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Baixar áudioO ano de 2026 começou com importantes novidades na área tributária, envolvendo tanto a implementação da Reforma Tributária quanto alterações na tabela do Imposto de Renda. Entre os principais pontos está a isenção integral do imposto para contribuintes que recebem até R$ 5 mil por mês.
No que diz respeito à reforma do sistema tributário brasileiro, entrou em vigor, já em janeiro, uma fase de testes para adaptação dos contribuintes às novas regras. Nessa etapa inicial, foi instituída uma alíquota simbólica total de 1% sobre a circulação de bens e serviços, distribuída da seguinte forma:
De acordo com o que prevê a legislação, essa mudança não representa aumento da carga tributária. Os valores recolhidos a título de CBS e IBS poderão ser compensados integralmente com os montantes pagos mensalmente pelas empresas referentes ao PIS e à Cofins.
Na prática, ocorre o pagamento de um novo tributo, mas esse valor é abatido das guias dos impostos antigos, mantendo o desembolso total inalterado. O objetivo dessa fase é testar o funcionamento do recolhimento simultâneo entre União, estados e municípios. Ainda em 2026, também será necessário adaptar os softwares de gestão e os sistemas de emissão de documentos fiscais.
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A partir de julho de 2026, pessoas físicas consideradas contribuintes habituais do IBS e da CBS deverão se inscrever no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). É importante ressaltar que essa medida não transforma a pessoa física em empresa, tendo como finalidade apenas facilitar a apuração e o controle fiscal.
O advogado especialista em direito tributário, Matheus Almeida, explica que as regras definitivas da reforma tributária ainda não estão sendo aplicadas efetivamente. Segundo ele, o que está sendo implementado nessa fase de transição são as regulamentações complementares, os ajustes nos sistemas das empresas, entre outros pontos específicos.
Na avaliação de Almeida, apesar de nesse primeiro momento não haver indícios de aumento da carga tributária para o contribuinte, é importante ficar atento às próximas fases, quando são serão debatidas novas regulamentações, por exemplo.
“Então, não é uma mudança brusca e imediata para o contribuinte. O discurso oficial do governo é de neutralidade, de não ter um aumento efetivo da carga tributária. Mas, essa preocupação existe sim em todos os contribuintes, porque ainda tem algumas coisas no escuro, que vão depender de regulamentação, de consolidação das receitas dos estados, dos municípios”, afirma.
“É importante que os contribuintes, que os empresários, nesse momento de transição, acompanhem de perto, revisem contrato, estrutura societária, regime tributário, porque esse novo modelo muda a lógica do crédito, do débito, dos impostos, da compensação desses tributos. É necessário fazer um planejamento tributário, especialmente para saber sobre a tomada de crédito, para que a empresa tenha não só uma vantagem competitiva, mas, acima de tudo, para que ela sobreviva a essa transição”, recomenda Almeida.
Para os produtores rurais, está prevista isenção total para faturamento anual de até R$ 3,6 milhões. Aqueles que ultrapassarem esse limite passarão a contribuir de forma gradual com o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), cuja alíquota estimada pode chegar a 28%, frente aos cerca de 5% praticados atualmente.
cobrança de teste da alíquota de 1% (0,9% CBS e 0,1% IBS). PIS e Cofins permanecem em vigor, com possibilidade de compensação dos valores recolhidos no teste.
extinção definitiva do PIS e da Cofins. A CBS passa a vigorar com alíquota cheia, estimada em cerca de 8,8%. O IPI é zerado para a maioria dos produtos, com exceção dos fabricados na Zona Franca de Manaus.
transição gradual para estados e municípios, com redução progressiva do ICMS e do ISS e aumento proporcional do IBS:
entrada em vigor do sistema definitivo, com extinção total do ICMS e do ISS e aplicação integral da alíquota plena do novo modelo tributário.
Além das alterações relacionadas à Reforma Tributária, também entraram em vigor, em 1º de janeiro de 2026, mudanças na tabela do Imposto de Renda. As novas regras isentam integralmente quem recebe até R$ 5 mil mensais e preveem redução gradual do imposto para rendas de até R$ 7.350.
