Votação

13/05/2021 10:35h

Não precisarão de licença ambiental obras de saneamento básico, de manutenção em estradas e portos

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Por 300 votos a 122, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou no começo da madrugada desta quinta-feira (13) o texto-base do projeto de lei do licenciamento ambiental (PL 3729/04), que estabelece regras gerais deste procedimento a serem seguidas por todos os órgãos licenciadores, como prazos de vigência, tipos de licenças e empreendimentos dispensados de obtê-la. 

De acordo com o substitutivo do deputado Neri Geller (PP-MT), não precisarão de licença ambiental obras de saneamento básico, de manutenção em estradas e portos, de distribuição de energia elétrica com baixa tensão, obras que sejam consideradas de porte insignificante pela autoridade licenciadora ou que não estejam listadas entre aquelas para as quais será exigido licenciamento.

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O texto aprovado cria ainda a licença única para simplificar o procedimento e permite a junção de licenças prévias com a de instalação, por exemplo.

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07/05/2021 16:00h

Pauta foi definida pelo colégio de líderes nesta quinta-feira (6)

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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmou que a proposta que estabelece um novo marco legal para o licenciamento ambiental será pautada para votação no Plenário na próxima semana. Lira fez o anúncio após a reunião de líderes desta quinta-feira (6). Segundo ele, houve ampla maioria sobre a pauta.

A ideia de uma nova legislação a respeito do licenciamento ambiental é estabelecer normas gerais para o licenciamento de empreendimento ou atividade que use recursos ambientais e possa, efetiva ou potencialmente poluir e causar degradação do meio ambiente.

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Lira também pautou a votação do Projeto de Lei 5829/19, que cria o marco legal para as energias fotovoltaicas. Entre outros pontos, o texto estende a cobrança de encargos e tarifas de uso dos sistemas de transmissão e de distribuição aos micro e mini geradores de energia elétrica.

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05/03/2021 11:00h

Medida Provisória vence na próxima quinta-feira (11) e ainda precisa ser votada pelo Senado

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Sem acordo, a Câmara dos Deputados decidiu adiar, para a próxima terça-feira (9), a votação da Medida Provisória 1006/20, que amplia a margem do empréstimo consignado para aposentados e pensionistas do INSS. A MP vence na próxima quinta-feira (11) e ainda precisa ser votada no Senado.

Segundo o 1º vice-presidente da Casa, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), o texto precisa de ajustes. A proposta do relator deputado Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM) prorroga por dois anos a margem maior, de 35% para 40%, para acesso ao consignado. O relator chegou a fazer um apelo para que houvesse a votação, alegando as dificuldades enfrentadas pelos aposentados com instituições que cobram juros muito altos; no entanto, não houve acordo.

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A votação da matéria poderá ser prejudicada pela análise da Proposta de Emenda à Constituição 86/2019 – a PEC Emergencial – que já foi aprovada pelo Senado. Segundo o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o texto, que cria mecanismos de ajuste fiscal e permite a retomada do pagamento do auxílio emergencial, deverá ser analisado pela Câmara na terça-feira (9) e votado na quarta (10).

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04/02/2021 00:00h

Primeiro ato do parlamentar foi estabelecer nova eleição para Mesa Diretora

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Arthur Lira (PP-AL) é o novo presidente da Câmara dos Deputados. Com 302 votos, seu primeiro ato foi estabelecer nova eleição para Mesa Diretora.

Durante assinatura de ato simbólico, na manhã de quarta-feira (3), juntamente com o presidente eleito do Senado, Rodrigo Pacheco, Arthur Lira apontou a prioridade das pautas econômicas e agilidade na vacinação contra Covid-19.

“Nesse momento, o foco é união de forças no combate à maior pandemia em 100 anos; a busca de alternativas legislativas pela vacina e a consequente afirmação dos compromissos das pautas, que destravarão a economia e beneficiarão – no âmbito do Brasil – os negócios, a geração de emprego e de renda e favorecimento daqueles que mais precisam”, afirmou.

