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TERMO DE USO E PARCERIA

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 Última atualização: 24 de dezembro de 2020 

19/07/2021 11:30h

O Pod61 é o podcast que amplia o debate sobre conteúdos especiais do portal Brasil61.com.

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O portal Brasil61.com colheu relatos de vítimas da Covid-19 que passaram por dificuldades, medos, inseguranças, dores e solidão durante o período de infecção do coronavírus. Pessoas de diversas classes sociais que sofrem com as sequelas da doença, que poderiam ser amenizadas se tivessem tido acompanhamento médico próximo já a partir do início das manifestações dos sintomas mais agudos. 

Essa é primeira edição do Pod61 – Aqueles que ficaram para falar – Aperte o play e confira!

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09/07/2021 10:15h

Vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Anna Carolina Lo Bianco, avalia que casos de ansiedade e estresse em pacientes recuperados também podem estar associados à frustração, já que nem sempre a recuperação é rápida

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Os problemas relacionados à Covid-19 vão além das superlotações de unidades de saúde e da redução do ritmo econômico. Segundo a vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, Anna Carolina Lo Bianco, os pacientes infectados com coronavírus, mesmo após a recuperação, podem sofrer com transtornos de ansiedade e até depressão.  

A especialista avalia que esse tipo de transtorno também pode estar associado a uma frustração, já que nem sempre a recuperação é rápida e efetiva, o que causa decepções nesses indivíduos.

“Dependendo da idade, o estado de imobilidade que se fica durante muito tempo, tomando medicamentos muito pesados e às vezes comprometedores do resto das funções, as pessoas ficam com uma debilidade grande pós-covid-19 e isso traz ansiedade. Isso porque eles veem que a recuperação não está se dando num ritmo que esperavam. E, essa recuperação é difícil. Também vejo que as pessoas ficam muito ansiosas e deprimidas”, pontua.

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Para Anna Carolina, a atenção às pessoas que sofrem com os efeitos da pandemia, infectado ou não, precisa ser ampla, de forma humanizada. Dessa maneira, quem passa pelos problemas se sente mais acolhido e fica menos propenso a desenvolver casos de ansiedade ou depressão. “Isso vai trazer um certo conforto. Quando o paciente se sente amparado, de certa forma, ele tem mais condição de vencer os desafios e cuidar de si”, defende.

Em entrevista exclusiva ao portal Brasil61.com, o médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Unesp e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Dr. Fabricio da Silva, afirmou que essas adversidades também afetam os familiares das vítimas do vírus, assim como pessoas que, de alguma forma, não conseguem encarar o atual quadro com mais estabilidade.

“As pessoas ficam muito mais restritas dos seus convívios sociais, dos seus hábitos e hobbies e isso também gera impacto. Assim ficam mais estressadas. Também existe um conceito do transtorno do estresse pós-traumático, bastante comum em condições graves, por exemplo, acidentes, mortes ou pandemias, como a gente está vivendo, na qual o indivíduo tem transtorno psiquiátrico sério, por consequência de uma internação ou de perda de algum familiar”, considera.

Dr. Fabricio da Silva afirmou, ainda, que percebe um trabalho mais humanizado sendo desenvolvido pelos psicólogos do que pelos psiquiatras. “Os psicólogos são muito ativos dentro das UTIs, dentro das internações, mas a psiquiatria em si ainda age pouco e acho que a sociedade brasileira de psiquiatria tem que assumir essa responsabilidade e também puxar para si esse papel de se debruçar sobre esse assunto”, avalia.

Isolamento social x distanciamento social

Com o intuito de evitar a propagação do coronavírus e, consequentemente, o aumento de pessoas infectadas, uma das principais recomendações das autoridades de saúde é manter o distanciamento social. O membro da Comissão de Saúde do Conselho Regional de Psicologia do Distrito Federal, Marcelo Pedra, conta que essa orientação é importante, mas precisa ser interpretada de maneira a não propiciar a aparição de outros problemas como depressão, estresse ou ansiedade.

“A gente não pode falar de isolamento social, mas de distanciamento. Isso não é só um jogo de palavras. Enquanto boa parte da população brasileira não estiver vacinada, é importante que a gente tenha esse distanciamento, mas não que estejamos isolados. O isolamento para o ser humano abre uma porta traumática muito significativa. Então, é fundamental que a gente mantenha os laços, mais distantes, cumprimentando com os cotovelos, cumprimentando à distância. É fundamental que a gente mantenha a relação de pertencimento”, salienta.

Nesse sentido, o conselheiro do Conselho Regional de Psicologia de Minas Gerais, Luiz Felipe Viana, destaca que algo a ser levado em consideração é o momento atual da pandemia, no qual sentir tristeza e ansiedade é normal. Além disso, ele garante que é preciso pensar que nem toda tristeza ou ansiedade nesse contexto se torna patológica. No entanto, ele afirma que quando esses quadros se tornarem extremos e acentuados, a procura por ajuda profissional é indispensável.

“Entre os sintomas que poderíamos dizer em relação a ansiedade estão palpitação, aquela sensação de coração acelerado, suor com frequência, tremor, sensação de falta de ar, desmaio, náusea entre outros. Já na depressão, há uma tristeza intensa, que não é momentânea, perca do interesse pelas atividades que a pessoa costumava fazer na sua rotina. Também mudança no hábito de alimentação”, explica.

Atendimento à família

Dados do Ministério da Saúde reunidos no Painel Covid-19 do Brasil 61 mostram que o país ultrapassou a marca de 525 mil óbitos por Covid-19 e soma mais de 18.700 milhões casos confirmados da doença. Diante desse quadro, o vice-presidente do Conselho Regional de Psicologia do Maranhão, Eliandro Araújo, afirma que o sofrimento dos familiares dessas vítimas é algo natural.

