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Baixar áudioA insatisfação dos empresários industriais com a lucratividade dos negócios atingiu o pior nível desde a pandemia. Segundo a Sondagem Industrial, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o índice de satisfação com a margem de lucro recuou 1,3 ponto no terceiro trimestre de 2026, para 42,2 pontos. É o menor patamar desde o segundo trimestre de 2020.
O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, atribui o resultado à pressão dos custos de produção e à redução da demanda, que compromete o faturamento das empresas.
“Isso é o resultado do acúmulo de uma pressão de custos, entre algumas razões está a guerra no Oriente Médio. E, adicionalmente, há uma redução da demanda e, naturalmente, uma redução do faturamento das empresas, o que afeta a saúde financeira e a lucratividade”, afirma.
A insatisfação também aumentou em relação ao acesso ao crédito e à situação financeira das empresas. Os respectivos índices recuaram 0,5 e 0,2 ponto no terceiro trimestre, para 39,4 e 47,4 pontos.
Já o índice de evolução do preço médio dos insumos e das matérias-primas utilizados pela indústria caiu 3,6 pontos, para 60,5 pontos, ficando abaixo da média histórica para o terceiro trimestre. Apesar da desaceleração, o indicador permanece acima da linha divisória de 50 pontos, o que sinaliza aumento dos preços, ainda que em ritmo menor.
Pelo terceiro mês consecutivo, o índice que compara o nível efetivo dos estoques ao planejado pelos empresários avançou. Em setembro, o indicador subiu 0,4 ponto, para 50,8 pontos, alcançando o maior patamar em quase três anos.
Segundo Azevedo, o resultado reflete a frustração dos industriais com a demanda. As empresas esperavam manter ou reduzir a produção, mas as vendas ficaram abaixo do previsto, dificultando o escoamento dos produtos armazenados.
“O problema é que normalmente, para se ter um avanço ou retomada da produção, primeiramente o empresário vai precisar queimar esses estoques. E é custoso manter os estoques, para que, até lá, haja uma melhora eventual da demanda e comece a refletir de fato em aumento da atividade industrial”, pontua.
Outros indicadores também apontam para o enfraquecimento da atividade industrial. O índice de evolução da produção ficou em 46,7 pontos em setembro. Abaixo da linha divisória de 50 pontos, o resultado indica retração da produção em relação a agosto.
O indicador de evolução do número de empregados também permaneceu abaixo desse patamar, ao fechar o mês em 48 pontos, sinalizando percepção de redução do emprego industrial.
“A produção costuma apresentar um índice bem mais próximo da linha de 50 pontos em meses de setembro. E o índice do número de empregados varia muito pouco, mas também continua abaixo da linha divisória de 50 pontos, mostrando uma percepção de queda do número de empregados da indústria a partir da visão dos empresários”, avalia Azevedo.
Na contramão dos demais indicadores, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) aumentou 1 ponto percentual, para 70%, igualando o resultado registrado no mesmo período de 2025.
A elevada carga tributária permaneceu na primeira posição do ranking de principais problemas enfrentados pela indústria. No terceiro trimestre de 2026, 37,2% dos empresários apontaram o peso dos impostos entre os maiores entraves ao setor, alta de 3,9 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior.
A demanda interna insuficiente subiu da quarta para a segunda colocação no ranking, após ser mencionada por 29,6% dos empresários. O percentual representa um avanço de 3 pontos percentuais na comparação trimestral.
Para Azevedo, o aumento da preocupação com a demanda interna está alinhado aos sinais de enfraquecimento da atividade e ao acúmulo de estoques nas empresas.
“Desde o terceiro trimestre de 2025 a demanda interna insuficiente não ficava na vice-liderança do ranking de principais problemas enfrentados pela indústria. E esse percentual registrado agora no terceiro trimestre de 2026 é o maior percentual de assinalação desde o primeiro trimestre de 2024”, destaca.
As taxas de juros elevadas ocuparam a terceira posição, citadas por 24,3% dos empresários, um aumento de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
Os índices de expectativas dos industriais apresentaram poucas mudanças na passagem de setembro para outubro. Apesar das pequenas variações, todos permaneceram abaixo das respectivas médias históricas.
Os resultados apontam perspectivas de crescimento da demanda por produtos industriais e das compras de insumos e matérias-primas nos próximos seis meses. Em contrapartida, os indicadores sinalizam expectativa de redução do número de empregados e do volume exportado.
Após quatro quedas consecutivas e de atingir o pior nível desde a pandemia, a intenção de investimento dos empresários industriais apresentou recuperação em outubro. O indicador subiu 1,3 ponto, para 52,6 pontos. Apesar da alta, acumula queda de 3,3 pontos em 2026.
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Baixar áudioA última rodada da pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política, divulgada antes do segundo turno das eleições no Distrito Federal, aponta a vitória da candidata Celina Leão (PP) na disputa pelo Palácio do Buriti. No levantamento de votos válidos, a governadora, que concorre à reeleição, aparece com 59,3% das intenções de voto, contra 40,7% de Leandro Grass (PT).
