10/08/2026 04:40h

Entidade afirma que cenário de inflação mais favorável abre espaço para cortes maiores da taxa básica sem comprometer o controle dos preços

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Na última quarta-feira (5), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou mais um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), que atingiu 14% ao ano. Na avaliação da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a decisão foi acertada. No entanto, o ritmo de queda ainda é insuficiente diante do atual cenário econômico. Para a entidade, os juros seguem em um patamar elevado, pressionando empresas e consumidores e limitando os investimentos produtivos. 

O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Fernando Galvão, afirma que o custo elevado do crédito compromete a capacidade de crescimento das empresas

“As empresas têm comprometido as suas margens de resultado e isso desestimula novos investimentos. Diante desse cenário, a CNI entende que o Banco Central deve considerar cortes mais profundos na taxa de juros para aliviar a pressão sobre a sociedade e estimular a economia, que este ano deve ter um dos resultados mais baixos dos últimos três anos”, destaca.

O economista e pesquisador Felipe Queiroz também avalia que a redução promovida pelo Copom foi tímida. Segundo ele, a desaceleração da inflação abre espaço para uma política monetária menos restritiva

“Além disso, nós temos um cenário macroeconômico desafiador e que demanda uma política monetária mais alinhada às demais políticas macroeconômicas. Hoje estamos ceifando a capacidade de investimento e desenvolvimento do país de médio e longo prazo com uma política monetária muito conservadora. É caro investir no Brasil, especialmente em projetos estruturais, o que impossibilita, inclusive, o aumento do PIB de modo sustentável”, avalia.

Política monetária restritiva

Para a CNI, a melhora das expectativas de inflação reforça a possibilidade de cortes mais intensos na Selic. Embora a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026 seja de alta de 5,03%, as estimativas para 2027 e 2028 permanecem dentro do intervalo de tolerância da meta, de acordo com o Boletim Focus

Ao mesmo tempo, os indicadores mostram perda de força da inflação corrente. O IPCA-15 — prévia da inflação oficial calculada pelo IBGE — acumulou alta de 4,52% em 12 meses até julho, abaixo dos 4,8% registrados no mês anterior. Na avaliação da CNI, o resultado indica que os custos de produção deixaram de subir rapidamente e o consumo também está menos aquecido, diminuindo o ritmo de avanço dos preços.

Outro sinal observado pela indústria é a desaceleração dos núcleos de inflação — indicadores, que excluem itens mais voláteis, como alimentos e combustíveis. Em junho, a média desses índices ficou em 4,44%, apontando uma trajetória de convergência para a meta de inflação de 3%, apesar das incertezas geopolíticas e dos riscos climáticos

Felipe Queiroz ressalta que o processo inflacionário que acontece hoje no Brasil não decorre de uma demanda excessivamente aquecida

“A maior parte da inflação que temos é decorrente de efeitos exógenos da economia, como quebra de safra e uma guerra em âmbito internacional. Nesse cenário, a pressão inflacionária não é resolvida com a política monetária que o Banco Central tem adotado. Ou seja, temos uma política monetária que é excessivamente conservadora, mas inócua às causas reais da inflação no país”, afirma.

A CNI também destaca que a política monetária permanece restritiva há 55 meses. Segundo a entidade, a Selic está 3,6 pontos percentuais acima da taxa considerada ideal, calculada em 10,4% com base na Regra de Taylor. Este parâmetro permite calcular uma taxa de juros que proporcione o controle da inflação sem desestimular o crescimento da economia

Já a taxa real de juros, próxima de 10%, permanece muito acima da taxa neutra estimada pelo próprio Banco Central, em torno de 5%. Para a CNI, esse diferencial indica que há margem para cortes mais expressivos da Selic sem comprometer o combate à inflação. 