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Pautas prioritárias

O novo presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, destacou as pautas prioritárias no Congresso Nacional, dentre elas a PEC 186/2019 ou PEC Emergencial, que cria mecanismos de controle de despesas públicas para União, estados e municípios; a PEC 188/2019, que busca descentralizar o orçamento, prestigiando a autonomia dos estados e dos municípios e a PEC 187/2019 ou PEC dos Fundos Públicos Infraconstitucionais, que vai alocar um recurso muito significativo ao Tesouro Nacional para pagamento da dívida pública.

O senador também destacou a reforma tributária como proposta prioritária das duas Casas. “Entre elas estão a reforma tributária, que tramita através de duas propostas, na Câmara e no Senado Federal, e buscaremos estipular um prazo para apresentação de um relatório final da comissão que trata da reforma tributária”, afirmou.

O presidente da Fundação Liberdade Econômica e ex-diretor da Apex, Márcio Coimbra, avalia que a postura do presidente Arthur Lira será de menos enfrentamento ao Executivo e de mais pragmatismo, uma vez que o Centrão tem uma agenda que não segue o mesmo sentido que a do ministro Paulo Guedes. Ele também aponta a pauta do Auxílio Emergencial.

“Acredito que a agenda que veremos, esse ano, do Centrão, seja a da prorrogação do Auxílio Emergencial. Porque vai atender regiões que são importantes e caras para esses parlamentares, especialmente nas regiões menos assistidas, Norte e Nordeste. E provavelmente o Centrão deve ocupar o Ministério da Cidadania, que vai distribuir esses recursos”, comenta.

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Mesa Diretora

A votação da nova Mesa Diretora, que comandará a Casa pelos próximos dois anos, estava marcada para segunda-feira (1°), juntamente com a eleição do novo presidente da Câmara. Inclusive, os deputados chegaram a escolher os candidatos para os cargos. Mas assim que Arthur Lira foi nomeado como presidente da instituição, sua primeira determinação foi anular a votação da Mesa Diretora. Segundo ele, o bloco partidário de Baleia Rossi (PT, MDB, PSDB, PSB, PDT, Solidariedade, PCdoB, Cidadania, PV e Rede) só foi formalizado após o prazo estipulado e, por isso, não deveria ser considerado.

Segundo o especialista Márcio Coimbra, Arthur Lira tinha legalmente o direito de tomar essa decisão, porque o bloco de fato não foi registrado em tempo hábil. Mas politicamente, ele conseguiu articular uma pacificação da situação com a proporcionalidade da Mesa.

Após a nova votação na manhã de quarta-feira (3), os seguintes parlamentares foram escolhidos, em primeiro turno: Marcelo Ramos (PL-AM) como 1º vice-presidente; André de Paula (PSD-PE), como 2º vice-presidente; Luciano Bivar (PSL-PE), como 1º secretário; Rose Modesto (PSDB-MS), como 3ª secretária; Rosângela Gomes (Republicanos-RJ), como 4ª secretária e os deputados Alexandre Leite (DEM-SP); Gilberto Nascimento (PSC-SP); Eduardo Bismark (PDT-CE) e Cássio Andrade (PSB-PA), como suplentes de secretários. Em segundo turno, a deputada Marília Arraes (PT-PE) foi eleita 2ª secretária.

A votação foi presencial e secreta, com 21 urnas eletrônicas distribuídas pelo Plenário Uysses Guimarães e pelos salões Verde e Nobre.

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O especialista Márcio Coimbra explica como a decisão do presidente da Câmara impacta no cenário político do País. “Arthur Lira será um presidente da Câmara dos Deputados, que tem autoridade, e que saberá usar o seu poder de forma muito inteligente. Há uma divisão e um co-governo, onde Jair Bolsonaro terá em Arthur Lira um Primeiro-ministro indemissível”, avalia.

Confira na íntegra, no Canal da Câmara no Youtube, a assinatura do documento de compromisso de mandato da Câmara e do Senado. 

