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Baixar áudioDez obras rodoviárias em diferentes regiões do país precisam de recursos adicionais para serem concluídas até o fim de 2027. É o que revela levantamento do Tribunal de Contas da União (TCU). O estudo estima que o valor necessário para finalizar os empreendimentos é de R$ 524,8 milhões.
A relação foi apresentada na sessão plenária do dia 21 de outubro e encaminhada às presidência do Congresso Nacional e à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), para auxiliar na definição das prioridades de investimento.
A seleção integra o Fiscobras 2026, plano anual de fiscalização de obras públicas do TCU. Nesta edição, o Tribunal examinou 24 empreendimentos nas cinco regiões brasileiras, que envolvem R$ 6,1 bilhões em recursos. Entre as obras fiscalizadas, 15 apresentaram indícios de irregularidades graves. Uma delas recebeu recomendação de paralisação.
A relação das dez obras foi elaborada a partir de uma metodologia desenvolvida pelo TCU para complementar a fiscalização tradicional. Foram selecionados empreendimentos que precisam de recursos para avançar e que apresentam condições concretas de conclusão até o fim de 2027.
A análise levou em conta fatores como os obstáculos à retomada dos trabalhos, a qualidade dos projetos e o estágio de maturidade de cada empreendimento.
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Com a mudança, o Tribunal passa a apontar não apenas problemas e possíveis irregularidades na aplicação do dinheiro público, mas também obras que podem receber prioridade na distribuição dos recursos orçamentários.
O ministro-relator do processo, Jhonatan de Jesus, destacou relevância na mudança de abordagem.
"Agora o TCU passa a informar também onde o dinheiro precisa ser aplicado. Indica obras importantes para a população e que já começaram, mas que andam devagar porque faltam recursos para concluí-las. Onde o dinheiro precisa ser aplicado? Identificar essas obras foi o que o Tribunal fez", explicou.
Os dez empreendimentos selecionados são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O acesso rodoviário a Porto Murtinho, na BR-267, em Mato Grosso do Sul, lidera a lista, com necessidade estimada em quase R$ 280 milhões para a conclusão dos serviços.
Outra obra que aparece entre as prioridades é a Ponte do Xingu, na BR-230, no Pará, que precisa de R$ 67,9 milhões. Já o trecho remanescente do Lote 1C da BR-319, no Amazonas, demanda mais R$ 43,9 milhões.
A proposta do TCU prevê divulgar e acompanhar as prioridades, incorporando a metodologia aos ciclos anuais de planejamento. O Tribunal também pretende avaliar a aplicação dos critérios em outros setores, como saneamento, saúde, educação, recursos hídricos e mobilidade.
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Baixar áudioO valor que a União deve repassar a estados e municípios em 2027 tem uma diferença de R$ 63,7 bilhões entre os cálculos do governo e os da Instituição Fiscal Independente (IFI). Enquanto o Projeto de Lei Orçamentária Anual do Executivo prevê a divisão de R$ 610,6 bilhões em impostos e receitas com governos locais, a IFI estima que esse repasse obrigatório deve alcançar R$ 674,3 bilhões.
Os dados constam no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF 116), divulgado em setembro de 2026. A instituição ressalta que os montantes dizem respeito ao acumulado global das transferências obrigatórias e não representam valores efetivamente distribuídos ou estimativas individuais por ente federativo ou fundo específico, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
A trajetória dos repasses aos entes subnacionais mostra uma retração proporcional na economia. No relatório do terceiro bimestre de 2026, a estimativa de transferências era de R$ 643,6 bilhões (4,7% do PIB). Já no PLOA 2027, o percentual cai para 4,1% do PIB.
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A IFI observa com ressalva esse recuo, lembrando que a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO 2027), apresentada em abril, previa um montante de R$ 640 bilhões (4,4% do PIB).
Apesar de prever maior repasse global, a IFI baseia sua estimativa de arrecadação em números mais favoráveis para as verbas derivadas da exploração de recursos naturais e dividendos de estatais, sustentados pela previsão do preço médio do barril de petróleo.