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Celina registra 50,1% das intenções de voto, enquanto Grass tem 34%. Outros 0,4% mencionaram outro candidato, 7,1% afirmaram que pretendem votar em branco, nulo ou em nenhum dos concorrentes, e 8,5% não souberam responder.
Os dados também indicam que a maioria dos eleitores já definiu seu voto. Entre os que apoiam Celina, 89,2% disseram que a decisão é definitiva. Outros 10,1% admitiram a possibilidade de mudar de candidato, enquanto 0,7% não souberam dizer se poderiam rever a escolha.
Entre os eleitores de Leandro Grass, o índice de convicção é ainda maior: 94,2% afirmaram que não pretendem mudar de voto, enquanto 5,8% disseram que ainda podem reconsiderar a decisão.
A pesquisa também questionou os entrevistados sobre o número dos candidatos na urna eletrônica. Entre os eleitores de Celina Leão, 80% souberam identificar o número 11, pelo qual a candidata concorre. Outros 17,1% não souberam informar o número, enquanto 2,1% mencionaram outro algarismo. Desse último grupo, 1,7% apontaram o número 22.
No caso de Leandro Grass, 83,7% dos eleitores identificaram corretamente o número 13, do candidato petista. Outros 15,3% não souberam informar o número, enquanto 0,7% mencionaram o 11 e 0,3%, o 22.
A identificação correta dos números ganha relevância diante do resultado do primeiro turno, quando mais de 26 mil eleitores digitaram o número 22, em vez do 11 de Celina Leão, e acabaram anulando o voto.
O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre a administração de Celina Leão à frente do Governo do Distrito Federal (GDF). Segundo a pesquisa, 51,9% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 37,5% desaprovam. Outros 9,6% não souberam avaliar, e 0,9% preferiram não responder.
Na avaliação qualitativa da administração, 29,8% classificaram a gestão como ótima ou boa. Para 35,5%, o governo é regular, enquanto 28,4% consideram a administração ruim ou péssima.
A pesquisa Correio-Opinião Inteligência Política ouviu presencialmente 1.006 pessoas em 31 regiões administrativas no Distrito Federal, entre os dias 16 e 19 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-08851/2026.
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Baixar áudioA média das pesquisas de segundo turno reunidas pelo Opinião Inteligência Política dá a Flávio Bolsonaro (PL) 51,2% de intenção dos votos válidos, contra 48,8% de Lula (PT). O agregador soma 26 pesquisas de 14 institutos registradas desde o primeiro turno, e Flávio aparece à frente em 23 delas. É, no entanto, a menor distância entre os candidatos da série, iniciada em 8 de outubro, e corresponde a uma diferença de cerca de 2,8 milhões de votos, segundo o instituto.
As pesquisas mostram uma aproximação entre os adversários às vésperas do segundo turno, que será realizado no dia 25 de outubro. No primeiro turno, em 4 de outubro, Flávio terminou com 47% dos votos válidos e Lula com 45%, diferença de 1,9 ponto percentual e 2,2 milhões de votos. Na véspera, o Datafolha havia dado vantagem a Lula, e a virada ocorreu nas urnas.
Para Alexandre Garcia, CEO do Opinião, o cenário é de poucas mudanças: "O eleitor já chegou para o segundo turno com o voto praticamente definido. São dois nomes muito conhecidos, dois projetos que o país já experimentou nos últimos anos e a maioria já decidiu faz tempo de que lado estaria. É uma faixa estreita. Tivemos fatos novos, debate, propaganda, propostas, apoios, mas isso só reforçou os argumentos de quem já escolheu."
As 15 pesquisas divulgadas entre 15 e 19 de outubro deram a Flávio de 49% a 52%, e a média oscilou, em 12 dias, entre 51,2% e 52,5%.
O título do novo estudo do instituto resume o momento: voto estável, rejeição em movimento. A variável foi a única que se moveu na semana, mas apesar das oscilações negativas, a queda da rejeição a Lula não é geral. Na Quaest, ela passou de 53% para 47%, ficando abaixo da rejeição a Flávio; em outros institutos caiu menos, e em dois ficou estável.
Garcia observa que esse movimento ainda não chegou ao voto: "A rejeição caiu, mas a intenção de voto em Lula não subiu. Ou seja, quem deixou de rejeitar ainda não passou a votar nele." A nova rodada do Datafolha, prevista para ser divulgada na noite desta quinta-feira (22), deve mostrar se a Quaest está sozinha ou se há uma queda real.
Para o analista, a rejeição é um dos três fatores que podem alterar as tendências, junto com o debate da Globo na sexta-feira (22), a última oportunidade de grande audiência para os candidatos, e o comparecimento dos eleitores às urnas, uma vez que mais de 33 milhões de pessoas deixaram de votar no primeiro turno. "Com uma diferença tão pequena, a eleição pode ser decidida por quem sai de casa no domingo, mais do que quem muda de voto nessa reta final", avalia Garcia.