Nesse sentido, Araújo ressalta que o atendimento de psicólogos aos parentes e amigos das pessoas que morreram em decorrência da Covid-19, assim como de quem se encontra em um quadro mais grave, é fundamental. “No caso de pacientes que vêm a óbito, os familiares sofrem o impacto disso e podem ser assistidos pelo psicólogo”, diz.

“A psicologia tem um trabalho muito forte com o luto. Cada evento impacta emocionalmente de uma maneira diferente nas pessoas. É importante ter o olhar do profissional para que ele possa avaliar se aquela tristeza é momentânea ou está caminhando para se tornar um quadro de depressão, por exemplo, para que o psicólogo possa trabalhar exatamente na recuperação dessas emoções”, complementa.

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06/07/2021 04:00h

De acordo com dados de vagas da Catho, em 2020, a procura por fisioterapeuta hospitalar e respiratório subiu 725% e 716%, respectivamente

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Com um trabalho relevante no processo de recuperação de pacientes infectados com coronavírus, sobretudo dos que tiveram casos mais graves de Covid-19, os profissionais da fisioterapia estão cada vez mais inseridos no atendimento daqueles que sofrem com as sequelas e consequências da doença. A observação é do médico especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Unesp e pelo Instituto de Cardiologia do Distrito Federal, Dr. Fabricio da Silva.

Segundo o especialista, o fisioterapeuta desempenha um papel essencial quando o assunto é Covid-19, já que o paciente perde condicionamento físico, capacidade de oxigenação, além de ficar com o organismo inflamado. “ O paciente perde muita massa muscular, perde peso por inflamação de músculos e isso acaba descondicionando, ou seja, há dificuldade para se fazer qualquer esforço físico. A sua demanda de energia, seu gasto energético é muito maior”, pontua.  

Em entrevista exclusiva concedida ao portal Brasil61.com, o especialista também destacou a importância do paciente com Covid-19 voltar a ser visto pelos profissionais de saúde para uma reavaliação a partir dos primeiros dias após uma semana do surgimento dos sintomas.  Segundo ele, a eficiência dos resultados depende de um trabalho em conjunto de cada especialidade”, disse.

“O acompanhamento do fisioterapeuta com a terapia não invasiva, ventilação não invasiva adequada, escolha do dispositivo de oxigenação, manejo adequado do respirador, tudo isso é um trabalho em conjunto da equipe médica com a fisioterapia, que muda completamente o desfecho da doença”, considera.

"Cada vez mais temos a consciência de que o tratamento multiprofissional na Covid-19 ou qualquer doença grave é fundamental. Isso é medicina moderna, isso é cuidar de saúde moderna."

Dr. Fabricio da Silva, especialista em cardiologia, clínica médica e emergências clínicas pela Unesp

Para o diretor do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), Abidiel Pereira Dias, a atuação dos profissionais da área não se limita apenas ao atendimento do paciente no pós-internação. Além disso, a assistência é oferecida desde os casos mais simples aos mais graves.

“Além da parte respiratória, surge também um grupo de sequelas de ordem motora. Nesse segmento, a fisioterapia demonstrou crescimento exponencial na área da fisioterapia domiciliar. Vale destacar também a participação da equipe interdisciplinar em todas essas etapas”, afirmou o especialista em fisioterapia desportiva e cardiovascular.

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Profissionais da ponta

Abidiel Pereira Dias ressalta ainda, que, inicialmente, os pacientes precisam estar atentos aos sinais respiratórios quando há suspeita de Covid-19. Nesse momento, os fisioterapeutas podem ser consultados para recomendar atividades ou repassar outras orientações.

“O paciente que apresenta alteração no seu ritmo respiratório, na frequência, um déficit ou diminuição da saturação parcial de oxigênio já deve ser monitorado e acompanhado pelo fisioterapeuta. Obviamente que, a partir desse quadro, poderão advir outras situações, como motoras. Mas, predominantemente, os sinais que requerem a participação da fisioterapia são de cunho respiratório”, salienta.

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O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Rio de Janeiro (Crefito-2), Wilen Heil e Silva, lembra que o fisioterapeuta é um profissional de primeiro contato e está inserido na atenção primária, nas clínicas da família, nos serviços de atenção domiciliar, em postos de saúde e serviços ambulatoriais.

“Isso facilita o acesso da população ao profissional, que aos sinais de resfriado, tosse ou febre, deverá imediatamente informar ao fisioterapeuta para que este possa realizar as orientações clínicas recomendadas, inclusive a realização do teste para Covid-19 e os cuidados de medidas sanitárias como uso de máscara e isolamento social, até o resultado do exame”, afirma.

“Sabe-se que hoje não é recomendado sentir-se cansado ou com falta de ar para procurar um profissional, pois quanto mais precoce o diagnóstico, mais cedo se inicia os cuidados”, complementa.

Força e massa muscular

Pacientes com Covid-19 que têm mais força e massa muscular tendem a permanecer menos tempo internados em decorrência da doença. É o que aponta um estudo feito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa levou em conta o resultado observado em 186 indivíduos hospitalizados com Covid-19 moderada ou grave.

Autor do estudo, o professor e pesquisador da Universidade de São Paulo, Hamilton Roschel, explica que a pesquisa sugere que esses indicadores podem, portanto, ajudar a prever o tempo de internação pela enfermidade.

“Sabemos que o próprio período de hospitalização vai implicar em uma deterioração da saúde muscular do indivíduo. Ele vai perder muita força e muita massa muscular. Isso vai comprometer o processo de reabilitação desse paciente. Então, você ter uma reserva funcional é importante para te auxiliar no processo de recuperação”, destaca.

Os músculos que ajudam na respiração também são importantes nesse quadro. Diante desse contexto, o Conselho Regional de Fisioterapia Terapia Ocupacional do DF e de Goiás (Crefito-11) respondeu, por meio de nota, que “pacientes admitidos na UTI são propensos a redução da força muscular por imobilidade, e a associação da fisioterapia motora e respiratória auxilia a minimizar as sequelas deixadas pela Covid-19.”

