Coronavac

03/09/2021 18:15h

O Projeto S, estudo pioneiro do Instituto Butantan em Serrana, fez da cidade um “laboratório epidemiológico” de vacinação em massa. Nova etapa da ação será feita após ter sido observada uma queda na proteção do público idoso

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Após vacinar quase toda a população adulta em apenas três meses, o município de Serrana, em São Paulo, será o primeiro do Brasil a aplicar a 3ª dose da vacina contra a Covid-19 em todos os residentes idosos acima de 60 anos. A partir da próxima segunda-feira (6), o público alvo receberá o reforço do imunizante Coronavac. A ação se dá por meio do Projeto S, estudo de análise de efetividade vacinal, criado pelo Instituto Butantan.

Mesmo após terem completado o esquema vacinal das duas doses – ou dose única no caso da Janssen – cientistas notaram uma queda na imunidade adquirida pelos idosos. Isso ocorre devido à imunossenescência, ou seja, o envelhecimento natural do sistema de defesa. Por conta disso, o reforço passou a ser discutido e recomendado por especialistas, principalmente após o aumento de casos de Covid-19 por conta da variante indiana Delta.

“Quanto maior a circulação viral, maior a probabilidade de o vírus sofrer mutação. Se essa mutação for benéfica para o vírus e não para nós, ele se perpetua e é assim que nasce uma nova variante”, explica a infectologista Ana Helena Germoglio. “Com pouca circulação viral, nós podemos avaliar a penetração da variante Delta nos locais com alta incidência de pessoas vacinadas”, completa.

Berenice Alves da Rocha é assistente social e moradora de Serrana. Com 63 anos recém completados, ela se sente grata por participar do Projeto S e comemora a chance de tomar o reforço da vacina.

“Ela [a vacina] tem o objetivo de garantir maiores e melhores resultados quanto à doença. Eu tenho mais de 60 anos e estou muito feliz por poder tomar a terceira dose, com certeza vai me trazer mais tranquilidade e confiança para nossa faixa etária”, diz.

Vacinação através do Projeto S em Serrana, na presença do governador de São Paulo, João Dória. Foto: Divulgação/Governo de São Paulo

Por que Serrana?

A escolha de um município para o estudo era baseada em três critérios: precisaria ser pequeno; possuir taxa de infecção elevada para que o efeito de vacinação fosse avaliado mais rapidamente; e estar próximo ou conter um centro de pesquisa. Serrana foi escolhida por reunir os três fatores e ter números elevados de Covid-19 comparados a todos os municípios do entorno.

A imunização através do projeto teve início em fevereiro deste ano em Serrana. Em abril, a população serranense completou o esquema vacinal, alcançando uma cobertura de 97,9% em relação à primeira dose. Segundo pesquisadores do Projeto S, durante coletiva de imprensa em maio, a imunização do município com a Coronavac fez os casos sintomáticos de Covid-19 despencarem 80%, as internações 86%, e as mortes 95%. Ali começava a se consolidar um estudo pioneiro no Brasil e no mundo.

Infectologista do Hospital Brasília, a dra. Ana Helena Germoglio destaca qual a importância de um estudo como o Projeto S para o enfrentamento da pandemia: “Esse estudo de Serrana é interessantíssimo porque ele conseguiu vacinar uma população inteira praticamente em um curto espaço de tempo. E com isso, a gente tenta chegar mais próximo de uma imunidade coletiva em pouco espaço de tempo e realmente saber se a gente vai ou não conseguir extrapolar isso na proporção do País, talvez até para o mundo inteiro. E se realmente essa imunidade coletiva é alcançável.”

Terceira dose

Segundo o Instituto Butantan, a previsão é que cerca de 5 mil idosos recebam a dose de reforço através desta nova etapa do estudo. A ação tem sido realizada nas seguintes escolas localizadas em Serrana:

  • EE Jardim das Rosas
  • EE Professora Neusa Maria do Bem
  • EMEF Professora Dilce Gonçalves Netto França
  • EMEF Professor Edésio Monteiro de Oliveira
  • EMEF Paulo Sérgio Gualtieri Betarello
  • EMEF Professora Maria Celina Walter de Assis
  • EMEF Professora Dalzira Barros Martins
  • EMEF Jardim Dom Pedro I

Apesar da alta adesão pelos mais velhos, a imunização do público jovem também é crucial para o número de casos de idosos infectados. É o que aponta a dra. Ana Helena Germoglio:

“Todos os elegíveis à vacinação precisam estar vacinados para que todos se tornem seguros. E aí vai independer se tive duas, três ou quatro doses, enquanto tiver um que ainda não esteja protegido, todos estaremos desprotegidos.”

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Brasil

Outros municípios brasileiros também estão dando início à aplicação do reforço vacinal. Os estados de Mato Grosso do Sul e Maranhão já estão realizando o procedimento em idosos em instituições de longa permanência e acima de 70 anos. No Rio de Janeiro, o reforço começou no último dia 1° de setembro, mas para pessoas a partir de 90 anos moradores de asilos.