O histórico pesa na estimativa. Garcia afirma que o desvio a favor dos adversários do PT, com as pesquisas abaixo do resultado das urnas, ocorre há seis eleições. Na comparação divulgada pelo instituto, a última pesquisa do Datafolha antes do pleito ficou de 0,1 a 1,1 ponto abaixo do adversário do PT nos segundos turnos de 2014, 2018 e 2022, e a Opinião soma 0,5 ponto à média das pesquisas, o que leva a estimativa de Flávio a 51,7%. O estudo ressalva que são poucas eleições e que o desvio pode não se repetir.
Com isso, a estimativa da Opinião dá a Flávio de 71% a 79% de probabilidade de vitória, sem e com o ajuste histórico, e a Lula de 21% a 29%. Mesmo que as pesquisas superestimem Flávio em 1 ponto, ele teria 53% de chance. Garcia resume: "Neste momento, quem precisa dar essa virada é o Lula. E ele já começa atrás com esse histórico contra. Não é impossível. A diferença é pequena", pondera.
O estudo registra que uma pesquisa isolada mexe pouco e que o sinal a observar é uma sequência de institutos na mesma direção. O documento também lembra que alguns analistas apontam para uma sub-representação do eleitor de direita nas pesquisas, projetando um resultado que seria de 53% a 47% favorável ao candidato do PL. O Opinião considera esse um resultado possível, mas não uma correção demonstrada.
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Baixar áudioDiante das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos, empresas brasileiras do setor de alimentos buscam ampliar a presença no mercado europeu. Na SIAL Paris 2026, 156 companhias nacionais apresentaram seus produtos a compradores internacionais, sendo que 74 delas foram afetadas pelas medidas comerciais norte-americanas. Iniciada em 17 de outubro, a feira de alimentos ocorre nos arredores de Paris, na França, e terminou na quarta-feira (21).
A participação brasileira no evento também fez parte da estratégia da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) para ajudar companhias nacionais a diversificar os destinos de suas exportações. Na abertura do Pavilhão Brasil, o presidente da Agência, Laudemir Müller, destacou a importância dessa tendência.
“Do total das empresas que estão aqui, 74 foram afetadas, de alguma forma, pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos (EUA). A ApexBrasil tem ajudado esses empreendedores na busca de outros mercados, com condições diferenciadas de apoio”, disse.
Müller também relacionou o desempenho das exportações à participação do agronegócio na economia brasileira e às perspectivas de crescimento do país.
“Apesar desse contexto de grandes desafios globais, o Brasil tem resultados muito positivos nas exportações e deve se tornar a oitava maior economia do mundo, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), além de avançar para se consolidar como o maior exportador de alimentos do mundo”, pontuou.
“O fato de o Brasil poder se tornar a oitava maior economia do mundo no próximo ano tem muito a ver com as exportações, que contribuem diretamente para a nossa política monetária e estão fortemente ligadas à participação expressiva do agronegócio na economia e no comércio exterior brasileiro”, complementou Müller.
A participação brasileira na feira ocorreu após um ano de crescimento nas vendas externas do setor. Em 2025, as exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões. O valor representa uma alta de 3% em relação a 2024 e corresponde a 48,5% de todas as exportações brasileiras, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
A edição de 2026 também ocorreu após o início da aplicação provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que está em vigor desde 1º de maio de 2026. A delegação brasileira foi composta por empresas de diferentes portes, grandes cadeias exportadoras e cooperativas da agricultura familiar. A variedade de produtos incluiu proteínas animais e alimentos ligados à sociobiodiversidade brasileira.
“O legal dessa feira é que temos muitos setores diferentes. Estamos com o pessoal de biscoito, uma empresa do lado dela de fécula de mandioca, depois uma de balas e doces, e em seguida uma com geleia, com mel. Então, é um pouco realmente de tudo o que o nosso agro tem a oferecer, é uma forma de mostrar para a Europa que o acordo traz oportunidade para empresas pequenas brasileiras, para cooperativas da agricultura familiar, e que o Brasil é um parceiro para o que o consumidor europeu queira consumir", afirmou o gerente de Agronegócio da ApexBrasil, Pedro Netto.
No evento, o Brasil ocupou mais de dois mil metros quadrados de área em quatro pavilhões, localizados nos halls 4, 5, 6 e 8 do centro de exposições Paris Nord Villepinte.
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A organização estima que a SIAL Paris reuniu cerca de 8 mil expositores de 130 países, 650 startups e mais de 400 mil produtos. A expectativa era receber 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países. O evento ocupou 280 mil metros quadrados de área de exposição e reuniu compradores, importadores, distribuidores, redes de supermercados e representantes da indústria mundial de alimentos.
Entre os participantes estiveram 5 mil grandes compradores que somam um poder de compra estimado em € 60 bilhões. De acordo com a organização, em média, 83% dos compradores realizam negócios durante a feira ou nos meses seguintes.
Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Augusto Billi, a feira ocorreu em um momento de expansão do acesso dos produtos agropecuários brasileiros ao mercado internacional. Billi destacou a relevância do trabalho em conjunto entre governo e iniciativa privada no sentido de expandir as vendas para o exterior e superar barreiras comerciais.
“Temos conseguido alcançar cada vez mais aumento das exportações com base nesse trabalho conjunto entre ApexBrasil, Ministério da Agricultura, Ministério das Relações Exteriores e iniciativa privada”, afirmou.
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional e a parceria da entidade com a ApexBrasil. Ele também mencionou as restrições enfrentadas pelo setor no mercado europeu e a busca por oportunidades em outros destinos.
“A carne bovina brasileira tem uma presença muito importante no mercado internacional. A parceria entre a ABIEC e a ApexBrasil, com mais de 20 anos, tem contribuído para a promoção da carne bovina brasileira em diferentes países. Durante a feira, representantes do setor têm mantido diálogo e encontrado alternativas para superar as restrições comerciais impostas à proteína animal brasileira na Europa e buscar oportunidades em outros destinos”, enfatizou.
O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, também enalteceu os resultados da parceria com a ApexBrasil na promoção dos produtos brasileiros no exterior e se mostrou otimista com o desempenho das empresas nacionais.
“Esta parceria de anos tem sido fundamental para levar os produtos brasileiros a mercados internacionais. Esse trabalho fortaleceu a promoção de marcas como Brazilian Chicken, Brazilian Egg e Brazilian Breeds, projetos setoriais em conjunto com a ApexBrasl, e contribuiu para divulgar a qualidade sanitária e a capacidade produtiva do setor, além de apoiar a busca por soluções para a retomada de fluxos comerciais afetados por restrições sanitárias”, considerou.
A participação de 14 cooperativas da agricultura familiar com estandes próprios foi uma das iniciativas brasileiras na SIAL Paris 2026. A ação integra o programa Cooperar para Exportar, da ApexBrasil, e busca aproximar pequenos produtores de compradores internacionais.
Os representantes das cooperativas apresentaram produtos de diferentes biomas brasileiros, como castanhas-do-brasil, castanhas de caju, baru, derivados do Cerrado, mel e outros alimentos associados à biodiversidade e à bioeconomia.
A presidente da União Nacional das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), Fátima Torres, destacou os possíveis efeitos econômicos e sociais da participação na feira.
“O mundo quer consumir os produtos da sociobiodiversidade. Cada contrato que nossas cooperativas firmam com um país da União Europeia significa mais renda e mais segurança alimentar no campo brasileiro”, afirmou.
Durante o evento, a empresa brasileira AMZ Tropical conquistou o Beverages Award, na categoria Bebidas, do SIAL Innovation Awards. Fundada na Amazônia, a companhia foi a única brasileira entre as 28 vencedoras da premiação, que avaliou mais de 2,7 mil produtos.
O CEO da empresa, Leandro Daher, recebeu o prêmio pelas quatro bebidas prontas inspiradas na biodiversidade amazônica: Amazônico Negroni, Limoncello Amazônico, Fitzgerald Amazônico e gin de jambu em versão associada à COP30.
“Estamos muito orgulhosos de poder ganhar este prêmio com estas bebidas que representam muito a Amazônia e nossas raízes. Trazer este prêmio para o Brasil e para a Amazônia tem um sabor incrível. Obrigada à ApexBrasil por sempre apoiar a nossa empresa e nossos projetos”, agradeceu Daher.
A inauguração do Pavilhão Brasil contou ainda com a presença do chefe do Setor de Promoção Comercial e Investimentos (Secom) da Embaixada do Brasil na França, ministro Caio Renault; do vice-governador do Rio Grande do Sul, Gabriel Souza; do diretor global da ABPA, Luis Rua; e da presidente da Unicafes, Fátima Torres.
Também participaram os gerentes da ApexBrasil Carla Duarte, de Relações Institucionais e Governamentais; e Pablo Lira, de Eventos, além de compradores e visitantes.
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Sul nesta sexta-feira (23) aponta predomínio de tempo instável, queda nas temperaturas e avisos meteorológicos em toda a região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, o dia fica encoberto com chuvisco. Em Porto Alegre, a temperatura mínima é de 15°C e a máxima não passa dos 24°C.
No interior do Rio Grande do Sul, a frente fria começa a se afastar em direção ao norte, mas o dia ainda terá muita nebulosidade. Enquanto a metade sul gaúcha experimenta declínio das temperaturas e ventos frios, as áreas do norte e noroeste do estado ainda registram chuvas isoladas e sensação de abafamento pela manhã, com o tempo melhorando gradativamente ao longo do dia.
Em Santa Catarina, o tempo permanece encoberto com chuvisco. Na capital Florianópolis, os termômetros variam de 16°C na mínima até 23°C na máxima.
Para o interior de Santa Catarina, o cenário é de alerta máximo para temporais. A chegada da frente fria combinada com o calor acumulado provoca chuvas fortes acompanhadas de muitos raios, rajadas de vento intensas e potencial para queda de granizo em municípios do Grande Oeste, Planalto Sul e Meio-Oeste catarinense.
