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Baixar áudioManifestações de grupos de direita e de esquerda movimentaram diferentes cidades brasileiras nesta segunda-feira (7), durante o feriado de 7 de Setembro. Os atos ocorreram em todas as regiões do país e tiveram pautas distintas, com críticas ao governo Lula e ao Supremo Tribunal Federal (STF) entre os grupos de oposição e reivindicações sociais e trabalhistas entre os movimentos ligados à esquerda.
No campo da direita, estavam previstos atos em pelo menos 15 municípios. As principais críticas foram dirigidas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao ministro do STF Alexandre de Moraes.
A maior mobilização ocorreu em São Paulo, na Avenida Paulista, onde o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), participou de um ato ao lado da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).
A manifestação teve como um dos principais motes as críticas a Lula e a Moraes. Conforme estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da More in Common , o ato na paulista reuniu cerca de 28,5 mil pessoas.
Flávio iniciou o discurso com o grito de “Fora Lula e fora Moraes”, mantendo uma das principais bandeiras da direita no Brasil. Durante a fala, o senador também afirmou que pretende retirar Alexandre de Moraes do cargo. "Aquela laranja podre não pode contaminar toda a Corte. O Supremo não é Alexandre de Moraes, o Judiciário não é Alexandre de Moraes”, disse.
Os protestos ganharam força após a quebra do sigilo e a divulgação de mensagens atribuídas ao ministro e a Daniel Vorcaro. Durante os atos, manifestantes também demonstraram apoio a André Mendonça, que o grupo considera uma voz de contraponto às decisões recentes do Supremo.
A Polícia Militar reforçou o policiamento na Avenida Paulista durante as manifestações. Segundo informações divulgadas nesta segunda-feira, não houve registro de incidentes graves, até o fechamento desta reportagem.
Um dos episódios ocorreu na esquina da Rua Peixoto Gomide com a Alameda Santos. Segundo informações publicadas pelo Estadão, um grupo tentou entrar em uma área destinada a manifestantes de outra orientação política. A PM e a Guarda Civil Metropolitana atuaram para separar os grupos.
Vídeos publicados nas redes sociais mostram o momento do confronto e o uso de bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
São Paulo também recebeu manifestações de outros candidatos à Presidência. Renan Santos, do Missão, participou de um ato no Obelisco do Ibirapuera. Romeu Zema, do Novo, esteve em uma caminhada pela Avenida Paulista durante a manhã. As duas manifestações tiveram críticas ao STF e a ministros da Corte.
Na ocasião, Renan Santos discursou em tom crítico contra às elites. Para ele, a classe deixa o país "destruído" e se conforma com a corrupção e a violência urbana.
"A nossa elite é um lixo. As pessoas que comandam as posições de poder no Brasil merecem o lixo que se tornou o nosso país. Elas são corresponsáveis por isso. Elas são o fracasso", pontuou.
Já Romeu Zema prometeu acabar com as decisões monocráticas do STF, ou seja, que são tomadas individualmente por um ministro, sem análise do plenário ou de uma das turmas do Supremo.
“Quero também acabar com as decisões monocráticas. Vamos ter que debater: a assinatura de um ministro do Supremo valer mais do que a de 50 senadores ou de 400 deputados? Será que isso é democracia ou é outra coisa?”, questionou.
Ronaldo Caiado (PSD) passou o feriado em Goiás. Pela manhã, o candidato acompanhou o desfile cívico realizado na Avenida Tocantins, no centro de Goiânia.
Durante a agenda, Caiado fez críticas à política de segurança pública do atual governo e afirmou que Lula “entregou” o país ao crime organizado. “Como é que o presidente Lula vai defender a soberania, se ele entregou [o país] às facções criminosas?”, declarou.
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No Rio de Janeiro, Augusto Cury (Avante) participou de uma caminhada em Copacabana. O grupo saiu do Posto 6 e seguiu pela orla até o Posto 5, onde o candidato fez um discurso. A campanha apresentou o ato como uma defesa da pacificação e de uma alternativa à polarização política.