Endividamento e margens pressionadas

Uma consulta realizada pela CNI aponta que os juros elevados devem continuar pressionando a situação financeira da indústria nos próximos três meses. Mais da metade das empresas (53%) acredita que precisarão aumentar a busca por crédito para financiar contas a pagar, enquanto 47% projetam maior pressão sobre as contas a receber e 42% esperam aumento da necessidade de capital para manter os estoques

Entre as empresas que deverão ampliar a demanda por capital, mais de 55% esperam crédito mais caro, e cerca de 39% projetam aumento do endividamento bancário. Como consequência, 58% estimam redução das margens de lucro, comprometendo a rentabilidade e os investimentos

Para minimizar os impactos, 51% pretendem manter os preços para preservar a competitividade frente aos produtos importados, enquanto 37% afirmam que deverão repassar parte dos custos aos consumidores, o que pode alimentar novas pressões inflacionárias. 

Segundo o gerente de Política Econômica da CNI, Kleber de Castro, embora os juros tenham começado a cair, a política monetária ainda é bastante restritiva, o que ajuda a explicar a percepção dos empresários

“A percepção empresarial de custos financeiros elevados e viés de alta nos juros das operações de crédito é consistente com o ciclo de política monetária em curso: o ritmo de flexibilização é gradual, a taxa de juros real ex-ante segue próxima a dois dígitos e a transmissão da política monetária ao custo do crédito produtivo opera com defasagens que limitam qualquer alívio dentro do horizonte de três meses coberto pela consulta”, aponta.

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10/08/2026 04:40h

Gasto Brasil reúne informações oficiais sobre despesas do governo federal, estados e municípios; lançamento ocorrerá em 11 de agosto

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A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) farão o lançamento nacional da plataforma Gasto Brasil no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, na próxima terça-feira (11), às 15h30. Com dados online, o painel apresenta as despesas dos governos federal, estaduais e municipais

O objetivo da ferramenta, criada em 2025 pela CACB e a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), é ampliar a transparência das contas públicas e facilitar o acompanhamento dos gastos dos três níveis de governo

Na plataforma, é possível consultar dados sobre despesas com pessoal, previdência, encargos sociais e investimentos, incluindo obras, aquisição de imóveis e outros gastos públicos.

Os dados podem ser acessados gratuitamente e de forma online por qualquer cidadão por meio do site do Gasto Brasil.

Segundo o presidente da CACB, Alfredo Cotait Neto, a transparência é um dos principais instrumentos para aprimorar a gestão pública e fortalecer a participação da sociedade. “Não basta arrecadar mais. É preciso gastar melhor, com eficiência, responsabilidade e transparência”.

Recortes 

O Gasto Brasil organiza dados oficiais sobre a execução das despesas públicas em linguagem acessível, sem estabelecer juízo de valor sobre programas, políticas públicas ou escolhas orçamentárias. A plataforma permite consultar recortes por esfera de governo e por grupo de despesa

A ferramenta também reúne informações sobre investimentos e despesas com pessoal, oferecendo uma visão detalhada da execução orçamentária. 

Segundo o coordenador do Gasto Brasil e consultor da CACB, Cláudio Queiroz, o objetivo é reunir dados oficiais em um único ambiente, facilitando a tomada de decisões baseada em evidências

“É uma ferramenta que vem para unificar informações. Ela vem da base oficial, onde nós pegamos informações específicas e deixamos um pouco mais ‘clean’ para que qualquer cidadão consiga navegar no nosso Gasto Brasil e visualizar como está o governo federal, os estados, o município em que ele reside.”

Novas funcionalidades

O lançamento do Painel Gasto Brasil contará com a presença dos presidentes da CACB, Alfredo Cotait Neto, e da CNA, João Martins. Também será inaugurada uma exposição sobre a plataforma, que ficará aberta ao público até 13 de agosto, no Espaço Mário Covas, na Câmara dos Deputados

Durante o evento, serão apresentadas novas funcionalidades da plataforma, incluindo recortes econômicos, detalhamento dos gastos por habitante e um índice de qualidade da informação, ampliando o nível de transparência dos dados públicos.

