VoltarO volume total negociado na B3 foi de R$ 29.401.192.254, em meio a 3.768.496 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa, principal índice da B3, fechou o pregão desta quarta-feira (16) aos 185.394 pontos, registrando uma queda de 0,59%. O recuo acelerou o ritmo de perdas cerca de uma hora após a confirmação da alta na taxa de juros dos Estados Unidos.
Por volta das 16h, o indicador já registrava recuo de 0,79%, cotado aos 185.030 pontos, pressionado pela cautela dos investidores globais diante do aperto monetário norte-americano.
O movimento negativo refletiu o desempenho das bolsas de Nova York, que também viraram para o vermelho no período da tarde, com o Dow Jones cedendo 1,00% (aos 51.564 pontos) e o S&P 500 recuando 0,30% (aos 7.561 pontos).
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 29.401.192.254, em meio a 3.768.496 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO Brasil precisa mais que dobrar os investimentos em infraestrutura para superar o déficit histórico do setor e se aproximar dos padrões internacionais. A conclusão é do estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Em 2024, os investimentos em infraestrutura somaram R$ 266,8 bilhões, o equivalente a 2,27% do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, segundo o levantamento, o país precisa elevar esse volume para cerca de 4,65% do PIB — aproximadamente R$ 550 bilhões — e manter esse patamar por pelo menos duas décadas para superar o hiato histórico de investimentos.
O estudo aponta que nenhuma fonte de recursos, isoladamente, é capaz de financiar as necessidades de infraestrutura do país. Para alcançar o volume necessário, será preciso combinar diferentes instrumentos financeiros, ampliar a participação do capital privado e criar um ambiente econômico e institucional que ofereça mais segurança aos investidores.
Para o especialista em infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, a experiência internacional mostra que um salto dessa magnitude exige mais do que aperfeiçoar os atuais instrumentos de financiamento.
“É fundamental que o país consiga alcançar um ambiente econômico e institucional sólido, com regras previsíveis e com instrumentos de financiamento que reflitam as reais necessidades do mercado, amparadas em projetos de qualidade com maturação no médio e longo prazo”, afirma.
Do total investido em infraestrutura em 2024, R$ 188,1 bilhões — ou 70,5% — vieram do setor privado. Os investimentos públicos somaram R$ 78,6 bilhões, impulsionados principalmente pelos governos estaduais e municipais.
Os dados também mostram uma mudança na origem dos recursos destinados ao setor ao longo dos últimos anos. O financiamento privado passou de uma média de R$ 88,6 bilhões entre 2010 e 2014 para R$ 184,5 bilhões em 2024. No mesmo período, os recursos públicos recuaram de R$ 208,5 bilhões para R$ 107 bilhões. Já a participação das instituições multilaterais passou de R$ 7,9 bilhões para R$ 8,4 bilhões.
Em termos percentuais, a composição das fontes de financiamento também mudou:
Em 2024, as debêntures foram a principal fonte de financiamento da infraestrutura, com participação de 40%. Em seguida aparecem o capital próprio, com 17,3%, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com 16,3%. Na sequência estão:
A participação do financiamento privado também varia entre os segmentos da infraestrutura. Em 2024, o setor privado respondeu por 91% do financiamento em telecomunicações e por 82,1% na energia elétrica. No saneamento, a participação foi de 65,2%, enquanto nos transportes ficou em 36,1%.
Para Ramon Cunha, os números mostram uma transformação na forma de financiar a infraestrutura brasileira, marcada pelo avanço da participação privada. No entanto, segundo ele, essa mobilização ainda precisa ganhar escala.
“É preciso que o país consiga criar condições para mobilizar mais recursos e diversificar as fontes de financiamento, de modo que os recursos disponíveis tenham a escala necessária para alcançar o salto de investimentos que o país tanto necessita”, afirma.
Durante o lançamento do estudo, a superintendente de Crédito Grandes Empresas do Itaú, Ana Paula Silva da Cruz, avaliou que o aumento da participação privada nos investimentos em infraestrutura está relacionado, entre outros fatores, à expansão das concessões.
