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Baixar áudioAntes das quadrilhas ganharem as ruas e dss sanfonas embalarem o São João, um outro espetáculo já conquista moradores e visitantes: a gastronomia. Nesta reportagem especial da série "Destino: Festas Juninas", o Ministério do Turismo leva você até Petrolina, no sertão pernambucano, para descobrir os pratos, os ingredientes e os sabores que transformam a culinária regional em uma das grandes atrações do período junino. Aperte o cinto e embarque com a gente nessa viagem deliciosa que vai além do milho, tão presente nas festas juninas!
A nossa reportagem começa no Bodódromo de Petrolina, um dos maiores polos gastronômicos do Nordeste brasileiro e onde o bode é o carro-chefe de pratos quentes tradicionais da cidade que fica às margens do Rio São Francisco. O gerente de restaurante Leonardo Alves explica como a carne do animal se tornou o símbolo da cidade.
"O mais fácil de criar, mais fácil de lidar e foi virando tradição e o pessoal achou legal colocar um bodódromo e ficar essa iguaria, que o pessoal de fora chama. É gratificante. É uma coisa que a gosta e indica muito pra quem vem de fora".
E não é só em pratos salgados que o bode é o protagonista. Em Petrolina, lá que é possível experimentar uma iguaria única: o sorvete de caramelo de bode, feito com a carne do próprio animal. José Veras, que idealizou a receita, e João Antônio, seu sócio em uma sorveteria tradicional da cidade, explicam como essa ideia surgiu.
"Em uma dessas viagens, buscando novos sabores, nós descobrimos o sorvete de bacon e gostamos muito do resultado. Aquele momento me fez viajar no tempo, direto para a casa da minha avó, lá em Salgueiro. No café da manhã, ela fazia um bode bem sequinho, que ficava secando no varal; era muito gostoso e a textura lembrava um pouco a do bacon. Foi então que conversei com o João: 'João, minha avó fazia um carne de bode que parecia muito com bacon. Será que não dá para a gente fazer um sorvete? Vamos testar?'. Pegamos o bode e deu super certo! Essa memória afetiva é inclusive muito marcante, daquelas que trazem uma lembrança familiar muito grande, bem latente. Quando colocamos o sabor no cardápio, foi como se um pedaço da nossa família e da nossa história estivesse ali, homenageando um produto que é a cara do sertão. O José, na hora, apoiou: 'Se dá para fazer de bacon, dá para fazer de bode também!'. Decidimos ousar. Demos uma pesquisada no Google para ver se já existia sorvete de bode e não encontramos nada. Ninguém nunca tinha tido essa ousadia!"
O sabor exótico conquistou Mirela Conceição, turista soteropolitana que viajou para Petrolina para aproveitar os festejos de São João. Ela tenta definir o sabor do sorvete para quem nunca o experimentou.
"Eu achei muito diferente. Quando eu via assim gera uma certa estranheza, mas é muito gostoso, muito amistoso. E as opções no geral aqui da sorveteria são muito interessantes. Hoje eu provei um novo sabor que foi de torta búlgara e eu também adorei. Eu acho que eu não consigo comparar com nada que eu tinha que experimentado, mas tem um fundo salgado, um certos pedacinhos também crocantes, mas ao mesmo tempo é doce. É uma mistura de sabores que no final fica muito ornamentada, torna bastante"
Petrolina espera deve reunir mais de um milhão de pessoas ao longo do ciclo junino. Essa movimentação deve injetar 325 milhões de reais na economia local, gerar 20 mil empregos e atrair 50 mil passageiros, vindos de 150 cidades, pelo Aeroporto Senador Nilo Coelho. O fluxo de visitantes garante lotação máxima na rede hoteleira e beneficia diretamente 700 ambulantes credenciados.
No próximo episódio da nossa série especial, a viagem pelas Festas Juninas do Nordeste segue para o seu último destino: Maracanaú, no Ceará. Não perca!
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Baixar áudioEm 2026, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) prevê destinar mais de R$ 17 bilhões ao financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) no Brasil. Apesar do volume inédito de recursos, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) defende a redução da burocracia para que esse dinheiro chegue às empresas com a agilidade necessária.