Para compensar a perda de arrecadação, o governo aumentará a tributação sobre o que considera altas rendas, a partir de R$ 600 mil anuais. A alíquota será progressiva, partindo de 0% e chegando a 10% para rendimentos superiores a R$ 1,2 milhão por ano, incluindo dividendos.
Apesar do alívio para a população que recebe até R$ 5 mil, o advogado tributarista Marco Antônio Ruzene avalia que a medida gera preocupação quanto aos impactos na arrecadação pública e ao risco de desequilíbrio fiscal no curto prazo.
“O projeto implica uma renúncia fiscal e representa uma perda relevante de arrecadação. Diante do escalonamento proposto para a cobrança desses tributos, com início apenas em 2026 para os dividendos, parte da receita compensatória será adiada, o que pode gerar um desequilíbrio temporário. A compensação precisa ser suficiente no médio prazo, mas, no curto prazo, pode haver impacto na arrecadação”, afirma.
A partir de 2027, a proposta é conceder isenção do Imposto de Renda Pessoa Física anual, com base no ano-calendário de 2026, para contribuintes com rendimentos tributáveis de até R$ 60 mil. Aqueles com rendimentos entre R$ 60.000,01 e R$ 88.200 contarão com redução parcial do imposto, de forma decrescente conforme o aumento da renda. Confira as tabelas:
Ano-base: 2026
| Rendimentos tributáveis mensais | Redução do imposto |
|---|---|
| Até R$ 5 mil | Até R$ 312,89, zerando o imposto |
| De R$ 5.000,01 a R$ 7.350 | R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal), até zerar para quem ganha R$ 7.350 |
| A partir de R$ 7.350,01 | Sem redução |
Fonte: Receita Federal
Ano: 2026
Para rendas acima de R$ 7.350
| Base de cálculo mensal | Alíquota | Dedução |
|---|---|---|
| Até R$ 2.428,80 | Isento | - |
| De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65 | 7,5% | R$ 182,16 |
| De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 | 15% | R$ 394,16 |
| De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68 | 22,5% | R$ 675,49 |
| Acima de R$ 4.664,68 | 27,5% | R$ 908,73 |
Fonte: Receita Federal
Declaração: 2027
Ano-calendário: 2026
| Rendimentos tributáveis anuais | Redução do imposto |
|---|---|
| Até R$ 60 mil | Até R$ 2.694,15, zerando o imposto |
| De R$ 60.000,01 a R$ 88.200 | R$ 8.429,73 – (0,095575 × renda anual), até zerar para quem ganha R$ 88.200 |
| A partir de R$ 88.200,01 | Sem redução |
Fonte: Receita Federal
Ano: 2026
| Base de cálculo anual | Alíquota | Dedução |
|---|---|---|
| Até R$ 28.467,20 | Isento | - |
| De R$ 28.467,21 a R$ 33.919,80 | 7,5% | R$ 2.135,04 |
| De R$ 33.919,81 a R$ 45.012,60 | 15% | R$ 4.679,03 |
| De R$ 45.012,61 a R$ 55.976,16 | 22,5% | R$ 8.054,97 |
| Acima de R$ 55.976,16 | 27,5% | R$ 10.853,78 |
Fonte: Receita Federal
As novas regras já valem para os salários pagos desde janeiro, com impacto percebido a partir dos pagamentos realizados em fevereiro. As mudanças serão refletidas na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos obtidos ao longo de 2026.
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Neste domingo (25), a Região Sul do país terá predomínio de tempo estável, mas com chuva isolada em áreas do litoral e do oeste paranaense.
No Rio Grande do Sul, o dia será de tempo claro e estável, com predomínio de sol e poucas nuvens em praticamente todo o estado.
Em Santa Catarina, a expectativa é de muitas nuvens na região litorânea, enquanto o interior do estado segue com variação de nebulosidade e tempo mais firme.
Já no Paraná, pode haver chuva isolada na região litorânea, atingindo municípios como Paranaguá e Guaratuba. Também há previsão de chuva em áreas do oeste paranaense, com destaque para Santa Terezinha de Itaipu e Foz do Iguaçu.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 16°C, em Curitiba. Já a máxima deve atingir até 34°C, em Porto Alegre. A umidade relativa do ar varia entre 45% e 100%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Neste domingo (25), a instabilidade atua sobre a Região Centro-Oeste, com previsão de chuva em todos os estados e no Distrito Federal, ainda que de forma irregular em algumas áreas.