Já no estado de São Paulo, por uma decisão fundamentada no comitê científico do estado, a vacinação de reforço ocorre para os idosos acima de 60 anos, diferentemente da faixa dos 70 anos definida pelo Ministério da Saúde. Por último, o governo de Goiás também confirmou que fará a aplicação da terceira dose, mas ainda não forneceu maiores detalhes.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também chegou a confirmar a aplicação do reforço pelo País para meados de setembro.

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01/09/2021 14:00h

O estado prevê iniciar a imunização contra a Covid-19 no início do mês de setembro

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Após o Ministério da Saúde confirmar, na última quarta-feira (25), a necessidade da terceira dose da vacina contra a Covid-19, estados já se mobilizam para iniciar a imunização. A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro informou, por nota, que a vacinação começará em setembro para idosos acima de 90 anos, para idosos que vivem em asilos, e também para imunossuprimidos, ou seja, pessoas que possuem sistema imunológico com baixa atividade. O esquema de vacinação será heterólogo, o que significa que a vacina usada não será a mesma das doses anteriores, como foi recomendado pelo Ministério da Saúde.

O carioca Miguel Felice, de 94 anos, recebeu com alegria a notícia da dose de reforço. “Que venha depressa! Isso [a vacina] me traz alegria, fico feliz em saber que vou tomar outra vacina, para mim foi uma tranquilidade. Estou até emocionado, obrigado pela terceira dose.”

A cidade do Rio de Janeiro já divulgou o cronograma de vacinação que inicia no dia 1º de setembro, paralelamente à vacinação de adolescentes. Do dia 1º ao dia 10, idosos que vivem em instituições de longa permanência receberão a terceira dose, a partir do dia 13 de setembro a vacinação segue até outubro, confira abaixo os calendários:

O município de Resende saiu na frente e deu início a imunização ainda no dia 30 de agosto. Os idosos residentes do Asilo Nicolino Gulhot receberam a dose de reforço nesta segunda-feira. A Secretaria Municipal informou que a dose utilizada foi a Pfizer e aguarda a chegada novas remessas de vacinas para divulgar informações sobre os próximos grupos que serão contemplados com a terceira dose.

Terceira dose em outros estados

A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou que a vacinação de reforço está prevista para o início do mês de setembro, mas enfatiza que o cronograma só será divulgado posteriormente porque depende da disponibilidade de doses enviadas pelo Governo Federal. “De acordo com a NOTA TÉCNICA Nº 27/2021-SECOVID/GAB/SECOVID/MS, a administração de dose de reforço de vacinas contra a Covid-19 contemplará os idosos que deverão ser imunizados 6 meses após a última dose do esquema vacinal (segunda dose ou dose única), independente do imunizante aplicado”, afirmou a pasta.

O secretário de Saúde, Fábio Baccheretti, explicou que a vacinação seguirá o esquema heterólogo da seguinte forma, "quem tomou Coronavac seu reforço vai ser ou com Astrazeneca ou com Janssen ou com Pfizer. Quem tomou Astrazeneca o reforço poderá ser dado ou por Coronavac ou com Pfizer."

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O Rio Grande do Sul deve iniciar a nova etapa de vacinação ainda na primeira quinzena de setembro, no dia 15. O estado estima que 1 milhão de idosos acima de 70 anos, e pessoas com alto grau de imunossupressão, receberão a dose de reforço. “Estão incluídos na nova vacinação: pacientes com imunodeficiência primária grave, em quimioterapia para câncer, transplantados com uso de drogas imunossupressoras, portadores de HIV com uma contagem de células CD4 abaixo de 200 por milímetro cúbico, usuários do corticóide prednisona ou equivalente em doses acima de 20m por dia por mais de duas semanas, usuários de drogas modificadoras da resposta imune, pacientes em hemodiálise, pacientes com doenças reumatológicas, auto inflamatórias e intestinais inflamatórias graves". Detalhou a Secretaria de Saúde por nota.

Na Paraíba ainda não foi definido o início da vacinação, apenas o público-alvo, ou seja, idosos maiores de 70 anos. “A Paraíba segue rigorosamente as orientações do Programa Nacional de Imunização (PNI), por isso ainda aguardamos informações detalhadas a respeito da aplicação da dose de reforço”. Informou a Secretaria de Saúde da Paraíba.

Porque doses de vacinas diferentes?

O infectologista e diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, esclarece que o intercâmbio de vacinas heterólogas é seguro e pode ser ainda mais eficaz, de acordo com estudos. “Esquemas alternativos podem se traduzir por respostas imunes mais robustas, em função de um estímulo no sistema imunológico por mais uma via diferente através dessas vacinas de plataformas diferentes”.

Em relação às reações que a vacina pode provocar, o infectologista disse que são semelhantes aos que se sente quando a imunização é feita por doses iguais e garante “não há porque temer efeitos colaterais mais importantes”.