Por outro lado, a entidade chama a atenção para o fato de que a transição do sistema tributário, especialmente a criação do Fundo de Compensação de R$ 33,8 bilhões aos estados em razão da substituição do IPI pelo Imposto Seletivo, trará novas dinâmicas para as finanças estaduais e municipais, exigindo maior previsibilidade no planejamento fiscal dos entes federados.
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Baixar áudioNeste domingo (25), milhões de brasileiros vão às urnas para escolher o próximo presidente da República. A disputa é entre o senador Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), com o número 22, e o atual presidente, que disputa à reeleição pelo Partido dos Trabalhadores (PT), Luiz Inácio Lula da Silva, com o número 13.
Além da eleição presidencial, os eleitores do Acre, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Tocantins também votarão para governador. Nessas unidades da Federação, a votação será realizada primeiro para o cargo de governador e, em seguida, para presidente. Em cada etapa, o eleitor deverá digitar dois números na urna eletrônica.
Confira os candidatos ao governo de cada unidade federativa:
A votação ocorre das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, inclusive nos municípios que seguem fusos horários diferentes.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores consultem antecipadamente o local de votação, mesmo aqueles que compareceram às urnas no primeiro turno e pretendem votar no mesmo endereço.
Até 16 de outubro, 4.352 seções eleitorais em todo o país haviam passado por alterações de local de votação, o equivalente a 0,87% do total. Segundo a Justiça Eleitoral, as mudanças podem afetar cerca de 590 mil eleitores.
Entre os motivos estão reformas, problemas de infraestrutura, danos causados por chuvas e ventos e a necessidade de adequações de acessibilidade.
A consulta pode ser feita gratuitamente por três canais: o aplicativo e-Título, na opção “Onde votar”; o Autoatendimento Eleitoral, disponível nos portais da Justiça Eleitoral; e o ChatVote, assistente virtual do TSE, acessível pelo portal do tribunal.
Segundo o TSE, 158.745.463 eleitoras e eleitores estão aptos a votar no segundo turno para presidente da República. Nas seis unidades federativas com disputa para governador, o eleitorado apto a participar dessa votação soma 12.502.051 pessoas.
Quem não compareceu às urnas no primeiro turno também pode votar no segundo, desde que o título eleitoral não esteja cancelado ou suspenso. Isso porque cada turno é considerado uma eleição independente. No entanto, a ausência na primeira etapa continua sujeita à justificativa ou ao pagamento de multa, conforme as regras aplicáveis.
No primeiro turno das Eleições 2026, 33.468.233 eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a cerca de 21% do eleitorado apto, segundo o TSE.
O prazo para justificar a ausência no primeiro turno termina em 3 de dezembro de 2026. Já quem deixar de votar no segundo turno terá até 8 de janeiro de 2027 para apresentar a justificativa.
O procedimento pode ser realizado pelo aplicativo e-Título, pelo Autoatendimento Eleitoral ou presencialmente, em um cartório eleitoral. Após a eleição, o pedido deve ser acompanhado de documentos que comprovem o motivo da ausência e será analisado pela Justiça Eleitoral.
Do total de eleitores aptos a votar, 89% têm a biometria cadastrada. Segundo o TSE, porém, o registro biométrico não é obrigatório para exercer o direito ao voto, desde que a inscrição eleitoral esteja regular e a identidade seja confirmada de acordo com os procedimentos da Justiça Eleitoral.
Nas seções eleitorais equipadas com leitores biométricos, existem procedimentos alternativos de identificação para quem não cadastrou as digitais ou enfrenta dificuldades no reconhecimento biométrico. Nesses casos, é necessário apresentar um documento oficial de identificação com foto.
Mesmo com um número reduzido de escolhas, a Justiça Eleitoral recomenda que os eleitores levem a chamada colinha eleitoral, uma anotação em papel com os números dos candidatos escolhidos.
O recurso ajuda a lembrar a sequência de votação e facilita o preenchimento dos votos na urna eletrônica.