A recomendação consta no documento "Construindo o Brasil 2050: a indústria na agenda dos presidenciáveis" — agenda de propostas voltadas à retomada do crescimento sustentável da economia entregue aos pré-candidatos à Presidência da República.
Segundo a entidade, as micro e pequenas empresas (MPEs) enfrentam os maiores entraves para acessar instrumentos públicos de apoio à inovação, principalmente por causa das exigências de garantias reais — como bens, aplicações financeiras e recebíveis — e da complexidade dos processos de financiamento.
Para o presidente da CNI, Ricardo Alban, a burocracia para acessar instrumentos de fomento é um dos fatores que ampliam o Custo Brasil — conjunto de entraves burocráticos, estruturais e econômicos que encarece a produção e a realização de negócios no país.
“Devemos enfrentar as amarras estruturais que encarecem a produção no país. O Custo Brasil drena a capacidade de investimento das empresas, afasta o capital produtivo e aumenta os preços dos produtos e serviços consumidos pelos brasileiros”, afirma.
Pesquisa da CNI mostra que 36% dos empresários industriais apontam o excesso de burocracia como o principal obstáculo para acessar políticas públicas de incentivo à inovação.
O problema é mais intenso no Nordeste, onde 48% dos industriais identificam a burocracia como a principal barreira. O Sudeste é a região com menor impacto, onde o percentual é de 32%.
Outros entraves citados pelos empresários são:
O levantamento também revela que 42% dos industriais sequer tentaram acessar instrumentos públicos de apoio à inovação. O índice chega a 45% no Nordeste e a 44% no Sudeste, enquanto Norte e Centro-Oeste registram o menor percentual, de 29%.
Para reverter esse cenário, a CNI propõe uma desburocratização radical nas linhas de financiamento e a modernização dos processos de instituições como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e as agências estaduais de fomento. O objetivo é destravar o dinheiro já disponível — mas que permanecem represados em longos trâmites administrativos — especialmente para startups e micro e pequenas empresas.
Segundo a CNI, atualmente o intervalo entre a aprovação de um projeto e a liberação dos recursos pode chegar a 18 meses — prazo considerado incompatível com o ritmo da inovação tecnológica. Por isso, a entidade defende a aceleração das análises e dos desembolsos.
Outra proposta é reduzir ou flexibilizar as exigências de garantias reais, substituindo-as pelo uso de fundos garantidores de crédito. A intenção é que a concessão de financiamento passe a considerar principalmente o mérito técnico e o potencial tecnológico dos projetos, e não apenas o patrimônio da empresa.
A CNI também afirma que os atuais mecanismos de fomento à inovação são excessivamente padronizados e pouco adaptados às diferenças regionais, o que reduz sua efetividade.
Na avaliação da entidade, MPEs, startups e empresas de base tecnológica (deep techs) enfrentam grandes dificuldades para captar recursos destinados ao desenvolvimento de novos produtos e tecnologias, mesmo quando existem linhas de financiamento disponíveis. Entre os principais gargalos estão editais lentos, juros elevados e incompatíveis com projetos de maior risco, além das exigências excessivas de garantias.
A CNI também aponta limitações no alcance da Lei do Bem (nº 11.196/2005) — mecanismo do Governo Federal que concede incentivos fiscais a empresas brasileiras que investem em PD&I. Por estar atrelada ao regime de Lucro Real, mais de 90% das indústrias brasileiras em outros regimes não podem utilizá-la.
Além disso, o benefício não pode ser aproveitado em anos de prejuízo fiscal e o saldo remanescente não pode ser compensado em períodos posteriores, reduzindo o alcance da política.
Para ampliar o acesso aos recursos, a CNI propõe que o governo e as instituições de fomento compartilhem parte do risco tecnológico dos projetos, por meio da criação de fundos garantidores de crédito voltados às micro e pequenas empresas.
O diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Jefferson Gomes, reforça a necessidade da simplificação do acesso aos incentivos, preservando a continuidade dos investimentos públicos em inovação. Segundo ele, a previsibilidade desses recursos é essencial para que empresas e pesquisadores possam planejar projetos de longo prazo.