Ele também afirma que estudos com a vacina da Pfizer e Astrazeneca não demonstraram respostas inferiores em relação aos esquemas de vacinação homólogos. “Temos a necessidade de revacinação de boa parte da população, mais imunossuprimida ou idosa, e essas vacinas de plataforma de RNA mensageiro, como a Pfizer, se mostraram mais imunogênicas, ou seja, com uma resposta imune melhor, então ela tem sido a opção para esse grupo que vai receber a dose de reforço."

Em nota publicada na última quarta-feira (25), o Ministério da Saúde afirmou que a dose reforço vale para “quem tomou qualquer vacina contra a Covid-19 no Brasil e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer. Na falta desse imunizante, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou Astrazeneca”. O ministério também definiu que a dose de reforço para idosos acima de 70 anos precisa ter um intervalo de 6 meses desde a última dose (segunda dose ou dose única em casa da vacina Janssen). Para imunossuprimidos o intervalo deve ser de pelo menos 28 dias.

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06/08/2021 10:30h

O envase e a rotulagem da vacina começam nesta sexta-feira (6) e devem durar de 15 a 20 dias

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O Instituto Butantan recebeu, nesta quinta-feira (5), mais 4 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima para a produção da vacina contra o coronavírus CoronaVac. A carga chegou no início da manhã vinda de Pequim, na China, enviada pelo laboratório Sinovac.

Os insumos são suficientes para fabricar até 8 milhões de doses do imunizante. O envase e a rotulagem da vacina começam nesta sexta-feira (6) e devem durar de 15 a 20 dias.

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No último domingo (1º), o instituto recebeu 2 mil litros de matéria-prima, que possibilita a produção de 4 milhões de doses. A expectativa é que no próximo domingo (8) cheguem mais 2 milhões de doses prontas da vacina.

O Butantan já entregou para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) 64,8 milhões de doses da vacina contra a covid-19. O instituto assinou dois contratos com o Ministério da Saúde para o fornecimento de um total de 100 milhões de doses.

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23/07/2021 17:40h

O podcast Giro Brasil 61 faz uma seleção dos principais fatos e acontecimentos noticiados pelo Brasil61.com durante a semana

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Nesta sexta-feira (23), vamos falar sobre os principais acontecimentos abordados no portal Brasil61.com durante a semana. 

O governo federal enviou ao Congresso Nacional a segunda fase da reforma tributária. O texto diz respeito a mudanças no Imposto de Renda de pessoas físicas, empresas e investimentos. Sobre saúde, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou que a AstraZeneca realize estudos para avaliar a possibilidade de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19. E começando essa edição do podcast, vamos falar sobre o número de pessoas desaparecidas no país e as maiores dificuldades dos familiares. 

Quer saber tudo? Aperte o play e escute o Giro Brasil 61.  

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23/07/2021 04:00h

Segundo estudos com voluntários, os níveis de anticorpos gerados pelo imunizante diminuíram seis meses após a segunda aplicação

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Pesquisadores chilenos que estão realizando um estudo avançado sobre a vacina contra a Covid-19 CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, recomendaram a aplicação de uma terceira dose do imunizante. Segundo os estudos com voluntários, os níveis de anticorpos gerados pelo imunizante diminuíram seis meses após a segunda aplicação. 

Um ensaio in vitro para determinar a eficácia da vacina contra a mais contagiosa variante Delta do vírus mostrou ainda uma redução quatro vezes no efeito neutralizante contra a cepa, em comparação com uma redução três vezes relatada anteriormente por cientistas chineses.

O consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Julival Ribeiro, destacou que nenhuma vacina é 100% eficaz e que o que está sendo discutido agora em todo o mundo é como essas vacinas irão se comportar depois de um determinado período. “Se esses estudos analisarem que a nossa imunidade vai caindo com o decorrer do tempo, vai ter sim que ser aplicada uma dose de reforço para reestimular o nosso sistema imune gerando anticorpos”, afirmou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já declarou que faltam evidências científicas contra uma dose de reforço e se manifestou contrária a planos de governos e farmacêuticas nesse sentido.

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Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se pronunciou dizendo acreditar que algumas das vacinas contra a Covid-19 demandarão uma terceira dose. Por enquanto, nenhum imunizante tem esquema com três aplicações. A agência reguladora destacou ainda que as vacinas aprovadas são eficazes e que a população pode confiar em qualquer uma que esteja disponível no posto de saúde.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, ainda estamos diante de uma definição de qual é o melhor esquema de vacinação para a Covid-19 com as diversas vacinas em cenários epidemiológicos diferentes. 

“Isso é algo comum no campo das imunizações, quando se acompanha populações vacinadas dentro de cada contexto epidemiológico podem surgir novas evidências que resultem em uma necessidade de aumentar o número de doses preconizadas ou até diminuir”, disse.

A imunologista destacou que isso é normal e acontece sempre, como a vacina da Hepatite B que foi introduzida no mundo todo no esquema de três doses e hoje é aplicada em quatro doses, com o dobro de volume em cada dose, em indivíduos imunodeprimidos. A vacina contra o HPV também sofreu alteração no esquema vacinal, passando de três doses para duas para os menores de 15 anos, pois verificou-se que a resposta era mais forte neste grupo.