“Com esse movimento de expansão das concessões, houve também uma importante evolução regulatória. O arcabouço regulatório é algo que exige contínuo aprimoramento, mas, sem dúvida, em determinados setores da economia do mercado de infraestrutura houve evolução. Isso faz com que atraia mais financiadores e investidores. E quanto mais a gente tem uma base extensa de investidores, mais a gente propicia um aumento de bancabilidade privada como um todo”, explicou.
A publicação defende a construção de um novo regime de financiamento para ampliar os investimentos em infraestrutura. Segundo a CNI, esse modelo deve estar apoiado na estabilidade macroeconômica e fiscal, considerada fundamental para reduzir incertezas e o custo do capital.
Outro eixo é o fortalecimento do mercado de capitais, com maior participação de investidores institucionais e a ampliação de instrumentos de financiamento de longo prazo, como fundos de pensão, por exemplo.
O estudo também aponta a necessidade de expandir o crédito privado e o project finance, com estruturas capazes de distribuir os riscos de forma mais eficiente entre os participantes dos projetos.
A proposta inclui ainda a ampliação da carteira de projetos bem estruturados, fortalecendo a capacidade de planejamento e preparação de concessões e parcerias. Nesse processo, instituições como o BNDES e a Caixa podem atuar na estruturação e viabilização dos empreendimentos.
Segurança jurídica, previsibilidade regulatória e autonomia técnica das agências reguladoras também aparecem entre os pilares apontados pela CNI. A avaliação é de que esses fatores precisam funcionar de forma integrada para permitir a mobilização de recursos na escala necessária.
O estudo destaca que o BNDES e outras instituições públicas de desenvolvimento continuam relevantes nesse processo. Segundo a publicação, o desafio é fortalecer sua atuação em um modelo no qual essas instituições contribuam para reduzir riscos, estruturar projetos e ampliar a capacidade de atrair recursos privados de longo prazo.
A análise da CNI também reúne experiências de países como Reino Unido, Chile, Austrália, México, Espanha, Índia e França. Apesar das diferenças entre os modelos adotados, o estudo identifica alguns fatores comuns entre os países com maior capacidade de mobilizar recursos para infraestrutura:
As experiências analisadas também mostram que os recursos públicos permanecem importantes, mas podem ser utilizados de forma estratégica para reduzir riscos, viabilizar projetos e atrair capital privado, em vez de apenas substituir investimentos do mercado.
Durante o lançamento do estudo, o sócio-fundador da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, Cláudio Frischtak, citou o México como um dos exemplos de mudanças institucionais voltadas à ampliação do financiamento de longo prazo.
Segundo ele, a reforma previdenciária realizada em 1997 ampliou o papel dos fundos de pensão no financiamento de longo prazo no país. Em 2009, também foram criados os CKDs, instrumentos destinados à mobilização de recursos privados para investimentos em infraestrutura e parcerias público-privadas (PPPs).
“Na América Latina, a taxa de investimento de países como México e outros é da ordem de 23%, 24%, 25% do PIB. Ou seja, cerca de 9% a 10% acima da nossa taxa de investimento. O México sofreu uma crise macroeconômica de primeira grandeza no início dos anos 1980. E teve que fazer seu dever de casa e não se afastou da disciplina fiscal, independente do partido”, afirmou.
Frischtak também citou Austrália e Chile. Na Austrália, a participação privada ganhou força a partir do início dos anos 1990, com privatizações nos setores de energia, transportes e comunicações. O modelo passou a contar com forte presença de investidores institucionais e fundos de pensão.
No Chile, consolidou-se um ambiente de estabilidade macroeconômica e previsibilidade regulatória. A primeira PPP foi aprovada em 1993 e o marco legal do modelo foi consolidado em 1997, com participação relevante dos fundos de pensão no financiamento da infraestrutura.
“Austrália talvez seja o caso mais clássico de como mobilizar recursos e fundos de pensão, mas não é o único. O Chile faz a mesma coisa. Por que os nossos fundos de pensão ainda estão muito grudados no curto prazo? Porque o investimento de curto prazo é muito rentável. Investir no Tesouro Nacional é muito atraente”, afirmou.
O estudo Financiamento dos Investimentos em Infraestrutura no Brasil está disponível na íntegra no Portal da Indústria.
