08/09/2026 00:03h

Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas

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O aumento das tarifas dos Estados Unidos já afetou os pedidos recebidos por 69% das indústrias paulistas que exportam para o país. É o que releva uma pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Entre as empresas que registraram redução, 42,9% tiveram queda acima de 25% no volume de encomendas.

Os dados fazem parte da nova edição da pesquisa Rumos da Indústria Paulista, que ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras de São Paulo entre 10 e 28 de agosto de 2026.

As sobretaxas impostas pelo país norte-americano podem chegar a 37,5% para produtos que estão sujeitos simultaneamente às duas medidas: uma tarifa adicional de 25%, que entrou em vigor em 22 de julho, e outra de 12,5%, aplicada a partir de 24 de julho.

Empresas ajustam preços e produção

Diante do problema, que pode aumentar os custos de exportação, 28,6% das indústrias reduziram as próprias margens para absorver parte do impacto das tarifas. Outras 26,2% mantiveram os preços dos produtos e repassaram o custo adicional aos compradores nos Estados Unidos.

Já em relação à produção, 41,4% das empresas reduziram o uso da capacidade instalada. O mesmo percentual informou ter renegociado preços com clientes afetados pelas novas tarifas.

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Ainda segundo o levantamento, apesar da queda nos pedidos, a maior parte das empresas pesquisadas ainda não alterou o número de funcionários. Esse foi o caso de 55,2% das indústrias.

A preservação dos empregos pode estar relacionada ao mercado de trabalho aquecido e à dificuldade de contratação de profissionais qualificados. A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pnad Contínua do IBGE. O período também registrou recorde de 103,3 milhões de pessoas ocupadas.

Empresas têm dificuldade para substituir os EUA

O levantamento também mostra que encontrar outros destinos para os produtos tem sido um ponto de dificuldade. Entre os principais mercados atendidos pelas empresas, além dos Estados Unidos, estão o Mercosul, citado por 66,7% das indústrias, a América Latina e o Caribe, com 50%, e a União Europeia, também com 50%.

Mesmo com a queda dos pedidos norte-americanos, 45,2% das empresas não cogitam buscar novos mercados. Entre as que consideram essa alternativa, 57,1% não têm prazo definido para fazer essa substituição totalmente.

Parte das indústrias tenta compensar a redução das vendas aos Estados Unidos com o mercado brasileiro. Cerca de 40% já redirecionaram produtos para o mercado nacional. Contudo, essa estratégia também encontra obstáculos, já que 36% das empresas afirmaram não ter compradores no Brasil para esses produtos.

Entre as que conseguiram transferir parte das vendas, o nível de absorção varia. Para 28% delas, o mercado interno recebeu até 5% do volume que seria destinado aos Estados Unidos. Em 24% dos casos, a absorção foi total.

Produção em outros países

Outra possibilidade seria fabricar os produtos fora do Brasil para continuar atendendo aos compradores norte-americanos. Essa alternativa, no entanto, não é considerada pela maioria.

Seis em cada dez empresas disseram não cogitar a produção no exterior. Por outro lado, 21,4% afirmaram já ter unidades produtivas em outros países capazes de realizar esse movimento.

Entre as medidas apontadas como prioritárias para enfrentar os efeitos das tarifas, quase 70% das empresas citaram o diálogo e a negociação entre Brasil e Estados Unidos. A busca por novos acordos comerciais foi mencionada por 40,8% das indústrias. Outras 38,2% defenderam medidas de desoneração tributária e drawback.

A pesquisa da Fiesp ouviu 174 indústrias de transformação exportadoras do estado de São Paulo. Do total, 1,7% são microempresas, 55,2% pequenas, 33,3% médias e 9,8% grandes. Nas questões que permitiam mais de uma resposta, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.
 

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07/09/2026 18:00h

Porto Alegre e Florianópolis terão poucas nuvens, enquanto Curitiba terá maior cobertura de nuvens

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A terça-feira (8) será de poucas nuvens em grande parte da Região Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Rio Grande do Sul, poucas nuvens predominam no estado. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 10°C e 22°C.

Em Santa Catarina, a condição é semelhante, com poucas nuvens na maior parte do estado. Em Florianópolis, a mínima prevista é de 13°C, e a máxima chega a 20°C.