“É fundamental que o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico seja mantido ao longo do tempo para que possamos aumentar a complexidade de produtos e, assim, podermos ter uma indústria mais forte com produtos com maior valor agregado”, recomenda.
Entre as propostas da entidade está a substituição dos editais tradicionais por modelos de fluxo contínuo, permitindo que projetos sejam apresentados e analisados de forma permanente, sem depender da abertura de chamadas específicas.
Outra recomendação é descentralizar o financiamento da inovação por meio da criação de fundos regionais abastecidos com recursos provenientes de royalties e de outras obrigações regulatórias. Segundo a CNI, a medida permitiria reinvestir parte da riqueza gerada pela exploração de recursos naturais no desenvolvimento das vocações tecnológicas de cada região do país.
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Baixar áudioA CAIXA paga, nesta segunda-feira, 29 de junho, nova parcela do Programa Pé-de-Meia para os estudantes do Ensino Médio regular e Ensino Médio da Educação de Jovens e Adultos, a EJA, nascidos nos meses de janeiro e fevereiro.
O incentivo será creditado na conta Poupança CAIXA Tem e os valores podem ser movimentados pelo App CAIXA Tem.
O estudante pode pagar contas, fazer transferências e PIX, direto no aplicativo.
Além disso, pode movimentar os valores com o cartão do programa, fazendo compras e pagamentos.
O Programa Pé-de-Meia apoia a permanência e a conclusão escolar dos estudantes matriculados no Ensino Médio da rede pública.
Para consultar as demais datas de pagamento do programa Pé-de-Meia, acesse o site da CAIXA em www.caixa.gov.br/pedemeia.
O Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional do Governo Federal para estudantes do ensino médio público inscritos no CadÚnico. Ele funciona como uma poupança para manter a frequência e estimular a conclusão do ensino médio, reduzindo desigualdades e promovendo inclusão e mobilidade social.
Copiar o textoOs pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem
Baixar áudioA CAIXA inicia nesta segunda-feira (29), o pagamento do Bolsa Família referente ao mês de junho para os beneficiários com o Número de Identificação Social (NIS) terminado em 9.
Os pagamentos são realizados preferencialmente na Poupança CAIXA ou conta CAIXA Tem. Com a conta CAIXA Tem, os beneficiários podem pagar contas e fazer transferências diretamente pelo aplicativo no celular.
O benefício também pode ser movimentado com o cartão de débito da conta em comércios, Unidades Lotéricas, Correspondentes CAIXA Aqui, terminais de autoatendimento e Agências da CAIXA. Além disso, é possível realizar saques sem cartão nos terminais de autoatendimento e Unidades Lotéricas, utilizando a identificação biométrica previamente cadastrada em uma agência da CAIXA.
Chegou o novo aplicativo do Bolsa Família, mais completo e fácil de usar! Acompanhe a data do seu pagamento, consulte seus benefícios e fique por dentro de todas as novidades do programa.
Para baixar os aplicativos CAIXA Tem e Bolsa Família, basta acessar a loja de aplicativos do seu smartphone. É gratuito.
O Programa Bolsa Família é a transferência mensal de renda do maior programa social do Brasil, reconhecido por tirar milhões de famílias da fome. O modelo atual considera tamanho e características do núcleo familiar: lares com três ou mais pessoas tendem a receber valores maiores do que famílias unipessoais, reforçando a proteção social.
Além da renda, o Bolsa Família integra políticas públicas para ampliar acesso a saúde, educação e assistência social. O foco é promover dignidade e cidadania, articulando ações complementares (esporte, ciência, trabalho) para a superação da pobreza e a transformação social.
Para ter direito ao pagamento do Bolsa Família, a renda por pessoa da família deve ser de até R$ 218/mês.
Exemplo: 1 pessoa com salário mínimo (R$ 1.518) em família de 7 integrantes → renda per capita de R$ 216,85. Como está abaixo de R$ 218, a família é elegível ao benefício.
Mesmo inscrita no CadÚnico, a família só recebe quando for selecionada pelo sistema do programa. A inclusão é contínua e mensal, de forma automatizada, conforme os critérios de elegibilidade e a atualização cadastral.