“No momento nós não temos dados suficientes para dizer se nós vamos mesmo ter que introduzir a terceira dose ou não, está sendo avaliado para todas as vacinas o papel dessa terceira dose, tanto do ponto de vista laboratorial e imunológico, mas mais importante do que isso a nível de proteção clínica. Às vezes você tem uma queda nos anticorpos, mas isso não representa uma queda na proteção”, afirmou Levi.

Além da CoronaVac, as vacinas da AstraZeneca, Pfizer e Janssen também estão passando por estudos que avaliam a aplicação de doses de reforço, sobretudo por causa da variante Delta. 

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11/07/2021 16:17h

Todos os paulistas com idade acima de 18 anos devem tomar pelo menos uma dose da vacina até 20 de agosto

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Toda a população adulta do estado de São Paulo será vacinada contra a Covid-19, com pelo menos uma dose, até o dia 20 de agosto. O anúncio foi feito pelo próprio governo estadual, neste domingo (11). Anteriormente, o prazo divulgado para imunização dos paulistas maiores de 18 anos era 15 de setembro.

A administração local afirmou que a antecipação do calendário de vacinação se deve à aquisição, pelo governo paulista, de 4 milhões de doses extras da vacina CoronaVac. Segundo o governador João Doria, até o momento, quase 3 milhões de doses já começaram a ser distribuídas aos municípios do estado.

“Temos mais 1,3 milhões de doses que chegam até o dia 30 de julho. Com essas 4 milhões doses da vacina prontas, vamos garantir o cumprimento desse novo cronograma de imunização em São Paulo. Daqui a 40 dias, todos os adultos que vivem em São Paulo e que podem ser vacinados, estarão com, pelo menos, uma dose da vacina no braço”, afirma.

Vacinação de adolescentes

Ainda de acordo com o governo estadual, a vacinação de adolescentes com idade entre 12 e 17 anos começa a partir de 23 de agosto. Esse público conta com 3,2 milhões de pessoas. O objetivo é imunizar todos os adolescentes nessa faixa etária, com ao menos uma dose, até 30 de setembro.

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“Na primeira etapa, outra boa notícia. Grávidas e adolescentes que possuem algum tipo de comorbidade estarão sendo vacinados exatamente no período de 23 de agosto a 5 de setembro”, destaca Doria.

Novo calendário de vacinação em São Paulo

de 8/7 a 14/7: 37 a 39 anos;

de 15/7 a 18/7: 35 e 36 anos;

de 19/7 a 4/8: 30 a 34 anos;

de 5/8 a 12/8: 25 a 29 anos;

de 13/8 a 20/8: 18 a 24 anos;

de 23/8 a 5/9: 12 a 17 anos com deficiência, comorbidade e gestantes;

de 6/9 a 19/9: 15 a 17 anos;

de 20/9 a 30/9: de 12 a 14 anos.

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09/07/2021 10:00h

Após reincluir grávidas e puérperas entre os grupos prioritários para receber a vacina contra a Covid-19, o Ministério da Saúde alertou que a imunização deve ser feita com doses da Pfizer ou da CoronaVac, e não da AstraZeneca e Janssen

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O Ministério da Saúde voltou a incluir grávidas e puérperas entre os grupos prioritários para receber a vacina contra a Covid-19, mas alertou que a imunização deve ser feita com doses da Pfizer ou da CoronaVac, e não da AstraZeneca e Janssen.

A vacina da AstraZeneca deve ser aplicada apenas naquelas mulheres deste grupo que já tenham recebido a primeira dose. “Para as grávidas que tomaram a AstraZeneca, a orientação é a mesma: que após o puerpério seja feita a imunização com a mesma vacina e, com isso, completada a imunização”, disse o ministro Marcelo Queiroga, nesta última quinta-feira (8).

A pasta já havia incluído grávidas e puérperas no Programa Nacional de Vacinação (PNI) no fim de abril deste ano, mas, em maio, recomendou a suspensão temporária da vacinação de gestantes sem comorbidades depois da morte de uma mulher que havia recebido uma dose da AstraZeneca, no Rio de Janeiro. 

Segundo Queiroga, a decisão de retomar a vacinação desse grupo foi tomada após uma ampla avaliação que levou em conta o elevado índice de mortalidade entre grávidas e puérperas, muito superior que o do restante da população, o que sustenta que os benefícios já comprovados das vacinas são maiores do que os riscos de eventuais reações adversas.

“Temos que pesar o risco benefício. Principalmente com a nova variante, a epidemia da Covid-19 afetou as grávidas. Tanto que a letalidade [da doença] entre elas está em torno de 10%, enquanto entre a população geral é menor que 2%. Portanto, ao avaliarmos o custo benefício [de aplicar o imunizante], não há nenhuma discussão: é muito favorável o uso das vacinas nas grávidas de forma geral”, ressaltou o secretário nacional de Atenção Primária à Saúde, Raphael Câmara.