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02/02/2021 08:50h

Candidato apoiado por Bolsonaro obteve 302 votos favoráveis

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Arthur Lira é o novo presidente da Câmara dos Deputados. O candidato apoiado por Bolsonaro obteve 302 votos favoráveis e venceu em primeiro turno. Eleição ocorreu presencialmente nesta segunda-feira (1), com início às 19 horas e término próximo à meia noite. Ao todo, nove deputados apresentaram oficialmente suas candidaturas até o prazo previsto: Alexandre Frota (PSDB-SP), André Janones (Avante-MG), Fábio Ramalho (MDB-MG), General Peternelli (PSL-SP) e Kim Kataguiri (DEM-SP) não tiveram apoio partidário. Arthur Lira (PP-AL) e Baleia Rossi (MDB-SP) tiveram apoio de, pelo menos, dez partidos. Luiza Erundina (PSOL-SP) e Marcel van Hattem (Novo-RS) contaram com apoio de seus respectivos partidos. No entanto, antes do início da votação, o candidato Alexandre Frota retirou sua candidatura, em favor de Baleia Rossi.

O placar final ficou:

- Arthur Lira (PP-AL): 302 votos
- Baleia Rossi (MDB-SP): 145 votos
- Fábio Ramalho (MDB-MG): 21 votos
- Luiza Erundina (PSOL-SP): 16 votos
- Marcel Van Hattem (Novo-RS): 13 votos
- André Janones (Avante-MG): 3 votos
- Kim Kataguiri (DEM-SP): 2 votos
- General Peternelli (PSL-SP): 1 voto
- Em branco: 2 votos

No primeiro discurso como novo presidente da Câmara, Arthur Lira ressaltou a pluralidade das vozes na instituição. "Os colegiados, a proporcionalidade e o Plenário da Câmara, como instituição, devem ser a voz de todos, e não a voz de um. A presidência deve ter neutralidade, deve ser equidistante. A cadeira [do presidente no plenário] é giratória para que seu ocupante seja capaz de olhar para o centro, para a direita e para a esquerda", comentou. 

O parlamentar pediu um instante de silêncio, em respeito às vítimas da Covid-19, e defendeu a vacinação. "O povo sofre com seus efeitos e mais do que nunca precisa que os poderes da República atuem com harmonia e responsabilidade, sem abrir mão da sua independência. Temos que examinar como fortalecer nossa rede de proteção social. Temos que vacinar, vacinar, vacinar o nosso povo. Temos que buscar o equilíbrio das nossas contas públicas", afirmou.

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Além da presidência da Câmara, seriam definidos os demais cargos da Mesa Diretora, responsável pela direção dos trabalhos legislativos e gestão administrativa da Casa: 1º vice-presidente; 2º vice-presidente; 1º, 2º, 3º e 4º secretários e quatro suplentes dos secretários. No entanto, o novo presidente da Câmara, Arthur Lira, revogou a decisão de seu antecessor, Rodrigo Maia, de aceitar o registro do bloco de partidos que apoiou o adversário Baleia Rossi. A nova votação ficou marcada para terça-feira (2), às 16 horas. A distribuição de vagas da Mesa é feita de acordo com o tamanho dos blocos ou partidos, sendo que os maiores têm preferência na escolha pelos cargos de sua preferência. 

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Como se deu o processo de votação

Desde o início da pandemia, as votações de pautas na Câmara acontecem por videoconferência, para evitar o contágio pelo novo coronavírus. Pela plataforma Infoleg, os parlamentares podem acompanhar as atividades legislativas e votar. O presidente da Casa gerencia um console direto da mesa diretora. A população em geral também pode acessar o aplicativo e conferir uma série de informações, como dados sobre os deputados, agenda de sessões no Plenário, principais normas legislativas, entre outras.

No entanto, a votação do novo presidente da Câmara foi feita de forma presencial, para garantir o sigilo do voto. O presidente da Fundação Liberdade Econômica e ex-diretor da Apex, Márcio Coimbra, explica como foi a votação para os parlamentares que fazem parte do grupo de risco para Covid-19.

