidade recomenda que os caminhões sejam utilizados prioritariamente em trajetos curtos e médios, com integração às ferrovias, hidrovias e à cabotagem nos deslocamentos de maior distância. A proposta é aproveitar a vocação de cada modal para reduzir custos logísticos, acidentes e emissões de gases de efeito estufa.

O levantamento também aponta disposição do setor produtivo para diversificar os meios de transporte. Entre os empresários que utilizam rodovias, 45% afirmam que estariam dispostos a transferir, total ou parcialmente, suas cargas para outros modais, desde que houvesse condições adequadas de infraestrutura.

Nesse grupo, as ferrovias são apontadas como principal alternativa, por 67% dos entrevistados. O transporte aéreo é mencionado por 21%, enquanto o aquaviário aparece com 12%.

A redução de custos é o principal fator que motivaria a mudança, citada por 82% dos executivos. Também pesam a diminuição de acidentes nas rodovias (43%), a redução das emissões de gases (33%) e a menor incidência de roubos de cargas (26%).

CNI reúne propostas para modernizar infraestrutura

Além de apresentar um diagnóstico das condições da infraestrutura brasileira sob a perspectiva dos empresários industriais, o documento reúne propostas nacionais já apresentadas pela CNI aos pré-candidatos à Presidência da República e 500 demandas locais identificadas pelas federações das indústrias. As iniciativas buscam enfrentar os gargalos identificados e modernizar o setor.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o levantamento evidencia a percepção crítica dos empresários sobre diferentes áreas da infraestrutura nacional e destaca os impactos dessas deficiências sobre a competitividade do país.

“O levantamento aponta problemas como rodovias em más condições, trechos ferroviários abandonados, limitações de acesso e capacidade nos portos, falhas no fornecimento de energia, dificuldades de conectividade à internet e restrições para o tratamento e a destinação de efluentes”, afirma Alban. “São gargalos que encarecem a produção, ampliam o Custo Brasil e comprometem a competitividade da indústria brasileira”, acrescenta.

Para o presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI (Coinfra) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o mapeamento das intervenções prioritárias reforça a importância de considerar as particularidades regionais no planejamento dos investimentos.

“Ao reunir as prioridades identificadas pelas federações das indústrias, conseguimos mostrar onde estão os principais gargalos que afetam a produção e o escoamento de mercadorias. É fundamental que essas demandas sejam consideradas no planejamento e na execução dos investimentos, para que a infraestrutura avance de acordo com as necessidades reais do setor produtivo”, destaca. 

A pesquisa da CNI foi realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que entrevistou executivos de 2.500 empresas industriais de médio e grande portes, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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06/11/2026 04:50h

Novo levantamento da CNI reúne 17 riscos e oportunidades para orientar decisões sobre comércio exterior, investimentos e competitividade

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Uma publicação inédita para auxiliar o setor produtivo brasileiro a encontrar oportunidades no mercado global em um cenário repleto de turbulências geopolíticas. É isso o que promete o Radar Geopolítico da Indústria, lançado nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). 

A publicação inédita funciona como um guia estratégico na tomada de decisão empresarial até 2027, conectando análises da CNI a levantamentos globais de referência, como o Global Risks Report 2026 do Fórum Econômico Mundial, dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), do McKinsey Global Institute e do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília (CEG/UnB). 

O objetivo é munir líderes empresariais com uma visão macro diante de um cenário dinâmico, auxiliando na priorização de ações, no monitoramento de riscos e na identificação de oportunidades estratégicas, com medidas esperadas tanto das empresas quanto de entidades representativas e governos. A análise já leva em conta o resultado da eleição presidencial brasileira.

De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, o mapeamento inédito feito pela indústria reforça a importância de que as variáveis geopolíticas estejam nas mesas de discussão do setor produtivo. "A geopolítica global vive um momento de profundas reconfigurações que passaram a orientar o ritmo do comércio internacional. O Radar Geopolítico da Indústria nasce para entregar aos empresários brasileiros inteligência antecipatória, permitindo transformar incertezas em estratégias concretas de negócios, diversificação de mercados e atração de investimentos para o Brasil", afirma o executivo.

O painel resume os principais riscos e oportunidades geoeconômicos para a indústria brasileira no horizonte 2026–2027. São 17 itens (veja lista abaixo), organizados por grau de urgência (verde, amarelo e vermelho) e de impacto sobre comércio, investimentos, cadeias produtivas e competitividade. 

Os temas vão desde medidas nacionais, como a projeção da taxa básica de juros, passa por iniciativas comerciais e regulatórias, como as tarifas dos EUA e o Mecanismo de Ajustamento de Carbono na Fronteira (CBAM) da União Europeia para incorporar nos valores pagos pelas importações as emissões de carbono do produto, à concorrência chinesa, além de fatores estruturais ligados à logística, à tecnologia, à segurança econômica e à integração regional. 

