16/06/2026 18:40h

Na Região Sul, tempo frio com possibilidade de geada em áreas serranas e próximas à divisa entre Paraná e Santa Catarina.

Baixar áudio

A quarta-feira (17) será marcada pelo tempo frio em toda a Região Sul do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O predomínio será de poucas nuvens, com temperaturas baixas ao amanhecer e possibilidade de geada em diversas áreas.
Em Santa Catarina, Florianópolis terá temperaturas entre 13°C e 20°C, com poucas nuvens. Na Serra Catarinense, o frio ganha força. Em São Joaquim, a mínima chega aos 5°C, com céu claro e possibilidade de geada.
No Paraná, Curitiba registra mínima de 8°C e máxima de 18°C. O tempo permanece frio e com poucas nuvens. Há possibilidade de geada principalmente nas áreas do Sul do estado, próximas à divisa com Santa Catarina, onde as temperaturas ficam mais baixas durante a madrugada.
No Rio Grande do Sul, Porto Alegre terá temperaturas entre 8°C e 16°C. O estado segue com predomínio de poucas nuvens com possibilidade de geada e frio mais intenso na Campanha, Fronteira Oeste e nos Campos de Cima da Serra. Também faz frio no litoral sul gaúcho, com amanhecer gelado e temperaturas baixas ao longo do dia. 
Os menores valores de temperatura são esperados justamente nos Campos de Cima da Serra, com destaque para áreas próximas a Muitos Capões e São Francisco de Paula, onde os termômetros podem marcar apenas 3°C, favorecendo a formação de geada. A condição também pode ocorrer em outras localidades serranas e de baixada.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 18:20h

Frio ganha destaque nas áreas serranas da Região Sudeste, enquanto nuvens e chuva isolada persistem no litoral e no leste da região nesta quarta-feira (17)

Baixar áudio

A quarta-feira (17) será marcada pelo tempo frio em quase toda a Região Sudeste do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Uma massa de ar mais frio continua influenciando o tempo sobre grande parte da Região Sudeste do Brasil nesta quarta-feira. 
Em São Paulo, na capital paulista, o tempo permanece estável, com poucas nuvens e temperaturas variando entre 11°C e 18°C. Nas demais áreas do estado, o frio será mais intenso durante a madrugada e o início da manhã no Vale do Paraíba Paulista, Serra da Mantiqueira, Alto Tietê, Planalto Paulista e setores do Centro-Oeste Paulista, com mínimas entre 8°C e 11°C
No Rio de Janeiro, a capital fluminense terá temperaturas entre 16°C e 26°C. Na Região Serrana, o céu permanece com muitas nuvens e temperaturas baixas ao amanhecer. Nas Baixadas Litorâneas, Norte Fluminense e Noroeste Fluminense, há possibilidade de chuva isolada ao longo do dia.
Na capital do Espírito Santo, Vitória, a previsão é de muitas nuvens e temperaturas variando entre 20°C e 26°C. Nas demais áreas capixabas, especialmente no Litoral Capixaba, Região Central, Vale do Rio Doce Capixaba e porções do Norte do Estado, o transporte de umidade do oceano mantém muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada ao longo do dia.
Já em Minas Gerais, em Belo Horizonte, o tempo permanece estável, com temperaturas entre 14°C e 26°C. A previsão indica muitas nuvens na Zona da Mata Mineira, Campo das Vertentes, Sul de Minas e parte do Centro-Sul Mineiro, onde as temperaturas mínimas ficam entre 12°C e 13°C.
No Vale do Rio Doce, Quadrilátero Ferrífero, Região Central Mineira e setores da Serra do Espinhaço, o céu permanece com muitas nuvens e há possibilidade de chuva isolada, com temperaturas entre 12°C e 16°C. Já no Norte de Minas, incluindo áreas do Vale do São Francisco Mineiro, o tempo segue mais seco e quente, com máximas próximas dos 31°C.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 18:10h

Norte do Brasil terá calor, pancadas de chuva e trovoadas nesta quarta-feira (17)

Baixar áudio

 

