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Baixar áudioO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou 315 candidaturas para as 54 vagas abertas para o Senado Federal nas eleições deste ano. Desse total, 121 têm 60 anos ou mais, o equivalente a 38% das candidaturas.
O número representa uma participação significativa de candidatos considerados idosos pelo Estatuto da Pessoa Idosa. Em 2018, quando houve eleição para duas vagas por estado, os candidatos com 60 anos ou mais correspondiam a 35,8% do total de concorrentes, ou 126 de 352 pessoas.
O levantamento considera a idade que os candidatos terão no dia da eleição, 4 de outubro, a partir das informações declaradas à Justiça Eleitoral. Dos 121 candidatos na faixa etária, 103 são homens e 18 são mulheres. A candidata mais velha na disputa é Marlene Soccas (UP-SC), que terá 92 anos no dia do pleito. Entre os homens, o mais velho é Carlos Sodré (Mobiliza-BA), nascido em 30 de agosto de 1946 e, portanto, terá 80 anos quando os brasileiros forem às urnas.
O cenário reflete o envelhecimento da população brasileira e a maior participação política de pessoas nessa faixa etária. De acordo com a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2026, cerca de 36,6 milhões de brasileiros têm 60 anos ou mais, o equivalente a 17,1% da população projetada.
Na outra ponta da pirâmide etária, 21 candidatos têm entre 35 e 39 anos – 15 homens e seis mulheres –, o equivalente a 6,7% das candidaturas. Em 2018, eram 33, ou 9,4% do total.
A Constituição Federal estabelece como idade mínima para senadores os 35 anos, portanto, esta será também a primeira eleição para o Senado em que pessoas nascidas depois da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, poderão disputar o cargo. Doze pessoas nessa condição estão concorrendo: sete homens e cinco mulheres. Entre os mais jovens estão Filipe Barros (PL-PR), nascido em 29 de maio de 1991, e Renatinha (DC-SE), nascida em 27 de abril do mesmo ano.
Além de dois senadores por estado ou no Distrito Federal, os eleitores poderão votar também para deputado estadual ou distrital, deputado federal, governador e presidente e vice.
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Baixar áudioO Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 0,6% em agosto, já descontados os efeitos sazonais, e atingiu 101,3 pontos, o menor nível desde novembro de 2025. Na comparação com agosto do ano passado, o indicador registrou queda de 0,7%, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
A redução mensal foi influenciada principalmente pela avaliação das condições atuais, que recuou 2,5%. A percepção sobre o setor caiu 3,2%, enquanto a avaliação da própria empresa teve retração de 2,1%. Em sentido contrário, as expectativas avançaram 0,4%, com alta de 1,1% nas perspectivas para a economia e de 0,3% para o setor.
Entre os segmentos, a confiança caiu 0,8% entre supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, 0,5% no comércio de bens duráveis e 0,2% no segmento de roupas, calçados, tecidos e acessórios.
Apesar da queda na confiança, a intenção de contratação de funcionários cresceu 0,6% no mês e 1,5% em relação a agosto de 2025. Já o indicador geral de intenções de investimentos apresentou redução mensal de 0,3%, mas ficou 0,1% acima do registrado há um ano.
Acesse a pesquisa completa do Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) aqui.
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Copiar o textoInstabilidades atingem os três estados, enquanto o nevoeiro aparece em áreas do interior da região
Baixar áudioO domingo (30) terá condições variadas na Região Sul, com chuva, possibilidade de trovoadas e ocorrência de nevoeiro em parte do território, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre terá mínima de 13°C e máxima de 18°C, com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. As instabilidades também atingem principalmente o norte e o nordeste do estado. Já em parte da Campanha e da Região Central, a previsão indica muitas nuvens e nevoeiro. No extremo sul, há áreas com menor cobertura de nuvens.
Em Santa Catarina, Florianópolis registra temperaturas entre 17°C e 19°C, também com pancadas de chuva e trovoadas isoladas. A chuva alcança principalmente o litoral e áreas do norte catarinense, enquanto o nevoeiro aparece em parte do interior do estado.
No Paraná, Curitiba terá mínima de 18°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva. A instabilidade se concentra principalmente no norte e no leste paranaense, enquanto áreas do centro e do sul do estado podem registrar nevoeiro.