“O processo de eleição da mesa é feito mediante voto presencial, na maior parte das vezes digital. Nessa eleição foram colocadas cabines de votação no Salão Verde. Aqueles deputados, que são grupo de risco da Covid 19, podem ir nessa cabine de votação, descer no Salão Verde, e depois irem embora”, detalha.

O cientista político ressalta a importância dessa votação para o cenário político do País. “O presidente da Câmara dos deputados é aquele que decide sobre a abertura ou não de processo de impeachment. E, como o Bolsonaro é o presidente que proporcionalmente recebeu o maior número de pedidos de impeachment em tempo de mandato, existe muita pressão da sociedade, especialmente diante da pandemia e do baque da economia”. No entanto, segundo ele, ainda não há ambiente político no Congresso para um processo como esse.

De acordo com o cientista político Márcio Coimbra, é o presidente da Câmara que vai decidir o futuro do governo Jair Bolsonaro, já que é ele quem pauta as votações na Casa e pode negociar a maioria. Vantagem para o governo Bolsonaro, que apoiou a candidatura de Arthur Lira ao cargo. 

Em entrevista coletiva ao portal brasil61.com, o professor do Ibmec Brasília, Ricardo Caichiollo, afirma que as pautas econômicas devem ter destaque no Legislativo em 2021. 

“Independentemente de quem se tornar presidente da Câmara dos Deputados, há pautas que necessariamente terão que ser abordadas, principalmente relacionadas à economia. Também há propostas relacionadas à pandemia e também a discussão de retorno do auxílio emergencial, que necessariamente precisa passar pela Câmara e pelo Senado”, afirma.

Presidente eleito

Natural de Maceió, Arthur Lira (51) é atual líder do PP e está em seu terceiro mandato como deputado federal. Possui experiência profissional como empresário, advogado e agropecuarista. Para se eleger como presidente da Câmara, o parlamentar trabalhou em sua candidatura desde o ano passado, angariando um leque de apoio no Congresso e do Presidente da República Jair Bolsonaro. Os partidos PP, PL, PSL, Pros, PSC, Republicanos, Avante, Patriota, PSD, PTB e Podemos apoiaram seu pleito ao cargo.

Segundo o cientista político, Márcio Coimbra, ele e seu principal adversário ao cargo, Baleia Rossi, possuem um histórico de votação parecido para as pautas da Câmara. “Tanto Baleia Rossi, quanto Arthur Lira, possui um histórico de votação de centro. Na maioria das votações, a tomada de decisão é muito parecida. A única diferença é que Baleia é um político mais de bastidor e Lira é um candidato mais de ocupação de espaços”, explica.

Arthur Lira disse ainda, em seu discurso, que vai propor pautas emergenciais ao Senado. "Irei propor ao novo presidente do Senado, neste caso já eleito também, o senador Rodrigo Pacheco, de Minas Gerais, a quem parabenizo, uma ideia geral, que chamo de pauta emergencial, vejam bem, pauta emergencial, para encaminharmos os temas urgentes", afirmou.

Confira o discurso completo no Canal da Câmara dos Deputados no Youtube.

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02/01/2021 00:00h

Levantamento do Observatório Social do Brasil aponta um aumento de 54% no custo do voto para prefeito, na cidade de Limeira, em São Paulo

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Você sabe o custo de um voto por candidato a prefeito? Levantamento do Observatório Social do Brasil, na cidade de Limeira, em São Paulo, aponta que cada voto dos eleitores limeirenses custou, em média, R$ 13,76 aos cofres públicos. Em comparação com as eleições municipais de 2016, houve um aumento de 54% no custo do voto, quando foi de R$ 8,92. O somatório das despesas de campanha declaradas pelos candidatos a prefeito de Limeira, em 2020, foi de R$ 1.925.725,87. Ao todo, foram contabilizados 139.998 votos válidos. 

