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Baixar áudioO primeiro turno das eleições de 2026 produziu uma mudança importante no mapa político dos estados. Dos 27 governos estaduais, 20 foram definidos no primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Os outros sete — Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Paraíba e Alagoas — serão decididos no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Entre os governos já definidos, o Partido Liberal conquistou cinco, contra dois em 2022. O partido elegeu Sergio Moro no Paraná, Luciano Zucco no Rio Grande do Sul, Marcos Rogério em Rondônia, Arthur Henrique em Roraima e Jorginho Mello em Santa Catarina. O resultado representa, por enquanto, um ganho de três governos em relação à eleição anterior.
O PSD aparece em segundo, com quatro governadores eleitos — Amapá, Maranhão, Pernambuco e Sergipe. Em 2022, a legenda havia conquistado dois governos. O PT, por sua vez, elegeu três governadores no primeiro turno — Bahia, Ceará e Piauí —, um a menos que os quatro governos obtidos em 2022.
O Republicanos também soma três governos, incluindo os dois maiores colégios eleitorais do país, São Paulo e Minas Gerais, além de Mato Grosso. A legenda havia conquistado dois governos em 2022. Já o Progressistas manteve dois governos, enquanto MDB, PSDB e Podemos têm, cada um, um governador eleito até agora. No caso de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel trocou o PSDB pelo PP e foi eleito pela nova legenda.
Em 2022, PT e União Brasil haviam sido os partidos com maior número de governos, com quatro cada. MDB, PSB e PSDB conquistaram três governos cada. O cenário de 2026, ainda incompleto, mostra uma inversão: PL e PSD passam a ocupar o centro do mapa estadual, enquanto União, PSB, PSDB e MDB perderam espaço.
A mudança de correlação de forças aparece também na eleição proporcional. As Assembleias Legislativas dos 26 estados e a Câmara Legislativa do Distrito Federal somam 1.059 cadeiras — 1.035 estaduais e 24 distritais.
Na apuração de 2026, o PL aparece como a maior bancada entre as cadeiras definidas, com 212 parlamentares, seguido por PT, com 141, MDB, com 112, PSD, com 103, e PP, com 81 no total. Em 2022, o PL conquistou 129 cadeiras, o PT, 118, o MDB, 95, o PSD, 78, e o PP, 87, mostrando o rearranjo do tabuleiro político.
“Para a gente entender esse recorte estadual, a gente precisa entender algumas condicionantes para isso. No caso de São Paulo e Santa Catarina, por exemplo, eram governadores muito bem avaliados, com eleitor fiel da direita e da direita conservadora”, destaca Guilherme Mazieiro, consultor executivo da Oficina Consultoria.
“É importante observar, também, o que os partidos consideraram como estratégia para esse período eleitoral. Todos os outros partidos da direita e do “centrão” estavam muito focados nas eleições do congresso e com mais candidatos também nas assembleias”, conclui.
O avanço do PL é especialmente visível em estados de grande peso eleitoral. Em São Paulo, por exemplo, o partido elegeu 27 dos 94 deputados estaduais, formando a maior bancada da Assembleia Legislativa. O PT ficou com 16, enquanto PSD e PSOL elegeram nove cada.
Em Minas Gerais, o PL também conquistou a maior bancada da Assembleia, com 21 cadeiras, reforçando a presença da direita no maior colégio eleitoral do país depois de São Paulo. Na Bahia, porém, o PT manteve forte presença e elegeu a maior bancada estadual, com 14 deputados.
O contraste entre os partidos tradicionais e as legendas que cresceram nos últimos anos é um dos principais sinais da eleição. O PSDB, que já teve uma posição dominante em Assembleias como a de São Paulo, chegou a apenas uma cadeira na Alesp em 2026. Em 2022, havia elegido nove deputados no estado.
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Baixar áudioO Partido Liberal (PL) elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados nas eleições deste domingo (4) e terá 121 parlamentares na próxima legislatura, que começa em 1º de fevereiro de 2027. A legenda elegeu 24 deputados a mais do que em 2022, segundo levantamento da Agência Câmara com base nos resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A segunda maior bancada será a da federação PT-PCdoB-PV, que elegeu 88 deputados, seis a mais do que na eleição anterior.
