11/03/2026 04:55h

Dados são de levantamento apresentado em seminário sobre modernização das relações de trabalho, que reuniu parlamentares e representantes do setor produtivo em Brasília

Baixar áudio

A redução da jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais elevaria em cerca de 22% o custo do trabalho por hora para as empresas. A estimativa consta em estudo encomendado pela Associação Brasileira das Companhias Abertas (Abrasca) e apresentado nesta terça-feira (10), em Brasília (DF), durante o seminário “Modernização da Jornada de Trabalho”.

O levantamento foi conduzido pelos professores José Pastore, José Eduardo Gibello Pastore e André Portella e analisa possíveis impactos econômicos de propostas que tramitam no Congresso Nacional para alterar a jornada semanal de trabalho.

Segundo os pesquisadores, a redução da carga horária pode gerar efeitos distintos entre setores da economia. Entre as possíveis respostas das empresas estão aumento de preços, investimento em automação, reorganização de atividades e postos de trabalho ou ampliação da informalidade.

O seminário foi promovido pela coalizão das Frentes Parlamentares Produtivas e reuniu parlamentares e representantes de entidades empresariais para discutir mudanças nas regras trabalhistas.

Para o presidente da Frente Parlamentar Mista do Empreendedorismo (FPE) e organizador do evento, deputado federal Joaquim Passarinho (PL-PA), a discussão sobre o fim da escala 6x1 deve ser aprofundada com base em elementos técnicos e análises econômicas.

“Precisamos entender, com essas pessoas que empregam 80% da população brasileira, o que elas pensam, como desejam essa modernização e como podemos realizá-la sem um impacto muito grande, principalmente no custo de vida, na inflação e no bolso do trabalhador”, afirmou.

A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), representada no evento pelo presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (FACIEG), Márcio Luís da Silva, ressaltou a relevância do tema, mas ponderou sobre o momento da discussão.

“Entendemos a importância dessa discussão, inclusive nós a apoiamos, mas realmente nos aflige e gera muita inquietação o momento desse debate. Estamos à véspera de um período eleitoral, naturalmente os ânimos se exaltam. Então a preocupação é que uma medida de alto impacto como essa, que vai afetar a vida de milhões de empreendedores, seja tomada de maneira açodada”, disse o presidente da FACIEG.

VEJA MAIS: Debate sobre redução da jornada precisa ser técnico, diz presidente da CACB

Seminário

Durante o seminário, os integrantes dos painéis buscaram esclarecer os projetos em tramitação no Congresso Nacional e reforçar a diferença entre jornada e escala, conceitos que tratam da modernização das regras trabalhistas:

  • Jornada: define o limite de horas por dia e por semana, podendo ser reduzida por lei ou negociação coletiva.
  • Escala: organiza os dias de trabalho e de folga (como 6x1 ou 5x2), sem alterar o total de horas, apenas a distribuição.

Já a Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentou cálculos sobre os impactos da adoção de uma jornada de 40 horas semanais (escala 5x2). A estimativa aponta aumento de custos de até 11,1% na indústria, o que corresponde a R$ 87,8 bilhões, e de até 7% na economia como um todo, equivalente a R$ 267,2 bilhões.

Os levantamentos divulgados no evento indicam que os impactos econômicos e sociais da proposta variam de acordo com o setor produtivo e estão diretamente ligados a fatores como produtividade, custos e níveis de informalidade.

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:50h

Presidente da ApexBrasil, Jorge Viana defende ampliação comercial e cooperação econômica

Baixar áudio

Representantes do governo e do setor produtivo de Brasil e África do Sul participaram, nesta segunda-feira (9), do Fórum Empresarial Brasil–África do Sul, realizado no Palácio do Itamaraty, em Brasília (DF).

Promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o encontro teve como objetivo fortalecer a relação comercial bilateral e identificar novas oportunidades de investimento entre os dois países.

A delegação brasileira reuniu cerca de 30 participantes, entre empresários, investidores e representantes do governo. Já a comitiva sul-africana contou com 21 integrantes.

A cerimônia de abertura foi conduzida pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, além do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Durante sua fala, Mauro Vieira destacou a evolução da parceria entre os dois países nas últimas décadas, especialmente no âmbito da cooperação entre países do Sul Global.