No Paraná, a previsão é de dia encoberto com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Em Curitiba, o destaque é o frio acentuado para a época, com mínima de 15°C e máxima de apenas 16°C.
No interior do Paraná, o dia começa abafado e com temperaturas máximas elevadas, perto dos 32°C no norte paranaense, mas a aproximação das instabilidades muda o tempo drasticamente a partir da tarde, trazendo pancadas de chuva fortes, trovoadas e temporais isolados nas regiões oeste, sudoeste e central do estado.
Um aviso de tempestade classificado como perigo está ativo durante toda a sexta-feira (23). O alerta engloba:
Estão previstas chuvas entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos de 60 a 100 km/h e queda de granizo, com risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
Outro aviso de tempestade, com severidade de perigo potencial, vigora ao longo do dia para:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de danos.
Extremidade dianteira de uma massa de ar frio em avanço, que desloca o ar quente à sua frente. A passagem de uma frente fria costuma provocar queda de temperatura e umidade, elevação da pressão e mudança na direção do vento (no Hemisfério Norte, geralmente de sudoeste para noroeste; no Hemisfério Sul, o padrão típico é de noroeste/oeste para sudoeste/sul). A precipitação pode anteceder ou suceder a frente e, por vezes, uma linha de instabilidade intensa se forma antes de sua chegada.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Centro-Oeste nesta sexta-feira (23) aponta variação na nebulosidade e instabilidades concentradas em áreas específicas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em Mato Grosso do Sul, o dia fica encoberto com chuvisco. A capital Campo Grande registra mínima de 22°C e máxima de 32°C.
No interior o tempo fica ainda mais instável devido ao avanço de uma frente fria e áreas de baixa pressão. O estado está sob alerta para temporais severos, que podem vir acompanhados de raios, rajadas de vento intensas e eventual queda de granizo, com acumulados de chuva significativos principalmente na porção centro-sul.
Em Mato Grosso, a condição também é de tempo encoberto com chuvisco. Em Cuiabá, os termômetros variam entre 26°C e 36°C.
Para o interior, a previsão indica um dia de calor muito forte, com temperaturas máximas atingindo marcas entre 36°C e 38°C. O sol predomina pela manhã, mas o aquecimento associado à umidade favorece o desenvolvimento de nuvens carregadas, provocando pancadas de chuva e trovoadas isoladas a partir da tarde na maioria dos municípios.
Em Goiás, o tempo permanece encoberto. Em Goiânia, a temperatura mínima é de 23°C e a máxima alcança 35°C.
Já no interior de Goiás, o comportamento do tempo varia bastante entre as regiões. Enquanto os municípios do sul e leste goiano registram aumento de nebulosidade e pancadas de chuva isoladas no fim do dia, o norte do estado segue sob o domínio de uma massa de ar seco, garantindo um dia de céu aberto, calor e baixa umidade do ar à tarde.
No Distrito Federal, o dia segue encoberto. Em Brasília, a mínima prevista é de 20°C e a máxima atinge 33°C.
Outras áreas registram forte abafamento, com máximas encostando nos 31°C a 32°C e índices de umidade em elevação. Já nas cidades do Entorno, o calor também é intenso, mas a aproximação de nuvens carregadas reforça o alerta para pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas e rajadas de vento isoladas a partir da tarde.
Está em vigor um aviso de tempestade classificado como perigo, válido ao longo desta sexta-feira (23). A área de abrangência inclui o leste e sudoeste de Mato Grosso do Sul. A previsão indica chuva entre 30 e 60 mm/h ou 50 e 100 mm/dia, ventos intensos de 60 a 100 km/h e queda de granizo, com risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
Também está em vigor um aviso de tempestade classificado como perigo potencial. A área de abrangência inclui:
Estão previstas chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Sudeste nesta sexta-feira (23) aponta instabilidade generalizada, com céu variando entre encoberto e nublado, além de chuva em todas as capitais, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, o dia fica encoberto com pancadas de chuva isoladas. Os termômetros variam entre mínima de 17°C e máxima de 24°C.
No interior de São Paulo, o dia começa com sol e rápido aumento das temperaturas, mas a aproximação de uma frente fria muda o tempo a partir da tarde. Há previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas em praticamente todo o interior paulista, com risco de temporais e rajadas de vento na faixa oeste e no centro-sul do estado.
No Rio de Janeiro, a previsão indica tempo encoberto com chuvisco. A temperatura mínima fica em 19°C e a máxima chega a 27°C.
No interior do Rio de Janeiro, o sol brilha forte pela manhã e garante uma tarde quente. No entanto, a aproximação de áreas de instabilidade provoca um aumento de nebulosidade no fim do dia, com chance de pancadas de chuva rápidas e isoladas nas regiões serrana e sul fluminense entre a tarde e à noite.
Em Minas Gerais, a capital Belo Horizonte registra dia encoberto com chuvisco, com variação térmica entre 17°C e 26°C.