Com isso, a nova composição partidária da Câmara dos Deputados, em comparação com o resultado das eleições de 2022, ficou da seguinte forma:
| Bancadas eleitas | 2026 | 2022 |
|---|---|---|
| PL | 121 | 97 |
| PT/PCdoB/PV | 88 | 82 |
| União/PP | 87 | 105 |
| PSD | 43 | 42 |
| Republicanos | 41 | 40 |
| MDB | 36 | 41 |
| Pode | 27 | 20 |
| PSB | 15 | 15 |
| Psol/Rede | 15 | 15 |
| PSDB/Cidadania | 11 | 18 |
| NOVO | 10 | 3 |
| PRD/Solidariedade | 7 | 12 |
| PDT | 6 | 16 |
| Avante | 5 | 7 |
| Missão | 1 | 0 |
Assim como na Câmara, o PL deverá ter a maior bancada do Senado a partir do início de 2027. A legenda elegeu 19 senadores nas eleições deste domingo, o equivalente a 35,2% das 54 cadeiras que estavam em disputa neste ano. Com os parlamentares eleitos e os senadores que ainda estão em mandato, a bancada do PL deverá chegar a 28 integrantes.
A legenda também fez cinco “dobradinhas”, ao eleger os dois senadores de um mesmo estado: Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina, além do Distrito Federal.
Segundo a Agência Senado, nenhuma outra legenda deverá alcançar um terço do tamanho da bancada do PL. Na sequência aparecem o PT, com nove senadores, e o MDB, com oito.
Caso os números se confirmem em fevereiro, quando os novos senadores tomarem posse, o PL também terá a maior bancada partidária do Senado no início de uma legislatura desde a promulgação da Constituição de 1988. O recorde anterior era do MDB, então PMDB, que iniciou a legislatura de 1999 com 27 senadores.
No entanto, os números ainda podem sofrer alterações. Tanto os parlamentares eleitos quanto os senadores que já possuem mandato podem trocar de partido ou assumir ministérios antes do início da próxima legislatura, em fevereiro. Por isso, a projeção considera a composição partidária a partir dos resultados das eleições.
O cálculo também leva em conta que dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos para governos estaduais e deixarão as cadeiras para os respectivos suplentes:
Além disso, o Senado tem atualmente um parlamentar sem partido: Romário (RJ).
A composição partidária do Senado também indica uma redução no número de legendas responsáveis pela eleição dos novos parlamentares. Em 2018, 20 partidos diferentes elegeram senadores. Oito anos depois, 13 legendas elegeram os novos integrantes da Casa.
| Eleições 2018 | Senadores eleitos | Eleições 2026 | Senadores eleitos |
|---|---|---|---|
| MDB | 7 | PL | 19 |
| PP | 5 | MDB | 7 |
| Rede | 5 | PT | 6 |
| DEM | 4 | Novo | 3 |
| PSD | 4 | PP | 3 |
| PSDB | 4 | PSB | 3 |
| PSL | 4 | UNIÃO | 3 |
| PT | 4 | Podemos | 2 |
| PDT | 2 | PSDB | 2 |
| PHS | 2 | PSD | 2 |
| PPS | 2 | Republicanos | 2 |
| PSB | 2 | PDT | 1 |
| PTB | 2 | Rede | 1 |
| Podemos | 1 | - | - |
| PR | 1 | - | - |
| PRB | 1 | - | - |
| PROS | 1 | - | - |
| PRP | 1 | - | - |
| PSC | 1 | - | - |
| Solidariedade | 1 | - | - |
O cientista político André César, sócio da Hold Assessoria Legislativa, atribui a nova composição do Congresso Nacional ao desempenho da direita nas eleições.
“Não entrando no mérito, mas a direita fez uma campanha muito boa, muito bem colocada, muito bem encaminhada, seja na Câmara, no Senado, nas assembleias legislativas e nos governos estaduais. Isso mostra a força da direita no Brasil e um certo esgarçamento da esquerda, que tem que se repensar”, destaca.
Segundo o especialista, a predominância de um partido ou de uma determinada corrente ideológica no Congresso tende a influenciar áreas como economia, segurança pública e políticas sociais.
“A privatização de várias empresas estatais entra na pauta e a questão social pode voltar para trás”, avalia.