Segundo a plataforma, a despesa pública primária brasileira já ultrapassa R$ 3,3 trilhões em 2026.

Saiba mais em www.gastobrasil.com.br.

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10/08/2026 04:30h

Levantamento do FNDE aponta ausência ou inconsistência de dados; CNM orienta gestores a regularizarem pendências até 31 de agosto

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Cerca de 1,2 mil entes federativos, entre estados e municípios, podem não receber verbas da educação em 2027. Os dados constam de um levantamento preliminar do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que aponta ausência ou inconsistência de informações relativas ao exercício de 2025.

Diante dos casos, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alertou os gestores municipais para o cumprimento dos prazos e das exigências necessários à habilitação às complementações da União nas modalidades Valor Aluno Ano Total (VAAT) e Valor Aluno Ano por Resultados (VAAR) do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O descumprimento pode impedir o acesso aos recursos no exercício do próximo ano.

Para ambas as modalidades, a entidade destaca que as prefeituras devem regularizar pendências e encaminhar, até 31 de agosto de 2026, as informações contábeis, orçamentárias e fiscais exigidas nos sistemas Siconfi (Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro), Siope (Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Educação) e Simec (Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle)

A CNM orienta os gestores municipais a não deixarem a regularização para os últimos dias, a fim de evitar prejuízos decorrentes de eventuais problemas operacionais nos sistemas e garantir o cumprimento das exigências legais para a habilitação às complementações da União ao Fundeb.

Valores

Em 2026, o valor total da complementação da União foi definido em R$ 69,2 bilhões, atingindo o patamar máximo de 23% do total que o DF, estados e municípios contribuem para o Fundeb. O valor representa um aumento de cerca de 9,5%, em relação ao Fundeb 2025 com um mínimo por aluno Fundeb nacional (VAAF-MIN) de R$ 5.962,79 e valor aluno ano total mínimo nacional (VAAT-MIN) de R$ 10.194,38.

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10/08/2026 04:20h

A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,53

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O preço do boi gordo apresenta queda de 0,23% nesta segunda-feira (10). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 347,50.

 

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/08/2026 347,50 -0,23% 0,27% 68,35
06/08/2026 348,30 -0,07% 0,50% 68,23
05/08/2026 348,55 -0,47% 0,58% 67,92
04/08/2026 350,20 0,66% 1,05% 68,20
03/08/2026 347,90 0,39% 0,39% 68,39

 

Preço do frango congelado e frango resfriado

No mercado de frango, os valores apresentam aumento na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,16 e o frango resfriado a R$ 7,18.

 

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
07/08/2026 7,16 0,42% 0,28%
06/08/2026 7,13 0,00% -0,14%
05/08/2026 7,13 3,63% -0,14%
04/08/2026 6,88 0,15% -3,64%
03/08/2026 6,87 -3,78% -3,78%

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês
07/08/2026 7,18 0,42% 0,42%
06/08/2026 7,15 0,00% 0,00%
05/08/2026 7,15 3,62% 0,00%
04/08/2026 6,90 0,15% -3,50%
03/08/2026 6,89 -3,64% -3,64%

 

Preço da carcaça suína especial e suíno vivo

A carcaça suína especial apresenta estabilidade de preço nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo custa R$ 7,53.

Entre os estados analisados, o suíno vivo registra o menor preço em Santa Catarina, onde o animal é comercializado a R$ 4,48.

 

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

Data Média Var./Dia Var./Mês
07/08/2026 7,53 0,00% -8,39%
06/08/2026 7,53 0,00% -8,39%
05/08/2026 7,53 0,00% -8,39%
04/08/2026 7,53 -2,96% -8,39%
03/08/2026 7,76 -5,60% -5,60%

 

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)

Data Estado Valor R$* Var./Dia Var./Mês
07/08/2026 MG - posto 5,04 -0,20% -4,36%
07/08/2026 PR - a retirar 4,51 -0,44% -3,01%
07/08/2026 RS - a retirar 4,61 -0,43% -3,15%
07/08/2026 SC - a retirar 4,48 0,00% -7,63%
07/08/2026 SP - posto 5,06 -0,39% -0,78%

 

Os dados são do Cepea.
 