É importante lembrar que o uso de celulares e de outros aparelhos eletrônicos é proibido na cabine de votação. Por isso, os números dos candidatos devem ser anotados previamente em papel.
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Baixar áudioO setor produtivo cobra do Congresso Nacional o cumprimento do acordo para atualizar ainda este ano os limites de faturamento do Simples Nacional e a criação de um mecanismo de correção anual automática dos valores pela inflação. As demandas foram reforçadas pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) após a sanção da lei que amplia o teto de faturamento do microempreendedor individual (MEI), com aumentos previstos para os próximos dois anos.
Ao mesmo tempo, o setor empresarial celebrou o aumento do limite de faturamento para microempreendedores individuais (MEI). A Lei Complementar nº 238/2026 eleva o teto da categoria para R$ 110 mil em 2027 e para R$ 140 mil em 2028 e sobe para dois o número de empregados permitidos, desde que recebam um salário mínimo ou o piso setorial.
“É uma conquista, mesmo sabendo que foi feito por causa do aspecto eleitoral, entretanto, nós estamos há 8 anos brigando por esta correção, então de alguma forma esse projeto eleitoral ajudou a nós termos a correção do limite do MEI”, enfatizou Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais de São Paulo (Facesp).
A CACB representa 2.300 associações comerciais e empresariais do país com 2 milhões de empresas vinculadas e espalhadas por todos os estados do país. O executivo, no entanto, destacou que não foi inserido um dispositivo de correção automática anual pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) — indicador que mede a inflação oficial do país —, ponto exigido pelo setor produtivo.
Além do reajuste dos limites do MEI todo ano, Cotait também elencou outra demanda dos empresários: a correção do faturamento do Simples Nacional. Atualmente, os limites para o regime simplificado são de R$ 360 mil para microempresas e R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte, definidos há 10 anos pela Lei Complementar nº 155/2016.
Segundo Cotait, foi firmado um acordo com lideranças congressistas para corrigir a tabela ainda este ano. “Vamos continuar nossa luta. Temos que tentar ainda nesta legislatura, para cumprir o compromisso do presidente Hugo Motta, para aprovação também da correção dos limites da microempresa e da pequena empresa que fazem parte do Simples Nacional”, afirmou.
O assunto fez parte do encontro entre Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, o senador Camilo Santana (PT), coordenador da campanha de Lula à reeleição, e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, nesta sexta-feira (23).
Após a reunião, Pereira comentou que, com a aprovação do reajuste e do perdão de dívidas para os MEIs, agora é discutido um calendário para votar ainda este ano a reforma do Simples. “A ideia é buscar também um reajuste desse modelo, criar uma sofisticação, montar rampas que permitam que o crescimento seja melhor aproveitado pelas empresas e pensar as reformas que esse modelo precisa”, apontou o ministro.
As medidas mais concretas e que devem sair nos próximos dias são uma linha de crédito de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apoiar as pequenas empresas na transição da escala de trabalho 6x1 para a 5x2 e o perdão de dívidas para empresas do regime simplificado do setor de eventos, bares e restaurantes. Segundo o governo, a estratégia é eficiente do ponto de vista fiscal, porque são débitos de difícil recuperação, e pode favorecer a arrecadação com a reabilitação das empresas à formalidade e, consequentemente, ao recolhimento de tributos. O impacto orçamentário com as propostas não foi informado.
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Baixar áudioUm estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) busca identificar oportunidades para ampliar a participação do Brasil na cadeia produtiva de baterias elétricas, a partir de um diagnóstico da capacidade nacional de extração e processamento de minerais críticos. A análise, ainda em andamento, mapeia os segmentos em que o país já é competitivo, aqueles em que sua inserção ainda é nascente e os que enfrentam desafios estruturais mais profundos.
A pesquisa identifica as reservas minerais brasileiras e a capacidade de extração desses recursos, além de analisar os diferentes elos da cadeia produtiva de baterias, desde o fornecimento de matérias-primas até a fabricação do produto final. O levantamento também examina as políticas públicas e os instrumentos existentes para estimular o desenvolvimento do setor.