Massa de minúsculas — porém visíveis — gotículas de água suspensas próximo à superfície, que reduzem a visibilidade horizontal para menos de 1 km. Forma-se quando a temperatura do ar se iguala ou se aproxima do ponto de orvalho, na presença de núcleos de condensação suficientes.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoGoiânia e Campo Grande registram maior nebulosidade
Baixar áudioO Centro-Oeste terá predomínio de tempo seco e umidade relativa do ar variando entre 30% e 20% neste domingo (30), com temperaturas elevadas durante a tarde. A chuva fica concentrada principalmente em áreas do sul de Mato Grosso do Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Distrito Federal, Brasília terá poucas nuvens, com temperaturas entre 18°C e 32°C.
Em Goiás, a previsão indica variação de nebulosidade ao longo do dia. Em Goiânia, o céu fica com muitas nuvens, e os termômetros variam de 22°C a 36°C. Nas demais áreas do estado, predominam condições de tempo seco, com menor cobertura de nuvens principalmente no norte goiano.
Em Mato Grosso, poucas nuvens predominam em grande parte do estado. Cuiabá terá mínima de 24°C e máxima de 39°C. A nebulosidade aumenta em pontos do oeste e do norte mato-grossense, sem indicação de chuva significativa.
Já em Mato Grosso do Sul, o tempo varia entre maior nebulosidade e ocorrência de chuva. Campo Grande terá muitas nuvens, com mínima de 24°C e máxima de 36°C. No sul do estado, especialmente na região próxima à fronteira com o Paraguai e o Paraná, há previsão de pancadas de chuva, enquanto as demais áreas permanecem com tempo predominantemente seco.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoSão Paulo pode chegar aos 35°C
Baixar áudioO domingo (30) será de calor e variação de nebulosidade na Região Sudeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a capital terá mínima de 18°C e máxima de 35°C, com muitas nuvens e névoa úmida. No estado, a nebulosidade também aparece principalmente no leste paulista e em áreas próximas ao litoral, enquanto o interior terá períodos com menos nuvens.
No Rio de Janeiro, a capital terá temperaturas entre 18°C e 31°C, com poucas nuvens. A condição se mantém em boa parte do estado, com aumento de nebulosidade em alguns pontos do litoral.
Em Minas Gerais, Belo Horizonte terá mínima de 17°C e máxima de 33°C, com poucas nuvens. O tempo terá pouca variação em grande parte do estado, sem necessidade de destacar diferenças regionais significativas.
No Espírito Santo, Vitória terá mínima de 21°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens. A maior presença de nebulosidade também alcança outras áreas do estado ao longo do domingo.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoBoa Vista e Manaus têm possibilidade de chuva isolada; Porto Velho pode registrar máxima de 41°C
Baixar áudioO domingo (30) será de muitas nuvens e umidade relativa do ar variando entre 30% e 20% em boa parte da Região Norte, com possibilidade de chuva isolada principalmente no oeste e no extremo norte. As temperaturas permanecem elevadas em áreas do Amazonas, Rondônia e Tocantins, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Tocantins, a previsão indica poucas nuvens em Palmas, onde os termômetros variam entre 23°C e 39°C. A condição se mantém semelhante em grande parte do estado.
No Pará, Belém terá muitas nuvens, com mínima de 24°C e máxima de 34°C. No interior, a nebulosidade também predomina, com períodos de menor cobertura de nuvens em áreas do sul e sudeste paraense.
No Amapá, Macapá registra mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens. A cobertura de nuvens também predomina nas demais áreas do estado.
Em Roraima, Boa Vista terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 23°C e 34°C. A instabilidade também alcança áreas do norte e oeste do estado.
No Amazonas, Manaus terá mínima de 27°C e máxima de 37°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A chuva fica mais concentrada no norte e oeste amazonense, enquanto áreas do sul e sudeste têm menor condição para precipitação.
Em Rondônia, Porto Velho pode registrar a maior temperatura entre as capitais da região, com mínima de 26°C e máxima de 41°C. A previsão é de muitas nuvens, condição que também predomina em grande parte do estado.
No Acre, Rio Branco terá muitas nuvens, com temperaturas entre 22°C e 35°C. A nebulosidade se mantém em boa parte do território acreano.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioO domingo (30) será marcado por variação de nebulosidade e umidade relativa do ar entre 30% e 20% no Nordeste, com possibilidade de chuva isolada principalmente na faixa leste da região. No interior, o tempo permanece com menor cobertura de nuvens em diversas áreas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, a possibilidade de chuva isolada se concentra principalmente no litoral, incluindo Salvador. No oeste baiano, a previsão indica menor nebulosidade. Na capital, os termômetros variam entre 21°C e 28°C.
