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Baixar áudioO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) divulgou o prognóstico agroclimático para o trimestre de julho, agosto e setembro de 2026, indicando um cenário de temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o país e distribuição irregular das chuvas. As condições climáticas devem influenciar diretamente o planejamento agropecuário, o manejo das lavouras, a disponibilidade de água no solo e o desenvolvimento das principais culturas agrícolas.
Na Região Norte, a previsão é de chuvas abaixo da média em grande parte da região, especialmente no sul da Amazônia. A redução da umidade do solo pode comprometer o desenvolvimento das culturas de sequeiro e das pastagens, além de elevar o risco de queimadas. Em contrapartida, o tempo seco favorece a colheita e o preparo das áreas para a próxima safra.
No Nordeste, o trimestre também deve ser marcado por precipitações inferiores à média em grande parte da região e temperaturas acima do normal. O cenário aumenta a preocupação com a disponibilidade hídrica, principalmente no semiárido e em áreas do SEALBA (Sergipe, Alagoas e leste da Bahia), onde culturas em fases mais sensíveis poderão sofrer perdas. Já nas áreas produtoras de algodão do MATOPIBA, o clima seco tende a favorecer a maturação e a colheita.
No Centro-Oeste, a combinação entre estiagem e calor acima da média deve intensificar o déficit hídrico ao longo do trimestre, especialmente em Mato Grosso e Goiás. A condição pode limitar o desenvolvimento das pastagens e das culturas conduzidas sem irrigação, embora favoreça a conclusão da colheita e o preparo do solo para a próxima safra.
No Sudeste, a previsão aponta chuvas próximas ou abaixo da média na maior parte da região, enquanto as temperaturas permanecem acima dos padrões climatológicos. A disponibilidade de água no solo tende a ser mais favorável apenas no extremo sul e leste de São Paulo, beneficiando as culturas de inverno. Nas demais áreas, o monitoramento da umidade do solo será fundamental para reduzir impactos sobre a produção agrícola.
Já na Região Sul, o cenário é diferente. O INMET prevê volumes de chuva acima da média na maior parte dos estados, com exceção de áreas do extremo oeste do Rio Grande do Sul e do Paraná, onde as precipitações devem ficar próximas da climatologia. A maior disponibilidade de água favorece as culturas de inverno, mas também exige atenção para o aumento do risco de doenças fúngicas e para possíveis dificuldades na realização de operações de campo.
De forma geral, o boletim destaca que o trimestre exigirá planejamento regionalizado, acompanhamento constante das condições meteorológicas e manejo adequado da água no solo. Essas medidas serão determinantes para minimizar perdas e aproveitar as oportunidades proporcionadas pelo clima em cada região do país.
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Baixar áudioA Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) vai abrir consulta e audiência públicas para revisar as regras que definem a distribuição de royalties aos municípios afetados por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural.
A medida tem como objetivo adequar a regulamentação ao Decreto nº 12.849/2026, que passou a considerar os terminais aquaviários como instalações de embarque e desembarque para fins de compensação financeira.
Com a mudança, em vigor desde 1º de julho deste ano, os terminais aquaviários diretamente interligados a instalações marítimas também passam a integrar os critérios de distribuição dos royalties. Caberá à ANP estabelecer as regras técnicas para o cálculo desses repasses, garantindo que o mesmo volume de petróleo ou gás movimentado não seja contabilizado simultaneamente no terminal aquaviário e na instalação marítima correspondente, evitando duplicidade na compensação financeira.
A revisão será feita por meio de atualização da Portaria Técnica ANP nº 29/2001. Como a alteração decorre da regulamentação de um decreto federal, a Diretoria Colegiada da agência dispensou a realização de análise de impacto regulatório. A expectativa é que a atualização da norma traga maior segurança jurídica, transparência e previsibilidade na distribuição dos recursos entre os municípios beneficiados.