O custo do voto para vereadores também cresceu entre as últimas eleições municipais. Em 2020, as campanhas para o legislativo custaram R$ 433.871,60, considerando um total de 33.621 votos válidos. Assim, cada voto custou em média R$ 12,90, enquanto que em 2016, o custo ficou em R$ 10,39 – um aumento de 20,25%.

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Fontes de Financiamento

Em 2020, o montante do Fundo Especial de Financiamento de Campanha foi de R$ 2,03 bilhões para todo o País. Esse valor é distribuído entre partidos políticos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral, para que possam financiar as campanhas de seus candidatos, dentro do limite de gasto, determinado pela Justiça Federal. Além disso, é obrigatória a aplicação de 30% dos recursos em candidaturas femininas. Em municípios com até 10 mil habitantes (54% dos municípios brasileiros), o teto de gastos é de R$ 123 mil para prefeito e R$ 12 mil para vereador. Já na cidade de São Paulo – maior colégio eleitoral brasileiro – o limite é de R$ 51 milhões para prefeito e R$ 3,6 milhões para vereador.

Os partidos também podem recorrer ao financiamento coletivo, através de plataformas devidamente registradas junto à Justiça Eleitoral. Nesse caso, não são permitidas doações de empresas, e os valores doados individualmente não podem passar de 10% dos rendimentos anuais. O candidato também pode fazer uma autodoação, mas o teto é de 10% do limite de gastos estabelecidos para o cargo em disputa.

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O professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, Carlos Machado, explica de onde provêm os recursos de campanha.

“A partir de 2018, vamos ter um volume maior de recursos públicos aportando para campanhas políticas. Antes disso a maior parte do recurso era privada. Nos dados de 2016, a média desse cálculo, de receita de campanha divido pela quantidade de votos que cada candidato obteve, foi de 48 reais”. Segundo o professor, o cálculo de 2016 leva em conta um percentual maior de recursos privados, se comparado ao pleito deste ano.

O cientista político e advogado especialista em direito público, Nauê Bernardo Azevedo, destaca a importância do cálculo do voto.

“Saber o custo médio do voto é necessário para que os agentes públicos possam se movimentar, para entender o que torna uma campanha política tão cara, e o que pode ser feito para afastar esses custos, que – no fim das contas – são nocivos a democracia”, explica.

O especialista Nauê Bernardo Azevedo chama atenção para a dificuldade em levantar recursos para campanhas eleitorais, o que pode afastar os novatos na política. 

“Já vivemos um cenário no qual o financiamento por entes privados de campanha ficou bastante difícil, porque as pessoas jurídicas não podem fazer doações. E as pessoas físicas têm um limite de doação. Então o levantamento de recursos por pessoas neófitas na política acaba se tornando uma tarefa bastante árdua”, aponta.
De acordo com o professor da UnB, Carlos Machado, para dizer se o custo de um voto foi caro ou barato, é preciso olhar cada candidato individualmente. 

“Pessoas ligadas às igrejas vão ter um custo de voto mais baixo, porque não precisam investir tanto em campanha de visibilização das suas candidaturas; os contatos comunitários já vão permitir isso. Também os candidatos à reeleição já possuem uma exposição prévia e vão precisar investir menos, para conseguir ter um retorno de voto mais elevado”, explica. 

Observatório Social do Brasil

O OBS é um espaço para o exercício da cidadania, democrático e sem partido, que já está presente em 150 municípios, em 17 estados brasileiros. O objetivo é contribuir com a melhoria da gestão pública, prevenção da corrupção e controle dos gastos públicos. Cada Observatório Social reúne o maior número possível de representantes da sociedade civil, como empresários, profissionais, professores, estudantes, funcionários públicos e outros cidadãos brasileiros, que se entregam voluntariamente à causa da justiça social.

O trabalho técnico consiste em uma metodologia de monitoramento de compras públicas, em nível municipal, desde a publicação do edital de licitação até o acompanhamento da entrega do produto ou serviço, para que possa agir preventivamente no controle social dos gastos públicos.

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26/12/2020 01:00h

A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo Sistema Justifica ou em qualquer cartório eleitoral.