VEJA MAIS:
Copiar o textoMassa de ar seco mantém o céu aberto e temperaturas amenas nos três estados sulistas
Baixar áudioA quarta-feira (16) será marcada por tempo firme e predomínio de poucas nuvens em toda a Região Sul. Uma massa de ar seco inibe a formação de chuva nos três estados, garantindo temperaturas amenas e sol ao longo do dia.
O tempo firme prevalece em todo o Rio Grande do Sul. A condição de poucas nuvens se estende da Campanha ao Litoral e da Serra ao Noroeste gaúcho, sem expectativa de instabilidade. Em Porto Alegre, a madrugada registra temperatura baixa, com mínima de 9°C, e a máxima alcança os 18°C no período da tarde.
Em Santa Catarina, o cenário meteorológico segue o mesmo padrão, com estabilidade atmosférica e predomínio de céu com pouca nebulosidade em todas as regiões catarinenses, do Extremo-Oeste à faixa litorânea. Em Florianópolis, os termômetros oscilam entre a mínima de 14°C nas primeiras horas do dia e a máxima de 20°C à tarde.
No Paraná, o tempo seco também comanda as condições do dia em todo o território estadual. Do interior ao Litoral paranaense, o sol aparece entre poucas nuvens e não há previsão de precipitação. Na capital Curitiba, a temperatura varia entre 10°C ao amanhecer e 18°C nas horas mais quentes.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioQuarta-feira com tempo dividido na Região Sudeste.
No estado de São Paulo, o tempo segue estável em todas as áreas, desde o litoral até o oeste paulista, sem indicativo de chuva significativa. Na capital, São Paulo, o dia amanhece com mínima de 13°C e não aquece muito à tarde, alcançando máxima de 17°C, sob predomínio de poucas nuvens.
No Rio de Janeiro, a umidade marítima mantém o céu com muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, quadro que se repete tanto na capital quanto na Costa Verde e no Norte Fluminense. Na cidade do Rio de Janeiro, os termômetros marcam entre 18°C e 23°C.
Em Minas Gerais, o calor e a circulação de umidade favorecem a formação de núcleos de instabilidade. A capital, Belo Horizonte, tem mínima de 16°C, máxima de 30°C e previsão de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, cenário que se estende por toda a região central, Zona da Mata e leste mineiro. No Triângulo Mineiro e no noroeste do estado, a expectativa é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas.
No Espírito Santo, o quadro de tempo instável é generalizado em todas as mesorregiões capixabas. A previsão aponta para muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas ao longo do dia, inclusive na faixa litorânea. Em Vitória, a temperatura varia entre mínima de 20°C e máxima de 25°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA quarta-feira (16) será de calor expressivo e tempo abafado em toda a Região Norte, com as temperaturas máximas chegando aos 40°C. Enquanto a instabilidade associada ao calor e à umidade espalha pancadas de chuva e trovoadas por grande parte do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, o tempo firme com céu encoberto predomina no extremo leste regional, entre o Amapá e o litoral do Pará.
No Amazonas, o dia segue abafado e com instabilidade generalizada. No oeste e noroeste do estado, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas. Já na faixa central, leste e sul amazonense, o quadro é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Em Manaus, os termômetros oscilam entre 27°C e 37°C, sob muitas nuvens com pancadas de chuva.
No Pará, as condições climáticas variam entre as regiões. No centro, leste, nordeste e no Arquipélago do Marajó, o céu fica com muitas nuvens, sem registro de chuva. No sudoeste e oeste paraense, ocorrem muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Em Belém, os índices ficam entre 24°C e 35°C, com muitas nuvens.
No Acre, a previsão aponta muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas em todo o território estadual. Na capital, Rio Branco, a mínima registrada é de 20°C e a máxima alcança 34°C, com muitas nuvens com chuva isolada.
Em Rondônia, o ar quente favorece pancadas de chuva em todo o estado. No norte e centro rondoniense, o tempo apresenta muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, padrão observado em Porto Velho, onde a temperatura varia de 24°C a 35°C. Já no sul e sudeste do estado, ocorrem muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
No Tocantins, as altas temperaturas ditam o ritmo do dia, com predomínio de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada na maior parte das áreas. Em Palmas, a tarde registra o maior pico térmico da região, com mínima de 24°C e máxima de 40°C, sob muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada.
