VoltarCustos logísticos sobem e comprometem competitividade de 70% dos industriais, revela CNI
Baixar áudioCerca de 75% dos empresários da indústria brasileira apontam o transporte como o principal gargalo da infraestrutura nacional. É o que revela o levantamento Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A pesquisa inédita ouviu representantes de médias e grandes empresas das cinco regiões do país e identificou deficiências que impactam a competitividade do setor produtivo.
No entanto, a avaliação dos industriais sobre a infraestrutura brasileira varia de acordo com o segmento. Os aeroportos lideram o ranking de percepção positiva, com 64% de aprovação, seguidos por:
O especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, destaca que os segmentos mais bem avaliados passaram por transformações importantes nos últimos anos. O setor de telecomunicações foi privatizado no final da década de 1990, enquanto o segmento aeroportuário vivencia um ciclo intenso de concessões desde 2010.
Já entre os setores historicamente mal avaliados, mas que apresentam avanços, estão rodovias e saneamento básico.
“O setor de rodovias passou recentemente por um processo intenso de aperfeiçoamento de modelagem, repactuação dos contratos antigos e novos investimentos privados na malha. Assim como o setor de saneamento, que também teve um marco regulatório importante aprovado em 2020, com métricas objetivas de universalização desse serviço”, destaca Cunha.
Por outro lado, ferrovias e hidrovias permanecem entre os segmentos com avaliação mais desfavorável. Segundo o especialista, embora as concessionárias privadas sejam responsáveis por 99% da malha ferroviária, grande parte encontra-se abandonada ou subutilizada. As hidrovias, por sua vez, ainda necessitam de intervenções em sinalização, dragagem e batimetria.
Entre os gargalos identificados pelos empresários, a baixa qualidade e a falta de conservação das rodovias lideram as prioridades de investimento em transporte, mencionadas por 55% dos entrevistados. Em seguida, aparecem:
Na área de energia, os principais problemas são:
No saneamento, as limitações da infraestrutura regional para tratamento e destinação de efluentes são o principal gargalo, apontado por 24% dos empresários. Na sequência aparecem:
Já em telecomunicações, a baixa qualidade e a instabilidade do sinal de internet lideram as demandas, com 31% das respostas. Em seguida estão:
O levantamento mostra que 91% dos industriais relatam aumento dos custos logísticos nos últimos dez anos. Para 70% dos empresários, a alta foi expressiva e provocou perda de competitividade.
Energia elétrica e transporte estão entre os componentes que mais pressionam os custos das empresas. A conta de luz é considerada alta ou muito alta por 81% dos executivos, enquanto 75% avaliam da mesma forma as despesas logísticas.
Para Ramon Cunha, o encarecimento desses dois componentes tem efeitos que vão além dos custos diretos das empresas, uma vez que energia e transporte são insumos essenciais para a atividade industrial e afetam toda a cadeia produtiva.
“Quando temos um preço maior tanto para energia quanto para transporte, esse efeito deve atingir toda a economia, afetando custos de produção, especialmente custos com os insumos e a distribuição dos bens ao consumidor final”, ressalta.
Para a CNI, o elevado custo do transporte está relacionado a uma combinação de fatores, como deficiências na infraestrutura, forte dependência do modal rodoviário e despesas associadas ao ambiente regulatório.
No caso da energia elétrica, o peso dos encargos, subsídios e tributos sobre a tarifa é apontado como um dos principais fatores responsáveis pelo alto custo. Esses componentes representam cerca de 44% da conta de luz, sendo 18% referentes a encargos e 26% a impostos. A participação dos encargos e subsídios no custo final da tarifa aumentou de 2,9%, em 2017, para 18%, em 2025.
Apesar dos custos elevados e das deficiências identificadas, 99% dos empresários industriais consideram a infraestrutura vital para a competitividade dos negócios e reconhecem que a modernização da rede é indispensável.