A Região Norte do Brasil terá predomínio de muitas nuvens e condições favoráveis para chuva em grande parte dos estados nesta quarta-feira (17), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). As temperaturas seguem elevadas, especialmente em áreas do Tocantins, Pará e Rondônia, onde os termômetros podem superar os 35°C.
No Tocantins, a previsão para Palmas é de temperaturas entre 23°C e 34°C. No norte do estado, especialmente nas áreas de fronteira com o Pará e o Maranhão, o tempo fica com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. Já nas regiões sul e sudeste, próximas à divisa com Goiás, o predomínio será de poucas nuvens e tempo mais firme. Nas demais áreas tocantinenses, a previsão indica muitas nuvens e calor intenso, com temperaturas podendo alcançar até 37°C.
No Pará, Belém registra temperaturas entre 23°C e 30°C. A faixa litorânea paraense permanece com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. O mesmo cenário é esperado para áreas do centro, oeste e sudoeste do estado. No sul paraense, predominam muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada. Já nas áreas próximas à divisa com o Tocantins, a nebulosidade permanece elevada, porém com menor potencial para precipitações, e temperaturas que podem atingir os 36°C.
No Amapá, a previsão para Macapá é de mínima de 24°C e máxima de 30°C. Em todo o estado, o céu permanece com muitas nuvens, acompanhadas de pancadas de chuva isoladas ao longo do dia.
Em Roraima, Boa Vista terá temperaturas entre 23°C e 31°C. O estado permanece sob influência da elevada umidade, favorecendo muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. No sul roraimense, as instabilidades ganham força, com previsão de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas.
No Amazonas, Manaus registra mínima de 24°C e máxima de 31°C. Em todas as regiões amazonenses, o tempo segue com muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas.
No Acre, Rio Branco terá temperaturas variando entre 23°C e 32°C. O estado permanece com muitas nuvens e previsão de pancadas de chuva acompanhadas de trovoadas isoladas ao longo do dia.
Em Rondônia, Porto Velho registra mínima de 24°C e máxima de 34°C. Grande parte do estado terá muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas isoladas. Nas áreas do oeste, centro-norte e sul rondoniense, a previsão é de pancadas de chuva

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 18:00h

A Região Nordeste terá uma quarta-feira marcada por contrastes entre a faixa litorânea, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada, e o interior, onde predomina o tempo mais seco e quente nesta quarta-feira (17)

Baixar áudio

Na Região Nordeste a atuação de ventos úmidos vindos do oceano mantém a instabilidade principalmente no litoral, enquanto o interior segue sob influência de massas de ar mais secas nesta quarta-feira (17), segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet)
Em Salvador, a previsão indica temperatura mínima de 23°C e máxima de 27°C, com muitas nuvens ao longo do dia e menor chance de chuva em relação ao restante do litoral nordestino.
No litoral sul e extremo sul baianos, o tempo permanece com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No interior e áreas de transição, como o Recôncavo e o Agreste, predomina o cenário de muitas nuvens, com variação de temperatura e baixa a moderada chance de chuva
No oeste e norte baiano, já sob domínio do semiárido e do cerrado, o tempo será mais seco, com poucas nuvens e calor.
No Sergipe, a previsão para a capital Aracaju indica mínima de 23°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No litoral, a influência da umidade marítima mantém o tempo instável e favorável a chuvas rápidas. No interior, o tempo segue com muitas nuvens, mas com menor chance de precipitação devido ao predomínio do clima semiárido.
Em Maceió, a previsão indica mínima de 22°C e máxima de 29°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. Na faixa litorânea e zona da mata, o tempo permanece instável, com chuva passageira em alguns momentos. No interior, o cenário é mais seco, com muitas nuvens e baixa chance de chuva.
Em Recife, a previsão indica mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No litoral e Zona da Mata, a umidade oceânica favorece a instabilidade e chuva rápida. No agreste e sertão, o tempo varia entre muitas e poucas nuvens, com destaque para o interior mais quente e seco.
Em João Pessoa, a previsão indica mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No litoral, o tempo segue instável devido à umidade oceânica. No interior paraibano, predomina variação de nebulosidade e menor chance de chuva.
Em Natal, a previsão indica mínima de 23°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No litoral potiguar, há instabilidade associada aos ventos úmidos do oceano. No interior, predomina tempo seco e muito quente, com temperaturas podendo chegar a 36°C.
Em Fortaleza, a previsão indica mínima de 25°C e máxima de 30°C, com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. No litoral, o tempo segue instável. No interior cearense, predomina tempo seco e quente, com temperaturas elevadas e baixa umidade.
Em Teresina, a previsão indica mínima de 26°C e máxima de 36°C, com tempo quente e variação de nuvens. No norte do Piauí, há possibilidade de chuva isolada. No interior, predomina tempo seco e muito quente.
Em São Luís, a previsão indica mínima de 25°C e máxima de 32°C, com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. No litoral e áreas do norte, o tempo segue instável. No sul do estado maranhense, predomina tempo mais seco e quente, com variação de nebulosidade.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 18:00h