No Paraná, a cobertura de nuvens aumenta, principalmente entre o centro, o leste e a Região Metropolitana de Curitiba. Na capital, a previsão indica muitas nuvens, com temperaturas entre 8°C e 21°C.
 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

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07/09/2026 18:00h

São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais têm possibilidade de chuva isolada; no Espírito Santo, há previsão de pancadas

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A previsão para esta terça-feira (8) indica muitas nuvens em grande parte da Região Sudeste, com ocorrência de chuva em áreas dos quatro estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Em São Paulo, a capital terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 11°C e 24°C. A mesma condição predomina em boa parte do território paulista, enquanto áreas do oeste do estado apresentam menor possibilidade de chuva.

No Rio de Janeiro, a previsão também é de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada em diferentes pontos do estado. Na capital, os termômetros variam entre 14°C e 25°C.

Em Minas Gerais, muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada atingem principalmente as regiões Central, Sul, Zona da Mata e Vale do Rio Doce. Em Belo Horizonte, a mínima será de 12°C e a máxima de 23°C.

No Espírito Santo, há previsão de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, condição que alcança diferentes áreas do estado. Em Vitória, as temperaturas ficam entre 19°C e 24°C.
 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

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07/09/2026 18:00h

Palmas pode registrar trovoadas isoladas

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A terça-feira (8) será de muitas nuvens e chuva em diferentes áreas da Região Norte. As pancadas atingem principalmente Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia e Tocantins, enquanto Roraima e Acre têm possibilidade de chuva isolada, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Tocantins, estão previstas pancadas de chuva e trovoadas isoladas, inclusive em Palmas. Na capital, os termômetros variam entre 24°C e 36°C.

No Pará, as pancadas de chuva ocorrem em diferentes pontos do estado. Em Belém, a temperatura fica entre 23°C e 35°C.

No Amapá, também há previsão de pancadas isoladas. Macapá registra mínima de 25°C e máxima de 33°C.

Em Roraima, a condição é de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada. Em Boa Vista, as temperaturas variam de 26°C a 35°C.

No Amazonas, as pancadas de chuva atingem diferentes áreas do estado. Manaus terá mínima de 26°C e máxima de 36°C.

Em Rondônia, o tempo permanece com muitas nuvens e pancadas isoladas. Porto Velho registra temperaturas entre 23°C e 33°C.

No Acre, há possibilidade de chuva isolada ao longo do dia. Em Rio Branco, a mínima será de 20°C e a máxima de 36°C.
 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

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07/09/2026 18:00h

Possibilidade de chuva alcança áreas do litoral e do norte da região

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A terça-feira (8) terá muitas nuvens em grande parte da Região Nordeste, com possibilidade de chuva isolada em áreas do litoral e pancadas previstas no Maranhão, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Na Bahia, Salvador terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 24°C e 29°C. A condição também aparece em outras áreas do litoral baiano, enquanto o interior do estado terá predomínio de muitas nuvens.

Em Sergipe, Aracaju registra mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. O mesmo padrão deve alcançar outras áreas do estado.

Em Alagoas, Maceió terá temperaturas entre 23°C e 29°C, também com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição se estende principalmente pela faixa litorânea.

Em Pernambuco, Recife terá mínima de 24°C e máxima de 30°C, com possibilidade de chuva isolada. No interior pernambucano, o tempo fica predominantemente com muitas nuvens.

Na Paraíba, João Pessoa registra temperaturas entre 24°C e 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A instabilidade se concentra principalmente no litoral, enquanto áreas do Sertão apresentam maior predomínio de nebulosidade.

No Rio Grande do Norte, Natal terá mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição também pode ocorrer na faixa litorânea do estado.

No Ceará, Fortaleza terá temperaturas entre 25°C e 31°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No interior, predomina a nebulosidade.

No Piauí, Teresina terá muitas nuvens, com mínima de 24°C e máxima de 39°C, a maior temperatura prevista entre as capitais nordestinas. O cenário de nebulosidade também predomina no interior do estado.

