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Baixar áudioA segunda-feira (19) começa com tempo estável e predomínio de poucas nuvens na Região Sul, acompanhado por declínio nas temperaturas e condição para geada em trechos do interior, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Paraná, o tempo fica aberto com poucas nuvens na maioria das regiões, incluindo o norte, oeste e centro-sul, com possibilidade de geada em áreas centrais e do sul paranaense. Em Curitiba, a mínima registra 8°C e a máxima chega a 16°C.
Em Santa Catarina, o sol predomina entre poucas nuvens no litoral, norte e oeste, enquanto a região do planalto e áreas centrais apresentam condição de claro com geada ao amanhecer. Em Florianópolis, os termômetros marcam mínima de 12°C e máxima de 20°C.
No Rio Grande do Sul, o predomínio é de poucas nuvens em todo o estado, cobrindo o sul, a região metropolitana, a campanha e as missões, com áreas do centro e do nordeste gaúcho registrando condição de claro com geada. Em Porto Alegre, a mínima fica em 9°C e a máxima atinge 17°C.
No interior da Região Sul, o ar frio começa a recuar lentamente, mas a região ainda se sustenta como a mais fresca do território nacional. O início do dia será consideravelmente frio nas áreas serranas, registrando mínimas de 14°C a 16°C, e as máximas à tarde sobem de forma tímida, oscilando entre 21°C e 23°C.
Depósito de gelo cristalino — em formas como agulhas, prismas ou escamas — formado pela sublimação do vapor d’água do ar adjacente sobre superfícies expostas, como solo, plantas e objetos.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA segunda-feira (19) apresenta variação nas condições do tempo na Região Centro-Oeste, com pancadas de chuva isoladas no trecho norte e predomínio de poucas nuvens no centro-sul da região, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em Goiás, a porção norte e nordeste do estado registra muitas nuvens com pancadas de chuva, enquanto a faixa central, leste e sul apresenta muitas nuvens. Em Goiânia, os termômetros marcam mínima de 17°C e máxima de 31°C.
No Distrito Federal, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas em Brasília e no entorno, onde as temperaturas variam entre a mínima de 16°C e a máxima de 27°C.
Em Mato Grosso, o norte e o nordeste do estado têm muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas, e o noroeste registra pancadas de chuva isoladas. Nas áreas central, sul, leste e oeste, o tempo fica com muitas nuvens a poucas nuvens. Em Cuiabá, a mínima fica em 20°C e a máxima atinge 34°C.
Em Mato Grosso do Sul, o tempo permanece firme com poucas nuvens na maior parte do estado, incluindo o centro, sul, leste e oeste. Apenas o extremo nordeste sul-mato-grossense registra muitas nuvens. Em Campo Grande, a mínima é de 14°C e a máxima chega aos 25°C.
No interior da Região Centro-Oeste, o tempo predominantemente aberto acelera a elevação das temperaturas ao longo do dia. O amanhecer registra marcas mínimas ligeiramente amenas por volta de 19°C a 21°C, mas as tardes serão marcadas por forte calor seco, com máximas que chegam facilmente aos 33°C a 35°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA segunda-feira (19) tem variação de nebulosidade e instabilidade em pontos da Região Sudeste, com pancadas de chuva isoladas concentradas ao norte e leste do trecho regional, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a previsão indica predomínio de muitas nuvens em todo o estado, incluindo a região metropolitana, o litoral e o interior. Na capital paulista, os termômetros registram mínima de 12°C e máxima de 18°C.
No Rio de Janeiro, o tempo permanece com muitas nuvens na capital, na região serrana, no sul e no norte fluminense. Na cidade do Rio de Janeiro, a mínima é de 19°C e a máxima chega a 24°C.
Em Minas Gerais, o sul, o centro e a região metropolitana registram muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. No norte, nordeste, leste e vale do Jequitinhonha, o dia fica com muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Apenas no extremo oeste mineiro, no Triângulo, há previsão de poucas nuvens. Em Belo Horizonte, as temperaturas variam entre 16°C e 28°C.
No Espírito Santo, a condição é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas em todo o território capixaba, abrangendo o litoral e o interior. Em Vitória, a mínima fica em 19°C e a máxima atinge 26°C.
