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Baixar áudioO dólar encerrou o último pregão em queda, cotado a R$ 5,09, o menor patamar em cerca de 22 meses. Ao longo do dia, a moeda chegou a atingir a mínima de R$ 5,06, acompanhando um movimento global de desvalorização frente a diversas divisas.
No cenário internacional, a moeda americana perdeu força diante de outras moedas importantes, refletindo um ambiente de maior alívio nas tensões externas. Ainda assim, o real apresentou desempenho mais moderado quando comparado a outras moedas de países emergentes.
De acordo com especialistas, o comportamento mais estável da moeda brasileira nas últimas semanas está ligado ao fluxo de capital estrangeiro. Investidores internacionais têm direcionado recursos ao Brasil, mesmo em um contexto de incertezas globais e menor apetite por risco.
Já o euro encerrou o último pregão em baixa, cotado a R$ 5,94.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1962 | 0,1682 | 0,1464 | 31,1094 | 0,1552 | 0,2716 | 0,2784 |
| USD | 5,0973 | 1 | 0,8574 | 0,7463 | 158,58 | 0,7913 | 1,3843 | 1,4193 |
| EUR | 5,9453 | 1,1664 | 1 | 0,8704 | 184,97 | 0,9230 | 1,6146 | 1,6552 |
| GBP | 6,8303 | 1,3403 | 1,1489 | 1 | 212,52 | 1,0604 | 1,8552 | 1,9017 |
| JPY | 3,21447 | 0,630597 | 0,54066 | 0,470588 | 1 | 0,4990 | 0,87297 | 0,89498 |
| CHF | 6,4419 | 1,2637 | 1,0835 | 0,9431 | 200,41 | 1 | 1,7493 | 1,7935 |
| CAD | 3,6821 | 0,7224 | 0,6193 | 0,5391 | 114,56 | 0,5716 | 1 | 1,0252 |
| AUD | 3,5924 | 0,7048 | 0,6041 | 0,5258 | 111,75 | 0,5576 | 0,9755 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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O Ibovespa encerrou o último pregão em forte alta e atingiu o maior nível de sua história, aos 192.201,16 pontos. Durante a sessão, o índice chegou a renovar o recorde intradiário, refletindo o clima de maior otimismo no mercado global.
O movimento foi impulsionado pelo alívio nas tensões no Oriente Médio, após o anúncio de uma trégua temporária no conflito. A sinalização contribuiu para aumentar o apetite ao risco entre investidores, que vinham adotando uma postura mais cautelosa diante do cenário geopolítico.
De acordo com especialistas, a redução das incertezas no ambiente internacional favoreceu a entrada de recursos em mercados emergentes, como o Brasil. Ainda assim, o cenário segue dependente da evolução das negociações, já que não há garantia de um acordo definitivo no curto prazo.
Apesar do desempenho positivo do índice, a queda nos preços do petróleo impactou negativamente ações de empresas ligadas à commodity, limitando ganhos mais expressivos do Ibovespa ao longo do dia.
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 42.567.732.894, em meio a 5.225.678 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioA previsão do tempo para o Sul do país, nesta quinta-feira (9), indica céu aberto de poucas nuvens e sem chuvas para toda a região ao longo do dia.
Os três estados devem permanecer sob céu aberto e sem chuvas durante todo o dia, sem grandes alterações. Apesar disso, as medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontam para uma diminuição das temperaturas em toda a região.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 13°C, em Curitiba. Já a máxima pode chegar até 26°C, em Florianópolis. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Centro-Oeste, nesta quinta-feira (9), indica a presença de poucas nuvens para a maior parte da região e chuvas de diferentes intensidades para algumas áreas isoladas do território durante o dia.
O dia amanhece com a previsão de muitas nuvens para a maior parte da região — à exceção do sul e oeste de Mato Grosso do Sul — e possibilidade de chuvas isoladas para o centro-norte de Mato Grosso e noroeste de Goiás, que devem amanhecer mais intensas e acompanhadas de trovoadas no noroeste de Mato Grosso.