Sol e poucas nuvens favorecem a elevação das temperaturas em grande parte da região Centro-Oeste

Baixar áudio

A previsão para quarta-feira (17) indica tempo estável em grande parte da Região Centro-Oeste do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sol aparece entre poucas nuvens e favorece a elevação das temperaturas ao longo do dia, enquanto áreas sob influência da umidade proveniente da Amazônia ainda registram maior cobertura de nuvens e possibilidade de chuva isolada.
No Distrito Federal, Brasília terá muitas nuvens, com temperaturas variando entre 16°C e 26°C.
Em Goiás, a capital Goiânia registra mínima de 16°C e máxima de 29°C. Nas regiões norte, nordeste e oeste do estado, que abrangem áreas do Vale do Araguaia e da Chapada dos Veadeiros, o predomínio será de poucas nuvens e calor, com máximas entre 33°C e 36°C. Já em parte da faixa norte goiana, a nebulosidade aumenta ao longo do período, mantendo o céu com muitas nuvens.
No Mato Grosso do Sul, Campo Grande terá temperaturas entre 13°C e 24°C. Nas regiões leste, nordeste e pantaneira, o tempo segue firme, com poucas nuvens e temperaturas elevadas, alcançando valores próximos dos 34°C.
Em Mato Grosso, Cuiabá terá muitas nuvens e temperaturas entre 21°C e 34°C. O calor intenso predomina em áreas do centro-norte, oeste e nordeste do estado, incluindo regiões de transição entre o Cerrado e a Amazônia, onde as máximas podem atingir de 35°C a 37°C.
Nas porções sul e sudeste mato-grossenses, que abrangem áreas de planalto e importantes pólos agropecuários, o tempo permanece com poucas nuvens e temperaturas elevadas. Já no extremo norte do estado, sob influência direta da umidade amazônica, há previsão de muitas nuvens com possibilidade de chuva isolada ao longo do dia.

5 motivos para acompanhar as previsões do tempo

  • Agricultura: garantia de uma boa colheita;
  • Marinha: proteção de marinheiros, navios e passageiros;
  • Aeronáutica: segurança de pilotos, aeronaves e passageiros;
  • Pesca: condições favoráveis e seguras para a atividade;
  • Turismo: garantia de passeios e viagens tranquilas e agradáveis.

Importância das observações meteorológicas no INMET

As observações meteorológicas do INMET são essenciais para previsões em tempo real, estatísticas climáticas e cooperação internacional. Esses dados precisos ajudam a estudar o clima passado e a produzir Normais Climatológicas conforme a Organização Meteorológica Mundial (OMM).

As informações são do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

 

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 10:00h

Com a medida, municípios estão aptos a solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil

Baixar áudio

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Defesa Civil Nacional, reconheceu, nesta segunda-feira (15), a situação de emergência em dez cidades afetadas por desastres nos estados do Bahia, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Roraima e Rio Grande do Sul.

As portarias com os reconhecimentos foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU). Confira mais detalhes abaixo:

Passam por um período de estiagem os municípios de Rio do Antônio, na Bahia; Cachoeira dos Índios e Soledade, na Paraíba; e São José do Campestre e São Rafael, no Rio Grande do Norte. A cidade de Caridade do Piauí, no Piauí, enfrenta a seca, que é um período de ausência de chuva mais prolongado do que a estiagem.

Em Minas Gerais, o município de Ilicínea enfrenta granizo. São Gabriel, no Rio Grande do Sul, e Alto Alegre e Mucajaí, em Roraima, sofrem com chuvas intensas.

Agora, as prefeituras já podem solicitar recursos do Governo Federal para ações de defesa civil, como compra de cestas básicas, água mineral, refeição para trabalhadores e voluntários, kits de limpeza de residência, higiene pessoal e dormitório, entre outros.