No interior da Região Sudeste, as temperaturas se mantêm equilibradas, embora apresentem uma leve tendência de aquecimento em relação ao final de semana. O amanhecer apresenta mínimas confortáveis entre 18°C e 20°C, enquanto as máximas vespertinas ficam confortavelmente contidas na faixa dos 27°C a 29°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA segunda-feira (19) apresenta tempo instável na Região Norte, com pancadas de chuva e risco de tempestades em diversos estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Acre, todo o estado, incluindo o Vale do Acre e o Vale do Juruá, registra muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Em Rio Branco, os termômetros marcam mínima de 23°C e máxima de 35°C.
No Amazonas, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas no centro, sul, norte e sudoeste. Em Manaus, a mínima é de 26°C e a máxima chega a 35°C.
Em Rondônia, o estado enfrenta muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no leste e na região de Madeira-Guaporé. Em Porto Velho, a temperatura oscila entre 24°C e 35°C.
Em Roraima, o norte e o sul do estado registram muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Em Boa Vista, a mínima fica em 27°C e a máxima atinge 37°C.
No Tocantins, há previsão de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas no centro, sul e oeste. Em Palmas, a variação térmica vai de 24°C a 35°C.
No Pará, a porção oeste e o sul têm muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, enquanto o nordeste e o norte do estado apresentam muitas nuvens. Em Belém, a mínima é de 25°C e a máxima de 36°C.
No Amapá, o tempo fica mais aberto, com predomínio de poucas nuvens. Em Macapá, as temperaturas variam entre 25°C e 35°C.
No interior da Região Norte, a forte massa de ar quente se intensifica, mantendo o ambiente extremamente abafado com risco de temporais isolados de fim de tarde no oeste. Os termômetros registram noites com mínimas na faixa de 23°C a 25°C, subindo de forma severa no decorrer do dia até atingirem marcas máximas entre 36°C e 38°C.
Também está em vigor um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, das 00h00 às 23h59 desta segunda-feira (19). A área de abrangência inclui:
Estão previstas chuvas de até 50 mm/dia, ventos intensos entre 40 e 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, alagamentos e queda de galhos de árvores.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA segunda-feira (19) apresenta variação nas condições do tempo na Região Nordeste, com pancadas de chuva isoladas no centro-sul e oeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Maranhão, o sul do estado registra muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas, enquanto o centro e o norte apresentam muitas nuvens. Em São Luís, a mínima fica em 26°C e a máxima chega a 32°C.
No Piauí, a porção sudoeste e o extremo sul registram muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, enquanto o centro e o norte do estado ficam com muitas nuvens. Em Teresina, os termômetros marcam mínima de 26°C e máxima de 38°C.
No Ceará, no Rio Grande do Norte, na Paraíba, em Pernambuco e em Alagoas, o dia tem predomínio de poucas nuvens em praticamente todo o território. Em Fortaleza, a mínima é de 25°C e a máxima de 31°C. Em Natal, as temperaturas variam entre 25°C e 30°C. Em João Pessoa, a variação vai de 24°C a 32°C. Em Recife e Maceió, as mínimas ficam em 23°C e as máximas chegam a 31°C.
Em Sergipe, o estado registra muitas nuvens na faixa litoral e agreste. Em Aracaju, os termômetros variam entre mínima de 26°C e máxima de 32°C.
Na Bahia, o oeste, o centro-sul e o vale do São Francisco registram muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, com pontos do oeste apresentando trovoadas. O norte e o recôncavo baiano têm tempo com muitas nuvens e chance de pancadas de chuva isoladas. Em Salvador, a mínima é de 23°C e a máxima atinge 32°C.
No interior da Região Nordeste, a estiagem severa mantém o padrão de calor extremo em todo o sertão, marcando o pico térmico do país. As madrugadas continuam com temperaturas mínimas agradáveis oscilando entre 21°C e 23°C, mas o sol forte dita o ritmo das tardes escaldantes, elevando as máximas para o patamar de 36°C a 39°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA dessalinização da água do mar pode reduzir riscos operacionais, assegurar a continuidade da produção e fortalecer a sustentabilidade do setor produtivo. É o que defende a Confederação Nacional da Indústria (CNI) em estudo apresentado durante o Congresso ALADYR Brasil 2026, realizado pela Associação Latino-Americana de Dessalinização e Reúso de Água, em São Paulo.