Frederico Lamego, assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da CNI destaca que as análises ainda serão aprofundadas setorialmente, mas que já servem de guia em momentos de incerteza. “Não se trata apenas de entender que existe, por exemplo, uma crise no Irã que está aumentando o preço do petróleo, mas, sobretudo, para que as empresas e os empresários entendam que existe uma correlação entre diversas variáveis e que, se essas variáveis forem previamente entendidas, é possível antecipar riscos e isso vai possibilitar para as empresas navegar num cenário de menos incerteza”, afirma.

Diplomacia Industrial

O lançamento do relatório fez parte do Fórum da Diplomacia Industrial, realizado nesta quarta (4) na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu cerca de 180 participantes, entre embaixadores de mercados estratégicos, lideranças empresariais, autoridades do governo federal e representantes da academia, para impulsionar negócios, atração de investimentos e cooperação internacional em ciência e tecnologia.

Lamego conta que a seleção da agenda e dos convidados seguiu uma lógica de interesses estratégicos para a indústria brasileira. “Temas como minerais críticos, transição energética, defesa, começam a entrar na pauta e aqueles países que souberem aproveitar essa onda buscando projetos e parcerias de transferência de tecnologia e de cooperação vão ser aqueles que vão se projetar melhor nesse cenário de incerteza”, conclui.
 
A proposta do encontro é consolidar uma plataforma contínua de diálogo entre o setor privado e o corpo diplomático em Brasília, transformando essas relações em oportunidades concretas de negócios e parcerias tecnológicas.

O Radar

Confira os principais riscos e oportunidades para a indústria brasileira no horizonte 2026–2027 mapeados pelo Radar Geopolítico da Indústria:

  • Tarifas dos Estados Unidos: tarifas adicionais de até 37,5% sobre produtos brasileiros ameaçam a competitividade das exportações e exigem estratégias para reduzir os impactos comerciais.
  • Taxação de carbono da União Europeia (CBAM): o mecanismo aumenta os custos de exportação de produtos como ferro-gusa, aço e alumínio, conforme as emissões de carbono incorporadas.
  • Alta dos fretes marítimos: conflitos no Oriente Médio elevam custos de transporte, pressionam preços de insumos importados e reduzem margens das exportações brasileiras.
  • Sobrecapacidade mundial em aço e manufaturados: excesso de produção global, especialmente na China, aumenta o risco de entrada de produtos importados a preços competitivos e pressiona a indústria nacional.
  • Proliferação de medidas de defesa comercial: tarifas, medidas antidumping e salvaguardas fragmentam mercados e podem desviar exportações de grandes economias para o Brasil, ampliando a concorrência interna.
  • Custo de capital elevado: juros altos até 2027 encarecem financiamentos, capital de giro e investimentos, limitando a capacidade produtiva da indústria.
  • Restrições chinesas às terras raras: o controle da China sobre o refino e a fabricação de ímãs permanentes ameaça o fornecimento de insumos estratégicos para motores elétricos, energia eólica e eletrônicos.
  • Tensões no Estreito de Taiwan: eventual conflito ou interrupção logística na região pode comprometer o fornecimento mundial de semicondutores e afetar cadeias industriais brasileiras.
  • Disputa comercial entre Brasil e Argentina: acordos argentinos com os Estados Unidos e o avanço da China no mercado vizinho podem reduzir o espaço brasileiro no comércio regional e tensionar o Mercosul.
  • Insegurança cibernética: ataques a sistemas industriais e infraestruturas críticas elevam riscos operacionais, financeiros e de interrupção das atividades produtivas.
  • Sanções internacionais e crime organizado: mudanças nas classificações e sanções impostas pelos Estados Unidos podem ampliar exigências de compliance e expor empresas brasileiras a riscos jurídicos e financeiros.
  • Regulação e riscos da inteligência artificial: novas exigências regulatórias e a concentração do desenvolvimento tecnológico em poucas empresas podem aumentar custos e dependência de fornecedores estrangeiros.
  • Minerais críticos e hidrogênio verde: a demanda global e a reorganização das cadeias produtivas abrem oportunidades para atrair investimentos, ampliar a produção nacional e fornecer insumos estratégicos.
  • Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE): a precificação do carbono no Brasil poderá reduzir custos associados ao mecanismo europeu CBAM e favorecer exportadores de aço e alumínio.
  • Novos mercados por meio de acordos do Mercosul: tratados comerciais com União Europeia, Singapura e EFTA, além de negociações com outros países, ampliam destinos para produtos brasileiros de maior valor agregado.
  • Integração comercial regional: o baixo comércio entre países da América Latina revela espaço para ampliar negócios, fortalecer cadeias produtivas e explorar um mercado regional de aproximadamente 660 milhões de pessoas.
  • Corredores bioceânicos: novas rotas de infraestrutura entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile podem reduzir custos logísticos, facilitar o acesso aos mercados asiáticos e fortalecer a integração sul-americana.
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