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11/06/2021 19:30h

Instituto já está no segundo contrato com o Governo Federal, que prevê a entrega de 54 milhões de vacinas

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Nesta sexta-feira (11), o Instituto Butantan entregou ao Ministério da Saúde um novo lote de 800 mil doses da vacina contra Covid-19, Coronavac. Essa remessa faz parte das 5 milhões de doses previstas para serem liberadas ao longo do mês de junho para o Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Essas doses entregues contemplam o segundo contrato firmado com o Governo Federal para a entrega de 54 milhões de vacinas. O primeiro, de 46 milhões, foi cumprido em maio. No total, o Butantan alcança a marca a 48 milhões de vacinas fornecidas desde 17 de janeiro, quando o uso emergencial do imunizante foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Segundo o governo estadual de São Paulo, até o final de junho o instituto deve receber um novo lote de 6 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA) para a produção de mais 10 milhões de doses.

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03/06/2021 03:00h

No aniversário de um ano do portal Brasil61.com, mostramos o que mudou desde a confirmação do primeiro caso da Covid-19 no Brasil e as adaptações que precisaram ser feitas para viver no chamado “novo normal”

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Há mais de um ano os brasileiros convivem com a pandemia da Covid-19 e todas as adaptações. Também há um ano nascia o portal Brasil61.com que, assim como todos, precisou se moldar à nova realidade de fazer comunicação em meio às incertezas do cenário de saúde mundial. 

Nesse período, cobrimos diariamente as ações, números de infectados, curados, óbitos, vacinas, efeitos do isolamento social, lockdowns, variações do vírus e outros diversos assuntos sobre a mais nova doença. No lançamento do portal Brasil61.com, no dia 4 de junho de 2020, o país registrava 555 mil casos de coronavírus, 31.199 óbitos e 223.638 pessoas recuperadas desde a confirmação do primeiro caso no Brasil, em 26 de fevereiro de 2020.

Os estados mais atingidos pela doença naquele período foram São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas. Enquanto Goiás, Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul seguiam como as Unidades da Federação menos afetadas. 

Atualmente a realidade é bem diferente, o país acumula 16,7 milhões de casos e 467.706 óbitos. A quantidade de recuperados é de 15.168.330. São Paulo segue sendo o estado com mais casos de infecção por coronavírus, seguido por Minas Gerais, Bahia e Rio de Janeiro. 

À medida que os casos iam aumentando, a necessidade por leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) também foi crescente e o sistema de saúde entrou em colapso. Até o início de junho do ano passado, o Ministério da Saúde havia habilitado mais 7.441 leitos de UTI pelo país e, diariamente, eram repassados R$1,6 mil para custeio de manutenção de cada leito e profissionais de saúde. 

Somente em 2021, a pasta autorizou mais de 24 mil novos leitos de UTI Covid-19 com o custo de R$3,4 bilhões, e destinou verbas a estados e municípios que solicitaram suporte ventilatório pulmonar. 

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Além dos equipamentos necessários para tratamento da doença, hospitais de campanha foram construídos em todo o país. Em junho de 2020, o Ministério da Saúde definiu, por meio da portaria nº 1.514, os critérios técnicos para implantação de Unidades de Saúde Temporárias para assistência hospitalar (Hospital de Campanha), para atendimento exclusivo de pacientes com coronavírus.

Os hospitais de campanha são centros de assistência médica construídos durante emergências de saúde pública, como a atual pandemia. Apresentam caráter temporário e geralmente são erguidos em locais não convencionais, como estádios de futebol, autódromos e centros de convenção. 

No final de 2020 algumas cidades desestruturaram os hospitais de campanha, mas neste ano, com a chegada da segunda onda do vírus no Brasil, alguns precisaram ser reabilitados ou construídos novamente, como foi o caso do Distrito Federal. No dia 15 de outubro de 2020 o hospital de campanha erguido no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, teve as atividades encerradas. E com a falta de leito para auxiliar no combate a pandemia, um novo hospital de campanha foi construído e inaugurado no dia 14 de maio deste ano, no Autódromo Internacional Nelson Piquet e conta com 100 leitos de unidades de cuidados intermediários (UCI).

A ocupação de leitos reservados para pacientes com Covid-19 também cresceu em hospitais privados e públicos no Brasil. Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), a taxa na rede particular chegou a 71,2% de ocupação, na semana de 28 de novembro a 4 de dezembro.

O epidemiologista e professor da Universidade de Brasília (UnB), Wildo Navegantes, destaca os motivos que levaram ao aumento de ocupação de leitos no fim do ano passado.  “Naturalmente foi um relaxamento das atividades de distanciamento social. E também os atos de motivação da retomada – propostos por alguns governos – fazendo com que o comércio fosse aberto, os shoppings fossem abertos, algumas áreas que não são essenciais fossem abertas. Com isso as pessoas voltaram a conviver”, diz.

Vacinação no Brasil

Em janeiro deste ano, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e de 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford.

