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LOC.: O debate sobre a modernização das regras trabalhistas segue em destaque no Congresso Nacional. A proposta, defendida por parte dos parlamentares como uma forma de ampliar a qualidade de vida dos trabalhadores, levanta questionamentos sobre os impactos econômicos e operacionais para empresas de diferentes portes e setores.
Na reunião semanal da Frente Parlamentar do Comércio e Serviços (FCS) desta semana, o deputado federal Evair de Melo (PP-ES) disse que o principal foco deveria ser aumentar a renda das pessoas.
TEC./SONORA: Evair de Melo, deputado federal (PP-ES)
“Para isso, tem que diminuir a participação e a presença do Estado, redução significativa. Não adianta deixar a pessoa parada sem renda. Na verdade, se você fizer uma pesquisa entre os trabalhadores, entre ficar parado e ganhar mais, todo mundo vai querer ganhar mais.”
LOC.: Na Câmara dos Deputados, três diferentes propostas são analisadas. Independentemente do formato que prosseguir, Melo entende que qualquer discussão tem que visar também o aumento da produtividade no país.
TEC./SONORA: Evair de Melo, deputado federal (PP-ES)
“Investir em qualificação de mão de obra, máquinas e equipamentos. A produtividade de um funcionário nos Estados Unidos é muito maior do que o brasileiro, porque ele é mais preparado, tem mais informação, tem mais tecnologia. Isso faz com que ele aumente a produtividade da empresa e aí sim ele possa participar dos resultados aumentando sua renda. E do outro lado, um governo que tenha responsabilidade fiscal, porque da forma que tá, aumenta o juro, aumenta o custo do dinheiro, tira a capacidade de compra do consumidor e também é prejudicial.”
LOC.: A CACB, Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, reforça a necessidade de uma análise ampla antes de qualquer alteração no atual modelo de jornada de trabalho. Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, alerta que uma eventual alteração, caso seja feita de forma abrupta, pode trazer impactos significativos para o mercado.
TEC./SONORA: Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB
“Chamar todos os setores da sociedade, chamar a sociedade civil organizada, os empreendedores, os trabalhadores, os representantes dos trabalhadores e vamos verificar como a gente pode fazer uma alteração possível e que não prejudique nem os consumidores com inflação, nem os trabalhadores com queda nos empregos e nem os empresários com aumento de custo.”
LOC.: Enquanto o tema segue em análise, a CACB reforça que qualquer mudança na legislação trabalhista deve ser construída com base em dados técnicos e impacto real na economia, de forma a garantir avanços sociais sem comprometer a geração de empregos e a competitividade das empresas brasileiras.
Reportagem, Álvaro Couto.