À imprensa, Cury defendeu "transparência" e "independência" na Suprema Corte. Na ocasião, ele afirmou que toda investigação deve ser realizada, "doa a quem doer".
"Todo funcionário público, eleito ou não, tem um patrão: o contribuínte. E ele quer satisfação. No STF ninguém deve ser poupado. Tem que ser investigado e, se não for provado nenhuma culpa estão livres. Mas, se tiver, tem que haver condenação", disse.
Em Brasília, dois atos organizados por grupos de oposição ocorreram paralelamente ao desfile de 7 de Setembro. Os manifestantes pediram a saída de Lula e de Alexandre de Moraes e criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), por não pautar um pedido de impeachment contra o ministro do STF.
Um dos protestos ocorreu em frente ao prédio do Banco Central e o outro no estacionamento da Funarte. A manifestação foi convocada pelo Novo e contou com a presença de candidatos da sigla ao Senado, entre outras figuras políticas. O PL também organizou um dos movimentos.
Além de São Paulo, Brasília, Goiânia e Rio de Janeiro, manifestações de oposição ao governo foram registradas ou previstas em cidades como Recife (PE), Salvador (BA), Maceió (AL), Ilhéus (BA), Natal (RN), Teresina (PI), João Pessoa (PB), Belo Horizonte (MG), Volta Redonda (RJ), Ibirama (SC) e Porto Alegre (RS).
Movimentos ligados à esquerda também organizaram manifestações em diferentes estados. Em São Paulo, a principal concentração ocorreu na Praça da Sé.
Entre as pautas defendidas pelos manifestantes estavam o fim da escala de trabalho 6x1, a defesa do Sistema Único de Saúde (SUS), investimentos em educação pública de qualidade, o combate ao feminicídio e a outras formas de violência contra as mulheres, além do enfrentamento ao racismo e à LGBTfobia.
O Grito dos Excluídos e Excluídas também promoveu mobilizações em cidades de diferentes regiões do país. Entre as capitais com atividades estavam Maceió (AL), Recife (PE), Aracaju (SE), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Porto Velho (RO), Goiânia (GO), Brasília (DF), Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). O movimento informou que a edição de 2026 reúne ações em todas as regiões do país.
O tema permanente do Grito dos Excluídos e Excluídas é “Vida em Primeiro Lugar!”. Em 2026, o lema adotado pelo movimento é “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”.
As manifestações deste ano abordam temas como moradia, trabalho, saúde, educação, combate ao feminicídio e defesa da soberania, além de críticas à desigualdade social e à violência contra as mulheres.
Enquanto manifestações políticas eram realizadas em diferentes cidades, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do desfile cívico-militar de 7 de Setembro na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Lula chegou à tribuna de autoridades acompanhado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). Também participaram da cerimônia o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP); e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Em pronunciamento oficial alusivo ao Dia da Independência do Brasil, Lula destacou a importância da soberania nacional e a autonomia do país em suas relações internacionais. O presidente também reforçou a relevância da gestão das riquezas naturais.
"Não somos colônia e não seremos colônia de ninguém. Nenhum governante estrangeiro tem o direito de dizer de quem podemos comprar e para quem podemos vender. Somos um país soberano e nossas decisões pertencem a nós e a mais ninguém", enfatizou.
A primeira-dama, Janja da Silva, também acompanhou o presidente durante o evento, assim como ministros e outros integrantes do governo.
O desfile começou pouco depois das 9h e teve como eixos temáticos a soberania nacional, o enfrentamento à violência contra as mulheres e a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Copiar o textoPorto Alegre e Florianópolis terão poucas nuvens, enquanto Curitiba terá maior cobertura de nuvens
Baixar áudioA terça-feira (8) será de poucas nuvens em grande parte da Região Sul, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Rio Grande do Sul, poucas nuvens predominam no estado. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 10°C e 22°C.
Em Santa Catarina, a condição é semelhante, com poucas nuvens na maior parte do estado. Em Florianópolis, a mínima prevista é de 13°C, e a máxima chega a 20°C.
