17/10/2026 04:55h

CNI, INTA e instituições públicas discutem mecanismos para transformar marcas, patentes e outros bens intangíveis em garantias para financiar a inovação

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O desenvolvimento de métodos confiáveis, acessíveis e padronizados para avaliar ativos de propriedade intelectual é um dos desafios do Brasil para ampliar o acesso ao crédito e estimular o financiamento da inovação. A valoração desses bens pode permitir que marcas, patentes e outros ativos intangíveis sejam utilizados como garantia em operações financeiras.

O tema foi debatido na quarta-feira (14), em São Paulo, durante o workshop Propriedade Intelectual & Financiamento: Integrando Valor, Investimento e Competitividade. O evento foi promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela International Trademark Association (INTA), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

Durante um dos painéis, o coordenador-geral do INPI, Rodrigo Ventura, discutiu caminhos para ampliar as possibilidades de financiamento da inovação no país. Segundo ele, a falta de mecanismos consolidados de avaliação dificulta o reconhecimento desses ativos nas negociações com instituições financeiras.

“Na hora de pedirem financiamento, o que o banco pede é patrimônio, aval pessoal. Então, ter o INPI, o escritório de propriedade intelectual ao seu lado, na mesa de negociação, com uma estimativa, com um laudo de valor defensável para o seu ativo, é fundamental para que o processo de negociação se desenvolva em bases concretas”, afirmou.

Ventura ressaltou que não há impedimento legal no Brasil para o uso da propriedade intelectual como garantia financeira. O principal desafio, segundo ele, é desenvolver ferramentas confiáveis e padronizadas para determinar o valor desses ativos.

“O INPI tem trabalhado e, a partir do ano que vem, estará se estruturando para começar a oferecer esses serviços de valoração de ativos”, disse.

Valoração de marcas e patentes pode aproximar conhecimento e mercado

O encontro discutiu como ampliar a visibilidade e a credibilidade dos ativos intangíveis — como marcas, patentes, desenhos industriais, softwares, dados e know-how — para que eles possam ser mais bem aproveitados pelas empresas, inclusive como garantias em operações de crédito.

O Brasil reúne marcas consolidadas, um setor de tecnologia e startups em expansão e um mercado de capitais em desenvolvimento. 

A especialista em Desenvolvimento Industrial da CNI, Denise Gregory, destacou que a posição brasileira no registro de marcas não se traduz, necessariamente, em uma gestão estratégica desses ativos. Embora o país esteja entre os líderes mundiais em registros, ainda há espaço para avançar na avaliação e na exploração econômica das marcas.

“Não basta registrar a marca, mas fazermos a gestão estratégica dessa marca para que ela tenha valor, seja percebida como tal dentro e fora da empresa, no mercado. É preciso criar mecanismos que possam realmente fazer com que essa marca seja valorada e sirva como garantia de financiamento, de crédito no mercado”, afirmou.

Ventura também chamou a atenção para a distância entre a produção de conhecimento e sua transformação em inovação comercial. Segundo ele, apesar da presença brasileira nos indicadores internacionais de marcas e patentes, o país ainda enfrenta dificuldades para converter esse potencial em resultados de mercado.

“Nesse processo de inovação, monetizar é essencial; é o que faz o conhecimento circular, da universidade para a empresa, da empresa para o mercado, do mercado de volta para o laboratório”, ressaltou.

Micro e pequenas empresas podem se beneficiar da valoração de ativos

A propriedade intelectual também pode representar uma oportunidade de acesso a crédito para micro e pequenas empresas (MPEs), que nem sempre dispõem de patrimônio físico suficiente para oferecer como garantia em operações financeiras.

Segundo Rodrigo Ventura, cerca de 80% dos titulares de marcas são micro e pequenas empresas ou pessoas físicas. No caso dos depósitos de patentes realizados por residentes no Brasil, aproximadamente 70% têm como origem micro e pequenas empresas ou inventores individuais.

Para esses empreendedores, a marca ou a patente pode representar um dos principais ativos do negócio. 

“Precisamos cada vez mais sensibilizar os detentores desses ativos de que o que eles têm é um ativo estratégico que tem que ser colocado no centro das suas estratégias corporativas", afirmou Ventura.

A consultora para a América Latina e Caribe da INTA, Renata Lisboa, ressaltou que o nível de maturidade das empresas brasileiras em relação à propriedade intelectual é heterogêneo. Por isso, segundo ela, as iniciativas para estimular a valoração desses ativos precisam considerar diferentes estágios de conhecimento e preparação.

“Em alguns casos, a nossa conversa vai ser inspiracional. Em outros vamos construir uma agenda para fazer com que os ativos intangíveis estejam, de fato, no dia a dia das decisões centrais das empresas”, disse.

Instituições públicas e setor privado têm papel estratégico

Um dos paineis também explorou o papel de instituições públicas e de agentes financeiros no fortalecimento da confiança na economia intangível brasileira. Entre os desafios estão o aprimoramento dos métodos de valoração, a melhoria da qualidade dos dados, o fortalecimento da governança e a construção de condições regulatórias que ampliem a confiança no uso desses ativos em operações financeiras.

Em entrevista, Denise Gregory destacou iniciativas e responsabilidades de diferentes atores nesse processo:

  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES): trabalha na valoração das empresas e no aperfeiçoamento dos mecanismos relacionados a essa avaliação.
  • INPI: desenvolve iniciativas de valoração de marcas, incluindo capacitação, mentorias e ferramentas metodológicas para avaliar marcas, patentes e outros ativos intangíveis.
  • Governo federal: deve tratar a valorização da propriedade intelectual como uma política de Estado, a exemplo de iniciativas adotadas por países como Estados Unidos e China.
  • Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual: prevê um grupo de trabalho voltado à relação entre propriedade intelectual e financiamento.
  • Setor privado: precisa ampliar o conhecimento sobre o sistema de propriedade intelectual e se preparar para utilizar melhor esses ativos como instrumentos de competitividade e acesso a crédito.

Perspectivas para 2027

A ampliação do debate sobre propriedade intelectual como ferramenta de negócios é um dos próximos passos para avançar na agenda de financiamento da inovação. Segundo Renata Lisboa, a parceria entre INTA e CNI contribuiu para abrir espaço para essas discussões, que também integram a agenda do MDIC.