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.

Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

 

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10/08/2026 04:10h

O trigo tem aumento de preço no Rio Grande do Sul e no Paraná

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A saca de 60 quilos da soja inicia segunda-feira (10) em baixa no interior do Paraná e em alta na região litorânea de Paranaguá. 

No mercado paranaense, o grão apresenta declínio de 0,12%, com a saca negociada a R$ 137,33. Em Paranaguá, o aumento foi de 0,12%, levando a cotação para R$ 145,15.

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/08/2026 137,33 -0,12% 0,04% 27,01
06/08/2026 137,50 0,56% 0,17% 26,93
05/08/2026 136,73 0,51% -0,39% 26,64
04/08/2026 136,03 -0,46% -0,90% 26,49
03/08/2026 136,66 -0,44% -0,44% 26,87

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/08/2026 145,15 0,12% 0,17% 28,55
06/08/2026 144,98 0,05% 0,05% 28,40
05/08/2026 144,91 0,55% 0,00% 28,24
04/08/2026 144,12 0,06% -0,55% 28,07
03/08/2026 144,04 -0,60% -0,60% 28,32

 

Trigo

O trigo tem pequeno aumento de preço no Rio Grande do Sul e no Paraná.

No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.414,46. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.314,61.
 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
07/08/2026 1.314,61 0,02% -0,55% 258,58
06/08/2026 1.314,40 -0,82% -0,57% 257,47
05/08/2026 1.325,22 0,05% 0,25% 258,23
04/08/2026 1.324,52 -0,09% 0,20% 257,94
03/08/2026 1.325,69 0,29% 0,29% 260,60

 

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

Data Valor R$/t* Var./Dia Var./Mês Valor US$/t*
07/08/2026 1.414,46 0,02% 0,61% 278,22
06/08/2026 1.414,20 -0,21% 0,59% 277,02
05/08/2026 1.417,12 0,28% 0,80% 276,13
04/08/2026 1.413,21 0,49% 0,52% 275,21
03/08/2026 1.406,32 0,03% 0,03% 276,45

 

Os dados são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

 

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10/08/2026 04:10h

O preço do açúcar cristal apresenta alta de 2,28% na capital de São Paulo

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O preço do café arábica abre esta segunda-feira (10) com um aumento de 0,24%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.732,12 na cidade de São Paulo.

O café robusta também teve queda de 0,12%, sendo comercializado a R$ 1.089,15.


INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
07/08/2026 1.732,12 0,24% -0,69% 340,70
06/08/2026 1.727,89 -0,14% -0,93% 338,47
05/08/2026 1.730,24 0,02% -0,80% 337,15
04/08/2026 1.729,84 1,03% -0,82% 336,87
03/08/2026 1.712,28 -1,83% -1,83% 336,60

 

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

Data Valor R$ Var./Dia Var./Mês Valor US$
07/08/2026 1.089,15 -0,12% -0,31% 214,23
06/08/2026 1.090,51 -1,92% -0,19% 213,62
05/08/2026 1.111,86 1,53% 1,77% 216,65
04/08/2026 1.095,15 0,69% 0,24% 213,27
03/08/2026 1.087,68 -0,45% -0,45% 213,82

 

O preço do açúcar cristal apresenta alta de 2,28% na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 96,02. 
 

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/08/2026 96,02 2,28% 4,94% 18,89
06/08/2026 93,88 1,52% 2,60% 18,39
05/08/2026 92,47 0,63% 1,06% 18,02
04/08/2026 91,89 1,18% 0,43% 17,90
03/08/2026 90,82 -0,74% -0,74% 17,85

 

Em Santos (SP), houve aumento de 3,76%, e a mercadoria é negociada a R$ 115,87 na média de preços sem impostos.