No Paraná, a cobertura de nuvens aumenta, principalmente entre o centro, o leste e a Região Metropolitana de Curitiba. Na capital, a previsão indica muitas nuvens, com temperaturas entre 8°C e 21°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioA previsão para esta terça-feira (8) indica muitas nuvens em grande parte da Região Sudeste, com ocorrência de chuva em áreas dos quatro estados, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Em São Paulo, a capital terá muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 11°C e 24°C. A mesma condição predomina em boa parte do território paulista, enquanto áreas do oeste do estado apresentam menor possibilidade de chuva.
No Rio de Janeiro, a previsão também é de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada em diferentes pontos do estado. Na capital, os termômetros variam entre 14°C e 25°C.
Em Minas Gerais, muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada atingem principalmente as regiões Central, Sul, Zona da Mata e Vale do Rio Doce. Em Belo Horizonte, a mínima será de 12°C e a máxima de 23°C.
No Espírito Santo, há previsão de muitas nuvens com pancadas de chuva isoladas, condição que alcança diferentes áreas do estado. Em Vitória, as temperaturas ficam entre 19°C e 24°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoPalmas pode registrar trovoadas isoladas
Baixar áudioA terça-feira (8) será de muitas nuvens e chuva em diferentes áreas da Região Norte. As pancadas atingem principalmente Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia e Tocantins, enquanto Roraima e Acre têm possibilidade de chuva isolada, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Tocantins, estão previstas pancadas de chuva e trovoadas isoladas, inclusive em Palmas. Na capital, os termômetros variam entre 24°C e 36°C.
No Pará, as pancadas de chuva ocorrem em diferentes pontos do estado. Em Belém, a temperatura fica entre 23°C e 35°C.
No Amapá, também há previsão de pancadas isoladas. Macapá registra mínima de 25°C e máxima de 33°C.
Em Roraima, a condição é de muitas nuvens, com possibilidade de chuva isolada. Em Boa Vista, as temperaturas variam de 26°C a 35°C.
No Amazonas, as pancadas de chuva atingem diferentes áreas do estado. Manaus terá mínima de 26°C e máxima de 36°C.
Em Rondônia, o tempo permanece com muitas nuvens e pancadas isoladas. Porto Velho registra temperaturas entre 23°C e 33°C.
No Acre, há possibilidade de chuva isolada ao longo do dia. Em Rio Branco, a mínima será de 20°C e a máxima de 36°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoPossibilidade de chuva alcança áreas do litoral e do norte da região
Baixar áudioA terça-feira (8) terá muitas nuvens em grande parte da Região Nordeste, com possibilidade de chuva isolada em áreas do litoral e pancadas previstas no Maranhão, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Na Bahia, Salvador terá muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 24°C e 29°C. A condição também aparece em outras áreas do litoral baiano, enquanto o interior do estado terá predomínio de muitas nuvens.
Em Sergipe, Aracaju registra mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. O mesmo padrão deve alcançar outras áreas do estado.
Em Alagoas, Maceió terá temperaturas entre 23°C e 29°C, também com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição se estende principalmente pela faixa litorânea.
Em Pernambuco, Recife terá mínima de 24°C e máxima de 30°C, com possibilidade de chuva isolada. No interior pernambucano, o tempo fica predominantemente com muitas nuvens.
Na Paraíba, João Pessoa registra temperaturas entre 24°C e 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A instabilidade se concentra principalmente no litoral, enquanto áreas do Sertão apresentam maior predomínio de nebulosidade.
No Rio Grande do Norte, Natal terá mínima de 24°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. A condição também pode ocorrer na faixa litorânea do estado.
No Ceará, Fortaleza terá temperaturas entre 25°C e 31°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No interior, predomina a nebulosidade.
No Piauí, Teresina terá muitas nuvens, com mínima de 24°C e máxima de 39°C, a maior temperatura prevista entre as capitais nordestinas. O cenário de nebulosidade também predomina no interior do estado.