Além disso, 98% defendem o estímulo a investimentos públicos e privados, enquanto 63% apontam o setor de transportes como prioridade estratégica.
Em um cenário de restrição fiscal, o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressalta a importância do capital privado para a modernização da infraestrutura brasileira. Contudo, ele destaca que os resultados dependem também de condições regulatórias e institucionais que favoreçam a expansão e a melhoria dos serviços.
“Telecomunicações e aeroportos mostram como a combinação entre investimento privado e ambientes regulatórios mais maduros, com regras mais estáveis e modelos consolidados, pode contribuir para expandir a infraestrutura e melhorar a qualidade dos serviços prestados”, afirma.
A pesquisa evidencia a forte dependência da indústria brasileira do transporte rodoviário. O modal é utilizado por praticamente todas as empresas entrevistadas: 98% afirmam recorrer às rodovias para o escoamento da produção.
Além da ampla utilização, o transporte rodoviário é empregado em trajetos de longa distância. Entre as empresas que utilizam o modal, 23% transportam seus produtos por mais de 1.600 quilômetros. Outras 9% percorrem distâncias entre 1.200 e 1.600 quilômetros; 17%, entre 800 e 1.200 quilômetros; 26%, entre 400 e 800 quilômetros; e 24%, até 400 quilômetros.
Para a CNI, o uso do transporte rodoviário em percursos extensos é um dos principais problemas da logística brasileira e contribui para explicar a percepção dos empresários sobre os elevados custos de transporte no país.
A entidade recomenda que os caminhões sejam utilizados prioritariamente em trajetos curtos e médios, com integração às ferrovias, hidrovias e à cabotagem nos deslocamentos de maior distância. A proposta é aproveitar a vocação de cada modal para reduzir custos logísticos, acidentes e emissões de gases de efeito estufa.
O levantamento também aponta disposição do setor produtivo para diversificar os meios de transporte. Entre os empresários que utilizam rodovias, 45% afirmam que estariam dispostos a transferir, total ou parcialmente, suas cargas para outros modais, desde que houvesse condições adequadas de infraestrutura.
Nesse grupo, as ferrovias são apontadas como principal alternativa, por 67% dos entrevistados. O transporte aéreo é mencionado por 21%, enquanto o aquaviário aparece com 12%.
A redução de custos é o principal fator que motivaria a mudança, citada por 82% dos executivos. Também pesam a diminuição de acidentes nas rodovias (43%), a redução das emissões de gases (33%) e a menor incidência de roubos de cargas (26%).
Além de apresentar um diagnóstico das condições da infraestrutura brasileira sob a perspectiva dos empresários industriais, o documento reúne propostas nacionais já apresentadas pela CNI aos pré-candidatos à Presidência da República e 500 demandas locais identificadas pelas federações das indústrias. As iniciativas buscam enfrentar os gargalos identificados e modernizar o setor.
Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, o levantamento evidencia a percepção crítica dos empresários sobre diferentes áreas da infraestrutura nacional e destaca os impactos dessas deficiências sobre a competitividade do país.
“O levantamento aponta problemas como rodovias em más condições, trechos ferroviários abandonados, limitações de acesso e capacidade nos portos, falhas no fornecimento de energia, dificuldades de conectividade à internet e restrições para o tratamento e a destinação de efluentes”, afirma Alban. “São gargalos que encarecem a produção, ampliam o Custo Brasil e comprometem a competitividade da indústria brasileira”, acrescenta.
Para o presidente do Conselho de Infraestrutura da CNI (Coinfra) e da Federação das Indústrias do Estado do Pará (FIEPA), Alex Carvalho, o mapeamento das intervenções prioritárias reforça a importância de considerar as particularidades regionais no planejamento dos investimentos.
“Ao reunir as prioridades identificadas pelas federações das indústrias, conseguimos mostrar onde estão os principais gargalos que afetam a produção e o escoamento de mercadorias. É fundamental que essas demandas sejam consideradas no planejamento e na execução dos investimentos, para que a infraestrutura avance de acordo com as necessidades reais do setor produtivo”, destaca.