De acordo com a consultora, no âmbito do ministério, o Grupo Interministerial de Propriedade Intelectual conta com um subgrupo dedicado a estudar o suporte regulatório necessário para avançar no reconhecimento e na incorporação desses ativos aos negócios.

A iniciativa busca contribuir para a criação de condições que permitam utilizar marcas, patentes e outros ativos de propriedade intelectual na obtenção de financiamento, ampliando as alternativas de crédito para empresas e empreendedores.

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17/10/2026 04:50h

Pela primeira vez, cooperativas da agricultura familiar compõem comitiva que pode fazer US$ 3,5 bilhões em negócios

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O Brasil chega à SIAL Paris (Salon International de l'Alimentation, em francês), de 17 a 21 de outubro, com uma delegação de 156 empresas coordenadas em conjunto pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e parceiros. A expectativa é alcançar US$ 3,5 bilhões em negócios imediatos e contratos futuros.

Das 156 companhias, 109 são coordenadas pela ApexBrasil, incluindo dez cooperativas, 22 pela ABIEC e 25 pela ABPA. Estarão lado a lado grandes cadeias exportadoras, médias e pequenas empresas e cooperativas da agricultura familiar, todas em busca de ampliar a presença de produtos brasileiros no mercado europeu. Isso vale tanto para os que já contam com tarifas zeradas ou reduzidas quanto para os que têm potencial de conquistar espaço nas prateleiras.

O grande destaque desta edição é a estreia das dez cooperativas da agricultura familiar, que terão estandes próprios pela primeira vez, com apoio da ApexBrasil. A ação integra o programa Cooperar para Exportar e leva à feira produtos associados à biodiversidade brasileira, à sustentabilidade, ao comércio justo, à bioeconomia e ao desenvolvimento regional. 

"Estamos levando para um dos principais palcos mundiais de alimentos produtos que expressam a diversidade e a biodiversidade brasileiras dentro das tendências globais de consumo. É uma oportunidade para mostrar que a agricultura familiar brasileira pode e deve ocupar espaços cada vez maiores no comércio global, com produtos de qualidade, origem, sustentabilidade e valor agregado, além de aproximar essas cooperativas de compradores internacionais e gerar negócios", afirma o presidente da ApexBrasil, Laudemir Müller.

Mercosul-União Europeia

O evento é a primeira edição após a entrada em vigor provisória, em 1º de maio de 2026, do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE). Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a corrente de comércio entre Brasil e UE alcançou US$ 49,7 bilhões entre maio e setembro de 2026. As exportações brasileiras somaram US$ 27,2 bilhões, alta de 30,6% sobre o mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 22,5 bilhões, crescimento de 3,1%, o que resultou em superávit de US$ 4,7 bilhões.

A França, sede da feira, é a segunda maior economia da UE, com PIB de US$ 3,4 trilhões, população de 66,7 milhões de habitantes e US$ 762 bilhões em importações de bens em 2024. O Perfil de Comércio e Investimentos (PCI) França 2026, da área de Inteligência da ApexBrasil, identificou 407 oportunidades comerciais para produtos brasileiros. Em 2025, o comércio bilateral somou US$ 10,3 bilhões, dos quais US$ 3,1 bilhões foram exportações brasileiras.

SIAL

A SIAL Paris (Salon International de l'Alimentation) é considerada a maior feira profissional do setor agroalimentar do mundo. São esperados cerca de 295 mil profissionais de aproximadamente 194 países, entre importadores, distribuidores, varejistas, redes de supermercados, indústrias, profissionais de foodservice, restaurantes, hotéis e tomadores de decisão, em busca de novos produtos, fornecedores e tendências.

O Brasil estreou na feira em 2008, com 80 empresas, e chegou a 110 em 2010. Nas edições seguintes, foram 82 em 2012, 84 em 2014, 102 em 2016 e 128 em 2018. Em 2020, a participação caiu para 70 empresas por causa da pandemia, e depois subiu para 130 em 2022 e 139 em 2024. Com 156 empresas, 2026 tem o maior número da história. O valor de negócios gerados passou de US$ 603 milhões em 2008 para US$ 3,2 bilhões em 2024.

Cronograma

A feira funciona das 10h às 18h30. No dia 17, a abertura oficial da SIAL Paris ocorre às 10h, e a do Pavilhão Brasil, às 11h, no Hall 4, com o presidente da ApexBrasil, representantes do corpo diplomático, entidades setoriais, cooperativas, empresas e parceiros. O público poderá conhecer e provar produtos de cooperativas que refletem diferentes biomas, territórios e cadeias produtivas. Às 12h, Müller concede entrevista e, às 13h, visita os pavilhões nos Halls 4, 5, 6 e 8.

De 18 a 21 de outubro, as manhãs reservam entrevistas com integrantes das cooperativas que participam pela primeira vez, com a delegação focada em inovação e com a vencedora do SIAL Innovation Awards 2026, além de visita ao Brazil Trade Lounge (BTL), voltado a comerciais exportadoras. A vencedora é a AMZ Tropical, fabricante de bebidas fundada na Amazônia e única brasileira entre as 28 premiadas, na categoria Bebidas. Ao meio-dia há degustações no Pavilhão Brasil, e as tardes são dedicadas a visitas aos pavilhões e a agendamentos prévios com participantes.

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17/10/2026 04:05h

CNM alerta que o texto prevê recursos para estados e o DF enquanto impõe deveres às prefeituras sem garantir financiamento

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A Confederação Nacional de Municípios (CNM) classifica como desigual o tratamento da PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, dada aos municípios. A posição consta em carta assinada pelo presidente da entidade, Paulo Ziulkoski, que denuncia uma prática, segundo ele, recorrente da União: "o repasse sistemático de obrigações e a transferência de responsabilidades aos municípios, que passam a atuar em cenário financeiro e estrutural já fragilizado, sem contrapartidas, fortalecimento dos agentes na ponta ou respeito à autonomia federativa”.

A entidade afirma que a PEC “reforça a interpretação equivocada de que segurança pública é sinônimo de polícia e que a União não se compromete com as questões estruturais da violência”. Para a CNM, “a população pressionará prefeitos por respostas em uma área de responsabilidade dos estados”.