No Maranhão, São Luís terá mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As pancadas também podem atingir áreas do norte e do oeste maranhense.
 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

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07/09/2026 18:00h

Previsão indica pancadas de chuva em Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal

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A terça-feira (8) terá pancadas de chuva em parte da Região Centro-Oeste, enquanto áreas de Mato Grosso do Sul devem permanecer com maior presença de nuvens, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No Distrito Federal, Brasília terá muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Os termômetros variam entre 19°C e 32°C.

Em Goiás, a previsão indica pancadas de chuva isoladas em diferentes áreas do estado. Em Goiânia, a mínima será de 18°C, e a máxima chega aos 27°C.

Em Mato Grosso, também há previsão de pancadas de chuva isoladas, incluindo áreas do centro e do leste do estado. Cuiabá terá temperaturas entre 22°C e 35°C.

Já em Mato Grosso do Sul, o tempo apresenta menor ocorrência de chuva em comparação aos demais estados da região. Muitas nuvens predominam em boa parte do território, condição prevista também para Campo Grande, onde os termômetros ficam entre 17°C e 29°C.

 

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

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07/09/2026 06:00h

Nova regra da ANP também impede que o mesmo volume de petróleo ou gás seja contabilizado duas vezes no cálculo dos royalties

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Municípios brasileiros que recebem royalties por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural passam a contar com uma nova referência para o cálculo dos repasses. Isso porque a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou, no dia 28 de agosto, a Resolução nº 1.007/2026, que atualiza as regras estabelecidas na Portaria Técnica ANP nº 29/2001.

De acordo com a nova regulamentação, os terminais aquaviários diretamente ligados a determinadas instalações marítimas também são considerados pontos de embarque ou desembarque de petróleo e gás para fins de pagamento de royalties. A mudança vale desde 1º de julho de 2026.

A alteração ocorreu após o Decreto nº 12.849/2026, publicado em fevereiro, modificar as regras estabelecidas pelo Decreto nº 1/1991. A Diretoria da ANP aprovou a resolução em 27 de agosto, um dia antes da publicação da Resolução nº 1.007/2026.

A nova regra também estabelece que o mesmo volume de petróleo ou gás natural não pode ser considerado duas vezes no cálculo. Diante disso, a quantidade movimentada em um terminal aquaviário não poderá ser contabilizada novamente na instalação marítima à qual ele está ligado. 

Conforme a ANM, o intuito é evitar uma dupla contagem e, consequentemente, uma duplicidade no pagamento da compensação financeira.

Como funcionam os royalties

Royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no país. Os recursos são destinados à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que têm direito aos repasses.

O valor é calculado mensalmente a partir da produção de cada campo e dos preços de referência dos hidrocarbonetos. Para isso, é levado em conta a alíquota prevista para o campo, o volume produzido e o preço de referência do petróleo e do gás natural. As alíquotas podem variar de 5% a 15%, de acordo com o regime e as características do contrato.

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O pagamento é feito pelas empresas até o último dia do mês seguinte ao da produção. A ANP é responsável por calcular e distribuir os valores aos beneficiários, observando o que prevê a legislação.

Royalties distribuídos no primeiro semestre

Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties de petróleo e gás natural. É o que revela levantamento do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O valor ficou 35% acima da projeção feita no início do ano.

De acordo com o instituto, a diferença foi influenciada pela alta do preço internacional do petróleo em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A valorização do barril de Brent resultou em R$ 9,6 bilhões adicionais em receitas de royalties.

Desse valor extra, R$ 3 bilhões foram destinados à União, R$ 2,7 bilhões aos estados e R$ 3,9 bilhões aos municípios.
 

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07/09/2026 03:00h

Para economista da FGV, trabalho remoto pós-pandemia mudou o fluxo populacional e pressiona orçamentos e políticas locais

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Um levantamento realizado pela reportagem do portal Brasil 61, cruzando dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e do Instituto Brasileiro de Geografia Estatísticas (IBGE), mostra que, dos 195 municípios do país com orçamentos bilionários, 147 tiveram aumento de habitantes.

Os dados comparam o total obtido na prévia do Censo 2022 e na Expectativa da População, publicada na semana passada. No total, a população somada dessas quase 200 cidades saiu de cerca de 99,5 milhões para 101,9 milhões de habitantes, um crescimento agregado de aproximadamente 2,4%. 