A pesquisa da CNI foi realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que entrevistou executivos de 2.500 empresas industriais de médio e grande portes, nas 27 Unidades da Federação. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
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Baixar áudioUma publicação inédita para auxiliar o setor produtivo brasileiro a encontrar oportunidades no mercado global em um cenário repleto de turbulências geopolíticas. É isso o que promete o Radar Geopolítico da Indústria, lançado nesta quarta-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A publicação inédita funciona como um guia estratégico na tomada de decisão empresarial até 2027, conectando análises da CNI a levantamentos globais de referência, como o Global Risks Report 2026 do Fórum Econômico Mundial, dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), do McKinsey Global Institute e do Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília (CEG/UnB).
O objetivo é munir líderes empresariais com uma visão macro diante de um cenário dinâmico, auxiliando na priorização de ações, no monitoramento de riscos e na identificação de oportunidades estratégicas, com medidas esperadas tanto das empresas quanto de entidades representativas e governos. A análise já leva em conta o resultado da eleição presidencial brasileira.
De acordo com o presidente da CNI, Ricardo Alban, o mapeamento inédito feito pela indústria reforça a importância de que as variáveis geopolíticas estejam nas mesas de discussão do setor produtivo. "A geopolítica global vive um momento de profundas reconfigurações que passaram a orientar o ritmo do comércio internacional. O Radar Geopolítico da Indústria nasce para entregar aos empresários brasileiros inteligência antecipatória, permitindo transformar incertezas em estratégias concretas de negócios, diversificação de mercados e atração de investimentos para o Brasil", afirma o executivo.
O painel resume os principais riscos e oportunidades geoeconômicos para a indústria brasileira no horizonte 2026–2027. São 17 itens (veja lista abaixo), organizados por grau de urgência (verde, amarelo e vermelho) e de impacto sobre comércio, investimentos, cadeias produtivas e competitividade.
Os temas vão desde medidas nacionais, como a projeção da taxa básica de juros, passa por iniciativas comerciais e regulatórias, como as tarifas dos EUA e o Mecanismo de Ajustamento de Carbono na Fronteira (CBAM) da União Europeia para incorporar nos valores pagos pelas importações as emissões de carbono do produto, à concorrência chinesa, além de fatores estruturais ligados à logística, à tecnologia, à segurança econômica e à integração regional.
Frederico Lamego, assessor especial de Assuntos Internacionais da Presidência da CNI destaca que as análises ainda serão aprofundadas setorialmente, mas que já servem de guia em momentos de incerteza. “Não se trata apenas de entender que existe, por exemplo, uma crise no Irã que está aumentando o preço do petróleo, mas, sobretudo, para que as empresas e os empresários entendam que existe uma correlação entre diversas variáveis e que, se essas variáveis forem previamente entendidas, é possível antecipar riscos e isso vai possibilitar para as empresas navegar num cenário de menos incerteza”, afirma.
O lançamento do relatório fez parte do Fórum da Diplomacia Industrial, realizado nesta quarta (4) na sede da entidade, em Brasília. O encontro reuniu cerca de 180 participantes, entre embaixadores de mercados estratégicos, lideranças empresariais, autoridades do governo federal e representantes da academia, para impulsionar negócios, atração de investimentos e cooperação internacional em ciência e tecnologia.
Lamego conta que a seleção da agenda e dos convidados seguiu uma lógica de interesses estratégicos para a indústria brasileira. “Temas como minerais críticos, transição energética, defesa, começam a entrar na pauta e aqueles países que souberem aproveitar essa onda buscando projetos e parcerias de transferência de tecnologia e de cooperação vão ser aqueles que vão se projetar melhor nesse cenário de incerteza”, conclui.
A proposta do encontro é consolidar uma plataforma contínua de diálogo entre o setor privado e o corpo diplomático em Brasília, transformando essas relações em oportunidades concretas de negócios e parcerias tecnológicas.