Preciso estar no CadÚnico? Sim, é obrigatório para concorrer ao pagamento do Bolsa Família.
O valor é igual para todos? Não. O modelo considera o tamanho e o perfil familiar, podendo variar.
Cadastro feito = pagamento imediato? Não. A seleção é mensal e automatizada; a família começa a receber quando é incluída.
Onde tirar dúvidas? Procure o CRAS do seu município ou os canais oficiais do programa.
Copiar o textoEstudo projeta déficits recorrentes e avanço da dívida pública até 2036
Baixar áudioO próximo presidente eleito em outubro deverá assumir um cenário fiscal desafiador, marcado por déficits primários recorrentes, dificuldades para cumprir as metas do arcabouço fiscal e trajetória crescente da dívida pública. Esse é o diagnóstico apresentado no Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) de junho, divulgado na última quinta-feira (25) pela Instituição Fiscal Independente, órgão vinculado ao Senado Federal.
Segundo os diretores da IFI, Marcus Pestana e Alexandre Andrade, as projeções para a evolução das principais variáveis econômicas e fiscais são consistentes, mesmo sem considerar eventuais reformas estruturais que possam ser implementadas nos próximos anos.
Na elaboração dos cenários, a instituição levou em conta as incertezas provocadas pela alta dos preços do petróleo em razão dos conflitos no Oriente Médio. As estimativas também consideram a implementação da reforma tributária sobre o consumo, com impactos mais expressivos sobre as finanças de estados e municípios e efeitos positivos esperados sobre a eficiência e a produtividade da economia brasileira.
O RAF projeta crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,0% em 2026 e de 1,8% em 2027. Nos anos seguintes, a economia deve avançar, em média, 2,3% ao ano.
Para a inflação, a IFI estima índice de 5,0% em 2026, 4,0% em 2027 e 3,5% em 2028, com convergência para o centro da meta nos anos posteriores, quando a inflação deverá se estabilizar em torno de 3% ao ano.
Os juros reais também devem permanecer elevados. A expectativa é que a taxa básica Selic recue de 14% ao ano em 2026 para 12% em 2027, alcançando um patamar próximo de 8% no médio prazo.
Pelas projeções da IFI, as receitas primárias líquidas devem corresponder a 18,9% do PIB em 2026 e a 18,7% em 2027, recuando gradualmente para cerca de 18,3% do PIB ao longo do horizonte analisado.
O relatório prevê ainda que a elasticidade entre receita e PIB caia do atual patamar de 1,4 para 1. Na prática, isso significa que cada 1% de crescimento da economia deverá resultar em um aumento de 1% na arrecadação do governo, reduzindo o ganho adicional de receitas observado nos últimos anos.
Já as despesas primárias devem passar de 19,2% do PIB em 2026 para 19,3% em 2027, atingindo 19,9% em 2032 e se estabilizando em torno de 19,4% do PIB nos anos seguintes.
As estimativas da IFI divergem das projeções apresentadas no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, em tramitação no Congresso Nacional, especialmente em relação ao comportamento do resultado primário (receita menos despesas primárias) e ao cumprimento das metas previstas pelo arcabouço fiscal.
O relatório aponta a continuidade dos déficits primários efetivos — realidade observada no Brasil desde 2014 — e projeta aumento persistente da relação entre a dívida pública bruta e o PIB entre 2026 e 2036.
“Ainda que o desenho da trajetória tenha melhorado em relação às nossas projeções de maio de 2026, o crescimento do endividamento aponta para uma situação que pode se tornar insustentável no médio prazo”, alertam Pestana e Andrade.
Segundo a IFI, seria necessário gerar um superávit primário de 2,1% do PIB por ano para estabilizar a relação entre dívida e PIB.
Partindo de um endividamento bruto de 80,1% do PIB registrado em abril de 2026, a instituição projeta que esse indicador alcance 82,5% ainda neste ano, ultrapasse 100% em 2032 — chegando a 102% do PIB — e atinja 115% do PIB em 2036.
Ao concluir o relatório, os diretores afirmam que a IFI busca contribuir, de forma técnica, neutra e apartidária, para o debate sobre um dos principais desafios do próximo governo: o equilíbrio fiscal e suas implicações.