Em Roraima, o dia transcorre com muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas cobrindo o estado. Em Boa Vista, a mínima fica em 27°C e a máxima chega aos 37°C, com muitas nuvens com chuva isolada.
No Amapá, o padrão meteorológico segue uniforme, marcado apenas pela presença de muitas nuvens e ausência de precipitações. Em Macapá, a temperatura mínima é de 25°C e a máxima alcança os 33°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioQuarta-feira com tempo dividido na Região Nordeste. Enquanto a faixa litorânea e o sul baiano recebem instabilidade, o interior segue sob domínio do ar seco e de muito calor.
No Maranhão, o dia segue com predomínio de muitas nuvens e chance de instabilidade passageira no litoral norte. Em São Luís, os termômetros marcam mínima de 26°C e máxima de 32°C, sob céu com muitas nuvens.
No Piauí, o tempo seco e ensolarado predomina no centro-sul, enquanto a metade norte apresenta maior cobertura de nebulosidade. Em Teresina, a previsão indica muitas nuvens, com mínima de 23°C e máxima que atinge 38°C.
No Ceará, a nebulosidade fica concentrada na faixa litorânea e no noroeste, onde o céu varia com muitas nuvens. Na capital, Fortaleza, a temperatura oscila entre 22°C e 30°C. No sertão cearense, o tempo permanece aberto com poucas nuvens.
No Rio Grande do Norte, a instabilidade atua no litoral, trazendo poucas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 22°C e máxima de 30°C em Natal. No interior e no Sertão potiguar, o tempo segue firme.
Na Paraíba, a faixa litorânea registra poucas nuvens com possibilidade de chuva isolada, marcando mínima de 22°C e máxima de 31°C em João Pessoa. No Agreste e no Sertão, prevalece o ar seco e pouca nebulosidade.
Em Pernambuco, a presença de umidade mantém poucas nuvens com possibilidade de chuva isolada na Zona da Mata e no Litoral, com temperaturas entre 23°C e 29°C em Recife. No Sertão pernambucano, o padrão é de tempo aberto e calor.
Em Alagoas, a previsão para a costa e o Agreste aponta poucas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com termômetros entre 22°C e 28°C em Maceió. No Sertão alagoano, as condições são de tempo seco com poucas nuvens.
Em Sergipe, o litoral tem poucas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 24°C e máxima de 30°C em Aracaju. Conforme se avança para o oeste do estado, o tempo fica firme.
Na Bahia, o sul do estado concentra as maiores instabilidades da região, com muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. No Recôncavo e no litoral norte, incluindo Salvador, o céu permanece com muitas nuvens, registrando mínima de 23°C e máxima de 30°C. Já no Oeste e no Sertão baiano, o tempo continua estável, com sol e poucas nuvens.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioEm Mato Grosso do Sul, o dia será de muitas nuvens e tempo seco em todas as áreas, sem expectativa de precipitação. Na capital, Campo Grande, os termômetros oscilam entre 15°C e 26°C.
No estado de Goiás, as condições mudam conforme a latitude. Nas regiões sul e central, cenário que inclui Goiânia, o céu permanece nublado, com mínima de 18°C e calor de até 35°C. Já nas áreas norte e leste goiano, o tempo fica instável, com possibilidade de chuva isolada. Esse mesmo quadro atinge o Distrito Federal, onde Brasília varia de 21°C a 30°C.
Em Mato Grosso, o panorama climático apresenta maior contraste. O sul do estado mantém apenas alta cobertura de nuvens, sem registro de chuva. Na faixa central, abrangendo a capital Cuiabá, a previsão indica muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, marcando entre 20°C e 33°C. Por fim, no norte mato-grossense, as instabilidades ganham força, provocando pancadas de chuva com trovoadas.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioO Ministério da Saúde começou a disponibilizar, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina pneumocócica conjugada 20-valente (Pneumo 20) voltada especificamente para pessoas com 85 anos ou mais.