Intitulada "Segurança Hídrica Industrial: O Papel da Dessalinização no Brasil", a publicação analisa o estágio de desenvolvimento da tecnologia, os custos de implantação, os impactos ambientais e as oportunidades de financiamento para ampliar a segurança do abastecimento de água no setor industrial.
A dessalinização consiste na remoção de sais e outros minerais da água do mar ou salobra, tornando-a adequada para diferentes usos, inclusive o consumo humano e as atividades produtivas. A técnica mais utilizada atualmente é a Osmose Reversa (OR), processo em que a água passa sob pressão por membranas semipermeáveis que retêm sais e outras substâncias dissolvidas.
Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto de Oliveira Muniz, a segurança hídrica tornou-se um fator estratégico para a competitividade industrial.
"Para a indústria, a água deixou de ser apenas uma pauta ambiental e passou a ser uma variável estratégica, que define onde se investe, como se produz e se a operação resiste a uma crise. Reúso e dessalinização são respostas concretas de adaptação à mudança do clima", afirma.
O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mário Cardoso, explica que a água é um insumo essencial para a atividade industrial, utilizada tanto como matéria-prima quanto nos processos de produção, como resfriamento, lavagem e geração de vapor. A falta do recurso pode levar à redução do ritmo de produção ou até à paralisação das fábricas, com impactos que se estendem por toda a economia.
“Quando a fábrica para, quem sente primeiro é o trabalhador, depois a cadeia de fornecedores e o município”, afirma. Segundo Cardoso, mesmo antes de um eventual desabastecimento, a insegurança hídrica já eleva os custos das empresas, que precisam recorrer a caminhões-pipa, buscar fontes emergenciais de captação e manter estoques para evitar interrupções.
O gerente também alerta para os efeitos da escassez de água sobre o setor elétrico. No Brasil, a dependência da geração hidrelétrica faz com que as crises hídricas também possam comprometer a produção de energia, ampliando os riscos para a atividade econômica.
“Com eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes, ter água garantida passou a ser fator de competitividade. O investidor escolhe onde instalar uma fábrica, olhando também para a segurança hídrica. Por isso, a CNI trata o tema como estratégia de adaptação à mudança do clima, e não apenas como uma questão ambiental”, afirma.
Mário Cardoso apresentou o estudo a especialistas latino-americanos durante o painel “Mudanças climáticas e segurança hídrica: desafios para a economia latino-americana”. O debate contou com a participação do assessor da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), Tibério Pinheiro, e foi moderado pelo diretor da ALADYR, Eduardo Pedroza.
Na apresentação, Cardoso destacou os impactos dos eventos climáticos sobre a população e a economia brasileira. Segundo o Atlas Digital de Desastres no Brasil, eventos climáticos atingiram 83% dos municípios do país entre 2014 e 2023, afetaram 177 milhões de pessoas e provocaram prejuízos de R$ 421 bilhões.
Os efeitos econômicos podem ser ainda maiores no longo prazo. Um estudo do Ministério do Planejamento e Orçamento, elaborado no âmbito da Estratégia Brasil 2050, estima que a falta de medidas para enfrentar as mudanças climáticas pode custar até R$ 17,1 trilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro até 2050, além de eliminar 4,4 milhões de empregos.
Na América Latina, cerca de 150 milhões de pessoas vivem em situação de escassez hídrica, segundo relatório do Banco Mundial.
No Brasil, apesar da disponibilidade hídrica elevada em termos agregados, a distribuição da água é desigual. Segundo a ANA, a Região Hidrográfica Amazônica concentra cerca de 81% da disponibilidade de águas superficiais do país, enquanto o semiárido nordestino enfrenta escassez recorrente.
Nesse cenário, a indústria precisa buscar alternativas para reduzir a dependência de fontes convencionais de abastecimento e enfrentar períodos de restrição hídrica. Dados do relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil 2025, da ANA, indicam que a demanda de água do setor industrial chegou a aproximadamente 175 m³/s em 2025.