"Os principais sintomas são dificuldade em respirar ou falta de ar, dor ou pressão no peito, saturação menor que 93% (SaO2 < 93%), febre, recomenda-se a procura de um profissional da saúde imediatamente."

Rejane de Souza Passos, fisioterapeuta do Crefito 11

Wilen Heil e Silva, do Crefito-2 (RJ), lembra que o sistema respiratório está diretamente ligado às condições musculares. Logo, inicialmente, o profissional fisioterapeuta precisa olhar os dois grupos, indistintamente. “Na verdade, essa divisão não existe, pois as condições respiratórias também envolvem músculos, inclusive o diafragma como o principal músculo responsável pelo ato respiratório, e outros que de forma acessória auxiliam também na respiração”, avalia.

O presidente do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Rio Grande do Sul (Crefito-5), Jadir Camargo, afirma que a função da fisioterapia no contexto da Covid-19 ajuda na parte pulmonar, com a higienização brônquica, assim como por meio de uma ventilação mais adequada, que auxilia no preparo e restauração da musculatura respiratória.

“É ela quem vai acionar, pela caixa torácica, a ventilação do paciente. Uma possibilidade de uma musculatura mais eficiente dá melhores condições respiratórias ao paciente. Tudo está interligado”, destaca.

Ainda de acordo com Camargo, os fisioterapeutas costumam atuar do início dos sintomas até a alta hospitalar, pois existe a possibilidade de continuidade de um tratamento, dependendo das sequelas deixadas.

“Muitas vezes, essa dependência do tratamento com o fisioterapeuta pode se prolongar por meses. Ainda estamos avaliando a situação, considerando que, neste um ano e meio de pandemia, muitos pacientes, após a alta hospitalar, ficam sob assistência do fisioterapeuta por cerca de 8 meses. Mas, tudo depende da condição de cada um”, pontua.

De acordo com dados de vagas da Catho, a busca por profissionais da saúde aumentou até 725% em 2020, na comparação com 2019. Entre os profissionais, o destaque foi para o fisioterapeuta. No ano passado, a procura por fisioterapeuta hospitalar e respiratório subiu 725% e 716%, respectivamente. Além disso, de acordo com o Fórum Econômico Mundial, do início de 2020, a terapia física e a terapia respiratória foram apontadas como carreiras promissoras no futuro.

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06/07/2021 04:00h

O Senado está analisando o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem, que pode ser uma alternativa mais barata para desafogar as rodovias do País

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A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal está analisando o Projeto de Lei n° 4199, de 2020, que institui o Programa de Estímulo ao Transporte por Cabotagem – chamado de BR do Mar. A proposta visa melhorar a qualidade desse tipo de serviço e incentivar a concorrência na prestação do serviço de transporte de cabotagem, ampliando a frota para a navegação de cabotagem.

De acordo com o senador Nelsinho Trad (PSD/MS), que é o relator da matéria no Senado, o projeto prevê o estímulo e o desenvolvimento da indústria naval de cabotagem, incentivando os investimentos decorrentes de operações de cabotagem em instalações portuárias, além da melhor otimização do emprego dos recursos vindos da arrecadação do Adicional ao Frete para a Renovação da Marinha Mercante.

Segundo o senador, a provação da matéria vai facilitar a expansão das operações de cabotagem e a entrada de novos interessados no setor, incentivando a concorrência e trazendo equilíbrio na matriz logística brasileira. “Hoje o transporta aquaviário é subutilizado, o escoamento de grãos e minério é feito principalmente por rodovias e ferrovias. O programa vem a equilibrar essa matriz logística de transporte de carga, além de reduzir burocracias e custos”, destacou o parlamentar.



Se o projeto for aprovado, a partir da publicação como lei, as empresas vão poder fretar navios por tempo ou cascos vazios para utilizar na navegação de cabotagem. Após um ano da vigência da lei, vão poder ser dois navios; no segundo ano de vigência, três embarcações; e no terceiro ano da mudança, quatro. Após esse período, a quantidade de navios fica livre, precisando apenas serem observadas as condições de segurança definidas no regulamento.

De acordo com a especialista em administração pública e mestranda em transporte pela Universidade de Brasília (UnB), Marcielly Cardoso, a modernização e expansão da cabotagem no Brasil pode trazer benefícios para todo o país.

“O transporte via cabotagem possui diversos benefícios e o que a gente enxerga de mais longe é o desafogamento das rodovias, visto que um navio pode transportar o equivalente a vários caminhões. Um dos grandes benefícios desse tipo de transporte é a economia, tanto para o cliente quanto para o fornecedor. Dados mostram que o custo do frete pode ser até 30% inferior ao do modal rodoviário, além de que o transporte por cabotagem/aquaviário tem o menor índice de poluição para o meio ambiente”, afirmou.

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O que é cabotagem?

A cabotagem é o transporte aquaviário de cargas entre portos de um mesmo país. O termo se refere à navegação pela costa marítima, mas não se limita a ela, podendo se estabelecer em vias de rios e lagos. A prática acontece em diversos países, e, dependendo da proximidade dos portos entre fronteiras, atividades de cunho internacional também podem acontecer, como é o caso de Brasil e Uruguai, por exemplo.

Os navios de cabotagem podem ter um longo alcance de transporte, exigindo menos custos e tendo maior capacidade de carga, o que facilita toda a operação logística. Entre as principais mudanças propostas pelo projeto está a liberação progressiva do uso de navios estrangeiros para esse tipo de transporte, sem a necessidade de contratar a construção de embarcações em estaleiros brasileiros.

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05/07/2021 18:00h

Em média, a cada seis doses aplicadas no Brasil, uma foi em quem se deslocou para se vacinar

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Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que mais de 11,3 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 foram aplicadas pelos municípios em moradores de outras cidades. Em média, essas pessoas viajaram 252 quilômetros para se imunizarem. De acordo com a nota técnica “Deslocamento da população em busca de vacina”, a cada seis doses aplicadas no Brasil, uma foi em quem se deslocou para se vacinar.