A estratégia foca no público com maior vulnerabilidade biológica a infecções respiratórias agressivas causadas pelo Streptococcus pneumoniae, patógeno que desencadeia quadros severos de pneumonia e meningite. Ao todo, estima-se que mais de 2,3 milhões de cidadãos formem a população-alvo no país, e o objetivo federal é atingir ao menos 90% desse contingente. Para receber a imunização, não é requerida receita médica, sendo indispensável apenas a apresentação de um documento que ateste a idade do idoso.
O direcionamento prioritário a essa faixa etária fundamenta-se na imunossenescência (o enfraquecimento natural do sistema imunológico decorrente da idade avançada) somado à alta prevalência de doenças crônicas associadas. Essa conjunção de fatores amplia as chances de complicações sistêmicas, que além do trato respiratório podem comprometer o funcionamento cardíaco, renal e neurológico.
Dados de monitoramento reforçam o quadro de alerta: entre pessoas com 85 anos ou mais, as hospitalizações por pneumonia chegaram a 3.097,7 por 100 mil habitantes em 2024 e a 2.902,7 em 2025. Paralelamente, as taxas de mortalidade pela doença atingiram 758,1 e 743,1 óbitos por 100 mil no mesmo biênio.
A aplicação da Pneumo 20 é ajustada conforme a caderneta vacinal pregressa de cada indivíduo. Aqueles que nunca receberam nenhum imunizante pneumocócico têm indicação de dose única da nova vacina. Para os que já tomaram uma dose de Pneumo 13 ou Pneumo 15, orienta-se a aplicação da Pneumo 20 após intervalo de dois meses, enquanto quem recebeu uma única dose de Pneumo 23 deve aguardar um intervalo mínimo de um ano. Por outro lado, idosos que já concluíram esquemas anteriores, a exemplo de duas doses de Pneumo 23 ou a combinação desta com as versões conjugadas, não precisam tomar a Pneumo 20 nesta etapa.
Para garantir que a campanha alcance a meta estipulada, as secretarias de saúde adotarão estratégias extramuros e busca ativa nas residências, dando prioridade a idosos acamados, com barreiras de locomoção, em condições de fragilidade ou sem rede de assistência familiar.
A oportunidade de imunização também será utilizada pelos profissionais de enfermagem para revisar e atualizar outras vacinas em atraso no calendário do idoso, enquanto a pasta prevê estender a cobertura do imunizante gradualmente para faixas etárias anteriores.
Copiar o textoFPA cobra ajustes na MP para agilizar acesso e destravar repactuações de produtores
Baixar áudioA Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou, nesta segunda-feira (14), uma carta aberta cobrando ajustes na implementação da Medida Provisória 1.376/2026, que criou o mecanismo de renegociação das dívidas dos produtores rurais. A bancada alega ter recebido relatos de que a renegociação ainda não chega aos produtores na velocidade e na escala necessárias, especialmente entre pequenos produtores e aqueles em maior vulnerabilidade financeira.
Segundo a bancada, entre os principais entraves estão a exigência de laudos agronômicos para comprovar perdas passadas, os custos adicionais que isso gera, a revisão de garantias, a cobrança de entrada de produtores que já não têm capacidade financeira para pagá-la, e restrições que podem comprometer o próprio acesso ao crédito para a safra seguinte. A frente também pede que sejam preservadas as características específicas dos Fundos Constitucionais, para evitar que regras incompatíveis com esses instrumentos prejudiquem produtores de regiões que mais dependem deles.
Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) já havia aprovado uma resolução flexibilizando o uso de recursos obrigatórios por bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir dívidas rurais contratadas originalmente com outras fontes de financiamento — as instituições são obrigadas a destinar 31,5% dos recursos captados em depósitos à vista ao Crédito Rural, mas antes só podiam usá-los para renegociar operações da mesma origem. A mudança ampliou o número de dívidas que cada banco pode renegociar, com exceção daquelas vinculadas a fundos constitucionais.
Apesar desse ajuste, a FPA avalia que a implementação segue lenta. Na carta, a bancada afirma que o Congresso precisa exercer plenamente seu papel de acompanhar a execução da política pública, identificar obstáculos e aperfeiçoar o texto para que a solução aprovada produza resultados concretos no campo. O objetivo da frente é que o relatório, sob responsabilidade do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, apresente os ajustes apontados como necessários.