Da amostra, São Paulo é o estado com mais representantes, com 57 cidades, seguido por Rio de Janeiro (21), Minas Gerais (18), Santa Catarina (12) e Paraná (11). Juntos, esses cinco estados concentram quase 62% de todos os municípios bilionários do país.

Apesar do crescimento populacional do grupo, a análise apresenta um Brasil com dinâmicas populacionais bem distintas: 49 municípios perderam população no período, enquanto outros 24 cresceram acima de 10%. Cidades do Norte e do interior tiveram crescimento em ritmo acelerado, ao passo que capitais tradicionais, a começar por São Paulo, a maior cidade do país, registram queda no número de moradores.

+ Habitantes

Boa Vista (RR) lidera o ranking de crescimento entre as cidades bilionárias, com alta de 22,7% na população — de 408 mil para cerca de 501 mil habitantes. Logo atrás vem Canaã dos Carajás (PA), polo minerador que cresceu 22,4%, saltando de 75,4 mil para mais de 92 mil moradores.

Completam o top 10, municípios como São João de Meriti (RJ), Senador Canedo (GO), Belford Roxo (RJ), Porto Seguro (BA), Sinop (MT), Chapecó (SC), Parauapebas (PA) e Juazeiro do Norte (CE) — todos com crescimento acima de 14%.

Para a economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), parte dessas mudanças populacionais está diretamente ligada a eventos relevantes recentes e modificações nas relações de trabalho. "Cidades do interior e do litoral acabaram recebendo mais habitantes justamente por causa da pandemia e da possibilidade do trabalho remoto", explica a professora.

Em níveis absolutos, nenhuma cidade recebeu mais pessoas do que Manaus (AM). A capital amazonense ganhou 272 mil habitantes, mais que o dobro do Rio de Janeiro (RJ), com 105 mil, seguido por Goiânia (GO), terceira na estatística com 97 mil habitantes.

- Habitantes

Apesar de concentrar o maior orçamento entre todos os municípios do país — mais de R$ 109 bilhões —, São Paulo aparece entre as cidades que perderam população, com queda de 2,4%. A capital paulista registrou a maior queda absoluta, com menos 288 mil moradores, mas ainda assim segue como a mais populosa do país, com 11,9 milhões de habitantes na projeção de 2026.

O fenômeno não é isolado: entre as 26 capitais presentes na base — Brasília (DF) não é considerada no levantamento —, seis registraram retração populacional: além de São Paulo, Curitiba (-2,1%), Salvador (-2,0%), Porto Alegre (-1,1%), Fortaleza (-0,5%) e Palmas (-0,4%). Já Boa Vista, Manaus (+13,3%) e Porto Velho (+12,7%) puxam o outro extremo, com forte expansão populacional.

As dez maiores retrações observadas estão concentradas majoritariamente em cidades litorâneas ou metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Cubatão (SP) teve a maior queda proporcional do país, de 10,9%, seguida por Itaguaí (RJ), com -6,6%, Embu das Artes (SP), com -6,2%, Guarujá (SP) e Maricá (RJ). Também aparecem na lista das maiores quedas proporcionais cidades como Maringá (PR), Caxias do Sul (RS) e Santa Maria (RS).

Impactos

São os números do IBGE que servem de parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular as quotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), além de serem usados como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.  

Beni chama a atenção para o possível descompasso que a mudança no perfil populacional pode gerar a partir da nova demanda por serviços públicos. "Se a entrada populacional foi, em grande parte, de crianças, toda a estrutura de saúde e educação precisa ser direcionada para essa área — mais pediatras, mais escolas de educação básica e fundamental. Mas, se a cidade recebe mais população da terceira idade, é o contrário: é preciso mais geriatras, mais tratamentos de fisioterapia, mais aparelhos e infraestrutura adequada", diz.

Segundo ela, quando essa readequação não é feita corretamente, o orçamento pode ser mal direcionado e, por isso, esse acompanhamento deve ser uma preocupação constante das prefeituras, já que boa parte da receita municipal depende diretamente do tamanho da população local.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta os municípios que divergem da estimativa divulgada pelo IBGE a contestar os dados até a próxima semana. O pedido administrativo deve apresentar fundamentação técnica e dados oficiais consolidados que demonstrem inconsistência na projeção populacional.