O gerente de logística, Sérgio Ferreira Félix, e sua esposa, a corretora imobiliária, Rosana Paula Barbosa, viajaram cerca de 250 quilômetros da cidade onde moram, Cachoeira de Minas (MG), até São Paulo capital, onde também possuem uma residência, para que pudessem garantir a vacinação contra a Covid-19. Segundo ele, a imunização em Minas Gerais está muito atrasada em relação ao território paulista.

“Eu e minha esposa nos vacinamos em São Paulo capital. E optamos por tomar aqui, porque está bem mais adiantado. No dia em que nós tomamos, com 47 anos de idade, em São Paulo, em Minas não estavam vacinando 60 anos ainda, principalmente o município onde a minha esposa tem residência”, relata Sérgio. 

São Paulo foi um dos municípios que mais recebeu pessoas de outras cidades para tomar a vacina contra a Covid-19. Segundo a nota técnica da Fiocruz, divulgada no final de junho, a capital paulista aplicou 257.159 doses em indivíduos de seis municípios vizinhos: Guarulhos (101.681 doses), Osasco (37.751), Santo André (35.236), Diadema (27.119), além de moradores de outras capitais como Rio de Janeiro (12.118), Salvador (5.526), Belo Horizonte (3.985), Curitiba (3.961) e Brasília (3.802).

O professor Christovam Barcellos, membro do Observatório Covid-19 da Fiocruz, avalia os motivos para as pessoas se deslocarem em busca da vacina.
“É muito comum as pessoas se vacinarem no município onde trabalham e não no município onde residem. Uma pessoa que mora na Baixada Fluminense, está passando no Rio de Janeiro, ela se vacina no Rio. Algumas cidades, onde a vacinação é mais ampla e têm mais postos de vacinação, estão atraindo pessoas de outros municípios do entorno, principalmente nas regiões metropolitanas”, comenta.

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Outra cidade cuja vacinação está sobrecarregada por moradores de outros municípios é o Rio de Janeiro. Segundo a nota técnica da Fiocruz, a capital fluminense aplicou 156.256 doses em moradores de municípios vizinhos, como Duque de Caxias (47.507), Nova Iguaçu (32.028), São João de Meriti (28.873), Niterói (25.282) e Belford Roxo (22.566), além das capitais de São Paulo (7.047) e Brasília (3.855).

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro informa que “o índice de doses aplicadas em pessoas residentes em outras cidades ou estados é de cerca de 10%, entre D1 e D2. Para se vacinar, não é exigido comprovante de ser morador local. O SUS é universal e é legítimo que as pessoas possam se vacinar em todo o território nacional sem restrição devido ao endereço. Porém, o ideal é que as pessoas tomem as vacinas, incluindo a da Covid-19, na unidade mais próxima de sua residência”.

SUS

De acordo com a nota técnica da Fiocruz, esse “turismo de vacina” indica uma falha no esforço nacional de imunização, que deveria vacinar a população de maneira homogênea, com proporções similares nos municípios para grupos prioritários e por idade.

Em nota, o Ministério da Saúde esclarece que “o acesso aos serviços de saúde, incluindo a vacinação contra a Covid-19, deve ser garantido à toda população brasileira, sem discriminação, conforme os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS)”.

No entanto, a pasta ressalta que “o SUS é tripartite, por isso estados e municípios têm autonomia para seguir com a estratégia local de vacinação, conforme as demandas regionais”. 

O professor Christovam Barcellos comenta que não faz parte dos princípios do SUS recusar vacinas aos cidadãos, nem mesmo pedir comprovante de residência.
“O SUS tem uma lógica territorial tradicional. As pessoas costumam ser cadastradas adscritas aos postos de saúde dos bairros onde moram. O SUS nunca teve a postura de impedir a atenção de pessoas que moram em outros municípios. Isso é contra os princípios do SUS de igualdade, de universalização, de gratuidade. Então, pedir comprovante de residência, é até interessante para fazer estatísticas, mas não pode servir de impedimento para vacinação.”

O secretário executivo do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Mauro Junqueira, reforça que o acesso à saúde por meio do SUS é universal e direito de toda a população, mas ressalta a importância de cada um buscar a unidade de saúde mais próxima, para não atrapalhar o planejamento das secretarias municipais de saúde.

“Entendemos que a disponibilidade de vacina é pequena ainda e que, quando divulgam a vacinação em idades diferentes de uma região para outra, haja naturalmente a vontade do cidadão de procurar aquele local. Isso atrapalha e dificulta o planejamento da gestão local. Então, não deve ocorrer. As pessoas devem aguardar que a sua unidade defina o processo de vacinação, que vai chegar para toda a população”, orienta.

Segundo Mauro Junqueira, o município pode exigir comprovante de residência caso a demanda por vacinas de moradores de outras localidades extrapole a quantidade de doses disponíveis. 

“O município é um ente autônomo. Tendo em vista que moradores de outras cidades estão migrando para se vacinar, ele pode pedir alguma documentação, até para garantir o direito da sua população. O SUS é universal, mas se houver uma migração, precisa ter uma nova repactuação com a CIB (Comissão Intergestores Bipartite), para definir esse fluxo e tentar garantir um maior número de vacinas”.

Vacinômetro

Segundo o Ministério da Saúde, 77.631.596 pessoas já tomaram a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e 27.641.567 receberam a dose de reforço. Os dados são da noite do dia 4 de julho de 2021, disponíveis no site Pátria Vacinada.

O professor Christovam Barcellos comemora a adesão dos brasileiros ao Plano Nacional de Imunização contra a Covid-19.

“O ‘turismo de vacina’ claro que é prejudicial à organização do sistema de saúde. Mas ele também mostra uma adesão enorme da população à vacina. Muita gente está viajando porque quer tomar vacina; isso é muito positivo”. Segundo levantamento do Datafolha, feito em meados do ano passado, nove em cada 10 brasileiros querem se vacinar contra o coronavírus.