No Maranhão, São Luís terá mínima de 25°C e máxima de 33°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. As pancadas também podem atingir áreas do norte e do oeste maranhense.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
Copiar o textoPrevisão indica pancadas de chuva em Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal
Baixar áudioA terça-feira (8) terá pancadas de chuva em parte da Região Centro-Oeste, enquanto áreas de Mato Grosso do Sul devem permanecer com maior presença de nuvens, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
No Distrito Federal, Brasília terá muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Os termômetros variam entre 19°C e 32°C.
Em Goiás, a previsão indica pancadas de chuva isoladas em diferentes áreas do estado. Em Goiânia, a mínima será de 18°C, e a máxima chega aos 27°C.
Em Mato Grosso, também há previsão de pancadas de chuva isoladas, incluindo áreas do centro e do leste do estado. Cuiabá terá temperaturas entre 22°C e 35°C.
Já em Mato Grosso do Sul, o tempo apresenta menor ocorrência de chuva em comparação aos demais estados da região. Muitas nuvens predominam em boa parte do território, condição prevista também para Campo Grande, onde os termômetros ficam entre 17°C e 29°C.
As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).
As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
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Baixar áudioMunicípios brasileiros que recebem royalties por operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural passam a contar com uma nova referência para o cálculo dos repasses. Isso porque a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou, no dia 28 de agosto, a Resolução nº 1.007/2026, que atualiza as regras estabelecidas na Portaria Técnica ANP nº 29/2001.
De acordo com a nova regulamentação, os terminais aquaviários diretamente ligados a determinadas instalações marítimas também são considerados pontos de embarque ou desembarque de petróleo e gás para fins de pagamento de royalties. A mudança vale desde 1º de julho de 2026.
A alteração ocorreu após o Decreto nº 12.849/2026, publicado em fevereiro, modificar as regras estabelecidas pelo Decreto nº 1/1991. A Diretoria da ANP aprovou a resolução em 27 de agosto, um dia antes da publicação da Resolução nº 1.007/2026.
A nova regra também estabelece que o mesmo volume de petróleo ou gás natural não pode ser considerado duas vezes no cálculo. Diante disso, a quantidade movimentada em um terminal aquaviário não poderá ser contabilizada novamente na instalação marítima à qual ele está ligado.
Conforme a ANM, o intuito é evitar uma dupla contagem e, consequentemente, uma duplicidade no pagamento da compensação financeira.
Royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas que produzem petróleo e gás natural no país. Os recursos são destinados à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios que têm direito aos repasses.
O valor é calculado mensalmente a partir da produção de cada campo e dos preços de referência dos hidrocarbonetos. Para isso, é levado em conta a alíquota prevista para o campo, o volume produzido e o preço de referência do petróleo e do gás natural. As alíquotas podem variar de 5% a 15%, de acordo com o regime e as características do contrato.
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O pagamento é feito pelas empresas até o último dia do mês seguinte ao da produção. A ANP é responsável por calcular e distribuir os valores aos beneficiários, observando o que prevê a legislação.
Entre janeiro e junho de 2026, o Brasil distribuiu R$ 36,5 bilhões em royalties de petróleo e gás natural. É o que revela levantamento do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP). O valor ficou 35% acima da projeção feita no início do ano.
De acordo com o instituto, a diferença foi influenciada pela alta do preço internacional do petróleo em meio ao aumento das tensões geopolíticas. A valorização do barril de Brent resultou em R$ 9,6 bilhões adicionais em receitas de royalties.
Desse valor extra, R$ 3 bilhões foram destinados à União, R$ 2,7 bilhões aos estados e R$ 3,9 bilhões aos municípios.
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Baixar áudioO número de empresas negativadas chegou a 9,2 milhões em julho de 2026, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian. No período, o total de dívidas não pagas atingiu 67,2 milhões, somando R$ 238,6 bilhões. O setor de serviços registrou o maior percentual de empreendimentos negativados e o maior volume de negócios com dívidas em atraso foi registrado na Região Sudeste.
Os dados apontam que, em média, cada negócio inadimplente acumulou 7,3 contas negativadas, com dívida média de R$ 25.983,88 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.551,59.