O estudo da CNI destaca os ganhos de eficiência da Osmose Reversa nas últimas décadas. O consumo de energia necessário para dessalinizar a água, que inicialmente podia chegar a 20 quilowatts-hora por metro cúbico (kWh/m³), caiu para uma faixa de 2,0 a 4,0 kWh/m³ nas instalações modernas de grande porte.
Apesar dos avanços tecnológicos, a eletricidade ainda representa entre 40% e 60% dos custos operacionais de uma usina de dessalinização. No Brasil, os custos de produção de água para uso industrial variam, conforme os parâmetros apresentados no estudo, entre US$ 0,50 e US$ 0,80 por metro cúbico.
Já o investimento médio global em projetos de dessalinização de grande escala é estimado em aproximadamente US$ 900 por metro cúbico diário de capacidade instalada.
A localização da população e dos polos industriais também favorece a avaliação da tecnologia como alternativa de abastecimento. Cerca de 111,27 milhões de brasileiros, o equivalente a 54,8% da população, vivem a até 150 quilômetros da costa, onde também estão concentrados importantes centros industriais.
No entanto, a proximidade do mar não elimina os desafios relacionados ao custo da energia, à infraestrutura necessária e aos impactos ambientais do processo. Por isso, a viabilidade dos projetos depende das características de cada região e das necessidades de consumo de água.
Para estimular a implantação de novos projetos, o estudo destaca a disponibilidade de linhas de crédito do Fundo Clima – Indústria Verde, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a CNI, além do acesso ao financiamento, o avanço da dessalinização depende de maior segurança jurídica para os investimentos. Entre os pontos que precisam de clareza estão as regras de licenciamento ambiental para o descarte da salmoura — resíduo concentrado em sais gerado no processo — e a tributação de equipamentos e insumos utilizados nas instalações.
A definição dessas condições pode contribuir para reduzir incertezas e ampliar a escala dos projetos no país.
Segundo Mário Cardoso, o principal entrave à expansão da dessalinização no Brasil não é tecnológico nem financeiro, mas regulatório.
“A tecnologia já está madura e já funciona no Brasil em algumas situações. O custo de operação para a indústria já é competitivo e existe financiamento pelo Fundo Clima no BNDES. O que falta é segurança jurídica. Não temos regras nacionais claras para o licenciamento das usinas, nem para o descarte da salmoura”, aponta.
De acordo com Cardoso, a falta de diretrizes claras faz com que cada projeto seja avaliado de forma isolada, o que pode prolongar os processos de licenciamento e aumentar a incerteza para os investidores. Esse cenário, segundo ele, dificulta a expansão da tecnologia no país.
Para as pequenas empresas, uma das alternativas é investir em soluções compartilhadas. Segundo o gerente da CNI, distritos e polos industriais podem implantar centrais de reúso de água para atender a várias empresas, dividindo os custos de investimento e operação.
“A pequena empresa também pode comprar a água como serviço. Ela paga pelo metro cúbico entregue e não precisa imobilizar um capital na planta”, afirma.
Outra medida é adotar regras de licenciamento proporcionais ao risco ambiental de cada iniciativa. “Uma empresa que reaproveita a própria água dentro da fábrica, sem impacto para ninguém, não deveria enfrentar a mesma burocracia de um grande projeto. Regra simples também é redução de custo”, defende Cardoso.
O gerente também destaca a importância de ampliar o acesso ao crédito para pequenas e médias indústrias, com linhas de financiamento de menor valor, operadas por bancos regionais e instituições financeiras parceiras. Além disso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) pode contribuir com diagnósticos e assistência técnica para identificar oportunidades e orientar a implementação de soluções de reúso de água.
O levantamento da CNI reúne experiências nacionais de dessalinização para diferentes finalidades, desde o abastecimento de grandes complexos industriais até o fornecimento de água potável para comunidades rurais.
Entre os exemplos apresentados estão:
O estudo sobre dessalinização integra uma estratégia da CNI voltada à segurança hídrica industrial, iniciada em 2017. Em parceria com federações industriais e o Centro Internacional de Referência em Reúso de Água da Universidade de São Paulo (Cirra/USP), a entidade já produziu dez estudos sobre o reúso de efluentes.