Como solicitar recursos 

Os municípios com reconhecimento federal de situação de emergência ou de estado de calamidade pública podem solicitar apoio financeiro ao MIDR por meio do Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2iD). A Defesa Civil Nacional avalia os planos de trabalho enviados e, após a aprovação, publica portaria no DOU com os valores a serem liberados. 

Capacitações da Defesa Civil Nacional

A Defesa Civil Nacional oferece uma série de cursos a distância para habilitar e qualificar agentes municipais e estaduais para o uso do S2iD. As capacitações têm como foco os agentes de proteção e defesa civil nas três esferas de governo. Confira neste link a lista completa dos cursos.

Com informações do MIDR

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 04:55h

Entidade alerta para riscos de perda de competitividade, empregos e investimentos caso sobretaxas sejam implementadas

Baixar áudio

Cerca de um terço (31,6%) das exportações brasileiras podem enfrentar uma tarifa adicional de 37,5% para entrar nos Estados Unidos, caso seja aprovado pelo governo norte-americano. A estimativa é da Confederação Nacional da Indústria (CNI).  

Atualmente, esses produtos estão sujeitos a uma tarifa adicional de 10%. Se as novas medidas forem implementadas, o aumento será de 27,5 pontos percentuais. Outros 3,6% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano teriam a taxação elevada de 10% para 12,5%

Ao todo, 35,2% das exportações brasileiras para os Estados Unidos ficariam sujeitas às novas tarifas. Quando consideradas também as medidas setoriais previstas na Seção 232 da legislação norte-americana, já em vigor, a parcela das vendas brasileiras submetidas a algum tipo de sobretaxa pode alcançar 54,1%

A gerente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri, afirma que a eventual adoção das medidas preocupa a indústria brasileira.

“Quedas nas exportações brasileiras para os Estados Unidos, como já aconteceram diante desse cenário de aumentos de tarifas, preocupam não só a indústria, mas a economia e o Brasil como um todo. Os efeitos multiplicadores das exportações de alto valor agregado são importantíssimos para o país. Um cenário de aumento de tarifas significa perda de empregos de qualidade e de retornos econômicos importantes para o país”, explica.

Investigações da Seção 301 

Em junho deste ano, o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) divulgou os resultados de duas investigações conduzidas com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana que afetam diretamente o Brasil.  

Na investigação específica aberta contra o país em julho de 2025, o órgão concluiu que práticas relacionadas ao comércio digital, às tarifas preferenciais, ao combate à corrupção, à propriedade intelectual, ao acesso ao etanol e ao combate ao desmatamento seriam restritivas ou onerosas ao comércio dos Estados Unidos

Como resultado, foi proposta uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, com exceções para 1.698 códigos tarifários, entre eles café, suco de laranja e carne

Ao mesmo tempo, o USTR concluiu uma investigação sobre trabalho forçado envolvendo quase 90 países. O Brasil foi incluído entre as nações que, segundo o órgão, não adotam ou não aplicam de forma efetiva restrições à importação de produtos fabricados com trabalho forçado

Nesse caso, a proposta é aplicar uma tarifa adicional de 12,5%, com isenção para 1.655 códigos tarifários. Quando as duas medidas incidem simultaneamente sobre determinados produtos, a sobretaxa pode chegar a 37,5%

O presidente da CNI, Ricardo Alban, alerta que a adoção das medidas tende a gerar efeitos negativos sobre as cadeias produtivas

"A eventual imposição de novas tarifas não beneficia nenhum dos lados. Elas aumentariam custos para empresas, reduziriam a competitividade e criariam incertezas para investimentos. O caminho mais eficiente é o diálogo, baseado em critérios técnicos e na busca de soluções que preservem uma parceria econômica estratégica para ambos os países”, afirma.  

Produtos afetados

Entre os produtos que podem ser atingidos pela tarifa de 37,5% está o ferro gusa não ligado, que atualmente está sujeito a uma sobretaxa de 10%. Em 2024, o produto respondeu por US$ 1,5 bilhão das exportações brasileiras para os Estados Unidos. 

Outros itens que podem ser afetados pela tarifa de 37,5% são: 

  • açúcar de cana em forma sólida; 
  • sebo não comestível; 
  • álcool etílico não desnaturado; 
  • molduras de madeira padrão de pinho.  