A primeira brasileira vacinada contra o coronavírus foi Mônica Calazans, 54, enfermeira da UTI do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Agora, 45.940.210 milhões de brasileiros já tomaram a primeira dose do imunizante, e mais de 22 milhões receberam a segunda dose. De acordo com o Ministério da Saúde, 102.908.909 milhões de doses foram distribuídas pelo país. 

No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), referência em cuidados a pacientes com Covid-19 em Brasília, a infectologista Ana Helena Germóglio, auxiliou nos cuidados à primeira paciente com a doença no Distrito Federal. Assim como outros profissionais da linha de frente, ela foi infectada, mas também imunizada. “Senti muitos sintomas parecidos com a doença, mas nem por isso, em momento algum, passou pela minha cabeça o fato de não querer me vacinar. Independentemente de qualquer reação adversa, e as vacinas têm reações, todos precisam colocar em mente que a vacinação é o único modo que teremos para conseguir voltar a uma vida mais ou menos normal.”

Ainda de acordo com a infectologista, a imunização contra a Covid-19 deu forças para que ela continuasse ajudando os pacientes com coronavírus. “Parece que nos tornamos um pouco mais fortes, mais capazes e faz com que a gente queira trabalhar mais. É bem cansativo estar a um ano e meio sempre tratando a mesma doença e tendo muitos pacientes graves. Por trabalhar com a equipe da UTI, muitas vezes perdemos essas batalhas. Mas são tantas as vitórias que temos, que as vacinas e as altas dos pacientes dão esperança no nosso dia a dia”, conclui.

Atualmente as vacinas aplicadas no Brasil são de dois laboratórios. A CoronaVac do Instituto Butantan e o imunizante da Oxford/AstraZeneca da Fundação Oswaldo Cruz (Bio-Manguinhos/Fiocruz). Existem ainda outras vacinas em análise para que possam ser disponibilizadas à população. Veja o status dos imunizantes que estarão disponíveis no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Iniciativas para conter o coronavírus

Quando a Covid-19 chegou ao ponto de ser caracterizada como pandemia, cientistas de todo o mundo iniciaram uma corrida na tentativa de conter a propagação do vírus e proteger a população. Em junho de 2020 o Brasil contava, até então, com dois laboratórios que estavam produzindo imunizantes contra a doença, o Instituto Butantan e a Fiocruz, instituições que fabricam as vacinas aplicadas atualmente no país.

No momento atual, outros laboratórios também fabricaram vacinas contra o coronavírus e aguardam aprovação da Anvisa ou estão em fase de testes, como é o caso da vacina em pó da Universidade Federal do Paraná (UFPR). 

Os estudos do imunizante em pó visam facilitar a logística de transporte e armazenamento no país, dispensando a necessidade de refrigeração (podendo ser conservada na temperatura ambiente), barateando o custo e facilitando o processo de produção. A fase de testes pré-clínicos deve ser finalizada até o final de 2021.

A tecnologia utilizada na vacina envolve a produção de partículas de um polímero biodegradável, revestidas com partes específicas da proteína Spike, que é responsável pela entrada do vírus nas células do corpo humano. O transporte na forma de pó significa a possibilidade de liofilizar as partículas com a proteína S.  

A vacina usa insumos nacionais e tem tecnologia de produção 100% desenvolvida na UFPR, fruto de pesquisas realizadas com biopolímeros biodegradáveis e com partes específicas de proteínas virais. Outro ponto positivo é o custo de produção. De acordo com os pesquisadores, são gastos menos de cinco reais para fabricar cada dose.

Covid-19: plasma pode ajudar no tratamento de infectados

Produtos tecnológicos prometem eliminar o coronavírus

Outro estudo realizado no Brasil, mas que está em fase de finalização, é o uso de plasma convalescente para tratamento contra o coronavírus. A terapia consiste na transfusão do sangue (plasma) de uma pessoa que já foi infectada e está curada, para um paciente que ainda está em tratamento da Covid-19. Assim, os anticorpos produzidos pelo indivíduo recuperado fornecem imunidade ao paciente que enfrenta a doença.

Desde 2020, o Hemocentro de Brasília participa da pesquisa, juntamente com outras instituições brasileiras e até internacionais. Os candidatos ao estudo foram escolhidos, de forma sigilosa, a partir de inscrição voluntária disponibilizada no site da instituição. No total, 450 pessoas se cadastraram como possíveis doadores, mas os estudos foram realizados com 34 voluntários, sendo 15 doadores e 19 receptores. 

O hematologista e chefe da divisão técnica do Hemocentro de Brasília, Alexandre Nonino, disse que os estudos ainda apresentam resultados divergentes. “Temos dados animadores e outros que não mostram melhoras no quadro, seja redução da evolução para casos graves, seja redução da mortalidade. Seguindo os estudos, provavelmente, para funcionar, ele deve ser usado precocemente nas infecções, até 72 horas do início dos sintomas.” Segundo o médico, os estudos que mostraram melhor impacto foram aqueles em que o plasma foi usado em pacientes não tão graves, mas no início dos sintomas.