Entre as medidas sugeridas pela FPA para o parecer estão:
Para a entidade, a criação do mecanismo de renegociação foi um passo importante, mas não encerra a responsabilidade institucional sobre o tema. A bancada afirma que seguirá atuando para corrigir os gargalos identificados e cobrar efetividade, para que os instrumentos já aprovados pelo Congresso realmente cheguem ao produtor rural com urgência.
Editada em 15 de julho, a MP tinha validade inicial até 12 de setembro, mas teve seu prazo prorrogado por mais 60 dias — como medida provisória, ela tem força de lei desde a publicação, mas depende de aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado para se tornar definitiva. Com a prorrogação, o novo prazo-limite para essa votação passa a ser 11 de novembro. A expectativa é que a matéria seja votada na próxima sessão conjunta do Congresso Nacional, ainda sem data definida.
A MP 1.376/2026, publicada em julho, junto com a Resolução CMN 5.330/2026, autorizou a reestruturação de dívidas bancárias de produtores afetados por adversidades climáticas ou pela queda nos preços de comercialização entre 2019 e 2025. Podem ser renegociadas operações de custeio, comercialização e industrialização já renegociadas ou prorrogadas até 31 de maio deste ano e que estejam adimplentes, além de operações desse tipo contratadas até 31 de dezembro de 2025 que estejam inadimplentes desde janeiro de 2024, e operações de investimento vencidas ou com vencimento entre 2024 e 2026, também inadimplentes desde então.
As condições de pagamento variam conforme o nível de perda do produtor: quem teve perdas moderadas — redução de ao menos 30% da renda bruta em duas ou mais safras — pode parcelar a dívida em até oito anos; já perdas severas, com queda de pelo menos 40% da renda bruta em três ou mais safras, dão direito a prazo de até dez anos. Em ambos os casos, há dois anos de carência para o principal, com pagamento apenas dos juros nesse período.
As taxas variam de 5% a 6% ao ano para operações do Pronaf, de 8% a 9% para o Pronamp e de 11% a 12% para os demais produtores. A norma dispensa decreto municipal de calamidade pública, mas exige comprovação das perdas por meio de laudo técnico elaborado por profissional habilitado.
Ficam de fora dívidas com revendas, tradings, agroindústrias e débitos inscritos na Dívida Ativa da União. O prazo para contratação das operações vai até 12 de novembro de 2026.
Antes mesmo da cobrança da FPA, o CMN já havia tentado destravar parte dos entraves na renegociação das dívidas rurais. Em reunião extraordinária no início de setembro, o colegiado aprovou uma medida que amplia as possibilidades de refinanciamento para produtores, pecuaristas e cooperativas que atendiam aos critérios da Resolução CMN 5.330/2026, mas ficaram de fora por problemas operacionais ou por não conseguirem formalizar a operação dentro do prazo estabelecido.
O CMN também passou a autorizar bancos e cooperativas a oferecer linhas de crédito com recursos livres para recompor dívidas rurais não cobertas pela resolução original, ou nos casos em que os recursos destinados a ela já tenham se esgotado — sempre sujeitas a nova análise de crédito e reclassificação de risco pela instituição financeira. O prazo para contratar essa recomposição também vai até 12 de novembro.
O Conselho ainda aprovou tratamento específico para operações vinculadas aos Fundos Constitucionais de Financiamento do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com classificação de risco mais favorável para determinadas renegociações dentro do Pronaf, do Pronamp e de outras linhas de crédito rural — um dos pontos que a FPA, na carta enviada dias depois, pede que seja preservado sem que novas exigências operacionais comprometam esses instrumentos.
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Baixar áudioNos dias 15 e 16 de setembro, São Paulo recebe a 10ª edição do Corporate Venture in Brasil 2026, considerada a maior conferência de Capital de Risco Corporativo da América Latina e a segunda maior do mundo.
Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em parceria com o Global Corporate Venturing (GCV), o evento reunirá corporações, investidores, gestores de inovação, fundos e startups para discutir as principais tendências que estão transformando o setor.