Os royalties do petróleo representam uma importante fonte de receita para estados e municípios e podem ser aplicados em áreas como saúde, educação, saneamento, mobilidade urbana e infraestrutura. Dessa forma, a definição de critérios técnicos mais claros para a distribuição desses recursos pode fortalecer o planejamento das administrações municipais e ampliar a capacidade de investimento em serviços públicos, beneficiando diretamente a população das localidades impactadas pelas atividades da indústria de petróleo e gás.
A iniciativa ocorre em um momento de destaque para o tema dos royalties no país. Em junho, a ANP concluiu a distribuição de R$ 4,88 bilhões em royalties referentes à produção de fevereiro de 2026 para a União, estados e municípios. Desse total, R$ 743,74 milhões foram destinados a 531 municípios e R$ 563,45 milhões a três estados no âmbito dos contratos de partilha de produção, evidenciando a relevância desses recursos para as finanças públicas.
A minuta da resolução e as orientações para participação na consulta e na audiência públicas serão divulgadas nos próximos dias no portal da ANP, após a publicação do aviso no Diário Oficial da União. A consulta permitirá que representantes do setor, gestores públicos e demais interessados contribuam para o aperfeiçoamento da regulamentação antes da publicação da norma definitiva.
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Baixar áudioA edição mais recente da Pesquisa BTG/Nexus sobre as intenções de voto para a Presidência da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (13), evidencia diferenças na opinião do eleitorado entre as regiões do país.
Enquanto o Nordeste segue como principal base de apoio do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Sul e o conjunto formado por Norte e Centro-Oeste concentram maior apoio aos candidatos da oposição. Já o Sudeste apresenta um cenário mais equilibrado da disputa.
No Nordeste, Lula lidera com folga no primeiro turno, com 54% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), que soma 25%. Os demais pré-candidatos aparecem com menos de 5%.
Em uma eventual disputa de segundo turno entre os dois, Lula mantém vantagem, com 59% das intenções de voto, contra 35% do adversário.
A região também registra os melhores índices de avaliação do governo federal. Segundo a pesquisa, 57% dos entrevistados aprovam a gestão, enquanto 43% a classificam como ótima ou boa.
O Nordeste reúne ainda a maior proporção de eleitores que se declaram "lulistas convictos", com 30%, além da menor taxa de rejeição ao presidente, de 38%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registra na região seu maior índice de rejeição, de 42%.
No Sul, o cenário é inverso. Flávio Bolsonaro lidera o primeiro turno com 47% das intenções de voto. Em um eventual segundo turno contra Lula, ele amplia a vantagem e alcança 58%, enquanto o presidente soma 34%.
A região também concentra os piores indicadores para o atual governo federal. A desaprovação chega a 58%, e 54% dos entrevistados avaliam a gestão como ruim ou péssima.
O Sul registra ainda a maior proporção de eleitores que se identificam como "bolsonaristas convictos", com 29%. Já a rejeição a Lula supera os 41%.
No Sudeste, a disputa se mostra mais equilibrada. No primeiro turno, Lula aparece com 38% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 33%.
Em um eventual segundo turno, o presidente teria 46%, contra 42% do adversário.
Na avaliação do governo, aprovação e desaprovação aparecem tecnicamente empatadas: 49% aprovam a gestão federal e 49% a desaprovam. Entre os entrevistados, 35% classificam o governo como ótimo ou bom, enquanto 43% o consideram ruim ou péssimo.
A região também reflete a polarização observada no cenário nacional, com 26% de eleitores que se declaram "lulistas convictos" e 24% de "bolsonaristas convictos".
No conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, a disputa é mais acirrada no primeiro turno. Flávio Bolsonaro lidera com 37% das intenções de voto, seguido por Lula, com 32%, e Ronaldo Caiado (PSD), com 12%.
Em um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro aparece com 50%, contra 42% de Lula.
Na avaliação da gestão federal, 51% desaprovam o governo e 40% aprovam. A região registra ainda o maior percentual de eleitores considerados não polarizados, com 26%.
A Pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores entre os dias 10 e 12 de julho de 2026. A amostra foi composta por 43% de entrevistados do Sudeste, 26% do Nordeste, 16% do Norte/Centro-Oeste e 15% do Sul. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07981/2026.