O ponto mais criticado é a partilha de recursos. A carta aponta que, ao definir a transferência obrigatória e independente de convênio, o texto destina 50% dos fundos nacionais exclusivamente aos estados e ao Distrito Federal. "Os municípios foram sumariamente apagados da partilha obrigatória, institucionalizando a exclusão municipal dos recursos nacionais de segurança", afirma. Enquanto os estados receberiam as transferências fundo a fundo, as prefeituras continuariam dependentes da burocracia e da imprevisibilidade de convênios e contratos de repasse.

Na conclusão, a CNM afirma que a PEC "não é um pacto pela segurança, e sim uma imposição de deveres sem qualquer suporte financeiro às prefeituras". A confederação se declara contrária à penalização contínua dos municípios por um modelo que "concentra os recursos em Brasília e descentraliza apenas as crises e as obrigações".

“Diante da resposta estadual insuficiente e da distribuição assimétrica de competências e recursos, os municípios absorvem atribuições sem uma fonte concreta, estável e permanente de financiamento”, conclui o documento.

PEC

De autoria do Poder Executivo, a PEC estabelece penas mais duras e regimes de prisão mais restritos para chefes de facções e milícias e cria um novo pacto federativo entre União, estados e municípios no combate ao crime. Ela constitucionaliza o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), com mudanças no artigo 144 da Constituição, para que os órgãos atuem em cooperação federativa, de forma integrada e descentralizada. Para facções e milícias, prevê prisão em unidades de segurança máxima, restrição ou vedação à progressão de penas, medidas patrimoniais contra o produto do crime, responsabilização de pessoas jurídicas e proteção a denunciantes e familiares.

O texto também amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF), devendo atuar também em ferrovias e hidrovias, e passando a se chamar Polícia Viária Federal (PVF). A matéria cria ainda o Sistema de Políticas Penais e autoriza União, estados e municípios a legislarem conjuntamente sobre segurança pública, polícias, guardas municipais e sistema socioeducativo. Outra novidade é a possibilidade de polícias municipais de natureza civil, sob controle externo do Ministério Público, com atribuição de policiamento ostensivo e comunitário nas cidades.

No financiamento, a PEC prevê o repasse de 50% dos recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) e do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), excluídas as despesas de custeio e investimento da polícia penitenciária nacional do Funpen. O texto ainda destina 10% do superávit financeiro anual do Fundo Social, ligado ao pré-sal, aos fundos de segurança.

Adiamento

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), retirou a PEC da pauta da quinta-feira (15). A votação estava marcada após a aprovação, em votação simbólica na noite de quarta (14), de um calendário especial que dispensava sessões prévias e permitia votar os dois turnos. O texto já havia passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sem alterações, e o texto-base fora aprovado no início de setembro, restando três destaques.

Alcolumbre disse que quer evitar uma "discussão açodada" e dar tempo para um acordo sobre as emendas. Afirmou ter recebido críticas por colocar o requerimento de calendário especial em votação durante a comemoração da aprovação do fim da escala 6x1, de modo a evitar pedido de verificação. Lembrou ainda que qualquer emenda aprovada faz a PEC voltar à Câmara dos Deputados, onde já foi aprovada, e disse que a decisão não atendeu a pedido do governo.

Foram apresentadas cinco emendas em Plenário. Duas tratam da maioridade penal. A do líder da oposição, Rogerio Marinho (PL-RN), reduz a idade de responsabilização para 16 anos como regra geral e 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e organização criminosa. Já a do líder do PT, Camilo Santana (CE), mantém os 18 anos como regra, mas reduz para 16 nos crimes hediondos. As demais tratam da atuação das Forças Armadas, da inclusão dos agentes de trânsito entre os órgãos de segurança e dos profissionais do sistema socioeducativo.

A proposta de Camilo dividiu a bancada petista. Senadores mais antigos do PT, partido historicamente contrário à redução da maioridade, defendiam discutir o tema depois e separadamente, para garantir a aprovação da PEC antes do segundo turno. Camilo disse que o presidente Lula sabia da emenda. O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou que a PEC pode ser votada na próxima semana, caso haja acordo para tratar a maioridade penal em uma PEC paralela, como ocorreu na Câmara, saída a que a oposição foi contra. Marinho questionou a decisão de Alcolumbre e ressaltou a expectativa da sociedade pela aprovação.

A PEC é prioritária para a campanha à reeleição de Lula, que pretende usar a aprovação como resposta do governo na área de segurança, uma das principais preocupações do eleitorado nas pesquisas. O presidente prometeu criar o Ministério da Segurança Pública após a aprovação.

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17/10/2026 04:00h

FVS-RCP registra casos em quatro municípios; 14 pessoas infectadas não estavam vacinadas

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A vacinação contra o sarampo foi intensificada no Amazonas, que confirmou 17 casos da doença. A informação foi divulgada pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).

Segundo a atualização do informe epidemiológico, nove casos foram registrados em Tabatinga, cinco em Benjamin Constant, dois em Atalaia do Norte e um em São Paulo de Olivença.

Entre as pessoas infectadas, 14 não haviam sido vacinadas contra a doença. O dado reforça a importância da imunização para prevenir novos casos e conter a transmissão do vírus.

 

Ações de vacinação e vigilância

De acordo com a SES-AM, em articulação com as secretarias municipais de saúde, a vacinação contra o sarampo permanece como a principal estratégia de prevenção e controle, com ações intensificadas em todo o estado.

Nos municípios de fronteira com Peru e Colômbia, também são realizadas ações de vacinação extramuros para pessoas a partir de seis meses de idade. A iniciativa busca ampliar o acesso à vacina em locais de grande circulação e aumentar as oportunidades de atualização da situação vacinal.

A vigilância epidemiológica inclui a investigação de casos suspeitos e o acompanhamento dos contatos. A FVS-RCP também reforçou as orientações de biossegurança, isolamento, notificação e fluxo assistencial para casos suspeitos ou confirmados, conforme a Nota Técnica nº 32/2026.