“Nas últimas décadas, a relação bilateral entre Brasil e África do Sul ganhou nova dimensão a partir de nossas parcerias no Sul Global. Atuamos de forma coordenada em fóruns internacionais, defendendo maior representatividade do mundo no desenvolvimento em instituições globais”, afirmou o ministro.

Cooperamos no âmbito do BRICS, um dos mais importantes agrupamentos internacionais, e no mecanismo IBAS (Fórum de Diálogo entre Índia, Brasil e África do Sul), com sua inovadora estratégia de cooperação”, complementou Vieira.

Na sequência, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, ressaltou as semelhanças econômicas e as oportunidades de negócios entre as duas nações. Segundo ele, Brasil e África do Sul ocupam posições estratégicas em seus respectivos continentes, sendo os países mais industrializados da América Latina e da África.

Durante o evento, Viana também manifestou a intenção de realizar, ainda este ano, um fórum empresarial na África do Sul.

“Nós temos um trabalho a ser feito, porque o comércio entre os dois países tem um potencial enorme, mas é muito pequeno. E tanto o presidente Lula, como o presidente sul-africano cobraram isso, que a gente possa ter um comércio maior entre os dois países, uma cooperação maior”, pontuou.

“Os empresários que vieram acompanhando o presidente da África do Sul estão se somando aos empresários que a ApexBrasil convidou, para que a gente tenha, a partir desse encontro empresarial, o nosso plano de trabalho para fazer crescer o comércio do Brasil com a África, especialmente do Brasil com a África do Sul”, enfatizou Viana.

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou medidas que podem ampliar o fluxo comercial entre os países. Entre elas, a ampliação de linhas tarifárias, o incentivo a novos investimentos e a integração de cadeias produtivas em setores considerados estratégicos.

“Primeiramente, queremos ampliar as linhas tarifárias. Segundo, queremos promover investimentos e integrar cadeias produtivas em setores estratégicos. Estamos em negociações avançadas para um acordo de cooperação e facilitação de investimentos”, disse.

Encerrando a abertura do fórum, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa apontou áreas com potencial de cooperação entre as duas economias, como agricultura e aviação. Ele também destacou a importância de reduzir barreiras e fortalecer o comércio bilateral.

“Precisamos trabalhar em reduzir a fricção comercial, ao fortalecer a cooperação para o comércio. Existe um enorme escopo para avançar a indústria em setores de impacto identificados entre os dois países, pois existem importantes setores de importância onde a cooperação pode ser elevada a um nível muito maior”, afirmou.

VEJA MAIS:

Além das falas institucionais, o evento contou com um painel dedicado às oportunidades de cooperação econômica e investimentos, reunindo empresários e representantes de instituições dos dois países.

Participaram do debate a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá; o vice-presidente da Embraer, José Serrador; o vice-presidente da WEG, Daniel Godinho; o diretor da Vale, Kennedy Alencar; e representantes da Axia Energia, ligada à Eletrobras.

O encontro faz parte da agenda de fóruns empresariais promovidos pela ApexBrasil para estimular o comércio internacional. Entre janeiro de 2023 e março de 2026, a agência realizou 27 edições do evento, sendo 21 com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seis com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Parceria comercial

Atualmente, a África do Sul é um dos principais parceiros comerciais do Brasil no continente africano e figura entre os destinos relevantes para as exportações brasileiras no Sul Global.

Em 2025, o comércio bilateral entre os dois países alcançou US$ 2,4 bilhões. Desse total, US$ 1,5 bilhão correspondeu a exportações brasileiras, o que representa um crescimento de 6,4% em relação a 2024. Entre os países africanos, a África do Sul ocupa a terceira posição entre os principais parceiros comerciais do Brasil.
 

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:45h

Projeto do MCom democratiza o acesso à educação tecnológica, prepara jovens para profissões com melhores remunerações e contribui para redução de desigualdades socioeducacionais

Baixar áudio

Estudantes de baixa renda do município de Rio Grande (RS) já podem realizar cursos de capacitação tecnológica de forma gratuita pela Carreta Digital. A ação coordenada pelo Ministério das Comunicações e executada pela Rede Brasileira de Certificação, Pesquisa e Inovação (RBCIP), em parceria com a prefeitura municipal, oferece formação em três atividades:

  • Robótica;
  • Manutenção de Celulares; e
  • Montagem e Configuração de Computadores de Alto Desempenho (PC Gamer).