Já entre os produtos sujeitos à tarifa adicional de 12,5% estão: 

  • minério de ferro e concentrados em pelotas aglomeradas;
  • lajes de quartzito;
  • óleos essenciais de frutas cítricas de laranja;
  • silício;
  • pasta de madeira química, sulfato ou soda, graus para dissolução.

Medidas ainda estão em discussão 

As propostas ainda não têm efeito imediato. Antes de uma decisão final do governo norte-americano, será realizada uma consulta pública e audiências para discutir as medidas. As audiências serão promovidas pelo USTR nos dias 6 e 7 de julho, para receber contribuições de empresas, entidades e governos

Para a CNI, essa etapa representa uma oportunidade para que o Brasil apresente informações e evidências técnicas demonstrando que as medidas são injustificadas e prejudiciais à relação econômica entre os dois países. 

“A indústria entende que é momento de continuar e aumentar os esforços na negciação entre o Brasil e os Estados Unidos. Não só para continuar trazendo evidência de quão injustificadas essas medidas restritivas são, mas também para demonstrar os efeitos negativos e nocivos para ambos países em duas economias tão integradas e complementares”, afirma Constanza Negri. 

VEJA MAIS:

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 04:50h

Presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Omar Aukar, disse que correção fomenta investimento e geração de emprego; deputado federal Leo Prates (Republicanos - BA) destacou papel da medida para pequeno empreendedor

Baixar áudio

Desde o Nordeste até o Centro-Oeste do país, o setor produtivo está mobilizado com a atualização dos limites de faturamento anual do microempreendedor individual (MEI), proposto pelo Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2021. Empresários e parlamentares de Mato Grosso do Sul e da Bahia avaliam que a medida garante competitividade e incentiva a formalização, além de garantir crescimento aos pequenos negócios e geração de empregos e renda nas cidades.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG), Omar Aukar, destacou a importância da atualização dos limites para os pequenos empresários sul-mato-grossenses e menciona que os empresários estão sendo penalizados pela defasagem da tabela, desatualizada desde 2018.

Na avaliação dele, a aprovação da medida garante a competitividade ao estimular, sobretudo, investimentos e geração de empregos.

“Em Mato Grosso do Sul, as micro e pequenas empresas têm um papel fundamental na geração de empregos e no fortalecimento da nossa economia local. Em muitos casos, o faturamento aumentou apenas por causa da inflação e dos custos operacionais, sem contar com a carga tributária, que acabou ficando mais pesada. Atualizar o Simples é garantir mais competitividade, incentivar a formalização e permitir que os empresários de Mato Grosso do Sul continuem investindo, crescendo e gerando oportunidades para a nossa população”, afirmou Omar Aukar.

O empresário, advogado tributarista e pré-candidato ao Senado pelo partido Novo de Mato Grosso do Sul, Roberto Oshiro, avaliou que a defasagem dos limites do Simples Nacional tem dificultado a atividade dos pequenos empresários. Segundo ele, o aumento de despesas como energia, combustíveis e insumos faz com que muitos empreendedores ultrapassem os limites de enquadramento sem registrar crescimento real da renda. 

“O sistema atual pune quem tem sucesso. O microempresário trabalha de sol a sol e, quando finalmente começa a crescer, encontra o Estado com uma barreira burocrática e uma montanha de impostos”, avaliou Roberto Oshiro.

O PLP 108/2021 prevê elevar o limite anual de faturamento do MEI para R$ 130 mil e autorizar a contratação de até dois empregados. 

“A gente está falando da criação de milhões de novos empregos formais da noite para o dia, sem que o governo precise gastar um único centavo de dinheiro público para isso”, pontuou Oshiro.

Tramitação

O regime de urgência do PLP 108/2021 foi aprovado pela Câmara dos Deputados em março. Apesar da possibilidade de votação direta em plenário, uma comissão especial foi instalada para discutir a proposta com representantes do governo, especialistas e entidades do setor produtivo antes da apresentação do parecer.

Para o deputado federal Leo Prates (Republicanos-BA), a comissão especial permitirá aprofundar o debate sobre os impactos da medida para os pequenos empreendedores e avalia que a proposta tem condições de avançar no Congresso Nacional.

