VoltarO volume total negociado na B3 foi de R$ 19.142.491.406, em meio a 3.028.657 negócios
Baixar áudioO Ibovespa fechou em alta de 0,79% nesta segunda-feira (27), aos 175.431 pontos.
Cotado abaixo dos US$ 90 após sofrer a maior queda em três meses, o recuo do petróleo foi o principal vetor a impactar a bolsa de valores.
O recuo nos preços refletiu diretamente a interrupção dos ataques diários dos Estados Unidos contra o Irã, que já duravam quase duas semanas.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 19.142.491.406, em meio a 3.028.657 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoO euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,83
Baixar áudioO dólar fechou esta segunda-feira (27) cotado a R$ 5,11.
A alta moderada foi impulsionada pelo recuo expressivo do petróleo após a trégua nas hostilidades entre EUA e Irã.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou com aproximadamente 101,22 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,83.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,1956 | 0,1715 | 0,1467 | 32,0214 | 0,1602 | 0,2762 | 0,2790 |
| USD | 5,1133 | 1 | 0,8794 | 0,7524 | 163,73 | 0,8191 | 1,4124 | 1,4304 |
| EUR | 5,8309 | 1,1372 | 1 | 0,8556 | 186,18 | 0,9315 | 1,6060 | 1,6267 |
| GBP | 6,7948 | 1,3291 | 1,1688 | 1 | 217,61 | 1,0887 | 1,8771 | 1,9013 |
| JPY | 3,12298 | 0,610743 | 0,53710 | 0,459527 | 1 | 0,5003 | 0,86264 | 0,87367 |
| CHF | 6,2425 | 1,2209 | 1,0736 | 0,9186 | 199,88 | 1 | 1,7242 | 1,7464 |
| CAD | 3,6203 | 0,7080 | 0,6227 | 0,5328 | 115,93 | 0,5800 | 1 | 1,0129 |
| AUD | 3,5844 | 0,6990 | 0,6147 | 0,5259 | 114,46 | 0,5727 | 0,9873 | 1 |
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Baixar áudioA terça-feira (28) será marcada por condições de instabilidade em parte da Região Sul do país, especialmente no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O Paraná terá predomínio de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada em parte do território, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre terá temperatura mínima de 16°C e máxima de 21°C, com céu nublado e pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas. A previsão é de muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas em praticamente todo o estado. Já nas regiões Noroeste e Nordeste Rio-Grandense, são esperadas apenas pancadas de chuva isoladas.
Em Santa Catarina, Florianópolis registra mínima de 14°C e máxima de 23°C. Na capital e Sul do estado, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas. No Vale do Itajaí, Norte e Oeste Catarinense, o tempo permanece com pancadas de chuva isoladas, enquanto no Planalto Serrano e no Planalto Norte há possibilidade de chuva isolada.
No Paraná, Curitiba terá mínima de 15°C e máxima de 24°C, com predomínio de muitas nuvens ao longo do dia em praticamente todas as regiões do estado. Já nas regiões Centro-Sul, Sudeste, Sudoeste, Centro Oriental, Metropolitana de Curitiba e Litoral Paranaense, há possibilidade de chuva isolada.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Centro-Oeste terá uma terça-feira (28) de tempo estável, com predomínio de poucas nuvens em grande parte dos estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Distrito Federal, Brasília terá predomínio de poucas nuvens ao longo do dia. A temperatura mínima prevista é de 13°C, enquanto a máxima pode alcançar 28°C.
Em Goiás, a capital, Goiânia, registra mínima de 14°C e máxima de 32°C, também sob predomínio de poucas nuvens. Nas regiões Norte, Leste, Centro, Sul e Noroeste do estado, o tempo permanece estável.
Em Mato Grosso, Cuiabá terá mínima de 24°C e máxima de 38°C, com poucas nuvens durante todo o dia. Nas regiões Norte, Nordeste, Sudoeste, Sudeste, Centro-Sul e Oeste mato-grossenses, a previsão também é de predomínio de tempo firme.