Conforme o levantamento, as micro e pequenas empresas concentraram a maior parcela dos CNPJs negativados, com 8,7 milhões. O grupo concentrou 60,5 milhões de dívidas, que somaram R$ 206 bilhões. Segundo o levantamento, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas negativadas, com dívida média de R$ 23.574,33 e ticket médio de R$ 3.403,77.
Do total de empresas que estavam com as contas negativas em julho, 55,8% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram “Comércio” (32,1%), “Indústria” (8,0%) e o segmento “Primário” (1,0%).
Já em relação à origem das dívidas vencidas, o maior volume ficou com “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,7%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,5%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (6,2%).
As instituições financeiras, que abrangem “Bancos/Cartões” e “Financeiras”, concentraram 24,3% das pendências, enquanto 75,7% estavam fora desse grupo.
Em julho de 2026, a Região Sudeste registrou o maior volume de empresas inadimplentes. O destaque é para o estado de São Paulo, com 3.147.102 CNPJs com dívidas. Em seguida está Minas Gerais, com 915.410 e Rio de Janeiro, com 870.189. Na sequência apareceram Paraná, com um total de 607.497 empresas no vermelho, e Rio Grande do Sul, com 533.041.
O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas calcula o número de empresas brasileiras que estão com contas vencidas e que não constam pagamento.
Para a mensuração, uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. De acordo com o Serasa Experian, a apuração é feita com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.
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Baixar áudioUm levantamento realizado pela reportagem do portal Brasil 61, cruzando dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e do Instituto Brasileiro de Geografia Estatísticas (IBGE), mostra que, dos 195 municípios do país com orçamentos bilionários, 147 tiveram aumento de habitantes.
Os dados comparam o total obtido na prévia do Censo 2022 e na Expectativa da População, publicada na semana passada. No total, a população somada dessas quase 200 cidades saiu de cerca de 99,5 milhões para 101,9 milhões de habitantes, um crescimento agregado de aproximadamente 2,4%.
Da amostra, São Paulo é o estado com mais representantes, com 57 cidades, seguido por Rio de Janeiro (21), Minas Gerais (18), Santa Catarina (12) e Paraná (11). Juntos, esses cinco estados concentram quase 62% de todos os municípios bilionários do país.
Apesar do crescimento populacional do grupo, a análise apresenta um Brasil com dinâmicas populacionais bem distintas: 49 municípios perderam população no período, enquanto outros 24 cresceram acima de 10%. Cidades do Norte e do interior tiveram crescimento em ritmo acelerado, ao passo que capitais tradicionais, a começar por São Paulo, a maior cidade do país, registram queda no número de moradores.
Boa Vista (RR) lidera o ranking de crescimento entre as cidades bilionárias, com alta de 22,7% na população — de 408 mil para cerca de 501 mil habitantes. Logo atrás vem Canaã dos Carajás (PA), polo minerador que cresceu 22,4%, saltando de 75,4 mil para mais de 92 mil moradores.
Completam o top 10, municípios como São João de Meriti (RJ), Senador Canedo (GO), Belford Roxo (RJ), Porto Seguro (BA), Sinop (MT), Chapecó (SC), Parauapebas (PA) e Juazeiro do Norte (CE) — todos com crescimento acima de 14%.
Para a economista Carla Beni, professora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), parte dessas mudanças populacionais está diretamente ligada a eventos relevantes recentes e modificações nas relações de trabalho. "Cidades do interior e do litoral acabaram recebendo mais habitantes justamente por causa da pandemia e da possibilidade do trabalho remoto", explica a professora.
Em níveis absolutos, nenhuma cidade recebeu mais pessoas do que Manaus (AM). A capital amazonense ganhou 272 mil habitantes, mais que o dobro do Rio de Janeiro (RJ), com 105 mil, seguido por Goiânia (GO), terceira na estatística com 97 mil habitantes.