Confira os principais riscos e oportunidades para a indústria brasileira no horizonte 2026–2027 mapeados pelo Radar Geopolítico da Indústria:
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Baixar áudioO apoio federal ao transporte escolar nos municípios tem previsão de R$ 700 milhões na Proposta de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. O valor representa uma queda nominal de 25,3% frente aos R$ 900 milhões da dotação atualizada de 2026, segundo estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM).
O transporte escolar registra a maior queda percentual entre os principais programas educacionais analisados no levantamento. O Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para a educação básica também apresenta recuo, de 19,1%, caindo de R$ 1,4 bilhão para R$ 1,1 bilhão.
Já o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) tem previsão de R$ 4,6 bilhões, ante R$ 4,7 bilhões em 2026 — uma redução de 2,6%.
Os três programas recuam mesmo com a expansão das transferências obrigatórias do Ministério da Educação no recorte analisado, que saltam de R$ 65,5 bilhões para R$ 81 bilhões.
Esse crescimento, no entanto, está concentrado na complementação da União ao Fundeb. A CNM lembra que alterações na classificação de recursos entre estados e municípios também podem interferir na comparação.
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O estudo não detalha os impactos por estudante, escola ou município, tampouco desconta a inflação. Por se tratar de uma comparação entre a dotação atualizada de 2026 e a proposta inicial de 2027, os números são indicativos e podem sofrer alterações durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional.
Gestores podem acompanhar as mudanças diretamente pelo portal do Orçamento.
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Baixar áudioO fenômeno El Niño atingiu a categoria de intensidade muito forte, com temperaturas recordes na superfície do Oceano Pacífico. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) mostram que a região Niño 3.4 registrou, em outubro de 2026, uma anomalia média de +2,47°C, o maior valor para o mês na série histórica do órgão. Na última semana de outubro, o desvio chegou a +2,5°C.
A classificação de intensidade muito forte também foi confirmada pelo índice utilizado pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA). No trimestre de agosto a outubro de 2026, o Índice Oceânico Niño Relativo (RONI) alcançou +2,0°C, patamar que marca o início dessa categoria.
O RONI mede o quanto a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial, está acima da média histórica. O cálculo também considera as temperaturas dos demais oceanos tropicais, descontando o efeito do aquecimento global. Dessa forma, o índice permite avaliar o aquecimento específico do Pacífico em relação ao restante da faixa tropical.
A NOAA utiliza uma média móvel de três meses consecutivos para classificar a intensidade do fenômeno. Assim, a cada atualização, a janela de análise avança um mês. Em previsão divulgada em outubro, o Centro de Previsão Climática da agência estimou em 96% a probabilidade de o El Niño permanecer na categoria muito forte entre novembro de 2026 e janeiro de 2027.
Os recordes também aparecem em outras áreas de monitoramento do Pacífico Equatorial. Na região Niño 3, a anomalia média mensal de outubro chegou a +3,56°C. Já na última semana do mês, o desvio semanal alcançou +3,7 °C, superando o recorde anterior para esse indicador, de +3,6°C, registrado em dezembro de 1982.
Na região Niño 1+2, próxima à costa do Peru e do Equador, a anomalia semanal chegou a +4,6°C na última semana de outubro, igualando o valor registrado em junho de 1983. O meteorologista Leydson Dantas ressalta, porém, que comparações entre indicadores semanais e mensais exigem cautela, já que consideram períodos de referência diferentes.
O atual episódio de El Niño começou a se configurar em junho de 2026, com elevação gradual das temperaturas do Pacífico nos meses seguintes. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) considera possível que o fenômeno esteja entre os mais intensos já registrados.
O aquecimento das águas do Pacífico altera a circulação atmosférica e interfere nos padrões de chuva e temperatura em diferentes partes do mundo. No Brasil, os efeitos variam conforme a região. Para o trimestre de novembro de 2026 a janeiro de 2027, a previsão do INMET indica maior probabilidade de chuvas acima da média na Região Sul e em áreas do Sudeste e Centro-Oeste.