As projeções reunidas pela confederação indicam que o Brasil pode ampliar em até 13 vezes sua capacidade de reúso industrial. Para isso, seriam necessários investimentos estimados em R$ 1,89 bilhão, com potencial de gerar retorno econômico direto de R$ 5,9 bilhões para o setor.
A iniciativa também resultou na elaboração de um manual metodológico para avaliar a viabilidade do reúso industrial em países da América do Sul, lançado recentemente pela CNI.
Outra publicação da entidade é o Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima, lançado em 2026. O material reúne diagnósticos, metodologias e medidas práticas para orientar empresas na identificação de riscos climáticos e na adoção de estratégias de adaptação.
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Baixar áudioO candidato Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 12 das 13 pesquisas nacionais divulgadas após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo estudo da Opinião Inteligência Política, Flávio tem 51,8% dos votos válidos na média dos levantamentos. Apesar da vantagem, a análise aponta que a disputa ainda não está decidida.
O estudo, atualizado nesta quinta-feira (15), reúne pesquisas de 11 institutos registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com entrevistas realizadas entre os dias 3 e 15 de outubro.
Além da média das pesquisas, a Opinião Inteligência Política elaborou uma projeção que considera resultados de eleições anteriores e possíveis mudanças na intenção de voto até o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória. Lula tem 18% de chance de vencer.
A empresa ressalta, no entanto, que esses percentuais são estimativas estatísticas, e não resultados de pesquisas eleitorais. As projeções dependem de hipóteses sobre o comportamento dos eleitores e podem mudar até o dia da votação.
Para Alexandre Garcia, CEO da Opinião Inteligência Política, três movimentos podem mudar o segundo turno até 25 de outubro.
“O primeiro é a aprovação do governo. As pesquisas com campo a partir de 17/10 vão dizer se a alta se confirma. O segundo é o destino de quem votou em Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado no 1º turno. O terceiro é o eleitor de ensino médio que ganha de 2 a 5 salários mínimos. Ali, a rejeição de Lula salta para 57%, contra 41% entre quem ganha até 2 salários. Se houver virada, ela passa por esse eleitor, que é o trabalhador com carteira assinada”, explica Garcia.
De acordo com a análise, a média das pesquisas, que estava em 52,2% no dia 11 de outubro, caiu para 51,8% no dia 15. É o menor percentual registrado desde o início da série, em 8 de outubro.
As três pesquisas mais recentes consideradas no estudo, divulgadas em 15 de outubro, apresentaram resultados abaixo da média anterior. Na Palver, Flávio aparece com 50,5% dos votos válidos. Na Indexa/Broadcast, tem 51,2%, enquanto no Datafolha registra 51,1%.
Dos 13 levantamentos analisados pela empresa, apenas a pesquisa Vox Brasil, realizada entre 5 e 7 de outubro, apontou vantagem para Lula.
Nas pesquisas presenciais, realizadas por Vox Brasil, Datafolha e Quaest, Flávio Bolsonaro aparece com média de 50,4% dos votos válidos, considerando a rodada mais recente de cada instituto.
Já nas pesquisas feitas por telefone com entrevistadores, a média do candidato chega a 52,6%. Nos levantamentos por telefone automático, o percentual é de 52%, enquanto nas pesquisas online fica em 51,6%.
A análise da empresa destaca que, no primeiro turno de 2026, os institutos que realizaram entrevistas presenciais apresentaram resultados mais favoráveis a Lula do que o observado nas urnas.
A Opinião Inteligência Política ressalta, porém, que isso não significa que a diferença vá se repetir no segundo turno, já que o comportamento dos eleitores pode ser diferente nesta etapa da eleição.
Na média das 13 pesquisas analisadas, a aprovação do governo entre os entrevistados que manifestaram uma opinião chega a 47,3%. O percentual é próximo dos 48,1% de votos válidos atribuídos a Lula na mesma análise.
Segundo a empresa, essa proximidade indica que a disputa presidencial está fortemente associada à avaliação que os brasileiros fazem do atual governo.