Em Mato Grosso, a chuva ocorre com intensidade por praticamente todo o estado, com atenção especial para municípios do norte e noroeste mato-grossense, como Nova Bandeirantes, Alta Floresta e Juara, onde as pancadas podem ser mais persistentes.
Em Mato Grosso do Sul, pode haver chuva isolada em áreas do norte e oeste sul-mato-grossense, atingindo municípios como Pedro Gomes, Corumbá e Rio Verde de Mato Grosso. Nas demais áreas do estado, o tempo varia entre poucas nuvens e períodos de sol.
Em Goiás e no Distrito Federal, a expectativa é de muitas nuvens com chuva isolada ao longo do dia, mantendo o tempo instável tanto em áreas do interior goiano quanto na capital federal.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 18°C, em Brasília. Já a máxima deve chegar a 34°C, em Cuiabá. A umidade relativa do ar varia entre 30% e 95%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Neste domingo (25), a instabilidade ganha força na Região Sudeste, com previsão de chuva em todos os estados e risco de queda de granizo em áreas pontuais.
Em São Paulo, as precipitações mais intensas se concentram em municípios do nordeste paulista, como Sertãozinho e Jardinópolis. Já no Vale do Paraíba, os municípios de Cruzeiro e Areias podem registrar queda de granizo ao longo do dia.
Em Minas Gerais, a chuva ocorre com intensidade em diferentes regiões do estado. No centro-oeste mineiro, há previsão de chuva forte em Medeiros, enquanto na região da Serra da Canastra, São Roque de Minas também registra instabilidade. No sul de Minas, os municípios de Pouso Alto e Virgínia podem ter queda de granizo.
No Rio de Janeiro, a expectativa é de chuva ao longo de todo o estado durante o domingo. Na região Sul Fluminense, Resende e Quatis podem registrar queda de granizo, devido à atuação de áreas de instabilidade mais intensas.
No Espírito Santo, o dia será de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas em todas as regiões do estado, mantendo o tempo instável ao longo do dia.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 16°C, em Belo Horizonte. Já a máxima pode chegar até 28°C, em Vitória. A umidade relativa do ar varia entre 60% e 100%.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioNeste domingo (25), a Região Norte do país segue sob forte instabilidade, com previsão de chuvas intensas acompanhadas de trovoadas em todos os estados.
No Acre, em Rondônia e no Amazonas, a expectativa é de fortes precipitações com trovoadas ao longo de todo o dia, atingindo tanto áreas do interior quanto regiões próximas aos rios e centros urbanos.
Em Roraima, a chuva ocorre com mais intensidade em municípios da região centro-sul do estado, com destaque para Caracaraí, Cantá e São Luiz, onde as pancadas podem ser mais persistentes.
No Amapá, há previsão de pancadas de chuva com trovoadas isoladas em municípios do centro do estado, como Pedra Branca do Amapari e Porto Grande.
No Pará, chove em áreas do Marajó e do centro-norte paraense, atingindo Melgaço e Curralinho. Já no sudoeste e oeste do estado, municípios como Novo Progresso e Altamira também devem registrar pancadas fortes acompanhadas de trovoadas.
No Tocantins, a instabilidade se intensifica principalmente na região central do estado, com previsão de chuva mais forte em Couto Magalhães e Goianorte.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 23°C, em Rio Branco e Belém. Já a máxima pode chegar a 35°C, em Boa Vista. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 98%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioNeste domingo (25), a Região Nordeste segue com instabilidade em diversos estados, com previsão de chuva ao longo do dia, principalmente nas áreas litorâneas e em pontos do interior.
No Maranhão, a expectativa é de chuva durante todo o dia, com maior intensidade em municípios do litoral e norte maranhense, como Bacuri, Paulino Neves e Santo Amaro do Maranhão.
No Piauí, pode haver chuva isolada em áreas do sul do estado, atingindo Ribeiro Gonçalves e Santa Filomena.
No Ceará, o dia será de muitas nuvens com possibilidade de chuva em municípios do centro-norte cearense, como Morada Nova e Sobral.