Para o interior de Minas Gerais, o cenário se divide. No Triângulo Mineiro e no sul do estado, o calor favorece o desenvolvimento de nuvens e ocorrem pancadas de chuva isoladas entre a tarde e à noite. Já no Norte de Minas e no Vale do Jequitinhonha, o tempo seco e o calor extremo continuam predominando, com máximas que podem atingir 37°C e umidade do ar em níveis críticos.
No Espírito Santo, o tempo em Vitória permanece nublado com chuvisco, apresentando mínima de 21°C e máxima de 27°C.
Por fim, no interior do Espírito Santo, o tempo firme e seco predomina na maior parte dos municípios. O sol aparece entre poucas nuvens e as temperaturas continuam elevadas, com chance de chuva rápida e estritamente passageira apenas no litoral, sem atingir o interior capixaba.
Um aviso de tempestade classificado com grau de severidade de perigo está ativo durante toda a sexta-feira (23) para a região de Itapetininga, em São Paulo. Estão previstas chuvas de 30 a 60 mm/h ou 50 a 100 mm/dia, ventos intensos de 60 a 100 km/h e queda de granizo, com risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
Também está em vigor um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial. A área de abrangência inclui:
O aviso indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de danos.
Extremidade dianteira de uma massa de ar frio em avanço, que desloca o ar quente à sua frente. A passagem de uma frente fria costuma provocar queda de temperatura e umidade, elevação da pressão e mudança na direção do vento (no Hemisfério Norte, geralmente de sudoeste para noroeste; no Hemisfério Sul, o padrão típico é de noroeste/oeste para sudoeste/sul). A precipitação pode anteceder ou suceder a frente e, por vezes, uma linha de instabilidade intensa se forma antes de sua chegada.
Precipitação uniforme, composta exclusivamente por gotículas de água muito pequenas (diâmetro inferior a 0,5 mm), próximas entre si e que dão a impressão de quase flutuar no ar
Céu totalmente encoberto por oito oitavos na camada de nuvens. A cobertura de nuvens é estimada em oitavos (oktas) da abóbada celeste, somando-se todas as nuvens presentes naquela camada específica.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Norte nesta sexta-feira (23) aponta variação na nebulosidade e instabilidades concentradas na porção oeste da região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em Tocantins, o dia permanece com céu claro. Em Palmas, os termômetros registram mínima de 25°C e máxima de 38°C.
No interior do Tocantins, o tempo firme predomina em grande parte do estado, especialmente na metade norte e leste, onde o sol forte e o calor extremo dominam, com máximas próximas de 38°C. Apenas o extremo oeste e sul do estado têm chance de pancadas de chuva isoladas no fim do dia.
No Pará, o tempo fica nublado. Em Belém, a mínima prevista é de 24°C e a máxima alcança 35°C.
Para o interior do Pará, o cenário é de tempo instável, com previsão de chuva de moderada a forte intensidade, acompanhada de raios e rajadas de vento em praticamente todo o estado. As instabilidades ganham força à tarde e à noite, mas o abafamento persiste, mantendo as máximas elevadas.
No Amapá, a condição é de céu claro. Em Macapá, a variação fica entre 25°C e 34°C.
Em Roraima, o dia segue encoberto com chuvisco. Em Boa Vista, as temperaturas variam de 26°C a 35°C.
Já no interior do Amapá e de Roraima, o sol brilha forte durante a maior parte do dia, mas o aquecimento diurno provoca pancadas de chuva rápidas e passageiras entre a tarde e a noite. No entanto, o acumulado de água esperado para esses estados é menor se comparado ao restante da região.
No Amazonas, a previsão é de tempo encoberto com chuvisco. Em Manaus, a mínima é de 25°C e a máxima chega a 34°C.
No interior do Amazonas, o dia será marcado por aberturas de sol pela manhã e o desenvolvimento de nuvens carregadas a partir da tarde, provocando pancadas de chuva com trovoadas. O calor continua intenso, com temperaturas máximas que devem atingir os 35°C na maioria dos municípios.
Em Rondônia, o tempo fica encoberto com chuvisco. Em Porto Velho, a mínima é de 25°C e a máxima de 35°C.
No Acre, a condição também é de tempo encoberto com chuvisco. Em Rio Branco, os termômetros marcam entre 23°C e 34°C.
No interior de Rondônia e do Acre, a proximidade com o canal de umidade favorece um dia com maior cobertura de nuvens e chuvas a qualquer hora, que podem vir em forma de temporais isolados. Mesmo com o tempo mais fechado, a sensação de abafamento continua devido à alta umidade do ar.
Está em vigor um aviso de chuvas intensas classificado como perigo potencial ao longo desta sexta-feira (23). A área de abrangência inclui:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, com ventos intensos de 40 a 60 km/h. Há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.
Céu totalmente encoberto por oito oitavos na camada de nuvens. A cobertura de nuvens é estimada em oitavos (oktas) da abóbada celeste, somando-se todas as nuvens presentes naquela camada específica.