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05/07/2021 17:15h

Segundo a pesquisa semanal realizada pela entidade, uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19 em estado grave

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Há risco de falta de medicamentos do “kit intubação” em 13,2% dos municípios brasileiros levantados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Segundo a pesquisa semanal realizada pela entidade, uma parcela considerável das cidades ainda corre o risco de não ter esses medicamentos para atendimento aos pacientes com Covid-19 em estado grave. 
 
O período de coleta dos dados foi de 28 de junho a 2 de julho de 2021; nela foram ouvidos 3.079 gestores, o que representa 55,3% dos municípios brasileiros. Para o presidente da confederação, Paulo Ziulkoski, a amostra desta semana é bastante significativa, e os resultados apresentados indicam uma tendência nacional. 


 
Houve uma queda em relação às semanas anteriores, mas ele destacou que esta é uma questão que já foi aguda e continua muito forte. “É muito preocupante quando nós vemos que nessa semana, a décima quarta, temos uma pequena diminuição na questão da falta do kit intubação, mas ainda assim 17%. Se projetarmos isso para o Brasil, dá em torno de 800 municípios que ainda estão com esse problema sendo aprofundado”, disse.
 
Em 44,1% dos municípios pesquisados esta semana não houve óbitos em virtude da Covid-19. Perguntados se houve aumento no número de óbitos nos municípios, 25% declararam que se manteve estável, 16,1% indicaram aumento e 13,3% diminuição. Além disso, nesta edição, 21,3% dos municípios pesquisados declararam que houve aumento do número de pessoas infectadas, em 37,5% se manteve no mesmo patamar e em 36,8% houve diminuição no número de casos.

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Os dados, segundo o presidente da CNM, devem servir como embasamento para tomada de decisões sobre políticas públicas em relação ao direcionamento do combate à pandemia. “Estamos levando a disposição dos prefeitos, a maioria dos prefeitos pelo menos que concordaram com essa situação, e ver se tem alguma solução. Acho que isso depende basicamente de uma iniciativa do governo federal”, pontuou Ziulkoski.

Vacinas

Sobre a falta de vacinas, mais de 830 municípios (27,2% dos respondentes) apontaram que enfrentaram esse problema. Para 71,5% a vacinação continuou normalmente. A maioria dos imunizantes que faltaram foram para a aplicação da primeira dose.
 
A projeção das vacinas, segundo a confederação, apontava que o Brasil teria 141.382.751 doses a mais aplicadas até junho de 2021. Em dados reais, foram aplicadas 91.921.403 doses de vacinas (até o dia 29 de junho de 2021). Esta capacidade ociosa acumulada mostra que a vacinação ainda está aquém do projetado, representando a quantidade de pessoas que já poderiam estar imunizadas e não estão.

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25/06/2021 14:40h

Quase 8.800 quilombolas que vivem em 15 municípios da região começaram o processo de imunização

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A vacinação contra a Covid-19 chegou para os povos tradicionais quilombolas da região de Garanhuns, no Agreste Pernambucano. A microrregião é formada pelos municípios de Garanhuns, Bom Conselho, Canhotinho, Angelim, Iati e outras catorze cidades, que juntas concentram mais de 10,6 mil pessoas autodeclaradas descendentes e remanescentes de escravizados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

De acordo com o IBGE, apenas os municípios de Calçado, Jucati, Jupi e Lagoa do Ouro não possuem quilombolas. Até o fechamento desta reportagem, 8.785 pessoas tomaram a primeira dose da vacina, o equivalente a quase 80% do total de quilombolas. Além disso, 15 pessoas já receberam a dose 2 do imunizante, de acordo com o Ministério da Saúde. 

Quadro: Número de quilombolas vacinados com a primeira e a segunda dose na microrregião de Garanhuns:

Município 1ª Dose 2ª Dose
Garanhuns 2.444 6
Angelim 775 1
Bom Conselho 3.063 3
Brejão 579 0
Caetés 1.236 2
Iati 1 1
Saloá 129 0
Terezinha 2 2
*As seguintes regiões abrigam quilombolas, mas não aplicaram nenhuma dose: Canhotinho, Correntes, Jurema, Lajedo, Palmeirina, Paranatama e São João.

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Francieli Fantinato, explica a importância da vacina nos grupos prioritários. “As comunidades quilombolas são populações que vivem em situação de vulnerabilidade social. Elas têm um modo de vida coletivo, os territórios habitacionais podem ser de difícil acesso e muitas vezes existe a necessidade de percorrer longas distâncias para acessar os cuidados de saúde. Com isso, essa população se torna mais vulnerável à doença, podendo evoluir para complicações e óbito.”

Covid-19: cerca de 18% da população já tomou a primeira dose da vacina e 9% a segunda

O município de Garanhuns, a cerca de 200 quilômetros do Recife, possui a terceira maior população de comunidades tradicionais de Pernambuco. São 3.307 quilombolas, de acordo com o IBGE. Desses, 2.450 já receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Seis quilombolas tomaram a dose reforço e concluíram o processo de imunização. 

Desde o início da pandemia até 22 de junho, o município registrou 13.403 casos de infecção pelo novo coronavírus, com 257 óbitos. Segundo Jéssica Borges, diretora de Atenção à Saúde de Garanhuns (PE), a aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 na população quilombola começou dia 24 de março. A segunda dose está prevista para o final de junho. Como estratégia para garantir a adesão de todos ao imunizante, as equipes da secretaria de saúde estão indo até as localidades. 

“Nós desenvolvemos algumas atividades de educação em saúde, de sensibilização e isso fez com que a gente diminuísse essa recusa da população em se vacinar. Concluam seu esquema vacinal, para que a imunização possa ser eficaz”, indica Jéssica. 