Estacionado na Praça Saraiva desde fevereiro, o veículo já atendeu centenas de alunos do 7º ao 9º ano do ensino fundamental na fase experimental. Após ampliação do serviço para estudantes das demais séries da etapa, mais de 1.500 jovens de 32 escolas devem ser beneficiados pelo programa até julho deste ano.

O ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, afirma que o objetivo da Carreta Digital é democratizar o acesso à educação tecnológica e facilitar o acesso desses jovens ao primeiro emprego. “Isso é uma oportunidade que o Governo Federal está dando para que essas crianças possam se inserir nesse contexto de capacitação na área de tecnologia, robótica, desenvolvimento de jogos e, com isso, facilitar a entrada dessa criançada no mercado de trabalho”, ressalta.

“O projeto contribui para a redução de desigualdades educacionais, promove o acesso igualitário à formação de qualidade e o empoderamento econômico, já que os alunos são preparados para profissões com melhor remuneração. Além disso, o modelo itinerante alcança regiões historicamente negligenciadas", completa o ministro.

Aline Marcon, coordenadora executiva do projeto, pontua a importância do alcance da Carreta Digital, lançada em 2024, que já capacitou mais de 11 mil jovens em vários estados. “O programa tem grande potencial de escalabilidade. A parceria entre Ministério das Comunicações, RBCIP e prefeituras locais, como a de Rio Grande, cria um modelo replicável que pode ser expandido para outras regiões. A meta atual é certificar mais de 20 mil alunos em todo o Brasil", destaca.

Funcionamento

Cada curso tem duração de uma semana e atende, em média, entre 100 e 120 estudantes divididos em quatro turmas. A RBCIP aplica as aulas enquanto a Secretaria da Educação (SMEd) local organiza os meios de deslocamento dos estudantes, com 4 horários de atendimento:

  • 8h às 10h;
  • 10h às 12h;
  • 13h30 às 15h30; e
  • 15h30 às 17h30.

Todos os estudantes que concluem os cursos recebem certificados.

Carteira Digital

A Carreta Digital do Ministério das Comunicações tem percorrido diversas regiões do Brasil, possibilitando aulas presenciais em locais que frequentemente têm pouco ou nenhum acesso a recursos educacionais tecnológicos. Além dos cursos oferecidos para os alunos de Rio Grande, outras localidades também contam com programação em Python e desenvolvimento de jogos, que integram a proposta mais ampla da Carreta Digital.

Com o objetivo de certificar mais de 20 mil alunos, o projeto reafirma o compromisso da RBCIP e do Ministério das Comunicações com a inclusão digital e a formação profissional de jovens brasileiros.
 

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:35h

Declaração deve começar em 16 de março e seguir até 29 de maio; nova faixa de isenção de R$ 5 mil ainda não impacta a declaração deste ano

Baixar áudio

A Receita Federal vai divulgar na próxima segunda-feira (16) as regras para a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026. Embora o calendário oficial ainda não tenha sido publicado, a expectativa é que a entrega comece no mesmo dia e siga até 29 de maio, último dia útil do mês.

Um dos pontos que mais geram dúvidas é a nova faixa de isenção do imposto para quem recebe até R$ 5 mil por mês. A medida, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, já alivia o bolso de parte dos trabalhadores, mas não terá impacto na declaração deste ano, que considera os rendimentos obtidos em 2025. O efeito real aparecerá apenas na declaração entregue em 2027.

Imposto de Renda: quem precisa declarar?

Com base nas regras do ano anterior, devem declarar em 2026 os contribuintes que, em 2025:

  • Receberam salários, aposentadorias ou aluguéis acima de R$ 33.888;
  • Obtiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte superiores a R$ 200 mil;
  • Teve receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440;
  • Obteve ganho de capital na venda de bens ou direitos;
  • Realizou operações na bolsa acima de R$ 40 mil ou day trade com lucro;
  • Possuía bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2025;
  • Declarou bens ou investimentos no exterior, incluindo trusts ou rendimentos financeiros;
  • Optou por isenção de ganho de capital na venda de imóvel, reinvestindo em até 180 dias.