A iniciativa é resultado de um acordo de cooperação técnica entre a CNI, o Net Zero Industrial Policy Lab, da Universidade Johns Hopkins, e o Instituto E+ Transição Energética. A parceria prevê a realização de estudos e a elaboração de propostas de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento de cadeias produtivas relacionadas aos minerais críticos.
O especialista em Políticas e Indústria da CNI, Rodrigo Curi, explica que o trabalho começou com a análise de dados e o diagnóstico dos diferentes elos da cadeia produtiva de baterias no Brasil. A próxima etapa envolve entrevistas com representantes de diversos segmentos do setor.
“Essa entrevista tende a enriquecer o trabalho, porque, no final, o que se propõe é que consigamos estabelecer uma série de recomendações de políticas e instrumentos para o desenvolvimento dessa cadeia, a partir da visão dos próprios participantes dessa cadeia”, afirma.
Segundo o superintendente de Política Industrial da CNI, Fabrício Silveira, as recomendações devem considerar as capacidades reais da indústria brasileira para extrair minerais críticos e transformá-los em produtos de maior valor agregado. O objetivo é identificar oportunidades concretas abertas pela transição energética, em alinhamento com o programa Nova Indústria Brasil (NIB).
“O Brasil detém reservas relevantes a nível global de minerais críticos e terras raras, elementos centrais para diversas cadeias produtivas ligadas à digitalização e transformação ecológica, dentre elas a de baterias elétricas. Essa é uma oportunidade que se apresenta ao país”, explica.
Para Silveira, o desafio é evitar que o Brasil se limite à exportação de commodities e à importação de produtos acabados. Na avaliação do superintendente, o país precisa identificar os caminhos e as políticas necessárias para avançar nas etapas de processamento e transformação dos minerais, agregando valor à produção nacional e fornecendo insumos para o desenvolvimento de outros setores industriais.
Os minerais críticos têm aplicações em setores considerados estratégicos para a economia, como transição energética, digitalização, defesa e alta tecnologia. Esses recursos são utilizados na fabricação de baterias, veículos elétricos, semicondutores, turbinas eólicas, painéis solares, entre outros equipamentos e produtos industriais.
Rodrigo Curi destaca que a importância desses minerais cresce à medida que avança a transição energética global. Segundo ele, o desenvolvimento das cadeias produtivas associadas a esses recursos pode gerar efeitos positivos em diferentes segmentos da indústria.
“Eles representam insumos para diversos equipamentos que fazem parte da transição energética, como as baterias elétricas. Então, o desenvolvimento dos diversos setores que dependem dos minerais críticos pode gerar efeitos encadeados em outros setores industriais, além de ganhos para a sociedade. Não é à toa que o mundo inteiro tem olhado para eles como importantes instrumentos para essa transformação industrial”, afirma.
As instituições parceiras foram selecionadas pela experiência em projetos relacionados à transição energética e à política industrial. Com a cooperação, a CNI também pretende abrir novas frentes de trabalho, com o objetivo de ampliar a participação da indústria nacional nas diferentes etapas de produção, aumentando a integração entre fornecedores, fabricantes e setores consumidores.
Segundo Tim Sahay, co-diretor do Net Zero Industrial Policy Lab, a colaboração com a CNI busca oferecer uma avaliação atualizada das cadeias globais de valor de minerais críticos e baterias, caracterizadas pela elevada competitividade, além de analisar as possibilidades de inserção do Brasil nesses mercados.
“A agenda de políticas para minerais críticos no Brasil tem se concentrado na segurança do abastecimento, na capacidade de refino e processamento no país, no desenvolvimento de projetos de mineração, como terras raras, lítio, níquel, etc., e na política de transferência de tecnologia com parceiros internacionais. Nosso trabalho destina-se a servir como subsídio técnico para esse processo”, explica.
Sahay destaca que o laboratório reúne análises técnicas de cadeias de suprimentos de energia limpa e estudos de políticas industriais para estimular parcerias estratégicas entre governos e empresas.