Ermeson Araújo da Silva, aos 46 anos, já tomou a primeira dose da vacina. O técnico em agropecuária é morador do quilombo Timbó, localizado na zona rural de Garanhuns, e um dos mais antigos da região, onde vivem 175 famílias. Como membro do Movimento Estadual das Comunidades Quilombolas de Pernambuco, Ermeson ressalta os efeitos da vacinação em massa nas localidades e a importância da adesão à segunda etapa da campanha: 

“A incidência da doença caiu bastante nos quilombos. O mundo está atrás de se imunizar e nós estamos tendo essa oportunidade de receber essa vacina. Eu conto com o apoio de todos vocês, de todas as comunidades quilombolas para que a gente ganhe essa luta contra esse vírus”, clamou.

Proteja-se

Se você sentir febre, cansaço, dor de cabeça ou perda de olfato e paladar procure atendimento médico. A recomendação do Ministério da Saúde é que a procura por ajuda médica deve ser feita imediatamente ao apresentar os sintomas, mesmo que de forma leve. Após a vacinação, continue seguindo os protocolos de segurança: use máscara de pano, lave as mãos com frequência com água e sabão ou álcool 70%; mantenha os ambientes limpos e ventilados e evite aglomerações. 

Os quilombolas são prioridade no calendário nacional de imunização do Ministério da Saúde. O estado de Pernambuco está na quinta posição em população quilombola com mais de 54 mil pessoas, segundo o levantamento realizado pelo IBGE, em 2019.

Vacinação em Pernambuco 

De acordo com a Secretaria de Saúde de Pernambuco, o estado recebeu do Ministério da Saúde 4.520.100 doses da vacina contra a Covid-19. Segundo dados do Ministério da Saúde, até o dia 22 de junho, 39.887 quilombolas tomaram a primeira dose do imunizante e 3.171 receberam a dose 2. A vacina é segura e uma das principais formas de prevenção do novo coronavírus. Fique atento ao calendário de imunização do seu município. Para saber mais sobre a campanha de vacinação em todo o País, acesse gov.br/saude

Serviço

Quilombolas que vivem em comunidades quilombolas, que ainda não tomaram a vacina, devem procurar a unidade básica de saúde do seu município. Para mais informações, basta acessar os canais online disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Acesse o portal gov.br/saude ou baixe o aplicativo Coronavírus – SUS. Pelo site ou app, é possível falar com um profissional de saúde e tirar todas as dúvidas sobre a pandemia. 

Veja como está a vacinação Quilombola no seu município

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24/06/2021 05:00h

Pesquisa da CNI mostra que 89% dos brasileiros estão preocupados com a pandemia, mas a situação financeira das famílias impede o aumento das medidas protetivas

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Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que quase 90% dos brasileiros consideram grave a situação da pandemia de Covid-19 no Brasil. De acordo com o levantamento “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, há um ano, esse percentual era de 80%.

Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaéz, apesar do aumento na percepção de gravidade da situação, não se pode afirmar que as medidas de prevenção também se expandiram, já que grande parte da população – muitas vezes em situação de vulnerabilidade socioeconômica – continua se expondo ao vírus para trabalhar e se sustentar.

“Esses trabalhos ocorrem, em grande parte, em locais fechados, com má ventilação. Os trabalhadores são obrigados a tomarem sempre o risco para si, [como no caso] do transporte público. Todas essas circunstâncias desfavoráveis fazem com que a possibilidade de que a consciência da gravidade pudesse melhorar os cuidados não aconteça, porque está fora da governabilidade das pessoas”, esclarece.

O senador Antonio Anastasia (PSD-MG) afirma que a vacinação em massa contra a Covid-19 é imprescindível, não apenas para garantir a saúde dos brasileiros, mas para permitir a volta segura das atividades econômicas e sociais.

“A economia brasileira somente retornará a sua plenitude – nas atividades empresariais, nas atividades de lazer, restaurantes, cinemas, shopping, festas populares –, quando tivermos a vacinação bastante avançada e a imunidade alcançada pelo grande número de brasileiros”, afirma. 

“A primeira preocupação será sempre a saúde, mas a sua consequência positiva é permitir que a economia volte a funcionar plenamente e permita a geração de empregos, distribuição de riqueza e que as pessoas possam se socializar positivamente", acrescenta o senador.

Covid-19: Queiroga afirma que todos os brasileiros acima de 18 anos devem receber primeira dose da vacina até setembro

Imunização contra a Covid-19 chega às comunidades quilombolas do Brasil

É preciso tomar a segunda dose da vacina? Especialistas respondem

Vacinômetro

Segundo o Ministério da Saúde, 65.339.660 pessoas já tomaram a primeira dose da vacina contra Covid-19, o que representa 31% da população, e 24.737.351 pessoas tomaram a segunda dose, cerca de 11,7% dos brasileiros. Os dados são do dia 23 de junho.

Para o diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaéz, a campanha de vacinação contra a Covid-19 é fundamental para ampliar a cobertura da imunização no País.

“Por mais que vacinemos, nesse momento, dois ou três milhões de pessoas, ainda estaríamos longe de termos um percentual de vacinados de 50% da população com duas doses, o que permitiria um certo alívio no sentido de controle da pandemia”. Com a baixa vacinação, Urbaéz reforça a necessidade de aliar a vacinação às medidas de isolamento social.

Percepção da situação da pandemia

A pesquisa da CNI foi realizada entre 16 e 20 de abril, com 2.010 pessoas. Para 93% das mulheres entrevistadas, a situação é grave ou gravíssima. Já entre os homens, esse percentual é de 85%. Por faixa etária, 86% da população entre 25 e 40 anos consideram a pandemia como grave. Já entre aqueles com mais de 60 anos, essa percepção sobe para 92%.

Para o infectologista José David Urbaéz, o aumento da percepção de gravidade da pandemia se deu pelo próprio agravamento da doença no Brasil, no início de 2021.

“Esse aumento na percepção da gravidade é o cenário que se construiu com a recrudescência [da Covid-19] e que de alguma forma mexeu com o negacionismo e a falta de percepção da realidade. As cenas terríveis de pacientes se sufocando por falta de oxigênio, o colapso nas estruturas hospitalares, o aumento significativo do número de casos e de óbitos; tudo isso cria um conjunto narrativo extremamente sensibilizador à população”, afirma.