O cientista político e professor da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV EAESP), Eduardo Grin, afirma que a predominância de partidos de centro e de direita no Congresso pode impulsionar pautas como mudanças na política fiscal, com uma agenda mais restritiva de gastos, flexibilização de regras ambientais, alterações na regulamentação das bets, entre outras propostas de caráter mais conservador.
“Temos um Congresso muito mais à direita e conservador do que já era. Então, podemos esperar que vai aumentar substancialmente as suas iniciativas na chamada agenda de costumes, a pauta conservadora”, afirma.
Na área de segurança pública, Grin avalia que pode ser retomada a agenda clássica do bolsonarismo, com propostas como a ampliação do porte de armas e a redução da maioridade penal. O especialista também cita a possibilidade de congelamento da tramitação da PEC da Segurança.
Em relação às políticas sociais, o cientista político avalia que pode haver uma revisão do Bolsa Família em favor de uma agenda voltada ao empreendedorismo.
André César avalia que Lula terá dificuldades para vencer o segundo turno. O petista terminou o primeiro turno com 45,16% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro liderou com 47,03%.
Caso esse resultado se confirme no segundo turno, o cientista político acredita que os partidos de direita no Congresso terão maior facilidade para negociar com o próximo presidente, que também é do PL.
“Acho altamente improvável que o presidente Lula consiga reverter esse jogo. Então, partidos como o PL — que é o do Flávio Bolsonaro —, PP, União Brasil, Republicanos e outros vão conseguir negociar mais, vão ganhar mais protagonismo ainda”, afirma.
Eduardo Grin destaca que, embora o Centrão não tenha apoiado Flávio Bolsonaro no primeiro turno, a composição formada por essas legendas, somada ao PL, continuará tendo papel central na definição da agenda do Congresso.
“Em um provável governo de Flávio Bolsonaro, o Centrão certamente estará do lado dele, inclusive porque vários parlamentares do Centrão, como Ciro Nogueira, que não se reelegeu senador, devem ser chamados para ser ministros.”
Na avaliação de Grin, esse cenário poderia facilitar a aprovação de pautas mais conservadoras defendidas por um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
Já no caso da reeleição de Lula, André César prevê dificuldades para o presidente governar diante do fortalecimento do Congresso Nacional de oposição. “Com as emendas e tudo mais, a força do Congresso hoje bota o Executivo na parede. E o governo já começaria emparedado, em uma eventual reeleição do presidente Lula”, afirma.
Para André César, o Supremo Tribunal Federal (STF) também deverá enfrentar um novo cenário diante do fortalecimento do Congresso, especialmente do Senado, que tem competência constitucional para processar e julgar ministros da Corte em crimes de responsabilidade.
O cientista político também cita as discussões envolvendo ministros do STF e o caso do Banco Master como um dos fatores que podem pressionar por mudanças na relação entre os Poderes.
“O Congresso vem mais forte. Inclusive, no caso do Senado especificamente, os senadores podem ir para cima e pedir impeachment de ministro. Uma coisa nova, inédita, que pode acontecer”, afirma.
Por outro lado, Eduardo Grin avalia que a direita no Senado não deve avançar necessariamente para o impeachment de ministros do STF, mas prevê uma relação mais conflituosa com a Corte, especialmente com o ministro Alexandre de Moraes, em razão da condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Acho que o Xandão, sim, vai estar em maus lençóis”, avalia.
O cientista político também acredita que o Congresso poderá discutir mudanças legislativas relacionadas ao funcionamento do Judiciário, como medidas para reduzir o alcance de decisões monocráticas e limitar o poder do STF.
“Se o Senado não vai levar adiante efetivamente o impeachment de ministros do STF, como eu acho que é o caso, várias medidas legislativas serão feitas no sentido de coibir e reduzir o grande poder hoje que o STF tem”, conclui.
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Baixar áudioMato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo registraram as maiores taxas de abstenção no primeiro turno das eleições de 2026 e tiveram Flávio Bolsonaro (PL) como o candidato mais votado para presidente. O senador superou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos quatro estados.
Mato Grosso do Sul teve o maior percentual de eleitores que não compareceram às urnas, com 23,87%. Em seguida, aparecem Rio de Janeiro, com 23,32%; Minas Gerais, com 22,79%; e São Paulo, com 22,54%.