O resultado da metanálise final será publicada pelo Hemocentro de Brasília juntamente com outros centros de pesquisa brasileiros e internacionais. E, então, será decidido se é válido ou não o uso de plasma para tratamento contra o coronavírus.

Agora, o Instituto Butantan e o governo de São Paulo estão dando continuidade ao experimento. O Hemocentro da Universidade Estadual de Campinas (UniCamp) é um dos pontos de coleta para pessoas que já tiveram Covid-19 e querem realizar a doação de plasma.

Para a doar, é necessário realizar o agendamento prévio (clique aqui). Segundo o Hemocentro, o doador precisa ter se contaminado pela doença e estar curado há mais de 30 dias, os critérios são os mesmos adotados para uma doação de sangue comum e podem ser conferidos no site da instituição. Clique aqui para saber outros pontos de coleta em São Paulo.

Empresas de tecnologia no Brasil também apostaram no desenvolvimento de produtos para auxiliar no combate ao vírus da Covid-19, como foi o caso da empresa plástica Extrusa Pack, que produziu e doou uma película antiviral capaz de eliminar o Sars-CoV-2 para aplicação na frota de transporte público de Guarulhos, em São Paulo. 

O produto, que passa a ser encontrado nas barras e acentos dos 858 ônibus que circulam pelo município, foi desenvolvido com o aditivo britânico d2pAM, que impede a entrada do vírus na superfície. A película foi testada pelo laboratório da Unicamp, que comprovou a eficácia de 99% também contra bactérias e fungos.

O item mantém a eficácia nos ônibus enquanto o plástico durar, não necessitando de manutenção com álcool, por exemplo. E após o descarte, pode ser direcionado a reciclagem. “Ele é resistente, se colocado produto de limpeza o efeito do antivírus continua sendo eficaz. Só é necessário limpar para remover as sujeiras, como poeira, por exemplo”, explica a gerente comercial da Extrusa Pack, Gisele Barbin.

A companhia doou cerca de R$100 mil em películas e disse que por ter uma unidade localizada em Guarulhos, viu a necessidade de ajudar a população que utiliza o transporte público. “O número de contaminação aqui em São Paulo é muito grande e todos diziam: ‘o restaurante está fechado, mas o ônibus está em movimento’. Então, tivemos a ideia de colocar no transporte público, porque já tínhamos o saco para lixo anti-covid, e vimos que dessa forma poderíamos contribuir para a sociedade”, disse Gisele Barbin.

Agora, a empresa pretende colocar o produto em linha comercial para que possa ser adquirido e utilizado em bancos de recepção, táxi e restaurantes, por exemplo. 

Trabalhadores e empresas se adaptam a pandemia

Quando os decretos de lockdown foram impostos como medida de contenção do coronavírus, muitas empresas tiveram que fechar as portas por um tempo, e outras não conseguiram mais se reerguer. Diante disso, muitos empresários precisaram encontrar outras formas de sustento, como foi o caso do Alternor de Oliveira.

O empresário tinha um bar e distribuidora de bebidas na cidade de São Sebastião, no Distrito Federal, e com os vários decretos de fechamento do comércio na capital federal, ele não conseguiu mais pagar o aluguel e encerrou as atividades. Para manter o sustento da família e continuar cuidando dos filhos que ainda são crianças, Alternor passou a trabalhar como motoboy de entrega delivery. “Foi a única alternativa que tive para sustentar minha família e existe a vantagem de trabalhar como autônomo, no horário que eu posso”, diz

O motoboy considera um desafio trabalhar em meio a uma pandemia por precisar entrar em contato com os clientes. Mas apesar disso, ele não foi infectado com o vírus. “É difícil ter que usar máscara, mas para que eu não seja infectado uso sempre e carrego também uma garrafinha de álcool na minha bolsa.”

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Para auxiliar na venda dos lojistas, um shopping em Valparaíso de Goiás (GO) criou uma assistente virtual. Ainda em fase inicial, a plataforma tem auxiliado nas vendas durante a pandemia, como explica a gerente de marketing e responsável pelo projeto no shopping, Ana Taborda.

“As vendas online foram uma das saídas e aqui no shopping os lojistas conseguiram mais visibilidade para seus produtos. Para o cliente é uma comodidade, pois sempre enviamos as promoções por mensagem no celular e, ali mesmo, ele já pode comprar o item que deseja e otimizar o tempo dele, o que auxilia o lojista no processo da finalização das vendas”, destaca. 

Pelo público do shopping center ainda ser adepto a venda presencial, para facilitar ainda mais o processo de compra pela assistente virtual o centro comercial também se adapta no que diz respeito ao pagamento. “O cliente pode fazer os pagamentos na entrega com o motoboy ou então o produto é reservado para retirada na loja. Nos adaptamos às necessidades da região para que as vendas sejam maiores e isso tem gerado bons resultados.” 

Como a Covid-19 chegou ao Brasil? 