O especialista também cita outros fatores que levaram a população a se conscientizar sobre a gravidade da pandemia, como a falta de sedativos para pacientes que precisam de intubação; as novas cepas do coronavírus, mais transmissíveis e letais; além do aumento de internações e mortes entre pessoas mais jovens pela Covid-19.

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24/06/2021 03:00h

Apesar do Pix estar em funcionamento desde novembro de 2020, muitos brasileiros ainda têm dúvidas sobre o serviço de pagamentos instantâneos

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Com os avanços tecnológicos e as facilidades ofertadas pela internet as pessoas estão cada dia mais adeptas aos sistemas bancários digitais. E para que esses processos sejam mais rápidos, o Banco Central criou o Pix, um sistema de pagamento digital instantâneo que está em funcionamento desde novembro de 2020. Apesar do sistema estar em ascensão, muitas dúvidas ainda permeiam os brasileiros.

Para esclarecer questões sobre o funcionamento do sistema, tarifas, chaves e diferenças das transferências, conversamos com a assessora do Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano. 

O que é o Pix?

Com o Pix, transações bancárias como transferência, realização ou recebimento de pagamentos são realizadas em até 10 segundos a qualquer hora ou dia, basta ter conta corrente, conta poupança ou conta de pagamento pré-paga em qualquer banco ou instituição financeira que tenha o sistema. 

Para aderir ao Pix é necessário criar uma chave. Para isso, o usuário deve acessar o aplicativo de sua própria conta bancária e no menu do app do celular ou pelo internet banking vai aparecer a opção Pix. “Dentro disso vai ter a opção de pagar com Pix, que pode ser feito a partir da leitura de um QR code ou usando a chave, que nada mais é que uma forma muito simples de identificar a conta de quem vai receber o recurso”, explica a assessora no Departamento de Competição e Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Mayara Yano. 

O que é a chave Pix?

A chave Pix serve para identificar o endereço da conta do usuário. Os quatro tipos de chaves Pix que podem ser utilizados são CPF/CNP, e-mail, número de telefone celular ou chave aleatória, que é um código único de 32 caracteres com letras e símbolos gerado aleatoriamente pelo Banco Central para que o usuário não precise informar dados pessoais.

Pix terá mecanismo especial de devolução de dinheiro

Banco Central eleva de 4,85% para 5% a expansão do PIB para 2021

A chave vincula uma dessas informações básicas às informações completas que identificam a conta transacional do cliente (instituição financeira ou de pagamento, número da agência, número da conta e tipo de conta). 

Cada conta de pessoa física pode ter até 5 chaves vinculadas a ela, independentemente da quantidade de titulares. Ou seja, se a conta for individual ou conjunta, ela poderá ter, no máximo, 5 chaves Pix. Já no caso de pessoa jurídica, o máximo é de 20 chaves por conta. Todas as chaves podem ser cadastradas no mesmo banco ou em mais de uma instituição, fica a critério do usuário.

Mayara Yano destaca que o Pix é uma alternativa mais ágil se comparada às transações convencionais. “Quando você quiser receber um pagamento ou transferência, por exemplo, em vez de passar nome do banco, agência, conta, CPF, você simplesmente passa a sua chave Pix cadastrada e a transação ocorre de forma muito mais rápida. É muito mais simples para quem está pagando.”

De acordo com o Banco Central, até 31 de maio, 93.593.998 usuários se cadastraram no Pix, sendo 87.801.642 pessoas físicas e 5.792.356 pessoas jurídicas.

Como fazer um pagamento ou transferência usando o Pix?

Existem algumas opções para realizar um pagamento via Pix, são elas:

  • Ler um QR Code com a câmera do smartphone, na opção de fazer um Pix no aplicativo da instituição financeira ou de pagamento;
  • Utilizar a opção "Pix Copia e Cola", com ela o usuário cola o código relacionado ao QR Code. Opção para quando não for possível fazer a leitura do QR Code pela câmera. Essa opção também pode ser usada no internet banking; 
  • Informar a chave Pix do recebedor, que pode ser CPF/CNPJ, e-mail ou telefone celular, ou uma chave aleatória, por meio da opção disponibilizada pela instituição financeira ou de pagamento no aplicativo instalado no celular, essa opção também pode ser usada no internet banking.

O acesso ao Pix ocorre exclusivamente pelos canais de atendimento das instituições financeiras e de pagamento por meio do celular, internet banking, agências, caixas eletrônicos ou nos correspondentes bancários, como lotéricas, por exemplo. 

Qual a diferença entre o Pix, TED e DOC?

Tanto a Transferência Eletrônica Disponível (TED) quanto o Documento de Ordem de Crédito (DOC) ficam limitados a dias úteis e ao horário bancário para realizar a operação. Com o Pix não, é possível fazer o pagamento a qualquer hora ou dia, não importa se é dia útil ou não. 

“A questão é que TED e DOC levam um tempo para o recurso de fato estar disponível para o recebedor. Com o Pix, esse dinheiro vai de uma conta à outra em até dez segundos, ele é muito rápido. E para a pessoa física, fazer um pagamento, uma transferência com o Pix é gratuito. E pela TED e pelo DOC a maioria das instituições cobram uma taxa alta para fazer essa operação”, destaca a representante do Banco Central, Mayara Yano. 

Quais as tarifas do Pix?

As pessoas físicas são isentas da cobrança de tarifas quando realizam o Pix com a finalidade de envio e recebimento de recursos, transferências e compras. Apenas em duas situações as pessoas físicas poderão ser tarifadas. Por exemplo, ao fazer um Pix utilizando o canal de atendimento presencial ou pessoal da instituição, inclusive por telefone, quando estiverem disponíveis meios eletrônicos. E ao receber um Pix em caso de finalidade de compra, em contrapartida a atividades comerciais, a exemplo de vendedores pessoas físicas que recebem Pix em compensação à venda do produto ou serviço.