“O laboratório apoia formuladores de políticas e empresas na elaboração de estratégias industriais ‘verdes’ inteligentes e direcionadas. Nossas ferramentas baseadas em dados ajudam a mitigar riscos, orientando esses atores a evitar investimentos ineficientes em áreas pouco competitivas ou a adesão a setores ‘da moda’ — práticas que frequentemente levam a excesso de capacidade, cancelamento de projetos e iniciativas frustradas logo no início”, destaca o pesquisador.
Já o Instituto E+ é um centro de estudos estratégicos independente que conecta governos, indústria, sociedade civil e academia. A instituição atua na promoção da transição energética e da transformação verde da indústria como vetores do desenvolvimento socioeconômico brasileiro.
A diretora-executiva do instituto, Rosana Santos, ressalta que o avanço da transição energética aumenta a demanda por minerais críticos e exige uma compreensão detalhada das cadeias produtivas associadas a cada recurso. Segundo ela, essa análise permite identificar em quais etapas o país tem melhores condições de agregar valor à produção.
“O Brasil dispõe de uma base industrial diversificada, que pode fortalecer sua posição nas negociações internacionais. Construir esse diagnóstico com dados e em parceria com a indústria é fundamental para formular políticas públicas mais robustas”, afirma.
A iniciativa também está alinhada à Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, instituída pela Lei nº 15.506/2026. A CNI integra o Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), vinculado à Presidência da República, com direito a voto como representante do setor privado.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde iniciou a oferta de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia para o tratamento do câncer pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A disponibilização começou nesta semana e contempla 13 indicações terapêuticas, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pacientes. Os tratamentos abrangem diferentes tipos de câncer, incluindo os de mama, próstata, pulmão, rim e estômago, além de linfomas e tumores neuroendócrinos.
Nesta primeira etapa, os medicamentos serão disponibilizados em 20 centros de tratamento distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. A expectativa é ampliar a oferta para todos os demais centros oncológicos do país até o fim de 2026.
De acordo com o Ministério da Saúde, a inclusão dos novos fármacos representa uma ampliação de 35% nas alternativas de tratamento oncológico disponíveis na rede pública. A previsão é chegar a 23 novos medicamentos até dezembro, com atendimento de 100% da demanda pelos produtos contemplados. O investimento anual estimado para a aquisição dos nove medicamentos desta etapa é de R$ 155,4 milhões.
Entre os medicamentos incluídos está o abemaciclibe, indicado para determinados casos de câncer de mama precoce ou avançado. Segundo a pasta, o produto pode custar R$ 366 mil na rede privada. A lista também contempla o pazopanibe, para pacientes com câncer renal metastático, e amplia as indicações do trastuzumabe, que passa a ser ofertado também para o tratamento do câncer de estômago ou da junção esofagogástrica.
Os demais medicamentos são acetato de lanreotida, rituximabe, abiraterona, gefitinibe, alfatirotropina (TSH recombinante) e sunitinibe. As indicações variam conforme o tipo de tumor, o estágio da doença e as características de cada paciente.
Segundo o Ministério da Saúde, os tratamentos podem contribuir para aumentar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida. Algumas indicações também são destinadas ao período após a cirurgia, quando não há sinais visíveis do tumor, com o objetivo de reduzir o risco de recorrência do câncer.
A implementação faz parte da Assistência Farmacêutica Oncológica, criada no âmbito do programa Agora Tem Especialistas. Para viabilizar a oferta dos 23 medicamentos previstos, o governo federal assumiu a compra direta de dez fármacos, organizou mecanismos para aquisição de outros nove pelos estados e ampliou os repasses destinados ao custeio dos quatro restantes. O impacto financeiro estimado para o conjunto das medidas é de R$ 4 bilhões por ano.
Além da ampliação dos tratamentos, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição de 400 mil testes imunoquímicos fecais para o rastreamento do câncer colorretal. A implementação será gradual nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com início previsto para novembro nas capitais e nos municípios com mais de 500 mil habitantes. A estratégia é voltada a homens e mulheres assintomáticos de 50 a 75 anos e utiliza o teste para identificar quem precisa realizar colonoscopia para confirmação diagnóstica.
