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LOC.: Um levantamento encomendado pela Amazon Web Services e divulgado este mês mostra que 95% das empresas brasileiras que adotaram inteligência artificial (IA) já registram aumento médio de 31% no faturamento. Além das vantagens econômicas, o uso de novas tecnologias gerou ganhos expressivos de produtividade próximos aos 96% entre as companhias pesquisadas.
Diante do crescimento vertiginoso desse mercado, a Câmara dos Deputados discute o PL 2.338/2023, que estabelece diretrizes para o desenvolvimento, fomento e uso ético e responsável da IA. O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), relator da proposta na comissão especial que trata do tema na Casa, prega equilíbrio e defende um debate técnico e sem divergências político-partidárias.
TEC./SONORA: Aguinaldo Ribeiro, deputado federal
“Vai ser essa maturidade que vai nos permitir a construção de uma legislação, de um marco regulatório que nos traga equilíbrio. Não regular a tecnologia, porque a tecnologia sempre vai estar na nossa frente. Acho que a gente tem que fazer é como que a gente vai usar o novo para o bem. Esse é o desafio.”
LOC.: Para o diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, a regulação da IA não deve ser um obstáculo para o setor produtivo e pode representar uma posição estratégica para a economia brasileira.
TEC./SONORA: Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI
“Estamos aqui definindo se o Brasil estará presente neste futuro ao qual o mundo entende como irreversível ou se a gente vai, mais uma vez, como muitas discussões levam 25 anos no Brasil, onde a gente não consegue chegar a um consenso”.
LOC.: Já aprovado no Senado, o PL 2.338/2023 está em fase de audiências públicas na Câmara e ainda não tem data prevista para ser votado em plenário.
Reportagem, Tácido Rodrigues