Documentos essenciais

Para preencher a declaração, é necessário reunir alguns documentos essenciais. Em relação à identificação do contribuinte, será preciso apresentar RG ou CNH com CPF, comprovante de endereço, CPF do cônjuge e dependentes, PIS/NIT/INSS, título de eleitor e recibo da declaração anterior.

Já quanto à demonstração de renda, serão necessários os seguintes documentos: informes de salários, aposentadorias, aluguéis, previdência privada, extratos bancários e investimentos.

VEJA MAIS: 

No caso de investimentos e deduções, será preciso reunir notas de corretagem, DARFs pagos, pagamentos de planos de saúde e fundos de pensão.

Vale destacar que, de acordo com o padrão dos últimos anos, as restituições devem começar a ser pagas em 29 de maio, com o último lote previsto para 30 de setembro.

Nova faixa de isenção e o possível impacto nos cofres municipais

A nova faixa de isenção do Imposto de Renda atende contribuintes com rendimentos mensais de até R$ 5 mil e estabelece uma redução gradual do imposto para aqueles que recebem até R$ 7.350. No entanto, ainda não há definição clara sobre como a medida será aplicada sem afetar o equilíbrio fiscal dos municípios.

De acordo com o governo federal, para compensar a perda de arrecadação, foi retomada em 2026 a tributação sobre a distribuição de lucros e dividendos. Para pessoas físicas residentes no Brasil, incide uma alíquota de 10% sobre valores que excedam R$ 50 mil por mês — ou R$ 600 mil por ano — por empresa. Para beneficiários domiciliados no exterior, a mesma alíquota se aplica aos dividendos pagos ou transferidos, independentemente do montante.

Apesar disso, ainda não há uma certeza de que esses cálculos promovam uma compensação integral, deixando os municípios em sinal de alerta. Um estudo publicado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que, caso essa compensação não seja efetiva, a medida poderá retirar R$ 9,5 bilhões por ano dos cofres municipais. 

Do total estimado de perdas, ao menos R$ 4,9 bilhões referem-se à redução da arrecadação própria do IRRF, enquanto R$ 4,6 bilhões dizem respeito à diminuição dos recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).  

O especialista em orçamento Dalmo Palmeira explica que o modelo de compensação foi apresentado, só que deixou algumas lacunas que promovem incertezas. Segundo ele, caso não haja cumprimento da reparação, alguns serviços públicos podem ficar comprometidos. 

“Se vai afetar as finanças municipais, então, vai haver, eventualmente, investimentos que serão reduzidos nas contas dos municípios, porque eles terão menos recurso em caixa e terão, por conta da legislação orçamentária, que se adequar em relação à despesa, reduzindo a sua despesa e, muito possivelmente, isso deve afetar os seus investimentos”, destaca. 

Contudo, Palmeira entende que, apesar desse risco, a nova faixa de isenção também apresenta pontos positivos. “Quem vai ser beneficiado por essa desoneração são as pessoas mais pobres. Essas pessoas que têm um nível de renda mais baixo estão também localizadas nos municípios menores. Então, as pessoas que já pagam algum imposto de renda, terão isenção total até R$ 5 mil, e isso vai fazer com que as pessoas tenham mais dinheiro na mão e vai fazer com que a economia local possa girar mais”, considera.
 

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:25h

Aprovada no Congresso, iniciativa prevê a necessidade da presença obrigatória de um farmacêutico no espaço e proíbe a venda de medicamentos fora da área da farmácia

Baixar áudio

Depois de aprovado pelo Congresso Nacional na última semana, o Projeto de Lei 2.158/2023, que prevê regras para o funcionamento de farmácias em supermercados, aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De autoria do senador Efraim Filho (União - PB), o texto permite que sejam instaladas farmácias nas áreas de vendas de supermercados, desde que haja espaço delimitado e exclusivo para a atividade, com presença obrigatória de profissional farmacêutico e seguindo as exigências legais e sanitárias.

O projeto proíbe a venda de medicamentos em bancadas ou gôndolas fora do local destinado para a farmácia no estabelecimento.

Com informações da Agência Senado.

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:20h

Levantamento com lideranças femininas aponta que programas de aceleração e desenvolvimento profissional são a principal mudança esperada nas empresas

Baixar áudio

 

Quase oito em cada dez mulheres que ocupam cargos de liderança já enfrentaram barreiras de gênero ao tentar avançar na carreira. É o que revela a pesquisa “Alianças masculinas e a liderança das mulheres: além do discurso”, realizada pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com a Todas Group.