Por outro lado, a tendência é de chuvas abaixo da média na maior parte da Região Norte e em áreas do Nordeste. As temperaturas também devem ficar acima da média em grande parte do território nacional.
Um alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) aponta que o fortalecimento do El Niño aumenta o risco de estiagens e secas prolongadas no semiárido nordestino e na Bacia Amazônica. Segundo a instituição, os impactos podem atingir o abastecimento de água e as atividades produtivas, com possibilidade de persistência até 2027.
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Copiar o textoCafé arábica, robusta, açúcar cristal e milho registram valorização no mercado
Baixar áudioO preço do café arábica abre esta sexta-feira (6) em alta de 0,19%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.603,86 na cidade de São Paulo.
O café robusta teve valorização de 0,41%, sendo comercializado a R$ 976,96.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 1.603,86 | 0,19% | 0,34% | 292,06 |
| 04/11/2026 | 1.600,77 | -0,64% | 0,15% | 293,50 |
| 03/11/2026 | 1.611,06 | 0,79% | 0,79% | 293,73 |
| 30/10/2026 | 1.598,37 | 0,48% | 1,36% | 293,12 |
| 29/10/2026 | 1.590,72 | -0,20% | 0,88% | 294,74 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 976,96 | 0,41% | 0,46% | 177,90 |
| 04/11/2026 | 972,99 | -0,24% | 0,06% | 178,40 |
| 03/11/2026 | 975,32 | 0,30% | 0,30% | 177,82 |
| 30/10/2026 | 972,44 | 0,72% | -1,32% | 178,33 |
| 29/10/2026 | 965,47 | 0,56% | -2,03% | 178,89 |
O preço do açúcar cristal apresenta alta de 1,04% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 128,99.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 128,99 | 1,04% | 0,50% | 23,49 |
| 04/11/2026 | 127,66 | 0,26% | -0,54% | 23,41 |
| 03/11/2026 | 127,33 | -0,79% | -0,79% | 23,21 |
| 30/10/2026 | 128,35 | -1,25% | 5,97% | 23,54 |
| 29/10/2026 | 129,97 | 0,96% | 7,31% | 24,08 |
Em Santos (SP), houve valorização de 1,90%, e a mercadoria é negociada a R$ 136,74 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 136,74 | 1,90% | -1,59% | 25,03 |
| 04/11/2026 | 134,19 | 0,26% | -3,43% | 24,50 |
| 03/11/2026 | 133,84 | -3,68% | -3,68% | 24,36 |
| 30/10/2026 | 138,95 | -0,03% | 10,61% | 25,63 |
| 29/10/2026 | 138,99 | 1,76% | 10,64% | 25,86 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 66,60 após alta de 0,20%.
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 66,60 | 0,20% | 1,46% | 12,13 |
| 04/11/2026 | 66,47 | 0,42% | 1,26% | 12,19 |
| 03/11/2026 | 66,19 | 0,84% | 0,84% | 12,07 |
| 30/10/2026 | 65,64 | 0,08% | -4,41% | 12,04 |
| 29/10/2026 | 65,59 | 1,33% | -4,49% | 12,15 |
Os dados são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
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Baixar áudioO preço do boi gordo apresenta alta de 0,13% nesta sexta-feira (6). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 391,35.
INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 391,35 | 0,13% | 0,37% | 71,26 |
| 04/11/2026 | 390,85 | 0,22% | 0,24% | 71,66 |
| 03/11/2026 | 390,00 | 0,03% | 0,03% | 71,10 |
| 30/10/2026 | 389,90 | 0,18% | 7,03% | 71,50 |
| 29/10/2026 | 389,20 | 0,04% | 6,84% | 72,11 |
No mercado de frango, as cotações nas regiões da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado registram o quilo do produto congelado a R$ 8,06 e o do resfriado a R$ 8,08.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 8,06 | -1,83% | -1,95% |
| 04/11/2026 | 8,21 | 0,00% | -0,12% |
| 03/11/2026 | 8,21 | -0,12% | -0,12% |
| 30/10/2026 | 8,22 | -0,24% | -0,96% |
| 29/10/2026 | 8,24 | 0,00% | -0,72% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Data | Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 8,08 | -1,82% | -1,94% |
| 04/11/2026 | 8,23 | 0,00% | -0,12% |
| 03/11/2026 | 8,23 | -0,12% | -0,12% |
| 30/10/2026 | 8,24 | -0,24% | -0,84% |
| 29/10/2026 | 8,26 | 0,00% | -0,60% |
A carcaça suína especial registra desvalorização nos preços praticados nos atacados da Grande São Paulo, com o quilo cotado a R$ 9,60.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço no Paraná, onde o animal é comercializado a R$ 5,47.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Data | Média | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 9,60 | -1,03% | -6,16% |
| 04/11/2026 | 9,70 | 0,62% | -5,18% |
| 03/11/2026 | 9,64 | -5,77% | -5,77% |
| 30/10/2026 | 10,23 | 0,00% | 20,35% |
| 29/10/2026 | 10,23 | 0,00% | 20,35% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Data | Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | MG - posto | 6,50 | -2,55% | -6,47% |
| 05/11/2026 | PR - a retirar | 5,47 | -1,62% | -5,69% |
| 05/11/2026 | RS - a retirar | 5,68 | -1,22% | -3,73% |
| 05/11/2026 | SC - a retirar | 5,66 | -1,91% | -5,35% |
| 05/11/2026 | SP - posto | 6,63 | -0,75% | -2,64% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores
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Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia a sexta-feira (6) em alta no interior do Paraná e na região litorânea de Paranaguá.
No interior paranaense, o grão apresenta valorização de 0,16%, com a saca negociada a R$ 152,45. Em Paranaguá, valorização de 0,23%, levando a cotação para R$ 158,53.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 152,45 | 0,16% | 0,15% | 27,76 |
| 04/11/2026 | 152,21 | -0,16% | -0,01% | 27,91 |
| 03/11/2026 | 152,45 | 0,15% | 0,15% | 27,79 |
| 30/10/2026 | 152,22 | -0,16% | -1,74% | 27,92 |
| 29/10/2026 | 152,47 | 0,38% | -1,58% | 28,25 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Data | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 158,53 | 0,23% | -0,22% | 28,87 |
| 04/11/2026 | 158,17 | -0,70% | -0,45% | 29,00 |
| 03/11/2026 | 159,28 | 0,25% | 0,25% | 29,04 |
| 30/10/2026 | 158,88 | 0,38% | -1,66% | 29,14 |
| 29/10/2026 | 158,28 | 0,55% | -2,03% | 29,33 |
O preço do trigo registra desvalorização no Rio Grande do Sul e no Paraná.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.560,21. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.476,60.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 1.476,60 | -0,52% | -0,38% | 268,89 |
| 04/11/2026 | 1.484,33 | 0,00% | 0,15% | 272,15 |
| 03/11/2026 | 1.484,33 | 0,15% | 0,15% | 270,62 |
| 30/10/2026 | 1.482,17 | -0,75% | 2,18% | 271,81 |
| 29/10/2026 | 1.493,38 | -0,49% | 2,95% | 276,71 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Data | Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* |
|---|---|---|---|---|
| 05/11/2026 | 1.560,21 | -0,43% | -0,61% | 284,11 |
| 04/11/2026 | 1.566,88 | 0,09% | -0,19% | 287,29 |
| 03/11/2026 | 1.565,43 | -0,28% | -0,28% | 285,41 |
| 30/10/2026 | 1.569,82 | -0,53% | 1,65% | 287,88 |
| 29/10/2026 | 1.578,12 | 0,43% | 2,19% | 292,41 |
Os dados são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
Copiar o textoVolume total negociado na B3 foi de R$ 35.091.034.860, em meio a 4.657.688 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, encerrou o pregão desta quinta-feira (5) em alta de 1,71%, aos 166.191,45 pontos. O mercado financeiro brasileiro acompanhou hoje os desdobramentos da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano. A decisão foi anunciada na noite de quarta-feira (4), por unanimidade, pelo Banco Central, interrompendo uma sequência de cinco cortes consecutivos.