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Baixar áudioApós uma semana praticamente parada devido o feriado de São João e o jogo da seleção brasileira contra a Escócia pela Copa do Mundo, o Congresso Nacional retoma os trabalhos nesta semana. Sim, os comandados de Carlo Ancelotti disputam contra o Japão um lugar nas oitavas-de-final do mundial, a partir das 14h, mas nada que afete o cronograma do Legislativo, já que não há sessões plenárias marcadas para esta segunda-feira.
Na Câmara dos Deputados, o objetivo é acelerar votações e aprovar o máximo de projetos possível. Esse esforço concentrado – como é chamado o movimento –, ocorre para recuperar o tempo perdido com as interrupções dos últimos meses. Tanto é que a pauta foi disponibilizada na quinta-feira (25) passada com 11 itens, mas sem relacionar os destaques, como a ampliação dos limites de faturamento do Simples Nacional (PLP 108/21), a regulamentação da inteligência artificial (PL 2.338/23) e a criminalização da misoginia (PL 896/23). Os líderes partidários devem definir as prioridades e marcar a posição das legendas na reunião agendada para terça-feira (30).
No Senado Federal, apesar da intenção de agilizar a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 65/2023) que amplia a autonomia do Banco Central e a que cria a aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde (PEC 14/2021), os senadores foram liberados para participarem das sessões plenárias à distância. Ao contrário da Câmara, a pauta não foi publicada pela presidência, mas matérias de interesse do governo federal, como o fim da escala de trabalho 6x1 (PEC 221/2019) e a reformulação da segurança pública nacional (PEC 18/2025), continuam sem perspectivas de serem analisadas.
Entrando na reta final, a Comissão Especial que analisa a atualização do teto de receita do Microempreendedor Individual (MEI) e das faixas de enquadramento do Simples Nacional realiza um seminário com parlamentares, empresários, especialistas e representantes de entidades no Rio de Janeiro (RJ), nesta segunda. Na quarta-feira (1º), está agendada uma sessão deliberativa na qual pode ser apresentado o relatório do deputado Jorge Goetten (Republicanos-SC).
Segue na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado o projeto que obriga a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a apresentar relatórios semestrais de atividades ao Senado, que pode ser votado na terça. No mesmo dia, a Comissão de Indústria, Comércio e Serviços (CICS) da Câmara deve analisar o Projeto de Lei nº 1672/2025, que institui o Plano de Reindustrialização e Soberania Nacional (PRSN), com foco em fortalecer a produção nacional em setores estratégicos como defesa, energia e tecnologia.
Na quinta-feira (2), a Comissão Especial que discute o aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e a criação dos Fundos Constitucionais do Sul e do Sudeste deve votar o texto substitutivo do deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). O parecer determina aumentar em 3 pontos percentuais o repasse da União a estados e municípios, acrescenta uma nova parcela do 1% do FPM, que deverá ser paga no mês de março, e estabelece que os fundos regionais vão receber 1% da arrecadação federal para financiar programas voltados ao setor produtivo regional.
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Baixar áudioOs municípios brasileiros recebem, nesta terça-feira (30), R$ 5,3 bilhões referentes ao terceiro decêndio de junho do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O montante é cerca de 2% superior ao repassado no mesmo período de 2025, quando a transferência foi de R$ 5,1 bilhões.
A evolução dos repasses mantém uma trajetória de crescimento, mas a análise dos resultados deve levar em conta os efeitos da inflação sobre o poder de compra dos recursos. É o que explica o especialista em orçamento público Cesar Lima.
“Mantém nosso FPM num indicativo de aumento. Contudo, devemos também colocar nessa conta que houve um processo inflacionário nos últimos meses, principalmente devido a conflitos internacionais e que ao final deste período poderemos fazer um cálculo de crescimento real ou não dos recursos referentes ao FPM”, destaca.
O FPM é abastecido por parcelas da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A divisão dos recursos entre os municípios segue coeficientes definidos pelo Tribunal de Contas da União (TCU), calculados principalmente com base na população de cada cidade, conforme dados oficiais.