Sabemos que o vírus da Covid-19 é transmitido pelo contato humano, por isso, não demorou até o Brasil ter os primeiros casos confirmados da doença. A primeira ocorrência de Sars-Cov-2 no mundo foi identificada em Wuhan, na China, no dia 31 de dezembro de 2019. Dali em diante, o vírus se espalhou pela Ásia, Europa e foi confirmado no Brasil no dia 26 de fevereiro de 2020, em um passageiro de 61 anos que desembarcava da Itália no aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. 

Há mais de 10 anos o advogado brasileiro, José Renato Peneluppi Jr., mora em Wuhan, na China. Quando a Covid-19 foi confirmada na província chinesa, Renato iniciou uma fuga contra o vírus viajando para outros países. O que o advogado não esperava é que a doença se espalharia por todo o mundo. No vídeo abaixo ele conta como foi o processo de tentar fugir da doença e como estão as coisas atualmente na cidade em que tudo se iniciou.

A brasileira Victoria Mello que também vive na China, na cidade de Tianjin, conta que durante o pico da pandemia no país o controle da doença era bem incisivo. Mas que hoje, ainda seguindo protocolos de segurança, a vida por lá voltou ao normal.

Consulta online passa a ser realizada no país

Quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que o vírus é transmitido por contato humano, praticamente todas as atividades deram uma pausa. Aulas foram suspensas, empresas passaram a trabalhar home office e consultas eletivas também não aconteciam. Porém, outras doenças não deram uma pausa e os profissionais da saúde também precisaram se adaptar ao mundo virtual para dar continuidade aos tratamentos. 

A psicóloga Cleudiane Lisboa precisou se adaptar a modalidade de atendimento remoto que ainda não era tão comum. Segundo ela, a procura por terapia online teve crescimento. “Houve muita queixa durante a pandemia pela falta do convívio social e isso motivou a procura pelo atendimento remoto. Com a possibilidade de mais profissionais atendendo online a busca foi  grande. Até porque a terapia virtual permite que o paciente permaneça no conforto de casa, sem precisar se expor ao vírus.

Ainda de acordo com a profissional, é importante manter os cuidados não apenas com a saúde física, mas também com a saúde mental enquanto ainda estivermos enfrentando o coronavírus. “Nesse período de pandemia as pessoas estão muito isoladas, muitas deixaram de fazer coisas que gostavam. É necessário reorganizar e reestruturar esta nova realidade e isso tem a ver com o cuidado da saúde mental para que a pessoa esteja preparada para trabalhar e criar suas próprias habilidades de como lidar com a vida cotidiana das novas realidades que estão presentes nesse momento”, conclui Cleudiane. 

Antes de saber se estava infectada com a Covid-19, a empresária Márcia Batista buscou atendimento médico de forma virtual para descobrir o diagnóstico. Segundo ela, a consulta remota evitou a exposição ao vírus ou que ela passasse a doença a diante. “Estava com todos os sintomas característicos do coronavírus, mas como não tenho carro, teria que ir ao médico por meio de transporte por aplicativo, o que poderia acabar infectando o motorista ou outras pessoas. E então o meu plano de saúde ofereceu atendimento remoto com o clínico médico e optei por essa modalidade”, diz. 

A empresária destacou também que o atendimento não deixou nada a desejar em comparação às consultas presenciais.  “Ele perguntou todos os sintomas, indicou o tratamento adequado e pediu o teste da Covid-19. Foi exatamente igual há uma consulta no consultório e, após o teste, descobri que estava infectada com o vírus. Depois do diagnóstico o acompanhamento também foi totalmente online e hoje estou curada.” 

Recentemente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que até o fim do ano toda a população brasileira estará vacinada e apontou como prioridade de sua pasta dar celeridade à campanha de vacinação e o reforço das medidas sanitárias.

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20/05/2021 10:20h

De acordo com a pasta, a distribuição do imunizante que completa o processo vacinal foi feita nas últimas três pautas de distribuição, entre os dias 7 e 19 de maio

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O quantitativo total de segunda dose da vacina CoronaVac/Butantan, solicitado pelos estados, foi atendido, segundo informou o Ministério da Saúde. De acordo com a pasta, a distribuição do imunizante que completa o processo vacinal foi feita nas últimas três pautas de distribuição, que aconteceram entre os dias 7 e 19 de maio.

Durante esse período, foram enviadas mais de 5 milhões de doses para todas as Unidades da Federação. Os últimos grupos com pendência de segunda dose da CoronaVac foram de idosos entre 60 e 64 anos e agentes das forças de segurança, salvamento e forças armadas.

O ministério afirma que esse público foi atendido na 18º pauta de distribuição, realizada em 7 de maio, que enviou quase 1 milhão de vacinas do Butantan, levando em conta o planejamento proposto pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

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A pasta destaca, ainda, que mais 1,08 milhão de doses do Butantan foram destinadas à aplicação da segunda dose na 20ª pauta, em andamento terça (18) e quarta-feira (19) desta semana, de acordo com as solicitações apresentadas por 12 estados.

Outras 15 Unidades Federativas, que não possuíam mais pendências para conclusão do esquema vacinal da Coronavac, foram atendidas proporcionalmente com doses da AstraZeneca/Fiocruz.

 

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Brasil 61