 

Vacina está disponível gratuitamente pelo SUS

A vacinação é a principal forma de prevenção contra o sarampo. A vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A vacina é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, conforme o calendário vacinal. A orientação é que pais e responsáveis verifiquem a caderneta de vacinação das crianças. Jovens e adultos também devem conferir se as doses estão em dia e procurar uma unidade de saúde para atualizar a vacinação, quando necessário.

A FVS-RCP destaca que a identificação rápida de casos suspeitos, a vacinação e a adoção de medidas de controle são fundamentais para interromper a transmissão do sarampo.

O informe epidemiológico é atualizado semanalmente, às quartas-feiras, e pode ser consultado no site oficial da FVS-RCP.
 

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17/10/2026 04:00h

Pesquisa mostra diferenças regionais na disputa presidencial e aponta Flávio com 59% dos votos válidos entre eleitores que não se identificam com o petismo nem com o bolsonarismo. No cenário nacional, os candidatos estão tecnicamente empatados

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A disputa pela Presidência da República apresenta diferenças importantes entre as regiões do Brasil e entre os eleitores que vivem no interior e nas regiões metropolitanas. Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (15) mostra que Flávio Bolsonaro (PL) lidera no Sul, Sudeste e no conjunto formado pelo Centro-Oeste e Norte. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem vantagem no Nordeste.

O levantamento também aponta uma divisão entre os eleitores das grandes cidades e do interior. Nas regiões metropolitanas, Lula aparece com 54% dos votos válidos, contra 46% de Flávio Bolsonaro. No interior, o resultado se inverte: o candidato do PL tem 54%, enquanto o presidente registra 46%.

A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos em cada um desses dois grupos. Dessa forma, as vantagens dos candidatos estão fora da margem de erro. 

Lula lidera no Nordeste. Flávio tem vantagem nas demais regiões

O Nordeste é a região em que Lula apresenta sua maior vantagem. O presidente tem 66% dos votos válidos, contra 34% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 32 pontos percentuais.

No Sul, o cenário é favorável ao candidato do PL, que registra 62% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 38%.

Flávio também lidera no Sudeste, com 56% dos votos válidos, contra 44% do presidente. No agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte, o senador tem 58%, diante de 42% do petista.

A margem de erro é de quatro pontos percentuais no Nordeste, três no Sudeste e cinco no Sul e no agrupamento Centro-Oeste/Norte. As diferenças registradas colocam os candidatos à frente de seus adversários fora da margem de erro em todos esses recortes regionais. 

Flávio tem 59% entre eleitores não alinhados

Entre os brasileiros que não se identificam como petistas nem como bolsonaristas, Flávio Bolsonaro aparece com 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.

A diferença é de 18 pontos percentuais. Como a margem de erro nesse grupo é de cinco pontos para mais ou para menos, o candidato do PL lidera fora do empate técnico.

Na pesquisa anterior, divulgada em 8 de outubro, Flávio tinha 58% nesse segmento, enquanto Lula registrava 42%. Os números indicam uma oscilação de um ponto percentual para cada candidato.

Entre os eleitores que se identificam como bolsonaristas, Flávio concentra 98% dos votos válidos. Já entre os petistas, Lula reúne 93%. 

Lula lidera entre mulheres. Flávio tem vantagem entre homens

O levantamento também mostra diferenças nas preferências de voto de homens e mulheres.

Entre as mulheres, Lula tem 55% dos votos válidos, contra 45% de Flávio Bolsonaro. Entre os homens, o candidato do PL aparece com 56%, enquanto o presidente registra 44%.

Na divisão por cor ou raça, Lula lidera entre os eleitores que se declaram pretos, com 60%, contra 40% de Flávio. Entre os brancos, o senador tem 59%, diante de 41% do presidente.

Já entre os eleitores pardos, a disputa está empatada numericamente, com 50% para cada candidato. 

Lula tem vantagem entre os mais pobres. Flávio lidera nas faixas de renda mais altas

Segundo o Datafolha, Lula apresenta maior força entre os brasileiros que recebem até dois salários mínimos por mês, com 58% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro tem vantagem entre aqueles com rendimentos mais elevados, com renda de mais de dois a cinco salários mínimos (58%) e na faixa acima de cinco salários mínimos, com 63%.

Escolaridade também divide preferência dos eleitores

O nível de escolaridade é outro fator que diferencia o desempenho dos candidatos no segundo turno.

Lula tem vantagem entre os brasileiros que estudaram até o ensino fundamental, com 61%. Já Flávio Bolsonaro apresenta melhor desempenho entre os eleitores com ensino médio (55%) e superior (56%).

Flávio lidera entre eleitores de 35 a 44 anos. Lula lidera na faixa de 60 anos ou mais

Na divisão por idade, Flávio Bolsonaro apresenta sua maior vantagem entre os eleitores de 35 a 44 anos. Nesse grupo, o senador tem 59% dos votos válidos, contra 41% de Lula.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, Lula aparece numericamente à frente, com 54%, contra 46% de Flávio. A diferença, porém, está dentro da margem de erro de seis pontos percentuais.

Na faixa de 25 a 34 anos, Flávio registra 53%, contra 47% do presidente. Entre os eleitores de 45 a 59 anos, o placar é de 51% para o senador e 49% para Lula. Na faixa de 60 anos ou mais, o presidente aparece com 54%, contra 46% de Flávio Bolsonaro. 

Apenas na faixa de 35 a 44 anos a diferença entre os candidatos está fora da margem de erro. 

Disputa nacional segue em empate técnico

Apesar das diferenças entre regiões e grupos de eleitores, o cenário nacional continua equilibrado.

Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro tem 51% das intenções de voto, contra 49% de Lula. A diferença de dois pontos percentuais configura empate técnico, já que a margem de erro nacional é de dois pontos para mais ou para menos.

Sobre a pesquisa

O Datafolha ouviu 2.520 eleitores com 16 anos ou mais, em 153 municípios brasileiros, nos dias 13 e 14 de outubro. Desse total, 2.330 entrevistados indicaram voto em um dos dois candidatos e compõem a base utilizada para calcular os votos válidos.

A pesquisa foi encomendada pela Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00466/2026. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. 
 