Durante a tarde, o céu deve ter poucas nuvens em todo o Mato Grosso do Sul e extremo-sul goiano. As chuvas se restringem ao extremo-noroeste de Mato Grosso, mais intensas e acompanhadas de trovoadas. Essas condições devem se manter até a noite, com as chuvas tendo menor intensidade e sem trovoadas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para quase toda a região — à exceção do extremo-nordeste de Goiás e centro-sul de Mato Grosso do Sul —, além de alerta de perigo de chuvas intensas para o Distrito Federal, centro-noroeste de Goiás e porção central do leste de Mato Grosso.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 19°C em Campo Grande. Já a máxima pode chegar até 34°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 35% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Sudeste do país, nesta quinta-feira (9), é de céu de muitas nuvens para quase toda a região — à exceção do centro-sul de São Paulo — e chuvas intensas acompanhadas de trovoadas para o litoral sudeste ao longo do dia, com possibilidade de queda de granizo a partir da tarde.
Pela manhã, a previsão é de céu de muitas nuvens para quase toda a região — à exceção do centro-sul de São Paulo — e pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas para todo o Rio de Janeiro, extremo-sul do Espírito Santo, extremo-sudeste de Minas Gerais e extremo-leste de São Paulo.
Durante a tarde, as pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas tomam o centro-sudeste mineiro e centro-sul capixaba, enquanto todo o Rio de Janeiro, extremo-sul do Espírito Santo e extremo-sudeste de Minas Gerais também ficam sob possibilidade de queda de granizo.
À noite, as pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas tomam todo o Espírito Santo e deixam o centro-oeste do Rio e extremo-leste de São Paulo, que devem ficar sob chuvas isoladas. A possibilidade de queda de granizo se restringe ao centro-norte no Rio de Janeiro, mas toma o centro-sul capixaba e a porção central do leste mineiro.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para todo o Rio de Janeiro, centros-sul de Minas Gerais e do Espírito Santo e centro-norte de São Paulo, além de alerta de perigo de chuvas intensas para todo o Rio de Janeiro, centro-sudeste de Minas Gerais, extremo-sul capixaba e extremo-leste paulista.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 18°C em Belo Horizonte e São Paulo. Já a máxima pode chegar até 33°C, em Vitória. A umidade relativa do ar varia entre 45% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Norte do país, nesta quinta-feira (9), indica céu com muitas nuvens para toda a região e chuvas de diferentes intensidades para a maior parte dos estados ao longo do dia, mais intensas e acompanhadas de trovoadas na porção centro-oeste.
Pela manhã, a previsão é de muitas nuvens para toda a região e pancadas de chuva isoladas para todo o Acre, Rondônia, Roraima, Amazonas e leste do Pará. O sudeste e extremo-nordeste do Pará, assim como o centro-leste de Tocantins, devem amanhecer sob chuvas isoladas, sem trovoadas.
Durante a tarde, as chuvas deixam o Tocantins, Roraima e extremo-sudeste do Pará, mas tomam o Amapá e o centro-leste do Pará e se intensificam em toda a região.
À noite, as chuvas se restringem ao Acre, Rondônia, Amazonas, centro-sul de Roraima e extremo-nordeste do Pará, mais intensas e acompanhadas de trovoadas no Acre, em Rondônia e no centro-oeste do Amazonas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para quase toda a região — à exceção de Roraima, extremo-noroeste do Pará, norte do Amapá e porção central do extremo-norte do Amazonas —, além de alerta de perigo de chuvas intensas para o centro-sul do Amazonas, norte do Acre e de Rondônia, faixa central do Pará e extremos-norte e sudoeste do Tocantins.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Macapá, Palmas e Rio Branco. Já a máxima pode chegar até 33°C, em Belém e Manaus. A umidade relativa do ar varia entre 60% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Nordeste do país, nesta quinta-feira (9), indica céu de muitas nuvens para toda a região e chuvas de diferentes intensidades para o litoral norte da região ao longo do dia, mais intensas e acompanhadas de trovoadas à noite.
Pela manhã, a previsão é de céu de muitas nuvens para toda a região e chuvas isoladas para toda a faixa litorânea entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte.
Durante a tarde, as chuvas se intensificam e tomam porções maiores do norte do Maranhão, Piauí e Ceará.