Já em Mato Grosso do Sul, Campo Grande deve registrar temperaturas entre 22°C e 33°C, com poucas nuvens. Nas regiões Pantaneira, Sudoeste, Leste, Nordeste e Centro-Norte do estado, o céu permanece com poucas nuvens e não há previsão de chuva significativa.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoA previsão indica maior presença de nebulosidade no Espírito Santo
Baixar áudioA Região Sudeste terá uma terça-feira (28) marcada pelo predomínio de tempo estável. A previsão indica poucas nuvens na maior parte da região. No Espírito Santo, a nebulosidade estará mais presente ao longo do dia, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a capital paulista terá poucas nuvens, com temperaturas entre 14°C e 28°C. Nas demais áreas do estado, a previsão também é de estabilidade, com predomínio de poucas nuvens no interior e no litoral paulista.
No Rio de Janeiro, a capital registra mínima de 14°C e máxima de 32°C, com poucas nuvens. A mesma condição deve prevalecer nas demais regiões.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte terá poucas nuvens, com temperaturas variando entre 15°C e 29°C. O cenário se repete em todo o estado, com condições de tempo estáveis.
No Espírito Santo, Vitória terá mínima de 17°C e máxima de 28°C, com muitas nuvens. A previsão de maior cobertura de nuvens também se estende às demais regiões capixabas.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Norte terá, nesta terça-feira (28), predomínio de muitas nuvens e condições para chuva em grande parte do território. Os maiores volumes de precipitação são esperados em áreas do Amazonas e de Roraima, enquanto os demais estados mantêm possibilidade de chuva isolada. O Tocantins será a exceção, com tempo mais estável e poucas nuvens, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Acre, a previsão é de muitas nuvens com possibilidade de chuva em grande parte do estado. Na capital, Rio Branco, os termômetros variam entre 22°C e 35°C. A condição também se estende ao Vale do Juruá e ao Vale do Acre.
No Amapá, o céu permanece com muitas nuvens e possibilidade de chuva tanto na capital quanto em outras áreas do estado. Em Macapá, a temperatura mínima será de 24°C, com máxima de 32°C. O mesmo cenário é previsto para as regiões do Norte e do Sul do Amapá.
No Amazonas, a previsão indica muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Em Manaus, a mínima será de 25°C e a máxima de 32°C. As condições também alcançam o Norte Amazonense, o Centro Amazonense, o Sudoeste Amazonense e o Sul Amazonense.
No Pará, o tempo segue com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. Em Belém, os termômetros variam entre 23°C e 33°C. A previsão se estende ao Baixo Amazonas, ao Marajó, ao Nordeste, ao Sudoeste e ao Sudeste Paraense.
Em Rondônia, a previsão é de muitas nuvens com possibilidade de chuva. Em Porto Velho, a temperatura varia entre 21°C e 35°C. A condição também é prevista para as regiões do Leste Rondoniense e da Madeira-Guaporé.
Em Roraima, são esperadas muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas. Na capital, Boa Vista, os termômetros registram mínima de 24°C e máxima de 33°C. A previsão também contempla o Norte e o Sul de Roraima.
No Tocantins, o tempo permanece mais estável, com predomínio de poucas nuvens. Em Palmas, a mínima prevista é de 22°C, com máxima de 37°C. O mesmo cenário deve ocorrer nas regiões Ocidental do Tocantins e Oriental do Tocantins, favorecendo temperaturas elevadas ao longo do dia.