“Há uma comissão especial formada para fazer esse debate, nós em dispositivo constitucional, até porque nós entendemos que a maioria dos problemas que precisam ser mitigados é no pequeno empreendedor”, mencionou o deputado.

Apoio do sistema associativista 

O sistema associativista nacional, liderado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), reivindica uma correção de aproximadamente 83% nos valores de enquadramento do Simples Nacional. O setor defende, ainda, que a atualização dos limites seja estendida às demais faixas de enquadramento do regime tributário

Entidades empresariais defendem a elevação do teto do MEI para aproximadamente R$ 144,9 mil anuais. Para microempresas, o limite sugerido é de cerca de R$ 869,4 mil, enquanto empresas de pequeno porte poderiam alcançar faturamento de até R$ 8,69 milhões.  

O presidente da CACB, da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alfredo Cotait Neto, ressaltou que a atualização é relevante para evitar que empreendedores tenham que migrar para regimes tributários mais complexos ou para a informalidade. 

“O que nós precisamos é conscientizar os nossos políticos da importância da aprovação do aumento do limite do Simples Nacional, pelo menos para o MEI, o microempreendedor individual, e para o micro e a microempresa. Sem isso, as empresas ou vão mudar o seu regime ou vão para informalidade”, diz Cotait Neto.

O Simples Nacional foi criado para simplificar o pagamento de tributos e estimular o empreendedorismo, reúne diversos impostos em uma única guia e é hoje o principal regime tributário para pequenos negócios no país.

Os limites de faturamento, em vigor desde 2018, são:

  • R$ 81 mil por ano para o Microempreendedor Individual (MEI)
  • R$ 360 mil para microempresas (ME)
  • R$ 4,8 milhões para empresas de pequeno porte (EP) 
     
Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 04:20h

Pesquisa BTG-Nexus mostra divisão regional do eleitorado e aponta empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no Sudeste

Baixar áudio

Pesquisa BTG-Nexus com as intenções de voto para presidente da República nas eleições de 2026, divulgada nesta segunda-feira (15), mostra diferenças no comportamento eleitoral entre as regiões do país. Enquanto o Nordeste permanece como a principal base de apoio ao presidente Lula, o Sul e o Centro-Oeste concentram maior preferência por nomes da oposição. Já o Sudeste aparece como a região mais equilibrada na disputa.

Região Nordeste

No Nordeste, Lula registra entre 59% e 61% das intenções de voto em cenários de primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 22%. Em uma simulação de segundo turno, o presidente amplia a vantagem e aparece com 66%, contra 28% do adversário.

A região também apresenta os melhores índices para o governo federal. A aprovação chega a 65%, e 54% dos entrevistados classificam a gestão como ótima ou boa. 

Nordeste reúne ainda o maior percentual de eleitores identificados como "Lulistas convictos", com 30%, além da menor rejeição ao atual presidente, de 31%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro registra sua maior rejeição na região, com 64%.

Região Sul

No Sul, o cenário é inverso. Flávio Bolsonaro lidera as intenções de voto, com índices entre 43% e 45% no primeiro turno. Em um eventual segundo turno contra Lula, ele aparece com 51%, ante 38% do presidente.

A região também concentra os piores indicadores para o atual governo. A desaprovação alcança 59%, enquanto 54% classificam a gestão como ruim ou péssima. O Sul registra ainda a maior proporção de "Bolsonaristas convictos", com 31%, e a rejeição a Lula supera a marca de 50%.

Região Sudeste

No Sudeste, os números apontam equilíbrio. Lula aparece com 38% a 39% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro registra entre 36% e 37%.

Em uma simulação de segundo turno, ambos alcançam 45%.

VEJA MAIS:

Na avaliação do governo, a desaprovação soma 52%, acima dos 44% de aprovação. A avaliação negativa atinge 45%. A região também reflete a polarização observada nacionalmente, com 28% de Bolsonaristas convictos e 25% de Lulistas convictos.

Norte e Centro-Oeste

Já no conjunto formado por Norte e Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro lidera com índices entre 36% e 38%. É também onde Ronaldo Caiado apresenta seu melhor desempenho, com intenções de voto variando entre 10% e 12% no primeiro turno. Em um eventual segundo turno, Flávio venceria Lula por 52% a 40%.