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06/09/2026 00:05h

Cidades com até 65 mil habitantes poderão receber transferências voluntárias mesmo em determinadas situações de inadimplência

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Já aprovado pelo Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 74 de 2026 aguarda sanção presidencial. A matéria estabelece exceções a algumas regras fiscais com o intuito de permitir a execução de benefícios tributários e despesas previstas para este ano, desde que sejam observadas as condições previstas na legislação.

Entre as medidas estão incentivos voltados para áreas de livre comércio, produção de bens de capital e instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter, o Redata. A proposta trata, ainda, de despesas relacionadas à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.

Pequenos municípios

Além disso, o texto flexibiliza as condições para que municípios endividados com até 65 mil habitantes recebam transferências voluntárias. Em algumas situações, pendências tributárias ou creditícias não poderão impedir o acesso a esses recursos. O intuito é evitar que haja interrupção de repasses para políticas públicas.

Para os benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção será possível quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento de 2026 ou quando houver uma medida de compensação. As iniciativas também deverão ser compatíveis com a meta de resultado primário do ano.

Despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações 

O texto aprovado pelo parlamento também inclui despesas relacionadas ao ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil e amplia benefícios destinados a ações de apoio a pessoas com câncer e pessoas com deficiência, por meio do Pronon e do Pronas.

Também estão incluídas propostas de desoneração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, o IRPJ, e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, a CSLL, para sociedades resseguradoras locais.

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Além disso, o texto alcança benefícios tributários concedidos em 2026 para áreas de livre comércio e para a produção de bens de capital. A aplicação dessas medidas fica condicionada à compatibilidade com a meta de resultado primário e às demais regras fiscais previstas para o exercício.

O projeto foi aprovado por unanimidade pelo Plenário do Senado na quinta-feira (3). O texto já havia sido analisado pela Câmara dos Deputados. Com a aprovação nas duas Casas, a proposta foi encaminhada para sanção presidencial.
 

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06/09/2026 00:03h

Medida em vigor desde 1º de setembro aumenta de 30 para 80 dias o período de contestação e integra mudanças adotadas para reforçar a segurança do sistema

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Uma nova regra de segurança do Pix entrou em vigor neste mês. Desde 1º de setembro, pessoas e empresas têm até 80 dias para contestar uma devolução realizada por meio do Mecanismo Especial de Devolução, o MED. Antes, o prazo era de 30 dias. 

O MED é um mecanismo destinado a auxiliar na recuperação de valores transferidos em situações de fraude. De acordo com o Banco Central, a ampliação do prazo também busca proteger comerciantes e empresas contra o uso indevido do próprio mecanismo, quando uma transação legítima é posteriormente apresentada como fraudulenta.

A mudança integra uma série de medidas implementadas para aumentar a segurança das operações realizadas pelo Pix. Desde fevereiro de 2026, o sistema conta com bloqueio automático e em cascata de contas suspeitas. Quando uma fraude é comunicada, a conta que recebeu a transferência pode ser bloqueada. Caso o dinheiro já tenha sido movimentado, o rastreamento segue para as contas seguintes.

Outra alteração permite que o alerta de golpe seja registrado diretamente no aplicativo do banco, reduzindo a necessidade de contato inicial por outros canais de atendimento. 

As regras atuais também se somam às medidas adotadas em 2025. Desde julho daquele ano, a criação ou alteração de uma chave Pix depende da compatibilidade entre o nome informado e os dados registrados na Receita Federal. A verificação é realizada pelas instituições financeiras. 

As mudanças ocorrem diante do crescimento das fraudes e das dificuldades para recuperar valores depois que o dinheiro é transferido para diferentes contas. O objetivo das novas regras é acelerar o bloqueio dos recursos e ampliar os mecanismos disponíveis para contestar operações suspeitas

Para conferir todas as regras, orientações de segurança e informações sobre o Pix, acesse a página oficial do sistema no site do Banco Central. 
 

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