Em comunicado, o Copom destacou o aumento das incertezas no cenário econômico, a elevação das expectativas de inflação e a desaceleração mais intensa da atividade econômica brasileira. O colegiado também apontou um ambiente externo mais adverso e reforçou a necessidade de cautela na condução da política monetária.
A decisão mantém os investidores atentos aos próximos passos do Banco Central, especialmente diante das expectativas de inflação para 2026 e 2027, que se afastaram ainda mais da meta de 3%. A trajetória dos preços, do câmbio e da atividade econômica também permanece no radar do mercado.
No cenário internacional, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. O indicador oferece sinais sobre as condições do mercado de trabalho norte-americano e pode influenciar as expectativas em relação às próximas decisões de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 35.091.034.860, em meio a 4.657.688 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
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Baixar áudioO dólar fechou o pregão desta quinta-feira (5) cotado a R$ 5,49, acumulando alta de 0,62% ante o real, apesar de ter apresentado oscilações ao longo do dia, enquanto investidores avaliavam os desdobramentos da política monetária brasileira e os resultados das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. De acordo com informações da Investing.com, às 10h50, a moeda americana recuava 0,39%, cotada a R$ 5,4297.
No cenário doméstico, o mercado repercutia a decisão do Banco Central de manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, interrompendo o ciclo de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual iniciado em março.
A decisão foi unânime entre os integrantes do Comitê de Política Monetária (Copom). Em comunicado, o Banco Central destacou o aumento das incertezas e os desafios para a condução da política monetária, além de reforçar que continuará acompanhando o cenário econômico para manter a restrição dos juros em nível adequado e assegurar a convergência da inflação à meta.
A instituição também deixou em aberto os próximos passos da política monetária. Na avaliação de analistas, a interrupção do ciclo de cortes é necessária para conter as pressões inflacionárias, mas não indica, neste momento, a necessidade de elevar ainda mais o grau de aperto monetário. A instituição projeta que a Selic permaneça em 13,75% ao ano até o fim de 2027.
No cenário internacional, a força dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos também influenciava o comportamento da moeda americana. Segundo analistas, a reação negativa inicial do dólar reflete principalmente a expressividade do mandato democrata, e não apenas a possibilidade de mudança no controle do Congresso.
Segundo o banco, maiorias democratas mais amplas podem restringir a agenda legislativa do governo americano e levar investidores a reconsiderar a percepção de excepcionalismo da economia dos Estados Unidos.
Apesar da pressão inicial sobre a moeda, analistas recomendam cautela antes de projetar uma desvalorização prolongada.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,27 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 6,16.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1818 | 0,1623 | 0,1354 | 28,6866 | 0,1484 | 0,2547 | 0,2627 |
| USD | 5,5023 | 1 | 0,8910 | 0,7433 | 157,83 | 0,8165 | 1,4011 | 1,4422 |
| EUR | 6,1610 | 1,1223 | 1 | 0,8342 | 177,13 | 0,9164 | 1,5723 | 1,6185 |
| GBP | 7,3879 | 1,3454 | 1,1988 | 1 | 212,34 | 1,0985 | 1,8848 | 1,9403 |
| JPY | 3,48606 | 0,633613 | 0,56456 | 0,470943 | 1 | 0,5174 | 0,88778 | 0,91383 |
| CHF | 6,7382 | 1,2247 | 1,0913 | 0,9103 | 193,31 | 1 | 1,7157 | 1,7665 |
| CAD | 3,9267 | 0,7137 | 0,6360 | 0,5306 | 112,66 | 0,5828 | 1 | 1,0295 |
| AUD | 3,8057 | 0,6934 | 0,6178 | 0,5154 | 109,44 | 0,5662 | 0,9715 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
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Baixar áudioA construção de convergências para superar a polarização política, o fortalecimento das instituições e a garantia do protagonismo feminino nas tomadas de decisão que impactam a economia do país nortearam os debates de lideranças do setor produtivo e do Congresso Nacional. Os posicionamentos foram apresentados em encontro promovido pelo Conselho da Mulher Empreendedora e da Cidadania (CMEC).