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Os eleitores que não compareceram à votação no segundo turno das eleições em Macapá (AP), realizado no último domingo (20), têm 60 dias para justificar a ausência. A justificativa pode ser feita pelo aplicativo e-Título, pelo Sistema Justifica ou em qualquer cartório eleitoral.

Além de pagar uma multa de R$ 3,51, referente à ausência em cada turno, os eleitores faltosos que não justificarem dentro do prazo ficarão impedidos de emitir documentos como RG e passaporte, receber salário ou proventos de função em emprego público, prestar concurso público, e renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo, entre outras consequências.

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É necessário expor, por escrito, os motivos pelos quais deixou de votar e apresentar documentos que comprovem a impossibilidade de comparecimento ao local de votação. Ao fazer a justificativa por meio do e-Título ou no Sistema Justifica, o eleitor receberá um número para acompanhar a análise do pedido, que será feita pelo juiz da respectiva zona eleitoral.

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09/12/2020 13:00h

A justificativa eleitoral pode ser entregue em até 60 dias pelo aplicativo e-Título (baixe na Google Play ou na App Store), pelo Sistema Justifica ou em qualquer cartório eleitoral

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Os eleitores de Macapá (AP) que têm entre 18 e 70 anos e não puderam comparecer à votação no último domingo (6), devem justificar essa ausência. A justificativa eleitoral pode ser entregue em até 60 dias pelo aplicativo e-Título (baixe na Google Play ou na App Store), pelo Sistema Justifica ou em qualquer cartório eleitoral.

A pessoa que faltou ao primeiro turno dessas eleições precisa explicar o motivo, por escrito, e apresentar documentos que comprovem essa ausência. Ao fazer a justificativa por meio do e-Título ou no Sistema Justifica, o eleitor recebe um número para acompanhar a análise de seu pedido, que será feita pelo juiz da respectiva zona eleitoral.

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ELEIÇÕES 2020: TSE exige novas eleições para a prefeitura de Bom Jesus de Goiás (GO)

É importante lembrar que cada turno é contabilizado como uma eleição, ou seja, mesmo quem não compareceu ao primeiro turno precisa ir votar no segundo turno das eleições – que está marcado para o dia 20 de dezembro, quando Macapá vai definir o novo prefeito da cidade.

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03/12/2020 01:00h

Para o vice-presidente “é algo a se pensar."

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O balanço final das eleições municipais de segundo turno, divulgado pelo ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), trouxe os números referentes ao quantitativo de eleitores que foram ao pleito no último dia 29 de novembro. O boletim indicou que 29,47% do eleitorado, ou 11.116.373 votantes não depositaram suas escolhas para gestores. 

Para o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, o coeficiente abre brecha para se repensar a obrigatoriedade do voto. "É uma abstenção alta. Nos últimos anos ela já vinha [crescendo], acredito que aumentou por causa da pandemia", disse Mourão. "Há algum tempo já se discute a questão do voto obrigatório aqui no Brasil, quando você vê candidato eleito com menos votos que os brancos, nulos e abstenções, isso é algo a se pensar."

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O total de votos brancos somou 1.035.217 (3,89%), e os nulos foram 2.344.085 (8,81%). Para o cientista político e advogado Valdir Pucci, visto o alto índice de abstenção influenciado pelas baixas penalidades aplicadas a quem contraria a obrigatoriedade do voto, pouca coisa deveria mudar caso esta condição fosse retirada. 

“Essa obrigatoriedade é meio relativa já que a pessoa pode deixar de sofrer penalidade se justificar a ausência do voto ou se pagar uma multa que hoje gira em torno de R$ 4,00. Ou seja, é uma penalidade muito baixa para o não comparecimento. Por isso que hoje as pessoas pesam na balança e entendem ser melhor não comparecer e depois pagar a multa. Entendo que com o fim da obrigatoriedade no País, nós não teríamos uma grande diferença do que nós temos hoje, justamente por causa desse entendimento”, avalia.