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16/10/2026 04:55h

Presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil aponta ausência de debate prévio com os setores afetados e afirma que avanço da medida pode contaminar a proposta com interesses eleitorais

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A aprovação do projeto que determina o fim da jornada 6x1 pelo Senado Federal reacendeu os alertas de entidades do setor produtivo. Embora afirme respeitar a decisão dos senadores, a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) criticou a condução da proposta e apontou preocupação com os impactos econômicos da medida, em especial para os micro e pequenos empresários.

A entidade reúne mais de 2,3 mil associações comerciais e representa mais de 2 milhões de empreendedores. O presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, destacou que o debate sobre a mudança ocorreu em um momento inadequado, sob interferência do calendário eleitoral.

“Respeito a decisão do Senado, mas considero preocupante a aprovação de uma proposta que põe fim à jornada de trabalho vigente sem um debate aprofundado sobre seus impactos no setor produtivo, especialmente nas micro e pequenas empresas”, disse.

“Sempre reconheci a legitimidade dessa discussão, mas defendi que ela ocorresse após o período eleitoral, justamente para evitar que um tema de tamanha relevância fosse contaminado por interesses eleitorais e pela busca de votos”, complementou.

Cotait ressaltou ainda que uma alteração dessa dimensão não deveria tramitar por meio de emenda à Constituição sem um diálogo aprofundado com os setores afetados. “Mais uma vez, decisões que afetam diretamente a atividade econômica são tomadas sem a devida participação de quem produz, investe e gera oportunidades no país. E, ao final, a conta recairá sobre a sociedade brasileira”, afirmou o dirigente.

Para a CACB, uma implementação abrupta da medida poderá provocar efeitos significativos para o mercado, como aumento dos custos operacionais, necessidade de contratações adicionais, redução da margem de lucro e, em alguns casos, risco de fechamento de vagas ou informalidade.

“Continuamos a achar que o momento é inadequado. Os impactos serão muito grandes. Esses impactos não estão ainda totalmente precificados. Por mês, vai ter um aumento de custo aproximado de R$ 3 bilhões, dentro do total que é pago na Folha para os comerciários do Brasil inteiro. Mas o que nos preocupa muito, além do aumento de custo, é como você vai fazer esta reorganização”, considerou Cotait.

Segundo a sócia do Godke Advogados e especialista em Direito do Trabalho, Anna Godke, é lícito debater e votar a medida em pleno período eleitoral. No entanto, a especialista pondera que a iniciativa requer um debate aprofundado e total respeito às regras do processo legislativo.

“O eventual benefício político para quem defende a proposta não torna a votação ilegal, mas também não pode servir de justificativa para abreviar uma discussão necessária. O critério deve ser a maturidade da proposta e sua capacidade de produzir uma melhoria sustentável nas relações de trabalho", destacou.

Tramitação e regras aprovadas no Congresso

Após a conclusão das votações no Congresso Nacional, a proposta segue para os trâmites de promulgação. O texto estabelece o descanso semanal remunerado de dois dias para os trabalhadores, além da redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, com previsão de implementação progressiva para parte das mudanças.

O texto foi aprovado com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. Apesar do respaldo da maioria dos parlamentares na votação final, o tema dividiu opiniões durante as discussões.

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Enquanto defensores da medida sustentam a importância da pausa prolongada para a saúde e bem-estar da população, congressistas ligados às pautas econômicas reforçaram a necessidade de futuras regulamentações.

Além do contexto político, a presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), Lídia Prata, ressaltou as dificuldades operacionais que as empresas devem enfrentar, chamando atenção para os desafios de eficiência e para o déficit de trabalhadores no mercado.

“É uma pena que a gente tenha que chegar nesse ponto, quando todo o país precisa aumentar a sua produtividade, a produção, precisa fortalecer os negócios e nós estamos enfrentando também uma escassez enorme de mão-de-obra. Vai ser muito complicado adaptar com esse sistema”, considerou.

O texto prevê um limite de oito horas diárias de trabalho, permitindo a compensação de jornadas e o abatimento de horas mediante negociação ou convenção coletiva. Parte das novas regras entrará em vigor de maneira gradual.

O foco das preocupações envolve a manutenção dos níveis de emprego, a produtividade do comércio e os custos operacionais adicionais para empresas e administrações públicas.
 

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16/10/2026 04:50h

Gestores de 21 estados discutiram estratégias para adaptar o programa aos desafios das empresas e ampliar a competitividade do setor produtivo

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Gestores de 21 estados brasileiros se reuniram na última semana, durante o Encontro Nacional de Gestores do Programa de Apoio à Competitividade das Micro e Pequenas Indústrias (Procompi), iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em parceria com as federações estaduais.

O encontro ocorreu durante a transição entre o encerramento do ciclo atual do programa e a estruturação de sua próxima fase. A etapa vigente entra na reta final, com prestação de contas prevista até março de 2027. Nesse contexto, um dos principais desafios é adaptar a iniciativa à realidade de empresas que cresceram, incorporaram novas tecnologias e passaram a enfrentar demandas diferentes das que tinham quando ingressaram no programa.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, defendeu que as instituições mantenham o foco nas necessidades reais do setor produtivo.

“Precisamos compreender que, mesmo diante de tantas dificuldades, temos uma indústria que está crescendo. Há alguns anos, uma pequena empresa cearense do setor de sorvetes ingressou no Procompi. O negócio avançou e hoje é a maior fábrica do Nordeste e a quarta maior produtora de sorvetes do país. Essa empresa cresceu e agora precisa apoiar seus fornecedores para que cresçam juntos. Precisamos colocar nas prateleiras o que o mercado procura hoje e criar soluções novas para problemas novos”, pontuou.

A especialista de Política Industrial da CNI, Suzana Peixoto, destacou que a troca de experiências entre os gestores permite disseminar soluções e acelerar a adoção de boas práticas nos estados.

“Quando trazemos diversos gestores do Brasil todo contando sobre as experiências com o trabalho de diferentes setores, com características bem peculiares, podemos aprender e trazer essas inovações para a nossa indústria, para a nossa cidade. Podemos fazer a gestão do conhecimento e encurtar cada vez mais o caminho dos nossos aprendizados”, afirmou.