São Paulo concentra o maior volume de recursos neste terceiro decêndio de junho, com aproximadamente R$ 654 milhões. Entre os municípios paulistas com os maiores repasses estão Atibaia, Bauru e Campinas, cada um com valores superiores a R$ 2,8 milhões.
Na sequência aparece Minas Gerais, com cerca de R$ 650 milhões. No estado, Araxá, Conselheiro Lafaiete e Esmeraldas estão entre os municípios que recebem os maiores valores, todos acima de R$ 2 milhões.
Até o dia 26 de junho de 2026, 21 municípios estavam impedidos de receber recursos do FPM. Confira a lista:
Segundo o Tesouro Nacional, os bloqueios podem ocorrer por diferentes razões, entre elas a falta de recolhimento da contribuição ao Pasep, pendências previdenciárias junto ao INSS, débitos inscritos na dívida ativa da União pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) e a ausência de envio de informações ao Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (SIOPS).
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A suspensão dos repasses é temporária. Depois que o município regulariza a pendência, a transferência dos recursos é restabelecida. O dinheiro do FPM costuma ser utilizado no financiamento de áreas como saúde, educação, infraestrutura e pagamento de pessoal.
Os repasses do Fundo de Participação dos Municípios são realizados a cada dez dias. Quando a data prevista coincide com fim de semana ou feriado, o crédito é antecipado para o primeiro dia útil anterior.
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Baixar áudioO preço do café arábica abre esta segunda-feira (29) em queda de 0,91%, com a saca de 60 kg negociada a R$ 1.517,04 na cidade de São Paulo.
O café robusta também teve desvalorização, com recuo de 0,46%, sendo comercializado a R$ 1.049,14.
INDICADOR DO CAFÉ ARÁBICA CEPEA/ESALQ
| Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 1.517,04 | -0,91% | -2,48% | 293,37 |
| 25/06/2026 | 1.530,95 | 0,90% | -1,59% | 295,72 |
| 24/06/2026 | 1.517,29 | 1,71% | -2,47% | 291,56 |
| 23/06/2026 | 1.491,84 | 1,33% | -4,10% | 287,56 |
| 22/06/2026 | 1.472,20 | -2,11% | -5,37% | 286,03 |
INDICADOR DO CAFÉ ROBUSTA CEPEA/ESALQ
| Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$ | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 1.049,14 | -0,46% | 10,14% | 202,89 |
| 25/06/2026 | 1.054,04 | 1,55% | 10,65% | 203,60 |
| 24/06/2026 | 1.037,93 | 1,95% | 8,96% | 199,45 |
| 23/06/2026 | 1.018,11 | 1,07% | 6,88% | 196,24 |
| 22/06/2026 | 1.007,34 | -1,81% | 5,75% | 195,71 |
O preço do açúcar cristal apresenta redução na capital de São Paulo. A saca de 50 kg é cotada a R$ 92,31, após baixa de 0,45%.
INDICADOR DO AÇÚCAR CRISTAL BRANCO CEPEA/ESALQ - SÃO PAULO
| Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 92,31 | -0,45% | -0,74% | 17,85 |
| 25/06/2026 | 92,73 | 0,31% | -0,29% | 17,91 |
| 24/06/2026 | 92,44 | -1,73% | -0,60% | 17,76 |
| 23/06/2026 | 94,07 | 2,70% | 1,15% | 18,13 |
| 22/06/2026 | 91,60 | 0,15% | -1,51% | 17,80 |
Em Santos (SP), houve salto de 2,12%, e a mercadoria é negociada a R$ 106,92 na média de preços sem impostos.
Indicador Açúcar Cristal - Santos (FOB)
| Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 106,92 | 2,12% | 3,97% | 20,68 |
| 25/06/2026 | 104,70 | 1,71% | 1,81% | 20,18 |
| 24/06/2026 | 102,94 | 0,52% | 0,10% | 19,76 |
| 23/06/2026 | 102,41 | 1,03% | -0,42% | 19,79 |
| 22/06/2026 | 101,37 | -0,92% | -1,43% | 19,72 |
A saca de 60 kg do milho, por sua vez, é vendida a R$ 63,45, após alta de 0,28%.
| Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 63,45 | 0,28% | -2,25% | 12,27 |
| 25/06/2026 | 63,27 | 0,29% | -2,53% | 12,22 |
| 24/06/2026 | 63,09 | -0,05% | -2,80% | 12,12 |
| 23/06/2026 | 63,12 | 0,13% | -2,76% | 12,17 |
| 22/06/2026 | 63,04 | 0,11% | -2,88% | 12,25 |
Os valores são do Cepea.