Segundo o levantamento, 77% das entrevistadas afirmam ter enfrentado algum tipo de obstáculo por serem mulheres. Desse total, 46% relatam ter passado por algumas barreiras e 31% dizem ter enfrentado muitas dificuldades ao longo da trajetória profissional. Apenas 17% afirmaram não ter vivenciado esse tipo de situação.

Os entraves são ainda mais percebidos em algumas áreas. Entre profissionais de marketing e comunicação, 84% relataram dificuldades. Nas áreas de tecnologia da informação e startups, o índice chega a 81%, mesmo percentual observado entre mulheres que atuam em recursos humanos e consultoria de gestão.

A percepção de barreiras também aumenta conforme cresce o nível hierárquico. Entre presidentes, vice-presidentes, sócias e CEOs, 40% dizem ter enfrentado muitas dificuldades relacionadas ao gênero. Entre diretoras e heads, esse percentual é de 35%.

Questionadas sobre qual mudança concreta gostariam de ver implementada nas empresas, 19% das entrevistadas apontaram programas de aceleração e desenvolvimento profissional para mulheres como prioridade. Em seguida aparecem a promoção de mais mulheres para cargos estratégicos (17%) e a flexibilização da jornada de trabalho para melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional (16%).

Outras medidas citadas foram programas de conscientização para homens sobre comportamentos que invalidam mulheres (11%), transparência nos critérios de promoção e reconhecimento (10%) e igualdade salarial entre homens e mulheres (10%).

A pesquisa também mostra que 63% das entrevistadas já sentiram que homens dificultaram seu crescimento profissional. Além disso, apenas 23% afirmam que seu trabalho é reconhecido e valorizado da mesma forma que o dos homens nas empresas onde atuam.

Outro ponto observado é a presença de comentários machistas no ambiente corporativo. Apenas 11% das mulheres disseram nunca ter presenciado esse tipo de situação no trabalho. Os dados também indicam que empresas com maior equilíbrio entre homens e mulheres em cargos de liderança registram menos episódios de machismo.

O estudo ouviu 1.534 mulheres entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026. Todas atuam em grandes empresas ou startups com operação no Brasil.

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:15h

País não teve mortes pela doença neste ano, mas investiga centenas de casos suspeitos

Baixar áudio

O Brasil já contabiliza 140 casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica do Ministério da Saúde (MS). Até o momento, nenhuma morte pela doença foi registrada neste ano.

Além dos casos confirmados, a pasta investiga 539 casos suspeitos e 9 prováveis. Entre os estados, os maiores números de registros estão em:

  • São Paulo: 93 casos
  • Rio de Janeiro: 18 casos
  • Rondônia e Minas Gerais: 11 casos cada

Mpox: o que é

A mpox, anteriormente conhecida como “varíola dos macacos”, é uma doença zoonótica viral — ou seja, pode ser transmitida de animais para seres humanos. O vírus pertence ao gênero Orthopoxvirus, da mesma família da varíola.

Desde 2022, o Brasil contabilizou 14.634 notificações da doença, de acordo com dados do Ministério da Saúde atualizados até a última segunda-feira (9). A maior parte dos casos ocorreu entre 2022 e 2023, período marcado por um surto global que atingiu mais de 120 países e ultrapassou 100 mil casos.

Prevenção

Ao contrário de outras doenças virais, em que a vacinação é a principal forma de proteção, no caso da mpox, a forma mais eficaz é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Se a interação for inevitável, as autoridades em saúde recomendam o uso de luvas, máscaras, avental e óculos de proteção

A transmissão pode ocorrer principalmente por:

  • contato direto com lesões de pele de pessoas infectadas;
  • exposição a fluidos corporais e secreções respiratórias;
  • compartilhamento de objetos contaminados, como roupas e toalhas;
  • contato com animais silvestres infectados, especialmente roedores.

Segundo o MS, os sintomas da mpox incluem:

  • erupções cutâneas ou lesões de pele em diferentes partes do corpo;
  • linfonodos inchados (ínguas);
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • dores no corpo;
  • calafrio; e
  • fraqueza.