Desde o início da iniciativa, nos anos 2000, o Procompi investiu quase R$ 104 milhões em cerca de 8,9 mil empresas. 

Estratégia adaptada às necessidades locais

A próxima fase do Procompi prevê planos setoriais e territoriais que combinem diretrizes nacionais com diagnósticos das realidades locais. A proposta é identificar as prioridades tecnológicas e produtivas de cada região e direcionar o apoio aos principais desafios enfrentados pelas empresas.

O superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, defendeu uma atuação flexível e integrada com outras instituições do Sistema Indústria e com o Sebrae.

“Precisamos de uma atuação versátil o suficiente para acolher as demandas reais trazidas pelos sindicatos e territórios, conectando essas necessidades locais a um portfólio integrado com as forças do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), do Sebrae e do Instituto Euvaldo Lodi (IEL)”, destacou.

Parceria com o movimento Juntos pela Indústria

A nova fase do Procompi será estruturada em sintonia com o movimento Juntos pela Indústria, aliança estratégica entre o Sebrae e o Sistema Indústria voltada ao enfrentamento de desafios relacionados à competitividade empresarial.

A iniciativa contempla cinco frentes:

  • produtividade, transformação digital e inovação; 
  • sustentabilidade; 
  • desenvolvimento humano e bem-estar; 
  • acesso a mercados; 
  • ambiente de negócios e econômico.

Para Fábio Krieger, do Sebrae Nacional, o diferencial do Procompi está na capacidade de desenvolver soluções específicas para as necessidades de cada cadeia produtiva, sindicato e território.

“O Procompi precisa ser reforçado nas necessidades específicas, nos fatores críticos e nos gargalos de cada cadeia produtiva, sindicato e território, em vez de focar apenas em frentes nacionais e comuns onde já temos programas estruturados”, ressaltou.

Três experiências mostram resultados do Procompi

Durante o encontro, gestores apresentaram projetos apoiados pelo programa em áreas como digitalização, gestão da inovação e sustentabilidade. Os exemplos mostram como iniciativas direcionadas a desafios específicos podem contribuir para melhorar processos e ampliar a competitividade das empresas.

  • Conecta Alimentos amplia oportunidades de negócios

No setor de alimentos, André Siqueira apresentou a plataforma Conecta Alimentos, criada para reduzir as diferenças de presença digital entre pequenos negócios e facilitar o acesso a novos mercados.

“Com o apoio do Procompi, criamos uma plataforma simplificada e eficiente que funciona como vitrine digital e aproxima as micro, pequenas e médias empresas de novas oportunidades de negócios”, explicou. 

O canal reúne vitrines virtuais de produtores de rações, temperos, proteínas animais e polpas de frutas, ampliando a visibilidade dos empreendimentos e facilitando a conexão com potenciais clientes.

  • Participação dos funcionários impulsiona inovação nas fábricas

Outra experiência apresentada no encontro mostrou como a participação dos trabalhadores pode contribuir para aprimorar processos industriais. Paulo Rabelo Pinheiro, presidente do SindRoupas e diretor de Inovação da FIEC, detalhou os resultados de um projeto de gestão da inovação que envolveu diretamente as equipes das fábricas na identificação e na solução de problemas.

Com a criação de comitês internos, costureiras, cortadores e operadores passaram a contribuir com decisões sobre os processos produtivos. Em uma das empresas participantes, uma costureira que havia trabalhado profissionalmente em Portugal sugeriu melhorias operacionais que ainda não tinham sido identificadas pela gestão.

Os resultados também apareceram no desempenho financeiro. Uma das indústrias dobrou o faturamento, enquanto outra, que operava no vermelho, conseguiu reequilibrar as contas e voltar a apresentar resultados positivos.

  • Gestão ESG transforma compromissos em resultados mensuráveis

A incorporação de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) também esteve entre os temas discutidos. Dani Tavares, fundadora da We Seed, apresentou uma experiência de estruturação dessas práticas com o apoio do Procompi.

“O Procompi trouxe esse chão de estruturas, sobretudo na perspectiva do ESG”, afirmou. Para ela, a governança é fundamental para organizar evidências, dar transparência às iniciativas e medir os resultados efetivamente alcançados pelas empresas.

Visita técnica mostra como reduzir o consumo de água na indústria têxtil

A programação do encontro incluiu uma visita técnica à fábrica da Benatêxtil, em Fortaleza, onde os participantes conheceram tecnologias voltadas à redução do consumo de água, à diminuição do uso de produtos químicos e ao aumento da eficiência dos processos de produção de jeans.

Uma das soluções apresentadas reduziu em 83% o consumo de água em uma etapa do processamento das peças. A técnica utiliza espuma no tratamento do jeans e foi proposta pela gerente da fábrica. Antes da mudança, uma carga de 60 quilos consumia 1.800 litros de água. Com a adoção da tecnologia, o volume caiu para 300 litros.

A empresa também utiliza laser para criar desenhos e efeitos de desgaste no tecido, substituindo a aplicação de produtos químicos em parte do processo. Entre os acabamentos estão os chamados “bigodes”, marcas que reproduzem as dobras normalmente formadas pelo uso da calça na região das coxas.

Outra tecnologia empregada é o ozônio, utilizado nos processos de lavagem para reduzir a necessidade de agentes químicos.

A Benatêxtil também busca alternativas para diminuir a dependência da lenha em suas operações. A fábrica já utiliza resíduos de madeira e briquetes de algodão como fontes de energia, mas continua em busca de soluções para reduzir o consumo de lenha.

A busca por maior eficiência produtiva e pelo uso sustentável dos recursos naturais esteve entre os temas discutidos no Encontro Nacional de Gestores do Procompi.

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16/10/2026 04:45h

Entidade critica aprovação de mudanças apenas para o MEI e defende reajuste dos limites de faturamento de micro e pequenas empresas

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A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) cobrou publicamente dos parlamentares a aprovação, ainda este ano, do projeto que atualiza os limites de enquadramento de todas as faixas do Simples Nacional.

Em posicionamento divulgado nesta quinta-feira (15), assinado pelo presidente da entidade, Alfredo Cotait Neto, a confederação reconheceu o progresso conquistado com a elevação do teto para o Microempreendedor Individual (MEI), mas alertou que a medida é insuficiente se não contemplar também as Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP).