O estudo mostra ainda que a aprovação de Lula permaneceu praticamente estável nos institutos que realizaram mais de uma rodada de entrevistas.
No Datafolha, por exemplo, a aprovação ficou em 48% nas duas pesquisas de outubro, enquanto a desaprovação passou de 49% para 50%. No PoderData, os percentuais também permaneceram estáveis: 44% de aprovação e 50% de desaprovação.
Segundo o estudo, na média das 11 pesquisas que divulgaram esse indicador, 48,7% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 46% disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro.
A análise também identificou situações em que Flávio aparece com rejeição superior à de Lula e, mesmo assim, mantém a liderança na intenção de voto.
Na Quaest, por exemplo, 54% dos entrevistados rejeitam Flávio, contra 53% que rejeitam Lula. Ainda assim, o candidato do PL aparece com 51,1% dos votos válidos.
O estudo aponta ainda que, no Datafolha e no PoderData, a rejeição a Flávio aumentou um ponto percentual entre as rodadas analisadas. A Opinião Inteligência Política considera o movimento pequeno, mas destaca que ele representa um sinal desfavorável ao candidato.
Na projeção principal da empresa, que considera um ajuste baseado na diferença observada entre pesquisas anteriores e resultados das urnas, Flávio aparece com 52,3% dos votos válidos e 82% de probabilidade de vitória.
Sem esse ajuste, considerando apenas a média atual dos levantamentos, a probabilidade de vitória do candidato cai para 76%, enquanto a de Lula sobe para 24%.
Em outro cenário apresentado no estudo, no qual as pesquisas estejam superestimando Flávio em um ponto percentual, a probabilidade de vitória do candidato do PL seria de 62%, contra 38% de Lula.
Já em uma hipótese de diferença maior entre as pesquisas e o resultado das urnas, favorável a Flávio, a chance de vitória do candidato chegaria a 88%.
A empresa também calcula uma faixa de resultados possíveis, com 90% de abrangência na estimativa, que vai de 48,2% a 56,4% dos votos válidos para Flávio. Segundo a análise, isso significa que o modelo ainda considera possíveis resultados favoráveis a Lula.
De acordo com a Opinião Inteligência Política, para que os dois candidatos passassem a ter a mesma probabilidade de vitória no modelo utilizado, a média das pesquisas de Flávio Bolsonaro precisaria cair de 51,8% para 49,5% dos votos válidos. Em treze pesquisas depois do 1º turno, a média ficou entre 51,8% e 52,5%.
A empresa destaca que uma pesquisa isolada tende a provocar poucas mudanças na estimativa. Para identificar uma possível alteração mais consistente na disputa, seria necessário observar uma sequência de levantamentos apontando a mesma tendência.
“Devemos ficar de olho no calendário. Ipespe e Verità saem em 17 de outubro. PoderData, DataTrends e AtlasIntel, em 19 e 20. São as primeiras com campo depois da aprovação do fim da escala 6x1 no Senado e do início do pagamento do Bolsa Família reajustado, e vão dizer se a alta da aprovação que só o PoderData mediu aparece em outros institutos”, frisa Alexandre Garcia.
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Baixar áudioEstados, Distrito Federal e municípios produtores minerários receberam mais de R$ 465 milhões em royalties do setor. O repasse, realizado pela Agência Nacional de Mineração (ANM) na quinta-feira (15), corresponde à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) arrecadada em setembro.
Desse montante, mais de R$ 93 milhões são destinados aos estados e ao Distrito Federal, enquanto os municípios ficam com mais de R$ 372 milhões.
Para o especialista em orçamento público, Cesar Lima, esses recursos são fundamentais para melhorar a qualidade de vida da população que vive em áreas dos municípios produtores minerários.
“São recursos que certamente poderão ser usados para alguma melhoria, algum custeio. Como são recursos livres, não há uma amarração para esses recursos, mas com certeza serão usados com sabedoria para a melhoria da qualidade de vida da população desses municípios”, avalia.
Este é o segundo repasse feito pela ANM por meio da ferramenta de distribuição da Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM). A plataforma passou a operar a arrecadação da CFEM em 7 de julho de 2026 e respondeu por 99,62% do total arrecadado.