Pessoas que apresentarem sintomas compatíveis com a doença devem procurar uma unidade de saúde para avaliação e orientação médica.

Saiba mais em gov.br/saude.

VEJA MAIS: 

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:10h

O preço do suíno vivo apresenta estabilidade em MG, RS e SP; o frango resfriado e o congelado também apresentam estabilidade

Baixar áudio

O preço do boi gordo abre esta quarta-feira (11) em baixa de 0,17%. A arroba é negociada a R$ 346,80, no estado de São Paulo.

INDICADOR DO BOI GORDO CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
10/03/2026 346,80 -0,17% -1,80% 67,20
09/03/2026 347,40 0,39% -1,63% 67,17
06/03/2026 346,05 -0,36% -2,01% 65,91
05/03/2026 347,30 -0,39% -1,66% 65,75
04/03/2026 348,65 -0,53% -1,27% 66,80

 

Preço do frango congelado e resfriado

Nos atacados da Grande São Paulo, São José do Rio Preto e Descalvado, os preços do frango congelado apresentaram estabilidade, assim como os do frango resfriado. A primeira mercadoria é vendida a R$ 7,05, enquanto a segunda é comercializada a R$ 7,09.

PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP 

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS
10/03/2026 7,05 0,00% -2,89%
09/03/2026 7,05 -0,14% -2,89%
06/03/2026 7,06 0,00% -2,75%
05/03/2026 7,06 0,00% -2,75%
04/03/2026 7,06 -0,14% -2,75%

 

PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS
10/03/2026 7,09 0,00% -3,01%
09/03/2026 7,09 -0,14% -3,01%
06/03/2026 7,10 0,00% -2,87%
05/03/2026 7,10 0,00% -2,87%
04/03/2026 7,10 -0,14% -2,87%

 

Preço da carcaça suína especial e do suíno vivo

A carcaça suína especial também volta a apontar valorização de 0,40% no preço, sendo negociada a R$ 10,12 por quilo, nos atacados da Grande São Paulo.

PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)

DATA MÉDIA VAR./DIA VAR./MÊS
10/03/2026 10,12 0,40% 0,20%
09/03/2026 10,08 0,80% -0,20%
06/03/2026 10,00 0,40% -0,99%
05/03/2026 9,96 -2,45% -1,39%
04/03/2026 10,21 0,20% 1,09%

 

O preço do suíno vivo registra estabilidade em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e em São Paulo, desvalorização de 0,45% no Paraná e valorização de 0,15% em Santa Catarina. As mercadorias variam entre R$ 6,64 e R$ 6,94.

INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg) 

DATA ESTADO VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS
10/03/2026 MG - posto 6,76 0,00% 0,00%
10/03/2026 PR - a retirar 6,67 -0,45% 1,21%
10/03/2026 RS - a retirar 6,78 0,00% 0,74%
10/03/2026 SC - a retirar 6,64 0,15% 2,00%
10/03/2026 SP - posto 6,94 0,00% 0,58%

 

Os valores são do Cepea.

O que é o boi gordo? Entenda o termo do mercado bovino

O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.

Diferenças entre frango congelado e frango resfriado

O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias. Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:05h

O preço do café arábica volta a cair, enquanto o açúcar apresenta reajustes

Baixar áudio

O preço do café arábica abre esta quarta-feira (11) em baixa de 0,56%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.918,60 na cidade de São Paulo.

INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/03/2026 1.918,60 -0,56% 6,73% 371,75
09/03/2026 1.929,37 0,85% 7,33% 373,04
06/03/2026 1.913,12 2,04% 6,43% 364,40
05/03/2026 1.874,79 0,80% 4,29% 354,94
04/03/2026 1.859,96 0,36% 3,47% 356,38

 

O café robusta teve baixa de 2,81% no preço, sendo comercializado a R$ 1.037,08.

INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ

DATA VALOR R$ VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$
10/03/2026 1.037,08 -2,81% 0,42% 200,95
09/03/2026 1.067,07 -0,34% 3,32% 206,32
06/03/2026 1.070,68 0,48% 3,67% 203,94
05/03/2026 1.065,57 -0,22% 3,18% 201,74
04/03/2026 1.067,90 -0,67% 3,40% 204,62

Açúcar

Já o preço do açúcar cristal apresenta variação nas principais praças do estado de São Paulo. Na capital, a saca de 50 kg teve valorização de 0,21% e é cotada a R$ 98,52.

INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
10/03/2026 98,52 0,21% -0,07% 19,09
09/03/2026 98,31 0,96% -0,28% 19,01
06/03/2026 97,38 -0,25% -1,23% 18,55
05/03/2026 97,62 -0,62% -0,98% 18,48
04/03/2026 98,23 0,00% -0,37% 18,64

 

Em Santos (SP), a mercadoria teve desvalorização de 4,08%, sendo negociada a R$ 106,86 na média de preços sem impostos.

INDICADOR AÇÚCAR CRISTAL - SANTOS (FOB)

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
10/03/2026 106,86 -4,08% -0,23% 20,70
09/03/2026 111,40 2,82% 4,01% 21,37
06/03/2026 108,34 2,23% 1,15% 20,49
05/03/2026 105,98 3,59% -1,05% 20,21
04/03/2026 102,31 -6,84% -4,48% 19,64

 

Milho

A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 71,09, após valorização de 0,65%.

INDICADOR DO MILHO ESALQ/BM&FBOVESPA

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
10/03/2026 71,09 0,65% 2,24% 13,77
09/03/2026 70,63 0,10% 1,58% 13,66
06/03/2026 70,56 0,46% 1,48% 13,44
05/03/2026 70,24 0,01% 1,02% 13,30
04/03/2026 70,23 0,36% 1,01% 13,46

Os valores são do Cepea.

 

Diferença entre café arábica e café robusta: características, uso e regiões produtoras

Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.

  • O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
  • O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial. 

Como é calculada a saca de açúcar cristal?

A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.

Qual o peso da saca de milho no Brasil?

A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.

Copiar textoCopiar o texto
11/03/2026 04:00h

A soja apresenta baixa no Paraná e em Paranaguá; o trigo sofre reajustes

Baixar áudio

O valor da saca de 60 kg da soja abre esta quarta-feira (11) em baixa, tanto no interior do Paraná quanto no litoral do estado, em Paranaguá. 

Na primeira região, o grão teve desvalorização de 0,47% e é negociado a R$ 122,00; na segunda, a mercadoria teve desvalorização de 0,94% e é cotada a R$ 128,80.

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
10/03/2026 122,00 -0,47% 1,08% 23,64
09/03/2026 122,57 -0,61% 1,55% 23,70
06/03/2026 123,32 1,25% 2,17% 23,49
05/03/2026 121,80 0,48% 0,91% 23,06
04/03/2026 121,22 -0,25% 0,43% 23,23

 

INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ

DATA VALOR R$* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$*
10/03/2026 128,80 -0,94% 1,55% 24,96
09/03/2026 130,02 -0,88% 2,52% 25,14
06/03/2026 131,18 1,27% 3,43% 24,99
05/03/2026 129,54 1,04% 2,14% 24,53
04/03/2026 128,21 -0,35% 1,09% 24,57

 

Trigo

O preço do trigo, por sua vez, registra valorização de 0,19% no Paraná e estabilidade no Rio Grande do Sul. No primeiro estado, a tonelada é vendida a R$ 1.211,34, enquanto no segundo é comercializada a R$ 1.091,60.

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ

DATA VALOR R$/T* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$/T*
10/03/2026 1.211,34 0,19% 2,82% 234,71
09/03/2026 1.209,02 0,10% 2,63% 233,76
06/03/2026 1.207,77 1,49% 2,52% 230,05
05/03/2026 1.190,04 -1,08% 1,02% 225,30
04/03/2026 1.203,09 1,45% 2,12% 230,52

PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL

DATA VALOR R$/T* VAR./DIA VAR./MÊS VALOR US$/T*
10/03/2026 1.091,60 0,00% -0,65% 211,51
09/03/2026 1.091,60 0,60% -0,65% 211,06
06/03/2026 1.085,06 0,05% -1,24% 206,68
05/03/2026 1.084,48 -0,10% -1,30% 205,32
04/03/2026 1.085,53 -0,88% -1,20% 208,00

Os valores são do Cepea.

 

O que é uma saca de soja ou de trigo? Entenda a unidade de medida no mercado de grãos

A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.

Copiar textoCopiar o texto