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Baixar áudioA atuação de uma massa de ar frio mantém o tempo firme em toda a Região Sul nesta terça-feira (14). O predomínio é de poucas nuvens, sem previsão de chuva, e as condições atmosféricas favorecem a ocorrência de geada em áreas do interior, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre terá mínima de 10°C e máxima de 17°C, com poucas nuvens. Nas demais regiões do estado, o tempo permanece estável, com possibilidade de geada em áreas do Norte, da Serra Gaúcha e dos Campos de Cima da Serra.
Em Santa Catarina, Florianópolis registra mínima de 12°C e máxima de 18°C, com poucas nuvens. No interior do estado, especialmente entre o Planalto Sul, o Planalto Norte e parte do Meio-Oeste, há condições favoráveis para a formação de geada.
No Paraná, Curitiba terá mínima de 5°C e máxima de 15°C, também com poucas nuvens. A possibilidade de geada se concentra em áreas do Centro-Sul, dos Campos Gerais, do Sudeste e do Sul do estado, enquanto as demais regiões seguem com tempo firme e poucas nuvens ao longo do dia.
Depósito de gelo cristalino — em formas como agulhas, prismas ou escamas — formado pela sublimação do vapor d’água do ar adjacente sobre superfícies expostas, como solo, plantas e objetos.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoMassa de ar seco mantém predomínio de poucas nuvens na maior parte da região
Baixar áudioA Região Centro-Oeste terá uma terça-feira (14) marcada pelo predomínio de tempo firme. A circulação de ar seco mantém poucas nuvens sobre grande parte da região, enquanto Mato Grosso apresenta maior cobertura de nuvens, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Distrito Federal, Brasília terá mínima de 13°C e máxima de 27°C, com previsão de poucas nuvens ao longo do dia.
Em Goiás, Goiânia registra mínima de 17°C e máxima de 31°C, também com poucas nuvens. A mesma condição predomina nas regiões Norte Goiano, Noroeste, Oeste, Leste, Sul e Centro Goiano.
Em Mato Grosso, Cuiabá terá mínima de 20°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens. A maior nebulosidade também se estende por áreas das regiões Norte, Nordeste, Centro-Sul e parte do Sudeste, enquanto o Sudoeste Mato-grossense apresenta períodos de menor cobertura de nuvens.
Já em Mato Grosso do Sul, Campo Grande terá mínima de 10°C e máxima de 29°C, com poucas nuvens. O tempo permanece estável nas regiões Pantanais, Centro-Norte, Leste e Sudoeste de Mato Grosso do Sul, favorecendo o predomínio de céu com pouca nebulosidade.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão do tempo para esta terça-feira (14) indica predomínio de tempo firme na maior parte da Região Sudeste. A atuação de uma massa de ar mais seco mantém o céu com poucas nuvens em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de favorecer a possibilidade de geada em áreas isoladas do sul mineiro, do leste paulista e da Região Serrana fluminense. No Espírito Santo, há condição para chuva em parte do estado, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a previsão é de poucas nuvens em praticamente todo o estado. O tempo permanece estável tanto na Região Metropolitana quanto no interior, incluindo as regiões de Campinas, Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José do Rio Preto e Vale do Paraíba. Há possibilidade de geada em áreas do leste paulista. Na capital, os termômetros variam entre 9°C e 17°C.
Em Minas Gerais, a previsão aponta poucas nuvens na maior parte do estado. No Sul e Sudoeste de Minas, há possibilidade de geada. Em Belo Horizonte, os termômetros devem marcar mínima de 12°C e máxima de 24°C.
No Rio de Janeiro, o dia também será de poucas nuvens, com tempo firme predominando na capital e nas regiões Metropolitana, Serrana, dos Lagos, Norte Fluminense, Noroeste Fluminense, Centro-Sul e Costa Verde. Há possibilidade de geada em pontos isolados da Região Serrana, especialmente nas áreas mais elevadas. Na cidade do Rio de Janeiro, a temperatura mínima será de 14°C, com máxima de 24°C.