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Somente em relação aos repasses previstos via PGRM, Minas Gerais e Pará contam com os maiores valores entre os estados, com cerca de R$ 39 milhões e R$ 36 milhões, respectivamente.
A aplicação dos valores recebidos da CFEM deve respeitar as normas legais. Os entes beneficiados não podem usar os recursos para pagar dívidas, exceto aquelas com a União ou seus órgãos. Também é proibido custear despesas fixas com pessoal.
Há uma exceção para os gastos com educação. Os recursos podem ser destinados a essa área, inclusive ao pagamento de salários de professores da rede pública, especialmente na educação básica em tempo integral.
A legislação prevê ainda que, preferencialmente, pelo menos 20% dos valores sejam destinados a iniciativas de diversificação da economia, exploração mineral sustentável e pesquisa científica e tecnológica.
Os estados e os municípios que recebem a CFEM devem divulgar anualmente como utilizaram os recursos, conforme as regras da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011).
Para consultar os dados, os interessados podem acessar, no site da ANM, a seção “Compensação Financeira pela Exploração Mineral – CFEM”. No site do Banco do Brasil, é possível verificar a data em que os valores foram creditados na conta bancária de cada ente federativo.
Os valores destinados aos estados e municípios podem ser consultados em relatórios da ANM, que contemplam tanto o sistema anterior, chamado de sistema legado, quanto a nova Plataforma de Gestão de Recursos Minerais (PGRM).
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Baixar áudioA previsão para este domingo (18) indica variação nas condições meteorológicas entre o litoral e o interior da Região Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, o dia terá muitas nuvens com chuva isolada na faixa leste e no litoral. No interior do estado, o tempo permanece com muitas nuvens. Em Porto Alegre, a temperatura mínima prevista é de 12°C e a máxima alcança 16°C.
Em Santa Catarina, a condição de muitas nuvens com chuva isolada se concentra na faixa leste e litoral catarinense. O centro e o oeste do estado apresentam muitas nuvens, enquanto o norte catarinense registra possibilidade de geada. Em Florianópolis, os termômetros variam entre 13°C e 20°C.
No Paraná, há presença de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas na faixa leste. A porção centro-sul do estado registra condição para geada, e as demais áreas do interior têm tempo aberto com poucas nuvens.
Em Curitiba, a mínima chega a 7°C e a máxima atinge 18°C.
No interior da Região Sul, o setor consolida-se como o mais frio do país neste domingo. As áreas serranas e de maior altitude registram madrugadas geladas com mínimas de 13°C a 15°C, e mesmo com a presença do sol, as temperaturas máximas estacionam e não passam dos 20°C a 22°C.
Depósito de gelo cristalino — em formas como agulhas, prismas ou escamas — formado pela sublimação do vapor d’água do ar adjacente sobre superfícies expostas, como solo, plantas e objetos.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão para este domingo (18) indica tempo instável e presença de muitas nuvens na Região Sudeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, o dia terá muitas nuvens com chuva isolada. Na capital paulista, a temperatura mínima registrada é de 14°C e a máxima chega a 19°C.
No Rio de Janeiro, o tempo permanece com muitas nuvens com chuva isolada. A capital fluminense apresenta mínima de 20°C e máxima de 25°C.
Em Minas Gerais, o estado registra pancadas de chuva isoladas no centro, noroeste, norte, Jequitinhonha, Vale do Mucuri, Vale do Rio Doce e região metropolitana de Belo Horizonte. Em Belo Horizonte, os termômetros variam entre 17°C e 27°C.
No Espírito Santo, a previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas na região central, no litoral norte e no noroeste do estado. Em Vitória, a mínima é de 22°C e a máxima alcança 26°C.
No interior da Região Sudeste, a atmosfera fica mais equilibrada e com menor intensidade de calor se comparada ao Norte. As temperaturas mínimas despencam para confortáveis 17°C a 19°C nas primeiras horas do dia, e as máximas ficam contidas na faixa dos 26°C a 28°C em razão da maior cobertura de nuvens.
Também está em vigor um aviso de tempestade, classificado como perigo potencial, válido ao longo deste domingo (18), das 00h às 23h59. A área de abrangência inclui:
A previsão indica chuva entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo. Há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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