A radiação solar e o vento promovem a evaporação; o vapor resfriado condensa em núcleos, formando nuvens e, quando as gotículas ou cristais crescem o suficiente, ocorre precipitação. Considera-se precipitação toda água líquida ou sólida que cai das nuvens e alcança o solo (garoa, chuva, chuva/garoa congelante, neve, granizo, graupel, etc.). Sua quantidade é medida por pluviômetro (com registro contínuo via pluviógrafo) e expressa preferencialmente em milímetros.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Nordeste terá, nesta terça-feira (28), predomínio de muitas nuvens ao longo da faixa litorânea, com possibilidade de chuva isolada entre o litoral da Bahia e o Rio Grande do Norte, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, Salvador registra muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 23°C e 26°C. Nas demais áreas do estado, a previsão indica muitas nuvens no litoral, enquanto o centro-sul, o oeste e a região do Vale do São Francisco terão predomínio de tempo aberto, com poucas nuvens.
Em Sergipe, Aracaju terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 24°C e máxima de 27°C. No interior sergipano, o tempo varia entre muitas nuvens e poucas nuvens, com maior estabilidade nas regiões agreste e sertaneja.
Em Alagoas, Maceió também terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. Os termômetros variam entre 22°C e 27°C. A Zona da Mata concentra maior nebulosidade, enquanto o Agreste e o Sertão apresentam períodos de poucas nuvens.
Em Pernambuco, Recife terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 23°C e 28°C. A nebulosidade permanece mais intensa na Zona da Mata e no litoral, enquanto o Agreste e o Sertão terão predomínio de poucas nuvens.
Na Paraíba, João Pessoa registra muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 23°C e máxima de 29°C. A previsão indica maior cobertura de nuvens no litoral e tempo mais aberto nas regiões do Agreste, Borborema e Sertão.
No Rio Grande do Norte, Natal terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 24°C e 27°C. As áreas litorâneas permanecem com maior nebulosidade, enquanto o interior potiguar terá predomínio de poucas nuvens.
No Ceará, Fortaleza registra muitas nuvens, com mínima de 26°C e máxima de 30°C. A faixa litorânea segue com maior cobertura de nuvens, enquanto o Sertão Central, os Sertões dos Inhamuns, o Cariri e outras áreas do interior apresentam predomínio de poucas nuvens.
No Piauí, Teresina terá poucas nuvens, com temperaturas entre 26°C e 35°C. A condição de tempo firme predomina na maior parte do estado, especialmente no Centro-Norte, Sudeste e Sudoeste piauiense.
No Maranhão, São Luís terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 26°C e máxima de 33°C. A nebulosidade permanece mais presente no norte maranhense, enquanto o centro, o leste e o sul do estado apresentam predomínio de poucas nuvens.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoTributaristas avaliam que a repartição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) entre estados e municípios, prevista na Reforma Tributária, pode desencadear disputas bilionárias entre entes federativos. O tributo substituirá gradualmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de competência estadual, e o Imposto sobre Serviços (ISS), de âmbito municipal.
No modelo atual, a arrecadação do ICMS segue uma lógica híbrida, dividida entre:
Para reduzir a concentração de arrecadação nos estados produtores, foi criado o DIFAL (Diferencial de Alíquota), mecanismo que transfere parte da receita ao estado de destino da operação.
Por exemplo, em uma venda de São Paulo para Minas Gerais, aplica-se uma alíquota interestadual de 12%. Se a alíquota interna mineira for de 18%, São Paulo fica com os 12% da operação interestadual, enquanto Minas Gerais recebe a diferença de 6%.
Com a Reforma Tributária, essa lógica será substituída por um modelo integralmente baseado no destino. No novo sistema, a arrecadação do IBS pertencerá ao estado e ao município onde ocorrer o consumo do bem ou serviço. Especialistas avaliam que essa mudança pode intensificar disputas entre estados e municípios consumidores pela divisão da arrecadação.
O especialista em direito tributário da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), Carlos Crosara, afirma que o novo modelo tende a ampliar tensões federativas devido às desigualdades econômicas e demográficas do país.
“Vai haver assimetria na arrecadação, porque o Brasil, geograficamente, economicamente e demograficamente, é extremamente diverso. Tem pouquíssimas cidades com muita população e muita renda. Para se ter uma ideia, a quantidade de municípios brasileiros que tem população acima de 100 mil habitantes é por volta de 400 municípios, levando em consideração o total de 5.570. E o restante é 100 mil para baixo. Então estados e municípios vão ficar incomodados”, afirma.