A programação contará com cerca de 100 palestrantes, workshops e uma delegação de pelo menos 35 investidores estrangeiros, provenientes de mercados como China, Estados Unidos, Singapura, Reino Unido, México e Japão. As inscrições estão abertas, com vagas limitadas.
A conferência ocorre em meio à expansão global do Corporate Venture Capital (CVC), prática em que grandes empresas investem diretamente em startups e negócios inovadores.
Diferentemente do venture capital tradicional, o CVC combina a busca por retorno financeiro com objetivos estratégicos das corporações. Os aportes podem ampliar o acesso a novas tecnologias, modelos de negócios e mercados, além de complementar ou transformar operações já existentes.
Segundo o World of Corporate Venturing 2026, publicação do GCV, mais de 3 mil corporações investiram em startups em 2025, participando de 5.221 rodadas, número 30% superior ao registrado no ano anterior. As operações movimentaram US$ 233,8 bilhões, alta de 75% em relação a 2024. Atualmente, cerca de uma em cada cinco rodadas de investimento em startups no mundo conta com a participação de um investidor corporativo.
No Brasil, o CVC também vem ganhando espaço como instrumento de inovação e crescimento. Levantamento da EloGroup, em parceria com ApexBrasil, Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e GCV, identificou a participação de corporações em 66 rodadas de investimento em startups brasileiras, que movimentaram US$ 700 milhões entre julho de 2024 e junho de 2025. Em 30 delas, o equivalente a 45% do total, os CVCs lideraram as captações, que movimentaram US$ 358 milhões.
Para a gerente de Investimentos da ApexBrasil, Helena Brandão, o evento reforça o papel da Agência como fomentadora desse ecossistema no Brasil.
“O Corporate Venture in Brasil já se tornou uma das maiores plataformas globais de Corporate Venture Capital, trazendo dezenas de investidores estrangeiros para se conectar com a economia brasileira. A agenda deste ano trará nomes de peso e conteúdos estratégicos para seguir apoiando o desenvolvimento dessa atividade no país, além de atrair mais capital para fundos e startups.”
Entre os nomes confirmados na programação está Guilherme Horn, Head of WhatsApp for Strategic Markets, responsável por Brasil, Índia e Indonésia. A agenda também reúne executivos e investidores de organizações como Scania, Caterpillar, Vale Ventures, Natura, Boticário, Meituan, 3M, Banco do Brasil e Toronto Stock Exchange.
Outro destaque da edição é Brandon Wang, vice-presidente do Corporate Strategy Group da Synopsys. Ele abordará as perspectivas para o desenvolvimento e a aplicação da Physical AI, ou Inteligência Artificial Física, tema que vem atraindo a atenção de investidores.
Dados do GCV mostram que 41% dos recursos movimentados em rodadas com participação de investidores corporativos em 2025 foram destinados a startups de IA, evidenciando o peso da tecnologia nas estratégias de inovação das grandes empresas.
A programação do Corporate Venture in Brasil também abordará:
A agenda inclui ainda pitches de startups, mesas-redondas, workshops e reuniões individuais de negócios.
A edição de 2026 terá também o Corporate Venture in Brasil Awards, premiação que reconhece destaques do setor em categorias como maior investimento, CVC mais ativo em número de negócios, CVC internacional mais ativo e maior anúncio de captação.
Realizado pela primeira vez em 2015, o Corporate Venture in Brasil foi criado pela ApexBrasil e pelo Global Corporate Venturing com o objetivo de aproximar o ecossistema brasileiro de inovação de grandes investidores corporativos internacionais e estimular empresas brasileiras a desenvolver iniciativas de inovação aberta, desenvolvimento corporativo e investimentos em startups.
O GCV mantém uma rede conectada a mais de 7 mil corporações em diferentes mercados.
Ao longo de sua trajetória, o programa já reuniu mais de 4,5 mil participantes, promoveu mais de 1,3 mil reuniões e trouxe ao Brasil 164 CVCs internacionais, que investiram conjuntamente mais de US$ 800 milhões em fundos e startups nacionais.
As inscrições para a 10ª edição do Corporate Venture in Brasil 2026 estão abertas, com vagas limitadas. Os interessados podem se inscrever neste link.
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