O voto nem sempre foi obrigatório no Brasil. Desde o período colonial, o voto era restrito a homens livres e as eleições eram locais. Com a independência, em 1822, ele continuou a ser censitário, ou seja, restrito a uma parcela da população definida por renda. Apenas em 1932, as mulheres receberam o mesmo direito ao voto que os homens, e o mesmo passou a ser secreto.

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30/11/2020 00:16h

Região Norte do país encerra segundo turno das eleições de forma tranquila

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Na região norte do país, o segundo turno das eleições ocorreu de forma tranquila.

Pará

Edmilson Rodrigues (PSOL) foi eleito prefeito de Belém após o segundo turno das eleições na capital do Pará. Ao atingir 384.908 votos (51,76%), com 98,56% das seções totalizadas neste domingo (29), Edmilson garantiu a vaga de prefeito em cima da disputa com o candidato delegado federal Eguchi (Patriota). De acordo com o novo prefeito, durante a primeira entrevista após a vitória, agora será o momento de juntar forças para melhorar a vida da população na cidade.   

“Esse trabalho, com a minha experiência, vai ser mais fácil de resolver unindo todo mundo. Eu quero fazer um governo que represente essas forças vitoriosas e até com gente que porventura não tenha apoiado a gente e possa contribuir. Eu não vou fazer um raio-x ideológico em ninguém, tem muita gente boa querendo ajudar Belém e nós vamos atrás porque é necessário ter os melhores para ajudar a superar os problemas tão graves que Belém tem”, afirmou.

O recém-eleito prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues, é natural da cidade e tem formação como professor e arquiteto, com doutorado em Geografia Humana pela Universidade de São Paulo (USP). Já foi prefeito da capital anteriormente, entre 1997 e 2000, e reeleito para o cargo em 2001 quando ficou até 2004. A carreira política de Edmilson Rodrigues ainda conta com três mandatos como deputado estadual e dois como deputado federal. Neste ano, concorreu pela coligação Belém de Novas Ideias (PT/Rede/UP/PCdoB/PSOL/PDT) com Edilson Moura (PT) como vice.

Na cidade de Santarém, uma das maiores do estado, o prefeito Nélio Aguiar (DEM) foi reeleito com 59,22% dos votos totais do município, derrotando a candidata Maria (PT), que é ex-prefeita e conquistou 40,78% do eleitorado.

Amazonas

Em Manaus, a capital do Amazonas, o candidato do partido Avante, David Almeida, foi eleito para a prefeitura da cidade. De acordo com o TSE, o candidato recebeu 466.970 votos válidos, o que significa 51,27% do total. Esse número bastou para derrotar o outro candidato, Amazonino Mendes (Pode). A totalização de votos registrou o comparecimento de 77% dos eleitores às urnas e um total de 4% de votos em branco e 7% de votos nulos.

Um fato marcante para o recém-eleito prefeito de Manaus, foi que no sábado (28), sua mãe, conhecida como dona Rosa, faleceu aos 84 anos, vítima da Covid-19. A senhora estava internada há mais de uma semana no Hospital Adventista de Manaus devido a doença. Por conta disso, o candidato não quis comemorar a vitória nas urnas, mas falou com seus eleitores por meio das redes sociais.

“A partir de janeiro eu quero ser o prefeito de todos, pois será uma administração inclusiva e não uma administração exclusiva. Vou servir Manaus com carinho, com êxito, eficiência e gestão. Quero ser um prefeito amigo, atuante e presente. Isso é muita responsabilidade para uma pessoa, mas quando Deus chama ele capacita. Eu pedi um emprego para Deus para ser motorista e ele já me deu três mandatos e deputado estadual, presidente da Assembleia, governador interino e agora me entrega a cidade de Manaus para que eu possa administrar”, disse o novo prefeito.