 

Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/08/2026 115,87 3,76% 9,01% 22,76
06/08/2026 111,67 2,15% 5,06% 21,89
05/08/2026 109,32 0,51% 2,85% 21,37
04/08/2026 108,76 0,39% 2,32% 21,30
03/08/2026 108,34 1,93% 1,93% 21,36

 

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 65,02 após declínio de 0,28%.
 

Data Valor R$* Var./Dia Var./Mês Valor US$*
07/08/2026 65,02 0,28% -0,35% 12,79
06/08/2026 64,84 -0,03% -0,63% 12,70
05/08/2026 64,86 -0,48% -0,60% 12,64
04/08/2026 65,17 -0,11% -0,12% 12,69
03/08/2026 65,24 -0,02% -0,02% 12,82

 

Os dados são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.

O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

 

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09/08/2026 04:20h

Estudo mostra regulamentação como principal fator de expansão; Entidade contesta valores e critérios da análise

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As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. Os dados constam no Boletim Fiscal dos Estados Brasileiros, divulgado na quinta-feira (6) pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), com base em estatísticas de pagamentos do Banco Central, e considera a diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio

A média mensal das perdas foi de R$ 4,7 bilhões entre outubro de 2024 e março de 2026, o equivalente a 0,68% do orçamento das famílias brasileiras.

Para os autores, essa transferência de recursos ajuda a explicar porquê o consumo das famílias tem crescido em ritmo menor que o aquecimento do mercado de trabalho e da alta da renda. Para piorar, o relatório destaca que, ao contrário de setores de bens e serviços, as bets têm impacto reduzido sobre a economia, pois geram menos circulação de renda, empregos e atividade econômica.

Pix e renda

De acordo com o levantamento, a regulamentação do setor ampliou as transferências, principalmente via Pix. No acumulado de 2025, os pagamentos instantâneos movimentaram R$ 350,9 bilhões

Em janeiro de 2025, antes da regulamentação das plataformas de apostas, as transferências mensais de pessoas físicas para empresas do segmento giravam em torno de R$ 5 bilhões. Poucos meses depois, esse volume superou R$ 40 bilhões no pico e média de R$ 24,1 bilhões.

Nos últimos meses do ano passado, no entanto, houve uma queda no ritmo de transferências para as plataformas. O fator mais preponderante apontado pelo documento foi a restrição à participação de beneficiários de programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) imposta pelo governo federal, a partir de outubro de 2025.

Segundo o relatório, o resultado indica que a medida teve efeitos concretos sobre o volume agregado de transações, sugerindo que as famílias de menor renda tinham participação significativa no mercado de apostas.

Desde 17 de jilho, foi a vez das publicidades do setor sofrerem sanções. Inspirado nas contraindicações ao cigarro e às bebidas alcoólicas, o Ministério da Fazenda obrigou as operadoras a advertir que "apostar faz perder dinheiro", "pode causar dependência" e "não é investimento". Além disso, passaram a ser proibidas publicidades que incentivem apostas com base na expertise de comentaristas, especialistas ou influenciadores.

As penalidades previstas são multas, que podem chegar a 20% do faturamento da operadora limitado a R$ 14 milhões, e suspensão da licença de funcionamento por 180 dias. Em caso de reincidência, pode haver a cassação da autorização para atuação no mercado de apostas online. 

Contestação

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) repudiou o levantamento e afirmou que os números apresentados pelo comitê não representam a realidade do setor regulado de apostas. Segundo a entidade, dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) apontam que a receita bruta de jogos do setor no ano passado foi de R$ 37 bilhões,  40% a menos do que o contabilizado no boletim.

A associação também argumenta que as transações utilizadas no estudo correspondem aos segmentos de artes, cultura, esportes e recreação. Nesse conjunto, segundo a entidade, está incluída uma ampla variedade de prestadores de serviços ligados ao entretenimento, e não somente às empresas de apostas.