Em Sergipe, há possibilidade de chuva isolada, sobretudo na faixa litorânea. Aracaju terá mínima de 23°C e máxima de 28°C.
Em Alagoas, a previsão também aponta possibilidade de chuva isolada no litoral e áreas próximas. Em Maceió, as temperaturas ficam entre 22°C e 30°C.
Em Pernambuco, a maior presença de nuvens ocorre no litoral e na Zona da Mata, onde há possibilidade de chuva isolada. No Sertão, o tempo apresenta menor nebulosidade. Recife registra mínima de 22°C e máxima de 29°C.
Na Paraíba, a possibilidade de chuva isolada fica concentrada principalmente entre o litoral e a Zona da Mata, enquanto o Sertão apresenta menor cobertura de nuvens. Em João Pessoa, a temperatura varia de 22°C a 30°C.
No Rio Grande do Norte, áreas próximas ao litoral podem registrar chuva isolada, enquanto o interior terá períodos com menor nebulosidade. Natal terá mínima de 23°C e máxima de 31°C.
No Ceará, a previsão é de muitas nuvens em Fortaleza, com temperaturas entre 23°C e 31°C. No interior, a nebulosidade diminui em algumas áreas.
No Piauí, predominam poucas nuvens, especialmente no centro-sul do estado. Teresina terá mínima de 22°C e máxima de 39°C, a maior temperatura prevista entre as capitais nordestinas.
No Maranhão, a nebulosidade varia ao longo do estado, com maior presença de nuvens em áreas do norte e do litoral. Em São Luís, a previsão é de muitas nuvens, com mínima de 26°C e máxima de 32°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoConselho Monetário Nacional eleva teto global para operações de crédito para R$ 26,625 bilhões
Baixar áudioEstados, Distrito Federal e municípios terão R$ 3 bilhões a mais em limite para operações de crédito em 2026. O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução que eleva o limite global anual dessas operações para R$ 26,625 bilhões.
As informações são da Agência Brasil com base na Resolução n° 5.339/2026. A medida amplia os limites tanto para operações de crédito com garantia da União quanto para aquelas realizadas sem essa garantia.
Segundo o CMN, a decisão busca aproveitar de forma mais eficiente o espaço fiscal já previsto para 2026, mas que não tinha perspectiva de ser utilizado até o fim do ano.
Com a mudança, os principais sublimites passam a ser:
No entanto, nem todos os sublimites foram alterados pela resolução. Os valores destinados à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e aos órgãos e entidades da União permanecem inalterados.
Os limites são:
Somados, os sublimites chegam ao novo limite global de R$ 26,625 bilhões.
A ampliação do limite foi possível após um levantamento realizado pela Secretaria do Tesouro Nacional junto aos entes participantes dos Programas de Reestruturação e de Ajuste Fiscal (PAF) e do Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PATF).
Esses programas contam com mecanismos próprios de controle do endividamento, além de acompanhamento individualizado e fiscalização da Secretaria do Tesouro Nacional.
A análise identificou a existência de espaço fiscal que, segundo o governo, não deverá ser utilizado até o fim de 2026. Parte desse espaço considerado ocioso foi, então, realocada para os sublimites de operações de crédito de estados e municípios administrados pelo CMN.
A resolução também extinguiu o sublimite específico de R$ 1 bilhão destinado a operações de crédito com garantia da União para Parcerias Público-Privadas (PPPs).
O valor foi integralmente transferido para o sublimite destinado às operações do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) com garantia da União, que passou de R$ 1,8 bilhão para R$ 2,8 bilhões.
Dessa forma, a mudança não representa um acréscimo adicional de R$ 1 bilhão ao limite global. Trata-se de uma redistribuição de espaço fiscal já existente, com a transferência do valor anteriormente reservado às PPPs para o Novo PAC.
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Baixar áudioEm julho deste ano, os produtores rurais passaram a contar com novas alternativas para renegociar dívidas. A publicação da Medida Provisória nº 1.376/2026 e da Resolução CMN nº 5.330/2026 autorizou a reestruturação de débitos bancários de produtores afetados por adversidades climáticas ou pela queda nos preços de comercialização entre 2019 e 2025.
De acordo com as normas, podem ser incluídas na renegociação:
Ficam de fora da medida as dívidas com revendas, tradings e agroindústrias, além dos débitos inscritos na Dívida Ativa da União.
As condições de pagamento variam de acordo com o nível de perda registrado pelo produtor.
