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LOC.: A deputada federal Adriana Ventura, do partido NOVO de São Paulo, protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição que cria um código de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal e demais instâncias do Judiciário. O texto precisa de 171 assinaturas de parlamentares para tramitar na Câmara.
A proposta estabelece diversas diretrizes a serem observadas pelos integrantes da Suprema Corte, como integridade e independência; atuação justa, imparcial e diligente; conduta extrajudicial compatível com os deveres institucionais e afastamento das atividades político-partidárias.
A deputada defende a urgência da proposta.
TEC./SONORA: deputada Adriana Ventura, NOVO-SP
“A criação de um código de ética é mais do que urgente. Precisamos resgatar a credibilidade do Supremo Tribunal Federal. Imparcialidade não é escolha, não é opcional. A lei precisa valer para todos, inclusive para os ministros do STF.”
LOC.: A Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil, a CACB, lançou, em 12 de fevereiro, um manifesto em defesa de Códigos de Conduta como a materialização de valores que orientam decisões, relações institucionais e a atuação em favor do interesse coletivo.
Para a entidade, o código de conduta para ministros do STF e demais instâncias do Judiciário se consolida como um exemplo institucional relevante. Segundo o documento, “a credibilidade de uma instituição é construída a partir de princípios sólidos, coerência de conduta e responsabilidade pública”.
A apresentação da PEC ocorre em paralelo ao pedido de impeachment contra o ministro do STF Dias Toffoli, protocolado pelo partido NOVO no Senado Federal. Com a nova solicitação, o ministro soma dez pedidos de impeachment na Casa.
Segundo o partido, quando era relator do processo envolvendo o Banco Master, o ministro Toffoli foi citado em mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, fundador da instituição financeira. No mesmo dia, o ministro deixou a relatoria do processo, o que não impede a análise do pedido de impeachment.
TEC./SONORA: deputada Adriana Ventura, NOVO-SP
“O que que tem nessas gravações? Menções a pagamentos de valores altíssimos. E em momento nenhum o ministro Dias Toffoli negou o recebimento desses valores. Ele é sócio de uma empresa de participações que tem ligação com toda a teia investigada. Existe um grave conflito de interesse. Como que o ministro do STF pode relatar e decidir um caso que ele tem relação financeira com essa pessoa?”
LOC.: Apesar disso, a deputada diz não acreditar que o pedido avance no Senado sob a presidência de Davi Alcolumbre, do União do Amapá, nem mesmo na Câmara dos Deputados.
Reportagem, Paloma Custódio