Precipitação uniforme, composta exclusivamente por gotículas de água muito pequenas (diâmetro inferior a 0,5 mm), próximas entre si e que dão a impressão de quase flutuar no ar
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoSem previsão de chuva na região, termômetros chegam aos 39°C em Teresina
Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Nordeste nesta sexta-feira (23) indica um dia ensolarado e com estabilidade em todas as capitais, sem indicativo de chuva, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, o dia começa com céu limpo em Salvador, onde os termômetros marcam mínima de 23°C e máxima de 29°C.
No interior da Bahia, o oeste baiano deve registrar o retorno de pancadas de chuva e trovoadas isoladas em alguns municípios. No entanto, a maior parte do sertão baiano continua sob forte estiagem, com máximas que podem atingir 37°C e índices críticos de umidade relativa do ar.
Em Sergipe, a estabilidade predomina em Aracaju, com variação entre 25°C e 31°C.
Em Alagoas, Maceió tem tempo claro, com mínima de 23°C e máxima de 31°C.
No interior de Sergipe e Alagoas, o predomínio é de tempo firme e céu com poucas nuvens, sofrendo pouca influência das instabilidades que começam a atuar na faixa costeira adjacente.
Em Pernambuco, o sol brilha forte em Recife, onde as temperaturas variam de 23°C a 32°C.
Na Paraíba, João Pessoa registra tempo limpo, com variação prevista de 24°C a 31°C.
No Ceará, Fortaleza tem dia ensolarado, com mínima de 25°C e máxima de 32°C.
No Rio Grande do Norte, Natal mantém o tempo firme, com termômetros entre 25°C e 30°C.
Já no interior de Pernambuco, da Paraíba, do Ceará e do Rio Grande do Norte, o tempo seco e o céu aberto dominam completamente a paisagem. O sertão desses estados não deve receber chuva, enquanto pancadas rápidas e passageiras ficam restritas à faixa litorânea do leste e norte nordestino.
No Maranhão, São Luís apresenta céu claro e variação térmica de 26°C a 32°C.
Para o interior do Maranhão, o tempo seco e quente também predomina na metade norte e leste, mas há previsão de pancadas de chuva isoladas no centro-sul do estado. O aquecimento diurno associado à entrada de umidade favorece chuvas rápidas a partir da tarde, embora as temperaturas continuem elevadas.
No Piauí, o calor se destaca em Teresina, que registra a maior temperatura da região, variando entre 26°C e 39°C.
No interior do Piauí, o cenário é de calor extremo e baixa umidade. Cidades do sertão piauiense e a capital, Teresina, devem registrar máximas de até 40°C no período da tarde, sem previsão de chuva significativa. Pequenas pancadas de chuva isoladas só devem ocorrer no extremo sul e sudoeste do estado.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoTeto sobe a R$ 110 mil em 2027 e a R$ 140 mil em 2028, com mais de 17 milhões de beneficiados
Baixar áudioO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (21), em cerimônia no Palácio do Planalto, o Projeto de Lei Complementar 186/2026, que amplia o limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e perdoa dívidas federais da categoria. A lei integra o Prospera MEI, pacote do governo para reduzir o endividamento, facilitar o acesso a recursos e simplificar a rotina dos microempreendedores. Segundo a Secretaria de Comunicação Social (Secom), a iniciativa pode beneficiar 17,6 milhões de empreendedores, dos quais 7,8 milhões são mulheres.
O teto anual de faturamento, congelado em R$ 81 mil desde 2018, passa para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. A lei também sobe para dois o número de empregados permitidos, desde que recebam um salário mínimo ou o piso da categoria. Empresas do Simples Nacional que faturem até esses valores poderão voltar a se enquadrar como MEI.
O ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, destacou na cerimônia que as duas trajetórias, a do emprego formal e a do pequeno negócio, avançaram juntas: “Desde 2023, o Brasil ganhou cerca de 10 milhões de novos empregos, 10 milhões de vínculos formais, ao mesmo tempo que foram abertos mais de 3 milhões de MEIs. As duas portas abertas para quem quer melhorar de vida. Desses 17 milhões de MEIs, 4,6 milhões desses empreendedores estão no CadÚnico, mostrando que o senhor tem sabido fazer a tal da porta de saída. Abrir uma empresa não basta, é preciso que ela cresça”, afirma.
A maior parte das regras entra em vigor automaticamente, sem necessidade de adesão, em 1º de janeiro de 2027, com o escalonamento do teto. Em 2027, o limite é de R$ 9.166,67 mensais proporcionais para quem iniciar a atividade no ano (R$ 110 mil anuais) e, a partir de 1º de janeiro de 2028, passa a ser de R$ 11.666,67 por mês para novos cadastros (R$ 140 mil anuais). Segundo o Ministério do Empreendedorismo, uma empresa que faturar acima de R$ 110 mil em 2026 não poderá pedir o reenquadramento como MEI no início de 2027.