No Espírito Santo, a capital Vitória terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 17°C e 24°C. A condição também deve ocorrer em áreas do litoral, do nordeste e do noroeste capixaba, enquanto o sul do estado apresenta variação de nebulosidade.
Depósito de gelo cristalino — em formas como agulhas, prismas ou escamas — formado pela sublimação do vapor d’água do ar adjacente sobre superfícies expostas, como solo, plantas e objetos.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Norte terá uma terça-feira (14) marcada pelo predomínio de muitas nuvens, com chuva concentrada principalmente sobre a faixa mais ao norte da região. As temperaturas seguem elevadas na maior parte dos estados, com máximas que chegam aos 36°C, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Tocantins, a previsão é de muitas nuvens ao longo do dia em Palmas, onde os termômetros variam entre 23°C e 36°C. Nas demais áreas do estado, especialmente nas regiões Ocidental, Oriental e Central do Tocantins, o tempo permanece estável, sem indicativo de chuva significativa.
No Pará, Belém terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada e temperaturas entre 24°C e 33°C. A condição também se estende ao Nordeste Paraense, à Região Metropolitana de Belém, ao Marajó e a áreas do Baixo Amazonas, enquanto o Sudeste, o Sudoeste Paraense e parte do Centro do estado devem registrar apenas muitas nuvens.
No Amapá, Macapá terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 25°C e máxima de 33°C. A previsão é semelhante para grande parte do estado, incluindo o Sul e o Norte do Amapá, onde há condições para precipitações rápidas ao longo do dia.
Em Roraima, o tempo permanece mais instável. Boa Vista terá muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas, com temperaturas entre 24°C e 31°C. O mesmo cenário deve ocorrer no Norte de Roraima, enquanto áreas do Sul do estado podem registrar pancadas de chuva isoladas.
No Amazonas, Manaus terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 25°C e máxima de 33°C. A previsão também indica chuva isolada em parte do Centro Amazonense, enquanto o Norte, o Sudoeste e o Sul Amazonense apresentam condições para pancadas de chuva com trovoadas isoladas em alguns pontos.
Em Rondônia, Porto Velho terá muitas nuvens durante todo o dia, com temperaturas entre 23°C e 33°C. Nas regiões Leste e Madeira-Guaporé, o céu permanece com bastante nebulosidade, mas sem previsão de chuva significativa.
No Acre, Rio Branco registra muitas nuvens, com mínima de 22°C e máxima de 29°C. A mesma condição predomina no Vale do Acre e no Vale do Juruá, onde o tempo segue estável ao longo desta terça-feira.
A radiação solar e o vento promovem a evaporação; o vapor resfriado condensa em núcleos, formando nuvens e, quando as gotículas ou cristais crescem o suficiente, ocorre precipitação. Considera-se precipitação toda água líquida ou sólida que cai das nuvens e alcança o solo (garoa, chuva, chuva/garoa congelante, neve, granizo, graupel, etc.). Sua quantidade é medida por pluviômetro (com registro contínuo via pluviógrafo) e expressa preferencialmente em milímetros.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA Região Nordeste terá uma terça-feira (14) com predomínio de nebulosidade. A possibilidade de chuva isolada se concentra em áreas da faixa litorânea, enquanto o interior da região permanece com tempo estável e temperaturas elevadas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, Salvador terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 22°C e 28°C. A mesma condição é prevista para o litoral baiano. Já no centro, oeste, Vale do São Francisco e Chapada Diamantina, o céu permanece com maior cobertura de nuvens.
Em Sergipe, Aracaju registra muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 20°C e máxima de 29°C. A previsão também se estende ao leste sergipano. No agreste e no sertão, o dia será de céu encoberto, sem expectativa de chuva significativa.
Em Alagoas, Maceió terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, e temperaturas entre 22°C e 30°C. A instabilidade também alcança a Zona da Mata. No agreste e no sertão alagoano, predomina a nebulosidade ao longo do dia.
Em Pernambuco, Recife terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 23°C e máxima de 29°C. A mesma condição é esperada para a Zona da Mata. Já no agreste e no sertão pernambucanos, o tempo segue com maior cobertura de nuvens.