Por fim, a ANJL chama atenção para a presença de bets ilegais no mercado brasileiro. Conforme dados da SPA-MF citados pela associação, entre outubro de 2024 e dezembro de 2025, período que coincide ao da análise, 25 mil sites de apostas ilegais foram bloqueados e pelo menos 550 contas bancárias foram encerradas.

Para a entidade, analisar o volume financeiro de forma agregada, reunindo diferentes segmentos econômicos e movimentações potencialmente relacionadas a empresas ilegais, pode gerar uma interpretação distorcida sobre o tamanho e o comportamento do mercado regulado.

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09/08/2026 04:10h

Legislação restringe apenas a convocação de aprovados; confira os certames com inscrições abertas e os que estão a caminho

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Mesmo com a vigência do calendário eleitoral, a legislação permite a realização de concursos públicos. Até o fim deste ano, pelo menos dois certames nacionais estão com editais publicados, enquanto outros quatro já têm banca organizadora definida e aguardam apenas a publicação das regras do concurso. 

Um deles é o da Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias (ABGF), que oferece sete vagas para preenchimento imediato e 42 para cadastro de reserva em diferentes áreas de atuação

As oportunidades são destinadas a profissionais de nível superior, com salários entre R$ 8 mil e R$ 15,2 mil. Os aprovados atuarão em Brasília (DF)

As inscrições podem ser feitas até às 23h59 da próxima terça-feira (11), exclusivamente pelo site da Fundação Carlos Chagas (FCC), banca organizadora. A taxa de inscrição é de R$ 145

As provas objetivas e discursivas estão marcadas para 27 de setembro de 2026 e serão aplicadas em Brasília e São Paulo. No momento da inscrição, o candidato deverá escolher a cidade onde fará a prova e poderá concorrer a apenas um cargo

O edital completo e as demais informações sobre o concurso estão disponíveis no site da FCC

Outro concurso previsto para este ano é o da Dataprev, que oferece 212 vagas, além de cadastro de reserva. As inscrições já foram encerradas, e as provas estão previstas para 11 de outubro de 2026

O edital e as informações sobre as próximas etapas do certame podem ser consultados no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso

Concursos com banca definida

Além dos concursos com edital publicado, pelo menos quatro seleções nacionais já têm banca organizadora contratada, etapa que antecede a divulgação do edital. São elas: 

  • Indústrias Nucleares do Brasil (INB): a FGV foi definida como banca organizadora, conforme publicação no Diário Oficial da União de 6 de março de 2026. 
  • Conselho Federal de Enfermagem (Cofen): o Instituto Quadrix organizará o concurso e já disponibilizou uma página específica para o certame em seu site
  • Petrobras: a Fundação Cesgranrio permanece como banca organizadora dos próximos concursos da estatal, com contrato vigente até 2028. 
  • Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron): o Instituto Selecon foi escolhido como banca organizadora, de acordo com publicação no Diário Oficial da União de 2 de dezembro de 2025. 

O que diz a legislação

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a realização de concursos públicos é permitida em anos eleitorais. As restrições previstas na legislação atingem apenas a nomeação e o provimento de cargos durante o período eleitoral. 

“A realização de concursos públicos em ano eleitoral é plenamente permitida, não incidindo sobre ela qualquer restrição. No entanto, a legislação criou restrições ao provimento de cargos públicos dentro do período de campanha eleitoral. Nesse intervalo de tempo, os governantes não têm plena liberdade para nomear pessoas que tenham sido aprovadas em concursos públicos”, informa o tribunal. 

O TSE ressalta ainda que, “nos três meses que antecedem as eleições até a posse dos eleitos, ressalvadas algumas exceções, os governantes não poderão convocar os aprovados em concursos para preencher os cargos públicos”.

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08/08/2026 04:35h

Consumidores com renda de um a dois salários mínimos registraram maior avanço na procura por crédito, de 35,2%

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A busca dos brasileiros por crédito cresceu 16,5% no acumulado de 12 meses até junho de 2026, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. O aumento foi registrado em todas as unidades da Federação, com Mato Grosso, Acre e Roraima apresentando os maiores avanços no período.