Clique aqui para ter acesso à íntegra do posicionamento

O posicionamento ocorre após a aprovação, na Câmara dos Deputados, do texto voltado exclusivamente ao MEI. A decisão frustrou a expectativa da entidade empresarial, que desde julho mantinha diálogo com a liderança da Casa para que as tabelas de todo o regime tributário fossem revisadas em conjunto.

Para Cotait Neto, reajustar as tabelas do Simples pela inflação é fundamental para evitar que os pequenos empreendedores sejam forçados a sair do programa.

“No Brasil, tudo muda, tudo corrige, mas a tabela do Simples não. Essa mudança vai ajudar muito os empreendedores a não se desenquadrarem, para que possam continuar, mesmo atingindo o limite, trabalhando, gerando renda e sem precisar paralisar seus negócios”, enfatiza.

Críticas ao adiamento da proposta

No documento, a CACB destaca o valor social e econômico do avanço conquistado pelos microempreendedores, mas repudia o adiamento da pauta das demais faixas de faturamento, classificando a situação como prejudicial ao ambiente de negócios do país.

"Somos integralmente favoráveis à ampliação do teto do MEI e celebramos todo avanço destinado a quem está na base do empreendedorismo. Contudo, é moral e economicamente inaceitável que uma causa tão justa seja usada para adiar, mais uma vez, a atualização das demais faixas do Simples Nacional. As micro e pequenas empresas são a espinha dorsal da economia brasileira e não podem ser deixadas para depois", diz a CACB.

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A entidade também relembrou o acordo prévio firmado com o Congresso que acabou não se concretizando integralmente antes do período eleitoral.

"Desde julho, o entendimento com a presidência da Câmara dos Deputados era analisar os projetos que atualizam o MEI e todo o Simples Nacional. O entendimento não se cumpriu. Em 14 de outubro, a onze dias do segundo turno, foi aprovado apenas o texto que tratou do MEI, enquanto o Simples Nacional, regime de milhões de micro e pequenas empresas, ficou para depois", destaca a Confederação.

Em paralelo ao posicionamento, a CACB lançou um boletim informativo detalhando sua postura em relação à aprovação do texto do MEI. O documento reforça o descontentamento da entidade com a exclusão das micro e pequenas empresas no reajuste do teto do Simples Nacional.

Ampliação do MEI: o que mudou na votação da Câmara

A proposta aprovada na quarta-feira (14) pelos deputados por ampla maioria — 461 votos a 4 — consiste em um substitutivo do relator, deputado Rubens Pereira Júnior (PT-MA), que reuniu medidas dos Projetos de Lei Complementar (PLPs) 186/2026 e 267/2026. O texto agora segue para apreciação do Senado Federal.

Entre as principais mudanças aprovadas para o MEI, o destaque é para a elevação do limite de faturamento. O teto anual, congelado em R$ 81 mil desde 2016, passará para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028. Para novos empreendimentos, o limite proporcional mensal será de R$ 9.166,67 em 2027 e de R$ 11.666,67 em 2028.

Perdão de dívidas e contratação de funcionários

O texto também trata de um perdão de dívidas, no qual débitos de MEIs inscritos na Dívida Ativa da União até 13 de outubro de 2026 serão perdoados, desde que o empreendedor quite em dia as contribuições dos seis meses subsequentes e desista de eventuais ações judiciais em andamento.

A matéria também prevê aumento do limite de contratação pela categoria, que passa de um para até dois empregados, recebendo um salário mínimo ou o piso da categoria. A medida vale para atividades urbanas e rurais.
 

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16/10/2026 04:15h

Levantamento da Opinião Inteligência Política mostra Flávio com 52,2% dos votos válidos, mesmo percentual registrado no início da disputa

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Uma análise de dez pesquisas nacionais, realizada pela Opinião Inteligência Política, aponta que o candidato Flávio Bolsonaro (PL) mantém a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno da eleição presidencial de 2026. O documento mostra Flávio com 52,2% dos votos válidos, contra 47,8% de Lula. Os números são os mesmos registrados no início da disputa, em 11 de outubro, quando a análise reunia seis levantamentos.

Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o dia 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio aparece com 52,7% dos votos válidos e 86% de probabilidade de vitória, enquanto Lula tem 14%.

A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais representam estimativas estatísticas, e não resultados de uma nova pesquisa eleitoral. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar ao longo da campanha.

Nove das dez pesquisas colocam Flávio à frente

Das dez pesquisas nacionais consideradas na análise, nove apontam vantagem de Flávio Bolsonaro. Apenas o levantamento da Vox Brasil, realizado entre 5 e 7 de outubro, coloca Lula na liderança.

Entre as quatro pesquisas incorporadas à análise desde 11 de outubro, a Gerp apresenta a maior votação para Flávio, com 54,6% dos votos válidos. Em seguida aparecem Nexus/BTG, com 52%; Quaest, com 51,1%; e PoderData/Aya, com 51%.

Os resultados mostram diferenças entre os institutos, mas não foram suficientes para alterar a média geral, que permanece em 52,2%.

Na comparação com as rodadas anteriores de cada instituto, o PoderData registrou uma queda de dois pontos percentuais para Flávio, passando de 53% para 51%. Já a Gerp apontou crescimento de 1,9 ponto, de 52,7% para 54,6%. Na Quaest, o percentual passou de 51,2% para 51,1%, uma redução de 0,1 ponto.

Segundo a Opinião, essas oscilações indicam que a disputa permanece relativamente estável desde o início do segundo turno.

Pesquisas presenciais mostram disputa mais apertada

A análise também identificou diferenças nos resultados conforme a forma utilizada pelos institutos para entrevistar os eleitores.

Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio aparece com média de 50,7% dos votos válidos, resultado que indica uma disputa mais apertada.

Já nos levantamentos feitos por telefone automático, a média é de 52%. Nas entrevistas telefônicas realizadas com entrevistadores, o percentual sobe para 53,1%. Na pesquisa online da AtlasIntel, Flávio registra 52,8%.

A Opinião observa que, no primeiro turno de 2026, as pesquisas presenciais foram as que mais se distanciaram do resultado das urnas em favor de Lula.