Café arábica e café robusta são as duas principais variedades cultivadas e comercializadas no Brasil, ambas medidas em sacas de 60 kg.
O café arábica (conhecido também como café Conilon, em algumas regiões) tem sabor mais suave, menor teor de cafeína e alta qualidade sensorial, sendo preferido em cafeterias especializadas e nas exportações de cafés premium. Representa cerca de 70% da produção brasileira, com destaque para estados como Minas Gerais e São Paulo.
O café robusta, por sua vez, possui sabor mais amargo, maior concentração de cafeína e corpo mais intenso. É amplamente utilizado na produção de café solúvel e blends comerciais. Seus principais polos produtores são o Espírito Santo e Rondônia, e seu preço costuma ser mais baixo em comparação ao arábica, por conta do perfil mais industrial.
A saca de açúcar cristal no Brasil é padronizada em 50 quilos, especialmente para comercialização no mercado atacadista e para uso na indústria alimentícia. Essa unidade de medida é adotada pelo Cepea/Esalq-USP, principal fonte de cotações diárias do açúcar cristal no país.
A saca de milho equivale a 60 kg de grãos, mesmo padrão utilizado para soja e trigo. Essa medida é oficializada por instituições como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Cepea, sendo amplamente usada em negociações e relatórios de preço do milho.
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Baixar áudioO preço do boi gordo registra recuo nesta segunda-feira (29). Em São Paulo, a arroba é negociada a R$ 338,65, após queda de 0,40%.
| Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 338,65 | -0,40% | -3,16% | 65,49 |
| 25/06/2026 | 340,00 | -0,15% | -2,77% | 65,68 |
| 24/06/2026 | 340,50 | 0,00% | -2,63% | 65,43 |
| 23/06/2026 | 340,50 | -0,99% | -2,63% | 65,63 |
| 22/06/2026 | 343,90 | -0,46% | -1,66% | 66,82 |
No mercado de frango, os valores apresentam estabilidade na Grande São Paulo, em São José do Rio Preto e em Descalvado. O quilo do frango congelado é vendido a R$ 7,29, enquanto o frango resfriado também está cotado a R$ 7,29.
PREÇOS DO FRANGO CONGELADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | |
|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,70% |
| 25/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,70% |
| 24/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,70% |
| 23/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,70% |
| 22/06/2026 | 7,29 | 0,28% | 3,70% |
PREÇOS DO FRANGO RESFRIADO CEPEA/ESALQ - ESTADO SP
| Valor R$ | Var./Dia | Var./Mês | |
|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,40% |
| 25/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,40% |
| 24/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,40% |
| 23/06/2026 | 7,29 | 0,00% | 3,40% |
| 22/06/2026 | 7,29 | 0,14% | 3,40% |
Já a carcaça suína especial teve estabilidade nos atacados da Grande São Paulo, onde o quilo ainda custa R$ 8,60.
Entre os estados analisados, o suíno vivo registra manutenção de preços em algumas praças. No Paraná, por exemplo, o animal é comercializado a R$ 4,66.
PREÇOS DA CARCAÇA SUÍNA ESPECIAL (R$/kg)
| Média | Var./Dia | Var./Mês | |
|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 8,60 | 0,00% | -0,35% |
| 25/06/2026 | 8,60 | 0,00% | -0,35% |
| 24/06/2026 | 8,60 | 0,00% | -0,35% |
| 23/06/2026 | 8,60 | -0,12% | -0,35% |
| 22/06/2026 | 8,61 | 0,23% | -0,23% |
INDICADOR DO SUÍNO VIVO CEPEA/ESALQ (R$/kg)
| Estado | Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | MG - posto | 5,87 | -0,84% | 4,45% |
| 26/06/2026 | PR - a retirar | 4,66 | 0,00% | -1,27% |
| 26/06/2026 | RS - a retirar | 5,08 | 1,20% | -0,78% |
| 26/06/2026 | SC - a retirar | 5,00 | 0,00% | 2,25% |
| 26/06/2026 | SP - posto | 5,27 | 0,00% | -0,57% |
Os dados são do Cepea.