O perdão das dívidas também é automático, sem necessidade de pedido à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Ele prevê o cancelamento integral das contribuições em atraso dos MEIs, multas, juros e encargos, inclusive dívidas ajuizadas ou parceladas, inscritas ou não na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026. O governo estima que mais de 3,6 milhões de microempreendedores serão beneficiados, com uma dívida média de cerca de R$ 3,4 mil. O total perdoado pode chegar a R$ 18,7 bilhões.
Para manter o benefício, o MEI precisa pagar em dia as guias mensais do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS) nos seis meses seguintes à entrada em vigor da lei. A remissão alcança o saldo devedor de parcelamentos em andamento, mas não permite a devolução de valores já pagos, e dívidas estaduais e municipais ficam de fora. Quem contesta a dívida na Justiça precisará desistir da ação, sem cobrança de honorários advocatícios pela desistência.
Para consultar débitos, o ministério orienta usar o portal Regularize, da PGFN, no caso de cobrança judicial, o e-CAC da Receita Federal ou o PGMEI, no Portal do Simples Nacional, quando a cobrança for administrativa.
O pacote inclui ainda outras medidas. Pelo Desenrola 3.0, o Ministério da Fazenda fará, a partir de novembro, leilões para comprar cerca de R$ 6 bilhões em dívidas privadas de MEIs diretamente dos bancos, com desconto mínimo de 90%, o que deve beneficiar mais de 1,6 milhão de empreendedores. O MEI também fica dispensado de emitir nota fiscal em vendas a pessoas físicas, e o Nano MEI, voltado a quem fatura até R$ 40,5 mil por ano, não precisará de CNPJ. Nas compras públicas, as licitações exclusivas para micro e pequenas empresas sobem para R$ 130.984,20, e o teto do Contrata+Brasil para MEIs passa de R$ 13 mil para R$ 25 mil.
A única medida do pacote anunciado nesta quarta que ainda está em elaboração é o Pix MEI. O programa prevê o repasse de até R$ 5 mil por CNPJ com aprovação do Sebrae e prioridade para mulheres empreendedoras e MEIs com faturamento de até R$ 40,5 mil, que deve atender cerca de 1 milhão de MEIs a partir de 2027, com R$ 5 bilhões em investimentos. A previsão é de publicação do edital até o fim do ano e execução entre 2027 e 2030. Sobre a iniciativa, Lula foi enfático: “Não é empréstimo, não é financiamento, é uma doação do governo”.
O projeto foi apresentado a 12 dias das eleições e tramitou “a toque de caixa” no Congresso Nacional na semana passada, embora o reajuste do teto já fosse discutido, pelo menos, desde 2021. Na Câmara dos Deputados, o texto foi aprovado por 461 votos a 4 e, no Senado Federal, por 78 a 0. Paulo Pereira classificou a rapidez como um feito: “A aprovação do novo teto do MEI e o perdão das dívidas em apenas dois dias, o que eu agradeço aos representantes do Congresso Nacional que estão aqui, também é histórica”, celebrou.
Do ponto de vista fiscal, a PGFN informa que a carteira de MEIs na Dívida Ativa soma cerca de R$ 12,86 bilhões, entre 3,67 milhões de devedores, dos quais R$ 11,05 bilhões (85,94%) são considerados de difícil recuperação ou irrecuperáveis. Considerando o histórico de recuperação, o órgão projeta arrecadar R$ 1,12 bilhão em 2027, R$ 1,01 bilhão em 2028 e R$ 909,4 milhões em 2029, cerca de R$ 3 bilhões no período. O ministério estima que o retorno de MEIs inativos à formalidade renderá R$ 2 bilhões à União em seis meses, contra R$ 1 bilhão previsto em 2027 no modelo atual. O aumento do teto teria impacto de R$ 1,57 bilhão em 2027, R$ 3,15 bilhões em 2028 e R$ 3,38 bilhões em 2029, e o governo pagaria no máximo R$ 600 milhões no Desenrola 3.0. O governo, no entanto, não detalha de onde virão os recursos do Pix MEI nem as compensações para a menor arrecadação.
Paulo Pereira defendeu o efeito fiscal e respondeu às críticas de que o perdão beneficiaria inadimplentes: “Nós estamos limpando a vida das pessoas, permitindo que elas recomecem e podendo ter um efeito fiscal positivo. Muitos têm nos criticado, dizendo que, olha, mas e os adimplentes? E aqueles que pagaram tudo corretamente? Tudo o que o governo do senhor fez foi para os adimplentes. O aumento do teto do MEI é para os adimplentes.”
A sanção ocorreu a quatro dias do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e o pacote é uma das apostas da campanha de Lula à reeleição na reta final como aceno à classe média empreendedora, grupo que resiste ao governo nas sondagens. Na mesma cerimônia, o presidente assinou o envio ao Congresso de uma PEC que destina pelo menos 25% das emendas parlamentares obrigatórias, R$ 11,2 bilhões em 2027, ao financiamento da tarifa zero no transporte público aos fins de semana.
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