David Antônio de Almeida tem 51 anos e é natural de Manaus. Formando em Direito, iniciou a carreira política aos 27 anos. Foi deputado estadual por três mandatos consecutivos, sendo eleito pela primeira vez em 2006. O segundo mandato foi em 2010, e o terceiro, em 2014. David Almeida foi eleito presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas para o biênio 2017/2018. Em 2017, foi governador interino do Amazonas após a cassação de José Melo de Oliveira e de seu vice pelo Tribunal Superior Eleitoral. Nas Eleições 2020, concorreu pela coligação Avante Manaus (Avante/PMB/PTC/PRTB/PV/DEM/Pros). Marcos Rotta (Avante) é o vice prefeito eleito.

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Rondônia

Na capital de Rondônia, os eleitores de Porto Velho decidiram por Hildon Chaves (PSDB) para ser o novo prefeito da cidade. A escolha foi confirmada pelo TSE, pelo candidato ter conseguido 109.992 votos válidos, o que significa 54,45% do total. Assim, Hildon vence a disputa frente a Cristiane Lopes (PP) que ficou fora da vaga. Em Porto Velho a taxa de comparecimento às urnas foi de 65%, com total de votos em branco sendo 2,67% e os votos nulos contabilizando 5,18%.

Hildon de Lima Chaves tem 52 anos, é natural do Recife. Formado em Direito no estado do Paraná, foi aprovado no concurso de promotor do Ministério Público de Rondônia (MP-RO). Em 2013, deixou a carreira no MP para se dedicar às empresas do ramo educacional da família. Em 2016, foi candidato a prefeito de Porto Velho e venceu no segundo turno. Nas eleições deste ano, concorreu pela coligação O Trabalho Continua (PSD/PL/PSDB/DEM). Maurício Carvalho (PSDB) é o candidato eleito para vice prefeito da cidade.  

Roraima

Arthur Henrique (MDB) é o atual prefeito de Boa Vista e foi reeleito neste domingo (29) para o cargo, com 116.792 votos válidos, o que representa 85,36% do total, derrotando Ottaci (Solidariedade). Na capital de Roraima foi registrado o comparecimento de 68,62% dos eleitores às urnas. O total de votos em branco ficou em 3,06% e os votos nulos contabilizaram 5,25%.

Arthur Henrique tem 39 anos e atuou como titular da Secretaria Extraordinária de Inclusão Digital de Boa Vista, de 2013 a 2016. Sem formação superior, o candidato construiu a carreira em duas multinacionais do setor de Tecnologia. Nas Eleições 2020, concorreu pela coligação O Trabalho Continua (MDB/PMB/Avante). Cássio Gomes (MDB) foi o vice prefeito eleito.  

Acre

Na capital do Acre, os eleitores de Rio Branco escolheram Tião Bocalom (PP) para ser o novo prefeito do município. Com 104.746 votos, o que significa 62,93%, Tião superou a atual prefeita da cidade, Socorro Neri (PSB), que recebeu 37,07% do total de votos da população. O TSE registrou o comparecimento de 67,89% do eleitorado do município, com total de votos em branco sendo o de 1,91% e os votos nulos contabilizando 2,57%.

Sebastião Bocalom Rodrigues tem 67 anos e nasceu em Bela Vista do Paraíso (PR). Começou a carreira política na década de 1980, como vereador em Nova Olímpia (PR), depois, em 1988, foi ao Acre onde atua como servidor público. Foi prefeito do município de Acrelândia, vizinho a Rio Branco, por três mandatos. É professor formado em Matemática, pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Mandaguari (Fafiman), e em Ciências Físicas e Biológicas, pela Faculdade de Ciências Físicas e Biológicas de Umuarama (PR). Nas Eleições 2020, concorreu pela coligação Produzir para Empregar (PSD/PP). A vice prefeita é Marfisa de Lima Galvão (PSD).

Amapá

Vale destacar ainda que Macapá, capital do Amapá, ainda vai precisar escolher o prefeito. Por conta do apagão que atingiu o estado por 22 dias, os mais de 292 mil eleitores ficaram prejudicados. Desta forma o Tribunal Superior Eleitoral definiu que a cidade vai realizar seu primeiro turno das eleições no dia 6 de dezembro, enquanto a segunda etapa ocorrerá no dia 20.

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Brasil 61