O boi gordo é o bovino macho pronto para o abate, com peso mínimo de 16 arrobas líquidas de carcaça (aproximadamente 240 kg) e até 42 meses de idade. Atende aos padrões do mercado nacional e internacional, incluindo exportações para Europa, China e cota Hilton.
O frango congelado passa por congelamento rápido, com temperaturas abaixo de -12°C, garantindo maior vida útil para armazenamento e transporte a longas distâncias.
Já o frango resfriado é mantido entre 0°C e 4°C, com validade de 5 a 7 dias, oferecendo textura e sabor mais próximos do fresco, ideal para consumidores exigentes e restaurantes.
Copiar o textoO trigo registra queda de preço no estado do Paraná e elevação no Rio Grande do Sul.
Baixar áudioA saca de 60 quilos da soja inicia esta segunda-feira (29) em alta no interior do Paraná e queda na região litorânea de Paranaguá.
No mercado paranaense, o grão apresenta valorização de 0,11%, com a saca negociada a R$ 127,64. Especificamente em Paranaguá, a redução é de 0,21%, levando a cotação para R$ 133,87.
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 127,64 | 0,11% | 2,74% | 24,68 |
| 25/06/2026 | 127,50 | 0,70% | 2,63% | 24,63 |
| 24/06/2026 | 126,61 | 0,52% | 1,92% | 24,33 |
| 23/06/2026 | 125,96 | 0,32% | 1,39% | 24,28 |
| 22/06/2026 | 125,56 | 0,73% | 1,07% | 24,39 |
INDICADOR DA SOJA CEPEA/ESALQ - PARANAGUÁ
| Valor R$* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 133,87 | -0,21% | 2,88% | 25,89 |
| 25/06/2026 | 134,15 | -0,15% | 3,10% | 25,91 |
| 24/06/2026 | 134,35 | 0,64% | 3,25% | 25,82 |
| 23/06/2026 | 133,50 | 0,52% | 2,60% | 25,73 |
| 22/06/2026 | 132,81 | -0,02% | 2,07% | 25,80 |
Já o trigo registra queda de preço no estado do Paraná e elevação no Rio Grande do Sul.
No Paraná, a tonelada do cereal é comercializada a R$ 1.366,65. No Rio Grande do Sul, o produto é vendido a R$ 1.330,99.
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - RIO GRANDE DO SUL
| Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 1.330,99 | 0,39% | -0,17% | 257,39 |
| 25/06/2026 | 1.325,81 | -0,06% | -0,56% | 256,10 |
| 24/06/2026 | 1.326,57 | 0,00% | -0,50% | 254,91 |
| 23/06/2026 | 1.326,57 | -0,22% | -0,50% | 255,70 |
| 22/06/2026 | 1.329,48 | -0,32% | -0,28% | 258,30 |
PREÇO MÉDIO DO TRIGO CEPEA/ESALQ - PARANÁ
| Valor R$/t* | Var./Dia | Var./Mês | Valor US$/t* | |
|---|---|---|---|---|
| 26/06/2026 | 1.366,65 | -0,19% | 0,52% | 264,29 |
| 25/06/2026 | 1.369,30 | 0,49% | 0,71% | 264,50 |
| 24/06/2026 | 1.362,59 | -0,46% | 0,22% | 261,83 |
| 23/06/2026 | 1.368,85 | 0,06% | 0,68% | 263,85 |
| 22/06/2026 | 1.368,01 | -0,68% | 0,62% | 265,79 |
Os valores são do Cepea.
A saca de soja e a saca de trigo são as principais unidades de comercialização de grãos no Brasil. Cada saca equivale a 60 quilos, padrão adotado por órgãos oficiais como a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Ministério da Agricultura (MAPA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
Esse formato padronizado facilita o comércio da soja e do trigo, além de permitir um acompanhamento mais preciso das cotações e variações de preços no mercado nacional.
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