No Rio Grande do Norte, na Paraíba e em Pernambuco, a expectativa é de chuva nas áreas litorâneas dos estados, enquanto o interior segue com variação de nebulosidade.
Em Alagoas, pode chover em municípios do agreste alagoano, como Palmeira dos Índios e Viçosa.
Já em Sergipe, a previsão é de chuva no interior do estado, principalmente nas áreas do centro-sul sergipano.
Na Bahia, as precipitações se concentram no oeste baiano, com destaque para Jaborandi e Riachão das Neves.
Entre as capitais, a temperatura mínima prevista é de 24°C em Maceió. Já a máxima pode chegar a 35°C, em Teresina. A umidade relativa do ar varia entre 40% e 95%.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoFiocruz recomenda vacinação nessas regiões, enquanto o cenário nacional é de estabilidade
Baixar áudioOs estados do Acre e do Amazonas seguem com aumento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado principalmente pela circulação do vírus influenza A. O crescimento da doença tem refletido em maior número de hospitalizações em todas as faixas etárias, desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos. As informações constam na edição mais recente do Boletim InfoGripe, divulgada nesta sexta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e do InfoGripe, Tatiana Portella, orienta que a população do Amazonas e do Acre redobre os cuidados, adotando medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas.
“É fundamental que as pessoas do grupo prioritário — a exemplo das crianças, idosos, indígenas e pessoas que apresentam comorbidade — tomem a vacina o quanto antes, que já começou na Região Norte”, recomenda Portella.
Em contrapartida, em nível nacional, o boletim aponta tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias, resultado da baixa circulação da maioria dos vírus respiratórios.
De forma geral, a incidência da SRAG é mais elevada entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade se concentra principalmente na população idosa. Considerando os casos causados por Sars-CoV-2 (Covid-19) e influenza A, a maior incidência ocorre entre crianças e idosos, sendo os mais velhos os mais impactados em termos de óbitos.
Entre os estados, Ceará, Pernambuco e Sergipe já apresentam sinais de interrupção do crescimento ou início de queda nas hospitalizações por influenza A. Na Paraíba, observa-se um leve aumento das internações por vírus sincicial respiratório (VSR), ainda sem repercussão no número de casos de SRAG em crianças pequenas.
Nas capitais, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) registram níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a distribuição dos vírus entre os casos positivos de SRAG foi a seguinte:
Entre os óbitos, a presença dos mesmos agentes foi:
O levantamento do InfoGripe tem como base os dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 17 de janeiro, e é referente à Semana Epidemiológica (SE) 2. Confira outros detalhes no link.
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Baixar áudioEm meio à repercussão da investigação que apura a suspeita de que ex-técnicos de enfermagem de um hospital particular no Distrito Federal tenham provocado a morte de ao menos três pacientes, entidades representativas do setor hospitalar se pronunciaram sobre os protocolos de controle e segurança adotados nas unidades de saúde.
Em nota enviada ao Brasil 61, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) considerou que episódios como os ocorridos no Hospital Anchieta de Taguatinga – onde as mortes foram registradas - configuram “condutas individuais gravíssimas, incompatíveis com os princípios éticos, legais e técnicos que regem a assistência em saúde no país”.
Para a entidade, o caso não reflete a prática cotidiana nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) do país, nem o trabalho desenvolvido pela enfermagem e pelas equipes multiprofissionais.
“As UTIs são ambientes altamente regulados por protocolos assistenciais rigorosos, possuem monitorização contínua e contam com atuação integrada de equipes multiprofissionais, contribuindo para a recuperação da saúde e a preservação da vida de milhares de pacientes diariamente”, complementou a AMIB.
A Polícia Civil segue com os procedimentos de investigação do caso. Paralelamente, o Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) deu início a um Procedimento Preliminar de averiguação, etapa inicial da apuração de possível infração ética cometida pelos profissionais envolvidos.
O procurador-geral do Coren-DF, Jonathan Rodrigues, afirmou que, a princípio, o objetivo é realizar uma investigação preliminar para identificar indícios que sustentem a abertura de um processo ético-disciplinar.