Na Paraíba, João Pessoa terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 23°C e 29°C. A previsão também vale para o litoral paraibano. No agreste, Borborema e no sertão, o céu permanece com bastante nebulosidade.
No Rio Grande do Norte, Natal terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com mínima de 24°C e máxima de 28°C. A condição também ocorre no litoral potiguar. No agreste, na região Central e no Oeste Potiguar, o tempo permanece com predomínio de nuvens.
No Ceará, Fortaleza registra muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 26°C e 29°C. A instabilidade também alcança o litoral cearense. Já no sertão, Inhamuns, Jaguaribe e no Cariri, a previsão é de maior cobertura de nuvens.
No Piauí, Teresina terá muitas nuvens, com mínima de 23°C e máxima de 34°C. Nas regiões Centro-Norte, Norte, Sudeste e Sudoeste do estado, o tempo permanece estável, com predomínio de nebulosidade.
No Maranhão, São Luís terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 25°C e 32°C. A previsão também se estende ao norte maranhense. No centro, leste, oeste e sul do estado, o dia será de maior cobertura de nuvens.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioMoçambique reúne 144 oportunidades comerciais para empresas brasileiras interessadas em ampliar sua atuação no mercado africano. Levantamento da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) aponta que a proximidade cultural e linguística entre os dois países, aliada a avanços na facilitação do comércio, cria um ambiente favorável para a expansão das relações econômicas bilaterais.
Apesar de o comércio entre Brasil e Moçambique ainda representar uma parcela reduzida das relações internacionais brasileiras, os dados indicam crescimento das exportações nacionais para o país africano. Em 2025, as vendas brasileiras para Moçambique alcançaram cerca de US$ 42,6 milhões, com destaque para produtos ligados ao agronegócio, indústria e bens de maior valor agregado.
Atualmente, a pauta exportadora brasileira para Moçambique é liderada pelas carnes de aves, que representam 51,3% do total comercializado. Ao mesmo tempo, produtos industriais como máquinas e equipamentos, medicamentos, caldeiras, produtos de perfumaria e outros bens manufaturados vêm ampliando participação, indicando potencial de diversificação das exportações brasileiras.
De acordo com o estudo da ApexBrasil, as oportunidades identificadas estão concentradas principalmente nos setores de máquinas e equipamentos, produtos alimentícios, insumos industriais e bens de consumo. O levantamento também aponta áreas estratégicas para investimentos, como energia, agricultura, recursos minerais, turismo e infraestrutura.
A relação comercial entre os dois países também ganhou novas possibilidades com a abertura do mercado moçambicano para produtos do setor agropecuário brasileiro, incluindo material genético avícola. A medida amplia oportunidades para cadeias produtivas relacionadas ao agronegócio e fortalece a cooperação econômica bilateral.
“Essa reaproximação entre Brasil e a África já acontece na prática. A gente importa fertilizantes essenciais de lá e exporta bastante tecnologia e inovação. Sabia que a nossa genética bovina é um sucesso no mercado africano? O setor de animais vivos teve um salto de 353% de crescimento recente. Até 2050 é esperado que o continente chegue a 2,5 bilhões de habitantes e o mapa dessa nova Pangeia moderna já está desenhado. São mais de 5 mil oportunidades mapeadas de exportação.
Temos espaço de sobra para nossos grãos, proteínas, frutas, castanhas, ração em tecnologia de produção”, frisou o especialista de agronegócio da ApexBrasil, Alberto Carlos Bicca.
No campo dos investimentos, o país tem atraído capital internacional principalmente em áreas relacionadas a recursos naturais e projetos energéticos. Em 2024, o estoque acumulado de investimento estrangeiro direto em Moçambique chegou a US$ 60,8 bilhões. A participação brasileira soma aproximadamente US$ 62,6 milhões, com presença em setores como energia, infraestrutura, agricultura e mineração.