Nos dois casos, há dois anos de carência para o pagamento do principal, com quitação anual dos juros. As taxas de juros equalizadas variam conforme o enquadramento do produtor: de 5% a 6% ao ano para o Pronaf, de 8% a 9% para o Pronamp e de 11% a 12% para os demais produtores.
A norma também dispensa a apresentação de decreto municipal de calamidade pública ou situação de emergência para o acesso às condições de renegociação.
Por outro lado, o produtor precisa comprovar as perdas por meio de laudo técnico elaborado por profissional habilitado, como engenheiro agrônomo ou técnico agrícola. O documento deve atestar os prejuízos provocados por eventos climáticos extremos ou a redução dos preços de comercialização dos produtos agropecuários financiados.
O prazo para contratação das operações termina em 12 de novembro de 2026.
Em agosto, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou uma resolução (n° 5.334/2026) que flexibiliza o uso de recursos obrigatórios por bancos e cooperativas de crédito para quitar ou reduzir débitos rurais contratados originalmente com outras fontes de financiamento.
Pelas regras, as instituições financeiras são obrigadas a destinar 31,5% dos recursos captados por meio de depósitos à vista — como o dinheiro mantido em contas correntes, por exemplo, — ao crédito rural.
No entanto, antes da decisão do CMN, esses recursos só podiam ser utilizados para renegociar operações contratadas originalmente com a mesma fonte de recursos. Dessa forma, a regra restringia o número de dívidas que cada instituição financeira poderia renegociar.
Com a mudança, os recursos obrigatórios poderão ser utilizados para liquidar ou amortizar operações contratadas originalmente com outras fontes. A exceção são as operações vinculadas aos fundos constitucionais.
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Baixar áudioUma proposta de nova reforma da Previdência que será apresentada aos candidatos à Presidência da República prevê elevar gradualmente para 67 anos a idade mínima de aposentadoria de homens e mulheres e modificar a forma como parte das contribuições previdenciárias é administrada no país. O documento foi divulgado nesta quinta-feira (27).
O trabalho foi organizado pelo economista e ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e coordenado por Paulo Tafner, com participação de Leonardo Rolim, Rogério Nagamine e Sérgio Guimarães. O grupo também preparou uma minuta de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com parte das mudanças sugeridas.
Segundo Tafner, nenhum candidato à Presidência havia tido acesso ao documento antes da divulgação. A intenção dos autores é inserir o tema no debate eleitoral de 2026 e disponibilizar as propostas aos interessados e ao próximo governo.
Idade mínima chegaria a 67 anos
Pelas regras atuais do Regime Geral de Previdência Social, a idade mínima é de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres. A proposta estabelece uma elevação gradual até chegar aos 67 anos para ambos.
O modelo também prevê vincular futuras alterações à longevidade da população. A cada seis meses de aumento da expectativa de vida, quatro meses seriam acrescentados à idade mínima.
Para as mulheres, os autores sugerem uma compensação relacionada à maternidade, com o reconhecimento de um ano e meio de contribuição por filho, inclusive em casos de adoção.
Além da regra geral de aposentadoria, o documento apresenta alterações para diferentes grupos de segurados e benefícios:
Outra mudança está na forma de financiamento dos benefícios. A proposta prevê a divisão das contribuições em duas contas, com critérios distintos de remuneração.
Metade dos recursos seria direcionada a uma conta com rendimento associado ao mercado financeiro. A outra parcela seria atualizada conforme a evolução da massa salarial brasileira.
A migração para o novo modelo seria gradual e dependeria da idade do trabalhador. Os períodos de transição poderiam chegar a 30 anos em algumas das mudanças propostas.
O envelhecimento da população é um dos principais argumentos apresentados pelos autores para defender uma nova reforma.
De acordo com as projeções divulgadas pelo grupo, as despesas previdenciárias, atualmente próximas de 8% do Produto Interno Bruto (PIB), poderiam alcançar cerca de 13% em 2070 sem novas mudanças. Com as medidas propostas, a estimativa é manter os gastos próximos de 10% do PIB.
Para 2100, o estudo projeta despesas equivalentes a 17,4% do PIB no cenário sem novas alterações, ante aproximadamente 10,4% caso o conjunto de medidas seja implementado.
As regras previdenciárias atuais permanecem em vigor. As mudanças sugeridas pelo grupo dependeriam de formalização legislativa e, nos pontos que alteram a Constituição, de aprovação pelo Congresso Nacional.
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