Segundo o tributarista, ainda é impossível prever estatisticamente quais entes federativos ganharão ou perderão arrecadação em relação ao modelo atual do ICMS e do ISS.
“O que se pode dizer é que vai ser muito difícil — com base no destino e na ponderação populacional — dividir de forma justa mais de R$ 1 trilhão entre 26 estados, um Distrito Federal e 5.570 municípios completamente diferentes em população, renda, desenvolvimento urbano, consumo e nível de emprego e escolaridade”, avalia.
O advogado tributarista formado pela Universidade de São Paulo e especialista em Governança e Compliance, Luís Garcia, afirma que a nova lógica de arrecadação do IBS — concentrada no estado e no município de consumo — tende a enfraquecer a chamada guerra fiscal entre os entes federativos.
No modelo anterior, parte relevante da arrecadação permanecia no estado ou município de origem da operação, o que incentivava governos locais a conceder benefícios fiscais para atrair empresas e investimentos. Com a Reforma Tributária e a adoção do princípio do destino, essa estratégia perde força, já que a arrecadação passará a pertencer majoritariamente ao local onde ocorre o consumo.
“Nós vamos ter um impacto considerável em empresas que, buscando essas vantagens, se estabeleceram em determinados municípios e estados e que agora verão essa realidade mudar totalmente. Elas terão de se reinventar, buscar soluções para compensar a perda dos benefícios fiscais com uma melhoria operacional. Mas isso nem sempre será possível, o que, eventualmente, pode levar empresas a tomar decisões drásticas, inclusive de mudança de localização”, afirma.
Outro desafio relevante da Reforma Tributária será a definição do destino das operações, especialmente em transações digitais e no comércio eletrônico. Em muitos casos, a mercadoria pode ser entregue em um estado diferente daquele em que o comprador reside. Já em serviços digitais, a complexidade aumenta: um usuário pode contratar uma plataforma de streaming, software ou serviço online enquanto está em constante deslocamento entre cidades, estados ou até países.
Nesse cenário, a identificação do local efetivo de consumo — critério que determinará quem ficará com a arrecadação do IBS — ainda gera dúvidas entre especialistas e empresas.
“A definição do local de consumo, nesses casos, pode ser extremamente subjetiva. Existe uma série de complicações que preocupam as empresas e, ao mesmo tempo, os estados e municípios que dependiam desses benefícios para terem uma arrecadação considerável. É uma mudança muito grande e complexa, que traz insegurança jurídica”, afirma Garcia.
Segundo o tributarista, diversos pontos ainda deverão ser esclarecidos na regulamentação e, futuramente, pelo Poder Judiciário.
Crosara avalia que a implementação do novo sistema da Reforma Tributária deverá provocar um aumento significativo de disputas legais e administrativas entre contribuintes e o Fisco. Como o IBS e a CBS formarão um modelo inédito no país, a expectativa é de crescimento de dúvidas interpretativas, autuações fiscais e disputas sobre incidência, créditos tributários e definição do local de destino das operações.
Para ele, embora o IBS e a CBS tenham praticamente as mesmas normas gerais, cada um terá estruturas diferentes de julgamento administrativo. Enquanto a CBS seguirá o modelo federal tradicional, com órgãos como o CARF, o IBS será administrado e julgado pelo Comitê Gestor do IBS.
Na avaliação do especialista, isso pode gerar interpretações divergentes para tributos estruturalmente semelhantes.
Outro ponto criticado é a composição dos órgãos responsáveis por uniformizar entendimentos e harmonizar precedentes. Segundo Crosara, esses colegiados terão predominância de representantes do Fisco, o que pode favorecer interpretações mais arrecadatórias.