Empresas brasileiras interessadas em ampliar sua atuação no mercado africano podem se inscrever para integrar a delegação da ApexBrasil na Missão Empresarial Moçambique/FACIM 2026, que será realizada entre 31 de agosto e 6 de setembro, em Maputo, durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM), principal evento multissetorial do país.
As inscrições seguem abertas até 13 de julho, e a missão será realizada entre 31 de agosto e 6 de setembro, em Maputo, durante a Feira Internacional de Maputo (FACIM), principal evento multissetorial do país.
Nesta edição, o Brasil será o país homenageado da feira, o que amplia a visibilidade das empresas brasileiras e fortalece as oportunidades de negócios na África Austral. Serão selecionadas até 20 empresas de diferentes níveis de maturidade exportadora, com atuação em setores como agronegócio, alimentos e bebidas, máquinas e equipamentos, materiais de construção, eletroeletrônicos, equipamentos médicos, softwares, franquias, higiene e cosméticos, entre outros segmentos industriais e de serviços.
As empresas interessadas devem acessar o site da ApexBrasil para consultar o regulamento e realizar a inscrição na Missão Empresarial Moçambique/FACIM 2026 – Inscrições.
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Baixar áudioO aumento de cada 0,1°C na temperatura média global pode provocar prejuízos de até R$ 5,6 bilhões para a economia brasileira em razão dos desastres naturais. A estimativa consta no Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima, lançado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quinta-feira (9), durante o evento Indústria Resiliente: Estratégias de Adaptação à Mudança do Clima.
A publicação analisa os impactos da crise climática sobre as cadeias produtivas e apresenta estratégias para reduzir os riscos físicos e os desafios da transição para uma economia de baixo carbono, considerados fatores que podem comprometer a competitividade da indústria.
Dados do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD), reunidos pela CNI, mostram que o Brasil registrou mais de 16 mil eventos extremos entre 2020 e 2023 — uma média de 4 mil ocorrências por ano. As secas responderam por metade dos registros (50%), enquanto inundações, enxurradas e enchentes representaram 27%, e tempestades, 19%.
O gerente de Recursos Naturais da CNI, Mario Augusto Cardoso, afirma que a crescente frequência dos eventos climáticos extremos exige que as empresas incorporem a adaptação às mudanças do clima às suas estratégias de negócio. Segundo ele, a gestão dos riscos climáticos deve fazer parte do planejamento corporativo para reduzir impactos sobre a produção e a competitividade.
“Como a empresa vai lidar, por exemplo, com o corte na cadeia de suprimentos? Como ela vai lidar com o corte no fornecimento de água causado por um evento extremo? E quando há pouca água, há muitas vezes problema de fornecimento de energia. Como a empresa lida com isso? É preciso analisar cada uma das possibilidades de eventos, pensar se a empresa está preparada e ver qual seria o impacto para a atividade”, avalia.
Considerando a exposição geográfica e a dependência de recursos naturais, o guia dedica recomendações específicas aos setores de óleo e gás, alimentos e têxtil.
Óleo e gás
O setor concentra ativos de alto valor em áreas costeiras e marítimas, como plataformas offshore, refinarias, dutos e terminais portuários. Segundo o estudo, tempestades, ressacas e a elevação do nível do mar podem comprometer estruturas, interromper operações e aumentar os custos de manutenção, seguros e adaptação.
Entre as principais recomendações estão:
Alimentos
A indústria de alimentos está entre as mais vulneráveis às mudanças climáticas por depender diretamente do regime de chuvas, da disponibilidade hídrica, da temperatura e da estabilidade da produção agropecuária. Secas prolongadas, enchentes, ondas de calor e geadas fora de época podem reduzir as safras, elevar o custo de insumos, comprometer o transporte de perecíveis e afetar tanto o abastecimento interno quanto as exportações.
O guia recomenda ampliar práticas de:
A publicação também defende a modernização da infraestrutura de armazenagem e distribuição, como silos, armazéns e centros logísticos mais preparados para enfrentar variações de temperatura e interrupções no transporte.
Na pecuária, medidas como sombreamento, manejo do estresse térmico e garantia de acesso à água limpa contribuem para preservar a produtividade em um cenário climático mais instável.