No país, cerca de 21,08% dos eleitores aptos não votaram, o equivalente a mais de 33 milhões de pessoas.
A maior vantagem ocorreu em Mato Grosso do Sul, onde Flávio obteve 58,60% dos votos válidos, contra 34,68% de Lula. No Rio de Janeiro, os percentuais foram de 53,01% e 39,41%, respectivamente.
Em São Paulo, Flávio alcançou 51,93%, ante 38,20% do petista. Já em Minas Gerais, a disputa foi mais equilibrada: 48,24% para Flávio e 43,33% para Lula.
(Com 99,5% das urnas apuradas, em %)
Na apuração nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. Como nenhum dos dois ultrapassou 50% dos votos válidos, a disputa pela Presidência será definida no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A votação do primeiro turno ocorreu no domingo (4), com 158.745.463 eleitores aptos a participar. Além da escolha do presidente da República, os eleitores votaram para governador, senador e deputado federal, estadual ou distrital.
Nas disputas para presidente e governador, a eleição termina no primeiro turno quando um dos candidatos supera 50% dos votos válidos. Se nenhum alcançar esse resultado, os dois primeiros colocados voltam às urnas no segundo turno.
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Para o Senado, cada estado e o Distrito Federal elegeram dois representantes, somando 54 vagas. Os candidatos com o maior número de votos em cada unidade da Federação ficam com as cadeiras.
Já as eleições para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal seguem o sistema proporcional. Ao todo, são 513 vagas para deputado federal, 1.035 para deputado estadual e 24 para deputado distrital.
A definição das cadeiras leva em conta a votação obtida por partidos e federações, conforme as regras previstas na legislação eleitoral.
Copiar o textoMinistro Kassio Nunes Marques afirma que checagens dos sistemas demandaram mais tempo
Baixar áudioO Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou atrasos na divulgação dos resultados das urnas neste domingo (4). Segundo o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, o tribunal manteve o controle da situação e seguiu os protocolos de segurança previstos para o processo de apuração.
De acordo com o ministro, a apuração e a totalização dos votos envolvem diferentes etapas e sistemas, como transmissão e recebimento dos boletins de urna, processamento, totalização, divulgação dos resultados e sustentação dos softwares.
Nunes Marques afirmou que houve um congestionamento de dados no sistema responsável pela divulgação dos resultados, o que segundo ele, é algo natural na rotina de operação de sistemas complexos.
“Antes da eficiência ou da rapidez, prezamos pela segurança. Havia a necessidade de checagem de todos esses sistemas em uma ordem que demandava um tempo significativo. No que é essencial, nosso sistema mais uma vez mostrou-se absolutamente confiável. E, como sempre, os resultados estão sendo divulgados de forma transparente, pública e segura”, afirmou em coletiva de imprensa.
Segundo a apuração final do TSE, 1.904 urnas precisaram ser substituídas neste domingo, o equivalente a 0,35% do total de equipamentos disponibilizados para a votação.
Até as 20h30 deste domingo (4), a Polícia Federal informou que 194 pessoas haviam sido conduzidas por crimes eleitorais. Também foram apreendidos R$ 1.828.366,58 em bens e valores, sendo R$ 493.569,50 em dinheiro em espécie.
Ao todo, foram instaurados 35 inquéritos policiais e lavrados 97 termos circunstanciados de ocorrência para apurar possíveis práticas ilegais. Entre os principais crimes investigados estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.
As ocorrências foram registradas na Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Santa Catarina, Piauí, Pará, Paraná, Rio Grande do Norte e Tocantins, além do Distrito Federal.
As ações da Polícia Federal podem ser acompanhadas em tempo real pelo painel de acompanhamento dos casos de combate a crimes eleitorais.
Pela primeira vez, o e-Título foi utilizado no próprio dia do pleito com as funcionalidades disponibilizadas para as Eleições 2026. Segundo o TSE, o aplicativo contabilizou mais de 8,6 milhões de emissões, além de 22 milhões de consultas aos locais de votação e mais de 4,3 milhões de justificativas eleitorais.
Para o presidente do TSE, a possibilidade de realizar serviços eleitorais pelo aplicativo contribui diretamente para a redução das filas nos locais de votação. "As pessoas não precisam ir até o local de votação ou a seção eleitoral para fazer a justificativa. Isso pode ser feito através do e-Título", destacou.