A consequência, segundo ele, tende a ser o aumento da judicialização. Como IBS e CBS serão regulamentados por leis complementares nacionais, o Superior Tribunal de Justiça deverá assumir papel central na uniformização da interpretação das novas regras tributárias.
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Baixar áudioO Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou a antecipação da geração de 1,8 gigawatt (GW) de energia por cinco usinas vencedoras dos leilões de reserva de capacidade. A medida entra em vigor em 1º de setembro e busca reforçar a segurança do Sistema Interligado Nacional (SIN) diante da possibilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre de 2026.
Segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), a decisão foi baseada em análises do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que apontam que o fenômeno El Niño pode reduzir a geração hidrelétrica, principalmente na Região Norte, além de elevar o consumo de energia em razão das altas temperaturas. O governo também levou em consideração o cenário de instabilidade geopolítica, que pode pressionar os preços dos combustíveis utilizados na geração térmica.
A energia adicional será fornecida por empreendimentos já contratados em leilões de reserva de capacidade. De acordo com o governo, a estratégia é mais econômica do que recorrer ao acionamento de usinas sem contrato (merchant), cujo custo pode ser pelo menos 25% superior.
A iniciativa faz parte das ações preventivas adotadas para garantir o abastecimento de energia elétrica e reduzir os riscos de impactos ao sistema elétrico brasileiro caso as condições climáticas previstas para os próximos meses se confirmem.
O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento acima da média das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. A alteração interfere na circulação dos ventos e no regime de chuvas, podendo provocar temperaturas mais elevadas, secas em algumas regiões e chuvas intensas em outras.
No setor elétrico, essas mudanças podem reduzir o volume de água disponível para a geração hidrelétrica e, ao mesmo tempo, elevar o consumo de energia pelo uso mais frequente de aparelhos de refrigeração, como ventiladores e condicionadores de ar.
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Baixar áudioO Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou a resolução 5.330/2026, que regulamenta a renegociação das dívidas rurais. Com a publicação do ato, a Medida Provisória (MP) 1.376 de 2026, divulgada na semana passada, passa a ter efeitos para operacionalizar o acesso dos produtores às linhas de repactuação dos débitos.
Para ter acesso às condições diferenciadas, os produtores devem comprovar perdas de, no mínimo, 30% em duas ou mais safras entre 2019 e 2025. Os limites das linhas de crédito para esse público e as taxas de juros variam a cada caso:
Também serão admitidas perdas de, no mínimo, 40% da renda bruta em três ou mais safras, entre 2019 e 2025, exclusivamente relacionadas a intempéries climáticas, com as seguintes condições:
Há ainda a previsão para participação das cooperativas agrícolas, que não constavam no texto da MP. Para esse grupo, os valores, os juros e os prazos variam conforme o porte da operação nos mesmos termos mencionados acima, mas um com teto de R$ 50 milhões.
Outro ponto regulamentado é a emissão de novas Cédulas de Produto Rural (CPRs) por produtores inadimplentes. A resolução estabelece que essas novas CPRs se enquadrem na exigibilidade prevista no Manual de Crédito Rural, com até 5% dos recursos captados por poupança rural e até 55% provenientes das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) utilizados nessa aquisição.
O texto esclarece que a contratação fica a cargo da instituição financeira, que assume o risco de crédito das operações e, por isso, pode ou não participar do programa. Os interessados têm até o dia 12 de novembro para contratar o novo empréstimo e devem apresentar um laudo comprobatório das perdas emitido por engenheiro agrônomo, técnico agrícola, médico veterinário ou biólogo devidamente habilitado no conselho regional da respectiva categoria.
Segundo o Ministério da Fazenda, mais de R$ 100 bilhões em dívidas de agropecuaristas devem ser repactuados. O custo efetivo da operação para os cofres públicos é estimado em R$ 4 bilhões.
O governo ainda tem que publicar como vai operacionalizar a equalização dos juros juntos aos bancos. Ou seja, pagar a diferença entre os juros praticados e os juros efetivos das renegociações.
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