“O primeiro passo é realizar uma investigação prévia para que possamos apurar indícios mínimos e dar seguimento ao processo ético em desfavor desses profissionais. Caso seja comprovada a infração, pode haver a aplicação de suspensão cautelar, afastando-os do exercício profissional. A partir disso, o processo ético tramita sempre respeitando o princípio da ampla defesa e do contraditório”, explicou.
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Na sexta-feira (23), a assessoria de imprensa do Conselho informou que a entidade esteve no Hospital Anchieta e, posteriormente, reuniu-se com o delegado responsável pela investigação. Em ambas as ocasiões, foi esclarecido que o caso tramita sob segredo de justiça e que o Coren-DF não teve acesso ao processo.
Em nota ao Portal, a Federação Brasileira de Hospitais (FBH) informou que a segurança do paciente em ambiente hospitalar depende de um “sistema robusto de barreiras de defesa”. A instituição explicou que as unidades de saúde devem seguir as Metas Internacionais de Segurança do Paciente (MISP), da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de atender às normativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), especialmente a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 36/2013.
Entre os principais mecanismos de segurança estão:
Segundo a FBH, no Brasil há uma padronização nacional dos protocolos de segurança do paciente, regida pelo Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).
Conforme previsto na RDC nº 36/2013, toda instituição de saúde deve dispor de um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), responsável por elaborar e implementar planos de segurança para os usuários.
“Os protocolos são revisados imediatamente sempre que há atualização de evidências científicas, alterações nas normas da Anvisa ou após a análise de eventos adversos, seguindo o ciclo PDCA (Plan-Do-Check-Act) para a melhoria contínua”, destacou a Federação.
Do ponto de vista jurídico e técnico, os hospitais brasileiros seguem as Normas Regulamentadoras (NRs) nº 1 e nº 7 do Ministério do Trabalho, que incluem a gestão de riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
As instituições devem promover exames médicos periódicos que contemplem a saúde mental dos colaboradores, além de disponibilizar canais de suporte psicológico e apoio em casos de estresse pós-traumático ou síndrome de Burnout. Também é obrigação das unidades oferecer ferramentas técnicas para identificar sobrecarga de trabalho e prevenir o comprometimento da capacidade técnica e emocional dos profissionais envolvidos diretamente na assistência aos pacientes.
“Eventos isolados, como os investigados em um hospital do Distrito Federal, embora lamentáveis, devem servir como um chamado à intensificação do rigor técnico e ético”, avaliou a FBH.
A reportagem do Brasil 61 tentou contato com a administração do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), mas até a publicação desta matéria não obteve retorno. Em nota enviada à Agência Brasil, o hospital informou que demitiu os três técnicos de enfermagem e acionou a Polícia Civil após um comitê interno identificar circunstâncias atípicas nas mortes de pacientes internados na UTI.
As três mortes ocorreram no Hospital Anchieta, em Taguatinga, nos dias 19 de novembro e 1º de dezembro de 2025. No entanto, o caso só foi divulgado em 19 de janeiro de 2026.
Um homem e uma mulher suspeitos de envolvimento nos crimes foram detidos no dia 11 deste mês. Outra mulher foi presa na quinta-feira (15). Até o momento, as autoridades não divulgaram os nomes dos investigados.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Wisllei Salomão informou que as vítimas são uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. “Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, declarou.
O delegado também afirmou que as investigações indicam que os técnicos aplicaram de forma indevida um medicamento de uso comum em Unidades de Terapia Intensiva. Quando administrado diretamente na veia, o fármaco pode provocar parada cardíaca e levar à morte.
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Baixar áudioO Ibovespa fechou o pregão em alta de 1,86%, batendo o recorde nominal pela quarta vez consecutiva, com 178.858 pontos, e voltou a renovar a máxima histórica intradia, aos 180.532 pontos. O desempenho do índice seguiu apoiado pelos “pesos-pesados” e pela entrada de capital estrangeiro decorrente do aumento do apetite por risco de investidores com o alívio das tensões geopolíticas.
Assim como nas últimas sessões, a rotação global de capital motivada pelas tensões geopolíticas durante a semana voltou a beneficiar o principal índice da bolsa durante a sessão. O Brasil, assim como outros países emergentes, tem sido um dos principais destinos do capital internacional que deixou mercados como o dos EUA nos últimos dias, muito motivado pelo ambiente de diferencial de juros construído pela manutenção da Selic em patamares elevados. Segundo a B3, o volume de capital estrangeiro aportado na bolsa entre os dias 1º e 21 de janeiro foi de R$12,3 bilhões, quase metade do valor total aportado em 2025.