Kassio Nunes Marques também destacou a atuação da Sala Nacional de Situação Climática, criada para monitorar condições meteorológicas que pudessem afetar as eleições. A estrutura havia sido anunciada pelo TSE antes do pleito com o objetivo de integrar informações e apoiar os tribunais regionais na prevenção e na resposta a eventos climáticos.
Segundo o ministro, o Paraná concentrou as maiores dificuldades neste domingo em razão das fortes chuvas, dos ventos e de problemas no fornecimento de energia. O estado iniciou o dia com quase 140 municípios afetados e, até o início da tarde, aproximadamente 94 ainda registravam algum problema relacionado ao abastecimento.
“As urnas eletrônicas no estado do Paraná funcionaram com energia gerada por bateria nessas localidades em que houve tanto oscilação quanto a falta de energia. Não tivemos nenhum problema em decorrência disso”, informou.
Questionado sobre a possibilidade de interferência internacional nas eleições, o presidente do TSE afirmou que não havia indicativo concreto de atuação estrangeira. Segundo ele, as equipes do tribunal responsáveis pelo monitoramento do tema não haviam identificado esse tipo de interferência.
“Os nossos indicativos das equipes que monitoram riscos internacionais não apontam qualquer tipo de risco. Nós não temos nenhum relatório da Polícia Federal, da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), de nenhum setor que trabalha em parceria com o TSE, indicando qualquer tipo de risco.”
O ministro também citou o trabalho desenvolvido em parceria com as plataformas digitais. Segundo ele, medidas como o plano de conformidade e a adequação das empresas à legislação brasileira contribuíram para reduzir os riscos e evitar problemas durante o período eleitoral.
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Baixar áudioA escolha do próximo presidente da República será definida em segundo turno, marcado para o dia 25 de outubro. Nenhum dos candidatos alcançou a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro turno.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro (PL) ficou em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, seguido por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 45,16%.
Ao todo, Flávio Bolsonaro recebeu 56.102.126 votos, enquanto Lula somou 53.866.947 votos. Na sequência, ficaram:
Os demais candidatos registraram menos de 1% dos votos válidos.
Ao todo, 2.300.616 eleitores votaram em branco (1,84%), enquanto 3.673.648 votos foram anulados (2,93%). A abstenção chegou a 21,08% do eleitorado apto, o equivalente a 33.465.745 eleitores que não compareceram às urnas.
Os votos brancos e nulos não são considerados votos válidos para a definição do resultado eleitoral, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Na distribuição regional dos votos, Flávio Bolsonaro liderou na maioria dos estados das regiões Norte, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Nordeste, Lula ficou à frente em todos os estados.
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
Entre os eleitores brasileiros que votaram no exterior, Lula liderou, com 47,57% dos votos válidos, contra 43,49% de Flávio Bolsonaro.
Segundo o TSE, 916.534 eleitores estavam aptos a votar no exterior, o equivalente a cerca de 0,5% do eleitorado brasileiro.
As urnas eletrônicas foram distribuídas em seções eleitorais de 186 cidades, em 134 países. Os Estados Unidos concentram o maior número de eleitores brasileiros fora do país, com cerca de 265 mil. Em seguida aparecem Portugal, com pouco mais de 134 mil, e o Japão, com aproximadamente 88 mil eleitores.
O número de brasileiros aptos a votar no exterior supera o eleitorado de estados como Roraima, Amapá e Acre.
A apuração completa das Eleições Gerais de 2026 pode ser consultada no portal do TSE.
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Copiar o textoTSE avalia primeiro turno positivamente, apesar de ocorrências e urnas substituídas
Baixar áudioAté às 15h10 deste domingo (4), a Polícia Federal informou que 129 pessoas haviam sido conduzidas por crimes eleitorais, das quais 34 foram em flagrante. Também foram apreendidos R$ 789.828,50 em bens e valores, sendo R$ 383.627,50 em dinheiro em espécie.
Ao todo, foram instaurados seis inquéritos policiais e lavrados 18 termos circunstanciados de ocorrência para apurar práticas ilegais. Entre os principais crimes investigados estão propaganda eleitoral irregular e corrupção eleitoral, especialmente a compra de votos.