 

Os dados também mostram que o crescimento da procura por crédito está concentrado principalmente entre os brasileiros de menor renda. Os consumidores que recebem entre um e dois salários mínimos registraram alta de 35,2% no acumulado de 12 meses, mais que o dobro do crescimento geral do indicador.

 

Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o resultado mostra que, entre as famílias de menor renda, a necessidade de acesso ao crédito continua elevada mesmo diante do custo das operações. 

 

"O avanço mais intenso da demanda por crédito entre os consumidores de menor renda mostra que, nesse segmento, a necessidade de acesso ao crédito continua prevalecendo mesmo em um ambiente de custo elevado. Isso reforça que, para muitas famílias, o crédito está menos associado ao consumo discricionário e mais à administração do orçamento doméstico e à manutenção das despesas essenciais", explica.

 

Mato Grosso lidera ranking de busca por crédito

 

Na análise regional, a procura por crédito apresentou crescimento em todo o país nos últimos 12 meses, embora em diferentes intensidades. Mato Grosso liderou o ranking nacional, com alta de 29,9%.

 

Os maiores avanços divulgados pela Serasa Experian foram:

  • Mato Grosso: 29,9%
  • Acre: 24,8%
  • Roraima: 24,4%
  • Amapá: 22,6%
  • Mato Grosso do Sul: 22,1%
  • Rio Grande do Sul: 22,1%

Na outra ponta, as menores altas foram registradas em:

  • Distrito Federal: 11,4%
  • Santa Catarina: 12,8%
  • São Paulo: 13,2%

Mesmo nas unidades que aparecem no fim do ranking, houve crescimento na procura por crédito no acumulado de 12 meses.

 

Consumidores de menor renda puxam procura por crédito

 

A diferença também aparece quando os consumidores são divididos por faixa de renda. A maior expansão ocorreu entre aqueles que recebem de um a dois salários mínimos.

No acumulado dos últimos 12 meses, a demanda por crédito variou da seguinte forma:

  • De 1 a 2 salários mínimos: +35,2%
  • Até 1 salário mínimo: +18,1%
  • De 5 a 10 salários mínimos: +16,1%
  • Acima de 10 salários mínimos: +12,9%
  • De 2 a 5 salários mínimos: -1,5%

A Serasa Experian avalia que as famílias de menor renda estão mais expostas a modalidades de crédito rotativo, que concentram algumas das taxas de juros mais elevadas do mercado. Nesse cenário, o aumento dos encargos pode comprometer uma parcela maior da renda disponível e elevar o risco de inadimplência.

 

Ao mesmo tempo, a manutenção da demanda indica que o crédito continua sendo utilizado por parte das famílias como instrumento para administrar o orçamento e fazer frente às despesas cotidianas.

 

Demanda cresce 14,8% na comparação anual

 

Considerando apenas junho de 2026 em relação a junho de 2025, a busca dos brasileiros por crédito apresentou crescimento de 14,8%.

 

Mais uma vez, os consumidores com renda entre um e dois salários mínimos puxaram o resultado, com avanço de 50,8%. Entre aqueles que recebem de dois a cinco salários mínimos, o crescimento foi de 7,4%, enquanto a faixa de cinco a dez salários mínimos apresentou alta de 2,7%. As demais faixas de renda registraram retração na comparação anual.

 

O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito é elaborado a partir de uma amostra de CPFs consultados mensalmente na base da empresa. São consideradas transações que caracterizam alguma relação de crédito entre consumidores e instituições do sistema financeiro ou empresas não financeiras. O levantamento é segmentado por unidade da Federação e faixa de rendimento mensal.