À noite, as chuvas se mantêm sobre as mesmas áreas, mas menos intensas. Somente a área entre o extremo-nordeste maranhense, norte do Piauí — acima de Teresina — e extremo-noroeste do Ceará deve ter chuvas mais intensas e acompanhadas de trovoadas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de perigo potencial de chuvas intensas para quase toda a região — à exceção da Bahia, Sergipe, Alagoas, sul de Pernambuco e extremo-sul do Piauí —, além de alerta de perigo de chuvas intensas para as faixas centrais do Maranhão e do Piauí, centro-sul do Ceará e extremo-oeste do Rio Grande do Norte.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C em João Pessoa e São Luís. Já a máxima pode chegar até 32°C, em Aracaju. A umidade relativa do ar varia entre 50% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioAcaba nesta quarta-feira (8) o prazo para contribuições à consulta pública da nova Estratégia Brasileira de Transformação Digital (E-Digital). Para participar, os cidadãos ainda podem enviar as sugestões na plataforma Brasil Participativo, disponível no portal Gov.br, na seção “Tomada de Subsídios para a E-Digital”.
“Estamos falando de temas fundamentais, como inteligência social, economia digital, infraestrutura e inovação tecnológica. A transformação digital hoje também é uma questão de soberania. É sobre a capacidade de o Brasil decidir seu próprio futuro tecnológico, fortalecer nossa economia e ampliar direitos para a população”, afirmou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
A nova E-Digital orientará as ações do Governo Federal para ampliar o acesso a serviços públicos digitais, garantir direitos da população, fortalecer a democracia e incentivar a participação social. A estratégia, coordenada pela Casa Civil e construída por diferentes ministérios, também busca o desenvolvimento socioeconômico inclusivo, sustentável e com soberania tecnológica.
Logo na sequência, nos dias 9 e 10 de abril, o Governo Federal inicia uma nova etapa de debates sobre o futuro digital do país. O seminário “Futuro Digital – Construindo uma Estratégia para o Brasil”, será espaço de discussão sobre os rumos da transformação digital brasileira, reunindo representantes do governo, especialistas, setor produtivo e sociedade civil para contribuir com a revisão da E-Digital.
O evento será realizado em Brasília (DF) com possibilidade de participação do público de forma virtual e com transmissão ao vivo pelo canal oficial da Casa Civil no YouTube.
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Baixar áudioO Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro pode sofrer uma queda de 0,7% caso o Congresso Nacional aprove a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. O percentual representa uma perda estimada de R$ 76,9 bilhões para a economia do país. Os dados fazem parte de um levantamento inédito divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Segundo o estudo, a indústria deve ser o setor mais impactado, com retração de 1,2% no PIB — o equivalente a R$ 25,4 bilhões. O gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo, explica que esse impacto maior se deve ao fato de a indústria concentrar uma parcela significativa dos empregos formais, que tendem a ser os mais afetados pela redução da jornada de trabalho.
“Além disso, a indústria é um setor mais integrado; há muitos encadeamentos entre os diferentes setores industriais. Então, os efeitos dessa elevação de custos vão se acumulando [ao longo da cadeia de produção]. E, por fim, a indústria é um setor mais sujeito à competição internacional e, por isso, um aumento de custos e a consequente perda de competitividade afetam mais a indústria”, explica.
Outros setores também devem registrar perdas:
O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta que o impacto na indústria pode acelerar o processo de desindustrialização do país, com reflexos em toda a cadeia produtiva. “A consequência será a perda de competitividade do produto nacional. Assim, a nossa indústria vai perder participação no mercado doméstico e internacional, a partir da redução nas exportações e da alta nas importações”, destaca.
O estudo também indica que a redução das horas trabalhadas tende a elevar o custo do trabalho necessário para manter os níveis atuais de produção. Como resultado, pode haver aumento generalizado de preços ao longo da cadeia produtiva. Esse efeito atingiria desde insumos e matérias-primas na cadeia de produção até bens e serviços destinados ao consumidor final.
Marcelo Azevedo afirma que o aumento dos custos do trabalho tende a reduzir a competitividade da economia nacional.