As ocorrências foram registradas nos estados da Bahia, Rio de Janeiro, Alagoas, Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais, Sergipe, Roraima, Acre, Rondônia, Amapá, Maranhão, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Pará, Santa Catarina e Piauí, além do Distrito Federal.
“Eu reafirmo aqui o nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os nossos parceiros”, destacou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em coletiva de imprensa.
O efetivo mobilizado para a segurança das eleições é de aproximadamente 35 mil policiais, considerando agentes das forças estaduais e federais. O monitoramento é realizado com o apoio do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp).
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, destacou o trabalho conjunto das forças de segurança e avaliou positivamente o andamento do primeiro turno.
“Até o momento, o que podemos repassar é que o ritmo da votação está indo muito bem, as eleições estão indo muito bem, com pouquíssimos incidentes”, afirmou.
Segundo o ministro, não foram registrados problemas significativos nas estradas, e as operações realizadas pela Polícia Federal transcorreram normalmente.
As ações da Polícia Federal podem ser acompanhadas em tempo real pelo painel de acompanhamento dos casos de combate a crimes eleitorais.
Segundo atualizações do TSE, às 15h30, 1.543 urnas precisaram ser substituídas, o equivalente a 0,28% do total de equipamentos disponibilizados.
“Nas urnas que eventualmente tiveram problema, os eleitores continuaram a votar em outra urna substituída. Todos os votos inseridos vão ser apurados da mesma forma que a urna nova”, destacou o ministro Nunes.
No Paraná, cerca de 140 cidades registraram falta de energia em razão das fortes chuvas que atingiram o estado na manhã deste domingo. Apesar disso, o presidente do TSE informou que a votação continuou normalmente.
“Em relação às seções eleitorais, tudo está funcionando normalmente. Todas as urnas estão funcionando. Nós temos geradores de baterias suficientes para concluir todo o processo de votação e de transmissão”, informou o presidente do TSE.
O ministro também informou que não houve registro de problemas significativos no deslocamento de eleitores, inclusive em regiões onde o TSE esperava dificuldades em razão das chuvas, como na Região Norte.
O ministro Kassio Nunes Marques destacou que há uma tradição na Justiça brasileira de judicialização, ou seja, de candidatos e partidos levarem à Justiça Eleitoral questionamentos relacionados ao processo eleitoral ou ao resultado das eleições, por meio de ações e recursos.
“Mas é bom que se diga que, em relação ao sistema eletrônico de votação e à condução da Justiça Eleitoral, o TSE convidou a sociedade civil, órgãos governamentais, desde agências como o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a ABIN (Agência Brasileira de Inteligência), a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Federal e inúmeras outras instituições, que não só acompanham, mas participam de todo o processo eleitoral.”
Outras informações sobre o processo eleitoral podem ser conferidas no portal do TSE.
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Copiar o textoNa região onde tem a maior vantagem, presidente lidera com 61% contra 28% de Bolsonaro
Baixar áudioNo Nordeste, o presidente Lula (PT) mantém a liderança folgada sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em todos os recortes da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados citam o nome do candidato sem que lhes sejam apresentadas opções, Lula aparece com 54% das menções na região, contra 22% de Flávio — uma vantagem de 32 pontos percentuais.
Mesmo na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a distância se mantém: Lula tem 56% do total de votos no Nordeste, ante 26% de Flávio. Quando são descontados os votos em branco, nulos e indecisos — o chamado recorte de votos válidos —, a vantagem do petista cresce ainda mais, com 61% das intenções de voto na região, contra 28% do candidato do PL.
No cenário de segundo turno simulado entre os dois principais nomes, Lula também amplia sua margem no Nordeste em relação ao primeiro turno, somando 62% das intenções de voto regionais, ante 31% de Flávio Bolsonaro — uma vantagem de 31 pontos, a maior registrada entre as quatro regiões pesquisadas nesse cenário.
A força eleitoral de Lula na região é um padrão observado ao longo de toda a pesquisa: o levantamento também mostra que o petista tem desempenho mais forte entre eleitores de menor renda e menor escolaridade, perfil socioeconômico com peso proporcionalmente maior no Nordeste em relação a outras regiões do país, o que ajuda a explicar a disparidade regional nas intenções de voto.
Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o cenário que se desenha não é de tranquilidade na região para o petista. “O Nordeste ainda aparece como uma dificuldade, por incrível que pareça, para Lula. Lula tem uma vantagem muito expressiva na região e ainda segue com essa vantagem Porém, a Bahia é um dos estados que Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, alerta.
Os 9 estados formam a segunda região mais populosa do país com 43.529.845 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 27% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
Copiar o textoPresidente aparece com 43% das intenções de votos válidos contra 41% do senador carioca
Baixar áudioNa Região Sudeste, a mais populosa do país, a disputa presidencial aparece tecnicamente empatada entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, Lula tem 36% das menções na região, contra 31% de Flávio — distância de cinco pontos, dentro da margem de erro regional.
Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a proximidade se mantém: Lula soma 40% do total de votos no Sudeste, ante 39% de Flávio, uma diferença de apenas um ponto percentual. Entre os votos válidos, Lula amplia ligeiramente a distância, com 43% das intenções de voto na região, contra 41% do candidato do PL — ainda assim, um empate técnico considerando a margem de erro de 3 pontos para o recorte regional.
É no cenário de segundo turno simulado que o quadro se inverte: Flávio Bolsonaro passa à frente de Lula no Sudeste, com 48% das intenções de voto regionais, contra 45% do petista — a única região, além do Sul, em que o candidato do PL supera Lula nesse cenário, ainda que dentro da margem de erro.
O equilíbrio no Sudeste reflete o próprio resultado nacional da pesquisa: no recorte por religião, por exemplo, Lula e Flávio aparecem com desempenhos mais próximos entre católicos e evangélicos nessa região do que em outras partes do país, e a renda familiar intermediária, mais presente no Sudeste urbano, tende a dividir o eleitorado entre os dois principais candidatos.
Para o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, o cenário se mostra preocupante para a campanha do candidato do PL. “Hoje, se analisarmos a candidatura de Flávio Bolsonaro, ainda segue a tendência de vantagem para o candidato bolsonarista, porém, ainda aquém da vantagem de quase nove pontos que seu pai obteve. O mesmo vale para o estado de São Paulo. O maior colégio eleitoral do país também aparece como um estado de vantagem de Flávio, mas ainda abaixo dos 10,5 pontos percentuais que Jair obteve em 2022”, alerta.
Região mais populosa do país, o Sudeste concentra os três maiores colégios eleitorais do país (SP, RJ e MG) e possui também o maior peso eleitoral: são 43.529.845 pessoas aptas a votarem neste domingo (4), 42% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
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Baixar áudioNa Região Sul, o senador Flávio Bolsonaro (PL) lidera com folga as intenções de voto para presidente, segundo a pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º). Na pesquisa espontânea, Flávio soma 40% das menções na região, contra 24% de Lula (PT) — vantagem de 16 pontos para o candidato do PL.
Na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, a distância se mantém: Flávio tem 50% do total de votos no Sul, ante 30% de Lula. Entre os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, a vantagem do candidato do PL cresce ainda mais, somando 55% das intenções de voto na região, contra 32% do petista.
No cenário de segundo turno simulado, a vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula no Sul também se amplia: são 59% das intenções de voto regionais para o candidato do PL, contra 34% para o atual presidente — a maior margem registrada entre as quatro regiões nesse cenário, de 25 pontos percentuais.
A pesquisa mostra que esse padrão regional está associado a características sociodemográficas que têm peso proporcionalmente maior no Sul, como a presença de eleitores evangélicos e de renda familiar mais alta — segmentos em que Flávio Bolsonaro também lidera no recorte nacional, com 52% e 47% das intenções de voto, respectivamente, ante 26% e 34% de Lula nesses mesmos grupos.
Apesar da grande desvantagem, o cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, percebe um ganho de desempenho do petista em relação às últimas eleições na região, o que não quer dizer que o pleito está decidido. “A, digamos, polarização geográfica, ela tem sido mais achatada. No geral, o presidente Lula aparece melhor do que em 2022 em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até mesmo em Santa Catarina, reduzindo um pouco a vantagem. Mas, por outro lado, o nordeste ainda aparece como uma dificuldade: por incrível que pareça Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, avalia.
Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somam 22.861.012 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 14% do total de brasileiros nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
Copiar o textoSenador carioca atinge 45% das intenções de votos válidos, contra 37% do presidente
Baixar áudioNo agrupamento das regiões Centro-Oeste e Norte da pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) na disputa pela presidência da República. Na pesquisa espontânea, os dois aparecem tecnicamente empatados, com Flávio somando 36% das menções, contra 35% de Lula.
Já na pesquisa estimulada, em que o eleitor escolhe entre os nomes apresentados em uma lista, Flávio assume a liderança: são 43% do total de votos na região para o candidato do PL, contra 35% de Lula — distância de 8 pontos percentuais. Entre os votos válidos, a vantagem do candidato do PL se mantém, com 45% das intenções de voto na região, contra 37% do petista.
No cenário de segundo turno simulado, Flávio Bolsonaro amplia sua vantagem sobre Lula na região, somando 50% das intenções de voto, contra 44% do atual presidente — um dos cenários mais favoráveis ao candidato do PL entre as quatro regiões pesquisadas, atrás apenas do Sul.
O cientista político Bruno Rizzi, da Fatto Inteligência Política, percebe um ganho de desempenho do petista em relação às últimas eleições na região, o que não quer dizer que o pleito está decidido. “A, digamos, polarização geográfica, ela tem sido mais achatada. No geral, o presidente Lula aparece melhor do que em 2022 em alguns estados, como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e até mesmo em Santa Catarina, reduzindo um pouco a vantagem. Mas, por outro lado, o nordeste ainda aparece como uma dificuldade: por incrível que pareça Lula ainda não conseguiu repetir sua performance em 2026 nas pesquisas, perante o que teve nas urnas em 2022”, avalia.
A pesquisa tem margem de erro de 5 pontos percentuais para esse recorte regional — a maior entre as quatro regiões identificadas pelo levantamento —, o que reflete o tamanho menor da amostra na região em comparação a Sudeste e Nordeste, e reforça a necessidade de cautela na leitura de variações pontuais nesse recorte específico.
Os 11 estados das duas regiões somam 25.106.355 eleitores aptos a votarem neste domingo (4), 16% do total de brasileiro nessa condição (158,7 milhões).
Em todo o país, Lula lidera o primeiro turno com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro, seguidos por Augusto Cury (4%), Ronaldo Caiado (3%) e Renan Santos (3%). Na pesquisa espontânea, Lula passou de 20% das menções em abril de 2025 para 39% na pesquisa atual, enquanto Flávio Bolsonaro saiu de 12%, quando entrou na disputa em março deste ano, para 31%. O índice de indecisos na pesquisa espontânea caiu de 53% para 13% no mesmo período, refletindo o amadurecimento da disputa às vésperas do primeiro turno.
No cenário de segundo turno, Lula tem 48% das intenções de voto contra 45% de Flávio Bolsonaro, distância de três pontos que configura empate técnico dentro da margem de erro da pesquisa. Na semana anterior, o petista tinha 47% ante 45% do adversário. Lula também venceria no segundo turno simulado contra Ronaldo Caiado (48% a 42%), Romeu Zema (49% a 40%), Renan Santos (48% a 39%) e Augusto Cury (47% a 42%). Sobre a gestão do presidente, 48% aprovam o trabalho de Lula e 49% desaprovam, com o governo avaliado como ótimo ou bom por 35% dos entrevistados, regular por 23% e ruim ou péssimo por 41%.
Segundo Rizzi, o grande grupo que decidirá o pleito é aquele formado por eleitoras independentes, que decidem seus votos para além da ideologia política, e que tem ressalvas e apreços por ambos candidatos líderes na pesquisa. “Ela ficou muito sentida com a taxa das blusinhas imposta por Lula, depois retirada, mas que durante esses anos prejudicou o seu bico através da compra e venda de produtos da China, por exemplo. Por outro lado, grande parte delas se mostrava e sempre se mostrou favorável ao fim das bets, pois sentem que seus orçamentos dos lares vinham sendo drenados por filhos, maridos ou por elas próprias através das casas de apostas”, aponta.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Datafolha entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2026, com 2.506 entrevistas presenciais em 152 municípios de todas as regiões do país, com eleitores de 16 anos ou mais. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, dentro de um nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, e está registrado no TSE sob o número BR-08039/2026.
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