As medidas integram um conjunto de ações voltadas à ampliação do acesso ao diagnóstico e tratamento do câncer pelo SUS.
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Baixar áudioA Justiça Eleitoral mantém o monitoramento das condições climáticas para o segundo turno das Eleições 2026, marcado para este domingo (25). A Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde funcionará presencialmente no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, em conjunto com os 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) e seis instituições parceiras, para identificar riscos que possam comprometer a votação.
Segundo o TSE, as áreas prioritárias incluem estados das regiões Sul e Sudeste, onde há previsão de chuvas intensas e temporais. No Sul, os acumulados podem variar de 70 a 150 milímetros em cinco dias, com volumes pontuais superiores a 200 milímetros. No Sudeste, os maiores volumes são esperados em São Paulo, Rio de Janeiro e no sul do Espírito Santo, com acumulados entre 30 e 80 milímetros. Também há previsão de instabilidades em outras regiões do país.
A Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde acompanha previsões do tempo e alertas de desastres, identifica áreas vulneráveis e avalia possíveis riscos para os locais de votação e as rotas de transporte das urnas eletrônicas. O trabalho também prevê a elaboração de protocolos para reduzir danos causados por eventos climáticos extremos e apoiar decisões em situações de crise.
A estrutura reúne o TSE, os TREs, a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).
No primeiro turno, foram registradas ocorrências relacionadas a temporais e interrupções no fornecimento de energia elétrica, principalmente nas regiões Sul e Sudeste. De acordo com o TSE, as medidas adotadas pelos TREs e pelas empresas de energia permitiram manter a normalidade da votação, sem interrupções significativas.
Copiar o textoMoeda americana recua 0,92% no dia e acumula queda de 1,58% na semana
Baixar áudioO dólar comercial fechou esta sexta-feira (23) cotado a R$ 4,98, com queda de 0,92% no dia. Na semana, a moeda americana acumulou desvalorização de 1,58% frente ao real, segundo dados publicados pelo Money Times.
A alta no exterior ocorreu em meio à valorização dos preços do petróleo, que pode favorecer a moeda americana, já que os Estados Unidos são exportadores da commodity. A procura por ativos considerados seguros também pode contribuir para sustentar o dólar em períodos de incerteza.
Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos com vencimento em dez anos avançaram 2,9 pontos-base, para 4,982%, após recuarem no pregão anterior.
Segundo o The Wall Street Journal, as preocupações com o financiamento dos investimentos em inteligência artificial (IA) e as quedas nas bolsas podem limitar a recuperação dos rendimentos.
O índice DXY, que mede a força do dólar frente a outras moedas globais, fechou aos 101,80 pontos.
O euro, por sua vez, encerrou o pregão cotado a R$ 5,58.
A tabela abaixo mostra as cotações cruzadas entre as principais moedas internacionais e o real. Cada célula indica quanto vale 1 unidade da moeda da linha em relação à moeda da coluna.
| Código | BRL | USD | EUR | GBP | JPY | CHF | CAD | AUD |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| BRL | 1 | 0,2003 | 0,1790 | 0,1498 | 31,4160 | 0,1653 | 0,2806 | 0,2848 |
| USD | 4,9922 | 1 | 0,8934 | 0,7479 | 156,83 | 0,8253 | 1,4006 | 1,4213 |
| EUR | 5,5881 | 1,1193 | 1 | 0,8372 | 175,54 | 0,9238 | 1,5676 | 1,5909 |
| GBP | 6,6729 | 1,3371 | 1,1946 | 1 | 209,69 | 1,1035 | 1,8725 | 1,9004 |
| JPY | 0,0318 | 0,0064 | 0,0057 | 0,0048 | 1 | 0,5262 | 0,0089 | 0,0091 |
| CHF | 6,0489 | 1,2117 | 1,0825 | 0,9062 | 190,03 | 1 | 1,6971 | 1,7221 |
| CAD | 3,5640 | 0,7140 | 0,6379 | 0,5340 | 111,98 | 0,5893 | 1 | 1,0148 |
| AUD | 3,5117 | 0,7036 | 0,6286 | 0,5262 | 110,34 | 0,5807 | 0,9854 | 1 |
Os dados são da Investing.com.