“Essa perda de competitividade dos produtos nacionais faz com que haja mais importações e menos exportações. Isso se traduz em redução da produção e da renda e, consequentemente, em queda do PIB.”
Além da possível redução da renda, os trabalhadores também podem ser impactados pelo aumento dos preços ao consumidor final. Outro levantamento divulgado pela CNI aponta que os preços ao consumidor podem subir, em média, 6,2% caso a jornada semanal seja reduzida para 40 horas.
Entre os principais aumentos projetados estão compras em supermercados (+5,7%), alimentação fora de casa (+6,2%), produtos industrializados (+6%) e roupas e calçados (+6,6%). No setor de serviços, o aumento médio pode chegar a 6,5%.
A CNI acompanha propostas em tramitação no Congresso Nacional que tratam da redução da jornada, como a PEC 148/2015 e a PEC 8/2025.
O presidente da entidade defende que o tema não seja votado de forma apressada, especialmente em ano eleitoral, e que haja um debate mais aprofundado e transparente com a sociedade e os setores produtivos.
“A história recente contemporânea da relação capital-trabalho sempre foi feita de uma transição entre a melhoria das condições de trabalho e a redução de uma possível jornada de forma gradativa e com muito entendimento, sempre através de negociações. Nós queremos fazer isso. Mas tem que ser de forma sustentável. Nós precisamos aumentar a produtividade. Ninguém tem dúvidas de que produtividade é que determina as melhores condições de trabalho”, destaca Ricardo Alban.
Para Marcelo Azevedo, a discussão técnica é fundamental para compreender as diferentes consequências que a redução da jornada pode gerar para consumidores e empresas.
“Empresas pequenas terão impactos diferentes dos observados em empresas médias. Os efeitos também variam entre regiões e setores — e não apenas na indústria. Então, à medida que essa discussão avançar, também será necessário avançar no debate sobre medidas que possam reduzir os impactos negativos e permitir a travessia em um eventual período de transição”, ressalta Azevedo, ao reforçar a importância de mais tempo para o aprofundamento das discussões.
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Baixar áudioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou, na última segunda-feira (6), um novo plano de ação estruturado que visa garantir a segurança de pacientes que utilizam medicamentos injetáveis de agonistas do GLP-1 — conhecidos como canetas emagrecedoras —, com princípios ativos de semaglutida, tirzepatida e liraglutida.
Dentre os seis eixos que compõem o plano de ação estão medidas como a revisão das regras atuais do setor, a suspensão das autorizações de funcionamento para farmácias com situação de risco e novas fiscalizações em empresas importadoras de insumos para manipulação. Além disso, a Anvisa anunciou que vai intensificar as ações junto às Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios e realizar acordos de cooperação com agências reguladoras de outros países.
Segundo a agência, as medidas ampliam a proteção e a segurança de medicamentos injetáveis de GLP-1 e foram motivadas pelo crescimento irregular da manipulação destes remédios, que pode afetar a saúde dos pacientes. No segundo semestre de 2025, por exemplo, foram importados mais de 100 kg de insumos, que seriam suficientes para a preparação de, aproximadamente, 20 milhões de doses, número que, conforme alega a Anvisa, é incompatível com a realidade do mercado nacional.
Em 2026, a Anvisa realizou 11 inspeções em farmácias de manipulação e importadoras, que resultaram em oito interdições por problemas técnicos e falta de controle de qualidade. Entre os riscos mapeados pela agência estão a produção sem previsão de demanda por manipulação, problemas de esterilização, deficiências no controle de qualidade e a utilização de insumos farmacêuticos sem identificação de origem e composição.
O novo plano de ação da Anvisa inclui seis eixos estratégicos para ampliar a proteção e segurança de pacientes que utilizam essas medicações.
Eixo 1: Aprimoramento regulatório
Eixo 2: Monitoramento e fiscalização
Eixo 3: Articulação institucional, federativa e internacional
Eixo 4: Aprimoramento regulatório para análise de petições de registro de agonistas de GLP-1
Eixo 5: Comunicação com a sociedade
Eixo 6: Governança
Com informações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
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