O evento foi realizado em Brasília, nesta quarta-feira (4). Diante dos temas debatidos, os participantes convergiram no apoio à pré-candidatura da senadora Tereza Cristina (PP-MS) à presidência do Senado Federal, apontando o nome da parlamentar como uma alternativa de centro, equilíbrio e representatividade para a Casa, que jamais foi comandada por uma mulher.
Ao agradecer as manifestações das entidades e parlamentares, Tereza Cristina reforçou o compromisso com a pacificação e a agenda institucional. "O Senado tem mais de 200 anos e nunca teve uma presidente mulher. Chegou a hora de construir essa história com equilíbrio, diálogo e convergência entre as diferentes correntes do país", destacou a senadora.
"A gente tem que entender e analisar todos os cenários. Então, eu acho que a gente tem que fazer uma reflexão para ver direito como é que nós vamos seguir daqui para a frente”, complementou Tereza Cristina.
A presidente do CMEC Nacional, Ana Cláudia Cotait, anunciou a mobilização da rede em todo o país. O conselho conta com mais de mil núcleos e reúne 100 mil mulheres empreendedoras.
"As mulheres têm diplomacia, técnica e competência para liderar", afirmou Ana Cláudia Cotait. "O CMEC vai apoiar essa construção. A presença da mulher nos espaços de poder é essencial para o Brasil."
"Fortalecendo o diálogo entre empreendedorismo, a sociedade civil e o Poder Legislativo. Queremos transformar nossas demandas em propostas concretas e garantir que as mulheres participem efetivamente das construções de políticas que impactam suas vidas e o desenvolvimento do país”, enfatizou a dirigente.
A urgência de ampliação da presença feminina nos centros de decisão do Estado também esteve no centro da pauta. A deputada federal Soraya Santos (PL-RJ) enfatizou que a busca por equidade nos órgãos públicos cumpre um princípio constitucional e reflete a estrutura da sociedade brasileira.
"O Legislativo é o único Poder que nunca teve uma mulher na presidência", destacou a parlamentar. "Hoje, mais de 51% dos lares brasileiros são chefiados por mulheres. Além disso, 62% das mulheres com câncer e 70% das mães solo de filhos com deficiência são as principais provedoras da casa. Não há como decidir a economia sem as mulheres na mesa de negociação", pontuou a congressista.
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Durante o evento, a diretora técnica do Sebrae Nacional, Margareth Coelho, também reforçou o papel do preparo técnico e da articulação do setor produtivo com os governos.
"Conhecemos o custo da trajetória de uma mulher até o topo na gestão. O país necessita de lideranças capacitadas, com experiência no Executivo e no Legislativo, capazes de unir a sociedade em prol do crescimento", defendeu Margareth Coelho.
As deliberações também contaram com a participação do presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto. Na ocasião, ele destacou a urgência de pacificar o ambiente político institucional como condição indispensável para a estabilidade do sistema econômico brasileiro.
"Nós estamos com as instituições completamente desfiguradas. Nós temos que restabelecer isso. Não é apenas o Senado, é a Câmara, é o Parlamento, é o Executivo e é o Judiciário. Nós precisamos mudar esse sistema. Esse sistema não pode mais prevalecer. Nós estamos perdendo a representação política”, defendeu Cotait, que também preside a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e a Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp).
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