Na avaliação da gestão federal, 48% desaprovam o governo e 41% aprovam. A região registra ainda o maior percentual de eleitores considerados não polarizados, com 23%, índice que empata com o observado no Sudeste.

A pesquisa ouviu 2.017 eleitores. A distribuição da amostra foi de 43% no Sudeste, 26% no Nordeste, 16% no Norte/Centro-Oeste e 15% no Sul.
 

Copiar textoCopiar o texto
16/06/2026 04:15h

Estudo da CNM aponta que prefeituras têm complementado com recursos próprios obras e serviços previstos nas emendas impositivas

Baixar áudio

Quase metade das prefeituras brasileiras já convive com emendas impositivas de vereadores, mecanismo que, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), tem gerado desafios para a gestão orçamentária local e levado parte dos municípios a complementar com recursos próprios projetos inicialmente financiados por esses instrumentos.

O estudo, realizado com 3,2 mil entes locais de todas as regiões do país, aponta que 47% dos prefeitos afirmaram possuir emendas impositivas de vereadores. Para a CNM, esse percentual pode alcançar 60% nos próximos anos.

As emendas parlamentares são instrumentos que permitem ao Poder Legislativo participar da elaboração do orçamento público. Por meio delas, deputados estaduais, deputados federais, senadores e vereadores podem direcionar recursos previstos no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para ações e projetos considerados prioritários.

De acordo com a pesquisa, 85% dos municípios que adotaram o mecanismo já incluíram as emendas na Lei Orgânica municipal, o que torna sua manutenção praticamente definitiva. Entre os prefeitos ouvidos, 52% afirmaram precisar complementar com recursos da própria administração os valores destinados pelos vereadores para garantir a execução de obras e serviços.

A insuficiência de recursos, segundo o levantamento, está relacionada principalmente ao fracionamento das emendas sem a definição de um valor mínimo. Esse fator foi apontado por 53% dos gestores consultados.

VEJA MAIS:

O estudo também indica que a adoção das emendas tem dificultado o cumprimento de metas previstas nos orçamentos municipais. Com base na extrapolação dos dados coletados, a CNM estima que aproximadamente 2,6 mil prefeituras brasileiras já possuam emendas impositivas de vereadores.

Em cerca de um terço dessas cidades, o percentual destinado às emendas ultrapassa o limite de 1,55% da Receita Corrente Líquida estabelecido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF). A pesquisa ainda identificou a existência de emendas de bancada em mais de um terço dos municípios que possuem previsão de emendas parlamentares — o equivalente a até 915 prefeituras na projeção realizada pela entidade. A legalidade desse modelo está sendo discutida na Justiça e deve ser analisada pelo STF.

Recursos insuficientes 

Outro dado apontado pelo levantamento é que 44% dos gestores que responderam à pesquisa consideram os recursos destinados às emendas insuficientes para a execução das obras e serviços previstos. Nesses casos, as prefeituras acabam assumindo parte dos custos para viabilizar os projetos.

Para o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, o avanço desse modelo amplia as dificuldades financeiras enfrentadas pelos governos locais.

“A existência de emendas municipais tem agravado ainda mais o subfinanciamento da esfera local, pois, além de manter intacto o duodécimo do Poder Legislativo, fragiliza a realização de políticas públicas efetivamente estruturantes. A repetição, em nível local, de mecanismo existente na esfera federal, desconsidera as assimetrias federativas e a profunda disparidade entre o excesso de arrecadação por parte da União e a histórica deficiência financeira identificada nos Municípios”, ressalta o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

Diante desse cenário, a entidade pretende ampliar o debate sobre os impactos das emendas impositivas com a sociedade e com os poderes Executivo e Legislativo municipais. O objetivo, segundo a CNM, é discutir as atribuições de cada poder e buscar maior eficiência na implementação de políticas públicas.

Aumento no volume de emendas 

O estudo também mostra o crescimento do volume de emendas parlamentares nos últimos anos. Somadas as esferas federal e estadual, os recursos passaram de R$ 56,7 bilhões em 2024 para R$ 63 bilhões em 2026. 

Desse total, R$ 49,9 bilhões correspondem às emendas federais e R$ 13,2 bilhões às estaduais. A participação dos estados nesse montante aumentou de 15,6% para 20,9% no período analisado. 
 

Copiar textoCopiar o texto