Os “pesos pesados” também voltaram a apoiar o desempenho do índice, com a forte valorização das commodities durante a sessão. As ações da Vale atingiram nova máxima histórica e foram alguns dos mais negociados no mercado brasileiro. A Petrobras chegou a ter valorização de mais de 5% em seus papéis e as ações mais negociadas durante a sessão, com a alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Os bancos acompanharam o apetite a risco do mercado.
Segundo levantamento da consultoria Elos Ayta, o Ibovespa é o 4º índice com maior valorização no mundo em 2026. Com 12,89% de valorização, em dólares, no mês de janeiro, o principal índice da bolsa ficou atrás, apenas, dos índices do Chile (+13,9%), da Colômbia (+18,9%) e do Perú (+20,6%).
Confira as ações com melhor e pior desempenho no último fechamento:
Ações em alta no Ibovespa
PDG Realty SA Empreendimentos e Participacoes (PDGR3): +30,07%
Centrais Eletricas de Santa Catarina S.A. (CLSC3): +18,59%
Ações em queda no Ibovespa
Recrusul SA Pfd (RCSL4): -20,00%
Mangels Industrial SA Pfd Shs (MGEL4): -12,14%
O volume total negociado na B3 foi de R$35.969.423.617, em meio a 4.693.794 negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoCâmbio acumulou recuo de 1,60% durante a semana
Baixar áudioO dólar comercial encerrou o último pregão em leve alta de 0,05% frente ao real, cotado a R$5,28, após atingir o menor nível desde novembro na última sessão. O câmbio destoou da tendência externa, com o indicador DXY — que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais como euro e libra — apresentando queda de 0,78%. O desempenho da moeda estadunidense foi limitado pela valorização das commodities e pelos rumores de uma intervenção cambial no Japão.
O alívio das tensões geopolíticas relacionadas aos Estados Unidos e à Groenlândia mantiveram o dólar pressionado frente às divisas globais. O presidente Donald Trump deu declarações, na última quinta-feira (22), de que os EUA terão passe livre sobre a Groenlândia devido ao acordo com a OTAN.
A moeda também reagiu a especulações de que o Banco do Japão possa vir a intervir no mercado cambial. A ministra das finanças do país afirmou, nesta sexta (23), que está observando atentamente o mercado de câmbio, mas se recusou a comentar as especulações.
Em relação ao real, o dólar se manteve levemente acima da estabilidade em um dia de ajustes domésticos como os desdobramentos do Caso Master. Além disso, a alta do câmbio foi limitada pela valorização das commodities como o petróleo e o forte fluxo de capital estrangeiro que segue se direcionando para o Brasil durante a semana, com a rotação global diante das incertezas geopolíticas inflamadas pelos EUA.
O euro, por sua vez, encerrou a sessão em alta de 0,56%, cotado a R$6,24.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1891 | 0,1600 | 0,1387 | 29,4647 | 0,1479 | 0,2591 | 0,2745 |
| USD | 5,2870 | 1 | 0,8461 | 0,7336 | 155,78 | 0,7823 | 1,3701 | 1,4510 |
| EUR | 6,2461 | 1,1819 | 1 | 0,8672 | 184,13 | 0,9245 | 1,6193 | 1,7149 |
| GBP | 7,2078 | 1,3630 | 1,1532 | 1 | 212,35 | 1,0662 | 1,8675 | 1,9776 |
| JPY | 0,0339 | 0,0064 | 0,0054 | 0,0047 | 1 | 0,5022 | 0,0088 | 0,0093 |
| CHF | 6,7583 | 1,2784 | 1,0816 | 0,9379 | 199,15 | 1 | 1,7514 | 1,8548 |
| CAD | 3,8588 | 0,7299 | 0,6175 | 0,5355 | 113,71 | 0,5709 | 1 | 1,0590 |
| AUD | 3,6441 | 0,6892 | 0,5831 | 0,5057 | 107,37 | 0,5391 | 0,9443 | 1 |
Os dados são da Investing.com
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