Enquanto esse grupo indicava vantagem de 2,7 pontos para o petista, Flávio terminou a votação com 1,9 ponto de vantagem.
A empresa destaca, porém, que isso não significa que o mesmo comportamento será observado no segundo turno. As diferenças podem estar relacionadas a mudanças na preferência dos eleitores nos últimos dias da campanha.

Histórico de eleições anteriores entra no cálculo

Para elaborar sua projeção, a Opinião Inteligência Política também analisou o desempenho de pesquisas do Datafolha e da Quaest em eleições presidenciais anteriores.

Segundo o estudo, os dois institutos apresentaram percentuais para os adversários do PT inferiores aos resultados das urnas em todas as eleições consideradas na comparação.

Nos segundos turnos analisados, essa diferença variou de 0,1 a 1,1 ponto percentual. No primeiro turno, as diferenças foram maiores, variando de 2 a 7,2 pontos.

Com base no desempenho do Datafolha nos segundos turnos de 2014, 2018 e 2022, a Opinião acrescentou 0,5 ponto percentual à média atual das pesquisas. Com esse ajuste, a estimativa de votação de Flávio passou de 52,2% para 52,7%.

A empresa reconhece que o cálculo utiliza um número limitado de eleições e que não há garantia de que as diferenças observadas no passado voltem a ocorrer.

Probabilidade de vitória varia conforme o cenário

O estudo apresenta quatro cenários para o resultado do segundo turno, considerando diferentes possibilidades de comportamento das pesquisas e dos eleitores.

Sem qualquer ajuste na média atual, Flávio teria 80% de probabilidade de vitória, contra 20% de Lula.

Na estimativa principal da Opinião, que considera o histórico de eleições anteriores, as probabilidades passam para 86% e 14%, respectivamente.

Em um cenário que considera uma diferença maior entre pesquisas e urnas, Flávio alcançaria 53,3% dos votos válidos e teria 90% de probabilidade de vitória.

Já na hipótese de as pesquisas estarem superestimando a votação de Flávio Bolsonaro em um ponto percentual, o candidato ficaria com 51,2% dos votos válidos. Nesse caso, sua probabilidade de vitória cairia para 68%, enquanto a de Lula subiria para 32%.

A Opinião destaca que, embora Flávio apareça como favorito em todos os cenários analisados, uma vitória de Lula continua sendo possível. A faixa de 90% da estimativa para a votação de Flávio vai de 48,5% a 56,9% dos votos válidos.

Esses cálculos não significam que o resultado esteja definido. Mudanças na preferência dos eleitores ou acontecimentos durante a campanha podem alterar as projeções até o dia da votação.

O que Lula precisaria para reverter o cenário?

De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que a disputa volte a uma situação de equilíbrio na projeção estatística, a média das pesquisas para

Flávio precisaria cair de 52,2% para 49,5% dos votos válidos, uma redução de 2,7 pontos percentuais. Nesse cenário, a probabilidade de vitória dos dois candidatos seria de 50%.

Se a média de Flávio recuasse para 50,8%, sua probabilidade de vitória cairia dos atuais 86% para 70%.

A empresa observa que, desde o primeiro turno, a média das dez pesquisas variou menos de um ponto percentual. Por isso, avalia que uma mudança significativa no cenário dependeria de uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência, e não apenas de uma pesquisa isolada.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro.

Sobre o levantamento

A análise da Opinião Inteligência Política reúne dez pesquisas nacionais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre 3 e 13 de outubro de 2026. A média considera o tamanho das amostras e as datas de realização dos levantamentos, dando maior peso às pesquisas mais recentes e com maior número de entrevistados.

Os percentuais apresentados se referem aos votos válidos, excluindo votos brancos, nulos e eleitores indecisos. As probabilidades de vitória são cálculos próprios da Opinião Inteligência Política e não devem ser confundidas com resultados diretos das pesquisas eleitorais.
 

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16/10/2026 04:10h

Café arábica e açúcar cristal registram alta, enquanto robusta e milho apresentam queda nos preços

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O preço do café arábica abre esta sexta-feira (16) em alta de 0,38%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.577,21 na cidade de São Paulo.

O café robusta teve baixa de 0,47%, sendo comercializado a R$ 968,10.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
15/10/2026 1.577,21 0,38% 0,02% 309,38
14/10/2026 1.571,19 1,55% -0,36% 311,99
13/10/2026 1.547,28 1,01% -1,88% 308,10
09/10/2026 1.531,88 -0,85% -2,85% 307,30
08/10/2026 1.544,99 -1,38% -2,02% 307,58

 

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
15/10/2026 968,10 -0,47% -1,76% 189,90
14/10/2026 972,64 0,15% -1,30% 193,14
13/10/2026 971,18 1,03% -1,45% 193,38
09/10/2026 961,31 0,57% -2,45% 192,84
08/10/2026 955,89 -1,46% -3,00% 190,30

 

O preço do açúcar cristal apresenta valorização de 0,60% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 124,68. 

 

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/10/2026 124,68 0,60% 2,94% 24,46
14/10/2026 123,94 0,13% 2,33% 24,61
13/10/2026 123,78 0,50% 2,20% 24,65
09/10/2026 123,16 0,46% 1,68% 24,71
08/10/2026 122,60 0,02% 1,22% 24,41

 

Em Santos (SP), houve aumento de 0,89%, e a mercadoria é negociada a R$ 138,64 na média de preços sem impostos.

 

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/10/2026 138,64 0,89% 10,36% 27,44
14/10/2026 137,42 -0,79% 9,39% 27,24
13/10/2026 138,51 4,15% 10,26% 27,65
09/10/2026 132,99 -0,20% 5,87% 26,66
08/10/2026 133,25 -2,38% 6,07% 26,59

 

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 64,81 após desvalorização de 0,95%.
 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
15/10/2026 64,81 -0,95% -5,62% 12,71
14/10/2026 65,43 -0,24% -4,72% 12,99
13/10/2026 65,59 -2,61% -4,49% 13,06
09/10/2026 67,35 0,25% -1,92% 13,51
08/10/2026 67,18 -0,09% -2,17% 13,37

 

Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

 

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