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08/08/2026 04:30h

Resultados apontam melhor desempenho da série histórica nos anos iniciais

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A educação nas redes municipais registrou avanços nos anos iniciais do ensino fundamental. Os resultados mais recentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) apontam o melhor desempenho da série histórica nessa etapa, que abrange do 1º ao 5º ano, e ajudam a traçar um panorama da aprendizagem dos estudantes e do fluxo escolar nos municípios brasileiros.

 

O Ideb é o principal indicador utilizado para medir a qualidade da educação básica no país. O índice combina o desempenho dos alunos em avaliações nacionais com dados de aprovação escolar, permitindo acompanhar a evolução do ensino ao longo do tempo.

 

Criado em 2007, o índice reúne informações sobre o desempenho dos estudantes nas avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e dados de aprovação obtidos a partir do Censo Escolar.

 

Na prática, isso significa que o resultado não considera apenas quanto os estudantes aprenderam. O indicador também leva em conta o fluxo escolar, permitindo observar conjuntamente aprendizagem e progressão dos alunos ao longo da educação básica.

 

Melhor resultado da série histórica

 

O principal destaque está nos anos iniciais do ensino fundamental. As redes municipais alcançaram o melhor resultado desde o início da série histórica, reforçando uma trajetória de avanço nessa etapa da educação.

 

Os anos iniciais concentram uma parcela importante da atuação dos municípios na educação básica e abrangem um período decisivo da formação escolar, com a consolidação da alfabetização e de conhecimentos fundamentais em áreas como língua portuguesa e matemática.

 

Já nos anos finais, do 6º ao 9º ano, os resultados permitem observar outro momento da trajetória dos estudantes e os desafios enfrentados pelas redes para manter a evolução da aprendizagem ao longo do ensino fundamental.

 

Município cearense alcança nota 9,3

 

Entre os destaques dos resultados está Deputado Irapuan Pinheiro, município de cerca de 9 mil habitantes no sertão central do Ceará, que alcançou nota 9,3 nos anos finais do ensino fundamental, a maior entre as redes municipais do país. O resultado ficou quatro pontos acima da média nacional, de 5,3.

 

O desempenho acompanha uma trajetória de crescimento da rede municipal. A nota nos anos finais passou de 5,1, em 2017, para 5,4, em 2019; 7,0, em 2021; 8,8, em 2023; e 9,3, em 2025.

 

A rede atende 957 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental em quatro escolas, todas de tempo integral. Entre as estratégias adotadas estão o acompanhamento contínuo da aprendizagem, formação de professores, reforço escolar e aulas de computação no contraturno.

 

Afinal, o que esses números medem?

 

Para entender os resultados, é importante saber que o indicador combina duas dimensões da educação: aprendizagem e fluxo escolar.

 

O desempenho dos estudantes é medido pelo Saeb, avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Tradicionalmente, são avaliadas habilidades de língua portuguesa, com foco em leitura, e matemática, com foco na resolução de problemas.

 

Essas médias de desempenho são combinadas com informações sobre aprovação, reprovação e abandono escolar obtidas pelo Censo Escolar. Dessa forma, uma rede não consegue melhorar seu indicador apenas aumentando a aprovação dos estudantes: é necessário que essa progressão esteja acompanhada de aprendizagem.

 

Por que acompanhar os resultados?

 

Mais do que estabelecer uma nota para escolas e redes de ensino, os dados permitem acompanhar a evolução da educação ao longo do tempo e identificar onde estão os principais avanços e desafios.

 

Os resultados podem servir de subsídio para que gestores municipais avaliem políticas educacionais, identifiquem dificuldades de aprendizagem e direcionem estratégias e investimentos. A metodologia do Saeb também permite comparar o desempenho das redes e escolas entre diferentes edições.

 

Como consultar os resultados?

 

Os resultados educacionais são disponibilizados pelo Inep e podem ser consultados por diferentes recortes, incluindo Brasil, estados, municípios e escolas. Dessa forma, é possível verificar o desempenho da rede municipal e acompanhar sua evolução ao longo das diferentes edições do indicador.

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