Têxtil
Na indústria têxtil e de confecção, os riscos climáticos afetam diferentes etapas da cadeia produtiva. A produção de fibras naturais, como o algodão, depende de condições climáticas favoráveis e da disponibilidade de água, enquanto os processos de beneficiamento, tingimento, lavagem e acabamento exigem elevado consumo de recursos hídricos e energia.
Entre as recomendações estão:
O documento também destaca a economia circular como estratégia para aumentar a competitividade do setor. A reutilização de resíduos têxteis, a reciclagem de peças pós-consumo, a rastreabilidade das fibras e a certificação ambiental de fornecedores reduzem a dependência de matérias-primas e atendem às exigências de consumidores e mercados internacionais.
Mario Augusto Cardoso explica que a indústria precisa atuar em duas frentes complementares para enfrentar os impactos das mudanças climáticas: reduzir as emissões de gases de efeito estufa e fortalecer a adaptação aos eventos extremos.
“Os eventos climáticos vão continuar acontecendo. O que queremos é reduzir sua frequência e intensidade. Por isso, temos que estar preparados para garantir a manutenção da atividade produtiva, dos empregos, da arrecadação e das vidas que estão em risco diante desses eventos climáticos”, ressalta.
Além dos impactos físicos da mudança do clima, o guia alerta para os riscos da transição regulatória e comercial. Um dos principais marcos desse processo é a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), instituído pela Lei nº 15.042/24.
A norma estabelece diretrizes para a entrada de instalações produtivas no mercado regulado de carbono. Na prática, empresas que ultrapassarem os limites de emissões a serem definidos pelo governo terão de adquirir créditos de compensação, enquanto aquelas que emitirem menos do que o permitido poderão comercializar créditos excedentes.
Diante desse cenário, a CNI recomenda que as empresas antecipem a elaboração de inventários de emissões de gases de efeito estufa e incorporem estratégias de mitigação e adaptação ao planejamento dos negócios.
O estudo também destaca que consumidores, investidores e cadeias globais de suprimentos exigem cada vez mais transparência ambiental ao longo do ciclo de vida dos produtos.
Empresas incapazes de demonstrar práticas sustentáveis poderão perder mercado, enfrentar restrições ao acesso a financiamentos e encontrar barreiras comerciais em economias com legislação ambiental mais rigorosa, como a União Europeia.
A publicação também identifica oportunidades competitivas para o país, como o powershoring — estratégia de atração de investimentos industriais baseada na ampla oferta de energia limpa no Brasil — e incentiva o uso de instrumentos financeiros verdes, como títulos vinculados a metas de sustentabilidade, para apoiar a modernização tecnológica do parque industrial nacional.
A íntegra do Guia da Indústria para Adaptação à Mudança do Clima está disponível no portal da CNI.
Na última quinta-feira (9), a CNI promoveu o evento Indústria Resiliente: Estratégias de Adaptação à Mudança do Clima. O encontro reuniu representantes do governo, da indústria, de associações setoriais, empresas e instituições parceiras para debater como incorporar a adaptação climática às estratégias de negócios. A iniciativa contou com o apoio do Ministério do Meio Ambiente da Alemanha e da Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ).
Ao longo dos debates, especialistas destacaram que o custo da inação tende a superar os investimentos necessários para adaptação e mitigação dos impactos climáticos. Segundo o coordenador-geral de Ciência do Clima do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Márcio Rojas, a falta de medidas para enfrentar os efeitos das mudanças no clima pode provocar, até 2050, perdas de R$ 17,1 trilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e a eliminação de cerca de 4,4 milhões de empregos.
Os participantes também ressaltaram que a cooperação entre o setor produtivo e o poder público é essencial para ampliar a capacidade de resposta do país aos eventos climáticos extremos. Entre os instrumentos apresentados está o Plano Clima Adaptação, estratégia nacional que estabelece diretrizes e ações para preparar setores econômicos, cidades e territórios para enfrentar secas, enchentes, ondas de calor e episódios de escassez hídrica.
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