Aos microempreendedores individuais (MEIs) e empresários individuais são aplicadas as mesmas regras de pessoas físicas. No entanto, aplicam-se à Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI) as regras de pessoa jurídica.

No caso de pessoa jurídica, a instituição detentora da conta do cliente pode cobrar tarifa em decorrência de envio e de recebimento de recursos, com as finalidades de transferência e de compra. É possível, ainda, a cobrança de tarifa em virtude da contratação de serviços acessórios relacionados ao envio ou ao recebimento de recursos, com o objetivo de permitir que atividades complementares possam ser oferecidas especificamente às empresas.

O modelo de precificação (custo fixo ou percentual) e os valores das tarifas podem ser livremente definidos pelas instituições. 

Registrar uma chave no Pix é obrigatório? 

O Pix não é obrigatório e o usuário ainda pode receber transações apenas informando os dados da conta. “O Pix é mais uma opção disponível, quem escolhe se vai utilizá-lo como um meio de pagamento é quem realiza a transação. Vai poder usar o cartão, boleto, TED, DOC ou o Pix, ele vem para agregar, para somar como mais uma opção”, pontua Yano.

Pix oferece facilidade aos municípios sem agências bancárias

Segundo informou o Banco Central, atualmente 2.427 municípios não possuem agência bancária, sendo assistidos por postos de atendimento ou correspondentes bancários. Com isso, o Pix veio para facilitar a vida dos moradores que vivem nesses municípios.

“Hoje em dia, ainda há muitas transações que usam dinheiro em espécie e os municípios sem agência têm essa dificuldade, porque as pessoas recebem dinheiro e têm que se dirigir para outros municípios para fazer o depósito ou para sacar. Com o Pix, essas transações passam a ser eletrônicas e é um meio totalmente seguro”, salienta Mayara Yano.

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Agronegócios
22/06/2021 20:15h

Valor é 6,3% superior ao disponibilizado na última edição do principal instrumento de financiamento dos pequenos e médios produtores rurais do país

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O governo federal anunciou o Plano Safra 2021/2022, nesta terça-feira (22), em cerimônia no Palácio do Planalto. Principal instrumento de financiamento dos pequenos e médios produtores rurais do país, o Plano Safra vai disponibilizar R$ 251,2 bilhões em recursos para custeio e investimento da agricultura brasileira. 
 
O montante é R$ 14,9 bilhões superior ao valor disponibilizado no período de 2020/2021, o que representa um aumento de 6,3%. O Tesouro Nacional vai repassar R$ 13 bilhões para equalização dos juros. Durante o evento, a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina, comemorou a nova edição do Plano Safra. 
 
“Esse plano, depois de muita luta, saiu do forno. Acho que será um bom plano. Essa edição do Plano Safra nos dá condições para manter o agronegócio como o setor mais dinâmico da economia. Serão disponibilizados ao sistema produtivo R$ 251,2 bilhões, representando um aumento de R$ 14,9 bi em relação ao plano passado”, destacou. 

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Plano Safra 2021/2022

Dos R$ 251,2 bilhões do Plano Safra 2021/2022, R$ 177,8 bi serão destinados ao custeio e comercialização e R$ 73,45 bi para investimentos. A tendência é que os contratos para financiamento estejam disponíveis a partir de 1º de julho e se estendam até 30 de junho do ano que vem. 
 
De acordo com o anúncio do governo federal, o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) vai contar com 19% a mais de recursos em relação à última safra. Serão R$ 39,3 bilhões para bancar crédito para os pequenos produtores. 
 
A taxa de juros para esse grupo subiu cerca de 10% em relação ao último plano. Assim, passa de 2,75% para 3% em financiamentos para produção de produtos alimentares e de 4% para 4,5% para os demais produtos. 
 
No caso dos médios produtores, cuja intermediação é feita pelo Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), serão destinados R$ 34 bilhões, com taxas de juros que variam de 5,5% para custeio e 6,5% para investimento. Demais produtores e os financiamentos via cooperativas vão pagar juros de 7,5% a 8,5% ao ano. 
 
Wilson Vaz de Araújo, diretor de financiamento e informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) comentou as condições do Plano Safra. “Mesmo diante das dificuldades fiscais em que nos encontramos, conseguimos viabilizar um Plano Safra suficiente para que os produtores rurais se sintam confortáveis em desenvolver as suas atividades produtivas, tanto de investimento, como de custeio. Inevitável uma elevação da taxa de juros.  A gente conseguiu que não fosse uma elevação muito acentuada”, ressaltou. 

Arte: Brasil 61

Meio Ambiente

Em um aceno à sustentabilidade, o governo federal anunciou que dobrou os recursos destinados para o Plano ABC, cuja finalidade é a adoção de tecnologias de produção sustentáveis no campo. Ao todo, serão R$ 5 bilhões, que poderão ser utilizados para incentivo à produção de bioinsumos e biofertilizantes nas propriedades rurais; fomento a projetos para a geração de energia renovável e para produção de energia elétrica a partir de biogás ou biometano. 
 
Tereza Cristina disse que o Plano Safra deste ano vem “pincelado de verde”. “O Brasil é uma potência agroambiental. Temos a responsabilidade de mostrar ao mundo que produzir e conservar podem andar juntos. Esse Plano Safra caminha nessa direção. Deixará o nosso agro mais competitivo, reforçando as práticas de uma produção cada vez mais verde, inclusiva e próspera.”
 
O Plano Safra também destinará mais recursos para a construção de armazéns, que somam R$ 4,12 bi, 84% a mais do que o montante liberado para a mesma finalidade no ano passado. Projeções da pasta apontam que o valor pode expandir a capacidade de armazenamento em cinco mil toneladas, com a construção de 500 plantas. 
 
Além disso, o plano prevê a liberação de R$ 1 bilhão para o seguro rural. 

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Brasil 61