Copiar o textoVolume total negociado na B3 foi de R$ 44.184.261.290, em meio a 5.666.482 de negócios
Baixar áudioO Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira (23) em alta de 0,76%, aos 205.679,81 pontos, segundo dados preliminares divulgados pela Reuters. Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou valorização de 0,12%.
O desempenho ocorreu no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25). Os investidores também repercutiram os dados da prévia da inflação oficial, o IPCA-15, que registrou alta de 0,32% em outubro, abaixo dos 0,70% observados em setembro.
Ações em alta no Ibovespa
Ações em queda no Ibovespa
O volume total negociado na B3 foi de R$ 44.184.261.290, em meio a 5.666.482 de negócios.
Os dados da bolsa podem ser consultados no site da B3.
O Ibovespa (Índice Bovespa) é o principal indicador do mercado acionário brasileiro. Calculado pela B3, ele reflete a média do desempenho das ações mais negociadas na bolsa, com base em critérios de volume e liquidez. O índice é composto por uma carteira teórica de ativos, que representa cerca de 80% do volume financeiro total negociado no mercado.
A B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) é a bolsa de valores oficial do Brasil, sediada em São Paulo. É responsável pela negociação de ações, derivativos, títulos públicos e privados, câmbio e outros ativos financeiros. A B3 está entre as maiores bolsas do mundo em infraestrutura e valor de mercado.
Copiar o textoPorto Alegre, Florianópolis e Curitiba registram instabilidade generalizada ao longo do dia
Baixar áudioA previsão do tempo para a Região Sul neste sábado (24) aponta predomínio de tempo instável, com presença de muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas em todas as capitais, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, o dia em Porto Alegre terá muitas nuvens com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A temperatura mínima fica em 15°C e a máxima chega aos 25°C.
No interior do Rio Grande do Sul, o tempo firme volta a predominar de forma definitiva em praticamente todo o território. As temperaturas despencam devido à entrada de um ar mais frio de origem polar, provocando um sábado com sensação térmica amena e ventos constantes, com máximas que mal devem ultrapassar os 23°C na metade sul e oeste gaúcho.
Em Santa Catarina, a capital Florianópolis registra dia instável, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Os termômetros variam entre 17°C e 25°C.
Para o interior de Santa Catarina, o sábado começa com muita nebulosidade e ainda há chance de chuva isolada na madrugada e manhã nas áreas de divisa com o Paraná e no Planalto Norte.
No Paraná, Curitiba apresenta tempo fechado, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A mínima prevista é de 15°C e a máxima alcança 20°C. No interior do Paraná, a instabilidade ainda persiste devido aos resquícios da frente fria.
Um aviso de tempestade classificado com grau de severidade de perigo potencial está ativo ao longo de todo o sábado (24). A área de abrangência inclui:
Estão previstas chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos de 40 a 60 km/h e queda de granizo, com baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.
Extremidade dianteira de uma massa de ar frio em avanço, que desloca o ar quente à sua frente. A passagem de uma frente fria costuma provocar queda de temperatura e umidade, elevação da pressão e mudança na direção do vento (no Hemisfério Norte, geralmente de sudoeste para noroeste; no Hemisfério Sul, o padrão típico é de noroeste/oeste para sudoeste/sul). A precipitação pode anteceder ou suceder a frente e, por vezes, uma linha de instabilidade intensa se forma antes de sua chegada.
Precipitação originada de nuvens convectivas, sobretudo cumulonimbus, que atinge o solo em forma de esferas ou fragmentos irregulares de gelo. Quando o diâmetro das partículas é ≥ 5 mm, classificam-se como granizo; partículas menores são classificadas como granizo miúdo e/ou neve granulada (graupel). Em boletins METAR, utiliza-se ‘GR’ para granizo e ‘GS’ para granizo miúdo/neve granulada. Unidades isoladas são chamadas de ‘pedras de granizo’.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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