Apesar de concentrar o maior orçamento entre todos os municípios do país — mais de R$ 109 bilhões —, São Paulo aparece entre as cidades que perderam população, com queda de 2,4%. A capital paulista registrou a maior queda absoluta, com menos 288 mil moradores, mas ainda assim segue como a mais populosa do país, com 11,9 milhões de habitantes na projeção de 2026.
O fenômeno não é isolado: entre as 26 capitais presentes na base — Brasília (DF) não é considerada no levantamento —, seis registraram retração populacional: além de São Paulo, Curitiba (-2,1%), Salvador (-2,0%), Porto Alegre (-1,1%), Fortaleza (-0,5%) e Palmas (-0,4%). Já Boa Vista, Manaus (+13,3%) e Porto Velho (+12,7%) puxam o outro extremo, com forte expansão populacional.
As dez maiores retrações observadas estão concentradas majoritariamente em cidades litorâneas ou metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul. Cubatão (SP) teve a maior queda proporcional do país, de 10,9%, seguida por Itaguaí (RJ), com -6,6%, Embu das Artes (SP), com -6,2%, Guarujá (SP) e Maricá (RJ). Também aparecem na lista das maiores quedas proporcionais cidades como Maringá (PR), Caxias do Sul (RS) e Santa Maria (RS).
São os números do IBGE que servem de parâmetro para o Tribunal de Contas da União (TCU) calcular as quotas do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM), além de serem usados como referência para indicadores sociais, econômicos e demográficos.
Beni chama a atenção para o possível descompasso que a mudança no perfil populacional pode gerar a partir da nova demanda por serviços públicos. "Se a entrada populacional foi, em grande parte, de crianças, toda a estrutura de saúde e educação precisa ser direcionada para essa área — mais pediatras, mais escolas de educação básica e fundamental. Mas, se a cidade recebe mais população da terceira idade, é o contrário: é preciso mais geriatras, mais tratamentos de fisioterapia, mais aparelhos e infraestrutura adequada", diz.
Segundo ela, quando essa readequação não é feita corretamente, o orçamento pode ser mal direcionado e, por isso, esse acompanhamento deve ser uma preocupação constante das prefeituras, já que boa parte da receita municipal depende diretamente do tamanho da população local.
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) orienta os municípios que divergem da estimativa divulgada pelo IBGE a contestar os dados até a próxima semana. O pedido administrativo deve apresentar fundamentação técnica e dados oficiais consolidados que demonstrem inconsistência na projeção populacional.
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Baixar áudioO Ministério da Saúde apresentou nesta quinta-feira (3) a Central de Comando das UTIs Inteligentes do Sistema Único de Saúde (SUS), que monitora em tempo real os sinais vitais de pacientes internados em hospitais de seis capitais brasileiras.
Sediada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), a central tem monitoramento 24 horas e é equipada com seis telas interligadas às UTIs Inteligentes de Manaus (AM), Recife (PE), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Ao todo, o SUS já conta com 60 leitos inteligentes ativos, capazes de transmitir em tempo real dados como frequência cardíaca, níveis de oxigênio e pressão arterial.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que se trata de inteligência artificial já em uso real no SUS, e não de ficção científica. Segundo ele, é a aplicação prática dessa tecnologia, com a estrutura do sistema público como base, que vem ampliando o acesso a um cuidado mais qualificado.
Com o monitoramento contínuo, a expectativa do Ministério da Saúde é reduzir complicações clínicas e o tempo de internação dos pacientes, aumentando a rotatividade dos leitos de alta complexidade e ampliando o acesso aos serviços do SUS. Os dados coletados também devem contribuir para gerar evidências científicas que ajudem a ampliar protocolos clínicos no futuro.
A iniciativa integra a Rede Nacional de Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão e conta com apoio técnico e operacional do HC-FMUSP e de uma organização social selecionada por edital publicado no Diário Oficial da União. As UTIs Inteligentes são descritas pelo ministério como a primeira etapa de implementação dessa rede nacional, que tem como objetivo a transformação digital dos hospitais do SUS, com conectividade, interoperabilidade e uso de inteligência artificial para qualificar o cuidado.
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